Carlos Henrique Silva Galdino - 14256 João Luis Villar de Oliveira – 14263 Raphael Pereira de Faria – 14276

Informática na educação
Educação
Antes de acordar como a informática é aplicada na educação, é preciso definir este último termo. Ela pode ser dividida em duas partes: ensino e aprendizado. O ensino está ligado à parte dos professores e do sistema educacional como um todo. A parte do aprendizado, aos alunos. O objetivo deste trabalho é analisar como o conceito tradicional de educação é impactado pela informática (e tecnologia, de uma maneira geral), tanto em escolas, universidades ou cursos técnicos.

E-learning
Vivemos em uma época em que palavras como e-mail, e-businnes, e e-commerce são de uso rotineiro. É natural, portanto, que surgisse o conceito de E-learning, que é o uso do computador de uma maneira pedagógica dentro da sala de aula. Entretanto, a implantação de um sistema integrado na educação esbarra em alguns problemas.

A maior dificuldade de um uso efetivo da informática está na própria escola. Nesse âmbito, o principal problema é o próprio professor: ele pode não saber usar as ferramentas de uma maneira correta. Às vezes, inclusive, o aluno já sabe usar um determinado software melhor do que o próprio professor, e em uma sala de aula tradicional isso seria inconcebível, visto que num primeiro momento, o professor deveria ser o único que detém o conhecimento.

Em uma pesquisa realizada recentemente, professores e alunos foram questionados: “O uso de um computador traria benefícios à dinâmica da sala de aula?”. 98% dos alunos disseram acreditar que sim, que a nova maneira de se transmitir o conhecimento ajudaria no aprendizado. Ao mesmo tempo, apenas 63.3% dos professores concordaram sobre os benefícios, o que corrobora a relutância do ensino descrita no parágrafo anterior. Esse fato é conhecido com gap geracional: há um vazio entre a geração atual, que utiliza computadores rotineiramente, e a geração anterior, que desconhece ou tem medo de se integrar tecnologicamente.

Outro fator que contribui contra a o uso bem-feito da informática na educação são os próprios softwares. A situação é conflitante: um software pode ser tecnicamente usável, apresentando informações relevantes sobre o assunto, mas falhar quanto ao sistema pedagógico usado. Ao mesmo

Em tais escolas. projeto do MIT que visa um computador para cada criança. Quase 70 anos depois. com uma abordagem investigativa e reflexiva no ensino. Nos EUA. O projeto continua até hoje. ganham-se 10 minutos de uso. Tal projeto visava a escolha de algumas escolas que seriam ‘apadrinhadas’ por cada universidade. a cada minuto recarregado. A primeira utilização neste país de um sistema tecnológico data de 1940. para simulações físicas. com participação. Enquanto isso. e toda a base necessária para a transmissão do conhecimento? O ensino público deveria priorizar a solução de outros problemas. Embora o seu custo ainda não seja tão baixo (atualmente gira em torno de 175 dólares). antes de uma possível alternativa tecnológica para o ensino – ao menos no Brasil. e os resultados de cada instituição apresentados em seminários anuais. fazendo com que ele ‘crie’ conhecimento. sem muita expressão ou investigação dos “por que”s ou “como”s. embora com resultados nada expressivos. Por aqui. os EUA inovam com idéias como o One laptop per child. o aluno é incentivado a entender os “por que”s e “como”s. já que o laptop sequer precisa ser ligado à tomada. Ele será simplesmente um ensino obsoleto informatizado. Por meio de uma manivela. E finalmente. há falta de merenda. começaram a ser utilizados computadores para simulações de química. que auxiliariam o ensino. Uma alternativa brasileira ao que acontecia nos avanços da tecnologia aplicada à informação aconteceu na década de 70. Na UNICAMP. por exemplo. um software pode ser pedagogicamente usável. a um custo de 100 dólares cada. quando simuladores de vôo eram usados no treinamento de pilotos. é uma excelente alternativa. Se o uso de informática for adicionado a essa equação. Nela. E segundo . o ensino público tem problemas maiores a serem resolvidos. utiliza-se uma metodologia instrucionista. Na UFRJ. fundamentos da linguagem de programação BASIC eram ensinados para os alunos de pós-graduação em Educação.tempo. Aulas interativas. e o uso apropriado da informática levam ao construcionismo. em que o conhecimento passa do professor para o aluno de uma maneira passiva. Tais faculdades. testes com a inclusão da informática no processo de educação seriam realizados. e na UFRGS. para que eles pudessem criar os seus próprios softwares. juntamente com a UFMG e UFPE criaram o projeto EDUCOM. carteiras. O que faz o ensino americano ser tão superior ao nosso? A metodologia utilizada. o ensino (desde o colegial até as grandes universidades) está a anosluz do nosso. embora o Brasil não tenha comprado uma sequer (apenas realizado testes em algumas escolas). mas apresentar informações técnicas pobres. nos EUA a metodologia utilizada é o construcionismo. Alguns milhões de unidades deste laptop já foram vendidas pelo mundo afora. Como cogitar um ensino informatizado se os professores ganham uma miséria. o ensino continuará obsoleto.

