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H A

QUINTA FEIRA, 12 de Setembro.

v 66
HOC TEMPORE

5?
TERENTIUS.
i OBSEQUIUM AMICOS, VERITAS ODIUM PARIT

punhando a espada^ e derrotando falanges ini-

se
MACAO.

migas, que o Amor da Patria, o denodo e a-

Th

vendo-nos o Leal Senado incumbido a re-


coragem se manifesta; que elle na paz igual-

fTV

;aõ do prpc^nte periódico, iulgamos ser hu-


menU; so patentea, e que nesta também se co-

princlpcra» obriopacoens de hum redactor,


:r»

expor com verdade e com franquesa os mod-


a fronte dos seus heroes. A paz, a tranquili-

os, que acceleraraô a glorioza façanha succe- dade, e á boa ordein, com que se condusio o

povo Macaense no referido dia será hum monu-


ida em o dia 19 do mez passado, dia memora-

mento eterno, que no por-vir lhe grangeará


el, em que os Macaenses arvoraraõ o Pavilhaô

os maiores ellogios.
Liberdade, e derrocarão o horrendo collosso

A falta de confiança pois, que elle tinha na


do Despostismo, que a tantos annos haviaõ so-

Governança, e o afferro com que esta pertendia


portado. Confessamos todavia, qne esta tarefa

enthronisar-se, valerido-se para este fim de meios


hé superior ás nossas forças; mas nem por isso

naõ só impróprios, mas athé indignos do carac-


deixaremos de mostrar, o quanto desejamos

ter portuguez, foi a causa principal, porque rei-


cooperar da nossa parte para a justificação de
* *

teradas s se representou ão Senado a ne-


hum facto, que pôz termo á arbitrariedade, e

ce
que consolidou os direitos e os deveres do Ci- I ssidade que havia de hum Novo Governo,

dadaÕ, instalando-se, entre as salvas de hum *lue obstasse, e servisse de barreira á torren*%

contentamento publico, e incessantes vivas de impetuosa de males, que ameaçavao o commei -

c
degria, hum Governo Provisorio, segundo a *°> 'lum Novo Governo, que impedisse hum a

Utade geral de todos os Moradores, o qual no j inevitável e próxima Anarchia; pois que tudo

pouco timpo da sua instalaçao, tem dado so- I lhe augurava hum futuro assas desagradável,

bejas pr»vas do seu patriotismo, do seu zcllo, e | e das mais funestas consequências, huma vez

que as cousas continuassem do mesmo modo,


da sua actividade pelos interesses nácionaes.

A Energia oorem deste povo, sempre leal I que athé ali continuado haviaõ: isto he; con-

ao Seu Ama?ló Soberano, e amigo da boa or- j servando-se no lugar huma das Authoridades;

l * 1

dem, manifestou nesta occasiaò com a mavor ! cuja exclusão exigiaó, como fonte e origem don-

evidencia, qué nad hé somente ao som de Lelli- ! de brotava todo o mal ao commercio, e por con-

cos instrumentos entre o fragor das armas, em- ! ' cquencia a C idade inteira. | 1
J uíga^tíos inútil e ocioso referir, que a agri- brantio-se sempre, que jà mais prostituiremos a

cultura manancial da riqueza e prosperidade nossa penna à venalidade ou lisonja; e que de

bom grado nos sujeitamos à crytica judiciosa


das Naçoens, he desconhecida neste Paiz, bem

dos sábios, respondendo com o silencio à satyra


como as artes fabris e mecânicas; por isso sendo

o commercio a única base, em que está cimentada dos ignorantes, ou daquelles que inconsiderada-:

mente nos attacarem.


a estabilidade desta pequena porçaó do Reino

Transmittir pois aos nossos concidadaons a'


Unido, c indo aquelle cada vez á maior deca-

dência pela ingerência, que a ditta Authoridade energia do povo Macaense em sacudir o jugo da

oppressaô, a zello. e a actividade do Sabio Go-


pertendia ter nelle, permittindo ou tolerando,

verna Provisorio, que acabamos de installar;


que Navios Extrangeiros entrassem e sahíssem

instruir o povo a cerca dos seus deveres, e dos


do porto com fazendas de contrabando, em dam-
••

no
no e
e prejuízo
prejuízo da
da Fasenda
Fasenda Nacional,
Nacional, e dos
edos Ne
Ne j *cus direitos j apontar finalmente os melhoriB

gociantes da Praça, que se achavaó com o seu j de que he suceptivel esta Cidade, f tá

todo
negocio estagnado, ao mesrac tempo que os Ex- ° «osso empenho. Naõ deixaremos tod -a

tPQnfM'Ae . i de communicar todas as noticias que ocorn n*


trangeiros davao extracção ao seu negocio, tudo .

ÍStC. ê o mais, que ommittimos, sublevou os ani- *an*° nac


ionaes, como extran0eiras, ècom

mos dos Cidadaons, que mandando a sua ultima Pecialidade sobre


° arti
S° Portu
Sal" Ro
Sa 08

3 meSm temp a tod


representação no dia 17 do mez passado, e de- ° ° ° °S °S am
'S°S da Patm
'*

ri /%n /iAn\miivitr<iiAm CIIOC i 11 O AC nfini HO /111 O i


nos communiquem suas luses, afim de que

pois no dia 18 huma deputaçaó de trese Mora-

a
samos continuar nossa tarefa athe que p<

dores escolhidos entre elles, se resolveo a con-

mais erudita nos allivie delia»

vocação de hum Conselho Geral no dia 19 aon-

de apluralidade de votos se decidio, que se fisesse


o

eleição popular dos membros que haviaó de

SESSÃO Ha 11 A-gfoaiu He 1821.

compor a Governança futura, ficando excluída

^pieseniou o lllustrissimo Governador e C


a monoíouudu AuiU. IdatlC ptJlu VUlU gerai

do povo. I Geral Jozé Osorio de Castro Cabral e i

Ora se notarmos o desagrado, com que foraó buquerque huma carta, que lhe dirigio o Cone

jcebidas as primeiras noticias attinentes á nossa lheiro Manoel Pereira dattada de 8 do corrent!\

feliz regeneração ; se nos lembrarmos da es- Pe^a como


do seu contexto lhe havia com-
%

pionagem que houve sobre os papeis públicos municado, que havia Sua Alteza Real a Priri-

ce
vindos de Lisboa ; se observar-mbs as minato- sa Nossa Senhora Dado à Luz hum Príncipe

no
rias reprehençoens, e continuas ameaças, com ^*a ® (
^e e
9lle Sua Magestade con-

que foraó vexados alguns dos verdadeiros pa- descendendo com os vottos Nacionaes, se havia

triotas ; se disser-mos, que o adherir á Causa declarado em favor das disposiçoens, que a bei

Nacional era irritar os ânimos do Governança; Sera^ houverem de estabelecer as Cortes em

9e refleccionar-mos finalmente em tudo o acon- Portugal para onde pertendia partir em todo >

tecido; sem duvida se concluirá, que a afFectada ^ez de Abril, oque levava ao conhecimento de9-

adhssaõj que por fim mostrou à causa publica, to Leal Senado pela ideia em que estava, do

foi filha das circunstancias, e naõ de huci ver- quanto lhe seria gratta esta noticia por s

dadeiro patriotismo.
dobrado objecto ; E por que este Leal Sen

Naõ entraremos por agora no exame crytico se tem sempre anticipado a fazer publicco ser

de todos os factos, que precederão a installaçaõ do regosijo nas differentes occasioens, ei* que por

actual Goveriiu; basta somente o transcrever- I motivos taõ justos he chamado a demonstraçoens

mos as seguintes Sessoens, que servirão como


próprias de fiel vassalagem, reconhecendo ser

de proemio instructivo aos nossos leitoras; os


hum assignalado beneficio da Maõ Omnipotente^

quaes, depois de lerem e meditarem sobre ellas,

o vêr hum novo esteyo, e por successaõ varonil

poderão fazer justiça as nossas reflecçoens: lem-

a Família Reinante, igualmente como o de ve:


didas, para tornar mais publico taõ plauzivel suceesso, como

Qeal Vontade no seu Adorado Soberano reu-

para dar Graças so Supremo, por haver assim felecitadoa Na-

ja a voz geral da Naçaõ, cuja falta sendo de


çaõ inteira: Oque tinha a satisfaçaõ departicipar aeste Leal

Senado para delibar oque tivesse por conforme, acrescentan-


jrriveis consequências, bem testemunhaõ o

do que posto naõ fossem recebidas, noticias officiaes ou Or-


ilagre devido a decidida protecção, com que

dens, atinentes atai respeito, como cumpre, para accessorias

Divina Providencia tem abençoado o Reyno

declaraçoens relativas anova Ordem das Couzas, dictadas pela-

? Portugal, Brazil, e Algarves: hé por isso,


Sabedoria Nacional, em competente Congresso, aque S. Mag-

estade Houve Prestar a sua inteira approvaçaõ; com tudo aim-


ue esta Governança animada de fieis sentimen-

portançia de huma semelhante noticia, e aposse em que se

que por mais de hnma \ ez lhe tem oado o

acha este Leal Senado de anticipar as suas demonstraçoens

íome de Leal ; cuja consideração naõ quer por


de Leal VassaUagem, entendia elle refferente, ser para isso

um momento arriscar: resolve, apegar de ser mais que suíhciente, o que tem ditto sobre amaneira por que

anoticia deve acredittar-se deixando o demais para occaziaõ


articular a noticia recebida, e apenas guiada pe-

opportuna, como dependente de Superiores, e pozetivas De-


i importância de dois objectos, a saber: o Nas-

terminaçoens de esperar achegada do Navio de Vias da Capital

ímento de hum Principe Herdeiro, e a Condes-


de Goa, para a onde nesta qualidade, teraõ sido expedidas.

endencia da vontade do Nosso Soberano com


Rczolvido, que haja hum triduo de Luminárias nas Estaçoens

s votos da Naèa» para o que possa fazer a sua publicas com hum Te-Deum no fim delle, encarregado o Pro-

ílicidade: Guiada, disse, por taO assignalados curador das dispoziçoens do estillo,, e de hir tratar com S.

-Excelleiíçia Revereuidissima oprecizo arranjo, e sua acceitaçaõ


lotivos de maior interesse a todo o fiel vassallo;

de oíficiar nesse acto, fazendo-se publica esta noticia por

í rendaó as Graças ao Altíssimo em dia remar-

Edital afixado na Porta deste Leal Senado, apezar de que

ivel, e que primeiro seja combinado com o Ex~

como já se contem 5 horas da tarde, naõ caberá no tempo

íllentissimo e Reverendíssimo Diocesano, lem-


ocomeço, em generalidade no dia de hoje ; emais se assentou

rando ser dia proprio o em que a Igreja celebra


escrever-se as Cartas do estillo em semiihantes actos.

Arriaga, Vasconcello», Pereira, Silveira, Gularte, Ler nos,


Mistério da Conceição da Senhora: dia esco-

Coimbra.

ndo como aquelle, em que este Leal Senado

ratica /*ctos de devoção, como Padroeira do

leino, e Conquistas; havendo tempo para os

EDITAL de 5 de Janeiro de 1822.


recisos annuncios e preparos do que conven

t*er prompto para as demonstraçoens confor-

Juizes, Vereadores, e Procuradores do Leal

les a importância e ConsideraÇaõ dos seus So-


Senado da Camara desta Cidade do Nome df

pranos Objectos. Ozorio, Arriaga, Sozua

Deos de Macào na China, por Sua Magestade

^sriera, Lemos, Barros.

Fidellissima que Deos Guarde, &c. Constando

aeste Leal Senado, pelo Bergantim hoje chegado

- de Lisboa, que Sua Magestade Havia ali enteado

SESSÃO de 5 de Janeiro de 1822.

com a Sua lleal Família, no dia 3 de Julho do

ÍDISS7 O Illuissimo Conselheiro Miguel de Arriaga anno passado, Dando à Sua Chegada todas as es-

um da Silveira,, que havendo chegado no dia de hoje, o peradas Provas da Sua Voluntária, e espontânea

;ue Temerário da praça de Lisboa, largando daly no dia 24

Aprovação ao que a Sabedoria Nacional havia

Luiho do anno passado, recebera por elle diversos impren

preparado em competente Congresso para fazer


entre os quaes se incluía o diário do governo, enelle afeliz

cia da chegada de S. Magestade e Sua real Família ao a felecidade da Nação, e do Estado; logo se con-

por o, no dia 3 do mesmo tnez; sendo recebido como era


vocou em Sessão extraordinária, e nella delibe-

Cpe.ar de fidelidade própria da naçao portugueza, com

rarao, que em quanto se nâo davão novas, e com-

7 i aáeqvmdo a satisfaçaõ de vêr outra vez em seo seyo

petentes Demonstraçoens por tào gr*<tta noticia,


I Adorado Soberano; epor que taõ grata noticia que

| to :,»q os títulos deve ser recebida com geral aplauzo, houvesse jà hum Triduo de luminárias nas Esta-

jf fosse occulta aos qeis moradores desta cidade, pela cer-


çoens pblicas, começando neste dia, apezar de

adhoznõ a Reti Coroa, efelecidade nacional, logo

estar mui próxima anoute, fazendo-se ao ter-

^trissimo Governador, e Capitap Geral, se fez o

ceiro huma acçào de Graças na Jgreja Cathedral


MEdente annuncio, por huma salva, dada na fortaleza do

m
qunnto por este Leal Senado, cuja convocação foi desta Cidade as 4 horas da tarde; para cujo

temente rczolvida, naõ so para tomar a? precizas L.e-

acto, espera este mesmo Leal Senado, que ali se


4

derijaò lodos OS Moradores, a quem fica sendo f Coloniae de S. Majestade pelo involvimento de outra N,

V oluntária a illuminaçaô, accordada unicamente lueestà annexa a este Governo.

O J uiz Ordinário Bernardo Gomes de Lemos disse;


pela obrigaçaô em que se deve eonsiderar todas

,cndo
as repartiçoens publicas, de provarem a sua de- "9eja fc,tom,>D
íaú"a Vereaça» de 5 de Janeiro do as,

pto agora reflorido peio Vereador do mez; elle reflêreníe se

vida gratidaõ. E para qne chegue a noticia de

todos se afixou este na Porta deste Leal Senado. monstracocns, por onde, se mostrava sermos conformes CO

Macáo em Sessaô de 5 de Janeiro de 1822. I 9ue ns


cortes fiserem, naó lhe parecendo necessário por a

EU CARLOS PEREIRA, Cavalleiro Professo ma


'S nada
' pois estava
entendido, que com mayor solemnid

M
na Ordem de Christo, Alferes Mor Escrivão da " ha\ ia de faser logo que chegarem as ordens, que de ce

VIr;,
Camara, e Fazenda que a tiz escrever, e sob- « da Capital; naõ tendo duvida também lembrar, que no

ao de (
screvi.

Senado de fa8er chc ali


ANTONIO JOZE DE VASCONCELLO». í" os seos fieis sentimentos, ou s,

P
ANTONIO JOZE GONCALVES PEREIRA. °r meio dcr<
'Pr<'sentacoens. ou por qual quer Deputado c

FRANCISCO A. PEREIRA DA SILVEIRA. °S Moradores de


sta Cidade hajaô de nomear. O Verea

ANTONIO GULARTE DA SILVEIRA. Francisco Antonio Pereira de Silveira; disse, que se refferi

BERNARDO GOMES DE LEMOS. vereacaô de 5 de Janeiro, e ao Edital do mesmo dia, onde m,

tra
FELIS VICENTE COIMBRA. 1ue 0 ,riduo das
'"minarias, eo Te-Deum forao mand

taser, por ordem deste Lo a I Senado, por dous importantes n

tivos, que derao causa a sessaô extraordinária daquelle di

que eraõ a Felis Chegada de Sua Magestade á Lisboa, •


L

8 ESSA O 30 de Janeiro de 1822. Constituição que o Mesmo Soberano J urou, dictada pela

bedoria Nacional, e por tanto naõ temos mais demonstraçoe

DISSE o Vereador do mez Antonio Jozé de Vasconcellos

a dar da nossa adhezao, por serem bastantes as que fizei

que as viridieas noticias, que nos afiançaõ, os Papeis Publi-

nàquelle triduo, deixando tudo mais para occaziao opport

cos de ter EL-REY jurado a Constituição, que as Cortes fi-

como dessendente de Superiores, e pozitivas Determinac

zereni, unindo seos vottos aos da Naçaõ, e fazer mais que

achegada do Navio de vias da Capital de Goa, para onde n<

solido o Magestozo edeficio da nossa felicidade, regenerando


Qualidade teraõ sidn expediJ»".

a antiga Gloria, e Esplendor Luzitano, que serve de baze ao


O Juiz Ordinário Antonio Gularte da dUvciia, u o Veread<

thronu d'A.ugusi* cuza de Kraganca ; etendo jâ esta ««uluí«


Antonio Jouè Goncalves Pereira, forão conformes com os

dado ao DEOS Eterno as Accoens de Graça, primeiro, pela


receres do seus companheiros. Avista do. que ficarão adiai

feliz chegada d'EL-REY á Portugal; apezar de que por falta


as festas propostas pelo Vereador do mez para quando che.

de Regimento ofliciai naõ podemos ser ainda governados pela


rem as Ordens da Capital de Goa.

Constituição; com tudo nos menistra mais que poderozos mo-

Vasconcellos, Silveira, Lemos,

tivos, para que a emitacaõ das mais Camaras, se dém em sepa-


Pereira, Gularte, Coimbra.
, i • v " 1

rado por este titulo igoaes demonstracoens de alegria, naõ só

(Continuar-se-ha.)

p(»r nos ter livrado de huma anarquia, como pela felecidade

que nos agoura anova Regeneração Portugueza ; confirmando

com taes sentimentos aquelle nobre, e honrado titulo de Leal

NOTICIAS MARÍTIMAS. *1

que elta tem por timbre, e que certamente nen huma outra ca-

ENTRADAS.
mara Portugueza lhé teria avantajado, se alonginqua distancia

Aos 6, A Palia Conceição vinda de Timor,Capitam Vicei


da sua Posseçaõ naõ obstasse a verdadira intelligencia das no-

ticias. Avista do que disse o Procurador Felis Vicente Coim- I Francisco Baptista.

Aos 7, O Brigue Assumpção vinda de Batavia, Capiti


bra, que se repofta a sessão de 5 deste mez, sugeitando-se, e es-

' HPr® ® i' '•

Ludivino da Encarn&çaó.
tando por tudo quanto fisessem as Cortes, cujas ordens julga vi-

rão da Capital de Goa, de onde devemos esperar os necessários SAHIDAS.

avizo9 sobre este assumpto, para sabermos aforma que devemos


Aos 9, O Navio Castro para Bombay, Capitam A !,d

seguir, aqui nesta ia, visto esta ser dizigual as das mais Fernandes da Silva.
'3

AVIZO.

Todos os Senhores que quiserem sobscrever neste periódico, faser alguns avisos, e inserir su*§ memorias o poderi

faser em carta fechada ao Redactor, dirigindo-se ao Laboratório Constitucional em casa do Senhor Joaquim José dos Santf

** J ancila» verdes, aonde se achará owestno periódico de venda pelo preço de 100 Reis.

NA IYPOGRAPHIA PO GOVERNO.

•¥
N" A®

QUINTA FEIRA, 19 de Setembro. 1822


NO. II

U
HOC

OBSEQUIUM AMICOS, VERtTAS ODIUM PARIT." TERENTIUS

precauçoens devidas a liuni taó grande attentado,

> MACAO
ê
frustrou do modo mais sahio e energico suas

Quando esta ( idade se achava disfructando I depravadas intençoens; merecendo especial men-

a, mayor tranquilidade, e o contentamento pu- çaò o zello e patriotismo do Vereador Paulino

Mico hia progredindo à proporção, que os dia?r da Silva Barboza, que immediatamente passou

desviavaó daquelle, em que o Novo Governo a avizar o Governador da Barra, que posesse

tinha sido instalado; quando a justiça, por tanto | a sua gente em armas, visto ser desta Fortalesa

tempo exulada dteste paiz, se via de novo resur- j que os revoltosos pertendiaò extrahir as munis-

gir, dando-se as partes o que por direito lhes soens, afim de se fortificarem na de S. Paulo do

competia ; quando intoleráveis abusos na admi- Monte e de realisarem seus dopravados intentos.

nistraçaõ nacional se hiaò pouco apouco extir- | o Juiz Paulo Vicente Bello, e o Veriador Do-

pando; quando finalmente a nova Governança | mingos José Gomes, os quaes todos se dirigirão ao

se achava empenhada em faser sentir aó povo j Quartel General, aonde o Illustrissimo Gover-

desta Cidade os benévolos effeitos da Constitni. n.dor da. Ar, fes instantaneamente expedir

çao politica da naçaò, congrassando os Morado-

. | oai i ttiiuu-SC UCSie

res entre si, lasendo-lhes esquecer o passado, e | Cidade, e seus Moradores das funestas

conse-

anhelando que para o futuro vivessem em per-

quencias que resultariaõ de huma tau horrível

feita uniaò, sendo como huma e única família ;

censpiraçaô.

eis-que de repente se descobre huma conspira-

Todos reconhecem a. ligitimidade, com que

ção de verdadeiros demagogos, que impellidos

este novo Governo fora instalado ; a opinião

P^o espirito de seducçaõ, de vertigem, e am-

publica que a seu favor tem adquirido no breve,

bição de dominar pertenderaô denegrir a Gloria

e limitado período de 27 dias, que tanto tem

Nacional, e 0 Patriotismo Macaense na noite

decorrido desde a sua instalaçaõ, ea confissão

do dia sexta feira 13 do corrente, chamando e

unanime dos principaes Moradores e Cidadaons

indusin io ao seu partido por meio de promessas

na Assemblea Geral convocada no dia Segunda

a vários individuas, e entre elles hum verdadei-

feira 16 do corrente, he hum argumento incon.

1
J «"te!-!, que denunciou apreineditada cons-

tiastavel da sua ligitimidade, e lhe grangea os


» A
111Fii/11) i\ 0

ptraçuô

mayores elogios. Ora quando a opinião publi-

OG
overnó porem tomando, como convinha, as
ca, este severo tribunal, principia a exercer seus
6

poderosos direitos, o que com evidencia se tem


vossas representaçoens; presentai-as, sevos pa

observado nesta Cidade, em abono da actual go-


íccei que em alguma couza se alteraô os vossos

vernança, he huma prova do contentamento uni-


direitos. Lembrais-vos todavia, que nenhum

versal de seus indivíduos, verdadeiros Consti- governo deixa de ser susceptível de erro; po

tuiçionaes. isso mesmo que he composto de homens.

Como porem a justiça, a união, a tranquilida- Quando levardes porem a sua presença algu-

de, e a boa prdem, bases em que se cimenta á ma representação, deve ser com o respeito devi-

do a vossos Superiores, e naó com mofas e in-


prosperidade dos impérios, naó podem agradar

a homens inquietos e perturbadores, por isso nab sultos, como tem feito alguns inimigos da Or-

he para admirar que houvessem algumas pes- dem social. Amai a Ordem, a paz, ea tranquili-

soas que se disgostassem da saudavel reforma, dade ; por que só deste modo podereis gosar doa

que nesta Cidade tinha havido. Mas que deli- deliciosos fructos da Santa Constituiçaô.

- %

rio ! que vergonha, ó Macaenses! ! Desper-

tando-se em vossos coraçoens, os nobres sen-

SESSÃO de 5 de Fevereio de 1822.


timentos da liberdade, que o dispotismo tinha

Disse o Illustrissimo Governador e Capitaò


reconsentrado em vossos peitos leaes e genero-

sos; sendo vos mesmos que adheristes à cauza Geral Jozé Ozorio de Castro Cabral e Albu-

Nacional, escolhendo entre vos os membros que querque, que tendo-se em Sessào do Leal Sena-

haviab de sustentar as redeas do Governo, se- do de 5 de Janeiro do prezente anno, julgado

gundo as bases de huma Constituiçaô, que vos conveniente adiar as declaraçoens ulteriores,

livrou de hum profundo pélago de desgraças e relativas ao systema actual, consistindo esta

de misérias, que vivendo á sombra deste sagrado sem duvida, no precízo acto de Juramento as

Bazes da Constituição politica, feitas pelas


palladio tranquillos e socegados no seio de

Cortes Geraes Extraordinárias, e Constituintes


vossas famílias; e que houvessem pérfidos e

da Monarquia Portugueza, atlié chegarem Or-


prejuros, que prestando, como vós, o sagrado

juramento, procurassem ainda semear de novo dens, que necessarimente devem vir da capital,

a zizania promovendo a revoluçaõ e Anarchia ! afim de salvar toda a responsabilidade; mas

Ah ! naô vos deixeis illudir, naó profaneis o como huma semilhante demora toda via inde-

nome sagrado da Patria, sede verdadeiros Por- terminada, naó esteja de accordo com os seos

tugueses ; o ter nascido neste, ou naquelle He- sentimentos, nem dos mais vogaes, como está

misfério he hum accidente, fugi, fugi de seu hy- certo, quaes saõ os da mais firme uniaó aos

pocrita patriotismo, e se elles vos falarem em princípios Constituicionaes estabelecidos pelo

Soberano Congresso, e sanccionados por Elrey


Constituição, naó os acrediteis; por que apesar

Constituicional, SuaMagestade Fidelíssima,


de a terem na boca, ella lhes foge do coraçaó.

já em Lisboa, para onde partindo hum Navio


Macaenses, o verdadeiro constituicional he

seria conforme a estes sentimentos enviar todos


aquelle, que obedece as authoridades constituí-

os actos, que os justifiquem: tem em conse-


das, e que se conforma com a exacta observai!"

cia das Leis; he aquelle que naô pode deixar quência determinado, que prestemos agora

de estimar a sua felicidade, e que deseja a boa mesmo aquelle Juramento, e que o mesmo

Ordem; he finalmente aquelle que foge da con. façaõ prestar as demais authoridades, e corpo-

fusaó e da Anarchia ; e todo aquelle que obser- raçoens, fazendo-as comparecer na Secretaria

vardes descontente com a nova Ordem de coizas do Governo, ou como for mais comforme, fi-

he o verdadeiro ânti-constitucional, inimigo da cando de aprezentar neste Leal Senado os pre-

humanidade, e asserrimo sectário do carcún- cizos documentos para se levar ao conbecimen-

1
# '

dismo. to do Soberano Congresso, e de Sua Muges-

Confiai pois no vosso Governo; elle zella a


tade Constituiçional.

a vossa felicidade, e está prompto a attender as


Tomando a palavra continuou o ^Ilustríssimo
nselheiro Miguel d' Arriaga Brum da Silvei-
Leal Senado, de moto proprio na Sessaõ pon-

: sentimentos como accabaõ de ser expendi-


derada de 5 de Janeiro, a qual só poém sello o

b pelo 1 Ilustríssimo Senhor Governador do acto do Juramento de que se trata, accompa-

is proprio respeito, amor, e adhezao a cauza


Documentos

rional, sendo os mesmos ja declarados na ou por felicitação, ou qual quer reprezentaÇaò

ferida Sessaó deste Leal Senado, na qual se- accommodada ao Local, possa° ser ácccrdados

e em vista aligitimidade dos actos, ou acto | por este Leal Senado, a bem do Publico que

l{i requerido, entendendo-se por isso entaô reprezenta, tendo elle refferente em carta official de 6

de Janeiro ja levado a Real Prezença as primeiras demos-


^essarias positivas Ordens da Capital da Pro-

ta
jqcia, e jà mais pelos demorar, por outro algum j Ç°ens: ser,a
Por tanl
° (íe
opiniaò, que o refferido Jura-

mento sc fizesse com a solemnidade uzual nestes actos pú-

10tivo qual quer, que algum génio mâo, possa

blicos de sua natureza, e com aquelle decoro


v v
com que este
# I 9 J — - —' —

«fubnr para singularidade de ideyas, alias Leal Senado tem sempre praticado os .eus reconhecimento*

nies a todos os bons Cidadaons, lizongeando de qual quer motivo publico, seja nesta salla da Camera, seja

onde
sorvar os dezejos com que todos qual primei- entenderem conforme, precedendo o competente Ban-

0 í>e presentou nas competentes demonstraÇo- do, ou Editaes, otija por este accordo, ou ouvindo para

el,e os
n j tudo justifica aboa disposiçaO em que deve | Cidadaons que se entenda conveniente, cujo chama-

a. A ^ —

mento
onsiderar os demais vogaes averificaçao agora Conselho pleno, como está determinado por cazo.

exlraord,narios
gtno de hum acto taó eonforme aos vottos 'teria d
e ensinuar como mais acertado, se

, , ,, ^ naò tratasse de hum acto para que vè todos expontânea-

s, que os acompanhao, a que elle refferente .

dispostos, e como ja mandado por ELREY CONSTITUI-

liiongeya de ser igual, prestando-se, se assim

CIONAL. Em consequência, entrou em proposta: Primei-

e^olverem, apraticar da melhor vontade o

ro, se se deve fazer-se jà o Juramento ponderado, ou dar

tarifo Juramento, e por elle obediência à


tempo, e dia para precederem os meyos do estillo: Segui

tk Rei do, quaes devuò ser estes meios j asaber, se devem os a

enhor D. Joaõ VI, ao Soberano Congresso, e vizos ser por Bando na forra a ordinária, ou em corpo de

Lea
bnstituiçaô por elle legalmente organisada. | l Senado: Terceiro, em que lugar deve praticar-se este

acto: Quarto, se todas as Corporaçoens devera ser charaa-


tqmto

Nacional, mostraó OS papeis públicos, haver das : Quinto, se devem anteceder, ou ser subsequente ai-

• <r\ 1 • • a « •«.

g
rey prestado na Sua chegada a Capital do "m acto Relc
?ioso- qm.l, quando, c aonde , Sexto, se de-

vem admittir Procuração bastante aos que naô possaó p?s-

soalmente comparecer: Rezolvido quanto ao Primeiro,

Ineiro havia praticado, e mandando seguir rnmf Prnllwlo • , * . ,

s comturmidade unanime na prestaçad do Juramento, mas

IDecreto de 24 de Fevereiro do anno passa- para a solemnidade, decoro, c publicidade tal como óò

Entretanto como em vista do ponderado proprio deste acto pelos seus fins, e effeitos de esperada

«rece justificada a demora athé agora havida, prosperidade, e já mais por qual quer voluntária demora

jjtie parecia apoiada» no mesmo silencio guar- nem mesmo por se duvidar da Geral adhezao de todos os*

cidadaons e
Ido pelo actual ministério, quando na partida » unicamente para que entrando como partes

d n,esm C
» Brigue Temerário de Lisboa em 24 de Julho, I ° ° °rp°' nem fiquera desconhecendo 38
conformes

ÍntenÇoens de todaesla
»daofficiou separadamente para este estabeíe- Governança, nem ignorem o moti-

vo deste adiamento: se assentou, íuesmo por lhes dar a


pento, constando ao mesmo tempo de haver
ssw.uu IC1I1UU UC IIclVC! . , ,

do dpttio-n-.a t., , - , ^ occaziao de se regozijarem na preciza co-operaçao para


J o - Lmbarcaçao do Estado para en- | taô feslivos

actos, fossem convocados os Ex-Senadores,

lr à Capital da índia as Ordens attinentes

ao como Moradores mais velhos, e experimentados em raate-

rias
° systema para que mostraó os Diários haver da Governança para serem consultados, sobre o raetho

ver|
xcellentissimo Ministro da repartição da Ma- ^o ficar esta
solemnidade, e entaò se rezolvera

08 quezitos acima
Jha pedido os respectivos papeis ministeriaes, Ponderados-

ndo (Assignados)
porem mui justo que na sahida do Navio

4% ■
Ozorio. Arriaga.
Pereira.
diz de\ e regressar para o mesmo Porto de

Vasconcellos. Silveira.
Gularte,

pboa, jti sejaó expedidos os documentos jus-

Lemos. Coimbra.

| tiv°s daouella adhesa°; firmada por este


8

centou mais o Conselheiro Pereira, que houvesse ires dias

SESSÃO de 6 de Fevereiro de 1822.


luminárias, com salva por 3 dias em todas as Fortalezas dt

Em consequência do assento da Sessaõ antecedente, se deõ cidade.

começo apresente com a leitura do anterior termo : pondo-se Depoiz desta Leitura, propôs o morador loaõ Iozé da Sil-

em consulta os artigos ali expendidos, se tomou a seguinte rezo- Souza, em nome dos mais Cidadaons aqui j untos, que visto

esta a melhor época de promover a felicidade do Paiz, da


luçaô: Asaber.

por escripto a sua indicação, que fica para se registar, pro


Quanto ao t. quizito, tiveraò por mui conforme adeliberaçaó

ali tomada, como único testemunho o da prestaçaõ do juramen- njia a neceS9j[dade da Elleiçaó de huma Commiçaó como cc

to, mais accommodado aos seus próprios sentimentos, e adhe- consultivo, ou Iunta preparator;a, para que examinado o

zaó a cauza nascional: tendo por necessário hum adiamento quivo da Contadoria desta Camara, se arranje huma repre.

compativel com os meios descentes, que devem preceder avenfi- taçaõ com relaçaõ as circunstancias peculiares deste Estab

, açaó do acto, esua publicaçaó; opinando naò deve ser em dias mento, seja levada ao Soberano Congresso, por huma Dej

çaõ competente escolhida a geral contento, formando-se aj


de quaresma, próxima ao prezente tempo .

de Pessoas da mayor probidade, e entelligencia, para tac


Quanto ao 9, que se faça por bando deitado pello Leal Senado

portantes trabalhos, verificada a escolha com assistencit

♦ m Corpo com amesma pompa com que se publicou a Aclama

mais Cidadaons, mesmo dos que tem sido Almotaceis' sa

çaó de Sua Magestade o Senhor D. Joaó V I.

r? Quanto ao 3, que .e verifique aquelle acto naa Cazas da Car- de entre todos seis Elleytores, para escolherem os dittos

mara,como se tem praticado em toda aparte, guardando-se afor-

ouvido por este Leal Senado mostrou se de inteiro ac

inalidade de tae6 actos.

como ja lembrada na Vcreraçaõ de 30 do mez passado,

Quanto ao 4. com respeito as Corporaçoens Relegiozas, que

único meyo de attender aos interesses deste Publico, q

se expeçao declaraçoens conrespondentes ao Excelentíssimo Re-


ahonra de reprezentar: accresentando logo os Illustissim

verendíssimo Diecezano, para fazer prestar o refTerido Jura-

ahores Governador Jozè Ozorio e Miguel d' Arriaga,

mento,
H&VllLVS) pelo que lhe disem respeito,
* e recommendallos aos , _ .

