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Vladimir Kouznetsov

Nascido em 1962 em Moscovo, Vladimir Kouznetsov iniciou os seus estudos em 1969 na Escola de Musica
de Stasov da mesma cidade. Ingressou posteriormente na Escola Central de Música da União Soviética, em
Moscovo.
Obteve a sua licenciatura em 1985, depois de ter frequentado o Conservatório Superior de Tchaykovski em
Moscovo, na classe do professor Leopold Andreev. Em ano 2004 completou o mestrado no Conservatório
Superior de Urais de Musorgsky, em Ekaterinburg, na classe de professor O. Rudin. Integrou já várias
orquestras e ensembles de música de câmara, entre os quais se destacam a Orquestra Filarmónica o Século
XXI, e ainda um agrupamento de câmara dirigido por Sviatoslav Teofilovich Richter. Fez digressões em
numerosos países, actuando com várias orquestras e grupos de música de câmara.
Em 1996 mudou-se para Portugal, tendo integrado a Orquestra do Norte. Tocou também com a Orquestra
Gulbenkian. No ano de 1998 passou a integrar a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sendo actualmente
chefe-de-naipe alternante de contrabaixo. É também professor de contrabaixo na Academia Superior de
Orquestra.

Ercole de Conca

Nasceu em Itália e formou-se no Conservatório de Estatal, completando os seus estudos com Francesco
Petracchi no Conservatório de Genebra. Participou em masterclasses internacionais com o mesmo
professor em Sermoneta (Itália), com F. Muzzi em Anzio (Itália) e com L. Streicher no Estoril
(Portugal). De 1992 a 1994, foi membro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Desde 1994, é chefe-de-naipe alternante na Orquestra Metropolitana de Lisboa. Colaborou com a
Orquestra Sinfónica do Porto e, na qualidade de chefe de naipe, com a Royal Liverpool-Philharmonic
Orchestra (Inglaterra), com a Aalborg Symfoni-orkester (Dinamarca) e a Orquestra Sinfónica de
Galicia.
Paralelamente à actividade orquestral, actua regularmente como solista e músico de câmara. O seu
repertório inclui, juntamente com o repertório standard para contrabaixo, uma série de transcrições por
si feitas de obras como Árias Ciganas (P. Sarasate), Variações Rococo (P. Tchaikowsky), Rapsódia
Húngara (D. Popper), Danças Romenas (B. Bartok), vários trios com piano de Rachmaninov, Chausson
e Smetana, a Sinfonia Concertante de Mozart, entre outras.
Foi convidado várias vezes por orquestras portuguesas e estrangeiras na condição de solista. Entre estas
performances, destaca-se o Divertimento Concertante de N. Rota, com a Orquestra Metropolitana de
Lisboa, dirigida por D. Epstein, e a primeira execução mundial do Concerto para Contrabaixo e
Orquestra de Emil Tabakov, dirigida pelo próprio compositor.
Desde 1994, é membro do Quarteto Rossini, um ensemble de música de câmara frequentemente
alargado a outros formatos, com o qual exerce uma intensa actividade por todo o País. Desde 1994,
lecciona Contrabaixo e Música de Câmara na Academia Superior de Orquestra, em Lisboa, tendo vários
dos seus alunos ganho concursos para integrar orquestras portuguesas.

Duncan Fox

Começou a estudar piano aos 8 anos e aos 11 iniciou-se no contrabaixo, graças ao desafio lançado por um
professor de música que na altura procurava um contrabaixista para a orquestra da sua escola. Foi o início de
um fascínio pelo instrumento que o levaria a estudar, primeiramente, na Junior School da Royal Academy of
Music de Londres com Emanuel Schulman e, mais tarde, na Royal Northern College of Music com Duncan
McTier. O piano acompanhou-o ao longo de todo o seu percurso académico e nos seus anos em Manchester
estudou ainda viola da gamba com Richard Boothby. Foi durante este período que lhe foi atribuído o Prémio
de Contrabaixo Eugene Cruft. Também aqui participou em várias masterclasses com Todor Tochev e
Frantisek Posta e iniciou a sua colaboração com algumas orquestras locais, como a Manchester Camerata e o
Goldberg Ensemble.
Em 1993, pouco depois de ter terminado os seus estudos, veio para Portugal para integrar a então recém-
formada Orquestra Sinfónica Portuguesa. Para além do trabalho em orquestra, toca regularmente com vários
agrupamentos de câmara, conseguindo abranger uma diversidade de estilos musicais que vão desde a música
renascentista tocada em instrumentos da época até à interpretação de arranjos, da sua própria autoria, de
música ligeira. Encomendou e interpretou várias obras para contrabaixo solo de compositores
contemporâneos, incluindo o Concerto para Contrabaixo e Orquestra "The Morning Star", de Ivan Moody,
que apresentou em Maio de 2009 com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
É membro da Contr'Orquestra, Concerto Atlântico, De Profundis, Ensemble D. João V, O Trio Pedro
Caldeira Cabral, Sete Lágrimas e Concerto Campestre, tendo ainda participado com os mesmos em várias
gravações discográficas, transmissões radiofónicas e actuações por toda a Europa, além de locais mais
distantes como Japão, Rússia e África de Norte.