etc. O GCompris contém aproximadamente 100 atividades dentro das seguintes categorias: descoberta do computador. existem duas versões para Windows. O primeiro programa apresentado é o GCompris que é uma suíte educacional contendo diversas atividades para crianças com idade entre 2 a 10 anos. a versão paga custa 20 Euros. Esses programas variam dentre as mais diversas categorias. Windows e também Mac OS X. clientes de e-mail. ciências. o criador do GCompris justifica esse preço visando incentivar a utilização do Linux. Software livre na educação. Os softwares estão presentes no dia-a-dia de todos os usuários de computador. A seguir serão apresentados alguns desses programas e até uma distribuição de sistema operacional feita com objetivo de auxiliar o ensino de crianças. possui uma comunidade muito grande e é essa comunidade que cria diversos programas que são liberados de graça para qualquer pessoa. Ele está disponível para Linux. . A seguir é mostrada uma captura de tela do programa. sejam eles pagos ou não. processadores de texto.pesquisas. álgebra. leitura e outros. Hoje em dia o movimento do software é uma realidade. jogos. geografia. sejam jogos. A categoria de softwares educacionais também não fica pra trás e possui diversos representantes. informações adquiridas desta forma têm uma durabilidade maior do que o conhecimento adquirido de maneira instrucionista. É possível afirmar que para cada categoria de programa pago encontrado no mundo você irá encontrar um similar sem custo. uma de graça mas que não contém todas as atividades e uma outra paga contendo todas as atividades. A maioria das instituições de ensino do país não possuem uma condição financeira muito boa a ponto de serem capazes de comprar todos os softwares necessários para o ensino mas isso não é um motivo para a não utilização de softwares durante o processo de ensino. IDEs(ambiente de desenvolvimento integrado).

No site do GCompris é possível encontrar diversos relatos do uso do GCompris em escolas do mundo inteiro. O KTurtle utiliza uma linguagem de programação chamada TurtleScript que lembra a linguagem Logo. O KDE Education Project como mencionado anteriormente é um projeto similar ao GCompris contendo 20 aplicações. além de diversos outros programas que auxiliam os professores e alunos durante o aprendizado. O Edubuntu já trás por padrão diversos aplicativos educacionais. o KDE Education Project que é um projeto similar ao GCompris. todas as ferramentas estão disponíveis na interface do programa e a linguagem utilizada para programar é bem simples. Já existem várias escolas em diversas regiões do Brasil utilizando o GCompris e os relatos são bastante positivos. O usuário utiliza diversos comandos para programar e assim desenhar em um plano cartesiano. como mostrado na imagem a seguir: . como o GCompris mencionado anteriormente. Uma dessas aplicações merece destaque por ser uma ferramenta de ensino de programação para crianças. O Edubuntu é uma distribuição Linux baseada no Ubuntu que foi desenvolvidada para a utilização em escolas e comunidades. O uso do KTurtle é bastante simples. O desenvolvimento do Edubuntu foi feito em conjunto com professores de diversos países e é recomendado para crianças com idade entre 6 a 18 anos. a ferramenta em questão é o KTurtle.

