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Brasil Colônia

- Expedições Exploradoras Em 1501 – organizada por Gaspar Lemos, fez o reconhecimento do litoral brasileiro e detectou o a existência do pau-brasil. Em 1502 – arrendamento de terra a Fernão de Noronha que se comprometia, por 3 anos, enviar pau-brasil para a metrópole. Deveria explorar 300 léguas de costa e construir uma fortaleza. Em 1503 – Gonçalo Coelho chegou com a finalidade de descobrir metais preciosos. Em Cabo Frio, fundou a primeira feitoria (estabelecimento comercial ou posto de resgate com indígenas de pau-brasil).

- Expedições Guarda-costas Finalidade de defender a terra contra os estrangeiros, que vinha fazendo muito contrabando de pau- brasil. A 1 a expedição foi feita por Cristóvão Jacques e deveria fortificar as feitorias existentes contra os franceses.

- Expedição Colonizadora Em 1530, chega Martim Afonso de Souza, com objetivo de: explorar, guardar a costa e colonizar. Com isso, reconheceu o litoral do Maranhão ao estuário do Rio Prata; fundou São Vicente, a 1 a vila; introduziu o plantio da cana-de-açúcar, construção de engenhos e trouxe as 1as cabeças de gado.

- Capitanias Hereditárias

a) Duração – criado em 1534 pelo rei D. João III e foi extinta em 1759 pelo Marquês de Pombal.

b) Razões para a instalação – a decadência do comércio português na Ásia; falta de recursos à coroa portuguesa que não dispunha de capital para empreender a colonização; necessidade de promover a colonização efetiva e o desenvolvimento da terra, sem perder o direito sobre ela, para preservar possíveis riquezas; ameaça estrangeira de contrabandistas e a experiência com grande sucesso nas

ilhas do Atlântico, ressaltando-se ainda a existência de uma capitania no Brasil, a de São João doada

a Fernão de Noronha.

c) As capitanias – divididas em 14 capitanias com extensão variável entre 30 a 100 léguas doadas a 12 capitães. A ocupação da terra era assegurada pela Carta de Doação e o Foral. c.1) Carta de Doação – documento pelo qual o rei fazia ao capitão-donatário a concessão do lote. c.2) O Foral – determinava os direitos e deveres do donatário. c.2.1) Deveres: colonizar; fundar vilas e povoados; defesa militar; respeitar o monopólio da Coroa sobre pau-brasil, drogas e especiarias. c.2.2) Direitos: jurisdição civil e criminal, deixar para seus herdeiros o direito de sucessão na

capitania; conceder sesmarias (lotes de terras doados aos colonos); exportar índios escravos. Vintena

– 5% do valor do pau-brasil e a pesca, cobranças de tributos sobre todas as salinas, moendas d’água e quaisquer outros engenhos. c.2.3) A Coroa reservava para si: o direito das alfândegas; o monopólio do pau-brasil, das drogas

e especiarias; o quinto (20%) dos metais e pedras preciosas; dízimo (10%) de tudo quanto se

produzisse nas capitanias. c.2.4) Obs.: Duarte Coelho foi o primeiro a receber a Carta de Doação para donatário de Pernambuco. Pero Lopes de Souza recebeu três capitanias (Itamaracá, Santo Amaro e Santana). As capitanias que mais prosperaram: Pernambuco, devido à boa administração e São Vicente, devido ao núcleo inicial da colonização. Vasco Fernandes Coutinho foi donatário do Espírito Santo. Capitanias da Coroa – governadas por delegados do rei e criadas devido a impossibilidade de manutenção de algumas donatárias.

d) Fatores do insucesso – a falta de recurso dos donatários, falta de terras férteis, desinteresse por parte de alguns donos, que nem chegaram a vir ao Brasil, extensos lotes, dificultando a comunicação entre as Capitanias, ataques freqüentes de índios e piratas estrangeiros.

- Governo Geral

a) Duração – extinto em 1808 quando a família real se transferiu para o Brasil.

b) Razões para a instalação – centralizar a administração, tornar mais eficiente a defesa da costa, amparar colonos e donatários dos ataques indígenas, tornar a justiça eficaz e imparcial, incrementar a conquista e o povoamento da terra.

