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ISOSTÁTICA
UIA 4 | SISTEMAS ESTRUTURAIS PLANOS
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SUMÁRIO

Aula 13 | Vigas Isostáticas ............................................................................................................4  


13.1. Diagramas de Força Cortantes e Momentos Fletores em Vigas ................................................5  

Aula 14 | Pórticos Isostáticos .......................................................................................................9  


Aula 15 | Estruturas Isostáticas no Espaço .............................................................................. 14  
Aula 16 | Cargas Móveis ............................................................................................................ 18  
16.1. Linha De Influência ..................................................................................................................... 18  
Exemplo (LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 260).................................................................................................................... 21  

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Aula 13 |  VIGAS ISOSTÁTICAS

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Acesse o material de estudo, disponível no Ambiente Virtual de


Aprendizagem (AVA), e assista à videoaula e saiba mais sobre
vigas isostáticas.

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Segundo Leet, Uang e Gilbert (2010, pag. 169):

as vigas representam um dos elementos mais comuns encontrados em estruturas.


Quando uma viga é carregada perpendicularmente ao seu eixo longitudinal, forças
internas — cortante e momento — desenvolvem-se para transmitir as cargas aplicadas
para os apoios. Se as extremidades da viga são restritas longitudinalmente por seus
apoios ou se a viga é componente de um pórtico contínuo, uma força axial também
pode se desenvolver.
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 169)

Para projetar uma viga, o engenheiro deve construir os diagramas de cortante e


momento para determinar o local e a magnitude dos valores máximos dessas
solicitações.

A não ser para vigas curtas e pesadamente carregadas, cujas dimensões são controladas pelos requisitos de
cortante, as proporções da seção transversal são determinadas pela magnitude do momento máximo no vão.

Após a seção ser dimensionada no ponto de momento máximo, o projeto é concluído


verificando-se se as tensões de cisalhamento no ponto de cortante máximo —
normalmente adjacente a um apoio — são iguais ou menores do que a resistência ao
cisalhamento permitida pelo material.

Por fim, as deflexões produzidas pelas cargas de serviço devem ser verificadas para garantir que a peça
tenha rigidez adequada.

Os limites da deflexão são definidos pelos códigos estruturais.

A última etapa no projeto de uma viga é verificar se ela não deforma excessivamente (isto é, se as
deflexões estão dentro dos limites especificados pelo código de projeto aplicável). As vigas
excessivamente flexíveis sofrem grandes deflexões que podem danificar a construção não estrutural
associada: tetos de gesso, paredes de alvenaria e tubulações rígidas, por exemplo, podem rachar.
Normalmente, as vigas são classificadas pela maneira com que são apoiadas. Uma viga apoiada por uma
articulação fixa em uma extremidade e por uma articulação móvel na outra extremidade é chamada viga
com apoio simples (a), se a extremidade com apoio simples se estende sobre um apoio, denomina-se viga
em balanço (b), uma viga em balanço é fixa em uma extremidade, contra translação e rotação (c), As vigas
apoiadas por diversos apoios intermediários são chamadas vigas contínuas (d).

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Fonte: LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 170.

Conforme o estudo das vigas nos cursos de mecânica dos materiais e estática, cortante e momento são as
forças internas em uma viga ou pórtico, produzidas pelas cargas transversais aplicadas.

O cortante atua perpendicularmente ao eixo longitudinal, e o momento representa


o conjugado interno produzido pelas tensões de flexão.

Fonte: LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 173.

A figura mostra a convenções de sinal para cortante e momento, no qual (a) representa a viga cortada
pela seção 1, o (b) o cortante V e o momento M ocorrem como pares de forças internas, o (c) cortante
positivo: a resultante R das forças externas no corpo livre à esquerda da seção atua para cima; (d)
momento positivo; (e) momento negativo.

