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Livro Eletrônico

Aula 02

Biblioteconomia p/ Senado Federal (Analista Legislativo -


Biblioteconomia) - 2019
Janaina Costa

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1 – ASPECTOS ÉTICO DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO. .......................................................... 2


2 – AS CINCO LEIS DA BIBLIOTECONOMIA ........................................................................ 15
3 – ÉTICA PROFISSIONAL .................................................................................................. 18
4 – LISTA DE QUESTÕES. .................................................................................................. 34
4.2. – GABARITO .............................................................................................................................. 39

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1 – ASPECTOS ÉTICO DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO.

1.1 ÉTICA NA GESTÃO DA INFORMAÇÃO

Gestão da informação preocupa-se com o valor, qualidade, posse, uso e segurança da infor-
mação no contexto do desempenho organizacional.

Decorrente da biblioteconomia especializada e da ciência da informação, o principal objetivo


da gestão da informação é identificar e potencializar recursos informacionais de uma organização
ou empresa e sua capacidade de informação, ensinando-a a aprender e adaptar-se a mudanças am-
bientais.

De forma simples, pode-se definir a gestão da informação como a aplicação do ciclo da infor-
mação (processo da Ciência da Informação) às organizações, (...).

O ciclo de gestão da informação identifica-se, em grande parte, com o ciclo informacional


utilizado pela biblioteconomia e ciência da informação.

O ciclo informacional é iniciado quando se detecta uma necessidade informacional (de-


manda), um problema a ser resolvido, uma área ou assunto a ser analisado. É um processo que se
inicia com a busca da solução a um problema, da necessidade de obter informações sobre algo, e
passa pela identificação de quem gera o tipo de informação necessária, as fontes e o acesso, a sele-
ção e aquisição, registro, representação, recuperação, analise e disseminação da informação, que,
quando usada, aumenta o conhecimento individual e coletivo.

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O objeto da área é a informação e o trabalho com a informação, transformando-a em produ-


tos e serviços da utilidade (com valor agregado) para o cliente/usuário.

A informação é um fator determinante para a melhoria de processos, produtos e serviços,


tendo valor estratégico em organizações. A ideia da informação como ferramenta estratégica evo-
luiu depois que a gestão da informação mudou, de seu foco inicial de gestão de documentos e dados,
para recursos informacionais, mostrando resultados em relação à eficiência operacional, evitando
desperdício e automatizando processos. A nova visão se espalhou por grandes corporações privadas,
que passaram a instituir uma estrutura formal, em geral ao alto escalão hierárquico, para cuidar da
gestão dos recursos informacionais.

1.2- GESTÃO DO CONHECIMENTO

A gestão da informação e a gestão do conhecimento se complementam, pois a gestão da


informação atua diretamente nos fluxos formais e utiliza-se do que está explícito, documentado e
acessível e a gestão do conhecimento atua nos fluxos informais, não explícitos.

Para compreender Gestão do Conhecimento, é interessante primeiro revisitar os conceitos


de dado, informação e conhecimento no contexto organizacional.

DADO: é o registro estruturado de transações. É o conjunto de fatos distintos e objetivos,


relativos a eventos. É informação bruta, descrição exata de algo ou de algum evento. Não são dota-
dos de relevância, propósito e significado, mas são importantes porque são a matéria-prima essen-
cial para a criação da informação.

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INFORMAÇÃO: Há vários conceitos de informação, mas no âmbito empresarial é o insumo


mais importante de produção humana. São dados interpretados, dotados de relevância e propósito.
É um fluxo de mensagens, um produto capaz de gerar conhecimento e é necessária para extrair e
construir conhecimento.

CONHECIMENTO: Deriva da informação como está e é uma mistura de elementos. É formal-


mente estruturado e intuitivo, difícil de ser colocado em palavras e de ser plenamente entendido
em termos lógicos. Existe dentro das pessoas e por isso é complexo e imprevisível. Pode ser compa-
rado a um sistema vivo, que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente.
Valores e crenças também integram o conhecimento.

Nonaka e Takeuchi (1997) apresentam o Modelo SECI, fundamentado na "Teoria da Criação


do Conhecimento Organizacional", que consiste num processo de interação entre os conhecimentos
tácito e explícito, composto de quatro etapas: Socialização, Externalização, Combinação e Interna-
lização.

Assim, uma organização cria e utiliza conhecimento, convertendo o que seja tácito em explí-
cito e vice-versa, sob as quatro as formas de interação dinâmica:

Socialização - Conversão de conhecimento tácito para conhecimento tácito: envolve a inte-


ração social “face-a-face” entre indivíduos, que acontece no dia-a-dia do ambiente de negócios das
organizações. Na prática, envolve compartilhar conhecimento tácito aproveitando a proximidade
física para a interação direta entre os indivíduos. Isoladamente, a socialização é uma forma limitada
ao propósito da criação de conhecimento, pois, se o conhecimento não se tornar explícito, ele não
será proveitoso para toda a organização.

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Externalização – Conversão de conhecimento tácito para conhecimento explícito: envolve


tornar visível o conhecimento tácito, que possibilite transformá-lo na forma explícita, permitindo
que ele seja compartilhado para um grupo de indivíduos e se torne a base de um novo conheci-
mento. É suportada por dois fatores chaves: (1) a articulação do conhecimento tácito para convertê-
lo em explícito, que envolve o uso técnicas que ajudem a expressar as ideias, tais como: palavras,
conceitos, linguagem figurativa (metáforas, analogias ou narrativas), e o diálogo ou a reflexão cole-
tiva; (2) a tradução do conhecimento tácito dos especialistas, de forma que o torne mais simples de
compreender.

Combinação – Conversão de conhecimento explícito para conhecimento explícito: envolve


converter o conhecimento explícito em conjuntos mais complexos de conhecimento explícito. Nesse
estágio, os fatores-chaves são: a comunicação, a difusão de processos e a sistematização do conhe-
cimento. Na prática, a combinação é resultado de três processos: (1) captura e integração de novo
conhecimento já explicitado pela externalização no interior ou do exterior da organização e combi-
nação com os já existentes; (2) distribuição do conhecimento novo entre os membros da empresa;
(3) edição ou processamento do conhecimento explícito para que seja mais utilizável.

Internalização – Conversão de conhecimento explícito para conhecimento tácito: envolve a


incorporação do conhecimento explícito em conhecimento tácito. Tal processo está muito associado
ao “aprender fazendo” e requer que o indivíduo selecione o conhecimento que seja relevante para
desempenhar a sua atividade na empresa. Quanto à internalização do conhecimento explícito, tal
processo é facilitado se o indivíduo estiver verbalizado em documentos ou manuais e também se
puder utilizar simulações ou experimentos.

Nonaka e Takeuchi (2008) afirmam que essas quatro formas de conversão de conhecimento
devem ser gerenciadas articuladamente e ciclicamente, como uma espiral. Assim, seguindo o mo-
delo proposto por eles, um novo conceito é reproduzido em um grupo, extrapolando o nível indivi-
dual, desenvolvido e esclarecido evolutivamente. Dessa forma, ocorreria a partir, daí uma espiral de

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conhecimento, com o comprometimento pessoal, em que, de forma gradual, conceitos úteis e vali-
osos obtêm uma ampla aceitação e são progressivamente cristalizados em vários processos de con-
versão entre o conhecimento tácito e o explicito, envolvendo desde o indivíduo até o grupo e a
organização.

A gestão do conhecimento possui intenções diferenciadas que se sobrepõem à gestão da


informação, uma vez que se volta, também, para criação e agregação de valor ao conhecimento. A
gestão da informação, por seu turno, lida com a parcela do conhecimento tácito que foi explicitado
e passível de ser comunicado por meio de sistemas formais de comunicação e, sendo assim, torna-
se um dos meios necessários para o alcance das pretensões da gestão do conhecimento.

Teoria da Construção do Conhecimento de Nonaka e Takeuchi

O arcabouço teórico de gestão do conhecimento ainda se encontra em fase de desenvolvi-


mento, existindo uma diversidade de definições. A gestão do conhecimento pode ser vista como o

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conjunto de atividades que busca desenvolver e controlar todo tipo de conhecimento em uma or-
ganização, visando à utilização na consecução de seus objetivos. Este conjunto de atividades deve
ter como principal meta o apoio ao processo decisório em todos os níveis. Para isso, é preciso esta-
belecer políticas, procedimentos e tecnologias que sejam capazes de coletar, distribuir e utilizar efe-
tivamente o conhecimento, representando fator de mudança no comportamento organizacional.

Uma definição operacional de gestão do conhecimento é a seguinte: é o processo que acu-


mula e cria conhecimento de modo eficiente, que gerencia uma base de conhecimentos organizaci-
onais para armazenar o conhecimento e que facilita o compartilhamento desse conhecimento para
permitir a sua aplicação eficaz em toda a organização.