Neste sistema o governador geral ficava por um período de 4 anos. Foram criados outros cargos com a finalidade de auxiliar o governador-geral: ouvidor-mor (aplicar a justiça); provedor-mor (assuntos fazendários ou tributários); capitão-mor da costa (defesa do litoral) e alcaide-mor (chefe da milícia).

c) Tomé de Souza (1549 – 1553) – Sede do governo na capitania Bahia de Todos os Santos. Fundou Salvador, a 1 a capital e cidade do Brasil. Criado o 1 o colégio na colônia, em Salvador. Iniciada a catequese dos índios pelo padre Manuel de Nóbrega. 1 o bispado com D. Pero Fernandes Sardinha. Desenvolveu as atividades agrícolas e incrementou a pecuária com a vinda de gado de Cabo Verde.

d) Duarte da Costa (1553 – 1557) – Trouxe José de Anchieta, que ajudou o Padre Manuel de Nóbrega

a fundar o Colégio São Paulo, dando origem a cidade do mesmo nome. Divergências entre o bispo

Sardinha e o filho de Duarte, D. Álvaro. Invasão dos franceses no Rio de Janeiro. Administração deficiente.

e) Mem de Sá (1558 – 1571) – Foi a melhor administração. Combateu o jogo, a vadiagem e os vícios entre os colonos. Fortaleceu a catequese de indígenas. Realizações: importação de escravos negros, fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro por Estácio de Sá que ajudou, junto com o cacique Araribóia, a expulsar o franceses do Rio. Pacificação da Confederação dos Tamoios com a ajuda de Anchieta e Nóbrega. Morreu em Salvador. Seu sucessor não chegou a assumir o cargo por Ter sido atacado por piratas franceses no litoral nordestino.

f) Transformações ocorridas no governo geral:

- 1572 – 1578 => rei D. Sebastião I divide o Brasil em dois governos: Norte – sede em Salvador, D. Luiz de Brito e Sul – sede no Rio de Janeiro, D. Antônio Salema.

- 1578 => voltou a forma unitária, com sede em Salvador sob governo de D. Lourenço da Veiga. Com a morte do rei D. Sebastião I, assume D. Henrique (filho de D. Manoel I) que governa apenas por 2 anos. Após isso, assume o rei da Espanha Felipe II (neto de D. Manoel I). Portanto, Portugal e suas colônias passam para o domínio espanhol, sob a denominação de União Ibérica. - A partir de 1714, passou a ser permanente o uso, pelos governadores gerais, do título de Vice-Reis. - Organização política colonial:

Rei – Estado metropolitano Governador Geral – poder central Donatária – poder regional Câmara municipal – poder local

- 1642 => o governo português cria o Conselho Ultramarino, que passou a exercer uma política de extrema centralização, diminuindo assim o poder das Câmaras Municipais.

- Sociedade Colonial

a) Índio – tinham os tupis-guaranis, gês ou tapuias (mais atrasados e temíveis), nuaruaques e os caraíbas. Estavam no período neolítico e eram seminômades. A divisão social baseava-se no sexo e na idade. As mulheres faziam o trabalho agrícola, fabricação de farinha, tecelagem e tarefas domésticas. Os homens eram responsáveis pela caça, pesca, derrubada da mata e preparação da terra para o plantio, fabricação de armas e canoas, construção de casa, etc. As habitações eram rudimentares, viviam em tabas e utilizavam o arco e flecha como arma. A religião era politeísta, rudimentar e essencialmente ligada à idéia de magia. Adotavam a monogamia mas aceitava-se também a poligamia, tendo a 1 a esposa precedência sobre as demais. Todos os filhos eram considerados legítimos. A antropofagia era praticada por motivos de vingança ou culto aos antepassados. Fabricavam cordas, cestos, balaios e outras coisas. Construíam igaras ou longas canoas

feitas de um só tronco.

b) Branco – os portugueses eram resultantes de secular miscigenagem na Península Ibérica. Eles influenciaram na nossa língua, religião (catolicismo), organização municipal, tradição arquitetônica e urbanística, o gosto pelo tradicional, organização familiar e social.

c) Negro – eram vendidos nos mercados de escravos, trabalhavam nas lavouras ou nos afazeres domésticos. Sua moradia era a senzala e a alimentação era precária. Eram muito mal tratados. Procediam de vários pontos da África – sudanezes, bantos e malés. Os Quilombos eram os primeiros movimentos de liberdade. Os negros exerceram grande influência na nossa formação cultural: na língua, alimentação, folclore, religião e instrumentos musicais. A religião politeísta consistia no culto aos orixás.

