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ÍNDICE

INTRODUÇÃO

O Procedimento administrivo é a suceção de atos e formalidade que visam assegurar a


correta formação ou execução da decisão administrativa e a defesa dos direitos e
interreses ligítimos de particulares.

O “Procedimento Administrativo” é a sequência juridicamente ordenada de actos e


formalidades tendentes à preparação da prática de um acto da Administração ou à sua
execução.

O procedimento é uma sequência. Quer isto dizer que os vários elementos que o
integram não se encontram organizados de qualquer maneira.

Segundo, o procedimento constitui uma sequência juridicamente ordenada. É a lei que


determina quais os actos a praticar e quais as formalidades a observar; é também a lei
que estabelece a ordem dos trâmites a cumprir, o momento em que cada um deve ser
efectuado, quais os actos antecedentes e os actos consequentes.

Contudo, o Procedimento Administrativo traduz-se numa sequência de actos e


formalidades. Na verdade, não há nele apenas actos jurídicos ou tão-sós formalidades:
no Procedimento Administrativo tanto encontramos actos jurídicos como meras
formalidades.
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO MARCHA DO PROCESSO COMUM
DECISÓRIO DE 1º GRAU PARA A TOMADA DE UMA DECISÃO
ADMINISTRATIVA

Procedimento administrativo - é a sequência juridicamente ordenada de atos e


formalidades tendentes à preparação de prática de ato da administração ou a sua
execução.

O procedimento administrativo constitui uma sequência juridicamente ordenada. È a lei


que determina quais os atos a praticar e quais as formalidades a observar; é também a lei
que estabelece a ordem dos tramites a cumprir, o momento em que cada um deve ser
efectuado, quais os atos antecedentes e os atos consequentes.

É o direito, em atenção a certos fins que regula e desenha a sequencia a adotar em cada
procedimento. Encontramos atos juridicos (por exemplo, a instauração do
procedimento, a suspenção de um arguido, a decisão final) como meras formalidades
(por exemplo, no decurso de um prazo).

O procedimento administrativo tem por objecto um ato da administração. Não dizemos


um ato administrativo, porque embora a grande maioria dos procedimentos
administrativa se materialize na prática de atos administrativos a verdade é que há
procedimentos respeitantes a regulamentos e a contratos administrativos.
As fases do procedimento decisório de 1º grau.

As fases do procedimento decisório de 1º grau, a luz do atual direito português é seis:

 Fase inicial;
 Fase da instrução;
 Fase da audiencia dos interessados;
 Fase da preparação da decisão;
 Fase da decisão;
 Fase complementar;

 Fase inicial

É a fase em que se da inicio ao procedimento ( artigos: 74º a 85º CPA)

Este pode ser desencadiado pela administração (atraves de um ato interno), ou por um
particular interessado (em regra através de um requerimento)-art 54º CPA.

Se for a administração a iniciar o procedimento, deverá comunica-lo as pessoas cujos


direitos ou interesses legalmente protegidos possam ser lesados pelos atos a praticar no
decurso do procedimento e que possam ser desde logo nominalmente identificadas. -art
55º nº 1

Se for o particular que toma a iniciativa de desencadiar o procedimento, deverá fazê-lo


através da apresentação de um requerimento escrito, da qual constem as varias mensões
indicadas – 74º nº 1. Excepcionalmente, pode a lei admitir o pedido verbal.

“Nesta fase pode ainda fazer parte a tomada de medidas provisórias – ou seja, as que
forem” necessárias se houver justo receio de sem tais medidas, se produzir lesão grave
ou de difícil reparação dos interesses públicos em causa 84º nº 1 CPA. ”

Era assim em processo disciplinar, e porventura noutro procedimento especial.

Como CPA passou a existir como medida geral, sempre que a administração tenha o
justo receio de que a situação se degrade antes de se chegar a decisão final, pode no
decurso do procedimento. Portanto antes da decisão final tomar medidas provisórias
que acautelem o efeito útil que se pretende obter com o ato definitivo.

A mais conhecida das medidas provisórias é a suspensão provisória do arguido no


procedimento disciplinar, medida que lei permite aplicar ao arguido sempre que a sua
presença se revele inconveniente para o serviço ou para o apuramento da verdade .

 Fase da instrução

Destina-se a averiguar os factos que interessem a decisão final e nomeadamente, a


recolha das provas que se mostrarem necessárias (artigos: 86º e 99º CPA).

Trata-se de uma fase largamente dominada pelo princípio do inquisitório (art 86º nº2).

O principal meio de instrução no procedimento administrativo é a prova documental.

Mais também são admitidos outros meios de prova, tais como inquéritos, audiências de
testemunhas, exames, vistorias e diligências semelhantes (art 94 e ss cpa).