13.1.  DIAGRAMAS DE FORÇA CORTANTES E MOMENTOS FLETORES EM VIGAS


Nas vigas, força cortante e momento fletor normalmente variam de acordo com a distância, x, da posição
da seção transversal em que ocorrem. Quando se projeta uma viga, é desejável que se conheçam os

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valores de V e M em todas as seções transversais e um modo adequado de obter essa informação é por
meio de um gráfico que mostre a variação desses valores ao longo do eixo da viga. Para traçar esse
gráfico, toma-se a posição da seção transversal como abscissa e os valores correspondentes da força
cortante e do momento fletor como ordenadas. Tais gráficos são chamados diagramas de forças cortantes
e de momentos fletores. Observe a viga abaixo:

 
Fonte: LEET; UANG; GILBERT, 2010.
 
Considere-se uma viga simplesmente apoiada, AB, com uma carga concentrada P (acima). As reações dos
apoios são:
𝑃  𝑏 𝑃  𝑎
𝑅" =    𝑒  𝑅) =    
𝐿 𝐿
Estas reações representam os esforços cortantes que atuam na viga sendo portanto:
𝑃  𝑏 𝑃  𝑎
𝑉 =    𝑒  𝑜  𝑚𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜  𝑛𝑎  𝑠𝑒çã𝑜  𝑑𝑖𝑠𝑡𝑎𝑛𝑒  𝑥  𝑑𝑜  𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜  𝐴  𝑠𝑒𝑟𝑖𝑎  𝑀 =    𝑥  
𝐿 𝐿
Estas expressões mostram que a força cortante permanece constante do apoio A até o ponto de
aplicação da carga, enquanto o momento fletor é função linear de x. Para x = 0, o momento é nulo; para
x=a, é igual a Pab/L. Os diagramas correspondentes a essa parte, para a força cortante e para o momento
fletor, seria:

Fonte: LEET; UANG; GILBERT, 2010.

Portanto, para projetar uma viga, devemos estabelecer a magnitude do cortante e do momento (e da
carga axial, se for significativa) em todas as seções ao longo do eixo da barra. Se a seção transversal de
uma viga é constante ao longo de seu comprimento, é projetada para os valores máximos de momento e

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cortante dentro do vão. Se a seção transversal varia, o projetista deve investigar mais seções para verificar
se a capacidade da barra é adequada para suportar o cortante e o momento.

Para fornecer essas informações graficamente, construímos diagramas de cortante e de


momento. Essas curvas, que de preferência devem ser desenhadas em escala, consistem
em valores de cortante e momento plotados como ordenadas em relação à distância ao
longo do eixo da viga. Embora possamos construir curvas de cortante e de momento
cortando corpos livres em intervalos ao longo do eixo de uma viga e escrever equações
de equilíbrio para estabelecer os valores de cortante e momento em seções específicas,
é muito mais simples construir essas curvas a partir das relações básicas existentes entre
carga, cortante e momento
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 180)

Considere-se, agora, o caso de uma viga simplesmente apoiada, com uma carga uniformemente
distribuída. As reações 𝑅" e 𝑅" são iguais a qL/2. Numa seção transversal, à distância x da extremidade
esquerda A:
; ; >?
𝑉 = 𝑞   − 𝑞𝑥    e  𝑀 = 𝑞   − 𝑞  
< < <

Da primeira dessas equações, vê-se que o diagrama de forças cortantes consiste numa linha reta
inclinada que tem nos pontos x = 0 e x = L as ordenadas qL/2 e - qL/2, respectivamente. O diagrama de
momentos fletores é uma parábola, simétrica em relação ao meio da viga. Os momentos fletores nas
extremidades são nulos e o valor máximo ocorre no meio do vão, onde o diagrama de forças cortantes
muda de sinal. Esse máximo é calculado fazendo x = L/2 na expressão (j), o que fornece o valor de:
𝑞𝑙 <
𝑀@á> =    
8

Fonte: http://tinyurl.com/nzu8jfg

Tracemos o diagrama das vigas das figuras:

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Fonte: SÜSSEKIND.

