Você está na página 1de 100

Ironia

Consiste em declarar o oposto do que realmente se pensa ou do que é, com tom de deboche,

normalmente.

Ela

é

ótima

pessoa,

afinal

vive

judiando

das

crianças.

 

Que

motorista

excelente

você,

quase

me

atropelou.

Prosopopeia (Personificação)

Atribuição de características humanas a seres não humanos.

– “A Bomba atômica é triste, Coisa mais triste não há / Quando cai, cai sem vontade.(Vinícius M.) A Amazônia chora devido ao desmatamento.

Figuras Fônicas

Nas figuras de som, explora-se a camada sonora da linguagem, a fim de produzir determinados efeitos.

Aliteração

Repetição

consoante.

sistemática

de

uma

determinada

– “Em horas inda louras, lindas / Clorindas e

das

Belindas,

Berlindas

brandas

/

As

/

Brincam

tempos

nos

vindas

vendo

das

varandas”

(Fernando Pessoa) O rato roeu a roupa do rei de Roma.

Assonância

Repetição

sistemática

da

vogal

tônica

ou

do

encontro vocálico na sequência da frase.

Como é escuro e profundo o mundo obscuro dos

surdos e mudos.

– “Juro que não acreditei / Eu te estranhei / Me debrucei / Sobre o teu corpo e duvidei(Chico Buarque)

Paranomásia

Também

chamada

de

paronomásia,

é

a

aproximação de palavras de um texto pela sua

semelhança na forma ou na pronúncia (parônimos).

– “Exportar é o que importa.(Delfim Netto) – “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às

primícias.(Padre Antônio Vieira)

Onomatopeia

Consiste no uso de palavras que imitam sons em geral.

– “Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, /

Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-

nhem

(Cecília Meireles)

Paralelismo

Repetição de palavras ou estruturas sintáticas maiores (frases, orações, sintagmas etc.) de forma igual ou parecida que se correspondem quanto ao som.

– “Começou a circular o expresso 2-2-2-2 / que parte direto de Bonsucesso / pra depois. Começou a circular o expresso 2-2-2-2 / da Central do Brasil / que parte direto de Bonsucesso / pra depois do ano 2000.(Gilberto Gil)

HORA DE PRATICAR

1. A palavra “stress” está destacada, pois trata-se

de um estrangeirismo e sua grafia não está registrada de acordo com as normas ortográficas da

língua portuguesa.

(
(

(

) CERTO

) ERRADO

1CERTO. Afirmação autoexplicativa.

2. Assinale a alternativa que indica corretamente a

figura

de

linguagem

presente

na

oração:

“O

cavaleiro enterrou a espada no dragão.

a)
a)

catacrese.

b) antítese.

c) zeugma.

d) eufemismo.

2A. Enterrar significa literalmente “pôr sob a terra”. No contexto, a palavra foi usada, por

desconhecimento, no lugar de “cravar”. Quando

falamos que “embarcamos” no trem, também ocorre catacrese, pois não há palavra exata para entrar no trem, logo, por analogia, usamos

“embarcar”.

3. A afirmação abaixo está correta ou incorreta?

“O objetivo da Embratur é atrair mais turistas

estrangeiros. Em média, segundo a empresa, eles

permaneceram no Brasil

(

)”

O pronome “eles” constitui uma anáfora, pois se

refere ao antecedente turistas estrangeiros”

CORRETO

3 Não confunda “anáfora”, recurso coesivo, com “anáfora”, figura de linguagem. Esta diz respeito à repetição de palavras no início de uma frase. Aquela diz respeito a palavras que retomam termos anteriores visando à não repetição. A afirmação está correta, mas nada tem que ver com figura de linguagem.

4. Observe o trecho de “O Cortiço”, de Aluísio de

Azevedo:

“Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava,

[ ].

uma assentada sete horas de chumbo.Seu autor utiliza o seguinte recurso estilístico:

Um acordar alegre e farto de quem dormiu de

a) eufemismo;

b) gradação;

c) comparação;

4. Observe o trecho de “O Cortiço”, de Aluísio de

Azevedo:

“Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava,

[ ].

uma assentada sete horas de chumbo.Seu autor utiliza o seguinte recurso estilístico:

Um acordar alegre e farto de quem dormiu de

d) antítese;

e)

utiliza o seguinte recurso estilístico: Um acordar alegre e farto de quem dormiu de d) antítese;

personificação.

