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revistat ll f Moga eek eg Pepa ueelelt i IEP U Ee rou See \ AT) Wem ed eolarscm ne srcrsie oii PUR cures cae) NOSSO CRAQUE BRces gee ote Cary NSERC en esget eu Ccons =U ori A : 1d eee a Fi ny sy Le f TQS | “Tecnologiae Qualidade ery Sistemas Conheca a TOS Store, Urm-espaco dedicado a softwares_pare-engenharia de-estruturas e geotecnia. Exclusividade — Produtos TQSpaptieetiVGs Groner ienein hee Praticidadé— Utilize daqui a pouco tempo-apes’a aquisicao. Seguranca.=-Cempra'Ségura e'totalmente pela web. Acesse store.tqs.com.br -e-saiba|maisa (noice | (A ESTRUTURA POM EURO ete 3 CCL << iY; =STRUTURA INDICE 4 | EDITORIAL 05 | PALAVRA DO PRESIDENTE MOMENTO EXIGE SUPCRAGAO 06 | ENTREVISTA PRESIDENTE DA 8 11 | NOSSO CRAQUE NaSCIDO PARA: HERO 14 | VALORIZACAO PROFISSIONAL FSTRO OS CONSTRUTORES MATANDO SUR '0V05 DE OURO? 17 | ESTRUTURA EM DESTAQUE DIFC VISTA GUANABARA 22 | CASE INTERNACIONAL LUANDA TOWERS: 3 TORRES E MUITAS HI 28 | ESTRUTURAS wes LAMA AUN 34 | ARTIGO TECNICO 50 DF PONTE SOBRE 0 RIO MISSSSIL 8 [ ARTIGO RETRO TECNOLOGIN DE RECUPERAGAO DE ESTRL 43 | NOTAS E EVENTOS 46 [0 QUE ELES QUEREM DE NOS ENGENHERO DE a 49 | NORMAS TECNICAS 52 | APRENDENDO COM 0 ERRO ESQUECERAW A SUBPRESSAO! 54 | MUSEU DO PROJETO EDIFIIO SAN SIRO 56] INDUSTRIALIZAGAO AMPLEGA Fu LEK 62 | ESPAGO ABERTO CONSTRUCAO'EM AGO 63 | ESPACO BIM iv GEM FEM 66 | INOVACAO tsetir0 69 | BOAS PRATICAS CONSTRUTIVAS RVURADAS 2 | BOAS PRATICAS DE PROJETO PATOLOGHEM| VENARIR SOB. Les DE Coat 77 | AGENDA (CALENDARIO DE CU 78 | JOGO DE SETE ERROS EXPEDIENTE PRESIDENTE: Jefferson Dias de Souza unior ‘VICE-PRESIDENTE DE RELACIONAMENTO: Jo8o Alberto de Abreu Vendramin, ‘VICE-PRESIDENTE DE TECNOLOGIAE {QUALIDADE: Erio Canavello Barbosa ‘VICE-PRESIDENTE DE MARKETING: José Lu2 VC. Varela DIRETOR ADMINISTRATIVO FINANCEIRO: Roberto Dias Lame DDIRETORA DE NORMAS TECNICAS: Suely Bacchereti Bueno DIRETOR DE METALICAS: Tomas Vieira DIRETOR DE PONTES € ESTRUTURAS: Jado Luis Casagrande DDIRETOR DE PREMOLDADOS: Fabricio Tomo DIRETORES; Claudio Ader, Laginha Neto, Leonardo Braga Passos, Lulz 56 Martins Aurlio Fortes da Siva, Ricardo Borges Ker, Tomas Carmona, Tilo Nogueira Bittencourt, SSECRETARIA GERAL: Elaine C. , Sia CCOMITE EDITORIAL: Alexanire Duarte ‘Gusméo, Antonio Laranjeiras, Augusto C Vasconcelos, August 6, Pedra de Frets, Carlos artez, Cesar Pinto, Daniel Domingues Loriggio, Eduardo Barros Mile, Guilherme A Parsekian, Inds LS. Batagi, Joaquim Meta, Jost Celso da Cunha, Leanardo Braga Passos, Mirco Roberto Silva Correa, Mario Cepelin, Milton Golombek, Nelson Covas, Ricardo Leopoldo e Siva Franga, elmo C. Kuperman, Sergie Hampshire, ValdcPignata e Siva EDIGAO: Mecanica de Comunicacs0 JORNALISTA RESPONSAVEL: Enio Campol - MTB 19.194 publicagao de A ASS 5 do Setar IAGAO BRASILEIRA DE ENGE- NHARIA E CONSULTORIA ESTRUTURAL, dirigida aos escriténas de engenharia © tas, construtoras, arquitetos e demais profis enge- REDAGAO: Lazaro Evair de Souza, Sylvia Mle PRODUCAO GRAFICA: MGDesign vwavn.mgdesign.arebr DIAGRAMAGAO: Alcibiades Godoy PUBLICIDADE: ABECE ‘nv, Brigadeito Faria Lima, 1.993 -<. 61 a (01452.001 - So Paulo/S? abece@abece.com.br Tel: (11) 3938-9400, IMPRESSAO; Edita Grafica Nywgrat TIRAGEM: 6.000 EDITORIAL ENGENHARIA BRASILEIRA: UMA NOVA ERA uanda recebi o convite escrever este editorial fquei muito lisonjead a0 mesma tempo temeraso eme velo 8 mente aquela pergunta: “Sobre qual tema irei ortografa? *, pois bem, surgiueme, de imeciato, a idé'a de gra far sobre a atual situagao em que nosso pals, juntamente com a ofiss50 3 qual optel para atuar, A ENGENHARIA, cn: contram-se atualmente Para niciar minhas palavras retornemos a0 ano de 2013, Neste ano, iniciou-se 2 chamada "Operagde Lava Jato" e, em 2014, os primelros mandados de 30, busca e apreensio foram emitides para executivos de renomadas empre as de engerharia, na