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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ


CAMPUS PATO BRANCO
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA

QUÍMICA
ATIVIDADES EXPERIMENTAIS
ENGENHARIAS

PROFESSORA: Marlene Capelin Ignoato

PATO BRANCO, 2015.


SUMÁRIO

PRÁTICA 01 –Técnicas básicas de laboratório de química .................................................. 3


PRÁTICA 02 – Reconhecimento de Alguns Materiais Usados em Laboratório ................... 8
PRÁTICA 03 – Técnica de Pesagem e Medidas de Volume ............................................... 12
PRÁTICA 04 – Instruções de Normas de Segurança para Aquecimento de Ensaios de
Chama ................................................................................................................................... 15
PRÁTICA 05 – Condutibilidade Elétrica ............................................................................. 18
PRÁTICA 06 – Polaridade ................................................................................................... 22
PRÁTICA 07 – Reações Químicas ...................................................................................... 25
PRÁTICA 08 – Uso de Indicadores ..................................................................................... 30
PRÁTICA 09 – Escalas de pH e Medidas de pH do solo ..................................................... 32
PRÁTICA 10 – Fatores que Afetam a Velocidade de uma Reação) .................................... 35
PRÁTICA 11 – Equilíbrio Químico ..................................................................................... 39
PRÁTICA 12 – Termoquímica............................................................................................. 40
PRÁTICA 13 – Reações de Óxido-Redução ........................................................................ 41
PRÁTICA 14 – Corrosão ..................................................................................................... 43
PRÁTICA 15 – Indústria de Espelhamento em Vidros ........................................................ 45
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 46

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PRÁTICA 01 –TÉCNICAS BÁSICAS DE LABORATÓRIO DE QUÍMICA

SEGURANÇA: A química é uma ciência experimental, e o seu progresso depende dos trabalhos
experimentais normalmente desenvolvidos em laboratórios. Qualquer laboratório de química é potencialmente
perigoso, portanto, é necessário o máximo de cautela ao trabalhar num laboratório.
Existe uma regra geral: toda substância desconhecida é potencialmente perigosa, até que se prove o
contrário. Assim, o máximo de cuidado deve ser empregado ao manusear qualquer substância química. A
toxidez das substâncias químicas varia muito, e nem todas as substâncias, mesmo as mais usualmente
empregadas, tiveram seus aspectos toxicológicos suficientemente estudados. Portanto todo cuidado é pouco.

ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA: concluída a prática, lave todo o material e limpe a bancada.

ATENÇÃO: Leia todas as experiências antes de executá-las, para evitar enganos.

“TRABALHE SEMPRE COM MÉTODO, ATENÇÃO E CALMA.”

NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO


1. Usar jaleco para proteger a roupa.
2. Não fumar, não comer e não beber dentro do laboratório.
3. Ouvir com muita atenção as instruções de seu professor ou auxiliar.
4. Quando for utilizar um determinado reagente, ler com atenção o rótulo.
5. Ao ligar qualquer aparelho, verificar se a voltagem da rede corresponde à indicada na etiqueta do
aparelho.
6. Evitar o contato de qualquer substância com a pele. Evitar também o uso de material com defeito,
principalmente vidraria.
7. Não provar reagentes, quaisquer que sejam.
8. Não inalar gases ou vapores sem certificar-se de que não são tóxicos.
9. Reações que liberam gases devem ser realizadas na câmara de exaustão (capela).
10. Manter os recipientes contendo reagentes, soluções, etc., etiquetados. Isso auxilia no trabalho e evita
enganos com desperdícios de tempo e material.
11. Não usar a mesma espátula em reagentes diferentes. Caso contrário ocorrerá alteração nas propriedades
dos mesmos.
12. O material molhado com reativos, especialmente pipetas, não deve ser sacudido fora da pia.
13. Ao aquecer substâncias ou soluções em tubos de ensaio, não virar a boca do tubo em sua direção ou na
de outra pessoa. Não aquecer bruscamente nenhum sólido ou líquido. Jamais aquecer sistemas
completamente fechados.
14. Manter a cabeça e as roupas afastadas da chama. Diminuir a chama do bico de Bunsen quando
interromper o seu uso.

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15. Não trabalhar com substâncias inflamáveis perto da chama. (Ex: álcoois, éteres, cetonas, etc.,).
16. Manusear com cuidado vidraria ou peças metálicas aquecidas. Lembrar-se de que materiais quentes frios
possuem geralmente a mesma aparência.
17. Ao diluir ácido ou dissolver uma base, adicioná-lo (a) lentamente sobre a água, com agitação. Usar
resfriamento, se necessário.
18. Utilizar pipetas, provetas e buretas de volume adequado à quantidade de líquido que se pretende medir.
19. Não devolver sobras de reagentes aos frascos de origem sem consulta prévia ao professor.
20. Não jogar detritos na pia ou nos ralos. Utilizar para isso lixeiras existentes no laboratório.
21. Usar as quantidades de reagentes indicadas no roteiro de cada aula.
22. Antes de deixar o laboratório, lavar a vidraria utilizada, limpar a mesa de trabalho e lavar bem as mãos.
23. Ao retirar-se do laboratório, verificar se todos os aparelhos estão desligados e se não há torneiras abertas
(água e gás).
24. Não é permitido frequentar aulas práticas com calçados abertos (sandálias, chinelos, ...), e com roupas
como bermudas, as mesmas não possuem segurança.

SE OCORRER ALGUM ACIDENTE, COMUNICAR O PROFESSOR IMEDIATAMENTE.

GUIA DE LABORATÓRIO
As aulas de laboratório serão baseadas nesta apostila, que contém as instruções básicas sobre a
experiência a ser executada. No entanto, para que você possa acompanhar as aulas será necessário que você
leia as técnicas e o procedimento experimental antes de cada experiência.
As experiências foram elaboradas para serem realizadas em equipe de três ou quatro alunos.

O LABORATÓRIO QUÍMICO

O laboratório Químico é o lugar privilegiado para a realização de experimentos, possuindo


instalações de água, luz e gás de fácil acesso em todas as bancadas. Possui ainda local especial para
manipulação das substâncias tóxicas (a capela), que dispõe de sistema próprio de exaustão de gases. O
destilador, a balança analítica, vidrarias de todo tipo e tamanho e reagentes com grau de pureza analítica são
recursos mínimos de qualquer laboratório.
O laboratório é um local de trabalho onde há risco de acidentes devido à existência de substâncias
tóxicas, inflamáveis e explosivas. Por isso é equipado com extintores de incêndio, lava-olhos, chuveiro e
saídas de emergência e uma farmácia de primeiros socorros. É imprescindível que alunos, técnicos e
professores conheçam e sigam as normas de segurança de um laboratório químico.

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EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA

1) Óculos de segurança:
Óculos de segurança com proteção lateral é item indispensável em laboratórios de química. Esse item
de segurança vai protegê-lo de quaisquer respingos de produtos químicos agressivos e fragmentos de vidros,
eventualmente produzidos na quebra de qualquer item de vidraria. Lentes de contato não são recomendadas
porque vapores corrosivos ou líquidos podem ficar presos entre elas e seus olhos, o que irá agravar o
problema. Normalmente os óculos são fabricados em policarbonato, nylon ou acetato, as lentes são em cristal
oftálmico, resina ou policarbonato, incolores ou coloridas e devem ser altamente resistentes a impactos e
riscos.

2) Jaleco
O jaleco tem a função de protegê-lo de respingos de produtos químicos e queimaduras com líquidos
quentes e por chama direta. Para maior proteção deve ter mangas longas, comprimento até o joelho, de
preferência serem confeccionados em tecido de algodão e possuírem sistemas de fechamento com botões de
pressão na frente e nas mangas, para eventual retirada rápida, em caso de emergência. O tecido de algodão é
escolhido por reter melhor os respingos e ser pouco inflamável em comparação com os tecidos sintéticos
(jalecos de tecidos sintéticos são totalmente desaconselhados). A cor branca é a mais utilizada em laboratórios
de química.

TOXICOLOGIA

Grande parte de produtos químicos são considerados tóxicos. Para uma avaliação adequada do risco
envolvido na manipulação de uma substância, devem ser conhecidas as relações entre toxicidade, freqüência
de manipulação e concentração durante a exposição.
As substâncias tóxicas podem entrar no corpo por inalação, ingestão, absorção através da pele ou pela
combinação desses caminhos. Algumas substâncias se decompõem gerando material tóxico quando
submetidos ao calor, à umidade ou presença de outros produtos químicos. As informações concernentes à
toxidez ou risco potencial de toxidez podem ser obtidas do fornecedor do produto, da literatura ou por testes
laboratoriais com cobaias. Tais informações são importantes para que se determine o tipo de EPI
(equipamento de proteção individual) contra a exposição e o tratamento médico adequado adotado no caso de
exposição.

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS

Para que exista o fogo, é necessária a condição favorável, juntamente com os três elementos citados
ao lado, que são o comburente (ou oxigênio), o combustível e o calor (ou energia de ativação que permite que
os primeiros dois elementos entrem em ação). Isto é a chama de um fósforo, faíscas, incidência dos raios

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solares sobre objetos que os refletem, tais como vidros, latas e outros. Ou por autocombustão (em
temperaturas > 290ºC).
O lançamento de água baixa a temperatura dos materiais que estão a arder, impede a combustão ou
que ardam. Quando se lança um cobertor ou areia sobre um foco de incêndio impede-se que o oxigênio se
misture com o material que está a arder e elimina-se o foco de incêndio. A informação sobre estes princípios é
importante em todas as situações.
Os ensinamentos sobre métodos de combate a incêndios mencionam quatro classes de incêndio,
identificando do mesmo modo também os extintores.

 CLASSE A: enquadram-se os incêndios em materiais que ao se queimarem deixam resíduos, como papel,
algodão, madeira e outros. Para essa classe de incêndios é necessário o uso de um extintor que tenha poder
de penetração e que elimine ou reduza o calor existente. Os extintores recomendados para este tipo de
incêndio são o de carga líquida e água com CO2.

 CLASSE B: são classificados os materiais que ao se queimarem não deixam resíduos, como acontece
com os líquidos inflamáveis em geral, tintas, óleos e graxas. A técnica na extinção deste tipo de incêndio
requer o uso de um extintor que possa agir por abafamento, ou melhor, que elimine o oxigênio. Os
extintores indicados são os de espuma, gás carbônico (CO2) e pó seco (químico).

 CLASSE C: envolve os incêndios em equipamentos elétricos ligados e que exigem um tipo de extintor
que não seja condutor de eletricidade, sendo recomendado os extintores de gás carbônico e pó seco.

 CLASSE D: incêndios em metais pirofóricos (capazes de incandescer espontaneamente em contato com o


ar) e que exigem agentes especiais para a extinção. Esses agentes extintores têm a propriedade de se
fundirem em contato com o metal combustível, formando uma capa que o isola do ar, interrompendo a
combustão.