d) Classes Sociais – a nossa sociedade era patriarcal, escravista, rural e agrária. Engenhos – eram grandes latifúndios, com uma área coberta pelo canavial e adjacências, a casa grande, a senzala, a capela, e a casa do engenho. O senhor de engenho mandava em tudo e em todos. Nessa sociedade patriarcal, todos lhe deviam obediência quase cega, a esposa, os filhos, os escravos e os agregados. Era ele quem escolhia o marido da filha, a profissão do filho. A sociedade colonial era constituída da: aristocracia rural – proprietários rurais, latifundiários; proprietários urbanos – grandes comerciantes e donos de lavras; intermediários – fazendeiros independentes dos grandes senhores, rendeiros das regiões de criação, clérigos, profissionais liberais, oficiais militares, funcionários graduados; trabalhadores livres – capatazes, feitores, artesãos, soldados; escravos – rurais e urbanos.

e) Ação da Igreja – No Brasil, os jesuítas atuaram na catequese e educação cristã dos colonos e índios. Formação espiritual, educacional, nos colégios que fundaram em Salvador, São Paulo, Fortaleza e São Vicente. Atuaram na catequese dos indígenas nas “Missões” e “Aldeamentos”, onde os protegiam da escravidão movida pelo branco, além de ensinarem a ler, a contar e a rezar. A ordem dos jesuítas acabou se tornando proprietária de vastas terras (fazendas, pastagens, etc.). Destaque para Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e Antônio Vieira.

- Economia na Fase Colonial Baseava no Pacto Colonial que consistia da exclusividade que a metrópole exercia sobre a colônia. Foi marcada por ciclos e pelo sistema de monopólio comercial mercantilista. Exploração de riquezas minerais, utilização de mão-de-obra escrava.

a) Ciclo do pau-brasil – a exploração do pau-brasil era rudimentar e realizada com a ajuda do trabalho dos indígenas (escambo – trocas). Era monopólio real e teve uma exploração intensiva e

descontrolada. Propiciou o surgimento de feitorias e a presença de piratas franceses, o que despertou

o interesse da Metrópole para a efetiva ocupação do Brasil. Outras riquezas desse período foram: os animais tropicais, as drogas do sertão (encontradas no Pará e Amazonas).

b) Ciclo do açúcar – os portugueses já desenvolviam plantações e engenhos em suas ilhas africanas e na Ilha da Madeira. Foi introduzida no Brasil por Martim Afonso de Souza em São Vicente mas a

área que mais se desenvolveu foi a zona da mata, faixa litorânea entre Rio Grande do Norte e Bahia, favorecido pelo fértil solo massapé e pelo clima úmido e quente. A agroindústria açucareira foi responsável pela fixação do colono, induzindo a formação da sociedade patriarcal. A unidade de produção era o engenho com numerosos escravos, trabalhadores livres e agregados. A propriedade era quase auto-suficiente. Grande parte do capital exigido para a movimentação do engenho era alto, sendo fornecido pelos holandeses. O açúcar mascavo era exportado para a Europa, onde era refinado

e distribuído. O sistema de produção era o plantation (monocultura voltada para o mercado externo).

A guerra entre Holanda e Inglaterra e o Ato de Navegação de Cromwell, a concorrência antilhana, a

expulsão dos holandeses e o rápido esgotamento do solo foram fatores determinantes para a decadência da produção nordestina, ocorrendo assim a 1 a crise econômica do Brasil. A pecuária foi a atividade subsidiária deste período. O gado, no início, criado no engenho, foi, com o aumento da

lavoura, expandindo-se para o sertão e criando novos povoamentos. O couro passou a ser utilizado como matéria-prima em várias utilidades. Nos pampas gaúchos, propagou-se a pecuária nas estâncias sulinas fornecendo o charqueado. Outras atividades foram: o tabaco, usado na aquisição de escravos;

as drogas e especiarias, no Norte, e o algodão.