Estes autores citam vários conceitos importantes que estão intimamente ligados à gestão do
conhecimento:

 ativos de conhecimento: o conhecimento relacionado a mercados, produtos, tecnologias e


organizações que uma empresa possui ou necessita deter, e que permite que o processo em-
presarial gere lucros ou aperfeiçoe as operações;

 conhecimento tácito e explícito : o conhecimento apresenta-se de duas formas: tácito e ex-


plicito. O conhecimento tácito é o resultado da aprendizagem experimental e subjetiva, e
geralmente não é documentado. 0 conhecimento explícito relaciona-se ao conhecimento téc-
nico, racional e objetivo, e geralmente é documentado;

 melhores práticas um conjunto das soluções mais bem-sucedidas e/ou estudos de caso rela-
cionados a um problema ou situação específica, em determinado setor ou no mundo de ne-
gócios em geral;

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 capital intelectual o conjunto de conhecimento, documentos, pesquisa e discussão interna


acumulado por uma organização ao longo do tempo;

 sistema de conhecimento um sistema abrangente, em nível corporativo, que reúne o conhe-


cimento, armazena-o em um banco de dados, mantém o banco de dados e dissemina o co-
nhecimento para os usuários;

 base de conhecimento organizacional: o conhecimento obtido de uma organização, armaze-


nado em um único local e estruturado de modo a tornar-se acessível aos tomadores de deci-
são dentro de uma organização;

 inteligência competitiva as diversas atividades conduzidas pelas empresas, geralmente com


ferramentas de tecnologia da informação, para reunir informações competitivas sobre con-
correntes, produtos e mercados.

"TEORIA DE CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO" (NONAKA E TAKEUCHI), "ESPIRAL DO CONHECI-


MENTO", "MODELO SECI", SÃO CONCEITOS SIMILARES DO PROCESSO DE CRIAÇÃO DO CONHE-
CIMENTO, QUE ENVOLVEM A TRANSMISSÃO DO CONHECIMENTO TÁCITO PARA O EXPLÍCITO E
VICE-VERSA E QUE TEM COMO ETAPAS A SOCIALIZAÇÃO, A EXPLICITAÇÃO, A COMBINAÇÃO E A
INTERNALIZAÇÃO.

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Essa gestão pode ser comparada a outro tipo efetivo de gerenciamento, que se inicia com o pla-
nejamento estratégico. Para definição de seus objetivos, é preciso ter uma visão macro da missão
da organização e de sua ambiência. Uma das maneiras de iniciar este processo é pelo diagnóstico da
situação atual, que pode ser realizado com as respostas às seguintes perguntas:

 “quais as categorias de conhecimento necessárias para apoiar as estratégias da organiza-


ção?";
 "qual é o estado atual do conhecimento no âmbito da organização?”; ' “como reduzir o hiato
existente?”;
 “como deve ser gerenciado o conhecimento para assegurar o seu máximo retorno?”.

Parâmetros para a inserção da gestão do conhecimento na empresa Trabalhar com o conhe-


cimento de forma coesa e integrada aos processos de negócios da empresa deve compreender um
conjunto de diretrizes e recomendações básicas, fortemente inter-relacionadas e válidas para qual-
quer abordagem de GC, que foram sintetizadas em Silva (2002).

Essas diretrizes e recomendações básicas influenciam diretamente a riqueza do mercado de


conhecimentos de uma empresa, que pode ser avaliado por abordagens que buscam mensurar es-
trategicamente a aprendizagem e o conhecimento. Duas das mais disseminadas dessas abordagens
são as seguintes: – a proposta do capital intelectual, que é a principal tentativa de avaliar os recursos
não-tangíveis da empresa, envolvendo marcas e patentes, valores respeitados pela sociedade e tam-
bém o conhecimento e a capacidade de aprendizado que as pessoas de uma empresa potencial-
mente possuem; – e, parcial ou indiretamente, o balanced scorecard em uma parte de sua aborda-
gem teórica de mensuração estratégica da empresa, quando se preocupa com medições da capaci-
dade de aprendizagem da empresa, em correlação com seus esforços estratégicos.

Tais abordagens trabalham basicamente com os seguintes indicadores da capacidade da or-


ganização para realizar a GC (e a aprendizagem organizacional) de alto desempenho (Lethbridge,
1998): parâmetros organizacionais (por exemplo, disseminação do trabalho em times, rotatividade

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entre diferentes postos de trabalho etc.); parâmetros de recursos humanos (por exemplo, gerenci-
amento de competências, programas de treinamento e formação de pessoas etc.); e parâmetros de
sistemas de informação (por exemplo, a existência e disseminação da intranet/internet, de ferra-
mentas de trabalho em grupo virtual etc.).

Pode ser observado que o objetivo mais importante da gestão do conhecimento é ajustar a
demanda de conhecimento como um recurso escasso para as ofertas. Este ajuste é uma condição
importante para desempenho eficiente das organizações e conduzirá à redução de tempo de exe-
cução de processos e à diminuição de custos. Além disso, a flexibilidade de processos organizacionais
será aumentada em ambientes variáveis e a qualidade de produtos e serviços será melhorada.

Gestão da Informação: é responsável por gerir tanto os recursos internos quanto os ex-
ternos à organização. É processo que é social, portanto, as pessoas e suas relações, mais
que qualquer outro elemento, são preponderantes para sua efetivação. Cada organização
tem um fluxo de informação que lhe é peculiar e este fluxo é objeto importante da Gestão
da Informação. Inclui nos recursos de gestão a Tecnologia da Informação.

Gestão do Conhecimento: promove o compartilhamento da informação na organização.


Envolve a aprendizagem empresarial, a Teoria de Construção do Conhecimento, o capital
intelectual, a inteligência competitiva e a educação corporativa.

Dado: informação bruta, descrição exata de algo ou de algum evento.

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Informação: processamento, manipulação e organização de dados. É o início do ciclo in-


formacional e o principal insumo da Gestão da Informação nas organizações. O valor da
informação varia conforme o indivíduo, as necessidades e o contexto em que é produzida
e compartilhada.

Conhecimento: Existe dentro das pessoas e por isso é complexo e imprevisível. Não pro-
porciona, por si só, maior poder de competição para uma organização, mas sim, exata-
mente quando aliado a sua gestão que ele faz diferença. A criação e a implantação de
processos que gerenciem, armazenem e disseminem o conhecimento representam um
novo desafio a ser enfrentado pelas empresas.

Modelo SACI (Teoria da criação do conhecimento): modelo desenvolvido por Nonaka e


Takeuchi que explica o compartilhamento do conhecimento tácito para o explicito em
forma de um espiral do conhecimento com as etapas de Socialização, Externalização,
Combinação e Internalização.

Capital Intelectual: está na mente das pessoas e é a soma do conhecimento de todos. Ele
constitui a matéria intelectual-conhecimento, informação, propriedade intelectual e ex-
periências que podem ser usadas para gerar riquezas.

Aprendizagem Organizacional: é o alcance de novos conhecimentos de forma variável e


constante sob as dinâmicas e demandas empresariais, seja de maneira direta ou indireta,
seja ela dentro ou fora das empresas. O processo de aprendizagem beneficia a organiza-
ção proporcionando uma vantagem competitiva.

Inteligência empresarial ou competitiva: Inteligência competitiva é uma forma proativa


de captar e organizar informações relevantes sobre o comportamento da concorrência,
mas também dos clientes e do mercado como um todo, analisado tendências e cenários,
e permitindo um melhor processo de tomada de decisão no curto e longo prazo. Com a

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utilização da inteligência competitiva, temos reais condições de detectar e avaliar amea-


ças e oportunidades (SWOT) e definir qual será nossa estratégia competitiva.

PARA SABER MAIS, CONSULTEM OS LIVROS INDICADOS A SEGUIR:

DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as empresas gerenciam
o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japo-
nesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

SENGE, P. M. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. 27. ed. Rio de Janeiro: Best
Seller, 2011.

TERRA, J. C. C. Gestão do conhecimento: o grande desafio empresarial. 3. ed. São Paulo: Negócio Editora,
2001.

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1.3 - QUESTÕES COMENTADAS – GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO

1. (CONSULPLAN/TSE/2012) Na gestão do conhecimento, dados, informação e conhecimento


são conceitos distintos. Existe a necessidade de a organização do conhecimento discerni-los
para garantir a eficácia do processo de
a) aprendizagem
b) armazenagem
c) circulação
d) estruturação
COMENTÁRIO: Segundo Davenport e Pruzak (1998, p.2), dado, informação e conhecimento são coi-
sas distintas e as organizações necessitam discernir estes conceitos para garantir a eficácia do pro-
cesso de aprendizagem na gestão do conhecimento. Resposta: Letra a.

