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MEDIÇÕES E ERROS

1
1.1. Definições do Vocabulário Internacional de Metrologia

Metrologia: Ciência das medições

Medição: Conjunto de operações que têm por objetivo determinar o valor


de uma grandeza

Princípio de medição: Fundamento científico de medição


(exemplo: efeito termelétrico para medição de temperatura).

Método de Medição: Sequência lógica de operações, descritas


genericamente, utilizadas na execução das medidas

(exemplo: métodos diretos e indiretos, por comparação) 2


Mensuranda: Grandeza particular submetida à medição. A
especificação de uma mensuranda pode requerer informações acerca de
grandezas como o tempo, a temperatura e a pressão.

Resultado de uma medição: Valor atribuído a uma mensuranda, obtido


na medição.

Instrumento de medição: Dispositivo destinado à execução da


medição, isolado ou em conjunto com equipamentos suplementares
(exemplo: balança, dinamómetro, transdutor, termómetro).

Cadeia de medição: Sequência de elementos de um instrumento ou


sistema de medição que constitui o trajeto do sinal de medição desde
a entrada até à saída.

Sistema de medição: Conjunto completo de instrumentos de


medição e outros dispositivos montados para executar uma medição
especifica
Valor (de uma grandeza): Magnitude de uma grandeza particular em geral
expressa pelo produto da unidade de medida multiplicada por um número
(exemplo: 5,12 m; 3,12 kg; 8,35 V ).

Valor numérico (de uma grandeza): Quociente do valor de uma grandeza


pela unidade utilizada na sua expressão.
(exemplo: Os valores numéricos dos exemplos anteriores são 5,12; 3,12;
8,35).

Valor verdadeiro (de uma grandeza): Valor consistente com a definição de


uma dada grandeza particular .

É portanto um valor que deve ser obtido em condições perfeitas de


medição. São valores, que pela sua natureza ideal, não podem ser
determinados.

Valor convencionalmente verdadeiro (de uma grandeza): Valor atribuído a


uma grandeza particular e aceite, por vezes por convenção, como tendo uma
incerteza apropriada a um determinado objetivo.
4
Repetibilidade dos resultados (de uma medição): Aproximação entre
os resultados de medições sucessivas de uma mesma mensuranda,
efetuadas nas mesmas condições de medição. Estas condições são
designadas por condições de repetibilidade, que incluem: o mesmo
procedimento de medição; o mesmo observador; o mesmo instrumento de
medição, usado nas mesmas condições; o mesmo local; a repetição deve
ser realizada durante um curto intervalo de tempo.
Reprodutibilidade dos resultados (de uma medição): Aproximação
entre os resultados das medições da mesma mensuranda efetuada com
alteração das condições da medição. As alterações que se consideram
incluem o princípio e o método de medição, o observador, o instrumento,
o padrão de referência, o local, as condições de utilização e o tempo.

Exatidão (de um instrumento de medição): Aptidão de um instrumento


de medição para dar indicações próximas do verdadeiro valor da
grandeza medida. Ter em consideração que exatidão é um conceito
qualitativo. Quando se pretende expressar numericamente esta
característica, isto é, traduzi-la quantitativamente, deverá ser empregue o
termo incerteza da medição.
5
Será possível obter o valor
verdadeiro pela medição?

NÃO
Limitação das medições
experimentais:
há sempre uma incerteza
associada
6
Erro de Medição

sistema de
medição mensurando

indicação  valor verdadeiro

erro de
medição

7
A B

D C

8
Precisão e Exatidão
• São parâmetros qualitativos associados ao
desempenho de um sistema.

• Um sistema com ótima precisão repete bem


os resultados, com pequena dispersão.

• Um sistema com excelente exatidão


praticamente não apresenta erros
sistemáticos.
9
Erros sistemáticos:

Sempre e só no mesmo sentido; se forem


descobertos podem ser corrigidos ou
eliminados, afetam a exatidão .

Ex: Balança mal calibrada,


deficiência de funcionamento,
erros de operação, …

10
Erros fortuitos ou aleatórios:

Sem qualquer regularidade; inevitáveis;


estimativas dependem de pessoa para
pessoa e de medição para medição; tendem
a anular-se num elevado número de
medições, afetam a precisão.

