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09/01/2017 SEBRAE/SC ­ Legislação ­ CONSTRUÇÃO DE ULTRALEVE

CONSTRUÇÃO
­ O projeto, a fabricação e a operação dos ultraleves são fiscalizados pelo DAC. 
ONDE PODEM OPERAR. Ultraleves podem operar em sítios de vôo criados para eles e na maioria dos
aeródromos não controlados (que não têm torre de controle). Viagens mais longas são possíveis com o
devido planejamento e respeitando algumas restrições existentes. O vôo de ultraleves básicos, avançados ou
girocópteros sobre faixas litorâneas deve ser conduzido a uma distância superior a 100 metros do limite
água/solo, observando o disposto no parágrafo 103.89(a) desta subparte, mas nunca abaixo de 50 m (150 pés)
ou sobre banhistas. 

PROTEÇÃO DOS OCUPANTES

­ Seu piloto e seu acompanhante, sob qualquer denominação, deverão estar usando capacetes rígidos para
proteção de suas cabeças e cintos de segurança. Quando sobrevoando água, além do previsto no parágrafo (a)
desta seção, os ocupantes do ultraleve primário devem usar coletes salva­vidas.
Ninguém pode operar um ultraleve básico, avançado ou girocóptero, a menos que o piloto e seu
acompanhante, sob qualquer denominação, estejam usando capacetes rígidos para proteção de suas cabeças e
cintos de segurança.
Quando sobrevoando água, além do previsto no parágrafo
(a) desta seção, os ocupantes do ultraleve básico, avançado ou girocóptero devem usar coletes salva­vidas.

DOCUMENTOS EXIGIDOS

1. DO PILOTO

­ Se você está interessado em se tornar um piloto de Ultraleve, deverá procurar um Clube de Ultraleve
homologado pelo DAC ­ Departamento de Aviação Civil Brasileira para a prática de instrução dessa
modalidade. Lá você pode se informar sobre as condições técnicas e financeiras para a conclusão do Curso
de Piloto de Ultraleves, bem como sobre as medidas necessárias à obtenção do Certificado de Capacidade
Física (CCF). 

1.1. DOCUMENTAÇÃO DO PILOTO DESPORTIVO DE ULTRALEVES

­ O documento de habilitação exigido do piloto de ultraleve é o CPD (Certificado de Piloto Desportivo),
concedido após aprovação em cheque feito por representante de um SERAC. Para se candidatar ao cheque o
piloto deverá ter um mínimo de 20 horas de vôo solo após a conclusão de um curso em escola homologada
pelo Ministério da Aeronáutica. A validade deste certificado é de três anos, após este período o piloto deve
se submeter a um outro cheque. Para iniciar o vôo de instrução as escolas exigem do aluno o CCF
(Certificado de Capacidade Física) emitido por uma junta de saúde do Ministério da Aeronáutica. Este
certificado deve ser renovado a cada dois anos para idade até 40 anos, um ano de 40 a 50 anos, seis meses
para idade superior a 50 anos. 

1.1.1. COMO SE TORNAR UM PILOTO DESPORTIVO DE ULTRALEVES
(principais passos).
Primeiro: 

CONSULTE UM MÉDICO CADASTRADO. Escolha um médico da lista de MCABUL. Ele
requisitará os exames laboratoriais que você deverá apresentar para avaliação e posterior emissão de
uma Declaração de Aptidão Psicofísica, que deverá ser enviada a ABUL, que por sua vez verificará a
possibilidade de emitir um CMPD ­ Certificado Médico para Piloto Desportivo, documento que terá a
validade de dois anos e servirá para comprovar a sua capacidade física para o vôo aerodesportivo;

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Segundo: 