Calculando os momentos nas seções teremos:


EFG
𝑀D = 60  𝑋  4 = 240  𝑘𝑁  
EFG
𝑀O = 60  𝑋  8 − 50  𝑋  4   = 280  𝑘𝑁  

𝑀OOQR = 110  𝑋  2   = 220  𝑘𝑁  


EFG
𝑀E = 60  𝑋  11 − 50  𝑋  7   − 30  𝑋  3 = 220  𝑘𝑁  

Traçamos os diagramas

Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Fonte: http://tinyurl.com/mmrx58r

Calculando os momentos nas seções teremos:


EFG
𝑀D = 18  𝑋  2 = 36  𝑘𝑁  

𝑞𝑙 < 12  𝑥  3<
𝑀  𝑚á𝑥 = + 26 = + 36 = 13,5 + 36  𝑘𝑁  
8 8
𝑀  𝑚á𝑥 = 49,5  𝑘𝑁  

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Fonte: http://tinyurl.com/ly8gc6f

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Aula 14 |  PÓRTICOS ISOSTÁTICOS

Os pórticos são elementos estruturais compostos de vigas e colunas conectadas


por ligações rígidas. O ângulo entre a viga e a coluna normalmente é de 90°.

Os pórticos podem ser divididos em duas categorias: contraventados e não contraventados. Pórtico
contraventado é aquele no qual os nós em cada nível estão livres para girar, mas são impedidos de se
mover lateralmente pela fixação em um elemento rígido que pode fornecer-lhes restrição lateral. Por
exemplo, em um prédio de vários andares, os pórticos estruturais são frequentemente ligados aos
pilares-paredes (paredes estruturais rígidas, em geral construídas de concreto armado ou
alvenaria armada) (c). Em pórticos simples de um vão, pode ser utilizado um contraventamento diagonal
leve, conectado à base das colunas, para resistir ao deslocamento lateral dos nós superiores (d).

Pórtico não contraventado (e) é aquele no qual a resistência lateral ao deslocamento é


fornecida pela rigidez à flexão das vigas e colunas. Nos pórticos não contraventados, os
nós estão livres para deslocar lateralmente, assim como para girar. Como tendem a ser
relativamente flexíveis comparados aos pórticos contraventados, sob carga lateral os
pórticos não contraventados podem sofrer grandes deflexões transversais que
danificam os elementos não estruturais associados, como paredes, janelas etc.
(LEET;  UANG;  GILBERT,  2010, pag. 170)

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Fonte: LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 171.

Embora as vigas e as colunas de pórticos rígidos transmitam força axial, força cortante e
momento, a força axial nas vigas normalmente é tão pequena que pode ser desprezada, e a
viga, dimensionada somente para momento. Faremos apenas uma análise de primeira
ordem; isto é, não consideraremos o cálculo do momento secundário — um assunto
normalmente abordado em cursos avançados de mecânica estrutural. Como desprezamos
os momentos secundários, a análise dos pórticos é semelhante à análise das vigas; isto é, a
análise está concluída quando estabelecemos os diagramas de cortante e de momento
(além da força axial) com base na geometria inicial do pórtico descarregado.
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 171)

Pórticos são estruturas lineares constituídas por barras retas ligadas entre si. Eles
podem ser planos (bidimensionais) ou espaciais (tridimensionais). Trabalharemos
apenas com pórticos planos.

Nos pórticos, as ligações entre as barras são engastes ou rótulas internas. Isso faz com que sua estrutura
trabalhe em conjuntos e não de forma individual como acontece em estruturas de colunas e vigas. Os
Diagramas de Esforço Normal (DEN) e Diagramas de Esforço Cortante (DEC) devem ser traçados para se
obter os valores máximos de cada esforço interno para fins de dimensionamento.
No pórtico mostrado como exemplo abaixo, mostramos com linhas tracejadas a forma defletida
produzida por uma única carga concentrada, aplicada em meio vão na viga mestra BD de um pórtico
contraventado. Em um pórtico contraventado, todos os nós são impedidos de se deslocar lateralmente
pelos apoios ou pelas barras conectadas aos apoios imóveis. Para plotar a forma defletida, mostramos a
coluna saindo do engaste em A na direção vertical.
A curvatura produzida pelo momento indica que a seção menor da coluna desenvolve tensões
compressivas sobre a face externa e tração na face interna. No ponto onde o momento se reduz a zero —
o ponto de inflexão (PI) —, a curvatura inverte e a coluna se curva novamente em direção ao nó B. A
carga aplicada curva a viga mestra para baixo, fazendo o nó B girar no sentido horário e o nó D no sentido
anti-horário. Como o nó B é rígido, o ângulo entre a coluna e a viga mestra permanece em 90°.

