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Dissertacao Curto Circuito

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.2ESTADO DA ARTE
  • 1.3OBJETIVOS
  • 1.4ESTRUTURA DA MONOGRAFIA
  • 2.2VALORES POR UNIDADE
  • 2.3VALORES BASES DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS
  • 2.4DIAGRAMA UNIFILAR
  • FIGURA 2.1: DIAGRAMA UNIFILAR
  • FIGURA 2.2: DIAGRAMA DE REATÂNCIA
  • 2.5LINHAS DE TRANSMISSÃO
  • FIGURA 2.3: MODELO POR FASE DA LINHA DE TRASMISSÃO CURTA
  • TABELA 2.1: LINHA DE TRANSMISSÃO CURTA
  • FIGURA 2.4: MODELO Π DA LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA
  • FIGURA 2.5: MODELO T DA LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA
  • TABELA 2.2: LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA
  • FIGURA 2.6: CIRCUITO EQUIVALENTE POR FASE DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO
  • 2.6GERADOR SÍNCRONO
  • FIGURA 2.7: MODELO POR FASE DO GERADOR SÍNCRONO
  • 2.7TRANSFORMADOR
  • FIGURA 2.8: CIRCUITO EQUIVALENTE POR FASE DO TRANSFORMADOR
  • FIGURA 2.9: MODELO POR FASE DO TRANSFORMADOR
  • 3 COMPONENTES SIMÉTRICAS
  • 3.2TEOREMA DE FORTESCUE
  • FIGURA 3.10: SEQÜÊNCIA POSITIVA
  • FIGURA 3.11: SEQÜÊNCIA NEGATIVA
  • FIGURA 3.12: SEQÜÊNCIA ZERO
  • 3.3EXPRESSÃO ANALÍTICA DO TEOREMA DE FORTESCUE
  • 3.4ANÁLISE DE SEQÜÊNCIA ZERO
  • 3.5.1Gerador Síncrono
  • TABELA 3.3: MODELO DE GERADOR SÍNCRONO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS
  • 3.5.2Linha de Transmissão
  • TABELA 3.5: MODELO DE LINHA DE TRANSMISSÃO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS
  • 3.5.3Transformador
  • FIGURA 3.13: TRANSFORMADOR TIPO CORE
  • FIGURA 3.14: TRANSFORMADOR TIPO SHELL
  • TABELA 3.7: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO SHELL PARA A SEQÜÊNCIA ZERO
  • TABELA 3.8: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO CORE PARA A SEQÜÊNCIA ZERO
  • 3.6DESLOCAMENTO DE 30° EM UM TRANSFORMADOR Y-Δ
  • 4 CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO NO GERADOR SÍNCRONO
  • 4.2CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO
  • FIGURA 4.15: CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO NO GERADOR
  • FIGURA 4.16: CURTO-CIRCUITO NO GERADOR
  • 4.3CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA
  • FIGURA 4.17: CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA NO GERADOR
  • 4.4CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO
  • FIGURA 4.19: CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO
  • FIGURA 4.20: CIRCUITO EQUIVALENTE PARALELO DO CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO
  • 4.5CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA
  • FIGURA 4.21: CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA
  • FIGURA 4.22: CIRCUITO EQUIVALENTE PARALELO DO CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA
  • 4.6MÉTODO DA MATRIZ Z PARA O CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO
  • 4.7CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE TERRA - MÉTODO DA MATRIZ Z
  • 4.8CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE - MÉTODO DA MATRIZ Z
  • 4.9CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE-TERRA – MÉTODO DA MATRIZ
  • 4.10CÁLCULO CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO - MÉTODO DA MATRIZ Z
  • 5 VARIAÇÃO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO EM FUNÇÃO DO TEMPO
  • 5.1INTRODUÇÃO [9]
  • FIGURA 5.23: CIRCUITO RL EQUIVALENTE DE UM GERADOR SÍNCRONO
  • 5.2GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE AMORTECIMENTO
  • 5.2.1Reatâncias do Gerador
  • 5.2.2Constantes de tempo
  • 5.3CÁLCULO DOS VALORES INSTANTÂNEOS DAS CORRENTES DE CURTO- CIRCUITO
  • 5.4NORMAS ANSI E IEC 909 [7]-[8]
  • 6 RESULTADOS
  • 6.2ENTENDENDO O PROGRAMA
  • 6.3UTILIZANDO O PROGRAMA
  • FIGURA 6.25: TELA MATLAB
  • 6.4RESULTADOS PARA SISTEMAS DE 3 BARRAS
  • Figura 6.26: Diagrama Unifilar utilizado como exemplo
  • Figura 6.27: Curto-circuito trifásico na barra 1
  • Figura 6.28: Curto-circuito trifásico na barra 2
  • Figura 6.29: Curto-circuito trifásico na barra 3
  • Figura 6.30: Curto-circuito fase-terra na barra 1
  • Figura 6.7: Curto-circuito fase-terra na barra 2
  • Figura 6.31: Curto-circuito Bifásico na barra 1
  • Figura 6.32: Curto-circuito Bifásico na barra 2
  • Figura 6.33: Curto-circuito Bifásico na barra 3
  • 6.5EXEMPLO 291 BARRAS
  • 7.3TAREFAS REALIZADAS E OBJETIVOS ALCANÇADOS
  • 7.4FUTUROS PROJETOS
  • TABELA A.9: DADOS DE LINHAS E TRANSFORMADORES
  • TABELA A.10: REATÂNCIA DOS GERADORES