.Outro projeto que tem como objetivo ensinar programação para crianças é o Greenfoot. O Greenfoot é utilizado para criar jogos com elementos visuais utilizando a linguagem Java. Ele possui um ambiente completo de desenvolvimento além de um framework para a criação de grades bidimensionais. A interação e criação de jogos é feita através do mouse atribuindo ações e também através do teclado onde o usuário pode programar dentro do editor de código que vem incluso no Greenfoot. o seu uso é recomendado para crianças com mais de 13 anos de idade. Por ser um mais complexo que o KTurtle por exemplo. A seguir é mostrado uma imagem da utilização do programa.

o notebook. A presencial é a dos cursos regulares. História O primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston. onde professores e alunos se encontram sempre num local físico. Além dos descontos exclusivos existem aindas as parcerias acadêmicas. através de tecnologias. Educação à Distância Hoje em dia. em qualquer nível. A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias. chamado sala de aula. assim como. o iPod. no dia 20 de março de 1728. Como dito anteriormente existem diversos softwares livres como as IDEs que já são bastante conhecidas pelos estudantes. A semipresencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância. o telefone. em especial as hipermídias. semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). . A Universidade Federal de Itajubá chegou a apresentar uma parceria com a IBM há alguns anos atrás mas até hoje nunca se viu um resultado sequer dessa parceria e os motivos para tal permancem desconhecidos. principalmente as telemáticas. Ambos os programas oferecem diversas soluções sem custo para os cadastrados. onde empresas oferecem seus produtos sem custo para os estudantes. também chamada de teleducação). o fax. por vezes designada erradamente por ensino à distância. pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída. mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação. o vídeo. como as pessoas que vivem em Boston". mas também podem ser utilizados o correio. É o ensino convencional. pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips: "Toda pessoa da região. o rádio. desejosa de aprender esta arte.Parcerias acadêmicas Os estudantes de computação também possuem recursos que podem auxiliá-los durante a sua graduação. Dois projetos bastante conhecidos são o IBM Academic Initiative e o Microsoft DreamSpark. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz. o CD-ROM. temos a educação presencial. permite também que faça seu auto estudo em tempo distinto. o celular. como a Internet. entre outras tecnologias semelhantes. mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo. a televisão. Educação a distância (EaD. é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem. Um outro tipo de recurso disponível para esses estudantes são os descontos exclusivos para estudantes que diversos softwares pagos possuem. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais.

Já em 1939 surgiu em São Paulo (cidade) o Instituto Monitor. criou uma Divisão de Ensino por Correspondência no Departamento de Extensão daquela Universidade. Em 1891. entre outros.Técnico Monitor. escolas internacionais. a Fundação Roberto Marinho era um programa de educação supletiva a distância. em Boston. em Berlim. Entretanto. Anna Eliot Ticknor criou a Society to Encourage Study at Home. demarcando a chegada da segunda geração de EaD no país. surgiu a primeira legislação específica para educação a distância no ensino superior. Colômbia. Em 1891. o desenvolvimento de uma ação institucionalizada de educação a distância teve início a partir da metade do século XIX. estágios. em 1873. a administração da Universidade de Wisconsin aceitou a proposta de seus professores para organizar cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária. Posteriormente. Venezuela. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais. que penetrou também no ensino formal. William R. Dois anos depois. por correspondência.Em 1833. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar. começou a utilização de um novo meio de comunicação. Ead no Brasil Em 1904. Um ano depois. em 1840. um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência. Entre as décadas de 1970 e 1980. o rádio. A partir daí. patrocinada pelo SENAC. de 20 de dezembro de 1996. ficam obrigatórios os momentos presenciais para avaliação. Edgard Roquette-Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro. o reitor da Universidade de Chicago. teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. ofereciam cursos pagos. Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. defesas de trabalhos e conclusão de curso. para ensino fundamental e ensino médio. em 1947 surge a Nova Universidade do Ar.394. Foster iniciou em Scarnton (Pensilvânia) o International Correspondence Institute. e na Inglaterra. com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração. que durou até 1944. Harper. Em 1994. fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância. . tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil. Thomas J. na época ainda com o nome Instituto Rádio. que eram instituições privadas. No entanto. que já havia experimentado a utilização da correspondência na formação de docentes para as escolas dominicais. Em 1934. As bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional n°9. SESC e emissoras associadas. México. Na década de 1970. Em 1856. com aulas via satélite complementadas por kits de materiais impressos. Isaac Pitman sintetizou os princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos. no modelo de teleducação.