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Fonte: LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 204.

Considerando os sinais dos diagramas, podemos considerar que as fibras inferiores serão tracejadas,
definindo, portanto, a parte à esquerda e à direita da seção.

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Observe o exemplo abaixo, traçaremos os diagramas de momentos fletores e esforços cortantes dessas
estruturas. A imagem ao lado mostra a seção traçada para obter os momentos causados nas barras.

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Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Cálculo das reações:


𝐹> = 0   →   𝑅"[ = 1  𝑡𝑓  

𝐹] = 0   →   𝑅"] = 3 + 1  𝑥  4 + 1 →   𝑅"] = 8  𝑡𝑓    

𝑀" = 0   →  3  𝑥  2 − 1  𝑥  4  𝑥  2 − 1  𝑥  1 + 𝑀"   →   𝑀" = 1  𝑡𝑓  

•   Seção S1: trecho DC


N = 0;
V = -3 tf
MC = -6 tf.m
•   Seção S2: trecho CE
N = 0;
V = 1.x
Para x = 0; V = 0;
x = 4; V = 4 tf;
M = -1.x2/2
Para x = 0; M = 0;
x = 4; M = -8 tf.m;

•   Seção S3: trecho FB


N = -1 tf
V = 1 tf
M = -1.x
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Para x = 0; M = 0;
x = 1; M = -1 tf.m;

•   Seção S4: trecho BC


N = -7 tf
V=0
M = -2 tf.m
•   Seção S5: trecho AB
N = -8 tf
V = -1 tf

 
 
 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

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Aula 15 |  ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS NO ESPAÇO

Segundo Sussekind, vol.1 1989, pg. 276:

um sistema de forças paralelas no espaço é regido por três equações da estática, sendo
duas de momentos nulos em relação a dois eixos situados num plano perpendicular ao
das forças e a terceira da soma das projeções de todas as forças igual a zero, segundo
um eixo paralelo.
(SUSSEKIND, 1989, vol. 1, pg. 276)

Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

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cargas móveis.

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Define-se então grelha como sendo uma estrutura plana submetida a carregamento perpendicular a seu
plano. Considerado as equações da estática:

𝑍 = 0  

𝑀> = 0  

𝑀] = 0  

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Fonte: SÜSSEKIND, 1989, vol.1, pg. 276.

Uma grelha será isostática quando tivermos apenas três incógnitas a determinar. A primeira imagem
mostra uma grelha engastada-livre e no segundo uma grelha triapoiada.
Observando o funcionamento de uma grelha podemos afirmar que suas barras, em uma seção genérica
qualquer, podem estar sujeitas a três esforços simples: Esforço Cortante (Q), Momento Fletor (M) e
Momento Torsor (Mt), que devem ser calculados e expressos sob a forma de um diagrama. Podemos
adotara a seguinte convenção de sinais:

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Conhecendo as reações de apoio, pode-se determinar os esforços solicitantes numa seção genérica S da
grelha. Podemos afirmar que numa seção genérica de uma grelha, podem atuar três esforços simples: um
esforço cortante Q, perpendicular ao plano da grelha, um momento fletor M, produzindo flexão num
plano perpendicular ao da grelha e um momento torsor T.

A resolução de uma estrutura plana submetida a um carregamento mais geral, oblíquo


ou plano, se fará decompondo o carregamento oblíquo em componentes
perpendiculares ao plano e em componentes pertencentes ao plano. Para se obter os
diagramas solicitantes numa estrutura plana submetida a um carregamento qualquer,
resolvemos separadamente os dois casos em que este carregamento se decompões
(grelha e estrutura plana) e os diagramas solicitantes de cada um destes dois casos de
carregamentos são finais.
(SUSSEKIND, 1989, vol.1, pg. 279)

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Fonte: adaptado de SÜSSEKIND, 1977.