2. (CESPE/2011/STM) O uso de tecnologias de informação e comunicação é uma condição sine


qua non em qualquer atividade de gestão do conhecimento.
COMENTÁRIO: a questão afirma que as tecnologias de informação e comunicação são indispensáveis
para a gestão do conhecimento o que não está correto, pois o conhecimento também é transmitido
tácita ou explicitamente, sem a necessidade de tecnologias de informação. Questão ERRADA.

3. (CESPE/2011/STM) Identificação das necessidades de informação, aquisição, organização e


armazenamento, desenvolvimento de produtos e serviços, distribuição e uso da informação
compõem o conjunto de processos inerentes à gestão da informação.
COMENTÁRIO. Ao estudarmos a gestão da informação, temos que considerar que a informação pos-
sui um ciclo. Esse ciclo se inicia com a necessidade da informação (demanda), passando pela aquisi-
ção, armazenamento, geração de produtos e finalizando com o uso dessa informação. Apesar de a
questão usar o termo "gestão da informação" ao invés de "ciclo da informação", o ciclo está contido
na gestão. Portanto a questão está CORRETA.

4. (CESPE/2011/STM) O modelo SECI (sensibilização, externalização, combinação e informação)


representa modos de criação de conhecimento organizacional.

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COMENTÁRIO: O modelo SECI aborda a Socialização, Externalização, Combinação e Internalização.


Os nomes das etapas na questão estão errados (sensibilização e informação) e por isso, a questão
está ERRADA.

5. (CESPE/2011/STM) A gestão do conhecimento pode ser compreendida como a promoção de


condições férteis para que o conhecimento seja criado, compartilhado e utilizado no âmbito
das organizações.
COMENTÁRIO: através da definição operacional de gestão do conhecimento, podemos perceber que
ela proporciona criação de conhecimento, que gerencia uma base de conhecimentos organizacionais
para armazenar o conhecimento e que facilita o compartilhamento desse conhecimento para per-
mitir a sua aplicação (uso) eficaz em toda a organização. Questão CORRETA.

6. (CESPE/2011/STM) A gestão da informação lida com o conhecimento explícito e a gestão do


conhecimento lida, exclusivamente, com o conhecimento tácito. As duas atividades referem-
se, pois, a práticas distintas.
COMENTÁRIO: a gestão da informação lida sim com o conhecimento explícito (documentado) e a
gestão do conhecimento lida com o conhecimento tático, porém não "exclusivamente". Além disso,
a gestão da informação e a gestão do conhecimento são práticas complementares, voltadas para as
organizações. Questão ERRADA.

7. (TRE23/FCC/2016) Quando necessidade e desejo de informação se reconhecem e o processo


de busca de informação é iniciado, ocorre:
a) a demanda.
b) o uso.
c) a satisfação.
d) o impacto.
e) a relevância.
COMENTÁRIO: É o início do ciclo informacional. A necessidade da informação e o desejo nos faz
buscar a resposta e o ciclo é iniciado. Ou seja, tudo se inicia pela demanda de informações. Resposta:
Letra a.

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2 – AS CINCO LEIS DA BIBLIOTECONOMIA

2.1. – AS LEIS DA BIBLIOTECONOMIA – ENUNCIADOS DE SENTIDO FILOSÓFICO.

PRIMEIRA LEI. Assim, na interpretação de Garfield, presidente do Institute of Scientific


Information de Filadélfia (ISl), a primeira lei – Livros são para o uso – conduz naturalmente
a um sistema de bibliotecas no qual elas se localizam em pontos centrais, abrem por lon-
gos horários, são mobiliadas de maneira hospitaleira e com corpo de pessoal treinado,
orientado à prestação de serviço e adequadamente assalariado.

SEGUNDA LEI. A cada leitor seu livro – determina que as bibliotecas sirvam a todos os
leitores, não importa a classe social, sexo, idade, ou qualquer outro fator.

TERCEIRA LEI. A cada livro seu leitor – estipula que para cada livro existe um leitor e que
os livros devem estar descritos no catálogo, expostos de maneira a atrair os leitores e
prontamente disponíveis. Esta lei leva a práticas, tais como acesso livre, arranjo coerente
na estante, catálogo adequado e serviço de referência.

QUARTA LEI. Economize o tempo do leitor – enfatiza serviço eficiente, o que implica rá-
pido sistema de empréstimo e guias de fácil entendimento nas estantes. Esta lei tem
como corolário – Economize o tempo do bibliotecário –, o que requer o uso de técnicas e
tecnologias que permitam ao pessoal atuar de maneira eficiente.

QUINTA LEI. Uma biblioteca é um organismo em crescimento – reconhece que o cresci-


mento que indubitavelmente ocorrerá deve ser planejado sistematicamente. Assim, das
acomodações físicas às práticas administrativas, a biblioteca deve ser aberta, sempre
pronta a se expandir. (RANGANATHAN, 2009).

1. A informação é para o uso; 2. A cada usuário sua informação; 3. Cada informação a seu
usuário; 4. Economize o tempo do usuário – e o seu corolário: economize o tempo dos
cientistas da informação; 5. Um sistema de informação é um organismo em crescimento.

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1) A INFORMAÇÃO É UM RECURSO BÁSICO (...) O papel da informação no desenvolvi-


mento nacional é percebido nesta lei4. Envolve toda uma série de atividades dos padrões
físicos dos materiais às mais complexas e sofisticadas operações e serviços, cobrindo a
aplicação de comunicação por satélite e redes de computador.

2) AS NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO DEVEM SER SATISFEITAS (...) Para isso, é neces-


sária a organização de serviços e sistemas de informação, em que haja revocação e pre-
cisão na provisão de informação, e em que os usuários sejam considerados como o foco
do planejamento e da operação dos serviços/sistemas de informação. (...) Muitos resul-
tados úteis foram extraídos [DOS] estudos [DE USUÁRIOS] e estão sendo aplicados nos
projetos de serviços/sistemas de informação. Mas, concluem os autores indianos, ainda
são necessárias investigações numerosas sobre uso da informação e o comportamento
de pessoas que atuam em contextos variados, pois a maioria dos estudos realizados até
agora foi no meio ambiente acadêmico (...).
3) O CICLO GERADOR DA INFORMAÇÃO DEVERÁ SER DIRIGIDO AOS USUÁRIOS (...) ou a
recapitulação da frase familiar: informação certa para o usuário certo. Cada elo, na cadeia
de transferência da informação, do nível de geração ao de utilização deve ser envolvido;
a implicação é que marketing e promoção do uso da informação são atividades afinadas
com metas e ética profissional. Segundo os autores, o dinamismo da informação colocará
desafios para que sejam inventados novos produtos e serviços. [...]

4) OS MECANISMOS PARA O FLUXO DA INFORMAÇÃO DEVEM ASSEGURAR RAPIDEZ E


EFICÁCIA (...) Neste contexto, a moderna tecnologia da informação, que ajuda a eliminar
a demora e aumenta a eficácia, assume importância (4). Esta lei insiste na rapidez, acui-
dade, atualidade e qualidade no fornecimento da informação. Informação não fornecida
a tempo perde o valor; serviços em linha, interativos, ligados através de uma variedade
de redes de comunicação e estações de distribuição de documentos atendem os usuários
instantaneamente, onde quer que eles estejam. Em todos estes desenvolvimentos, o es-
forço tem sido assegurar rápida transmissão de informação. Segundo os autores, esta lei
tem implicação visivelmente direta com a qualidade da mão-de-obra para o serviço de
informação, que deve ser capacitada para lidar com situações desafiadoras suscitadas
pelo avanço da tecnologia. Também importante, finalizam, é desenvolver programas re-
gulares de treinamento de usuários para que a informação seja utilizada de maneira com-
petente e na ocasião certa.

5) O DESENVOLVIMENTO DE INSTITUIÇÕES DE INFORMAÇÃO DEVEM ADOTAR UMA


ABORDAGEM SISTÊMICA (...) com um mecanismo autoadaptador para a natureza dinâ-
mica do universo da informação. Estudos futurísticos apontam para uma nova sociedade
da informação, em que instituições que manejam informação determinarão o padrão de
pesquisa e do progresso da humanidade4. Os autores declaram que a dinâmica da infor-
mação está totalmente refletida nesta quinta lei. O sempre crescente e mutante universo
do conhecimento é o fator maior no planejamento e desenvolvimento de sistemas de
informação. Assim, são visualizados nesta lei crescimento e desenvolvimento do universo

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do conhecimento, impacto do volume e variedade das fontes de informação, implicações


para os sistemas de recuperação, diversidade crescente das necessidades de informação
e nos tipos de instituições de informação que surgem. Nos países avançados, concluem,
a indústria da informação começa a dar mais atenção aos serviços de informação especi-
alizada, direcionados especificamente aos requisitos usuários.