época, suposta. lor esquema ficado nesta nacdo em um periodo em que 0 pais se encontrava Tragllzado pela crise Desde entio, a sensagio que temos é ue nossa nagio, nosse lar, se encontra de, a cada dia, surgem raias ¢ trovées dis. parados progressivamente sobre nés peachment ug30 civil em d i, alta da inflagao, demissdes em rescimento acentuads, prisbes de em 0 alto escalio e de politicos ‘onsiderados antes como “intocdves" Envretante, meu intuite no € deseni mé-los e sim, expor meu ponto de vi bre os acontecimentos acorrides nes Likimos anos no Brasil, Gostaria de fazer uma breve refiexio: susonhames que o Brasil € um computador, 04? Compu: izago, mas gostaria de citar em es. pecial dois deles: o primeira refere-se 2 hipétese em que est infectado por malwares; @ 0 segundo, quando ele “tra corrups: 04 LEONARDO BRAGA PASSOS, DIRETOR DA ABECE vo" naquela apertando as teclas A primeira situag3e podemas camparar com a que estamos vivendo, onde o pais ra-se “infectado" a décadas por 10s de instituigBes e pessoas, Para eliminal util ago que nem mesmo (rlealtede!"ele no atas il estes virus, precisamos brasileiro, podemos citar como exemplo a Polcia ‘ederal que, juntamente com Flo, estd tratando e banindo gradativa- ‘mente os virus que tanto malfazem para antivirus que, no ca ' populacdo. Jd 0 seguni lema, 4 adores, a Unica forma de sané-lo é apertando a tecla de “restart mas coma pademas trata-lo se compa rarmes a0 nosso pals? Seria extraor: uma tecla como esta, onde precisariamos tala e, em questo ginario se tivéssemes. penas ape indos, tudo fegressaria & normaldade, mas infele- mente els ndo existe. E ent0, como de eras proceder? Na minha opinilo, este dispositive jé fol apertado, pois nuncs na histéria desta ‘ago tances palticos © empress foram presos € verbas provenientes de rrupgao foram devolvidas 20s «: pablicos. A populagao passou a intera tanto, temos consciéncia de 4) a retomada a um Brasil melhor sera a longo prazo, mas o restart |é foi dada e estamos no rumo certo para a melhoria 6 pais Precisamos direcionar nossos esforcos na educacao das novas geragbes, preci samos reestabelecer nassos conceltos bre o que é certo eo que sobre honestidade, cumplicidade, ami aade e ajuda a0 préximo. Ni abandonar os valores e bons ensina. mentas que nas foram repassades pe. las geracGes anteriores devido a maus exemplos de pessoas de m4 indole que, 1m certeza, representam uma minaria em nosso pals, Para finalizar, vcés devem estar se per: {untando: O que tem a ver o titulo “EN GENHARIA BRASILEIRA - UMA NOVA ERA’ com 0 exposto neste texto? Esta 6 acl de responder. Sema melnoria d sodemos ndigBes atuals de nosso pals, econé: mica e principalmente de valores como ftica © honestidade, a engenharia nio 30 também é véli ‘sem engenharia nenhum pais se desen. vole, por isso, a nova era que iniciamos mbém, a NOVA ERA DA ENGENHARIA. REVISTA ESTRUTURA | Jl + 2017 PALAVRA DO PRESIDENTE | ERSON DIAS DE SOUZA JUNIOR MOMENTO EXIGE SUPERACAO Fs longa minha atuagao na drea dacons- ‘ugao chil mais especificamente, na engenharia estrutural Agora, na cone igao de atual presidente da ABECE, lespere contribu para unr os els da cadeia produtva Estamos vivenciando um periade de sobre vena, tendo em vista a situago pol econémica do pas com a qual nos defron= tamos. Nesse contexto, temas que, neces sarlamente, nos adequermos, inovarmos, wo bi= preo- cupando ainda mais comos custos ais das ‘obras, uma vez que impactam diretamer ros resultados almejados por nossos con tratantes, quer sejam eles imobil ros, investidares ou empres Somos todes parcels além dena urirmos em proldo de: ‘mento e do crescimento do setar, no: poradores = construtoras «+ projtistas Juntos precisamos pporém necesséri, paraa superacéo. uando digo pro} 205 profissionais que atuam nas éreas de Arquitetura er esta etapa dura, a5, estou me referindo lagbes + Infraeseru Nés, @ 05 mos