Ex: variações no ambiente do


laboratório, limitações dos
instrumentos de medida,… 11
Boa precisão: baixa dispersão de Fraca precisão: grande dispersão de
resultados. Erros fortuitos pequenos. resultados. Erros fortuitos elevados.
Existência de erros sistemáticos: Não existência de erros sistemáticos:
resultado não exato. resultado exato.
A B

D C precisão: grande dispersão de


Fraca
resultados. Erros fortuitos elevados.
Existência de erros sistemáticos:
resultado não exato.

Boa precisão: baixa dispersão de


resultados. Erros fortuitos pequenos.
Não existência de erros sistemáticos:
resultado exato.

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Algumas definições
• Tendência (Td)
– é uma estimativa do Erro Sistemático

• Valor Verdadeiro Convencional (VVC)


– é uma estimativa do valor verdadeiro

• Correção (C)
– é a constante que, ao ser adicionada à indicação,
compensa os erros sistemáticos
– é igual à tendência com sinal trocado 13
Exemplo de erro de medição

(1000,00 ± 0,01) g
E = I - VVC

1 E = 1014 - 1000

1014
E = + 14 g
1014
0g
g

Indica a mais do
que deveria!
14
I=valor medido
Erros em medições repetidas
1020

1014 g

dispersão
1015 g
1017 g
(1000,00 ± 0,01)
(1000,00
(1000,00± 0,01)
± 0,01)
g g g
1012 g
1015 g
111 1018 g

erro médio
1014 g 1010
1015 g
1014
1015
1017
0g 1016 g
1013 g
1016 g
1015 g

1000
15
Cálculo do erro sistemático

média de infinitas indicações


condições:
valor verdadeiro conhecido exatamente

16
Estimativa do erro sistemático

VVC
tendência

17
Correção dos erros sistemáticos

Td C = -Td

18
Indicação corrigida
Nº I C Ic Ea
1 1014 -15 999 -1 C = -Td
2 1015 -15 1000 0
3 1017 -15 1002 2
4 1012 -15 997 -3
5 1015 -15 1000 0 C = 1000 - 1015
6 1018 -15 1003 3
7 1014 -15 999 -1 C = -15 g
8 1015 -15 1000 0
9 1016 -15 1001 1
10 1013 -15 998 -2
11 1016 -15 1001 1
12 1015 -15 1000 0
média 1015 -15 1000 0

995 1000 1005


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Erro aleatório e repetitividade

-5 0 5
O valor do erro aleatório é imprevisível.

A repetitividade define a faixa dentro da qual


espera-se que o erro aleatório esteja contido.

20
Exemplo:
O resultado das 15 medições do diâmetro D de um eixo de seção
circular, medido com um micrômetro, é dado na tabela a seguir. E
sabendo que o VVC é de 25,400. Determine a indicação média, a
estimativa do erro sistemático (tendência), a correção do erro
sistemático, a indicação corrigida de cada medição e o erro aleatório
para cada medição.
valores em mm
25,400
25,405 Se fosse realizada uma 16º medição
25,404 o que se poderia esperar do valor ?
25,408
25,405
25,403
25,407
25,409
25,410
25,406
25,404
25,404
25,405
25,403
25,402
Histograma

- Os erros tendem a anular-se.

- Os erros mais pequenos, isto é,


as medições mais próximas do
valor correto são mais frequentes.

- O valor médio é então o mais digno


de confiança

22
Distribuição normal dos erros fortuitos
Um histograma com número infinito de
medições e largura de coluna
infinitamente pequeno teria então esta
forma.

Ponto de s = estimativa do desvio padrão (s):


inflexão da
curva n

 i
( x  x ) 2

s s i 1
n 1
sm = desvio padrão da média :

sm = s / √n ( n é nº dados)
23
Distribuição normal dos erros fortuitos

Que significado tem então o desvio


padrão ?

- mede a precisão dos resultados

-aproximadamente 68% dos valores


estão compreendidos no intervalo m±1s

-aproximadamente 95% dos valores


estão compreendidos no intervalo m±2s

Desvio padrão relativo:

RSD = (s/m)x100% 24
Distribuição normal dos erros fortuitos

EXEMPLO: Calcular o desvio padrão e o desvio padrão relativo do seguinte


conjunto de medições:

0,102 1º- Calcular a média:


0,105
m = (0,102+0,105+0,100+0,103+0,100)/5 = 0,102
0,100
0,103
2º- Calcular o desvio padrão:
0,100
s = [(0,102-0,102)2+(0,105-0,102)2+(0,100-0,102)2+
(0,103-0,102)2+(0,100-0,102)2/(5-1)]1/2 = 0,0021

3º- Calcular o desvio padrão relativo:

RSD = (s/m)x100% = (0,0021/0,102)x100% = 2,1%


25
Distribuição t de Student

Quando se determina o desvio padrão a partir de n finito, geralmente n <


30, a distribuição dos desvios em torno da média objetiva não segue
verdadeiramente uma distribuição normal.