c) Ciclo do ouro – as primeiras minas de ouro foram descobertas pelos bandeirantes. Com o Tratado de Methuen, Portugal era obrigado a exportar vinho para a Inglaterra e, desta, importar manufaturados. Portugal torna-se essencialmente agrícola e fica submetido à economia inglesa. Ouro extraído do Brasil pagava parte da dívida com a coroa britânica. Principais minas: Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia. Na extração do ouro, usava-se: faiscagem ou garimpo (mão-de-obra livre) e a lavra (mão-de-obra escrava). A mineração provocou um grande afluxo populacional e o surgimento de várias cidades. Baixo custo de exploração do ouro. Deslocamento do eixo econômico do nordeste para o sudeste. Transferência da capital de Salvador para o Rio. Houve um crescimento do comércio

e da população brasileira. Tinha também a exploração de diamantes no vale do Jequitinhonha. A

administração das minas era controlada pela Metrópole. “Ordenações do Reino”: cobrança do direito real de 20% - quinto – sobre o ouro explorado. Esse, foi explorado sobre diversas formas como: a

finta. O sistemas de fintas consistia no pagamento pelos mineradores, de uma quantia anual fixa, que era arrecadada pelas Câmaras Municipais. Taxa de Capitação – recaía sobre os faiscadores ou mineiros. Era uma taxa cobrada por escravo ou não, de ambos os sexos e maiores de 12 anos, ligados

à mineração. As Casas de Fundição transformava o ouro em barras e cunhava moedas. Decorreu da

necessidade de controlar o contrabando do ouro em pepitas e em pó. Derrama – o governo forçava toda a população a contribuir para o pagamento do imposto devido, quando o quinto não atingisse

100 arrobas de ouro.

- Expansão Territorial

a)

Fatores

 

+ Penetração para o interior com a pecuária, ocupando o sertão nordestino.

+ Exploração econômica das drogas do sertão feita pelos indígenas em contato com os jesuítas.

b)

Entradas – eram organizadas oficialmente para reconhecer e explorar a terra, percorrendo, áreas dentro da linha de Tordesilhas, à procura de pedras preciosas, metais e índios para escravizar. Principais entradas: Américo Vespúcio (1503), Martim Afonso de Souza, Antônio Dias Adôrno (sertão da Bahia) e Belchior Dias Moréia (“As Minas de Prata”).

c)

Bandeiras – Eram organizadas na maioria das vezes por particulares. Teve seu apogeu durante a União Ibérica e geralmente ultrapassavam a linha de Tordesilhas. A maioria delas saíam de São Vicente (SP) para o sul e centro-oeste). As bandeiras estavam divididas nos seguintes ciclos:

+

Ciclo de Caça ao Índio ou de Apresamento – desenvolvido para abastecer de mão de obra a lavoura

açucareira em crescimento e repor o número de escravos negros dispersos. A região mais visada era a

bacia do rio Paraná. Fundada a Colônia do Sacramento à margem do rio da Prata. Principais bandeirantes: Antônio Raposo Tavares, Manoel Preto e Fernão Dias Paes.

+

Ciclo do Ouro – preocupação da Coroa portuguesa em descobrir riquezas minerais. Principais

bandeirantes: Antônio Rodrigues Arzão, Manoel Borba Gato, Bartolomeu Bueno da Silva.

+

Ciclo do Sertanismo de Contrato – necessidade de combater índios revoltados e buscar negros

fugitivos aquilombados. Destaque: bandeirante Domingos Jorge Velho (destruiu o quilombo dos

 

Palmares)

 

+

Teve grande importância pois expandiu o território brasileiro horizontalmente.

d)

Tratados de Limites d.1) Tratado de Tordesilhas – estabeleceu que as terras descobertas e a descobrir que estivessem a

370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, pertenceriam à Espanha, e a leste da mesma linha, a

Portugal. No 1 o Tratado de Utrecht, foi fixado as fronteiras com a Guiana Francesa e no 2 o Tratado de Utrecht tentou resolver a posse da Colônia do Sacramento. d.2) Tratado de Madri – Portugal ficaria de posse das terras ocupadas, além da linha de Tordesilhas

pelos bandeirantes. A Colônia do Sacramento seria trocada pela dos Sete Povos das Missões do Uruguai mas depois a cláusula que condicionava isso foi anulada. d.3) Tratado de Santo Idelfonso – Estabeleceu que Sete Povos das Missões e Sacramento seriam da Espanha. Portugal ocupou militarmente Sete Povos e teve reconhecimento de sua posse pelo Tratado de Badajós.

