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m Contribuinte X Responsável

m › rt. 128. Sem prejuízo do disposto neste


capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira
pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva
obrigação, excluindo a responsabilidade do
contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter
supletivo do cumprimento total ou parcial da
referida obrigação´.
m Obs.: vinculação não pode ser direta e pessoal
m ›O termo de compromisso firmado por agente
marítimo não tem o condão de atribuir-lhe
responsabilidade tributária, em face do princípio
da reserva legal previsto no art. 121, II do CTN´.
(STJ ± Resp 25.2457/RS. Rel. Min. Francisco
Peçanha Martins).
m Responsabilidade pode ser classificada em: por
substituição e por transferência.

m Substituição = a sujeição passiva surge


contemporaneamente à ocorrência do fato
gerador.
m Transferência = o surgimento ocorre num
momento posterior, um evento definido como lei
causa a modificação da pessoa que ocupa o pólo
passivo da obrigação.
m Neste caso, o CTN permite a mudança da pessoa
que configura no pólo passivo, em virtude da
ocorrência de determinados fatos. obrigação
nasce tendo no pólo passivo determinado
devedor, mas em virtude de evento descrito em
Lei, há a transferência da sujeição passiva a uma
outra pessoa, esta na condição de responsável
tributário.
m Como exemplo: o proprietário do imóvel vem a
falecer, nesse caso há uma transferência da
responsabilidade tributária para o espólio.
m Nesse caso, a sujeição passiva recai sobre uma
pessoa diferente daquela que possui relação pessoal
e direta com a situação descrita na lei como fato
gerador do tributo. Em nenhum momento, o dever de
pagar o tributo recai sobre o contribuinte, não
havendo mudança na relação subjetiva da ação.
m Exemplo: é o da responsabilidade que a lei faz
recair sobre a fonte pagadora dos rendimentos, no
caso do imposto de renda das pessoas físicas.
m Exemplo: empresa ›´ adquire matéria prima da
empresa › ´,nesse caso a administração pública
exige de ›´ todos os tributos incidentes sobre a
operação anterior. ssim, ›´ irá substituir os seus
fornecedores como devedor dos tributos incidentes
nas operações anteriores. E, por sua vez, no
momento em que ›´ vender os seus produtos a ›C´
ele será contribuinte. Pode-se pensar que ›´ estará
duplamente onerado, mas o que ocorre é que ›´
desconta o valor dos tributos no pagamento a › ´.
m Exemplo: › ´ é uma refinaria que venda gasolina para
distribuidores ›´ que por sua vez, vendem para os postos
›C´, que fazem venda aos consumidores finais ›´.
m Nessa situação, torna-se mais fácil para o Estado cobrar
todos os tributos de › ´, mesmo em relação aos fatos
geradores que ocorreram no futuro.
m e › ´ para ›´ = contribuinte; as operações posteriores
atua como contribuinte.
m Todo o tributo é pago de uma só vez, sendo calculado
sobre o valor pelo qual se presume que a mercadoria será
vendida ao consumidor. Os valores constam de uma pauta
fiscal, de forma que o cálculo é feito por meio de
arbitramento.
m Nesse caso, não ocorre o recolhimento do tributo
de forma antecipada e, sim o seu pagamento. ›a
cobrança antecipada do ICMS por meio de
estimativa constitui simples recolhimento cautelar
enquanto não há o negócio jurídico de circulação,
em que a regra jurídica, enquanto ao imposto,
incide´ (RE 194.382).
m ›art. 150. § 7.º lei poderá atribuir a sujeito
passivo de obrigação tributária a condição de
responsável pelo pagamento de imposto ou
contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer
posteriormente, assegurada a imediata e
preferencial restituição da quantia paga, caso não
se realize o fato gerador presumido´.
m O fisco vem entendendo que nesses casos não se
pode permitir a restituição dos valores, para isso
argumenta em dois víeis: o primeiro, é argumento
de fato, visto que ± nesse caso ± a administração
pública teria que fiscalizar a parte final da cadeia
produtiva; e o segundo é de direito, pois o
legislador derivado não fez previsão para a
restituição dos valores a menor.
m Convênio ICMS: Visando uniformizar o
entendimento, 23 Estados da federação (exceto:
Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina e
Paraná), adotaram a impossibilidade de
devolução dos valores recolhidos a mais e a não
cobrança dos valores recolhidos a menor.
m rt. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual
aos créditos tributários definitivamente constituídos ou
em curso de constituição à data dos atos nela
referidos, e aos constituídos posteriormente aos
mesmos atos, desde que relativos a obrigações
tributárias surgidas até a referida data.