... cu 1 formal assenso ao refferido pensamento, para cuja V eri


Prelados das mesmas corporaçoens,de pois de haver Sua Excel-

I X• - • J ^ a •• #v n A a MM « r y-v M A A <1 A A 1»1 ♦ n t*1 O i V /l I 1 !


disseraõ da mais expontânea vontade, se evitariaõ a qui ^

lencia Reverendissima mesmo prestado. Ficando a repartiçaó

ingerência na Administaçaõ Publica, se assim for nessar

Militar ácombinaçaõ, e cargo do Illustrissimo Governador, e o

fazer mais felis o Paiz a que tem motivos de dezejar i

Justiças pelo Expediente do Illustrissimo Conselheiro, bem

* X
prosperas vantagens; continuando o mesmo Conselheiro
B —
como da repartiçaó da Fazenda: esta a opinião do Illustrisimo

hum discurso a tal respeito, que ficou para ser copia dt^

Conselheiro Manoel Pereira, e da mesma foraõ os moradores se-

n i i ua
da ni\-oníu
mesma uuiuiuv
opinião v
o Conselheiror Manoel— ' e
Pereira, «
p or lai

iruintes-Joaõ de Deos de Castro, e Joze Joaquim Barros, de- ^ w t . (

® „ , • adiou a Sessão para manhaâ, sendo convocados os t nau I


.v Ja a». Innrar Hn nrPfltnrAn flO III. I
versificando quanto ao modo, ou lugar da prestaçaõ do ju-
( Assignados )
daons, alem dos preZentes.

ramento de Sua Exceliencia Reverendissima querendo que

Ozorio, Arriaga, Pereira,

o mesmo Excellentissimo Prelado seja convocado para vir aqui,


Silveira, Vasconcellos, Gularte,

em geral aj untamento, prestar o ditto acto, athe para mais o Lemos, Coimbra, Manoel Perei

solemnizar sendo deste parecer os seguintes. Joaõ de Deos de Castro, Antonio Vicente Roza,

Raimundo Nicolao Vieira, Jozè Joaquim Barros,

Antonio Vicente Roza, Francisco Joze de Paiva, Simaó


Rafael Botado d" Alm«
Miguel d' Arauyo Roza,

Vicente Roza, Miguel de Araujo Roza, Joaõ Joze da Silva Joaquim Antonio da Si
Francisco JoZé da Paiva,

Antonio Pereira,
Domingos Pio Marques,
e Souza, Antonio Pereira, Rafael Bottado de Almeida, Joa-

Jozè Baptista de M.e Lima, Vicente Baptista Cort

quim Antonio da Silva, Antonio Joaquim Cortella, Raymundo


Antonio Joaquim Cortella, Joaõ J. da Silva e Sou

Nicolao Vieira, Domingos Pio Marques porem opinou, que


Simaõ Vicente Roza.

Sua Exceliencia prestasse J uramento, fosse vindo Pessoalmente.


(Continuar-se-ha.)
A MA A

fosse por Procuraçaõ; e Joze Baptista de Miranda e Lima que

fosse ouvido o mesmo Prelado.


NECROLOGIA.

Qnanto ao 5: que haja festa de Igreja com toda apompa na

Aos 18 do corrente falleceo o Cidadaõ Hippolito de Sou

Catbedral, consistindo em Missa cantada, rogando-se a Sua


idade de 67 annos, sendo actual membro do Leal Senado

Exceliencia a sua Prezidencia nesse acto, com Expoziçaõ do


Cidade.

Santíssimo depois dc Missa, e Te-Deum detarde, com Sermaõ,


NOTICIAS MARÍTIMAS— SAHIDAS.

logo depois do Juramento, que em hora própria, e combinada Sahio o Brigue Letícia para Bombay a 18, Capitaifl

com o ditto Prelado deve preceder a"este acto. todio Rozario de Araujo, cora hum Passageiro Mr. fl

Navio Espanhol Conceição, Capitam Atanazio Cu<


Equantoao 6; que era precedente a admissaõ do Juramento

sahirà para Manila no dia 23.


por Procuraçaõ, quando st dc legitimo impedimento; e acres-

AVIZO. Todos os Senhores que quiserem sobscrever neste periódico, faser alguns, avisos, e insirir suas memorias o p
M • • A

Jose doi S

faser em carta fechada ao Redactor, dirigindo-se ao Laboratório Costitucional em casa do Senhor Joaqui

Janella» verdes, aonde se achará o w smo periódico de venda pelo preço de 100 Reis.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.

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N°. III. QUINTA FEIRA, 26 de Setembro


1822

U
HOC TEMPORE

tes:
OBSEQUIUM AMICOS, VERITAS ODIUM PARIT."——TERENTIUS.

ira'

As corporaçoens Religiozas, o clero, a nobre


MACAO.

za, as principaes patentes militares, e o Bata

Tendo annunciado no nosso numero ante-

entp a morte do Cidadatf Hippolito de Sou- I ^ao Frincipe Regente, comniandado pelo Ma

_, natural desta Cidade, naõ podemos entaò, '*°r omi


*landante Clemente de Noronha, a com

por causa da brevidade do tempo, referir a idea. I ' a i o cadavci athó o ( ollegio de S. Paulo

(
que ha anno9 tínhamos formado do caracter e * 'at'° a se
Pultura, dando-se tres les-

I care»as de fuzilam» n mi» i o

probidade deste honrado Cidadaõ. , ,

tl eza
wj ii li • i aulo do Monte com huma salv*
aiv<
He verdade, que elle nao possuía conhecimen- *
1 I Cie onze firno lei-
de onze tiros de canhaõ.

tos literários por se ter dado a huma carreira

Se refleccionarmos por hum momento sobre <

assas diversa; mas todavia era dotado de huma

h
| alma bem formada. Sentimentos de Religião e ^ ^ °UVe Cidade nt

m
piedade, amor da patria, e huma verdadeira fi- Pre fausto, e gloriozo dia 19 de Agosto, ec

)ntras
lantropia, o distinguirão sempre entre seus con- <armo> com o dia 19 do corrente, em que

meSm 6 aHegTÍa Se tornaraô em fune


cidadaons; e o dia 19 de Agosto, em que elle por ° °

elleiçaó popular fora escolhido para hum dos ^ 'uc*°lK'a 11,1111(1


deste membro da Gover-

a fal
SM (,UVÍda COncluiremos
membros d'Actual Governança, hé huma prova. ' 9ue

de que muitos se conformaô com a nossa opinião. *a de


hum homem de caracter, e probidade ht

Aca, , , . Sobremaneira sensível àquelles,


1 que lhe
líie so
so
as Qtvxionstraçoens de publico sentimento, que ' ^

seus
seus T11 nQtr
íilustras i
colegas -x» x
manifestaraõ a esta i
Cida- brevivem, e que reconheciao seus dotes pes
*

j i a |, ^ soaes.
ae peia talta, que sentiaó deste respeitável mem-

bro, condusindo o seu cadaver à sepultura, e fa-

Pro
zendo-lhe as honras fúnebres, que em semelhan- Posta (l
° Cidadaõ JoaÕJoze da Silva eSouz;

Accusada na Sessão antecedente.


tes cazos costumaô fazer-se aos beneméritos da

Pro
Patria, que terminaõ a carreira de seus dias no Poz Joa
° Jozé da
Silva e SouZa, que antes de determinai

SC <1C jurament0
serviço delia, saò também huma prova naõ equi- ° ** 'para lue este naô
Passe dl

Vocn /!« • j „ 'lllm s


'mP^es ac
*° sem que nos traga jà os effeitos dos bens, qu<
uta
f Ga idea que formava-mos do rarartor p .

iprotfd caracter, e elle nos annuncia, tornando-se anossa alegria por duplicados mo
ade deste benemérito Cidadaó. tivos mais completa, huma por vermosjà adhiridos, e vinculado:
10 A ABELHA DA CHINA.

ao Systema Nascional, com que a nossa naçaó vai a regenerar o saô as verdadeiras intençoens dos Cidadaons, saô muitas vezes

seo antigo esplendor, outra por sentirmos em nos mesmos os objectos de indireito peso aos Povos, ainda quando espontânea

pela influencia com a opiniaô publica, que tudo domina, sa


effeitos da mesma regeneraçaò.

Trata-se da prestaçaô do juramento á Constituição da Mo- finalmente despesas improductivas, unicamente a bem dos Chi-

u * a n„A»Domno ..no nas, e por isso só naó bastaõ para se considerar a felicidade
1
narchia Portuguesa, que as Cortes fizerem, todos nos somos una-
*" I _ — _ _ a •• • * « •

geral, fim ultimo da sociedade civil, e primeiro dever da Go-


nimamente contentes, e estamos promptos aconfirmar com-as

vernança A variaçaô dos tempos que tanto influe em toda I


nossas vidas esta adhezaó.

as cousas humanas, as ideias desenvolvidas pelo a perfeiçoa-


-A Constituição ninguém ignora, que hê huma Collecçaó de *

.. w . . , , mento das Luses, pelo consentimento unanime dos homens;

sabias Leis próprias a conservar o direito do Cidadao, sua pessoa,


• _•_ A. ^ i/x/l /xn /-v o riAiin /\c«4nl\âlái/>l mntl
experiencia que funda, e dirige todos os seus estabelecimento

r qiriedade &a.&a. feitas acontento da Naçaò pelos seus repre-

suscitaò de tempos em tempos a necessidade de algumas refor

Z ntantes em Cortes: ora nos somos também parte da mesma

mas na forma do Governo, e na Constituição, que lhe hé mai

Soberana Naçaò, e vivemos n' huma Cidade, que pelas suas

proveitosa.

circunstancias, particularidade, e diflerentes relaçoens, carece-

A grande importância destes accontecimentos está em qi

mos também de certas Leis apropriadas ao Paiz em que estamos,

de eonservaçaò de certas prerogativas, que sempre gozamos, e

aes, e que naõ se introduzao oflagello da anarchin, que frequen-

de restituição de certos previlegios com que vivemos na maior

# I ICÍ
tes V CZ.CS
vezes liaste
nasce UU
do CCUUU
centro 11IV.OIIIU
mesmo dos mais bem formados dezig-

armonia, e abundancia hà tres séculos, e que por injustos pnnci- . _•


A nova
nios, quando naô saô sabiamente encaminhados.
. -*wo, ~ *—" —"

pios nos tem sido tirados: por tanto para que no-los seiao conce- .. ,

Ordem das couzas, tantos papeis o mostrao; todos sabem, tem


•• • . •. • i i / i« i « *ti i í —
didos, e restituidos hé d* absoluta necessidade haver hum repre-

hum caracter como Divino, que deve fazer pasmar a posterida-

zentante escolhido dos nossos beneméritos Cidadaons a contento

de, isto he, que nosso estabelecimento, nosso progresso, e em

de todos, para que ou como Deputado, ou como procurador ha- .

toda a sua marcha, naõ foi perturbada, nem por hum momento,
• « «• . yi A 211 _ ^
ja de repreZentar, disputar, e remover nas Cortes aquillo que

a Ordem publica. Nem outra couza era de esperar dos Rege-

nos convém; e para prehencher estas medidas com a satisfaçao


neradores da Patria, que taõ solemnemente afiançaraõ a sua

geral, attentas as continuas occupaçoens, que tem esta Camara a

innalteravel disposição, de nada se alterar do systema estabele-

seu cargo a tratar lhe naò fica tempo, para cuidar com a energia
cido. athè formar-se o devido pacto social, em que vae reali-

preciza da reprezentaçaõ que deverá fazer este reprezentante; „ extença» dos Direitos, e dos deveres, * extirpação

compriria elleger-se huma junta de commissaõ composta de 9 dos actos arbitrários, aque os homens sempre tendem, quando

Membros, seguindo-se para esta Elleiçaõ o modo com que se no- saô retidos pelo poder de huma Constituição; fiscalisada em

meaõ os Senhores Senadores, ou aquelle que accordarmos con- gua 0j,servancia por todos os Cidadaons, por que dáhi depende

formes, os quaes teraô nesta CaZa da Camara, hum lugar de- a fejecidade de todos. Insinuar o espirito publico, estas ide

terminado, para em separado faZer as suas Sessoens, aquein se ^ (j a sua prosperidade, e desviar todas as suggestoens, quj

franquearaó os arquivos, todos que julgarem precizos para se I gga^ perturbar, e quietar a terra, abalando-se antigos eixos,

estabelecer os artigos, que devem ser discutidos pelo nosso re- atem mantido em taó grande Gloria Nacional, a pezar

presentante, e o Leal Senado por hum acordaõ em sessão que ^ sabidas, e arriscadas coacçoens, que mais de huma vez «q

deve ser transmitida em copia com todos os assignados a ditta a rcgenta a historia dos nossos últimos tempos. Exa-qui o mej

junta a authorizarà,e se obrigará a sanccionar os artigos que ella


dever na qualidade de Magistrado, e Magistrado que a vosi

tiver deliberado; ficando a cargo da mesma junta para de acor- benevolência quiz entre vos mesmo. E hè em tal qualid^

do com a Camara se tratar do modo de Elleiçaó do reíferido


que teria a recordar incessantemente, que obem geral depeu

Deputado, ou Representante, que mais apropriado julgar ao em todas as circunstancias do estado de tranquilidade public.

estado de Paiz; os membros da junta deverão no dia dojura-


quietaçaò, e obediência a Lei, ante a qual jà sabeis que tod-

mento prestar por mais esta commissaõ hum Juramento de cidadaô hé igual; cuidando cada hum em seos trabalhos, es

cumprir com os seus deveres com toda a imparcialidade a cou- occupaçoens ordinárias, sem soçobro, nem perturl

^ , • ~ eu! niiK PrC& >

perar abem de todos em Geral; pois que a elle entregamos, A


Se eu naô estivesse inteiramente convencido, de q

confiamos, e transmittimos o nosso direito de pro< urarinos «i I ^ ^ v0gs08 dezejos, tal a constante pratica de Morador

s ■ •| M I lllVO DWV V

nossa regeneração, e felicidade. — Joaó Joze da .1 va e ..uza. egtabelecidog; 8Ím cu offendcria as vossas consideraçoens,

>*♦*<
me persuadisse por hum momento, de que outra hè vossa n,

DISCURSO DO
cha. O verdadeiro espirito Constituicional, vos esta bem

Illustrissimo Concelheiro Miguel de Arriaga, nhecido, que naõ consiste, nemno mater.al lamaço,
• • .1 «rin^lPAfi T

refferido na mesma Sessaó antecedente. nem na adopçaó dos meios, que mais inculquem vindicos l

soaes, que obem geral: esta hè a linguagem que vos fal


Senhores
feennores !
• A
a obrigaçaõ
ounga V<u> de
uc t.uix.
hum Senado hé fallar averdade
™ > .

ao cnene
chefie ua
da Naçaõ em - a bem
nome, e de hum ^
Publico, que tem Augusto Congresso, esta a ,
cou Naçaó que nos ama como

ahonra
ailUUItt. de
U« representar: Actos festivos,
7 epomposos
r posto que I contitlicion „al, pt o e c ; '
ftlhllsi

justificados, em quanto patenteiaõ o regosijo proprio de espe- mais do que hum Pa. «, seos

Naõ, Senhores, Elrey Sellou com o seo Solemne Juram.


radas vantagens, saõ sempre exterioridades, que naó carecteri-
ABELHA DA CHINA.

prestado da milhor vontade todas as artes, que seguraraó aos e Paulo Vicente Bello, que daraó por escripto o seu parecer,

Povo» a sua regeneração, e.comellasos vinculos que mutua- os quaes todos depois se explicarão milhor declarando a sua

mente "ligaó Superiores, e súbditos. Nisto nada tenho a duvi- convicção à medida hontem tomada para a publicação do

dar; mas hum dever se naõ taõ valente, como aquelle, que acto do Juramento a Constituição, e sua vereficaçao, acor-

contrahi para ter a ditta de aparecer entre vos com caracter dando todos unanimamente (sendo perguntados cada hum

publico, vinculo reiterado por mais de huma ves, permita-se Je per ) qUe se vereficasse o ditto acto, com a solemni-

que o repita se nao taó valente, ao menos de grande pezo hè, dade, e Pompa accordada, chamando o Clero, Nobreza,

o que agora me faria fallar no meyo deste ajuntamento, se por e povo> na formado Edital aprezentado, e minutado a

ventura eu podesse separar a pessoa de presentaçaô. Mas conlento de t<)dog ()g pregeilU.8> ficando a cste Senado 0 expe.

deixai Senhores, que vos recorde a minha particular situaçaó, .... ... • j j

I dir os Avizos competentes pela maneira accordada, esperan-

vinculos de familia desde 14 annos me ligaõ entre-vos, faria

do-se as ordens superiores para ter lugar qual quer acto

parte da municipalidade se aquella representação me naó

privasse deste direito. Ella com tudo naõ pode destruir os I ulterior, a bem do Paiz, por ser própria convicça» dos a baixo

meus dezejos, de entrar com vosco, como de huma mesma fami- assignados, ser acto illegitimo todo aquelle que asim naó for

ia, no exame do que pode tomar-se util a vossa estabelidade, regulado ; por isso, que havendo sido expontania a declara-

este taô invejado estabelecimento. Naò valhaò as provas que ça5 de toda esta Governança, e a sua adhezaò ao systema

pencavater dado para lhe chamar huma mayor renomeaçaó, Constituicional, naò se dá mo tivo para alterara Lei estabe-

para a fazer gozar das vantagens para que o seu Local o con- lecidn, a qual o Soberano Congresso mandou seguir athè a

vide: a cauza da regeneração se admitte sacreficios individu- Publicação de Constituiçaô, que ainda naó está publicada,

jaes; naó deixará de admettir esquecimento a erros passados, como se entendeu pelo Projecto do mesma Constituição»

que possaò ter vindo da falta de entendimento, ou da frageli- para se discutir ; tendo a penas as Bazes sido mandadas

dade humana. Hum perpetuo silencio ponha termo a todas as cumprir por Decreto da Regencia de 10 de Março de 1821,

dezavenças—Busque-se o que hé mais util, rompa-se o veo da depois Juradas por Sua Magestade a sua chegada a Lisboa,

adulaçaõ; subsiste obem geral de hum Paiz a quem tenho obriga- | £m quanto a commissaõ foraõ nomeadas com 27 votog

çaó de ser gratto— revolvõa-se os arquivos, suscitem-se os an- a Joaò Jozé da Silva e Souza, a Jozè Baptista de Miranda

tigos previlegios, e nada escape avigilancia de bem entenciona- e Lima com 20, a Miguel d* Araujo Roza com 16, a Joaõ de

dos Moradores. Desterrem-se abuzes, estejaò elles a onde


Deos de Castro com 16, e a Paulo Vicente Bello com 12:

estiverem. Por mim comece a reforma, ese porella, ou para


os quaes como corpo consultivo, ficou este Leal Senado de

obem de taõ invejado Paiz, hé necessário que me separe, nada


dar as precizas instrucçoens, e franquear o seu arquivo,

se poupe; por que salva toda a responsabelidade, nada mais

como Ihé for exigido pelos nomeados, sendo as reffèridas

quero nada mais desejo, que obem das familias, de que faço par-

Instrucçoens reguladas em tudo na conformidade da pro_

te. Naõ assustem ao bem intencionado, o estado desacraficio,

posta, e sessaõ accordada.

aque me tem levado a cauZa publica, naõ lembrem filhos, lem-

(Assignados)

brem a regeneração Nacional. Nao secontem os diveros ser-

Ozorio, Arriaga, Pereira, Silveira, Vasconcellos, Gu-

viços que em occazioens arriscadas vo9 fiz, por que estáo bem

larte, Lemos, Coimbra, Manoel Pereira, Joaõ de Deo»

pago com os Documentos que cotiservo da vossa gratidaõ, elles

de Castro, Antonio Vicente Roza, Raymundo Nicolao

mostraraõ a meos innocentes filhos, o que seo Pai lhes alcan-

Vieira, Jozè Joaquim Barros, Miguel dT Araujo Roza,


çou, e que so sentirá naõ ser acompanhado de meyos, que os

Rafael Bottado de Almeida, Simaõ Vicente Roza, Fran-


torne em estado de se bem educarem para vir entre vos fazer-

cisco Jozè de Payva, Joaquim Antonio da Silva, Domin-


vos serviços, fazello a sua Patria. Nada, nada de contempla-

gos Pio Marques, Antonio Pereira, Jozé Baptista de


ção, eu sayo satisfeito, quando me recordo de que assim se pen-

Miranda e Lima, Vicente Baptista Cortella, Antonio Joa-


ce necessário para a vossa felecidade, contentando-me de po-

quim Cortella, Joaô Jozè da Silva e Souza, Paulo Vi-


der dizer com vosco em dia proprio- Viva a Santa Relegiaò,

cente Bello, Faustino Coelho dos Santos, Joaquim Pedro


viva o muito alto, e Poderoso rey o Senhor D. Joaõ VI,

Jozè da Silva, Jozé d* Almeida Carvalho e Silva, Anto-


vivaõ as Cortes, e por ellas a Constituição. Macáo 5 de Fe-

nio Fiancisco Tavares, Francisco Cecitio Braga, Antonio


1822

dos Remedios, Pedro Bottado dr Almeida, Miguel Anto-


MIGUEL DE ARRIAGA BRUM DA SILVEIRA.

nio Cortella, Jozé Rodrigues da Costa,. Manoel Feli*

Pereira, Joaô Jozè Vieira, Constantino Jozé Lopes.

SESSÃO de 7 de Fevereiro de 1822.

Sendo lida a Sessaõ anterior, se houve como rateíicada, Opinião do Cidadaô Francisco Jozé de Payva

cora excepção de Francisco Joze de Pay va, que deo por refferida na sessaõ antecedente.

escrito, huma diversa opinião, declarando nella os motivos,


Supposto que hontem vottei se assentasse chamar o» Se*

que a isso o obrigava y e Joze d' Almeida Carvalho e Silva,


hnores Juizes Alraotaccis para a elleiçaó dc Deputados, com
12 A ABELHA DA CHINA.

tudo hoje estou de outro accordo, e digo, que a elleiçaõ alguma? a Naçaõ toda pelo seu Illustres Deputados, tem

de Deputados me parece he nulla feita antes da elleiçaó do jurado manter a nossa liberdade j em fim tornarmos homès:

novo Governo dà Camara Administrativa, a qual se deve e como duvidamos hum só momento unir anossa cauza'

proceder antes de tudo, e por todo o Cidadaõ, na forma do a couza da liberdade! Eia Cidadaons se entre nos hà al-

Capitulo 22 da Constituição, e de pois se seguirá, o que gum(oque duvido) que naõ dezeje ser livre, separe do

se pertende; por tanto sou de o piniaó, que se siga neste nosso seio do seio da Illustre Naçaõ a quem temos a honra

importante assumpto por ser a mesma formalidade, que se de pertencer* eu naõ duvido, que a opinião publica seja

tem observado na nossa Corte, e em todas as mais Colonias a adhezaõ a cauza da liberdade, mas quem nos constitue

Portuguezas, que a clamaraõ a Constituisaõ nacional, e naõ árbitros dessa opinião? por ventura so nos somos Cidada-

se fasendo desta maneira, entaõ se esperem as ordens de Sua ous? naõ gozaõ geralmente todos agora desse preciozo

Magestadeieste hé o meu votto, e naõ direi mais nada sobre direito? por que naõ saõ ouvidos? e ainda que nos cons-

Francisco Jozè de Payva. tituem árbitros de sua opiniaõ, como, e de que modo de-
o assumpto de que se trata.

vemos prestar este juramento, que há tanto tempo temos


Macao 8 de Fevereiro de 1822.

dado em nossos coraçoens? eu vejo, que nas muito no-

_ . . t „ i ir- x t>~ii~ bres Cidades do Porto e Lisboa, que taõ felismente deraõ

Opiniaõ do Cidadaò Paulo V icente Bello,

1
princípios anossa regeneração politica, o Governo antigo,

accuzada também na sessaõ antecedente.

que naõ tinha a seu favor a opiniaõ publica, dimittindo de

Illustrissimo, e Muito.Respeitavel Auditório. Expõem o

si todos os seus poderes; nomeado hum novoGovemo á von-

Cidadaõ
v IlldUClV Constituicional
v viljtl vil iviviiut Paulo
m. ■ w Vicente
- . Bello,
— #que
£ a nova

„ _ . . „ „i tade do Povo, entaõ nas maons deste hè que se prestaraõ

Constituição, que todo o Povo Portuguez jurou, para por el- mi

os Juramentos.

la ser governado, lliè concede a sagrada Liberdade, delle es-

Supponhamos, que a vontade geral hè, que agora mesmo

colher os Membros, que elle julgar mais aptos para os Go-

se jure a Constituição, e que o juramento dado nas tnaon»

vernarj e a mesma Conslituiçaó, concede a todo o Cidadaõ


do actual Governo seja legal ; eu naõ sei conbinar taes prin.

especialmente a todo aquelle que descobertamente hé Cons- . .


r
cipios,jurar aConstituiçao, enao sergovernado segundo o es-*

tituicional, como elle o jura de assim o ser, de dizer sem . .


J
' pirito da mesma, he para mim hum enigma. Senhores, _

receio algum, e francamente os seus sentimentos, e por ^ ap(jro pacicncla. ,nas vind(> aqui a fim de paten.

tal elle agora os manifesta, sendo estes que tendo elle lido ^ opinia5> eu d;g(() que [)aõ ,lè ()ulra) quc ou

alguns papeis públicos do novo Governo, em todos vio, que />»•#•- • n i i •

1 1 s
' ejurea Constituição, e sejamos Governados por leis Cons-

a sagrada Constituição, foi jurada em todo o Portugal, . . . ^ . _

° ^ . i [ tituicionaes, cu do contrario se esperem novas Ordens, a fim

Brazil.e Ilhas, ellcgendo-se para este fim, primeiro que tu-

de que se jure, e se observe, contando, como conto, que sá-

do, novos Membros ao governo, perante este hè que o Povo,

bios legisladores a quem os nossos Irmaós tem confiado os

a jurou, e por tanto julga devemos aqui também seguir

J r n
' _ * . I seos e nossos destinos, jâ mais se esquecéraó da quelles, que

amesma ordem, para que nao sejamos olhados pelos nossos

., t . nos confins da terra, cheios de prascr levantaò avôs dando

1
mui amados Concidadaons com uidiíterença, logo para que

r ix mil vivas anossa Santa Religião, ao Nosso Rey, e asabia

.sto se faça sem que nos cuiripromettamos, he necessário t» » '


■ " m • a . à. . ■
m
Constituição. Jozè d' Almeida Carvalho eSilva.

assim julga, que todo o Povo Portuguez desta Cidade, seja

Macâo 7 de Fevereiro de 1822.

convocado para elleger os novos Membros no Governo, e

que depois disto assim concluido,elle receba detodas as clas-


NOTICIAS MARÍTIMAS.

ses, e mais Povo o juraraenio soíemne, a nova Constituiçaô.


