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APRESENTAÇÃO

Às pessoas que não tem maiores informações sobre a apuração


dos resultados nas empresas de modo geral, e o pagamento de
impostos federais nas modalidades de lucro real e lucro
presumido, abordamos alguns pontos estratégicos desta
metodologia, que certamente servirão de base e informações,
sanando possíveis dúvidas. Certamente não nos compete capacitar
a quem quer que seja em tão pouco conteúdo. Afinal, a
contabilidade é uma ciência que deverá ser aplicada por
profissionais desta área, os quais passaram por anos afio,
freqüentando faculdades, cursos de especializações, pós
graduação, doutorados e etc. As alterações na legislação são
freqüentes, e exige um esforço contínuo no seu acompanhamento.
A prática da contabilidade está associada ao direito comercial,
civil e até mesmo criminal em diversos aspectos, sendo indefinida
a criatividade de sua aplicação. Esperamos portanto, estar
contribuindo para que, na tomada de decisões, haja informações
que possibilitem um melhor direcionamento em seu plano de
negócios, em seu planejamento tributário, e até mesmo para
questionamento quanto às imposições de situações que já passam
a ser de seu conhecimento. Não recomendamos que um leigo
exerça o papel do contador. Certamente poderá auxiliá-lo na
elaboração de uma boa contabilidade, com informações precisas
sobre a gestão de sua empresa. Certifique-se de que, uma tomada
de decisão inusitada poderá colocar em risco uma boa idéia e
permitir que seus projetos não realizem.
Sebastião Moreira Santos

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INDICE
TRIBUTAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS

1 – A IMPORTÂNCIA DA CONTRATAÇÃO DE UM PROFISSIONAL CONTADOR OU CONTABILISTA


2 – NECESSIDADE DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL E FISCAL
3 – PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO E FISCAL
4 – ESCOLHA DA MELHOR FORMA DE TRIBUTAÇÃO
5 – CONCEITO DE LUCRO REAL
6 – O QUE DEVE SER ADICIONADO AO LUCRO REAL
7 – O QUE DEVE SER EXCLUÍDO DO LUCRO REAL
8 – O QUE DEVE SER COMPENSADO NA APURAÇÃO DO LUCRO REAL
9 – QUEM PODE OPTAR PELO LUCRO REAL
10 – ALÍQUOTA DO IMPOSTO DE RENDA
11 – ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA
12 – VENCIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA
13 – CALENDÁRIO DE RECOLHIMENTO DO IRPJ TRIMESTRAL
14 – ANTECIPAÇÃO DO RECOLHIMENTO DOS IMPOSTOS FEDERAIS
15 – PARCELAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA
16 – MELHOR FORMA DE APURAÇÃO DE RESULTADOS
17 – CSL – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO
18 - ALÍQUOTA DA CLS
19 – VENCIMENTO DA CSL
20 – QUAL O DESTINO DA CLS
21 – EXEMPLO DE CÁLCULO DO LUCRO REAL
22 – NOÇÕES SOBRE LUCRO PRESUMIDO
23 – A QUEM SE DESTINA ESTA MODALIDADE DE TRIBUTAÇÃO
24 – COMO AVALIAR A POSSIBILIDADE DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO
25 – OPÇÃO PARA EMPRESAS EM INÍCIO DE ATIVIDADES
26 – QUEM PODE OPTAR PELO LUCRO PRESUMIDO
27 – EMPRESAS IMPEDIDAS DE OPTAR PELO LUCRO PRESUMIDO
28 – NÃO OBRIGATORIEDADE DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
29 – OBRIGATORIEDADE DA ESCRITURAÇÃO FISCAL
30 – TABELA DE LUCRO PRESUMIDO POR ATIVIDADE
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31 – CASO ATÍPICO – INDÚSTRIA GRÁFICA
32 – ATIVIDADES DIVERSIFICADA
33 – LUCRO PRESUMIDO E PERCENTUAIS SOBRE A RECEITA BRUTA
34 – DEMONSTRATIVO DE CÁLCULO DO IRPJ COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO
35 – COMO CALCULAR O IRPJ SOBRE RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
36 – QUANDO PAGAR O IMPOSTO APURADO COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO
37 – CALENDÁRIO DE RECOLHIMENTO DO IRPJ TRIMESTRAL
38 – ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA
39 – VENCIMENTO DO IMPOSTO EM DIA NÃO ÚTIL
40 – CSL – QUANDO A TRIBUTAÇÃO FOR PELO LUCRO PRESUMIDO
41 – RECEITAS QUE COMPÕE A BASE DE CÁLCULO DA CSL
42 – ALÍQUOTA DA CSL
43 – DATA DE VENCIMENTO DA CSL
44 – PIS/PASEP
45 – VENCIMENTO DO PIS
46 – COFINS
47 – VENCIMENTO DA COFINS
48 – LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
49 – QUANTO AS EMPRESAS RECOLHEM DE IMPOSTOS FEDERAIS

