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Glossário Sara Coelho

Fármacos que interferem nos receptores, canais, enzimas e transportadores relacionados com a acetilcolina

 

Acetilcolina agonista total não selectivo. Pode funcionar como depressor despolarizante dos receptores nicotínicos.

 

Atracúrio antagonista nicotínico competitivo. Tempo de acção e latência igual a vecurónio. Decompõe-se espontaneamente:

laudonosina (tóxico). Libertação de histamina. (par atracúrio/cisatracúrio)

 

Atropina antagonista muscarínico

 
 

Essencial nas farmácias hospitalares (administração parentérica) rotina pré-operatória: diminui secreção brônquica e espasmo laríngeo, promove broncodilatação e taquicardia e facilita administração de anestésicos inalatórios.

Efeito midríaco e ciclopégico (10 dias). Usado em crianças mais jovens.

 

Aliviar a sensação de urgência urinária causada por inflamação da bexiga.

Usada para reverter a acção dos inibidores das colinesterases.

 

Profilaxia da intoxicação com organofosforados em associação com piridostigmina ou fisostigmina.

 

Tratamento da cardiomiopatia hipertrófica idiopática.

 

Em associação com a loperamida ou o difenoxilato: tratamento da diarreia.

 

Em doses terapêuticas provoca sedação.

 

Benzatropina - antagonista muscarínico. Inibe captação neuronial de dopamina via inibição da DAT. Adjuvante no alívio sintomático do trémulo parkinsónico. Reduz ataxia, vertigens e cinestoses.

Betanecol agonista total selectivo muscarínico (maior afinidade para M3). Tratamento de perturbações gastrointestinais (via oral) e retenção urinária (via subcutânea)(promove o esvaziamento urinário)

Biperideno - antagonista muscarínico. Adjuvante no alívio sintomático do trémulo parkinsónico. Reduz ataxia, vertigens e cinestoses.

Butilescopolamina antagonista muscarínico. Habitualmente mais usada nas queixas intestinais como síndrome do cólon irritável e doença ulcerosa péptica.

Carbacol agonista total dos receptores muscarínicos e nicotínicos (via aumento da libertação da acetilcolina exocitose). Maior afinidade M3. Tratamento da retenção urinária.

Ciclopentolato antagonista muscarínico. Efeito midríaco e ciclopégico (1 dia). Preferido em adultos e crianças mais velhas.

 

Cisatracúrio antagonista nicotínico competitivo derivado do atracúrio. Tempo de acção e duração mais longas que atracúrio mas 4* mais potente. Decompõe-se espontaneamente (laudonosina). Usado na clínica. (par atracúrio/cisatracúrio)

Clidínio

antagonista

muscarínico.

Habitualmente

mais

usada

nas

queixas

intestinais.

É

usado

em

associação

com

tranquilizante, o cloradiazepóxido.

 

Darifenacina antagonista muscarínico M3. Mais utilizado nas queixas urinárias como incontinência urinária mais utilizados actualmente.

Diciclomina (dicicloverina) antagonista muscarínico. Bloqueio de H1. Habitualmente mais usada nas queixas intestinais. Anti- emético: útil em cinestoses e no enjoo da grávida.

Donepezil Agonista indirecto muscarínico que atrasa em alguns meses a deterioração mental da Doença de Alzheimer. (é o melhor tolerado) Associar com memantina. Semivida longa: 1 toma diária. Ligação reversível. Efeitos adversos característicos da inibição generalizada das colinesterases.

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Glossário Sara Coelho

Doxilamina antagonista muscarínico. Sedativo hipnótico e anti-histamínico H1. Útil no alívio de queixas gastrointestinais (cólicas). Usado por pediatras.

Ecotiofato Agonista indirecto organofosforado. Derivado da tiocolina. Afecta mais SNA que junção neuromuscular. Muito polar. Tratamento do glaucoma.

Edrofónio agonista indirecto. Semi-vida muito curta. Produto da hidrólise da neostigmina. Uso principal para fins de diagnostico e para optimizara a resposta terapêutica aos outros inibidores das Ach-E na miastenia gravis. Usado para reverter a paralisia muscular farmacológica pós-cirúrgica. Outrora usados no tratamento de taquicardia supraventricular paroxística.

Epibatidina agonista selectivo dos receptores nicotínicos neuroniais, embora também tenha grande afinidade para os outros receptores nicotínicos. O mais potente mas com menos actividade. Com acção analgésica. Pode funcionar como depressor despolarizante.

Escopolamina antagonista muscarínico não selectivo. É a que causa mais efeitos centrais.

 

Presente nas farmácias hospitalares para administração parentérica para uso em anestesia geral.

Na farmácia de oficina (via oral ou em forma de penso por via transdérmica) é utilizado para reduzir ataxia, vertigens e cinestoses.

Tratamento da dependência da heroína (via antagonismo M5).

Facilita a endoscopia digestiva alta por via endovenosa.

Efeito midríaco e ciclopégico (1 semana). Efeito adverso: sedação (em doses terapêuticas) e amnésia.

Fisostigmina (eserina) agonista indirecto. Afecta SNA. Tratamento associado com pilocarpina no tratamento do glaucoma agudo de ângulo aberto (tratamento inicial). Reverte a acção dos antagonistas competitivos muscarínicos em doente com elevação intensa da temperatura corporal ou com taquicardia supraventricular acentuada. Profilaxia (via oral) da exposição a organofosforados com administração simultânea de atropina. (também pode ser usado para Alzheimer? aula pratica)

Galantamina agonista indirecto. Ligação reversível. Semivida longa: 2 tomas diárias. Modula actividade dos receptores nicotínicos neuronais. Tratamento da Alzheimer. Associar com memantina.

Hemicolíneo inibe o transporte da colina do meio extracelular para o meio intracelular (passo limitante). Efeito antagonizado por excesso de colina.

Hiosciamina isómero mais potente da atropina (ver atropina)

Hioscina (ver escopolamina)

Homatropina antagonista muscarínico em forma de colírio. Prevenir sinéquias em situações de uveite e irite. Duração 1 a 3 dias.

ipratrópio antagonista muscarínico em forma de aerossol. Tratamento de doença pulmonar obstrutiva crónica e da asma brônquica. Menor Semivida (tratamento agudo).

Latrotoxina aumenta a libertação da acetilcolina (exocitose). Toxina da viúva negra.

Malatião agonista indirecto organofosforado. Afecta mais SNA que junção neuromuscular. Muito lipossoluvel. Inibe também hidrolases contendo serina: mais efeitos adversos. Menos tóxico que paratião.

Mambatoxina 7 antagonista muscarínico M1. Veneno das cobras mamba.

Mebeverina antagonista muscarínico. Habitualmente mais usada nas queixas intestinais.

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Metacolina agonista muscarínico. Usado para facilitar o diagnostico de asma em doentes jovens (provoca crises de asma)

Mivacúrio antagonista nicotínico competitivo. Menor tem de acção. Recobro rápido e dependente de enzimas. Libertação de histamina.

Muscarina intoxicação por ingestão leva à passagem da BHE. (tratamento de intoxicação: administração de atropina)

Neostigmina - agonista indirecto. Afecta mais a transmissão neuromuscular. O mais usado na clínica. Actividade modesta nos receptores nicotínicos tratamento miastenia gravis. Tratamento íleo paralítico e atonia vesical (via subcutânea ou oral). Reverte a paralisia muscular farmacológica pós-cirúrgica. Reverter a intoxicação por antagonista competitivos antimuscarínicos.

nicotina agonista dos receptores nicotínicos. Muito bem absorvido. Maior afinidade para receptores neuronais que musculares. Aumenta a capacidade de atenção. Provoca tremor, vómitos, aumento da HDA, estimulação do centro respiratório, convulsões, coma, taquicardia e HTA. Pode funcionar como depressor despolarizante.

Obidoxima a oxima mais potente. Não penetra SNC. Não disponível para uso clínico

Otilónio antagonista muscarínico muito utilizado em Portugal em queixas intestinas como o síndrome do cólon irritável. Semelhante à butilescapolamina. Administrado por via oral, com má absorção efeito tópico. Tem acção antagonista dos receptores NK2 das taquicininas contribui para o alivio sintomático do síndrome do cólon irritável.

oxibutinina antagonista muscarínico. Mais utilizado nas queixas urinárias para aliviar espasmo vesical após cirurgia urológica como prostectomia e para reduzir incontinência urinária em doentes com patologia neurológica. Via oral ou instilação na bexiga por intermédio de um cateter.

paratião agonista indirecto organofosforado. Afecta mais SNA que junção neuromuscular. Muito lipossoluvel. Inibe também hidrolases contendo serina: mais efeitos adversos.

pilocarpina agonista parcial muscarinico. Via intravenosa (acção atípica: hipertensão após hipotensão devido a estimulação M1 nos neurónios pós-ganglionares com consequente aumento da descarga simpática). Administrado com fisostigmina no tratamento do glaucoma de ângulo aberto (tratamento inicial). Tratamento da xerostomia.

pirenzepina Antagonista muscarínico M1. Anti-ulceroso em desuso. Prefere-se Omeprazole ou anti-histamínicos H2.

Piridostigmina agonista indirecto. Afecta mais junção neuromuscular. Tratamento da misatenia gravis. Profilaxia (oral) da exposição a organofosfarados com adminstração simultânea de atropina.

pralidoxima única oxima disponível para uso clínico. Administração por via endovenosa. Penetra mal no SNC (apenas eficaz na regeneração da acetilcolinesterase nas junções neuromusculares). Administrar precocemente após exposição a organofosforados.

rivastigmina - agonista indirecto. Semivida média: 2 tomas diárias. Ligação pseudo-irreversivel. Tratamento de Alzheimer. Associar com memantina.

Rocurónio antagonista nicotínico competitivo. Tempo de latência mais curto. Usado na clínica (necessidade de entubação rápida alternativa à succinilcolina). Eliminação biliar (cuidado com insuficiência hepática) (par rocurónio/Vecurónio)

solifenacina antagonista muscarínico M3. Mais utilizado nas queixas urinárias como incontinência urinária mais utilizados actualmente.

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succinilcolina (suxametónio) agonista nicotínico não competitivo (despolarizante). Pouco lipossolúvel. Duração de acção 2 a 3 min. Muitos efeitos adversos. O seu uso justifica-se devido ao curto tempo de latência e acção e boa qualidade de relaxamento para entubação endotraqueal.

sugamadex ciclodextrina sem actividade biológica capaz de encapsular rocurónio e inibir os efeitos deste. Sem acção nos restante antagonistas não despolarizantes. Tendência progressiva para se usar o par rocurónio/vecurónio. Nota: para além dos inibidaores das Ach-E para reverter os antagonistas nicotínicos despolarizantes, agora tem-se o sugamadex.

telenzepina Antagonista muscarínico M1 derivado da pirenzepina. Anti-ulceroso em desuso. Prefere-se Omeprazole ou anti- histamínicos H2.

Tiotrópio antagonista muscarinico em forma de aerossol. Tratamento de doença pulmonar obstrutiva crónica e asma. Longa semivida (tratamento prolongado).

Tolterodina antagonista muscarínico preferencial M3. Mais utilizado nas queixas urinária, nomeadamente incontinência urinária em adultos.

toxina botulínica bloqueia o aparelho exocitótico, logo provoca a diminuição da libertação de acetilcolina.

toxina colérica estimula irreversivelmente Gs: provoca diarreia

toxina pertussis inibe irreversivelmente Gi, aumentando AMPc: hiperssecreção brônquica.

tri-hexifenidilo antagonista muscarínico. Adjuvante no alivio sintomático do trémulo parkinsónico. Reduz ataxia, vertigens e

cinestoses.

trimetafano gangliopégico competitivo reversível que bloqueia os receptores nicotínicos ganglionares. Acção muito curta. Produz hipotensão controlada nas cirurgias do SN ou ouvido (diminui a hemorregia). Provoca eritema com frequência.

tripitramina anatgonista muscarínico M2.

Tropicamida antagonista muscarínico. Efeito midriaco e ciclopegico (6h). Preferido em adultos e crianças mais velhas.

tróspio antagonista muscarínico. Mais utilizado nas queixas urinárias como incontinência urinária.

Tubocurarina antagonista nicotínico competitivo (curarizante ou não despolarizante). Libertação de histamina e hipotensão. Abandono de utilização.

vareniclina

- agonista parcial dos receptores nicotínicos neuronias α4β2. Bloqueia acç~o da nicotina. Tratamento da cessaç~o

tabágica.

vecurónio antagonista nicotínico competitivo. Duração de acção e latência igual a atracúrio. Ausência de efeitos secundários. (par rocurónio/Vecurónio)

vesamicol inibe o armazenamento da acetilcolina nas vesículas de armazenamento

zamifenacina antagonista muscarínico M3. Mais utilizado nas queixas urinárias como incontinência urinária mais utilizados actualmente

.

Fármacos que interferem nos receptores, canais, enzimas e transportadores relacionados com a noradrenalina e a adrenalina

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adrenalina catecolamina resultante da conversão da noradrenalina via acção da fenilalanina-N-metil transferase existente no citoplasma das células de cromafins e em alguns neurónios do SN. Administração via parentérica: intravenosa ou subcutânea. Muito polar atravessa mal a BHE. Maior afinidade para células não neuronais sendo os metabolitos principais a metanefrina (MN) e o MOPEG. Aumenta a PA máxima e diminui discretamente a PA mínima hipertensão. Agonista α + β, predominando o efeito α (vasocontriç~o e hipertens~o) contrabalançada pelo efeito β (vasodilataç~o e taquicardia). Agonista do receptor α2 pré-sinaptico (feedback negativo). Tratamento da incontinência urinária Usada para parar hemorregias em vasos de pequeno calibre Usada para prolongar o efeito da anestesia local Profilaxia e tratamento de certas síncopes e bloqueios AV como no Síndrome de Stoke Adams (pacemaker) Usada em casos refráctarios no tratamento da asma.

alfa-metildopa bloqueia a dopa descarboxílase e é transformado por esta em alfa-metildopamina. Usada no tratamento da hiperfunção simpática, hiperfunção SRRA, HTA, principalmente usado nas grávidas com hipertensão.

alfa-metilnoradrenalina falso mediador inactivo com afinidade para todos os receptores (mais para o α2, acabando por ser um agonista pré-sinaptico ao bloquear estes receptores não exercendo estes o feedback negativo).

alfa-metil-p-tirosina bloqueia a tirosina hidroxilase e é transdormado por esta em alfa-metildopa. Tratamento do feocromacitoma inoperável. Uso prolongado leva a depleção de noradrenalina.

alfazosina – antagonista α1. Tratamento em doentes com HTA e hipertrofia benigna da próstata.

anfetamina amina não catecólica de acção indirecta. Fenilisopropilamina pouco polar, bem absorvida por via oral e atravessa BHE. Base fraca. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Tratamento de situações de fadiga e depressão psicológica pouco intensa. Elimina anormalidade EEG em crianças com pequeno mal (abole episódios convulsivos). Diminui o apetite (antes no tratamento da obesidade). Síndrome da atenção (hiperactividade): efeito paradoxal. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. Nota: Ritalina

atenolol – antagonista β1. Pouco lipofílico. Usado em doentes com insuficiência coron|ria e asma (ao evitar bloqueio β2). Diminui a PA durante o sono. Tratamento adjuvante no hipertireoidismo.

Bisoprolol – antagonista β1 .Tratamento da hipertensão, insuficiencia cardiaca crónica e angina de peito.

bretílio bloqueia a libertação de catecolaminas (substância simpaticoplégica), bloqueando a membrana axoplasmática e impedindo a libertação de noradrenalina.Importante na terapêutica da hipertensão arterial.

brimonidina (UK-14304) Agonista α2. Tratamento do glaucoma (diminui humor aquoso)

bucindolol antagonista β1 e β2. Antagonista α1 e agonista β2. Tratamento da Insuficiência Cardiaca.

carvedilol – antagonista β e α1. Uma toma diária. Metabolizado pelo CYP2D6. Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva (o mais eficaz): tem uma metabolização hepática mais lenta que o metoprolol (melhor cobertura 24h) e para além do bloqueio β1 também estimula a via do EGFR (aumento da proliferaç~o) e com acç~o antioxidante.

celiprolol antagonista β1 e agonista parcial β2. Estimula a secreç~o de NO. Usado na HTA.

clembuterol – agonista β2. Broncodilatador.

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clonidina – agonista α2. Descongestionante mucoso Diminui ansiedade e sensação de medo e morte iminente

(locus ceruleus)

Tratamento da HTA devido a acção no SNC (tractus solitarius) Tratamento da diarreia Tratamento da toximania opióide Tratamento de baforadas de calor (na menopausa) Profilaxia da enxaqueca Aumenta efeito analgésico dos opiáceos Efeitos laterais: boca seca, sedação, bradicardia, disfunção sexual, taquicardia, hipotensão postural.

cloroanfetamina amina de acção indirecta. Aumenta a libertação de catecolaminas activas (incluindo também a 5-HT). Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. O mesmo que a anfetamina.

cocaína bloqueia a recaptação neuronial de catecolaminas aumentando o número destas na fenda sináptica. Por outro lado vai impedir a entrada de aminas de acção indirecta como a tiramina. Anestésico local.

desipramina - metabolito activo da imipramina. Bloqueia a recaptação neuronial de noradrenalina aumentando o número desta na fenda sináptica. É selectiva para o NAT.

di-hidroergotamina agonista parcial α1 e α2 (derivado da cravagem do centeio). Bloqueacdores adrenergicos mais potentes que ergotamina. Bloqueadores 5-HT.

dobutamina Catecolamina. Agonista β1 e α1. Administração via parentérica: intravenosa ou subcutânea. Muito polar atravessa mal a BHE. Efeito inotrópico no coração. Usado na falência cardíaca Usado no choque cardiogénico

DOMA ácido resultante da acção da MAO seguido de oxidação (neurónios)

DOPEG álcool resultante da acção da MAO seguido de redução (neurónios)

doxazosina antagonista α1. Tratamento de doentes com HTA e hipertrofia benigna da próstata. Longa semi-vida. Efeitos laterais: hipotensão postural, síncope, sonolência, cansaço, palpitações e cefaleias.

efedrina amina não catecólica de acção indirecta. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. Receptores α: descongestionante mucoso Receptores α1: Efeito midriaco. Usado no tratamento do glaucoma.

entacapone inibidor da COMT periférica. Administração via oral conjuntamente com levodopa e carbidopa/benserazida como tratamento adjuvante no parkinsonismo. Aumenta semivida plasmática de levodopa e fracção que atinge SNC. Contra- indicado na gravidez e em doentes com feocromacitoma.

ergonovina agonista parcial α1 e α2 (derivado da cravagem do centeio). Acç~o uterotónica (prevenção de hemorragias pós- parto). Via oral.

ergotamina – agonista parcial α1 e α2 (derivado da cravagem do centeio). Usado na enxaqueca (agonista parcial 5-HT). Pode causar gangrenas locais.

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esmolol – antagonista β1. O mais indicado no tratamento de uma crise aguda hipertensiva (devido a início rápido de acção e semivida curta). Na profilaxia da taquicardia durante a cirurgia. Tratamento da taquicardia supraventricular aguda. Tratamento adjuvante no hipertireoidismo. Administração endovenosa.

fenilefrina agonista do receptor α1. Efeito midriaco de curta duração: usada no exame ao fundo ocular. Diminui incidência de sinéquias na uveite e iríte. Usado no tratamento do glaucoma. Tratamento do choque e hipotensão: aumenta RVP Descongestionante mucoso

fenilpropanolamina amina de acção indirecta. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. Descogestionante mucoso

fenoterol – agonista β2. Broncodilatador.

fenoxibenzamina (efeito sustentado) antagonista α1 e α2. β-haloalquilamina (irreversível). Bem absorvida por via oral. Bloqueia α2 pré-sinapticos no coração: efeito taquicardico. Bloqueia 5-HT, H1 e Muscarínicos. 2 tipos de acções: dependentes do bloqueio adrenérgico e não dependentes do bloqueio adrenergico via libertação de noradrenalina. Tratamento do feocromacitoma. Tratamento do choque Tratamento de fenómenos de Raynaud e acrocianose Tratamento de níveis elevados de catecolaminas acompanhados de HTA. Acções adversas: hipotensão postural, taquicardia, congestão nasal, miose, perturbações da ejaculação.

fentolamina (efeito rápido) – antagonista α1 e α2. Administraç~o parentérica. Tratamento do feocromacitoma Tratamento do choque Tratamento de níveis elevados de catecolaminas acompanhados de HTA. Acções adversas: taquicardia e forte estimulação gastrointestinal.

guanetidina bloqueia a libertação de catecolaminas (substância simpaticoplégica), bloqueando a membrana axoplasmática e impedindo a libertação de noradrenalina. Importante na terapêutica da hipertensão arterial.

hidroxidopamina (6-hidroxidopamina) Sem acção simpaticomimética pelas mesmas razões que reserpina. Para além disto destrói os terminais simpáticos das células neuronais e das células de cromafins. Não atravessa a BHE.

ioimbina antagonista α2. Tratamento de crises de Raynaud. Tratamento da diabetes (aumento da insulina)

isoprenalina catecolamina sintética de acç~o directa, agonista β1 e β2. Administração via parentérica: intravenosa ou subcutânea. Muito polar atravessa mal a BHE. Provoca taquicardia. Diminuição da PA máxima e mínima: hipotensão. Profilaxia e tratamento de síncopes e bloqueios auriculoventriculares (pacemaker) Tratamento do choque cardiogénico por aumento da força contráctil do miocárdio.

labetalol agonista parcial α1. Com efeito anestésico local. Tratamento da hipertens~o.

medetomidina (dexmedetomidina) – agonista α2. Utilizada na analgesia (1ª linha para sedaç~o). Provoca pouca hipotens~o.

metanefrina (MN) resultante da acção da COMT sobre a adrenalina.