O Morador Francisco Cecilio Braga faz saber ao publico,
* • è $

Macoa 7 de Feverrerio de 1822. Paulo Vicente Bello.


que o Brigue Assumpção partirá para a Capital dá índia

athe o dia 13 de Otubro, escallando pelos portos do estrei-

to de Mallaca, Columbo, Goa, e Bombay; o que participa

Opiniaõ do Cidadaõ J. d' A. Carvalho e Silva,


a todos os Senhores, que pertenderem carregar nelle al-

também refferida na mesma Sessaõ antecedente. guns effeitos.


•■Vjííil

NECROLOGIA.

Senhores! Sendo convocado a este Tribunal, a quem

Aos 23 falleceo Jozé Antonio Pereira, segundo Piloto


_
dedico todos os meus respeitos, tenho deduzido o fim para

que tinha sido do Navio Aliança vindo para a Costa de

que tratasse segundo vejo de opinar, se se deve ou naõ jurar Malabar, na idade de 34 annos.

a Constituição, que prezentemente organizaõ as Cortes


CAZAMENTOS.
*1 j jM] I- if ••

Geraes, c extraordinárias da Naçaõ de quem temos a honra


Aos 24 do corrente se celebrarão as núpcias de Antonio

Teixera Machado Basto com D. Maria Angelica de Castro.


de ser membros. Admitte por ventura este ponto discuçaõ

AVIZO. Todos os Senhores que quiserem sobscrever neste periódico, faser alguns, avisos, e insirir suas memorias o poderaò

faser em carta fechada ao Redactor, dirigindo-se ao Laboratório Costitucional em caza de Joaquim Jose dos Santos as Janellas

verdes, aonde se achará o mesmo periódico de venda pelo preço de 100 Reis.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO
A

A E A

DA

H N A

QUINTA FEIRA, 3 de Outubro. 1822.


ar. iv.

" HOC TEMPORE

OBSEQUIUM AMICOS, VERITAS ODIUM PARI T. TERENTIUS

Governo tomará as medidas, que a Ley lhe pres-

LISBOA.

creve em semelhantes cazos, a fim de punir oe

Sessão das Cortes de 4 de Outubro de 1821.

1 que dilinquirem neste ponto.

O Senhor Fernandes Thomaz aprezentou

duas indicaçoens. Ia. Que achando-se a Naçaô

MACAO.

com
^íuito mal servida nos lugares de cônsules

Sessaõ de 12 de Fevereiro de 1822.

estrangeiros; propoem, que sejaò estes remo-

, . Tl . • I Foi
- w. lida huma reprezentaçaò
iv /iv^lliuyv de
Ui, Joaô
WOUO Nepomocc
A v wpwuiovi

vidos, e substituídos por Fortuguezes, cujas qua- w,

Maher acerca da marcha, que toda esta Governança tem „

lidades aponta, devendo entre ellas terem a re- guid0) na pu51icaça5 do Systema ConstituÇion«l. daodo-a

conhecida adhezao ao sjsteuia Constitucional. por na^ conforme, pelas cauzaes ali expendidas epor que

2a. Sendo certo, e indubitável, que ha Portu- alem de atacantes acada hum dos vogaes desta Administra,

puezes taò degenerados, e perversos, que pro- Ça8, involvem circunstancias naó verificadas igualmente co-

curaô por discursos, e conversaçoens, tanto mo o naó sa5 os exemplos apontados, pois que em nenhuma

publica como particularmente transtornar, e parte foi tida por anti-Constituiçional aquella Governança

, j» • Que como esta, tem adherido a cauza Nascional, e vai,

9
perturbar a nova Ordem das couzas, dissemi- I

ratificar com juramento, obediência as Cortes, epor ellas

nando a desconfiança entre os povos ; propoem,

a Constituição que se estaS organizando, segundo as Baztt

que a commissaó de redacçaó se encarregue de ... . , . _ ,


1
^ ° ja decretadas pelas mesmas Cortes jà Juradas por EL-R —

lazer, e piopoi ao Soberano Congresso, para qUe Da §ua chegada a Lisboa assumio o poder executi-

ser descutido, hum projecto de Ley criminal, vo, por onde tudo deve emmanar. Se assentou, que a

cjue puna como crime de Leza Naçaò, tendo em refferida reprezentaça» depois de registada, fosse levada

ao s
vista a Ordenaça do Reino no que he respec- I °^erano Congresso com explicaçaò relativa aos pon-

tos
tivo a este objecto, todos aquelles que por este Coiistituicioiíac», ou naò Constituicionaes já verifi-

cados, acoropanhando.se das Sessoens havidas para em

meio perturbarem a tranquilidade, e Ordem

vista delias, serem justificadas as intençoens de todos j>§

publica. Aprovados.
vogaes desta Governança, salvo a cada hum o que lhe

~ . , „. . „ , „ for cabente, pelo que separadamente Ihé diga respeito,

Da qui podem colligir os faccionarios de Ma- ...

visto que estabelecido pelas Bazes da Constituição no

cáo o per.go, a que se expõem todos aqelles, que arlig0 u da ^ Primeira> 0 direilo de Peliça8) na_

{■ movem tumultos, ou alvorotos; por que o da bà que possa justificar o contrario procedimento, raz.
14 AABELHADACHINA.

iorrncnte era hura assumpto em que esta Governança dando çaò da Constituição, e reclamar a respectiva responsabili-

o devido cumprimento ao Decreto dè 24 de Fevereiro, e 7 dade dos infractores. Elie por tanto considera ser do seo

de Março do anno passado dattado do Rio de Janeiro, nada dever expor a Vossa Senhoria o seguinte.

mais enteudeo fazer,que insinuar a necessidade de esperar Que havendo nos mezes de Março, Abril, e Mayo do

pelas reformas de melhoramentos, que as Cortes estáõ fazen- anno proximo passado de 1821. apparecido nesta Cidade

do, nem outra foi a recommendaçaô de Sua Magestadè, na por Gazelas Extrangeiras os primeiros annuncios da nossa

Sua Sahida do Rio de Janeiro, como se vé da sua falia dirigi- feliz regeneração, foi geralmente observado o desmayo,

da aos Habitantes do Brazil, na datta de 23 de Abril do anno que esta noticia cauzou aos que eraõ afferrados pelos seus

passado, aqual jà haviaõ precedido por parte da Tropa, pre-


particulares interesses ao systema do antigo Governo.

textos concebidos em iguaes Termos na datta de 11 d' Março


Que á porporçaõ que vinhaô chegando de fora noticias

do mesmo anno, pretextos, e sentimentos, que saõ confor-


mais individuaes, progressivamente, também se via crescer

mes aos mesmos passos sociaes em virtude dos quaes, huma


o descontentamento d* aquellas authoridades declaradas

vez cedidos pelos Povos os Direitos precizos para formar os


anti Constituicionaes, por que sofregamente intentarão per-

vincnlos por que tem de reger-se, nada mais lhe resta para
suadir ao Povo, que esta nova mudança hé firmada em

arbitrarias determinaçoens, como a final se reconheceo por


fracas bazes jà por que prognosticava© huma contra-Revo-

todos os Cidadaons assignados na Sessaõ de 7 do corrente


luçaõ,jà finalmente por que diziaõ que a Corte do Rio de

mez, dando por illegitimos todos os actos, que naõ fossem


Janeiro naô approvaria taes mudanças sem pedir socorro às

prestar o Juramento a Constituição, e suas Bazes, sendo


Naçoens Alliadas para recobrar os seus direitos.

para isso perguntados cada hum de persi como ali se reffe-


Que havendo chegado a esta Cidade huina carta do Rio

re; tornando-se livre, e espontâneo a convicção de todos à

de Janeiro na qual vinha circunstanciada relaçaô de ser a

tal respeito. Declarou a final o Illustrissimo Conselheiro

Constituição recebida, ejurada pela Dinastia Reinante, e a

Miguel de Arriaga Brum da Silveira, que estando no que hé


resolução tomada pelo Senhor D. João VI. de regressar

publico, pelo que se tem expendido, se dava por suspeito


para Portugal, assim mesmo naO perderão os anti-Consti^

para a insinuaçaô de qual quer ontra marcha jà expendida,


tuicionaes as suas esperanças, nem dcsisliruôtio He

com respeito à assumptos particulares, em qne naô pode


illudir ao Povo dando o nome de incendiário aos papeis

convir, como provará a onde compettir. Em virtude da


públicos, cuja leitura esforçavaô prohibir indirectamente.

refferencia acima, se houve de rezolver,que unida arepre-


Que com a recolhida dos Navios de Bengalla havendo

zentaçao aos dos mais votos lançados na Sessa# de 7 do cor-


chegado innumeraveis papeis pnblicos, assim mesmo se
f &• %

rente, a façaõ subir ao Soberano Congresso; naô se lançando


pedra, e se rogava aos que os tinhaS, que naõ facilitassem

o Despacho no alto da mesmn, por naS ser pedido.

a leitura; e a outros que os naõ tinhaõ, sc atterrava com

Ozorio, Arriaga. Pereira,


reflexoens tristes para os persuadir, que os naõ lessem; e

Vasconcellos, Silveira, Gularte,


até aqui nada de signaes de regosijo pela nossa regeneração.

Lemos, Coimbra.
Que foi notorio, qne alguns dos honrados, e afflictos Ci-

dadaons naõ podendo conter os fervorosos impulsos da sua

Segue-se a Representação de Joaò Nepomoceno

lealdade, e adhezaô à causa Nacional exprimirão em publi-

Maher citada na Sessão antecedente.

co os seos sentimentos, por verem a indefferença, com que

Illustrissimo Senhor,, Joaô Neporooeeno Maher, natural


se receberão tantas, e taõ agradaveis noticias com tamanha

desta Cidade, filho de Pais Portuguezes, e por conseguinte


frieza, quando outras que mereciaõ menos attençaõ, foraõ

Cidadaõ Portuguez, com o mais profundo respeito se apre-


recebidas com publicas mostras de jubilo, e regozijo. A

zenta por meio desta perante Este Respeitável Tribunal, e


estes honrados Cidadaons deraõ o execrando nome de amo-

representa, que elle havendo pela nova Ordem das couzas


tinadores, e perturbadores da Republica, c se disse que os

recobrado a mais excelente prerogativa, qual hè o de ma-


seos nomes se achavaõ alistados, naõ sei para que fim.

nifestar a sua opinião a cerca dos negocios públicos quer


Que igoalmente foi notorio, que sendo estes clamores

seja approvando,ou desaprovando os actos dos três poderes,


levados á Presença deste Respeitável Tribunal por hura dos

com tanto que naô Iransenda aquellas balizas postas pela


seos beneméritos, e qualificados Membros, que expôs a ne-

decencia, e pelo Alto respeito, que se deve aquelles a quem


cessidade, que havia de contentar ao Povo com as devidas
%
à * ** 1 * * I'\ ê*

a Naçaõ confiou o seo destino, e bem assim habilitado por


mostras de alegria, que taõ sagrada cauza exige, naõ falta-

huma das bazes da Constituição constante noCaprl6. dos


raõ sofismas, e intrigas para suífocar a esta sua justíssima
• •

deveres de Cidadaõ artigo 17 para poder aprezentar por


requiziçaô, e até finalmente se recorreo à falta de Dinheiro

escripto às Cortes, e ao poder executivo reclamaçoens,


nos Cofres para as despezas da Festa, o que sendo ouvido

queixas, ou petiçoens, e bem assim expor qual quer infrac"


pelo referido qualificado Membro, pontualmente como
A ABELHA DA CHINA 15

v
' * '

verdadeiro Portuguez offereceo todo o dinheiro que fosie I cados no referido dia 6 do Corrente o chamar-sc os Almo-

□eccssarioj offerta que naõ quizeraõ receber; mas convenci- taceis, foraõ estes chamados no mesmo dia, menos o Re-

dos lavraraS hum termo em VereaçaS para se festejar a No- presentante cujo «ome naô estava na Lista (o único tal-

va Constituiçaõ no dia 8 de Dezembro do anno proximo pas- | ves excluído dos naò empregados;) para se acharem no

sado de 1821, oque com tudo naõ sô naô sceffectuou, se naõ Conselho do dia seguinte 7 do Corrente, e sò neste dia, em

que houveras nesse mesmo dia passos tanto em contrario, horas impróprias para as suas circunstancias hé que foi cba-

mado, por se lembrarem delle alguns dos seos compatriotas.


que julga ser do seo dever o callar.

Que hé também sabido, que vários annuncios vindos em Que neste segundo ajuntamento havendo vários Cida-

papcis públicos dera 5 toda a certeza de ter Sua Magestade I daons intrépidos, e honrados qne duvidarão jurara Cons-

chegado aos seos Estados Europcos, e Jurado a Constituiçaõ, tituiçaõ nas maons de hum Governo naõ Constituicional

mas nadadefestevidade. I esta oppiniaõ foi recebida com escândalo; c toda a As-

Quefinalmente chegando no dia 5 de Janeiro do prezente I setublea se alterou! Que confuzaõ! Quesatisfaçoens se naõ,

anno o Brigue Temerário, que sahio de Lisboa aos 24 de Ju- I deraõ! Que protestação de Patriotismo! Alguém dimit-
I •

lho, soube-se pelos papeis públicos tudo o que até a essa epo- tio eifectivameute de si o Governo? Nenhum. Pelo con-

ca se havia passado na Corte, já entaõ naô poderaô apagar trario se disse que o Governo naõ podia ser mudado sem

tantas luses, que fiseraô ? Festejou-se a Constituiçaõ e a | ordem expressa, que o Povo naÕ estava authõrizado para

Nossa Felis Regencraçaõ ? Naô. Festejou-se unicamente a nomear os seos Governantes. Que o Governo actual íoi

clleito
Felis chegada de Sua Magestade à Europa. Pel° Povo
- Que aiiu,a naò
tínhamos Leys ConsG-

Quem hé que espalhou tanto terror, e tanta averçaõ ã tucionaes para por ellas sermos governados. Apegar de

tui
Nossa Felis Regencraçaõ, como demostraô os factos reíiri. *° Ç110111 sus
tcntava, era omesmo que também

dos? Hé hum, e outro, as duas Authoridadcs mais abaliza- confessava ao mesmo tempo o mào Governo, que fez

pelo longo espaço de 20„ annos, e pedia com tudo a sua


das, e saõ esses agora os mesmos que tanto se empenhaõ pq-

conservação ao menos por 2„ ou 3„ mezes.


ry nos reger, e governar.

Que acalmada de alguma forma a força do debate, de-

Que caminhando assim com passos lentos, qual padecente

zenganados os convocados de que seus princípios, e suas


çtfsj vai ao patíbulo OS iustautes desejados da aeclamaçaõ

luzes naõ eraô para discutir com hum Ministro Letrado,

da Nossa Felis Regencraçaõ, succede que hum dos actuaes

sustentado por muitos interessados na sua conservação, se

honrados, e patrióticos Membros deste Tribunal preferindo

passou a deliberar respetivamente a forma de se aclamar

o amor da Patria a outro qual quer respeito, acordando do

a Constituição, se devia, ou naõ ser da maneira, como foi

letargo com que a illuzaô o havia emballado, rompe avoz até

o da feliz Aclamaçaõ do Mais Amável rey senhor D.

entaõ emmudecida, e pede se arvore o estandarte da liberda-

joaõ VI. publicado por hum Bando com assistenda da


de. Qnanto esta deliberaçaõ assustou, e amargurou aquem

Camara. A esta circunstancia duvidaraõ assentir alguns


até aqui rege o Leal Senado, escuso repetir por ser sabido.

Que sendó necessário em taes circunstancias convocar ^os actuaes


Membros, por que expressarão o receio de

conselho, quanto naõ trabalhou a intriga para que somente ■< serem insultados pelo Povo. Esta plena confissão mostra

fossem chamados unicamente os Senadores sidos, e exclui- a pouca satisfaçaõ, que o Governo actnal tem do mesmo

Povo que governa, e esta falta de satisfaçaõ, por conse-


dos os Almotaceis, o Clero S

guinte procede de o mesmo Governo conhecer, que governa


mais condecorados,eo Povo!

Que junto o Conselho no dia 6 do corrente, composto dos contra a vontade do Povo que nas actuaes circunstancias se

referidos Senadores sidos, nada mais se discutio, se naõ so- consideraõ com direito de elleger os seus Governantes,

bre a forma de Juramento, o citio cm que deve ser dado, Que neste seguinte Conselho haTcndo vários votos

quem o deve receber, ea Solemnidade, que se deve faser para para se convocar o Povo naõ foraõ attendidos, e que tudo

a publicaçaõ da Constituiçaõ. Nada mais se discutio, nem quanto athe aqui se disse ter passado de nada se lavrou

se attendeo apesar de que naõ faltaraõ, nessa occasiaõ Cida- assento para se conhecer a pluralidade dos votos, e que

daons Patrióticos, que francamente expuseraõ seos sentimen- Q unjCo assento que se tomou, foi a da nomeaçaõ de vari-

l# •

tos; estas suas exposiçoens naõ foraõ attendidas, e sô serviraõ os Cidadaons, proposta feita por hum dos mesmos, e naõ

para magoar os Coraçoens dos afferradosào Systema anti- pelo Senado, para rever os archivos.

go, que explicaraõ seos seníimcntos já com palavras, e jà Que pelos factos referidos se mostra que até aqui naõ

com lagrimas. Quam diff<t<tuc be c>»a scena, quando se bà nada analogo, e conforme ás bazes da Nossa Santa

compara com o que se passou no* Domínios Portugue- Constituiçaõ por faltar aquella liberdade regulada pela Ley.

zes na Europa, e America! Que os argumentos feitos pelo Conselheiro Ouvidor fi-

Que sendo conforme aos pareceres de aiguns dos convo- caõ destruídos pelas mesmas bazes da Constituiçaõ, por

/
16 A A RE LHA DA CHINA.

dos pelo mais Amável Soberano, se os Aulicos Protecto-


que jurar a Constituiçaô nas maons de hum Governo sem

res do cauzador, que existiaô na Corte do Rio de Janeiro,


ser Constituiçional hé principio, que se naô pode adoptar,

naô tivessem soffocado tantas queixas, que remetteraõ ao


sendo ao mesmo tempo certo que jà o So4>erano Congresso

mesmo Accuzado, como elle mesmo publicou para mostrar


Nacional approvou o projecto da reformadas Camaras, apre-

a sua grande influencia na quella Corte, e para aterrar ge-


zentado pelo Defensor da Liberdade o lllustre Borges Car-

ralmente a todos. Qual tem sido de pois desta época até


neiro, e factos acontecidos em differentes Camaras nos Do-

o prezente a AdministraçaÔ Publica? Digaô os CoíFres


mínios de Portugal na Europa, e America, plenamente

exhauridos, as Viuvas desgraçadas, os Orfaons infelizes, os


prova5 a liberdade que tiveraô aqoelles Povos para reelle-

desesperados Negociantes fallidos, Nacionaes, Extrangei-


srerem os seus Governantes, e que a estes naô faltaraô Leys

ros, e Chinas, os requerentes afflictos, os expatriados in-


para os governar por que a mudança de que se trata, naô

formemente, que lamentaô fora de amada Patria suas des-


hé da Ley, mus sim do Governo, visto que aquella sempre

graças, e dos seus filhos, e finalmente atè do centro das


fica em seo vigor, em quanto naô for revogada pela Autho-

Sepulturas clamaô as victimas desgraçadas. Nem as trevas


ridade competente; e por conseguinte esta Camara, e este

• i » 9
do Egypto podem escurecer estas verdades.

Povo naô podem ser privados d* aquellas prerogativas,

Hum Povo que tanto tem soffrido, este Povo que ad-

que tiveraô as outras Camaras, e os outros Povos athé o

mira o exemplo de modcraçaô da sua May Patria, este

extremo de ser a Salla deste Senado vedada ao Povo, ha-

Povo digo, que conseguio pelo seos serviços, e dos seos

vendosidoem 1812 profanada pelos Chinas, que em tomul-

antepassados aquelles honrozos epithetos, de que tanto se

to entraraô excitados pela intriga, e pedirão a depoziçaõ

gloria, e que estaô estampados nas Portas do Edifício des-

do Dezembargador Joaõ Baptista, dos Guimaraens Peixoto,

te Respeitável Tribunal, sem duvida naô será capaz de

entaô Ouvidor desta Cidade, a qual sem duvida consegui,

commetter acto algum, se naô de lealdade, amor, e adhesaô

raõ, se o que entaõ era Governador, e Prezidente, naô

aos seos Governantes ainda arrastando cadeias. O amor

fosse sujeito de conhecida instrucçaô e talentos.

da Patria, ferve em todos os Coraçoens dos verdadeiros

Que hé sabido que o Povo desta Cidade conhece, que

Cidadaons Portuguezes, elle faz proferir estas verdades, elle

qual quer dos Cidadaons de que se compoem este Tribu-

exige que Vossa Senhoria queira attender seriamente do ne

%
nal, naô está inabilitado para o governar, e reger: e por
« . I ^ ^ ^ »
gocio da Nossa Feliz RegeneraçaÔ para que naô se profane o

isso naô duvida, que o continuem no Governo, mas que

Sagrado do Juramento, e para evitar responsabilidades, que

devem ser reelleitos pelo mesmo Povo para então ser este

podem ser apresentadas ao Soberano Congresso Nacional.

Tribunal, verdadeiramente Constituiçional.

Mas se esta justa representaçaô tiver a desgraça, de naô ser

Que o Povo igualmente conhece, que a liberdade de

attendida; se se julgar por ella criminozo ao Reprezen-

Cidadaô hé huma das mais essenciaes bazes da Constitui-

tante, padeça elle, ou morra muito embora, o tempo o jus-

çaô, ou para melhor dizer hé a mesma Constituiçaô, e que

tificará, e sempre em todas as circunstancias elle reclamara

os Cidadaons iá mais gozaraô desta Liberdade em toda a n â • i «


v J
* pelos Direitos da sua Patria, e dos seus Concidadaons, c a

sua extençaô, se naô conforme a vontade do Ouvidor, esta I t ^


* ' I Naçaô o julgara. Macào 11 de Fevereiro de 1822.

verdade está taô plenamen te provada que ninguém pôde


JOÃO NEPOMOCENO MAHER.

duvidar.

Que finalmente conclue dizendo, que so expõem estes


CORRESPONDENCIA.

factos innegaveis em tempo competente, e por meyo desta


Responderemos ao Senhor Portuguez Constituiçional

e ao Senhor Constituiçional verdadeiro logo que se offerèça


sua humilde reprezentaçaô em rezaô de naô ter sido

occaziaõ opportuna. Declaramos ao mesmo tempo ao Se


prezente no acto do conselho, por cauza que jà fica dieta,

nhor, que de baixo da letra T, nos enviou a sua memoria,

para que Vossa Senhoria como Fiel Testemunha de tocTo


que hé alheio do nosso projecto o tractar sobre matérias da

o acontecido decida da sorte deste mizeravel Paiz, que


Religiaô; agradecendo-lhe todavia a sua correspondência.

O REDACTOR.
tantos males tem soffrido, os quaes já teriaô sido remedia-

AVIZO. O Concelheiro Manoel Pereira faz saber ao publico, que elle pertende vender alguma das suas proprie-

lades de Cazas, menos a da Armaçaò, ou ainda Mobílias de bom gosto. Toda e qual quer pessoa, que as quizer comprar, pode

lirigir-se ao mesmo Conselheiro, que fará a venda por preços modicos. Igualmente f~z saber, que o seo Navio Io. Rey do

teino Unido, fará viagem para a Europa até 15 de Janeiro, seguinte com escallapelo Cabo de Boa Esperança, ou Santa Elena,

tio de Janeiro, Bahia e Ilhas dos Açores; toda e qualquer pessoa que quizer carregar nelie alguns effeitos á fretes, que os fará

la lesma forma que o Negociante Jozè Nun« da Silveira, tem feito nos seus Brigues.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.
A

• y^ 1 ,

A
im

1 .

DA

H N A.

QUINTA FEIRA, 10 de Outubro. 1822


N°. V.

" HOC TEMPORE

OBSEQUIUM AMICOSj VER IT AS OD1UM PARIT TERENTltJS.

das pelas mesmas Cortes, e juradas por Sua Magestadc

MACAO.

na sua chegada a Portugal a onde por Decreto das referi-

das Cortes de 3 de Julho do anno passado assumio o poder


Bando do dia 13 de Fevereiro de 1822.

, „ executivo; tudo em conformidade dos jà citados Decretos

J
Juizes, Vereadores, e Procurador do Leal Senado da Ca-

do 24 de Fevereiro, e 7 de Março, havendo depois desse

mara por Sua Magestade Constituicional, que Deos Gu-

solemne acto hum Pontifical na Igreja Cathedral, Expo-

arde, &a. Fazemos saber, que tendo-se resolvido em Sessaô

ziçaó do S. Santíssimo Sacramento, Sermaô, e Te-Deum,

de 5, 6, e 7 de Fevereiro de ratificar com solemne juramen-

para agradecer a Divina Providencia ta5 decidido testemu-

to a nossa adhezaõ a cauza Nacional, já publicada por Edital

nho da sua protecçaò à Naçaõ Portugueza, de que temos

de 5 de Janeiro em consequência do assento da mesma

a honra de fazer parte. O que fazemos saber a todo o

\
datta, pelo que tendo-se em vista o Decreto de Ea-rey

Clero, Nobreza, e Povo para que venha# satisfazer a o a cor-

publicado no Rio de Janeiro de 24 de Fevereiro confirma-


dado juramento, e nos accompanhem depois nas menciona-

do p.do 9 de Março se entendeo esperar as Ordens attinen- . ...


' v r ^as, e subsequentes actos Religiozos a que temos de assistir,

tes a tal respeito adiamento à que depois se quiz por termo


sabeudo mais que ueste Leal Senado, e em todas as extaço-

por constar do regresso de Navios de Lisboa, pelos quaes

ens publicas haverá illuminaçoens por tres noutes come-

se entendeo conforme aos sentimentos de toda esta Gover-


çando na do mesmo dia 16, as sette horas, pelo annuncio

nança, e mais Considadaons a remessa deste acessório acto


de huma salva na Fortalesa do Monte, e a cabando as dez

ê
da nossa ligaçaò ao Systema Constituicional, que nos segura
com outra salva. A quietaçaò, boa Ordem, e regularidade,

os mais prósperos e felizes rezultados: e na# dezejando por


hé o que Uria este Leal Senado a rccommendar a todo este

hun; acto taò satisfatório, e espontâneo deixasse de ser a


publico, se naõ estivesse certo de que as ventagens, que

comianhado d' aquelias demonstraçoens publicas que saõ


a fiança à nova Ordem das couzas quando adoptada pligiti-

propiias dos fieis sentimentos de cada hum dos mesmos Ci-


midade dos meyos decretados sa# sufficiente estimulo para

dadaoi.s; se deliberou precedendo a consulta dos Moradores


encaminhar a tranquilidade publica, esperada de todos os

os mais «xperimentados nas matérias da Governança, unica-


bons Cidadaons, a quem com tudo o dever da Policia obri-

mente ccnvocados para este acto particular da Camara,


ga a fazer conhecer, que será tido por perturbador na for-

que no d'u Sabbado, que se haõ de contar desasseis do Cor-


ma do Decreto das Cortes de 3 de Julho do anno passado,

rente as oito horas da manhaá se preste, nas casas deste


todo aquelle que levantar outros vivas, e vozes que na#

Leal Ser.ado juramento a Constituiçaò qua esta# organiza»-


seja a Religia#, Cortes, Constituiça#, e suas bazes, Rky

do em Lisboa as Çortes Geraes, extraordinárias, e consti-


Constituicional, e Real Família, Vivas que de toda '

tuintes da monarchia Portugueza, e suas bazes já decreta- vontade ora repetimos, Viva a Religião, Vivaô as Corti
f

18 A ABELHA DA CHINA.

Santa Cauza exige. Macáo 14 de Fevereiro de 1822.

Viva a Constituiçaò, e suas Bazes, Viva o Rey Constituí-

Francisco Jozé de Payva, Bento Jozé Goncalves Serva,

cional, Viva a Real Família, Macáo em Meza de Vereaçaõ

Domingos Jozè Gomes, Antonio Joaquim de Cosia Basto,

IS de Fevereiro de 1822.

EU CARLOS JOZE PEREIRA, Cavalleiro Professo I Agostinho de Sã, Joaõ Virente Ferreira Gordo, Joa5

na Ordem de Christo, Alferes Mor Escrivão da Jozé dos Santos, Paulo Vicente Bello, Antonio Joaquim

Camara, e Fazenda que a fiz escrever e sob- Alves Pereira, Joaõ Jozè Vieira, Christovaõ Jozè de Mo-

screvi. raes e Castro, Jozé d' Almeida Carvalho e Silva, Antonio

ANTONIO JOZE GONSALVJES PEREIRA.


Sebastiaõ Burradas d* Azevedo e Liger, Faustino Coelho dos

FRANCISCO A. PEREIRA DA SILVEIRA.


Santos, Felippe Jo é de Freitas, Boaventura Antonio Peres

ANTONIO JOZE DE VASCONCELLOS.


Francisco Antonio Seabra, Jozé de Souza Placè, Antonio

ANTONIO GULARTE I)A SILVEIRA.


Lourenço de Carvalho, Francisco Soares, Joaõ Vitorino da

BERNARDO GOMES DE LEMOS.

Silva, Felis de Souza Piacé, Thomas d' Aquino da Rocha,

FELIS VICENTE COIMBRA.

Lourenço de Souza, Placé, Jozé Antonio Soares, Francisco

da Cunha Gracés, Gregorio Joaquim Pereira de Campos,


Eessaò de 15 de Fevereiro de 1822.

Foi lida huma representação em nome de diversos Morado- I Justiniano Vieira Ribeiro, Ludivino da Encarnaçaõ, Joa-

res, e mais pessoas ali assignadas, a cerca da Opinião anteri- 1uim Justiniano de Sà Pereira Vasconcello», Luiz Manoel
-0m '«> .*i» i •

ormentc dada por Joaò Nepomoceno Mahcr, e se houve de Cordeiro, Ignacio d' Almeida, Antonio Guedes, Bartholo-

lhes dar em papel subscripto por mim a resposta, que depois .meo Tavares, Joaquim Maria Vidigal d' Almeida, Marciliuo

de acordada, e assignada, se mandou registar para seguir-se | Antonio de Carvalho,

no Original o mesmo expediente na remessa jà acordada ao

Soberano Congresso, o mesmo que em virtude das Bazes da

DESPACHO.