COMO USAR OS EXTINTORES

 Água e gás: retire a trava de segurança, aperte a alavanca e dirija o jato para a base do fogo.
A água é o agente extintor de maior emprego; apaga o fogo por resfriamento.
OBS.: Não usar em incêndios das classes “B” e “C”.

 Espuma: inverta o aparelho e o jato dispara automaticamente, só parando quando esgotada a carga.
A espuma apaga principalmente por abafamento. Existem dois tipos de espuma: a química, na qual a
formação de espuma é obtida pela reação de substâncias químicas (NaHCO 3 + Al2(SO4)3 e a mecânica
(mistura de água e ar). A espuma nunca deve ser utilizada em corrente elétrica.
OBS.: Não usar em incêndios da classe “C”.

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 Gás carbônico: retire o pino de segurança quebrando o lacre. Acione a válvula dirigindo o jato para a
base do fogo.
O dióxido de carbono (CO2) age formando uma camada gasosa em torno da substância incendiada
reduzindo, desta maneira a quantidade de oxigênio que a envolve; assim, é considerado excelente extintor de
incêndios incipientes e não ventilados. Para uso em laboratório, o extintor de dióxido de carbono apresenta
uma série de vantagens, pois é de fácil manejo, tem boa eficiência no combate a princípios de incêndio,
especialmente nos do tipo que envolve eletricidade, e não danifica os equipamentos. Além disso, o dióxido de
carbono não se congela a temperatura ambiente, não deixa resíduo, além de ser facilmente removido pela
simples ventilação do compartimento.
OBS.: Pode ser utilizado em qualquer classe de fogo.

 Pó químico: abra a ampola de gás e aperte o gatilho dirigindo a nuvem de pó para a base do fogo.
O extintor tipo pó-químico age principalmente por abafamento. São constituídos essencialmente por
bicarbonato de sódio ou potássio, associados a outras substâncias extintoras. Em contato com as chamas o pó
se decompõe, formando dióxido de carbono (CO 2), extinguindo-as com grande eficiência.
OBS.: Pode ser utilizado em qualquer classe de incêndio.

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PRÁTICA 02 – RECONHECIMENTO DE ALGUNS MATERIAIS USADOS EM
LABORATÓRIO

A execução de qualquer experimento na Química envolve geralmente a utilização de uma variedade


de equipamentos de laboratório, a maioria muito simples, porém, com finalidades específicas. O emprego de
um dado equipamento ou material depende dos objetivos e das condições em que a experiência será
executada. Contudo, na maioria dos casos, a seguinte correlação pode ser feita:

A. Aparelhagem de Vidro: tubo de ensaio, béquer, erlenmeyer, balão volumétrico, proveta, bureta, pipeta,
funil, vidro relógio, bastão de vidro.

B. Aparelhagem Metálica: suporte de ferro, mufla, garras, pinça metálica, tela de amianto, tripé, bico de gás,
argola.

C. Aparelhagens Diversas: espátulas, frasco lavador ou pisseti, pinça de madeira, forno, cadinho.

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1. Tubo de ensaio:
Usado em reações químicas, principalmente
testes de reação.
2. Copo de Becker:
Usado para aquecimento de líquidos, reações
de precipitação etc.
3. Erlenmeyer:
Usado para titulações e aquecimento de
líquidos.
4. Balão de Fundo Chato: Usado para
aquecimentos e armazenamento de líquidos.
5. Balão de Fundo Redondo:
Usado para aquecimento de líquido e reações
com desprendimento de gases.
6. Balão de Destilação:
Usado para destilações. Possui saída lateral
para a condensação dos vapores.
7. Proveta ou Cilindro Graduado:
Usado para medidas aproximadas de volumes
de líquidos.
8. Pipeta volumétrica:
Para medir volumes fixos de líquidos.
9. Pipeta Cilíndrica:
Usada para medir volumes variáveis de
líquidos.
10. Funil de vidro:
Usado em transferências de líquidos e em
filtrações de laboratório. O funil com colo
longo e estrias é chamado de funil analítico.
11. Frasco de Reagentes:
Usado para o armazenamento de soluções.
12. Bico de Bunsen:
Usado para aquecimentos em laboratório.
13. Tripé de Ferro:
Usado para sustentar a tela de amianto.
14. Tela de Amianto:
Usado para distribuir uniformemente o calor
em aquecimentos.
15. Cadinho de Porcelana:
Usado para aquecimentos à seco (calcinações)
no bico de Bunsen e Mufla.
16. Triângulo de Porcelana:
Usado para sustentar cadinhos de porcelana
em aquecimento diretos no bico de Bunsen.
17. Estante para Tubos de Ensaio:
Suporte de tubos de ensaio.
18-19. Funil de Decantação:
Usados para separação de líquidos imiscíveis.
20. Pinça de Madeira:
Usada para segurar tubos de ensaio durante
aquecimentos diretos no bico de Bunsen.

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21. Almofariz e Pistilo:
Usados para triturar e pulverizar sólidos.
22. Cuba de Vidro:
Usada para banhos de gelo e fins diversos.
23. Vidro de Relógio:
Usado para cobrir Beckers em evaporações,
pesagens e fins diversos.
24. Cápsula de Porcelana:
Usada para evaporar líquidos em soluções.
25. Placa de Petri:
Usada para fins diversos.
26. Dessecador:
Usado para resfriar substâncias em ausência
de umidade.
27. Pesa-Filtros:
Usado para pesagem de sólidos
28. Lima Triangular:
Usada para cortes de vidros.
29. Bureta:
Usada para medidas precisas de líquidos.
Usada em análises volumétricas.
30. Frasco Lavador:
Usado para lavagens, remoção de
precipitados e outros fins.
31. Pissete:
Usada para os mesmos fins do frasco lavador.
32. Balão Volumétrico:
Usado para preparar e diluir soluções.
33. Picnômetro:
Usado para determinar a densidade de
líquidos.
34. Suporte Universal:
35. Anel para Funil:
36. Mufla é o 58:
37. Garra Metálica:
Usados em filtrações, sustentação de peças,
tais como condensador, funil de decantação e
outros fins.
38. Kitassato e Funil de Buchner:
Usados em conjunto para filtrações a vácuo.
40. Trompa de Vácuo:
Usada em conjunto com o kitassato ao funil
de Buchner.

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41. Termômetro:
Usado para medidas de temperaturas.
42. Vara de Vidro:
Usada para montagens de aparelhos,
interligações e outros fins.
43. Bagueta ou Bastão de Vidro:
Usada para agitar soluções, transporte de líquidos
na filtração e outros fins.
44. Furador de Rolhas:
Usado para furar rolhas.
45. Kipp:
Usado para a produção de gases, tais: como H2,
S, CO, etc.
46. Tubo em U:
Usado, geralmente, em eletrólise.
47. Pinça metálica Casteloy:
Usada para transporte de cadinhos e outros fins.
48. Escovas de Limpeza:
Usada para limpeza de tubos de ensaio e outros
materiais.
49 - 50. Pinça de Mohr e Pinça de Hoffman:
Usadas para impedir ou diminuir fluxos gasosos.
51. Garra para Condensador:
Usada para sustentar condensadores na
destilação.
52-53-54. Condensadores:
Usados para condensar os gases ou vapores nas
destilações.
55-56. Espátulas:
Usadas para transferência de substâncias sólidas.
57. Estufa:
Usada para secagem de materiais (até 200ºC).
58. Mufla:
Usada para calcinações (até 1500ºC).

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PRÁTICA 03 – TÉCNICA DE PESAGEM E MEDIDAS DE VOLUME

A Prática 03 consiste no conhecimento dos materiais utilizados no LABORATÓRIO DE QUÍMICA


e na técnica de pesagem e medida de volumes:

OBJETIVOS
 Dominar a técnica de pesagem e medição de volumes.
 Utilizar algarismos significativos.
 Distinguir o significado de precisão e exatidão.

INTRODUÇÃO
As balanças são instrumentos para medir massas. A massa de um corpo é determinada por
comparação com massas conhecidas de uma balança.
As etapas envolvidas na utilização de uma balança são: acerto do nível, do zero, pesagem em si e
leitura da massa.
O manuseio da balança requer certos cuidados, pois são instrumentos delicados e caros. Para
permanecerem em bom estado e condições de uso recomendam-se os seguintes cuidados gerais:
 Manter a balança limpa.
 Não colocar os reagentes diretamente sobre o prato da balança.
 Os objetos a serem pesados devem estar limpos, secos e na temperatura ambiente.
 Os objetos devem ser colocados e retirados com a pinça e não com a mão.
 O operador ou outra pessoa qualquer não deve se apoiar sobre a mesa.

EXATIDÃO E PRECISÃO
Um erro de medida ocorre quando há uma diferença entre o valor real e o valor experimental. Vários
fatores introduzem erro sistemático ou determinado (erros no sistema que podem ser detectados e eliminados).
Por exemplo: equipamentos não calibrados, reagentes impuros e erros no equipamento. A medida é também
afetada por erros indeterminados ou aleatórios (erros que estão além do controle do operador). Estes incluem
o efeito de fatores como: pequenas variações de temperatura durante uma experiência, absorção de água
enquanto estão sendo pesadas, diferenças em julgamento sobre a mudança de cor do indicador ou perda de
pequenas quantidades de material ao transferir, filtrar ou em outras manipulações.
Erros aleatórios podem afetar uma medida, assim um resultado poderá ser ligeiramente maior ou menor
do que o valor real. A precisão de uma medida se refere à concordância entre diferentes determinações
de uma mesma medida. Como erros aleatórios não podem ser completamente eliminados, a perfeita precisão
ou reprodutibilidade nunca é esperada.

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Exatidão é uma concordância entre o valor medido e o real. Para calcular o erro em uma medida
deve-se saber o valor real. Isto raramente é possível, pois normalmente não se sabe o valor real. A precisão
depende mais do operador e a exatidão depende tanto do operador quanto do instrumento da medida.
Ao se efetuar as pesagens é importante especificar o erro correspondente. Por exemplo, ao se proceder
três pesagens de um mesmo corpo, cujos resultados sejam:
1,234 (+/--0,001)
1,233 (+/--0,001)
1,233 (+/--0,001)
Esta seria a maneira correta de se expressar a massa de um corpo. A sua média seria 1,233 (+/--0,001).

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1. Consiste em comparar a precisão de massas de 3 materiais diferentes pesados em balanças analítica e
semi-analítica.
Escolha 3 materiais da bancada e pese-os separadamente e depois todos juntos na balança semi-
analítica e na analítica. Anote as massas obtidas em cada balança.
2. Pese uma massa fixa de uma amostra (sacarose) 3 vezes e anote o resultado de cada uma das
pesagens.
Lembre-se de não pegar o material diretamente com a mão e de zerar a balança antes de cada medida.