Durante a fase da instrução pode ser ouvido o particular cujo requerimento tenha dado
origem ao procedimento ou contra quem este tenha sido instaurado.

Mas esta audiência não deve ser confundida com aquela a que necessariamente se terá
de proceder na terceira fase do procedimento:

Podem resumir-se do seguinte modo as principais regras constantes do CPA em matéria


de prova:

-O dever de averiguação dos factos por parte da administração (art 87 nº 1 1ª parte)

-Admissão ampla de meios probatórios (art 87 nº 1)

-livre apreciação da prova (art 91 nº 2 cpa)

-Desnecessidade de prova ou alegação de factos públicos ou notórios (art 87 nº 2) ou


dos que o orgão instrutor, por força do exercício de funções, tenha conhecimento (art 87
nº3)

-Ónus da prova a cargo dos interessados relativamente a factos que aleguem, sem
prejuízo do dever geral de averiguação a cargo da administração (art 88 e 87 nº 1).
 Fase da audiência dos interessados

A audiência dos interessados (100 a 105 cpa) é uma das mais importantes faces de dois
importantes princípios gerais da actividade administrativa formalizada no CPA:

(O principio da colaboração da administração com os particulares vertido no artigo 7º


nº1 alinea b) e o principio da participação explanado no art 8º. Acresce que a audiência
previa, como refracção do principio da democracia participativa, tem dignidade
constitucional.

 Fase da preparação da decisão

Muitos autores não autonomizam esta fase.

Esta é a fase em que administração pondera adequadamente o quadro traçado na fase


inicial, a prova recolhida na fase de instrução, e os argumentos aduzidos pelos
particulares na fase da audiência dos interessados (art 104 a 105).

A luz de todos os elementos trazidos ao procedimento nas três primeiras fases, a


Administração vai preparar-se para decidir-se.

Primeiro os funcionários competentes apresentarão as suas informações burocráticas,


depois os órgãos consultivos elaborarão os seus pareceres. O procedimento é então
levado ao órgão singular competente para despacho, ou é inscrito na agenda da próxima
reunião do órgão colegial competente para deliberação.

O órgão decisório pode considerar insuficiente a instrução, ordenando novas diligências,


e pode também solicitar novos pareceres. (art 104 CPA)

No procedimento disciplinar esta fase, que se segue a da audiência do arguido, consta


essencialmente da elaboração de um relatório final do instrutor que resumirá os factos
dados como provados e proporá a pena que entender justa, ou o arquivamento dos autos,
se considerar insubsistente a acusação.

No procedimento administrativo comum regulado pelo cpa, o instrutor, nesta fase,


elaborará um relatório no qual indica o pedido do interessado, resume o conteúdo do
procedimento e formula uma proposta de decisão, sintetizando as razões de facto e de
direito que a justificam (art 105 cpa).

 Fase da decisão

O procedimento encaminhou-se para o seu ato principal: a decisão final.

Ela cabe ao órgão competente para decidir (art 106 cpa).

Se a competência decisória pertence a um órgão singular as regras específicas a


observar são mínimas.

Porém, se a competência pertencer a um órgão colegial, há numerosas disposições


especialmente aplicáveis.

Todo o conjunto de regras sobre a constituição e funcionamento de órgão colegiais (art


14 ss cpa) que já examinamos noutro lugar.

De um modo geral aplicam-se a decisão final do procedimento as regras do direito


administrativo constantes no cpa que disciplinam genericamente o regulamento, o ato
administrativo ou o contrato administrativo conforme for o caso.

Além da sua extinção através de decisão final expressa (emanação de um regulamento,


prática de um ato administrativo ou celebração de um contrato administrativo) e
formalidades complementares, o procedimento administrativo pode também extinguir-
se por uma das seguintes causas:

-Desistência do pedido ou renuncia por parte dos interessados aos direitos ou interesses
que pretendiam fazer valer no procedimento (art 110 CPA)

-Deserção dos interessados (art 111 CPA)

-Impossibilidade ou inutilidade superveniente do procedimento (art 112 CPA)

-Falta de pagamento de taxas ou despesas (art 113 CPA)

-Formação de ato tácito (108 e 109 CPA)

Pela sua grande importância teórica e prática, dedicaremos a seguir atenção especial á
última das referidas formas de extinção do procedimento.
 Fase complementar

È aquela em que são praticados certos actos e formalidades posteriores á decisão final
do procedimento: registos, arquivamento de documentos, sujeição a controles internos
ou a aprovação tutelar, visto do tribunal de contas, publicação no “Diário da Republica”,
ou noutro jornal oficial, publicação em jornais privados ou afixação” nos lugares do
estilo”, notificação aos destinatários da decisão (quando necessária), etc.