BOLETIM

INFORMATIVO

CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI — Movimento Pró
-Informação para a Cidadania e Ambiente, convoco a
Assembleia Geral Ordinária desta Associação,
que se realizará Domingo, dia 19 de Fevereiro, pelas
14:30 horas, no Sítio do Vale Salgueiro, sito em Pêro
Moniz, concelho do Cadaval, com a seguinte
ordem de trabalhos:
1 – Discussão e votação do Relatório
e Contas do ano 2016
2 – Discussão e votação do Plano de Actividades
e Orçamento para 2017.
3 – Outros assuntos de interesse para a associação
Não havendo número legal de associados
para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma
segunda convocação para meia hora depois,
funcionando com qualquer número de associados.

VISITA GUIADA – CONVÍVIO DE
SÓCIOS E AMIGOS
TROCA DE SEMENTES
Domingo, 19 de Fevereiro —10.30 h
Sítio do Vale Salgueiro (Pêro Moniz – Cadaval)
Permacultura – produção de cogumelos – produção de
fertilizante líquido …
Traz as tuas sementes para troca
Traz algo para comer e beber para partilhar!

Vilar, 17 de Janeiro de 2017
A Presidente da Assembleia-Geral
Graça Maria Rolim André Queirós

Editorial
A história ensina-nos que a cada período de crise surge um regresso à terra! Há novos projectos de agricultura na nossa região, e não só, protagonizados quase invariavelmente por jovens,
que precisam do apoio da comunidade, por isso reforço o convite para conhecermos um desses projectos no dia da assembleiageral! Vemo-nos no Sítio do Vale Salgueiro em Pêro Moniz?
Até lá!
A presidente da direcção
Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Dia Mundial da Bolota

2

Alternativas Herbicidas 2
Reciclagem em Portugal

3

Ocupação de Terras

4

Leguminosas

6

Eco-Receita

6

Breves

7

Espaço Jovem Atento

8

Ano 13, N.º 37
Janeiro de 2017

www.mpica.info

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PARTICIPAÇÃO NA COMEMORAÇÃO DIA MUNDIAL DA BOLOTA
DO MUSEU LEONEL TRINDADE (TORRES VEDRAS)

n.º 37 - Janeiro 2017

Alexandra Azevedo

O museu Leonel Trindade de Torres Vedras (que se aconselha vivamente a visita!) teve a ideia muito feliz
de celebrar o Dia Mundial da Bolota (10 de Dezembro). Duas turmas da Escola Padre Vítor Melícias (em Torres
Vedras) começaram por visitar o Castro do Zambujal local onde participei com uma pequena apresentação sobre
a importância da bolota como alimento para a nossa espécie e como é tão entusiasmante ver bolotas caídas das
árvores que se equipara à personagem do esquilo dos filmes de animação "A idade do gelo"! Todos puderam
degustar pão de bolota (que ainda
estava quentinho!).
Seguiu a visita ao museu e por
fim a palestra de Rita Beltrão, da
Terrius, uma empresa sediada em
Portalegre e um das poucas em
Portugal que comercializa bolota
para consumo humano.
Devo dizer que fiquei muito
feliz pela receptividade que o assunto despertou nos professores,
alunos e pessoal do museu. Esperemos que se repitam mais eventos
do género!

ENCONTROS SOBRE ALTERNATIVAS AOS HERBICIDAS

Alexandra Azevedo

Em Outubro realizaram-se dois importantes
encontros, um no Porto e outro em Lisboa, para
discutir alternativas aos herbicidas, com destaque
para o glifosato, sinal da crescente preocupação
em relação a este assunto. Foi muito interessante
a partilha de informações, e o conhecimento de
algumas dificuldades sentidas no terreno e esperamos que tenha ficado claro que é necessária uma
abordagem mais alargada de olhar o espaço público colocando a saúde pública e o ambiente em
primeiro lugar. O sucesso na mudança de práticas
será tanto maior quanto maior for a cooperação e o
compromisso de vários sectores da sociedade.