Questões:
1. Colocar os resultados obtidos em uma tabela indicando a média aritmética das medidas e o erro
correspondente a cada instrumento utilizado.
2. Considerando os resultados obtidos o que se pode concluir com relação à precisão das balanças
utilizadas?
3. Por que é aconselhável fazer mais de uma determinação para cada medida?

MEDIDA DO VOLUME DE LÍQUIDOS


Para realizar a medida do volume de líquidos, é necessária a escolha do recipiente em função da
precisão e da quantidade de material que se deseja medir. Além disso, deve ser observada também a limpeza
do material, deve ser feita a aferição se necessária, o acerto correto do menisco e o escoamento para
transferência do líquido deve ser feito lentamente, com a ponta encostada no frasco. A pipeta não deve ser
soprada.

De um modo geral, para medidas aproximadas de volumes líquidos, usam-se provetas. Enquanto que
para medidas precisas usam-se pipetas, buretas e balões volumétricos, que constituem o chamado material
volumétrico. Aparelhos volumétricos são calibrados pelo fabricante e a temperatura padrão de calibração é 20
ºC.
Leitura: em materiais de vidro usados para medir volume em análise, o líquido a ser medido forma uma
curvatura (meia-lua), chamado menisco. A leitura correta deve ser feita sempre na parte inferior do menisco,

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além disso, deve-se ficar com o olho alinhado (na mesma altura) com este ponto em que o menisco tangencia
a medida desejada, conforme mostrado na figura.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Este experimento consiste em medir o volume de vários instrumentos desenvolvidos para tal fim, mas que
apresentam precisão e exatidão distintas. Estes instrumentos são: balão volumétrico, béquer, bureta, pipeta
graduada, pipeta volumétrica e proveta.
 Experimento 1:
Neste experimento, a pipeta volumétrica será tomada como padrão. Isto é, os 25 mL de água destilada
medidos pela pipeta volumétrica são exatos. Sendo assim:
1. Coloque 25 mL de água destilada medidos pela pipeta volumétrica num béquer de 100 mL, e numa
proveta de 100 mL.
2. Observe os volumes em cada um dos instrumentos e anote.

 Experimento 2:
1. Complete um balão volumétrico de 50 mL com água (verifique se o traço de aferição encontrou-se
com o menisco formado). Transfira a quantidade de água do balão para uma proveta. Repita os
mesmos passos transferindo também para um béquer, verifique e anote os volumes encontrados em
cada caso.
2. Prepare a bureta de 50 mL completando seu volume até a indicação zero. Despeje sobre um béquer
de 100 mL um volume de 25 mL de água. Verifique se os volumes coincidem. Jogue fora esta
amostra do béquer e meça 25 mL de água no mesmo. Transfira para a bureta este volume e compare
novamente os resultados.

Questões:
1) Mostre em um quadro os resultados obtidos para a medição dos volumes em diferentes instrumentos. Dê
uma explicação para as diferenças encontradas nesses resultados.
2) Por que em alguns casos, há diferenças nas medidas dos mesmos volumes com vidrarias diferentes?
3) Baseado nos volumes medidos nas diferentes vidrarias situe-as em um dos grupos seguintes: "mais
exatas" e "menos exatas"

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PRÁTICA 04 – INSTRUÇÕES DE NORMAS DE SEGURANÇA PARA
AQUECIMENTO DE ENSAIOS DE CHAMA

Deve-se aprender a manusear o bico de Bunsen: este consta de uma base de metal que contém o
orifício que injeta o gás no tubo e a rosca que a liga ao tubo. Nesse tubo consta uma janela para entrada de ar
que regula a quantidade de ar que vai reagir com o gás na hora da queima.

Quando as janelas estão fechadas, o gás somente se mistura com o ar após sair pela boca do tubo e
devido ao pouco oxigênio misturado com o gás, ocasiona uma combustão incompleta, desprendendo fuligem,
além da chama ser grande e amarela. Essa chama inicial é “fria” e não é eficiente no aquecimento de
materiais. Quando as janelas estão abertas, o gás se mistura com o ar dentro do tubo, a quantidade de ar é,
então, suficiente para que se processe uma combustão completa, com chama azul e “quente”.

Para acender o bico de Bunsen siga os passos adiante:

 Feche as janelas do bico de Bunsen.


 Acenda o fósforo sobre o bico, abra a torneira de gás e após, regule lentamente a quantidade de gás na
válvula do bico.
 Abra vagarosamente as janelas, até que a chama torne-se azul, o que indica uma combustão completa.

Outra questão a ser verificada é sobre as regiões oxidantes e redutoras da chama, conforme indicado
na figura abaixo.
Zona oxidante: região azul-violeta pálida, quase imperceptível, onde os gases sofrem combustão completa.
Zona redutora: região luminosa, onde os gases sofrem combustão incompleta.
Zona neutra: zona onde os gases não sofreram ainda combustão.

OBJETIVOS
 Identificar o tipo de cátions presente na substância, através da coloração da chama.
 Interpretar corretamente os Postulados de Niels Bohr

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INTRODUÇÃO
As substâncias, quando ativadas por uma fonte de energia, emitem radiações em comprimentos de
onda característico dos elementos que as compõe. Cada comprimento de onda corresponde a uma coloração
do espectro, que pode ser facilmente observada.

Postulados de Bohr
Quando um átomo absorve energia, elétrons saltam de uma camada interna para outra mais externa.
Quando um átomo libera energia, elétrons saltam de um nível mais externo para outro mais interno.

Aparelhagem: Reagentes:
 Fio de platina ou níquel-cromo ou bastão de vidro já HCl(conc)
utilizado que esteja em pedaços médios. Amostras de sais.
 Vidros de relógio pequenos;
 Caixa de fósforos;
 Vidro de cobalto.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Previamente, neste ensaio, deve-se limpar bem o fio de platina ou níquel-cromo, ou bastão de vidro
com ácido clorídrico. Para isto, molha-se a extremidade do fio no HCl concentrado, contido em um vidro de
relógio e, então, aquecer na zona mais quente da chama do bico de bunsen (b). O fio está limpo quando não
transmite cor à chama.
A análise da amostra é desenvolvida, mergulhando-se o fio de platina no HCl e, após em uma porção
da substância a ser analisada, de modo que um pouco desta substância fique aderida ao fio. Levar na zona
oxidante inferior da chama (c), conforme instrução da atividade experimental no.02. Um esquema deste teste é
mostrado na figura 5.

Figura 5 - Etapas no ensaio de chama.

Então, se observa a cor transmitida à chama que pode ser comparada a um padrão, mostrado na
tabela. A chama de sódio mascara a de outros elementos como, por exemplo, a do potássio.

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Tabela 1 – Cor característica dos cátions no teste de coloração da chama

Cátion Coloração da chama


Sódio Amarelo-dourada persistente
Potássio Violeta (lilás)
Lítio Vermelho – carmim
Cálcio Vermelho amarelado
Estrôncio Vermelho sangue
Bário Verde amarelada
Cobre Verde azulada
Chumbo, arsênio, antimônio Verde
Bismuto Azul – pálido
Ferro Dourado com faíscas
Magnésio Branco
Zinco Laranja
Manganês Verde amarelado

QUESTÕES:
1 – Mostrar em uma tabela o número da amostra, coloração da chama e cátion correspondente.
2 – Se não for encontrada a coloração característica de cada cátion, justificar possíveis erros e
interferências.
3 – Explique a que se deve a coloração observada nos fogos de artifício.
4 – Sais do mesmo metal (como por exemplo KCl e KBr) darão coloração idêntica à chama? Justifique.
5- Por que é necessário fornecer aquecimento ao composto na chama?
6- Por que cada cátion apresenta chama com coloração diferente?

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PRÁTICA 05 – CONDUTIBILIDADE ELÉTRICA

OBJETIVOS
 Reconhecer em que situações cada substância conduz ou não eletricidade.
 Estabelecer a diferença entre composto iônico e composto molecular e metálico com relação à
condutibilidade elétrica.
 Reconhecer eletrólitos fortes e fracos.

Características
 Características de compostos Iônicos
- São sólidos em condições ambientes
- São duros e quebradiços
- Possuem alto Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição
- Conduzem corrente elétrica quando fundidos ou em solução aquosa
- Formam retículos cristalinos.

 Características dos compostos moleculares


- são sólidos, líquidos e gasosos
- baixos pontos de fusão e ebulição
- a maioria não conduz eletricidade

 Características dos compostos metálicos


- sólidos com brilho característico
- duros
- maleáveis
- dúcteis
- ótimos condutores de calor e eletricidade.
- resistentes à tração

 Eletrólitos fortes e fracos:


Um eletrólito é toda substância que, ao dissolver-se em água, fornece íons à solução. Como
consequência a solução torna-se condutora de eletricidade quando dois eletrodos conectados aos pólos de uma
bateria são mergulhados na solução.
Os não eletrólitos, por sua vez, são as substâncias que não liberam íons em solução - as partículas de
soluto dispersas são neutras (sem carga elétrica). Estas soluções não conduzem eletricidade.
Há duas categorias de eletrólitos: os eletrólitos fortes (como a maioria dos sais e os ácidos e bases
fortes), e os eletrólitos fracos, como os ácidos e bases fracas. Os eletrólitos fortes sofrem dissociação

18
completa em solução, enquanto que nos eletrólitos fracos somente uma parte das moléculas se dissocia. Um
exemplo de eletrólito fraco é o ácido fluorídrico cuja solubilização em água pode ser representada pela
equação abaixo:
HF (aq) + H2O (l)  H3O+ (aq) + F- (aq)
Como a ligação H-F é relativamente forte, apenas uma pequena parte das moléculas de fluoreto de
hidrogênio dissolvidas dissociam-se em íons hidroxônio e fluoreto hidratados. Em soluções de HF 1,0 mol/L,
por exemplo, em média 97% das moléculas dissolvidas permanecem na forma molecular, e apenas 3% dão
origem aos íons hidratados. Por causa deste tipo de comportamento, que caracteriza os eletrólitos fracos, as
soluções destes eletrólitos apresentam condutividade elétrica relativamente baixa.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Materiais Reagentes
 Aparelho para teste de condutividade  Água deionizada;
elétrica, com lâmpada de 220 V e 25 W ou  Cristais grandes de NaCl ou sal grosso;
menos;  Sacarose sólida ou açúcar cristal comum;
 Metais para teste de condutividade elétrica  Solução de sulfato de sódio 0,1 mol/L;
(ferro, zinco, alumínio, cobre, magnésio.);  Solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L
 Conta gotas;  Solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L
 2 copos de béquer de plástico de 25 mL;  Solução de Ácido acético 0,1 mol/L;
 Placa de Petri.  Placa de cobre, alumínio, zinco, ferro.
 Proveta de 10mL.  Madeira e vidro.

a) Para realizar esta atividade utiliza-se um aparelho para teste de


condutividade elétrica, semelhante ao mostrado na figura. Como medida
de segurança, previne-se para não encostar com os pólos do aparelho
naquilo que possa constituir em fio terra: as torneiras e os encanamentos
d’água e eventualmente as armações de metal das janelas. E jamais tocar
nos bocais metálicos das lâmpadas e dos suportes.
Fig. 5.1 – aparelho para teste de
condutividade elétrica.
OBS 1: Todos os béqueres para o teste devem ter o mesmo diâmetro. O
padrão de teste (distância entre os terminais) deve ser sempre o mesmo. Porém, se a lâmpada não
acender, aproxime gradualmente os terminais, sem encostá-los. Observe se a lâmpada fica
incandescente e/ou se há desprendimento de gás nos eletrodos. O padrão de brilho pode ser
aquele da lâmpada, com o contato dos próprios fios de cobre, ou seja: dos terminais em contato.
a) Coloque água deionizada cobrindo apenas o fundo do recipiente (cerca de 0,5 cm de altura). Aproxime
e faça o teste conforme instruído acima. Anote os resultados. Também faça o mesmo teste com a água da
torneira.