4 E. Cortiço não é um ser humano para acordar,

logo houve personificação, isto é, atribuição de

característica humana a ser não humano.

5. Observe a sequência de frases abaixo e responda

a seguir. (1) E no dia lindo vi que vinhas vindo, minha vida. (Guilherme de Almeida) (2) Conhecer as manhas e as manhãs. (Almir Sater e

Renato Teixeira) (3) E as cantilenas de serenos sons amenos fogem fluidas. (Eugênio de Castro)

Nas frases apresentadas em (1), (2) e (3), temos, respectivamente, as seguintes figuras de estilo que

exploram a sonoridade das palavras:

a)
a)

Assonância, paranomásia e aliteração.

b) Onomatopeia, assonância e paranomásia.

c) Aliteração, onomatopeia e assonância.

d) Paranomásia, assonância e aliteração.

e) Assonância, onomatopeia e paranomásia.

5 A. (1) Ocorre assonância, pois há repetição de

vogais tônicas (di, lin, vi, vin, mi, vi). (2) Ocorre paranomásia, pois há vocábulos semelhantes na grafia e no som (manhas, manhãs). (3) Ocorre

aliteração, pois há repetição de fonemas

consonantais (serenos sons amenos fogem fluidas).

6. Observe a sequência de frases abaixo e responda

a seguir:

(1) Onde estão todos? Estão todos dormindo. Estão

todos deitados. Dormindo. (Manuel Bandeira) (2) Dona Cômoda tem três gavetas. E um ar confortável de senhora rica. (Mário Quintana)

(3) Vieram os gentios, e tornaram-se fiéis; vieram

idólatras, e tornaram-se cristãos.(António Vieira)

Nas frases apresentadas em (1), (2) e (3), temos, respectivamente, as seguintes figuras de pensamento:

a) Alegoria, eufemismo e antítese.

b) Eufemismo, ironia e prosopopeia.

c) Prosopopeia, antítese e alegoria.

d) Eufemismo, alegoria e prosopopeia.

e)
e)

Eufemismo, prosopopeia e antítese.

6 E. Antes de mais nada, saiba que a alegoria é

uma espécie de metáfora (na verdade é uma

sucessão de metáforas) que visa, normalmente, dar uma lição de moral. Cristo as usava muito nas parábolas. Agora vamos ao gabarito: (1) Ocorre

eufemismo, pois dormindo e deitados dizem

respeito à condição de morte. (2) Ocorre prosopopeia, pois humaniza-se uma cômoda (observe as inicias maiúsculas: Dona Cômoda),

tratando-a como “senhora rica”. (3) Ocorre antítese,

pois há uma ideia clara de oposição (gentios fiéis;

idólatras cristãos).

é sempre um

autoretrato.; nesse segmento há a presença de um

7. Toda obra de um homem

tipo de linguagem figurada denominado:

a)

hipérbato;

metáfora;

um homem tipo de linguagem figurada denominado: a) hipérbato; metáfora; b) c) metonímia; d) comparação; e)

b)

c) metonímia;

d) comparação;

e) pleonasmo.

7 B. Comparam-se seres de universos distintos (obra autorretrato).

8. Marque a única alternativa que NÃO contém

nenhum erro gramatical considerado barbarismo:

mais couber, bastará uma

telefonema de forma expontânea do seu

a)

Quando

nada

procurador.

b)

polícia.

Caso eles virem armados, serão pegos pela

c) Com o pronto-socorro grátis ao jornalista, a categoria terá cobertura quando, no exercício de

c) Com o pronto-socorro grátis ao jornalista, a categoria terá cobertura quando, no exercício de

sua profissão, se vir, por qualquer meio legal ou

abusivo, tolhida no seu direito de informar. d) Se o advogado não intervir a tempo, ninguém reaverá o investimento feito e o montante que já

tinha gastado.

e) Qualquer economista que se dispor a analisar os dados pedirá que o governo afroxe as medidas objetivando a contenção das despesas.

8 C. O barbarismo é um desvio gramatical. Veja como deveria ficar cada opção para se adaptar à

norma culta:

a) um telefonema, espontânea.
b) vierem.

d) intervier.

e) dispuser, afrouxe.

A afirmação abaixo está correta ou incorreta?

A afirmação abaixo está correta ou incorreta?

Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas!

)

9.