m o momento de constituição do crédito tributário
(lançamento) não importa para efeitos da sucessão
tributária, pois o que realmente importa é a data de
surgimento da obrigação (ocorrência do Fato
Gerador).
m rt. 130. Os créditos tributários relativos a impostos
cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou
a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a
taxas pela prestação de serviços referentes a tais
bens, ou a contribuições de melhoria, subrogam-se na
pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando
conste do título a prova de sua quitação.
m Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta
pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo
preço.
m Exceções:
o quando conste do título de transferência de propriedade
a prova da quitação dos tributos.
o Em caso de arrematação em hasta pública, caso em que
a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço.
m › rt. 131. São pessoalmente responsáveis:
m I - o adquirente ou remitente, pelos tributos
relativos aos bens adquiridos ou remidos´.
m rt. 131. São pessoalmente responsáveis:
m II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge
meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a
data da partilha ou adjudicação, limitada esta
responsabilidade ao montante do quinhão do
legado ou da meação;
m III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de
cujus até a data da abertura da sucessão.
m té a morte (abertura da sucessão), o de cujus
era o sujeito passivo na modalidade contribuinte.
m pós a morte, os novos fatos geradores terão
como contribuinte o espólio e tal situação durará
até a data da partilha ou adjudicação.
m pós a partilha ou adjudicação, os novos fatos
geradores terão como contribuintes os sucessores
a qualquer título e o cônjuge meeiro.
m O espólio é pessoalmente responsável pelos
tributos devidos pelo de cujus até a data de
abertura da sucessão.
m O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro
são pessoalmente responsáveis pelos tributos
devidos pelo de cujus, até a data da partilha ou
adjudicação, tendo como limite do débito o
montante do quinhão, do legado ou da meação,
recebidos.
m OS.: Nos casos de multa de ofício em face do de
cujus a responsabilidade não é transferida para os
herdeiros (art. 137).
m ›Os arts. 132 e 133 do CTN, impõem ao sucessor a responsabilidade
integral tanto pelos eventuais tributos devidos quanto pela multa
decorrente, seja ela de caráter moratório ou punitivo. multa aplicada
antes da sucessão se incorpora ao patrimônio do contribuinte,
podendo ser exigida do sucessor, sendo que, em qualquer hipótese, o
sucedido permanece como responsável. Portanto, é devida a multa,
sem se fazer distinção se é de caráter moratório ou punitivo, visto ser
ela imposição decorrente do não pagamento do tributo na época do
vencimento.
m Na expressão créditos tributários estão incluídas as multas moratórias.
m empresa, quando chamada na qualidade de sucessora tributária, é
responsável pelo tributo declarado pela sucedida e não pago no
vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória´. (STF ± Resp
432.049/SC, Rel. Min. José elgado).
m › rt. 132. pessoa jurídica de direito privado que
resultar de fusão, transformação ou incorporação de
outra ou em outra é responsável pelos tributos
devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de
direito privado fusionadas, transformadas ou
incorporadas.
m Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se
aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito
privado, quando a exploração da respectiva atividade
seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou
seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou
sob firma individual´.
m › rt. 133. pessoa natural ou jurídica de direito privado
que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou
profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a
mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome
individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
m I - integralmente, se o alienante cessar a exploração
do comércio, indústria ou atividade;
m II - subsidiariamente com o alienante, se este
prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a
contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou
em outro ramo de comércio, indústria ou profissão´.
m Trata da hipótese de alienação de um conjunto de
bens materiais ou imateriais de uma pessoa
jurídica. Não é a própria empresa que é alienada
e sim seus bens.
m responsabilidade do adquirente existe apenas
no que concerne aos tributos relativos ao fundo
ou estabelecimento adquirido e não a todos os
tributos devidos pelo alienante.
m Exemplo: o adquirente fica responsável, por
exemplo pelo IPTU, pelo ICMS, pelo IPI; mas não
pelo IRPJ da empresa, pois ele somente adquiriu
os bens e não a firma.
m ›Tributário. Responsabilidade por sucessão. Não
ocorrência. responsabilidade prevista no art. 133 do
CTN só se manifesta quando uma pessoa natural ou
jurídica adquire de outra o fundo de comércio ou o
estabelecimento comercial, industrial ou profissional;
a circunstância de que tenha se instalado em prédio
antes alugado à devedora, não transforma quem veio
ocupá-lo posteriormente, também por força de
locação em sucessor para os efeitos tributários´. (STJ
± Resp 108.873/SP. Rel. Min. ri Pargendler).