por isso foi desenvolvido um amplo conjunto de ferramentas de comunicação como o Correio Eletrônico. num curso on-line à sua escolha. Acessos. Evolui constantemente adequando-se às necessidades dos seus utilizadores. de 27 de maio de 1996. além de ferramentas de consulta às informações geradas em um curso como a ferramenta Intermap. administradores de sistemas. O TelEduc foi concebido tendo como elemento central a ferramenta que disponibiliza Atividades. É desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual. em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem colaborativa. na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED). Voltado para programadores e acadêmicos da educação. Ele foi concebido tendo como alvo o processo de formação de professores para informática educativa.. baseado na metodologia de formação contextualizada desenvolvida por pesquisadores do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp. Permite. Perguntas Freqüentes. estão a estreia do canal Tv Escola e a apresentação do documento-base do “programa Informática na Educação”. foi lançado oficialmente. Diário de Bordo. . constitui-se em um sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line. o Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação –. Grupos de Discussão. a um estudante ou a um professor integrar-se. etc.A Secretaria de Educação a Distância – SEED – foi oficialmente criada pelo Decreto nº 1. de maneira simplificada. Leituras. Ferramentas TelEduc O TelEduc é um ambiente para a criação. software. que reune programadores e desenvolvedores de software livre. etc. nesse mesmo ano. A intensa comunicação entre os participantes do curso e ampla visibilidade dos trabalhos desenvolvidos também são pontos importantes. Isso possibilita a ação onde o aprendizado de conceitos em qualquer domínio do conhecimento é feito a partir da resolução de problemas. Bate-Papo etc. professores. designers e usuários de todo o mundo. E após uma série de encontros realizados pelo País para discutir suas diretrizes iniciais. estudando ou lecionando. participação e administração de cursos na Web. Portfólio. referências na Internet. com o subsídio de diferentes materiais didáticos como textos. que podem ser colocadas para o aluno usando ferramentas como: Material de Apoio. dentre outros. em 1997. Moodle O conceito foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas. Entre as suas primeiras ações.917. Mural. cujo objetivo é a instalação de laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil.

● Controlo de acessos. ● Suporte tecnológico para a disponibilização de conteúdos de acordo com um modelo pedagógico e design institucional. que tanto pode dar origem a uma página de um único professor/formador. como à página de uma Universidade. e que pode ser constituídos por vários capítulos. conteúdos de pastas) ● Materiais dinâmicos (atividades): ○ Avaliação do Curso ○ Chat ○ Diálogo ○ Diário ○ Fórum ○ Glossário . de acordo com a atividade a ser desenvolvida: Formato Social – em que o tema é articulado em torno de um fórum publicado na página principal.Constitui-se num software intuitivo e fácil de utilizar. sem limite de tempo pré-definido. permitindolhes ver qual a sua classificação.onde cada assunto a ser discutido representa um tópico.o professor/formador tem acesso a trabalhos enviados pelos alunos. Os cursos Moodle podem ser configurados em três formatos. resposta curta.atividade proposta pelo professor/formador aos alunos ○ Trabalho com Revisão . ● . ● Partilha de conteúdos entre instituições. A plataforma Moodle apresenta como pontos fortes. ● Gestão total do ambiente virtual de aprendizagem. com dezenas de milhar de alunos/utilizadores. ○ Lição ○ Pesquisa de Opinião (referendo) ○ Questionário . ○ Tarefa . Os recursos disponíveis para o desenvolvimento das atividades são: ● Materiais estáticos (ex.com questões de diversos tipos (escolha múltipla. páginas de texto Web. ● Formato em Tópicos . ○ Livro . verdadeiro ou falso. com datas de início e fim. pode avaliá-los e comentá-los. ● Formato Semanal .utilizado para descrever termos e respectivas definições.no qual o curso é organizado em semanas. comparação) pode ser respondido on-line pelos alunos. apontadores para ficheiros ou páginas Web. ligados à disciplina. dispostos em dois níveis diferentes.permite disponibilizar um livro eletrónico criado pelo professor. ● Maior facilidade na produção e distribuição de conteúdos. ● Realização de avaliações de alunos.: páginas de texto. quando utilizado para o ensino: ● Aumento da motivação dos alunos. ● Atribuição de notas.