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Engenharia de Dutos

Módulo - Iteração Solo-Duto

Parte II

1
5. Iteração Solo-Estrutura

a. Introdução
b. Dutos flexíveis x Rígidos:
c. Peso do solo
d. Fórmula de deflexão de Iowa
e. Fórmula de Spangler
f. Modificações das fórmulas de Iowa e Sprangler
g. Cobertura Mínima
h. Flutuabilidade
i. Estabilidade

2
5.a Introdução

• Um duto enterrado é um compósito:


• Em algumas análises se comporta como solo reforçado pelo
duto;
• Em outras como duto suportado pelo solo;
• O solo tende a manter o formato do duto, aumentando sua
resistência, e dependendo do duto suportando boa parte do
carregamento.
• A análise completa inclui limites de resistência e rigidez no duto,
no solo e no sistema solo-duto.
• O solo não é somente carga, é um elemento estrutural!

3
5.a Introdução

Arqueamento do solo
• O solo no contato com o duto funciona como os arcos
romanos, trabalhando à compressão:

4
5.a Introdução
Arqueamento do solo
• Quando o solo é compactado – o efeito do arqueamento atua
sobre o duto, como um arco de alvenaria de pedra e suporta parte
da carga que vai para o duto
• De modo conservador o arqueamento pode ser ignorado
• Mas o arqueamento do solo provê uma margem de segurança
• Se o solo estiver fofo, a pressão no topo do duto é aumentada pela
concentração de pressão pela relativa incompressibilidade do solo
ao redor do duto em meio a um solo compressivo e não
compactado.
• Essa concentração de pressão tende a se perder com o passar do
tempo, assim como o efeito de arqueamento – fluência
• O arqueamento tende a aumentar com a profundidade –
adensamento natural do solo

5
5.a Introdução
• Ação combinada de pressão interna e externa nos dutos
– Somar os efeitos?
– O duto é instalado antes de ser pressurizado – ocorre
deflexão
– Aplicação de pressão – tende a desfazer o efeito da
ovalização
– Surgem espaços entre o solo e o duto, o efeito benéfico de
arqueamento e suporte do solo é perdido

6
5.a Introdução
• Formação de Vazios
• Compactação do solo afeta a
distribuição de pressão do solo
• Quanto mais flexível o duto,
mais uniforme a pressão do
solo contra o duto
• As pressões tendem a ser
maiores na parte inferior,
reação de apoio.
• E tende a ser menor nas
laterais, por causa da falta de
compactação do solo

7
5.b Dutos rígidos x flexíveis
• A interação entre o solo e duto depende da flexibilidade relativa
entre os dois materiais
• Para fins estruturais de dimensionamento os dutos enterrados
são classificados como
– Rígidos
– Semi-rígidos
– Flexíveis
• Esses comportamentos dependem da inerente resposta do
material ao carregamento externo e da sua interação com o solo
ao seu redor.

8
5.b Dutos rígidos x flexíveis
• Alguns códigos classificam os dutos em: flexíveis, rígidos e
semi-rígidos com base na rigidez relativa do solo – importante
para a seleção do material de aterro da vala
– Norma Austríaca – ONORM B 5012-1 e 2
– Norma Belga – ISSO 2785:1986
• O mais comum, entretanto, é levar em conta somente o material
– Normas Francesa, Alemã, Holandesa, Norueguesa,
Americana, Espanhola, Sueca, Inglesa, Suíça,
Canadense.

9
5.b Dutos rígidos x flexíveis

• Dutos rígidos tem pequena deformação, pequena


demais para gerar tensões laterais no solo
• A carga é absorvida somente pelo duto – gerando
momento fletor nas paredes do mesmo
• Flexíveis – tendem a ovalizar em resposta ao
carregamento e geram consideráveis tensões laterais no
solo
• Semi-Rígidos – tem um comportamento intermediário

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5.b Dutos rígidos x flexíveis
• Depende em grande parte do material:
• Dutos flexíveis são aqueles que sofrem uma deflexão de
pelo menos 5% sem ruptura.
• Os que não seguem esse critério são tratados como dutos
rígidos.
• Tubulações de ferro fundido e de concreto são exemplos de
dutos rígidos
• Dutos de aço e de materiais plásticos são exemplos de
dutos flexíveis.

11
5.b Dutos rígidos x flexíveis

– Exemplo – BS 9525:2010 (Norma Britânica)


• Cerâmica – rígido
• Concreto – rígido
• Concreto armado – rígido
• Ferro fundido – semi-rígido
• Aço (paredes grossas) – semi-rígido
• Termoplástico – flexível
• Fibra de vidro – flexível
• Aço (paredes finas) - flexível

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5.b Dutos rígidos x flexíveis

– Quando um duto é instalado, o solo é perturbado.


– Ocorrem recalques no solo, mesmo após o completo reaterro
da vala
– O Comportamento desse recalque é diferenciado na
profundidade do duto em função de seu comportamento –
rígido ou flexível

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5.b Dutos rígidos x flexíveis
– Na condição de um duto rígido, por esse ser menos flexível
que o solo ao seu redor, o recalque é maior no solo do que
no duto a partir da geratriz superior do duto
– Por atrito parte da carga das colunas laterais de solo são
absorvidas pelo duto, o que significa que o duto recebe mais
carga que a coluna de solo sobre ele.
– S – deformação no solo (recalque diferencial)

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5.b Dutos rígidos x flexíveis
– Na condição de um duto flexível, por esse ser menos rígido
que o solo ao seu redor, o recalque é menor no solo do que
no duto a partir da geratriz superior do duto
– Por atrito parte da carga da colunas de solo sobre o duto é
transferida para as colunas laterais do solo, o que significa
que o duto recebe menos carga que a coluna de solo sobre
ele.

∆ Deslocamento vertical do duto 15


5.b Dutos rígidos x flexíveis
• Recalque.
S–
Recalque
do solo de
reaterro de
vala
∆-
Deformação
do duto
causada
pela tensão
proveniente
S>>∆ S<<∆ do peso do
solo
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5.b Dutos rígidos x flexíveis
• Tensões e carregamento em excesso

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5.b Dutos rígidos x flexíveis
• Critérios de dimensionamento:
• Em dutos rígidos o critério mais crítico é a resistência para
que a parede do tubo possa resistir à combinação da
pressão interna e das cargas externas;
• Dutos rígidos suportam o carregamento com pouco ou
nenhum deslocamento.
• Dutos flexíveis por seu deslocamento transferem as cargas
para o solo no qual estão enterrados.
• No caso de dutos flexíveis os critérios mais críticos são o
deslocamento da seção e a possibilidade de instabilidade por
flambagem.
• Materiais não convencionais devem ter os critérios de
projetos seguidos de acordo com as orientações dos
fabricantes.

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5.b Dutos rígidos x flexíveis

Critérios de Instalação:
1. Largura da Vala
• Rígido – a menor largura necessária para instalar o duto; Em
geral aumenta resistência do duto, pois é difícil limitar a largura
para construção
• Flexível – depende da rigidez do material em que se apóia para
limitar deslocamentos excessivos
• ASTM D2321-89 recomenda 16”+Dext ou 1,25*Dext+12”
• Largura maior para permitir compactação entre as paredes da
vala e o duto
• Comum Brasil – Do+30 cm de cada lado

19
5.b Dutos rígidos x flexíveis
Largura da Vala

/www.cispi.org/handbook/chapter6.pdf

20
5.b Dutos rígidos x flexíveis
Critérios de Instalação:
2- Fundo de Vala – Deve ser plano, firme e estável para
fornecer uma capacidade suporte uniforme
• Rígido – não precisa de camada de leito a menos que
esteja em rocha escavada, onde uma camada de
areia em geral de 15 cm de areia é necessária;
• Flexível – Necessária a execução de um leito com
material selecionado necessário pode ser vários tipos
de solo
• Comum Brasil – Eng. 20 cm de areia, não
compactado, somente quando o fundo é rochoso.

21
5.b Dutos rígidos x flexíveis
Instalação

/www.cispi.org/handbook/chapter6.pdf

22
5.b Dutos rígidos x flexíveis
Critérios de Instalação
3- Compactação de reaterro
– Rígidos – Não é necessária – não depende da
capacidade suporte do material de base
– Flexíveis – Necessita da rigidez do material de base
para “ganhar” rigidez necessária para limitar
deslocamentos.
• Compactar até a linha do CG do duto quando
enterrado, no mínimo em seis camadas.
• GC entre 85 e 95%
• Dependendo do material há necessidade de se
importar o fundo de vala

23
5.b Dutos rígidos x flexíveis
4- Deflexões Máximas
• Dutos rígidos – não há deflexão
• Dutos flexíveis – as condições de suporte devem ser tais que
impeçam deflexões superiores a 5% (limite mais comum).

24
5.b Dutos rígidos x flexíveis
Carregamento Externo
– As tensões induzidas por carregamentos externos em dutos
dependem da rigidez do duto e também do solo
– Problema estaticamente indeterminado – A tensão no solo produz
deflexão que por sua vez determina a tensão no solo;
– Dutos rígidos – o carregamento vertical não produz tensões
horizontais já que o duto não sofre deflexão
– Dutos flexíveis – carregamentos externos verticais provocam
deflexões no duto que provocam tensões horizontais no solo – se
forem muito próximas o estado de tensões é hidrostático – os
acréscimos de tensão no duto se dão essencialmente sob a forma
de tensões circunferenciais e com grandes profundidades podem
ocorrer problemas de perda de estabilidade.