PROCURE UMA ESCOLA AUTORIZADA PELO DAC. Lembre­se que somente instrutores
vinculados a uma escola autorizada a funcionar pelo DAC poderão ministrar a instrução de vôo; Para
iniciar o vôo você deverá estar de posse de um CPD de Piloto Aluno. Voar sem este CPD é contra a lei
e invalida qualquer cobertura de seguro; A escola é que solicita o CPD de piloto aluno a ABUL e para
isto deve enviar: uma declaração de que você está matriculado no curso e que foi aprovado nos testes
preliminares; a sua Declaração de Aptidão Psicofísica; a sua ficha de inscrição na ABUL com cópias
da identidade e do CPF; a importância relativa à anuidade (48% de um salário mínimo), 5,00 pela
emissão do CPD e 5,00 pela emissão do CMPD; a escola deve fornecer os manuais de Conhecimentos
Teóricos e de Vôo da ABUL, ministrar aulas teóricas sobre as matérias abrangidas pelo Manual de
Conhecimentos Teóricos para ultraleves, da ABUL. Assim que você estiver pronto para o cheque, a
escola deverá apresentá­lo a um RRABUL que aplicará a prova teórica e fará seu cheque de vôo ou
indicará um CCABUL para fazê­lo. Atenção: Pela recente alteração no RBHA 103, as escolas somente
poderão iniciar a instrução prática se o candidato estiver de posse de um CPD de PIL AL­ Piloto
Aluno (A LEGISLAÇÃO COMPLETA ESTÁ NO RBHA 103).
Os tipos de habilitações para pilotos poliesportivos variam conforme o tipo de ultraleve. Os aparelhos
existentes são: 

a) PRIMÁRIO MOTORIZADO

­ 18 anos; Exame teórico de regulamentação aeronáutica aplicado pela Associação Brasileira de
Ultraleves (ABUL) ou pelo SERAC; Apresentar declaração da ABUL, ou demonstrar, perante um
checador designado pelo SERAC, ser capaz de voar com segurança a aeronave pretendida; Atestado
médico.

b) BÁSICOS E BÁSICOS TRIKE

­ 18 anos; Exame teórico, aplicado pela Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL) ou pelo SERAC,
nas matérias: Regulamentação Aeronáutica, Conhecimentos Técnicos, Teoria de Vôo, Meteorologia e
Navegação; 10 horas de vôo, sendo 8 horas de vôo duplo comando e 2 horas de vôo solo; certificado de
capacidade física 2a classe.

c) BÁSICO PARAMOTOR 

­ 18 anos; Exames teóricos, aplicados pela Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL) ou pelo
SERAC, nas matérias: Regulamentação Aeronáutica, Conhecimentos Técnicos, Teoria de Vôo,
Meteorologia e Navegação; 20 treinamentos completos sob a supervisão técnica de piloto­instrutor
habilitado; certificado de capacidade física 2a classe.

d) AVANÇADO 

­ 18 anos; Exames teóricos, aplicados pela Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL) ou pelo
SERAC, nas matérias: Regulamentação Aeronáutica, Conhecimentos Técnicos, Teoria de Vôo,
Meteorologia e Navegação; 15 horas de vôo, sendo 12 horas de vôo duplo comando e 3 horas de vôo
solo; certificado de capacidade física 2a classe.

2. DOCUMENTAÇÃO DO AVIÃO 

­ Todo avião deve trazer a bordo sua documentação. No caso dos ultraleves, os documentos
obrigatórios são o CAV (Certificado de Autorização de Vôo) e o CME (Certificado de Marca
Experimental), ambos emitidos pelo DAC (Departamento de Aeronáutica Civil). Portanto, ao adquirir
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seu equipamento lembre­se de exigir estes documentos! 
Um terceiro documento é a apólice de seguro obrigatório.

Legislação Específica 

A exploração comercial da atividade é ilegal. 

Segundo o Sr. Gustavo Albrecht, presidente da Associação Brasileira de Ultraleves ­ ABUL, a
legislação do DAC não prevê a exploração comercial dos vôos de ultraleves ou "Vôos Panorâmicos".
Significa dizer que eles são proibidos. Muitos pilotos os fazem, mas à revelia da lei. Essa prática já
mobilizou o SERAC II ­ órgão regional do Departamento de Aviação Civil encarregado da Região
Nordeste ­, que está com uma ampla campanha para coibir este tipo de vôo devido à sua
clandestinidade. O sr. Albrecht diz ainda que neste mês de setembro ele apresentou ao DAC uma
proposta de modificação na legislação, onde está incluída a exploração dos "Vôos Panorâmicos" e
estabelecimento de certas regras para sua realização. De qualquer modo, são propostas e ainda estão
em estudo naquele órgão. É bom lembrar que as leis abaixo fazem referência a definição e utilização
de ultraleves como equipamento desportivo. Como foi dito acima, não existe menção à exploração
comercial da atividade.

