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Questões

1 Um bloco de questões objetivas sobre unidade 4 (Planos de estabilização inflacionária –


cruzado a real) – 6 questões sendo que só precisa responder 4 (Não caem os planos de
Cruzado II – Bresser, Arroz com Feijão e Verão)

2 Um bloco de questões objetivas sobre unidade 5 (Pós Plano Real) – 6 questões sendo que só
precisa responder 4 (A ultima questão é Temer)

QUESTÕES DA PROVA

BLOCO 1

 Plano Cruzado e a inflação inercial


 Cruzado, Cruzadinho e Cruzado II – fala de salários e consumo
 Plano Brasil Maior – ela compara Collor I com Cruzado em inflação inercial e inflação
de demanda

Plano Cruzado (86)

 Contexto
o Acabou o governo Figueiredo e o regime milita. Inicia o governo Sarney.
Temos um cenário externo em situação razoavelmente boa. A divida externa
está alta mas estamos pagando. Mas o cenário interno não é bom. Tem muito
déficit público e inflação.
o Ao mesmo tempo, houve antes do governo Sarney 4 anos de política ortodoxa,
controlando a inflação apenas por cortes em gastos públicos, meio arroz e
feijão e que não foi muito efetivo
o Foram surgindo teorias de inclação inercial. Estávamos em crise, havia
incentivo ao consumo, e o Brasil virou um estudo de caso para saber o que
estava acontecendo
 Objetivos
o Controle inflacionário
o Retomar credibilidade para o Brasil algum dia retornar a patamares de
investimento
 Moeda
o Cruzeiro para Cruzado – corte de 3 zeros para facilitar as contas do país. Tudo
era em valores muito altos
 Inflação de Demanda
o Esse plano é um abandono da ortodoxia, que visa atacar inflação de custos e
inercial
o Esse plano não vai atacar inflação de demanda, pois a população não aceitaria.
Se limitasse ainda mais o consumo ia ser muito prejudicial à população
o Há na verdade um incentivo ao consumo. Faz-se uma leve redução de juros,
para que o investidor pague menos de crédito e dê uma reduzida na inflação
de custos
o Essa redução de juros fará uma redução de inflação de custos maior que o
aumento da inflação de demanda
o Reajuste salarial e gatilho salarial
 Inflação de Custos
o Câmbio valorizado
o Não houve ajuste fiscal
 Inflação Inercial
o Choque heterodoxo – congelamento de todos os preços da economia inclusive
salários (medida de combate à inflação inercial).
o O gatilho salarial é o seguinte: vai ter inflação remanescente desse choque
heterodoxo. Quando a inflação remanescente chegasse a 20%, haveria um
reajuste de salário na mesma proporção
 Resultados
o Os preços foram congelados e ao mesmo tempo se incentivou a demanda. Isso
leva à escassez de produtos, muita demanda para pouca oferta. Isso cria
também um mercado paralelo na qual os ofertantes venderão mais caro que o
preço do congelamento
o Houve aquecimento econômico. Do ponto de vista da população foi um plano
muito bom. Pois é uma população que está ganhando mais e ao mesmo tempo
está empregada. Há também uma participação popular muito ativa nesse
plano do Sarney, que são os fiscais que verificarão se o congelamento de
preços está sendo cumprida.
o Existe uma pressão inflacionária de demanda que vai explodir quando
liberarem os preços
o As contas do governo ficam precárias (piora fiscal) pois ele também é pagador
de salários e está adotando uma política de gastar mais mas não adota uma de
arrecadar mais

Plano Cruzadinho (86)

 Contexto
o Poucos economistas consideram um plano por si só. É mais uma extensão do
Plano Cruzado
o Pressões inflacionárias. O Governo já admite que terá um estouro de preços
quando libera-los e que ele perderá o apoio popular.
o Eleições Estaduais. Enquanto as eleições não chegam, o governo continua
segurando os preços.
 Objetivos
o Controle inflacionário
o Reduzir consumo, para conseguir segurar os preços antes de chegar as
eleições e para que os preços não estourem tanto
o Aumentar a poupança Pública
 Moeda
o Mantém o Cruzado
 Inflação de Demanda
o Famosos empréstimos compulsórios – o governo aumentou a tarifa de alguns
serviços públicos, que na verdade era um empréstimo que o governo estaria
pegando da população, que iria para um fundo e não ser gasto, seria investido.
Depois o governo pagaria de volta para a população
 Inflação de Custos
 Infraestrutura Inercial
 Resultados
o Aumento tributário, resultante da política de empréstimos compulsórios. Essa
política leva também a vários processos contra o governo
o Políticas contra-intuitivas aos objetivos do plano principalmente por causa das
eleições