EM CAMPOLIDE SEPARAR O LIXO VAI DAR DINHEIRO
Ora aqui está uma notícia no sentido positivo na busca de soluções que aumentem a reciclagem. A recolha e
separação de lixo na freguesia de Campolide, em Lisboa, começou em Setembro de 2016 a ser recompensada,
através do projecto "Pago em Lixo", que transforma os resíduos urbanos em moeda de troca para compras no comércio tradicional. Um quilograma de lixo reciclável vai ser trocado por duas notas "Lixo", dinheiro criado pela
Junta de Freguesia de Campolide, em que cada nota corresponde a um euro, que apenas pode ser utilizado no

n.º 37 - Janeiro 2017

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EM 2015, PORTUGAL RECICLOU APENAS 28% DOS SEUS RESÍDUOS
URBANOS, QUANDO A META PARA 2020 É DE 50%.
A RECICLAGEM NA VALORSUL É AINDA INFERIOR

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Alexandra Azevedo

Portugal teve um desempenho muito
aquém do que seria necessário na gestão
de resíduos sólidos urbanos. Com o país a
alcançar valores de apenas 28% na reciclagem de resíduos urbanos, Portugal terá
dificuldade em alcançar a meta a que está
obrigado em 2020.
Para se ter uma noção da dimensão do
problema do lixo no nosso país há que
referir que cada português produziu perto
de meia tonelada de lixo em 2015 (464
Kg), a segunda maior quantidade dos últimos cinco anos, totalizando 4,8 milhões
de toneladas!
No caso da Valorsul a reciclagem é
ainda inferior e considerando os dados de
resíduos publicados no boletim anterior (n.º 36) para a área Oeste (correspondente à antiga Resioeste) a taxa de
reciclagem andará pelos 23% apenas e para toda a área da Valorsul (ou seja com mais os municípios de Amadora,
Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira) a taxa de reciclagem será ainda mais inferior. As contas não são
muito fáceis de fazer, mas tendo em conta os dados do Relatório e Contas das Valorsul 2015, os resíduos da recolha selectiva e os desviados para valorização orgânica somam 79.373 t representa uma percentagem de apenas
8,7% em relação à totalidade processada em todas as infra-estruturas (que totaliza 912.371 t), sendo a enviada
para incineração (619.671 t) e para aterro sanitário (60.334 t no aterro de Mato da Cruz + 124.556 t no ASO –
Aterro Sanitário do Oeste) o destino da maior parte dos resíduos!!
Este mau desempenho deve-se a vários factores que é urgente alterar, entre eles: a manutenção de uma taxa
de gestão de resíduos muito baixa, que não desincentiva a opção por estas soluções de fim de linha e a reduzida
aposta na recolha selectiva porta-a-porta. O problema pode também ser explicado pela ausência de uma estratégia de recolha selectiva de resíduos orgânicos, quando Portugal tem muitos solos degradados que necessitam de
incorporação de matéria orgânica e de nutrientes para melhorarem a sua fertilidade e por fim, um sistema de
pagamento do custo de tratamento de resíduos por parte do cidadão, que não diferencia entre quem se esforça e
quem nada faz.
Há bons exemplos de cidades que em pouco tempo conseguiram aumentar consideravelmente os resíduos
enviados para reciclagem, é o caso da cidade de Parma, com mais de 190 mil habitantes, que em apenas 4 anos
aumentou a sua recolha selectiva de 48,5% para 72%, ao mesmo tempo que reduziu 59% dos resíduos que tiveram que ser depositados em aterro ou incinerados.
Portugal precisa que estes bons exemplos sejam mais replicados!
Fontes: greensavers.sapo.pt, Relatório e Contas Valorsul 2015

EM CAMPOLIDE SEPARAR O LIXO VAI DAR DINHEIRO (CONTINUAÇÃO DA PÁGINA ANTERIOR)
comércio tradicional local. Os comerciantes são, depois, ressarcidos pela Junta de Freguesia do valor das compras
efectuadas pelos habitantes da freguesia com o recurso aos “lixos”.
Esta é uma ideia criativa para resolver dois problemas da freguesia: falta de comportamentos cívicos
em relação ao lixo e crise no comércio tradicional.
Fonte: https://goo.gl/MXjWc3

