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NOÇÕES BÁSICAS DE

ECOLOGIA E CICLOS
BIOGEOQUÍMICOS

Profa Ana Paula de C. Rodrigues (tantufaz17@gmail.com)


Bióloga (UniverCidade)
MSc. Geociências – Geoquímica Ambiental (UFF)
MBA Gestão Ambiental (FUNCEFET)
Doutoranda em Geociências – Geoquímica Ambiental (UFF)
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA (Conceitos gerais)

Odum, Eugene P. ECOLOGIA. Ed. Guanabara, 1988.


Braga, B. et al. INTRODUÇÃO À ENGENHARIA AMBIENTAL. Pearson
Prentice Hall, SP. 2002 (existe a segunda edição que é desse ano ou do ano
passado, não lembro).
Ricklefs, Robert E. ECONOMIA DA NATUREZA. Ed. Guanabara, 5ª edição,
2003.
DICAS
Existem glossários com termos ambientais em vários sites de
órgãos ambientais nacionais. Vale a pena dar uma olhada.
Contudo tomem CUIDADO! Existem conceitos que estão com
definições evasivas e às vezes um pouco errôneas por serem
limitadas.
CETESB: http://www.cetesb.sp.gov.br/ambiente/glossario/
Governo do Estado do Amazonas:
http://www.sds.am.gov.br/programas_02.php?cod=1066
Secretaria de meio ambiente do Rio Grande do Sul:
http://www.sema.rs.gov.br/sema/html/gloss_p.htm
SITES COM CONTEÚDOS INTERESSANTES

http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/ciencias/ecologia/bonit
o/Cap%20III/eco_Energia%20e%20Biomassa%20nas%20cad
eias%20alimentares.htm
http://www.aultimaarcadenoe.com.br/biologia3d.htm
http://www.caradebiologia.com.br/ensinomedio/aulas/aulas.asp
?id=3
http://www.consulteme.com.br/biologia/ecologia/pirenerp.htm
SITES COM EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/ciencias/ecologia/bonit
o/eco_testes.html
http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_simulado/testes/testes10/bi
ot.htm
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações”
Constituição Federal – Artigo 225
PARTE 1

FUNCIONAMENTO DOS ECOSSISTEMAS


ECOSSISTEMA

Unidade fundamental da organização ecológica

“Qualquer unidade (biossistema) que abranja todos os organismos


que funcionam em conjunto (comunidade biótica) numa dada área,
interagindo com o ambiente físico de tal forma que um fluxo de
energia produza estruturas bióticas claramente definidas e uma
ciclagem de materiais entre as partes vivas (fatores bióticos) e
não-vivas (fatores abióticos)” (ODUM, 1988).
SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS

1. Regulação gasosa 9. Controle de poluentes


2. Regulação climática 10. Polinização
3. Regulação de distúrbios 11. Controle biológico
4. Regulação de recursos 12. Refúgio
hídricos
13. Produção de
5. Disponibilização de
recursos hídricos alimentos
6. Controle de erosão e 14. Matéria-prima
retenção de sedimentos 15. Recursos genéticos
7. Formação de solo 16. Recreação
8. Ciclagem de nutrientes 17. Cultural
Espécie - dois ou mais organismos são considerados da mesma espécie,
quando podem se reproduzir, originando descendentes férteis, em
condições naturais.

Espécies-chave - servem de base para estruturar comunidades

Populações - são formadas por organismos da mesma espécie, isto é, um


conjunto de organismos que podem se reproduzir produzindo
descendentes férteis, em condições naturais, que habitam uma
determinada área num determinado tempo.

