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Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Departamento Acadêmico da Construção Civil Técnico Integrado em Saneamento Análise

de Águas e Efluentes Professora Sônia Maria de Almeida Érika Farcili Fernandez Helena Fonseca Oliveira Nicholas Antunes di Lucia Samantha Mangrich de Assunção Turma 812

DETERMINAÇÃO DE CLORO RESIDUAL E ATIVO

Florianópolis, novembro de 2011.

O relatório aqui descrito apresenta a discussão entre os valores encontrados e os valores de referência.2 e 2. é obrigatório que esta passe por um processo de desinfecção.0 mg/L de Cloro gasoso. para a determinação de cloro ativo e residual. capazes de produzir doenças. a partir das análises feitas em laboratório. localizado na ala norte do IFSC. entre 0.INTRODUÇÃO No Brasil. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2 . respectivamente. Os processos de desinfecção têm como objetivo a destruição ou inativação de organismos patogênicos. As amostras utilizadas foram. A quantidade de cloro adicionada deve obedecer aos parâmetros da portaria 518 do Ministério da Saúde. direto da embalagem. qualquer que seja a qualidade da água a ser tratada. e a água do bebedouro do corredor térreo. hipoclorito de sódio da marca Qboa. A adição de cloro é feita ainda na estação de tratamento de água. campus Florianópolis. e a cloração (adição de cloro) é responsável por manter esse parâmetro adequado. antes de esta ser distribuída à população.

2008): É o teor de cloro que sobra na água em excesso após o tempo de contato. desde o ponto de tratamento até o consumidor.5 mg/L. sendo obrigatório a manutenção de.2 mg/L em qualquer ponto da rede de distribuição. Recomenda-se como máximo de cloro residual livre um valor de 2. A permanência de um resíduo de cloro assegura a manutenção da qualidade microbiológica.0 mg/L. 1. CLORO ATIVO (CARBOCLORO. 2004): Após a desinfecção. porém. nesta reação também se forma o Cloreto de Sódio (NaCl). o valor máximo permitido de cloro livre em água potável é 5. no mínimo 0. O processo é representado na seguinte reação química: 2 NaOH + Cl2 → NaCLO + NaCl + H2O PARÂMETROS DE COMPARAÇÃO (Portaria 518/MS. Além do hipoclorito de sódio.0 mg/L.Definições CLORO RESIDUAL (HOSTING. a água deve conter um teor mínimo de cloro residual livre de 0. 2009): Solução diluída de hipoclorito de sódio (NaClO) gerada quando o gás cloro (Cl2) passa por uma solução concentrada de hidróxido de sódio (NaOH). PROCESSO DE DETERMINAÇÃO DO TEOR DE CLORO RESIDUAL 3 .

no laboratório. 1. protegidos com plástico. . . .1.Na2S2O-3 (tiossulfato de sódio) .Amostra (Água do bebedouro). diluímos o Tiossulfato de Sódio da concentração de 0. coletamos a amostra de água no piso inferior da ala norte do IFSC.Garra Metálica. .CH3COOH (ácido acético) de concentração 30%.1. .KI (iodeto de potássio). Depois. Materiais: . . .3.01 mol/L para 0. 4 .C = 0. Procedimento: Primeiro. 1. avolumando com água até o traço de referência (diluição 1:10). . O processo foi feito adicionando 10 mL de Tiossulfato de Sódio em um balão volumétrico de 100 mL.01 mol/L → Após diluição C = 0.001 mol/L.Bureta volumétrica. Depois.Pipetas. .Balão volumétrico.2.Espátula. Reagentes: .Erlenmeyer de 250 mL. em béqueres de 250 mL.001 mol/L.Béquer.