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TRIBUTAÇÃO DAS PESSOAS JURIDICAS
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

1. A Importância da Contratação de um Profissional Contador ou


Contabilista - O Contador ou Contabilista é o profissional habilitado para fazer
o acompanhamento da escrituração contábil e fiscal das empresas. Estas
possuem particularidades que envolvem o acompanhamento deste
profissional, não devendo ter preterido sua participação, independente do grau
de conhecimento do empresário diante da área contábil.

2. Necessidade da Escrituração Contábil e Fiscal - Qualquer estabelecimento,


por mais simples que o seja, requer uma escrituração fiscal e contábil
completa. Somente assim, é possível estabelecer normas e controles que
demonstrem a real situação da empresa.

3. Planejamento Tributário e Fiscal - A ausência de escrituração contábil


dificulta o planejamento tributário, fiscal e a gestão dos negócios. Na prática,
percebe-se uma dificuldade em apurar resultados em determinadas empresas,
em função da inexistência da escrituração, fazendo com que, contadores e
empresários façam a opção pela escrituração apenas do livro caixa. Este
atende à legislação do Imposto de Renda em determinadas circunstâncias,
porém, poderá colocar em risco o patrimônio empresarial e até mesmo a
pessoa dos sócios, tendo em vista a inexistência de documentos hábeis que
viabilizem o exercício da contabilidade e a comodidade que a simplificação
deste processo oferece na apuração dos impostos. Há situações tão caóticas,
que recomenda-se a não escrituração contábil, por demonstrar situações
irremediáveis da gestão dos negócios. A escrituração é importante para
prevenir contra a insolvência, fazer provas favoráveis à própria empresa com
registro de suas mutações patrimoniais, seus compromissos e haveres perante
a fornecedores, bancos, o fisco federal, estadual e municipal dentre outros.
Pagar impostos é apenas um dos compromissos de uma boa gestão.

4. ESCOLHA DA MELHOR FORMA DE TRIBUTAÇÃO - Nas empresas em início de


atividades poderá ser complexo definir sua melhor forma de tributação, em
virtude da ausência de dados comparativos, momento em que, a experiência, a
vivência do contador e informações do próprio negócio, direcionam a opção de
pagamento do IRPJ pelo lucro real, lucro presumido ou pelo SIMPLES. O lucro
arbitrado é uma arma que a Receita Federal usa para punir os infratores,
portanto, não será objeto de nosso tema.

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TRIBUTAÇÃO COM BASE DO LUCRO REAL

5. CONCEITO DE LUCRO REAL - Art. 193 do Regulamento Geral do Imposto de


Renda: Lucro real é o lucro líquido do período base ajustado pelas adições,
exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por este regulamento
(Decreto-lei 1.598/77, art. 6º).

6. O QUE DEVE SER ADICIONADO AO LUCRO REAL - AS empresas por circunstâncias


diversas são obrigadas à realização de despesas que por força da legislação
do imposto de renda são consideradas indedutíveis para apuração do lucro
real. Como exemplo podemos citar a distribuição de brindes de fim de ano, o
combustível que abasteceu o carro particular do diretor mesmo em uma
viagem a serviço da própria empresa, o contrato de leasing pela aquisição de
um veículo destinado ao transporte dos diretores e etc. Estas por serem
indedutíveis, serão adicionadas ao lucro líquido para a apuração do lucro real.

7. O QUE DEVE SER EXCLUÍDO DO LUCRO REAL – O lucro líquido distribuído por
outra empresa da qual esta seja sócia ou acionista, as receitas obtidas com
tributação exclusiva na fonte, as receitas porventura isentas do imposto de
renda e etc.

