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PAULO GUEDES

Ministro da Economia
Período: 2019-2027

Relação com Bolsonaro


Confirmado por Bolsonaro para Ministro da Economia, é a
sustentação do governo junto aos mercados. Conhece Bolsonaro
há menos de 1 ano e trabalha para convencer o candidato de sua
agenda liberal

Articulação Política
Não possui experiência política e nunca foi filiado a partidos políticos.
Construiu a carreira majoritariamente no setor privado. Em NOME COMPLETO:
entrevistas, afirma que não lhe cabe negociar com o Congresso, mas Paulo Roberto Nunes Guedes
sim elaborar as propostas do ponto de vista técnico
NASCIMENTO:
Interlocução e Negociação 24 de agosto de 1949
Rio de Janeiro – RJ
Assim como Bolsonaro, Guedes possui um temperamento forte.
Durante o período de campanha, sua principal interlocução com o FORMAÇÃO ACADÊMICA:
setor privado foi em eventos ou com empresários que já conhecia • Graduado em Economia pela
Universidade Federal de
Formador de Opinião Minas Gerais (1971)
• Mestre em Economia pela
Já escreveu colunas de economia para a revista Exame e o jornal O Fundação Getúlio Vargas
Globo, e é sócio-fundador do Instituto Millenium, centro de estudos (1973)
que busca propagar ideias liberais. Porém, suas ideias nunca • Ph.D em Economia pela
alcançaram o grande público. Ganhou destaque após a associação Universidade de Chicago
com Bolsonaro (1978)

TIME DE FUTEBOL: Flamengo


Capacidade Técnica:
Alta capacidade técnica. Ph.D em Economia pela Universidade de
Chicago/EUA, berço de economistas liberais. Apesar de se
apresentar como acadêmico Guedes construiu sua carreia no setor
privado/financeiro. No magistério lecionou na PUC/Rio, FGV e
Universidade do Chile. No setor privado foi fundador do atual BTG
Investimentos, Ibmec e Instituto Millenium. Atualmente é sócio do
BR Investimentos

Influenciadores e Equipe:
Ultraliberal, Guedes deverá compor sua equipe com pessoas do
mesmo perfil, como Adolfo Sachsida com quem vem discutindo o
plano econômico do candidato. Também demonstrou interesse nas
propostas tributárias de Marcos Cintra e previdenciárias dos irmãos
Weintraub

Informação reservada.
PAULO GUEDES

Desafios de Gestão
Seu principal desafio é o ajuste das contas públicas. Como as grandes reformas (orçamento, previdência
e tributária) trarão efeito apenas no longo prazo, terá o desafio de buscar receitas imediatas

Relação com Bolsonaro


• Bolsonaro e Guedes se conheceram em novembro de 2017 e, desde então, trocam elogios
publicamente. Nessa época, Guedes assessorava o apresentador Luciano Hulk.

• Em dezembro, após a desistência de Hulk para concorrer à presidência, Guedes aceitou ser o
assessor econômico de Bolsonaro.

• De início, a parceria entre Guedes e Bolsonaro surpreendeu o mercado, pois Guedes é um


economista liberal, enquanto Bolsonaro possui perfil nacionalista e estadista. Guedes acredita que
Bolsonaro “tenha se tornado um liberal”.

“Se você [Bolsonaro] não gosta do que a esquerda fez, gosta de uma economia mais aberta, então
você quer uma economia liberal de mercado” – disse a Bolsonaro.

• Jair Bolsonaro declara abertamente que não entende de economia e que Paulo Guedes será seu
guru no assunto. Apesar disso, ainda não é claro qual será o grau de autonomia de Guedes em um
eventual governo.

Super Ministério da Fazenda


• A principal mudança administrativa na área econômica é a criação de um Super Ministério da
Economia que reunirá os atuais Ministério da Fazenda, do Planejamento e da Industria e
Comércio Exterior, além da Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos, que coordena
as concessões de infraestrutura.

• O Banco Central permanecerá com independência política do ministério, mas deverá estar
alinhado o Ministério.

• Em relação às privatizações, Guedes afirma que o Brasil possui cerca de R$ 1 trilhão a serem
privatizados. Para ele, o ideal é privatizar o máximo possível.

• Por outro lado, Bolsonaro se mostra resistente à privatização de alguns setores estratégicos,
como energia, bem como de algumas estatais de maior peso, como o Banco do Brasil, Petrobras
e Caixa.

Ajuste Fiscal
• A principal proposta de Guedes para conter a crise fiscal de maneira célere é via privatizações. O
economista afirma que há R$ 1 trilhão a serem privatizados e defende a privatização do “máximo
possível”.

• Por outro lado, Bolsonaro se mostra resistente à privatização de alguns setores estratégicos,
como energia, bem como de algumas estatais de maior peso, como o Banco do Brasil, Petrobras
e Caixa.

Informação reservada.
PAULO GUEDES

• Outra bandeira de Guedes é a redução do tamanho do Estado, em especial do tamanho da


administração pública

Reforma Tributária
• Não é uma das principais bandeiras, tampouco prioridade de seu Governo. Mas defende a criação
do “imposto único”, semelhante à CPMF, aliada à redução da carga tributária.