OBS 2: Nos dois primeiros testes “a” e “b” já é possível observar uma diferença! A água deionizada (sem
íons estranhos) com certeza não conduz eletricidade suficiente para acender uma lâmpada de 25

19
watts (vai ser visto adiante que a própria água forma pequena quantidade de íons, mas não o
suficiente para confirmar este teste). A água da torneira geralmente contém íons ou cargas elétricas
(+) e (-) suficientes para acender (fracamente) a lâmpada de 25 W, ou ao menos formar gás nos
eletrodos. Pode-se testar com uma lâmpada de potência menor, tal como 15 W.

b) Colocar uma espátula de NaCl(s), em um béquer e meça a condutibilidade. Após coloque o mesmo em
água destilada (aproximadamente 100 mL), e teste a condutividade. Realize o mesmo procedimento com o
açúcar.

c) Em um béquer de 100 mL colocar aproximadamente 10 mL de ácido acético 0,1 mol/L e teste a


condutibilidade. Faça o mesmo para as soluções de ácido clorídrico, hidróxido de sódio e sulfato de sódio.

d) Testar a condutibilidade de uma placa de cobre, zinco, alumínio e ferro e em seguida com um pedaço
de madeira ou vidro.

Questões:
1 – Quais substâncias conduzem eletricidade no estado sólido e se estivessem no estado líquido (fundidas)
conduziriam eletricidade? Por quê?

2 – Quais substâncias não conduzem eletricidade no estado sólido e se estivessem no estado líquido
(fundidas) conduziriam eletricidade? Por quê?

3 – Quais substâncias não conduzem eletricidade no estado sólido nem em estado líquido ou solução? Por
que?

3 – Porque a água deionizada não conduz corrente elétrica e a água da torneira conduz?

4 – Porque algumas soluções (cloretos, hidróxidos, etc.), passam a conduzir corrente elétrica, se antes da
formação da solução as substâncias não eram condutoras?

5 – O que são eletrólitos? O que são não-eletrólitos? O que significa eletrólitos fortes e eletrólitos fracos?
Classifique as substâncias utilizadas no experimento como eletrólitos fortes, fracos ou não eletrólitos.

6 – Explique por que com a solução de ácido acético a lâmpada ascendeu fracamente e com a solução de
ácido clorídrico acendeu fortemente.

7- Baseado nas experiências realizadas, complete o quadro abaixo com todos os componentes testados.

20
Tabela 2 – Resultados do experimento de Condutibilidade elétrica.
Condutibilidade elétrica Presença de
Estado Tipo de
Compostos Estado Solução íons
físico Líquido composto
sólido aquosa Quais?
Sal de
cozinha
Açúcar
Hidróxido de
sódio
Ácido
Acético
Ácido
Clorídrico
Sulfato de
sódio

21
PRÁTICA 06 – POLARIDADE

PRÁTICA 6.1 - EXPLORANDO A QUÍMICA NA DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁLCOOL NA


GASOLINA

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A utilização do petróleo como fonte de energia foi essencial para garantir o desenvolvimento
industrial verificado durante o século XX. Através da sua destilação fracionada, podem-se obter vários
produtos derivados de grande importância econômica, tais como o gás natural, o querosene, o diesel, os óleos
lubrificantes, a parafina e o asfalto. Mas a fração do petróleo que apresenta maior valor comercial é a
gasolina, tipicamente uma mistura de hidrocarbonetos saturados que contém de 5 a 8 átomos de carbono por
molécula (Morrison e Boyd, 1996; Solomons, 1996).
Sempre que ocorre instabilidade no preço do petróleo, com sucessivos aumentos do preço de seus
derivados, a gasolina ganha ainda mais evidência na mídia. A qualidade da gasolina comercializada no Brasil
tem sido constante objeto de questionamento; assim, a determinação da sua composição é importante, devido
a algumas formas de adulteração com solventes orgânicos que prejudicam os motores dos automóveis.
Um componente presente exclusivamente na gasolina brasileira que merece destaque especial é o
etanol. Seu principal papel é atuar como antidetonante (Feltre, 2000; Peruzzo e Canto,1999), em substituição
ao chumbo tetraetila, que está sendo banido devido à sua elevada toxicidade. A quantidade de etanol presente
na gasolina deve respeitar os limites estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo- ANP (teor entre 22% e
26% em volume).
A falta ou excesso de álcool em relação aos limites estabelecidos pela ANP compromete a qualidade
do produto que chega aos consumidores brasileiros. Assim, avaliar a composição da gasolina, verificando se o
teor de álcool está adequado, é uma atitude muito importante. A determinação do teor de etanol na gasolina
através da extração com água é conhecida e utilizada como experimento em escolas do Ensino Médio, com o
objetivo de aplicar ou ilustrar conceitos relacionados com medidas quantitativas, como o teor expresso em
porcentagem. A interpretação dos fenômenos que ocorrem durante o experimento, considerando a estrutura
das moléculas envolvidas, também pode ser explorada para permitir ao aluno estabelecer relações entre as
propriedades físicas, como, solubilidade e densidade, e a sua utilização no processo de identificação e
quantificação de substâncias químicas dos materiais.

OBS: Prática retirada da Revista Nova na Escola.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Adicione cerca de 20 mL de gasolina à proveta; registre o volume obtido. Em seguida, adicione cerca
de 20 mL de água; registre o volume final obtido. Agite a mistura heterogênea formada com bastão de vidro
durante 1 min. Aguarde 2 min. e após a nítida separação entre as fases, registre o volume da fase aquosa.

22
O volume da fase aquosa, inicialmente cerca de 20 mL, sofre um aumento após a mistura com a fase
orgânica. A porcentagem de etanol presente na gasolina pode ser calculada a partir desse aumento do volume
da fase aquosa.

Questões:
1 - Por que a gasolina e a água formam duas fases quando adicionadas?
2- De acordo com os conceitos de polaridade, explique por que o álcool que estava dissolvido inicialmente na
gasolina ficou dissolvido na água?
3- Calcule a porcentagem de álcool existente na gasolina analisada e diga se esta se encontra dentro dos
padrões estabelecidos por lei.
4 – É possível separar o querosene (mistura de hidrocarbonetos) de uma mistura querosene/gasolina
utilizando esse procedimento? Justifique.

PRÁTICA 6.2 - POLARIDADE E SOLUBILIDADE

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Uma molécula é polar ou polarizada, quando apresenta uma região com maior carga positiva e outra
com maior carga negativa, estando essas regiões da molécula separadas por certa distância. Uma molécula
que não apresenta essas regiões é considerada apolar. A solubilidade está associada a polaridades das
substâncias.

Objetivo
Identificar substâncias polares e apolares usando solvente polar e apolar.

Materiais
Tubos de ensaio, Conta-gotas, Espátula Água, Naftaleno, Cloreto de sódio, Óleo de
cozinha ou graxa, iodo, sacarose, gasolina ou
querosene

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1. Etiquetar 10 tubos de ensaio; cinco rotulados com água e cinco com rótulo de querosene ou gasolina.
2. Colocar 2 mL de água nos cinco tubos correspondentes e 2 mL de querosene ou gasolina nos demais.
3. Adicionar uma ponta da espátula de cloreto de sódio (sal de cozinha) em um tubo contendo água e igual
porção no tubo contendo querosene ou gasolina.
4. Agitar, observar e anotar na tabela.
5. Repetir os procedimentos 3 e 4 usando as demais substâncias. Se a substância a ser testada for líquida,
use vinte gotas. Completar a tabela.

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Água Querosene ou gasolina
Cloreto de sódio
Óleo ou graxa
Naftalina
Iodo
Sacarose

6) Misturar 1 mL de água, 1 mL de querosene ou gasolina e um cristal de iodo. Agitar e observar

Questões para discussão no relatório


1. O que é um composto polar? E apolar? Explique/diferencie.
2. Que substâncias podem ser dissolvidas em solventes polares? Por que?
3. Que substâncias podem ser dissolvidas em solventes apolares?
4. Quantas fases apresentam o sistema iodo, água e querosene ou gasolina? Explique.

24
PRÁTICA 07 – REAÇÕES QUÍMICAS

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Uma reação química é o processo de mudança química, a conversão de uma ou mais substâncias em
outras substâncias. Os materiais iniciais são chamados de reagentes. As substâncias formadas são chamadas
de produtos. Os frascos de produtos químicos mantidos no laboratório são também chamados de reagentes.
A equação química é a representação de uma reação química, onde aparecem os reagentes
(substâncias que reagem) no primeiro membro e os produtos (substâncias formadas) no segundo membro.