que, ieralmente,“tirar da manga" car- lugbes mais edequadas para caso, Certamente 6 um grande desaf, tas com 2s + Localzagae dos contratantes + Partido defnido pela Arquitetura “Técricas csponiveis + Cutura eexpertse + Qualidade © isponibiidade da mi bra kcal Em funglo das dimensées continentais de nosso pals, i os cukuras fe conhecimentos diferentes, 0 gue eu cha- maria de “cuura regicnalizada’, que muko nfluencia na tomada de decisées, Sera que uma soluydo considerada ideal para uma regio pode no ser adequada Sim nos vide ‘anés, profissionass do {egrarmos e nos interarmas sobre as técni- com ola ertico, as solucBes wivelsaserem apresentadas 20 nosso cente, do todas as vardves, TTemos que saber propor akernativas para rmas © melhor custofbeneficio cada obrarprojeto, contrbuindo, ma, como parceias que som. dimento da vibildade fnanceira e dade fnalesperadas, esta fore ara ater quale Quanto 3 estrutura, poderemos imaginar que possa ser convencional, paredes de protend cas metalica, akenara, lajes nery Para isso, temos que participar d inetura concebida, Ainda nos ias de hoje, car 1m construtoras ppequena e médio porte nos consukando quando [4 t&m um produto absolstamente finido. Concebem uma obra sem 20 me- nos realizar uma sondagem para se avallar 0 custo de um 2% 3° ou 4 subsolos, do impac dos vizinhosidivisa, da interferéncia do langamento dos pares nas garagens, sendo aque indemero deles e sua dstribuiggo estSo relacionados 3 solugio adotada Sel que, para muitos, es mas, como frise, 0 Bras continentais, eo que pode parecer eviderte ‘em uma regio, pade muito bem nao sélo menta do projet, harmonizar a solucso estrutu Por isso, cabe a nés um importante desafi ‘em prolda geraco de obras, projetades com seguranga, concebidas com solugées construtivas mais adequa: das, melhor custofbenefica, kvando em © As diversas Normas vigentes o Aqualdade e o conforto que o usuirio finalexige Tudo com custos reduzido: ara 0 nosso contratant Para que aas parceras sejam efet tinuer em constante evolusSo, os projets s de estrutura assim como os demas par coos de projets, deveram estar presentes 2 integrados, go apenas na concepgao eno -senvalimento dos projetos, mas, na me- aida do ps aomaximo ue atravessa Soar Eau PRESIDENTE DA F/B CONCLAMA A UM CONSTANTE RENOVAR DO CONHECIMENTO O ENGENHEIRO HUGO CORRES ENFATIZA A NECESSIDADE DE MELHOR INTEGRAGAO ENTRE PROJETISTAS, CONSTRUTORES E ACADEMICOS PARA O PLENO DESENVOLVIMENTO DA ENGENHARIA. A SEU VER, E DIFICIL FORMAR ENGENHEIROS NA UNIVERSIDADE, POIS A PROFISSAO SE APRENDE COM EXPERIENCIA Co CT econinecida rmunciamente como um dos mais conceltuados proje- tistas de estrutura da atualidade, 10 engenheiro espanol Hugo Cor- res Peirett tem participado ativamente da concepgio e execugio de grandes obras em diversas egies do planeta. Exemplos go faltam: assinou ou coordenou, por meio do CORRES, escritério de projeto & consultoria que fundou e preside desde 1979, projetos como 0 do Terminal 4 do ‘Aeroparto de Barajas; do Ausitério de “Tenerife; viadutos ferrovirios para 0 TAY (Trem de Alta Velocidad) da Espanna, en- tre autros, incluindo obras que levaram 8 assinatura de consagrados arquitetos como Santiago Calatrave, Renzo Piano, Zana Hadid, Norman Foster @ Jean Nouvel Bastante atuante também na esfera aca démica, pols é professor da Universida- de Politécnica de Madr, Corres mantem proximidade com institulgées que atuam rho estudo e estimulo a engenharia, Em fungdo disso, est4 sempre percortendo 0 mundo proferindo palestras, com cons- tantes passagens também pelo Brasil a convite de entidades como 2 ABECE, AB- CIC @ IBRACON, onde aliés também par- ticipou da elaboragao do projeto para a construgao da Arena Corinthians. Atodas essas at'vidades, ele acumulou mais uma, pois acaba de assumir a presidéncia da {fib (Federacso Internacional do Concre- to}, a ma’s importante entidade técnica do concrete no mundo, Na