1

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

ELISA BEATRIZ DE ABREU GUIMARÃES MARIANA TEIXEIRA PINTO NEUMANN

PROGRAMA PARA CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO

CURITIBA 2009

2

ELISA BEATRIZ DE ABREU GUIMARÃES MARIANA TEIXEIRA PINTO NEUMANN

PROGRAMA PARA CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO

Projeto de Final de Curso apresentado à Disciplina de Projeto de Graduação como requisito parcial à conclusão do Curso de Engenharia Elétrica, Setor de Tecnologia, Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Federal do Paraná. Orientadora: Profa. Dra. Thelma S. Piazza Fernandes

CURITIBA 2009

3

AGRADECIMENTOS Aos nossos pais por todos os esforços realizados. À Profa. Thelma Solange Piazza Fernandes pela orientação e paciência. A todos os professores do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná pelos ensinamentos transmitidos.

4

RESUMO Este trabalho tem como objetivo desenvolver um programa computacional para cálculo de diversos tipos de curto-circuito em Sistemas Elétricos de Potência. Os tipos de curto-circuito analisados são trifásico, fase-terra, fase-fase e fase-fase-terra. Além dos valores de corrente de curto-circuito também são calculados os valores de magnitude de tensão em todas as barras, correntes circulantes por todas as linhas de transmissão, contribuições dos geradores síncronos e correntes de neutro. Este projeto apresenta uma solução de baixo custo, rápida, fácil e confiável, visando a larga utilização deste recurso por estudantes e engenheiros interessados no assunto.

circulating currents for all the transmission lines.5 ABSTRACT This work aims to develop a computer program for calculating various types of shortcircuit in power systems. the contributions of synchronous generators and neutral currents. The types of short-circuit analyzed are three-phase. aiming the wide use of this resource for students and engineers interested in the subject. phase-phase and phase-phase-ground. In addition to the current values of short circuit are also calculated the values of voltage magnitude at all buses. quick. This project features a low-cost solution. easy and reliable. . phaseground.

........................................................................................................................esquerda) Componente de Corrente alternada..........6 LISTA DE FIGURAS Figura 2..............................................................................24: (a ..........45 Figura 5..................2: Diagrama de Reatância......................................................................................................12: Seqüência Zero.........15: Curto-circuito trifásico no gerador...............................................................27 Figura 3...21 Figura 2.5: Modelo T da Linha de Transmissão Média...............40 Figura 4..........................21 Figura 2............... (b .....43 Figura 4......21: Curto-circuito bifásico a terra.....20 Figura 2...............................................................................6: Circuito equivalente por fase de uma Linha de Transmissão.......................................................................56 ............17: Curto-circuito monofásico a terra no gerador............38 Figura 4......................18: Circuito equivalente série do curto-circuito monofásico a terra no gerador....23: Circuito RL equivalente de um Gerador Síncrono............22: Circuito equivalente paralelo do curto-circuito bifásico a terra.....................................19: Curto-circuito bifásico......................11: Seqüência Negativa..................13: Transformador Tipo Core....8: Circuito equivalente por fase do Transformador...........42 Figura 4..............1: Diagrama Unifilar........................................20 Figura 2.....9: Modelo por fase do Transformador.........................16: Curto-circuito no gerador...........................................4: Modelo π da Linha de Transmissão Média..........23 Figura 2............22 Figura 2..................................55 Figura 5..........................................34 Figura 4............................................20: Circuito equivalente paralelo do curto-circuito bifásico.............41 Figura 4.....44 Figura 4.......22 Figura 2............34 Figura 3.......7: Modelo por fase do Gerador Síncrono.............39 Figura 4................10: Seqüência Positiva...........................3: Modelo por fase da Linha de Trasmissão Curta..................................23 Figura 3...................................14: Transformador Tipo Shell..........................................20 Figura 2...................26 Figura 3.......................direita) Componente de Corrente Contínua...........26 Figura 3....................