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5.c Peso de Solo
Teoria de Marston e os Dutos Flexíveis
– Sob o peso do solo o duto sofre uma deflexão
– A carga tende a ser absorvida pelo solo ao lado do duto
– A deflexão em forma de anel livra o duto de quase toda a
carga vertical de solo
– O arqueamento do solo absorve
esses esforços

26
5.c Peso de Solo
• Analogia da mola – que suporta deformação por causa de sua
rigidez
– O duto flexível tem comportamento
semelhante ao da mola
- O solo pode ser visto
Como uma mola não linear

27
5.c Peso de Solo
• Analogia da mola – Duto rígido – duto suporta uma
parcela maior do carregamento

• Analogia da mola – Duto flexível – solo suporta uma


parcela maior do carregamento

28
5.c Peso de Solo
• Quando um duto flexível é enterrado ele e o solo passam a
constituir um sistema que resistem ao carregamento
– O problema é estaticamente indeterminado
– A deflexão do duto é função da carga que ele recebe, mas
a quantidade da carga suportada por ele é função da sua
deflexão

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5.c Peso de Solo
• Teoria de Marston e os Dutos Flexíveis
– Redução da carga suportada pelo duto

30
5.c Peso de Solo
Distribuição de Tensões

31
5.c Peso de Solo
• Quanto da carga de Marston vai para o duto flexível?
– Caso o duto e o solo tivessem mesma rigidez – a carga
suportada por ambos seria a mesma – e a carga de solo
sobre o duto seria a máxima

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5.c Peso de Solo

• Carga de Marston
Wc - carga no duto
Wd – carga de Marston
Bd – Largura da Vala
Do – Diâmetro Externo
Cd- Constante de
Marston

33
5.c Peso de Solo

• Teoria de Marston
– Cargas Máximas:
• Dutos rígidos

• Dutos Flexíveis

• A cargas de solo máximas para dutos rígidos são


maiores que para as de dutos flexíveis

34
5.c Peso de Solo
• Exemplo: Recalcule a carga de solo sobre o duto do
exemplo anterior considerando o duto flexível, utilize o
pior caso – a rigidez do duto é igual ao do solo.

35
5.c Peso de Solo
– O atrito entre na parede da vala não se desenvolve
instantaneamente e também não permanece
indefinidamente
– Em geral testes mostram que inicialmente as cargas de
solo são 25% a 30% menores que as preditas pela teoria
de Marston.
– E no médio e longo prazo são maiores que as preditas por
Marston.

36
5.c Peso de Solo
• Prisma de Solo
– Para dutos flexíveis a carga calculada pela teoria de
Marston para dutos rígido é muito maior que as tensões
reais durante todo o tempo.
– A carga obtida pela teoria de Marston para dutos flexíveis
é um valor mínimo e não permanece todo o tempo, já que
o atrito lateral na parede da vala não permanece.
– Estudos mostram que uma boa prática é considerar para
dutos flexíveis a carga de solo no duto como o peso do
prisma de solo sobre o mesmo.

37
5.c Peso de Solo
• Prisma de Solo

38
5.c Peso de Solo

• Em que condições a carga prevista pela Teoria de


Marston é igual a Carga do prisma de solo

• Assim o prisma de solo pode ser visto como uma


condição particular da Teoria de Marston
• O prisma de solo independe do valor da largura de vala

39
5.c Peso de Solo

• Exemplo:
• Recalcule a carga de solo sobre o duto do exemplo
anterior considerando o prisma de solo

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5.d Fórmula de Deflexão de Iowa

Combinando a deflexão de anel da teoria de


elasticidade e a teoria de Marston, M. G.
Spangler em 1941 publicou a conhecida
fórmula de Iowa

41
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
Hipótese da carga de Aterro
– A carga vertical de solo é determinada
pela teoria de Marston e atua
uniformemente sobre o topo do duto
– Reação na base do duto é igual a
carga vertical atuante no topo é
distribuída uniformemente sobre o
leito do duto
– O empuxo passivo do solo é
distribuído parabolicamente num
ângulo de 100º no meio do duto e o
seu valor máximo é igual ao módulo
de empuxo passivo do solo
multiplicado pela deflexão do duto

42
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
Com a distribuição de cargas ao redor do duto, ele foi capaz de
integrar a deflexão horizontal – a partir do diagrama de corpo
livre:

43
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa

Deflexão de Anel – Ovalização


Diametro externo do duto
Deflexão horizontal
Fator de deflexão retardada
Constante de leito
Pressão vertical de solo no duto
Raio do duto
Rigidez equivalente – duto+revestimento+cola
Modulo de reação do solo

44
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa

Dl – Fator de deflexão Retardada


– Foi acrescentado posteriormente por Spangler ao perceber
que as deformações aumentavam
– Leva em conta o prosseguimento da deflexão ao longo do
tempo provocado pelo escoamento viscoso dos solos.
– Ele reflete a relaxação da pressão do aterro lateral contra as
paredes do duto ao longo do tempo, o que se traduz em
deformação adicional

45
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa

Dl – Fator de deflexão Retardada

46
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa

Dl – Fator de deflexão Retardada


– Indica o grau de compactação do aterro lateral
– Para solos bem compactados é 1
– Para solos sem compactação é 1,5
– Como o procedimento de construção atual não prevê
compactação, utilizamos sempre 1,5

47
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
K – Coeficiente de deflexão – constante de leito
Função do contato do ângulo inicial de contato do tubo com o
leito da vala (α) – quando o material é preparado

48
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
E’ – Módulo de Reação do solo
– Em 1958 Spangler percebeu que E’ não era um parâmetro
constante para um determinado solo.
– Ele é calculado a partir de uma retro-análise para uma dada
situação real de instalação.
– É um parâmetro do sistema solo-duto;
– É motivo de grande controvérsia e confusão no meio técnico;
– Introduz uma grande incerteza no projeto de dutos e na
verificação em serviço;
– Desde 1958 pesquisadores tem se esforçado por encontrar
relações entre E’ e suas as variáveis ;

49
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
E’ – Módulo de Reação do solo
– Variáveis
• Tipo de solo
• Grau de compacidade do solo
• Modulo de Elasticidade do solo
• Tamanho do duto
• Rigidez do duto
• Profundidade de cobertura
• Tamanho da vala
• Posição do nível de água

50
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
E’

Não há um trabalho de pesquisa e cálculo de E’ para nossas


condições de solo e duto;

Dados de normas estrangeiras, trabalhos acadêmicos e tabelas


devem ser evitados;

Diante da inexperiência de nossa força de trabalho, esse é um


grande desafio.

51
5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
E’ – Variação para alguns casos – Material despejado, sem
compactação
Solos coesivos – LL>50 (Alta plasticidade: CH,MH,CH-MH) –
0 kgf/cm2
Solos coesivos – LL<50 (Média ou sem plasticidade: CL, ML,
ML-CL,CL-CH, ML-MH) – 3,5kgf/cm2
Solos granulares coesivos – (GM, GC,SM,SC) – 7 kgf/cm2
Solos não coesivos – GW,GP, SW, SP – 7 kgf/cm2
Brita – 70 kgf/cm2 –
Brita compactada – 210 kgf/cm2

52
6.d Fórmula de Deflexão de Iowa
– A equação de Spangler é um marco na Engenharia Civil –
porque é a primeira formula analítica para um problema de
interação solo-estrutura.
– Suas principais vantagens:
• Simples – sem necessidade de modelagem
• Fácil de usar
• Tem sido verificada por grande quantidade de dados de
medições de campo

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5.d Fórmula de Deflexão de Iowa
– Suas principais desvantagens da fórmula de Iowa:
• O solo é considerado homogêneo;
• Não incorpora a rigidez do solo não escavado – ao
redor da vala;
• Válida somente para pequenas deformações –
hipótese da forma deformada ser uma elipse;
• A distribuição de pressão ao redor do duto é assumida
antes que a deflexão se forme - empirismo
• O comprimento da circunferência é considerado
constante.

54
5.e Fórmula de Spangler
– Estima os acréscimos de tensões circunferências por
carregamento externo em dutos enterrados e pressurizados.

E – Módulo de elasticidade;
t – espessura;
r – raio médio;
P – forças externas verticais e cargas de solo;
p - Pressão Interna;
K – coeficiente de deflexão;
Kb – coeficiente de flexão.

55
5.e Fórmula de Spangler
– O coeficiente de flexão – kb é função do ângulo de leito.

– O ângulo de leito em geral é tomado como 0 para rocha,


30 para instalação em trincheira e 90 para instalação em
furos.
– O denominador da Fórmula de Spangler tem o termo de
rigidez do duto e da pressão interna.

56
5.e Fórmula de Spangler

57
5.e Fórmula de Spangler
– De acordo com o Spangler (1964) “... Essa expressão é
limitada para dutos instalados em trincheiras abertas que
são reaterrados sem qualquer esforço particular para
compactar o solo nos lados do duto e para instalações
em furos ainda no estágio inicial sem que haja contato
efetivo entre a parede do duto e o solo. Esta expressão,
provavelmente fornece tensões que são muito elevadas
para os casos onde o solo está intimamente em contato
com o solo”
– A fórmula de Spangler despreza a rigidez do solo.
– É usada pelo API 1102, CSA Z662 e GPTC 1998/2000.