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3 – ÉTICA PROFISSIONAL

3.1. – ÉTICA PROFISSIONAL NA BIBLIOTECONOMIA

A ética deve ser entendida como um tema que abrange não apenas um determinado campo
da ciência, mas evidencia sua importância em cada campo do saber, assim como supracitado, a con-
duta ética de uma determinada área científica influenciará de uma forma ou de outra, toda a co-
munidade científica.

Por esta razão, o crescente uso de ferramentas que potencializam o acesso à informação em
diversos níveis da sociedade, detectou-se a necessidade de se estudar a ética e a sua aplicação, assim
como os problemas na área da informação que emergiram com o avanço das Tecnologias de Infor-
mação e de Comunicação.

CÓDIGOS DE ÉTICA EM VÁRIOS PAÍSES

O exame textual dos códigos de ética bibliotecários, consolidados em vários países e dispo-
nibilizados para acesso público no site da IFLA (www.ifla.org), assim como em outras fontes, pode
oferecer um panorama razoavelmente interpretável das bases filosóficas para as duas linhas adota-
das em sua formulação, a fim de estipular a conduta profissional.

Há uma base que pode ser chamada de prescritiva e outra que pode ser chamada de proce-
dimental. A primeira toma como fundamento um pretenso saber neutro e universal, esclarecido,
que, na fonte, reflete o pensamento do Iluminismo filosófico Kantiano. A segunda, mais atual, toma
como fundamento uma esfera de comunicação interpessoal, face-a-face, e um espaço público em
que os interesses das partes em torno de um determinado fim são submetidos a um processo de
negociação que leva à definição do que será o melhor para todos os envolvidos.

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Linhas adotadas nos códigos de ética bibliotecários quanto a conduta profissional

Base prescritiva
• Pretenso saber neutro e universal. Iluminismo filosófico Kantiano.

Base Procedimental (mais atual)


• Comunicação interpessoal. O interesse das partes passam por um
processo de negociação.

O procedimentalismo parte de três princípios:

a) todos os sujeitos envolvidos num universo de ação são e se reconhecem livres para participar
completamente do processo de negociação;

b) todos os sujeitos envolvidos conhecem inteiramente os termos que lhes cabe tomar como crité-
rios para estabelecer sua negociação;

c) todos os sujeitos envolvidos têm plena capacidade de entendimento e realização do objetivo


pactuado.

A função dos códigos de ética pode ser descrita como:

 Estímulo para reflexão sobre os princípios nos quais os bibliotecários e outros profissionais
da informação podem formular políticas e lidar com dilemas;
 Melhoria da autoconsciência profissional;
 Oferecimento de transparência para os usuários e sociedade em geral.

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3.2. – CÓDIGO DE ÉTICA DA IFLA PARA BIBLIOTECÁRIOS E OUTROS PROFISSIONAIS DA


INFORMAÇÃO

O Código de ética da IFLA apresenta uma série de recomendações éticas para bibliotecários e
profissionais da informação e não pretende substituir os códigos existentes. Visa servir de base para
as Associações de Bibliotecas e instituições afins quando criarem ou revisarem seus próprios códi-
gos.

O Código da IFLA instituiu seis aspectos universais que abrangem:

1) O acesso à informação;
2) Responsabilidades para com os indivíduos e para a sociedade
3) Privacidade, sigilo e transparência;
4) Acesso aberto à propriedade intelectual;
5) Neutralidade, integridade pessoal e habilidades profissionais
6) Relação colega e empregador/empregado.

Aspectos do Código da IFLA para os bibliotecários e profissionais da informação

Aspectos do Código Atuação dos bibliotecários e profissionais da informação

Acesso à informação  assegurar o acesso à informação para todos no sentido


de seu desenvolvimento pessoal e educacional, enrique-
cimento cultural, lazer, atividade econômica, participa-
ção informada e reforço da democracia.
 rejeitam a negação e a restrição do acesso à informação
e ideias, mais particularmente, por meio de censura, seja
por estados, governos, religiões ou instituições da socie-
dade civil.
 devem fazer todo esforço para oferecer acesso às suas
coleções e serviços gratuitos aos usuários.
 Mantê as taxas administrativas o mais acessível possível,
e encontrar soluções práticas para que as pessoas de
classes sociais menos favorecidas não sejam excluídas.
 promovem e divulgam suas coleções e serviços para que
seus usuários ou usuários potenciais estejam conscientes
da sua existência e disponibilidade.
 usam às práticas mais efetivas para deixar o material dis-
ponível para todos.

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 buscam assegurar que websites de bibliotecas e outras


instituições de informação obedeçam aos padrões inter-
nacionais de acessibilidade e que o acesso aos mesmos
não esteja sujeito a barreiras.
Responsabilidades para  asseguram que o direito de acesso à informação não
com os indivíduos e para a pode ser negado e que serviços equitativos são forneci-
sociedade dos para qualquer pessoa de qualquer idade, nacionali-
dade, crença política, condição física ou mental, gênero,
descendência, educação, renda, condição imigratória ou
de asilo, situação matrimonial, origem, raça, religião e
orientação sexual.
 respeitam línguas minoritárias de um país e seu direito
de acesso à informação em seu próprio idioma.
 organizam e apresentam conteúdo de uma maneira que
permita um usuário autônomo de encontrar a informa-
ção que ele(a) necessita
 ajudam e apoiam usuários em sua busca de informações.
 oferecem serviços para aumentar as habilidades de lei-
tura. Eles promovem a alfabetização informacional, in-
cluindo a habilidade de identificar, localizar, avaliar, or-
ganizar, criar, usar e comunicar informação. Eles promo-
vem o uso ético da informação, assim ajudam a eliminar
plágio e outras formas de mau uso da informação.
 respeitam a proteção de menores, assegurando que não
impacte no direito de informação dos adultos.

Privacidade, sigilo e trans-  respeitam a privacidade pessoal e a proteção de dados


parência pessoais, necessariamente compartilhadas entre indiví-
duos e instituições.
 tomarão medidas que assegurem que os dados do usuá-
rio não sejam compartilhados além da transação original.
 apoiam e atuam para assegurar a transparência para que
as atividades do governo, administração e negócios se-
jam operadas para o escrutínio do público geral. Eles
também reconhecem que é de interesse público que a
corrupção, má conduta e crime sejam expostos no que
constitui quebra de confidencialidade pelos chamados
informantes.

Acesso aberto à proprie-  oferecer o melhor acesso possível à informação, em qual-


dade intelectual quer mídia ou formato.
 visam fornecer acesso justo, rápido, econômico e eficaz
da informação aos usuários
 devem defender exceções e limitações das restrições de
copyright para bibliotecas.
 são parceiros dos autores, editores e de outros criadores
de trabalhos com proteção de copyright.
 negociam os termos mais favoráveis de acesso aos traba-
lhos em nome de seus usuários e procuram assegurar
que o acesso não seja desnecessariamente impedido ou

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dificultado pelo modo de administração das leis da pro-


priedade intelectual e que as licenças não sobreponham
exceções para as bibliotecas contidas na legislação naci-
onal.
 defendem que os termos de copyright possam ser limita-
dos e que a informação que esteja em domínio público
mantenha-se pública e gratuita.
Neutralidade, integridade  estão estritamente comprometidos com a neutralidade
pessoal e habilidades pro- e postura imparcial em relação à coleção, acesso e ser-
fissionais viço.
 definem e publicam suas políticas de seleção, organiza-
ção, preservação, provisão e disseminação da informa-
ção.
 diferenciam suas convicções pessoais e suas obrigações
profissionais.
 têm o direito de livre fala no ambiente de trabalho, não
infringindo o princípio de neutralidade relativo aos usuá-
rios.
 opõem-se diretamente à corrupção que afeta a Bibliote-
conomia, tanto na fonte de recursos, quanto no supri-
mento de materiais de biblioteca, nomeações para car-
gos de biblioteca e administração de contratos de biblio-
teca e finanças.
 lutam pela excelência na profissão, pela manutenção e
melhoria de seus conhecimentos e habilidades.
Relação colega e emprega-  tratam uns aos outros com justiça e respeito.
dor/empregado  opõem-se à discriminação de qualquer aspecto no em-
prego devido à idade, cidadania, crença política, condi-
ção física ou mental, gênero, situação matrimonial, ori-
gem, raça, religião ou orientação sexual.
 promovem o pagamento e benefícios igualitários para
homens e mulheres que ocupam serviços similares.
 compartilham sua experiência profissional com os cole-
gas e ajudam e guiam novos profissionais a entrar na co-
munidade profissional e a desenvolver suas habilidades.
 lutam para ganhar reputação e status baseado no seu
profissionalismo e comportamento ético.

A atuação do profissional da área da Ciência da Informação e, em especial, o bibliotecário


deve ter seu comportamento pautado em atitudes éticas tanto em relação ao próprio fazer infor-
macional, ou seja, “[...] desde a prospecção e filtragem de dados e informações. Até a disseminação
e transferência desses mesmos dados e informações ao público interessado” (VALENTIM, 2006, p.
55).

