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A URBANIZAÇÃO MUNDIAL

As primeiras cidades surgiram na Mesopotâmia (atual Iraque), depois vieram às


cidades do Vale Nilo, do Indo, da região mediterrânea e Europa e, finalmente, as
cidades da China e do Novo Mundo.
Embora as primeiras cidades tenham aparecido há mais de 3.500 anos a.C., o
processo de urbanização moderno teve início no século XVIII, em conseqüência da
Revolução Industrial, desencadeada primeiro na Europa e, a seguir, nas demais áreas
de desenvolvimento do mundo atual. Entretanto foi até meados do século XX um
fenômeno relativamente lento e circunscrito aos países que primeiro se
industrializaram, os chamados países desenvolvidos. Após a Segunda Guerra Mundial,
esse fenômeno foi concluído nos países desenvolvidos e iniciado de maneira
avassaladora em muitos países subdesenvolvidos, notadamente na maioria dos países
latino-americanos e em muitos países asiáticos. O continente africano até hoje é muito
pouco urbanizado, ainda que o processo já tenha se iniciado em alguns países.
Considerando o planeta como um todo, a taxa de urbanização no início da
Revolução Industrial não passava de 2%. Segundo dados do Relatório do
desenvolvimento humano 1995, publicado pela ONU, a população que vive em cidades
atingiu 34% do total em 1960, 44% em 1992 e a previsão para o ano 2000 é de 48
%. Assim, no raiar do século XXI, a população urbana mundial deverá superar os
50%.
A partir desses dados conclui-se que o processo de urbanização é um fenômeno
muito recente na história do homem. No entanto, deve-se salientar que tais dados são
a média do planeta. Há países com altas taxas de urbanização e outros ainda
essencialmente rurais.

Conceito de Urbanização:
A urbanização resulta fundamentalmente da transferência de pessoas do meio rural
(campo) para o meio urbano (cidade). Assim, a idéia de urbanização está
intimamente associada à concentração de muitas pessoas em um espaço restrito (a
cidade) e na substituição das atividades primárias (agropecuária) por atividades
secundárias (indústrias) e terciárias (serviços). Entretanto, por se tratar de um
processo, costuma-se conceituar urbanização como sendo "o aumento da população
urbana em relação à população rural", e nesse sentido só ocorre urbanização quando
o percentual de aumento da população urbana é superior a da população rural.

Conceito de cidade
A urbanização resulta fundamentalmente da transferência de pessoas do meio rural
(campo) para o meio urbano (cidade). Assim, a idéia de urbanização está intimamente
associada à concentração de muitas pessoas em um espaço restrito (a cidade) e na
substituição das atividades primárias (agropecuária) por atividades secundárias
(indústrias) e terciárias (serviços). Entretanto, por se tratar de um processo, costuma-
se conceituar urbanização como sendo "o aumento da população urbana em relação à
população rural", e nesse sentido só ocorre urbanização quando o percentual de
aumento da população urbana é superior a da população rural.

Tipos De Cidades

As cidades podem ser classificadas da seguinte forma:


 Quanto ao sítio: sítio urbano refere-se ao local no qual está superposta a
cidade, sendo assim a classificação quanto ao sítio leva em consideração a
questão topográfica. Como exemplo temos: cidades onde o sítio é uma planície,
um planalto, uma montanha, etc.
 Quanto à situação: situação urbana corresponde à posição que ocupa a
cidade em relação aos fatores geográficos. Como exemplo temos: cidades
fluviais, marítimas, entre o litoral e o interior, etc.
 Quanto à função: função corresponde à atividade principal desenvolvida na
cidade. Como exemplo temos: cidades industriais, comerciais, turísticas,
portuárias, etc.
 Quanto à origem: pode ser classificada de duas formas: planejada e
espontânea. Como exemplo temos: Brasília, cidade planejada e Belém, cidade
espontânea.

FATORES QUE CONTRIBUEM COM O ÊXODO RURAL

Existem dois tipos de fatores que contribuem com o êxodo rural, são eles:
Repulsivos: são aqueles que expulsam o homem do campo, como a concentração de
terras, mecanização da lavoura e a falta de apoio governamental.
Atrativos: são aqueles que atraem o homem do campo para as cidades, como a
expectativa de emprego, melhores condições de saúde, educação, etc.
Em países subdesenvolvidos como o Brasil, os fatores repulsivos costumam
predominar sobre os atrativos, fazendo com que milhares de trabalhadores rurais
tenham que deixar o campo em direção das cidades, o que em geral contribui com o
aumento dos problemas urbanos na medida em que as cidades não tem estrutura
suficiente para receber esses trabalhadores, com isso proliferam-se as favelas,
aumenta a violência, faltam empregos, dentre outros problemas.