58
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
 Fórmula de Spangler – utilizada para calcular tensão em
dutos enterrados e pressurizados
 Fórmula de Iowa – utilizada para calcular ovalidade em
dutos enterrados
 A fórmula de Sprangler despreza o solo e considera a
ridigez da pressão interna, uma vez que essa oferecerá
uma resistência ao solo
 A fórmula de Iowa não considera o efeito da pressão
interna na deflexão de anel
 De acordo com Spangler quando o solo tem contato intimo
com as paredes do duto a tensão é superestimada

59
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
Alguns documentos de normalização que
utilizam a fórmula de Spangler
 API 1102 – 2010
 GPTC 1998/2000 – American Gas Association
 CSA Z662

60
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
 Fórmula de Iowa
 Não inclui pressão foi desenvolvida para dutos não
pressurizados
 Inclui resistência do solo

 Geralmente usa-se ângulo de leito de 30 graus de


modo fixo nos códigos
 A consolidação dos solos na lateral do duto continua
com o tempo e a deformação aumenta, fator de
deflexão retardada

61
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
 Fórmula de Iowa
 Os fatores de deflexão são diferentes para cargas que
atuam permanentemente como o reaterro e para cargas
que atuam em curtos períodos de tempo como veículos
 Usada pelos seguintes códigos de normalização:

AWWA – American water works association


ASCE Guidelines

62
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
 Fórmula de Iowa e Spangler
 Carga por unidade de comprimento de duto

 Spangler usava carga de Marston para o solo

 Spangler usava Boussinesq para carga de veículo,


integrada por uma área de atuação, vão efetivo de duto,
em geral 3m.

63
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
 Vantagens de ser aplicada à vários tipos de
equipamento e não estar restrita a certos dominios das
variáveis
 Muito útil no processo de avaliação inicial
 Incluir o solo como resistência ajuda a diminuir o
conservadorismo da equação original de Sprangler

64
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
 Relação entre deflexão de anel e tensão, com base nos
dados de Spangler permite obter uma relação entre as
duas equações

 Resolvendo-se a relação deflexão-tensao para deflexão


e substituindo-a na fórmula de spangler resulta na
fórmula de spangler para ovalização

65
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
Outro modo de avaliar a Tensão de Flexão na parede do duto
– Soma-se a tensão circunferencial da pressão interna

DF é o fator de deformação – depende do solo e do duto, em


geral é igual a 4 (Guidelines, ASCE).
Duas verificações – Pressurizado e Não pressurizado

66
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
– Spangler não resolveu o problema para a deflexão vertical
e sim para a horizontal
– Em geral a maioria das pessoas assume que as deflexões
horizontais e verticais são as mesmas
– Assim como o problema puramente elástico de um duto
não enterrado, dados experimentais e de campo
confirmam que para dutos enterrados a deformação
horizontal é menor que a vertical
– Mas quanto menor?

67
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
– Masada em 2000 assumindo as mesmas hipótese de
Spangler e sem mudar nada em sua formulação original,
resolveu mudar a integração para encontrar a solução
para a deflexão vertical;
– O mesmo diagrama de corpo livre de Spangler:

68
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
• Relação entre Deflexões verticais e horizontais

• Outra constante de leito – semelhante a K

• Termo de rigidez

69
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
• Relação entre Deflexões verticais e horizontais
– Constantes de leito, J e K

70
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
• Relação entre Deflexões verticais e horizontais –
• Efeito da Rigidez do solo
• A diferença aumenta praticamente de modo linear com o
aumento da rigidez do solo;

71
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
• Relação entre Deflexões verticais e horizontais –
• Efeito da rigidez do duto
• A diferença diminui de modo linear com o aumento da
rigidez do duto, tendendo a 1.

72
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
• O efeito da constante de leito
• A diferença decresce não linearmente com o aumento do
ângulo de leito, se aproximando de 1 quando o ângulo for
180 graus.

73
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
Conclusão
• As deflexões verticais e horizontais serão
praticamente iguais para solos pouco rígidos,
dutos menos flexíveis e para a condição ideal de
leito – 180 graus.
• Como o próprio Masada comentou ninguém sabe
o porquê de Spangler não ter resolvido o
problema para a deflexão vertical.

74
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
Efeito da pressão interna - Deflexão

• P – carga de solo
• Pext – carga proveniente de fatores externos
• p – pressão interna no duto

Pela N-464 – a deformação deve ser limitada por 2,5% - Revisão J 5%.

75
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler
Efeito da pressão interna – Tensões

76
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler

Em geral as tensões de flexão são maiores na geratriz


inferior do duto, uma vez que as reações de apoio tendem
a ser mais concentradas que o carregamento externo na
geratriz superior
77
5.f Modificações das fórmulas de
Iowa e Sprangler

Máximas tensões – combinação pressão interna com a


deflexão de anel ocorrem na geratriz inferior
78
5.f Cobertura Mínima
- Alem das tensões e deflexões no duto que devem ser
limitadas, deve-se também limitar as tensões no solo.

A tensão atuante:

A tensão Resistente:

Igualam-se as tensões (Incluindo-se fator de segurança) e


determina-se H mínimo.

79
5.g Cobertura Mínima

- As tensões no solo são limitadas, pois caso


contrário, no caso de ruptura, deformações
plásticas, não valem mais as soluções da
teoria da elasticidade como por exemplo as
soluções de Boussinesq e Newmark

80
5.g Cobertura Mínima
- Gráficos:

81
5.g Cobertura Mínima
- Gráficos:

82
5.g Cobertura Mínima
- Aproximação de uma roda:
- Destaca-se uma pirâmide de solo após sua ruptura;
- Não vale as hipóteses de Boussinesq
- Ocorre uma inversão da parede do duto

83
5.g Cobertura Mínima
- O ângulo da pirâmide é:

Onde θ é o ângulo de atrito interno, B e L são as


dimensões da projeção da roda.

84
5.g Cobertura Mínima

- O momento máximo ocorre num raio a 12º do eixo de


simetria do duto.
- O valor do momento é determinado pelo Teorema de
Castigliano bem como sua posição.
- A carga externa é considerada agindo sobre um setor
de 90º acima do duto

85
5.g Cobertura Mínima

- O momento máximo é igual a

- A tensão de flexão atuante é igual (desprezando-se a carga de


solo - P>>γH)

- A verificação é feita em relação ao escoamento, No mínimo FS=


1,25 (HMSO, 1993):

86
5.g Cobertura Mínima

- No caso de compactação considerar a ação do


abatimento da camada após a compactação
durante repetidas passagens dos rolos

87
5.h Flutuabilidade
 Duto abaixo do nível de água
 Do – Diâmetro externo do duto
 Fb – força de flutuação
 P – Pressão de Solo
 Ww - Peso de água deslocado por unidade de comprimento do duto
 Wp – peso do duto por unidade de comprimento
 Wc – Peso do produto transportado por unidade de comprimento
 γw – peso específico da água
 hw – altura do nível de água no solo
 Desconsidera-se a aderência da parede do duto e o solo

88
5.h Flutuabilidade

A tendência à flutuação tende a fazer com que o solo rompa


nos planos de cisalhamento (função do ângulo de atrito
internos), testes mostram que na verdade a seção de
ruptura é parabólica.

Em vista da complexidade dessa solução utiliza-se de modo


conservador o peso do prisma de solo sobre o duto.

89
5.h Flutuabilidade

Tensões de Flexão na parede do duto

Z – módulo da seção transversal = I/r


L – comprimento sob ação de empuxo

90
5.h Flutuabilidade

91
5.i Estabilidade

Para pequena profundidade (H<1,5m - BS 9295) a carga crítica é


considerada a mesma do duto não enterrado
A pressão interna é desconsiderada – pois é favorável, considera-
se a pressão de vácuo causada por transiente – Pv
A sobrecarga de veículos não é levada em conta por não ser
permanente
Fator de segurança mínimo de 2,5

pcr- pressão crítica; ν – Coeficiente de Poisson; n= (2,3,4,..)


E – Módulo de Elasticidade do duto; I – Momento de Inércia do duto; r – raio do duto;
Fs – Fator de Segurança; P – Carga de Solo; Pv- Pressão de vácuo;

92
5.i Estabilidade

Para profundidades maiores (H>1,5m - BS 9295) , considera-se a


ação do solo no cálculo da carga crítica;
Considera-se também o efeito da ovalização inicial que diminui a
carga crítica:

pcr- pressão crítica; E’ – Módulo de reação solo


E – Módulo de Elasticidade do duto;I – Momento de Inércia do duto; D –
Diâmetro do duto; Fs – Fator de Segurança; P – Carga de Solo; Pv-
Pressão de vácuo;

93
6 Considerações de Projeto

a. Verificações:
b. Fluxo de Cálculo
c. Normas
d. Medidas de proteção

94
6.a Verificações

Procedimento Dimensionamento
 Dimensiona para pressão interna – determinando
espessura
 Verifica para as demais considerações
 Temperaturas – a espessura não influi em termos
práticos
 Cargas de terra e veículos – Tubo camisa

 Tensões localizadas – reforços localizados

95
6.a Verificações

Requisitos de Projeto
 Resistência – Resistir às tensões – pressão interna, cargas
de solo, carregamentos externos;
 Rigidez – Capacidade do material resistir à deformação –
material e geometria.
 Durabilidade – Resistir às condições deteriorantes do meio
– corrosão interna e externa, resistência à abrasão.