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n.º 37 - Janeiro 2017

OCUPAÇÃO DE TERRAS REGRESSA À EUROPA
40 anos após a reforma agrária em Portugal, 30 anos depois do início do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST) no Brasil, Europa fora volta a ecoar o grito: “A terra a quem a trabalha!”
Reclamar os Campos
O Movimento dos Sem Terra (MST) no
Brasil começou há 30 anos pela reforma agrária
e pela justiça social. Hoje, mais de um milhão
e meio de camponeses vivem em acampamentos e assentamentos por todo o país, ocupando
e cultivando grandes latifúndios improdutivos.
Inspirados por este movimento e pela Via
Campesina, jovens de toda a Europa determinados em voltar à terra e reassumir o controlo
da produção alimentar organizam desde 2007 a
rede RtF - “Reclaim the Fields” (Reclamar os
Campos), que dá voz a uma nova geração sem
terra, nesta Europa em que a terra agrícola
escasseia e a sua posse está cada vez
mais concentrada.
Segundo dados do Transnacional Institute
de Abril de 2013, 3% de grandes proprietários
controlam metade das terras europeias e a Política Agrícola Comum (PAC) vem cavando
desigualdades, beneficiando grandes empresas
agroalimentares em vezes da generalidade dos
agricultores e da população.
Situação em Portugal
Dois terços da terra está concentrada em
grandes latifúndios e 2 mil grandes proprietários recebem mais fundos europeus do que
250 mil pequenos e médios agricultores!
É este o retrato do nosso país em duas décadas
de União Europeia e da PAC – Política
Agrícola Comum.
No país que foi palco de uma das últimas experiências de reforma agrária da Europa – as ocupações
de grandes latifúndios por agricultores começaram há 40 anos no Alentejo e terminaram depois do PREC
(processo revolucionário após o 25 de Abril de 1974 até à aprovação da Constituição Portuguesa em Abril de
1976), em 1977, com a chamada lei Barreto, a repressão policial sobre camponeses e a devolução das terras
e indemnizações aos antigos proprietários – a superfície agrícola não parou de diminuir e a concentração da posse
da terra de aumentar!
A badalada Bolsa Nacional de Terras, criada pelo governo em 2012, não é mais do que uma plataforma online
para promover o contacto entre oferta e procura, com uma vaga promessa de benefícios fiscais. Orientada para a
grande produção, insiste em que continuem a ser só e apenas o mercado e o capital a ditar o destino das terras,
saldando 2 anos de existência pela transacção de 45 propriedades.
É nas grandes cidades que têm surgido experiências de ocupação de terrenos abandonados ou marginais para
pequenas hortas, o que acabou por forçar muitos municípios a lançar programas de apoio à horticultura
e projectos de hortas comunitárias.

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E em Espanha …
A crise económica fez crescer e diversificar a história acumulada de resistência no país, surgindo redes
regionais dedicadas à soberania alimentar, com projectos muito diversos desde zonas urbanas até à ocupação de
aldeias abandonadas em zonas mais remotas.
Guillem, jovem catalão de uma dessas redes regionais, a rede Rizoma que dinamiza encontro ibéricos anuais
de “agitação e Okupação Rural”, revela: “A nós como a ti, o sistema tentou convencer de que não há outro modo
de viver que não passe pelo trabalho assalariado, o consumo e a obediência da lei, enquanto espectadores
passivos da destruição da Terra. Não conseguiu. Pusemo-nos a recuperar as nossas vidas, e para isso estamos a
regressar à terra e a criar alternativas colectivas. Convidamos-vos a entrar em contacto com o movimento
“okupação” e repovoamento rural, apoiando colectivos ou criando novos projectos. Defendendo o território das
garras do Estado e do mercado.”
Por todo o país que, tal como em Portugal, sofre um grave processo de desertificação, erosão dos solos
e degradação ambiental, falamos de 3 mil aldeias abandonadas. “Não podemos deixar perder esse património
agrícola, de terraços, poços, sistemas de irrigação, moinhos”, afirma Guillem.
Nas aldeias ocupadas de Navarra recuperam-se práticas ancestrais, cada aldeia organiza jornadas de trabalho
comunitário – como colheitas ou trabalhos de construção – seguido de celebrações colectivas. Cultivam-se ideias
da autogestão e do apoio mútuo, da educação alternativa, da ecologia social e do feminismo. Na Andaluzia,
agricultores desempregados, alguns dos quais marroquinos, ocupam quintas e estufas.
Sobre a legalidade das ocupações, Guillem é peremptório: “De que legalidade falamos? A legalidade actual é
a estabelecida para manter o status quo por uma eliminação que constrói um mundo à sua visão: onde tudo se
mercantiliza, não se tem em conta os limites da natureza, não se vêm as desigualdades sociais crescentes.
É a legalidade que legitima a pobreza, a fome a destruição ecológica”.
“A ocupação põe em causa uma base de toda a nossa sociedade: a propriedade como valor supremo. O direito
à propriedade não pode prevalecer sobre o direito a satisfazer necessidades básicas. Num tempo de crise civilizacional, estas experiências não pretendem ser um modelo ou uma receita, mas exemplos de que se podem fazer
coisas de outra maneira. São como sementes que antecipam o futuro", conclui Guillem.
Um caso em França …
Para defender mais de 1500 hectares de campos agrícolas e florestas expropriados pelo estado para
a construção de um aeroporto em Notre-Dame-des-Landes (Nantes, noroeste de França) a 17 de Novembro de
2011, 40 mil pessoas ocuparam esses terrenos, num acto de desobediência civil. [A consulta recente do site da
Reclaim the Fields www.reclaimthefields.org confirma que a ocupação continua!] Aí instalou-se uma cozinha,
um dormitório, cabanas e casas nas árvores.
A polícia de intervenção expulsou a população, com 1200 agentes, vários helicópteros e bulldozers,
mas seguiu-se uma reocupação e uma onda de indignação percorre o país.
Nesta microsociedade autogerida há assembleias regulares, um jornal distribuído de bicicleta, uma horta
colectiva, uma padaria, uma biblioteca. Esta ocupação mostrou que pode ser uma forma de resistência
pertinente e eficaz que vai além de petições e manifestações.
A Vinci, empresa gigante francesa, é a responsável por este obra, empresa que em Portugal é dona
dos aeroportos desde a respectiva privatização em 2012 e concessionária da Ponte Vasco da Gama.
Zou, parisiense que veio residir nesta comunidade em 2011, afirma: “Nesta sociedade de consumo tudo é
feito para que a população não tenha nenhum conhecimento da prática agrícola e deixe essa tarefa a
‘profissionais’ que fazem agricultura intensiva. Não ocupo porque fui expulso das minhas terras,
mas precisamente porque já nascemos sem terra”.
No apelo à formação de mais ZAD – Zonas a Defender lê-se: “Tornamos fértil aquilo que eles quem tornar
estéril. Lutamos contra um aeroporto poluente, mas sobretudo contra a pilhagem da Terra e a privatização da
vida. Contra a agricultura produtivista europeia, os OGM, os produtos químicos. A resistência ao cataclismo
capitalista passa pela independência alimentar local”.
Adaptado do artigo “Semear a resistência – Ocupação de terras regressa à Europa”, de Francisco Colaço Pedro, Jornal MAPA,
Dezembro 2014 – Fevereiro 2015