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O bibliotecário desempenha o papel de mediador da informação por meio do uso de lingua-


gens documentárias, os conteúdos informacionais de documentos de diferentes naturezas e isso
requer uma postura ética constante.

3.3. – O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL

Em novembro de 2018, o Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia aprovou o Có-


digo de Ética e Deontologia do Bibliotecário brasileiro, que fixa as normas orientadoras de conduta
no exercício de suas atividades profissionais, revogando a Resolução 042/2002.

Dentre os novos artigos do Código de Ética estão o 3º e o 4º, que dizem:

Art. 3º. - A atuação do bibliotecário fundamenta-se no conhecimento da missão, objetivos,


áreas de atuação e perfil sociocultural do público alvo da instituição onde está instalada a
unidade de informação em que atua, bem como das necessidades e demandas dos usuá-
rios, tendo em vista o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade.

Art. 4º – O objeto de trabalho do bibliotecário é a informação, artefato cultural aqui con-


ceituado como conhecimento estruturado sob as formas escrita, oral, gestual, audiovisual
e digital, por meio da articulação de linguagens natural e/ou artificial.

No caso do bibliotecário, sua deontologia, apresentada sobre o título de Código de Ética do


Profissional Bibliotecário, o Bibliotecário deve, em relação aos colegas, à categoria e aos usuários,
orientar-se pelos princípios de justiça e respeito e observar as seguintes normas de conduta, se-
gundo artigo 6º.

Não houve muitas mudanças a mais significativas no código antigo para o código de ética mais
atual.

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Nesse contexto, considera-se infração ética qualquer tipo de transgressão ao Código de Ética,
exatamente no que diz respeito ao não cumprimento dos deveres e obrigações do profissional em
relação aos seus usuários e clientes, aos seus colegas, em relação à sua categoria profissional e a
negociação de seus honorários profissionais.

O Código de Ética do Bibliotecário aponta os deveres e as obrigações para o bom exercício


da profissão de bibliotecário, portanto, a ética profissional deve permear o fazer do bibliotecário,
em todos os níveis. Dela depende o bem comum da classe profissional, uma vez que estimula o
comportamento ético e as atitudes éticas que vão definir responsabilidades diante da sociedade e o
Código de Ética do Bibliotecário são as orientações que irão nortear esse comportamento.

Resolução CFB nº 207/2018


Aprova o Código de Ética e Deontologia
do Bibliotecário brasileiro, que fixa as
normas orientadoras de conduta no
exercício de suas atividades profissionais.

O Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), no uso das atribuições que lhe
são conferidas pela Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962, e pelo Decreto nº 56.725, de 16 de
agosto de 1965, faz saber que foi aprovado pelo Plenário do CFB o Código de Ética e
Deontologia do Bibliotecário, na forma disposta a seguir:
TÍTULO I
DA ÉTICA DO BIBLIOTECÁRIO
CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS DO CÓDIGO
Art. 1º – O Código de Ética e Deontologia do Bibliotecário brasileiro tem por objetivo fixar as
normas orientadoras de conduta no exercício de suas atividades profissionais.
CAPÍTULO II
DA NATUREZA, FUNDAMENTO
E OBJETO DO TRABALHO DO BIBLIOTECARIO
Art. 2º – A profissão de Bibliotecário tem natureza sociocultural e suas principais
características são a prestação de serviços de informação à sociedade e a garantia de acesso
indiscriminado aos mesmos, livre de quaisquer embargos.
Parágrafo único – O bibliotecário repudia todas as formas de censura e ingerência política,

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apoia a oferta de serviços público e gratuitos, promove e incentiva o uso de coleções, produtos
e serviços de bibliotecas e de outras unidades de informação, segundo o conceito de acesso
aberto e universal.
Art. 3º – A atuação do bibliotecário fundamenta-se no conhecimento da missão, objetivos, áreas
de atuação e perfil sociocultural do público alvo da instituição onde está instalada a unidade de
informação em que atua, bem como das necessidades e demandas dos usuários, tendo em vista o
desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade.

Art. 4º – O objeto de trabalho do bibliotecário é a informação, artefato cultural aqui conceituado


como conhecimento estruturado sob as formas escrita, oral, gestual, audiovisual e digital, por meio
da articulação de linguagens natural e/ou artificial.

CAPÍTULO III
DOS DEVERES DO BIBLIOTECÁRIO ==136bc6==

Art. 5º – São deveres do bibliotecário:


a) preservar o cunho liberal e humanista de sua profissão, fundamentado na liberdade da
investigação científica e na dignidade da pessoa humana;
b) exercer a profissão aplicando todo zelo, capacidade e honestidade em seu exercício;
c) observar os ditames da ciência e da técnica;
d) contribuir para o desenvolvimento da sociedade e respeitar os princípios legais que regem
o país;
e) cooperar para o progresso da profissão, por meio do intercâmbio de informações com
órgãos de representação profissional da categoria, instituições de ensino e órgãos de
divulgação técnica e científica;
f) colaborar com os cursos de formação profissional do bibliotecário;
g) guardar sigilo no desempenho de suas atividades, quando o assunto assim exigir;
h) realizar de maneira digna a publicidade de sua instituição ou atividade profissional,
evitando toda e qualquer manifestação que possa comprometer o conceito da profissão ou
dos colegas;
i) conhecer a legislação que rege o exercício da profissão de Bibliotecário em vigor, para
cumpri-la corretamente e colaborar para o seu aperfeiçoamento;
j) combater o exercício ilegal da profissão, conforme a legislação em vigor;
k) manter seu cadastro atualizado no Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) de sua
jurisdição;
l) informar sempre ao CRB no qual está registrado quando assumir e deixar cargo ou função;
m) citar seu número de registro do respectivo CRB, após sua assinatura em documentos
referentes ao exercício profissional;
Art. 6º – O bibliotecário deve, em relação aos colegas, à categoria e aos usuários, orientar-se pelos
princípios de justiça e respeito e observar as seguintes normas de conduta:
§ 1º – Em relação aos colegas:

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a) ser leal e solidário, tratar com respeito e civilidade, sem conivência com erros que venham
a infringir a ética e as disposições legais que regem o exercício da profissão;
b) evitar críticas e/ou denúncias contra outro profissional sem dispor dos elementos
comprobatórios;
c) respeitar a propriedade intelectual alheia;
d) respeitar as atividades de seus colegas e de outros profissionais.
§ 2º – Em relação à categoria:
a) dignificar moral, ética e profissionalmente a categoria, por meio de seus atos, no
desempenho de cargo, função ou emprego;
b) prestigiar as entidades da categoria, contribuindo, sempre que solicitado, para o sucesso
de suas iniciativas em proveito da coletividade, admitindo-se a justa recusa;
c) apoiar as iniciativas e os movimentos em defesa dos interesses da sua categoria
profissional, participando efetivamente dos órgãos que a representam, quando solicitado ou
eleito;
d) zelar pelo prestígio e dignidade profissional, bem como pelo aperfeiçoamento das
instituições nas quais atue;
e) facilitar o desempenho dos representantes do órgão fiscalizador, quando no exercício de
suas funções;
f) auxiliar a fiscalização do exercício profissional e zelar pelo cumprimento deste Código de
Ética, comunicando, com discrição, aos órgãos competentes, as infrações de que tiver ciência.
g) representar, quando indicado, as entidades da categoria;
§ 3º – Em relação aos usuários:
a) aplicar todo zelo e recursos ao seu alcance no atendimento ao público, não se recusando
a prestar assistência profissional, salvo por relevante motivo;
b) tratar os usuários com respeito e civilidade;
c) estimular a utilização de técnicas atuais objetivando a excelência da prestação de serviços
ao usuário;
d) assumir responsabilidades pelas informações fornecidas, de acordo com os preceitos do
Código Civil, do Código de Defesa do Consumidor e da Lei de Acesso à informação vigentes.
CAPÍTULO IV
DAS PROIBIÇÕES AO BIBLIOTECÁRIO
Art. 7º – Não é permitido ao bibliotecário, no desempenho de suas funções:
a) praticar, direta ou indiretamente, atos que comprometam a dignidade e o renome da
profissão;
b) nomear ou contribuir para que se nomeiem pessoas sem habilitação profissional para
cargos privativos de bibliotecário, ou indicar nomes de pessoas sem registro nos CRBs;
c) expedir, subscrever ou conceder certificados, diplomas ou atestados de capacitação
profissional a pessoas que não preencham os requisitos da legislação vigente;
d) assinar documentos que comprometam a dignidade e o renome da sua profissão;