Comunidade - um conjunto de todas as populações, de várias espécies


diferentes, sejam elas de microorganismos, animais ou vegetais
existentes em uma determinada área; também se pode utilizar o conceito
de comunidade para designar grupos com uma maior afinidade
separadamente, como por exemplo, comunidade vegetal, animal, etc.
Biosfera – A vida surge na Terra há cerca de 3,5 bilhões de anos. Os
primeiros organismos não passam de simples estruturas de carbono.
Eles inauguram as primeiras cadeias alimentares e dão início à
construção da biosfera o espaço da superfície do planeta onde a vida
é possível e que pode ser considerado um grande ecossistema. A
biosfera cresce à medida que as formas de vida se multiplicam e a
cadeia alimentar torna-se mais complexa. Atualmente ocupa toda a
superfície, inclui as altas camadas da atmosfera, pode chegar a 5 km
de profundidade na crosta terrestre e a 11 km abaixo do nível do mar,
nas fossas oceânicas.
SISTEMAS ECOLÓGICOS

Células
Nível de organização
Tecidos

Órgãos

Sistemas

Organismo

População

Comunidade

Biosfera
COMPONENTES DE UM ECOSSISTEMA
Abióticos, que em conjunto constituem o biótopo: ambiente físico e
fatores químicos e físicos. A radiação solar é um dos principais fatores
físicos dos ecossistemas terrestres, pois é através dela que as plantas
realizam fotossíntese, liberando oxigênio para a atmosfera e
transformando a energia luminosa em química.

Bióticos, representados pelos seres vivos que compõem a comunidade


biótica ou biocenese. Os componentes bióticos podem ser de dois
tipos.
1° - Os organismos autótrofos: que sintetizam o seu próprio alimento
a partir de uma fonte não orgânica de energia. Esses organismos são
chamados de produtores.
2° - Os organismos heterótrofos: que não são capazes de sintetizar o
próprio alimento. Os heterótrofos podem ser: consumidores,
organismos que se alimentam de outros organismos.
HABITAT x NICHO ECOLÓGICO
Habitat = seu endereço, onde você mora.
Nicho ecológico = sua profissão, sua função naquela comunidade.

Definições:
Habitat: lugar onde o organismo vive ou onde alguém iria para
encontrá-lo.
Nicho ecológico: inclui não apenas o espaço físico, bem como o seu
papel funcional na comunidade (posição trófica) e a sua posição em
gradientes ambientais de temperatura, umidade, pH, solo, e outras
condições de existência.
NICHO ECOLÓGICO
Hipervolume das n dimensões
(fatores) com as quais o
organismo se inter-relaciona e
depende para sua sobrevivência
(Hutchinson, 1950).
Descreve “como” e não “onde” o
organismo vive.

Ex.: tamanho das presas


Freqüência

A B

Sobreposição
de nichos

Evolução
Freqüência

A B
Tende a minimizara a competição
Biocenose (do grego bios, vida, e koinos, comum, público) - sinônimo de
comunidade biótica; as diversas espécies que vivem em uma mesma
região constituem uma comunidade biológica, também chamada
biota ou biocenose.

A biocenose de uma floresta, por exemplo, compõem-se de


populações de arbustos, árvores, pássaros, formigas,
microrganismos etc., que convivem e se inter-relacionam.
Biótopo (do grego bios, vida, e topos, lugar) - espaço limitado,
com características ambientais determinadas (componentes físico-
químicos do ambiente), onde vive uma biocenose.

Uma espécie = termo hábitat


Espaços físicos, componentes abióticos de várias espécies inter-
relacionadas = termo biótopo.

Numa floresta, o biótopo é a área que contém o solo (com seus


minerais e água) e a atmosfera (com seus gases, umidade,
temperatura, grau de luminosidade etc.).

Os fatores abióticos do biótopo afetam diretamente a biocenose


(várias espécies), e também são por ela influenciados. O
desenvolvimento de uma floresta, por exemplo, modifica a
umidade do ar e a temperatura de uma região e isto a mantém.
Vegetação:

Fisionomia vegetal: é a aparência que a vegetação exibe,


resultante das formas de vida presentes nas plantas
predominantes.

Composição: indica a flora envolvida.