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LEGUMINOSAS VERSUS CARNE

n.º 37 - Janeiro 2017

Alexandra Azevedo

De um modo geral, todos os alimentos vegetais contêm algumas proteínas. A única diferença é que na carne
as proteínas são completas, isto é, com todos os aminoácidos essenciais (aqueles que o nosso organismo
não consegue sintetizar e que têm necessariamente de ser fornecidos pela alimentação). Os aminoácidos
essenciais são: leucina, isoleucina, valina, treonina, metionina, fenilalanina, triptofano e lisina; e em crianças,
a histidina é também considerada um aminoácido essencial. As leguminosas têm quantidades muito baixas de
cisteína e metionina, o último dos quais é um aminoácido essencial.
Uma vez que o nosso corpo consegue combinar os aminoácidos provenientes de diferentes refeições para
produzir proteínas completas, o “segredo” numa dieta vegetariana equilibrada do ponto de vista das proteínas
é variar a dieta, colmatando-se assim a carência de alguns aminoácidos essenciais das leguminosas com outras
fontes proteicas vegetais, como sementes e frutos secos oleaginosos (avelãs, amêndoas, nozes), cereais (como
aveia, trigo, arroz, cevada e centeio) e bolota (possui todos os aminoácidos essenciais excepto o triptofano).
O ferro de origem vegetal não é tão bem absorvido no intestino, assim uma dica importante para melhorar
a sua absorção é consumir as leguminosas com alimentos fontes de vitamina C, como sumo de citrinos
(laranja, limão).

NÚMEROS DO DESPERDÍCIO ALIMENTAR
Estes números devem no mínimo fazer-nos pensar sobre a (des)organização da nossa sociedade:
Em Portugal: 30 % da fruta e 17% de todos os alimentos produzidos são desperdiçados
No mundo: 50%, ou seja, metade de todos os alimentos são desperdiçados.

