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Centro Universitário Paulistano Sistema de Informação – 6º semestre – 2012

Professora: Claudia Swain Canôas Disciplina: TCP/IP e Web

Os protocolos TCP/IP

O protocolo TCP/IP foi criado pela DARPA (Defense Advanced Research) nos Estados
Unidos.

Objetivo: desenvolver tecnologias para que as máquinas interligadas em uma rede


continuassem a se comunicar mesmo que parte dessa rede não estivesse operacional.

O projeto resultou na implementação de uma rede chamada Arpanet. Ao final dos anos
70, as máquinas interligadas pela Arpanet passaram a utilizar a família de protocolos TCP/IP. A
Arpanet foi a origem do que é hoje a rede mundial internet.

O nome TCP/IP se deve a dois dos principais protocolos na família: transmission control
protocol (TCP) e o internet protocol (IP). A família de protocolos TCP/IP é organizada em
quatro camadas: interface com a rede, internet, transporte e aplicação.

Os protocolos dessa família encontram-se descritos em documentos chamados request


for comments (RFC), que podem ser obtidos pela internet.

Responsabilidades do protocolo IP:

 rotear os dados entre a máquina de origem e a máquina de destino


 atua na camada de internet

Responsabilidades do protocolo TCP:

 atua na camada de transporte


 é orientado ou não-orientado a conexão
 garante ou não a entrega dos dados
 possibilita a troca de informações entre processos nas máquinas envolvidas na
comunicação.

Um terceiro protocolo da família TCP/IP é o UDP (user datagram protocol).

Responsabilidades do protocolo UDP:

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 prestar serviço não orientado a conexão;


 não garante a entrega dos dados do destino.

A opção em utilizar o TCP ou UDP depende das características da aplicação.

Internet Protocol IP – é um dos principais protocolos em uma rede TCP/IP e é responsável


pelo transporte de datagramas (PDUs- protocolo data units no IP) entre a máquina de origem e
a máquina de destino através de um sistema de comunicação composto por redes interligadas.

Cada datagrama é independente dos outros datagramas trafegando na rede e não são
estabelecidas conexões lógicas na comunicação.

O IP deve ser suportado por todas as máquinas, inclusive as que operam como
roteadores, interligadas em uma rede TCP/IP.

Através do IP, as máquinas usam regras comuns para endereçamento das máquinas na
rede, decisões a respeito da fragmentação e do roteamento dos datagramas de rede.

As maquinas na rede são identificadas por endereços com tamanho fixo, chamados
endereços IP. Apesar de realizar esforços para entregar o datagrama no destino, o IP não
garante essa entrega. A garantia da entrega, assim como o controle de fluxo e ordenamento
dos dados, é reponsabilidade de protocolos em camadas mais altas, por exemplo, do protocolo
TCP na camada de transporte.

O IP não confirma o recebimento dos datagramas nem entre origem e o destino nem
entre maquinas interligadas.

No recebimento do datagrama é verificado se os campos do cabeçalho estão corretos


através do cálculo de um valor de verificação (checksum).

Esse valor é calculado seguindo um algoritmo adotado tanto pelo IP quanto pelo ICMP,
TCP e UDP.

Se o valor estiver incorreto, o datagrama é descartado.

Se estiver correto, o IP verifica se o destino é a máquina que recebeu o datagrama.

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Em caso afirmativo, o cabeçalho é removido e os dados são entregues ao protocolo


identificado em um dos campos no cabeçalho.

Caso o endereço do destino não seja o da máquina, o datagrama é enviado para a


próxima máquina na rota para o destino.