É usual neste caso admitir que os desvios seguem a chamada lei de


distribuição t de Student . Assim, exprime-se o intervalo de confiança da
média através da expressão:

m = x ± t . s / √n
O valor de t pode ser encontrado em tabelas e depende de:

a) (n-1), o chamado graus de liberdade da amostra


26
b) o grau de confiança pretendido para a média (geralmente 95 ou 99%)
PROBLEMA ?

Para se determinar o pH de uma solução tampão foram efetuadas 7


medições que forneceram os seguintes resultados:

5,12 5,20 5,15 5,17 5,16 5,19 5,15

Calcule:

a) a média
b) o desvio padrão
c) o desvio padrão relativo
d) o intervalo de confiança da média, a 95%
e) o intervalo de confiança da média, a 99%

27
PROBLEMA ?

A temperatura de fusão do nitrato de cálcio tetra-hidratado,


Ca(NO3)2.4H2O, foi medida 10 vezes, tendo-se obtido os seguintes
resultados:

42,70 42,60 42,78 42,83 42,58 42,68 42,65 42,76 42,73 42,71

Calcule o valor médio da temperatura de fusão do composto e o


respetivo intervalo de confiança a 95%.

28
Algarismos Significativos

0 1 2 3 4 5
cm

Quanto mede a barra cinzenta?


29
Algarismos Significativos

0 1 2 3 4 5
cm

4,938 cm 5,0 cm 4,94 cm 4,93 cm


30
Leituras corretas entre outras possíveis
Algarismos Significativos

0 1 2 3 4 5
cm

4,9 cm 4,90 cm
31
Algarismos Significativos

0 1 2 3 4 5
cm

5 cm 5,00 cm
32
Algarismos Significativos

AlgarismosMedições e Erros
significativos: são
aqueles a que é possível atribuir um
significado físico concreto.

4,94 cm
O algarismo obtido por estimativa também se
considera significativo
33
Algarismos Significativos

Algarismos significativos: ao efectuar


mudanças Medições
de unidadese oErros
número de
alg.significativos não se altera:

4,94 cm = 0,0494 m
Os zeros posicionados à esquerda do número
não são contados como algarismos significativos
34
Algarismos Significativos

Algarismos significativos: ao efetuar


mudanças de unidades o número de
Medições e Erros
algarismossignificativos não se
altera:

494 m = 494x103 mm
A mudança para uma unidade menor não pode
aumentar o número de alg. significativos. Uso de
potências de 10. 35
Algarismos Significativos

EXERCÍCIO: Qual o número de algarismos


significativos das seguintes medições?:

Núm. Alg. Significativos

0,0056 g 2

10,2 ºC 3

5,600 x 10-4 g 4

1,2300 g/cm3 5
36
Algarismos Significativos

Soma ou subtração de duas medições:

4,32 cm + 2,1 cm3 = ?


4,32 cm + 2,1 cm = ?

4,32 cm Resultado:
+ 2,1 cm 6,4 cm
(6,42 arredonda para 6,4)
6,42 cm (regra da menor casa decimal)37
Algarismos Significativos

Arredondamentos:

4,56 arredondado às décimas: 4,6


4,54 arredondado às décimas: 4,5
4,55 arredondado às décimas:
(depende do critério)

Como o algarismo que o precede é impar,


o valor deste aumenta uma unidade: 4,6 38
Algarismos Significativos

Arredondamentos:

4,555 arredondado às centésimas: 4,56

4,551 arredondado às décimas: 4,6

4,549 arredondado às décimas: 4,5

39
Algarismos Significativos

Soma ou subtração de duas medições:

1,0 m - 0,05 m = ?
1,0 m 0,9 m
-0,05 m
0,95 m ou
1,0 m ? 40
Algarismos Significativos

Multiplicação ou divisão de duas medições

4,32 cm x 2,1 s = ?

4,32 cm
x 2,1 s 9,1 cm.s
9,072 cm.s (Regra do menor nº de
algarismos significativos)
41
Algarismos Significativos

Multiplicação ou divisão de duas medições

0,0247 mol ÷ 2,1 dm3 = ?