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e) violar o sigilo profissional, quando portador de informações confidenciais;


f) utilizar a influência política em benefício próprio;
g) fazer comentários desabonadores sobre a profissão de bibliotecário e às entidades
representativas da sua profissão;
h) permitir a utilização de seu nome e de seu registro à instituição pública ou privada na qual
não exerça, efetivamente, função inerente à profissão;
i) assinar trabalhos ou quaisquer documentos executados por terceiros, ou elaborados por
leigos, alheios a sua orientação, supervisão e fiscalização;
j) exercer a profissão quando impedido por decisão administrativa transitada em julgado;
k) recusar-se a prestar contas de bens e valores que lhes sejam confiados em razão de cargo,
emprego ou função que exerça;
l) deixar de cumprir, sem justificativa, as normas emanadas dos Conselhos Federal e
Regionais de Biblioteconomia, bem como deixar de atender às suas requisições
administrativas, intimações ou notificações, no prazo determinado;
m) utilizar-se da posição hierárquica para obter vantagens pessoais ou cometer atos
discriminatórios e abuso de poder;
n) agir de forma prejudicial ao tratamento igualitário e aceitar atitudes preconceituosa ou
discriminatória de qualquer natureza.
TÍTULO II
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
CAPÍTULO I
DA DEFINIÇÃO DAS INFRAÇÕES ÉTICO-DISCIPLINARES
Art. 8º – A caracterização das infrações ético-disciplinares e a aplicação das respectivas
penalidades regem-se por este Código, sem prejuízo das sanções previstas em outros
dispositivos legais.
Art. 9º – São infrações ético-disciplinares passíveis de penalidades:
I – violar o sigilo profissional de fatos que tenha tomado conhecimento no exercício da
profissão, com exceção daqueles presentes em lei que exigem comunicação, denúncia ou
relato a quem de direito.
II – deixar de prestar serviços profissionais ao estabelecimento com o qual mantém vínculo
profissional;
III – permitir a utilização de seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde não
exerça pessoal e efetivamente sua função.
IV – praticar atos ilícitos em relação à profissão;
V – obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do CRB, quando no exercício de suas funções;
VI – delegar a pessoas leigas atos ou atribuições do bibliotecário;
VII – declarar possuir títulos que não possa comprovar;
VIII – ser conivente ou cúmplice com os indivíduos que exercem ilegalmente a profissão de
bibliotecário ou com os profissionais ou instituições que pratiquem atos ilícitos;

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IX – exercer a profissão quando estiver sob sanção disciplinar;


X – inobservar, desacatar, desrespeitar e descumprir Acórdãos, Resoluções, Portarias, Atos
Administrativos e Normatizações do Sistema CFB/CRBs e outra legislação inerente ao
exercício da profissão;
XI – deixar de informar, por escrito, ao CRB os vínculos
Parágrafo único – As infrações descritas acima são enumerativas, não restringindo ao órgão
de fiscalização ética a apuração, processamento e aplicação de penalidades não
discriminadas, devendo, para tanto, observar a legislação vigente.
Art. 10 – Para a imposição de penalidade e a sua gradação, levar-se-á em conta as
circunstâncias atenuantes e agravantes.
Parágrafo único – Havendo concurso de circunstâncias atenuantes e agravantes, a aplicação
da pena será considerada em razão das que sejam preponderantes.
CAPÍTULO II
DAS CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES
Art. 11 – São circunstâncias atenuantes:
I – ação do infrator não ter sido fundamental para a ocorrência da infração;
II – o infrator, por espontânea vontade, procurar reparar ou minorar as consequências do ato
que lhe foi imputado;
III – ter o infrator sofrido coação para a prática do ato, em defesa de prerrogativa profissional;
IV – ser o infrator primário.
Art. 12 – São circunstâncias agravantes:
I – ter o infrator agido com dolo ou má-fé e praticado fraudes;
II – ter o infrator cometido a infração para obter vantagem pecuniária decorrente de ação ou
omissão contrária ao disposto na legislação em vigor;
III – tendo conhecimento do ato ou fato irregular, o infrator deixar de tomar as providências de
sua alçada, tendentes a evitá-lo ou saná-lo;
IV – o infrator coagir outrem para a execução material da infração;
V – ter agido com premeditação;
VI – acumular infrações, sempre que duas ou mais sejam cometidas no mesmo momento;
VII – haver antecedentes do infrator em relação às normas profissionais de regulação da
Biblioteconomia;
VIII – haver o conluio ou concussão com outras pessoas;
IX – ter a infração consequências para pessoa humana e saúde coletiva;
X – ocorrer reincidência.
Parágrafo único – Ficará caracterizada a reincidência quando o infrator, após decisão
definitiva na esfera administrativa do processo que lhe houver imposto penalidade, cometer
nova infração ou permanecer em infração continuada.
CAPÍTULO III
DAS PENALIDADES

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Art. 13 – As infrações ético-disciplinares serão punidas, de forma alternada, sem prejuízo das
sanções de natureza civil e/ou penal cabíveis, com penas de:
I – advertência reservada;
II – censura pública;
III – multa de 1 a 50 vezes o valor atualizado da anuidade;
IV – suspensão do exercício profissional pelo prazo de até 3 (três) anos;
V – cassação do registro profissional com apreensão da carteira profissional.
§ 1º – A multa consistirá do pagamento de valores pecuniários ao CRB instaurador do
Processo, calculada em moeda corrente, com base na anuidade de pessoa física da época
da conclusão do mesmo, atualizada monetariamente, devendo ser combinada com qualquer
das penalidades enumeradas nos incisos acima e aplicada em dobro no caso de reincidência.
§ 2º – A advertência será aplicada, de forma escrita, por ofício do Presidente do CRB,
cumulada com multa de 1 (uma) anuidade de pessoa física vigente à época.
§ 3º – A censura pública será aplicada de forma escrita, com o emprego da palavra “censura”
por ofício do Presidente do CRB, cumulada com multa de 2 (duas) a 4 (quatro) anuidades de
pessoa física vigentes à época.
§ 4º – A falta de pagamento da multa no prazo estipulado, determinará a suspensão do
exercício profissional, sem prejuízo da cobrança por via executiva.
§ 5º – A suspensão por falta de pagamento de anuidade, taxas e multas somente cessará
com o recolhimento da dívida, podendo estender-se por até 3 (três) anos, ao final do qual o
profissional terá, automaticamente, cancelado o seu registro, desde que não resgate o débito,
sem prejuízo da cobrança executiva.
§ 6º – Ao infrator suspenso por débito será admitida a reabilitação profissional, mediante novo
registro, desde que sejam pagas as anuidades em débito, as multas e demais emolumentos
e taxas cabíveis.
§ 7º – A suspensão do exercício profissional pelo prazo de até 03 (três) anos implicará na
proibição do exercício de qualquer atividade profissional ao bibliotecário, aplicável pelo CRB
com a devida publicidade, cumulada com multa de 5 (cinco) a 7 (sete) anuidades de pessoa
física vigentes à época.
§ 8º – A cassação do registro profissional acarretará ao infrator a perda do direito de exercer
a profissão em todo território nacional, com a consequente apreensão da carteira de
identidade profissional, cumulada com multa de 8 (oito) a 10 (dez) anuidades de pessoa física
vigentes à época.
§ 9º – As penalidades acima descritas serão anotadas na carteira profissional e no cadastro
do CRB, sendo comunicadas ao CFB, aos demais Conselhos Regionais e ao empregador.
§ 10 – Após o encerramento dos Processos em que o CFB atuar como instância originária, os
autos serão encaminhados ao CRB onde o profissional infrator possuir registro principal, para
notificação da decisão e aplicação e cumprimento das penalidades.
Art. 14 – O infrator tomará ciência das decisões proferidas:

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I – pessoalmente, ou por procurador formalmente constituído e com poderes específicos para


receber intimações e delas tomar ciência;
II – mediante notificação, em caso de censura pública, que poderá ser feita por carta
registrada, processo eletrônico ou por meio da Imprensa Oficial, considerando-a efetivada 5
(cinco) dias após a publicação.
Parágrafo único – Em caso de recurso, o mesmo deverá ser interposto dentro do prazo 30
(trinta) dias, a contar da data do recebimento da notificação da decisão de primeira instância,
conforme legislação vigente.
Art. 15 — As infrações éticas e disciplinares prescrevem em 5 (cinco) anos.
CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 16 – Qualquer modificação deste Código somente poderá ser efetuada pelo CFB, nos
termos das disposições legais, ouvidos os CRBs.
Art. 17 – Este Código entra em vigor em todo o Território Nacional na data de sua publicação,
revogando a Resolução 042/2002, publicada no DOU de 14/01/2002, Seção 1, pág. 64.
Brasília, de 07 de novembro 2018.
Raimundo Martins de Lima
Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia
CRB-11/039

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3.4. – QUESTÕES COMENTADAS – ÉTICA PROFISSIONAL.