..............................62 Figura 6..........26: Diagrama Unifilar utilizado como exemplo..........29: Curto-circuito trifásico na barra 3..................64 Figura 6............................30: Curto-circuito fase-terra na barra 1......25: Tela MatLab..............32: Curto-circuito Bifásico na barra 2.......27: Curto-circuito trifásico na barra 1.................61 Figura 6.......................................................................................65 Figura 6...........................................................................................61 Figura 6..28: Curto-circuito trifásico na barra 2...................................................7 Figura 6...............31: Curto-circuito Bifásico na barra 1............60 Figura 6..33: Curto-circuito Bifásico na barra 3.....67 .......66 Figura 6.......................................................62 Figura 6...............................................

.....36 Tabela A...............................74 Tabela A................33 Tabela 3............8: Modelo de Transformador tipo Core para a seqüência zero...............................32 Tabela 3............21 Tabela 2...........2: Linha de Transmissão Média............35 Tabela 3....................6: Modelo de Transformador tipo Shell e Core para a seqüência Positiva e Negativa.....................................1: Linha de Transmissão Curta........................................4: Modelo de Motor de Indução para as três seqüências.35 Tabela 3........8 LISTA DE TABELAS Tabela 2........................................................80 ......................................5: Modelo de Linha de Transmissão para as três seqüências..........................3: Modelo de Gerador Síncrono para as três seqüências....................30 Tabela 3...............10: Reatância dos Geradores..............7: Modelo de Transformador tipo Shell para a seqüência zero..9: Dados de Linhas e Transformadores..........................21 Tabela 3.

9 LISTA DE SIGLAS ANAFAS CEPEL LT TC PC PU ANSI IEC 909 Hp Rms Rpm Análise de Falhas Simultâneas Centro de Pesquisas de Energia Elétrica Linha de Transmissão Transformador de Corrente Personal Computer Por Unidade American National Standards Institute International Electrotechnical Commission 909 Horse Power Root Means Square Rotações por minuto .

......................................25 3........................3 OBJETIVOS.........................................................................................13 1....................................................................................4 DIAGRAMA UNIFILAR..................................22 2...............................10 SUMÁRIO 1 Introdução....25 3..........5 REPRESENTAÇÃO DOS COMPONENTES DO SISTEMA ELÉTRICO NAS SEQÜÊNCIAS POSITIVA..................................................................................................................................4 ANÁLISE DE SEQÜÊNCIA ZERO..........................17 2................................................1 INTRODUÇÃO...........2 ESTADO DA ARTE..............................32 .........................29 3....................1 ANAFAS........4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA..............................................................2 VALORES POR UNIDADE................................................. NEGATIVA E ZERO.........................................6 GERADOR SÍNCRONO...........................................................................2 LAKU 15 1...................8 CARGAS..........28 3..........17 2................1 INTRODUÇÃO...................................................................15 1.................................................2...................24 3 Componentes Simétricas..................17 2.............16 2 Representação do Sistema Elétrico de Potência................................................................3 CCTRI.....................................................1 INTRODUÇÃO................23 2................25 3.....13 1................................1 Gerador Síncrono....................................................14 1...........2 Linha de Transmissão..........................................................2........................................14 1....................17 2...5 LINHAS DE TRANSMISSÃO......................................15 1...................................................................5.....27 3.........2 TEOREMA DE FORTESCUE..................................................................................................5....................................3 VALORES BASES DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS...............20 2...............30 3....................................................................................................................................19 2.....................................................3 EXPRESSÃO ANALÍTICA DO TEOREMA DE FORTESCUE.............2...................................7 TRANSFORMADOR................................................

....MÉTODO DA MATRIZ ....................6 DESLOCAMENTO DE 30° EM UM TRANSFORMADOR Y-Δ .3 CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA..................55 5........................6........2 Constantes de tempo.........................................................................................45 4....................................49 4..............................2................................46 4............5.....7 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE TERRA ..................1 INTRODUÇÃO.......38 4..........................................................40 4....................................................33 3........56 5...........10 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO ..............2....55 5................3 Transformador.....MÉTODO DA MATRIZ ..............46 4..................................................................................................................................................................................38 4.......................................................6 MÉTODO DA MATRIZ PARA O CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO...................1 Cálculo da Matriz ..........................................11 3....................................................58 6 Resultados....2 GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE AMORTECIMENTO 56 5...........................................................MÉTODO DA MATRIZ .....................43 4..............................................................4 NORMAS ANSI E IEC 909 [7]-[8]..........59 6......3 UTILIZANDO O PROGRAMA......................57 5..............................................42 4.........................37 4 Cálculo de Curto-Circuito no Gerador Síncrono................8 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE ...............54 5 Variação da corrente de curto-circuito em função do tempo...............................................................3 CÁLCULO DOS VALORES INSTANTÂNEOS DAS CORRENTES DE CURTOCIRCUITO........38 4...................59 6..1 INTRODUÇÃO..........................................................1 INTRODUÇÃO [9]..............................................................................1 Reatâncias do Gerador...............4 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO.5 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA..................2 CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO.....................................................59 6..9 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE-TERRA – MÉTODO DA MATRIZ 52 4...........................59 ......................2 ENTENDENDO O PROGRAMA...........57 5.