Portanto para se obter os diagramas solicitantes para a grelha, cujas barras formam em todos os nós
ângulos retos, devemos analisar, por exemplo, pelo método direto, cada barra, levando-se em
consideração os seus pontos de transição e em cada nó fazermos a conversão das solicitações devido a
mudança de direção.

O momento fletor que atua em uma determinada barra, fará o efeito de torsor em
uma barra perpendicular a citada e vice-versa.

Observemos o exemplo abaixo de uma grelha engastada:

 
Fonte: http://tinyurl.com/mv3q8ar

Em uma grelha engastada e livre, não é necessário o cálculo prévio das reações vinculares, pois os
diagramas solicitantes podem ser obtidos à partir da parte livre (Balanço) até o engaste.
Fazemos sempre o estudo barra por barra, iniciando-se, no caso pela barra AB que funcionará como uma
viga engastada em B e livre em A. Os demais passos serão como nos demais casos, percorrendo a
estrutura toda, passando por todas as barras.

 
Fonte: http://tinyurl.com/mv3q8ar

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A partir dos esquemas vistos podemos obter facilmente os diagramas dos esforços solicitantes para a grelha.

 
Fonte: http://tinyurl.com/mv3q8ar

Observemos o exemplo abaixo de uma grelha tri apoiada:

Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

𝑀)D = 0   → 10  𝑥  4 + 30  𝑥  4 + 40  𝑥  2 − 4  𝑉E = 0   →   𝑉E = 60  𝑘𝑁  

𝑀DE = 0   → 30  𝑥  2 − 10  𝑥  2 − 40𝑥  2 + 2  𝑉) = 0   →   𝑉E = 20  𝑘𝑁  

𝐹_ = 0   →   𝑉D + 𝑉) + 𝑉E − 40 − 10 − 30   = 0   →   𝑉` = 0  𝑘𝑁  

 
Fonte: http://tinyurl.com/lf3on9x

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Aula 16 |  CARGAS MÓVEIS

Até o momento analisamos estruturas considerando carregamentos sem considerar a


posição e não fizemos distinção entre a carga permanente, que tem posição ixs, e
sobrecarga, que pode mudar de posição. Para tanto devemos conhecer os conceitos de
cargas móveis (por exemplo, um caminhão ou um trem) para maximizar o valor de certo
tipo de força (cortante ou momento em uma viga ou axial em uma treliça) em uma
seção designada de uma estrutura.
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 275)

16.1.  LINHA DE INFLUÊNCIA


À medida que uma carga em movimento passa por uma estrutura, as forças
internas em cada ponto da estrutura variam.

Intuitivamente, reconhecemos que uma carga concentrada aplicada em uma viga em meio vão produz
tensões de flexão e deflexão muito maiores do que a mesma carga aplicada perto de um apoio.
Se uma estrutura deve ser projetada com segurança, devemos dimensionar suas barras e nós de modo
que a força máxima em cada seção, produzida pela sobrecarga e pela carga permanente, seja menor ou
igual à capacidade admissível da seção. Para estabelecer as forças de projeto máximas nas seções críticas,
produzidas por cargas que se movem, frequentemente construímos linhas de influência.

Linha de influência é um diagrama cujas ordenadas, que são plotadas como uma função
da distância ao longo do vão, e fornecem o valor de uma força interna, uma reação ou
um deslocamento em um ponto específico de uma estrutura quando uma carga unitária
de 1 kip ou 1 kN se move pela estrutura.
Uma vez construída a linha de influência, podemos utilizá-la (1) para determinar onde
devemos colocar carga móvel em uma estrutura para maximizar a força (cortante,
momento etc.) para a qual a linha de influência é desenhada e (2) para avaliar a
magnitude da força (representada pela linha de influência) produzida pela carga móvel.
Embora represente a ação de uma única carga em movimento, a linha de influência
também pode ser usada para estabelecer a força em um ponto produzida por várias
cargas concentradas ou por uma carga uniformemente distribuída
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 276)

Para construir uma linha de influência usaremos o exemplo da viga da fira na qual desenharemos a linha
de influência da reação 𝑅" no apoio A com apoio simples(a).