0,0247 mol
÷2,1 dm 3 0,012
0,0117619…mol/dm3 mol/dm3
(Regra do menor nº de 42
algarismos significativos)
Algarismos Significativos

E se tivermos de somar 100 parcelas de 0,10 m ?

0,10 + 0,10 + 0,10 …… = 100 x 0,10 = ?


(método mais simples,
mas não esquecer que se
trata de somas, regra da
menor casa decimal,
centésimas)

= 10,00 m
43
Algarismos Significativos

E se tivermos de multiplicar 0,10 m 100 vezes ?

0,10 x 0,10 x 0,10 …… = (0,10)100 = ?


(método mais simples,
mas não esquecer que se
trata de multiplicações,
regra do menor nº de alg.
significativos, 2)

= 1,0x10-100 m
44
Algarismos Significativos
Diferentes operações com valores de medições,
na mesma expressão.
(0,58 dm3 – 0,05 dm3) x 0,112 mol/dm3 = ?

Método 1: fazer uma operação de cada vez, tendo


em conta os alg.signif.:

(0,58 dm3 – 0,05 dm3) x 0,112 mol/dm3 = 0,53 dm3 x 0,112


mol/dm3 =

= 0,059 mol 45
Algarismos Significativos

(0,58 dm3 – 0,05 dm3) x 0,112 mol/dm3 = ?

Método 2 (PREFERÍVEL!): analisar a expressão e determinar


qual o nº de algarismos significativos final; depois calcular o
resultado sem arredondamentos intermédios, fazendo-se só o
arredondamento final atendendo ao nº de algarismos
significativos:

(2 alg.sign.)
(0,58 3 alg.sign.
dm3 – 0,05 dm3) x 0,112 mol/dm3 = (2 alg.sign.)

R: 0,05936 mol R: 0,059 mol


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PROPAGAÇÃO DE INCERTEZAS

Se a incerteza quando se utiliza a pipeta uma única


vez é 9,992 ± 0,006 mL, qual é a incerteza quando
esta pipeta é usada para dispensar duas alíquotas
sucessivas?

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INCERTEZA EM OPERAÇÕES
DE ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO

Quando medidas são somadas ou subtraídas, a


incerteza absoluta no resultado é a raiz quadrada
da soma dos quadrados das incertezas absolutas
de cada medida individual.

48
EXEMPLO:

A pipeta classe A de 10 mL é usada para dispensar dois volumes


sucessivos. Calcule as incertezas absoluta e relativa para o volume total
dispensado.

O volume total e sua incerteza absoluta deve ser reportado como:


19,984 ± 0,0085 mL.

A incerteza relativa no volume total é:

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INCERTEZA EM OPERAÇÕES MISTAS

EXEMPLO

Para uma determinada técnica de concentração, a relação entre o sinal


medido e a concentração do analito é dado pela seguinte equação:

Calcule as incertezas absoluta e relativa para a concentração do


analito (CA) quando:

Smeas = 24,37± 0,02 ; Sreag = 0,96 ± 0,02 e k = 0,186 ± 0,003 ppm-1


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Rearranjando a equação e resolvendo, obtém-se CA = 126 ppm:

Para estimar a incerteza em CA, primeiro determina-se a incerteza


para o numerador:

O numerador, portanto, é: 23,41 ± 0,028


Para completar o cálculo, estima-se a incerteza relativa em CA:

Ou a incerteza relativa percentual: 1,6 %


51
INCERTEZA PARA OUTRAS OPERAÇÕES

52
1. Unidades SI de base

53
Unidade de comprimento
O metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vazio
durante um intervalo de tempo de 1/299 792 458 s.

Unidade de massa
O quilograma é a unidade de massa; é igual à massa do protótipo
internacional do quilograma.

Unidade de tempo
O segundo é a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação
correspondente à transição entre os 2 níveis hiperfinos do estado
fundamental do átomo de césio 133.

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Unidade de intensidade de corrente elétrica
O ampere é a intensidade de uma corrente constante que, mantida em
dois condutores paralelos, retilíneos, de comprimento infinito, de secção
circular desprezável e colocados à distância de 1 m um do outro no vazio,
produziria entre estes condutores uma força igual a 2.10-7 N por metro de
comprimento.

Unidade de temperatura termodinâmica


O kelvin, unidade de temperatura termodinâmica, é a fração 1/273,16 da
temperatura termodinâmica do ponto triplo da água.