- Invasões Estrangeiras – ocasionada por motivos de protesto, por parte de ingleses, holandeses e franceses, contra o Tratado de Tordesilhas.

a) Franceses

+ Rio de Janeiro (1555 – 1567) – construíram o forte Coligny, base de uma colônia, a França

Antártica. Refúgio dos calvinistas franceses. Mem de Sá com a ajuda de seu sobrinho Estácio de Sá

conseguiu expulsá-los do Brasil.

+ Maranhão (1612 – 1615) – Invasão durante a União Ibérica nas regiões compreendidas entre Sergipe e Pará. Construíram uma fortificação na ilha de São Luís e tudo indicava que seria a França

Equinocial. Foram vencidos e expulsos por Alexandre de Moura.

+ Rio de Janeiro (1710 – 1711) – Portugal alia-se a Inglaterra contra Espanha e França, durante a

Guerra de Sucessão. Então, Luís XIV, rei da França, manda invadir o Brasil como forma de

vingança.

b) Holandeses

+ Causas: rivalidades político-econômicas entre Espanha e Holanda; União Ibérica retirou dos

holandeses a comercialização do açúcar; descontentamento contra o monopólio exercido pelos países ibéricos.

+ Bahia (1624 – 1625) – Atacaram Salvador e seqüestraram o governador-geral da época. Com

esforços vindos de Pernambuco e com a chegada da esquadra luso-espanhola, os holandeses renderam-se incondicionalmente.

+ Pernambuco (1630 – 1654) – ocuparam Recife e Olinda. Com a ajuda de Domingos Fernandes

Calabar, que conhecia bastante a região, os holandeses foram ganhando posições e dominaram a área litorânea entre Porto Calvo (Alagoas) e Natal (Rio Grande do Norte). Para governar as terras conquistas, foi nomeado o conde João Maurício de Nassau Siegen. Durante 8 anos, ele fez uma boa administração. Reconstruiu engenhos e foi reiniciada a produção açucareira. Concedeu empréstimos aos proprietários de engenhos e reconstituiu Recife e Olinda com muito luxo. Tratado de trégua –

Portugal reconheceu os direitos das conquistas holandesas no Brasil em troca da ajuda prestada pela Holanda contra Espanha, pela independência portuguesa (guerra de restauração).

+ Insurreição Pernambucana (1645 – 1649) – causada pelas vultuosas dívidas dos senhores de

engenho, as extorsões e os desmandos praticados pelo novo governo, além da retirada dos holandeses do Maranhão. A população se rebelou tendo à frente destacados senhores de engenho. A rendição total ocorreu em Campina de Taborda. Expulsos de Pernambuco, os flamengos passaram a hostilizar Portugal e para desistirem de seus direitos no nordeste e reconhecer o domínio português na área, foi assinado o Tratado de Haia.

c) Conseqüências

c.1) Francesas

+ Fundação de cidades como São Sebastião do Rio de Janeiro e São Luís no Maranhão. Contribuíram para aumentar a colonização.

+ Divisão do Brasil em dois governos para facilitar a administração: Bahia e Rio.

+ Colonização do norte e nordeste em decorrência das lutas contra o assédios dos franceses.

Construção de várias fortificações.

c.2) Holandesas

+ Introdução de técnicas de refinação do açúcar.

+ Várias fortificações no litoral nordestino.

+ A queda do comércio do açúcar devido às mudas que os holandeses levaram para as Antilhas.

Concorrência ao mercado do açúcar brasileiro na Europa.

+ As manifestações de nativismo, durante a Insurreição Pernambucana

- Manifestações Nativistas – confira as outras revoltas no quadro sobre Revoltas Nativistas. Influenciadas pelas idéias iluministas (igualdade, liberdade e fraternidade). Liberalismo.

a) Rebelião dos Suassunas (Pernambuco – 1801) Objetivo: independência de Pernambuco. Era um movimento da elite (Suassuna era um fazendeiro rico). Influência da maçonaria com idéias liberais. Sociedade liberal formada pelo Seminário de Olinda e pelo Areópago de Itambé.

b) Revolução Pernambucana (1817) Teve adesão depois de Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia. Liderança da maçonaria.

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