Reagentes Produtos

TIPOS DE REAÇÕES:
1) Reação de Síntese ou Adição A + B → AB
São reações químicas em que duas ou mais substâncias reagem para formar uma única substância.
Reação de Síntese pode ser:
- Total: quando todos os reagentes são substâncias simples.
- Parcial: quando houver uma ou mais substâncias compostas. Ex: CaO + H2O  Ca(OH)2
2) Reação de Análise ou Decomposição
São reações químicas que apresentam um único reagente formando duas ou mais substâncias.
- Três tipos: Pirólise, Eletrólise, Fotólise. AB A + B
Ex: 2 AgBr  2 Ag + Br2
3) Reação de Deslocamento ou Simples Troca:
São reações químicas em que uma substância simples reage com uma substância composta
deslocando um de seus elementos, originando outra substância simples e composta.
A + BC AC + B

Existem dois subtipos diferentes de reações de simples troca:


O critério para se saber se uma determinada reação de simples troca irá ocorrer é dado em função da
reatividade. Em última instância a reatividade, que é a medida da propensão para a ocorrência de uma
reação, depende da variação de Energia de uma reação.
Para metais:
M 0 + A+ B -  M+B- + A0 , em que o metal M0 deve ser mais reativo que o metal A+
 Para o deslocamento do cátion:
Li Cs Rb K Ba Sr Ca Na Mg Al Mn Be Zn Cr Fe Cd Co Ni Sn Pb H Sb Bi As Cu Hg Ag Pd Pt Au
Ex: Ag + HCl  não ocorre, pois o metal Ag é menos reativo que o H
Para não-metais:
N0 + A+B-  A+N- + B- , em que o não-metal N0, deve ser mais reativo que o não-metal B-

25
 Para o deslocamento do ânion:
F O Cl Br I S C P H
Ex: Br2 + KCl  não ocorre
Nessas duas listas, os elementos que estão mais à esquerda (mais reativos) deslocam os elementos mais à
direita (menos reativos).
4) Reação de Dupla-Troca
São reações que ocorrem entre duas substâncias compostos, através da troca mútua entre cátions e
ânions, formando duas novas substâncias compostas.
Reações Iônicas – são reações de dupla troca ou metástese, a maioria das reações químicas envolve reações
entre íons em solução.
Esquematizando: A+B- + C+D-  A+D- + C+B-
4.1) Reações de Precipitação
Uma reação de precipitação produz um produto insolúvel, um precipitado. Uma reação de
precipitação ocorre quando duas soluções de eletrólitos fortes são misturadas e reagem para formar um sólido
insolúvel.
AgNO3(aq) + NaCl(aq)  AgCl(s) + NaNO3(aq)
4.2) Reações de Ácidos e Bases
As reações entre ácidos fortes e bases fortes são denominadas Reações de Neutralização porque, na
conclusão da reação, a solução é neutra.
HNO3(aq) + NaOHaq) → H2O(l) + NaNO3(aq)
4.3) Reações que Formam Gases
Freqüentemente resulta da reação de um ácido ou base com um sal, e o gás geralmente será
constituído de dois não metais.
HCl(aq) + Na2CO3(aq) → 2 NaCl(aq) + H2O(lj) + CO2(g)↑
Carbonato ou bicarbonato metálico + ácido → sal do metal + H2O(l) + CO2(g)↑
Sulfeto metálico +ácido → sal do metal + H2S(g)↑
Sulfito metálico +ácido → sal do metal + SO 2(g)↑+ H2O(lj)
Sal de amônio +base forte → sal do metal + H2O(l) + NH3(g)↑
4.4) Reações de Oxirredução.
Numa reação de oxirredução sempre há perda e ganho simultâneos de elétrons, pois os que são
perdidos por um átomo, íon ou molécula são imediatamente recebidos por outros.
Há também: - Reações Exotérmicas são aquelas onde há liberação de calor.
- Reações Endotérmicas são aquelas onde há absorção de calor.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1.a) O magnésio reage com o oxigênio formando o seu óxido. Para observar esta reação, proceda da seguinte
forma:

26
 Colocar na ponta de uma espátula ou em uma cápsula de porcelana um pedaço de Magnésio e levar à
chama do bico de bunsen até o aparecimento de um pó branco, que é o óxido de magnésio.
b) O óxido de magnésio é um óxido básico, que em contato com a água forma uma base, para observar a
reação:
 Colocar o óxido obtido no item a, em um tubo de ensaio, acrescentar 5 mL de água deionizada e uma
gota de indicador fenolftaleína. O aparecimento da coloração vermelha/ rosa comprova o meio
básico.

2. Uma reação química ocorre entre uma substância simples e uma substância composta, quando o elemento
da substância simples (metal ou não metal) for mais reativo que o metal ou não metal da substância composta.
a) Colocar uma fita de magnésio em um tubo de ensaio e adicionar 5mL de solução de ácido clorídrico.
Observar e anotar o que ocorre durante alguns minutos e descrever a reação. Repetir o mesmo procedimento
mas trocando a fita de magnésio por uma fita de zinco.

b) Coloca-se um pedaço de sódio metálico em béquer de vidro contendo 10 mL de água destilada e observa-se
o que acontece. Logo, acrescenta-se algumas gotas de fenolftaleína, e observa-se a coloração. Descrever o que
ocorre. OBS: Utilizar óculos de segurança e realizar o experimento dentro da capela.

c) Lixar as lâminas dos metais: zinco, cobre, ferro e alumínio. Colocar em 4 béqueres cerca de 5 mL em cada
um de solução de Sulfato de cobre II 0,1 mol/L (CuSO4) e enumere-os. Observar o que acontece em cada
metal e com cada solução e anotar. Por exemplo: se houve reação? Como ficaram as cores da solução? Como
se explicam essas mudanças, e descrever as reações ocorridas.

d) Colocar em 1 béquer, cerca de cerca de 5 mL de solução Sulfato de potássio K2SO4 0,1 mol/L. Adicione
no béquer uma pequena barra de cobre metálico (Cu0). Observar se houve reação? Como ficou a cor da
solução? Como se explicam essas mudanças e descrever a reação.

e) Colocar 5 mL de nitrato de prata 0,1 mol/L em um béquer ou tubo de ensaio introduzir um pedaço de fio de
cobre. Deixar a reação correr por 5 minutos. Verificar o que ocorre. Por exemplo: se há deslocamento da
prata. Qual o tipo desta reação?
OBS 1: A solução de prata mancha a pele, roupas etc.
OBS 2: Descartar o conteúdo do tubo em recipiente adequado

3.Reações de duplo deslocamento:


a) Em outro tubo de ensaio colocar 5 mL de solução de nitrato de chumbo II 0,1 mol/L, adicionar 0,5 mL de
hidróxido de sódio 0,1 mol/L. Observar o que acontece durante alguns minutos.

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b) Em um tubo de ensaio colocar 5 mL de solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L e 2 gotas de fenolftaleína.
Adicione lentamente 5 mL de solução de NaOH e observe.

c) Em outro tubo de ensaio colocar aproximadamente 3 mL de nitrato de chumbo 0,1 mol/L e acrescentar 1
mL de iodeto de sódio 0,1 mol/L. Anotar o que acontece e a reação ocorrida.

d) Em outro tubo de ensaio colocar aproximadamente 3 mL de nitrato de chumbo 0,1mol/L e acrescentar 1


mL de dicromato de potássio 0,1 mol/L. Anotar o que acontece e a reação ocorrida.

e) Adicionar no tubo de ensaio 5 mL de cloreto de sódio 0,1 mol/L e acrescentar 1 mL nitrato de prata
0,1mol/L. Observar a reação ocorrida.

f) Em uma placa de petry adicionar uma pequena quantidade de bicarbonato de sódio e acrescentar algumas
gotas de vinagre ou suco de limão.

4.Reações de decomposição:
a) Coloque uma pequena quantidade do dicromato de amônio dentro de um tubo de ensaio e aqueça-o
diretamente na chama do bico de Bunsen. Observar a mudança de aspecto do material.
b) Em um tubo de ensaio grande, coloque 5 mL de água oxigenada 20 volumes.
c) Adicione um pedaço de batata ao tubo de ensaio com água oxigenada e tampe-o com o dedão.
d) Teste o gás formado introduzindo um palito de madeira em brasa.

Questões:
1 – Em cada um dos experimentos realizados, mostrar o que foi observado visualmente, as reações ocorridas,
balanceadas e dizer que tipo de reação ocorreu.
2 – Como se pode justificar as mudanças ocorridas na solução/metais quando foi adicionado barras de
diferentes metais na solução de sulfato de cobre?
3 – Se forem misturados uma solução de sulfato de bário (BaSO4) com uma barra de magnésio ocorrerá
reação? E se for uma solução de sulfato de prata (Ag2SO4) com um pedaço de magnésio? Justifique as
respostas?
4- Quais são as reações em que ocorre desprendimento de gás? Qual é o gás liberado em cada caso?

28
REGRAS DE SOLUBILIDADE PARA COMPOSTOS IÔNICOS:

Tabela 4 – Tabela de Solubilidade


ÍON REGRA EXCEÇÃO
Metais alcalinos
Solúveis -
(Li+, K+, Na+)
Amônio (NH4+) Solúveis -
NO3- (nitratos) Solúveis -
NO2- (nitritos) Solúveis Pouco solúvel: Ag+ e Hg22+
ClO- (hipoclorito) Solúveis -
MnO4- (permanganato) Solúveis -
Ca2+, Ba2+, Sr2+ e Pb2+
SO42- (sulfato) Solúveis
Pouco solúveis: Ag+ e Hg22+
-
F (fluoreto) Insolúveis Ag+, NH4+ ,Cu++, Pb++ e alcalinos
Br- (brometo) Solúveis Ag+, Pb2+, Hg2+, Hg22+, Cu+
Cl- (cloreto) Solúveis Ag+, Pb2+, Hg22+, Cu+ e Au+
I- (iodeto) Solúveis Ag+, Pb2+, Hg2+, Hg22+ e Cu+
NH4+ e alcalinos
CN- (cianetos) Insolúveis
Pouco sol.: alcalinos terrosos
SCN- (tiocianato) Solúveis Ag+, Pb2+, Hg22+, Cu+, Cd2+
3- NH4+ e alcalinos
Fe(CN)6 (ferricianeto) Insolúveis
Pouco sol.: alcalinos terrosos
NH4+ e alcalinos
Fe(CN)6 4- (ferrocianeto) Insolúveis
Pouco sol.: alcalinos terrosos
CH3COO- (acetato) Solúveis Pouco solúvel: Ag+ e Hg22+
-- NH4+ e alcalinos
S (sulfeto) Insolúveis
Pouco sol.: alcalinos terrosos
CO32- (carbonato) Insolúveis NH4+, K+ , Na+, Li+, Rb+ e Cs+
HCO3- (bicarbonato ou
Solúveis Fe2+, Fe3+ e alcalinos terrosos
Hidrogenocarbonato)
PO43- (fosfato) Insolúveis NH4+ e alcalinos
C2O42- (oxalato) Insolúveis NH4+ e alcalinos
CrO42- (cromato) Insolúveis NH4+ e alcalinos
Alcalinos, Ba2+ , Sr2+ , NH4+
OH- (hidróxidos) Insolúveis
Pouco sol.: Ca2+

29
PRÁTICA 08 – USO DE INDICADORES

OBJETIVOS
 Familiarizar-se com as substâncias que atuam como indicadores.
 Listar os indicadores ácido-base mais utilizados em laboratórios destacando suas respectivas
colorações.
 Usar corretamente a técnica do emprego do papel indicador.