“(

Quantos segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos amores teus já partiram sem que

derramasses uma única lágrima. Quantos meninos

de olhos assustados transformaste em homens de coragem incontestável na arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos destinos aqui se

cruzaram. Quantos anos se passaram

Em cada canto um nome, uma história para contar.

( )”

A anáfora é uma figura de linguagem marcante no período acima.

CORRETO

9 CORRETA. A anáfora, repetição da mesma palavra ou expressão no início de diferentes frases

ou versos, é recorrente, de fato. Há a repetição da

palavra quantos no início de cada uma das cinco frases presentes nesse trecho.

10. (FGV) Há um exemplo de prosopopeia em:

a) “Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram!”

b) “E antes seja olvido que confusão; explico-me.

c) “Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas

folhas lidas.

d)

“Não, não, a minha memória não é boa.e os clarins soltam as notas que dormiam no

não é boa. ” e os clarins soltam as notas que dormiam no e) “ metal,

e)

metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.

10 E. Notas musicais não dormem, logo há uma personificação (ou prosopopeia).

11. Diz-se que há personificação quando

houver atribuição de sentimentos, traços psicológicos e(ou) comportamento humanos a seres

inanimados e a animais. Assinale a alternativa que

apresenta exemplo de personificação.

a) “de mãos dadas, marcharemos todos pela vida

verdadeira”.

b) “as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança”.

c)
c)

“o homem confiará no homem como a palmeira

confia no vento”.

d) “o lobo e o cordeiro pastarão juntos”.

e) “Fica decretado, por definição, que o homem é

um animal que ama”.

11 C. Palmeira não é ser humano para confiar, logo trata-se de uma personificação.

12. A afirmação abaixo está correta ou

incorreta?

Assim como o ciúme é querer manter o que se

tem e a cobiça é desejar aquilo que não lhe pertence, a inveja é não querer que o outro tenha. O mais renegado dos sete pecados capitais é uma

emoção inerente à condição humana, por mais

“(

)

difícil que seja confessá-la. (

)”

A figura de palavra conhecida como perífrase está ilustrada na frase “O mais renegado dos sete pecados capitais é uma emoção inerente à condição

humana, por mais difícil que seja confessá-la.

CORRETA

12 A perífrase consiste em exprimir aquilo que poderia ser expresso por menor número de

palavras, logo a afirmação procede, pois “O mais

renegado dos sete pecados capitais” = “ciúme”.

13. Antítese é uma figura de linguagem com a qual

se salienta uma oposição de ideias por meio de sentenças ou palavras. O fragmento que contém

uma antítese é:

a) “Somos artesãos, meio como as formigas,” b) “vemos nossas obras destruídas em segundos por

cataclismos naturais,”

c) “se pensamos que cada estrela é um sol, e que tantas delas têm sua corte de planetas, fica difícil

evitar a questão da nossa existência cósmica,”

evitar a questão da nossa existência cósmica,” d) “Ao olhar para o Universo, o homem é

d) “Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao

olhar para o Universo, o homem é tudo.e) “somos como o Universo pensa sobre si mesmo.

13 D. Fácil: há antítese.

nada

tudo

.

Se há antônimos,

14. Assinale a alternativa em que se encontra uma

gradação.

a) “[

]

será o incentivo à violência o resultado

único desse processo de informação em escala

mundial?”

único desse processo de informação em escala mundial ?” b) “[ ] a violência aumenta em

b) “[

]

a

violência

aumenta

em

proporções

assustadoras, tanto no resto do mundo como aqui

bem perto, em cada esquina.

c) “[

idade, sabedoria e ciência.d) “Está se conhecendo em seus máximos e em seus

]

reflexão de um amigo meu, médico de meia

mínimos [

].

14 B. Parte-se do geral (tanto no resto do mundo) para o particular (como aqui bem perto, em cada

esquina), logo há gradação.

15.

A figura de linguagem presente em Durante

é:

séculos, a Inglaterra dominou os mares

a) Metáfora.

b) Silepse.

c) Antítese.

d) Metonímia.

e)
e)

Ironia.

15 D. Não foi a extensão territorial chamada Inglaterra (todo) que dominou os mares, mas sim os

ingleses (parte). Exemplo clássico de metonímia.