96
6.a Verificações

 Outras verificações:
 Flutuabilidade

 Instabilidade

 Outras Cargas eventuais

97
6.a Verificações

Projeto Estrutural de dutos Enterrados


3 Fases:

1. Encontrar a mínima espessura de parede.


2. Verificação de resistência às cargas de transporte,
armazenagem e Instalação
3. Cargas em serviço

98
6.a Verificações

Carregamentos:
 Pressão Interna – dimensionamento – cilindro de
paredes finas
 Tração circunferencial

 Tração longitudinal

 Compressão radial

99
6.a Verificações

3 - Verificação de Serviço
• Algumas simplificações não são válidas em função das
imperfeições de geometria, não uniformidades do solo e
indeterminação nos valores da carga;
• Indefinição de parâmetros do solo;
• Em geral não se justifica a análise combinada das tensões
• Análise de tensões longitudinais e circunferenciais são
feitas na maior parte dos códigos de modo separado
• Checar: Deformação excessiva. Flambagem, colapso e
fissuração

100
6.a Verificações

Carregamentos:
 Peso próprio e do fluído – comportamento de viga
 Flexão Longitudinal

 Cisalhamento

 Pouco significativas – apoio contínuo – base elástica

101
6.a Verificações

Carregamentos:
Peso de válvulas, flanges e equipamentos
Flexão Longitudinal
Cisalhamento
Pouco significativas – geralmente tem fundações próprias

102
6.a Verificações

Carregamentos:
Temperatura
Tração e compressão Longitudinal
Peso de solo – carga geostática
Flexão Transversal
Efeito pequeno para maior parte das profundidades

103
6.a Verificações

Carregamentos:
 Sobrecarga de tráfego
 Flexão transversal – importante nas profundidades
usuais de enterramento

104
6.a Verificações

 As tensões devem ser determinadas para os casos do duto


em operação e vazio;
 Pode ser também necessária a condição de pressões de
transientes e vácuo;
 As deformações também devem ser menores que os limites
estabelecidos por norma;
 As tensões longitudinais também deve ser contabilizadas;
 Deve-se verificar o esmagamento da seção transversal

105
6.a Verificações

 Resumo
 Limite de tensões
 Limite de deformações
 Possibilidade de colapso – flambagem e
inversão da seção transversal
 Ruptura do solo

106
6.b Normas e Códigos

 API 1102:2010
 Consiste de uma série de equações para
cálculo de tensões circunferenciais e
longitudinais no duto originadas por cargas
móveis na superfície, cargas de solo e
pressão interna. Essas equações para
carga livre são não lineares, com curvas e
funções que são resultantes da interpolação
de uma série de análises de elementos
finitos
107
6.b Normas e Códigos

 API 1102:2010
 Os resultados dos métodos dos elementos
finitos foram validados com dados de testes
experimentais em dois cruzamentos reais
feitos por boring machine.
 Mas são comumente utilizados para os
casos de vala. Profundidade menores que 3
pés, veículo padrão da AASHTO H20

108
6.b Normas e Códigos

API 1102: 2010


Aplicável a cruzamentos com rodovias e ferrovias
Instalações sem tubo camisa
Tanto para novos cruzamentos quanto para novos dutos
Dutos soldados
Não aplicável a furos direcionais e tunnel line
Não define medidas de proteção

109
6.b Normas e Códigos

API 1102:2010
Profundidades mínimas de construção
 Rodovias
 Abaixo das rodovias – 1,20 m
 Outros lugares - 0,90 m
 Ferrovias
 Abaixo do Lastro – 1,80 m
 Outros lugares – 0,90 m

110
6.b Normas e Códigos
API 1102:2010
 Cruzamento de preferência à 90 graus e nunca menor
que 30 graus
 Carregamento considerado
 Interno – pressão interna
 Externo – solo e cargas móveis
 Temperatura
 Poisson
 Não se aplica aos seguintes carregamentos
 Cargas de superfícies não usuais
 Movimentação de solo
 Detonações
 Escavações próximas ao duto
 Não se pode extrapolar as curvas utilizadas

111
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010
Carregamento de solo
 Carga de Marston

Cargas móveis
 Ferrovias
 Um trem tipo atuando, no caso de dois ou mais
deve-se utilizar fatores de incremento nas tensões
 Rodovias
 Considera dois veículos padrões em duas faixas

Pressão interna
Pode-se utilizar tanto a máxima pressão de operação ou
a máxima pressão permitida

112
6.b Normas e Códigos
API 1102:2010
Carregamento atuante somente na vertical

113
6.b Normas e Códigos
API 1102:2010
Tensões circunferenciais de carga de solo:

KHe – fator de rigidez para tensões circunferenciais


Be – fator de aterramento da carga de solo
Ee – fator de escavação da carga de solo
γ – peso específico do solo (KN/m3)
D – Diâmetro externo do duto (m)

114
6.b Normas e Códigos
API 1102: Tensões circunferencias de carga de solo:
KHe – fator de rigidez para tensões circunferenciais
 Leva em conta a interação entre o solo e o duto,
depende da relação tw/D e E’

=140 (D/t) =12,5 (D/t) 115


6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferencias de carga de solo:
KHe – fator de rigidez para tensões circunferenciais
 Recomenda para furos (boring machine) valores entre 1,4 MPa
e 13,8 MPa para E’
 Só apresenta soluções dentro dessa faixa
 Recomenda o uso do valor de 3,4 MPa a menos que um valor
maior seja justificado
 Esses valores nem sempre correspondem ao caso de uma
escavação de vala, sendo que a consolidação do solo pode
refletir isso com o passar do tempo
 Quanto mais rígido o duto menores as tensões circunferenciais
de solo e a contribuição suporte do solo vai ficando desprezível
 Quanto melhor a capacidade suporte do solo menor a tensão
circunferencial de solo no duto ( mas apenas para dutos muito
flexíveis)

116
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga de solo:
Be – fator de aterramento
 Depende da relação H/Bd (Cobertura/ Largura do furo)
 Caso a largura do furo não seja conhecida, é recomendado
utilizar o D+51mm
 Para valas utiliza-se Bd=D – levando-se em conta que a
compactação da vala produz valores de E’ maiores que o furo
 Dois tipos de solo
Fofo, argilas moles - Compactos e argilas rijas
 Solos mais competentes produzem menores tensões
 Para valores muito altos de H/Bd a carga tende a uma
assíntota em função do termo e (-const. H/BD) que tende a zero,
indicando que fisicamente o atrito lateral no solo é perdido
para furos muito grandes
117
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga de solo:
Be – fator de aterramento

118
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga de solo:
Ee – fator de escavação
 Depende da relação H/Bd (Cobertura/ Largura do furo)
 Caso o diâmetro do furo seja desconhecido, Ee=1
 Caso seja instalação em vala, Ee=1
 Os dois casos acima significam que a equação utilizada
é a fórmula de Marston para valas

119
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga de solo:
Ee – fator de escavação

120
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 - Tensões circunferenciais de carga móveis:
Carga de veículos – O pior caso entre a carga de um eixo
simples e um eixo tandem.

121
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga móveis:
Carga de veículos – O pior caso entre a carga de um eixo
simples e um eixo tandem –
Depende do tipo de pavimento, da profundidade e do diâmetro

122
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga móveis:
Carga de veículos – Veículos padrão
Pressão aplicada (w):
Ap – área de contato = 0,093m2

Pressão eixo simples w = 574 KPa


Pressão eixo tandem w = 479 KPa

123
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de carga móveis:
Fator de Impacto

Começam com 1,50 para


rodovias e 1,75 para ferrovias

Decrescem a partir de 1,5 m


até ficarem igual a 1

Decrescem 0,1 a cada m

124
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais cíclicas:
Rodovias

 KHh – fator de rigidez para tensões de cargas móveis


 GHh – fator de geometria para tensões de cargas móveis
 R – fator do tipo de pavimento
 L – fator de configuração de eixo rodoviário
 Fi – Fator de impacto
 w – Pressão de contato

125
6.b Normas e Códigos
Tensões circunferenciais cíclicas:
KHh – fator de rigidez para tensões de cargas móveis
 Função de tw/D e Er
 Er – módulo de resiliência do solo = relação entre a
tensão desviadora aplicada/ deformação específica
vertical recuperável ou resiliente do solo
 Muito utilizada no projeto de pavimentos, modo de se
medir a rigidez do solo sob um pavimento

126
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais cíclicas:
KHh – fator de rigidez para tensões de cargas móveis
 Quanto mais rígido o duto e o solo menores as tensões
por carregamento móvel

127
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais cíclicas:
GHh – fator de geometria para tensões de cargas móveis
 Função de D e H
 A tensão diminui
com
a profundidade

128
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais cíclicas:
R – fator de tipo de pavimento e L – Fator de configuração de
eixo
 Dependem de H, D e a configuração do eixo.
 Pavimentos rígidos tem menores tensões

129
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões longitudinais cíclicas:
Rodovias

 KLh – fator de rigidez para tensões de cargas móveis


 GLh – fator de geometria para tensões de cargas móveis
 R – fator do tipo de pavimento
 L – fator de configuração de eixo rodoviário
 Fi – Fator de impacto
 w – Pressão de contato

130
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais cíclicas:
KLh – fator de rigidez para tensões de cargas móveis
 Quanto mais rígido o duto e o solo menores as tensões
por carregamento móvel

131
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais cíclicas:
GLh – fator de geometria para tensões de cargas móveis
 Função de D e H
 A tensão diminui com
a profundidade

132
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010 Tensões circunferenciais de pressão interna:

Fórmula de Barlow com diâmetro interno

Verificações:
 Pressão interna

 Análise de tensões combinadas – efetivas

 Fadiga

133
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010
1 – Verificação pressão interna

F é o fator de projeto, E é o fator de junta e T é o fator de


temperatura

134
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010
2 – Verificação tensões combinadas
Assume estado principal de tensões
S1 – máxima tensão circunferencial

Pressão
interna
Cargas
móveis
Solo

135
6.b Normas e Códigos
AP1 1102:2010
2 – Verificação tensões combinadas
S2 – máxima tensão longitudinal

temperatura Pressão
interna
Cargas
móveis
Solo

136
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010
2 – Verificação tensões combinadas
Propriedades

137
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010
2 – Verificação tensões combinadas
S3– máxima tensão radial

Não se aplicam o efeito de Poisson nas tensões de


carregamento móveis pois elas foram determinadas por
elementos finitos, sendo que esses efeitos já são inclusos
na análise

138
6.b Normas e Códigos
API 1102:2010
2 – Verificação tensões combinadas
Critério de Von Mises – tensão efetiva