ECO-RECEITA: CREME DE LENTILHAS (PARA 6 PESSOAS)

Alexandra Azevedo

A sopa é sem dúvida dos pratos mais simples de preparar e saudáveis. Para que seja também dos pratos mais
apreciados há pequenos truques para melhorar o sabor, assim fazer um ligeiro refogado no início com a cebola e
o alho no azeite e o uso de especiarias são alguns deles, por isso não resisto a mais uma receita com lentilhas, não
só por ser uma leguminosa que caiu mais em desuso como pelo sabor e textura deliciosa desta sopa!
Ingredientes: 150g de lentilhas vermelhas, 200g de abóbora, 150g de xuxu, 1 cebola, 2 dentes de alho, 1,2 L de
água, azeite q.b., noz-moscada q.b. e sal q.b..
Modo de preparação: Aquecer o azeite com a nozmoscada. Saltear levemente a cebola e o alho. Adicionar a
água e os restantes ingredientes. Cozer 20 minutos, triturar
e temperar com sal a gosto.
Sugestão de empratamento: Colocar coentros picados e
um fio de azeite por cima do creme.

n.º 37 - Janeiro 2017

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BREVES
A TERRA PERDEU UM TERÇO DE TERRENOS ARÁVEIS NOS ÚLTIMOS 40 ANOS
Uma situação que poderá ter consequências desastrosas à medida que a procura global de alimentos aumenta.
Segundo cientistas do Grantham Centre for Sustainable Future, da Universidade de Sheffield, esta perda é
“catastrófica” e a tendência está perto de ser irreversível caso não existem alterações significativas nas práticas
agrícolas. Estes cientista verificaram que a cultura contínua dos campos e o excesso de fertilizantes degradaram
os solos em todo o mundo.
Fonte: https://goo.gl/5CbK2a

“ÁRVORES BOMBEIRAS”
Com os fenómenos climáticos extremos a prolongarem-se e repetirem-se com mais frequência os incêndios
em Portugal têm sido cada vez mais graves, como foi o caso da situação vivida no Verão de 2016, em que a área
ardida foi superior a 160.000 hectares, mais do dobro dos últimos oito anos!
Há muito tempo que associações de defesa do ambiente têm realizado acções de reflorestação com espécies
autóctones, como os carvalhos, e apelado a medidas públicas para conter a expansão do eucalipto e de apoio à
reflorestação mais adequada.
É interessante o termo escolhido por investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
(UTAD) no seu alerta em relação aos incêndios: Portugal deve apostar mais em “árvores bombeiras”
para reflorestar o território português. Tidas como espécies que resistem e travam incêndios, estas árvores
podiam a longo prazo ser uma solução chave para os incêndios em Portugal.
Bidoeiros, carvalhos e castanheiros são as mais conhecidas “árvores bombeiras”. Têm folhagem abundante, o
que mantém o ambiente húmido e abrigado do vento durante o Verão, pois estão verdes, “por isso ardem com
mais dificuldade e, por outro lado, produzem uma folhada que ao acumular-se no solo é pouco inflamável e se
decompõe com facilidade”, explica o investigador da UTAD, Paulo Fernandes.
Fonte: https://goo.gl/3SJ7w0

Ficha técnica
Directora: Alexandra Azevedo / Paginação: Nuno Carvalho
Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar
Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV
tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com
Web site: www.mpica.info

espaço

Alexandra Azevedo

Jovem Atento
Um mundo limpo de pesticidas!

O mundo foi sempre livre de pesticidas até há poucas décadas atrás. Portanto todos os alimentos
eram biológicos.
Quando acabou a 2ª guerra mundial … lembram-se quando foi e quanto tempo durou? Durou 6
anos, entre 1939 e 1944. Dizia eu, quando acabou a 2ª guerra mundial os homens tinham inventado
uma série de produtos químicos que foram usados na guerra que ficaram sem servir para nada e …
com uma grande imaginação resolveram começar a pulverizar os nossos alimentos!!
Estranho não é? Mas tanta coisa mudou e tão depressa … as variedades cultivadas, a maneira de
pensar … que toda a gente achou que era bom, era o progresso. Toda a gente achava isso?
Bem, nem toda, houve sempre algumas pessoas, muito poucas infelizmente, que nunca quiseram usar
esses venenos.
E agora começamos a perceber que afinal o que parecia ser o progresso está a dar muitos
problemas no ambiente e na nossa saúde. Dificuldade em aprender na escola e o cancro são exemplos
de alguns desses problemas que vocês já ouviram falar com certeza ou conhecem alguém com isso,
e que têm aumentado muito nos últimos anos.
Mas nada está perdido! Há cada vez mais pessoas a cultivar os alimentos de uma maneira limpa,
sem pesticidas tóxicos, e cada um de nós pode também fazer o mesmo na sua horta.
Para cresceres forte e saudável precisas de boa comida
É um direito de todas as crianças, um mundo limpo sem pesticida!

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