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metanfetamina amina não catecólica de acção indirecta. Fenilisopropilamina pouco polar, bem absorvida por via oral e atravessa BHE. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. Mais potente que anfetamina.

metilenodioximetanfetamina (MDMA) (dopamina, 5-HT e noradrenalina).

(ecstasy) amina de acção indirecta. Aumenta a libertação de catecolaminas activas

metilergonovina agonista parcial α1 e α2 (derivado da cravagem do centeio). Acç~o uterotónica mais inetnsa em relaç~o { ergonovina: tratamento das hemorragias pós-parto. Via oral.

metoprolol – antagonista β1. Metabolizao pela CYP450. Efeito anestésico local. Profilaxia da enxaqueca. Usado na insuficiência cardíaca.

metoxamina - amina não catecólica de acção indirecta, agonista α1. Fenilisopropilamina pouco polar, bem absorvida por via oral e atravessa BHE. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. Descongestionante mucoso Tratamento do choque e hipotensão: aumenta RVP

MOPEG álcool resultante da acção da MAO sobre a NMN ou sobre a MN seguido de redução.

nafazolina – agonista α2. Descongestionante mucoso (aplicaç~o tópica: α1). Longa duraç~o. Depress~o do SNC em grandes quantidades.

Nebivolol – antagonista β1. Estimula a libertação de NO. Tratamento de HTA. Tratamento da IC crónica em associação com outras terapêuticas em doentes com idade igual ou superior a 70 anos.

noradrenalina Catecolamina. Resulta da conversão da dopamina através da acção da dopamina-β-hidroxílase no interior das vesículas. Administração via parentérica: intravenosa ou subcutânea. Muito polar atravessa mal a BHE. Pouca acç~o β2. Forte acç~o β1: taquicardia e elevaç~o da PA com aumento das RVP. Tratamento do choque: quando se quer estimulação cardíaca e aumento das RVP. Não administrar por via subcutânea (vasoconstrição leva a necroses teciduais)

normetanefrina NMN. Metabolito resultante da acção da COMT sobre a noradrenalina. Bloqueia parcialmente a recaptação extraneuronial das catecolaminas (captação activa).

oximetazolina – agonista α2. Descongestionante mucoso. Longa duraç~o. Depress~o do SNC em grandes quantidades. (aplicaç~o tópica: α1)

prazosina – antagonista α1. Bem absorvida por via oral. Usado no tratamento de HTA associado a diurético ou bloqueador β (n~o compromete funç~o renal logo é preferido em doentes com HTA e insuficiência renal). Tratamento de HTA e hipertrofia benigna da próstata Usado na IC congestiva e EAM (diminui vasoconstrição e reverte congestão e edema da IC). Semivida

prolongada na IC. Tratamento do fenómeno de Raynaud e acrocianose. Não interfere com os níveis de HDL e LDL. Efeitos laterais: hipotensão postural, síncope, sonolência, cansaço, palpitações, cefaleias.

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propranolol antagonista β1 e β2 puro. Metabolizado pela CYP450. Metabolização: mefenesina. Inibe a subida de ácidos gordos livres no plasma. Acção de anestésico local. Eficaz na profilaxia da enxaqueca e estados de ansiedade. 1ª escolha na angina de peito. Nota: lembrar que os bloqueadores β podem também ser usados no tratamento adjuvante do hipertireioidismo, particularmente o propanolol, que possui efeitos inibitórios fracos sobre a conversão periférica de T4 em T3.Escolha terapêutica na tireoidite. (também se associava a melhoria no glaucoma).

pseudoefedrina amina não catecólica de acção indirecta. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina. Descongestionante mucoso.

rasagilina dopaminomimético, inibidor da MOA-B usado no tratamento do parkinsonismo (eficaz na fase inicial e avançada). Mais eficaz que a selegilina na prevenção do Parkinson secundário tóxico. Quer em monoterapia quer administrado em associação com levodopa. Via oral.

rauvolscina – antagonista α2. Tratamento das crises de Raynaud e acrocianose. Tratamento da diabetes (aumenta insulina).

reserpina Sem acção simpaticomimética: aumento da libertação de catecolaminas sob a forma inactiva (inibe a entrada por tansporte activo da dopamina e da noradrenalina para o interior das vesículas sofrendo estas a acção da MAO e acabando por ser libertadas sob a forma de metabolitos lenta e prolongadamente e causando depleção das vesículas de noradrenalina. É também inibidor da captação vesicular da 5-HT.

ritodrina – agonista β2. Retardamento do parto.

salbutamol - agonista β2. Broncodilatador mais usado. Usado nas crises agudas de asma (12h).

salmeterol – agonista β2. Broncodilatador usado na profilaxia das crises de asma (24h).

selegilina inibidor da MAO-B. Indicada nas formas precoces de parkinsonismo. Administração simultânea com levodopa/IDAAA. Quando administrada isolada atrasa a progressão da doença e retarda o inicio de outras terapêuticas (como com levodopa) que possuem muitos efeitos adversos. Protege do parkinsonismo secundário tóxico (induzido por MPTP). Biotransformada em metanfetamina e anfetamina.

sotalol – antagonista β1 e β2. Pouco lipofílico. Tratamento de arritmias (efeitos também se devem ao bloqueio de canais de K+).

tansulosina – antagonista α1A. Selectivo para HTA e hipertrofia benigna da próstata em doentes que é frequente a hipotens~o postural a outros fármacos.

terazosina – antagonista α1. Tratamento de HTA e hipertrofia benigna da próstata.

terbutalina amina não catecólica agonista β2. Broncodilatador em doentes asm|ticos. Usado no relaxamento uterino (retardamento do parto).

Timolol antagonista β1 e β2. Uso tópico no glaucoma de }ngulo aberto (diminui a produç~o de humor aquoso). Profilaxia da enxaqueca.

tiramina amina de acção indirecta. Aumenta a libertação de catecolaminas activas. Taquifilaxia. Efeito é anulado pela adminstração prévia de cocaína ou reserpina.

tirosina substrato inicial para formação da dopamina, noradrenalina e adrenalina. Sujeito à acção da tirosina hidroxilase para conversão em L-DOPA

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tolcapone inibidor da COMT periférica e central. Mais potente que entacapone. Antigamente tratamento do parkinsonismo (abandonada devido a hepatotoxicidade)

tramazolina – agonista α2. Descongestionante mucoso. Longa duraç~o. (aplicaç~o tópica: α1)

trimetoquinol amina não catecólica agonista β2. Broncodilatador

VMA ácido resultante da acção da MAO sobre a NMN ou MN seguido de oxidação. Metabolito mais abundante das catecolaminas. Aumenta nos doentes com feocromacitoma: doseamento sanguíneo e urinário.

xilometazolina – agonista α2. Descongestionante mucoso. Longa duraç~o. (aplicaç~o tópica: α1)

Fármacos que interferem nos receptores, canais, enzimas e transportadores relacionados com a 5-hidroxitriptamina

ácido hidroxindoleacético (ácido 5-hidroxindole-3-acético) (oxidação) metabolito mais abundante no organismo humano. Doseada na urina: útil para o diagnostico do síndrome carcinóide.

alosetron antagonista dos receptores 5-HT3 (ionotrópico canal Na+/K+). Em fase experimental ou de ensaios clínicos. Via oral ou e.v. Metabolismo hepático. Anti-emético (quimioterapia anti-neoplásica ou radioterapia) Anti-emético (pós-operatório) Tratamento do síndrome do intestino irritável com predomínio de diarreia. Efeitos laterais: obstipação e cefaleias; aumenta intervalo QT. Reflexo Bezold-Jarish: inibição reflexa simpática e activação parassimpática (bradicardia e hipotensão).

amitriptilina antidepressor tricíclico com mais efeitos adversos. Metabolito activo é a nortriptilina. Inibidor não selectivo da recaptação de 5-HT (inibe SERT, NAT e DAT). Usado na terapêutica da depressão.

amoxapina similar a um antidepressor tricíclico, inibidor da recaptação de NA, 5-HT e DA. Efeitos laterais semelhante aos antidepressores tricíclicos. Pode dar discenesias tardias.

brofaromina inibidor reversível da MAO-A. Tratamento da depressão e ansiedade. Risco do síndrome seratoninérgico quando associada a SSRI ou antidepressores tricíclicos. Muitos efeitos laterais (aumenta muito neurotransmissores).

buspirona agonista parcial 5-HT1a (Gi). Metabolito activo: 1-pirimidinilpiperazina (menos activo mas atinge maiores concentrações). Tratamento prolongado de doenças de ansiedade generalizada. Vantagem em relação às benzodiazepinas.

Cetanserina antagonista dos receptores 5-HT2a/c. Também bloqueia receptores α1 e 5-HT1c: efeito sedativo. Tratamento da

HTA ligeira a moderada. Inibe a formação de trombos e é broncodilatador. Efeitos adversos: Prolongamento QT e hipocaliemia

atenção a doentes com diuréticos e com hipocaliemia arritmias ventriculares.

cipro-heptadina anti-histamínico, antagonista dos receptores 5-HT2a/c. Tratamento de anorgasmias e distúrbios alérgicos. Profilaxia da enxaqueca. Tratamento do síndrome carcinóide mais recentemente utiliza-se octreotido.

Cisapride agonista dos receptores 5-HT4 (Gs). Fármaco pró-cinético com actividade adicional nos receptores 5-HT3. Indicado:

Doença do refluxo gastroesofágico, gastroparésia idiopática ou diabética e na pseudo-obstrução intestinal. Associado a aumento do QT taquiarritmias ventriculares. Em desuso.

citalopram inibidor selectivo da recaptação de 5-HT(SERT). Tratamento da depressão. Contra-indicado quando se está a administrar inibidores da MAO, IH e IR grave, doentes epilépticos e mania em doentes bipolares.

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clomipramina antidepressor tricíclico. Inibidor não selectivo da recaptação de 5-HT (inibe SERT, NAT e DAT). Usado na terapêutica da depressão.

clorgilina inibidor reversível da MAO-A. Tratamento da depressão. Risco do síndrome seratoninérgico quando associada a SSRI ou antidepressores tricíclicos. Muitos efeitos laterais (aumenta muito neurotransmissores).

clorofenilalanina inibidor selectivo e irreversível da síntese de 5-HT. Tratamento do síndrome carcinóide hoje é mais utlizado

o

octreotido.

dietilamida do ácido lisérgico (LSD) agonista dos receptores 5-HT2a/c. Activação ao nível do SNC provoca alucinações. Também é agonista 5-HT7.

dolasetron antagonista dos receptores 5-HT3 (ionotrópico canal Na+/K+). Em fase experimental ou de ensaios clínicos.via oral ou e.v. Metabolismo hepático. Anti-emético (quimioterapia anti-neoplásica ou radioterapia) Anti-emético (pós-operatório)

Efeitos laterais: obstipação e cefaleias. Reflexo Bezold-Jarish: inibição reflexa simpática e activação parassimpática (bradicardia

e

hipotensão).

doxepina antidepressor tricíclico. Inibidor não selectivo da recaptação de 5-HT (inibe SERT, NAT e DAT). Absorvido por via cutânea. Usado na terapêutica da depressão. Efeitos sedativos.

Eletriptano agonista dos receptores 5-TH1d (Gi). Triptano de 2ª geração com maior semivida e biodisponibildade que sumatriptano. Tem metabolito activo. Tratamento da crise aguda da enxaqueca (vasoconstrição e inibição da inflamação neurogénica). Contra-indicado: doentes com historia de doença coronária, doença vascular periférica ou cerebrovascular, HTA não controlada ou medicados com inibidores da MAO (+sumatriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

enteramina 5-HT. Descoberta nas células enterocromafins como amina do tubo digestivo.

fenfluramina aumenta a libertação de 5-HT, inibe a recaptação neuronial de 5-HT e estimula os receptores 5-HT. Efeito anorexiante (antigamente usado como supressor do apetite associado à fentermina, abandonado devido a aparecimento de casos de HTP fatal e lesões valvulares)

fentermina Usado como supressor do apetite associado à fluoxetina.

fluoxetina Inibidor selectivo da recaptação da 5-HT (SERT). Usado com supressor do apetite associado à fentermina. Tratamento da depressão (Prozac). Tratamento de perturbações obsessivo-compulsivas. Contra-indicado quando se está a administrar inibidores da MAO, na IR grave, na IH e na diabetes. Semivida longa: menos associada a ressaca.

fluvoxamina inibidor selectivo da recaptação de 5-HT(SERT). Tratamento da depressão. Contra-indicado: doentes epilépticos.

Frovatriptano agonista dos receptores 5-TH1d (Gi). Triptano de 2ª geração com maior semivida e biodisponibildade que sumatriptano. Tratamento da crise aguda da enxaqueca (vasoconstrição e inibição da inflamação neurogénica). Contra- indicado: doentes com historia de doença coronária, doença vascular periférica ou cerebrovascular, HTA não controlada ou medicados com inibidores da MAO (+sumatriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

gepirona agonista parcial 5-HT1a (Gi). Tratamento prolongado de doenças de ansiedade generalizada. Vantagem em relação às benzodiazepinas.

granisetron antagonista competitivo em equilíbrio dos receptores 5-HT3 (ionotrópico canal Na+/K+). Via oral ou e.v. Metabolismo hepático.

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Glossário Sara Coelho

Anti-emético (quimioterapia anti-neoplásica ou radioterapia) Anti-emético (pós-operatório) Efeitos laterais: obstipação e cefaleias. Reflexo Bezold-Jarish: inibição reflexa simpática e activação parassimpática (bradicardia e hipotensão).

hidroxitriptamina (5-hidroxitripatamina) seratonina e enteramina. Amina (indolamina) com acção nos receptores 5-HT, sintetizada e metabolizada exclusivamente nos neurónios 5-hidroxitriptaminérgicos e células de enterocromafins. Plaquetas apenas as captam. Distribuição: 90% no tubo digestivo; 8% nas plaquetas e 2% no SNC.

hidroxitriptofano (5-hidroxitriptofano): Triptofano sofre acção da hidroxilase do triptofano e é convertida em 5- hidroxitriptofano. Precursor da 5-HT após sofrer acção da DAAA.

hidroxitriptofol (5-hidroxitriptofol) álcool. Sofre redução e está aumentado nos individuos que ingerem grandes quantidades de álcool.

imipramina antidepressor tricíclico. Metabolito activo: desipramina. Bloqueio da recaptação neuronial de noradrenalina e 5- HT. Usado na terapêutica da depressão. Com forte acção antimuscarinica utilizado em doentes idosos para reduzir incontinência urinária mas com grande número de efeitos adversos pelo que deve ser evitado para este fim.

ipsapirona agonista parcial 5-HT1a (Gi). Tratamento prolongado de doenças de ansiedade generalizada. Vantagem em relação às benzodiazepinas.

maprotilina inibidor não selectivo da recaptação neuronial de 5-HT (SERT e NAT). Tratamento da depressão. Efeito anti- muscarínco e sedativo. Efeitos adversos semelhantes aos antidepressores tricíclicos.

metisergide antagonista dos receptores 5-HT2a/c (Gq). Derivado da cravagem do centeio. Profilaxia das enxaquecas.

mirtazapina antidepressor que é antagonista dos receptores centrais pré-sin|pticos α2 – aumenta noradrenalina e 5-HT na fenda sináptica. Antagonista dos receptores 5-HT2 e 5-HT3. Antagonista H1: sedação. Outros efeitos adversos: aumento do apetite e ganho ponderal.

moclobemida inibidor reversível da MAO-A. Indicações terapêuticas: depressão, ansiedade e fobias. Risco do síndrome seratoninérgico quando associada a SSRI ou antidepressores tricíclicos. Muitos efeitos laterais (aumenta muito neurotransmissores).

naratriptano agonista dos receptores 5-TH1d (Gi). Triptano de 2ª geração com maior semivida e biodisponibildade que sumatriptano. Tem metabolito activo. Tratamento da crise aguda da enxaqueca (vasoconstrição e inibição da inflamação neurogénica). Contra-indicado: doentes com historia de doença coronária, doença vascular periférica ou cerebrovascular, HTA não controlada ou medicados com inibidores da MAO (+sumatriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

nefazodona antagonista dos receptores 5-HT2a/c (Gq). Também bloqueia α1, inibe SERT e NAT. Tratamento da depressão. Efeitos adversos: insónias, agitação e náuseas.

nortriptilina antidepressor tricíclico com menos efeitos adversos derivado da amitriptilina. Inibidor não selectivo da recaptação de 5-HT (inibe SERT, NAT e DAT). Usado na terapêutica da depressão.

ondansetron antagonista competitivo em equilíbrio dos receptores 5-HT3 (ionotrópico canal Na+/K+). Via oral ou e.v. metabolismo hepático. Anti-emético (quimioterapia anti-neoplásica ou radioterapia) Anti-emético (pós-operatório)

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Glossário Sara Coelho

Efeitos laterais: obstipação e cefaleias. Reflexo Bezold-Jarish: inibição reflexa simpática e activação parassimpática (bradicardia

e

hipotensão).

paroxetina inibidor selectivo da recaptação de 5-HT(SERT). Tratamento da depressão. Contra-indicado quando se está a administrar inibidores da MAO. Dos que tem menos efeitos laterais (apenas queixas gastro-intestinais)

ritanserina antagonista dos receptores 5-HT2a/c sem afinidade para os α. Tratamento da HTA.

rizatriptano agonista dos receptores 5-TH1d (Gi). Triptano de 2ª geração com maior semivida e biodisponibildade que sumatriptano. Tem metabolito activo. Tratamento da crise aguda da enxaqueca (vasoconstrição e inibição da inflamação neurogénica). Contra-indicado: doentes com historia de doença coronária, doença vascular periférica ou cerebrovascular, HTA não controlada ou medicados com inibidores da MAO (+sumatriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

serotonina 5-HT. Descoberta como substância vasoconstritora.

sertralina inibidor selectivo da recaptação de 5-HT(SERT). Tratamento da depressão. Contra-indicado quando se está a administrar inibidores da MAO, doentes epilépticos, IH e IR grave.

Sumatriptano agonista dos receptores 5-TH1d (Gi). Tratamento da crise aguda da enxaqueca (vasoconstrição e inibição da inflamação neurogénica). O mais eficaz no alívio. Baixa biodisponibilidade via oral sendo normalmente administrado por via subcutânea (pode também ser via oral). Semivida 2h (alta taxa de recidiva nas primeiras 24h). Contra-indicado: doentes com historia de doença coronária, doença vascular periférica ou cerebrovascular, HTA não controlada ou medicados com inibidores da MAO (+sumatriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

tandospirona agonista parcial 5-HT1a (Gi). Tratamento prolongado de doenças de ansiedade generalizada. Vantagem em relação às benzodiazepinas.

tetrabenazina inibidor selectivo da captação vesicular de 5-HT: diminui 5-HT.