Plano Cruzado II (86)

 Contexto
o Aumento do capital político, pois a população percebe que vai dar errado só
após as eleições. Até lá o governo estava popular pelo aumento do poder de
compra da população, e o PMDB consegue eleger vários governos estaduais
o População percebe que vai dar errado e que os preços vão estourar.
Percebem-se isso por causa da escassez de produtos e começam a comprar
para estocar
 Objetivos
o Controle inflacionário
o Redução do Déficit Público
 Moeda
 Inflação de Demanda
o Reajuste significativo de tarifas públicos
o Reajuste de impostos em geral
 Inflação de Custos
o Mini desvalorizações cambiais
 Infraestrutura Inercial
 Resultados
o Mais incerteza da população, que começa a comprar ainda mais para estocar
o Inflação acumulada apenas de um mês de 20% - salários ajustados em 20% -
explosão de pressão inflacionária de demanda.
o Sarney declara moratória “soberana” – o país não vai mais pagar nem dívida
nem juros da dívida para poder pagar o país internamente e os salários
o O governo perde capital político e começa a implementar mais planos. Só
começa a piorar o problema
 Plano Bresser
 Plano Arroz com Feijão - Ortodoxia
 Plano Verão – Híbrido
 Haverá no meio dos planos uma mudança de moeda para o Cruzado
Novo

Collor I “Brasil Maior” (90)

 Contexto
o A situação está crítica - moratória
o Piora do quadro inflacionário de déficit
o Influência muito grande do Neoliberalismo (Consenso de Washington)
o Certo otimismo pelo fato de ser o primeiro presidente eleito pelo povo desde
antes do governo militar
 Objetivos
o Controle inflacionário
o Reduzir o papel do Estado na economia (fazia muito tempo que o Estado só
aumentava seu papel na economia)
 Moeda
o Está no Cruzado Novo já (entre o plano Cruzado II e o “Brasil Maior”
o No meio de Collor 1 muda de Cruzado Novo para Cruzeiro
 Inflação de Demanda
o Ajuste fiscal considerável para aumentar os cofres públicos
o Reformas administrativas
o Reduzir gastos do governo, reduzir gastos com os setores públicos
o Confisco financeiro de poupanças para reduzir a inflação de demanda e o
governo ter uma arrecadação de curto prazo para pagar suas contas (é uma
poupança forçada)
 Inflação de Custos
o Câmbio Livre
o Abertura econômica – dos 5000 ou 3500 produtos que eram proibidos a
importação no país, a lista é reduzida para 500 (isso traz um produto externo
mais barato para competir com o produto doméstico
 Infraestrutura Inercial
o Teve choque heterodoxo de 45 dias (uma medida de controle econômica, não
liberal). No Bresser houve um de 90 dias. A ideia é que mesmo depois dos 45
dias, ninguém vai reajustar porque a pressão de demanda já vai estar muito
baixa
 Resultados
o Quando chega no dia 46 do choque heterodoxo, o ajuste fiscal continua sendo
insuficiente. I suficiência do ajuste fiscal (também houve no governo Sarney. A
diferença era que na época do Sarney ele fazia medidas contraintuitiva por
conta das eleições. Já no Collor, ele já tem um apoio político muito grande,
mas quando ele implementa o confisco, (foi implementado no primeiro dia do
Plano Collor) ele perde popularidade e o congresso não quer mais aprovar as
reformas dele. Uma equipe econômica demonstrando um despreparo muito
grande (no sentido de que não passou confiança para a população). Se a
reforma não passa para o congresso nem para a população, dificilmente ela vai
ser aprovada. Só conseguiu-se fazer 8%)
o Equipe econômica demonstra despreparo

Collor II (91)

 Contexto
o Collor I não foi suficiente em termos de ajuste fiscal
o Ao mesmo tempo se está enfrentando uma redução de popularidade e de
capital político
 Objetivos
o Controle inflacionário
o Redução do endividamento público
 Moeda
o Não mudou a moeda
 Inflação de Demanda
o Ajuste fiscal (reduziu subsídios, aumentou impostos)
o Implementou o Fundo de Aplicação Financeira (FAF). Boa parte dos fundos de
investimentos tinham que ter nas suas carteiras títulos públicos. Isso forçou o
investidor a investir nos títulos públicos. O problema disso é que os
investimentos se tornam menos rentáveis. A população é desincentivada a
poupar
 Inflação de Custos
o Mantém o câmbio livre e o viés liberal
 Infraestrutura Inercial
o Extinção de indexadores de correção monetária (overnight, que eram
vinculados ao dia anterior)
o Choque heterodoxo, que dessa vez não tinha prazo para acabar (política
econômica que já tinha dado errado várias vezes)
 Resultados
o Baixa um pouquinho da inflação, mas ela ainda está acima de dois dígitos por
mês.
o A inflação inercial ainda não foi reduzida
o Os problemas não foram resolvidos
o A única questão que melhora um pouquinho no governo Collor é a inflação de
custos (via concorrência dos produtos importados) e de demanda (via medidas
impopulares por conta do congelamento das poupanças)
o Collor diz que vai trazer um ministério de notáveis (especialistas nas áreas)
o Parcílio busca lá fora renegociar a dívida e consegue renegociar um terço da
dívida. Começa a negociar o Plano Brellin para renegociar a dívida para o
Brasil. Esse plano só vai ser implementado já no Plano Real