m Decorrente de atuação regular. Esses terceiros
possuem algum vínculo com as pessoas que
deveriam ocupar o pólo passivo da relação
tributária. ssim acontece com os pais em relação
aos tributos devidos pelos filhos menores; com os
tutores e curadores.
m rt. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência
do cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com este nos
atos em que intervierem ou pelas omissões de que
forem responsáveis:
m I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos
menores;
m II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos
por seus tutelados ou curatelados;
m III - os administradores de bens de terceiros,
pelos tributos devidos por estes;
m IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo
espólio;
m V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela
massa falida ou pelo concordatário; ðatualização: o
administrador judicial pelos tributos devidos pela
massa falida ou pela empresa em processo de
recuperação judicial, Lei de Falências 11.101/2005)
m VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de
ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por
eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; ð emplo:
na transferência de propriedade de imóveis o tabelião
deverá requerer a comprovação da quitação dos
débitos fiscais, caso não requeira ficará solidariamente
responsável pelo pagamento do tributo devido)
m VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de
pessoas. ð regra é que os sócios não sejam
responsabilizados pelas obrigações da pessoa
jurídica que integram. Ressalte-se, contudo, que
se o sócio é também gerente da sociedade, passa
a responder pelos atos ilícitos que vier a praticar.
O motivo disso, no entanto, não é o fato de ser
sócio, mas sim o eercício da função de gestão,
de administração da instituição. Não é a simples
ausência de pagamento que caracteriza a
responsabilidade ao sócio-gerente, este deve
atuar com ecesso de poderes:
m ›O simples inadimplemento não caracteriza infração legal.
Ineistindo prova de que se tenha agido com ecesso de poderes
ou infração de contrato social ou estatutos, não há falar-se em
responsabilidade tributária de e-sócio a esse título ou a título de
infração legal. Ineistência de responsabilidade tributária de e-
sócio. Precedentes desta Corte Superior. O fato do sócio ter se
retirado da sociedade em data anterior a da ocorrência do fato
gerador da obrigação tributária discutida constitui suporte
jurídico para ecluí-lo de qualquer responsabilidade. Sem
influência para essa caracterização a ocorrência do registro do
documento comprobatório da venda das quotas na junta
comercial em data posterior. Prova não feita pelo fisco de que, na
época da ocorrência do fato gerador tributável, o recorrido era
sócio, da sociedade ter sido dissolvida irregularmente ou de que
eercia função de sócio-gerente´. ðSTJ ± Resp 276.779/SP. Rel.
Min. José Delgado).
m Para que se caracterize a responsabilidade das
pessoas enumeradas nas alíneas, é mister a
presença dos seguintes requisitos:
o Impossibilidade do cumprimento da obrigação principal
pelo contribuinte. ðeistência de um benefício de
ordem)
o ção ou indevida omissão imputável à pessoa designada
como responsável
m Os terceiros deveram ter participado ativamente da
situação que configurou o fato gerador ou o tenha
indevidamente omitido. Exemplo, o administrador de
imóveis pertencentes a terceiros, responsável pelo
recebimento dos alugueis, pode ser também
responsabilizado pelo pagamento do respectivo IPTU.
Para isso, contudo, é necessário que o administrador
tenha se omitido no pagamento, quando possuía
condição de fazê-lo. Se o imóvel não estava
produzindo nenhum rendimento a sujeição
passiva não é transferida.
m Obs.: s multas são divididas em punitivas e
moratórias. s multas decorrentes de mero atraso
no adimplemento da obrigação tributária
(moratórias) são também imputadas aos
responsáveis designados no art. 134. Já as
multas punitivas (chamadas pela autoridade fiscal
de multa de oficio) decorrem de atos ilícitos e, em
virtude disso, estarão sujeitas à regra da
responsabilização pessoal do infrator.
m rt. 135. São pessoalmente responsáveis pelos
créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de
poderes ou infração de lei, contrato social ou
estatutos:
m I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
m III - os diretores, gerentes ou representantes de
pessoas jurídicas de direito privado.
m Exemplo: se os pais atuarem de forma condizente com a
norma na gestão do patrimônio dos filhos, os contribuintes
serão os filhos. Mesmo que a atuação dos pais cause dano
aos filhos. Sendo impossível o adimplemento da obrigação
tributária por parte dos filhos, os pais responderam
solidariamente.