Constituiçaò. ^ 14 da 1. sessaõ, se resolveona sessaõ anterior,

Lizo,t
de 12 do Corrente a respeito da rcffcrida Opinião de Joaò Nepo- I S?ea"d°-sc esta Governança em acolher todas as

reprezentaçoens, quetendaõ a illustralla da opinião nuMirii


moeeno Maher. Devirsificou este assento o Vereador Francis-

■ h ■

P
CO Antonio Pereira da Silveira, que foi de parecer seguinte. I °r Se
"S dcz<
'j,,s' P«».ni*na, e indivi,

ne

e
Seja registada, e remetida ao Soberano Congresso com a repre- I "c,mlrase a e,la
> tí
",,° 1uan,° ,hé sp
ja P"»sivet o ..

timidade doS aCtoS 0U Sohse<


Zentaçaò do ditto Joaõ Nepomoceno Maher, juntamente coma ' l"Cntcs responsabilidades pro-

marcha seguida por este Leal Senado, onde deverão ser exa- P»»» Jasrelaçocns de hum Paiz, em que qual quer alleraçaò

con,
minados em conformidade do antigo 14 das Bazes da Constitui- ^ Prometler a sua
conservação abem da Naçaõ,

qU 3 tU P
Çaó, que por hora servem provisoriamente de Constituiçaò. ® " °° ° "' ^ °SSe' |,C
'a r
^ulari

Asoentou-se, que a forma do Juramento fosse da maneira dadedasuamarcha.no exacto cumprimento de actos, naò

.eguinte- Juro aos Santos Evangelhos, obediência a Santa Re- | PurameDt* ^'"^ativos da Soberania Nacional, mas da,

ligaõ, a Elrht, e a Constituição que se está fazendo em

moiros Habitadoresi teria desde logo exarado o defferi-


Lisboa pelas Cortes, segundo as Bazes já decretadas pelas

9
mento, que acordou da remessa ás Cortes na forma das
mesmas Cortes, que também juro.

Bazes da Constituição, da opiniaõ a que se refíVre esta ins-


Ozorio. Arriaga. Pereira.

Silveira. Gularte. tancia, se naõ entendesse, que dada ella, como fizeraõ outros
Lemos.


Coimbra. Moradores, naõ se pertendia mais qne sogeitalla à maioria dos

* . v
votos livres, e expontâneos, que deraõ lugar a deliberação

Reprezentaçaõ acuzada na Sessaõ anteedente. I lomada> unicaiueilte par, ratificar com o solemne juramen.

IlluSlrissimo Senhor. A Vossa Senhoria reprezentnõ ^,era' a


dhez«iÕ da mesma Governança, e lodo Publico

a cauZa
abaixo assignados, que elles himentaõ a falta de Provi- Nacioual, ficando os actos ulteriores dependentes de.
»

dencia, que tem merecido a justa reprezentaçaõ de Joaõ I ^uPe|"i°res Ordeus; e era quanto assim se conduziu rjsta

Nepomoceno Maher, e a falta de contemplaçaõ de Vossa Covernança deliberando aprestaçaô do reflferido jurarae-nto,

Senhoria para com o Povo desta Cidade, em cuja classe naõ fez mais que regular-se pelo Decreto (a) de Sua M-iges-

entraõ homens de consideraçaõ, e condecorados, que naõ ! tade dattado de 24 de Fevereiro de 1821. E em c^uralo

devem ficar de serem ouvidos no Negocio actual da Nossa convocou os Cidadaons mais esperiraentados para o > ouvir

I *1

Feliz Phegeneraçaõ, e por tanto supplicaraos a Vossa Senho- sobre a escolha do dia, pompa, e decoro,com que perten-

ria, e pedimos em Nome do Soberano Congresso Nacional j dia fazer aquelle acto, naõ pezando sobre o Paiz c*oin despe-

nos queira diferir com a benignidade, que esperamos, e taõ J zas improductivas, que naõ decidem da verdadeira intenção

(a) Correyo Brazilence Numero 156 pagina 518.


r
A ABELHA DA CIIINA.

de sua condecendencia ào que se lhes mostrou conveniente


dos bons Portuguezcs, naõ foi mais, que ouvir neste acto

á este Púbico, que tem a honra de repezentar, cujos senti-


proprio da Camara, o que he conforme ao regimento, e se

mentos enterpretando, na qualidade de seos próprios Con-


entende do contexto do officio(b) do Excellentissimo Manoej

cidadaons, foi que naõ entendeo esperar essas mesmas or.


Fernandes Thomas quando dirigiu as correcçoens do Reino

dens, que aquellcs Decretos Suppoem, e os Diários confir-


as Instrucçoens de 22 de Novembro para as Elleiçoens; em

maò, quando se Iò nellcs haver o Excellentissimo Ministro da


quanto accordou com os Cidadaons convocados nesta mes-

repartição pedido os precisos papeis para enviar a Capital;


ma Camara tivesse lugar a verificaçaõ d' aquelle acto sem
• •

actos todos, que podendo provar coro as suas differentes, e


qual quer alteraçaõ, se separou da Letra C > Decreto de

retei adas Sessoens i!e que facJltarà Copia, deixará sem e


7 de Março de 1821, em que elk::v mane »u, que tod s os

quivoca ageral adhczaò deste Leal Senado, já levada devi'


Governadores, e Cappitaens Generaes, e Authoridades Civi
é

damenteao Soberano, Congresso, imittando assim tantas ou.


Militares, e Eccleziastica, prestassem e fizessem prestará

tas Corporaçoens municipais, que de toda aparte o tem fei-


seos subdittos, e subalternos aquelle juramento; em quanto
f

to, e se no seo primeiro festejo apenas incluio & chegada d'


de Geral, e espontâneo accordo com os Cidadaons convoca-

ELR2Y, e sua adhezaõ, naò foi mais que o praticado pelo

dos, perguntando cada hum de persi, teve por illegai tudo

mesmo Soberano Congresso, que com Te-Deum,e grandes

o que naõ fizesse prestar o juramento, e esperar ulteriores

alegrias festejou aqueila noticia, promettendo este desde lo-

ordens competentes, naò fez mais que guiar-se pelas Ins-

go este Lea! Senado novas, e competentes Dcmonstraçoens»

trucçoens de 22 de Novembro de 18^0, o mes mo Documento

o que naò deo mais adiamento pela declaraçaò de partida de

Letra B, pellos sentimentos que se deduzem de pretextos

Navio para Lisboa, cm que quis enviar aquelle* accessorios

(d) da Tropa do Rio de Janeiro em datta de 11 de Mart,o

actos de sua ligaçaò. E a final quando vio a reprezentaçaò»

de 1821, a onde bem claro segurou aquelle Benemérito

aque esta se refferc, conhecendo por ella que havia quei-

corpo, o que tudo se deve, que naõ admiUia outra medida

xas particulares a respeito dos quaes, quando provadas, ou

que a medittada pela Sabedoria Nacional em Cortes; donde

dedusidas formalmente estaõ nas Bases da Constituição. ^

este Leal Senado penetrado dos sentimentos, que espera

14 os meyos dados, alem de que contra o representante

em todos os bons Portuguezes, todo o assenço a lingoageni

haja; pondo-o em circunstancias de se ter com elle o que

^e) do Chefie da Naçaô aos Habitantes do Brazil, quando

na resposta (h) da Regencia de Portugal dattada de 28 de

/ em 23 de Abril do mesmo anno lhos disso, que era attentar

.... ~ n.ti-j l Mayo do wesiuo anuo ao Soberano Congresso, se ve bem de

contra a sua Authondade, e Governo Estabelecido o perten- °

duzido ensinuado-se ali amarcha, que se teria seguido para

der mudanças, que legalmente se naõ estabelecesse na Cons-

com elle, se naò lembrasse a jà ponderada moderaçaò deste

tituição, que fizessem as Cortes em Lisboa dando-lheos saúda-

Governo, e Authoridade ofiendidas, moderaçaò jà reconhe-

veis Conselhos que ali se podem ler,e se naõ repettem por

cida nos Avisos, que levaò aquelle representante as mesmas


moderaçaõ (verdadeiro Norte dando parte esta Governança)

, . j * 0 •».. x c I circunstancias do mencionado na ditta resposta da Regencia.


&
e tolos tendentes a evitar a perturbação, e esperar as reformas |

Entre tanto Este Leal Senado querendo ver prehenchido


das Cortes, que só as podem dar, e naò os que querendo os

fins da publica regeneras uS, cederaõ «,s meyos, que naõ po- I o acto que vai dar começo à dezejada reSeneraça8, em que

dt-m alterar.se, era quanto com o devido reconhecimento toma toda parte, acto que verificado no altar da liberdade

deo attençaõ à taes dispoziçoens foi depois que vio na Ses- Civil deve sepultar todas os pessoaes vendictos, para naõ ar-

saõ (f) do Congresso de 28 de Abril do anno passado a geral rastar o Publico à sacrifício abem de particulares, quando

t.

satisfação, que ali cauzou a noticia da adhezaõ de Sua Ma- por elle saò os destes exigíveis, naõ duvida de pois, ouvir

gestade, à quem se quiz logo dar o nome de Pay da Patria? devidamente a cada Cidadaõ que o deseja, para ulteriores, i

reconhecendo os Illustres Deputados na Carta (g) de 9 de competentes Deliberaçoens; chamando para isso àcommissaô

Mayo do mesmo anno, que dirigiraõ logo a Real Prezençaj | jà nomeada, afim de calcular com ella o melhor modo de in-

teirar-se de opinião publica, que ora se encarece, e se deve


Sabia Deliboraçaõ d' aquellas Dispoziçoens delegaçaõ,

carta que naó menos prova consideração pela Sagrada Pes- I acolher pelos meyos seguidos em toda aparte Nascional, des

soa de ELRFY CONSII 1UICIONAL, que odecoro da Na- de o feliz dia 24 de Agosto de 1820, sempre remarcavel pe-

çaõ, e seos reprezentantes; em quanto assentiu que houves- los seos felizes effeitos, apoiados na Proclamaçaò (i) da mes-
w \
»« mmr

se huma commissaõ, como corpo consultivo, para encami- ma datta. No que provando este Leal Senado a suacondes-

w
I ;

nhar futuras reprezentaçoens, naõ deo outrà prova, que a cendencia á pertençaõ dos reprezentantes, tem o direito de

* ■' Cl
(f) Correyo Brazilence N. 156 pg. 588.
(b) Correyo Brazilence N. 151 pagina 647

(c) Diário Numero 126 Mayo 1S2I. (g) Diário N. 75 de Mayo 1821 pg.843.

v J
(d) Diário N. 130 Junh de 1821. (h) Diário Numero 126 Mayo de 1821.

(e) Diário N. 156 Julho de 1821. (i) oPregoueiro Luzitano parte Primeira pg. 16.
20 A ABELHA DA CHINA.

se fará também publica a representação, que fiz ao Leal Sena-


esperar que satisfazendo ao que recommenda o Edital de 13

do da Camara desta Cidade no dia 12 de Fevereiro do prezente


do corrente vindo todo aprestar o sco juramento, a face do

anno; tomo por esta razao a deliberação de lhe remeter a car-


83o Prelado Diocezaao, que de melhor vontade se offereceo,

ta, que no dia 11 do mesmo mez escrevi ao lllustrissimo Con-


e das mais corporaçoens Religiozas e Militar, ajudem

celbeiro Arriaga, quando enviei a Copia da ditta representa-


adizer com igual alegria. Viva a RclegiaÒ, Viva o rev,

ção, para ser tainbem publicada no seo Periódico, afim de que


Viva a Constituição. Macào em Meza de Vereaçaò lo cie

o publico fique conhecendo a delicadesa, com que sempre tra-

Fevereiro de 1822. ,

tei a este Ministro, apezar de ter da parte delle recebido im-

EU Carlos Joze Pereira Cavalleiro Professo na

mensos, e clandestinos aggravos.

Ordem de Christo Alferes Môr Escrivã# da Cama-


Espero receber do Senhor Redactor o favor que tupplico,

ra, ©Fazenda que a fiz escrever, e sobscrevi.


e que me permitta a honra de prezar ser seo.

Ozorio, A Silveira,
Constante Admirador.

Pereira, Lemos, Coimbra,


Sua Caza 16 de Setembro de 1822.

JOÃO NEPOMOCENO MAHER.

DF.CLAR ACAO

O Juiz Ordanario, com exercício de Ouvidor Geral desta


CONRESPONDENCIA.

Cidade, Paulo Vicente Bello fas saber ao publico, que na


ILLUSTRISSIMO SENHOR.

Devassa a que se procedera contra os couspiradores da noite


Naõ hé a lizonjn, naõ hé o temor, saõ sim os verdadei-

do dia IS de Septembro, se achara# innocentes o Tenente


ros sentimentos de hum homem de bem, que me obrigaõ

Coronel Antonio Ferreira de Arriaga, o segundo Tenente a por na respeitável Prezença de Vossa Senhoria a copia

da Reprezentaçaõ, que as vozes da verdade, o amor da


Ludgero Joaquim de Faria Neves, eos Cidadaós Benvindo

minha Patria, e dos meos Concidadaons, e naõ outro qual

Manoel Rodrigues, e Joaõ Ricardo Gomes, envolvidos por


7 quer respeito, me obrigaraõ a fazer.

hnni espirito seddicioso, e calumniante como cúmplices Dezejo infinitamente, que fique sem effeito este mco

zello, por qual quer generoza rezoluçaõ, que Vossa Senho-


desta conspiraça#, oquefoi huma atroz caiumuia, como se

ria se dignar de tomar, antes d' ella subir ao Tribuna!

mostrou pelo depoimento das testemulhas, que nada depoze-

competente.

rad contra os mencionados.


Supplico a Vossa Senhoria queira benignamonto pord~nr

me qual quer defeito, que notar neste pàsso por mim


Macào 8 de Outubro de 8221.

dado, e juntamente o atrevimento de dirigir esta, atten-


PAULO VICENTE BELLO-

dendo à Sancta cauza, que assim me obriga.

A lllustrissima Pessoa de Vossa Senhoria Deos Guarde

Senhor Redactor.
por muitos annos. De Vossa Senhoria

Como vejo inserida» na Abelha da China varias Sessoens O mais Attento Venerador e Criado

da Leal Senado, c outros Papeis Púbicos; persuadido de que Fevereiro 11 de 1822. Joaõ Nepomoceno Maher.

NOTICIA.

Matheos Vanoemberg, Cidadaô casado, e morador nesta Cidade, na Freguesia de Sam Lourenco, assistente na rua

do Basarinho, tendo a distincla honra, e felicidade de obter do Illustrissimo e Leal Senado a Liceaca para estabelecer

huma casa de Leilão particular, fas saber ao Publico, que ellevai dar principio no dia Sabbado 12 do corrente nas casas

da aposentadoria do Senhor Fclis Vicente Coimbra, confrontadas com as do Senhor Francisco José de Payva na mesma

Freguesia: por tanto qual quer pessoa que quiser pôi as suas fasendas, trastes &c. pode derigir-se ao sobredicto, ficando

na entelivencia de que concluída avenda, se dedusiraõ para despesas cinco por cento. E para que chegue anoticia de

Macào 7 de Outubro de 1822.


todos será este publicado.

N. B. a Relaça# detudo quanto se achar para vender será apresentado no dia do Leila#, que começará no dia Sabbado,

12 do corrente, as 9.horas da manhà, e acabará pelas 2 da tarde.

AVIZOS. Sexta feira 11 do corrente, pelas 9 horas da manhã nas Cazas do Manoel Jozé dos Remédios na rua FormoZa, a on-

de morava o Major Cavalcanti, haverá Leilaõ de differentes trastes, livros, instrumentos Mathematicos de uzo do mesmo Major.

Segunda feira 14 do corrente pelas 9 horas de manhã em CaZa de Joaquim Jozé dos Santos, se hà-de proceder á Leilaò publico

do» moveis pertencentes a JoaÓ Antonio Morin, Capitaô do Brigue Temerário, falecido aos 7 de Setembro proximo passado.

Pelo JuiZo da Ouvidoria Geral se há-de vender a Ilha verde, havendo a pregoaçoens nos dias quarta feira, sabbado, e

quarta feira, 9, 12, e 16 do corrente, para ser arrematada no ultimo dos dias referidos, a quem maia der.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.
A

A E
A

DA

H N A

QUINTA FEIRA, 17 de Outubro. 1822


N°. VI.

" HOC TEMPORE

55
OBSEQUIUM A MI COSj VERITAS ODIUM PARIT. TERENTIUS.

tonio José Gonsalves Pereira, Antonio Gularte da Silveira,

MACAO.

Bernado Gomes de Lemos, Felix Vicente Coimbra, Mano-

Acto do Juramento.
el Pereira, Januario Agostinho da Silva, Antonio Pereira,

No Anno do Nacimento de N. Senhor Jesus Christo de Carlos José Pereira, Francisco de Mello da Gama e Araujo,

1822, aos 16 dias do mez de Fevereiro do ditto Anno, Brigadeiro e Commandante do Batalhaò de Príncipe Regen-

nesta Cidade do Nome de Deos de Macào na China nas


te. Segue-se os assignados das Corporaçoens, do Ulustrissi-

cazas deste Leal Senado da Camara delia, onde se achavuõ


mo Cabido, Prelados das Religioens, Officiaes Militares, e os

presentes o Excellentissimo e Reverendíssimo Diocesano


mais concorrentes a cima referidos, que ao todo formara5

D. Fr. Francisco de N. Senhora da Luz Chacim, o lllustris- mais de 163 assignaturas. E mais declaro, que depois da

^ simo Governador e Capitaó Geral Joze Ozono de Castro quelle acto descendo o ajuntamento para á Portadas Cazas

Cabral e Albuquerque, o Illustrisimo Conselheiro Miguel çamara> a|, jeo 0 Ulustrissimo Governador os seguintes

de Arriaga Brum da Silveira, os Juizes, Vereadores, Pio- vivas, Viva a Religiaò, Viva Elrey, Viva as Cortes, viva a

curador, e Thezuoreiro, que actualmente servem, a Illustris- Constituição, o que repetirão todos os que se achavaò pre-

sima Corporaçaõ do Cabido, Prelados das Religioens, o sentes juntos com a Tropa, que commandada pelo refferido

Ulustrissimo Conselheiro Manoel Pereira, o lllustrissimo Ulustrissimo Brigadeiro ; salvara5 as Fortalesas, e.repicara#

Brigadeiro e Commandante de Batalhaõ do Príncipe Re- | os Sinos continuando todos os concurrentes a pè para a Igre

gente, e mais Officialidades, Clero, Nobresa, e Povo, que


ja da Sé, aonde houve Pontifical, ExposiçaS, Sermão, Te-

havia sido convocado à esta Casa da Camara pelo Bando,


Deum, tudo em prova da verdadeira satisfaçaò com que

e Editaes afixados na tarde de 13 do corrente mez, para o I es^e publjco receheo o novo svstema Constitucional, ha-

I •

e fiei to ali declarado, qual hé, o de prestar solemnemente | vendo a mayor quietação, decoro, e possível pompa.

Juramento à Constituição, que se esta fazendo em Lisboa


Macáo era ut retro. CARLOS JOZE PEREIRA

pelas Cortes Geraes, Extraordinárias, e Constituintes da

Monarchia Portugueza, o que todos de unanime vontade

Parece porem que a mesma natureza se horrorizou com


satisfizeraô; dando o ditto Juramento sobre os Santos E-

vangelhos (em que foi pondo cada hum a roa 8 direita) pelo «te jnramento o Sol apenas despontou no Orizonte, im-

theor, e forma seguinte» Juro aos Santos, Evangelhos, Obe- mediatamente dezapareceo por naõ querer servir de tes-

temunha da tristeza do povo Macaense, que neste dia sem-


diencia á Santa Religião, a Elrev, e à Constituição, que

pre memorável, prestara hum juramento, sem precederem


estaõ fasendo em Lisboa as Cortes, segundo as Bazes já

decrettadas, que também juro. Oque tendo-se verificado as mudanças, que haver deviaõ na Governança, como opi-

com o uiayor euthuziasmo, prazer e alegria, se finalisou este nado tinhaõ vários ( idadaons, sendo esta a vontade geral do

acto. Eu Carlos José Pereira, Cavallciro Professo na Ordem po\o. A atomosicra se condensou de modos que as noites

de Chrito, Alferes Mòr Escrivão da Camara e Fazeuda o es- dezignadas para a illuminaçaõ da Cidade foraõ cubertas de

crevi e assignei com os ditios Senhores. bum nevoeiro taõ esposso, que mal se podia ver as lumi-

Carlos José Pereira, Fr. Francisco Bispo de Macáo, José narias, ainda era piquena distancia; hum morno silencio se

Ozorio de Castro Cabral de Albuquerque, Miguel de Ar- observava entre seus habitadores, os quaes traziaô estam-

riaga Brum da Silveira, Francisco Pereira da Silveira, An- pado no rosto o desprazer, que tinhaõ sentido pela marcha
A ABELHA DA CHINA.
2?

irregular daquella Governança; prezagio certo do que havia i veira, conjunto com o Escrivão da Camara, para o ditto

de accontecer, ainda depois de se jurar a Constituiçaõ Po- effeito, e para formar a Carta de felicitação,

titica da Naçaõ Portugueza. As absolutas continuarão do Aprezentou o Vereador acima referido Francisco Antonio

mesmo modo; a administração da caixa Nacional era igu- Pereira da Silveira, huma indicaçaõ por escripto, propondo

almente arbitraria, e os verdadeiros Constitucionaes era a ^iaç^ de hum Collegio de educaçaõ de Meninas, para
• I

considerados reos na prezença da Governança. As seguin- cuja despeza offerecia cinco por cento da Legitima, que

tes Sessoens provaraõ com evidencia a nossa asserçaó, e a havia recebido no Inventario, feito pela morte de seo Pay.

anahze, que depois havemos de fazer sobre elias, conlundi- | o que sendo ouvido com geral aggrado, como em objecto

rà aquelles, que pertendem justificar a Governança antiga^ de reconhecida necessidade, se houve de tomar em conci-

deraçaõ a mencionada proposta, e offerta para ser levada a


e será entaô, que á risca se cumprirá a segunda parte do

Real Prezença de Sua Magestade, ede Soberano Congresso,


nosso epigrafe—Veritas odium parit. .

ticando registada a já citada indicaçaõ para conhecimento

das louváveis intençoens do Preopinante, as quaes seria para

dezejar, que tivessem muitos imitadores. E acrescentou o

SessaÕ de 9 de Março de 1822.

lllustrissimo Senhor Governador, que era taõ conforme aos

Disse o Vereador Francisco Antonio Pereira da Silveira | 8eos sentimentos, aindicaçaõ declara, que elle desde já se

que havendo assentado esta Governança dar parte ao So- subscrevia contribuente, se as suas circunstancias naõ pag-

berano Congresso de tudo quanto tem havido nesta (a- \ sass>m de simples Militar. E continuando o lllustrissimo

inara atinente à nova ordem de cousas, principiada a tratar ; çonselheiro, disse que pela justa persuazaõ, que naõ menos

aqui desde a primeira SessaÕ em 5 de Janeiro, que o Leal


infeliz na corelaç iõ dos Povos a educaçaõ dos meninos, que

Senado até adherio á Constituiçiõ até que ratificou


a das meninas, esta porção apreciável do Genero humano

cora juramento em 16 de Fevereiro passado. O RefFereu-


que hum dia tem de reger famílias, de tornar felizes a seos

te chama àtençaõ dos mais Senhores para que hajaõ de


Maridos, e de subminislrar a seos filhos o primeiro leite que

mandar cuidar de hum relatório de todo o acontecido,


os hade tornar Cidadaõs úteis, havia já tido a lembrança de

como tambein o Termo de Juramento, e as festas celebra-


levar ao Real conhecimento na monçaõ passada o abandono,

das pelo mesmo fim para em tempo competente subir a


em que este Ramo aqui se acha, apontando, naõ só o local

presença do Soberano Congresso em Lisboa, pela prova


proprio para esta instituição ; mas os meios precizos para a

da muita prompta uniaò desta Governança, á mais justa


sua manutenção, os quaes, quando admitidos, como exis-

das cousas. Outro sim felicitar ao Soberano Congresso,


tem, naõ se serviriaõ de qualquer pezo aos zellozos Chefei

e à ELREY CONSTITUCIONAL pela regeneraçaõ da Pa-


de familias valendo-se de alguma tal, ou qual coucideraçaô,

tria, e Soberania da Naçaõ Portuguesa. O que sendo


que pode merecer por sua própria ventura da parte de Suas

ouvido, e por ser conforme aojà acordado se houve de


Altezas Reaes, para entrepór, como fez, a poderoza media-

formar o relatório proposto, ficando o que diz respeito a


nia da Serenissima Senhora Leopoldina a quem se annuiou

qualquer reprezentaçaõ a favor do Publico, dependente da a


em nome das Mays de familias, e como interessado pelas

prfzentaçaõ dos trabalhos dacommissaõ nomeada para este


filhas, que tem, e que o emprego de seo Pay, terá cm igual

fim. E por que o refferido relatório deve comperhender as


abandono, que as suas particulares circunstancias, a invocar

diversas occurrencias,que precederaõ ao acto do Juramento,


por protectora de hum Estabelecimento util pela educaçaõ,

com explicaçaõ circuntanciadas, das Sessoens a elle ati-


util pelo dezemparo de algumas mizeraveis, e util em fim
v fy

nentes, analyze das opinioens aprezentadas, e circunstancias


pelo socego dahi rezultante aos bons Pays de familias. He

individuaes dos assignantes, com tudo mais, que naõ dei-


verdade, continuou elle Ministro, que hum estabelecimento

xem em duvida, naô menos adhezaõ de toda esta Gover-


Religiozo poderá parecer oposto as ideias do Século melho-

nança ao Sjstema Constitucional, que a moderação, e con-


rado, quando se entenda obrigar aos educandas a alguma

deccndeucia a tudo, que entendeu concernente a promover,


Profissão Religioza; porem como o de que se tracta, hé

uaõ só alegitimidade das decizoens, mas a publica da preeminência do instituto, que entregue ao cuidado de

tranquilidade, de hum Estabelecimento com relaçoens taes, hum corpo Moral, naõ hé suceptivel das falências próprias

que alteradas podem comprometer a sua existência poli- de cazas particulares a quem sem taes vinculo* Religiozos

tica : se entendeo necessário nomear, e encarregar alguns tal vez mais liguem ideias mercenárias unicamente tenden-

vogaes, ou empregados desta Meza para aformaçaõ do já


tes ao menos as mais das vezes, a preeessnõ das conve-

citado relatório, nos termos refferidos, e por isso por una- niências acordadas, com os Pays de familias, ou com o

nimidade de pareceres foi nomeado o mesmo referente, o Governo, sem fazer mayor cazo do adiantamento dos edu-

mencionado Vereador Francisco Antonio Pereira da Sil- candos : parece justificada a sua ideia em apoio da indica-
A ABELHA DA CHINA. $3

Pay, que no anno de 1805 fez também com outros Moradores


çaõ luotivo desta mossaõ, o que muito se lizongeia, ver que

da quelle tempo hum donativo ao Estado para prova de seu

hé geral a conformidade, e ainda mais que hoje o preopi-

heroico patriotismo; eu também tendo a honra de ser Portu-

nante de ter comessado os seos trabalhos Monicipaes, com

guês, e Cidadaõ Constitucional nesta Cidade, tomo a liberdade

a manifestaçaõ de taõ generozas intenções; ficando de

de offerecer a este Leal Senado hum piqueno donativo de sinco

aprezentar na Sessnõ seguinte, as Copias do quanto t* m »in-


por-cento sobre todos os meus bens, que como consta do In-

ferido, com acressentamento do projecto de hum Monte Fio,


ventario dos Orphaons, á penas excederão os dittos bens em

Religiozo, eequinomico, que na mesma datta,e pelos mes-


moedas, e Propriedades juntas, a vinte mil cruzados, ou deZ

mos princípios havia derigido a Real Prezença de SuaMagi*^- mil patacas; vejo que a Constituição tem em vista úteis escol-

tade. Ficou adiada a concluzaõ desta Cessão para a seguinte.


las de educaçaó publica para matérias religiosas, e politicas,

Ozorio. Arriaga. Vasconcellos. onde deveraó ser educados os novos alumnos da Naçaó, de-

Pereira. Silveira. Coimbra. baixo da inspecção das Camaras; ex-aqui o que com ancia

desejo para a minha Patria, e hè principalmente para o fim


*>0«

que destino o piqueno donativo, que se irá ingrossando com


Indicação do Vereador Francisco Antonio Pe-

as liberalidades dos outros meus colegas, e Considadaons.

reira da Silveira, accuzada na Sessão de 9 de

Quando òlho para os mancebos desta terra, vejo nelles algu-

Março de IS22.
ma educaçaó na escripta, e na falia, e ainda na Religião, quan_

IIlustríssimo Leal Senado.


do estudaò no Collegio, único de9te ramo em Macào, onde tam-

Sendo Vossa Senhoria o Orgaõ por quem falia o Publico


bém fui alumno: mas, quando olho para as mininas, e para

desta Cidade, prementemente jurada a Constituição Politica o Sexo femenino, só vejo huma total ignorância em tudo que

da Monarchin ; e tendo eu, por minha feliz sorte, sido neste respeita á instrucçaô das letras, que naò há mais que lamen-

anno hum dos Membros deste Respeitável Corpo pela primeira tar, naó a sua indolência, mas sim a falta de mestras que as

ves; começando desde a primeira Sessão desta Camara com ensinem. Sendo ellas nossas Espozas, ou filhas, sendo ellas,

a alegre noticia de ser jurada por Sua Magf.stadf, a Consti- como nós, Portuguezas na Constituiçaò, haô de ainda ignorar

a lingoa Portugueza, como athé agora tem sido. Digaõ os


tuição, na sua feliz chegada a Lisboa ; comecei também desde

Moradores desta Cidade desejozos de educar suas filhas, onde,


este remarcavel dia, o 5 de Janeiro, a adherir à cauza Nacio-

e por quem serão educadas? Naõ há ninguém, nem pode


nal; o tive o gosto He rateficar com Juramento a minha adhe-

haver, se de Portugal naõ vierem, e daqui naõ pedirem. Por


zaõ a taõ justa cauza em 16 de Fevereiro passado, dia para

isso que eu hoje rogo a este Leal Senado, haja depresentar


mim, e para esta Cidade de maior alegria, tanto pela que em

ao S berano Congresso em Lisboa este ramo de educaçaó


todos reinou, como pela uniaõ, que entaõ se fez dos Cidadaons

feminil, como huma das de primeira nececidade, para que em


deste canto do mundo aos ínclitos Dellençores da Patria no

Macào se ensine a língua Portugueza ás meninas; conside-

Reino de Portugal. Mas, naõ devendo consistir esta alegria

rando e9te piqneno donativo como primícias de Portuguezes

somente em vozes, quero sim, que ella se faça sencivel pelas

regenerados de Macào, que deverá ter effeito com approva-

obras; e como huina das partes do Cidadaõ bemíasejo hé con-

çaõ das Cortes, quando aqui houver depôr à nova reforma.

tribuir para as despesas do Estado, sinto-me possuído deste

Lonje de mim o pençar, que o Leal Senado haja de pedir para

dezejo, vendo que minha Patria, quando os seos Cidadaons se

Macao, Mestras seculares, que havendo de estabelecer-»e,

achaò ricos, e a bastados em moedas, Propriedades, e Vasos;

ou casar, o cuidado da própria família roube o zello", que de-

o Coífre Nacional com carência de bens para as suas despeZas.


vem ter para com as suas educandas; mas somente rogo hum

Seja qual for o motivo de sua falta, naó me importa lamentar


Estabelecimento aqui de Mestres tiradas da quellas Corpora-

o passado, só sim prosperar o futuro. Eu o mais novo dos


çoens Religiosas, que o Soberano Congresso tem em vista

Cidadaons, há poucos dia9 entrado nesta Governança, naó


conservar, sugeitas ás regras, e ao regimen da quellas Religio-

posso, nem tenho sido ainda culpado na sua pouca economia,

ens que o Soberano Congresso pertende illustrar, como em

como poderão ser os antigos; mas desde o primeiro momento


Macào o pode ser a Congregação da Missaó dos Padres do

da minha entrada aqui, que adheri à Cauza Nacional, athé


Collegio de S. Jozé desta Cidade, por que sendo a educaçaó

que cheguei a ratificar com juramento, me vi possuído da


pertendida naó sò politica, mas também Religiosa, sò hum

mais sincera vontade de contribuir conforme as minhas posses

Corpo religioso a pode dar com vantagem, e regra. Este hé

ao Thesouro Nacional. Economizar as despesas hè hum meio

o meu desejo, e espero que assim a Religião será milhor adora-

de conservar as Receitas, mas a economia junta com donati-

da, a Constituição observada, o Soberano Congresso, e El-Rey

vos gratuitos hè augmentar a Receita do Thesouro. Eix-aqui

obedecidos. Macáo 7 de Março de 1822.

o meu fim. A imitaçaò do que fazem em Portugal na sua


FRANCISCO ANTONIO PEREIRA DA SILVEIRA.