DIFERENÇAS NO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO


Existem diferenças fundamentais no processo de urbanização de países
desenvolvidos e subdesenvolvidos, abaixo estão relacionadas algumas delas:
Desenvolvidos:
 Urbanização mais antiga ligada em geral a primeira e Segunda revoluções
industriais;
 Urbanização mais lenta e num período de tempo mais longo, o que possibilitou
ao espaço urbano se estruturar melhor;
 Formação de uma rede urbana mais densa e interligada.
Subdesenvolvidos:
 Urbanização mais recente, em especial após a 2ª Guerra mundial;
 Urbanização acelerada e direcionada em muitos momentos para um número
reduzido de cidades, o que gerou em alguns países a chamada “macrocefalia
urbana”;
 Existência de uma rede urbana bastante rarefeita e incompleta na maioria dos
países.
Obs. Nas metrópoles dos países desenvolvidos os problemas urbanos como violência,
transito caótico, etc., também estão presentes.
DA METRÓPOLE NACIONAL À CIDADE GLOBAL

O processo de globalização da economia internacional colocou outros parâmetros para


as grandes metrópoles mundiais. O aperfeiçoamento dos transportes, a rapidez das
comunicações, possibilitada pela telefonia móvel, pelo fax e pela internet, provocaram
uma integração das cidades em níveis muito mais amplos.
As principais metrópoles, dotadas de melhor infra-estrutura de serviços, transportes e
comunicações, tornaram-se centros geográficos privilegiados, de onde as empresas
transnacionais comandam toda sorte de transações materiais e virtuais. Ou seja,
formaram-se laços muito estreitos entre as empresas mais dinâmicas e esses grandes
espaços urbanizados, integrados às redes mundiais.
Nesse contexto, os novos estudos sobre a urbanização têm gerado novas
nomenclaturas e classificações, aperfeiçoando o conhecimento das cidades brasileiras.
Dessa forma, atualmente, São Paulo e Rio de Janeiro podem ser consideradas
metrópoles globais; as áreas metropolitanas de capitais importantes como Porto
Alegre, Brasília, Salvador ou Curitiba formam as metrópoles nacionais; e, dentro
dessa nova hierarquia urbana, existem ainda metrópoles regionais, como Goiânia e
Campinas; centros regionais, como Manaus e Natal, além de cidades caracterizadas
como centros sub-regionais (Santarém, no Pará, e Piracicaba, em São Paulo, por
exemplo).
A industrialização tornou os centros urbanos responsáveis pela maior parte da
produção nacional (estima-se em mais de 90%). Mesmo as atividades geradas no
ambiente rural, como a agricultura e a pecuária, dependem fortemente de produtos,
tecnologia, crédito e serviços fornecidos pelas cidades.
A década de 1990, entretanto, consolidou uma nova tendência de urbanização no
Brasil, que pode ser caracterizada como uma desmetropolitização. Ou seja, uma
reversão no crescimento das grandes metrópoles, em favor de cidades médias, onde
os custos de produção são menores e as condições de vida tendem a ser melhores.
Indústrias e empresas ligadas ao setor de serviços realizam cada vez mais a escolha
de localizações geográficas alternativas às saturadas metrópoles do Centro-Sul.
Cidades como Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto, Goiânia, Florianópolis, além de
diversas capitais nordestinas estão entrando definitivamente no mapa das empresas
nacionais e estrangeiras.
A expansão da urbanização gerou o aparecimento de várias modalidades de
aglomerações urbanas, além de termos que cada vez mais fazem parte de nosso
cotidiano, abaixo definiremos algumas dessas modalidades e termos:
Rede urbana: Segundo Moreira e Sene (2002), "a rede urbana é formada pelo
sistema de cidades, no território de cada país, interligadas umas as outras através dos
sistemas de transportes e de comunicações, pelos quais fluem pessoas, mercadorias,
informações, etc." Nos países desenvolvidos devido a maior complexidade da
economia a rede urbana é mais densa.
Hierarquia urbana: Corresponde a influência que exercem as cidades maiores sobre
as menores. O IBGE identifica no Brasil a seguinte hierarquia urbana: metrópole
nacional, metrópole regional, centro submetropolitano, capital regional e centros
locais.
Macrocefalia Urbana: Caracteriza-se pelo crescimento acelerado dos centros
urbanos, principalmente nas metrópoles, provocando o processo de marginalização
das pessoas que por falta de oportunidade e baixa renda residem em bairros que não
possuem os serviços públicos básicos, e com isso enfatiza o desemprego, contribui
para a formação de favelas, resultando na exclusão social de todas as formas.