ÁCIDOS E BASES
Os primeiros químicos aplicaram o termo ácido a substâncias que tinham um sabor azedo acentuado.
O vinagre, por exemplo, contém ácido acético, CH3COOH. Soluções aquosas de substâncias eram chamadas
de bases se fossem reconhecidas pela sensação de ensaboadas. Felizmente, há maneiras menos perigosas de
reconhecer ácidos e bases. Por exemplo, os ácidos e as bases mudam a cor de certos corantes conhecidos
como indicadores. Um dos indicadores mais famosos é o tornassol, um corante vegetal obtido de um líquen.
Soluções aquosas de ácidos tornam o tornassol vermelho; soluções aquosas de bases, que são também
conhecidas como alcalinas, o deixam azul.
Por que precisamos conhecer este assunto?
Ácidos e bases são os dois tipos mais comuns de substâncias no laboratório e no mundo cotidiano.
Precisamos saber como reconhecê-los, quais são as suas reações características e por que eles são substâncias
químicas tão importantes. A conservação das concentrações dos ácidos e das bases dentro de certos limites em
células de plantas e de animais é necessária para a sobrevivência dos organismos vivos, e que o controle da
acidez das águas da chuva, das águas naturais dos lagos e rios, e da água corrente fornecida nas cidades é
necessário para manter a sociedade humana.

INTRODUÇÃO
Indicadores ácido-base são substâncias geralmente orgânicas que mudam sua coloração de acordo
com a concentração de íons H+ / OH-, presentes na solução.
Os papéis indicadores ácido-base podem se apresentar contendo apenas uma substância
indicadora, como é o caso do papel tornassol, ou então conter uma mistura de diversas substâncias
indicadoras, por exemplo, papel indicador universal.
Quando se usa o indicador sob forma de papel utiliza-se um vidro de relógio e sobre este coloca-se
pequenos pedaços de papel indicador. Umedece-se o papel com auxílio de um bastão de vidro molhado na
solução a ser testada. Observa-se a coloração adquirida em 30 segundos. Anota-se a coloração.
Os indicadores podem ser químicos ou naturais. Os indicadores naturais são por exemplo: chá-
mate, hibisco, repolho roxo, beterraba, romã, flor de acácia e etc.

30
Tabela 5- Variação de cores dos indicadores nas faixas de pH:
Indicador Faixa de pH Variação de cor
Azul de timol 1,2 a 2,8 Vermelho para amarelo
Alaranjado de metila 3,1 a 4,5 Vermelho para amarelo
Vermelho de metila 4,2 a 6,3 Vermelho para amarelo
Azul de bromotimol 6,0 a 7,6 Amarelo para azul
Azul de timol 8,0 a 9,6 Amarelo para azul
Alizarina 10,0 a 12,1 Amarelo para vermelho

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
 1.1) Colocar 3 ml de água destilada em 4 tubos de ensaio. Numerar os tubos de 1 a 4, colocar 1 mL das
substâncias abaixo:
Tubo 1 2 3 4
Solução HCl NaOH Na2CO3 NH4Cl

Testar as soluções acima obtidas com: papel indicador universal e gotas de fenolftaleína.
 1.2) Colocar 1 mL de solução ácida em três tubos de ensaio separadamente e testar com os indicadores
disponíveis, anotando a coloração de cada um deles.
 1.3) Proceda como no item 1.2, porém substituindo a solução ácida por uma básica.
 1.4) Proceda como no item 1.3, porém usando agora a solução de carbonato de sódio.
 1.5) Proceda como no item 1.4, porém usando agora cloreto de amônio.

RELATÓRIO
1. Relacionar a característica ácida/básica com a cor dos indicadores na solução.
2. O que é uma substância ácida? Básica? E um Sal?
3. Classifique a função inorgânica das soluções e escreva as reações de dissociação de cada uma das
amostras.

31
PRÁTICA 09 – ESCALAS DE pH E MEDIDAS DE pH DO SOLO

OBJETIVOS
 Investigar o pH de diferentes solos através do uso de diferentes indicadores de pH e comparar os
resultados entre si.

INTRODUÇÃO
Ácidos e bases fazem parte da vida na Terra. Os íons carbonato (CO 32-) e hidrogeno carbonato
(HCO3-) das rochas e o dióxido de carbono (CO2) do ar atmosférico estão presentes nas águas naturais, assim
como outras substâncias como boratos, fosfatos, arsenatos, silicatos e amônia. Além disso, vulcões e fontes
termais fornecem águas fortemente ácidas devido à presença de HCl e SO2. As atividades biológicas como a
fotossíntese e respiração influenciam a quantidade de íons hidrônio nas águas naturais pelo uso ou produção
de CO2, a substância ácida mais comum na natureza.
Com todas estas espécies e reações ocorrendo no meio ambiente, os ácidos e bases têm sido
estudados há centenas de anos. Os próprios termos são bastante antigos. “Ácido” vem do latim acidus que
significa azedo. Foi provavelmente aplicado ao vinagre e estendido a outras substâncias de sabor azedo.
“Alcalino”, outro termo para as bases, deriva da palavra árabe para cinzas que vêm da queima de certas
plantas. Potassa, ou carbonato tem sabor amargo, o termo foi aplicado mais genericamente para substâncias
que têm esta característica. Finalmente o termo “sal”, que é encontrado em muitas línguas, provavelmente
significa o sal marinho ou cloreto de sódio, apesar do termo agora ter um sentido bem mais amplo.
Durante sua pesquisa, visando melhorar os métodos de controle de qualidade da cerveja, o
bioquímico dinamarquês Sörensen criou o conceito de pH. Na verdade, a ideia que ele tinha em mente era a
seguinte: porque expressar a acidez de um meio aquoso por meio de [H 3O+], já que os valores são geralmente,
as potências negativas de 10? Não seria mais prático trabalhar apenas com o expoente de 10, e de preferência
com valor positivo? Assim, ele definiu:
Potencial hidrogeniônico da solução: pH = -log [H3O+]
Potencial hidroxiliônico da solução: pOH = -log[OH-]

Quando a solução é neutra, [H3O+] = [OH-] = 1,0 x 10-7 mol/L e então:


pH = -log [H3O+] = -log [1,0 x 10-7] = 7,0
pOH = -log [OH-] = -log [1,0 x 10-7] = 7,0

Quando a solução é ácida, tem-se [H3O+] > [OH-].


Exemplo: vinagre (solução de ácido acético)
[H3O+] = 1,0 x 10-3 pH = 3,0
[OH-] = 1,0 x 10-11 pOH = 11

Quando a solução é básica, tem-se [H3O+] < [OH-]


Exemplo: a clara de ovo
[H3O+] = 1,0 x 10-8 pH = 8,0
[OH-] = 1,0 x 10-6 pOH = 6,0

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Escala de pH:
maior acidez neutra maior basicidade
pH 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
[H3O+] (mol/L) 100 10-1 10-2 10-3 10-4 10-5 10-6 10-7 10-8 10-9 10-10 10-11 10-12 10-13 10-14
[OH-] (mol/L) 10-14 10-13 10-12 10-11 10-10 10-9 10-8 10-7 10-6 10-5 10-4 10-3 10-2 10-1 100
pOH 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0

PARTE EXPERIMENTAL
Por apresentar cores diversas conforme a acidez ou basicidade do meio em que se encontra, o extrato
de repolho roxo pode constituir-se um bom indicador universal de pH, substituindo – ainda que para menor
número de faixas de pH – os papéis indicadores universais, que só podem ser adquiridos em lojas
especializadas e não são encontráveis em todas as regiões do país. Neste experimento será utilizado extrato de
repolho roxo para a construção de uma escala de pH e em seguida utilizar esta escala para determinar o pH do
solo.

Parte A - Corte o repolho em pequenos pedaços e coloque-os no béquer com água destilada até cobri-los.
Ferva até que a água seja reduzida à metade do volume inicial. Filtrar e recolher o filtrado. Utilizando este
extrato, prepare uma escala padrão de pH de acordo com a tabela abaixo:
Solução Preparo pH aprox.
A 5 mL de HCl + 5 mL de extrato de repolho 1
B 5 mL de água destilada + 5 gotas de vinagre + 5 mL de extrato de repolho 3
C 5 mL de álcool + 5 mL de extrato de repolho 5
D 5 mL de água destilada + 5mL de extrato de repolho 6
E 5 mL de água destilada + 1 gota de detergente com amoníaco + 5mL de extrato 9
de repolho
F 5 mL de água destilada + 8 gotas de detergente com amoníaco + 5mL de extrato 11
de repolho
G 5 mL de NaOH + 5 mL de extrato de repolho 12

Parte B - Determinação do pH do solo:


Coloque um pouco de água destilada em um béquer e aqueça até a ebulição. Coloque em um tubo de
ensaio uma colher da amostra do solo, adicione água destilada ainda quente até a altura de 2 cm e agite bem.
Espere sedimentar, retire com o conta-gotas o líquido sobrenadante, passando-o para outro tubo. Determine o
pH desta solução de solo de duas diferentes maneiras a seguir:
- com papel indicador – pegue uma tira de papel de uma caixa de papel indicador de pH e mergulhe na
solução por alguns instantes. Em seguida compare a cor resultante no papel com a escala de cores na CAIXA
da qual foi utilizado o papel. Anote o resultado na tabela abaixo. Observação: o papel indicador não é
reutilizável, portanto evite desperdícios e evite molhar a caixa de papel.
- com a escala do extrato de repolho roxo: Adicione às soluções do solo 5 mL do extrato de repolho roxo.
Compare a cor resultante nas soluções de solo com as cores da escala padrão construída na PARTE A. Anote
o resultado na tabela abaixo.

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Teste também, o pH de substâncias comuns utilizando o extrato de repolho roxo (leite, limão,
detergente, clara de ovo, creme dental, etc).

Amostra de solo pH medido com papel indicador pH medido com a escala de repolho

EXERCÍCIOS

1) O solo analisado tem caráter ácido, básico ou neutro? Justifique.


2) Classifique as substâncias utilizadas como ácidas, básicas ou neutras.
3) Utilizando o valor do pH encontrado, calcule o pOH das soluções e a concentração de íons OH- e H+
presentes.
4) O carbonato de cálcio é usado para corrigir a acidez dos solos. Por que ele é usado? Escreva a reação
química do processo de correção dos solos usando o CaCO3.

34
PRÁTICA 10 – FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE DE UMA REAÇÃO)

OBJETIVO
 Verificar os fatores que influenciam na velocidade das reações químicas.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
As reações químicas têm permitido à humanidade resolver muitas das questões que a desafiam. No
entanto, para que isso fosse possível, foi necessário aprender como alterar a velocidade das reações seja
acelerando excessivamente as lentas ou retardando as muito rápidas. O conhecimento e o estudo da
velocidade das reações químicas, além ser muito importante para a indústria, também está relacionado ao
nosso cotidiano. Uma reação química é um rearranjo de átomos provocado pelas colisões (choques) entre as
partículas dos reagentes. Para que ocorra uma reação química duas condições são necessárias:
 Haver afinidade química entre as substâncias;
 Haver colisões entre as moléculas dos reagentes que levem a quebra de suas ligações para
formação de novas ligações (rearranjo dos átomos dos reagentes para formação dos produtos). Em
alguns casos, as reações são resultados de colisões entre íons e moléculas, íons e íons e íons e átomos
neutros.
Alguns fatores alteram a freqüência de colisões entre os reagentes de uma reação química,
aumentando ou diminuindo a velocidade com que ela ocorre. Tais fatores podem ser:
 Temperatura
 Pressão
 Concentração de reagentes
 Superfície de contato
 Catalisadores ou inibidores
Assim, algumas reações são extremamente rápidas como a reação de combustão enquanto que outras
são extremamente lentas como fermentação do suco de uva para a produção do vinho, o que pode demorar
meses para ocorrer.