Tianeptina inibidor selectivo da recaptação neuronial de 5-HT. Tratamento da depressão.

trazodona inibidor da recaptação neuronial de 5-HT. Antagonista 5-HT2 e pré-sinápticos 5-HT1. Indicada no tratamento da depressão acompanhada de insónias e ansiedade. Efeitos adversos: insónias, agitação e náuseas.

triptofano aminoácido que serve como substrato para a formação de 5-HT e por isso é um estimulador da síntese de 5-HT (compete com aa neutros no uptake cerebral)

venlafaxina inibidor não selectivo da recaptação neuronial de 5-HT (SERT e NAT). Tratamento da depressão severa refractária

a

outros tratamentos. Poucos efeitos laterais.

zolmitriptano agonista dos receptores 5-TH1d (Gi). Triptano de 2ª geração com maior semivida e biodisponibildade que sumatriptano. Tem metabolito activo. Tratamento da crise aguda da enxaqueca (vasoconstrição e inibição da inflamação neurogénica). Contra-indicado: doentes com historia de doença coronária, doença vascular periférica ou cerebrovascular, HTA não controlada ou medicados com inibidores da MAO (+sumatriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

Fármacos que interferem nos receptores dos opióides

alfentanil agonista dos receptores opiáceos. Mais potente que morfina e menos potente que fentanil. Administração e.v. Duração de acção muito curta quase não havendo acumulação. Maior margem de segurança que fentanil e menor que sulfentanil. Uso terapêutico: anestesiologia e em cuidados intensivos.

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Glossário Sara Coelho

buprenorfina agonista parcial MOP. Via sublingual: evita efeito de 1ª passagem. Boa capacidade analgésica com depressão respiratória que raramente atinge níveis críticos (efeito tecto). Complexo brupernorfina-receptor muito estável síndrome de privação menos exuberante. Analgésico de 2ª escolha: 1º é o tramadol, nas dores agudas (pós-operatórias de média e fraca intensidade).

codeína agonista dos receptores opiáceos menos potente que morfina. Via oral. Biotransformação pela CYP2D6 hepática em metabolitos inactivos e em morfina (10%). Uso terapêutico: antitússico (muito usado); analgésico (muito pouco usado).

dextrometorfano mesma família que morfina. Antitússico (bisoltussin).

dextropropoxifeno mesma família que metadona. Usado no tratamento da dor crónica e aguda leve a moderada retirado progressivamente do mercado.

Difenoxilato mesma família que meperidina. Sem efeito analgésico. Associado à atropina no tratamento da diarreia.

dinorfinas agonistas KOP (e MOP). Mais potente que as encefalinas e as endorfinas sobre o KOP.

encefalinas agonista DOP (e MOP). Mais potente que as endorfinas, encefalinas e a morfina sobre o DOP.

endomorfinas agonista natural do organismo. Neurotransmissor. Actua nos receptores opiáceos.

endorfinas agonista MOP (e DOP). Mais pontente que as encefalinas e as dinorfinas sobre o MOP.

Fentanil Agonista dos receptores opiáceos. 100* mais potente que a morfina. Via e.v. ou via transdérmica. Muito lipossoluvel acumulação no musculo esquelético e tecido adiposo: curta duração de acção administar doses elevadas ou repetidas. Pouca acção depressora cardiovascular e não liberta histamina. Doses altas ou injecções rápidas: rigidez (pode impedir ventilação mecânica). Uso terapêutico: anestesiologia e nos cuidados intensivos, em que há recurso há ventilação mecânica sem recieo de depressão respiratória). Maior margem de segurança que meperidina.

heroína agonista dos receptores opiáceos mais potente que a morfina. Muito lipossoluvel, com tempo de latência e acção menor que o da morfina. Sem uso terapêutico toxicodependência (obstipação; atravessa facilmente a placenta). Tratamento da toxicodependência à heroína: 1- metadona (substituição); 2- supressão brusca de heroína e tratamento do síndrome de privação: clonidina e naltrexona.

loperamida mesma família que meperidina. Sem efeito analgésico. Associado à atropina no tratamento da diarreia.

meperidina (petidina) agonista dos receptores opiáceos. Mesmas acções que a morfina à excepção da acção antitússica. Absorção intramuscular (pode também ser via oral?). Provoca taquicardia em doses analgésicas. Em altas doses provoca depressão cardíaca. Metabolito de biotransformação: norpeptidina/normeperidina (contra-indicação: IR e IH). Tratamento: uso no trabalho de parto (pode causar depressão central no feto). Menor margem de segurança e menor potência relativa.

metadona agonista dos receptores opiáceos. Via oral. Tratamento da toxicodependência à heroína, porque tem um síndrome de privação mais fácil de controlar e tratar.

morfina agonista MOP, com elevada afinidade também para KOP e DOP. Metabolito: 6-glicuronomorfina. Provoca:

analgesia (MOP, DOP, KOP) diminuição da ansiedade em individuos com dor depressão respiratória (causa de morte mais frequente) dependência física (MOP) toxicodependência acção antitússica (não utilizada)

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acção sobre o centro do vómito (emética em doses baixas; anti-emética em doses mais elevadas) acção no movimento (marcha atáxica; exagero dos reflexos medulares) acção sobre a pupila (miose: pupila punctiforme diagnóstico da depressão central causada por opióides (pode ser também devido a anticolinesterásicos ou barbitúricos) ; midríase: quando há anoxia cerebral) acção cardiovascular (vasodilatação com hipotensão arterial devido à libertação de histamina; diminuição do consumo de O2 no coração, dimuição do índice cardíaco e do trabalho cardíaco. acção gastrointestinal: obstipação e diminui motilidade gástrica. acção urinária: retenção urinária. Contracções espasmódicas da árvore biliar e urinária (analgesia das cólicas hepáticas e renais com agravamento dos espasmos: co-administrar com antagonistas muscarinicos) estimulação da suprarrenal (libertação de adrenalina e hiperglicemia) Farmacocinética:

via intramuscular e subcutânea (bombas perfusoras e depósitos subcutâneos de libertação gradual: diminuição da dependência. via oral: absorção lenta e irregular. MST(gradual) muito usada. Não provoca dependência. Via epidural: provoca prurido (libertação de histamina) e retenção urinária via intra-articular: longa duração de acção. Uso como analgésico no pós-operatório via intraventricular: casos extremos Insuficiência renal e insuficiencia hepática: potenciação da acção. Analgesia, sedação, hipotensão e diminuição dos parâmetros cardíacos: indicado na fase aguda do enfarte agudo do miocárdio. Tratamento da dor crónica (excepção a alguns tipos de dor) Cólicas hepáticas e renais como analgésico (associar a antagonista muscarínico) Limitações: depressão respiratória no tratamento de dores agudas. Dependência e tolerância no tratamento de dores crónicas.

nalorfina antagonista ou agonista MOP e agonista KOP. Usado para indução da anestesia geral, dor pós-operatória, procedimentos ortopédicos e cesarianas.

naloxona Antagonista competitivo MOP(mais efectivo), KOP e DOP. Administração e.v. com tempo de latência e duração curtos. Antagonizam a depressão respiratória provocada pelos agonistas opióides e que pode por em risco a vida dos doentes. Também antagonizam o efeito analgésico. (intervalo entre a antagonização da depressão respiratória e o efeito analgésico). Provoca despertar súbito. Interesse no diagnostico diferencial da depressão respiratória em doentes com historia desconhecida. Uso quando se prevê depressão no recém-nascido devido a adminstração de opiáceos pela mãe (e.v à mãe ou na veia umbilical no recém-nascido). Tratamento de overdose por opiáceos. Pode desencadear síndrome da abstinência. Administrar no coma alcoólico reverte-o em 20% dos casos.

naltrexona Antagonista. Via oral e duração de acção longa. Antagonizam a depressão respiratória provocada pelos agonistas opióides e que pode por em risco a vida dos doentes. Também antagonizam o efeito analgésico. Pode desencadear síndrome da abstinência. Tratamento da toxicodependência alcoólica redução do desejo de beber e redução dos efeitos euforizantes do etanol. Profilaxia da recaída da toxicodependência a opiáceos redução dos efeitos euforizantes da morfina.

papaverina alcalóide opiáceo sem acção analgésica. Relaxante das fibras musculares lisas. Indicado para isquemia cerebral e periférica associada com espasmo arterial. Isquemia do miocárdio complicada com arritmias. Tem sido utilizada isoladamente ou como coadjuvante no tratamento da impotência de erecção.

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pentazocina antagonista ou agonista parcial MOP e agonista KOP e sigma. Administrado por via oral. Analgésico com depressão respiratória limitada: efeito tecto. Estimulação cardiovascular e baixa capacidade de provocar dependência. Não reverte a depressão respiratória dos agonistas totais. Acções adversas: intensos fenómenos disforizantes com alucinações, sensação de morte iminente e despersonalização. Pode provocar síndrome de privação. Contra-indicado em doentes com EAM e aumento da pressão intracraniana. Interesse clínico reduzido.

petidina igual a meperidina

remifentanil agonista MOP, com perfil farmacodinâmico semelhante ao fentanil e seus derivados. Biotransformado nos tecidos pelas colinesterases não especificas dos tecidos (hemácias e fibras musculares esqueléticas) e uma redistribuição única:

perfil farmacocinético único, não tendo metabolitos, não se acumula, depuração rápida e independente dos órgãos de excreção. Uso terapêutico: administração e.v. em doentes inconscientes e ventilados, permitindo uma rápida variação da intesidade da analgesia de acordo com as necessidades necessidade de vigilância constante.

sufentanil agonista dos receptores opiáceos derivado do fentanil, com excelente estabilidade cardiovascular extensamente utilizado na cirurgia cardíaca. Usado em anestesionlogia e em cuidados intensivos. Spray nasal. Maior margem de segurança e maior potência relativa.

tramadol (fármaco precursor). Agonista parcial MOP. Inibe recaptação de 5-HT(SERT) e noradrenalina(NAT) e estimula a libertação de 5-HT na via inibitória descendente espinhal. Por ter duplo mecanismo de acção, o efeito analgésico só é parcialmente antagonizado pela naloxona. É também agonista α2: acç~o hipotensora. Via intravenosa efeitos laterais muito incómodos (cefaleias, zumbidos, sonolência, náuseas e vómitos). Uso clínico: 1º a ser usado em dores agudas (pós-operatórias de média e fraca intensidade); dor crónica (p.e. neoplásica) eficaz e sem obstipação (deve ser dado antes dos agonistas totais). Contra-indicação: doentes epilépticos ou doentes com medicação que diminua o limiar de convulsões; interferência com anticoagulantes cumarínicos. Metabolito activo (CYP2D6): O-desmetiltramadol é o que dá a acção analgésica.

O-desmetiltramadol – é o que dá a acção analgésica. Canabinóis e fármacos que actuam sobre receptores

Canabinóis e fármacos que actuam sobre receptores dos canabinóides

e fármacos que actuam sobre receptores dos canabinóides 2-araquidonoilglicerol (2-AG) – Canabinóide endógeno.

2-araquidonoilglicerol (2-AG) Canabinóide endógeno. Agonista CB1 e CB2. Precursores: glicerofosfolipideos. Metabolitos:

glicerol e ácido araquidóico. Promove o aumento do apetite quando administrado por via sistémica.

anandamida (EAE) canabinoide endógeno. Agonista CB1 (menor afinidade CB2) e agonista de TRPV1. Precursores:

glicerofosfolipideos e fofotidiletanolamina. Metabolitos: etanolamina e ácido araquidóico. Promove aumento do apetite via estimulação CB1.

canabidiol Sem actividade sobre CB1 e CB2. É antagonista de receptores não CB1 e não CB2. Inibe a entrada de anandamina e seu metabolismo. Faz parte, juntamente com THC de spray oral Sativex (Canadá) diminui ataques de pânico e condiciona sedação. Alívio da espasticidade e da dor neuropática nos doentes com esclerose múltipla.

dronabinol (tetra-hidrocanabinol) agonista CB1 e CB2. Forma sintética do THC. Administrada via pulmonar. Janela terapêutica reduzida. Possui variadas acções adversas e pode condicionar dependência. Uso terapêutico: Estimulação do apetite em doentes com SIDA que sofram de anorexia com redução do peso. Já foi usado como anti-emético em doentes a fazer quimioterapia.

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nabilone agonista CB1 e CB2. Canabinóide sintético.Admiistrado via oral. Efeitos adversos semelhantes ao dronabinol, podendo também causar dependência. Uso terapêutico: Estimulação do apetite em doentes com SIDA que sofram de anorexia com redução do peso. Anti-emético em doentes a fazer quimioterapia resistentes a outros anti-eméticos.

rimonabant antagonista/agonista inverso dos CB1. Semivida 16 dias. Biotransformação pela CYP3A (administrar com inibidores da CYP3A para aumentar a semi-vida). Uso terapêutico: Redução do apetite como tratamento adjuvante da obesidade. Também pode ser usado na cessação tabágica, melhoria da memória a curto prazo e bloqueio dos efeitos dos canabinoides. Efeitos laterais: depressão severa; os receptores CB são neuroprotectores da excitotoxicidade (perigo de desenvolvimento de doenças), diforia acção farmacológica mais marcada: uso abandonado.

tetra-hidrocanabinol (THC) ver dronabinol

abandonado. tetra-hidrocanabinol (THC) – ver dronabinol Etanol acamprosato – tratamento da toxicodepêndencia

Etanol

tetra-hidrocanabinol (THC) – ver dronabinol Etanol acamprosato – tratamento da toxicodepêndencia

acamprosato tratamento da toxicodepêndencia alcoólica reduz o desejo de beber e recaídas. Mecanismo de acção desconhecido. (Actua no receptor NMDA do glutamato).

dissulfiram bloqueia a dopamina-β-hidroxílase, diminuindo a síntese do mediador (noradrenalina). Bloqueia desidrogenase aldeidica (acumulação aldeídico acético: reacção tipo antabus rubor facial, hipotensão, náuseas e vómitos). Tratamento da toxicodependência alcoólica hálito a aldeído acético reforça a aversão à ingestão de etanol.

etanol molécula de baixo peso molecular muito solúvel em água. Absorção duodenal (aumenta tempo de absorção com presença de alimentos). Metabolização hepática: desidrogenase alcoólica (aldeído acético); desidrogenase aldeídica (ácido acético) ciclo de Krebs (CO2 e H2O). Induz proliferação do reticulo endoplasmático rugoso: tolerância ao etanol e interacções medicamentosas com barbitúricos, sulfonilureias antidiabéticas, anticoagulantes cumarínicos (> dose de varfarina p.e), fenitoína, etc (diminuiu o efeito destes fármacos). Acções agudas: coma alcoólico: Frutose (e.v em doses elevadas); analépticos; Naloxona (e.v); perda de inibição e alterações afectivas a concentrações baixas; a concentrações elevadas: desatenção a estímulos externos, alívio da ansiedade; redução da actividade motora; sono; sedação, hipnose e coma; ataxia da embriaguez; nistagma. Acções crónicas: dependência física: Síndrome da abstinência habitual (tiamina, benzodiazepinas e neurolépticos) Delirium tremens (diazepam e.v ou solução rectal); Crises convulsivas (apenas tratar no caso de doentes epilépticos com fenitoína ou carbamazepina); Tolerância. Doenças carenciais: Hipovitaminoses do grupo B Doença de Wernicke; degenerecência cerebelosa alcoólica; polineuropatia alcoólica e nevrite óptica retrobulbar; pelagra (hipovitaminose B3 e falta de triptofano) e amemias macrociticas. Acções hepáticas: Esteatose; hepatite alcoólica; cirrose (colquicina e penicilinamina). Acções metabólicas: Inibição da gliconeogénese; hiperlactacidemia; cetoacidose; acumulação de proteínas; corpos hialinos de mallory; aumento da у-glutamiltranspeptidase; aumento do volume globular médio. Acções cardiovasculares: holiday heart syndrome; carência de tiamina; cardiomiopatia alcoólica; “paradoxo francês”. Outras acções: acção directa no testículo; efeito diurético; hipersecreção gástrica; acção emética; lesões pancreáticas crónicas pancreatite aguda hemorrágica; Síndrome de Zieve; Síndrome alcoólico fetal. Uso etanol + depressores gerais do SNC: depressão respiratória fatal.

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fomepizole (4-metilpirazole, metilpirazole) inibe a desidrogenase alcoólica. Usado no tratamento da intoxicação com metanol para inibir a formação de metabolitos tóxicos (substitui etanol por apresentar posologia mais simples). Pode ser usado no tratamento da intoxicação por etilenoglicol.

metanol álcool alifático cuja ingestão ou inalação pode ser fatal. Desidrogenase alcoólica: aldeído fórmico: induz cegueira (reversível em fases precoces). Desidrogenase aldeídica: ácido fórmico: acidose metabólica (principal causa directa de morte). Tratamento:

 

Correcção da acidose: Bicarbonato de sódio e.v Hemodiálise: remoção do etanol e ácido fórmico Inibição da formação de metabolitos: administração de etanol (competição) profilaxia da cegueira; Fomepizole:

melhor que etanol na prevenção da formação de metabolitos tóxicos. Ácido folínico: derivado do ácido tetrahidrofólico. Conversão de ácido fórmico em CO2 e H2O pela sintetase do ácido

10-formiltetrahidofólico.

 

Controlo da ventilação e do estado circulatório.

 

tiamina doença de Wernicke resulta na deficiência de tiamina no alcoolismo crónico, muitas vezes despoletada pela administração de glicose (administrar glicose sempre com tiamina). Insuficiência cardíaca de alto débito por carência de tiamina e revertida pela administração da mesma.

Fármacos que interferem nos receptores e no metabolismo dos estrogénios, androgénios e progestagénios

 

anastrozole inibidor da aromatáse. 1ª linha no tratamento do cancro da mama ou 2ª linha, após 1ª linha com tamoxifeno. Tratamento da puberdade precoce. Risco de osteoporose.

bicalutamida antagonista do receptor androgénico. Em associação com análogos GnRH. Tratamento: Cancro prostático metastático; hirsutismo. Maior semivida e menor hepatotoxicidae que flutamina.

ciproterona antagonista competitivo do NR3A (anti-andogénico). Com acção progestagénica anti-LH e anti-FSH. Tratamento do hirsutismo (em combinação com contraceptivo oral).

clomifeno anatagonista puro dos receptores dos estrogénios. Tratamento da infertilidade. Acções adversas: cistos, aumento do risco do carcinoma do ovário, afrontamentos cefaleias, náuseas, vómitos, irritabilidade, mastalgias, obstipação, alterações visuais e reacções alérgicas cutâneas.

dutasteride inibidor da 5αredutase I e II (anti-androgénio). Impede a conversão de testosterona em DHT. Tratamento da hiperplasia benigna da próstata, do cancro da próstata e do hirsutismo.

etinilestradiol estrogénio. Anticoncepcional componente das pílulas (minesse)

 

finasteride – inibidor da 5αredutase II (anti-androgénio). Impede a conversão de testosterona em DHT. Tratamento da hiperplasia benigna da próstata, do cancro da próstata e do hirsutismo.

flutamida

antagonista

do receptor androgénico. Em

associação com análogos

GnRH. Tratamento: Cancro

prostático

metastático; hirsutismo.

 

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Glossário Sara Coelho

fulvestant antagonista puro que destrói os receptores estrogénicos. Tratamento do cancro da mama resistente ao tamoxifeno (via intramuscular 1* ao mês). Acções adversas: várias.

levonorgestrel componente das pílulas e da pílula do dia seguinte. É uma progesterona sintética.

mifepristone antiprogestagénico (antagonista competitivo da progesterona com alguma actividade agnoista como modulador do receptor da progesterora (PRM). Uso terapêutico: agente abortivo no início da gravidez (aumenta contrações do endométrio com expulsão consequente do blastocisto). Eficaz em 90% dos casos em gestações com menos de 49 dias. Contra- indicado em mulheres em tratamento glicocorticoide crónico, mulheres anémicas ou que recebem anticoagulantes, mulheres com idade superior a 35 anos (risco cardiovascular).

nandrolona Agonista androgénico. Esteróide sintético derivado da testosterona. Uso no Dopping para hipertrofia muscular e estimulação da eritropoiese (ericitropoiese). Menor hepatotoxidade. Não é metabolizado em DHT (menores efeitos deletérios).

raloxifeno antagonista/agonista parcial (SERM) composto que inibe/modifica a acção dos estrogénios. Tratamento e profilaxia do cancro da mama. Prevenção da osteoporose. Acções adversas: aumento do risco tromboembólico.

tamoxifeno antagonista/agonista parcial (SERM) composto que inibe/modifica a acção dos estrogénios. Tratamento e profilaxia do cancro da mama. Prevenção da osteoporose. Acções adversas: aumento do risco tromboembólico e do cancro do endométrio, afrontamentos, náuseas e vómitos.

tibolona sem actividade intrínseca. Metabolizado em compostos com actividade estrogénica, progestogénica e androgénica. Tratamento de sintomas vasomotores e prevenção da osteoporose.

de sintomas vasomotores e prevenção da osteoporose. Fármacos que interferem nos receptores dos retinóides, da

Fármacos que interferem nos receptores dos retinóides, da vitamina D e das hormonas tireoideias e nas enzimas relacionadas

D e das hormonas tireoideias e nas enzimas relacionadas ácido retinóico (tretinoína) – ver tretinoína.