Estrutura: é caracterizada por observações sobre a densidade,


caducidade foliar, presença de formas de vida típicas (palmeiras,
lianas, fetos arborescentes etc.), árvores emergentes,
estratificação (disposição em camadas superpostas). Como as
formas de vida semelhantes congregam-se em grupos
denominados sinúsias, pode-se definir a estrutura, como o
reconhecimento e descrição das sinúsias componentes de uma
dada vegetação (RIZZINI, 1992).
Vegetação:

Sinúsias (conjunto de espécies pertencentes ao mesmo tipo de


forma de vida e com exigências ecológicas uniformes)
congregam-se constituindo as formações vegetais.

Formação vegetal: no sentido amplo, é um termo obsoleto


equivalente a bioma (ART, 2001); no sentido restrito é um tipo de
vegetação que ocupa pequena área geográfica com composição
em espécies definida, condições edáficas particulares, e
reconhecida pela fitofisionomia.

Ex. Bioma = Floresta Amazônica.


Principais formações vegetais deste bioma: floresta pluvial,
floresta paludosa, floresta esclerofila, campos de várzea, savana e
floresta semidecídua.
ECOLOGIA TRÓFICA
Uma das formas mais tradicionais de se estudar a ecologia
trófica está na identificação das rotas alimentares dentro dos
ecossistemas.

Nível Trófico: é a posição que determinada espécie está no sistema


alimentar. O estudo das interações tróficas é essencial para o
entendimento do que se passa dentro de um ecossistema. Este tipo de
estudo demonstra de modo inequívoco o grau de inter-relações
existente entre os organismos e aponta os principais elementos na
manutenção da estrutura do ecossistema.
Níveis Tróficos
Produtores

n São os organismos
capazes de fazer
fotossíntese ou
quimiossíntese. Produzem
e acumulam energia
através de processos
bioquímicos utilizando
como matéria prima a
água, gás carbônico e luz.
FOTOSSÍNTESE

n Processo através do qual as


plantas verdes transformam
energia radiante, ou
eletromagnética em energia
química (Ferri, 1985).
n O processo visa basicamente
a fornecer energia (ATP) e
poder redutor (NADPH) para
que a planta possa sintetizar
carboidratos a partir do dióxido
de carbono (CO2).
FOTOSSÍNTESE

n São enormes as quantidades de energia que as plantas


"armazenam" através da fotossíntese.
n Florestas tropicais, por exemplo, "armazenam" durante um
ano, cerca de 8 mil quilocalorias por metro quadrado de
floresta, ou seja 8 trilhões de quilocalorias por quilômetro
quadrado (8.109 kcal/km2).
n A capacidade de produção de energia de uma usina
hidrelétrica como, por exemplo, a de Barra Bonita, no Rio
Tietê, é de cerca de 140 MW (megawatt).
n Uma quantidade equivalente a essa seria armazenada por
1 km2 de floresta absorvendo energia luminosa por duas
horas e meia.
Consumidores Primários

n São os animais que se


alimentam dos produtores,
ou seja, são as espécies
herbívoras. Podem ser
desde microscópicas
larvas planctônicas até
grandes mamíferos
terrestres como o elefante.
Consumidores Secundários e Terciários

n São os animais que se


alimentam de herbívoros
ou no caso dos terciários,
dos herbívoros e também
dos consumidores
secundários.
Decompositores

n São os organismos
responsáveis pela
decomposição da matéria
orgânica, transformando-a
em nutrientes minerais
que se tornam novamente
disponíveis no ambiente.
Uma das formas mais tradicionais de se estudar a ecologia
trófica está na identificação das rotas alimentares dentro
dos ecossistemas:
1) cadeias alimentares;
2) teias tróficas;
3) pirâmides energéticas;
FLUXO DE ENERGIA E MASSA NA
CADEIA TRÓFICA
Para entender como se dá o fluxo de energia e massa nos
ecossistemas, precisamos lembrar de 3 leis:
Lei da conservação de massa: num sistema físico ou químico,
nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-
la de uma forma em outra.
Leis da termodinâmica: são duas
I.Conservação de energia: a energia pode se transformar de uma
forma para outra, mas não pode ser criada ou destruída.
II.Pureza da energia: todo processo de transformação de energia é
dado a partir de uma maneira mais nobre para uma menos nobre, ou
de menor qualidade (grau de entropia).
LEI DA CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NA CADEIA ALIMENTAR

