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CURSO: ESPECIALIZAÇÃO EM ENG.

DE SEGURANÇA DO TRABALHO
DISCIPLINA: PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE
PROFº. PHD. BRENO MACHADO GRISI
Agenda
• Introdução;
• Bacias Hidrográficas;
• Área de Preservação Permanente – APP;
• Água: Risco de Escassez;
• Comitê de Bacia Hidrográfica;
• CORINE;
• Estudo de Campo: Saneamento e Abastecimento de Água no Distrito
Federal;
• FELIPE;
• Hidroeletricidade;
• Referências Consultadas.
Água - a energia da vida

A água no mundo,
um mundo de água
Água - a energia da vida

Distribuição da Salgada:
água no Planeta 97,3%

¼ do Planeta = Terra
¾ do Planeta = Água

Calotas Polares: 68,9 %


Água subterrânea doce: 29,9 % Doce:
Rios e lagos: 0,3 % 2,7%
Outros: 0,9%
Água - a energia da vida

Brasil
Um país abençoado
pela água!

A água é essencial à vida,


portanto, todos os organismos
vivos, incluindo o homem,
dependem da água para sua
sobrevivência. As mudanças de
estado físico da água, no ciclo
hidrológico, são essenciais e
influenciam os processos que
operam na superfície da Terra,
incluindo o desenvolvimento e a
manutenção da vida.
Água - a energia da vida

E no Brasil?

O Brasil é possuidor
de 12 a 14 % da
água da terra

Mais de 70 % das águas


brasileiras estão nos rios da
Amazônia
Água - a energia da vida

•Está presente em todos os seres vivos.


•Solvente universal dos líquidos orgânicos.
•Muitas reações químicas corporais
dependem dela.
•Possui função termorreguladora.
•Quantidade de água no corpo varia com a
idade, o metabolismo e a espécie.
•Feto = 92% recém-nascido = 80%
criança = 75%
•adulto = 65% idoso = 60%
•Queda na quantidade de água, no corpo
dos seres vivos, pode provocar desidratação.
•A água é insípida, inodora e incolor.
•Possui alto poder de dissolução.
Água - a energia da vida

Dicas de Economia

 Vazamentos

 Hábitos inadequados

 Equipamentos Hidráulicos

- Desregulados

- Não econômicos
Bacias Hidrográficas
• Definição:

• Área na qual ocorre a


captação de água (drenagem)
para um rio principal e seus
afluentes devido às suas
características geográficas e
topográficas.
Importância Histórica

• Bacia do Rio Jordão: Hebreus;

• Bacia do Rio Nilo: Egito;

• Bacia dos Rios Tigre e Eufrates: Mesopotâmia;

• Bacia dos Rios Yang - Tse e Huang Ho: China


Principais Componentes

• Divisores de águas;
• Fundos de Vales;
• Sub-bacias;
• Nascentes;
• Áreas de descarga;
• Recarga;
• Perfis hidrogeoquímicos.
Regiões Hidrográficas do Brasil
• De acordo com a Resolução CNRH n.º32 de 15/10/03, do Conselho Nacional de
Recursos Hídricos, o Brasil está dividido em regiões hidrográficas denominadas:
– região hidrográfica Amazônica,
– do Tocantins-Araguaia,
– do Atlântico Nordeste Ocidental,
– do Parnaíba,
– do Atlântico Nordeste Oriental,
– do São Francisco,
– do Atlântico Leste,
– do Atlântico Sudeste,
– do Paraná,
– do Paraguai,
– do Uruguai,
– do Atlântico Sul.
Principais Bacias Hidrográficas Brasileiras
• O brasil possui inúmeras Bacias Hidrográficas, mas as principais
são:
– A Bacia Amazônica;
– Bacia do Tocantins;
– Bacia Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai);
– Bacia do rio São Francisco.
• Juntas, elas cobrem cerca de 80% do território brasileiro, porém de
forma bastante irregular.
• A bacia Amazônica responde sozinha por 70% da disponibilidade de
recursos hídricos no Brasil enquanto que as bacias da região sudeste
respondem por apenas 6%, mas abastecendo 42% da população
brasileira.
Principais Bacias Hidrográficas Brasileiras

• A Bacia Hidrográfica do Rio


Amazonas é ainda, a maior e
mais extensa rede hidrográfica
do mundo com uma área total
de 6.110.000 km² desde sua
nascente nos Andes Peruanos
até sua foz no Atlântico na
região norte do Brasil. Ela é
considerada uma bacia
continental por se estender
sobre diversos países da
América do Sul.
Outras Bacias Hidrográficas Importantes
• Bacia Hidrográfica do Rio Saint Lawrence: Divisa entre EUA e Canadá;
• bacia dos rios Tigre e Eufrates: Considerada o berço da civilização.
Área de Preservação Permanente - APP