Unidade de quantidade de matéria


A mole é a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas
entidades elementares quantos os átomos que existem em 0,012 kg de
carbono 12.
Quando se utiliza a mole, as entidades elementares devem ser especificadas e
podem ser átomos, moléculas, iões, eletrões, outras partículas ou
agrupamentos especificados de tais partículas.
55
Unidade de intensidade luminosa:
A candela é a intensidade luminosa, numa direção dada, de uma fonte
que emite uma radiação monocromática de frequência 540.1012 Hz e
cuja intensidade nessa direção é de 1/683 W.sr-1.

Temperatura Celsius
Nome e símbolo especiais da unidade SI de temperatura, no caso da
temperatura Celsius:

56
A temperatura Celsius t é definida pela equação t=T-To entre duas
temperaturas termodinâmicas T (temperatura em kelvin) e To com
To=273,15 K.

Um intervalo ou uma diferença de temperatura podem exprimir-se quer em


kelvin quer em graus Celsius.

57
2. Unidades SI suplementares

Unidade de ângulo plano


O radiano é o ângulo compreendido entre dois raios de um círculo que
intersectam, na circunferência, um arco de comprimento igual ao raio.

Unidade de ângulo sólido


O esterradiano é o ângulo sólido de um cone que, tendo o vértice no
centro de uma esfera, intersecta na superfície dessa esfera uma área
igual à de um quadrado cujo lado tem um comprimento igual ao do raio
da esfera.
58
3. Unidades SI derivadas

As unidades derivadas de modo coerente das unidades SI de base e das


unidades SI suplementares são dadas por expressões algébricas sob a forma
de produtos de potências das unidades SI de base ou das unidades SI
suplementares com um fator numérico igual a 1.

3.1. Unidades SI derivadas com nomes e símbolos especiais

59
60
3.2. Prefixos e símbolos de certos múltiplos e submúltiplos
decimais

Os nomes e símbolos dos múltiplos e submúltiplos decimais da


unidade de massa são formados pela junção dos prefixos à palavra
"grama" e os símbolos correspondentes ao símbolo "g".
61
3.3. Nomes e símbolos especiais autorizados

62
4. Regras de escrita e utilização dos símbolos e prefixos

1) Os símbolos das unidades são impressos em caracteres romanos direitos


e em geral minúsculos. Contudo, se o nome da unidade deriva de um
nome próprio, a primeira letra do símbolo é maiúscula;

2) Os símbolos das unidades ficam invariáveis no plural;

3) Os símbolos das unidades não são seguidos de um ponto;

4) O produto de duas ou mais unidades pode ser indicado de uma das formas
seguintes:
N.m ou N m

5) Quando uma unidade derivada é formada dividindo uma unidade por outra,
pode utilizar-se uma barra oblíqua (/), uma barra horizontal ou também
expoentes negativos. Exemplo:

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6) Nunca deve ser utilizada na mesma linha mais de uma barra oblíqua, a
menos que sejam adicionados parênteses, a fim de evitar qualquer
ambiguidade. Em casos complicados devem ser utilizados expoentes
negativos ou parênteses. Exemplo:

7) Os símbolos dos prefixos são impressos em caracteres romanos direitos,


sem espaço entre o símbolo do prefixo e o símbolo da unidade;

8) O conjunto formado pela junção do símbolo de um prefixo ao símbolo de


uma unidade constitui um novo símbolo inseparável, que pode ser elevado a
uma potência positiva ou negativa e que pode ser combinado com outros
símbolos de unidades para formar símbolos de unidades compostas.
Exemplo:

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9) Não são empregues prefixos compostos, ou seja, formados pela
justaposição de vários prefixos. Exemplo:

10) Um prefixo não pode ser empregue sem uma unidade a que se refira.
Exemplo:

65
5. Unidades definidas a partir das unidades SI que não são múltiplos ou
submúltiplos decimais dessas unidades

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6. Unidades utilizadas com o SI, cujos valores no SI são obtidos
experimentalmente

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7. Unidades admitidas unicamente em domínios especializados

Apenas em certos domínios, podem ser utilizadas unidades que não são do
SI, como a dioptria (1 m-1), o carat métrico (2.10-4 kg), o are (1 a = 100 m2),
o tex (10-6 kg.m-1), o barn (1 b = 10-28 m2) e o milímetro de mercúrio (1 mm
Hg = 132,322 Pa). Os prefixos podem ser usados com estas unidades, com
exceção do milímetro de mercúrio e do caso particular do hectare (múltiplo
102 do are).

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