Observem que a cada nível a energia disponível é menor e


lembrem que a qualidade da energia também é inferior. Então
quanto mais afastado dos produtores, menos energia.
PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA LÍQUIDA (PPL)
É a taxa na qual a energia radiante é convertida, pela atividade
fotossintética e quimiossintética de organismos produtores (ex:
plantas verdes), em substâncias orgânicas.

* A produtividade primária bruta, a produtividade primária líquida


e a respiração são relacionadas através da seguinte equação:

Os diferentes tipos de comunidades ou ecossistemas


variam grandemente em sua produtividade primária
líquida, conforme se observa no gráfico.
Fatores que influenciam a produtividade primária:
- Disponibilidade de nutrientes
- Período da estação do crescimento
- Temperatura
- Luz
VARIAÇÃO DO TIPO DE VEGETAÇÃO DE
ACORDO COM A ALTITUDE NO BRASIL
TIPOS DE VEGETAÇÃO
1) Savana (Cerrado/Campos) — Ocorre principalmente na região Centro-Oeste,
aparecendo também no norte amazônico, desde o vale do rio Tacatu
(Roraima) até os tabuleiros do Amapá; no litoral e interior do Nordeste; no
planalto sedimentar da bacia do Paraná; na região sudeste; na Região Sul em
áreas do Planalto Meridional.

2) Estepe (Caatinga e Campanha Gaúcha) — corresponde a várias formações


vegetais que se constituem num tipo de vegetação estacional decidual, com
várias cactáceas. A outra área de estepe brasileira é a Campanha Gaúcha,
que recobre o planalto da Campanha e a depressão dos rios Ibicuí e Negro.

3) Savana estépica (vegetação chaquenha, campos de Roraima e Campanha


Gaúcha) - constituída por uma cobertura arbórea e várias cactáceas, que
recobre um estrato graminoso. Ocupa três áreas: o Pantanal Mato-
Grossense, os Campos de Roraima e a Campanha Gaúcha.

4) Vegetação lenhosa oligotrófica dos pântanos e das acumulações


arenosas (Campinarana) — se restringe às áreas amazônicas do alto rio
Negro e seus afluentes adjacentes, recobrindo as áreas deprimidas e
embrejadas, caracterizada por agrupamentos de formações arbóreas altas e
finas.
TIPOS DE VEGETAÇÃO

5) Floresta ombrófila densa (Floresta Amazônica/Floresta Atlântica) — consiste


de árvores que variam de médio a grande porte e com gêneros típicos que as
caracterizam. Ocupa parte da Amazônia, estendendo-se pelo litoral desde o sul de
Natal, Rio Grande do Norte até o Espírito Santo, entre o litoral e as serras pré-
cambrianas que margeiam o Atlântico, estendendo-se ainda pelas encostas até a
região de Osório, no Rio Grande do Sul.

6) Floresta ombrófila aberta (Floresta de Transição) — constituída de árvores


mais espaçadas, com estrato arbustivo pouco denso. É uma vegetação de
transição entre a floresta Amazônica úmida a oeste, a caatinga seca a leste e o
cerrado semi-úmido ao sul. Essa região fitoecológica domina, principalmente, os
estados do Maranhão e Piauí, aparecendo também no Ceará e Rio Grande do
Norte.