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.
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Conforme observado anteriormente, podemos estabelecer as ordenadas das linhas de influência para a
reação em A calculando o valor de 𝑅" para sucessivas posições de uma carga unitária à medida que ela se
move pelo vão. Começamos colocando a carga unitária no apoio A. Somando os momentos sobre o
apoio B (b), calculamos 𝑅" = 1 kip.

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.
 
Então, movemos a carga unitária arbitrariamente para uma segunda posição, localizada a uma distância
a
L/4 à direita do apoio A. Novamente, somando os momentos sobre B, calculamos 𝑅" =    𝑘𝑖𝑝𝑠 (c). Em
b
c
seguida, movemos a carga para o meio vão e calculamos 𝑅" =    𝑘𝑖𝑝𝑠 (d).
<

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Para o cálculo final, posicionamos a carga de 1 kip diretamente sobre o apoio B e calculamos
R_A= 0 (e). Para construir a linha de influência, plotamos agora os valores numéricos de R_A
diretamente abaixo de cada posição da carga unitária associada ao valor de RA
correspondente. O diagrama de linha de influência resultante está mostrado em (f).
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 258)

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

A linha de influência mostra que a reação em A varia linearmente de 1 kip, quando a carga está em A, até o
valor 0, quando a carga está em B. Como a reação em A é avaliada em kips, as ordenadas da linha de influência
têm unidades de kips por 1 kip de carga. Quando você se familiarizar com a construção de linhas de influência,
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precisará colocar a carga unitária em apenas duas ou três posições ao longo do eixo da viga para estabelecer o
formato correto da linha de influência. Abaixo os passos para traçar a linha de influência:
1.   Todas as ordenadas da linha de influência representam valores de 𝑅" .
2.   Cada valor de 𝑅" está plotado diretamente abaixo da posição da carga unitária que o produziu.
3.   O valor máximo de 𝑅" ocorre quando a carga unitária atua em A.
4.   Como todas as ordenadas da linha de influência são positivas, uma carga atuando verticalmente
para baixo em qualquer lugar do vão produz uma reação em A dirigida para cima. (Uma
ordenada negativa indicaria que a reação em A seria dirigida para baixo.)
5.   A linha de influência é uma linha reta.

Plotando os valores da reação de B para várias posições da carga unitária, geramos a


linha de influência de R_B mostrada em (g). Como a soma das reações em A e B sempre
deve ser igual a 1 (o valor da carga aplicada) para todas as posições da carga unitária, a
soma das ordenadas das duas linhas de influência em qualquer seção também deve ser
igual a 1 kip.
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 259)

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Conforme observado anteriormente, construímos linhas de influência para estabelecer o valor máximo
das reações ou das forças internas produzidas por carga móvel. Podemos descrever uma linha de
influência para calcular o valor máximo de uma função, quando a carga móvel, que pode atuar em
qualquer parte da estrutura, é uma única carga concentrada ou uma carga uniformemente distribuída de
comprimento variável. Como a ordenada de uma linha de influência representa o valor de determinada
função produzido por uma carga unitária, o valor produzido por uma carga concentrada pode ser
estabelecido multiplicando a ordenada da linha de influência pela magnitude da carga concentrada.

Esse cálculo simplesmente reconhece que as forças criadas em uma estrutura


elástica são diretamente proporcionais à magnitude da carga aplicada.

Se a linha de influência é positiva em algumas regiões e negativa em outras, a função representada por
ela inverte de direção para certas posições da carga móvel.
Para projetar membros nos quais a direção da força tem influência significativa no comportamento,
devemos estabelecer o valor da força máxima em cada direção, multiplicando as ordenadas máximas
positivas e máximas negativas da linha de influência pela magnitude da carga concentrada. Por exemplo,
se uma reação de apoio inverte de direção, o apoio deve ser detalhado para transmitir os valores
máximos de tração (elevação), assim como o valor máximo de compressão na fundação.