Demonstração Bureta: Na2S2O-3 (tiossulfato de sódio) C = 0. já diluído. Então. patógenos. PROCESSO DE DETERMINAÇÃO DO TEOR DE CLORO ATIVO 2. 1. a amostra da água colhida não é própria para consumo. entre outros. matéria orgânica. logo após.0 mg. a solução deveria adquirir a coloração azul/violeta e. o que não aconteceu. adicionamos uma pitada de KI.colocamos 100 mL da amostra em um erlenmeyer de 250 mL e tiossulfato.5. 3 mL de CH3COOH (ácido acético) e uma medida do indicador. A mistura deverá apresentara coloração azul se houver a presença significativa de cloro residual na amostra analisada.001 mol/L. No erlenmeyer contendo a água. enquanto o máximo é de 2. 100 mL da amostra 1 pitada de KI Erlenmeyer: 3 mL de CH3COOH (30%) Indicador (amido) 1. o teor mínimo de cloro por litro de água é de 0.1 Reagentes: 5 .4. De acordo com a portaria 518/MS/2004. na bureta. CONCLUSÃO: Ao adicionarmos amido no erlenmeyer contendo a amostra e os 3 mL de ácido acético. 2. Como as colorações esperadas não foram atingidas.2 mg. por não apresentar quantidade de cloro suficiente para garantir a total desinfecção da água de bactérias. a amostra não apresenta teor de cloro residual significativo. ao titularmos com o tiossulfato de sódio. a solução deveria ficar incolor. Realizamos duas vezes o teste com a mesma amostra e em nenhuma destas foi detectada a presença de cloro.

00996 mol/L. a tara da balança foi ativada e.2.60 mL. Materiais: . . até atingir a coloração amarelo-claro.Hipoclorito de sódio (Água sanitária comercial ..Iodeto de potássio (KI).0614 g.3. .Pipetas. 2. foram retirados 10 mL e colocados em um erlenmeyer de 250 mL com 50 mL de água deionizada. . 2.Erlenmeyer de 250 mL. e foi titulada com Tiossulfato de sódio. 2 mL de cloro foram pesados. . Este processo foi repetido duas vezes. O béquer foi pesado.Espátula.Ácido acético (30%). O peso encontrado foi 2.Béquer. -Balança.AMOSTRA). . 6 . . adicionou-se uma medida de amido. 0.Bureta. Em seguida.Balão volumétrico. O balão volumétrico foi completado até o traço de referência com água deionizada. .5 g de iodeto de potássio (KI) e 2. colocou-se os 2 mL de cloro em um balão volumétrico de 250 mL e diluiu-se o conteúdo. Desse balão. . Esta mistura obteve a coloração amarelo-cítrico. . em seguida. Ao final do procedimento.0 mL de ácido acético 30% (CH3COOH). Procedimento O primeiro procedimento realizado foi a pesagem do hipoclorito de sódio (cloro) na balança analítica. disposto em uma bureta. e a média do volume de tiossulfato gasto na bureta foi igual a 6.Tiossulfato de sódio a 0. quando a coloração tornou-se escura. negra.Amido (indicador).

5 g (ClO -) X = 0.001692547 g de ClO X - 10 mL 250 mL X = 0.4. 0.042313675 g de ClO 7 .00006573 mol de Tiossulfato de Sódio Estequiometria: (Na2S2O-3) 1 : 2 (NaClO) 0. Cálculo Volume gasto na bureta (Tiossulfato de sódio .1000 mL X .6.000032865 mol 1 mol - xg 51.00006573 mol de Tiossulfato de Sódio 2 = 0.001692547 g de ClO - 0.2.00996 mol .C = 0.000032865 mol de Hipoclorito de sódio 0.60 mL X = 0.00996 mol/L).

953 x 2.0 e 2.5.NO FRASCO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO INDUSTRIAL (Água Sanitária) 2.5%.06121044 g de NaClO % p/p = 0. estava identificado entre 2.5 g (NaClO + NaCl) X = 0. Porém.9694 (% p/p) = 2.5 g = 0.5 % p/p de NaClO 0.0 g ÷ Massa NaClO = 74. 2.06121044 (peso) x 100 2.9694 g Teor de cloro ativo na embalagem: Massa Cl2 = 71.83 % de cloro ativo no Hipoclorito de Sódio da embalagem.0 a 2.042313675 g X - 51.0614 (peso) % p/p = 2.5 g (NaClO) 74. o teor 8 . conforme verificado. CONCLUSÃO O valor na embalagem do hipoclorito de sódio (água sanitária) para cloro ativo.

está acima do descrito pelo produto. 9 . Vale ressaltar que este equívoco no valor pode ter sido causado por erros do analista na hora da titulação.