........69 7 Conclusões.......12 6..........71 .............................................................................1 INTRODUÇÃO............71 7...........................................4 FUTUROS PROJETOS............................................................................................................................................................................................71 7................4 RESULTADOS PARA SISTEMAS DE 3 BARRAS...........5 EXEMPLO 291 BARRAS.......................................71 7....71 7...60 6...................................................................3 TAREFAS REALIZADAS E OBJETIVOS ALCANÇADOS...2 APRENDIZADOS.................................................................

transitório e estacionário.1 INTRODUÇÃO Um curto-circuito ocorre quando há uma redução abrupta da impedância do circuito entre dois pontos de potenciais diferentes gerando um aumento grande do valor da corrente. incluindo a instalação. da fonte e capacidade do sistema. de maior incidência). mas também garantem que todos os componentes da rede são capazes de suportar os seus efeitos enquanto elas persistirem. porém maior dano quanto à estabilidade transitória). na maior parte. fase-fase (ɸ-ɸ) e trifásico (3ɸ. pois permite prever as conseqüências dos mais diversos defeitos. fase-fase-terra (ɸ-ɸ-terra). Esse conhecimento possibilita a tomada das medidas necessárias para minimizar essas conseqüências. Os curtos circuitos podem ser caracterizados de várias formas:  Duração: auto–extinguível. menor incidência.  Origem: mecânica.13 1 INTRODUÇÃO 1. dependendo. Os cálculos são utilizados para coordenação e dimensionamento da proteção. Por isso.  Tipos: fase-terra (ɸ-terra. . sobretensões. calculam-se as correntes de curto-circuito com os seguintes objetivos:  Determinação do poder de interrupção de disjuntores e fusíveis. A simulação numérica de correntes de curto-circuito em pontos da rede elétrica tem enorme importância no planejamento e coordenação da proteção. ajuste e coordenação de dispositivos que promovem a interrupção dos circuitos defeituosos. De forma geral. sempre quando houver aumento da capacidade geradora ou mudança do sistema eles devem ser refeitos. O valor da corrente de curto-circuito é. falha de isolamento no interior ou exterior de equipamentos. independente das cargas da instalação. com a previsão da corrente máxima de curto-circuito no ponto da rede onde estão instalados. praticamente. evitando destruições e acidentes.

conhecer o tempo de atuação de relés e estudar a estabilidade dinâmica do sistema elétrico. pois todos os elementos da rede. 1. têm que suportar os efeitos destrutivos da passagem das correntes de curto-circuito. Possui também serviços auxiliares como cálculo de equivalentes e estudo de superação de equipamentos. Permite avaliar a proximidade elétrica entre duas barras quaisquer. . Cálculo de impedância equivalente de seqüência positiva entre barras. o ANAFAS [1] (Análise de Falhas Simultâneas) é um programa computacional para cálculo de curto-circuitos que permite a execução automática de grande número de faltas e resultados orientados a pontos de falta ou de monitoração.2.  Coordenação das proteções.2 ESTADO DA ARTE Alguns dos programas existentes atualmente são citados a seguir.1 ANAFAS Criado pelo CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica). 1. considerando ou não a presença dos geradores do sistema. O limite máximo é de 15 barras para a versão acadêmica do programa HarmZs e de 30 barras para as versões acadêmicas dos demais programas. Assim. o estudo do curto-circuito permite dimensionar as linhas de transmissão (LTs) em relação ao seu limite térmico. definir o ajuste de relés de proteção. dimensionar transformadores de corrente (TCs) quanto à saturação. analisar sobre e subtensões devido ao curto-circuito. CEPEL-DRE pode fornecer gratuitamente versões acadêmicas de alguns de seus programas para uso exclusivo em atividades educacionais em instituições de ensino conforme as condições a seguir:  As versões acadêmicas apresentam uma série de limitações na dimensão máxima dos sistemas que podem ser processados pelos programas. envolvendo a especificação das correntes e tempos de disparo das mesmas.14  Previsão dos esforços térmicos e eletrodinâmicos provocados pela passagem da corrente. sobretudo barramentos e seccionadoras. definir a capacidade de interrupção de disjuntores.