ácido retinóico (tretinoína) ver tretinoína.

acitretina 2ª geração. Origem sintética, derivado da isomerização da tretinoína. Tratamento sistémico via oral. Tolerabilidade ligeiramente melhor que tretinoína. Uso terapêutico:

Psoríase em placa (3 a 6 meses) com óptimos resultados (em monoterapia a remissão é de 50%) indicado quando o tratamento tópico não é indicado ou a extensão das lesões é muito grande. Psoríase pustulosa e eritrodérmica (1ª escolha). Artrite psoriática (1ª escolha) Outras formas de psoríase: indicado quando o tratamento tópico não é indicado ou a extensão das lesões é muito

grande. Efeitos laterais: semelhantes aos da isotretinoína. Contra-indicado: gravidez (teratogénico); fármacos com os quais possui interacção.

adapaleno origem sintética, derivado do ácido naftóico. Afinidade selectiva para RARβ e у. Uso tópico. Efeitos retinoides típicos, mas melhor tolerabilidade que tretinoína. Uso terapêutico: acne ligeiro a moderado.

Alitretinoína uso tópico. uso terapêutico: Sarcoma de Kaposi

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Glossário Sara Coelho

bexaroteno 3ª geração.Liga-se selectivamente aos RXR. Metabolizado pela CYP3A4 interacção com inibidores e indutores do CYP3A4. Via oral. Uso: Linfoma de células T cutâneo. Efeitos laterais: Anomalias lipídicas, hipotireoidismo secundário (supressão do TSH), pancreatite, leucopenia e sintomas gastrointestinais).

isotretinoína ácido 13-retinóico. (1ª geração). Origem sintética. Melhor tolerabilidade (ligeira) que tretinoína. Pode isomerizar convertendo-se em tretinoína (a sua acção depende desta converção). Via tópica: eficácia equivalente à tretinoína. Via sistémica: formas mais graves de doença. Muitas acções adversas quando por via oral (síndrome do ácido retinóico). Contra- indicado na gravidez (teratogénico) e com os fármacos para os quais possui interacção.

levotiroxina (T4) (sódica). Semi-vida 6-7 dias. Via oral. Aumenta excreção biliar quando administrados fármacos que inuzem CYPs (pode ser necessário aumentara a dose de levotoxina). Uso terapêutico: Formulação de escolha para a terapêutica de manutenção. Hipotireoidismo (mixedema, cretinismo administrar iodo para profilaxia do cretinismo) Raquitismo Certas formas de bócio, de tireoidite pode ser indicado em nódulos menores que 3 cm sem características de malignidade ou compressão. Carcinoma da tireoide (supressão de TSH apenas 10 a 20%b respondem à terapêutica) Tratamento de 1ª escolha recessão cirúrgica seguida a tratamento ablativo adjuvante com iodo radioactivo. Reacções adversas (várias). Contra-indicações/precauções: tirotoxicose e EAM. Interacções com anticoagulantes, com fenitoína, carbamazepina e lovastatina.

liotironina (T3) (sódica). Via oral. Actividade 4* maior que levotireoxina. Semi-via 24h. Utilizada quando se deeja um efeito mais rápido (coma mixedematoso por via e.v devido a ileo paralítico que normalmente o acompanha; preparação do doente para tratamento com iodo radioactivo do cancro da tireoide. Uso terapêutico:

Hipotireoidismo (mixedema, cretinismo) situação de hipotireoidismo grave (necessário resposta rápida) Raquitismo Certas formas de bócio, de tireoidite pode ser indicado em nódulos menores que 3 cm sem características de malignidade ou compressão. Carcinoma da tireoide (supressão de TSH apenas 10 a 20%b respondem à terapêutica) Tratamento de 1ª escolha recessão cirúrgica seguida a tratamento ablativo adjuvante com iodo radioactivo. Reacções adversas (várias). Contra-indicações/precauções: tirotoxicose e EAM. Interacções com anticoagulantes, com fenitoína, carbamazepina e lovastatina.

Metimazole antitireoideu (grupo de fármacos mais usados no tratamento do hipertireoidismo). Via oral. 1 a 2 vezes por dia. Mecanismo de acção: inibem a peroxidase que coverte iodeto em iodato. Não interferem em hormonas já formadas. Uso terapêutico:

Tratamento definitivo para controlar o distúrbio quando se espera uma remissão espontânea da doença de Graves. Associação com iodo radioactivo para se acelerar a recuperação. Controlar o distúrbio na preparação para o tratamento cirúrgico (+ iodetos). Reacções adversas e toxicidade: raras e graves (agranulocitose, icterícia colestática, trombocitopenia, anemia aplástica, síndrome lúpus-like), minor (comuns prurido, rash, artralgia, febre; raras gastrintestinais, hipoglicemia, disgeusia).

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Terapêutica adjuvante:

Bloqueadores adrenérgicos β – antagonizar os efeitos simpáticos da tirotoxicose (diminuir a taquicardia, tremor e olhar fixo); na tireoidite é a escolha terapêutica proponolol (efeitos inibitórios fracos sobre a conversão periférica de T4 para T3.), atenolol, esmolol. Bloqueador dos canais de cálcio controlar a taquicardia, diminuir a incidência de taquiarritmias supraventriculares diltiazem. Outros: dexametasona, ácido iopanóico, ipodato de sódio inibidores da conversão periférica T4 para T3. Colestiramina liga as hormonas tireoideias no intestino, impedindo a sua circulação entero-hepática.

propiltiouracilo antitireoideu (grupo de fármacos mais usados no tratamento do hipertireoidismo). Via oral. 1 a 4 vezes por dia. Mecanismo de acção: inibem a peroxidase que coverte iodeto em iodato. Não interferem em hormonas já formadas. Uso terapêutico:

Tem uma acção extra periférica: inibe a monodesiodínase responsável pela desiodanização periférica da levotireoxina é o mais indicado no hipertireoidismo grave ou na crise tireotóxica. Tratamento definitivo para controlar o distúrbio quando se espera uma remissão espontânea da doença de Graves. Associação com iodo radioactivo para se acelerar a recuperação. Controlar o distúrbio na preparação para o tratamento cirúrgico (+ iodetos). Tempestade tireoideia (+ iodetos + dexametasona) 1ª opção na amamentação. Reacções adversas e toxicidade: raras e graves (agranulocitose, hepatite, trombocitopenia, anemia aplástica, síndrome lúpus- like), minor (comuns prurido, rash, artralgia, febre; raras gastrintestinais, hipoglicemia, disgeusia) Terapêutica adjuvante:

Bloqueadores adrenérgicos β – antagonizar os efeitos simpáticos da tirotoxicose (diminuir a taquicardia, tremor e olhar fixo) na tireoidite é a escolha terapêutica proponolol (efeitos inibitórios fracos sobre a conversão periférica de T4 para T3.), atenolol, esmolol. Bloqueador dos canais de cálcio controlar a taquicardia, diminuir a incidência de taquiarritmias supraventriculares diltiazem. Outros: dexametasona, ácido iopanóico, ipodato de sódio inibidores da conversão periférica T4 para T3. Colestiramina liga as hormonas tireoideias no intestino, impedindo a sua circulação entero-hepática.

tazaroteno 3ª geração. Origem sintética. Pró-fármaco metabolito activo: ácido tazaroténico. Indicações terapêuticas:

psoríase em placas localizadas (monoterapia gel 1 vez ao dia; combinado (com corticosteroides tópicos por ex.)) 1º retinóide tópico para o tratamento de psoríase em placas localizadas. Acne vulgaris.

tretinoína ácido holo-trans-retinóico (1ª geração). Origem natural. Aplicação tópica. Degrada-se com a exposição à luz solar. Uso terapêutico: acne vulgaris, psoríase, tratamento do cancro (elevada taxa de remissão completa da LPA), adjuvante no tratamento do fotoenvelhecimento. Reacções adversas: dermatite irritativa, secura, irritação cutânea, eritema, alterações da pigmentação e fotossensibildade. Contra-indicada na gravidez e aleitamento (teratogénica), no eczema, queimaduras solares ou história familar de epitelioma cutâneo.

TSH - hormona tireotrófica estimulante.

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vitamina D 1,25 diidroxivitamina D/ 1,25 diidroxicolecalciferol/ calcitriol. Efeito genómico (VDR vai promover a expressão de calbindina) e não genómico (Gq). Acções fisiológicas: Absorção intestinal de cálcio(via calbindina) e fósforo; efeitos na mineralizaçaõ óssea; retenção renal de cálcio e fosfato; influencia a maturação, diferenciação e resposta imunológica; acção no musculo esquelético e cérbro; inibição da proliferação epidérmica e promoção da diferenciação da epiderme (psoríase); inibição da proliferação e indução da diferenciação e células malignas (neoplasias malignas). Usos terapêuticos:

Profilaxia do raquitismo nutricional: lactentes (400 unidades diárias), lactentes prematuros (administrar vitamina D), crianças e adultos (rara a necessidade). Tratamento do raquitismo nutricional: 1000 unidades diárias (concentrações plasmáticas normais em 10 dias e cura radiográfica em 3 semanas). Doses mais elevadas no raquitismo torácico (porque afecta a respiração). Tratamento da osteomalácia metabólica e da osteodistrofia renal que acompanha a insuficiência renal crónica. Osteodistrofia renal de alta renovação (no hiperparatireoidismo não controlado) restrição dietética de fosfato. Osteodistrofia renal de baixa renovação (na doença óssea dinâmica) se cálcio e vitamina D reduzidos administrar vitamina D, se aumentados interromper vitamina D. Tratamento do hipoparatireoidismo, pseudo-hipoparatireoidismo. Tratamento temporário da hipocalcemia. Prevenção e tratamento da osteoporose (utiliza-se no tratamento da osteoporose pós-menopáusica) Síndrome da Fanconi (no tratamento da hipofosfatemia) Tratamento da psoríase Potencial uso anti-neoplásico(?) Idosos suprime a remodelagem óssea, protege a massa óssea e diminui a incidência de fracturas. Efeitos adversos:

Hipocalcemia com ou sem hipofosfatemia (utilizar análogos da vitamina D não calcémicos) Hipervitaminose D (interrupção imediata da vitamina D, dieta com baixo teor de cálcio, glicocorticóides, hidratação e diuréticos de ansa).

glicocorticóides, hidratação e diuréticos de ansa). Antibióticos lactâmicos beta e das lactamases beta ácido

Antibióticos lactâmicos beta e das lactamases beta

ansa). Antibióticos lactâmicos beta e das lactamases beta ácido clavulânico – inibidor das β -lactamases, que

ácido clavulânico inibidor das β-lactamases, que pode ser adminstrado tanto por via oral como por aprentérica. No entanto costuma-se associar a amoxicilina por via oral. Liga-se irreversivelmente {s β-lactamases tendo eficácia sobre as plasmídeas e as cromossómicas não induziveis da legionella, bacterioides e moraxella. Restitui a actividade da amoxicilina contra os estafilococos, H.influenzae, E.coli e gonococos produtores de β-lactâmases.

amoxicilina aminopenicilina. Via oral (pode também ser adminstrada por via e.v e intramuscular). Concentrações na bile superiores às do sangue. Passagem para humor aquoso e LCR é muito pequena. Atravessa a placenta. Pequenas quantidades no leite. Excreção essencialmente urinária via secreção tubular. Pequena quantidade é excretada na bile. Na IR aumenta concentração plasmática, bem como nos idosos e recém-nascidos (função renal diminuída). É o que dá mais reacções alérgicas; numa situação de mononucleose infecciosa dá quase sempre reacções cutâneas alérgicas.

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Ineficaz quando o agente é produtor de β-lactamases, excepto se for acompanhada com ácido clavulânico. Espectro de acção:

cocos e bacilos gram +: activa sobre a generalidade (excepto estafilococos) bactérias gram - : N.meningitidis é sensível. Haemophilus influenzae e ducrey, e M. catarrhalis sensíveis mas com ácido clavulânico. Enterobacteriaceas: Salmonella e Shigella são muito sensíveis. Proteus mirabilis e E.coli também sensíveis (+ ácido clavulânico). Anaeróbios gram +: clostridium, peptococcus e peptostreptococcus. Anaeróbios gram - : fusobacterium e bacterioides melaninogenicus. Espiroquetas: Treponema pallidum e borrelia prefere-se benzilpenicilina. Uso terapêutico: Via oral infecções de moderada a média intesidade:

Infecções respiratórias: H.influenzae 1ª escolha: amoxicilina + ácido clavulânico; M.catarrhalis amoxicilina + ácido clavulânico. Celulite, osteomielite e artrite bacetriana por H.influenzae 1ª amoxicilina + ácido clavulânico. Otite média aguda por Str.pneumoniae, H.influenzae e M.catarrhalis 1ª amoxicilina + ácido clavulânico. Sinusite - 1ª escolha Infecções urinárias não complicadas provicadas por E.coli, P.mirabils e E.faecalis Febre tifóide (alternativa a coprofloxacina e a cefatriazona) Infecções biliares e genecológica s de etiologia mista por anaeróbias e aeróbias sensíveis. Quando há suspeita de B.fragilis não administrar isoladamente. (Uretrites gonocócicas não complicas por gonococos não produtores de β-lactamases 1ª escolha é

cefatriazona.)

 

Mordedura por animais: 1ª linha: amoxicilina + ácido clavulânino Via e.v e i.m: na forma de sal sódico para as infecções supra-citadas na forma grave. Associada a aminoglicosideo:

 
 

Pneumonia por H.influenzae ou P.mirabilis Septicemias bacterianas por agentes sensíveis Meningite meningocócica Endocardite e outras infecções de alto risco.

ampicilina

uso parentérico (sobretudo e.v mas

também i.m). Idêntica farmacocinética e

indicações terapêuticas que

amoxicilina. Uso terapêutico:

 

Listeriose: 1ª linha: Ampicilina + Gentamicina (Peritonite primária por E.coli e Streptococcus: 1ª linha: Ampicilina + Aminoglicosídeo) Endocardite (ampicilina + aminoglicosídeo)

 

aztreonam – monobactamo (grande estabilidade perante as β-lactamases). Via e.v ou intramuscular. Excreção urinária (maioria), bilar e nas secreções. Actividade bactericida sobre a maioria das bactérias gram (liga-se exclusivamente à PBP3). Espectro antibacteriano exclui bactérias gram + e anaeróbios. As mais sensíveis: neisseria, haemophilus, pasteurella multocida e enterobacteriaceas. Pseudomonas, acinetobacter, moraxella, bordetella e legionella são resistentes. Uso terapêutico:

tratamento de infecções graves por bactérias gram negativas aeróbias sensíveis (em associação com outros antibacterianos). Uso isolado justifica-se em infecções graves por enterobacteriaceas sensíveis. Quando associado a outro antibiótico: efeitos

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aditivos ou sinérgicos. Pouco uso actual. É o que d| menos reacções alérgicas cruzadas com outros β-lactâmicos. Efeitos laterais n~o s~o raros: gosto desagrad|vel…

cefadroxil cefalosporina 1. Via oral. Sem toxicidade renal. Atravessam a placenta. Espectro de acção: Bastante resistente {s β- lactamases produzidas pelos estafilococos. Eficazes contra as bactérias gram positivas e moderadamente eficazes contra as gram negativas. Maioria dos cocos gram positivos são susceptíveis excepto enterococos, MRSA e strep. epidermis. A E.coli, P.mirabilis, Klebsiella, Salmonella, Shigella e H. influenzae. Raramente 1ª escolha: Útil no tratamento via oral de infecções pouco graves por S.aureus e S.pyogens. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cefalexina cefalosporina 1. Via oral. Atravessam a placenta. Sem toxicidade renal. Excreção: filtração + secreção. Espectro de acção: Bastante resistente {s β-lactamases produzidas pelos estafilococos. Eficazes contra as bactérias gram positivas e moderadamente eficazes contra as gram negativas. Maioria dos cocos gram positivos são susceptíveis excepto enterococos, MRSA e strep. epidermis. A E.coli, P.mirabilis, Klebsiella, Salmonella, Shigella e H. influenzae. Raramente 1ª escolha: Útil no tratamento via oral de infecções pouco graves por S.aureus e S.pyogens. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cefatriazona cefalosporina 3a. Via parentérica. Atravessam a placenta. Excretada principalmente por via bilar (também por filtração glomerular). Reduzir a dose na IH. Resistentes à maior parte das β-lactâmases e são activas contra as enterobacteriaceas resistentes {s de 1ª geraç~o e 2ª geraç~o. Hidrolis|veis pelas β-lactamases cromossómicas produzidas constitutivamente pelas Enterobacter. Eficaz no tratamento de infecções biliares por microorganismos sensíveis. A mais eficaz contra pneumococos resistentes à Penicilina G: úteis no tratamento empírico por infecções graves causadas por estes agentes (no caso de meningites por pneumococos muito resistentes à penicilina adicionar rifampicina ou vancomicina). Útil no tratamento de infecções por N. meningitidis, S.pneumoniae, H. influenzae, Enterobacteriaceae e N.gonorrhoeae. Nota:

inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cefazolina cefalosporina 1. Via parentérica. Atravessam a placenta. Não atinge SNC não usar em infecções cirúrgicas. Espectro de acção: Bastante resistente {s β-lactamases produzidas pelos estafilococos. Eficazes contra as bactérias gram positivas e moderadamente eficazes contra as gram negativas. Maioria dos cocos gram positivos são susceptíveis excepto enterococos, MRSA e strep. epidermis. A E.coli, P.mirabilis, Klebsiella, Salmonella, Shigella e H. influenzae. 1ª escolha na profilaxia de infecções cirúrgicas. Infecções estafilococicas e estreptococicas em doentes alérgicos à penicilina. Alternativa às isoxazolpenicilinas em doentes alérgicos à penicilina. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cefixima cefalosporina 3ª. Via oral. Atravessam a placenta. Resistentes à maior parte das β-lactâmases e são activas contra as enterobacteriaceas resistentes {s de 1ª geraç~o e 2ª geraç~o. Hidrolis|veis pelas β-lactamases cromossómicas produzidas constitutivamente pelas Enterobacter. Útil no tratamento por via oral de infecções pouco graves por S.pneumoniae, H. influenzae, Enterobacteriaceae e N. gonorrhoeae. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cefoxitina cefalosporina 2. Atravessam a placenta. É uma cefamicina. Espectro de acção: activa contra anaeróbios (B.fragilis). Menos eficazes contra as gram + do que as de 1ª geração. Klebsiella e Serratia são sensíveis. Ineficazes contra a H.influenzae. Tratamento de infecções de B.fragilis. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cefepima cefalosporina 3b. Via parentérica. Atravessam a placenta. Excretada pelo rim. Activa contra P.aeruginosa, enterobacteriaceas, S.aureus, S.pneumoniae, Haemophilus e Neisseria. Muito útil no tratamento de infecções por Psudomonas e Enterobacter. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

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cefradina cefalosporina 1. Via oral. Atravessam a placenta. Sem toxicidade renal. Espectro de acção: Bastante resistente às β- lactamases produzidas pelos estafilococos. Eficazes contra as bactérias gram positivas e moderadamente eficazes contra as gram negativas. Maioria dos cocos gram positivos são susceptíveis excepto enterococos, MRSA e strep. epidermis. A E.coli, P.mirabilis, Klebsiella, Salmonella, Shigella e H. influenzae. Raramente 1ª escolha: Útil no tratamento via oral de infecções pouco graves por S.aureus e S.pyogens. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

ceftazidima cefalosporina 3b. Via oral. Atravessam a placenta. Excretada exclusivamente por filtração glomerular. Resistentes à maior parte das β-lactâmases e são activas contra as enterobacteriaceas resistentes às de 1ª geração e 2ª geração. Hidrolis|veis pelas β-lactamases cromossómicas produzidas constitutivamente pelas Enterobacter. Activa contra a P. aeruginosa. Tratamento de infecções por Pseudomonas. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

ceftibuteno cefalosporina 3ª. Via oral. Atravessam a placenta. Resistentes { maior parte das β-lactâmases e são activas contra as enterobacteriaceas resistentes às de 1ª geração e 2ª geraç~o. Hidrolis|veis pelas β-lactamases cromossómicas produzidas constitutivamente pelas Enterobacter. Útil no tratamento por via oral de infecções pouco graves por S.pneumoniae, H. influenzae, Enterobacteriaceae e N. gonorrhoeae. Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

ceftobiprole – cefalosporina “nova”. Em doses elevadas fixa-se à PBP2a anormal dos MRSA e inibe a PBP2x do S.pneumoniae. Resistente {s β-lactamases estafilocócicas. Activa contra MRSA, S.pneumoniae penicilino-resistente, P. aeruginosa e Enterococci. (futuro fármaco para o tratamento da meningite). Nota: inactivas contra Enterococcus e L.monocytogenes.

cilastatina inibidor reversível da desidropeptidase I (associar com imipenema)

dicloxacilina Isoxazolpenicilina (EUA). Penicilina resistente { inactivaç~o por β-lactamases estafilocócicas, sobretudo o S.aureus. Estafilococos resistentes são MRSA. Via oral (e.v ou intramuscular). Distribuição e excreção idênticas à penicilina G. Uso terapêutico: uso de sais solúveis de isoxazolpenicilinas por via e.v ou intramuscular para tratar infecções estafilocócicas graves.

ertapenema tienamician ou carbopenema. Semivida de 4h: 1 toma diária, i.m ou e.v. Menos eficaz contra a P.aeruginosa que outras carbapenemas.

flucloxacilina Isoxazolpenicilina. Penicilina resistente { inactivaç~o por β-lactamases estafilocócicas, sobretudo o S.aureus. Estafilococos resistentes são MRSA. Via oral (e.v ou intramuscular). Distribuição e excreção idênticas à penicilina G. Uso terapêutico: uso de sais solúveis de isoxazolpenicilinas por via e.v ou intramuscular para tratar infecções estafilocócicas graves por exemplo em abcesso secundário a trauma (por s.aureus), osteomielite e artrite bacteriana (por s.aureus), infecções pulmonares em doentes com fibrose cística (por s.aureus), síndrome do choque tóxico (por s.aureus) (e profilaxia das infecções pós-cirurgicas limpas cardíaca, neurológica ou vascular alternativa à cefazolina).

imipenema tienamicina ou carbapenema. Utiliza-se sempre associado à cilastatina. Via intravenosa ou intramuscular. Laraga distribuição excepto LCR. Placenta e leite materno. Eliminação renal. Espectro antibacteriano:

Cocos gram +: todos. Actividade sobre os enterococos é modesta (bacteriostática) Bacilos gram +: activa sobre erysipelothrix rhusopathiae. Pouca acção sobre L.monocytogenes e contra Cornybacterium. Cocos gram - : Neisserias, H.influenzae e parainfluenzae, enterobacteriaces pseudomonas e M.catarrhalis. Bactérias gram + anaeróbias: sensíveis Bactérias gram aeróbias: sensíveis Clamídias são resistentes.