m Havendo atuação irregular dos pais, de forma a
ultrapassar o que a lei lhes permite na administração do
patrimônio dos filhos menores, a responsabilidade
daqueles será pessoal.
m mesma situação passa para o gestor de uma
empresa, caso este atue extrapolando os seus poderes ou
o contrato social, assumira a responsabilização pessoal
pelos tributos devidos.
m Como o surgimento da responsabilidade é
contemporâneo ao fato gerador do tributo, não
decorrendo de transferência da sujeição passiva
surgida em momento anterior, tem-se que o art. 135
do CTN estatui hipótese de responsabilidade por
substituição.
m Neste o vício existe porque o agente extrapolou
os limites legais estatutários ou contratuais, de modo
que o vício decorre da ausência de legitimação e não
da ilicitude do ato, pois muitas vezes esse ato pode
ser legal.
m rt. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a
responsabilidade por infrações da legislação
tributária independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza e extensão
dos efeitos do ato.
m primeira observação a ser feita é que as
pessoas responsáveis pelo pagamento dos
tributos são aquelas que cometeram as infrações,
tendo com estas relação pessoal e direta. Então,
se eles têm uma relação pessoal e direta, são ±
na verdade contribuintes. Contudo, como o CTN
elencou esta hipótese como de responsabilidade
por substituição.
m Segundo o art. 136 do CTN, a responsabilização
por infrações independe da intenção do agente ou
do responsável e da efetividade, natureza e
extensão dos efeitos do ato. Então, a
responsabilidade por infrações tributárias é
objetiva. Esta é aquela responsabilização que
independe da análise do dolo e da culpa.
m EX.: ssim, se o sujeito passivo da obrigação
acessória de entregar declaração de imposto de
renda das pessoas físicas, até o último dia útil do
mês de abril, não a cumprir, será punido com a
respectiva multa. Não haverá espaço para
desculpas, a multa será aplicada.
m gora, na leitura do artigo percebe-se que o legislador poderá
expressamente entender que a responsabilidade por certas infrações é
subjetiva. Exemplo é o art. 44, I da Lei 9.430/1996:
m rt. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as
seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007)
m I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou
diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento
ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;
m (...)
m § 1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste
artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei
no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras
penalidades administrativas ou criminais cabíveis.
m rt. 137. responsabilidade é pessoal ao agente:
m I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou
contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de
administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no
cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito;
m II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico
do agente seja elementar;
m III - quanto às infrações que decorram direta e
exclusivamente de dolo específico:
m a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por
quem respondem;
m b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus
mandantes, preponentes ou empregadores;
m c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas
jurídicas de direito privado, contra estas.
m rt. 138. responsabilidade é excluída pela denúncia
espontânea da infração, acompanhada, se for o caso,
do pagamento do tributo devido e dos juros de mora,
ou do depósito da importância arbitrada pela
autoridade administrativa, quando o montante do
tributo dependa de apuração.

m Parágrafo único. Não se considera espontânea a


denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de
fiscalização, relacionados com a infração.
m O CTN objetiva trazer de volta a legalidade
contribuintes que se afastaram, oferecendo em
troca a garantia de não-aplicação de medidas
punitivas.
m Exemplo: o contribuinte que omite
informações no IR e com medo de cair na malha
fina, retifica a sua declaração e recolhe o tributo.
m OS.: denuncia espontânea não vale para as
obrigações acessórias, por exemplo, não entregar
a declaração do IR em tempo hábil.
m SÚMUL N. 360 -STJ
m O benefício da denúncia espontânea não se
aplica aos tributos sujeitos a lançamento por
homologação regularmente declarados, mas
pagos a destempo. Rel. Min. Eliana Calmon, em
27/8/2008.
m ùTRIBUTÁRIO. UTO-LNÇM NTO. TRIBUTO
S RODIM NT R COLHIDO. MULT. DISP NS D
MULT ðCTN , RT. 138).
m Contribuinte em mora com tributo por ele mesmo
declarado não pode invocar o art. 138 do CTN para se
livrar da multa relativa ao atraso (RESP 180.918
/HUMERTO)ù (RESP 402.706/SP , 1ª Turma, Min.
Humberto Gomes de arros, julgado em 18.11.2003).
m Foi nesse sentido que se deu a edição da súmula 360 pelo
Tribunal da Cidadania. Se o lançamento por homologação
impõe, ao contribuinte, a obrigação de calcular o valor
devido, e, recolhê-lo, ao fazê-lo em atraso, não pode ser
beneficiado pela denúncia espontânea.
m