Não é permitida a modificação dos códigos e dados e não é garantida a qualidade dos resultados obtidos.3 CCTRI O CCTRI [3] é um programa disponível em micros para cálculo de curtocircuito trifásico em sistemas elétricos industriais.2. não sendo permitido o uso comercial. Este programa deve ser distribuído sem nenhum custo. o LAKU [2] é um programa para calcular fluxo de cargas e curto-circuitos de redes de transmissão de energia elétrica.15  As versões acadêmicas dos programas não podem ser utilizadas para fins não educacionais. Os dois programas podem se comunicar entre si. A limitação do programa ao cálculo de curto-circuito trifásico torna-o defasado em relação à concorrência.3 OBJETIVOS . Para utilizar um programa em projetos. 1. 1. Este programa só pode ser usado para fins educacionais. O programa desenvolvido para PCs pode rodar em Windows Vista. LAKU pode ser trazido diretamente do editor de gráficos depois de serem trocados os dados da rede. isto é.2 LAKU Criado pelo engenheiro Hans-Detlef Pannhorst. O curto-circuito trifásico apesar de mais severo é o de mais rara ocorrência. A inserção de dados pode ser feita com melhores resultados utilizando o editor gráfico NETDRAW (programa gráfico para estudos de redes de energia elétricas).2. sendo o de mais freqüente ocorrência. tornando-se imprescindível para o cálculo das proteções. Windows XP e Windows 2000 e ser usado em alemão e inglês. 1. É de essencial importância o conhecimento das correntes de um curto-circuito fase-terra. serviços de consultoria ou em qualquer atividade remunerada deve ser contratada a respectiva Licença de Uso. estudos. mesmo por instituições de ensino.

finalmente no Capítulo 6 as conclusões. O Capítulo 4 apresenta a formulação matemática para cálculo de curtocircuito. o Capítulo 5. existem no mercado programas para cálculo de curto-circuito.16 Como visto anteriormente. correntes circulantes por todas as linhas de transmissão. fase-fase e fase-fase-terra. contribuições dos geradores síncronos e correntes de neutro. porém ou são caros ou não confiáveis e difíceis de obter informações. diagrama unifilar. 1. resultados e. O objetivo deste projeto é desenvolver um programa computacional para cálculo de diversos tipos de curto-circuito em Sistemas Elétricos de Potência. No primeiro apresentam-se objetivos do trabalho e programas existentes no mercado.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA Esta monografia está dividida em 6 capítulos. justificando o desenvolvimento deste programa: custo baixo. Além dos valores de corrente de curto-circuito também são calculados os valores de magnitude de tensão em todas as barras. representação dos componentes do sistema elétrico e análise e dedução das equações de cálculo de curto-circuito. Os tipos de curto-circuito analisados são trifásico. No capítulo 2 e 3 descrevem-se o problema do cálculo de curto-circuito. valores por unidade. . confiável e facilmente acessível. fase-terra. componentes simétricas.

pois cada componente deve ser representado sob a ótica do seu comportamento frente às correntes de curto.  Valores em pu dos equipamentos variam em uma faixa estreita enquanto os valores reais variam amplamente. negativa e zero 2. corrente. As quantidades em pu expressam valores relativos.  Modifica todos os transformadores para uma relação de 1:1.  Quando os cálculos são feitos em pu não há necessidade de referir todas as impedâncias a um mesmo nível de tensão.2 VALORES POR UNIDADE O sistema pu consiste na definição de valores de base para as grandezas seguida da substituição dos valores das variáveis e constantes (expressas no Sistema Internacional de unidades) pelas suas relações com os valores de base prédefinidos.3 VALORES BASES DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS Todo ponto elétrico é caracterizado por sua tensão.1 INTRODUÇÃO Este capítulo apresenta a representação do Sistema Elétrico de Potência voltado ao estudo do curto-circuito e proteção. Conhecendo apenas duas dessas grandezas as outras duas podem ser .  Os fabricantes fornecem dados em pu.17 2 REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA 2. A escolha do valor base é importante. relativas ao valor base. isto é.  Necessita-se apenas do valor em pu da impedância do transformador. As vantagens de se utilizar os valores em pu são:  Simplifica a visualização da grandeza porque os valores em pu estão relacionados a um percentual. 2. Como principais componentes da representação do sistema estão às reatâncias indutivas. sem referir a qualquer lado (enrolamento). potência e impedância. e a representação nas seqüências positiva.

normalmente.2) (3.3) (2. geradores) são fornecidos. A tensão base ( ) é arbitrada.18 calculadas.5) (2. (2.4) A existência da multiplicando a se deve ao fato do sistema ser trifásico e a tensão utilizada ser a de linha. A potência aparente base do sistema trifásico é a soma das potências aparentes base de cada fase. A . A compatibilização desses valores com as bases definidas requer uma mudança de base: primeiramente isola-se a impedância em ohms na equação 2. normalmente.6) (2. referidos aos valores nominais de potência e tensão da máquina.1) (2. São utilizadas as tensões de linha. A normalização pu utiliza como referência.7) Os dados das características das máquinas (transformadores. pois para cálculo de proteção utilizam-se componentes simétricas que são equilibradas para haver uma análise por fase. (2.6. comumente. em pu. Lembrando sempre que essa tensão deve obedecer às relações de transformação sendo utilizada a tensão de linha e não a de fase. porém. a potência e a tensão. A potência aparente total base ( ) é arbitrada levando em conta a grandeza do sistema e é a mesma para todo o circuito. escolhe-se a tensão nominal.

