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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

ATIVIDADE EXPERIMENTAL 1 – CALOR ESPECÍFICO DO


ALUMÍNIO

27/08/2015
SUMÁRIO

1. OBJETIVO................................................................................................... 2
2. INTRODUÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 2
3. MATERIAIS UTILIZADOS........................................................................... 3
4. RESULTADOS OBTIDOS ........................................................................... 3
5. ANÁLISE DOS RESULTADOS ................................................................... 4
6. CONCLUSÕES ........................................................................................... 5
REFERÊNCIA .................................................................................................... 6
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1. OBJETIVO

 Determinar o calor específico do alumínio.

2. INTRODUÇÃO TEÓRICA

O procedimento apresentado e efetuado em sala teve como objetivo medir


o calor específico de um determinado material, que no caso, foi utilizado o
alumínio.
O conceito de calor específico se dá pelo fato de que ao colocarmos em
contato dois corpos ou substâncias com diferentes temperaturas, observamos
que os dois tendem a entrar em um certo "equilíbrio", fazendo a temperatura do
corpo "mais quente" diminuir, e a do corpo "mais frio" aumentar, atingindo este
estado em que ambas temperaturas permanecem iguais. Esta reação é causada
pela passagem de energia térmica entre os corpos, a transferência de energia é
o que chamamos calor.[2]
Consideremos um sistema que receba uma determinada quantidade de
calor Q, que propicie uma mudança de temperatura DT sem mudanças de
estado. Define-se como capacidade térmica C do sistema:

(I)

A unidade usada da capacidade termina é a caloria por grau Celsius.


Capacidade térmica mede a quantidade de calor produzida por uma
variação de temperatura em um determinado corpo. Se usarmos um corpo de
massa ‘m’ e capacidade térmica C, podemos definir essa capacidade térmica
específica ou calor específico c da substância como:

(II)

Realizando as passagens e substituindo (II) em (I), obtemos a seguinte


solução:

(III)

Chegando na equação da troca de calor:

𝑄𝑞 + 𝑄𝑟 + 𝑄𝑏 + 𝑄𝑓 = 0
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(IV)
Onde:
𝑄𝑞 = calor cedido pela água quente.
𝑄𝑟 = calor cedido pelo recipiente.
𝑄𝑏 = calor cedido pelos blocos de alumínio.
𝑄𝑓 = calor recebido pela água fria.

E por fim, substituindo a equação (IV) em (III):

(mcΔT)q + (mcΔT)r + (mcΔT)b + (mcΔT)f = 0


ΔTq = ΔTr = ΔTb = Te - Tq
cq = cf = 1cal/g°C
cr = cb = c (calor específico do alumínio)

Isolando c, obtemos a expressão que nos dá o calor específico do


alumínio:
𝛥𝑇𝑓 1
c = -[𝑚𝑞 + 𝑚𝑓 (𝛥𝑇𝑞)] (𝑚𝑟 + 𝑚𝑏) (V)

3. MATERIAIS UTILIZADOS

 Béquer de 250ml
 Pinça
 Calorímetro de vidro
 Termômetros
 Aquecedor
 Barra de alumínio
 Recipiente de alumínio
 Balança digital

4. RESULTADOS OBTIDOS

Utilizando a equação (V) e calculando o valor de c através dos dados


obtidos nas tabelas a baixo:

Tabela 1 – Dados massa


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Tabela 2 – Dados temperatura

Tabela 3 – Dados volume

69°𝐶−20°𝐶 1
c = -[794,02𝑔 + 143,22𝑔 (69°𝐶−80°𝐶) (81,37𝑔 + 87,61𝑔)]
c = - 0,92 cal/g°C.

5. ANÁLISE DOS RESULTADOS


Calculando a incerteza do experimento:

ΔTq = Te - Tq ΔTf = Te - Tf
𝜕∆𝑇𝑞 2 𝜕∆𝑇𝑞 2
𝜎ΔTq = √( 𝜎𝑇) + ( 𝜎𝑇)
𝜕𝑇𝑒 𝜕𝑇𝑞
𝜕∆𝑇𝑞 𝜕∆𝑇𝑞
=1 = -1 𝜎𝑇 = 0,50°C
𝜕𝑇𝑒 𝜕𝑇𝑞

𝜎ΔTq = √(1𝑥0,50)2 + (−1𝑥0,50)2


𝜎ΔTq = 𝜎ΔTf = 0,71
𝜕𝑐 2 𝜕𝑐 2
𝜎c = √(𝜕𝛥𝑇𝑞 𝜎𝛥𝑇𝑞) + (𝜕𝛥𝑇𝑓 𝜎𝛥𝑇𝑓)
𝜕𝑐 ∆𝑇𝑓 1 (69°𝐶−20°𝐶) 1
= mf ∆𝑇𝑞2 = 143,22g(69°𝐶−80°𝐶)² (81,37𝑔+87,61𝑔) = 0,34
𝜕𝛥𝑇𝑞 𝑚𝑟+𝑚𝑏
𝜕𝑐 1 1 1 1
= -mf ∆𝑇𝑞 = -143,22g(69°𝐶−80°𝐶) (81,37𝑔+87,61𝑔) = 0,08
𝜕𝛥𝑇𝑓 𝑚𝑟+𝑚𝑏

𝜎c = √(0,34𝑥0,71)2 + (0,08𝑥0,71)2
𝜎c = 0,25
Calor específico do alumínio c = (-0,92 ± 0,25) cal/g°C.

RESULTADO: Reprovado
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6. CONCLUSÕES

Analisando os dados, foi possível concluir que o resultado obtido


para o valor do calor específico do alumínio não foi compatível com o valor
encontrado na literatura que é: c = 0,23 cal/g°C.[1]
Porém tal falha ocorre, devido à observação da temperatura no
termômetro, ou seja, operacional, assim como trocas de calor com o material
utilizado ou mesmo que o sistema não estava totalmente isolado, por isso a
constante assumiu um valor abaixo do valor assumido pela literatura.
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REFERÊNCIA

[1] HALLIDAY, RESNICK, WALKER, Fundamentos de Física, Vol.2, 8ª


Ed., Livros Técnicos e Científicos Editora.

[2] H. Moysés Nussenzveig, Curso de Física Básica 2: Fluidos,


Oscilações e Ondas, Calor, 4a edição, Editora Edgard Blücher, 2002.