Regeneração Politica, muitos dos verdadeiros filhos da Patria,


(Continuar-se-a.)

á imitaçaò dos primeiros Habitadores deste Paiz, que entre

si se fictàraõ de espontânea vontade para dar huns por-centos, CORRESPONDÊNCIA.

para as despezas publicas, que por que naõ foraõ obrigados, Senhor Redactor. Induza achara a copia do requeri-

foraõ donativos gratuitos; à imitaçaò também do meu proprio mento assignado por vários Cidadaons, o qual devera ser
24 A ABELHA DA CHINA.

énxeriodo na Gazeta da Semana próxima conforme a landa Cavalcanti, prezo na Fortaleza da Barra ;e Joaquim

Justiniano de Vasconcellos, prezo na Cadea publica desta


ordem do Governo, que por esta lhe participo.

Deos Guarde a sua pessoa muitos annos, Cidade, todos comprehendidos na Denuncia, e implicados

Macào 12 d* Outubro d' 1822. Seu Attento Venerador, na Conspiraçaò formada contra o actual Governo: cora

Antonio Vicente do Rozario Aggersborg. declaraçaò porem, que os dous primeiros Reos se constitui-

raò Chefes como provaò suas mesmas confíçoens, e varias

COPIA.
testemunhas da Devassa, o terceiro ainda, que nega o facto,

Illustrissimo Leal Senado. Os abaixo assignados con-


fa sua mesma negativa o convence, que teve nella grande par-

vencidos do prejuízo, que se pôde seguira esta Cidade da de-


te, sendo escolhido pelos outros Socios do delicto, para dar,

mora dos Prezos comprendidos na Devaça da sublevação,


como Capitaò Ajudante das Ordens, o Santo, afim de se

principalmente do Capitaò Alexandre Joaquim Grand-Pre,


abrirem as Portas das Fortalezas, como prova a coartadado

por ser este officiul conhecido como instrumento do Depo-


encontro do soldado, a que recorreo para se disculpar da

tismo, e tyrannia, naò podem deixar de rogar, e pedir a Vossa


intempestiva vizita, feita ao segundo Reo as horas, era que

Senhoria, que os faça embarcar no Brigue destinado para os


fora prezo, visto que a proximidade do sitio, em que elle

conduzir, o qual devem esperar, que largue deste Porto no


estava (no cazo de ser certo o encontro referido) á Caza do

dia aprazado, treze do corrente. Macáo onze de Outubro

Governador das Armas, de quem he Cunhado, e mesmo os

de mil oito cento vinte e dous. (Assignados)


deveres do seu emprego de Ajudante das Ordens o obriga-

Justiniano Vieira Ribeiro, Cypriano Antonio Pacheco,


vaò a retroceder poucos passos para a Guarda principal,

Antonio Francisco Tavares, Jozè Estanilaó Heytor, Feli-

pela gravidade da noticia da prizaò feita naquellas horas a

ciano Narcizo Ozorio, Jozé Vieira Ribeiro, Jozè Joa-

hum Tenente Coronel conduzido por huma Escolta, e naò

quim Gomez, Vicente Vieira Ribeiro, Joaò Felis da Silva,


a alongalos até a caza do referido Reo na distancia da rua

Jozé Antonio Soares, Joaò Vilorino da Silva, Pedro Pau-


de Saò Paulo. Alem disto varias testemunhas de Devassa o

lo Pereira de Campos, Antonio Joaô de Souza Placè,


acuzaò, e elle ficou convencido na Careaçaò de f. af. Oquar-

Felis de Souza Placé, Gregorio Joaquim Pereira de Cam-

to Reo se acha quazi nos mesmos idênticos termos do ter-

pos, Antonio Sebastiaò Barradas, Lourenço de SouzaPla-


ceiro, e igualmente ficou convencido na Careaçaò de f. até

cè, Thomas de Aquino Rocha, Bartholomeu Antonio

f. Porem o quinto Reo, a inda que contra elle nada provaò

Tavares, Luiz Vicente Baptista, Januário Francisco Ro-

as testemunhas da Devassa, com tudo nas suas respostas as

drigues Thetonio da Cunha e Chagas, Simaõ Manoel das

perguntas a f. e f. mostra coincidir nos mesmos sentimen-

Chagas, Francisco Soares, Rafael Arcanjo de Lemos, Jozé

tos, que os dous primeiros Reos, em naò reconhecer a legali-

Rodrigues da Costa, Joaquim Vieira Ribeiro, Adeodato

dade do actual Gorverno, de cuja fé duvidou, exigindo ru-

Vieira Ribeiro, Jozè Simaõ da Costa Brilto, Joaò Ricardo

bricar as folhas nas quaes secontinhaò suas respostas.

Gomes, Joaò Vicente Xavier de Souza, Antonio Louren-

Por tanto devem estes Reos, atendendo a gravidade dos

ço de Carvalho, Jozé Pedro de Lemos, Joaõ Jozè dos


seus crimes, e circunstancias do local do Paiz, livrarem-se

Sautos, Antonio Guedes, Domiugos Policarpo do Rozario,


summariamentedentro de hum termo, ficandodependente das

Venâncio Baptista, Narcizo Manoel de Gouvea, Anacleto


suas vontades o quererem livrar-seem hum mesmo auto, ou

Francisco dos Remedios, Emígdio Joze do Rozario, Bar.


em separado, da forma que entenderem mais conveniente

nabé Antonio de Gouvea, Caetano Vicente Jozè da Silva,


para sua defeza, a cujo beneficio podem escolher quem

Joaquim Pedro Jozé da Silva, Boaventura Antonio Peres,


os defenda, ainda que naò sejaõ Procuradores do auditório

Felix Lourenço de Pina, Severino Vieira Ribeiro.


desta Cidade, que aqui fazem as vezes de Letrados.

Pelo que pertence ao Sexto e ultimo Reo Joaquim Jus-

PRONUNCIA.
tiniano de Vasconcellos, como a sua confissaò naò hé bas-

Obrigaò estes autos de Denuncia, e Devassa a prizaõ, e tante para a sua condemnaçaò, e naò ha na Devassa

livramento aos Reos Jozè Caetano Malho prezo na Cadea ; testemunha, que o acuze, assignará termo na Cadea para

ao Tenente Coronel Emilio Manoel Moreira, prezo na For- se transportar daqui para fora no primeiro Navio, que

taleza de Guia; ao CapitaÒ Alexandre Joaquim Grand-Pré, seguir viagem ; visto ser também este Reo cazado, e esta-

prezo na Fortaleza de Saò Francisco ; ao Alferes Francisco belecido em Bengala. O Escrivaõ passe as notificaçoens

necessárias, e os mais termos judiciaes, que lhe competem.


de Mello da Gama, e Araujo, prezo na Fortaleza de Bom-

BELLO.
parto j ao Sargento Mor Antonio Francisco de Paula Hol- Macao 2 de Outubro de 1822.

NOTICIA. O Illustrissimo Leal Senado; em Sessaõ de 28 de Fevereiro d' este presente anno, houve por bem diferir ao

equerimento, que lhe fisera Thomas Beale, declarando, que este continuaria a gosár, sem algum embaraço, da protecção e

>erdade de commerciar n' esta Cidade, segundo os Reaes Avisos expedidos à favor do mesmo, pelos quaes lhe era concedido

zer livremente o seu giro e quaesquer transacçoens mercantis. « .

AVIZO. O Cidadaò Filippe Jozf. de Freitas fas saber ao publico, que elle pertende vender a sua Feitoria sita na praja de

anduco . Toda, e qualquer pessoa, que quizer compra-la pode dirigir-se as casas do Vendedor.

O Cidadaõ Antonio Jose de Vasconcellos pertende igualmente vender as casas da sua assistência na rua do Hospital.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.
A

A E A

DA

N A

1822.
QUINTA FEIRA, 24 de Outubro.
N°. VII

" HOC TEMPORE

5)

OBSEQUIUM AMICOS, VERITAS ODIUM PARIT. TERENTIUS

officio, esperando da bondade de Vossa Excellencia, quererá


MACAO

aprezentallo a Sua Magestade, e ao Soberano Congresso em

Sessão de 9 de Março de 1822.

a prova da sua adhezaò a hum assumpto, que tanto interessa

Proposta do Vereador Silveira.

aos bons, e fieis súbditos do melhor dos Soberanos, que

Illustrissimo e Excellentissimo Senhor. Certo este Leal

huma nova gloria adquirio pela sua prompta, e deciziva

Senado de quanto hé agradavel ao novo Ministério, quan-

4
vontade a ta5 prospero systema, fazendo à este Senado mais

to possa concorrer á formatura de estabelecimentos de

a graça de obter, que o Coronel Jozè d' Aquino Guima

caridade, e educaçaõ publica, como insinuaò as bazes da


raens e Freitas, seja introduzido a felicitar á Sua Mages-

IConstituiçaS Decretadas, naõ podia deixar de acolher a pro-

tade, e ao Soberano Congresso por accontecimento taô feliz

posta de hum dos seus Vogaes, constante da Sessaô da

O que leva este Leal Senado ao conhecimento de Vossa

Copia incluza, ficando o Conselheiro Ouvidor Geral, de

n. n i. , , Excellencia para o fim ponderado, em quanto naõ tem oc-


1
enviar em separado o Plano, que elle ali enunciou dando-o ^

, -r T, ,, ^ . T ic caziaò directa para mais formal communicaçaõ com respci-


1
por ja communicado a V. Exeellencia. O que este Leal Se- v r

. . __ _ „ ... n \ * to á este tao interessante, quanto complicado estabelecimen-


1 1
nado espera, haja V. Excellencia de levar ao Conhecimento '

„ „ , v to. A Illustrissima Pessoa de Vossa Excellencia, Guarde

de El-Rey ; esperando a sua cooperaçaõ por mais este

Deos n,uitos annos Mafàoera


manancial de felicidade publica, e particular desta Cidade, - MeZa deVereaçaõ 10 de

que tanto se tem feito dignada consideração do mesmo Abril de 1822. Eu Carlos Jozè Pereira, Cavlleiro Professo

Augusto Senhor. A Illustrissima e Excellentissiraa Pessoa "a Ordem de Christo, Alferes Mor, Escrivão da Camara, e

Fazenda
de V. Excellencia Guarde Deos muitos annos. Macàoem ' 1ue a fiz escrever
' esobcrevi
- Francisco Autonio

Meza de VereaçaO, 28 de Junho de 1822. Eu Carlos Joze Poeirada Silveira, Antonio Jozè de Vasconcellos, Antonio

Pereira, Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, Alferes Jozé Gonçalves Pereira, Antonio Gularte de Silveira, Ber-

Mór, EscrivaS da Camara, e Fazenda, que afiz escrever, nado Gomes de Lemos, Felix Vicente Coimbra,

esobscrevi. Francisco Antonio Pereira da Silveira, Auto- O ditto Relatório naS ficou registado na Secretaria do

nio Jozé Gonçalves Pereira, Antouio Jozé de Vasconcellos, ' ^'ca' Senado.

Antonio Gularte da Silveira, Bernardo Gomes de Lemos, ^ , . Tn i • • j v

Carta do Illustrissimo Governador, e Capitaô

Felix Vicente Coimbra.

Geral Joze Ozorio ao Leal Senado, a cerca da nomea-

Documento que reffere o dilto officio.

çaò, que faz do Coronel Aquino para ir a Corte, &a.

é i

Tendo nomeado oCoronel Jozé de Aquino Guimaraens,

Officio para Lisboa do Leal Senado.

e Freitas, para passar á Lisboa com a CommissaS de felicitar

Illustrissimo e Excellentissiino Senhor. Sendo prezen-


á Sua Magestade, e sua Real Familia pela sua feliz chegada

te pelo Vereador Francisco Antonio Pereira da Silveira,


a seu Paiz Natal, e ao Soberano Congresso pela sua instai-

na Sessão de hoje, o relatório do modo com que se recebeo laçaõ, e progressivo empenho pelo bem Nacional, dando ao

nesta Cidade, e sua Governança a Fausta noticia da nova mesmo tempo conta da maneira satisfactoria, comque nesta

ordem das coizas, e regeneração Politica da Naçaõ Portu_ Cidade se houve de solemnizar, e receber o oovo systema
♦ r.

gueza; este Senado tem a satisfaçaõ de incluitlo no presente Constitucional -t e naõ havendo já esperanças de partida do
26 A ABELHA DA CHINA

Navio Triunfo, que se teve entaõ em vista: tomei delibe- raens e Freitas. Tendo este Leal Senado a certeza, (como

raçaõ de enviar aquelle official por via de Inglaterra, bus- lhe acaba de communicar o Illustrissimo Senhor Governa-

cando-lhe huma passagem ábordo do Navio Scaleby Castle, dor) de que Vossa Senhoria se quiz encarregar de filicitar

Capitaõ Newall, que deve passar pela franquia deste Porto ! a Sua Magestade constitucional, e ao Soberano Congres-

nestes dias. so pela nova Ordem das couzas, por parte deste mesmo Se-
II

0 que participo a V. Senhoria para o que tiver por con- I nado tem a honra de enviar a nomeaçaõ pela qual, o autho-

forme, na certeza de que ater, que fazer ao Ministério riza para aquella felicitação, esperando de mais aquelles bons

quaes quer antecipadas communicaçoens, emquanto naô officios, que os conhecimentos, que saõ proprios de Vossa

verifica da maneira que tem acordado, encarreguei a sua Senhoria^ e dos que tem adquerido pela residência de tantos

entrega ao sobredito Coronel nomeado, á quem V. Senho- | annos nesta Cidade lhe possaò ministrar para bem deste pu-

ria mandará abonar aquella passagem segundo a conta, que | blico. Deos Guarde a Vossa Senhoria muitos annos. Ma-

dero Morador Antonio Pereira, adiantando igualmente os j eáo em Sessaõ de 10 de Abril de 1822. Eu Carlos Jozé Pe-

soldos da sua Patente effectiva, de hum anno somente, com . reira, Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, Alferes

a Guia competente, vista a escalla que terá de fazer a meo Mor, Escrivã# da Camara, e Fazenda, que a fiz escrever,

ver, sem prejuízo da Caixa, pelo que mais teria de pagar e sobscrivi. Antonio Jozè Gonçalves Pereira, Francisco

a chegada da nova Patente, e suas annexas daquelle Official Antonio Pereira da Silveira, Bernardo Gomes de Lemos,

superior. Deos Guardes a Vossa Senhoria. Felix Vicente Coimbra.

Joze Ozorio de Castro Cabral de Albuquerque*

Senhores Juizes, Vereadores, e Procurador do Leal Senado Lettra pela qual authoriza ao Coronel Jozé de

da Camara desta Cidade. Aquino para hir em qualidade de deputado do Leal

Senado para Lisboa.


Macáo lOde Abril de 1822.

Juizes, Vereadores, e Procurador do Leal Senado da Ca-

Resposta do Leal Senado a Carta acima. mara desta Cidade do Nome de Deos de Macào na China

por Sua Magestade El Rey Constitucional, que Deos

Illustrissimo Senhor.

Guarde &a.
7

Em prova da conformidade deste Leal Senado a snbia,


Em virtude do assento desta data authorizamos ao Se-

e acertada deliberação de V. Senhoria na Cora missão de

nhor Coronel Jozè de Aquino Guimaraens e Freitas, para

que acaba de dar-lhe parte em officio desta (lacta, naõ so

na sua chegada a Lisboa (aonde hé seu destino em com-

remette adjuncta à Ordem para pagamentos dos soldos do

missaõ do Illustrissmo Governo desta Cidade) felicitar

Coronel Nomeado para a mesma Commissaõ ; mas deze-

em nome deste Senado assim a Sua Magestade, e Sua Real

jando aproveitara conhecida intelligencia daquelle official

Família pela sua feliz chegada à antiga Sede da Monarcbia,

apoiado pela escolha de V. Senhoria; transmitte a copia

como o Soberano Congresso pela sua installaçaô, e progres-

da Sessaõ que houve fazer, pela qual dezcja, que o refferido

sivo empenho pelo melhoramento Nacional: e para isso lhe

Coronel se encarregue de igual felicitação por parte deste


concedemos os poderes precizos; esperando da sua intel-

Leal Senado, cuja acceitaçaõ lhe será muito grata, e tendo


ligencia, e acceitaçaõ a que louvavelmente se prestou, ode-

delia noticia dará os precizos poderes para o fim a que por

zempenho consernente ao fim a que se dirige taò dcstincta

agora se destina com independência do que se acha anterior-

commissaõ: o qual rogamos á Sua Magestade, e Soberano

mente acordado para a deputaçaõ por parte da Cidade em

Congresso das Cortes Extraordinárias, Geraes, e Constituin-

occaziaõ competente, depois de recolhidos os trabalhos, em

tes da Naçaó Portugueza, haja de admittir em testimunho

que se empenha a Commissaõ para as competentes repre-

da nossa fiel adhezaò, e constante empenho por manter o ti-

zentaçoens a bem deste publico. A lllustrissima Pessoa de

tulo de que goza esta Corporaçaõ. Macào em Sessaõ de

V. Senhoria Guarde Deos muitos annos. Macao em Sessaõ

lOde Abril de 1822. Eu Carlos Jozè Pereira, Cavalleiro

de 10 de Abril de 1822.

Professo na Ordem de Christo, Alferes Mor, Escrivão da Ca-

Eu Carlos Joze Pereira, CavaMeiro Professo ua Ordem

mara, e Fazenda, que a fiz escrever, e sobscrevi. Francisco

de Christo, Alferes Mor, Escrivão da Camara, e Fazenda,

Antonio Pereira da Silveira, Antonio Jozé Gonçalves Perei-

que a fiz escrever, e sobscrevi. Francisco Antonio Pereira *

ra, Bernardo Gomes de Lemos, Felix Vicente Coimbra.


da Silveira, Antonio Jozé Gonçalves Pereira, Bernardo

Gomes de Lemos, Felix Vicente Coimbra.

Reposta do Coronel Aquino ao Illustrissimo

Senhor Governador e Capitaõ Geral, a cerca da sua

( arta do Leal Senado ao Coronel Aquino, em que

nomeaçaõ da Commissaõ encarregada por Leal Senado

remette a lettra de sua authorizaçaó para Lisboa.


para Lisboa.

IIlustríssimo Senhor Coronel Jozè de Aquino de Guima-


Illustrissimo Senhor Governador. Seria naõ supor-me
A ABELHA D A C H I N A. 27
%

clusaõ dos Decretos por serem os mesmos, que já aqui se


animado dos sentimentos, que em mim fizeraõ recahir à

levab, e registarão em apoio das deliberaçoens antecipada-


escolha de Vossa Senhoria -t se podesse hezitar-se por hum

momento, que eu deixava de annuir a nova coininissaõ mente tomadas, para o havido juramento da Constituição,

e suas bases. Ozorio, Arriaga, Vasconcellos, Pereira,


de que Vossa Senhoria me aviza, querer encarregar-me o

Leal Senado; à cujas Benéficas Disposiçoens, jade mais Silveira, Lemos, Coimbra.

tempo sinlo penhorada a minha gratidaõ, restando que o

Illustrissimo, e Excellentissimo Senhor. Com incluzaó


meo limitado préstimo possa reduzir à effeito quanto de

do Termo numero l,que se lavrou por occaziaõ da lei-


mim se espera.

tura dos officios ali mencionados, mostra este Leal Senado


NaÔ menos gratos me considero a remessa da Ordem para
o

a V. Excelleneia quanto se acha disposto a seguir as Supe-


pagamento dos meos soldos, que nem aceitaria pelos meos

riores determinaçoens attinentes ao bem estar deste com-


dezejos de ser util à esta Governança, se na qualidade de

plicado estabelecimento, que continua em socego, a pezar»


militar, e militar fora do seu paiz, me naõ visse embara-

que por motivo dos sucessos havidos anteriormente à Pro-

çado de dar mais esta prova de quanto sinceramente de-

clamaçaó de Constituição; foi este Leal Senado obrigado

zejo tornar-me prestavel à cauza publica.

a tomar o acordo constante das Sessoens números 2, 3,e 4,

Tal sendo a minha condecendencia; rogo a Vossa Se-

pelas quaes naõ fica escrúpulo de que sejaó bem conhecidas

nhoria queira pôr de acordo o Leal Senado, ou dizer-me

as intençoens desta Governança, em cujo favor quanto V.

se quer, que o faça immediatamente para assim o cumprir.

Excelleneia haja de fazer ante o Sabio Ministério, que hoje

Deos Guarde a Vossa Senhoria muitos annos, D' Vossa

felizmente nos Guia, pinhorará sobre maneira os seus Vo-

Senhoria, súbdito muito rcspeitozo.

gaes, so dezejozos dc acertar em suas deliheraçoens à bem

Jozé de Aquino Guimaraens, e Freitas. Illustrissimo

geral de hum Publico, que tem a honra de reprezentar-

Senhor Jozé Ozorio de Castro Cabral de Albuquerque.

O que leva este Leal Senado ao Conhecimento de V. Excel-

Macáo 10 de Abril de 1822.

leneia para o fazer saber a Sua Magsstade, e ao Soberano

Congresso, se merecer o seo contexto. A lllustrissima, e

Sessão de 24 de Abril de 1822.

Excellentissima Pessoa de V. Excelleneia Guarde Deos mui-

Aprezentou o Illustrissimo Governador, e Capitaõ Ge-

tos annos. Macao em Meza de Verençaõ 28 de Junho

ral a resposta, que lhe dirigio o Coronel Jozé de Aquino

de 1822. Eu Carlos Joze Pereira, Cavalleiro Protêsso

Guimaraens, e Freitas, quando foi interrogado sobre accei-


na Ordem de Cbrislo, Alferes Mor, Escrivão da Camara, e

taçaõ da C«»mmissaõ ali referida, com a carta do Conselho


Fazenda que a fiz escrever, e sobscrevi. Francisco Anto-

da Feitoria Britannica na China, annuindo a passagem do


nio Pereira de Silveira, Antonio Jozé Gonçalves Pereira,

mesmo official, que partio no dia 14 do corrente à bordo


Antonio Jozé de Vasconcellos, Antonio Gularte ue Silveira,

do navio Scaleby-Castel. E por esta occaziaõ a primeira


Bernardo Gomes de Lemos, Felix Vicente Coimbra.

Sessão depois da partida do ditto Navio: tem de votar

agradecimentos pelo haver habilitado para por em pratica Documentos que acompanhas o ditto Officio.

N°. 1, Sessaõ de . 25 de Mavo de 1822.


taõ distincta Commissaõ. Ozorio, Arriaga, Vasconcel-

2, Ditto de 9 de Março ditto.


los, Pereira, Silveira, Lemos, Coimbra.

3, Ditto de 26 de Junho ditto.

4, Ditto de 28 de Ditto ditto.

Sessão de 25 de Mayo de 1822.

Aprezentou o Illustrissimo Governador e Capitaò Geral

Sessão de 26 de Junho 1822.


José Ozorio de Castro Cabral e Albuquerque, tres officios

Constando da sahida do Brigue Temerário para Lisboa; e


hontem chegados, no Brigue Viajante, por se persuadir pelo

havendo-se assentado na Sessão de 9 de Março deste anno, que


seo contexto, que merecerá conceito a maneira por que

se fonnar-se a bem do Relatório da festividade havida pela pro-


esta Governança se tem condusido à cerca da nova Ordem

clamação da Constituiçaò, huma annalize dos Successos, que lhe

de cousas. O que sendo ouvido, e lidos os officios men-

precederão com as das opinioens, e mais reprezentaçoens, com

cionados, conhecendo-se pelo seo contheudo serem de par-

qua se pertendeo alterara marcha legal, accordada por este Le-

ticipação, e indepredisposiçaò para a marcha futura do

al Senado em Conselho com os seus ancioens, que saõ as guias

Governo: houve declarar-se ficar este Senado inteirado


dos Povos, e que o teriaó verificado aquelles accontecimentos

do que ahi hé mencionado, sempre prompto a cumprir


em prejuizo da Segurança publica, sempre exposta por actos

da sua parte, tanto quanto Ihé seja determinado, pelas re-


perturbativos, e tumultuozos em toda a parte, quanto mais neste

particoens Supperiores, â bem do Estado, e deste Publico,


Local; cujas complicaçoens podem fazer marcar trezentos annos

que tem a honra de representar, ficando registados os


de apurada luta, que outros tantos saõ os da sua existência,

ditos officios, por perraiçaõ do mesmo Senhor, com cx-


que taittô trabalho tem dado à esta mesma forma de Governo,
A ABELHA DA CHINA.
28

para a sua conservação abem da Naçaò, e da mesma Religião, j equivoco, quando taõ legal, e moderado tem sido o manejo

se guiados os seus Vogaes pela mais estudada moderação, e cri- neste, e outros negocios a seu Cargo, em que tem dado mais

zolada Lealdade ao novo Systema, naò buscassem desvaneçer provas do seu patriotismo, e generoZidade promíscua, e indivi-

mal fadadas ideas, com que se pertendeo sobre a Sagrada Egide dualmcnte fallando, do que esses homens, que se fallaò somente,

da opinião publica, que naõ hè, nem pode ser a de hum Curro e que nada tem feito a bem da Cauza Publica; o que tudo

de ociosos, como milhor o explica o Diário da Regençia,N# 135, deve ceder: ficando para occaziaô directa a remessa dos tra-

c anterior, à onde se tivessem bem lido o caracter desta Rainha balhos da Commissaõ, quando esta, que será para isso instada
I

do mundo, sepàrariaò de supor-se com atribuiçoens sõ próprias ainda naõ tiver, que prezentar digno de remessa. Ozorio,

da universalidade dos Cidadaons, de que se compoem a Naçaõ, Arriaga, Vasconcellos, Pereira, Lemos, Coimbra,

na qual hé, que está Decretado rezt dir a Soberania, e naó em | (Continuar-se-a.)

frucçoens populares, pela indivilidade da mesma Soberania: es-

CORRESPONDÊNCIA.

U 1- „ - cpm Ihps finiiem de- Senhor Redactor. Foi erro da minha lembrança, quando naò
renuncia recebe a sua mesma direcção, sem que mes nquem uc- * ? ^ /
se
. , a n ja d° amanuense, que escrevêo a Reprezentaçaô, aue fiz

pois de assignar o Pacto Social outro recurso, que o de Petição

estabelecido para conservar entre os Povos este contentamento,


Sala do Senado pedindo a deposição do Ex-Ouvidor Joaó

com que querem ser Governados; havendo-se pois satisfeito a


Baptista Dosguimaraens Peixoto acontecera em 1812, quando

primeira parte com a Remessa do Relatório à cargo do Coronel


^ realmente
— —— — -- » — succedeo
-• —— — — • — — —- em
— —— — 1810.
— Queira
• a »» pois
v m km o
a» Senhor
lâll \/ A Redactor
A V V< Vtl4 V ^\/ A

Jozé d' Aquino Guimaraens e Freitas, cuja segunda via pre- .


inserir esta na sua Gazeta para desengano-dos que lerem o

zentoa o Veriador Francisco Antonio Pereira da Silveira, se


Numero 4 da Abelha, onde se acha a ditta minha representação.

accordou, que se remetesse esta mesma segunda via, e seus do-


Eu Sou do Senhor Redactor seo constante leitor.

cumentos directamente á Secretaria d' Estado em Officio sepa-


Macáo 12 de Outubro de 1822. Joaõ Nepomoceno Maher.

rado, dando-se conta da aprezentaçaó dos Oflieios recebidos

pelo Illustrissimo Senhor Governador com incluzàò da Sessaò NOTICIA PROVINCIAL.

Cantaô 24 de Setembro de 1822.