6.10) A impedância em pu para as três fases ou para uma fase só em bancos de transformadores trifásicos é igual: para o caso Y – Y o da tensão de linha irá anular o 3 que multiplica a potência monofásica.11) 2. Utilizando a equação 2.9) (2.7 e as relações de transformação do transformador: (2. Prova-se essa equivalência utilizando as equações 2.19 impedância em ohms na base antiga é equivalente a impedância na base nova. tem-se: (2. porém com suas reatâncias conectadas em cascata.4 DIAGRAMA UNIFILAR O diagrama unifilar representa uma fase do sistema trifásico equilibrado em Y equivalente. No sistema trifásico equilibrado a soma das correntes é equivalente a zero.8) Uma das vantagens do uso de grandezas em pu. as tensões base obedeçam à relação do transformador e a potência base seja comum às duas impedâncias. (2. desde que a corrente de excitação seja desprezada. . Em transformadores. é no caso de transformadores. Já o diagrama de reatância representa os circuitos equivalentes desses mesmos elementos. como citada anteriormente. 2.7 e isolando a impedância nova. a impedância em pu referida ao primário e ao secundário é igual. para o caso Δ – Δ o 3 da impedância em Y irá anular o 3 que multiplica a potência monofásica e para o caso Y – Δ a análise é feita em um dos lados utilizando os cálculos Y – Y ou Δ – Δ. Ambos permitem uma visualização clara e concisa do circuito.

20 (2. FIGURA 2.5 LINHAS DE TRANSMISSÃO O modelo da linha de transmissão varia de acordo com seu comprimento.12) Os elementos do sistema elétrico são representados por símbolos (modelagem por fase). A seguir exemplo de diagrama unifilar e diagrama de impedância: FIGURA 2.2: DIAGRAMA DE REATÂNCIA 2. XLT – Impedância da linha de transmissão. cuja impedância é igual a: (2. que depende do nível de tensão. .3: MODELO POR FASE DA LINHA DE TRASMISSÃO CURTA A Tabela 2.3) consiste em uma resistência em série com uma reatância. para uma Linha de Transmissão Curta.1 [4] apresenta os valores de comprimento da linha.13) Onde: RLT – Resistência da linha de transmissão.1: DIAGRAMA UNIFILAR FIGURA 2. o Linhas de Transmissão Curtas Para linhas de transmissão curtas o modelo (Figura 2.

e (2. O modelo T está representado na Figura 2. TABELA 2.2: LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA Tensão de Linha (VL) VL < 150 kV 150 kV ≤ VL < 400 kV VL ≥ 400 kV o Linhas de Transmissão Longas Comprimento máximo (L) 80 km ≤ L ≤ 200 km 40 km ≤ L ≤ 200 km 20 km ≤ L ≤ 100 km Linhas de transmissão longas possuem uma representação mais complexa.4.21 TABELA 2.14) . FIGURA 2. Por isso utilizam-se os modelos π e T das linhas médias com os valores de modificados.5.1: LINHA DE TRANSMISSÃO CURTA Tensão de Linha (VL) VL < 150 kV 150 kV ≤ VL < 400 kV VL ≥ 400 kV o Linhas de Transmissão Médias Comprimento máximo (L) 80 km 40 km 20 km Linhas de transmissão médias possuem dois modelos.5: MODELO T DA LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA A caracterização de uma linha média encontra-se na Tabela 2.2 [4]. FIGURA 2.4: MODELO Π DA LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA Onde: – Susceptância capacitiva total da linha da linha de transmissão. como apresentado na Figura 2. π e T. O modelo π consiste em uma impedância série com capacitores shunt nas suas extremidades.

– Admitância shunt por unidade de comprimento. – Impedância série por unidade de comprimento.15) (2. FIGURA 2. O modelo do gerador síncrono (Figura 2. No programa é utilizado o modelo π de linhas de transmissão médias.16) Onde: – Comprimento da linha de transmissão.6 GERADOR SÍNCRONO O gerador síncrono converte energia mecânica em elétrica quando operado como gerador e energia elétrica em mecânica quando operado como motor. O circuito equivalente por fase de uma linha de transmissão encontra-se na Figura a seguir.7) consiste em uma fonte de tensão em série com uma reatância subtransitória. – Constante de propagação. A origem do nome é devida à operação da máquina ser com velocidade de rotação constante sincronizada com a freqüência da tensão elétrica alternada aplicada nos seus terminais. FIGURA 2.22 (2.7: MODELO POR FASE DO GERADOR SÍNCRONO Onde: .6: CIRCUITO EQUIVALENTE POR FASE DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO 2.