16. A construção de uma frase pode resultar em

ambiguidade, ensejando duplo sentido. Isso NÃO ocorre apenas em:

a) Desde meninos, os pais aconselham os filhos a

não brincarem com o fogo.

b) Por ser muito perigoso, o filho é aconselhado a

não brincar com o fogo.

c) Porquanto seja perigoso, deve-se evitar uma criança próxima do fogo.

d) Caso bem prevenida contra o perigo do fogo, a criança não se queimará. e)

d) Caso bem prevenida contra o perigo do fogo, a criança não se queimará. e) Uma vez esclarecida sobre o fogo, a criança não

terá como queimar-se.

16 D.

a)

Desde meninos

os pais ou as crianças?

b)

Quem é perigoso

o filho ou o fogo?

c)

Evitar a criança ou a criança evitar ficar próxima do fogo?

e)

Pode dar a impressão de que colocaram a

criança em cima do fogo.

17. Aponte

a

solecismo:

alternativa

que

NÃO

apresenta

a) Às vezes queremos ter tudo sem pensar que

podemos se arrepender depois. b) Ele pediu pra mim não deixar meu paletó na

cadeira.

c)
c)

Acabamos jantando no restaurante do Lauro,

onde fomos muito bem atendidos.

d) Eu lhe abracei muito quando lhe vi na rodoviária.

e) Por que fosses dizer que a gente não vamos sair?

17 C.

a)

nos podemos arrepender

ou

podemos

arrepender-nos

.

 

b)

pediu para eu não deixar

.

d)

“Eu o abracei

quando o vi

.

e)

Por que foste dizer que a gente não ia sair?”

18. A frase “Este tribunal recebeu a informação de

que a empresa Marca X estaria sendo vendida por volta das 21 horas de terça-feira” apresenta o vício

de linguagem denominado:

a) Cacofonia.

b) Eco.

c) Pleonasmo.

d)
d)

Ambiguidade.

e) Barbarismo.

18 D. A ambiguidade é a seguinte: a informação foi recebida por volta das 21 horas ou a empresa

seria vendida por volta das 21 horas?

19. Observe

revista, e analise as afirmações.

frases,

títulos

as

de

matérias

da

Por que o Brasil toma tanto Rivotril Cores que enganam seu cérebro (Superinteressante)

I. Na primeira frase, a figura de linguagem presente é a metonímia, já que o termo Brasil está empregado no lugar de brasileiros.

II. Na segunda frase, a figura de linguagem presente é a hipérbole, já que o verbo enganar representa

uma ação exagerada.

III. Na primeira frase, sem alteração da ordem dos termos, também estaria correto o uso da forma Por

quê.

Está correto o que se afirma em:

a)

I, apenas.

b)

III, apenas.

o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas.

c) I e II, apenas.

d)

II e III, apenas.

e)

I, II e III.

19 C. I A metonímia consiste na troca de um termo no lugar de outro, havendo estreita ligação

ou afinidade de sentidos: Brasil (todo), brasileiros

(parte). II A hipérbole é o exagero da ideia expressa, no entanto, o que se apresenta na frase é a ocorrência de prosopopeia “cores que enganam o

cérebro”; cores não enganam, foi, portanto,

atribuída uma característica humana à cor. III Só se usa “Por quê” em fim de frase ou seguido de sinais de pontuação que indicam uma pausa.

20.

incorreta?

(FGV)

A

afirmação

abaixo

está

correta

ou

O Fundo Partidário será, em 2015, de R$ 301

milhões. Isso porque foi aprovado a nove dias do fim do ano o reforço de R$ 100 milhões. Desse

valor, R$ 265 milhões são oriundos do Orçamento

da União e R$ 36 milhões referentes à arrecadação

de multas previstas na legislação eleitoral.

Mas, afinal, qual a razão para se aumentar de forma tão extraordinária a dotação dos partidos? Muito

simples: a necessidade de eles pagarem as dívidas

de campanha.

No terceiro período, há um caso de zeugma.

CORRETA

20 A afirmação procede, pois há uma elipse de um termo já mencionado antes, o que constitui um

zeugma: Desse valor, R$ 265 milhões são oriundos

do Orçamento da União e R$ 36 milhões são referentes à arrecadação de multas previstas na legislação eleitoral.

21. Nos dois primeiros versos (Através de grossas

portas, sentem-se luzes acesas), o eu lírico alude ao

sigilo dos inconfidentes por meio de paradoxo e

sinestesia.