F é o fator de projeto

139
6.b Normas e Códigos
API 1102:2010
3 – Fadiga
Juntas soldadas – tensão normal à solda

140
6.b Normas e Códigos
API 1102: 2010
3 – Fadiga
Junta longitudinal – tensão normal à solda

141
6.b Normas e Códigos

 API 1102 - Vantagens


 Mais utilizado
 Resultados baseado em elementos finitos
 Avalia as múltiplas componentes do estado de tensões
 Inclui análise de fadiga
 Possui um fluxo de cálculo detalhado
 Limita as tensões – tensão equivalente

142
6.b Normas e Códigos

 API 1102 - Desvantagens


 Limitados a instalações em furos
 Valores de E’ limitados
 Profundidades maiores que 90 cm
 Limites de t/D – 12,5 a 100
 Considera somente veículos padrão da norma americana
(AASHTO H20 Truck)
 Difícil programar
 Não limita deformações
 Não se presta a outros tipos de carregamentos

143
6.b Normas e Códigos

API 1102 - Desvantagens


 pequenas áreas de
contato – AASHTO H20
– pressões de contato
maiores que 550 kPa
 Equipamentos com
áreas de contato
maiores como veículos
de esteiras

144
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Cálculo da espessura quanto à pressão
interna
t – espessura
D – diâmetro externo
S – tensão admissível
p - pressão interna
E – fator de junta
Y – fator de temperatura

145
6.b Normas e Códigos

GUIDELINES ASCE
Carga de solo – prisma – considera dutos de aço como flexíveis
colocados em trincheiras

γ – peso específico do solo – 18,9 KN/m3 (falta de dados)


C – cobertura
Pv – Tensão de solo no topo do duto

146
6.b Normas e Códigos
Guidelines ASCE
Carga de solo – Moser – considera dutos de aço como
flexíveis – no caso de furos, leva em conta a redução da
carga por atrito

Pv – Tensão de solo no topo do duto – solo não consolidado


C – cobertura
Pvu – Tensão de solo no topo do duto – solo consolidado
c – coesão de solo

147
6.b Normas e Códigos

GUIDELINES ASCE
Cargas móveis – Boussinesq – carga pontual

Pp – Tensão transmitida ao solo


C – cobertura
Ps – carga concentrada
d – distância horizontal da carga ao duto

148
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Ovalização e tensões de deformação
Fórmula de Iowa

∆y/D – Deflexão de anel


Dl – fator de deflexão retardada – sugere-se entre 1 e 1.5 –
aplicada em qualquer carregamento
P – Pressão no duto (solo e veículo)
EI – Rigidez equivalente ( duto, revestimento e adesivo)
R – raio externo do duto
E’ – Módulo de reação do solo – de 0 a 20 MPa
K – constante de leito – 0,108 – 30 graus

149
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Ovalização e tensões de deformação
Baseado na relação entre tensão e deformação de Sprangler –
fixando o ângulo de leito em 30º.

σbw – Tensão de deflexão


Dy/D – Deflexão de anel
t - espessura
D – diâmetro externo

150
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Flambagem de anel

FS – fator de segurança (2,5 para C/D maior ou igual a 2; 3 para os demais


casos)
C – cobertura
D – diãmetro externo do duto
Rw – fator de empuxo ( dutos abaixo da água) = 1-0,33 (hw/C)
hw – altura do nível de água acima do topo do duto
B’ – Coeficiente empírico de suporte elástico

151
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Fadiga
Seguir coberturas mínimas do API 1102
No caso de coberturas menores que 60 cm limita a deformação
em 1% para não estragar o revestimento

152
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Esmagamento da parede do duto -
Vazio
Usa fórmula de Barlow

153
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Outras verificações:
Impacto
Empuxo
Expansão Térmica

154
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Expansão térmica
Tensão longitudinal

σc – tensão longitudinal
E – Módulo de elasticidade do aço
α – coeficiente de expansão térmica do aço
T2 – Máxima temperatura de operação
T1 – Temperatura de instalação
ν – Coeficiente de Poisson do aço
σh – tensão circunferencial de pressão interna

155
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Outras considerações generalistas
 Movimentação relativa solo-duto
 Movimentação em curvas verticais
 Terremotos e sísmica
 Efeitos de detonação na proximidade dos dutos
 Cargas de efeitos transientes
 Relocação em serviço – semelhante ao API 1117

156
6.b Normas e Códigos

Guidelines ASCE
Critérios de aceitação sugeridos
 Tensão circunferencial pressão interna – adotar código de
projeto
 Tensão de deformação – 0,5 Sy
 Esmagamento do anel - 0,5 Sy
 Flambagem – limitar deformações em 5% para
revestimentos flexíveis e 3% nos demais
 Flutuabiliade – tensão de flutuabilidade menor que Sy e
deformações menores que 0,5%

157
6.b Normas e Códigos

 Guidelines da ASCE - Vantagens


 Fácil para programar – soluções analíticas
 Aplicável à condições gerais de profundidade
 Limita deformações e tensões
 Pode incluir qualquer tipo de veículo e outras cargas

158
6.b Normas e Códigos

 Guidelines da ASCE - Desvantagens


 Não inclui rigidez da pressão interna
 Não considera cálculo equivalente das componentes de
tensão
 Não inclui fadiga
 Análise conservadora

159
6.b Normas e Códigos

BS EM 1295-1:1997
Item - dutos flexíveis
 Carga de solo – prisma – peso específico igual a 19,6
kN/m3
 Veículos – Boussinesq – baseada em veículo padrão:
 de 8 rodas de 112,5 kN– com fator de impacto já
incluso de 1,3 – cruzamentos principais
 Vias secundárias – veículo de 2 x 105 kN com fator de
impacto de 1,5
 Vias rurais – 2 x 60 kN com fator de impacto igual a 2
 Comprimento efetivo de 1 m
 Tensão vertical total = solo + veículo

160
6.b Normas e Códigos

BS EM 1295-1:1997
Ovalização – Fórmula de Iowa - o fator de deflexão retardada é
utilizando somente na carga de solo
 O fator de deflexão retardada e o ângulo de leito são
listados numa tabela e dependem do solo do reaterro e seu
grau de compactação
 Considera a ação da pressão interna recuperando a forma
do duto pela equação:

Pi – pressão interna (aplicada somente para pressões


maiores que 3,1 kgf/cm2, coberturas de solo menores
que 2,5 m
161
6.b Normas e Códigos

BS EM 1295-1:1997

 Flambagem:
 Cobertura >1,5 (considerando o suporte do
solo) o fator de segurança exigido é igual 1,5
 Cobertura < 1,5 (despreza o efeito do solo) o
fator de segurança exigido é igual 2,0

 Tensão de deflexão – relação de sprangler

162
6.b Normas e Códigos

AS/NZS 2566.1:1998
 Carga de solo:
 Prisma para H/Bd < 10 (Bd largura da vala e H
cobertura de solo)
 Marston para demais casos
 Peso específico dos solos
 Argila saturada – 21 kN/m3
 Argila – 19 kN/m3
 Areia argilosa – 18 kN/m3
 Solos granulares não compactados – 15 kN/m3

163
6.b Normas e Códigos

AS/NZS 2566.1:1998

 Cargas móveis
 H<0,4 m – considerar a carga diretamente
sobre o duto
 H>0,4 m – usar Boussinesq ou carga
prismática

164
6.b Normas e Códigos

AS/NZS 2566.1:1998
Deformação – utiliza a fórmula de Iwoa, sem coeficiente de
deflexão retardada e ângulo de atrito de leito igual a 30º.
Limites de 5% para revestimentos flexíveis e 3% para
trechos com jaqueta de concreto
 Verificação da tensão de deflexão via deformação –
expressão de Sprangler

165
6.b Normas e Códigos
AS/NZS 2566.1:1998
 Df – fator de forma, depende da relação entre a rigidez
do duto e do solo

 Checar pressão interna


Pi<Pall

 Combinação de tensões

166
6.b Normas e Códigos

AS/NZS 2566.1:1998

η fatores de
 Combinação de tensões : segurança – para aço
os 3 são iguais a 1,39

εball não se aplica


para aço

Considerar a ação da
pressão interna sobre a
ovalização

167
6.b Normas e Códigos

AS/NZS 2566.1:1998

 Verificação de flambagem
 Fator de segurança igual a 2,5
 Considera o suporte do solo para profundidades
maiores que 0,5

168
6.b Normas e Códigos

 CSA Z662-03
 Limite de Fadiga 69 MPA CSA Z662

 Limitam D/t sobre cruzamentos menores que 85

 Hoop Stress pressão externa < 0,5 sy (SMYS)

 Combinação circunferencial ( pressão, aterro e carros)


72% SMYS
 Equivalente de 90% de SMYS

 Deflexão máxima 5%

169
6.c Fluxo de cálculo

 Critério passa/ não passa baseado em informações


simples de serem obtidas
 Carga de eixo ou roda
 Área de contato
 Profundidade de cobertura
 Máxima pressão de operação
 Coeficientes de segurança
 Situações que passam nesses critérios não precisam de
análise adicional, já as que não passam necessitam de
uma análise mais sofisticada e detalhada

170
6.c Fluxo de cálculo

 Em geral há pouca necessidade de medidas


especiais para os locais de travessia e dutos
enterrados, as exceções mais comuns são
 Solos moles
 Equipamentos extremamente pesados
 Coberturas muito rasas
 Como os acidentes causados por veículos são
extremamente raros, justifica-se empregar métodos
de cálculos mais simplificados

171
6.c Fluxo de cálculo

 Pode ser negligenciado nos cálculos o efeito do solo


 Casos onde os critérios não são atendidos por uma
pequena diferença podem ser beneficiados da
consideração do efeito suporte do solo
 O engenheiro pode então simular o efeito do solo ou
mesmo da sua troca

172
6.c Fluxo de cálculo

 Propriedades da instalação a serem levantadas


 Cobertura de solo

 Largura da vala

 Tipo de solo

 Método de construção – ângulo de leito

 Módulo de resistência do solo E’

 Cargas superficiais

 Tipo de aplicação da carga – pontual, distribuída, etc.