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Glossário Sara Coelho

Uso terapêutico: Tratamento de infecções graves, hospitalares, por bactérias sensíveis. Ideias para tratar Enterobacter porque s~o resistentes {s suas β-lactamases. Acções adversas: Semelhantes aos outros β-lactâmicos. Aparecimento de sintomas de estimulação central (mioclonias, convulsões) e aumento transitório da ureia e da creatinina sérica em 2% dos doentes.

mecilinam

Amidinopenicilina. Liga-se apenas

à

PBP2

(activas apenas contra gram

inculuinda

). Pseudomonas são

resistentes. Absorção via intramuscular ou e.v.

 

meropenema tienamicina ou carbapenem. Características semelhantes ao imipenema mas não é sensível à desidropeptídase I (não é necessária a cilastatina). Eficaz contra algumas estirpes de pseudomonas aeruginosa que já criaram resistência ao imipenema (uso simultâneo de um aminoglicosídeo). Menor risco de convulsões que imipenema.

meticilina penicilina resistente à inactivação por β-lactamases estafilocócicas, sobretudo o S.aureus. Estafilococos resistentes são MRSA. Administrada por via parentérica. Mesmas características antibióticas das isoxazolpenicilinas. Era usada para tratar infecções estafilocócicas graves por via parentérica. Sem uso actual.

pencilina V (fenoximetilpenicilina) Via oral. Distribuição e excreção idênticas à benzilpenicilina. Espectro de acção sobreponível à da benzilpenicilina, mas com actividade 5 a 10 vezes inferior sobretudo sobre as bactérias gram -. Uso terapêutico: infecções localizadas e clinicamente pouco importantes por bactérias gram + muito sensíveis à benzilpenicilina e em que deva ser evitado o uso da via parentérica. Utilização limitada. (Actinomicoses inf. Tubo digestivo por actinomyces) benzilpenicilina e.v seguida de fenoximetilpenicilina (oral).

penicilina G (benzilpenicilina) estrutura básica comum das penicilinas: ácido 6-aminopenicilânico. Fármacocinética:

 

Forma sais hidrossolúveis (sais de sódio e de potássio) para administração e.v (é a que dá reacções alérgicas mais graves) e i.m. Forma complexos insolúveis com aminas (depósito i.m.) com procraína, clemizol e benzatina. A penicilina G procraínica e a penicilina G clemizol são normalmente adicionadas com penicilina G hidrossoluvel. A distribuição nos tecidos: rim> sangue> fígado, intestino, pele e tracto broncopulmonar> m.esquelético, coração, cápsulas supra-renais e baço> próstata, liquido prostático, humor aquoso, SNC e LCR. Na próstata e humor aquoso:

não se obtém concentrações terapêuticas eficazes. No SNC é possível(ex: meningite). No LCR: probenecid. Excreção renal: via secreção tubular activa (probenecid), filtração glomerular (e intestinal). Insuficiencia renal aumenta semivida plasmática. Espectro antibacteriano:

Cocos gram + : estreptococos (algumas estirpes viridans são resistentes) Bacilos gram + : sensíveis Cocos gram - aeróbios: N.meningitidis; Pasteurella multocida Bacilos gram aeróbios: resistentes Anaerónios gram +: sensibilidade variável Anaeróbios gram - : sensibilidade variável. Espiroquetas: muito sensíveis Uso terapêutico:

 

Sais sódicos e potássicos: via intravenosa nas infecções graves; via intramuscular nos restantes casos. Normalmente prefere-se sal potássico. Sal sódico nos casos de IR. Formas depósito: infecções pouco graves por agentes muito sensíveis ou no tratamento de consolidação. Ex

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Glossário Sara Coelho

de inteira justificação: tratamento da sífilis e outras treponematoses e na profilaxia da febre reumática. Infecções:

Faringites e amigdalites agudas: Quando por S. pyogens (mais frequente) é tratamento de 1ª escolha Escarlatina e erisipela: Quando por S.pyogens, S. grupo C e G (são os mais frequentes). É 1ª escolha (Impetigo: quando só por Str.pyogens benzilpenicilina) Pneumonia estreptococica: rara mas com risco elevado de empiema. S.pyogens. É 1ª escolha. Outras infecções estreptocócicas: quando por S. pyogens, administrar penicilina G. No abcesso frontal por Str. Milleri é 1ª benzilpenicilina. (Cáries, abcessos orais, gengivites, periodontites: benzilpenicilina i.m é 1ª escolha.) Endocardite: tratamento empírico (estreptococos ou enterococos) benzilpenicilina + aminoglicosídeo (Gentamicina). Endocardite por S. viridans benzilpenicilina + aminiglicosídeo (Gentamicina). Infecções pneumocócicas: é antibiótico de 1ª escolha qualquer que seja a localização. Infecções meningocócicas (N.meningitidis): 1ª escolha. Ineficaz para efeitos profilácticos. (cloranfenicol é alternativa para quem é alérgico) Infecções por anaeróbios: Tratamento das infecções por bacterioides (excepto B.fragilis). (Disenteria clostridium perfringens : é 1ª benzilpenicilina) Infecções gonocócicas não complicadas: (pode-se associar penicilina G e probenecid)(1ª cefatriazona) Sífilis: 1ª escolha (Penicilina G Benzatínica). Difteria: Penicilina G é alternativa (+ antitoxina). (1ª eritromicina). Borrelia recurrentis: 2ª escolha (1ª doxiciclina) Leptospirose (leptospira): 1ª escolha (Antraz ou carbúnculo bacillus anthracis: benzilpenicilina é 1ª escolha tratamento e profilaxia) (Actinomicoses inf. Tubo digestivo por actinomyces: benzilpenicilina e.v seguida de fenoximetilpenicilina (oral)).

(Estomatite de Vicente 1ª escolha) (Doença de Whipple 1ª escolha: benzilpenicilina(2 semanas) + estreptomicina (2 semanas)

+ cotrimaxazole (1ano)).

Profilaxia da febre reumática: Penicilina G benzatínica é 1ª escolha Profilaxia das infecções pós-cirúrgicas em doentes com valvulopatias.

penicilina G benzatínica A com maior tempo de absorção e menores concentrações plasmáticas. Não deixar baixar para níveis inferiores a 0,03 μg/ml. Sífilis primária, secundária, latente (<1 ano) penicilina G benzatínica 1 injecção. Sifilis latente(> 1 ano) e terciária penicilina G benzatínica 4 injecções (1 por semana). Profilaxia da febre reumática é a penicilna G benzatínica que se usa. Pode causar reacções alérgicas.

piperacilina ureidopenicilina. Via intramuscular ou e.v. Idêntica distribuição e excreção que benzilpenicilina. Espectro antibacteriano: activa contra a generalidade das bactérias gram positivas e gram negativas desde que n~o produzam β- lactamases (pode-se administrar com tazobactam). Maior potência antibiótica que aminopenicilinas contra Pseudomonas, Klebsiella, Enterobacter, Proteus vulgaris e B. fragilis. Uso terapêutico (cefalosporinas 3ª e 3b e quinolonas retiraram grande parte do interesse terapêutico):

Infecções graves, hospitalares, por bactérias sensíveis, qualquer que seja a localização. Colecistite aguda não complicada, colangite aguda, colangite supurativa piperacilina + tazobactam

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Tratamento empírico de infecções graves associado a outro antibiótico (normalmente aminoglicosídeo) Infecções urinárias complicadas (tratamento empírico) piperacila + tazobactam é alternativa a ciprofloxacina (1ª) e a gentamicina (2ª). Uso na profilaxia pré-operatória

pivmecilinam Amidinopenicilina. Liga-se apenas à PBP2 (activas apenas contra gam - ). Pró-fármaco do mecilinam. Via oral desesterificado em mecilinam na absorção e no fígado. Concentrações urinárias atingem níveis terapêuticos: uso terapêutico restrito ao tratamento em ambulatório de infecções do trato urinário infecções urinárias não complicadas (2ª linha). (1ª linha fosfomicina). (shigellose desenteria aguda terapêutica alternativa).

tazobactam inibidor das β lactamases que se administra com a piperacilina por via parentérica. Tem muita efic|cia contra as β-lactamases plasmideas, mas muiton pouco contra ascromossómicas induziveis das enterobacteriaceas, entre outras. Não aumenta a eficácia da piperacila contra a P.aeruginosa.

Macrólidos e cetólidos

Azitromicina azálido com anel de 15 elementos derivado da eritromicina com maior estabilidade em meio ácido. Farmacocinética: via oral estável em meio ácido e pode ser administrado em forma de cápsula (com interferência dos alimentos e antiácidos) ou em forma de comprimidos (sem quaisquer interferências). Boa distribuição tecidular atingindo as células fagocíticas. Semivida plasmática: 10 a 40h; semivida tecidular; 2 a 4 dias, sendo as concentrações tecidulares cerca de 10

a

100* superiores às do plasma macrólido com maior acumulação intracelular atingindo níveis elevados nos tecidos

infectados. Pouco metabolizada e excreção faz-se predominantemente por via transintestinal e biliar mas também pelo rim.

Atinge concentrações elevadas na via bilar. Mecanismo de acção: bactericida ou bacteriostática: liga-se à subunidade 50S dos ribossomas (no RNAr 23S) inibem

a

translocação e consequentemente a formação de novas cadeias pepetídicas. Pode competir com clindamicina ou

cloranfenicol pelo local de ligação ao ribossoma. Mecanismo de resistência: pouco frequente e permane estável (30-40% no hospital e 5-10% na comunidade). 3 mecanismos: 1- efluxo activo (genes mef e mrs) S.pneumoniae, S.pyogenes e Staph. Aureus. 2- alteração do local de ligação ao ribossoma (acção mediada por plasmídeos através da bimetilação da adenina do RNAr 23S por uma metilase (genes erm) constitutiva ou indutível (fenótipo MLSb)) S.pneumoniae; acçaõ mediada por cromossoma é rara.3- hidrólise por esterases (enterobacteriaceas) ou inactivação enzimática (clostridium perfringens). A resistência é frequente para estafilococos e

estreptococos e está associada frequentemente a resistência cruzada às lincosamidas (clindamicina) e estreptograminas B (MLSb). Bacilos gram - são primariamente resistentes (impermeáveis). Espectro de acção: bactérias resistentes à eritromicina também o são à azitromicina. Gram +: Corynebacterium diphteriae (1ª), C. minutissium (1ª), propionibacterium acnes, listeria monocytogenes, clostridium tetani, clostridium perfringens. Gram - : Haemophilus ducreyi (1ª), Bordetella pertussis (1ª), neisseria, borrelia e haemophilus influenza. Mycoplasma pneumoniae (1ª), ureoplasma urealyticum (1ª), treponema pallidum, requétsias, mycobacterium kansaii e avium, H.pylori, campylobacter jejuni (azitromicina é a mais activa). (Menos activa que a eritromicina sobre estafilococos, estreptococos e enterococos).

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Resistências: MRSA e Staph.epidermis, S.pneumoniae resistente aos β-lactâmicos, enterococos, H.influenzae (excepto azitromicina), enterobacteriáceas, P.aeruginosa e anaeróbios. Uso terapêutico: dose única diária durante 3 a 5 dias para tratamento completo das doenças infecciosas mais frequentes.

 

Infecções respiratórias adquiridas na comunidade – alternativa aos β-lactâmicos Escarlatina, erisipela e amigdalite – alternativa aos β-lactâmicos Doença do Legionário (1ª escolha é a azitromicina) DSTs (uretrites), vantagem da dose única.

Irradicação da H.pylori (+ omeprazole + amoxicilina/metronidazole) Micobacterioses atípicas (tratamento combinado) 1ª escolha na difteria (Corynebacterium diphteriae (1ª)) e no C. minutissium (1ª) gram + 1ª escolha na tosse convulsa (bordetella pertussis) e no cancróide (H.ducrey) 1ª escolha nas pneumonias por mycoplasma pneumoniae 1ª escolha nas infecções por ureoplasma urealyticum Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Efeitos gastrointestinais agonista do receptor da motilina com aumento da motilidade gastrointestinal (menor para azitromicina) Eritromicina>Roxitromicina>claritamicina>azitromicina. Raramente:

cefaleias, tonturas e elevação das transamínases Interacções: ausência de interacções farmacológicas com a CYP3A4.Uso nas grávidas desaconselhado por desconhecimento de efeitos (bem como para restantes macrólidos)

Claritromicina macrólido semi-sintético derivado da eritromicina com anel de 14 elementos. Farmacocinética: via oral alimentos não interferem com a sua absorção e é estável em meio àcido. Penetra bem nos tecido incluindo macrófagos alveolares e neutrófilos. Sofre fenómeno de 1ª pasagem hepática pela CYP450 sendo o seu

metabolito activo a 14-hidroxiclaritromicina. Semivida: 3 a 5 h. Excreção: biliar e renal. Necessário ajuste posológico na IR e na

IH grave.

Mecanismo de acção: bactericida ou bacteriostática: liga-se à subunidade 50S dos ribossomas (no RNAr 23S) inibem

a translocação e consequentemente a formação de novas cadeias pepetídicas. Pode competir com clindamicina ou

cloranfenicol pelo local de ligação ao ribossoma. Mecanismo de resistência: pouco frequente e permane estável (30-40% no hospital e 5-10% na comunidade). 3 mecanismos: 1- efluxo activo (genes mef e mrs) S.pneumoniae, S.pyogenes e Staph. Aureus. 2- alteração do local de ligação

ao ribossoma (acção mediada por plasmídeos através da bimetilação da adenina do RNAr 23S por uma metilase (genes erm) constitutiva ou indutível (fenótipo MLSb)) S.pneumoniae; acçaõ mediada por cromossoma é rara.3- hidrólise por esterases (enterobacteriaceas) ou inactivação enzimática (clostridium perfringens). A resistência é frequente para estafilococos e estreptococos e está associada frequentemente a resistência cruzada às lincosamidas (clindamicina) e estreptograminas B (MLSb). Bacilos gram - são primariamente resistentes (impermeáveis). Espectro de acção: (globalmente equivalente à eritromicina) Gram +: Corynebacterium diphteriae (1ª), C. minutissium (1ª), propionibacterium acnes, listeria monocytogenes, clostridium tetani, clostridium perfringens. Gram - : Haemophilus ducreyi (1ª), Bordetella pertussis (1ª), neisseria, borrelia Mycoplasma pneumoniaeactiva em doses mais baixas que eritromicina (1ª), ureoplasma urealyticum (1ª),

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treponema pallidum, requétsias, mycobacterium kansaii e avium (associar à rifampicina, rifabutina ou etambutol), H.pylori, campylobacter jejuni, legionella pneumophila (1ª) activa em doses mais baixas que eritromicina, chlamydia pneumoniae activa em doses mais baixas que eritromicina Resistências: MRSA e Staph.epidermis, S.pneumoniae resistente aos β-lactâmicos, enterococos, H.influenzae (mais activa que eritromicina mas ainda assim não dá acção sinérgico com 14-hidroxiclaritromicina) (excepto azitromicina), enterobacteriáceas, P.aeruginosa e anaeróbios. Uso terapêutico:

Infecções respiratórias adquiridas na comunidade alternativa aos β-lactâmicos

Escarlatina, erisipela e amigdalite – alternativa aos β-lactâmicos Doença do Legionário (1ª escolha é a azitromicina) DSTs (uretrites), vantagem da dose única. 1ª escolha na difteria (Corynebacterium diphteriae (1ª)) e no C. minutissium (1ª) gram + 1ª escolha na tosse convulsa (bordetella pertussis) e no cancróide (H.ducrey) 1ª escolha nas pneumonias por mycoplasma pneumoniae 1ª escolha nas infecções por ureoplasma urealyticum Em associação com etambutol ou rifampicina ou rifabutina no tratamento e profilaxia de infecções por Mycobacterium avium complex em doentes com SIDA. Irradicação da H.pylori (+ omeprazole + amoxicilina/metronidazole)

Efeitos laterais: globalmente bem tolerados (melhor que eritromicina). Efeitos gastrointestinais agonista do receptor da motilina com aumento da motilidade gastrointestinal (menor para azitromicina) Eritromicina>Roxitromicina>claritamicina>azitromicina. Raramente: Hepatite colestática, hepatite fulminante, pancreatite e síndromes misaténicos. Maior incidência nos doentes com HIV+. Interacções: inibe CYP3A4 aumenta concentrações plasmáticas da carbamazepina, teofilina, cafeína, digoxina, triazolam, ergotamina, ciclosporina, varfarina, atemizol, terfenadina, valproato disopiramina, midazolam, nicotina. Diminuição da dose de zidovudina quando administrados os dois fármacos em simultâneo.

eritromicina macrólido natural com anel de 14 elementos. É um dos antibióticos mais seguros e possui um espectro de acção muito útil. Farmacocinética: É pouco solúvel em água e é uma base fraca sendo bem abdorvida no duodeno mas inactivada pelo pH ácido do estômago é por isso ministrada oralmente através de comprimidos ou cápsulas revestidas por material resistente ao suco gástrico e desintegravel no intestino ou via administração conjunta de esterato, propionato, etilsuccinato ou estolato os ésteres são absorvidos e sofrem depois hidrólise com libertação de eritromicina. Os alimentos interferem com a sua absorção (toma 30 minutos antes da ingestão de alimentos). Boa distribuição tecidular excepto no SNC e no humor vítreo. Concentrana em PMN e macrófagos. Semivida: 1,5-2,5h. Excreção opredominantemente bilar e restante renal. Doentes com IH poderão beneficiar de uma redução da dose. Ministração por via intramuscular é inaceitável (dores violentas). Ministração e.v com lactobionato ou gliceptato é reservada para doentes que não toleram a via oral ou para os casos mais graves como é o casos da doença do legionário pode causar trombofeblites. Mecanismo de acção: é habitualmente bactericida ( pode ser bacteriostática): liga-se à subunidade 50S dos ribossomas (no RNAr 23S) inibem a translocação e consequentemente a formação de novas cadeias pepetídicas. Pode competir com clindamicina ou cloranfenicol pelo local de ligação ao ribossoma.

