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Unidade da Igreja 01/07/2007

A igreja é um organismo vivo que existe para cumprir um propósito definido de


Deus. Seu objetivo principal é glorificar Jesus Cristo, Seu amado filho. Deus tem tanto
prazer e alegria nele que planejou na eternidade uma família de muitos filhos semelhantes a
ele. Este é um mistério tão grande e maravilhoso que foge à compreensão humana. Mas
Deus é glorificado quando a Igreja se sujeita ao cabeça. Há muitos membros, mas somente
uma cabeça. É ela quem deve governar as ações do corpo, e o seu governo é o melhor que
podemos experimentar
Cristo em nós é a esperança da glória (Cl 1.27), e a única razão de existirmos como
igreja é glorificarmos a Cristo. Aprouve a Deus que em Seu Filho habitasse toda a plenitude
(Cl 1.19). Por isso somos aceitos por ele; somos vistos através do filtro de Cristo. Sua obra
perfeita na cruz nos garante livre acesso ao Pai. Esses são pontos que a maioria dos cristãos
conhece, embora nem todos vivam de acordo com essa realidade. Como já foi mencionado,
a Igreja é um organismo vivo. Porém é um organismo sem vida própria, ou seja, precisa da
cabeça para conduzi-lo; só a cabeça conhece as reais necessidades do corpo.
A cabeça diz que cada membro do corpo tem sua função e é insubstituível. Se um
membro não executa adequadamente seu papel, outro membro será sobrecarregado, com
prejuízo para o corpo. Diante desse fato entendemos que a discriminação de um membro
faz o corpo pagar um alto preço. Talvez a maioria dos cristãos não admita que discrimine
alguém, mas esta discriminação pode ser muito sutil. Por exemplo: Cristãos que tem um
forte apego a doutrinas e rituais, discriminam aqueles que não seguem o mesmo padrão,
achando que não são espirituais. Aqueles que são mais liberais desprezam tais práticas, e o
fazem sob forte crítica. Suas observações são de que o legalismo é inútil na vida cristã, e
gera escravidão. Quando o espírito de quem debate está errado, Deus não toma partido;
questões teológicas jamais poderão tomar o espaço devido ao amor e a unidade. O amor é o
caminho sobremodo excelente; ele expressa a própria natureza de Deus. Diante do amor
ágape nossa mesquinhez se torna patente. Entretanto, o Senhor nos corrige e nos exorta
com amor. É assim que nós também deveríamos proceder com aqueles que pensam
diferente de nós em questões não essenciais a fé. Deus não faz acepção de pessoas, e espera
que também sigamos seu exemplo neste aspecto.
Uma das coisas que mais tem afetado o testemunho da Igreja no mundo é o grande
número de congregações espalhadas por todos os cantos da terra. Muitos pensam que há
várias igrejas, quando na realidade existe apenas uma. É comum ouvirmos frases tipo
“vamos a Igreja”, quando na prática isso é impossível. Ninguém pode ir à igreja, mas sim
fazer parte dela. A palavra igreja é usada na maioria das vezes para referir-se a um
monumento ou a um local, quando ela é na verdade um ajuntamento dos santos eleitos em
Cristo Jesus.
A existência de denominações Igreja certamente não está no coração de Deus,
contudo ele tolera, assim como tolerava algumas práticas no Antigo Testamento, como a
bigamia. Muitas novas denominações têm surgido a cada ano, e infelizmente, muitas delas
são fruto de divisão no corpo de Cristo. Isso acontece porque a divergência é mais forte que
o amor; o caminho sobremodo excelente é esquecido e tudo o que sobra é uma congregação
sem a verdadeira expressão da ação do Espírito Santo. Este é um pecado que precisamos
nos arrepender.