• Afirma que não pretende criar um novo imposto e sim substituir alguns existentes por um imposto
sobre transações financeiras.

• Afirma que fará uma redução do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, nos mesmos moldes de
Trump (EUA).

• Também se manifesta contrários a tributação de lucros, dividendos e grandes fortunas.

Carreira no Setor Privado


• Em 1983, foi um dos 4 fundadores do atual BTG Pactual. Atuou com chefe executivo e chefe
estrategista na instituição. Deixou o banco em 1998 por divergências – Guedes queria um banco
de investimentos e já Luiz Cezar (outro sócio) um banco comercial.

• Fundou o braço educacional do Ibmec em 1999, mas deixou o instituto em 2003. Guedes
pretendia uma grande expansão, enquanto Claudio Haddad (seu sócio) queria algo menor e mais
filantrópico.

• Em 2006 fundou o grupo BR Investimentos, empresa de investimentos de private equity, que


desde 2013 integra a Bozano Investimentos. Atua no banco desde então.

• Integrou o conselho de administração de diversas companhias, como PDG Realty, Localiza e


Anima Educação.

Posicionamentos
• Defende a alocação do orçamento público pelo Poder Legislativo.

“(...) precisamos discutir a desvinculação das receitas (...) habilitar a classe política a fazer o que
ela é paga para fazer: aprovar verba no lugar certo (...). Como assim? Em vez de haver um
ministro do Planejamento dizendo para onde vai o dinheiro, os deputados terão de aprender a
votar o direcionamento dos recursos para onde eles são necessários”

• Sobre os pontos contrários de Bolsonaro acerca das privatizações:

“É estratégico para quê?! E se o carro elétrico pegar, se a energia passar a ser nuclear, solar?
Aquilo é um fóssil, Jair! Veja quanto valia naquele tempo, quanto vale hoje? E estou mostrando
para você, Jair, que lá atrás, se a Petrobras tivesse sido vendida, a dívida pública teria sido paga.
Hoje, paga quarenta Bolsas Família! Dava dinheiro de graça para o povo. Olha o custo, olha como
a ideologia é cara. É burrice ter ideologia”

• Sobre articular com o Congresso as privatizações

Informação reservada.
PAULO GUEDES

“Eu acho que o Congresso aprova (...) esse negócio de falar assim ‘olha, até você convencer’...
não tem que convencer. Se os liberais democratas estiverem no governo, eles vão aprovar um
plano de privatização.”

• Crítico de planos econômicos, como o plano cruzado e o plano real. Alega terem demorado muito
para serem concluídos. Por outro lado, não poupa elogios à suas ideias:

“Eu já afirmava lá atrás que não tinha como combater inflação sem política fiscal. Agora, trinta
anos depois, o Chico Lopes (ex-presidente do Banco Central) me disse, no aniversário do Armínio
Fraga, que eles me deviam uma desculpa e que eu estava trinta anos à frente”.

• Guedes sobre o fato de que seu papel na campanha de Bolsonaro excedia o de conselheiro
econômico:

“Eu poderia lavar as mãos, mas esse cara pode ganhar a eleição. Mesmo. Independentemente da
gente. Você pode escrever o que você quiser e eu falar o que quiser. Não tem nada a ver comigo,
ou com você. Porque nós estamos na bolha. Tem um troço acontecendo aos milhões aí fora. Se
eu encher o saco, ver que esses estão me discriminando, me atacando, porque eu tô tentando
ajudar o país… Quer dizer: todo mundo aí trabalhou para o Aécio, ladrão, maconheiro. Trabalhou
para o Temer, ladrão. Trabalhou pro Sarney, ladrão e mau-caráter que aparelhou o Brasil inteiro.
Aí chega um sujeito completamente tosco, bruto e consegue voto como o Lula conseguiu. A elite
brasileira, em vez de entender e falar assim, pô, nós temos a oportunidade de mudar a política
brasileira para melhor…”

• Sobre a Previdência Social, Guedes afirma que “Ela está destruída. Antes de o Brasil envelhecer,
ela quebrou. E ela tem pelo menos 5 ou 6 bombas-relógio dentro dela”.

• Sobre os benefícios ao setor produtivo:

“Se depender de mim, não pode haver subsídios para setores específicos, a não ser que muito
bem fundamentados. Se falou assim: ‘faltou dinheiro no campo’. Não me parece ser o caso. (...)
Aparentemente a agricultura é um negócio tão sério que ninguém pode encostar. Para mim,
educação é seríssimo, para mim agricultura é seríssimo, para mim indústria é seríssimo, todo
mundo é muito sério.”

• Sobre educação, Guedes afirma que:

“Quem pode pagar deve pagar. Se está na universidade pública, privada, eu não sei, mas deve
pagar. E quem não pode pagar deve ter o ‘voucher educação’ sim. (...) uma escola pública, entra
lá e não é cobrado, ou ele pode escolher uma escola privada. Lá, querem cobrar dele e ele
entrega o voucher educação”.

Informação reservada.