Respectiva. E quanto a analize nos termos ponderados se

O Governador das duas províncias de Quang-tong, e Quang-

resolveo outro sim, que presentada ella pelo Vereador encarre-

si, YuEN,Tajin, desde o seo Regresso da corte de Pekim ser-

gado, e por elle assignada se incluísse em Carta fechada, deri-

ve inteiramente de Fu-yuen, athé a chegada do Mandarim Lo?

gida ao mesmo Coronel Jozè d' Aquino, e na sua falta ao Offi-


Tajin, que se acha nomeado para Succeder ao ultimo Fu yuen^ T

cial Major, que servir na Secretaria d' Estado do Ultramar,


Sung, tajin.

servindo aCarta mesiva de instruççaó para a marcha, que deve No 20 do corrente, o Governador, como Fu-yuen interino, en-

segqlr este Encarregado, a qual consiste em que no caso de lhe trou na universidade, onde os graduados no Gráo de Tsiu-tsay

constar como naó deixa aqui de ouvirse, que chegaó ao Minis- saõ examinados, para aquelle de Kiu-jin. Sua Excellencia con-

tério diversas papeladas, forjadas pelo génio mao, que naó forme o estilo, deve residir na mesma athé o dia 30 do corrente,

para os exames. Achaõ-se também com elle dois Commissarios


falta em toda a parte para approveitar os momentos da dis-

Imperiaes de Pekim, estes presidem, e daõ os themas, depois


cordia, poucas vezes percebidos dos ílagellos rezultantes

de estarem os estudantes recolhidos no interior do edifício com


por incautos, ou ignorantes, sempre inclinados a credulidade,

as portas fechadas. De ordinário saó 7000 competidores, dos

por isso que naó sabem responder aos argumentos, que esse

quaes saõ eleitos 70 para receberem o Gráo de Kiu jin.

mesmo génio sabe sempre disfarçar, com plauziveis Cores,


»
• c, • Os Estudantes entraõ no dia 8 da Lua, (Setembro 22.) e

occultando o veneno, que prepara à innocencia: em tal,e único


# vfc sahem a 24 depois de haverem sustentado hum exame, ou para

cazo sem que o re fie rido Encarregado, fazendo uzo da men-


melhor dizer, composto hum Discurso sobre hum Thema tirado

cionada annalize, buscará justificar esta Governança, que extri-


dos livros de Confúcio, elles tornaò a entrar segunda ves, no

bada na legitimidade dos Actos, que tem praticado, naó pode


dia 25, e retiraó-se á 27, re-entraõ por terceira ves a 28, e dis-

recear-se de qualquer passo menos conforme da parte do sábio pedem-se á 30. Depois do qual os Discursos dos Competidores,

Governo, que hoje dirige a Naçaò. Naó querendo manchar que ficaõ approvados, saõ impressos, e se mandaò publicar os

seos nomes em proclamaçaõ.


as primeiras participaçoens de sua fidelidade ao mesmo Go-

verno com as accuzaçoens directas ; nem mesmo se abalançaria NOTICIAS MARÍTIMAS.

Aos 16 do corrente, sahio para Goa o Brigue Assumpção


à esta medida deífensiva por dever desprezar semiehantes in-

Commandante e Segundo Tenente da Marinha de Goa, Manoel

vectivas, se naõ fosse a notoriedade de taò cruéis golpes na sua


da Luz Vieira Sénior, levando a seo bordo os cúmplices da

Conducta Pubfica, aqual naó convém deixar hum momento em conspiração contra o Governo da noite do dia 13 de Setembro»

CORRIGINDA. Achando-se innumeraveis erros naò só de typografia, mas athé mesmo de Grammatica nas nossas

folhas antecedentes, manifestamos ao publico, que huns procedem do typografo, e outros do amanuense do Governo, que

por ignorarem a lingoa Portugueza escrevem, como fallaó. O nosso Numero antecedente naõ foi todo corrigido, e esta a

razaõ porque teve muitos erros consideráveis. Advertimos porem que na noticia, em que se diz que O Illustrissimo e

e Leal Senado, em sessão de 28 de Fevereiro deste prezente anno houvera por bem diíferir ao Requerimento, que lhe fizera

Thomas Beale, deve trr-se 28 de Setembro deste prezente anno.

O LEILÃO do deffunto Morim se ha-de continuar no dia Sesta feira 25 do corrente pelas 8 horas da manhaá.

Pela repartição do Juizo da Ouvidoria Geral se ultimará no dia Sabado 26 do corrente a vendado BrigueS. Pedro e

da Ilha verde; esta sobre 5000 patacas, e aquelle sobre 3000 patacas.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.
A

A
A

DA

N A

QUINTA FEIRA, SI de Outubro.


N°. VIII.
1822.

C6
HOC TEMPORE

OBSEQUIUM AMICOSj % ERIT AS ODIUM PARIT."——TERENTIUS

se os car
]VIACAO ccesse, quem se escuda na verdade; sentindo apenas*

o - j no i t i 1 quenad menos a ideia de El-Rey era o querer aqui recon-


Sessao de 28 de Junho de 1822. , ., ,

duzido, que a desta Governança em unanimidade de senti-

Aprezentou o Vereador Francisco Antonio Pereira da I mentos com railhor dos seus Cpncidadaons era se dar assim

Silveira, á annalise mencionada na Sessaõ antecedente, a por satisfeita; e a final a sua própria condescendência, no
#

qual lida, e aprovada, se rezolveo dar-lhe o séquito ali meio de privaçoens naõ piquenas, em continuar huma com-

acordado j authonzando o mesmo Vereador para a remessa I missão, que á seo pedido, podia ser terminado há 14 annos»

i I

em união com a carta deste Senado, ao Coronel Joze de I encontre agora demonstraçoens, que posto que de taes

Aquino Guimaracns e Preitas, auzente ao otlicial maior da I partes, sempre desdourao, em quanto a verdade ns5 aparece

Secretaria do Ultramar, tudo nos termos accordados. E com as cores, que lhe saõ próprias, encadeando na aclaraçaõ

feita a carta se achou por conforme, e se assignou, assim o Poder, que o Nomeou, a municipalidade, que o pedio, e o

como o officio dirigido a mesma Secretaria, que tem de mesmo Nomeado, que condéscendeo, e executou, cuidando

acompanhar a Sessaõ anterior. Disse porem o Concelheiro fazer hum serviço, que mais se lhé levasse em conta como

Miguel de Arriaga Brum de Silveira, que posto se lizou- |he foi promettido de Ordem Regia, sem lhe ficar escrúpulo

geia pelas boas intençoens demonstradas na analise lida, na de motivar ta8 execrandas declamaçoens, como saõ os

parte, que lhe diz respeito, naõ vendo na fraze ali seguida golpes, que huma alma impia descarrega contra a sua repu-

mais, que huma constante cohereucia da linguagem, que taçaõ, único bera, que lhé restava de suas laboriozas fadigas,

tem sempre fallado os vogaes deste Senado em seu abono, e desses imraensos sacrifícios, que o publico sensato naõ

como provaõ os testemunhos indeleveis, que conserva em pode deixar de reconhecer, sacrifícios, que unicamente

si, e que preza como consoladoura retribuiçaõ de huma sente> como tem dito maig de huraa Tez por nad poder

vintena de annos.de penivel luta, reconhecida por todos, ser mais amplo a bera da Naçaõ, e do Estado, de que lhe

excepto aquelle, que athé desta mesma, naõ uzual demora, .parece haver dado so|)ejaj proTas. E nesta occaziaò mai,

quando se trata de empregados em lugares temporários, do que nunca 0 experimentaria este publico, se podendo

entendeu fazer a desprezivel moffa, que se deviza era sua separar-se da Commissaõ publica, que o liga neste lugar,

especioza opinião ; com todo lamenta elle refferente, que podesse „a qualidade de Cidadaõ entrar com os de mais, e

'11 A. _ • • " . 1 1 • .
huma semilhante opinião, arrastando-o de mistura com esta

como de huma mesma família, na oferta de pessoaesser-

«
Governança o torne suspeito para nem»poder mais ajudar
viços, a qualquer distancia, e sacrifício. Taes os senti-

esta Corporaçaõ na sua justa queixa, nem dezejar, que

mentos, que perdominaõ o gratto coraçaõ do refFerentc,.

taes declaraçoens, como as expendidas na refferida analise,


que ao Leal Senado deixa a escolha do que mais convinha

fossem feitas em seu favor, pois que contando com o exame,


a seus próprios interesses, em abono dos seus Vogaes : En-

que lhe segurai as Bazes da Constituição ; e naõ menos


tretanto, para que naó pareça áface da Naçaõ, que El-Rey

firme na iudefectivel Justiça, único eixo desta grande ma-


se enganou, ou foi enganado, quando benignamente acolnco

quina, espera ter occaziaõ de ser ouvido, e hè para entaS,


as reprezentaçoens de todo este publico, levadas principal-

que pertende justificar-se por escripto, ou pessoalmente,


mente as do Leal Senado à Real Prezença de hum modo.

•m cuja occaziaõ ofereceria seus serviços ao leal Senado,

que faz honra, naõ menos ao requerido, e agraciado, que

%
^0 A ABELHA DA CHINA.

nado de hum Navio, como o bom Cidadaõ, pelo valor de


200 anciões requerentes, que ali foraõ a maior parte ; e athé 1

12 mil patacas de que veio a receber 13, 687 taeis 2,58 cai-
para que o Vereador encarregado da Analise naõ deixç de 1

xas, que daõ patacas 19,019, posto que no fim dos 5 annost
vèr mais provas, das que terá tomado por guia de suas

asserçoens, visto que, como mais moderno, ainda naõ Em lugar, que o refferente (aqui nesta Meza hà vogaes,

que o sabem) para obter numerário com que suprir a Caixa


teria lido quanto facilitas os multiplicados assentos desle |

Leal Senado; perniitta-se-lhe unicamente, que elle decla- Publica teve que tomar generos, principalmente Anfiaõ,

rante chame em apoio de sua justificaçaS algumas recorda- a preço de 1,200 patacas por caixa para realizar a mil, per-

çoens, que tem origem nesses mesmos assentos, aonde dendo 200 patacas por caixa, que na maior parte das men-

podem ser lidas, e copiadas: Mas para naõ se fazer fasti- cionadas 300 mil patacas, prova quaes, foraõ os seus sacri-

diozo pela extençaõ própria de taò dilatado período, que , fícios, que Sua Magestade chama inumeráveis na já citada

carece ser tratado chronologicamente, tomará por norte Carla Regia, alem da falta da exacta contabilidade de ju-

de sua expoziçaõ a marcha, que lhe parece vae levar hum ros. Isto athè aquella época, mas tal vez, contas exarai-

+ - *■ w • m r* * * *. '^53* I
dos tre» opinantes, o Morador Francisco Jozé de Payva,
nadas, naõ se passasse huma invernada, que naõ tivesse,

aproveitando o refferente a cazualidade de haverem passado


que fazer entradas por empréstimo. Os Socorros a Timor

por seu assignado, na qualidade de Juiz de índia, e Mina


desde 1810, naõ somente a bem da Igreja,, em virtude da

differentes documentos, com que he vóz constante, dizer


recommendaçaõ feita em Nome de Sua Magestade no

este Cidadaõ se vai justificar ante o ministério da accuzaçaõ,


Officio do Excellentissimo Conde das Galveas de 12 de Ju-

que lhe fizeraS crer, havia contra elle por parte desta
* nho de 1810, cujo cumprimento nos termos da Carta Offi-

Governança, para o continuarem a ter ligado na reuniaõ


cial delle refferente de 6 de Fevereiro de 18 tl, mereceo a Re-
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formada, pelo author da opiniaõ de 11 Fevereiro deste al Aprovaçaò, na forma da partecipaçaô do mesmo Minis-

anno, na reprezentaçaò a cerca da qual, testemunhas de


tro d* Estado em seo Officio de 9 de Agosto de 1811;.mas

!
i; . ••
caracter lhe ouviraõ antes dizer haver sido sorprendido na
também a favor do milhoramento da quella decadente Co-

I | |l 1^1 <i f t t *1 £ ! la'| , v..*». r , _ f, • • t

quella primeira assignatura, que assustado tem repetido,


lonia, recommendada depois em Officio de 3 de Junho de

fiaô os refferidos documentos do já citado Cidadaõ diversas


1814, e ultimamente em outro de 4 de Janeiro de 1820,
A(| H • Ij / * ç. j í. . *1 | f > I . y
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Certidoens passadas de Ordem desta Governança para pro- de que resultarão as soluçoens annuaes para ali; e gasteis

var, com humas, que tem feito, naõ so empréstimo ao da expedição do anno de 1820 com a de 1821, que foraõ
D | i •)

Tbezouro Publico, com juros, ou sem elles, mas donativos, satisfeitos com a despesa da arribada da Fragatta Temivel,

com outras, que tem pago direitos avultados como Agente;


cuja cooperação por parte delle refferente para obter adi-

• como Proprietário, e entrado na Caza de


antamento, e para fazer menos sensivel aquella grande sa-

• lil • * • IflO J li |: ['n - ! } ' - r t In» nf ,tiv


final, que prestou seos Officios na qualidade de Procurador
hida, consta â este Leal Senado pelos assentos respectivos,

cm hum negocio da morte de hum China, a que se atribue


todos jà levados na correspondência de huma, e outra roon-

eooperaçaõ para naõ haver a entrega do assassinos na forma


çaò à Real Presença, montando acima de 45 mil patacas,

< ui ii1 I
anteriormente praticada.
0 que pagou este Senado finalmente. E neste mesmo anno,

' • fW

Se pois huraa semelhante officiozidade merece a conci-


que vai correndo, vio esta Meza, que o abono do refifente

' '■ ' ■ ■


deraçaõ do Governo, e esta tanto mais quanto aquella for
passou de 20 mil patacas, para cuja nquisiçaÕ pode provar

mais ampla, deve consolar-se o refferente com o que a taes


(e há aqui vogaes, que o sabem,) haver tido o sacrifício de
'

respeitos provaô os Livros deste Senado em seo favor.


2,664 patacas, quasi o seo Ordenado inteiro de hum anno:

Quanto a serviços pecuniários, se aquelle morador a pon-


tudo isto oflferece o refferente a mais imparcial compara-

fliOfif líj i »: MI O K . ') ( ')!/ ) • ■ \r ft ^

ta empréstimos por 10, ou 15 mil patacas, elle refferente


çaÕ, e exame. Quanto a Donativos, se o morador Payva

toma por primeira recordação a Sessaõ de 30 de Dezembro


deo 1000 patacas, tal ves que na porporçaõ de seus teres
1 1
1 I t fl f m m * ti l . I ; ^ i#í . , : t f j 11 /x /\
de 1811, em que a conhecida boura do benemerito mora-
naõ seja mais, que 600 taeis ou a terceira parte do Ordenado

dor falecido Felix Jozé Coimbra naò poude evitar-se a pon-


de hum anno, que déo o refferente para animar esse mesmo

derar a seus Collegas a necessidade de recommendar a ElRei


Donativo, augraentando consideravelmente pela oflferta

os Sacrifícios delle refferente, quando vio, que a 349,807 do seo sogro por 10 mil patacas, e pela de China Te-Iíua

patacas montará a conta ali aprezentada de avanços pro-


com 800 mil Reis, que ainda naò sendo súbdito o Supli-

movidos por sua agencia, que deraõ motivo à honroza


cante atrahio à concorrência, merecendo por effeito da
* « • *• £ k x • é » #* t 11 ^ » | r% i % - . 9f 0 \ m - * . ..

Carta Regia de 23 de Julho de 1814, e officio da mesma sua agencia no manejo deste Donativo, que chegou a perto

de 18 contos de Reis, como do Officio do Excellentissimo


data, que lhé sérvio de direcçaõ; e o mais hé que as certi-

doens, que possue o mesmo Payva, provaõ entrar, na men- Ministro da Fazenda Luis Vasconcellos de Sousa, que chama

cionada abonaçaõ, hum pagamento por 6,906 taeis 3,22 con- em abono da verdade. Quanto ao pagamento dos Direitos

dorioi, com que se concluio o seo tracto da venda a este Se* da qnelle morador, como Proprietário, e Agente, posto que
ABELHA DA CHINA.
31

avista das certidoens obtidas na naó piquena quantia de


o refferente por seo lugar, e classe diversa nau tenha para

221,500 patacas, que tanto tem auxiliado as despegas prin-


apresentar hum titulo semilhante, se persuade offerece

cipalmente da quelles nossos decadentes estabeledimentos,


outro menos desenteressado, qual o de ter promovido araa-

ioria da receita Nacional por mais de hum titulo, em que que outra hora tanto floreceraô; e para o commercio Nacio*

também deve entrar diminuiçaò de huma raayor, màs nal ao titulo de frettes em Navios de Macào, arazaõ de 16

forçosa despesa t em primeiro lugar, começando pelo titulo patacas, sobre 5, 304 picos. 84,864; e em Navios de outras

de Direitos, hà que apontar por parte delle refferente o Praças sobre 1177 picos a quantia de 18,832 patacas aqui

acréscimo das avaliaçoens, que manejou a geral contento unidos o titulo de commissoens a 25 patacas, que dâ 129,620

em Conselho constante da Sessaô de 26 de Mayo de 1804, eao de fretes de hida em 19 Navios huns por outros a 6000

aprovada a nova Pauta pelo Concelho de ultramar de 27 patacas, haveria 114 mil, tudo 377,216 patacas, que com a

refferida somma de 221,500 faz, que as vantagens deste


de Junho de 1807, fasendo a progressão, que vae de 40

para 80 mil taeis, que comparada essa época com a anterior, promovido transido deixem ao Estado eao Commercio a boâ

como fez ver a Secretaria d* Estado era seos Officios N*- sorama de perto de 6000 mil patacas sem constar cora as

43, e 44, de 1813, accusados em Officios da mesma Secreta- ganancias, que tem aproveitado os Indianos Estrangeiros

ria de 20 de Junho, e 25 de Agosto de 1S14, e da Capitaj bem a pezar do refferente, lamentando vêr fugir para o Es-

do Estado em Officio de 2 de Abril do mesmo anno, expe" trangeiro o mais ulil de hum canal por elle obtido, como

dido pelo V. Rei Conde de Sarsedas, e ratificado pelo Con- se raostra Jqj seus araontuados Projectos, cuja leiturarecla-

de do Rio-Pardo em Carta Official de 24 de Abril de 1817 ma^ cert0 de que se fossem attendidos, mayores seriaõ

por novas contas documentadas incluídas em Cartas delle aquellas vantagens, ou ao menos maior o proveito do Esta-

refferente de 24 de Novembro de 1816, assim como àseo do, para reanimar tao maravilhozos estabelecimentes, cuja

Antecessor em 23 de Novembro dc 1813, que tudo chama situaçaó geográfica naò mandou.

(C ontinuar-se-a)
em prova; se poderá concluir, que 6endo a receita calcula-

da huns annos por outros em 40 mil Taeis pela antiga

Extracto do Bomba
Pauta, e a dedução pela nova, ou reformada na aproximada y Courier de Sabado 3 de AS08t0 de

A í. J 1 4 /\ ■* <1» í /VMM J A "O A mm l.


Ao Editor do Correyo de Bombay.

quantia de 80 mil Taeis, ficou a differença em favor da cai-

I Senhor, Tendo lido na vossa folha de 27 do passado a tra-

nara sima de 40 mil annualmente, que em 17 annos -


xa
P ducçao de hum artigo Official da GaZetta de Goa de 29 de Ju-
a A A I

nao baixa de 680 mil taeis. nho, no qual eu era considerado, como hum dos animadores das

Passando agora a novos meyos para fazer, que tenha desordens de Goa, julgo necessário entregar-vos o Manifesto

havido esta mesma receita começo pela renovação do tra. jncluso, publicado finalmente aos 17 de Julho, a respeito do

fico de Maleva, que todos sabem lhe deve começo, e im qUal vòs observareis desafiar eu àqualquer individuo para que

pulso desde 1812, como reprezentou para Goa quando vio verifique huma taò injurioza assersaõ.

que em lugar de alguma consideração da parte do Governo Vosso muito obediente Servidor,

Joaquim Manoel Correa.


de Bengalla aos Navios desta Cidade pelo que mais ali in-

Marechal do de Goa.
teressa na concurrencia ao leilaô de Anfiaõ à Patnà, e Ba-

VERSÃO.
nares, a que houve, foi entrarem os Navios de Macào na

generalidade dos na5 Nacionaes para adeduçaS de mayores Joaquim Manoel Correa havendo publicado aos 17 de Ju-

lho. huma folha i Manifesto do Exercito de Goa, cheio


Direitos, Despezas em falta da promettida reciprocidade

em 1805, sem attençab a reclamaçaõ, que o refferente man- de muitas especies de erros, particularmente nas falsas asser-
_ _
soens dos acontecimentos; a onde o Caracter do Marechal hé

dou fa2er ante aquelle Governo, encarregada ao Barao de

atacado, pintando-o como hum dos cooperadores para a in-

S. Jozé de Porto Alegre, que a fez em seo nome, e de

surreiçaô dos habitantes de Bardèz, e antes disso como hum

outros Moradores desta Praça, recebendo o indefferiraenlo

Usurpador tyrannico do Governamento de Goa; conclue serobri-

constante da carta do Secretario da aquelle Governo datada

gado a contra dizer aquella parte do Manifesto, que o relata.

de 16 de Junho de 1815, W. B. Bayby deixando porem

O Marechal Correa naõ intenta imputar á pessoa alguma a

para outro lugar o precizo detalhe, e J)ocumentos, que a

fabrica d'hum papel taõ cheio de calumnias e falsidades; o

comprovas, aqui a penas aponta, que por aquella renovaçaõ

author lhe he bastantemente conhecido, so o motivo de pru-

detrafico em nossos Locaes na índia tem proviudo desde


dencia o abriga a occultar seu nome: Porem que espanto

1816 athé hoje (pois muitos mais se espera nesta raonçaõ)


naò foi o seu quando observou assignados de muitos offi-
#- t

as seguintes utilidades: a saber para o Tezouro Nacional,


ciaes ilitares propensos á isso mesmo, os quaes ate agora ti-

pela Alfandega de Macáo a quantia de 144 mil sobre 6481


nhaó sido reputados honrados e virtuozos, e que seguramente

Picos, que ali tem dado entrada desde aquella época; pela
foraó seduzidos e surprendidos naõ advertindo o que assigna-

de Damaõ 46,330; e pela de Goa 8,780; tudo importando vaò, nen o ferrete com que elles ficavaó marcados, attestan-
32
A ABELHA DA CHINA.

do com suas próprias assignaturas paradoxos, e falsidades d' do território Luzitano dos Funcionários públicos das primeiras

huma tal especie! Jerarquia de Goa, e as mais respeitáveis por seus officios, e

Oprimciro ponto do sophisma, em que relativamente he men- conhecimentos ; o manifesto despreso das leis da Monarquia

cionado o Marechal Correa, se volta para a revolução de 16 de e das bazes da sua Constituiçaõ; e finalmente que elles reflictaõ

Setembro. Nesta revolução -elle se jacta muito d* haver con- por hum momento em tudo, que se passou aos 14, e nos se-

corrido, e ainda de ter sido hum dos principais authores, por guintes dias de Mayo, em que nao havia nem sombra de obe-

que ella foi a primogénita origem da regeneração politica de diência, nem subordinação alguma nas tropas; Reinando huma

Goa, e da uniaõ desta província a Portugal. Chamar aeste I annarquia militar, na qual as Classes inferiores julgaraô, e

acto usurpação he contradizer novamente todos os princípios arrastaraõ hum General, e aboliraõ tribunaes, e leis; actos

constUucionaes, que a inteira naçaõ Portugueza adoptara eju- estes de huma natureza taó horrível, que preciza julgar-se, que

a
rara; he naó ser hum Cidadão Constitucional elivre, mas ver- Naçaõ perderia antes a província, do que elles existirem.

Bombay 17 de Julho de 1822. JoaquimManoelCorrfa.


dadeiramente hum Escravo, ou hum Sustentador do despotismo.

Oseguúdo ponto, que tespeita ao Marechal Correa, recae na

Noticia Provincial de Cantaõ.


cooperação, oo proteeçaò, que elle {segundo está ditto) pres-

As Gazettas de Pekim contém algumas representaçoens dos


tou aos habitantes de Bardèz na projectada insurreiçaò.

differentes Censores Yuii" no tocante aos abusos prevale-


Esta he huma calumnia taô descarada, que naõ merece

centes nos Tribunaes da Justiça, taes como hum numero crés*


ser respondida. O Marechal Correa desafia a qual quer hum

C e,n
sò Official, habitante dessa terra que arrisque a asseverar ^° I)rt5a^os n e
"e* pelos Mandarins Presidentes, os

huma tal impostura, proponha miúda e circunstanciadamente "J""8 usór


Pa5 » poder dos mesmos tribunaes, e privaõ aos triste.

vexados de obtêrem a sua Justiça emquanto naó exhibirem

amaneira, o tempo, e a pessoa, de quem elle ouvio isso.

certas propinas; ou detem nos Cárceres os innocentes com

Elle está certo que n'hum a pparecerà, e que a principal

grande injustiça, fasendo-lhes sofrer tratos, e misérias, intro-

origem desta aleivosia ae refunde toda na perversidade do

du8Í,,do desta m<meira 0


fabricador do Manisfesto, e d' alguns outros individuo», tjue Contagio nos mesmos Cárceres, ja

_ , . , . \ .... j 10 «ir pelo crescido numero dos infelises, e ja por se naó atalharem
J 1
concertarão e conduzirão a insurreição militar de 16 Mayo,

as mo sí
os quaes naò tenhaó cessado de dessiminar intrigas e calum- J ^ ^as em seu
principio.

Também se achaò algumas noticias leves a cerca das opera-


nias na desgraçada terra, que elles habitaõ. Se a Mare-

çoens militares na fronteira do NO. O Innimigo tentou invadir


chal Correa houvesse ajudado, ou favorecido o levantamento

a província de Sze-chuen; ao mesmo tempo, que huma outra


do pòvo de Bardéz, teria isso tido a consequência, que teve

divizaò de dirigir-se para Thibct; mas atemorizados


na noite de 9 de Mayo? O Marechal Correa portanto no-

* j i _ • „ . _ • Bn\^kwnníx pelo Exercito Imperial, reunirão as suas forças, déraó huma


v r 1 u
vãmente declara, ena maneira a mais solemne, que se pode »

fazer, que elle nunca cooperou em ordem a reassumir o batalha, foraó derrotados, e fugiraó para as montanhas neva-

das da Tart
Governo de Goa, por ter sido depojado delle por huma cri- »"a- A
mortandade dos vagamundos foi grand.

e
minai conspiração de 3 de Dezembro ; nem cooperaria jà mais aterniinaçaô da campanha breve. '

Varios se achaõ condemnados á pena Capital, por haverem


novamente, nem assumiria hum semelhante cargo sem Ordem

cortado madeiros em huma das Matas de S. M. I. chamado


expressa do Rey, ou por virtude d'huma solemne, e legitima

Monte de Tsong-xuy" descubrio-se na Devassa, que os Réos


eleição adaptada ao decreto das Cortes de primeiro de Outu-

bro do anno passado, ou alguma outra expecialmente deter- tinhaó pago huma porçaó de dinheiro ao Canteiro, para alcan-

minada por Goa. £ar a


Bcença de cortar as arvores ; este, por ser hum Tartaro

de
A narrativa dos Crimes cnmmettidos em Goa em 16 de Mayo | distinção, foi degradado, e os outros condemnados á morte,

Quei-huy, Tartaro Manxu, Descendente do Estandarte


he
—— realçada no Manifesto
— — —-y———- ——- ••wMa.v com a assignaçaõ
MmjiunuyuU de
UV. desterro
UVOIVI do
1 1/ VI \J ditto
U1I1V I

Marechal, e seus companheiros; hè esta huma relaçaó bem I vermelho, e occupando hum emprego hereditário, recebêo a

desnecessária para elle, e seria querer consumir ainda mais | Religião Christaã, dos seus Pays, e A vós, por ter huma adhe-

rencia obstinada à quella Religião, foi alguns annos passados


o seu tempo em reputar, e contradizer o tal chamado Manifesto

do Exercito de Goa : Somente elle exhorta aos seus camaradas mandado em degredo á Y-li na Tartaria de O. para lá ser

em armas, com quem viveu em perfeita harmonia por 30 annos, constrangido à hum trabalho penozo. O período do seo degredo,

e
tenhaõ maior cautela, e menor levesa em subscrever infamias, | trabalhos havia de ser interminável; porem elle foi persua-

e calumnias semelhantes à aquellas, que se encontrão no tal dido à renunciar a religião dos seus pays á desdizer-se, e em

Manifesto; Que elles naõ reputaò certamente o Governo de prova da sua senceridade, pizou aos pés o crucificio, guardan-

Goa o mais desprezível, e ridículo obrigando-os (se naverdade do-o de dos seus pês, em acçaõ de desprezo. S. M. 1.

foraõ à isso obrigados) a serem o instrumento, e o executor de


satisfeito da retracção de Quei-huy, concedeo-lhe a liberdade

acçoens às mais horríveis, que se tem visto em os domínios de


de voltar ao seu estandarte, com vigias sobre o seu Comporta-

Portugal; Taes, como a expulsão, sem sentença, ou processo,


mento, e com prohibiçaò de se apartar d'ahi.

AVIZO. Matheus Vandenberg faz saber ao publico, que em todas as Segundas feiras (naó havendo dia Santo) continuará

o leilaò de varias fazendas, trastes, &a. ficando para as terças feiras, no caso se haver impedimento nas Segundas.

Pela repartição do Juizo da Ouvidoria geral, se hade vender em Leilão no dia Segunda feira 4 de Novembro, Tabaco Amos-

trinha em vidros, Chá Siuxom, e Sequim, e mais trem de meza, e cozinha pertencente ao Navio Triumpho, cujo Leilaò se

hade fazer em as Cazas de Francisco Antonio Pereira Thovar, citas na travessa de Santo Agostinho.

NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.
A

l.j i
\ E

DA

N A

QUINTA FEIRA, 7 de Novembro.


1822.
N°. IX.

" IIOC TEMPORE

OBSEQUIUM AMICOS, VERITAS ODIUM PÀRIT. TERENTIUS*

chama considcracaò, o refferente promovido a criaçaò da

MACAO.

mencionada Caza, como Sabe o mesmo morador, e o Con-

Continuação da Scssaõ de 28 de Junho de 1822.

selheiro Manoel Pereira, que ali tem tido a mayor parte,

Se pois hc serviço Publico pagar Direitos, que se tiraò alguma mais deve merecer pelas vantagens publicas d'ahi

da fazenda negociada, promovellos sem pezo dos contiibu- I rczultantes, como se lê no Oflicio da Secretaria d' Estado

inles, e chamando a proveito Nacional o trafico Extrangc- j j jun|10 |8i4) alem dos outros particulares a

iro, parece naò sera tido em menor linha de conta. ja| respoito. E passando das aquiziçoens, à diminuição

E ovala que a experiência dello refle»ente feita, quanto a de despezas forçozas, poderia lembrar, que se a expediçnò

Direitos em Sessão deste Senado de 8 dc Novembro de 1817, (jos p,ratas naò tivesse tido prospero rezultado, naò baixa-

iMnciiiuaa
rrmettida à vapi
Capital em oflici© dc 23 dc Dezembro do ria
. a despeza
, do
, armamento dos
, Navios,
_r para a defençao
, r ,

mesmo anno, cà Corte em 3 de Fevereiro dc 1818, fosse i.. i ^ .. , •« . . , .