• Área protegida, que se


destinam a proteger solos e,
principalmente, as matas
ciliares. Este tipo de vegetação
cumpre a função de proteger os
rios e reservatórios de
assoreamentos, evitar
transformações negativas nos
leitos, garantir o abastecimento
dos lençóis freáticos e a
preservação da vida aquática.
Área de Preservação Permanente - APP

• Alguns exemplos de APP, estabelecido pelo Código Florestal atual,


no seu art. 4º são:
– As faixas marginais de qualquer curso d'água natural perene e
intermitente, excluídos os efêmeros,
– Áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais,
– Áreas no entorno dos reservatórios d'água artificiais,
decorrentes de barramento ou represamento de cursos d'água
naturais, na faixa definida na licença ambiental do
empreendimento;
– Áreas no entorno das nascentes e dos olhos d'água perenes,
qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de
50 (cinquenta) metros;
Água: Risco de Escassez
• 75% da superfície terrestre é
coberto por água;
• Apenas 3% da água disponível no
planeta é doce;
• Dentre os 3%, apenas 1/3 desta
água está acessível em rios, lagos,
lençóis freáticos superficiais e
atmosfera;
• Os 2/3 restantes estão concentrados
em geleiras, calotas polares e
lençóis freáticos profundos.
Comitê de Bacia Hidrográfica
• Também conhecidos como Parlamento das Águas, os
Comitês de Bacia Hidrográfica têm por finalidade
promover o gerenciamento participativo e democrático
dos Recursos Hídricos, visando o melhor uso possível da
água. Compostos por representantes da União, dos
Estados e do Distrito Federal, cujos territórios se situem,
ainda que em parte, em suas respectivas áreas de atuação;
dos Municípios; dos Usuários das águas em sua área de
atuação; e das entidades civis com atuação comprovada
na bacia.
Principais Atribuições dos Comitês
• Arbitrar, em primeira instância administrativa, os conflitos
relacionados a recursos hídricos;
• Aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia;
• Acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos e sugerir
as providências necessárias ao cumprimento de suas metas;
• Propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de
Recursos Hídricos as acumulações, derivações, captações e
lançamentos de pouca expressão, para efeito de isenção da
obrigatoriedade de outorga de direito de uso de recursos hídricos,
de acordo com os domínios destes;
• Estabelecer mecanismo de cobrança pelo uso de recursos hídricos
e sugerir os valores a serem cobrados.
CORINE

• ADICIONA OS TÓPICOS NA AGENDA!!!


ESTUDO DE CAMPO
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA
NO DISTRITO FEDERAL
• Objetivo Principal:

Analisar a situação da área de estudo no contexto das políticas públicas


de abastecimento de água e esgotamento sanitário, bem como seus impactos
sociais.

• Objetivos Específicos:

Identificação dos principais desafios e gargalos tecnológicos no setor,


buscando apresentar alternativas inovadoras do uso racional de recursos
hídricos.
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE
ÁGUA NO DISTRITO FEDERAL
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE
ÁGUA NO DISTRITO FEDERAL
• Clima:

 Dois períodos distintos;

 Maio a setembro é marcado pela baixa precipitação e umidade


relativa do ar;

 Outubro a abril maior incidência de precipitações;

 Maior índice de precipitações – Novembro, Dezembro e Janeiro,


concentrando de 45% a 55% do total anual.
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE
ÁGUA NO DISTRITO FEDERAL
• Abastecimento de água no DF:

 Atende 99% da população urbana;

 Cinco Sistemas Produtores, dez Estações de Tratamento de Água, 56 Unidades


de Tratamento Simplificado ou de cloração de poços, 6469 km de redes de
distribuição/adutora e 434.060 ligações (Companhia de Saneamento Ambiental
do Distrito Federal - CAESB em 2007);

 Principais Sistemas: Descoberto (5000 litros/s); Santa Maria/Torto (1.764


litros/s); Piripau (400 litros/s);

 Capacidade total 8.142 litros/s - Vazão produzida é de 6300 litros/s (CAESB).


SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE
ÁGUA NO DISTRITO FEDERAL
• Sistema Integrado Rio Descoberto:
 Considerado maior manancial;

 63% do total da água abastecida pela CAESB;

 Abastece aproximadamente 61% da população do DF (SIÁGUA);

 Melhoramento são feitos periodicamente para manter o padrão de qualidade das águas
captadas;

 Situação mais crítica: Lago descoberto; Fatores comprometedores: atividades rurais, uso
de agrotóxicos, desgaste do solo e a progressiva ocupação urbana, mais especificamente
às margens do estado de Goiás onde vem sendo identificados níveis consideráveis de
cargas poluidoras.
ETA Rio Descoberto DF
 Capacidade máxima

• de 6.000 litros/s;

 Processo de tratamento

• automatizado;

 Água da lavagem dos


ETA Rio Descoberto

• filtros é reaproveitada. Vazão do projeto: 6.000 l/s


Vazão média atual: 4.451 l/s
Área de atendimento: Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia, Riacho
Fundo I e II, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Núcleo Bandeirante, Park Way, Guará e
Candangolândia
Tipo de Tratamento: Filtração direta
Manancial utilizado: Rio Descoberto.
FONTE: CAESB Fevereiro/2016
ETE Paranoá
Vazão do projeto: 112 l/s
O Caso Melchior
 A bacia do córrego Taguatinga acompanhou a expansão das maiores cidades
satélite do Distrito Federal, sendo estas, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia;

 Problema: Crescimento populacional - Grande volume de esgoto bruto lançado


nesta bacia ao longo dos anos

 Implantação do Sistema Melchior de Esgotamento Sanitário;

 A ETE Melchior é a maior do Distrito Federal - 210 mil km² - Vazão máxima de
2.485 litros/s de esgoto.

 A destinação final dos resíduos, provenientes do tratamento do esgoto,


representa um grande desafio a ser enfrentado.
O Caso Águas Lindas de Goiás
 A cidade de Águas Lindas se localiza no Estado de Goiás, no limite oeste do Distrito
Federal;

 Grande fluxo migratório - Aumento da demanda por serviços básicos;

 159.138 habitantes (IBGE 2010);

 Cidade não planejada e praticamente sem sistema de abastecimento público de água;

 Fator preocupante: extensão da ocupação urbana

 Consórcio entre CAESB/DF e SANEAGO/GO – Gestão Integrada. Tem o objetivo de


evitar contaminação do reservatório do Descoberto, garantir a sustentabilidade das
demandas da população e melhoria do abastecimento de água e esgotamento
sanitário de Águas Lindas.
Conclusão Estudo de Campo

Situação dos recursos hídricos no Distrito Federal,


agravado por suas condições geográficas e do
clima;

Crescimento da população do DF e do seu entorno,


que trazem como consequência o aumento pela
demanda dos serviços.
FELIPE

• ADICIONA OS TÓPICOS NA AGENDA!!!


Hidroeletricidade

Fonte: http://thebrazilbusiness.com/article/hydro-electricity-in-brazil.
10 MOTIVOS PARA PROMOVER A
HIDRELETRICIDADE

1. Hidroeletricidade é uma fonte renovável de energia.


2. A hidreletricidade viabiliza a utilização de outras fontes
renováveis.
3. A hidreletricidade promove a segurança energética e a
estabilidade dos preços.
4. A hidreletricidade contribui para o armazenamento de
água potável.
5. A hidreletricidade aumenta a estabilidade e a
confiabilidade do sistema elétrico.
10 MOTIVOS PARA PROMOVER A
HIDRELETRICIDADE

6. A hidroeletricidade ajuda a combater mudanças


climáticas.
7. A hidroeletricidade melhora o ar que respiramos.
8. A hidroeletricidade oferece contribuição significativa
para o desenvolvimento.
9. Hidroeletricidade significa energia limpa e barata para
hoje e amanhã.
10. A hidroeletricidade é um instrumento fundamental para
o desenvolvimento sustentável.
Referências Consultadas
• http://cbhparanaiba.org.br/cbh-paranaiba/o-que-e-comite-de-bacia
• http://www.infoescola.com/hidrografia/bacia-hidrografica/
• https://marcellehistoria.files.wordpress.com/2013/09/bacia-hidrografia-2.jpg
• http://www.suapesquisa.com/geografia/bacias_hidrograficas.htm
• BRAGA; B. Introdução à Engenharia Ambiental: O Desafio do Desenvolvimento Sustentável. 2.
ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 305 p.
• TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra, 1. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 558 p.
• CARUSO, R. Água, Vida. 1. ed. Campinas: Cargill, 1998. 112 p.
• MASSAMBANI, O; CAMPIGLIA, S. S. Meio Ambiente e Desenvolvimento. São Paulo: USP –
Coordenadoria de Comunicação Social, 1992. 130 p.
• FELDMANN, F. Cuidando do Planeta Terra: Uma Estratégia para o Futuro da Vida. São Paulo:
UICN, PNUMA, WWF, 1991. 248 p.
• CAMARGO, A. Meio Ambiente Brasil: Avanços e Obstáculos pós—Rio-92. 2. ed. São Paulo:
Estação Liberdade: Instituto Sócio Ambiental, 2004. 472 p.