MATERIAIS E REAGENTES
Solução de ácido sulfúrico 0,05 mol/L, 0,3 mol/L e 4,0 mol/L Cronômetro
Solução de tiossulfato de sódio 0,05 mol/L e 0,3 mol/L Alicate de corte (para Zn metálico)
Solução de ácido oxálico 0,5 mol/L Tesoura
Solução de sulfato de manganês (MnSO4) 0,1 mol/L Cartolina preta (ou similar)
Solução de permanganato de potássio 0,04 mol/L Pipeta graduada de 5 mL
Solução de ácido clorídrico1,0 mol/L Pipetador (pera)
Zinco metálico Banho-maria
Zinco em pó Tubos de ensaio
Conta-gotas Caneta para marcar tubos de ensaio
Vidro de relógio pequeno Água gelada
Béqueres de 50 mL e 3 béqueres de 500 mL Água destilada
Termômetro Bastão de vidro

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PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1 – Influência da concentração na velocidade das reações


Nesta parte do experimento, objetiva-se a verificação da influência da variação da concentração dos
reagentes na velocidade da reação, utilizando ácido sulfúrico e tiossulfato de sódio.
H2SO4(aq) + Na2S2O3(aq) → Na2SO4(aq) + H2O(l) + SO2(g) + S(s)
Na reação entre o tiossulfato de sódio e o ácido sulfúrico, há formação de enxofre (insolúvel na
água), provocando turvação da solução. Através da adição de água à solução de tiossulfato de sódio,
mantendo fixa a concentração de ácido sulfúrico, pode-se determinar como a diminuição da concentração de
um dos reagentes influência no tempo da reação, isto é, na velocidade de reação.
a) Numere 4 tubos de ensaio: 1, 2, 3 e 4.
b) Utilizando pipeta graduada, coloque, nos tubos numerados, a solução 0,3 mol/L de Na 2S2O3 e
H2O destilada conforme Tabela I.

Tabela I – Estudo da influência da concentração de reagentes na velocidade das reações

Volume em mL Molaridade ∆n= no de mols de Concentração Velocidade


Tubo

Tempo da
da mistura Na2S2O3 que do Na2S2O3 v =∆n/∆t
reação(s)
Na2S2O3 H2O Total V.M = V.M’ reagiram V’.M’ C=n/V (mol/s)

1 4 0 4

2 3 1 4

3 2 2 4

4 1 3 4

c) Coloque um pedaço de cartolina preta (ou outro anteparo escuro) atrás dos tubos de ensaio, para
melhor visualização da reação.
d) Adicione ao tubo 1, 4 mL da solução de H2SO4 0,3 mol/L, acionando o cronômetro
imediatamente.
e) Observe atentamente o tubo 1 e assim que começar a aparecer uma turvação pare o cronômetro.
Anote na tabela o tempo (em segundos) que demorou para aparecer a turvação.
f) Descarte em local adequado o conteúdo do tubo 1 e lave-o em seguida. Essa operação deve ser
feita imediatamente para evitar que o tubo fique manchado.
g) Repita o procedimento para os tubos 2, 3 e 4, anotando na tabela o tempo gasto em cada uma das
reações.
h) Se houver qualquer dúvida com relação a alguma das medidas, refaça a medição correspondente.
i) Complete a Tabela I.

36
2 – Influência do catalisador

Nesse experimento, será verificada a influência do Mn++ na reação entre o permanganato de potássio
(KMnO4) com o ácido oxálico (H2C2O4) na presença do ácido sulfúrico (H2SO4):
2 KMnO4(aq) + 5 H2C2O4(aq) + 3 H2SO4(aq) → K2SO4(aq) + 2 MnSO4(aq) + 8 H2O(l) + 10 CO2(g)
a) Rotule 2 tubos de ensaio (1 e 2)
b) Coloque 5 mL de ácido oxálico 0,5 mol/L em cada tubo.
c) Adicione à esses dois tubos 1 mL de ácido sulfúrico 4 mol/L.
d) Adicione 5 gotas da solução 0,1 mol/L de sulfato de manganês (MnSO4) ao tubo 2.
e) Adicione, simultaneamente, ao tubos 1 e 2, 4 mL da solução 0,04 mol/L de permanganato de
potássio.
f) Compare o tempo necessário para que as duas soluções percam a cor.

3 – Influência da temperatura na velocidade das reações

O efeito da temperatura na velocidade das reações será verificado, reagindo, novamente, o tiossulfato
de sódio com o ácido sulfúrico:
H2SO4(aq) + Na2S2O3(aq) → Na2SO4(aq) + H2O(l) + SO2(g) + S(s)
a) Numere 3 tubos de ensaio (1, 2 e 3) e usando a pipeta, coloque 3 mL da solução 0,05 mol/L de
Na2S2O3.
b) Adicione 250 mL de água num béquer de 500 mL e coloque-o em “banho-maria” a 50ºC. Após a
água do béquer atingir esta temperatura, insira o tubo 1 na água do béquer e aguarde
aproximadamente 2 minutos para que a temperatura do tubo se iguale à temperatura da água do
béquer. Meça a temperatura da água:
t1= .......... oC
a) Acrescente, usando pipeta, 3 mL da solução 0,05 mol/L de H2SO4 ao tubo 1, e acione
imediatamente o cronômetro.
b) Observe atentamente o tubo 1 e, assim que aparecer uma turvação, pare o cronômetro. Anote o
tempo da reação:
Tempo da reação = ............ s
c) Preencha a Tabela II com os dados de temperatura e tempo da reação obtidos com o tubo 1.
d) Descarte em recipiente adequado o conteúdo do tubo 1 e lave-o, para que o mesmo não fique
manchado.
e) Repita o procedimento anterior, substituindo a água quente (50ºC) por água a temperatura
ambiente (tubo 2) e água gelada (tubo 3).
f) Complete a Tabela II.
g) Obs.: repita qualquer passo experimental para esclarecer dúvidas sobre alguma medição.

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Tabela II – Estudo da influência da temperatura na velocidade das reações
∆n= no de mols de Tempo da Velocidade
Tubo Temperatura (ºC)
Na2S2O3 que reagiram reação(s) v =∆n/∆t (mol/s)
1 Banho-maria
Temperatura
2
ambiente
3 Água gelada

4 – Influência da superfície de contato

a) Rotule 2 tubos de ensaio (1 e 2)


b) Adicione a cada um dos tubos 2 mL da solução 1 mol/L de HCl
c) Determine a massa de um pedaço de Zn metálico
Massa do zinco metálico:_____________________ g
d) Separe uma quantidade equivalente de zinco metálico em pó.
Massa do zinco metálico em pó:_____________________ g
e) Adicione o pedaço de Zn metálico ao tubo 1 e o zinco metálico em pó ao tubo 2.
f) Observe e compare a velocidade aparente de reação nos dois tubos.

Questões:
1) Como a temperatura influência na velocidade da reação?
2) Qual sua conclusão sobre a influência da superfície de contato na velocidade da reação? Em qual caso a
reação terminou primeiro?
3) Como a concentração da solução influenciou na velocidade da reação?
4) Como o catalisador influenciou na velocidade da reação? Identificar o catalisador nesse experimento.
5) Construa os gráficos velocidade da reação em função da concentração da solução de Na 2S2O3
(experimento 1) e em função da temperatura (experimento 3).

38
PRÁTICA 11 – EQUILÍBRIO QUÍMICO

OBJETIVO
 Observar uma reação reversível e compreender o princípio de Le Chatêlier.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Etapa I
1) Colocar 5 mL de solução de Sulfato de cobre 0,1 mol/L (CuSO4 ) em dois tubos de ensaio. Etiquetar com
letras A e B. O tubo B será o controle. Deixar os tubos no suporte. Observar a cor da solução.

2) Adicionar 2 mL de solução de hidróxido de sódio ao tubo A. Agitar e observar.

3) Adicionar 2 mL de solução de ácido clorídrico ao conteúdo do tubo A. Agitar e observar.

4) Adicionar 2 mL de solução de hidróxido de sódio ao tubo A. Agitar e observar.

Questões:
1) Escreva a equação química que representa a reação entre CuSO4(aq) e NaOH(aq) . Identifique o precipitado.

2) Escreva a equação química que representa a reação entre os produtos da reação anterior e o HCl (aq).

3) Esta reação é reversível? Explique.

4) O princípio de Le Chatêlier é confirmado nesta reação? Explique.

Etapa II
1) Colocar em um tubo de ensaio 2mL da solução de dicromato de potássio 0,1 mol/L. Observar a cor.
2) Colocar no tubo contendo dicromato de potássio 2mL de hidróxido de sódio 0,1 mol/L e observar o que
acontece.
3) Colocar no mesmo tubo algumas gotas de ácido clorídrico 0,1 mol/L e observar o que ocorre.
4) Explique o que ocorre na Etapa II

39
PRÁTICA 12 – TERMOQUÍMICA

OBJETIVO
 Identificar processos exotérmicos e endotérmicos.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Experiência 1
a) Na espátula, coloque uma pitada de CuSO4.5H2O.
b) Aqueça até a mudança completa de coloração azul para esbranquiçado.
c) Espere esfriar, acrescente uma gota de água e encoste o tubo no pulso para verificar a variação da
temperatura.

Experiência 2
a) Em um tubo de ensaio adicione 2mL de água destilada e com um termômetro meça a temperatura. Anote.
b) A seguir adicione uma pastilha de NaOH e agite até a dissolução completa. Com termômetro, meça a
temperatura do sistema e observe a variação do mesmo. Anote

Experiência 3
a) Em um tubo de ensaio adicione 2 mL de água destilada e com termômetro meça a temperatura. Anote.
b) A seguir adicione, com espátula, uma pitada de NH 4NO3(S) até a dissolução completa. Com termômetro,
meça a temperatura do sistema e observe a variação da mesma. Anote.

Experiência 4 Oxidação da glicerina pelo permanganato de potássio


a) colocar numa bandeja, uma pequena quantidade de permanganato de potássio (1 colher)
b) adicionar gotas de glicerina sobre o permanganato.
c) Afaste-se e observe.