8. O QUE DEVE SER COMPENSADO NA APURAÇÃO DO LUCRO REAL - Os prejuízos


passíveis de compensação nos termos da legislação vigente à época de sua
ocorrência dentre outros.

9. QUEM PODE OPTAR PELO LUCRO REAL: Regra geral, toda empresa pode optar
pela tributação do Imposto de Renda com base no Lucro Real, logicamente
antes da intervenção do fisco determinando a apuração também com base no
lucro arbitrado.

10. ALÍQUOTA DO IMPOSTO DE RENDA – O Imposto de Renda incide a alíquota de


15% (quinze por cento) sobre o Lucro Real.

11. ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA – Da base de cálculo do Imposto de Renda


excedente a R$20.000,00 (vinte mil reais) por mês ou R$60.000,00 (sessenta
mil reais) por trimestre, incidirá o adicional de 10% sobre o valor excedente.

12. VENCIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA – O Imposto de Renda poderá ser pago


pelas empresas optantes pelo Lucro Real da seguinte forma: pagamento
mensal e por estimativa – a empresa apura mensalmente através de
balancetes e recolhe o imposto até o último dia útil do mês subsequente. Esta
modalidade de recolhimento denomina-se por estimativa, e no fim do exercício,
faz-se um balanço geral de ajuste. O recolhimento trimestral é feito tendo por
base o encerramento de cada trimestre onde as contas são encerradas e o
imposto apurado recolhido no último dia do mês subsequente.

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13. CALENDÁRIO DE RECOLHIMENTO DO IRPJ TRIMESTRAL

Trimestre/competência Período de Apuração Vencimento Imposto


1º trimestre Janeiro a março 30.04
2º trimestre Abril a junho 31/07
3º trimestre Julho a setembro 31/10
4º trimestre outubro dezembro 31/01

14. ANTECIPAÇÃO DO RECOLHIMENTO DOS IMPOSTOS FEDERAIS – Os impostos federais


vencíveis em dias não úteis (feriados, domingos, sábados etc.) terão seus vencimentos
antecipados para o dia útil imediatamente anterior.

15. PARCELAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA – O IRPJ poderá ser pago em 3 (três)


parcelas, desde que não sejam inferiores a R$1.000,00 (hum mil reais) cada.
Ou seja, um imposto de valor inferior a R$2.000,00 (dois mil reais) não poderá
ser parcelado. Se equivalente a R$2.000,00 (dois mil reais) ou inferior a
R$3.000,00 (três mil reais) somente poderá ser pago em 2 (duas) parcelas. Se
parcelado, sobre a segunda ou terceira parcela incidirá juros equivalentes à
taxa SELIC.

16. MELHOR FORMA DE APURAÇÃO DE RESULTADOS – A apuração de resultados


mensais tem como fator positivo o recolhimento mensal do imposto por
estimativa mediante aplicação da tabela do lucro presumido, e a elaboração do
balanço geral uma única vez no exercício. Porém, há uma possibilidade muito
maior da incidência do adicional de 10% (dez por cento) em relação às
empresas com tributação trimestral. Verificado que o imposto antecipado
superaria o devido no exercício, o seu recolhimento poderá ser
suspenso.

17. CSL – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – A CSL também incide sobre o
lucro real e sua base de cálculo é a mesma do Imposto de Renda, porém não
tem adicional. Inclusive a CSL não é dedutível do lucro real para cálculo do
Imposto de Renda. Por exemplo, um lucro de R$100,00 (cem reais) que após a
dedução da CSL passa para R$91,00 (noventa e um reais), terá os mesmos
R$100,00 (cem reais) para cálculo do Imposto de Renda, e não R$91,00
(noventa e um reais). Há no entendimento de vários tributaristas uma bi-
tributação.

18. ALÍQUOTA DA CSL – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – A CSL incide


sobre o lucro real a uma alíquota de 9% (nove por cento).

19. VENCIMENTO DA CSL – A CSL tem os mesmos vencimentos do Imposto de


Renda, mensal ou trimestral de acordo com a opção do contribuinte para
recolhimento do IRPJ.