" ' publica da quantra de 50 mrl taers annualmcnte, e ja sem

ouvida, ou ao menos a que tem projectado pela exporta- , . * ., * ,.


* i i j i i vantagem com dous vasos; despesa que unida a ordinária

çaò de Opio, por que entaõ haveriaò fundos para fazer . , . . ,.


v 1 1 1 1
' passaria de 90 a 100 mil taers, com que a caixa nao podia.

face as despesas ordiuarias» c eventuaes da Cidade, c sobras g cn^a^ poupar esta quantia também foi vantagem naò

rom que ajudara Ma\ Patria, tirando a l raça as vantagens píquená, c mayor, quando se ponha cm consideração, que

de transportes, e outras, que tem apontado, a bem desta devendo o augmento dos Direitos só ter lugar em quanto

Cidade, que naò mereceria menos, que a Ilha de Madeira, durasse o refFerido armamento, nem por isso deixou de

para utilizar parle das sobras como para ali tem permittido | continuar, apezar da extineçaò dos Piratas, porque clle

o Soberano Congresso. Voltando agora ao titulo d* aquizi-


| refferente fazendo ver que havendo estes acabado, naò tinha»»

çoens voluntárias, poderia recordara convenção celebrada cessado os seus effeitos, quaes as dividas contrahidas, c depois

por elle refferente como Governo Chinês em 23 dc NoVem- pagas, o que calcular-se como aja indicada, com que se tem

bro do anno de 1809, cm (pie este se obrigou acontribuir adquirido de sobejo para qualquer defccit, em que ficasse

com 80 mil tacis, porque ainda que esta quantia, em a caixa por cauza da quella Expedição, na qual tanto se

totalidade naò foi paga por dolo dos Mandarins Subal- buscou dar entre os Chinas huma ideia de nosso Poder, c

ternos, sempre entrou na caixa a cima de 60 mil tacis Valor, como havia recommendado o Excellentissimo Viscon-

cedeudo cm favor do Senado o Navio Mercúrio, vendido ao de d'Anadia de Ordem Regia ao Conde Vice-Rei de Goa

Morador Bernardo Gomes dc Lemos por esta Administra- em data de 9 d' Junho de 1807, incluída na Provizaò do Con-

çaô, do qual havia o Suiitò de Cantaõ feito oíferta a elle selho Ultramarino datado de 27 do mesmo mez, e anno. *

refferente, como prova a correspondência Chineza, que con- Quanto porem ao manejo do Negocio da morte dc China,

serva, c de que deo parte á Corte uessa eptTca. Entretanto, elle refferente aproveita as mesmas Sessocns deste Senado,

continuando o titulo dc aquiziçoens, passa a fallar das ac- que o morador Payva passou por certidaÒ, pois que alise

Çoens com que entrou o Morador Payva na caza de seguros, conhece quem n^quclle assumpto teve a maior parte, em

e recorda o refferente a vantagem, que já tirou este Leal cuja prova de mais offerecc a Leitura dos ofíicios assim da

Senado na primeira sociedade, que pença ser demais de 7 Secretaria d* Estado do Excellentissimo Visconde d Anadia

a 8 mil patacas, e por consequência se o ser Accionista | expedido da Mafra em data dc 13 de Março dc1S07,como

* Oílicio ao Senado de 25 de Junho de 1811.


34 \ A ABELHA DA CHINA.

do Governador da índia, o Tenente General Francicso Anto- do refferente, que julga ser hum dos mayores, que tem feito

à esta Cidade, como reconhecerão os sensatos moradores


nio da Vetea Cabral em data de 9 d' Abril de 1806. E se o
D

manejo de hum só negocio fosse de attender, quanto mais antigos mais versados nos assumptos da Governança, e os

o será a expoziçaõ dos que o refferente poderá apontar, mesmos Extrangeiros, que tanto sofrerão em Cantaô por

assim com respeito á relaçaõ para com os Chinas, como cazos iguaes. Aqui hà nesta Meza quem testimunhou a

para com outros Extrangeiros nau só em ncgocios separa- maneira por que este negocio foi tratado, o qual desde as

11 horas danoute athé a madrugada do dia seguinte termi-


dos, mas em uniaõ de mais Naçoens. Os successos de 1808»

que naõ deixaraõ de aparecer em papeis públicos teriaõ nou, sem haver no Publico qualquer perturbaçaõ, nem a

tudo provado, mas permitta-se que ajunte ao menos a uzual de qualquer barulho popular, e sem ser o facto

Informação * da Secretaria d' Estado de Ultramar, e da oculto aos Mandarins, nem aos mesmos parentes, antes os

Guerra nas datas de 8 de Junho de 1814, communicada em Meyrinhos nisto entraraõ por ordem de seus Superiores, e

a
officio de 4 de Agosto do mesmo anno, por occaziaõ de exi- qucllc recebendo o corpo lhe dera enterro cm Campo l'u-

gencias Extrangeiras neste Local, cheio de rcstricçoens; pois blico, como vio o Concelheiro Manoel Pereira, e o Juiz Or-

que ahi se conhecera quem soltou dificuldade, quem salvou dinario Antonio Gularte da Silveira: E quem dirá, que

Macào: Este Senado, o Publico inteiro o ficou bem sabendo, disto mesmo se (az carga a refferente, como lhe accabaõ de

E naõ menor foi o anterior acontecimento do Navio Ame- contar. Mas isso naõ admira huma ves, que se vio, que so

ricano vindo do Japaõ Monte Verinon, que o CapitaÕ Boss para fazer mal ao reffirido morador se quiz espalhar vozes

no Discovery quiz aprezar, bastando ler os officios de Con- falças, como se qualquer, que fosse o rezultado naò pade-

de d* Anadia a este Senado, e a elle refferente datados de 1? cesse a terra inteira. Ab uno disee omnes.

d'Abril de 1809. E quanto aos Chinas lhe bastaria apontar Nem há só os Negocies de morte de Chinas, que recol-

oque El-Rey da em motivos no Decreto da primeira re- dar, há outros muitos de geral perturbaçaõ em que sem-

conducçaõ do refferente, e toda a correspondência de 1810, pre o refferente buscou conservar no seo manejo, o Decoro

pelo Excellentissimo Conde das Galveas assim ao Senado, Nacional, e a tranquilidade Publica— e a pontaria alem do»

como a elle refferente, que chama em prova, t Continuando factos já indicados, o da prizaõ do Padre Rodrigo no dia

a mesma lingoagem nos annos seguintes os differentes Minis- 5 de Janeiro de 1809, cujas Cartas Originaes ainda con-

tros, que se haviaõ succedendo athé a sahida de Sua Maoes- serva; o da pertençaò dos Mandarins do Destricto para a

extinçaõ d' Aldeia de S. Lazaro; o da prizaõ dos Aníkinis-


tade para Lisboa, a saber os Excellentissimos Conde de Barca,

tas Chinas em 1815, querendo entrar nas Cazas dos Mora-


Marquez d^guiar, em seos impedimentos Thomas Anto-

nio, e Conde dos Arcos, e bem assim os officios da Capital dores; o da pertençaõ do Mandarim da ( aza Branca em

da índia de tres Generaes, Francisco Antonio da Veiga Ca- querer vizitar os Navios a sua chegada em 1816 para ob-

star a
bral, Conde de Sarzedas, e Conde do Rio Pardo. Sendo entrada do Anfiaõ, o do anno passado por igual mo-

ta! a confiança nelle posta, que ainda conserva a carta tivo deste contrabando; que todos assustados buscavaõ

assignada por El-Rey na data de 22 de Mayo de 1813, pôr-se em segurança com a sua propriedade athé querendo

remettida a Sei lo volante em officio da Secretaria, do Io. reembarcalla. As noutes perdidas em conferencias com

de Junho do mesmo anno, cujo contexto pode athé certo os Mandarins; e o manejo havido para ganhar quictaçaõ

ponto ter-se como se fosse o de huma carta branca, n' publica sem de huma vez parâr o giro, em tempo de reali-

aquelle assumpto, ou commissaõ. Mas ainda hà dois cazos zaçoens para novas viagens, e pagamentos por estes Me-

de igual natureza, mui recentes, posto quede classedezastro- radores, digaõ-no elles, os mais imparciaes, e diga a Cidadaó

za, mas, no effeito omesmo para com os Chinas: Hum foi


Joaõ Jozé da Silva e Souza Interpetre da Cidade, que o

procedente de cazualidade de pôr hum Cavallo, em que


acompanhou desveladamente. E ainda apontaria outros

hia montando o criado de Jozé Maria de Siqueira a Pata muitos factos, de que há provas, mas que ora lhe naõ lem-

sobre hum China na rua de Santo Antonio, o qual apenas se brais; merecendo todavia expoziçaõ o da prezado Navio

entregou aos seos por persuazaõ delle refferente, logo fal- Inglez Arrabelles tomado pelo Corsário Americano, pelas

leceo, e nada da'hi rezultou em prejuizo da tranquilidade diversas partes, que entraraõ na disputa, a saber, o Agente,

publica. Outro foi mais sabido da morte accidental de hum e Officiaes de Marinha dos Estados Unidos, o Commandante

China no dia da Procissão de Senhora dos Remedios á Porta da Fragatta Ingleza Dóris, e os Mandarins Militares do Dis-

do morador Domingos Pio Marques, que naõ faltaraõ espí- tricto: hè prova o que se collige de Officio da Secretaria

ritos protervos quizessem recontar diverso modo só para d' Estado a tal respeito, e differentes Assentos deste Senado.

assim encommodar este morador, e negarem os serviços E naõ menos recordaçaõ merece quanto a negocios Extran-

* Memnozine Luzitano. f Gazeta do Rio de Janeiro No. 2 de 25 de Fevereiro de 1811, Meninozine Luzitano.
A ABELHA D A C H I N A. 35

elle dirá, se na8 foi tendo em Propriedade, dinheiros, Pré-


sreiros o tracto coni o Governo de Manilla para obter a

restituiçaõ do valor do Navio Santo Antonio com parte de dios, e valor de Navios, eo mesmo diráb a muitos outros

Moradores. Seria melhor que a Caixa Publica estivesse


sua carga, aprezado pelo Corsário, a ^ ictoria, em que

tab cheya, como se dezeja, mas nab havendo livre arbítrio


houve a vantagem de receber esta Praça mais 100 mil pa-
4l,

da parte dos Administradores Subalternos na sua diminui"


taças com que nao contava, na quclla desgraçada época

çaõ, ou sahida como pode haver imputaçaõ! Entre tanto


de 1808. E se para isto concorreo o rcíferente o sabe a

os pagamentos da Tropa andaõ em dia, e dos filhos da Folha


Terra inteira; e o provaõ os assentos deste Senado, que

Civil, e Eccleziastica, quazi sempre recebem adiantado,


chame era prova com os Officios de 29 de Outubro de 1812,

e quando algum dos filhos fique em debito hé de adiantado


16 de Junho de 1814, e 9 de Abril de 1805 a tal respeito.

por vencido. Nem pode haver qualquer escrúpulo na boa


Nab pararia ainda aqui a serie de recordaçoens, aqueo

Administraçaõ da Fazenda, por que nenhuma despeza hé


assumpto encaminha, mas temendo jà disgosto em dar

feita sem Ordens Supperiores, que authoriza, e estas de-

que ouvir mais aos Vogaes desta Meza, a penas dezeja elle

pendendo na sua execução, dos acordaous deste Senado,

refferente, que se lhe deixar fazer a seguinte reflexão para

que annualmente envia Extractos à Secretaria d* Estado,

conhecer, se estado actual da Praça hé de prosperidade

e à Junta da Capital, donde nada vem dezaprovado, claro

retrograda, como indicaõ esses opinantes, ou se progressiva»


O
fica quanto pode ser injusta a recriminaçaõ contra os mes-

como conhecem todos a fora aquelles. Antigamente o Com-

mos Administradores, em cujo numero entra o refferente

mercio, e navegaçab de Macao nao podia independer dos

quem chama em prova da legalidade das despezas, e sua

mútuos celebrados por este Senado, com as sobras de suas

justeza o que já refferio na SessaÕ de 31 de Dezembro de

despezas annuacs para fazer o seo costeio, e parte de nego-

1817, mas huma nova reflexão provará se há desleixo

ciaçoens. Entaõ os Navios, segundo os arquiamentos,

seja quanto à dividas activas, seja quanto a despezas. Em

e avaliaçaõ, que há no arquivo deste Senado, nab tenha

1797 Sua Magestade Dêo a Macáo hum Perdão por 327

mais valor, que o de 10, 20, 30 mil patacas, nem a sua car-

contos de reis de dividas contrahidas em tempo de outros

ga passava de custo mediano. Agora nada se da a risco

Administradores, de cuja rectidão nab há duvida, e por tan-

por esta Administraçaõ; os Navios fazem as suas viagens,

to quando agora possab apparecer 10 ou 20 mil Taeis de

costiando-se com os dinheiros de seus Proprietários, tem


riscos naõ pagos por moradores, que fizeraõ serviços à

mayor valor, por que sao de custo de 30, a 40, 50, e 80


Naçaõ, e ao Estado, e com quem se guarda a consideraçaó

mil patacas, e nao há hum só deste ultimo preço, como


ordenadas por ProvizaÕ Regia para commodas soluçoens,

saõ, Carmo, Rey, e Conde do Rio-Pardo; hé de maior im-


naõ alheyos do actual systema seguido pelo Soberano Con-

portância a Carga, que elles transportaõ ; por que o Anfiao*


gresso, que assim o facilita: qual divida será mayor, aquel-

que vali ia de 500 a 1000 patacas está hoje a cima de 2,500


la em poucos annos, ou esta no dicurso de 20 em concor-

patacas, logo naõ vai nem o Commercio, nem a navegaçab


rencia com o refferente ? E quanto as despezas, qual pro-

para menos : mais os Prédios ou Cazas nobres muitas ven-


vará mais em favor do estado da Caixa? Ter rendimento

didas no tempo delle refferente em Leilão Publico abaixo annual para fazer huma despeza, que nab baixa de 100 mil

preço, valendo apenas de 6, 8, 10 mil patacas, hoje contem- patacas por anno, coin alguma sobra, que existiria se naõ

se as que existem de novo edeficadas, entrando tres feitas fosse para fora, ou hum rendimento de 40 a 50 mil como

cm seo tempo pelo Morador Payva, do valor de 12, e 20 dantes tinha para fazer alguma maior despeza!

mil patacas, e assim outras muitas todas mobiliadas, como Agora examine-se aqui se perdeo era Navios naufragados,

se vê com tal differença de tempo anterior, como do dia e aprezados, e o que se tem dado em soccorro da Corte,

à noute.—Se tres a quatro iaõ à Beugalla, em seus Navios da Capital da índia, e das Ilhas de Timor.-As percas mos-

fazer ali o Commercio, hoje a vista dos Manifestos de en- tra a Certidaõ do Escrivaõ desta Meza, dada ao Illustrissi-

trada se verá quantos vaõ, ou ao menos quanto dinheiro mo Governo, que anda por Taeis 120,659, e despeza fora

desta Cidade anda neste importante giro, que vale milho- de Macáo desde 1314, por 117,674 Taeis: Ora se naõ aquel-

ens: e entaô deixarab taes circunstancias em duvida de la, ao menos esta quantia, naõ fosse despendida, naò teria

que o estado hé de prosperidade progressiva? Sirva de hoje a Caixa pelo seo uzual giro asima de 200,000 Taeis ?

prova a certidaõ, que tirou o Morador Payva dos Direitos Isto, sem fallar nas despezas da Primeira Deputaçaõ com

por elle pagos à Alfandega, e a hi se encontrará, que pagan- o Navio Ullisses à Corte do Rio de Janeiro levado asima

do no começo do seu estabelecimento Commercial aqui, de 27 contos de Reys, a que unido à despeza annual de 100

apenas da primeira vez 600 taeis, foi progredindo athé pa- mil patacas faz asombrar, como se possa ter verificado, sem

gar de 4 a 6 contos de Rs. pela módica a valiacaõ, em que qualquer tributo, antes com alivio das cizas, que se man-

está o AnfiaÕ, e o mesmo progresso, que foi tendo no pa- davaõ pagar, e de que o refferente alcançou isençaõ (Carta

gamento de Direitos como Proprietário, e como Agente, Regia de 22 de Julho, e OflBcio de 25 de 1814) nem outro
36 A ABELHA I)A CHINA.

imposto que o dos Direitos na Alfandega, e estes só para valor, e o desinteresse dos Iinmortaes Cabreiras, Sepuivcdas,

S
os que fazem o Commcrcio exterior, e ainda hécom de- ' Luiz, Silveiras &a. nos restitui», se erigirão aleivosamente

ducçaõ sobre tad módicaavaliaçaS, que, pela em que está em nossos Tutores? Quem os authorisou para substituir os

posto o AnfiaS, devendo pagar.se 6 por cento do Regimen- | seusClubs aos Concelhos, que por Ordens Regias, ainda em

vigor, devem ser convocados sempre que o Senado tem a tra-

to para todos os géneros, se paga meyo por cento.

tar d* objectos extraordinários, que aflectaõ o todo? Sejaó

Hé nisto que cumpre naó deixar-nos fascinar; pois que

já, e sem perda de tempo, solemnemente declarados nullos

a ideya de reformar sem authorisaçaò, c a de lastimar o

por hum Concelho geral os nullos poderes dados ao Deputado

estado da Caixa pode daixar a duvida se afim será para

do egoísmo, e da cabala.

que as avaliaçoens se naô reformem, e se restitua ao The-


Autant qu'il faut de soins, d' egard et de prudence

souro Nacional, o que injustamente se-lhe está tirando,


Pour ne pas diffamer 1' honneur, et V innocence;

e sobre hum género Extrangeiro, naó gasto por Consum-


Autant il faut d' ardeur d' inílexibilite,

midores Nacionaes, e de comprometimento para com o Gresset


Pour deferer un traitre á la Socièté.

Governo.
Este hé, e será o meu voto. Entre tanto, rogo, que elle

Mas se esta AdministraçaÓ naó tivesse prestado nquellcs


seja inserido na sua folha. Sou Senhor Redactor,

soccorros teria merecido tau honrosas dcclaraçoens da


Muito seu aflectuoso admirador.

parte de hum Soberano, de cuja Paterna! Regência marca O IMPARCIAL.

a sua maior renomeaçaó ? Seria oífender as boas intençoens

Senhor Redactor.

destes vogaes, e dos Cidadaons sensatos, se puzesse em


Nade cantada Sessão de 28 de Junho publicada na sua

duvida a sua considcraçaó pela Cauza Publica; e por isso


44
Abelha N°. 8 a pag. 30 onde dis O Morador Francisco Jozc

tornando a extença referencia, a que hé forçado, teria que


de Paiva,"' Li com bastante disgosto as seguintes palavras —

recordar quanto tem padecido, e feito padecer «a sua Cata


" para o continuarem a ter ligado na reunião formada, pelo

por querer dar às rclaçoens Commerciaes dc Macáo a es-


auctor da opinião de II de Fevereiro deste anuo," isto hè falso

tençaó de que hé susceptível, pelas maravilhozas circuns- I ou 0 rejfefente se informou mal, ou hé a leivozia deile mesmo

tancias do seo Local, c apoiar as ncgociaçoens de oulras rcfTcrente (o que naó custará a crer); " na reprezentaçaô à

Praças, que aqui teriaó accahado, em geral prejuiso: se cerca, da qual, testemunhas de caracter lhe ouviraò antesdizer,

a serie dc taô consideráveis prestaçoens, posto que volunta- haver sido sorprendido na quella primeira assignatura, que

rias da parte dos interessados, naó fosse conhecida dc todos, assustado tem repetido. r

Eu sou hum dos reprezentantes, e ignorei sempre semelhante


e do mesmo Ministério, a quem naó hé ignorado, que desde

coaeçaõ se a ouve, espero todavia, que o dito morador Paiva

aqui naô se tem esquecido o reíferente, poslo que fraco


• . i
respondendo á esta na sua primeira Abelha, que se seguir,

Orgaô, para taô grande Edifício, nem de promover novas

declare quem o sorprendeo, como diz o referente, para naô

relaçoens de commercio Extrangeiro, nem de fomentar o


ficarem manchados 36 homens, que tantos saõ os assignante;

milhoramento de todas as Posscssocns Nacionaes à quem do . _ . <r . . . . -


1
da reprezentaçaô de que o refTercnte trata, em os quaes entrao

Cabo, nab deixando de interessar às Praças, que alem ficai), endeviduos dc rcco„hccida probidade.

promovendo em humas as culturas de plantas vantajozas,


Se o refferente diccssc, que seduzirão este morador para

como para a Ilha dc Corpo Santo ; a papoula para o Aníiaô assignar o contrario, custaria menos a crer : á annos passados

(Officios do primeiro dc Junho dc 1813, de 18 dc Junho hum anciaõ morador, apaniguado do referente, mendigando

de 1811, ede 28, e 29 de Fevereiro de 1816.) como para assignaturas para a recondução deste, naô deixou dc impor-

o Brazil a de Chá, e mais de 300 Chinas trabalhadores tunar a alguns sugeitos, que assignaraõ, naó, por assi.no en-

a sua própria custa, entre os quaes foraó carpinteiros tenderem; mas por que conhecendo a venalidade da antiga

para o Arcenal. (Officios de 3, e de 18 de Junho de 1811) | Oortc, sabiaô que semelhantes requiziçoens naô passavaò de

simpleces formalidade, e que o Uagclo naó só continuaria;


(Continuar-se-ha.)

mas que augmentaria mais e mais: principalmente aos que

CORRESPONDÊNCIA. recuzassem firmar tacs papeis. Só nós que temos prezen-

Senhor Redactor. ciado estas, e outras semelhantes farças o poderemos crer.

Estremecerá o mundo; saltará fóra dos seus eixos, e abis- Rogo pois ao Senhor Redactor que naó só queira admittir

mar-ae-há outra vez no inconccptivcl nada d' onde sahio. esta na sua primeira Abelha; mas que emende qualquer erro

A palavra de Dcos liade verificar-se à risca. Niiiil oper- que encontrar aqui, pois o pouco conhecimento que tenho da

tum quoo non scietur.= Que diraó agora os aocioens, os Lingua Portuguez» mos naó deixai) conhecer: no entanto

Patres conscripti, que cassando temerária, e saerilegamen- Seu effectivo Leitor.


permita-me ser

te a cmancipaçaó politica, a que o patriotismo heroico, o Macáo 2 de Novembro de 1822. Hum dos Reprezentantes.

AVIZO. Sábbado 9 de Corrente se concluirá a venda do Brigue S. Pedro de 2500 picos de Lote, cujo casco hé feito de

Carvalho, e cujo inventario se pode verem ca 2a do Escrivão da Ouvidoria.

NA TYPOUKAEHIA DO GOVERNO.
A

A E H A
L

DA

H N A

QUINTA FEIRA, 14 de Novembro. 1822.


N°. X.

" HOC TÉMPORE

OBSEQUltTM AMICOS, VERITAS ODtUM PAftlT. TERENTIUS.

A final declara que tao longe está de querer per si sò


MACAO.

aquelia Administração, que desde mais tempo tem constan-


(Continuação da mesma Sessão de 28 de Junho de 1822.)

temente pedido ao Ministério* que ella passasse em totalida-


Agora quanto a particulares Administraçoens, quelhé estaS

de para este Senado, a onde ha mais conhecimento das cir-


, Cargo, satisfará á qualquer interessado com documentos»

cunstancias dos tomadores, aquém hè forçozo dar o dinhei-


>or onde mostrará, particularmente fallando do Cofre dos

ro a juro para ter alimentos* que dar aos Orfaons; ali


)rfaons, que desde que tomou a primeira vez posse da

estatf as provas, e ultimamente melhor o incarece, %o piano


)uvidoria em 1803, tem recebido os que ali tem titulos
n

offerecido a este Senado para acompanhar a incicaçaò do


inaSpiquena somma de 108 mil taeis entre alimentos, e

Vereador Silveira à cerca do Estabelecimento para a educa-


egitimas, a que se naõ tem faltado aos que se cazaraS

ção de meninas: qnem assim se conduz parece m; is querer


lesde aquelia época athé agora; sendo o estado do Cofre

o bem publico, que o particular. Mas se tudo naõ basta


io referido anuo de 1803 de 51,446 taeis, havendo hoje

em prova naõ sò de seu dizinteresse, e particular situaçatt


omente titulos por 35 mil de novas entradas tudo em gyro

de fortuna, em que poderia dizer a sua mulher, e filhos o


ora a uzual, e correspondentes seguranças, sem que em

que a sua Mai disse Francisco primeiro, e tal vez sem


odo este intervallo, e para fazer o pagamento por aquelia

total falta de analogia, ao menos pelo momento, posto que


;rande somma tenha sido executado hum so Ȓvedor (con-

11
em diversas circunstancias, Madame, tout est perdu, hors
lucta igual na arrecadaçaõ da faze da) a pezar, que os hà

Fhoneur," mas também de seu disvcllo, e esforços pelo


norosos, e athé do tempo do Conselheiro Lazaro da Silva

Fereira. Esc algum hà, que separado daquella Adminis- [ melhoramento desta Cidade; em Commercio, buscando-lhe

raçaô Ordinária se cuide naõ satisfeito adoptando os meyos novas, e mais extrnças relaçoens Nacionaes, e Estrangeiras*

evaes. será attendido, e se provará, que tem recebido e com favorecimento, c izençoens sò próprias de taô Pater*

quantias correspondentes aparte, que be cabeate, e liqui- nal Soberano (Perdaõ total dos direitos sobre a carga, o Na-

jada, naõ sendo de exl ranhar, antes de louvar, que na vio S. Miguel no Rio de Janeiro; á do Ullisses na Babia; a

sutrega de bens, e principalmente em Macao, a onde tudo da Maria, Luz, Luconia, e outra vez Ullisses, por meios

bé precário, e consistente em bens moveis, ou dinheiros, direitos, a fora o Navio Rei, posto que, nas anteriores

que se somraem, como hà em exemplos em grandes Cazas circunstancias da Carta Regia declaratória de 2 de Junho

ia antiguidade, cujos descendentes apenas hoje saS conhe- de 1810); era navegaçaõ, promovendo-lhe assim a extençaõ

de
eidos; se haja o Juizo cora a preciza attençaS, o que naS | ™8ens a0
» Votio
* do Brazil
' e da Euro
Pa> e Az,a

... . i r ... . Nacional, e Extrangeira, que a terem contiuuado para

hé faltar, hé, e sim querer, que a subsistência das famílias te- saciou*., c h > H r

. , . Lisboa, ou para o Rio ; nos termos de ultimas propostas em

nhaduraça*. E sem »r longe, ha em nossos-dias prova desta r

verdade era dua. Irmãs, das quaes huraa que cazou, e data de 6 de Agosto de J820, naõ teria ali o Pai de fara,lias,

recebeu seo marido a legitima, ficou logo sem nada; e outra que comprar aos de lá, v. gr. hum arraiei de Chà de 6 a 8

a quem pela qualidade de marido, na5 ponde ser feita a tosloens, podendo comprallo aos de cápor 4,e 5, poupando-

entrega, tem recebido por 5 mil, 11 mil patacas, e ainda lhe se a Naçaõ o maior costeio dos Vazos, e o mais alto preço

restai as 5 mil. E quanto mais exemplos se poderia© I das fazendas, consequência da sua appariçaõ aqui, a onde

apontar, mas far-se-ha sendo necessário. só aproveita» os Chinas, em prejuízo estes accrescimos,
38 A ABELHA DA CHINA.

da realizaçaõ posterior em Portugal, ou em Portos Extran- mos colher de graças taõ generozas, e verdadeiramente

geiros, aonde tem a concorrer com especuladores de menor Reaes, sejab sim sinceros os opinantes, e confessem, que l é

costeio, como tantas vezes tem o referente exposto athé menos por eífeito de remedios promptos, e efficazes, que

para diminuir, ou na® fazer ta® sensível a sahida de nume- por omissa®, e por egoísmo, ou negligencia própria. Bonum

rário, buscando á grande auge, contra os interesses do gyro mihi, quia humiliasti me, ut discam justificationes tua*.

interno, mais proveitar j mas cuidando nos me)os de fazer Psalm, cxviíi. 71.

melhores Pilotos, vendo-se ainda que, dous somente (hum E mais accrescentou o dito Conselheiro Miguel de
O

arrastado na assignatura da reprezentaça® de 11 de Feve- Arriaga, que elle deixa de fallar da forma por que tem

reiro deste anno) com exames, e approvaçaõ na Academia administrado Justiça, durante a sua longa rezidencia aqui;

de Lisboa; e em civilizaça®, dantes nab havida, promo- por na® ser para aqui, alem de -sabido quanto ao Civil,

vendo as luzes, e estudos seo verdadeiro metro (là esta® 5


conhecendo a falta de letrados, e odio rezullante da conti-

Alumnos na universidade de Coimbra, a fora os que se nuação de demandas só busca, por officios da hospitalidade

acha® em Collegios particulares em Lisboa) sendo em seo


á sua recommendaça®, como Magistrado, os meios de com-

tempo, que mais tem progredido a educaça®, que aqui de


poziçoens entre as partes, querendo antes, que ellas o tenha®

própria vontade facilitas os zellozos congregados de S.


por moroso, em tanto quanto cabente com o seu dever#

Vicente de Paulo, no Collegio de S. Jozé, aonde se contaò


que fautor de demandas e custas, que nunca recebeo, ser-

mais de 50 educandos, e aonde convinha formar o geral dos


vindo-lhe de consolaça®, que dos aggravos, e appellaçoenc

estudos, em que tanto cuida o Soberano Congresso. Final-


interpostos de seus despachos para a relaçaõ de districto,

mente repete o referente, que se quanto tem recontado, raros tem sido os provimentos contra seu julgado; e quanto

e poderia accrescentar, quando tivesse guardado na referen-


ao crime elle deixa, que o carcereiro da Cadeya desta Ci-

cia huma serie chronologica, na® pode servir a justificar


dade diga, quantos prezos ali tem entrado de sua ordem,

a sua conducta publica ; sirva-lhe ao menos de consolaça®,


e se passaõ annos sem que se verifique huma prizaS; e o

e gloria de ter servido esta Cidade, e de se haver sacrificado


Livro das querelas mostrará, que nem huma se effectuo*

por hum publico, a bera do qual, confirma da melhor von- nesta vintena de annos; e quanto a sua inspecça® nas Ad-

tade quanto já disse neste Leal Senado, quando segurou ministraçoens dos Corpos de maô morta, diga® os confrade*,

á face do Conselho, que o escutava, que se para o bem do


se tem sentido qualquer violencra, nem mesmo outra

Paiz, se fazia necessário a sua separaça®, nada se hesitasse; ingerência nas distribuiçoens, e despezas a seu cargo, que

por que o que somente dezeja hé evitar conflictos sempre as recommendaçoens ordenadas no primeiro cazo ; e no

segundo, ensinuar a vantagem de evitallas em festas sump-


dezagradaveis, e com rezultas, que se naõ conhecem, se

tuozas, que aqui torna® os gastos sò a proveito dos Chinas,


naõ depois do dezarranjo da maquina, que nao volta a seos

0
para chamallos a proveito de mezadas mensaes em favor
eixos com a mesma facilidade com que delia sahe; pedindo

das familias decentes, e pobres dos mesmos confrades; o que


por ultimo à este Senado lhé receba por accessoria decla-

melhor se verá na Mizericordia, por cuja repartiça® assiraa


ração de suas particulares circunstancias, a que fez Chilra

de 300. pessoas recebem mensalmente mezadas de arroz.


apendix da sua falia pela AclamaçaS de Sua Magestade,

Foi quanto disse o refferido Conselheiro Miguel de Arriaga,


a qual, posto que feita em frazeologia própria d'aquelle

e se fechou a Sessa® em que assignara® todos. Ozoric,


tempo, offerece à este Senado, por contar factos em que se

Arriaga, Silveira, Vasconcellos, Pereira, Lemos, Coimbra


mostra, que assim coino os sentimentos de verdadeira leal-

dade saô igualmente de encontrar nas sumptuozas Cortes,

que nos mais remotos, e menos opulentos estabelecimen- 28 de Junho de 1822.

tos, assim também hé do caracter dos Grandes Reys, que


Carta do Leal Senado ao Coronel Aquino em que

somente sabem avaliar o amor dos povos, nab distinguir


o encarrega da nova Commissaõ especificada na dita Carta.

lugares para fazer certo o seo reconhecimento, tornando

lllustrissimo Senhor Jozé d* Aquino Guimaraens e

ali Macào, este remoto canto do Mundo Luzitano, como

Freitas.=»Pelos motivos expendidos nos termos constan-

hum exemplo destas verdades politicas, assim pelo que por


tes da Certidão letra A, levados ao conhecimento do Ex-

esta Governança tem sido feito a favor da Naça®, e do


cellentissimo Ministro d* Estado do Ultramar, terá V. Senho-

Estado, corao de que El-Rey tem prodigalizado a bera


riaem que obrigar a consideração deste Leal Senado, quando

dos habitantes deste grande estabelecimento coraracrcial,


se preste com a intelligencia, que motivou a sua escolha, a

tanto irapreDso na sua Real Memoria, quanto digno de


pór em pratica, o que ali se rcsolveo, eque terá occasiao

o ser. E se incidentes inevitáveis na Ordem do Mundo,


de observar na® ter outro fim, que a justificação da con-

on arbitrários procedimentos da parte de alguns Agentes,


ducta desta Governança, que no único caso, em que elia

nos tem feito perder alguns daquelles fructos, que poderia^


por cauza das cabaias ali indicadas, possa sei manchada,
ABELHA DA CHINA.
39

ou haja de apparecer por hum momento em equivoco a me mostrou o quanto elle era meo inimigo declarado (como

unanimidade de seus sentimentos, e acrisolada fidelidade ao hé publico nesta Cidade) quando devia ser meo amigo: pois

novo System a Constitucional, de que tanto se espera; dese- se se lembràsse de que eu nunca o incommodei, e sempre o

servi em tudo quanto me occupou (o que posso mostrar por


jando taò somente que as particulares circunstancias deste

documentos, huns assignados por seu proprio punho, e outros


Paiz mereçaò accommodadas Providencias, porque sem esta

por alguns seos apaniguados) com bastante prejuiso meo;


combinação, tudo será compromettimento ; como Vossa

estou certo, que deixaria de empecer-me, e de ser o meo


Senhoria naò ignora, e se mostra separadamente em nova>

maior inimigo. ^ ~xíf 'j jíiníis e r; *


e
opportuna occaziaò.