entrevista a seguir, Corres fala de seus planos 8 frente da instituigdo e de sua avallagla sobre a necessidade de um permanente renovar do conhecimento sobre engennaria ‘ABECE - Quais sero suas prioridades fe seus planos em sua gesto na fib? Hugo Corres - A jo inicia minha pres déncia em um estado muito bom @ com projetos importantes que vamos realizar (0 novo Model Code 2029 &, sem divida, lum projeto importantissimo que temos fem mBos. Acho que, no obstante, hi lugar para novos objetivos que podem rmelhorer nossa organiza¢go. Nesse sen tide, eu me propenna a tentar uma maior integrasdo de todas as contriouigdes que fazemos @, portanto, possivelmente um melhor deservaWimento © a difusdo de todos os resultados cientfcos e técnicos que s80 procuzidos pela fio, que € una assoclag3o internacional, aspecto que se tomou mais vsivel nos kimes anos. Com 2 elaboraggo do novo Model Code 2020, foram dados pasos importantes no sentido de propiciar a participagdo inter. nacional, Palses de todos os continentes pertencem 3 fib. Em tocas os érgéas de governe participam membros de aistin: tos paises. No Presicium, por exemplo, emos um membro eleito do Brasil que & tir de membros ativos que se aproxima- ‘vam de novos integrantes. Semore houve mudanga de geragdo. Em todo caso, a nova dindmica de munde maderno exige lume reflexdo sobre esse tems para revi= sara integrago dos jovens e para garan- lira repasicao de geracbes, assegurando ‘3 manutengo da produg3o excepcional que afb semore teve, Nao se pode avangar sem que novos conhecimentos sejam interpretados e possam ser utilizados nos projetos — Iria Doniak, presidente executiva da Abc. Em todos os 6rgaos de producto técnica, 2 presenca de membros de todos os con. ‘inentes 6 um fate. necessirio fortalecer essa faceta da fb. 0s diversos agentes do mundo do con. roto estrutural atuam sem uma grande integrag8o. Os construtores, projetstas, académicos e pesquisadores tém uma comunicagse inadequada, Inclusive den. {0 do mundo académico, os espacial tas nas distintas disciplinas no esto conectados, ndo tm um léxico comurn Isso no ajuda no deservolimente do conereto estrutural. NEo se pode avan. {at sem que os novos conhecimentos se Jam conhecides e, também, que possam ser interpretades adequadamente pelos agentes que t&m a missao de utlzé-los tanto nos projetos comona corstrugéo. € necessério mudar essa tendéncia.€ pre «iso integrar dversos agentes em comis 62s e grupos de trabalho Iderados por fespaciaistas, mas acompannados par membros de outros setores. Aff integrando, ao longo de sua hist. fa, as novas geragdes, gerakmente a par ABECE - Quals sao as diretrizes para a {fib nos préximos anos? Hugo Corres - As diretrizes da fib s30 sempre as mesmas, definidas na miss30 dda organiza¢ao: desenvolver, em nivel internacional, estudo de matérias cient’= ficas e praticas, capazes de avangar 0 de- sempenho técnico, ecandmico, estético e ambiental da construggo em cancreto. 0 que evolui s8o as estratég as para fazer com que esses objetivos torner-se rea lidade. Alem isso, cada presidente, em fungao de sua experiéncia e especializa- (Bo, deve deixar seu legaco espectfico, transformando mais agueles aspectos que Ihes s8o mais préximos e familiares [ABECE - Qual é sua opiniSo sobre a Participagao dos representantes do. Brasil na ft? Hugo Corres - Desc sua fundacio, nos anos 1950, quand foram crads 0 CEB © FP fbi considerade como umafede- rageinternacionalde pases representa- dos por suas respectivas associagdes ou instituigSes vineuladas, de uma forma ou de outta, a0 concrete estrarural. Embora Soar ‘existam diferentes tipas de sécios, os s6- ios estatutarios, Ou seja, 08 paises repre ssentados por suas associages locals $30 realmente 0s que tm o protagonismo em nossa associagdo. Essa estrutura, que nica nesse tipo de insituigées, e & nspi- rada no principio de que os que conhecem ‘os problemas locals