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O Romantismo no Brasil

Slides

O Brasil no século XIX:A poesia romântica

A narrativa romântica

O teatro romântico

Visita de Louis VI de Marie Antoinette a


Medellin, Colômbia, de F. Botero

Luís XVI foi guilhotinado em 21 de janeiro de 1973. Era o


fim do direito divino dos reis da França, que até então
concentravam todo o poder, e a ascensão de uma nova
classe social, a burguesia.
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica

Uma nova sociedade, um novo gosto, um novo


público
Novo conceito de arte Novo público

 A arte deixa de ser uma atividade A burguesia generaliza curiosidade pelas


criações artísticas (imprensa e teatro);
social orientada por critérios objetivos e
convencionais;

A arte transforma-se numa forma de A aliança da burguesia com o povo permite


autoexpressão que cria seus próprios levar às massas o conhecimento dos novos
padrões; tipos de arte;

A arte torna-se o meio empregado  Nasce um novo público que assiste às


pelo indivíduo singular para se peças e lê os folhetins e os livros, cujo gosto
comunicar com indivíduos singulares; é necessário atender;
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand


Moça com Livro". Sem data. Óleo sobre tela, 50 x 61 cm, de José Ferraz de
Almeida Júnior (1850-1899), que exalta o livro como elemento do cotidiano,
companheiro de todas as horas, e evidencia a mulher como parcel importante de um novo
público leitor.
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica
Momento histórico que antecede o início do Romantismo no Brasil é determinado por:

Valores da Revolução
Francesa

Invasão de Portugal pelas Chegada da família real


tropas francesas portuguesa 1808
1807

Processo de
independência
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica

Romantismo na literatura:

 Após a independência , em 1822, o país precisava inserir-se no modelo moderno


acompanhado as nações independentes da Europa e da América;

 Os escritores pela primeira vez vão procurar, como tarefa patriótica, definir
conscientemente uma literatura mais ajustadas às aspirações da jovem pátria;

 A imagem do português conquistador deveria ser varrida, havia necessidade de


autoafirmação da pátria que se formava;

 O Romantismo inicia-se no Brasil em 1836, quando Gonçalves de Magalhães publica,


na França, a Niterói – Revista Brasiliense e lança, no mesmo ano um livro de poemas
românticos intitulado Suspiros poéticos e saudades;
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica

As influências:

Museu Rodin, Paris


Victor Hugo

A obra do poeta, romancista e


escritor francês Victor Hugo (1802-
-1885) era voltadas para as
questões políticas e sociais do seu
tempo e inspirou a última geração
dos românticos. Daí falar em
geração hugoana.

Lord Byron

A obra do poeta inglês Lord George


Gordon Byron (1788-1824) serviu de
modelo para o ultrarromantismo. Daí
falar em inspiração byroniana, geração Escultura "Victor Hugo", de Auguste Rodin.
byroniana.
Características do Romantismo
 Observe no quadro abaixo, as principais diferenças entres os
movimentos clássico e romântico:

Classicismo Romantismo
 geral, universal  particular, individual

 impessoal, objetivo  pessoal, subjetivo


 apelo à inteligência  apelo à imaginação

 razão  sensibilidade

 erudição  folclore

 elitilização  motivos populares

 disciplina  libertação

 imagem racional do  imagem sentimental e subjetiva


amor e da mulher do amor e da mulher
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica

Podemos reconhecer três gerações poéticas no Romantismo


brasileiro :

 Nacionalista ou
indianista

 “ Mal do século”

 Condoreira
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica
Primeira geração – geração nacionalista ou indianista
 Marcada pela exaltação da natureza, pela volta ao passado histórico, pelo
medievalismo, pela criação do herói nacional na figura do índio, sentimentalismo
e religiosidade;
Gonçalves Dias Gonçalves de Magalhães Araújo Porto Alegre

Gonçalves Dias

Meu canto de morte,


Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por todo inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica
Segunda geração – geração “mal do século”
 Impregnada de egocentrismo, negativismo boêmio, pessimismo, dúvida, desilusão
adolescente e tédio constante. Seu tema preferido é a fuga da realidade, que se manifesta
na idealização da infância, nas virgens sonhadas e na exaltação da morte;

Álvares de Azevedo Casemiro de Abreu Junqueira Freire Fagundes Varela

Álvares de Azevedo

Ideias íntimas

Oh! Ter vinte anos sem gozar de leve


A ventura de uma alma de donzela!
E sem na vida ter sido nunca
Na suave atração de um róseo corpo
Meus olhos turvos se fechar de gozo! (...)

AZEVEDO, Álvares de. Poesias escolhidas. Rio de Janeiro:


José Aguilar, 1971. p. 129. Fragmento.
O Brasil no século XIX:
A poesia romântica
Terceira geração – geração condoreira

 Caracterizada pela poesia social e libertária, reflete as lutas internas da segunda metade do
império de D. Pedro II. O termo condoreirismo é consequência do símbolo de liberdade adotado
pelo jovens românticos: o condor, águia que habita o alto da Cordilheira dos Andes;

Castro Alves Sousândrade

Castro Alves

Vozes d’ África

Deus! ó Deus onde estás que não me respondes?


Em que mundo, em qu’ estrela tu t’ escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embale desde então corre o infinito ...
Onde estás, Senhor Deus? ...

ALVES, Castro. Castro Alves: obra completa. Rio de Janeiro:


José Aguilar, 1966. p. 255. Fragmento.
A narrativa romântica

Alguns fatos que explicam o aparecimento e o desenvolvimento do romance


no Brasil :

 urbanização da cidade do Rio de Janeiro, gerou uma sociedade


consumidora, formada de jovens estudantes e profissionais
liberais, todos em busca de entretenimento;

 o espírito nacionalista exige uma “cor local” e não a mera


impostação ou tradução de obras;

 o jornalismo vivendo seu primeiro grande impulso e a


divulgação em massa de folhetins;

 o avanço do teatro nacional;


A narrativa romântica

Primeiro romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de


Macedo

Romance Indianista Romance de


Costumes

Senhora,José de Alencar
O guarani, José de Alencar

Memórias de um sargento de milícias,


Iracema, José de Alencar Manuel Antônio de Almeida
O teatro romântico

Martins Pena e a comédia de costumes

 No período romântico se define o teatro nacional;

 Deve-se a Gonçalves de Magalhães, o papel pioneiro: em 1838 era representado seu


drama Antônio Jose ou Poeta da Inquisição, marco inicial do teatro brasileiro;

 A consolidação do teatro se atribui a Martins Pena e suas comédias de costumes;


Editora Marcado Aberto

“ [...] Nas pecinhas de uma ato de Martins Pena sobressai


o realismo ingênuo, natural, alterado aqui e ali pelo dom
da sátira, pelo gosto da deformação cômica.”

Décio de Almeida Prado

PRADO, Décio de Almeida. A evolução da literatura dramática. In: A literatura no Brasil.


Rio de Janeiro: Editorial Sul Americana, 1971. v. 6.