RELATÓRIO:
1- Com relação à experiência 1, o que foi observado? Escreva a reação química correspondente ás 2
etapas e diga se cada reação é exotérmica ou endotérmica.
2- O que é uma reação endotérmica? E exotérmica? Explique.
3- Quais as reações foram endotérmicas? E exotérmicas? Por quê?

40
PRÁTICA 13 – REAÇÕES DE ÓXIDO-REDUÇÃO

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Quando em uma reação química ocorre transferência de elétrons, a ela dá-se o nome de reação de óxido-
redução, ou simplesmente redox.
Um grande número de métodos de análise baseia-se em reações deste tipo, incluindo vários métodos
volumétricos, razão pela qual torna-se necessário um estudo mais detalhado destes processos. O processo de
oxidação envolve a perda de elétrons por parte de uma substancia, enquanto a redução envolve ganho de
elétrons para a espécie química em consideração. Esta perda ou ganho de elétrons, formalmente, é indicada
pela variação do número de oxidação das várias espécies químicas envolvidas na reação considerada. Em
qualquer tipo de reação redox o número de elétrons perdidos pela espécie que sofre oxidação é sempre igual
ao número de elétrons ganhos pela espécie que reduz, de modo a manter a neutralidade de cargas no meio. A
relação entre o número de moles das substancias reduzidas e oxidadas é fixada pelo balanceamento da reação.
Designa-se a substancia que promove a redução de outra como agente redutor e a substancia responsável pela
oxidação de outra como agente oxidante.

EXPERIMENTO 1 – Reações de oxirredução

Numere os tubos de ensaio (de 1 a 6). Coloque as amostras de metais na seguinte sequência:
TUBO 01: Cu TUBO 02: Mg TUBO 03: Zn
TUBO 04: Pb TUBO 05: prego (Fe) TUBO 06: Bombril (Fe)

Adicione a cada um dos tubos aproximadamente 10 gotas da solução de CuSO4 1 mol/L. Espere o tempo
necessário para fazer as observações. Descarte cuidadosamente as soluções dos tubos, recuperando o cobre e
o prego. Lave os mesmos com água destilada, assim como os tubos de ensaio. Repita o mesmo procedimento
com as soluções de ZnSO4 todas com concentração 1 mol/L.

EXPERIMENTO 2: Célula Galvânica (Pilha de Daniell)

Monte uma célula galvânica com as soluções de CuSO4 e ZnSO4, ambas com concentração 1 mol/L. Prepare
uma ponte salina com a solução de NaCl (1 mol/L). Coloque as barras de zinco e de cobre nas devidas
soluções e faça a medida da diferença de potencial gerada pela célula conectada corretamente aos terminais
do multímetro. Não esqueça de medir a temperatura ambiente. Compare o resultado do potencial obtido com
o valor encontrado na literatura.

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EXPERIMENTO 3: Cobreação

 Primeiramente, proceda a limpeza do metal que passará pelo processo de cobreação através de
lavagem com sabão e água corrente e polimento com palha de aço fina e após decapar com uma
solução de ácido sulfúrico. Após o polimento não tocar as superfícies da peça com as mãos.
 Coloque num béquer solução de sulfato de cobre (1 mol/L) (quantidade suficiente para cobrir a chave
ou outro metal).
 A seguir, prenda a chave ao fio ligado ao polo negativo da fonte de energia, e introduza-a na solução.
 Conecte um fio de cobre ao polo positivo da fonte e introduza-o na solução.
 Ligue a fonte numa tensão de 2 V e deixar agir de 10 a 15 min.
 Observe as mudanças na coloração da solução e da chave.

Questões

Utilizar as reações de redução padrão a 25C.

1- Escreva as reações de oxirredução devidamente balanceadas para cada uma das etapas do
experimento 1. Explique cada uma delas.

2- Explique por que em alguns casos a reação é mais visível ou mais rápida que em outros

3- Qual o sentido do fluxo de elétrons dos experimentos 2 e 3?

4- Escreva as semi-reações de oxirredução e a equação global da pilha do experimento 2. Diga


qual substancia é o cátodo e qual é o ânodo, qual sofreu oxidação e qual sofreu redução.

5- Qual é a função da ponte salina?

6- No experimento 3, equacione as semi-reações que ocorrem no cátodo e no ânodo. Descreva o


que ocorreu com o fio imerso na solução e com a chave. Qual a reação global?

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PRÁTICA 14 – CORROSÃO

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Corrosão de Materiais
A corrosão é normalmente definida como a deterioração de um metal ou das suas propriedades
provocadas por uma reação com o seu ambiente.
Na maior parte dos metais a corrosão ocorre naturalmente na forma de óxidos os quais são na
maioria quimicamente estáveis. Quando exposto perante agentes oxidantes, o metal puro será convertido num
estado de óxido natural. No caso do ferro, o óxido é denominado por óxido ferroso, designado por ferrugem.
A corrosão metálica geralmente envolve perda de material numa determinada localização da
superfície exposta.
A corrosão ocorre de várias formas desde um ataque generalizado sobre uma determinada
superfície a um ataque profundo e concertado. Em muitos dos casos é impossível ou economicamente
impraticável parar o processo generalizado de corrosão; porém é normalmente possível controlar o processo
em níveis aceitáveis.
Reações de oxirredução são reações onde ocorre transferência de elétrons entre duas espécies
químicas.
Numa reação de oxirredução sempre há perda e ganho de elétrons, pois os que são perdidos por um
átomo, íon ou molécula são imediatamente recebidos por outros.
A perda de elétrons é chamada de oxidação e o ganho de elétrons é chamado de redução.
Na oxidação, o número de oxidação (Nox) do elemento aumenta (pois ele perde elétrons).
Na redução, o número de oxidação (Nox) se reduz (pois o elemento ganha elétrons).
Os metais apresentam diferenças quanto à reatividade química. Por exemplo, o ferro, exposto ao
ambiente, logo enferruja; a ferrugem é o resultado da combinação do ferro com a água e o oxigênio do ar. O
ouro, no entanto, pode ser exposto ao ambiente sem sofrer alteração.
A corrosão do ferro, bem como de outro metais, envolve reações de óxido-redução e está
relacionada com a capacidade que o metal tem de se oxidar (agente redutor) e com a capacidade de uma
espécie, como o oxigênio (O2), de se reduzir (agente oxidante). A temperatura e as concentrações dos
reagentes afetam as reações de corrosão.
Para estudar a reatividade dos metais, vamos colocar diferentes metais em contato com substâncias
capazes de oxidá-los.

Experimento 1
a) Lixe pedaços pequenos de cada um dos metais disponíveis: ferro, zinco, cobre, alumínio, magnésio.
b) Adicione em uma placa de petri (cerca da metade do volume) solução de cloreto de sódio, 5 gotas de
fenolftaleína e algumas gotas de ferricianeto de potássio.
c) Coloque nessa placa 1 pedaço de cada um dos metais espalhados.
d) Deixar as reações ocorrerem durante cerca de 15 minutos .
e) Observe quais metais foram atacados mais e menos intensamente.

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Experimento 2
a) Adicione em um béquer de cerca de 25mL de solução de ácido sulfúrico.
b) Mergulhe parcialmente, nesta solução, uma lâmina de magnésio e observar.
f) Em seguida, mergulhe as lâminas de ferro, cobre, e zinco.
c) Observe como cada metal é atacado pelo ácido.

Questões:
1 – Em cada um dos experimentos, escreva a equação química correspondente.
2 – Explique o aparecimento da coloração rosa em volta dos metais.
3 – Explique as diferenças observadas em cada um dos metais após a submersão nas soluções (experimentos 1
e 2). Por que alguns são corroídos com maior intensidade?

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PRÁTICA 15 – INDÚSTRIA DE ESPELHAMENTO EM VIDROS

1) Objetivos: Produzir o espelho por meio da deposição da prata no vidro.

2) Materiais e Reagentes

Reagente Concentração Material


Solução de AgNO3 40 g/L Álcool
Solução de NaOH 32 g/L Algodão
NH4OH concentrado Fita adesiva
Solução de H2SO4 1 mol/L Placa de Petry / placas de vidro
Solução de sacarose 120 g/L Pipetas graduadas
Bico de Bunsen/tela de amianto/tripé ou manta de
aquecimento
Papel toalha
Spray fixador preto

3) Procedimento Experimental

a) Preparação da placa de vidro: limpe-a com álcool e algodão, não deixar manchas no vidro. Coloque a
fita adesiva em um dos lados da peça a ser espelhada.
b) Na placa de Petry, coloque as seguintes soluções: 10 mL de solução de nitrato de prata (AgNO 3), 10
mL da solução de hidróxido de sódio (NaOH) e 1,2 mL de hidróxido de amônio concentrado
(NH4OH).
c) Em um béquer, aqueça até a ebulição 3,8 mL de solução de sacarose e 0,2 mL de ácido sulfúrico 1
mol/L.
d) Misture a solução “c” ainda quente em “b” espalhando sobre a placa e, em seguida, coloque o vidro
para o espelhamento. Mergulhar o lado da fita para baixo. Faça movimentos circulares e observe a
formação de um espelho de prata na superfície do vidro. Limpe com água os dois lados e passe papel
toalha no lado da fita.

Genericamente tem-se:
Aldeído + [Ag(NH3)2]+ + 3OH-  2Ag + ácido carboxílico + 4 NH4 + 2H2O

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BELTRAN, Nelson Orlando & CISCATO, Carlos Alberto Mattoso. Química; Série Formação Geral. São
Paulo: Editora Cortez, 1991. 245p.

CHENAUD, E. B. et al. Cinética química. Disponível em: <pt.slideshare.net/ingredesilva/relatorio-quimica-


geral2-cinetica>. Acesso em 27/07/2015.

CONSTANTINO, M. G. Fundamentos de Química Experimental. São Paulo. Edusp. 2004.

CRUZ, Roque e Galhardo Filho, E. Experimentos de Química em microescala. São Paulo. Edusp. 1º edição
2004.

LUTFI, Mansur, Os Ferrados e os Cromados; Produção Social e Apropriação Privada do Conhecimento


Químico. Ijuí: Editora Unijuí, 1992, 256p.

MALDANER, Otavio Aloísio. Química2; Integração Teoria-Prática. Ijuí: Editora Unijuí, 1992. 180p.

MALM, L. E. Manual de Laboratório para Química - uma Ciência Experimental. Trad. de João E.
Simão. Lisboa. Fundação Calouste Gulbekian. 2º edição. 1980.

MARQUES, J. A. et al. Práticas de Química Orgânica. Campinas. Editora Átomo. 2007.

OLIVEIRA, E. A. Aulas Práticas de Química. São Paulo, Ed. Moderna, 1986.

REVISTA QUÍMICA NOVA NA ESCOLA.

ROSENBERG, I. M., Química Geral. São Paulo: Edgard Blücher, 2002.

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