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No projeto de prédios e pontes, a carga móvel é frequentemente representada por uma


carga uniformemente distribuída. Por exemplo, um código de construção pode exigir que os
pisos dos estacionamentos sejam projetados para uma carga móvel uniformemente distribuí
da de certa magnitude, em vez de um conjunto especificado de cargas de roda.
(LEET; UANG; GILBERT, 2010, pag. 280)

EXEMPLO (LEET; UANG; GILBERT, 2010, PAG. 260)

Construir a linha de influência das reações A da viga:

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.
Para estabelecer uma expressão geral para os valores de 𝑅" para qualquer posição da carga unitária entre
os apoios A , colocamos a carga unitária a uma distância x1 à direita do apoio A

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

𝑀D = 0   → 10  𝑅" − (1)(10 −   𝑥c ) = 0  

𝑥c
𝑅" = 1 −    𝑒𝑚  𝑞𝑢𝑒  0   ≤ 𝑥c ≤ 10  
10  
Avaliando 𝑅" teremos:

Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Podemos traçar então a linha de influência do apoio A:

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ISOSTÁTICA| UIA 4 | 22

 
Fonte: SÜSSEKIND, 1977.

Acesse o acervo da disciplina para ler a apostila sobre Análise Estrutural.

Estimado estudante, terminamos aqui nosso curso. Foi um longo caminho que você percorreu rumo a se
tornar o profissional de Engenharia Civil que almeja. Caso tenham ficado dúvidas, não hesite em visitar o
fórum de dúvidas e conversar com seu professor e colegas. Bons estudos!

Você terminou o estudo desta unidade. Chegou o momento de verificar sua aprendizagem.
Ficou com alguma dúvida? Retome a leitura.
Quando se sentir preparado, acesse a Verificação de Aprendizagem da unidade no menu
lateral das aulas ou na sala de aula da disciplina. Fique atento, essas questões valem nota!
Você terá uma única tentativa antes de receber o feedback das suas respostas, com
comentários das questões que você acertou e errou.
Vamos lá?!

   

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ISOSTÁTICA| UIA 4 | 23

REFERÊNCIAS
BEER. F.P.; JOHNSTON Jr. E. R. Resistência dos Materiai. 3ª Ed. São Paulo: MAKRON Books, 1996.

HIBBELER. R.C. Resistência dos Materiais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2000.

HIBBELER. R.C. Structural Analysis. 4ª Ed. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall, 1998.

LEET, Kenneth M.; UANG, Chia-Ming; GILBERT, Anne M. Fundamentos da análise estrutural. 3ª Ed. Porto
Alegre: AMGH, 2010.

SORIANO. H.L. Método de Elementos Finitos em Análise de Estruturas. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 2003.

SÜSSEKIND. João Carlos. Curso de Análise Estrutural – Vol. 1: Estruturas Isostáticas. Porto Alegre:
Editora Globo, 1977.

GLOSSÁRIO

Biarticulado: Que tem duas articulações ou é articulado em dois pontos.


Contraventamento: Barra oblíqua de madeira, ou cruz de madeira com os braços dispostos
obliquamente, fixada entre dois prumos, montantes etc. de uma estrutura, para tornar mais sólido o
conjunto.
Deflexão: Alteração ou desvio da posição natural.
Estaticidade: Característica ou qualidade do que é estático, de que ou de quem está imóvel, parado, sem
movimento
Estável Firme, seguro.
Grelha: Estrutura reticulada plana submetida a carregamentos perpendiculares ao seu plano. Na
construção civil, este tipo de sistema estrutural é composto por um sistema de vigas, perpendiculares ou
não entre si, que se interceptam, estando interligadas nos pontos de interseção.
Hiperestática: Situação de equilíbrio na qual, as equações da estática resultam insuficientes para
determinar todas as forças internas ou as reações.
Inércia: Resistência que a matéria oferece à aceleração.
Influência: Ação de um agente físico sobre alguém ou alguma coisa, suscitando-lhe modificações.
Restringidos: Que se restringiu, limitou; cujos limites foram estabelecidos, firmados, delimitados.
Vínculos: O que tem capacidade de ligar, unir, atar uma coisa a outra.

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