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Mecanismo de resistência: pouco frequente e permane estável (30-40% no hospital e 5-10% na comunidade). 3 mecanismos: 1- efluxo activo (genes mef e mrs) S.pneumoniae, S.pyogenes e Staph. Aureus. 2- alteração do local de ligação ao ribossoma (acção mediada por plasmídeos através da bimetilação da adenina do RNAr 23S por uma metilase (genes erm) constitutiva ou indutível (fenótipo MLSb)) S.pneumoniae; acçaõ mediada por cromossoma é rara.3- hidrólise por esterases (enterobacteriaceas) ou inactivação enzimática (clostridium perfringens). A resistência é frequente para estafilococos e estreptococos e está associada frequentemente a resistência cruzada às lincosamidas (clindamicina) e estreptograminas B (MLSb). Bacilos gram - são primariamente resistentes (impermeáveis). Espectro de acção:

Gram +: Corynebacterium diphteriae (1ª), C. minutissium (1ª), propionibacterium acnes, listeria monocytogenes, clostridium tetani, clostridium perfringens. Activa sobre a generalidade dos estreptococos. Gram - : Haemophilus ducreyi (1ª), Bordetella pertussis (1ª), neisseria, borrelia Mycoplasma pneumoniae (1ª), ureoplasma urealyticum (1ª), treponema pallidum, requétsias, mycobacterium kansaii e avium, H.pylori, campylobacter jejuni Resistências: MRSA e Staph.epidermis, S.pneumoniae resistente aos β-lactâmicos, enterococos, H.influenzae (excepto azitromicina), enterobacteriáceas, P.aeruginosa e anaeróbios. Uso terapêutico:

A maioria das vezes usa-se como alternativa às penicilinas em doentes hiperssensíveis ou quando se deseja evitar o recurso à via intramuscular:

Infecções respiratórias adquiridas na comunidade – alternativa aos β-lactâmicos Escarlatina, erisipela e amigdalite – alternativa aos β-lactâmicos Sífilis precoce Infecções por L.monocytogenes

Profilaxia

claritromicina,

azitromicina, clindamicina ou cefalosporinas devido a melhor toleraboilidade gastro-intestinal) DSTs (uretrites), vantagem da dose única. Irradicação da H.pylori (+ omeprazole + amoxicilina/metronidazole) Micobacterioses atípicas (tratamento combinado) 1ª escolha em:

1ª escolha na pneumonia adquirida na comunidade (em meio hospitalar) 1ª escolha na difteria (Corynebacterium diphteriae (1ª)) e no C. minutissium (1ª) gram + 1ª escolha na tosse convulsa (bordetella pertussis) e no cancróide (H.ducrey) 1ª escolha nas pneumonias por mycoplasma pneumoniae e legionella pneumophila 1ª escolha nas infecções por ureoplasma urealyticum 1ª escolha na Campylobacter jejuni 1ª escolha clostridium tetani Outras: Chlamydia trachomatis em mulheres graves (em que não pode ser adminstrado doxiciclina). Profilaxia da cirurgia colorrecatl associado à neomicina. Acções adversas: globalmente bem tolerados. Efeitos gastrointestinais agonista do receptor da motilina com aumento da motilidade gastrointestinal (menor para azitromicina) Eritromicina>Roxitromicina>claritamicina>azitromicina.

da

da

febre

reumática

e

endocardite

bacteriana

(susbstituida

pela

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Hepatite colestática (associa-se ao estolato). Prolongamento QT. Alterações auditivas transitórias. Hepatite colestática no adulto (estolato, propionato ou etilsuccinato). Mais raramente: colite pseudomembranosa, hiperssensibilidade, febre, eosinofilia, artralgias.

Interacções farmacológicas: substrato da CYP3A4 inibindo o metabolismo da carbamazepina, ciclosporina, teofilina, metilprednisolona, varfarina aumenta a concentração destes fármacos. Diminui produtos de redução no tracto gastro- intestinal aumentando a digoxina. Pode interferir na interpretação de determinados testes diagnósticos (quantificação urinária

de

catecolamina, 17-hidroxiesteroides, 17-cetoesteroides. Contra-indicações: hipersensibilidade; precaução com IH; não associar ainibidores da CYP3A4 porque aumenta o risco

de

efeitos cardíacos.

roxitromicina macrólido semi-sintético de 14 elementos. Farmacocinética: via oral resistente aos ácidos e não são muito afectados pelos alimentos. Semi-vida 10-12h. boa distribuição tecidular surgindo no leite materno, fezes, ar expirado, urina e células fagocíticas. Não é detectada no SNC se não houver alteração da permeabilidade não é necessário fazer alterações posológicas na IH e IR. Mecanismo de acção: bactericida ou bacteriostática: liga-se à subunidade 50S dos ribossomas (no RNAr 23S) inibem

translocação e consequentemente a formação de novas cadeias pepetídicas. Pode competir com clindamicina ou cloranfenicol pelo local de ligação ao ribossoma. Mecanismo de resistência: pouco frequente e permane estável (30-40% no hospital e 5-10% na comunidade). 3 mecanismos: 1- efluxo activo (genes mef e mrs) S.pneumoniae, S.pyogenes e Staph. Aureus. 2- alteração do local de ligação ao ribossoma (acção mediada por plasmídeos através da bimetilação da adenina do RNAr 23S por uma metilase (genes erm) constitutiva ou indutível (fenótipo MLSb)) S.pneumoniae; acçaõ mediada por cromossoma é rara.3- hidrólise por esterases (enterobacteriaceas) ou inactivação enzimática (clostridium perfringens). A resistência é frequente para estafilococos e estreptococos e está associada frequentemente a resistência cruzada às lincosamidas (clindamicina) e estreptograminas B (MLSb). Bacilos gram - são primariamente resistentes (impermeáveis). Espectro de acção:

a

Gram +: Corynebacterium diphteriae (1ª), C. minutissium (1ª), propionibacterium acnes, listeria monocytogenes, clostridium tetani, clostridium perfringens. Gram - : Haemophilus ducreyi (1ª), Bordetella pertussis (1ª), neisseria, borrelia Mycoplasma pneumoniae (1ª), ureoplasma urealyticum (1ª), treponema pallidum, requétsias, mycobacterium kansaii e avium, H.pylori, campylobacter jejuni Resistências: MRSA e Staph.epidermis, S.pneumoniae resistente aos β-lactâmicos, enterococos, H.influenzae (excepto azitromicina), enterobacteriáceas, P.aeruginosa e anaeróbios. Uso terapêutico: em menores doses e em menos tomas diárias (toma única diária) que eritromicina. Infecções respiratórias adquiridas na comunidade – alternativa aos β-lactâmicos

 

Escarlatina, erisipela e amigdalite – alternativa aos β-lactâmicos Boa resposta na faringite estreptocócica nos adultos e nas infecções orofaciais após extracções dentárias. Doença do Legionário (1ª escolha é a azitromicina) DSTs (uretrites), vantagem da dose única. Irradicação da H.pylori (+ omeprazole + amoxicilina/metronidazole) Micobacterioses atípicas (tratamento combinado)

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1ª escolha na difteria (Corynebacterium diphteriae (1ª)) e no C. minutissium (1ª) gram + 1ª escolha na tosse convulsa (bordetella pertussis) e no cancróide (H.ducrey) 1ª escolha nas pneumonias por mycoplasma pneumoniae 1ª escolha nas infecções por ureoplasma urealyticum 1ª escolha na doença de Lyme (borrelia burgdorferi), a par com cefatriazona.

Efeitos laterais: globalmente bem tolerados (mais que eritromicina). Efeitos gastrointestinais (3%) agonista do receptor da motilina com aumento da motilidade gastrointestinal (menor para azitromicina) Eritromicina>Roxitromicina>claritamicina>azitromicina.

telitromicina cetólido derivado dos macrólidos semi-sintéticos com anel de 14 elementos. Mecanismo de acção equivalente aos macrólidos (50S). Não induz o aparecmineto de resistências MLSb. Possui:

1- grupo ceto: impede a indução de resistência MLSb (ligação ao domínio V do RNAr 23S) 2- extensão do carbamato C11/C12: ligação ao domínio II do RNAr 23S ligação muito forte ao ribossoma 3- grupo metoxi C6: > estabilidade em meio àcido. Farmacocinética: via oral naõ é afectado pelos alimentos. Sofre fenómeno de 1ª passagem pela CYP3A4. Penetra bem nos tecidos onde atinge concentrações superiores às do plasma. Semi-vida plasmática 8-13 h (toma única diária). Excreção renal e biliar. Espectro de acção: semelhante ao da azitromicina +:

Muito activa contra o toxoplasma gondii e algumas micobactérias Activa contra bactérias multirresistentes (estrepetococos, estafilococos e enterococos) Activa contra estreptococos e estafilococos resistentes aos macrólidos via bomba de efluxo Boa actividade contra o S.pneumoniae resistentes às penicilians e aos macrólidos (MLSb). Boa actividade contra Enterococos e bactérias anaeróbias resistentes à vancomicina. S.aureus MLSb são resistentes. Uso terapêutico:

Infecções do tracto respiratório adquiridas na comunidade (pneumonia, bronquite crónica, sinusite aguda, amigadalite e faringite) por estirpes resistentes às penicilinas e aos macrólidos: S.pneumoniae, H.influenzae, M. catarrhalis, M.pneumoniae, C.pneumoniae. Potencial alternativa aos macrólidos, azálidos e à vancomicina no tratamento de infecções por gram + multirresistentes: estafilococos, etreptococos e enterococos. Efeitos laterais: Efeitos gastrointestinais discretos; alteração do paladar (< que claritromicina); alguns casos de agravamento da miastenia gravis; prolongamento QT não é recomendavel a adminstracção concomitante de fármacos susceptíveis de prolongar QT; alterações visuais transitórias; inibidor da CYP3A4 (sinvastatina, digoxina e cisapride) e da CYP2D6 (metoprolol); (hepatotoxicidade severa e fatal).

Aminoglicosídeos

Amicacina semi-sintético derivado da canamicina. Núcleo aminociclitol com hexose 2-deoxiestreptamina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares:

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acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via intramuscular (via e.v raramente se justifica, apenas em casos de choque com dimiuição da perfusão muscular e em casos de alterações da coagulação). Circulam no plama na forma livre. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém- nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S e 50S, ocorrendo 1- diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). No entanto pensa-se que este mecanismo de acção é ainda mais complexo. Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos). Espectro antibacteriano: Bactérias gram negativas, gram positivas e bacilo de Koch. Bacilos gram - : E.coli, Klebsiella, enterobacter, salmonella, shigella, P.aeruginosa gentamicina, trobamicina, netilmicina (e amicacina). Anaeróbios facultativos inactivos em condições de anaerobiose. Bactérias gram +: sensibilidade baixa: S.viridians e E.faecalis pode obter-se efeito sinérgico quando associado a β-lactâmico. S.aureus e epidermis são sensíveis, particularmente à Gentamicina quando associado a β-lactâmico. Mycobacterium tuberculosis (estreptomicina, amicacina (e canamicina)). Acções adversas: 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). Amicacina: predomíneo de lesão coclear. Ototóxico (> que gentamicina). 2 - Nefrotóxico: menos frequente. É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotens~o, les~o renal prévia, em associaç~o com outros f|rmacos nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite

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óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções: doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Substitui a canamicina no tratamento de infecções graves por bacilos aeróbios gram ( geralmente em associação com β-lactâmicos). Mais activa sobre P.aeruginosa (juntamente com a trobamicina). Interesse no tratamento da tuberculose (2ª linha)(também estreptomicina). Reserva-se o seu uso para infecções resistentes aos restantes aminoglicosídeos.

canamicina natural. 1º a ser usado para tratamento de infecções por bacilos gram -. Núcleo aminociclitol com hexose 2- deoxiestreptamina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares: acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via intramuscular (via e.v raramente se justifica, apenas em casos de choque com dimiuição da perfusão muscular e em casos de alterações da coagulação). Circulam no plama na forma livre. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém- nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S e 50S, ocorrendo 1- diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). No entanto pensa-se que este mecanismo de acção é ainda mais complexo. Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos).

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Espectro antibacteriano: Bactérias gram negativas, gram positivas e bacilo de Koch. Bacilos gram - : E.coli, Klebsiella,

enterobacter, salmonella, shigella, P.aeruginosa gentamicina, trobamicina, netilmicina (e amicacina). Anaeróbios facultativos inactivos em condições de anaerobiose. Bactérias gram +: sensibilidade baixa: S.viridians e E.faecalis pode obter-se efeito sinérgico quando associado a β-lactâmico. S.aureus e epidermis são sensíveis, particularmente à Gentamicina quando associado a β-lactâmico. Mycobacterium tuberculosis (estreptomicina, amicacina (e canamicina)). Acções adversas: 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros

ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). Canamicina: predomíneo de lesão

2 -Nefrotóxico: menos frequente.

É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotensão, lesão renal prévia, em associaç~o com outros f|rmacos nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções: doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Actualmente, devido a novos aminoglicosídeos: passou para 2º plano.

estreptomicina natural. Núcleo aminociclitol com hexose estreptidina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares: acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via intramuscular (via e.v raramente se justifica, apenas em casos de choque com dimiuição da perfusão muscular e em casos de alterações da coagulação). Circula no plasma, ligando-se 30% a proteínas. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém-nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S, ocorrendo 1- diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias

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anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos). Espectro antibacteriano: Bactérias gram negativas, gram positivas e bacilo de Koch. Bacilos gram - : E.coli, Klebsiella, enterobacter, salmonella, shigella, P.aeruginosa gentamicina, trobamicina, netilmicina (e amicacina). Anaeróbios facultativos inactivos em condições de anaerobiose. Bactérias gram +: sensibilidade baixa: S.viridians e E.faecalis pode obter-se efeito sinérgico quando associado a β-lactâmico. S.aureus e epidermis são sensíveis, particularmente à Gentamicina quando associado a β-lactâmico. Mycobacterium tuberculosis (estreptomicina, amicacina (e canamicina)). Acções adversas: 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). Estreptomicina: predomíneo de lesão vestibular o mais. Ototóxico (< que gentamicina). 2 -Nefrotóxico: menos frequente. É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotensão, lesão renal prévia, em associação com outros fármacos nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… Estreptomicina: o menos nefrotóxico. 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções:

doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Terapêutica complementar à de 1ª linha no tratamento da tuberculose. Tratamento de certas formas de endocardite bacteriana e de algumas infecções menos frequentes: brucelose, taluremia.

gentamicina natural. Núcleo aminociclitol com hexose 2-deoxiestreptamina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares: acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via intramuscular (via e.v raramente se justifica, apenas em casos de choque com dimiuição da perfusão muscular e em casos de alterações da coagulação). Circulam no plama na forma livre. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da

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Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém- nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S e 50S, ocorrendo 1- diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). No entanto pensa-se que este mecanismo de acção é ainda mais complexo. Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos). Espectro antibacteriano: Bactérias gram negativas, gram positivas e bacilo de Koch. Bacilos gram - : E.coli, Klebsiella, enterobacter, salmonella, shigella, P.aeruginosa gentamicina, trobamicina, netilmicina (e amicacina). Anaeróbios facultativos inactivos em condições de anaerobiose. Bactérias gram +: sensibilidade baixa: S.viridians e E.faecalis pode obter-se efeito sinérgico quando associado a β-lactâmico. S.aureus e epidermis são sensíveis, particularmente à Gentamicina quando associado a β-lactâmico. Mycobacterium tuberculosis (estreptomicina, amicacina (e canamicina)). Acções adversas: 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). gentamicina: predomíneo de lesão vestibular. 2 -Nefrotóxico: menos frequente. É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotens~o, les~o renal prévia, em associaç~o com outros f|rmacos nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… Gentamicina é nefrotóxica. 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia

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plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções:

doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Aminoglicosídeo de 1ª escolha. Substitui a canamicina no tratamento de infecções graves por bacilos aeróbios gram – ( geralmente em associaç~o com β-lactâmicos). Mais activa sobre as Serratia. Activas contra S.aureus e epidermis (resistências desenvolvem-se rapidamente – associar com antibióticos β-lactâmicos. Ototóxico (2%). Das mais nefrotóxicas.

neomicina - natural. Núcleo aminociclitol com hexose 2-deoxiestreptamina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares: acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via oral. Muito pouco absorvida aplicação tópica. Circulam no plama na forma livre. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém-nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S e 50S, ocorrendo 1- diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). No entanto pensa-se que este mecanismo de acção é ainda mais complexo. Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos). Acções adversas: É a que provoca maior número de reacções adversas. 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). Neomicina: das mais ototóxicas. 2 -Nefrotóxico: menos frequente. É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotensão, lesão renal prévia, em associação com outros fármacos

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nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… neomicina: dos mais nefrotóxicos. 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções: doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Utilizado por via oral quando se pretende efeito tópico no tubo digestivo e uma menor sensibilização. Uso terapêutico:

cirurgia electiva do intestino; tratamento do coma hepático em associação com eritromicina; (Erradicação dos MRSA dos narizes dos portadores).Efeito adverso: possível toxicidade sistémica devido a pequena % que é absorvida quando há administração de dose elevada em doentes com IR. Pode dar origem a alterações intestinais reduz muito a flora aeróbia e não a anaeróbia.

netilmicina derivado semi-sintético da sisomicina. Núcleo aminociclitol com hexose 2-deoxiestreptamina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares:

acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via intramuscular (via e.v raramente se justifica, apenas em casos de choque com dimiuição da perfusão muscular e em casos de alterações da coagulação). Circulam no plama na forma livre. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém- nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S e 50S, ocorrendo 1- diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). No entanto pensa-se que este mecanismo de acção é ainda mais complexo. Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e

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E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do

RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos).