20. QUAL O DESTINO DA CSL – A CSL mesmo sendo um tributo apurado sobre o
lucro das empresas, é destinado ao financiamento da seguridade social, e
administrada pelo Instituto Nacional da Seguridade Social – INSS.
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21 - EXEMPLO DE CÁLCULO DO LUCRO REAL
APURAÇÃO DO LUCRO REAL
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
Atividade: Indústria, comércio e serviço
Receita da Venda de Produtos de Fabricação Própria 20.000,00
Receita da Revenda de Mercadorias 20.000,00
Receita da Prestação de Serviços 20.000,00
Total de Receitas 60.000,00

Dedução da Receita Bruta


PIS 742,50
COFINS 3.420,00
ISS 1.000,00
ICMS 5.400,00 (10.562,50)

Receita Líquida de Venda e Serviços 49.437,50

Custos
Custo de produção 5.000,00
Custo de Mercadoria Vendida 5.000,00
Custo dos serviços prestados 5.000,00 (15.000,00)

Lucro Bruto nas Vendas e Serviços 34.437,50

Despesas
Despesas Gerais e Administrativas 3.000,00
Despesas Tributárias 2.000,00
Despesas Financeiras 1.000,00
Receitas Financeiras (1.000,00) (5.000,00)

Receita Líquida Operacional 29.437,50

Receitas não operacionais


Venda de bens patrimoniais 9.000,00
Custo dos bens vendidos (5.310,00) 3.690,00

Lucro Líquido antes do IRPJ e CSLL 33.127,50

Adição de Despesas Com Brindes 1.100,00


Exclusão de Dividendos Recebidos (100,00) 1.000,00

Lucro Real 34.127,50

Compensação de Prejuízos (1.000,00)

Base de Cálculo do IRPJ 33.127,50

Provisão para IRPJ (15%) (4.969,12)


Provisão do adicional do IRPJ (10%) -0-
Provisão para CSLL (9%) (2.981,48) (7.950,60)

Lucros a distribuir (Lucros Suspensos) 25.176,90

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TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO
.
22. NOÇÕES SOBRE LUCRO PRESUMIDO – Além da comodidade no processamento
de determinadas informações a nível contábil, tributa-se exclusivamente as
receitas. A busca de despesas muitas vezes questionáveis no intuito de
reduzir lucros, torna-se desnecessário. É comum o empresário enviar à
contabilidade documentos que comprometem a apuração de impostos pelo
sistema de lucro real, tal como, a nota de combustível de abastecimento de
seu veículo particular, despesas de viagem sem vínculo com as atividades
empresariais e etc. O risco de uma verificação fiscal e a postergação de
impostos por este sistema de tributação (lucro presumido) é praticamente
inexistente, com exceção de fraudes e atos de sonegação fiscal porventura
praticados.

23. A QUEM SE DESTINA ESTA MODALIDADE DE TRIBUTAÇÃO - Regra geral, as


empresas que tenham dificuldades na apuração do lucro real por qualquer
motivo, deverão fazer um estudo quanto ao lucro presumido. Os prestadores
de serviços, principalmente aqueles cujos sócios são os próprios
trabalhadores, os que ministram consultorias, cursos, etc. e cujas receitas são
relativamente expressivas, deverão avaliar este sistema de tributação, que,
certamente tem muitos pontos positivos em relação ao lucro real.

24. COMO AVALIAR A POSSIBILIDADE DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO - Através de


uma simulação de situações pela qual a empresa poderá passar, tendo como
pontos principais os custos e despesas operacionais, principalmente o valor da
retirada dos sócios, a condição de ter em mãos documentos hábeis exigidos
pela legislação tributária e fiscal, e a elaboração do plano de negócios.

25. OPÇÃO PARA EMPRESAS EM INÍCIO DE ATIVIDADES - No ano de início de atividade,


a pessoa jurídica pode optar pelo lucro presumido independentemente do limite
de receita, ou seja, a estimativa poderá vir a extrapolar sua previsão, sem risco
de qualquer penalidade.

26. QUEM PODE OPTAR PELO LUCRO PRESUMIDO - Quanto a receita bruta anual,
podem optar pela tributação com base no lucro presumido, as empresas cuja
receita bruta total no ano calendário imediatamente anterior não tenha sido
superior a R$48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais) , ou o limite de
R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses
de atividade durante o ano, se inferior a doze meses.

27. EMPRESAS IMPEDIDAS DE OPTAR PELO LUCRO PRESUMIDO

• Cuja receita bruta no ano calendário anterior seja superior ao limite tratado no
item anterior.