7) Floresta ombrófila mista (Mata dos Pinheiros) — também conhecida por


"mata dos pinhais ou de araucárias", é encontrada concentrada no Planalto
Meridional, nas áreas mais elevadas e mais frias, com pequenas ocorrências
isoladas nas serras do Mar e Mantiqueira (partes altas). Destacam-se os gêneros
Araucária, Podocarpus e outros de menos importância.
TIPOS DE VEGETAÇÃO
8) Floresta estacional semidecidual (Mata semicaducifólia) — está ligado às
estações climáticas, uma tropical, com chuvas de verão e estiagem acentuada, e
outra subtropical, sem período seco mas com seca fisiológica por causa do frio do
inverno. Ocorrem nas áreas brasileiras com esses tipos climáticos.

9) Floresta estacional decidual (Mata caducifólia) — Ocorre no território


brasileiro dispersivamente e sem continuidade, pois só aparece em áreas
caracterizadas por duas estações climáticas bem definidas, chuvosa e seca. O
estrato arbóreo é predominantemente caducifólio (perdem as folhas na seca).

10) Áreas das formações pioneiras de influência marinha (Vegetação de


Restinga e Manguezal) — são representadas pelas restingas ou cordões
litorâneos e pelas dunas que ocorrem ao longo da costa. São formados pela
deposição de areias, aí ocorrendo desde formações herbáceas até arbóreas.
Os manguezais sofrem influência fluviomarinha onde nasce uma vegetação de
ambiente salobro que também apresenta fisionomia arbórea e arbustiva; são
encontrados em quase todo o litoral brasileiro, mas as maiores concentrações
aparecem no litoral norte e praticamente desaparecem, a partir do sul da ilha de
Santa Catarina, pois é vegetação típica de litorais tropicais.
TIPOS DE VEGETAÇÃO

11) Áreas das formações pioneiras ou de influência fluvial (Vegetação Aluvial)


— É um tipo de vegetação que ocorre nas áreas de acumulação dos cursos dos
rios, lagoas ou assemelhados; a fisionomia vegetal pode ser arbórea, arbustiva
ou herbácea, formando ao longo dos cursos dos rios as Matas-Galerias. A
vegetação que se instala varia de acordo com a intensidade e duração da
inundação.

12) Áreas de Tensão ecológica (Contatos entre tipos de vegetação) — São


denominadas assim as regiões de contato entre grandes tipos de vegetação, em
que cada tipo guarda sua identidade. Ocorre em vários locais do país, inclusive no
Pantanal nas áreas alagadas, periodicamente alagadas e nas livres das
inundações. Existem aí várias associações vegetais como palmeiras, gramíneas
e bosques chaquenhos.

13) Refúgio ecológico (Campos de altitude) — Qualquer tipo de vegetação


diferente do contexto geral da flora da região é considerada como um "refúgio
ecológico". Este é o caso da vegetação que se localiza, no Brasil, acima de
1800m de altitude.
AMBIENTE MARINHO
O conceito de bioma não se aplica para ecossistemas aquáticos

Nos oceanos as zonas ecológicas são definidas em função de fatores


como a temperatura, profundidade e variação de maré.

- A isotropia do meio aquático faz variar


os factores fisico-químicos de maneira
mais lenta que no meio terrestre.
- Os fenômenos de convecção e difusão
de substâncias solúveis a juntar as
correntes marinhas asseguram uma certa
uniformização dos factores abióticos.
- Variações climáticas têm menor
amplitude na hidrosfera.
-Distribuição latitudinal mais
aleatória das biomassas.
Lagos Costeiros
A maioria dos lagos brasileiros se encontram na região litorânea e são
representados por vários lagos e lagunas, alem de se constituírem em
principal sistema lêntico dos lagos costeiros, são de fundamental
importância, tendo em vista a sua rica biodiversidade, a fauna variada
de espécie aquáticas e terrestres, alem de possuir grande importância
econômica , social e turística para diversos municípios, quando utilizados
racionalmente, entretanto estes são pouco conhecidos ecologicamente
(CAVACA, 1992) e (OLIVEIRA, et al., 2000).
ESTUÁRIOS