 Fator de impacto

 Número de ciclos correspondente à superfície

173
6.c Fluxo de cálculo
 Propriedades do duto
 Diâmetro

 Espessura de parede

 Módulo de elasticidade

 Pressão máxima de operação

174
6.c Fluxo de cálculo

 Parâmetros de segurança
 Tipo de solda

 Presença de defeitos e corrosão

 Tensão de escoamento

 Ação de outras tensões: temperatura, movimentação

de solo, etc..

175
6.c Fluxo de cálculo

 Calcular espessura mínima para pressão interna;


 Calcular espessura mínima para tensões e deformações
limite de transporte, estocagem e instalação;
 Verificar as tensões e deformações para o sistema solo-
duto: condições vazio e pressurizado;
 Cálculo de cobertura mínima: cruzamentos e áreas
alagadiças.
 Verificar comportamento sob fadiga.
 Verificar possibilidade de colapso.

176
6.d Medidas de proteção

 O procedimento de dimensionamento é em geral


conservador, sendo que pode demandar um
dimensionamento mais detalhado
 Caso não se possa ou não se deseje fazer cálculo

detalhado pode-se escolher uma medida de proteção

177
6.d Medidas de proteção

• Tubos camisas – dimensionamento de um tubo de


paredes finas
• Lages e placas;
• Elevar greide – aumentar cobertura
• Reduzir pressão interna de operação
• Restringir o trânsito de veículos;
• Outras ações;

178
6.d Medidas de proteção
 Medidas de proteção superficial
 Aplicação central, estrutura é rígida e plana as
distribuições são mais uniformes
 Cargas excêntricas, estruturas flexíveis e cargas muito
grandes geram distribuições não uniformes de tensão
no solo, até mesmo partes da estrutura podem ser
levantadas (tração e não compressão)
 Vigas e placas em base elástica
 Achando área de contato com esses métodos

179
6.d Medidas de proteção

Lajes para distribuir cargas


• Recalques diferenciais – Os recalques não são uniformes,
mesmo que a carga seja:
• Solos comportamento elástico – Argila saturada e rochas
• Comportam-se como massa de gelatina ou borracha – porque
o módulo de elasticidade fica praticamente constante, apesar
do confinamento;
• Quando carregado, a bacia de recalques se estende além da
área afetada – semelhante a uma cama de molas;

180
6.d Medidas de proteção

• Lajes para distribuir cargas


• Recalques diferenciais:
• Solos não coesivos
• O confinamento é maior no centro da carga do
que fora, resultando num maior Módulo de
Elasticidade no centro, logo o recalque é maior nos
bordos da carga do que no centro;
• A concavidade da bacia de recalques é para
baixo.

181
6.d Medidas de proteção

• Lajes para distribuir cargas


• Pressões de Contato:

• Se a laje for flexível, ela se conforma aos recalques e a


pressão de contato tem praticamente a mesma
configuração do carregamento da laje – se for uniforme
contínua, se for concentrada também;

Solo não coesivo Solo Elástico

182
6.d Medidas de proteção

Lajes para distribuir cargas


• Pressões de Contato:
• Se a laje for rígida, ela não deforma, encontrando
mais suporte nos pontos onde deforma menos e vice-
versa.
• Assim para solos elásticos as pressões de contato
são maiores nos bordos e para não coesivos no centro

Solo Elástico Solo não coesivo

183
6.d Medidas de proteção
 Viga em base elástica
 Informações importantes – inércia: E e I
 Situação ideal, o cruzamento a 90 graus com o duto
 A inércia é por unidade de largura do duto no sentido
perpendicular ao duto
 Solo é modelado por molas
 A carga inclui o peso próprio da laje e do veículo
 Resultados são a bacia de recalques, e a distribuição de
tensões sobre o duto

184
6.d Medidas de proteção
 Viga em base elástica
 Com base nesses resultados o engenheiro pode
determinar a área e a pressão de contato efetivas para
usar as fórmulas anteriores
 ABORDAGENS: Considerar que toda a carga do veículo
atue sobre a porção comprimida da placa, ou considerar
uma carga que gere a tensão máxima entre o solo e a laje
– a seguir o cálculo é feito com a uma área retangular
aproximada

185
6.d Medidas de proteção
 Raio de rigidez relativa - l
 O recalque no solo é igual a flecha na laje, assim a
deflexão da laje é uma medida direta da tensão no solo.
 Assim Westergaard definiu uma medida da rigidez da
laje em relação à rigidez do solo:

E – módulo de elasticidade da lage (em


geral só usa do concreto simples) - Mpa
K – Coeficiente de recalque do solo –
MPa/m
h – espessura da laje - m
µ – Poisson do concreto

186
6.d Medidas de proteção
 Pode-se utilizar o valor de um dimensionamento para
usar outro material

7,5 cm 15,4 cm

187
6.d Medidas de proteção
 O concreto é mais barato e pode ter um
menor custo efetivo
 Pode-se utilizar também madeira
 Pode-se utilizar o raio de rigidez para estimar
a necessidade da largura da proteção da
superfície, Em geral 1.5*l/2 ao lado do
caminho percorrido pelas rodas em qualquer
direção

188
6.d Medidas de proteção

Lajes – importante em
pequenas profundidades
onde a carga de veículos
é crítica

Para que deformações


na placa não carreguem
o duto
deve-se colocar um
material compressível
como poliestireno
expandido (ISOPOR)

189
6.d Medidas de proteção

Solo mole – solução alternativa – BS 9295 - Aterros

190
6.d Medidas de proteção

Solo granular ao redor do duto – favorece piping – uso de


geossintéticos

191
6.d Medidas de proteção

Berços
Camada de solo rígido
Não muito profunda

192
6.d Medidas de proteção

Rebaixar o duto em Serviço – API 1117

193
6.d Medidas de proteção

Geovala – Fernandes Viana (2003)

194
6.d Medidas de proteção

Geovala – Fernandes Viana (2003) – Condição de aterro

195
6.d Medidas de proteção
Método Vantagens Desvantagens
Reduz diretamente a tensão
Redução da pressão interna Reduz a capacidade de transporte do duto
circunferencial
Reduz as tensões advindas do Pode não ser viável em função dos
Limitar a carga de veículos
carregamento externo equipamentos

Contar com o apoio do solo e reduzir as Dificuldade na estimativa do modo de reação


Trocar material do reaterro
tensões e deflexões de anel do solo

Reduz as tensões advindas do Aumenta o carregamento devido à carga de


Aumentar cobertura
carregamento externo solo
Flexibilidade excessiva pode levar a não
Placas de aço Fácil de instalar uniformidade na distribuição de
tensões
Baixa durabilidade, as madeiras devem
Estiva de madeiras Aumenta área de distribuição de tensões
trabalhar de modo solidário

Distribuição de tensões, mais indicada Dificuldade de execução e obstáculo ao


Laje de concreto armado
para cruzamentos permanentes acesso ao duto

Construir uma ponte sobre o Obra cara, exige fundações, pode limitar
Isola o carregamento externo dos dutos
cruzamento acesso ao duto
Relocar o duto Remove o duto da área carregada Cara, é sempre a última opção
Reduz as tensões advindas do
Abaixar o duto Cara, é sempre a última opção
carregamento externo

196
7. Considerações especiais

a. Dutos em Paralelo:
b. Esforços Longitudinais
c. Outros Carregamentos

197
7.a Dutos em paralelo

Quando dois dutos são instalados numa mesma vala, ou em


duas valas adjacentes;
Os princípios já vistos são ainda válidos, mas algumas
considerações devem ser levadas em conta
Além da verificação de resistência no solo (altura do
diâmetro horizontal do duto), do duto (Spangler) deve ser
feita uma verificação no prisma de solo entre os dois
dutos.

198
7.a Dutos em paralelo

1 - Verificar
esmagamento da
parede do duto
P = γH+W3/(2πH2)

2 - Verificar tensões de
flexão – Carro se
aproximando do duto

199
7.a Dutos em paralelo

Verificação da coluna de solo:

S – Resistência à compressão
do solo

Wd – peso de solo; Wl – carga


de veículo (Boussenesq ou
Newmark)

200
7.a Dutos em paralelo
Resistência do solo à compressão é verificada pela ruptura por
cisalhamento, se o fator de segurança não for maior ou igual
a 1.5 (em geral), pode se tomar uma (combinação) das
seguintes medidas:
• Aumentar X – espaçamento entre dutos ou aumentar H -
profundidade
• Colocar uma mistura de solo cimento entre os dutos para
aumentar resistência do solo.
• A análise da coluna de solo é conservadora: despreza o
arqueamento, a resistência longitudinal do duto e do solo, a
relativa aderência entre o duto e solo (funciona como
concreto armado), por isso os fatores de segurança maiores
que 1,5 não se justificam.
201
7.a Dutos em paralelo

Valas Adjacentes
A tensão no solo pela deformação no duto
pode levar à ruptura da coluna entre as
valas, a distância mínima pode ser
calculada utilizando a seguinte fórmula
de forma conservadora (despreza-se a
resistência do duto).
Z é a máxima profundidade que se pode
escavar de modo que a parede de solo
seja auto-sustentante, não é o valor da
profundidade da vala, a fórmula é
empírica.