sdo as associag6es lo- ais e, além disso, so as que conhecem sua gente para poder propiciar a partici. ago nos trabalhios Lécnicos da associa- ‘gio de pessoas mals preparadas de cada estado membro. Portanto, © papel dos palses, das associagdes que representam © Brasil ou seja, ABECE e ABCIC, é funda mental A participagao do Brasil é muto ativa, Sua contribuiggo & muito generosa fe importanissima para a flo. AS associa- «Ges brasileira locals, ao que me consta, server de caixa de ressonénca ativa de tude que acontece naib, Por sua ver seus representantes participam ativamente em ferences foros para transmitir os aspec: 10s que preacupam o pais dentro da fie também exercem a responsabilidade de identificar os melhores especialstas para ‘que contriauam junto com outros colegas intermacionals, para o desenvolvimento do conerato estrutural ABECE - Qual éa contribuigdo queo gru- po brasileiro, liderado pelo engenheiro Fernando Stucchi, traz para a fb? Hugo Corres - © professor Stucchi Junto com Iria Doniak, tem sido os reprasen- tantes do Brasil na fb. Ambos estao cum- prindo um papel importantissimo © es- 180 contribuindo de forma substancial. O professor Stucchi,além de partcipar, atk {ulo individual, em diferentes 16, faz par- te do TG 6.5 pontes pré-fabricadas, que ‘eu mesmo dinjo, por exemplo. Fle teve uma participagao relevante no Gkimo Model Code 2010, onde fol © porta-voz do trabalho de um grupo de engenheiros brasilei-os que analisaram e comentaram 0 documento antes de sua publicagao & permitiram a introdugao de correcdes & methorias. Espero que esse documento, de grande qualidade cientiica e técnica, ossa contribuir ainda mais para o pals, Além disso, ele participa na TG101, onde ‘se elabora 0 novo Model Code 2020. ria Doniak, participa ativamente ng Comis- sio 6 de Pré-fabricagio © propiciou a integrago da indusivialzago com a en- genharia estrutural. Gerenciou brilhante- mente a relacio fib-Brasil no campo da pré-fabricagio, Além disso, foi membro convidada do Presidium, o drgio de ges- to da fb, e recentemente foi leita pela assembleia geral por mais quatro anos nessa fungo. Sua contribuiggo também ma continuada, foi criada recentemente a nove comisséo 10, liderada por Gor on Clark, ex-presidente da fib, que tem por objetivo identiicar e produzir Model Codes. Neste momento, fol criado 0 TS Os Model Codes sao documentos pré-normativos que tiveram e terao uma grande influéncia nos cédigos nacionais e regionais — neste importante férum de decisoes & mutto apreciada, ABECE - 0 Model Code da fib avanca cada vez mais como uma referén: internacional para estruturas de con- creto. O senhor poderia descrever sua importancia e seus objetivos? E como (0 Model Code cobre o Interesse dos 43, paises que compéem a federacio? Hugo Corres - 0s Mosel Codes sia do- ccumentos pré-normatives que tiveram & terdo uma grande infuéncia nos cédigas nacionais @ regionals que se desenvol- vem @ se desenvolverdo rio futuro, Os eura-cédigos © outras normas se oa selam nas diferentes versbes do Model Code, Os Model Codes sempre foram documentos que apresentaram solucoes rnovas € criativas em diferentes campos. A fib. desenvolveu os Model Codes 1970, 1990, 2010 e agora enfrenta este novo desafio que espera estar terminado em 2020. A fib também produziu outros Mo- del Codes camplementares aos cédigos gerais, que tratam de temas espectficos como 0 Model Code para estruturas sis- micas ou o Model Code para a vida itil ddas estruturas, Sendo consciente da Importéncia desse tipo de documentos para garantir que se produzam de for- 101, em cujo émbito é produzide o Mode Code 2010. Esse grupo é liderado por Stuart Matthius que também € 0 presi Gente de Comisséo 3 Estruturas Existen. tes, que tem a seu cargo a produgao do Model Code 2020, Foi estabelecido um rico debate nos dais Litimos anos sabre o teor e a forma de produgio do nove Model Code. Ficou