1. (FUB/CESPE/2011) A ética nas profissões da informação está relacionada com a incorpora-


ção de padrões morais na conduta dos profissionais envolvidos com a disseminação da infor-
mação, visando orientar a atuação dos que exercem essas profissões.
COMENTÁRIO: O Código de Ética n. 42/2002 trata em seu artigo 1º que o principal objetivo do referido
código é fixar normas de conduta daqueles que exerçam as atividades profissionais em Biblioteconomia.
Disseminação da informação é uma atividade exercida por esse profissional. Questão CORRETA.

2. (FINEP/CESPE/2009) Julgue os itens subsequentes, segundo o código de ética profissional


do bibliotecário.
I O bibliotecário não deve realizar avaliações críticas acerca de técnicas disponíveis para serviços bibli-
otecários.
II O código aplica-se às pessoas físicas e jurídicas que atuam na área de biblioteconomia.
III O princípio do contraditório garante o direito de defesa ao bibliotecário acusado por falta de ética.
IV Uma das penalidades aplicáveis ao bibliotecário que comete infrações é a suspensão do registro por
prazo indeterminado, o que implica o recolhimento da carteira profissional pelo órgão competente.
V Em relação aos honorários, o bibliotecário deve exigir remuneração justa, seguindo a tabela de remu-
neração de serviços bibliotecários definida pelo Conselho Federal de Biblioteconomia.
Estão certos apenas os itens:
A) I e III.
B) I e IV.
C) II e III.
D) II e IV.
E) IV e V.
COMENTÁRIO: O Item I afirma que o bibliotecário NÃO deve avaliar ou criticar acerca das técnicas bibli-
oteconômicas utilizadas nos serviços bibliotecários, porém o Código de Ética afirma a alínea j do art. 3º
que este profissional deve “estimular a utilização de técnicas modernas objetivando o controle da quali-
dade e a excelência da prestação de serviços ao usuário”. Afirma também na alínea h do art. 11 que o
bibliotecário deve “formular, junto às autoridades competentes, crítica s e/ou propostas aos serviços pú-
blicos ou privados, com o fim de preservar o bom atendimento e desempenho profissional”. Ou seja, o item
I está errado. O item II está correto e foi respondido pelo art. 1º do Código de Ética que diz: “o Código tem

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por objetivo fixar normas de conduta para as pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades profis-
sionais em Biblioteconomia.”. O item III está correto amparado pelo art. 15 do Código de Ética. O item IV
está errado, pois na suspensão do registro não há recolhimento da carteira profissional, mas sim isso
ocorre na cassação do exercício profissional (art. 13). No item V, segundo o art. 17 do Código de Ética, o
bibliotecário deve exigir remuneração justa do seu trabalho, porém sendo-lhe livre firmar acordos sobre
honorários e salário. O uso da tabela de remuneração não consta nos artigos no Código. Item V errado.
Resposta da questão: Letra C.

3. (TCU/CESPE/2005) A ética profissional do bibliotecário o obriga a observar várias normas de


conduta, entre as quais se incluem ser leal e solidário com os colegas, relevando erros que
possam infringir a ética e as disposições que regem o exercício da profissão.
COMENTÁRIO: A alínea a do art. 5º do Código fala que o bibliotecário deve ser “ser leal e solidário, sem
conivência com erros que venham a infringir a ética e as disposições legais que regem o exercício da pro-
fissão”. Caso o candidato não se lembrasse do art. 5º do Código, apenas pelo bom senso poderíamos enten-
der essa questão como errada, pois não se deve, em nenhuma profissão, relevar erros dos colegas que in-
frinjam a ética. Questão Errada.

4 (Pref. Boa Vista/CESPE/2004) Julgue os itens a seguir, que tratam da legislação sobre a pro-
fissão de bibliotecário e da ética profissional.
O Código de Ética Profissional do Bibliotecário tem por objetivo fixar normas de conduta para as pessoas
físicas e jurídicas que exerçam as atividades profissionais em biblioteconomia.
COMENTÁRIO: A resposta está no O art. 1º do Código de Ética, que afirma que este tem por objetivo fixar
normas de conduta para as pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades profissionais em bibliote-
conomia. Questão Certa.

5. (Min. C&T/CESPE/2004) O Código de Ética Profissional do Bibliotecário aplica-se às pessoas


físicas e o seu caráter generalista impede que haja artigos mais explícitos, especialmente no
tocante a proibições e infrações disciplinares.
COMENTÁRIO: O art. 1º do Código de Ética afirma que este tem por objetivo fixar normas de conduta para
as pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades profissionais em biblioteconomia. Ou seja, a questão
alterou muito o artigo e suprimiu as pessoas jurídicas. Questão Errada.

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6. (TRE-RR/FCC/2015) Observe os dois agrupamentos abaixo, relacionados ao Código de Ética


Profissional do Bibliotecário.
I. Dever em relação à classe.
II. Dever em relação aos colegas.
III. Dever em relação aos usuários e clientes.
a. Ser leal e solidário, sem conivência com erros que venham a infringir a ética e as disposições legais
que regem o exercício da profissão.
b. Orientar a técnica da pesquisa e a normalização do trabalho intelectual de acordo com suas compe-
tências.
c. Acatar a legislação profissional vigente
A ordenação correta dos conceitos com os termos adequados é
(A) Ia; IIb; IIIc.
(B) Ic; IIa; IIIb.
(C) Ib; IIa; IIIc.
(D) Ic; IIb; IIIa.
(E) Ia; IIc; IIIb.
COMENTÁRIO: “Ser leal e solidário, sem conivência com erros que venham a infringir a ética e as disposi-
ções legais que regem o exercício da profissão”, está descrito na alínea a, do art. 5º do Código de Ética, que
trata da conduta do bibliotecário em relação aos colegas. “Orientar a técnica da pesquisa e a normalização
do trabalho intelectual de acordo com suas competências “, está descrito na alínea c, do art. 7º do Código
e trata da relação quantos aos usuários e clientes. “Acatar a legislação profissional vigente” está descrita
na alínea d do art. 6º do Código, que trata da conduta do bibliotecário em relação a classe. Resposta da
questão. Letra: B

7. (Pref. Mun. Cascavel-PR/CONSULPLAN/2016) “Conduta do bibliotecário pautada nos prin-


cípios de consideração, apreço e solidariedade.” Tal conduta está relacionada a:
A) Colegas de profissão.
B) Clientes de particulares.
C) Usuários da informação.
D) Representantes de classes.
E) Mantenedores das instituições.
COMENTÁRIO: O art. 4º do Código afirma que a conduta do Bibliotecário em relação aos colegas deve ser
pautada nos princípios de consideração, apreço e solidariedade.

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4 – LISTA DE QUESTÕES.
1. (TCDF/CESPE/2014) Julgue os itens que se seguem, relativos à gestão da informação e do
conhecimento.
A informação organizacional resulta das interpretações cognitiva e afetiva de um determinado grupo
de indivíduos.

2. O sistema de gestão do conhecimento possui forte relação com a cultura organizacional.

3. (TCDF/CESPE/2014) Julgue os itens subsecutivos no que se refere à ética profissional.


A confidencialidade é um dos princípios da relação entre o profissional bibliotecário e os usuários do
serviço de informação, de maneira que os profissionais devem tomar medidas que assegurem que
os dados não sejam compartilhados fora do processo original.

4. Conforme a lei de propriedade intelectual, a atribuição de proteção a uma obra depende de


registro por parte do autor.
A respeito de documentação e ciência da informação, julgue os itens que se seguem.

5. No âmbito da documentação, “informação como coisa” refere-se a uma classe restrita de


objetos que formam os sistemas de informações documentais ou bibliográficas, razão por que
objetos da natureza, artefatos, imagens e sons são excluídos dessa classe.

6. Na representação primária do documento, isto é, na identificação e hierarquização de con-


ceitos presentes no item bibliográfico, aplica-se a epistemologia.

7. A documentação considera perfurações em série, sinais magnéticos, signos visuais e signos


auditivos como documentos do tipo suporte de dados.

8. Um dos princípios estabelecidos por Paul Otlet para a documentação preconiza o registro do
pensamento humano e da realidade exterior em elementos de natureza material, isto é, docu-
mentos que possibilitem o acesso à informação e ao conhecimento.

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9. A proposta terminológico-epistemológica do conceito da ciência da informação, feita de


forma clara e simples, contribuiu para a aceitação e disseminação da identidade dessa disci-
plina.

10. (STJ/CESPE/2018) Ele se preparava para subir na motocicleta. Seus olhos brilhavam, o que
era sempre indício de que estava descobrindo alguma novidade, então, surgiu o sorriso carac-
terístico dessas ocasiões, e falou: “Você quer dizer, ‘Os livros são para usar’; você quer dizer
que esta é a sua primeira lei”. Partiu sem nem ao menos esperar por minha reação (...). Os
enunciados das outras leis surgiram automaticamente. Levei umas três horas preenchendo
cinco folhas de papel com a dedução das cinco leis. Seus enunciados estavam assim completos.
S. R. Ranganathan. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2009 (com
adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens que se seguem, com relação às
cinco leis da biblioteconomia, propostas por Ranganathan.
O CRM (Customer Relationship Management) é uma abordagem que garante a premissa prevista na
segunda lei de Ranganathan: “Todo leitor tem seu livro”.