Espectro

antibacteriano: Bactérias gram negativas, gram positivas e bacilo de Koch. Bacilos gram - : E.coli, Klebsiella, enterobacter, salmonella, shigella, P.aeruginosa gentamicina, trobamicina, netilmicina (e amicacina). Anaeróbios facultativos inactivos em condições de anaerobiose. Bactérias gram +: sensibilidade baixa: S.viridians e E.faecalis pode obter-se efeito sinérgico quando associado a β-lactâmico. S.aureus e epidermis são sensíveis, particularmente { Gentamicina quando associado a β- lactâmico. Mycobacterium tuberculosis (estreptomicina, amicacina (e canamicina)). Acções adversas: 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). Netilmicina: predomíneo de lesão coclear dos menos ototóxicos. 2 - Nefrotóxico: menos frequente. É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotensão, lesão renal prévia, em associaç~o com outros f|rmacos nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e

avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções: doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Aminoglicosídeo de 1ª escolha. Substitui a canamicina no tratamento de infecções graves por bacilos aeróbios gram – ( geralmente em associaç~o com β-lactâmicos). Dos menos ototóxicos juntamente com a trobamicina.

tobramicina natural. Núcleo aminociclitol com hexose 2-deoxiestreptamina. Grande número de incompatibilidades químicas (evitar administrar simultaneamente com aminopenicilas e cefalosporinas). São muito polares: acção diminuída na presença de catiões bivalentes e aumentada a pH aumentado. Farmacocinética: Via intramuscular (via e.v raramente se justifica, apenas em casos de choque com dimiuição da perfusão muscular e em casos de alterações da coagulação). Circulam no plama na forma livre. Vde distribuição é semelhante ao Vextracelular (cuidado com obesos (diminuído) ou casos de edema (aumentado)), no entanto tem capacidade para se acumular no córtex renal e atingir grandes concentrações na urina. Placenta atravessada. Efeito antibacteriano dependente da Cmax. Excreção rápida e por via renal, exclusivamente por filtração glomerular e na forma activa. Diminuir dose na IR, recém- nascidos e doentes com mais de 40 anos. Pequena percentagem é por via biliar. Mecanismo de acção: Bactericida (desconhece-se razão). Acção dependente mais da concentração a que é usada do que do tempo de exposição (possui efeito pós-antibiótico de cerca de 3h) justifica-se a toma única diária apesar da curta semi- vida plasmática. Transporte para o interior da bactéria: Travessia da membrana externa. Transporte activo na membrana interna dependente de energia (fase I), depende da cadeia respiratória. (pode ser bloqueada por catiões bivalentes, redução do pH ou aumento da osmolaridade). depois ligam-se com alta afinidade ao ribossoma nas subunidades 30S e 50S, ocorrendo 1-

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diminuição da velocidade de síntese proteica. 2 deficiente tradução do código genético com síntese de proteínas anormais, funcionalmente inúteis que podem ser incorporadas na membrana citoplasmática das bactérias e: intensificar o transporte dos aminoglicosídeos (transporte dependentes de energia fase II) e talvez levem à perda de material citoplasmático (morte das bactérias). No entanto pensa-se que este mecanismo de acção é ainda mais complexo. Mecanismo de resistência: 1 impermeabilidade da membrana plasmática. (Presente em todas as bactérias anaeróbias pois é necessário O2. Situações que alterem a permeabilidade (anaerobiose, meio àcido e hiperosmolar). Possível mecanismo de resistência da P.aeruginosa à amicacina). 2 falta de afinidade ao ribossoma. (o menos importante mecanismo de resistência. Tem sido descrito para a E.coli e a P.aeruginosa com a estreptomicina). 3 inactivação enzimática. (o mecanismo mais importante. Aminoglicosideo no espaço periplasmático pode sofrer adenilação, fosforilação de oxidrilos, acetilação). Codificação genética das enzimas envolvidas pode ser feita por conjugação, factores de resistência ou plasmídeos resistência cruzada com tetraciclinas, sulfonamidas, cloranfenicol e outros aminoglicosídeos). Razão por que E.faecium e E.faecalis são quase sempre resistentes aos aminoglicosídeos. No entanto, a amicacina possui grande resistência à inactivação enzimática tratamento de infecções hospitalares por gram -. Pode ser responsável pela perda de sinergismo entre os aminoglicosídeos e certos β-lactâmicos e a vancomicina em relação aos enterococos). 4 produção de metiltransferase do RNAr16S (local alvo dos aminoglicosídeos). Espectro antibacteriano: Bactérias gram negativas, gram positivas e bacilo de Koch. Bacilos gram - : E.coli, Klebsiella, enterobacter, salmonella, shigella, P.aeruginosa gentamicina, trobamicina, netilmicina (e amicacina). Anaeróbios facultativos inactivos em condições de anaerobiose. Bactérias gram +: sensibilidade baixa: S.viridians e E.faecalis pode obter-se efeito sinérgico quando associado a β-lactâmico. S.aureus e epidermis são sensíveis, particularmente à Gentamicina quando associado a β-lactâmico. Mycobacterium tuberculosis (estreptomicina, amicacina (e canamicina)). Acções adversas: 1 - Efeitos tóxicos sobre o nervo vestibulococlear: efeito mais grave que pode ser lesão coclear e/ou lesão vestibular. Factores de risco: existência de lesão auditiva e nefropatia prévias; uso anterior ou simultâneo de outros ototóxicos, idade (crianças pequenas, > 40 anos). Trobamicina: sem actuação preferencial coclear ou vestibular dos menos ototóxicos. 2 -Nefrotóxico: menos frequente. É devido à acumulação progressiva do aminoglicosídeo no tubulo proximal do córtex renal com necrose tubular aguda com dimuição da capacidade de concentração da urina e da filtração glomerular. Efeitos potenciadosem idosos, hipotensão, lesão renal prévia, em associação com outros fármacos nefrotóxicos (cefalosporinas), diuréticos… Predomíneo de nefrotoxicidade: trobamicina. 3- neurotoxicidade: bloqueio da transmissão neuromuscular (a concentrações elevadas aplicação na pleura e peritoneu), nevrite óptica, parestesias, irritabilidade, cefaleias. 4- reacções irritativas: dor e inflamação no local de injecção intramuscular, diarreia (oral), irritação meníngea (via intra-raquidiana). 5- hiperssensibilidade. 6- (via oral com neomicina) superinfecções por C.albicans ou estafilococo (igual a tetraciclina), quando de mal-absorção semelhante ao sprue não tropical. Monitorização terapêutica: determinação das conectrações plasmáticas de aminoglicosideo (Max e min); audimetria e avaliação da função vestibular; avaliação da função renal através do doseamento de creatinina e ureia plasmáticas. Fundamentos da dose única: Efeito pós-antibiótico e efeito bactericida relacionado com Cmax. Excepções: doentes com neutropenia grave e nos casos de endocardite bacteriana. Aminoglicosídeo de 1ª escolha. Substitui a canamicina no tratamento de infecções graves por bacilos aeróbios gram ( geralmente em associaç~o com β-lactâmicos). Mais activa sobre as P.aeruginosa (tal como amicacina). Dos menos ototóxicos juntamente com a netilmicina.

-lactâmicos). Mais activa sobre as P.aeruginosa (tal como amicacina). Dos menos ototóxicos juntamente com a netilmicina.

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Aminociclitóis

espectinomicina mesmo grupo dos aminoglicosídeos. Mecanismo de acção: actua na subunidade 30S. Farmacocinética: Via intra-muscular (dose única). Semivida: 1h. Eliminação renal na forma activa. Espectro de acção: Neisseria gonorrheae. (desprovida de acção sobre o treponema pallidum e a chlamydia trachomatis). Uso terapêutico: Blenorragia (especialmente formas anogenital) como alternativa à cefatriazona. Acções adversas: Raras e sem gravidade erupções cutâneas, dor local, tonturas e náuseas. Sem oto ou nefrotoxicidade acentuadas.

Tetraciclinas

Doxiciclina Mecanismo de acção: bacteriostática ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma e dorma quelatos com iões metálicos das bactérias. Afinidade ao ribossoma 80S humano é menor (margem terapêutica na hiperdosagem células humanas podem ser afectadas). Efeito nas bactérias é reversível. É muito lipossolúvel, passando directamente através da membrana externa das gram negativas e depois através de um mecanismo de transporte activo na membrana interna. Via oral, menos quelada e os alimentos não interferem com a sua abosrção. Semi-vida de 18h. Excretada maioritariamente por via intestinal na forma de conjugado inactivo (menos impacto na flora intestinal), não aparecendo em quantidades significativas na urina. O volume de distribuição é maior do que o de água no organismo, difunde para LCR, placenta e leite materno. Participam no ciclo-enterohepático. O espectro de acção é o mesmo para todas as tetraciclinas:

Micoplasma, clamídias, riquétsias, algumas micobactérias, amibas bactérias gram + bactérias gram - Propionibacterium acne proteus, providencia, P.aeruginosa, Serratia, estafilococos, enterococos, pneumococos, gonococos, salmonella e shigella são resistentes. Mecanismos de resistência: 1 diminuir a captação de tetraciclinas (gram negativas) ou aumentar a extrusão através de uma bomba de efluxo mediada por plasmídeos, adquirida por transdução ou conjugação (o mecanismo de resistência mais importante). 2protecção ribossómica através de uma proteína que interfere com a ligação das tetraciclinas ao ribossoma. 3inactivação enzimática. A resistência às tetraciclinas é uma marcador de resistência a múltiplos fármacos cujas resistências também são mediadas por plasmídeos : aminoglicosídeos, sulfonamidas e cloranfenicol. Indicações terapêuticas:

Tracto respiratório: Bronquite crónica por clamydia pneumoniae (1ª); pneumonia atípica por mycoplasma pneumoniae, psitacose (1ª), ou febre Q (1ª).

Vias

urogenitais:

uretrites

não

gonocócicas

por

C.

trachomatis

(1ª)

ou

por

Mycoplasma/Ureoplasma.

Linfogranulomatose inguinal pelo H.ducrey (2ª). Prostatites.

 

Sistema

gastro-intestinal:

erradicação

da

H.pylori

em

associação

com

outros

fármacos

(2ª).

Cólera

(1ª).

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Yersiniose/pseudotuberculose. Amebíase. Acne Tracoma ocular (1ª)

Sistémicas: Brucelose (+ aminoglicosídeo), talurémia leve (+ aminoglicosídeo), peste (+ aminoglicosídeo), riquetsiose (1ª), tifo (1ª) leptospirose. Associação com antimaláricos no tratamento do plasmodium falciparum, diarreia do viajante, doença de Lyme (2ª), melioidose (1ª), doença de whipple. Acções adversas:

Directas:

forma quelatos de cálcio provocando alterações dentárias e ósseas (acumula-se nas zonas de crescimento dos ossos e dentina coloração acastanhada e propensa a cáries). Fototoxicidade na forma de dermatose de causa não alérgica. Hepatotoxicidade em casos de sobredosagem: esteatose hepática (mulheres grávidas mais susceptíveis), patologias associadas como pancreatite ou alterações tóxicas do rim. Cefaleias, náuseas, fotofobia e ataxia reversível. Acidose tubular renal (fora do prazo de validade), retenção azotada quando adminstrada com diuréticos. Alterações hemáticas, aumento da ureia plasmática, da excreção de ácido ascórbico, da creatinina, proteinúria e outras alterações revesíveis. Reacções alérgicas raras. Feblites ou alterações circulatórias em injecções e.v muito rápidas. Injecções intra-musculares são contra-indicadas. Indirectas: Perturbações gastrointestinais (as mais frequentes) com náuseas, vómitos e diarreia. Possibilidade de superinfecções por Candida albicans e estafilococos. Enterocolite estafilocócica. Colite pseudomembranosa. Interacções: Catiões metálicos, anticoagulantes orais. Barbitúricos, rifampicina, etanol aumentam metabolização das tetraciclinas por indução enzimática. Contra-indicado: grávidas e crianças com menos de 9 anos. Na miastenia gravis e nas alergias às tetraciclinas. Não se deve administrar fármacos hepatótoxicos ou nefrotóxicos, diuréticos, antiácidos, antianémicos e leite. Evitar exposição solar.

minociclina Mecanismo de acção: bacteriostática ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma e dorma quelatos com iões metálicos das bactérias. Afinidade ao ribossoma 80S humano é menor (margem terapêutica na hiperdosagem células humanas podem ser afectadas). Efeito nas bactérias é reversível. É muito lipossolúvel, passando directamente através da membrana externa das gram negativas e depois através de um mecanismo de transporte activo na membrana interna. Via oral, menos quelada e os alimentos não interferem com a sua absorção. Semi-vida de 16h. Excretada maioritariamente por via renal na forma de conjugado inactivo não aparecendo em quantidades significativas na urina. O volume de distribuição é maior do que o de água no organismo, difunde para LCR, placenta e leite materno. Atinge lágrimas e saliva. Participam no ciclo- enterohepático. O espectro de acção é o mesmo para todas as tetraciclinas:

Micoplasma, clamídias, riquétsias, algumas micobactérias, amibas bactérias gram + bactérias gram - Propionibacterium acne proteus, providencia, P.aeruginosa, Serratia, estafilococos, enterococos, pneumococos, gonococos, salmonella e shigella são resistentes. Mecanismos de resistência: 1 diminuir a captação de tetraciclinas (gram negativas) ou aumentar a extrusão através de uma bomba de efluxo mediada por plasmídeos, adquirida por transdução ou conjugação (o mecanismo de

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resistência mais importante). 2protecção ribossómica através de uma proteína que interfere com a ligação das tetraciclinas ao ribossoma. 3inactivação enzimática. A resistência às tetraciclinas é uma marcador de resistência a múltiplos fármacos cujas resistências também são mediadas por plasmídeos : aminoglicosídeos, sulfonamidas e cloranfenicol. Terapêutica: Ver acima (doxiciclina) e principalmente:

Profilaxia menigococíca prefere-se rifampicina (MRSA e staph.aureus)

Acções adversas:

Directas:

forma quelatos de cálcio provocando alterações dentárias e ósseas (acumula-se nas zonas de crescimento dos ossos e dentina coloração acastanhada e propensa a cáries). Fototoxicidade na forma de dermatose de causa não alérgica. Hepatotoxicidade em casos de sobredosagem: esteatose hepática (mulheres grávidas mais susceptíveis), patologias associadas como pancreatite ou alterações tóxicas do rim. Cefaleias, náuseas, fotofobia e ataxia reversível. Hipertensão intracraniana com edema papilar. Acidose tubular renal (fora do prazo de validade), retenção azotada quando adminstrada com diuréticos. Alterações hemáticas, aumento da ureia plasmática, da excreção de ácido ascórbico, da creatinina, proteinúria e outras alterações revesíveis. Reacções alérgicas raras. Feblites ou alterações circulatórias em injecções e.v muito rápidas. Injecções intra-musculares são contra-indicadas. Indirectas: Perturbações gastrointestinais (as mais frequentes) com náuseas, vómitos e diarreia. Possibilidade de superinfecções por Candida albicans e estafilococos. Enterocolite estafilocócica. Colite pseudomembranosa. Contra-indicado: grávidas e crianças com menos de 9 anos. Na miastenia gravis e nas alergias às tetraciclinas. Não se deve administrar fármacos hepatótoxicos ou nefrotóxicos, diuréticos, antiácidos, antianémicos e leite. Evitar exposição solar.

tetraciclina Mecanismo de acção: bacteriostática ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma e dorma quelatos com iões metálicos das bactérias. Afinidade ao ribossoma 80S humano é menor (margem terapêutica na hiperdosagem células humanas podem ser afectadas). Efeito nas bactérias é reversível. É pouco lipossolúvel, passando através de poros hidrofílicos localizados na proteína A1 da membrana externa das gram negativas e depois através de um mecanismo de transporte activo na membrana interna. Via oral, é quelada e os alimentos interferem com a sua absorção. Semi-vida de 8,5h. Excretada maioritariamente por via renal aparecendo em quantidades significativas na urina e acumulando-se em quantidades tóxicas no IR. O volume de distribuição é maior do que o de água no organismo, difunde para LCR, placenta e leite materno. Participam no ciclo-enterohepático. O espectro de acção é o mesmo para todas as tetraciclinas:

Micoplasma, clamídias, riquétsias, algumas micobactérias, amibas bactérias gram + bactérias gram - Propionibacterium acne proteus, providencia, P.aeruginosa, Serratia, estafilococos, enterococos, pneumococos, gonococos, salmonella e shigella são resistentes. Mecanismos de resistência: 1 diminuir a captação de tetraciclinas (gram negativas) ou aumentar a extrusão através de uma bomba de efluxo mediada por plasmídeos, adquirida por transdução ou conjugação (o mecanismo de resistência mais

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importante). 2protecção ribossómica através de uma proteína que interfere com a ligação das tetraciclinas ao ribossoma. 3inactivação enzimática. A resistência às tetraciclinas é uma marcador de resistência a múltiplos fármacos cujas resistências também são mediadas por plasmídeos : aminoglicosídeos, sulfonamidas e cloranfenicol. Terapêutica: ver acima doxiciclina o mesmo, mas com menor duração de acção e mais efeitos adversos. Acções adversas:

Directas:

forma quelatos de cálcio provocando alterações dentárias e ósseas (acumula-se nas zonas de crescimento dos ossos e dentina coloração acastanhada e propensa a cáries). Fototoxicidade na forma de dermatose de causa não alérgica. Hepatotoxicidade em casos de sobredosagem: esteatose hepática (mulheres grávidas mais susceptíveis), patologias associadas como pancreatite ou alterações tóxicas do rim. Cefaleias, náuseas, fotofobia e ataxia reversível. Acidose tubular renal (fora do prazo de validade), retenção azotada quando adminstrada com diuréticos. Na IR, acumulção de tetraciclinas plasmáticas até níveis tóxicos. Alterações hemáticas, aumento da ureia plasmática, da excreção de ácido ascórbico, da creatinina, proteinúria e outras alterações revesíveis. Reacções alérgicas raras. Feblites ou alterações circulatórias em injecções e.v muito rápidas. Injecções intra- musculares são contra-indicadas. Indirectas: Perturbações gastrointestinais (as mais frequentes) com náuseas, vómitos e diarreia. Possibilidade de superinfecções por Candida albicans e estafilococos. Enterocolite estafilocócica. Colite pseudomembranosa. Contra-indicado: grávidas e crianças com menos de 9 anos. Na miastenia gravis e nas alergias às tetraciclinas. Não se deve administrar fármacos hepatótoxicos ou nefrotóxicos, diuréticos, antiácidos, antianémicos e leite. Evitar exposição solar.

Quinolonas principais

ácido nalidíxico 1ª quinolona com estreito espectro de acção (gram -), com acção antibacteriana intrínseca fraca e má difusão tecidual (uso clínico e restrito ao tratamento de infecções urinárias actualmene sem interesse prático). As fluoroquinolonas derivadas deste são actualmente tratamento de 1ª escolha no tratamento de infecções sistémicas graves e também uma boa alterantiva aos mais eficazes agentes anti-infecciosos disponíveis.

ciprofloxacina grupo II (múltiplas indicações). A mais eficaz das antigas fluoroquinolonas. Farmacocinética: Via oral (alimentos, antiácidos e catiões bivalentes reduzem a absorção). Boa difusão tecidular (células fagocitárias), rim> pulmões, próstata, amígdalas, músculos, endomértrio, miométrio, ovário > plasma > pele, tecido celular subcutâneo, osso, secreções brônquicas > LCR. Atinge concetrações terapêuticas no LCR sem meniges inflamadas excepto para estreptococos. No caso de inflamação meníngea as concentrações terapêuticas já são suficientes para todas as bactérias sensíveis. Concentrações nas fezes são muito altas. Derivado formílico: formilciprofloxacina eficácia quase semelhante contra S.aureus mas 10* menos activa contra P.aeruginosa. Excreção renal por secreção tubular (bloqueada pelo probenicid) e por filtração glomerular. Aumento da semi-vida na IR e idosos. Interacções farmacológicas: as interacções farmacológicas são devido ao metabolito 4-oxo, sendo de uma maneira geral pouco significativas. A ciprofloxacina e a pefloxacina exercem interacção com a teofilina (aumento da semi-vida da teofilina) mas de forma pouco marcada não obrigando à alteração da dose de teofilina.

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Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA atarvés da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +). Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr A (gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3- impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa. Espectro de acção: gram - : enterobacteriaceas, Providentia, a mais potente sobre as P.aeruginosas e a Serratia mascarens. Agentes patogénicos genitais: Neisseria gonorrhaeae, Chlamydia trachomatis e mycoplasma hominis. Agentes patogénicos das vias respiratórias: H.influenzae, M.catarrhalis, legionella pneumophila, mycoplasma pneumoniae e chlamydia pneumoniae. Resistências: S.pneumoniae, MRSA, enterococos, providentia, acinetobacter, ureoplasma, anaeróbios, fungos e vírus.