(
(

(

) CERTO

) ERRADO

21 CERTO. O paradoxo está em ver luzes acesas através de grossas portas, afinal como se vê luz

acesa através de uma porta grossa? Isso é

paradoxal. A sinestesia está em sentir (tato) luzes

(visão).

22. (FGV) “(

no Brasil a fenômenos que há muito deveriam ter

Infelizmente, ainda hoje assistimos

)

sido excluídos da vida política nacional, como a

compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em troca da

promessa de voto dos eleitores. (

)”

No último parágrafo, as aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de:

No último parágrafo, as aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de:

a) polifonia;

b) coloquialismo;

c) antonímia;

d) metáfora;

e)
e)

ironia.

22 E. Percebe-se que a palavra doar assume sentido conotativo de ironia, porque a atitude de

doação não pode depender de uma troca de

favores, mas o contexto (político) mostra o

contrário.

É impossível colocar em série exata os fatos da

infância porque há aqueles que já acontecem permanentes, que vêm para ficar e doer, que nunca mais são esquecidos, que são sempre trazidos

tempo afora, como se fossem d’agora. É a carga. Há

os outros, miúdos fatos, incolores e quase sem som que mal se deram, a memória os atira nos abismos do esquecimento. Mesmo próximos eles

viram logo passado remoto. Surgem às vezes, na

lembrança, como se fossem uma incongruência.

Só aparentemente sem razão, porque não há

associação de ideias que seja ilógica. O que assim parece, em verdade, liga-se e harmoniza-se no subconsciente pelas raízes subterrâneas raízes

lógicas! de que emergem os pequenos caules

isolados aparentemente ilógicos! só aparentemente! às vezes chegados à memória vindos do esquecimento, que é outra função ativa

de

Baú

dessa

memória.

(Pedro

Nava

mesma

Ossos)

23. A linguagem pode ser manipulada em função

de objetivos específicos, o que caracteriza a

ocorrência das figuras de linguagem. Quando se

constrói uma metáfora, diz-se que houve uma transferência de um termo para um contexto de significação que não lhe é próprio. Há metáfora em:

a) “É impossível colocar em série exata os fatos da

infância

b) “Mesmo próximos eles viram logo passado remoto.

c)

não há associação de ideias que seja ilógica.

“ não há associação de ideias que seja ilógica. ” d) “ liga-se e harmoniza-se no

d)

liga-se e harmoniza-se no subconsciente pelas

raízes subterrâneas

e)

função ativa dessa mesma memória.

23 D. O trecho diz que o subconsciente tem raízes subterrâneas, logo há uma comparação entre seres

de universos distintos (partes do cérebro que

guardam a memória profundamente são comparadas a raízes subterrâneas, profundas). Logo, ocorre metáfora clara.

24. Ainda com relação às figuras de linguagem, em

esquecimento.é correto afirmar que:

memória

atira

abismos

do

a

os

nos

a) Há uma comparação entre dois elementos. b) Opera-se uma personificação pela atribuição de

b) Opera-se uma personificação pela atribuição de característica própria dos seres humanos. c) Há uma

característica própria dos seres humanos.

c) Há uma sequência de palavras sinônimas que promovem a intensificação de uma ideia.

d) O vocábulo “abismos” foi usado com um sentido conotativo de sátira.

e) Há uma redundância para enfatizar uma ideia

importante.

24 B. A personificação é constituída de uma atribuição de característica humana a um ser não

humano. Dizer que a memória atira algo em algum

lugar é personificar, tornar a memória uma pessoa, afinal, são pessoas que podem atirar algo em algum lugar. Personificação clara!

25. Entra ano sai ano, as tempestades de verão continuam atormentando a vida de milhares de

pessoas nos estados do sul e sudeste do país.O

texto anterior constitui um exemplo de figura de linguagem denominada:

a) Paronomásia.

c) Perífrase. e) Prosopopeia.

exemplo de figura de linguagem denominada: a) Paronomásia. c) Perífrase. e) Prosopopeia. b) Antonomásia. d) Metonímia.

b) Antonomásia.

d) Metonímia.

25 E. Prosopopeia (ou personificação) é uma figura que consiste na atribuição de sentimentos,

psicologia e comportamento humanos a seres não

humanos. Quem pode atormentar ou provocar angústia são seres humanos, logo a expressão as tempestades de verão é personificada para

provocar este efeito de sentido.