11. Localização da biblioteca, horário de funcionamento, iluminação, disposição de estantes


são fatores críticos de sucesso para o cumprimento da primeira lei de Ranganathan: “Os livros
são para usar”.

12. Ranganathan reconhece a limitação de abrangência da quinta lei, qual seja: “Uma biblioteca
é um organismo em crescimento”, uma vez que as áreas do conhecimento já estavam devida-
mente categorizadas em instrumentos, como a Classificação Decimal de Dewey (CDD).

13. A quarta lei — “Poupe o tempo do leitor” — impacta a organização e os métodos utilizados
no serviço de referência, que passa a ser estruturado em duas categorias: o serviço de referên-
cia rápida e o serviço de referência de longo alcance.

14. (Senado Federal/FGV/2008) Em se tratando das “Cinco Leis de Ranganathan”, a 5ª e última


lei indica que a biblioteca deve estar pronta para:

(A) encontrar seus leitores potenciais.


(B) se adaptar às condições sociais cambiantes e aos desenvolvimentos tecnológicos.

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(C) promover a acessibilidade aos itens de seu acervo.


(D) atender às necessidades informacionais de seus leitores.
(E) considerar o tempo despendido pelo usuário no atendimento das suas necessidades.

15. (UFAL/COPEVE-UFAL/2011/Bibliotecário Documentalista)


Ranganathan propôs um conjunto de leis que permitem expressar as metas fundamentais que os
serviços de informação devem alcançar. Nessa perspectiva, pode-se considerar que a lei
a) “A biblioteca é um organismo em crescimento” enuncia qu os recursos bibliográficos crescem
invariavelmente em progressão geométrica vertical.
b) “A cada livro o seu leitor” afirma que o papel da biblioteca é passivo e que os dados sobre o
empréstimo indicam taxa de satisfação do usuário com relação ao atendimento prestado.
c) “A cada leitor o seu livro” afirma unicamente a necessidade de se ter no acervo o item procurado
pelo leitor, um exemplar para cada usuário.
d) “Os livros são para usar” indica que o custo por uso não deve interferir na decisão sobre a política
de formação de acervo.
e) “Poupe o tempo do leitor” afirma que o tempo do usuário tem um custo que deve ser considerado
na análise de custo-eficácia de um serviço de informação.

16. Ano: 2012 Banca: CONSULPLAN Órgão: TSE Prova: Analista Judiciário - Biblioteconomia
O conceito de biblioteca pode ser analisado a partir das Leis da Biblioteconomia formuladas por
Ranganathan. “Dessas leis, [...] resulta a ideia de que a finalidade da biblioteca é promover a efetiva
utilização de seus materiais e não ser um mero local de custódia; de que os acervos devem ser for-
mados segundo as necessidades efetivas dos usuários; de que estes devem ter ao seu dispor serviços
organizados e eficientes; e que, pelo fato de tender ao crescimento incessante, é preciso que haja
mecanismos de seleção e descarte adequados.”
(Lemos, Antônio Agenor Briquet de. Bibliotecas. In: Campello, Bernardete; Caldeira, Paulo da Terra.
Introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2005. p.102)
A afirmação de que os usuários “devem ter ao seu dispor serviços organizados e eficientes” remete
à lei de Ranganathan que preconiza
a) os livros são para usar.
b) a cada leitor, seu livro.
c) a cada livro, seu leitor.
d) poupe o tempo do leitor.

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17. Ano: 2012 Banca: CONSULPLAN Órgão: TSE Prova: Analista Judiciário - Biblioteconomia
Ao analisar as implicações da quinta Lei da Biblioteconomia – a biblioteca é um organismo em cres-
cimento. Ranganathan qualificou esse crescimento como “infantil” e “adulto”. Descreveu o cresci-
mento “infantil” como aquele que envolve o aumento do tamanho da biblioteca e que requer ações
de organização e administração; e o crescimento “adulto”, como aquele em que há desenvolvimento
sem aumento do tamanho total, e que requer estruturas sistêmicas de cooperação. O crescimento
“infantil” e o crescimento “adulto” se complementam e caracterizam dois tipos modelares de bibli-
otecas voltadas, respectivamente, para a
a) catalogação e desenvolvimento de coleções.
b) conservação e prestação de serviços.
c) disseminação e recuperação da informação.
d) gestão estratégica e processamento técnico.

18. Ano: 2010 Banca: CESPE Órgão: ANEEL Prova: Analista Administrativo
Julgue os itens a seguir, acerca do sistema de governança do Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).
As cinco leis de Ranganathan aplicam-se às diversas atividades bibliotecárias e estabelecem relações
com os serviços prestados em bibliotecas e com as fontes de informação utilizadas para atendimento
aos usuários. Acerca da aplicação dessas leis, julgue os itens a seguir.
A catalogação analítica, ao fornecer dados catalográficos completos de livros e periódicos no todo,
torna-se fundamental para o cumprimento da primeira lei — os livros são para usar.

19. Ano: 2017 Banca: IDECAN Órgão: INCA Prova: Analista em Ciência e Tecnologia Júnior L – I
- Informação Técnico-Científica em Prevenção e Controle do Câncer
As cinco leis da Biblioteconomia formuladas por Ranganathan servem de base para a v bibliotecas,
sendo que cada uma das leis orienta a avaliação para um aspecto específico. A aplicação da terceira
lei – a cada livro seu leitor – pressupõe avaliar em que medida a biblioteca
a) adapta-se às mudanças das necessidades de sua clientela.
b) pode tornar um item acessível ao usuário quando solicitado.
c) mostra aos usuários a existência de acervo potencialmente útil.
d) é capaz de aproveitar as possibilidades oferecidas pela tecnologia.

20. Ano: 2016 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: Bibliotecário Documentarista
Segundo Targino (2010), as "Cinco leis da Biblioteconomia", estabelecidas em 1928 e publicadas,
pela primeira vez em 1931, pelo indiano Shiyali Ramamrita Ranganathan, vencem o tempo e conti-
nuam como essenciais para quem consegue visualizar, na biblioteconomia, chance inigualável de
exercer a cidadania e lutar pelo acesso universal.

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Diante desta afirmativa, qual dos preceitos abaixo se aplica às necessidades de bibliotecas e biblio-
tecários adaptarem-se às necessidades mutáveis dos usuários em pleno século XXI, em meio ao do-
mínio de fluxo informacional contínuo e inesgotável, onde as TICs marcam presença ostensiva e ir-
reversível?
a) Poupe o tempo do leitor.
b) A cada leitor o seu livro.
c) A cada livro o seu leitor.
d) A biblioteca é um organismo em crescimento.
e) Os livros são para usar.

21. Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: TC-DF Prova: Analista de Administração Pública - Bibliote-
conomia
Com relação à aplicação prática de princípios e normas para a criação, para a organização e para a
administração de bibliotecas — um dos primeiros conceitos de biblioteconomia emitidos pela ALA
(American Library Association) — e, ainda, relativamente à ciência da informação, que sofreu gran-
des influências da documentação e da recuperação da informação, julgue os itens seguintes.
De acordo com a segunda lei de Ranganathan, o desenvolvimento das bibliotecas não necessita ser
planejado sistematicamente para ficar em consonância com as mudanças sociais e tecnológicas.

22. Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: TC-DF Prova: Analista de Administração Pública - Bibliote-
conomia
Acerca dos sistemas documentários de uma biblioteca, julgue os itens a seguir.
Ranganathan, bibliotecário indiano, recomendou que houvesse uma extrapolação do termo livro
para o termo documento ao afirmar que o serviço eficiente, rápido, preciso e exaustivo de forneci-
mento de microideias em nascimento aos especialistas, exigido pela pressão social de hoje, deno-
mina-se serviço de documentação.

23. Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANTT Prova: Analista Administrativo - Biblioteconomia
Em relação ao serviço de referência, julgue os itens que se seguem. Nesse sentido, considere que as
siglas DSI e RSS, sempre que utilizadas, referem-se, respectivamente, a disseminação seletiva da
informação e rich site summary.
As leis de Ranganathan, “poupe o tempo do usuário” e “para cada leitor seu livro”, representam o
conceito de DSI.

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4.2. – GABARITO

1. Certo.
2. Certo.
3. Certo.
4. Anulado.
5. Errado.
6. Errado.
7. Certo.
8. Certo.
9. Errado.
10. Certo.
11. Certo.
12. Errado.
13. Errado.
14. Letra B.
15. Letra B.
16. Letra B.
17. Errado.
18. Letra D.
19. Certo.
20. Letra D.
21. Errado.
22. Certo.
23. Certo.
#nomeadoate2020

Bons Estudos!

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