Trata-se do setor terminal dos rios,


até onde o canal fluvial é
percorrido pelas correntes de
maré. Muitas vezes os estuários
correspondem a setores alargados
dos cursos de água.
RECIFES DE CORAL

• Encontrados em regiões de águas quentes e claras;


• Formados pela deposição do esqueleto calcário de organismos como corais,
algas e moluscos;
• Habitats essenciais para peixes e outros recursos pesqueiros;
• Considerados, juntamente com as florestas tropicais, as duas mais diversas
comunidades naturais do planeta;
• Altamente frágeis.
RESTINGAS

• Dunas e areais revestidas de vegetação baixa, com grande diversidade ambiental e


biológica.
• É classificada oficialmente como Formação Pioneira de Influência Marinha.
• Facilita o controle, em zonas urbanas costeiras, de cupins, formigas, escorpiões e
baratas.
• Como possui solo arenoso, a água da chuva infiltra com facilidade, o que reduz os
riscos de enchentes e os custos de obras de drenagens.
COSTÕES ROCHOSOS

É um ambiente litorâneo formado por rochas, situado no


limite entre o oceano e o continente.

Por receber grande quantidade de nutrientes proveniente


dos sistemas terrestres, estes ecossistemas apresentam
uma grande biomassa e produção primária de
microfitobentos e de macroalgas. Como conseqüência, os
costões rochosos são locais de alimentação, crescimento e
reprodução de um grande número de espécies.
PRAIAS ARENOSAS E LODOSAS
Região costeira onde as ondas re-trabalham ativamente o sedimento;
Sedimento constituído geralmente de areias grosseiras e areias finas;
Abrigam uma fauna abundante e variada;
Esta comunidade passa desapercebida da maioria das pessoas devido ao fato de seus
componentes encontrarem-se tipicamente ocultos na areia ou expostos ao ar apenas
durante os períodos de baixamar.
Lagos costeiros
+
Estuários
Recifes de
coral
Diversidade

Restingas
Costões
_
Rochosos

Praias arenosas
e lodosas
DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA DOS
ORGANISMOS
A ESPÉCIE ESTÁ AUSENTE POR ....

O local é inatingível ou
não houve tempo DISTRIBUIÇÃO
suficiente para ser
atingido

Seleção do COMPORTAMENTO
habitat

Predação,
parasitismo, OUTRAS
competição,
ESPÉCIES
doenças

FATORES ABIÓTICOS

Terrestre:
temperatura, luz,
água, estrutura do
solo, etc.
Aquático: oxigênio,
salinidade,
nutrientes, pH, etc
Para entendermos
a distribuição e a
abundância de
uma espécie,
necessitamos
conhecer:
-Sua história
-Os recursos que
ela requer
- Suas taxas de
natalidade,
mortalidade e
migração
-Suas interações
intra-específicas e
inter-específicas
-Os efeitos das
condições
ambientais
Interações Populacionais entre
Duas Espécies

+ : espécie é
afetada
favoravelmente
- : espécie é
afetada
desfavoravelmente
0 : espécie não é
afetada
CRESCIMENTO POPULACIONAL

N=No*(1+R)t Crescimento populacional


exponencial
Curva N / tempo
12000

10000

8000
N

6000

4000

2000

0
0 10 20 30 40
tempo
Crescimento populacional
N=No*(1+R)-Kt
logístico
1400,0
N logístico integrado e não-

1200,0

1000,0
integrado

800,0

600,0

400,0

200,0

0,0
0 5 10 15 20 25 30 35
tempo
CAPACIDADE DE SUPORTE:
Densidade populacional / Espaço / Recursos
EXTINÇÃO

Falha na adaptação a condições variantes seja porque as mudanças ocorrem


muito rápido ou porque uma população é incapaz de responder a elas

Vulnerabilidade à extinção:
1. Abrangência geográfica limitada
2. Distribuição de habitat restrita
3. Tamanho populacional pequeno