X1 – Reatância equivalente do enrolamento primário. corrente ou impedância. representando o fluxo resultante no núcleo. pois como a corrente que flui para o curto-circuito é alta. FIGURA 2. Rf – Resistência elétrica equivalente que produz a mesma perda no núcleo que as perdas por histerese e correntes parasitas. X2 – Reatância equivalente do enrolamento secundário.7 TRANSFORMADOR O transformador transmite energia de um ponto a outro do circuito transformando tensão. O modelo simplificado consiste em uma resistência em série com uma reatância. FIGURA 2.8 para a Figura 2.9. R2 – Resistência elétrica do enrolamento secundário.8: CIRCUITO EQUIVALENTE POR FASE DO TRANSFORMADOR Onde: R1 – Resistência elétrica EQUIVALENTES do enrolamento primário.23 G – Fonte de tensão. X’’d – Reatância subtransitória do eixo direito. representando o fluxo disperso na bobina. a corrente de excitação do núcleo é pequena podendo ser desprezada. necessário à operação normal do transformador. representando o fluxo disperso na bobina. O circuito equivalente por fase do transformador pode ser simplificado da Figura 2. 2.9: MODELO POR FASE DO TRANSFORMADOR . Xm – Reatância equivalente de excitação.

. tamanho. XT – Reatância equivalente do transformador. e principalmente se o sistema for isolado ou aterrado por meio de alta impedância. 2.18) Onde: RT – Resistência equivalente do transformador.24 (2.8 CARGAS As cargas elétricas são consideradas no cálculo de curto-circuito dependendo do tipo.17) (2. importância do sistema.

1 INTRODUÇÃO A utilização de componentes simétricas é necessária para a caracterização do desbalanço da rede em sistemas polifásicos. 3. ocasionado pelo curto-circuito.25 3 COMPONENTES SIMÉTRICAS 3.2) Pelo foco ser sistemas trifásicos. negativa e zero. Presentes durante condições trifásicas equilibradas. que os circuitos sejam lineares. esse recurso é essencial no cálculo de curto-circuito para sua simplificação. girando no mesmo sentido e velocidade síncrona do sistema original. que gira 120° um fasor. denominado de componentes simétricas do sistema original.1) (3. Formulado por Fortescue. pois utiliza o cálculo monofásico. ou seja. A seqüência positiva ou direta (índice 1) é o conjunto de três fasores iguais em módulo. O Teorema de Fortescue consiste na decomposição dos elementos de tensão ou corrente das fases. defasados 120° entre si com a mesma seqüência de fases dos fasores originais. Desta forma é possível desmembrar o circuito polifásico em "n" circuitos monofásicos. (3. .2 TEOREMA DE FORTESCUE Fortescue por meio do teorema intitulado de “Método de componentes simétricas aplicando a solução de circuitos polifásicos” estabeleceu que um sistema de n fasores desequilibrados pode ser decomposto em n sistemas equilibrados. supondo válido o princípio da superposição. em parcelas iguais. Em componentes simétricas utiliza-se o operador imaginário ‘j’ e o rotacional ‘a’. mas com ângulos de fase diferentes. as fases serão decompostas em três sistemas de fasores balanceados (componentes simétricas) totalmente desacoplados: seqüência positiva.

Medem a quantidade de desbalanço existente no sistema de potência. FIGURA 3.5) A seqüência negativa ou indireta (índice 2) é o conjunto de três fasores girando em uma direção contrária ao sistema original com as fases iguais em módulo.7) (3. defasadas 120° entre si com seqüência oposta à seqüência de fases dos fasores originais.26 FIGURA 3.10: SEQÜÊNCIA POSITIVA (3.11: SEQÜÊNCIA NEGATIVA (3.8) A seqüência zero (índice 0) é o conjunto de três fasores gerados por um campo magnético estático pulsatório com fases iguais em módulo. defasados 0° .6) (3.4) (3.3) (3.

9) 3.10) Utilizando as equações anteriores chega-se na equação matricial: (3. FIGURA 3.27 entre si (em fase). negativa e zero).12) A mesma análise feita com a tensão pode ser realizada com a corrente. Dessa análise pode-se retirar a expressão: (3. Sabe-se que: (3.3 EXPRESSÃO ANALÍTICA DO TEOREMA DE FORTESCUE O sistema trifásico equilibrado resulta na superposição dos sistemas trifásicos equilibrados descritos acima (seqüência positiva.11 teremos a equação das componentes simétricas em função do sistema trifásico desbalanceado: (3.13) .12: SEQÜÊNCIA ZERO (3. Comumente associados ao fato de se envolver a terra em condições de desbalanço.11) Isolando as componentes simétricas da equação 3.