Real (93 –

 Contexto
o Aprendizado dos planos
o Equipe econômica mais qualificada
o Choque externo positivo de Parcílio
 Objetivos
o Controle inflacionário
o Esse controle seria por meio de 3 fases de forma transparente e clara para o
povo. Sem choques e sem surpresas (o povo não ia dormir em uma noite e
acordar com o dinheiro confiscado)
 Fase 1: Plano de Ação Imediata (93 – metade de 94)
 Fase 2: Desindexação Gradual (Fase da URV – Unidade Real de Valor)
 Fase 3: Ancoragem de Preços (Reforma Monetária)
 Moeda
o Mudança de Moeda na primeira fase do Cruzeiro para o Cruzeiro Real
 Inflação de Demanda
o Robusto ajuste fiscal (aumentar a arrecadação via transação por mercado
financeiro – IPMF), IPFM, FSE (Fundo Social de Emergência – desonerar parte
das receitas do governo)
o Atacou-se com esse ajuste as pressões inflacionárias de demanda e aumentou-
se a credibilidade externa
o Na terceira fase, da âncora monetária, para evitar a saída de divisas, houve um
aumento muito grande das tarifas monetárias de juros. Com juros muito alto,
investir no Brasil fica atrativo. Acabam vindo muitos investimentos que
compensam a saída de divisas
 Inflação de Custos
o Na Terceira fase (fase das âncoras), a paridade de real e dólar se mantém e
isso acarreta na criação de uma moeda forte. Para abraçar ainda mais essa
questão do psicológico (inflação inercial é comportamental), houve várias
outras medidas menores (o real já estava circulando previamente desde o
início do plano real).
o Quando todos já estão utilizando o URV, eles extinguem tudo isso e mantêm
apenas o real
 Infraestrutura Inercial
o A Segunda Fase: URV (Unidade Real de Valor) – ela previa que 1 dólar era igual
a 1 URV que era igual a X cruzeiros reals. Começou com X = 400 e pouquinho e
todo dia o cruzeiro real ia inflacionando. Como a URV estava atrelada ao dólar
(que não inflaciona rapidamente), quando o cruzeiro ia perdendo valor, mais
cruzeiros reais eram necessários para comprar URV. A população vai aderindo
devagar ao URV, ela pode adotar tanto um quanto outro. Com o URV elas
deixam de corrigir, de fazer a correção monetária todo dia. A desindexação
gradual vai existindo à medida que as pessoas vão aderindo à URV.
o Quando as pessoas começam a aderir à URV, está na hora da terceira fase. Ela
é implementada com um aviso prévio de 30 dias (devido à premissa de sem
surpresas)
 Resultados
o A primeira fase é um sucesso. Junto a ela assina-se o Plano Bredit
o O plano foi um sucesso
o Melhora da credibilidade para o investimento
o Ao mesmo tempo temos problemas
 Saída de divisas (a âncora tenta controlar mas mesmo assim elas
acontecem)
 BP (Balanço de Pagamentos) Negativo (escassez de divisas)
 PIB recessivo – nos primeiros anos (94-97) teve uma resposta boa da
economia brasileira, mas chegando no final do século tem uma
tendência à recessão
 Provas de Fogo do Real:
 Efeito Tequila em 94 com a moratória do México (quando
outro país emergente declara moratória, o investidor tende a
segurar investimentos em qualquer país emergente)
 Com a crise asiática tem uma instabilidade que faz com que o
Brasil tenha que atrair muitos investimentos
 Sensação de que “uma hora não vai dar” e o receio da
extinção das âncoras e o medo de que desatrelando o real ao
dólar, volte toda a inflação
 Crise da Rússia em 98-99, outro efeito de choque externo
negativo
 Só se desfaz as âncoras após 99, pós reeleição de FHC