26. As palavras podem assumir sentidos figurados,

ou seja, significados diferentes das acepções e

usos previstos pelos dicionários, embora

facilmente compreensíveis no contexto específico

em que se encontram. A passagem do texto em que uma palavra em sentido figurado está

presente é:

a)
a)

“Daí

esta

informações.

avalanche,

este

tsunami

de

b) “O estado de nossas células cerebrais, as nossas emoções; tudo isso pode representar

uma limitação para nossa capacidade de lembrar.

c) “Para quem, como eu, viaja bastante e tem de trabalhar em aviões ou em hotéis, é um recurso precioso.

d) “Mas não encontrei pen drive algum.

e) “Perguntei no aeroporto, entrei em contato com o táxi que me trouxera, liguei para casa: nada.

26A. Comparam-se uma grande quantidade de informações a um tsunami. Ocorre metáfora.

Vozes do Verbo

É relação do sujeito com o verbo. O sujeito pode ser agente, paciente ou simultaneamente

do sujeito com o verbo. O sujeito pode ser agente, paciente ou simultaneamente agente e paciente
do sujeito com o verbo. O sujeito pode ser agente, paciente ou simultaneamente agente e paciente
do sujeito com o verbo. O sujeito pode ser agente, paciente ou simultaneamente agente e paciente
do sujeito com o verbo. O sujeito pode ser agente, paciente ou simultaneamente agente e paciente

agente e paciente da ação verbal.

Classificação das vozes

A VOZ

PODE SER:

ATIVA

1

Classificação das vozes A VOZ PODE SER: ATIVA 1 PASSIVA 2 REFLEXIVA 3

PASSIVA

2
2

REFLEXIVA

3
3

a) Voz

Ativa:

o

sujeito

expressa pelo verbo.

a) Voz Ativa: o sujeito expressa pelo verbo. é agente da ação Ele fez o trabalho.

é

agente

da

ação

o sujeito expressa pelo verbo. é agente da ação Ele fez o trabalho. sujeito a ç
o sujeito expressa pelo verbo. é agente da ação Ele fez o trabalho. sujeito a ç

Ele fez o trabalho.

pelo verbo. é agente da ação Ele fez o trabalho. sujeito a ç ã o agente

sujeito ação agente

objeto

paciente

o trabalho. sujeito a ç ã o agente objeto paciente Alguém comprará esta aula. sujeito agente

Alguém comprará esta aula.

sujeito

agente

ação

objeto

paciente

b) Voz Passiva: o sujeito é paciente da ação expressa pelo verbo. O trabalho foi

b) Voz Passiva: o sujeito é paciente da ação expressa pelo verbo.

o sujeito é paciente da ação expressa pelo verbo. O trabalho foi feito por ele. sujeito
o sujeito é paciente da ação expressa pelo verbo. O trabalho foi feito por ele. sujeito
o sujeito é paciente da ação expressa pelo verbo. O trabalho foi feito por ele. sujeito
o sujeito é paciente da ação expressa pelo verbo. O trabalho foi feito por ele. sujeito

O trabalho foi feito por ele.

sujeito

paciente

ação

agente da passiva

por ele. sujeito paciente a ç ã o agente da passiva Esta aula será comprada por
por ele. sujeito paciente a ç ã o agente da passiva Esta aula será comprada por

Esta aula será comprada por alguém.

sujeito

paciente

ação

agente da passiva

c) Voz Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação
c) Voz Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação

c) Voz Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo

c) Voz Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação verbal.
c) Voz Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação verbal.

tempo agente e paciente da ação verbal.

é ao mesmo tempo agente e paciente da ação verbal. O menino feriu-se. (a si mesmo)
é ao mesmo tempo agente e paciente da ação verbal. O menino feriu-se. (a si mesmo)

O menino feriu-se. (a si mesmo)

paciente da ação verbal. O menino feriu-se. (a si mesmo) Não confundir o emprego reflexivo do
paciente da ação verbal. O menino feriu-se. (a si mesmo) Não confundir o emprego reflexivo do
paciente da ação verbal. O menino feriu-se. (a si mesmo) Não confundir o emprego reflexivo do

Não confundir o emprego reflexivo do verbo

com a noção de reciprocidade.

Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade. Os lutadores feriram-se .
Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade. Os lutadores feriram-se .
Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade. Os lutadores feriram-se .