202
7.b Esforços longitudinais
Fontes de Tensões:
• Seções especiais – válvulas, curvas, derivações pela ação
da pressão interna, mudança de temperatura
• Comportamento de viga
• Movimento relativo solo-estrutura
• Pressão interna – Efeito de Poisson
• Viga em Base Elástica

203
7.b Esforços longitudinais

Cargas Térmicas
• De maneira conservadora considera-se o duto engastado pelo
solo considerando o duto suficientemente longo para isso.

σc - tensão compressão longitudinal


E – módulo de elasticidade do aço
α – coeficiente de dilatação térmica linear
T2,T1 – temperatura máxima de operação e temperatura
de instalação
ν – Coeficiente de Poisson do aço
σh Tensão circunferencial causada pela pressão interna

204
7.b Esforços longitudinais

• Força em ancoragem - Fa- Axial

• Área de aço da seção transversal do duto

205
7.b Esforços longitudinais

• Duto com falhas no apoio – ou vão livre durante escavação

• Considerações de apoio = biapoiado, biengastado, apoiado


e engastado

206
7.b Esforços longitudinais

Tipos de apoio e
esforços – Biapoiado -

207
7.b Esforços longitudinais

Tipos de apoio e esforços –


Apoiado - Engastado

208
7.b Esforços longitudinais

Tipos de apoio e esforços –


Biengastado

209
7.b Esforços longitudinais

Peso Próprio – No caso de dutos submersos

210
7.b Esforços longitudinais

Critério de Von Mises – combinar um estado de tensões

σθ- tensao circunferencial devido àpressão interna e


σad - material

211
7.b Esforços longitudinais

Deflexão Máximas

212
7.b Esforços longitudinais
Suportes provisórios

API 1117

213
7.b Esforços longitudinais
Suportes Provisórios

API 1117

214
7.b Esforços longitudinais
Suportes Provisórios

API 1117

215
7.b Esforços longitudinais
Suportes Provisórios

API 1117

216
7.b Esforços longitudinais
Modelo de Wrinkler

217
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Spagnolo -2009

218
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


•Preocupação com revestimento anti-corrosivo

219
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Hipóteses:
• Massa de solo semi-infinito
• Incêndio na superfície imediatamente sobre o duto
• Mecanismo de Transferência de Calor – Condução
Unidimensional
“Em transferência de calor, condução (ou condução de
calor) é a transferência de energia térmica entre moléculas
vizinhas em uma substância devido a gradiente de
temperatura. Isso sempre ocorre a partir de uma região de
maior temperatura para uma região de baixa temperatura, e
atua para equalizar as diferenças de temperatura.”

220
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Hipóteses:
• Temperatura na superfície permanece constante
• Inexistência de atmosfera explosiva – presença de
hidrocarbonetos na atmosfera
• Solo - Argila

221
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Problema

222
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Condutividade Térmica dos solos – depende da porosidade,
umidade e textura do solo

•Logo um mesmo solo pode ter k variável de acordo com


compacidade e umidade

223
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Lei de Fourier

224
7.c Outros carregamentos

• Transferência de Calor – aplicação às faixas


• Variáveis do Problema
• Tipos de Solo – textura, composição, compacidade e
umidade
• Temperaturas do Solo, do Incêndio e crítica do
revestimento
• Duração do Incêndio – 30 min

225
7.c Outros carregamentos

• Resultados

226
7.c Outros carregamentos

• Resultados

227
7.c Outros carregamentos

Cargas de Impacto
Objetos de grande massa caindo de grandes alturas

228
7.c Outros carregamentos

 Objetos de grande massa caindo de grandes alturas


 Somente o Fator de Impacto não é suficiente

 W – peso do objeto em queda em N


 Hf – altura de quedas em m
 r0 – raio da área de impacto
 ν – coeficiente de Poisson
 G - módulo de cisalhamento do solo

229
7.c Outros carregamentos

 Profundidade de Penetração

 Pa – Peso por unidade de área de impacto - Psi


 V – velocidade de impacto (ft por s)
 k – coeficiente de penetração – 0,0367 para areia e
0,0482 para solos sem vegetação
230
7.c Outros carregamentos

• Sísmica
• Carregamento Dinâmico – fundação de equipamento,
correntezas, compactação dinâmica,etc..
• Efeitos de detonação próximos à faixa
• Efeitos de transientes – Rápidas mudanças no
escoamento de líquidos podem causar pressões
transientes. O que gera pulsos de pressão e forças
transientes ao longo do duto.
• Cargas de reparo em serviço

231
8. Elementos Finitos

• Introdução
• Modelagem
• Efeitos da água no solo
• Modelagem do carregamento
• Exemplo

232
8.a Introdução

• Análise mais detalhada, necessária quando os dutos estão


sujeitos a grandes tensões e deformações
• Em geral isso pode ocorrer nos casos de:
• Recalque diferencial
• Movimentação de falhas geológicas
• Movimentos sísmicos
• Deslizamentos
• Movimentação lateral
• Movimentações em curvas verticais

233
8.a Introdução

• Em geral esses problemas de movimentação de


geomassas levam à grandes deformações no duto em
função da grande magnitude de tensões axiais e efeitos
de curvatura existentes no duto
• Esses problemas ficam além do escopo da teoria da
elasticidade tradicional e da hipótese de pequenos
deslocamento feita pela maioria das soluções da
resistência dos materiais ou métodos analíticos propostos
até aqui.
• Uma abordagem rigorosa e adequados envolve uma
análise não linear do problema de interação entre o solo e
o duto.

234
8.a Introdução

• O MEF foi introduzido na engenharia por Turner e


colaboradores em 1956 para aeronaves;
• Na geotecnia a introdução se deu em 1967 por Clough e
Woodward em um problema de um maciço de barragem
• O método encontra dificuldades em definir
adequadamente o modelo constitutivo do solo e
principalmente determinar seus parâmetros de modo
adequado e com eficiência dentro da realidade de grandes
empreendimentos ou nas atividades de operação;
• Contudo o método tem sido aplicado a problemas com
condições complexas de geometria, contorno,
carregamento e percolação

235
8.a Introdução

• Vantagens do uso do MEF nos problemas de dutos


enterrados:
• Considerar não homogeneidade e não linearidade do
solo
• Considerar trechos curvos
• Considerar adequadamente a aderência e o atrito
entre o solo e o duto
• Maior precisão nos resultados, por nós
• Possibilidade de consideração de não linearidade
geométrica nas análises em que há grandes
deslocamentos
• Considerar efeitos dinâmicos

236
8.b Modelagem
• O modelo para dutos em geral segue a formulação geral do
MEF
• Representa-se o problema real por um modelo matemático
composto por uma malha de elementos finitos conectados por
nós
• Assim um problema contínuo é modelado como discreto
• As equações diferenciais, cuja solução de forma fechada são
obtidas apenas em casos específicos e às custas de muitas
simplificações são transformadas em sistemas de equações
algébricos
• Há que se buscar um balanço entre o custo de solução de um
problema com uma malha refinada e a acurácia e convergência
da solução de um problema com uma malha menos refinada

237
8.b Modelagem

• Assumem-se funções aproximadoras para descrever as


incógnitas ( deslocamentos, por exemplo) modais no
elemento e assim o problema consiste em encontrar a
solução aproximada para os valores das incógnitas modais
• Por meio de métodos de energia escrevem-se as equações
diferenciais que regem o problema e chegam-se a
equações discretizadas de equilíbrio, em geral da seguinte
forma:

[K]{u}={F}
K – Matriz de rigidez
u – vetor de deslocamentos nodais
F – vetor de forças nodais
238
8.b Modelagem

• Cada elemento da matriz de rigidez é um função da


geometria do elemento finito, seu material e da função de
forma (função de aproximação) adotada;
• O tamanho da matriz de rigidez depende do número de total
de nós do modelo e do número de graus de liberdade em
cada nó
• As contribuições de rigidez de cada nó são adicionadas à
matriz de rigidez global do problema, chegando a um
sistema de equações para o problema, cuja solução fornece
as variáveis nodais procuradas ( em cada grau de liberdade
considerado)

239
8.b Modelagem

• Os problemas de iteração solo estrutura envolvem a


solução de um problema de contorno que consiste de dois
domínios:
• Um domínio finito – a estrutura (duto)
• Um domínio semi-infinito – o solo
• Esses dois domínios estão separados por uma região
chamada de interface solo-estrutura
• O objetivo da modelagem é determinar o campo de
tensões e deslocamentos em ambos os domínios

240
8.b Modelagem

• O modelo deve considerar:


• A relação não linear entre tensão e deformação do
duto
• A resistência axial e de flexão do duto
• A resistência lateral por atrito do solo
• A resistência transversal dada pelo solo
• Efeitos de não linearidade geométrica, grandes
deslocamentos
• Alguns softwares comerciais que podem ser utilizados:
ABAQUS, ANSYS (uso geral e 3D) e PIPLIN, CEASER
II (2D, específico para dutos)

241
8.b Modelagem

• Modelo do solo
• Comportamento de uma mola elasto-plástica

Modelo Físico Modelo Matemático

242
8.b Modelagem

• Modelo do solo
• Sendo o modelo distribuído conforme o modelo de
uma fundação de Winkler, ou seja o suporte do solo é
modelado com uma série de molas discretas que
possuem uma resistência por unidade de comprimento
do duto

243
8.b Modelagem

• Modelo do solo
• As propriedades do material de reaterro (material não
consolidado) são geral apropriadas somente para a
análise das forças axiais
• As forças transversais horizontais e verticais em geral
são computadas utilizando as propriedades dos
material nativo
• Somente quando comprovado que o movimento
relativo do duto em relação ao solo não é influenciado
pelo material não escavado da vala é que se deve
utilizar as propriedades do material de reaterro para
toda a análise