Preenchimento de
Ameaça novos nichos –
a vida? surgimento de
novas vidas
Presente situação: o homem destruindo ecossistemas
Barreiras reprodutivas
Barreiras geográficas
Diminuição da biodiversidade

Estimativas do número de espécies


extintas devido às atividades antrópicas:
q Metade de todas as espécies de plantas
extintas (150.000 – 200.000 sp.)
q 25% de todos os mamíferoS
q 12% de todas as aves
q 30% de todos os peixes, répteis e
anfíbios
SUCESSÃO ECOLÓGICA
“Processo que envolve mudanças na estrutura de espécies e nos processos
da comunidade ao longo do tempo. Resulta da modificação do ambiente
físico pela comunidade e de interações de competição e coexistência em
nível de população, ou seja, a sucessão é controlada pela comunidade, muito
embora o ambiente físico determine o padrão e a velocidade das mudanças”
(ODUM, 1997).

Sere: seqüência de comunidades que se substituem umas às


outras numa dada área.

Estágios de desenvolvimento ou estádios serais ou estádios


pioneiros: comunidades relativamente transitórias.

Clímax: se caracteriza por ter a maior biomassa, as teias


alimentares mais complexas e a maior biodiversidade possível
para as condições climáticas ou edáficas locais.
SUCESSÃO ECOLÓGICA

Espécies pioneiras: geralmente têm lenho leve e efêmero e são


caracterizadas por apresentarem folhagem em múltiplas
camadas e crescimento rápido, por estarem em condições de
insolação.

Espécies climácicas: ou seja, as árvores dominantes dos últimos


estágios da sucessão, têm geralmente características muito
diferentes, tais como lenhos densos e duráveis, copas mais
densamente compactas e crescimento lento, pelas condições de
sombra.
CAPACIDADE DE REAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS AOS
DISTÚRBIOS

Resiliência é a capacidade de um ecossistema se recuperar de flutuações internas


provocadas por distúrbios naturais ou antrópicos (TIVY, 1993).

Estabilidade um ecossistema é estável quando reage a um distúrbio absorvendo o


impacto sofrido, sem sofrer mudanças, e ajustando-o aos seus processos
ecológicos.

Os ecossistemas passam a ter sua estabilidade comprometida a partir do momento


em ocorrem mudanças drásticas no seu regime de distúrbios característico, e que
as flutuações ambientais ultrapassam seu limite homeostático. Como
conseqüência, a sua resiliência diminui, como também a sua resposta a novos
distúrbios, podendo chegar a um ponto em que o ecossistema entra em colapso
com processos irreversíveis de degradação (ENGEL; PARROTA, 2003).
ÁREAS DEGRADADAS são aquelas que não mais possuem a capacidade de
repor as perdas de matéria orgânica do solo, nutrientes, biomassa, estoque de
propágulos etc (BROWN; LUGO, 1994).

REABILITAÇÃO: atribui a ela uma função adequada ao uso humano e


restabelecendo suas principais características, conduzindo-a a uma situação
alternativa e estável (MINTER/IBAMA, 1990).

RESTAURAÇÃO: objetiva conduzir o ecossistema à sua condição original. É


considerada uma hipótese remota e até mesmo utópica.

RECUPERAÇÃO: visa a “restituição de um ecossistema ou de uma população


silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de
sua condição original” como é definida pela Lei Federal 9985/2000, que criou o
SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). Trata-se de retornar às
condições de funcionamento, pois objetiva recuperar a estrutura (composição
em espécies e complexidade) e as funções ecológicas (ciclagem de nutrientes e
biomassa) do ecossistema.
Exercício de fixação
• Em grupo.

Escolha um texto na internet falando sobre qualquer


tipo de impacto ambiental, leia-o e identifique:

1) O ecossistema envolvido;
2) O impacto ambiental;
3) Consequências diretas e indiretas ao homem;
4) Consequências diretas e indiretas ao ecossistema;
5) Como a engenharia atuaria na prevenção e/ou na
diminuição deste impacto.