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Instabilidade Glenoumeral

• A IGU é definida como uma translação


sintomática anormal da cabeça umeral em
relação à glenóide.
Instabilidades Glenoumerais • Incidência IGUA>>IGUP
Recidivas
<30 anos: 90%
>40 anos: 15%

Prof. Fuad Hazime

Agudas/Crônicas

Estabilidade Articular Frequência


Luxação/Subluxação

Anterior/Posterior/Inferior
Grau
Estáticos Dinâmicos Bidirecional/Multidirecional

• Conformidade articular • Músculos


– Manguito rotador Direção
• Labrum glenoidal – Rombóides Traumática/Atraumática
– Serrátil anterior
• Cápsula articular – Trapézio Classificação
Etiologia
– Elevador da escápula
• Ligamentos – Peitorais
– Grande dorsal
Involuntária/Involuntária
• Arco coracoacromial Volição

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Classificação Simplificada Luxações Unilaterais Traumáticas
• T raumatic • Lesão de Bankart
• U nilateral • Avulsão do lábio inferior anterior da borda
• B ankart Lesion glenoidal.
• S urgery required

• A traumatic
• Lesão de Hill-Sachs
• Fratura de compressão sobre a cabeça umeral
• M ultidirecional posterior no local onde a cabeça umeral impactou
• B ilateral a borda glenoidal inferior.
• R ehabilitation effective
• I nferior capsular shift required

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Instabilidade Anterior Instabilidade Posterior
Mecanismo de Deslocamento • ↓Incidência
Abdução + Rotação Externa + Flexão • Associadas a AVC, choque elétrico, mergulho em
piscina rasa e acidentes automobilísticos.

Instabilidade Inferior Instabilidade Multidirecional


• Muito incomuns
• Ocorre geralmente ao carregar objetos pesados
em um lado ou por força de hiperabdução.

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Tipo I Lesão SLAP Tipo III
Lesão parcial
sem desinserção

Lesões Labrais Lesão com desinserção


e deslocamento para
cápsula articular

Tipo II
SLAP Lesão parcial
com desinserção
Tipo IV

Lesão labial com


extensão para cabeça
longa do bíceps

Diagnóstico por Imagem


Exame Clínico
• Anamnese
• 1°episódio
• Idade
• recidivas
• Exame Físico
• Sinal da apreensão +
• Recolocação +
• “Gaveta” ântero-posterior +
• Sinal do sulco +

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Diagnóstico por Imagem REABILITAÇÃO

Considerações durante a
Objetivos elaboração das condutas
São similares, independente da classificação da
instabilidade: Direção da Posição a evitar Exercícios para
• Promover Analgesia Instabilidade modificar ou
evitar
• Restabelecer a ADM Anterior Mov. Combinado Supino, apoio
• Restabelecer a flexibilidade ABD+RE
Posterior Mov. Combinado Ex. de
• Restaurar a estabilidade dinâmica do ombro RI+ADD Horiz+Flex sustentação do
peso corporal,
• Restabelecer a propriocepção apoio, supino
• Retorno as AVDs Inferior Elevação total, Encolher os
braço pendente ombros

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Reabilitação na IGU Anterior Fase I
OBJETIVOS
• FASE I 1ª a 3ª semana
• Proteger a articulação de recidiva de luxação
• FASE II 4ª a 6ª semana • Diminuir ou controlar o quadro sintomatológico

• Manter e/ou evitar perdas de trofismo muscular


• FASE III 7ª a 10ª semana
• Manter a força e ADM das articulações
• FASE IV 11ª a 12ª semana adjacentes

Fase I Fase I
CONDUTA
• Tipóia em RM até a 3ª semana (proteger a fase de
cicatrização tecidual)
 Cuidado com os efeitos deletérios da imobilização!

• Crioterapia (1ª semana)

• Eletroanalgesia (após a 1ª semana) Proteção articular


Crioterapia
A escolha da conduta analgésica deve ser feita conforme o estágio de cicatrização
tecidual

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Fase I Exercícios Isométricos
CONDUTA
• Termoterapia (US ou OC após a 1ª semana)*
• Alongamento de cápsula posterior^
• Exercícios isométricos para manguito rotador,
músculos da escápula e cotovelo
• *Orientações
• Evitar RL, abdução, abdução horizontal e elevação do ombro

* Considerar a fase de cicatrização tecidual/resposta do paciente


^ Diminuir a acentuação da translação anterior da cabeça umeral

Exercícios Isométricos Fase II


OBJETIVOS
• Diminuir ou controlar o processo inflamatório (se
necessário)

• Fortalecer estabilizadores da escápula e da


articulação glenoumeral
• Melhorar controle sensoriomotor
• Manter trofismo muscular geral

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Fase II Fase II
CONDUTA
• Mobilização da escápula e exercícios ativos para ritmo
escapular
• Exercícios resistidos para manguito rotador, bíceps e
estabilizadores da escápula
• Treino sensóriomotor em CCF
• Exercícios ativos e passivos para ganho ADM
• *Orientações
• Evitar RL e abdução horizontal

Fase II Fase II

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Fase II Fase II

Fase II Fase III

OBJETIVOS

• Manter fortalecimento de cintura escapular

• Melhorar o controle sensoriomotor

• Manter atividades para seguimentos não


afetados

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Fase III Fase III
CONDUTA
• Evolução dos exercícios resistidos para manguito
rotador, bíceps e estabilizadores da escápula
• Ex. resistidos p/ demais músculos dos MMSS
• Início do treino do automatismo do gesto esportivo
• Evolução do treino sensóriomotor CCF e CCA
• Início de diagonais com elásticos
• Início do treino pliométrico
• Retorno ao esporte não competitivo (10ª semana)

Fase III Fase III

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Fase III Fase III

Retorno ao esporte = Conhecimento do


Gesto Esportivo
Fase IV
OBJETIVOS
• Aumentar força e potência muscular
• Melhorar controle sensoriomotor
• Melhorar automatismo de movimentos
relacionados ao esporte
• Retorno ao esporte

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Fase IV Considerações Finais
Conduta • Respeitar fase de cicatrização tecidual
• A última fase pode ser orientada e realizada fora • Considerar custo/benefício da crioterapia em relação ao
do serviço de fisioterapia
ganho de ADM
• Intensificar o fortalecimento de cintura escapular
• Intensificar treino sensóriomotor específico para a • Respeitar tolerância do paciente aos exercícios
atividade esportiva • Minimizar os efeitos da imobilidade nos segmentos não
• Intensificar o treino pliométrico afetados
• Retorno ao esporte em nível competitivo (12ª • Rever os objetivos e as condutas periodicamente
semana)
conforme as necessidades do paciente

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