• Cujas atividades sejam de bancos de modo geral, sociedades de crédito,


financiamento e investimentos, corretoras de títulos e valores mobiliários,
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arrendamento mercantil, empresas de seguros privados e de capitalização e
entidades de previdência privada.

• Que tiveram lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior.

• Que autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais


relativos a isenção ou redução de Imposto de Renda (calculados com base no
lucro da exploração).

• Que no decorrer do ano calendário tenham efetuado pagamento mensal do


Imposto de Renda pelo regime de estimativa.

• Empresas de factoring.

• Que explorem atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e


construção de imóveis, enquanto não concluídas as operações imobiliárias
para as quais haja registro de custo orçado.

• Que tenha como sócio outra Pessoa Jurídica.

28. NÃO OBRIGATORIEDADE DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL - A opção pelo lucro


presumido permite que a empresa não tenha escrituração contábil nos termos
da legislação do Imposto de Renda, elaborando somente o livro caixa que será
a fonte de todas as informações. Este sistema de escrituração não atende à
legislação quanto ao Código Comercial Brasileiro, que determina que todas as
empresas deverão manter escrituração contábil. Esta escrituração, antes de
tudo, faz prova a favor da empresa e registra todos os atos e fatos e suas
mutações patrimoniais. Inclusive prova a liquidez, obrigações e haveres de
modo geral, permitindo que se faça planejamento tributário, administrativo,
fiscal etc.

29. OBRIGATORIEDADE DA ESCRITURAÇÃO FISCAL - Qualquer empresa tem obrigação


da escrituração de livros fiscais, atendendo à legislação municipal, estadual ou
federal, por razões específicas de acordo com o objeto fim.

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30. TABELA DE LUCRO PRESUMIDO POR ATIVIDADE

Atividades % do L.P.
Revenda para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico 1,60
carburante e gás natural
Venda de mercadorias ou produtos (exceto revenda de combustíveis para
consumo).
Transporte de Carga:
Serviços Hospitalares;
Atividade Rural; 8,00
Industrialização com material fornecido pelo encomendante;
Atividades Imobiliárias;
Construção por empreitada, quando houver o emprego de materiais próprios,
em qualquer quantidade;
Qualquer outra atividade (exceto prestação de serviços) para a qual não
esteja previsto percentual específico.
Serviços de Transporte (exceto o de carga)
Outros serviços, (exceto hospitalares e de sociedades civis de profissões 16,00
regulamentadas), prestados com exclusividade por empresas com receita
bruta anual não superior a R$120.000,00 *
Serviços em geral, para os quais não esteja previsto percentual específico,
inclusive os prestados por sociedades civis de profissões regulamentadas;
(médicos, dentistas, contadores, advogados, engenheiros, administradores e
etc.)
Intermediação de negócios. 32,00
Administração, locação ou cessão de bens, imóveis e móveis, e direitos de
qualquer natureza.
Serviços de mão-de-obra de construção civil, quando a prestadora não
empregar materiais de sua propriedade nem se responsabilizar pela execução
da obra.

*A empresa exclusivamente prestadora de serviços, (exceto hospitalares, de


transporte e sociedades civis de profissões legalmente regulamentadas)
poderão utilizar o percentual de 16% enquanto a sua receita bruta, acumulada
no ano calendário em curso, se comportar dentro do limite de R$120.000,00,
observado o seguinte:
a) Caso esta receita exceda a R$120.000,00 em qualquer trimestre do
exercício, ficará sujeita ao percentual de 32,00% retroativa ao primeiro
trimestre do ano calendário em curso, impondo-se ao pagamento das
diferenças dos impostos apurados em cada trimestre, até o último dia útil do
mês subsequente ao trimestre da verificação do excesso.

Estas diferenças recolhidas dentro do prazo mencionado na letra a, não


sofrerão acréscimos moratórios.

No ano subsequente a empresa poderá utilizar o percentual de 16% enquanto


sua receita bruta acumulada permanecer dentro do limite de R$120.000,00.

31. CASO ATÍPICO – Indústria Gráfica - As indústrias gráficas utilizarão o


percentual de 8% (oito por cento) no caso da receita própria da confecção de
impressos com utilização de material próprio, ou 32% (trinta e dois por cento)
no caso de receita proveniente da confecção de impressos com material
fornecido por terceiros.