Aplicações terapêuticas:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada. Infecções respiratórias: não são agentes de 1ª escolha na maioria dos casos pois têm actividade reduzida contra os estreptococos e os anaeróbios. Só o H.influenzae, M.catarrhalis e a Legionella são sensíveis.Na pneumonia da comunidade em ambulatório as quinolonas mais usadas são a levofloxacina e a moxifloxacina pois possuem maior eficácia sobre as bactérias gram + e são eficazes sobre os agentes de pneumonias atípicas (clamídia, mycoplasma e legionella), sendo hipóteses a considerar nomeadamente no tratamento da doença do legionário (2ª escolha). Na pneumonia da comunidade em meio hospitalar administra-se cefatriazona (e.v) + azitrómicina (v.o). Nas pneumonias hospitalares por gram - aeróbios a ciprofloxacina e.v pode ser 1ª escolha. Otites externas necrosantes por P.aeruginosa, exacerbações agudas de bronquites crónicas por gram em que os β-lactâmicos sejam ineficazes ciprofloxacina e as novas fluoroquinolonas são 1ª escolha. Infecções por P.aeruginosa em doentes com fibrose cística ciprofloxacina é 1ª escolha (mas deve alternar-se com aztreonam e cefatzidima (3b) em doentes com menos de 14 anos). Infecções gastro-intestinais: excelente acção contra todos os agentes causadores de diarreia (1ª linha). Febre tifóide e eliminação dos portadores crónicos de salmonella norfloxacina e ciprofloxacina (1ª linha). Shigellose (1ª linha). Infecções biliares por E.coli e Klebsiella. Doenças venéreas: (blenorragia), uretrites não específicas por Chlamydia ciprofloxacina e ofloxacina são terapêuticas alternativas à doxiciclina.Cancróide por H.ducrey 1ª escolha (não é 2ª?). Infecções da pele e dos tecidos moles: infecções mistas por aeróbios gram -, em especial as úlceras de decúbito em meio hospitalar, mesmo quando se trata de estafilococos ou pseudomonas. (por estreptococos s~o preferidos β- lactâmicos ou eritromicina). Osteomielite: osteomielite aguda hematogénea por Pseudomonas ou Serratia ciprofloxacina é terapêutica de 1ª escolha. Osteomielite por contiguidade ou nas traumáticas ou intervenção cirúrgica (causadaas por estafilococos

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(epidermis ou aureus) e MRSA ciprofloxacina e ofloxacina são muito eficazes (1ª escolha são isoxazolpenicilinas e vancomicina no caso dos MRSA). Terapêutica complementar de 1ª linha no tratamento da tuberculose; erradicação dos portadores de meningococos (ciprofloxacina é alternativa). Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Lesões articulares: artropatias (contra-indicado em mulheres grávidas, na amamentação e até aos 16 anos) como é reversível em alguns casos pode usar-se em crianças; Tendinites. Efeitos gastro- intestinais: os mais comuns náuseas, vómitos, diarreia (raramente por colite pseudomembranosa) e dores abdominais. Efeitos no SNC: as mais frequentes a seguir às gastro-intestinais (levofloxacina 1 a 2% e ciprofloxacina 6 a 9%) insónias, vertigens, cefaleias e alaterações do comportamento. Efeitos na pele: Fototoxicidade (associada à lomefloxacina e pefloxacina

rara com levofloxacina). Alterações cardíacas: Prolongamento do QT cuidado com levofloxacina e moxifloxacina em doentes que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT.

e

Levofloxacina grupo III (melhor acção sobre bactérias gram-negativas e agentes atípicos. Derivado da ofloxacina. Farmacocinética: Via oral (alimentos, antiácidos e catiões bivalentes reduzem a absorção). Boa difusão tecidular (células fagocitárias), rim> pulmões, próstata, amígdalas, músculos, endomértrio, miométrio, ovário > plasma > pele, tecido celular subcutâneo, osso, secreções brônquicas > LCR. Atinge concetrações terapêuticas no LCR sem meniges inflamadas excepto para estreptococos. No caso de inflamação meníngea as concentrações terapêuticas já são suficientes para todas as bactérias sensíveis. Concentrações nas fezes são muito altas. Derivado formílico: formilciprofloxacina eficácia quase semelhante contra S.aureus mas 10* menos activa contra P.aeruginosa. Excreção renal por secreção tubular (bloqueada pelo probenicid) e por filtração glomerular. Aumento da semi-vida na IR e idosos. Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA atarvés da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +). Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr

A

(gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3-

impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa. Espectro de acção: acção semelhante à ciprofloxacina contra bactérias gram -, neisseria gonorrheae, mycoplasma hominis, H.influenzae, M.catarrhalis, legionella pneumophila e chlamydia pneumoniae. Mais eficaz contra: S.pneumoniae, bactérias gram + (não utilzar em estafilococos e enterococos); anaeróbios, mycobacterium tuberculosis, mycoplasma pneumoniae, chlamydia trachomatis e ureaplasma. Efeito marginal contra enterococos. Uso terapêutico:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada. Infecções respiratórias: não são agentes de 1ª escolha na maioria dos casos pois têm actividade reduzida contra os estreptococos e os anaeróbios. Só o H.influenzae, M.catarrhalis e a Legionella são sensíveis.Na pneumonia da

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Glossário Sara Coelho

comunidade em ambulatório as quinolonas mais usadas são a levofloxacina e a moxifloxacina pois possuem maior eficácia sobre as bactérias gram + e são eficazes sobre os agentes de pneumonias atípicas (clamídia, mycoplasma e legionella), sendo hipóteses a considerar nomeadamente no tratamento da doença do legionário. Na pneumonia da comunidade em meio hospitalar administra-se cefatriazona (e.v) + azitrómicina (v.o). Nas pneumonias hospitalares por gram - aeróbios a ciprofloxacina e.v pode ser 1ª escolha. Otites externas necrosantes por P.aeruginosa, exacerbações agudas de bronquites crónicas por gram em que os β-lactâmicos sejam ineficazes ciprofloxacina e as novas fluoroquinolonas são 1ª escolha. Infecções por P.aeruginosa em doentes com fibrose cística ciprofloxacina é 1ª escolha (mas deve alternar-se com aztreonam e cefatzidima (3b) em doentes com menos de 14 anos). Infecções gastro-intestinais Doenças venéreas: (blenorragia), uretrites não específicas por Chlamydia ciprofloxacina e ofloxacina são terapêuticas alternativas à doxiciclina.Cancróide por H.ducrey 1ª escolha (não é 2ª?). Infecções da pele e dos tecidos moles: infecções mistas por aeróbios gram -, em especial as úlceras de decúbito em meio hospitalar, mesmo quando se trata de estafilococos ou pseudomonas. (por estreptococos são preferidos β- lactâmicos ou eritromicina). Osteomielite: osteomielite aguda hematogénea por Pseudomonas ou Serratia ciprofloxacina é terapêutica de 1ª escolha. Osteomielite por contiguidade ou nas traumáticas ou intervenção cirúrgica (causadaas por estafilococos (epidermis ou aureus) e MRSA ciprofloxacina e ofloxacina são muito eficazes (1ª escolha são isoxazolpenicilinas e vancomicina no caso dos MRSA). Terapêutica complementar de 1ª linha no tratamento da tuberculose; erradicação dos portadores de meningococos (ciprofloxacina é alternativa). Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Lesões articulares: artropatias (contra-indicado em mulheres grávidas, na amamentação e até aos 16 anos) como é reversível em alguns casos pode usar-se em crianças; Tendinites. Efeitos gastro- intestinais: os mais comuns náuseas, vómitos, diarreia (raramente por colite pseudomembranosa) e dores abdominais. Efeitos no SNC: as mais frequentes a seguir às gastro-intestinais (levofloxacina 1 a 2% e ciprofloxacina 6 a 9%) insónias, vertigens, cefaleias e alaterações do comportamento. Efeitos na pele: Fototoxicidade (associada à lomefloxacina e pefloxacina

rara com levofloxacina). Alterações cardíacas: Prolongamento do QT cuidado com levofloxacina e moxifloxacina em doentes que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT.

e

lomefloxacina grupo II (múltiplas indicações). Acção idêntica à ciprofloxacina. Farmacocinética: Via oral (alimentos, antiácidos e catiões bivalentes reduzem a absorção). Boa difusão tecidular

(células fagocitárias), rim> pulmões, próstata, amígdalas, músculos, endomértrio, miométrio, ovário > plasma > pele, tecido celular subcutâneo, osso, secreções brônquicas > LCR. Atinge concetrações terapêuticas no LCR sem meniges inflamadas excepto para estreptococos. No caso de inflamação meníngea as concentrações terapêuticas já são suficientes para todas as bactérias sensíveis. Concentrações nas fezes são muito altas. Excreção renal por secreção tubular (bloqueada pelo probenicid) e por filtração glomerular. Aumento da semi-vida na IR e idosos. Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA através da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +). Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr

A

(gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3-

impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa.

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Glossário Sara Coelho

 

Uso terapêutico:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária

complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada. Infecções respiratórias Infecções gastro-intestinais Doenças venéreas Infecções da pele Osteomielite Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Lesões articulares: artropatias (contra-indicado em mulheres grávidas, na amamentação e até aos 16 anos) como é reversível em alguns casos pode usar-se em crianças; Tendinites. Efeitos gastro- intestinais: os mais comuns náuseas, vómitos, diarreia (raramente por colite pseudomembranosa) e dores abdominais. Efeitos no SNC: as mais frequentes a seguir às gastro-intestinais (levofloxacina 1 a 2% e ciprofloxacina 6 a 9%) insónias, vertigens, cefaleias e alaterações do comportamento. Efeitos na pele: Fototoxicidade (associada à lomefloxacina e pefloxacina

rara com levofloxacina). Alterações cardíacas: Prolongamento do QT cuidado com levofloxacina e moxifloxacina em doentes que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT.

e

moxifloxacina grupo IV (maior acção sobre as bactérias anaeróbias). Farmacocinética: Via oral (alimentos, antiácidos e catiões bivalentes reduzem a absorção). Boa difusão tecidular (células fagocitárias), rim> pulmões, próstata, amígdalas, músculos, endomértrio, miométrio, ovário > plasma > pele, tecido celular subcutâneo, osso, secreções brônquicas > LCR. Atinge concetrações terapêuticas no LCR sem meniges inflamadas excepto para estreptococos. No caso de inflamação meníngea as concentrações terapêuticas já são suficientes para todas as bactérias sensíveis. Concentrações nas fezes são muito altas. A moxifloxacina tem predominantemente excreção hepática. Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA atarvés da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +). Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr

A

(gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3-

impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa. Espectro de acção: idêntica ou melhor acção sobre cocos gram +, enterobacteriaceas (excepto serratia mascarens e p. aeruginosa), bactérias anaeróbias, mycobacterium tuberculosis, mycoplasma hominis, chlamydia trachomatis e ureaplasma. Eficácia semelhante sobre N.gonorrhae, H.influenzae e legionella. Uso terapêutico:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando

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muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada. Infecções respiratórias: não são agentes de 1ª escolha na maioria dos casos pois têm actividade reduzida contra os estreptococos e os anaeróbios. Só o H.influenzae, M.catarrhalis e a Legionella são sensíveis.Na pneumonia da comunidade em ambulatório as quinolonas mais usadas são a levofloxacina e a moxifloxacina pois possuem maior eficácia sobre as bactérias gram + e são eficazes sobre os agentes de pneumonias atípicas (clamídia, mycoplasma e legionella), sendo hipóteses a considerar nomeadamente no tratamento da doença do legionário. Na pneumonia da comunidade em meio hospitalar administra-se cefatriazona (e.v) + azitrómicina (v.o). Nas pneumonias hospitalares por gram - aeróbios a ciprofloxacina e.v pode ser 1ª escolha. Otites externas necrosantes por P.aeruginosa, exacerbações agudas de bronquites crónicas por gram em que os β-lactâmicos sejam ineficazes ciprofloxacina e as novas fluoroquinolonas são 1ª escolha. Infecções por P.aeruginosa em doentes com fibrose cística ciprofloxacina é 1ª escolha (mas deve alternar-se com aztreonam e cefatzidima (3b) em doentes com menos de 14 anos). Infecções gastro-intestinais Doenças venéreas: (blenorragia), uretrites não específicas por Chlamydia ciprofloxacina e ofloxacina são terapêuticas alternativas à doxiciclina.Cancróide por H.ducrey 1ª escolha (não é 2ª?). Infecções da pele e dos tecidos moles: infecções mistas por aeróbios gram -, em especial as úlceras de decúbito em meio hospitalar, mesmo quando se trata de estafilococos ou pseudomonas. (por estreptococos são preferidos β- lactâmicos ou eritromicina). Osteomielite: osteomielite aguda hematogénea por Pseudomonas ou Serratia ciprofloxacina é terapêutica de 1ª escolha. Osteomielite por contiguidade ou nas traumáticas ou intervenção cirúrgica (causadaas por estafilococos (epidermis ou aureus) e MRSA ciprofloxacina e ofloxacina são muito eficazes (1ª escolha são isoxazolpenicilinas e vancomicina no caso dos MRSA). Terapêutica complementar de 1ª linha no tratamento da tuberculose; erradicação dos portadores de meningococos (ciprofloxacina é alternativa). Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Lesões articulares: artropatias (contra-indicado em mulheres grávidas, na amamentação e até aos 16 anos) como é reversível em alguns casos pode usar-se em crianças; Tendinites. Efeitos gastro- intestinais: os mais comuns náuseas, vómitos, diarreia (raramente por colite pseudomembranosa) e dores abdominais. Efeitos no SNC: as mais frequentes a seguir às gastro-intestinais (levofloxacina 1 a 2% e ciprofloxacina 6 a 9%) insónias, vertigens, cefaleias e alaterações do comportamento. Efeitos na pele: Fototoxicidade (associada à lomefloxacina e pefloxacina e rara com levofloxacina). Alterações cardíacas: Prolongamento do QT cuidado com levofloxacina e moxifloxacina em doentes que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT.

norfloxacina Grupo I. mãe.

A norfloxacina é o derivado metilado a pefloxacina e tem igual eficácia comparando com a quinolona-

Farmacocinética:

Via

oral

(alimentos,

antiácidos

e

catiões

bivalentes

reduzem

a

absorção).

Fraca

distribuição

tecidular, no entanto, na bile pode atingir concentrações 10* superiores às plasmáticas.

Excreção renal por secreção tubular

(bloqueada pelo probenicid) e por filtração glomerular. Aumento da semi-vida na IR e idosos.

 

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Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA atarvés da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +).

 

Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr

A

(gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3-

impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa. Uso terapêutico:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada.Praticamente só usada nas infecções urinárias. Infecções gastro-intestinais: excelente acção contra todos os agentes causadores de diarreia (1ª linha). Febre tifóide e eliminação dos portadores crónicos de salmonella norfloxacina e ciprofloxacina (1ª linha). Shigellose (1ª linha). Infecções biliares por E.coli e Klebsiella.

ofloxacina grupo II (múltiplas indicações). Acção idêntica à ciprofloxacina. Farmacocinética: Via oral (alimentos, antiácidos e catiões bivalentes reduzem a absorção). Boa difusão tecidular (células fagocitárias), rim> pulmões, próstata, amígdalas, músculos, endomértrio, miométrio, ovário > plasma > pele, tecido celular subcutâneo, osso, secreções brônquicas > LCR. Atinge concetrações terapêuticas no LCR sem meniges inflamadas excepto para estreptococos. No caso de inflamação meníngea as concentrações terapêuticas já são suficientes para todas as

bactérias sensíveis. Concentrações nas fezes são muito altas. Excreção renal por secreção tubular (bloqueada pelo probenicid) e por filtração glomerular. Aumento da semi-vida na IR e idosos. Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA atarvés da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +). Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr

A

(gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3-

impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa. Uso terapêutico:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada. Infecções respiratórias

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Glossário Sara Coelho

Infecções gastro-intestinais Doenças venéreas: (blenorragia), uretrites não específicas por Chlamydia ciprofloxacina e ofloxacina são terapêuticas alternativas à doxiciclina.Cancróide por H.ducrey 1ª escolha (não é 2ª?). Infecções da pele e dos tecidos moles: infecções mistas por aeróbios gram -, em especial as úlceras de decúbito em meio hospitalar, mesmo quando se trata de estafilococos ou pseudomonas. (por estreptococos são preferidos β- lactâmicos ou eritromicina). Osteomielite: osteomielite aguda hematogénea por Pseudomonas ou Serratia ciprofloxacina é terapêutica de 1ª escolha. Osteomielite por contiguidade ou nas traumáticas ou intervenção cirúrgica (causadaas por estafilococos

(epidermis ou aureus) e MRSA ciprofloxacina e ofloxacina são muito eficazes (1ª escolha são isoxazolpenicilinas e vancomicina no caso dos MRSA). Terapêutica complementar de 1ª linha no tratamento da tuberculose; erradicação dos portadores de meningococos (ciprofloxacina é alternativa). Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Lesões articulares: artropatias (contra-indicado em mulheres grávidas, na amamentação e até aos 16 anos) como é reversível em alguns casos pode usar-se em crianças; Tendinites. Efeitos gastro- intestinais: os mais comuns náuseas, vómitos, diarreia (raramente por colite pseudomembranosa) e dores abdominais. Efeitos no SNC: as mais frequentes a seguir às gastro-intestinais (levofloxacina 1 a 2% e ciprofloxacina 6 a 9%) insónias, vertigens, cefaleias e alaterações do comportamento. Efeitos na pele: Fototoxicidade (associada à lomefloxacina e pefloxacina

rara com levofloxacina). Alterações cardíacas: Prolongamento do QT cuidado com levofloxacina e moxifloxacina em doentes que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT.

e

pefloxacina grupo II (múltiplas indicações). Acção idêntica à ciprofloxacina. Farmacocinética: Via oral (alimentos, antiácidos e catiões bivalentes reduzem a absorção). Boa difusão tecidular (células fagocitárias), rim> pulmões, próstata, amígdalas, músculos, endomértrio, miométrio, ovário > plasma > pele, tecido celular subcutâneo, osso, secreções brônquicas > LCR. Atinge concetrações terapêuticas no LCR sem meniges inflamadas excepto para estreptococos. No caso de inflamação meníngea as concentrações terapêuticas já são suficientes para todas as bactérias sensíveis. Concentrações nas fezes são muito altas. A pefloxacina é biotransformada em 80% resultando um derivado

N-óxido e outro que é a norfloxacina (ou desmetilpefloxacina). A norfloxacina é o derivado metilado a pefloxacina e tem igual eficácia comparando com a quinolona-mãe. Excreção renal por secreção tubular (bloqueada pelo probenicid) e por filtração

glomerular. Aumento da semi-vida na IR e idosos.

Interacções farmacológicas: as interacções farmacológicas são devido ao

metabolito 4-oxo, sendo de uma maneira geral pouco significativas. A ciprofloxacina e a pefloxacina exercem interacção com a

teofilina (aumento da semi-vida da teofilina) mas de forma pouco marcada não obrigando à alteração da dose de teofilina. Mecanismo de acção: inibição da transcrição e replicação do DNA atarvés da ligação à topoisomerase II (gírase) e à topoisomerase IV (importante principalmente para as gram +).

Mecanismo de resistência: 1- alteração no local de ligação nas topoisomerases (mutação cromossómica dos genres gyr

A

(gram -) e par C (gram +) alteração da subunidade A; 2- efluxo activo (resistência da P.aeruginosa e S.pneumoniae); 3-

impermeabilidade da membrana externa dos gram - : P.aeruginosa. Uso terapêutico:

Infecções urinárias: eficazes contra as enterobacteriaceas e pseudomonas mesmo quando resistentes a múltiplos fármacos. Tem acção sobre agentes multiresistes atingindo elevadas concentrações na urina. Tem também acção anti-séptica intestinal e prostática diminuindo a possibilidade de reinfecção. São muito mais eficazes em prostatites curando

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Glossário Sara Coelho

muitas infecções por E.coli e outras enterobacteriaceas. Devem ser utilizadas sempre que: 1- a sintomatologia tenha surgido à mais de 48h; 2- houver cistite hemorrágica; 3- haja infecção da parte alta das vias urinárias; 4- seja uma infecção urinária complicada. Não devem ser usadas quando propricias ao desenvolvimento de resistências: profilaxia de infecções em doentes algaliados e no tratamento crónico de lesões obstrutivas das vias urinárias. A norfloxacina devido à baixa biodisponibilidade e à alta actividade intrínseca está mais indicada. Infecções respiratórias Infecções gastro-intestinais Doenças venéreas Infecções da pele Osteomielite Efeitos laterais: globalmente bem tolerados. Lesões articulares: artropatias (contra-indicado em mulheres grávidas, na amamentação e até aos 16 anos) como é reversível em alguns casos pode usar-se em crianças; Tendinites. Efeitos gastro- intestinais: os mais comuns náuseas, vómitos, diarreia (raramente por colite pseudomembranosa) e dores abdominais. Efeitos no SNC: as mais frequentes a seguir às gastro-intestinais (levofloxacina 1 a 2% e ciprofloxacina 6 a 9%) insónias, vertigens, cefaleias e alaterações do comportamento. Efeitos na pele: Fototoxicidade (associada à lomefloxacina e pefloxacina e rara com levofloxacina). Alterações cardíacas: Prolongamento do QT cuidado com levofloxacina e moxifloxacina em doentes que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT.

que corram o risco de desenvolver prolongamento do QT. Sulfonamidas e diaminopirimidinas antibacterianas de uso

Sulfonamidas e diaminopirimidinas antibacterianas de uso corrente

e diaminopirimidinas antibacterianas de uso corrente ácido folínico – suplemento medicamentoso derivado do

ácido folínico suplemento medicamentoso derivado do 5-formil do àcido tetra-hidrofólico ou forma activa do àcido fólico. Administrada por via oral, e.v ou i.m na forma de folinato de cálcio. Está indicada: na co-adminsitração com trimetroprima para evitar anemias megaloblásticas; antídoto dos antagonisticas do àcido folínico (ex: metotrexato); anemia megaloblástica por défice de àcido fólico; défices congénitos de diidrofolato redutase; potensiar a acção antineoplásica do fluouracilo no tratamento paliativo do cancro colorre