Os lutadores feriram-se. (um ao outro)

Formação da Voz Passiva

dois

modos

básicos

Formação da Voz Passiva Há dois modos básicos sujeito de uma oração. de se apassivar o

sujeito de uma oração.

de

se

apassivar

o

VOZ PASSIVA PODE SER: ANALÍTICA SINTÉTICA LOCUÇÃO VERBAL PARTÍCULA “ SE”
VOZ
PASSIVA
PODE SER:
ANALÍTICA
SINTÉTICA
LOCUÇÃO VERBAL
PARTÍCULA “ SE”

Formação da Voz Passiva

1- Voz Passiva Analítica (verbal)

Formação da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica (verbal) Marcada sempre por uma locução verbal, em
Formação da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica (verbal) Marcada sempre por uma locução verbal, em

Marcada sempre por uma locução verbal, em geral ser / estar / ficar + particípio.

verbal, em geral ser / estar / ficar + particípio . 2- Voz Passiva Sintética (pronominal)

2- Voz Passiva Sintética (pronominal)

+ particípio . 2- Voz Passiva Sintética (pronominal) Marcada pelo verbo VTD ou VTDI mais o
+ particípio . 2- Voz Passiva Sintética (pronominal) Marcada pelo verbo VTD ou VTDI mais o

Marcada pelo verbo VTD ou VTDI mais o

. 2- Voz Passiva Sintética (pronominal) Marcada pelo verbo VTD ou VTDI mais o pronome SE

pronome SE (pronome apassivador).

Formação da Voz Passiva

1- Voz Passiva Analítica

locução verbal

da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica locução verbal O trabalho é feito por ele. sujeito
da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica locução verbal O trabalho é feito por ele. sujeito
da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica locução verbal O trabalho é feito por ele. sujeito

O trabalho é feito por ele.

sujeito

ser

agente

paciente

+

particípio

da passiva

locução verbal

A escola será pintada.

ser agente paciente + particípio da passiva locução verbal A escola será pintada . sujeito ser

sujeito

ser agente paciente + particípio da passiva locução verbal A escola será pintada . sujeito ser

ser

paciente

+

particípio

Formação da Voz Passiva

1- Voz Passiva Analítica

locução verbal

da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica locução verbal Ana estava acompanhada pelos pais. sujeito estar
da Voz Passiva 1- Voz Passiva Analítica locução verbal Ana estava acompanhada pelos pais. sujeito estar

Ana estava acompanhada pelos pais.

locução verbal Ana estava acompanhada pelos pais. sujeito estar agente paciente + particípio da passiva

sujeito

estar

agente

paciente

+

particípio

da passiva

locução verbal

agente paciente + particípio da passiva locução verbal Ana ficava acompanhada pelos pais. sujeito ficar agente
agente paciente + particípio da passiva locução verbal Ana ficava acompanhada pelos pais. sujeito ficar agente
agente paciente + particípio da passiva locução verbal Ana ficava acompanhada pelos pais. sujeito ficar agente

Ana ficava acompanhada pelos pais.

sujeito

ficar

agente

paciente

+

particípio

da passiva

Agente da passiva (AP)

É o termo preposicionado (por ou de) que

Agente da passiva (AP) É o termo preposicionado ( por ou de ) que pratica a
Agente da passiva (AP) É o termo preposicionado ( por ou de ) que pratica a

pratica

a

ação

verbal sobre um sujeito

Agente da passiva (AP) É o termo preposicionado ( por ou de ) que pratica a

paciente.

A casa ficou cercada de soldados. sujeito paciente ficar + particípio agente da passiva
A casa ficou cercada de soldados. sujeito paciente ficar + particípio agente da passiva

A casa ficou cercada de soldados.

sujeito

paciente

ficar

+

particípio

agente da passiva

Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase. A exposição
Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase. A exposição

Pode acontecer ainda que o agente da passiva

Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase. A exposição será

não esteja explícito na frase.

que o agente da passiva não esteja explícito na frase. A exposição será aberta amanhã. sujeito
que o agente da passiva não esteja explícito na frase. A exposição será aberta amanhã. sujeito
que o agente da passiva não esteja explícito na frase. A exposição será aberta amanhã. sujeito

A exposição será aberta amanhã.

sujeito

paciente

ser

+

particípio

adjunto

adverbial

Variação temporal

Variação temporal A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável.
Variação temporal A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável.