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32. ATIVIDADES DIVERSIFICADAS - As empresas que tem atividades diversificadas,
recolherão os impostos segundo a alíquota aplicável a cada atividade
especificamente.

33. LUCRO PRESUMIDO E PERCENTUAIS SOBRE A RECEITA BRUTA - será aplicado sobre o
lucro presumido de acordo com as especificações anteriores, podendo aplicar
o percentual direto sobre o faturamento, sendo:

Lucro Presumido - % Alíquota do IRPJ - % % Sobre Receita Bruta


1,60 15 0,24
8,00 15 1,20
16,00 15 2,40
32,00 15 4,80

34. DEMONSTRATIVO DE CÁLCULO DO IRPJ COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO

Receita Valor R$ Alíquota LP % L. Presumido R$ IRPJ 15%


Rev. Combustíveis 20.000,00 1,60 320,00 48,00
Revenda Produtos 20.000,00 8,00 1.600,00 240,00
Serv. P. N. Regul. 20.000,00 16,00 3.200,00 480,00
Serv. P. Regulam. 20.000,00 32,00 6.400,00 960,00

35. COMO CALCULAR O IRPJ SOBRE AS RECEITAS NÃO OPERACIONAIS - As receitas não
operacionais também são tributadas. Sua inclusão na base de cálculo
processa-se da seguinte forma: apura-se o custo não operacional, inclusive
aplicando a correção monetária sobre bens passíveis de correção; o valor da
venda deduzido o custo, se positivo, será oferecida à tributação.

36. QUANDO PAGAR O IMPOSTO COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO - O pagamento


somente poderá ser efetuado trimestralmente. A não observância destas
normas implicará a apuração do imposto pelo sistema de lucro real. A opção é
formalizada no trimestre em que houver o pagamento da primeira parcela do
IRPJ e será irreversível para todo o exercício, não poderá ser mudado para
lucro real.

37. CALENDÁRIO DE RECOLHIMENTO DO IRPJ TRIMESTRAL

Trimestre/competência Período de Apuração Vencimento Imposto


1º trimestre Janeiro a março 30.04
2º trimestre Abril a junho 31/07
3º trimestre Julho a setembro 31/10
4º trimestre outubro dezembro 31/01

38. ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA - Segundo a legislação, o valor base de


cálculo do IRPJ que exceder a R$60.000,00 (sessenta mil reais) no trimestre,
ou R$20.000,00 por mês se período inferior a um trimestre, terá um adicional
de 10% (dez por cento) sobre o valor excedente a esta base de cálculo.

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39. VENCIMENTO DO IMPOSTO EM DIA NÃO ÚTIL - Qualquer imposto federal, cujo
vencimento cair em dia não útil (sábado, domingo e feriados), fará o
pagamento no dia útil imediatamente anterior.

40. CSLL – QUANDO A TRIBUTAÇÃO FOR PELO LUCRO PRESUMIDO - A contribuição


Social Sobre o Lucro incide sobre a receita operacional e não operacional da
empresa. Portanto, para seu cálculo, soma-se à receita de faturamento as
demais receitas, tais como: receitas financeiras, receitas alheias ao objeto
social da empresa e também receitas não operacionais deduzidos os custos
não operacionais.

41. RECEITAS QUE COMPÕE A BASE DE CÁLCULO DA CSL – Todas as receitas


operacionais e não operacionais compõe a base de cálculo da CSL. Ocorrendo
situações duvidosas, consulte a legislação do IRPJ na sua íntegra e as Leis
8212 e 8213 da Previdência Social.

42. ALÍQUOTA DA CSL - A alíquota da CSL é de 1,08% para as atividades comerciais e


industriais e de 2,88% para as empresas prestadoras de serviços quando a apuração
do IRPJ for pelo lucro presumido. Tomando-se como exemplo o faturamento acima
teríamos uma CSL no valor de: 60.000,00 X 1,08% = 648,00.

43. DATA DE VENCIMENTO DA CSL - A Contribuição Social tem a mesma data de


vencimento do imposto de renda, trimestralmente.