Conurbação: É quando um município ultrapassa seus limites por causa do crescimento e com
isso encontra-se com os municípios vizinhos.
Metrópole: Segundo Coelho e Terra (2001), metrópole seria à cidade principal ou
cidade-mãe, isto é, a cidade que possui os melhores equipamentos urbanos do país
(metrópole nacional), ou de uma grande região do país (metrópole regional)". No
Brasil cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são metrópoles nacionais, e Belém,
Manaus, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza são
metrópoles regionais.
Região metropolitana: Corresponde ao conjunto de municípios conurbados a uma
metrópole e que desfrutam de infra-estrutura e serviços em comum.
Megalópole: Corresponde a conurbação entre duas ou mais metrópoles ou regiões
metropolitanas. As principais megalópoles do mundo encontram-se em países
desenvolvidos como é o caso da Boswash, localizada no nordeste dos EUA, e que tem
como principal cidade Nova Iorque; San San, localizada na costa oeste dos EUA, tendo
como principal cidade Los Angeles; Chippits, localizada nos grandes lagos nos EUA;
Tokaido, localizada no Japão; e a megalópole européia que inclui áreas de vários
países. No Brasil temos a megalópole Rio-São Paulo, localizada no sudeste brasileiro,
no vale do Paraíba, incluindo municípios da região metropolitana das duas grandes
cidades, o elo dessa megalópole é a Via Dutra, estrada que interliga as duas cidades
principais.
Megacidade: Corresponde ao centro urbano com mais de dez milhões de habitantes.
Hoje em torno de 21 cidades do mundo podem ser consideradas megacidades, dessas
17 estão em países subdesenvolvidos. No Brasil São Paulo e Rio de Janeiro estão
nessa categoria.
Tecnopólos: Corresponde a uma cidade tecnológica, ou seja, locais onde se
desenvolvem pesquisas de ponta. Como exemplo temos o Vale do Silício na costa
oeste dos EUA; Tsukuba, cidade japonesa, dentre outras. No Brasil, temos alguns
tecnopólos localizados em especial no estado de São Paulo, como Campinas
(UNICAMP), São Carlos (UFSCAR), e a própria capital (USP, etc.).
Cidade global: são as cidades que polarizam o país todo e servem de elo entre o país
e o resto do mundo, possuem o melhor equipamento urbano do país, além de
concentrarem as sedes das instituições que controlam as redes mundiais, como bolsas
de valores, corporações bancárias e industriais, companhias de comércio exterior,
empresas de serviços financeiros, agências públicas internacionais. As cidades
mundiais estão mais associadas ao mercado mundial do que a economia nacional.
Desmetropolização: Processo recente associado à diminuição dos fluxos migratórios
em direção das metrópoles. Esse processo se deve em especial a chamada
desconcentração produtiva, que faz com que empresas em especial indústrias, se
retirem dos grandes centros onde os custos de produção são maiores, e se dirijam
para cidades de porte médio e pequeno, onde é mais barato produzir, em função de
vários fatores como, por exemplo, os incentivos fiscais. Hoje no Brasil cidades como
Rio de Janeiro ou São Paulo não são mais aquelas que recebem os maiores fluxos de
migrantes, mas sim regiões como interior paulista, o sul do país ou até mesmo o
nordeste brasileiro.
Verticalização: Processo de crescimenito urbano que se manifesta através da
proliferação de edifícios. A verticalização demonstra valorização do solo urbano, ou
seja, quanto mais verticalizado, mais valorizado.
Especulação imobiliária: Os especuladores imobiliários são aqueles proprietários de
terrenos baldios no espaço urbano que deixam estes espaços desocupados a espera
de valorização. Uma das conseqüências da especulação é a falta de moradias em
locais mais bem localizados, fazendo com que as populações de mais baixa renda
tenham que viver em áreas distantes do centro (crescimento horizontal), ou em
favelas.
Condomínios de luxo e favelas: os dois estão aqui juntos, pois são fruto da
segregação social e econômica que se vive nas cidades, sendo eles o reflexo espacial
dessas. Os condomínios são áreas fechadas muito protegidas e bem estruturadas,
onde em geral mora a elite; as favelas são áreas sem infra-estrutura adequada e com
graves problemas como o tráfico de drogas, onde grande parte da população está
desempregada, e a maioria dela é pobre.

Bibliografia:
http://www.brasilescola.com/geografia/urbanizacao-mundo.htm
http://www.brasilescola.com/brasil/urbanizacao.htm
http://www.bixo.com.br/dicas/geo003.doc