A variação temporal é indicada pelo verbo

temporal A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. sujeito
temporal A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. sujeito
temporal A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. sujeito

auxiliar (SER), pois o particípio é invariável.

sujeito

objeto direto

pois o particípio é invariável. sujeito objeto direto Ele fez o trabalho . pret. perf. do
pois o particípio é invariável. sujeito objeto direto Ele fez o trabalho . pret. perf. do

Ele fez o trabalho.

é invariável. sujeito objeto direto Ele fez o trabalho . pret. perf. do ind. locução verbal

pret. perf. do ind.

locução verbal

Ele fez o trabalho . pret. perf. do ind. locução verbal O trabalho foi feito por
Ele fez o trabalho . pret. perf. do ind. locução verbal O trabalho foi feito por
Ele fez o trabalho . pret. perf. do ind. locução verbal O trabalho foi feito por

O trabalho foi feito por ele.

sujeito

pret. perf.

do ind.

agente da passiva

Transposição de vozes

VOZ ATIVA

VOZ PASSIVA ANALÍTICA

Sujeito

Sujeito Agente da Passiva

Agente da Passiva

Objeto Direto

Objeto Direto Sujeito

Sujeito

Objeto Indireto

Objeto Indireto Objeto Indireto

Objeto Indireto

Adjunto Adverbial

Adjunto Adverbial Adjunto Adverbial

Adjunto Adverbial

1 verbo (VTD/VTDI)

2 verbos

Adverbial Adjunto Adverbial 1 verbo (VTD/VTDI) 2 verbos Fique atento. Na voz passiva analítica, há sempre

Fique atento.

Na voz passiva analítica, há sempre um verbo a mais

(ser + particípio).

O candidato leu o edital. (voz ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind
O candidato leu o edital. (voz ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind

O candidato leu o edital. (voz ativa)

O candidato leu o edital. (voz ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind .
O candidato leu o edital. (voz ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind .

objeto

direto

sujeito

agente

VTD

pret. perf.

Ind.

ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind . O edital foi lido pelo candidato.
ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind . O edital foi lido pelo candidato.
ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind . O edital foi lido pelo candidato.
ativa) objeto direto sujeito agente VTD pret. perf. Ind . O edital foi lido pelo candidato.

O edital foi lido pelo candidato. (voz passiva)

sujeito

paciente

VTD

pret. perf. Ind.

agente da passiva

Transposição de vozes

com locução verbal

Transposição de vozes com locução verbal O verbo SER assume a mesma forma do verbo principal
Transposição de vozes com locução verbal O verbo SER assume a mesma forma do verbo principal

O verbo SER assume a mesma forma do verbo

locução verbal O verbo SER assume a mesma forma do verbo principal da voz ativa. particípio

principal da voz ativa.

particípio

sujeito locução verbal agente particípio
sujeito
locução verbal
agente
particípio

sujeito paciente

locução verbal

sujeito paciente l o c u ç ã o v e r b a l Nós

Nós temos ouvido boas músicas.

objeto direto

ouvido boas músicas. o b j e t o d i r e t o Boas

Boas músicas têm sido ouvidas por nós.

agente da passiva

O verbo SER assume a mesma forma do verbo
O verbo SER assume a mesma forma do verbo
O verbo SER assume a mesma forma do verbo principal da voz ativa. gerúndio sujeito Eles

principal da voz ativa.

gerúndio

a mesma forma do verbo principal da voz ativa. gerúndio sujeito Eles iam levando a cadeira.

sujeito

forma do verbo principal da voz ativa. gerúndio sujeito Eles iam levando a cadeira. locução verbal
forma do verbo principal da voz ativa. gerúndio sujeito Eles iam levando a cadeira. locução verbal

Eles iam levando a cadeira.

locução verbal

objeto direto

agente gerúndio A cadeira ia sendo levada por eles.
agente
gerúndio
A cadeira ia sendo levada por eles.

sujeito paciente

locução verbal

agente da passiva

O verbo SER assume a mesma forma do verbo principal da voz ativa. infinitivo Nós
O verbo SER assume a mesma forma do verbo
principal da voz ativa.
infinitivo
Nós acabamos de resolver isto.
sujeito
locução verbal
objeto direto
agente
infinitivo
Isto acabou de ser resolvido por nós.
sujeito paciente
locução verbal
agente da passiva