OUTROS IMPOSTOS FEDERAIS DEVIDOS PELAS EMPRESAS DE MODO GERAL

44. PIS/PASEP - O PIS incide a alíquota de 0,65% sobre a receita bruta das
empresas tributadas pelo lucro presumido e 1,65% pelas tributadas com base
no lucro real. Os contribuinte com base no lucro real poderão deduzir o custo
de produção ou de comercialização e pagamentos efetuadas a pessoas
jurídicas das referidas receitas. Não são passíveis de compensação
pagamentos a pessoas físicas, salários e encargos sociais.

45. VENCIMENTO DO PIS - O PIS vence no dia 15 do mês subsequente ao da


ocorrência do fato gerador, ou seja, sobre a receita bruta do mês de janeiro,
recolhe-se o PIS no dia 15 de fevereiro, e assim sucessivamente.

45. COFINS – CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - A


COFINS incide a uma alíquota de 3% sobre a receita bruta das empresas
tributadas pelo lucro presumido e 7,6% pelas empresas tributadas com base
no lucro real. Os contribuinte com base no lucro real poderão deduzir o custo
de produção ou de comercialização e pagamentos efetuadas a pessoas
jurídicas das referidas receitas. Não são passíveis de compensação
pagamentos a pessoas físicas, salários e encargos sociais.

46. Veja informações específicas sobre a legislação da COFINS no site da SRF


www.receita.fazenda.gov.br.

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47. VENCIMENTO DA COFINS - A COFINS vence no dia 15 do mês subsequente ao
da ocorrência do fato gerador, ou seja, sobre a receita bruta do mês de janeiro,
recolhe-se a COFINS no dia 15 de fevereiro, e assim sucessivamente.

48. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA – Há uma legislação específica do PIS e da COFINS.


Como todas as empresas são contribuintes destes impostos, consulte esta
legislação, a qual é bastante complexa.

49. QUANTO AS EMPRESAS RECOLHEM DE IMPOSTOS FEDERAIS?

1 - EMPRESAS OPTANTES PELO LUCRO REAL


Não há como determinar quanto uma empresa optante pelo lucro real
pagará de impostos federais, senão por estimativa, e então vejamos:

1 – a alíquota do IRPJ é de 15% sobre o lucro real;

2 – o lucro real é um fator desconhecido e poderá não se realizar, e ocorrer


prejuízos no exercício previsto;

3 – ocorrendo lucros, poderá haver o adicional de 10% sobre a base de


cálculo superior a R$20.000,00 mensais ou R$60.000,00 trimestrais;

4 – a alíquota do PIS é de 1,65% sobre a receita bruta ajusta pelas


exclusões da base de cálculo e compõe o custo direto dos produtos,
mercadorias e serviços;

5 – a alíquota da COFINS é de 7,60% sobre a receita bruta ajusta pelas


exclusões da base de cálculo e compõe o custo direto dos produtos,
mercadorias e serviços;

6 – CSL – 9% sobre o lucro real.

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7 – diante da sistemática de apuração de resultados e mediante um
planejamento tributário, poderá determinar qual o percentual de lucro
líquido a empresa pretende obter, e não o percentual de impostos que
incidirá sobre uma receita desconhecida. Este fator poderá ser determinado
ao longo dos tempos, mediante a realização e a apuração dos resultados
mediante receitas e despesas incorridas em determinado período.

2 – EMPRESAS OPTANTES PELO LUCRO PRESUMIDO


As empresas optantes pelo lucro presumido poderão determinar a carga
tributária sobre sua receita bruta em determinado período, pois, os
percentuais aplicáveis são previamente definidos:

1 - IRPJ :

2 - 0,24% nas operações de revenda de combustíveis, álcool, gás (postos


de gasolina);

3 - 1,20% nas operações de comercialização de produtos, mercadorias e


serviços de transporte de carga;

4 - 2,40% nas prestações de serviços de transporte de passageiros, alguns


serviços de atividades não regulamentadas etc.

5 - 4,80% nas prestações de serviços de atividades regulamentadas e


assemelhadas conforme descrito na legislação;

6 – PIS de 0,65% sobre a receita bruta.

7 - COFINS de 3,00% sobre a receita bruta.

CSL – 2,88% para serviços e 1,08 para comércio ou indústria.

8 – Com percentuais de impostos definidos, a carga tributária


independentemente de lucros ou prejuízos está definida, pois, tributa-se
receitas e não os resultados.

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