ííé falso porem o dizer, que eu fôra sorprendido para


Na relaçaò de baixo da Letra B, vaô as analyses a que

assignar a dita representação, e que ao depois me arrependèra.

tem de recorrer para melhor cumprir esta nova conimis-

Eu creio, Senhor Redactor, que naõ haverá pessoa alguma

saò, que este Leal Senado lhé encarrega, e era que espera

de Caracter, ou sem elle (à excepção de algum Carcunda)

da sua parte a mais efficaz cooperaçaô, a fim de que sejaò

que possa asseverar isto com verdade, e menos justificar-se,

conhecidos de todaaNaçaô os fieis sentimentos de hum

provando o meo arrependimento neste ponto. Obrar huma

Senado, que tanto se esmera em conservar o titulo, que


acçaó boa, e em utilidade do Publico naò pode ser objecto de

seus assignalados serviços lhe obtiveraõ. Deo9 Guarde a

arrependimento; ora sendo isto huma verdade innegavel, como

Vossa Senhoria muitos annos. Macào em Meza de Vereação


poderá haver quem assevére, que eu me arrependera de ter

28 de Junho de 1822. Eu Carlos Joze Pereira, Caval-


assignado a tal reprezentaçaô? . . . Quem naò sabe, que o ho-

leiro Professo na Ordem de Christo, Alferes Mor, Escrivão


mem, que hé insensível aos males públicos, que occasióna huma

da Camara, e Fazenda, que a fiz escrever e sobscrevi.


má Administração, hé hum máo Cidadaõ?. . . Ora quereria eu

Francisco Antonio Pereira da Silveira, Antonio Joze Gon- este epitheto ?. . . Certamente naò. Logo hé falso odiser-se,

çalves Pereira, Antonio Joze de Vasconcellos, Antonio Gu- que eu me arrependi, e que assustado o tenho repetido.

larte da Silveira, Bernardo Gomes de Lemos, Felix Vicente Continua o mesmo Conselheiro, „ Quanto a Donativos, se o

morador Payva deo mil patacas, tal ves que na proporção de


Coimbra. Documentos referidos nó Officio supra.

seos teres naò seja mais, que seis centos taeis, ou a terceira
Letra, A Sessaõ de 9 de Março

Dita de 25 de Junho de 1822. parte do ordenado, que deo o referente para animar esse

Dita de 26 de Junho
mesmo Donativo."

A copia do Officio de 10 d' Abril de 1822, que o Leal


A isto digo eu, se elle Ministro julga dos moos teres pelo

Senado escreveo ao Excellentissimo Ministro de


negocio, que tenho feito cm Macao; quanto naò deve o Publi-

Repartição de Ultramar.

co também julgar dos teres delle Ministro !!!... O meo gyro


Letra B, Analises das opinioens dos Cidadaons Francisco

commcrcial tem sido de duzentas, e cincoenta, a tresentas mil


Jozé de Payva, Paulo Vicente Bello, Jozè de

Almeida Carvalho e Silva, e Joaó Nepomoceno patacas; ora pode isto comparar-se com a Somma de tres a

Maher, (Naõ ficaraò registadas.)


quatro milhoens de patacas, com que, o Publico dis que elle

Reprezentaçaô dos 36 assignados, e seo Despacho.


Ministro negociava, e em cujo trafico deixará (segundo o mes-

Sessaô de 28 de Junho de 1822.


mo Publico) muitos dos seos Credores em huma total ruina ? . .

Se o referente pois julga do Donativo das mil patacas à pro-

CORRESPONDÊNCIA.

porção do empréstimo, que fis (e elle Ministro sabe àquem)

Senhor Redactor da Abelha de China.

do qual ainda se me devem cinco, ou seis mil patacas, pouco

Lendo a sua Abelha No. 8, observei: que o Conselheiro

máÍ9, ou menos ; neste caso convenho, em que o meo Donativo

Arriaga aproveitando-se da cazualidade de haverem passado

naò foi proporcionado.

por seo assignado, na qualidade de Juiz de índia, e Mina,

Os meos afazeres naò me permittem responder em separado

differentes documentos, proferira na Sessaõ de 28 de Junho

Ji sua Abelha No. 9. Basta repetir-lhe, que hé falso o que o

do prezente anno o seguinte, " Hé vóz constante dizer este

Arriaga disse; por que naó houve coacçaò, nem haverá. As-

morador (Francisco Jozé de Paiva) se vai justificar ante o

signei livremente, e para isso somente me instigou o interesse

ministério da accuzaçaõ, que lhe fizeraõ crer, havia contra elle

do bem publico. Hé o que se me ofierece diser sobre seme-

da parte desta Governança, para o continuarem a ter ligado

lhante assumpto, e somente accressento que.

na reuniaò formada pelo author da opiniaó de 11 de Fevereiro

C' est prendre asses bien ses mesures,


deste anno, na representação a cerca d^ qual, testemunhas

De venir conter ses raisons

de caracter lhe ouvirão antes


haver sido sor prendido
Aprés avoir fait des injures. M.me Deshoulieres.

na'quella primeira assignatura, que assustado tem repetido." FRANCISCO JOZE DE PAYVA.

Hé verdade, que eu mandei tirar certos documentos, naõ


Senhor Redactor.

por me capacitar, que a Governança desta Cidade fizesse a me- Os seus correspondentes naõ contentes de omittir seu nome,

nor accu7açaô contra mim, por que naò tinha causas, nem mo- escrevem de tal modo que naô podem bem entender-se. Naõ

tivos para isso; mas sim por que a experiençia de hua vin- seria melhor que o Senhor Imparcial ou declara-se logo quem

tena de annos, que o Senhor referente esteve no Governo, | hé o Deputado em que fala ou recluzo no seo claustro rezasse
40 á ABELHA DA CHINA

no seu breviário o officio (o que melhor seria) e que cumprindo querermos pas

deixasse sar perante os Leitores sensatos, quer naturaes, quer Estrangei-»

só a de Numero VII, da alguma idea de ser o Coronel Jo2e de | roB cotlj0 periodista de boa boca, «que encaixa na Abelha m

Aquino; mas este foi nomeado pelo Senhor Governador para I troxo, e moxo quanto rabiscaò pennas plagiarias, e mal apara-

ir a Corte felicitar a Sua Magestade e ao Soberano Congresso; I das, e para que os mesmos tirando a esta Cidade o nome de Ma-

c nat) 0
ora o Senhor Governador podia mandar hum Deputado à Corte I ^° de Pedantopoli. Para que chama De-

a custa da caixa Nacional, ainda quando ella naó estivesse Putado ° ScDhor Im
Parcia* a
hum portador de cartas do Sena-

como dizem, taõ alcançada? Omesmo Senado poderia confirmar do, ou de quem quer que seja. que lhas entregou Ignora

cas0 í
esta nomeaçaó sem preceder huma ElleiçaÕ mesmo quando ; llie es
*a C^ade naó está na í athegoria de mm dar

Macao estivesse nas circunstancias de Deputar? Diga-met I Deputado às Cortes (que hè de que se trata) per naó ter o

numero de aJma9
Senhor Redactor, estas deliberaçoens saõ Constitucionaes ? ' 1ue'8e fa
" mister ?
Chamàra-lhe pois Pro-

curador
Que juízo faraó os curiozos, que tiverem lidoas suas Abelhas ' Sollicitador, PorUdor, e o mais que acabar emir;

ma9
naõ as vendo analyzadas? Apare, Senhor, apare a sua penna »aô Ihe dera 0
honorifico epitheto de deputado. O failar

Satisfaça ao que prometteo na sua primeira Abelha, instrua, com propriedade he huma virtude. Outro deffeito mui essen-

este povo pois o preciza mais que nenhum: 6e elle se portou ciai, que achamos na sua carta, he a falta de união entre as

8
com a energia, que vossa merce diz naõ estando inda instruído uas partes, o que Horácio tanto reprehende, bem como a da

acerca dos deveres, e dos seos direitos, que fará este mesmo relaçaõ entre as ideas, que amontoou. Principia o Senhor

povo quando os naô ignore ? Senhor Redactor, acabamos de Imparcial por hum cabeçalho estrondoso, e brilhante de mun-

dos, eixos, abismos, e nadas; que se no9 figurou hum Gassendo,


huma vez; se nao tem prez ente factos para contrariar aquellas

fastidiozas Sessoens, tenha a curiozidade de consultar Beale, I hum Descartes, ou outro Newton, e nos fez estremecer quando

o lemos, tento que dissemos com-nosco; on a maquina do


Barretto, Braga, &a. &a. &a. os agentes da administração do

mundo se esburralha, e dissolve neste anno, ou este homem


tabaco, todos os que tem servido na Governança e finalmente

achou a quadratura do circulo por quem trabalha inutilmente


o Escrivaô da Camara, querendo, pode ministrar-lhe matéria

há ja para sima de dois mil annos a Geometria mais sublime^


vastíssima. Seu Attento Observador»

Mais: remontou-se do mundo ao Céo, foi buscar a authoridade


O Amigo da Verdade.

Divina, o verbum Dei, a Escriptura Santa.

Saiba o Senhor Imparcial, cuja carta lhe copiamos em o


Quid dignnm tanto feret hic promissor hiatu?

nosso No. anterior só para amostrar a nossa Imparcialidade,


A Serra Urrando está para parir

que naõ he bom tornar pelo vêso. Se quer navegar o seu en-
Ratinho nascera, que faça rir.

genho pelo már da Literatura, ou campear de escriptor, puxe


Acaba por hum soldado, que o Governador mandou a Lisboa.

pelos cordoens à bolça, e tire quer em oiro, quer em prata


Acarréta as palavras de Jesus Christo para prova, de que se

q jaes quer 300 patacas, com que sôlva a custagem da prensa; descubrio agora em comprimento do oráculo divino, o que todo

porque assim fás muita gente boa, e assim lho ordena aquelle, j o mundo sabia jà antes delle partir : naõ attentou pelo que or-

que disse- dena hum CONSELHO GERAL, que hè o Tridentino na SessaÕ

Quarta, à cerca das applicaçoês temerárias da escriptura a ma-


Amaro da lage naò sejas marralheiro

térias profanas, nem taô pouco atinou com a expoziçaõ dos


Puxa pela bolça, paga ao barqueiro.

interpretes a este lugar. Item viciou a bellissima Antithese,

Porem como estimará haver em miúdos as rasoens, por que


ou contrapoziçaõ, que se dá nas ideas da sentença, de que

lhe damos este concelho: ex-aquialgumas. A nossa Abelha


uzou o Salvador, como se pode ver em S. Matheos Cap. x.

lié Gazeta do Governo redigida com as únicas vistas de emea-


26; Nihil opertum, quod non revelabitur; et occultum quod

ininhar o espirito publico à felicidade commum, para que nada


non scietur; o mesmo em S. Marcos, iv; em S. Lucas, viu,

concorre, a hosbo entender, a publicaçnõ de semelhantes escri-


e xii. &a.

ptos. E se naò diga da boa fé, Senhor Tmparcial, que utilidade


Outro sim, se tivéssemos a certeza de que o Senhor Imparcial

liá de remexer, e inquietar toda esta Cidade com o Conselho


era filosofo, lhe censurariamo| no rigor logico esta expressão—

Geral, que nos inculca na sua Rapsódia ? Dirá outra ves, que
inconceptivel nada—de que lançou maõ.

hé para declarar nullos, os nullos poderes dados ao Deputado,


Semelhante genero de escrever, Senhor Imparcial, se com-

&a. risum teneatis amici ? Com quejunte-se huma Cidade


para com rasa6 à labareda do fogo na palha, que logo descabe,

inteira para diffinir, que o nada hé nada, que nullos hé nullos.


e para em fumo, que cheira màl. Isto por hora lhe ba9te,

Está boa a peta. De três hé huma, ou o Senhor Imparcial hé


para que saiba, que nos naõ somos daquelles lisongeiros, de

muito ocioso, ou ama a divisaõzinha ou entaó quer faser quem se queixava hum grande génio do tempo de Augusto,

alardo de 6eus discursos affiuentes; sobcarregados de palavras por diserem em pontos de censura=Cur ego amicum oflendam

campanudas, como aquellas, com que amofina os nossos ouvi- in nilgis ? O Redactor.

ADVERTÊNCIA. Hoje mesmo acabamos de receber, noticias circunstanciadas do grande incêndio havido em Quang-

tong, que hum sábio, e curioso amigo nos communicou ; as quaes copiaremos na nossa Abelha seguinte, por que a brevidade

do tempo, nos naõ permitte transcrevelas na presente folha.

AV1ZO. O Vigário nomeado para a Igreja Parrochial de Malaca faz saber ao Publico ,que elle pertende (com Licença do

■eo Prelado) vender vários moveis, trastes, Livros, &a. Toda e qualquer pessoa, que os quizer comprar, pode dirigir-se ao Con-

vet to de S. Domingos, a onde se achaõ de venda.

Brevemente sahirá a Luz, o poema intitulado O Despotismo Ecclesiastico-Civil, ou o Carcundismo Exaltado, em ciuco

cantos. Por hum Auoaixuo* Quem quizer assignar dirija-se ao Laboratório Constitucional às Janellas Verdes; por 800 Reis

cada aMignatura.. NA TYPOGRAPHIA DO GOVERNO.


*

A L

DA

H N A

QUINTA FEIRA, 21 de Novembro.


N°. XI. 1822.

" HOC TEMPQBE

OBSEQUIUM AMICOS, VERITAS ODITTM PARIÍ." TERENTItJS

triotismo, reffietaò mui seriamenta sobre as referidas ques-


MACAO.

toens, de cuja boa ou má decizaô ficará dependente apros-


PARTICIPACAO DO GOVERNO.

Sendo chegada a occaziaS de expor a Sua Magestade, peridade e segurança desta Cidade,- podendo entretanto todo

o Cidadaó indicar por escripto ao mesmo Senado quaes quer


e ao Soberano Congresso, o verdadeiro estado desta Cidade,

e os melhoramentos, de que hé susceptível; e naô o querendo outras, que julgar dignas de serem descutedas no menciona-

fazer este Leal Senado sem ouvir os pareceres daquellas do Conselho. Macao Secretariado Leal Senado 13 de No-

pessoas, que esta5 em circunstancias de dar a sua opinião vembro de 1822. CARLOS JOZE PEREIRA, Secretario.

sobre taõ importante matéria: tem determinado convocar

Quatro de Julho de 1822.


para esse fim no dia 2 de Dezembro, hum Conselho Geral,

a cuja decizaS serái* submetidas as seguintes questoens. Outra Carta do Leal feenado ao Coronel Aquino

em que acompanha a Sessaõ de 4 de JuIho'de 1822, e a


1. Se deve, ou na5 fazer algumas alteraçoens na forma

reprezentaçaô da Junta Consultiva da primeira parte


actual deste Governo, e quaes devaô ellas ser, no cazo de

de seos trabalhos.
affirmativa.

Illustrissimo Senhor Jozé d1 Aquino Guimaraens e Frei-


2. Qual deva ser o plano da educação para ambos os

tas.—Visto que a junta consultiva ainda hoje ponde apre-


sexos, mais acomraodada ás actuães circunstancias dopaiz, e

zentar a primeira parte de seos trabalhos, repugnando com


quaes os meios mais suaves e seguros, de que possa lançar

a sua importância huma discuçaô correspondente, e im-


mab o Governo para o pôr em execução, e conservalo.

praticável de boje para amanhãa, se tomou o assento da


3. De que numero de homens deve ser composta aguar-

copia junta, o qual Vossa Senhoria tomará como authoriza-


niçaò desta Cidade; e quando esta senaô possa prehencher

çaõ para dar a reprezentaçaS, que aquella acompanha o


com os naturaes delia, qual será o meio mais prompto, e

séquito, que lhe for determinado pelo Excellentissimo


menos dispendiozo, para o completar.

Secretario d' Estado da competente repartição, como se-lhe


4. Se he ou naô necessário, que a Guarda de Policia

seja composta de Sepais, e de que numero delles, no caso roga em carta desta data, na qual se-lhe deo parte desta

d' affirmativa. nova commissaõ, com cuja acceitaçaò Vossa Senhoria con-

5. Se he ou naô indespensavel nesta Cidade o estabele- tinuará a obrigar este Leal Senado. Deos Guarde a

cimento da Escolla Real de Pilotos, e com que melhora- Vossa Senhoria muitos annos. Macáo em Meza de Verea-

mentos, no cazo de affirmativa. çaô 4 de Julho de 1822. Eu Carlos Jozè Pereira, Cavalleiro

6. Se he ou naò conveniente, que se conservem todos Professo na Ordem de Christo, Alferes Mor, Escrivão da

os empregados existentes .nos defferentes ramos desta


Camara, e Fazenda, que a fiz escrever, e sobscrevi. Fran-

administração.
cisco Antonio Pereira da Silveira, Antonio Jozè de Vascon-

7. Se o Commercio desta Cidade admite ou na5 algum


n cellos, Antonio Jozè Gonçalves Pereira, Antonio Gularte

novo regulamento, que possa evitar aprocima mina deste


da Silveira, Bernardo Gomes de Lemos, Felis Vicente

único ramo de eudustria, do qual verdadeiramente se man-


Coimbra. Documentos accuzados no dito officio.

tém este precisoso estabelecimento.


Sessaô de 4 de Julho de 1822.

Espera pois o Leal Senado, que os moradores de maior


ReprezentaçaS da primeira parte da junta consultiva*

experiência, e instrucçaò, penetrados de hum sincero pa-


(NaS foi registada.)
42 A ABELHA DA CHINA

cujos princípios, só busca que se generalizem a menos


Sessão de 4 de Julho de 1822.

despeza, que a inutilmente feita até agora, montando asi-


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Illustrissimo e Excellentissimo Senhor. Prezenta á Y ossa

ma de 14 contos de reis, sem haver mais do que exa-


Excellencia este Leal Senado a copia da Sessaò, que acaba

mes práticos; aquelles mesmos anteriormente feitos pelos


de tomar à vista dos primeiros trabalhos, que entregou a

1 ilotos do Paiz, sem aquella grande despeza. Nem quanto


Junta consultiva, pela qual Vossa Excellencia verá, que

ao primeiro, em quanto pareça, que este Senado deixa de


naò cabendo no tempo a competente discuçaò, se houve

continuar a execução, mais de rogativa de El-Rey, que


de adiar para nova occaziaò a remessa das reflexoens deste

de Ordem Mandativa a favor dos Estabelicimentos Nacio-


Senado; mostrando agora apenas a sua adhczaõ pelo modo

nacs, e sim, e taõ somente, que haja huma suspencaõ


ali referido, e que este Senado espera Vossa Excellencia

interina dessa, e outras contribuicoens, a que por naõ ter


haja de levar ao conhecimento de El-Rey, e do Soberano

filtado desde 1814 montado alè hoje a 121 mil, e tantos


Congresso para a rezoluçaó competente; dando Vossa

taeis; rezulta a impossibilidade, que obriga a pedir a refe-


Excellencia ao encarregado da prezentaçaõ d* aquelles

rida suspencaõ dos ponderados soccorros, que alias se es-


trabalhos a permissão de os faser prezentes, como em sepa-

pera haja o Ministério de tomar em concideraçaò para


rado a este se recommenda. A {Ilustríssima e Excellentis-

futuras regulaçoens, em contribuições de semilhante natu-


sima Pessoa de Vossa Excellencia, Guarde Deos muitos

resa pelas mesmas rasoens, que adquirirão á este Corpo


annos. Macao em Meza de Vereaçaò 4 de Julho de 1822.

Eu Cados Jozè Pereira, Cavalleiro Professo na Ordem anteriores prerogativas. Nem quanto ao terceiro, em tanto

de Christo, Alferes Mor, Escrivão da Camara, e Fazcnda> quanto possa entender-se, que sô busca a economia, dei-

xando sem forças o Governo como se deo por cauzal nes-


que a fiz escrever, e sobscrevi. Francisco Antonio Pereira |

da Silveira, Antonio Jozè Gonçalves Pereira, Antonio Jose sas Providencias ora comparadas, e sem guarda decoroza

de Vasconcellos, Antonio Gularte da Silveira, Bernardo j ao Pavilhaô, sem o qual naô teriaô entrada nos Porto#

Gomes de Lemos, Fel is Vicente Coimbra. estranhos os Navios do commercio da Praça; e sim, e taò

somente pela despesa acrescida sem precisão para aquel-


Documento accuzado no citado Officio,

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les fins. Nem quanto ao quarto em quanto se possa enten-

Sessaò de 4 de Julho de 1822. der, que se buscaõ diflerenças odiosas, as quaes jà naô

Foi lida huma reprezentaçaò em nome deste Leal i tinhaõ lugar por Ordem Regia; nem as podiaô ter hoje

^Senado; mas feita, e assignada pela Junta Consultiva | pela igualdade ante a Ley e proprio mérito para a esco-

nesta data; e por ella remettida em carta fechada, que lha dos Empregados como Segurao as Bases da Constitui-

■ também foi lida; contendo a referida reprezentaçaò os çaó; e sim unicamente por que saó os estabelecidos o»

primeiros trabalhos, a que se deo aquella Junta em vir- |I que soflfreni os incommodos dos do Paiz; parecendo finalmen-

tude da authorizaçaò constante de 7 de Fevereiro, para te todo o referido, mui analago para mostrar as circung.

-ser levada ao Supremo .Governo de Lisboa, para onde tancias deste Estabelecimento, e por ellas a necessidade de

no dia de amanhâa vai partir o Brigue Temerário da huma repartição Administractiva, também singular, e ade-

quella Praça. E por que os objectos ali comprehendidos quada. Se assentou faser remessa da mesma representa-

careçaó pela sua importância de discuçaò corresponden ção ao Coronel José d'Aquino Guiraaraens e Freitas para

te, para depois delia, formar este Senado as reflexoens ser apresentada ao Excellentissimo Ministro de Estado do

a que hé chamado pelo seo cargo, e na qualidade de Repre-


Ultramar, com instrucçaó para lhe dar o séquito, que lhe for

zentante deste Publico, o que naó hè compatível com o


ordenado, guardando ali a precisa Copia por falta do tempo

pouco tempo, que medea de hoje para amanhaã: espa-


para o seu extracto por mais de huma via, levando-se a

ço, apenas possível para os Extractos, que devaó remet-


copia deste assento à presença do mesmo Excellentissimo

ter-se, e hajaõ de entregar-se aos vogaes, que os dirigem,


Ministro de Estado em Carta rogativa para obter ante Sua

para o preciso exame, naò dezejando este Senado se per-


Magestade, ou do Soberano Congresso, como forcompe.

ca taõ oportuna occaziaò de antecipar ao conhecimento


tente aquella resolucçaó, que melhor pareça, e for julgada

do Ministério à quelles trabalhos, que a regular-se pelos


correspondente as únicas intençoens havidas da parte desta

seos fins, que desde jâ concidera mui plauziveis, e até


Governança para melhoramento do Paiz, em rasaõ do

certo pouto de adoptar, em tanto quanto naô pareça, que


qual, ratificaraò os lllustrissimos Governador e Capitaò

este Senado tem no segundo pedido se esquece de haver


Geral José Osorio de Castro Cabral e Albuquerque, e Con-

jurado as Bazes da Constituição na parte relativa a edu-


selheiro Ouvidor Geral Miguel d'Arriaga Brum da Silvei-

cação Publica, verdadeiro termómetro nada menos que

ra as suas anteriores declaraçoens constantes da Sessaò de

da civilizaçaõ dos Povos, que da intelligencia do Gover-

| 7 de Fevereiro, em que do modo mais formal, e expon-

no, e seos disvellos adequados a hum Paiz de Navegaçaò;

tâneo pronunciara^ as suas desistências, quando precisas


Cr

A ABELHA DA CHINA.
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para o bem publico, ou para formar-se qualquer repre- da Companhia ficou totalmente anniquilado. Tres quartos

zentaçaò a elles attinentes, e que se julgue implicada cora se conservaras na feitoria velha, e quatro na nova. A perda

as suas intelligencias nesta Administração, abstendo-se por da Companhia estiraa-se a 4 milhões de patacas. Os Hongs

isso de votar no que possa diser respeito, ao quché da Chinas de Goqua, Chouqua, Mauqua, Ponkequa forao
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consumidos. Oitenta ruas contendo muitas mil boticas, e


própria economia deste Senado. Ozorio, Arriaga, Vas-

cazas íicaraõ «queimadas. Alguns Chinas morreraõ quei-


consellos, Pereira, Silveira, Lemos, Coimbra.

mados, outros esmagados de baixo dos pes da multidão,

Temos o desprazer de manifestar ao publico huma cala- que corria em maça para salvar sua propriedade; outros

mitoza conflagraçaô acontecida em Quang-tong no primeiro foraõ assassinados por bandidos em a sua sede de roubar »

deste mez. Ella começou com grande impetuozidade, e alguns destes fendiaõ os cascos à aquelles, que agarravaõ

dorou tempo considerável, como se pode ver pela carta, sua propriedade, ou fazenda (era esta occaziaS todo o por-

que recebemos. tador de fazendas, ou dinheiro, era obrigado a levar na

QUANG-TONG 7 de Novembro.

maò huma espada nua, ou a ser acompanhado por outros,

Na Sexta feira (1 de Novembro) às 10 horas da noite,

que as tivessem.

corri com a primeira bomba, quazi huma milha para o

O Governador de Quang-tong na noite do incêndio se es-

Norte das Feitorias; e toda aquella noite se passou em

. . . ii .. xr j. í • 1 tacionou sobre os muros da Cidade fazendo nreees no fV»n

ancioza anticipaçaô no terrado de Mr. U-n d'onde se via ®u ^,lldUC» wzenuo preces ao uo

o progressivo abrazamento. Ao romper da manhaã, o fogo Para a


''vrar do horrível abrazamento; c no Domingo pela

nian
se apoderou dos quartos de Mr. Pearson, na feitoria nova, bãa,\cio pelo Rio acima ver as ruinas das feitorias,

CUja mela,,colica
e os de Sir Wm. Fraser, e Mr. Robarts na feitoria velha. aparência, o fez derramar lagrimas-

Nunca se vio em huma


Tudo em Canta5 estava na maior consternaça»; apenas se ^uan-r-tong calamidade taS extensa.