. LEI Nº 7.565 de 19 de dezembro de 1986. Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica.

. PORTARIA nº 261/DGAC de 01 de julho de 1994. Reformula a Norma que disciplina a operação de 
ultraleves e regulamenta a operação de girocópteros no Brasil.
. MUDANÇA NO RBHA 103 ­ (21/07/2000). SAI O ATESTADO MÉDICO, ENTRA A
DECLARAÇÃO DE APTIDÃO PSICOFÍSICA. SAI O CAM, ENTRA O CMPD COM VALIDADE
DE 2 ANOS.
O DAC modificou novamente o RBHA 103 alterando todo o processo de habilitação médica.
Basicamente, o que mudou foi:
­ O item 103.115­ REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE CERTIFICADO DE PILOTO
DESPORTIVO;
­ Foi criado o Apêndice "K" no RBHA 103 que dispõe sobre os REQUISITOS PSICOFÍSICOS E
ADMINISTRATIVOS EXIGIDOS PARA A OBTENÇÃO DO CERTIFICADO MÉDICO PARA
PILOTO DESPORTIVO. 

LEGISLAÇÃO ULM EM VIGOR NO BRASIL 

RBHA 103 EM VIGOR
Em 1993 foi feita uma "arrumação" na proposta da TE­4 e saiu, finalmente, em 1994, a legislação que
está em vigor 
­O ultraleve com menos de 115 kg conforme definido antes se chamou de "ultraleve primário"
­Criou­se o ultraleve primário não motorizado (asa delta e parapente)
A habilitação para estes dois não exige CCF, somente uma prova de regulamentos e um cheque de vôo 
­O "avião muito leve experimental" com menos de 230 ou 260 kg (anfíbio) chamou­se "ultraleve
básico"
­O "avião muito leve experimental" até 300 kg chamou­se ultraleve avançado
Os paramotores e trikes, embora podendo atender à definição de ultraleve primário serão registrados
como "ultraleve básico"
É recomendada a instalação de um paraquedas balístico
Foi criado o RIAM para os ultraleves, à semelhança do que havia para os demais experimentais.
A RIAM só é exigida após o primeiro ano de registro do ultraleve
Desapareceu a habilitação para ULM monoplace. Após vinte horas o piloto pode levar um passageiro
ULM avançado não é mais considerado "tipo"
Piloto de ULM avançado anfíbio pode voar qualquer outro ultraleve, anfíbio, aquático ou terrestre
Instrutor de ultraleve pode dar instrução em qualquer ultraleve para o qual esteja habilitado
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Foi criado o Diretor de Operações para os Sitios de voo e clubes que operam em aeródromos
controlados ou não.
É recomendado o preenchimento de cadernetas de célula e de grupo moto­propulsor para os ultraleves
Quando previamente autorizados pelo órgão de controle de tráfego aéreo, ultraleves poderão operar
eventualmente em aeródromos controlados onde não haja acordo operacional
O uso de capacetes rígidos é obrigatório para todos os ultraleves, exceto para aqueles com cabine
fechada, para os quais o seu uso é recomendado.

Recentemente saiu uma nova modificação na habilitação. Um candidato a CPD que seja habilitado
como piloto de avião não necessita fazer prova teórica para a obtenção do mesmo, apenas apresentar
uma declaração informando que está ciente do que dispõe o RBHA ­ 103.

Se for detentor de alguma outra licença de pilotagem emitida ou reconhecida pelo DAC, que não a de
avião, o solicitante deverá, além da declaração, fazer a prova de conhecimentos técnicos.

Registro Especial 

DAC ­ DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL BRASILEIRO 

OBS.: 

os pilotos devem estar registrados devidamente no DAC para desenvolverem suas funções.

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