244
8.b Modelagem

• Modelo do solo – equações para forças transmitidas


pelas molas (Guidelines ASCE)
• Hipóteses
• A força nas molas permanece constante após
atingir seu máximo volume ( plasticidade ideal)
• Condições uniformes de enterramento
• Equações obtidas por análises experimentais

245
8.b Modelagem

• Molas axiais
• A máxima força longitudinal é dada por:

D – diâmetro externo
c – coesão do solo do reaterro
H – profundidade do eixo do duto
γ – peso específico do solo
k0 – coeficiente de empuxo lateral no repouso
α – fator de aderência – curvas em função da resistência não
drenada
δ – ângulo de atrito entre solo e duto= f.φ
f – fator de revestimento do duto - tabelado
φ – ângulo de atrito interno do solo
246
8.b Modelagem

• Molas axiais – fator de aderência

247
8.b Modelagem

• Molas axiais – fator de revestimento – f


• Concreto – 1
• Coal tar – 0,9
• Aço aparente – 0,7
• Polietileno – 0,6

248
8.b Modelagem

• Molas laterais
• A máxima força lateral é dada por:

D – diâmetro externo
c – coesão do solo do reaterro
H – profundidade do eixo do duto
γ – peso específico do solo
Nch – Fator de capacidade suporte para argilas (0 se c=0)
Nqh – Fator de capacidade suporte (0 se φ=0)

249
8.b Modelagem

• Molas laterais
• Fatores suporte, dados empíricos, dependem do tipo
de solo e da relação H/D (confinamento)

250
8.b Modelagem

• Molas verticais tracionadas


• A máxima força é dada por:

D – diâmetro externo
c – coesão do solo do reaterro
H – profundidade do eixo do duto
γ – peso específico do solo
Ncv – Fator de capacidade suporte para argilas (0 se c=0)
Nqv – Fator de capacidade suporte (0 se φ=0)
Os resultados para os fatores suporte são de testes em escala de
laboratório e modelos teóricos e portanto só valem para dutos
relativamente rasos (H/D <=10)

251
8.b Modelagem

• Molas verticais
• Fatores suporte, dados empíricos, dependem do tipo
de solo e da relação H/D (confinamento)

252
8.b Modelagem

• Molas verticais comprimidas - suporte


• A máxima força é dada por:

D – diâmetro externo
c – coesão do solo do reaterro
H – profundidade do eixo do duto
γ – peso específico do solo
Nc – Fator de capacidade suporte para argilas (0 se c=0)
Nq – Fator de capacidade suporte
Nγ – Fator de capacidade suporte para peso do solo

253
8.b Modelagem

• Molas verticais
• Fatores
suporte, dados
empíricos,
dependem do
tipo de solo

254
8.b Modelagem

• Redução da ordem do modelo


• Condições de simetria podem ser impostas: rotação e
deslocamento longitudinal nulos no eixo de simetria,
por exemplo de um recalque diferencial
Eixo de
φ (0)=0 e u(0) = 0
simetria

255
8.b Modelagem
• Trecho a ser modelado – grande o suficiente para que as
condições de contorno especificadas nas extremidades não
afetem a área de interesse da modelagem, em geral assume-
se que o deslocamento axial nas extremidades do modelo
são nulos (o método só pode ser aplicado a domínios finitos)

u(-l)=u(l)=0

256
-l l
8.b Modelagem

• Em geral por simplicidade assume-se que inicialmente o


duto esteja reto e com uma cobertura de solo uniforme
• Os elementos do duto podem ser variáveis, sendo
menores nas regiões de maior interesse e aumentando a
medida que se afastem para outras regiões onde as
tensões e deformações são menores

Cobertura Posição inicial


de solo do duto

257
8.b Modelagem

• No projeto em geral podem se impor um campo de


deslocamentos no solo e conduzir vários estudos
paramétricos quanto a:
• Tipo de aço
• Diâmetro
• Espessura de parede
• Comprimento
• Resistência do solo
• Cobertura de solo
• Pressão interna
• Para cada ciclo de análise um campo de deslocamentos é
imposto na base das molas que representam o solo

258
8.b Modelagem

• O campo de deslocamento é aumentado em incrementos


• Em cada estágio de incremento, vários problemas lineares
são resolvidos, até que as equações de equilíbrio sejam
satisfeitas dentro de uma tolerância prescrita
(convergência)
• Em geral há dois tipos de eventos que podem ocorrer ao
duto durante esse processo incremental
1. O duto atinge um limite de deformação em algum
ponto
2. O sistema duto-solo pode atingir o escoamento em
toda a extensão e o sistema continuará se movendo
sem que haja acréscimos de deslocamentos

259
8.b Modelagem

• A modelagem da aplicação de uma campo de


deslocamentos também se aplica ao caso de movimentos
em curvas verticais
• Evento pode decorrer por forças longitudinais devido ao
fluxo interno e também por efeitos de temperatura
• Importante para transporte de fluídos a altas temperaturas,
baixas coberturas de solo ou solos com baixa resistência
• Forças atuantes: rigidez axial e de flexão do duto, e rigidez
do solo.

260
8.b Modelagem

• Em geral as condições mais adversas são na parte superior


da curva, onde a cobertura de solo é menor e portanto a
resistência vertical do solo é menor;
• Análises paramétricas incluem: ângulos de curvamento, tipo
de solo e cobertura;
• Em geral a cada incremento são monitorados o
deslocamento vertical no ápice da curva, máximas tensões,
deformações e curvatura do duto
• Esses resultados são utilizados para gerar curvas de projeto
em função do ângulo de curvatura e da profunidade de
cobertura

261
8.b Modelagem

• Modelo plano de deformação ( Watkins, 1999)


• Elementos de viga (duto)
• Elementos de solo (planos)
• Elementos de interface

262
8.b Modelagem

• Elemento de viga
• Elemento linear, composto em geral por dois nós, com
comportamento elástico-linear
• Cada nó possui 3 graus de liberdade: duas translações e
uma rotação
• Resultados:
• Deslocamentos nodais
• Força normal
• Esforço cortante
• Momento fletor

263
8.b Modelagem

• Elemento de solo
• Elemento plano, em geral triangular ou quadrilateral, com
comportamento elasto-plástico

264
8.b Modelagem

• Elemento de interface
• Compatibilização entre o conduto e o solo adjacente, isto
é, a aderência, escorregamento e atrito
• Geralmente sem dimensão, comoposto de molas elasto-
plásticas que permitem o deslocamento relativo entre os
nós que inicialmente estavam localizados na mesma
coordenada.

265
8.b Modelagem

• Modelos mais sofisticados


• 3D : Cascas
• Modelo com plasticidade e não linearidade geométrica
para o duto

266
8.c Efeitos de água

• A saturação dos solos trazem mudanças na resistência ao


cisalhamento dos solos;
• Solos granulares em geral tem a resistência reduzida pela
diminuição da tensões efetivas de confinamento e perda de
coesão aparente
• Solos granulares em condição drenada tem a resistência
baseada no contato entre grãos (tensão efetiva)
• Em geral no caso de saturação a redução na tensão efetiva
pode resultar numa queda de 40% a 60% nos valores de
resistência ao cisalhamento
• No caso de argilas a redução se dá pela queda da sucção
pelo efeito da saturação

267
Referências Bibliográficas
Mecânica dos Solos
1. G. B. Sowers e G. F. Sowers – Introductory soil
Mechanics and Foundations, Mac Millan, 1970.
2. J.K. Mitchell e K. Soga – Fundamentals of Soil Behavior,
Wiley, 2005. (disponível no Sinpetro)
3. C. S. Pinto - Curso Básico de Mecânica dos Solos,
Oficina de Textos, 2002.

268
Referências Bibliográficas Dutos
Enterrados

1. A. Moser e S. Folkman – Buried Pipe Design, McGraw-


Hill, 2008. (Disponível no Sinpetro).
2. ASCE – Buried Flexible Steel Pipe – Design and
Structural Analysis, ASCE Manuals and Reports on
Engineering Practice N. 119, 2009.
3. L. R. Anderson, Structural Mechanics of Buried Pipes,
CRC Press LLC, 2000. (Disponível no Sinpetro)
4. P. M F. Viana, Geovala: Um Novo Processo Construtivo
para Dutos Enterrados, Tese de Doutorados, USP, 2003.

269
Referências Bibliográficas
Dutos Enterrados
5. Simplified tables of external loads on buried pipelines –
Transport Research Laboratory – 1993
6. 3D Finite Element Analysis of Pipe-Soil Interaction –
Effects of Groundwater – C-Core Report: R-02-029-076,
2003
7. Análise Paramétrica do comportamento de condutos
enterrados flexíveis e de grande diâemtro, K. D. Silveira,
2001
8. CEPA Report 05-44R1 – Development of a pipeline
surface loading screening process & assessment of
surface load dispering methods, 2009

270
Referências Bibliográficas
Normas e Códigos

1. ABNT NBR 7188 Carga móvel em ponte rodoviária e


passarela de pedestre, 1984.
2. ABNT NBR 7189 Cargas Móveis Para Projeto Estrutural
de Obras Ferroviárias, 1985
3. API 1102, Steel Pipelines Crossing Railroads and
Highways, 2007.
4. BSI BS 9295, Guide to the structural design of buried
pipelines, 2010.

271
Referências Bibliográficas
Normas e Códigos

5. AS/NZS 2566.1 Buried Flexible Pipelines, 1998.


6. AGA GPTC 1998/2000 Guide for Gas Transmission and
Distribution Systems.
7. CSA Z662-03 Oil and Gas Pipelines Systems, 2003.
8. API 1117/2008 Movement in In-Service Pipelines

272
Referências Bibliográficas
Outros

1. HSE – Health and Safety Executive – An Assesment of


Measures in use of gas pipelines to mitigate against
damage caused by third part activity, 2001.

273
Fim

274