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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA EXATAS E TECNOLÓGICAS ENGENHARIA QUÍMICA CET1013 -

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA EXATAS E TECNOLÓGICAS ENGENHARIA QUÍMICA CET1013 - PLANEJAMENTO E PROJETO INTEGRADO NA IND. QUÍMICA PROFESSOR: FRANCO DANI RICO AMADO

EMILLY TEDESCO MARQUES (201310342) JOAN SANTANA SANTOS (201310767)

Projeto de indústria de tensoativos, utilizando o método de James M. Douglas

JUSTIFICATIVA:

O consumo de sabão e detergente é indispensável no cotidiano. Diariamente,

são despejados vários litros desses materiais na rede de esgoto e, posteriormente, em

corpos fluviais ou marítimas. Um composto comumente utilizado até a década de 80 era

o alquilbenzeno sulfonado (ABS), devido ao seu melhor desempenho e produtividade

frente ao sabão, que o precedia. Entretanto, o ABS é um material não biodegradável

que, ao ser descartado, provocava uma grande quantidade de espuma, bloqueando o

transporte de O 2 da atmosfera para o leito do rio, ocasionando morte da fauna aquática

ali presente.

Visando uma maior sustentabilidade, com uma maior preocupação com o meio

ambiente, bem como adequação à legislação de 1977 que proíbe a fabricação,

comercialização ou importação de tensoativos aniônicos não biodegradáveis, torna-se

necessária a substituição do ABS por outro surfactante que seja biodegradável, e aceito

legal e comercialmente.

O alquilbenzeno linear (LAB) e seu produto de sulfonação, o alquilbenzeno

sulfonato linear (LAS), têm como matérias primas a normal parafina (n-parafina), o

benzeno (C 6 H 6 ) e para o LAS, enxofre. O LAB e o LAS têm excelentes propriedades

tensoativas e, por serem biodegradáveis e livres de cadeias ramificadas, atendem às

especificações legais, se tornando os principais surfactantes utilizados como princípios

ativos dos detergentes comercializados no Brasil atualmente.

Em seu livro “Conceptual Design of Chemical Engineering Processes”, James

M. Douglas desenvolveu uma abordagem metodológica para o projeto de sistemas de

engenharia química. O "Método Douglas" baseia-se na tomada de decisão hierárquica,

utilizando a viabilidade econômica como critério principal para a avaliação do processo.

Um problema complexo é gradualmente resolvido através da conclusão de uma série de

"etapas" arbitrárias ou níveis de análise, são eles:

Nível 1: estequiometria de reação e fluxo molar de componentes de alimentação e saída;

Nível 2: estrutura básica do fluxograma do processo, com determinação dos graus de pureza;

Nível 3: principais decisões no fluxograma, como a quantidade de

reatores necessária, e necessidade ou não de processos de separação e reciclo;

Nível 4: processos de separação;

Nível 5: rede de trocadores de calor;

Além dos cinco níveis do Método de Douglas, que visam principalmente viabilidade econômica do projeto, será realizada análise de um sexto nível que considera, principalmente, a viabilidade ambiental.

Nível 6: revisão dos níveis 1-5, com análise da viabilidade e impactos ambientais, de acordo com legislação vigente.

CRONOGRAMA:

30/10/2017

Apresentação da Proposta e Cronograma

27/11/2017

Níveis 1 e 2

20/12/2017

Níveis 3 e 4

15/01/2018

Níveis 5 e 6

22/01/2018

Entrega do trabalho final