.28 3.16) (3. .13 na equação 3.Sistema Trifásico Delta (Triângulo) Aplicando a primeira lei de Kirchhoff no delta (soma das correntes que entram é igual à soma das que saem) tem-se: . diretamente utilizadas na proteção de sistemas elétricos. . Os próximos tópicos descrevem a análise de cada caso da corrente de seqüência zero.Sistema Trifásico Estrela Aplicando a primeira lei de Kirchhoff no nó da estrela tem-se: (3.4 ANÁLISE DE SEQÜÊNCIA ZERO Conclusões importantes são retiradas da análise da corrente e da tensão de seqüência zero. o CORRENTE O estudo da corrente de seqüência zero tem grande importância.15) A partir deste resultado conclui-se que só é possível existir corrente de seqüência zero em um Sistema de Neutro Aterrado.14) Substituindo-se a expressão 3.17) Em um Sistema Estrela Não Aterrado não há corrente de seqüência zero.Sistema Trifásico Estrela Aterrado Aplicando a primeira lei de Kirchhoff no nó da estrela tem-se: (3. pois a partir de sua interpretação são obtidas conclusões de aplicações físicas.14 tem-se: (3.

obtém-se a expressão: (3. há possibilidade de se ter tensão de seqüência zero. não há possibilidade de se ter tensão de seqüência zero. como o Sistema Delta não é aterrado. o TENSÃO Os próximos tópicos descrevem a análise de cada caso da tensão de seqüência zero. 3.22) A partir das equações 3.21) Aplicando a lei das malhas no delta tem-se: (3.20 não é necessariamente nula. .21 e 3.12.Sistema Trifásico Delta (Triângulo) Da equação 3.29 (3.19) Em um Sistema Delta também não há corrente de seqüência zero.5 REPRESENTAÇÃO DOS COMPONENTES DO SISTEMA ELÉTRICO NAS SEQÜÊNCIAS POSITIVA.Sistema Trifásico Estrela (3.18) (3.22 conclui-se que.20) Como a expressão 3. . NEGATIVA E ZERO .

negativa e zero e para cada seqüência suas quatro possíveis ligações: Y.1 Gerador Síncrono O gerador síncrono tenta fornecer às cargas uma tensão estável.23) A Tabela 3. Como no período subtransitório a corrente de curto-circuito é a mais elevada. Desconsiderando-se a componente contínua.1 apresenta o modelo do gerador síncrono para a seqüência positiva. As correntes de curto-circuito são assimétricas compostas por uma componente contínua e uma alternada. negativa e zero.5. TABELA 3. Na seqüência positiva o gerador é um elemento ativo. o elemento ativo do curto. Na seqüência negativa e zero ele é um elemento passivo. nota-se que a forma de onda de curto-circuito está contida em uma envoltória decrescente que vai decaindo ciclo a ciclo até se estabilizar. Na ocorrência do curto-circuito. garantindo continuidade e estabilidade ao sistema.30 3. (3. Y aterrado. portanto. ele injeta correntes altas no sistema para compensar a queda de impedância. negativa e zero do gerador síncrono é necessário analisar as correntes que passam pelo gerador quando submetido a um curto-circuito trifásico. utiliza-se esta reatância para modelar o gerador síncrono nas seqüências positiva. Pode-se caracterizar esta envoltória decrescente da corrente como uma reatância interna variável subdividida no tempo: período subtransitório. sendo. Y aterrado com impedância e delta. gerando corrente. Para obterem-se as reatâncias de seqüência positiva. transitório e regime permanente.3: MODELO DE GERADOR SÍNCRONO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS Seqüência Positiva Seqüência Negativa . Para que haja fluxo de corrente de seqüência zero é necessário um aterramento no neutro do gerador.

– Tensão de seqüência zero da fase ‘a’ em relação ao neutro. – Impedância de aterramento. Para motores síncronos. – Corrente de seqüência zero que sai pela fase ‘a’ do gerador. – Tensão de seqüência negativa da fase ‘a’ em relação ao neutro. – Reatância de seqüência zero por fase. – Reatância de seqüência negativa por fase. . utilizam-se modelos equivalentes ao gerador síncrono. – Corrente de seqüência positiva da fase ‘a’ que sai dos enrolamentos da máquina para o sistema. – Corrente de seqüência negativa que sai pela fase ‘a’ do gerador.31 Seqüência Zero Onde: – Tensão de fase no terminal do gerador síncrono girando a vazio. – Reatância subtransitória do gerador por fase. – Tensão da fase em relação ao neutro da seqüência positiva.

2 apresenta o modelo do motor de indução para a seqüência positiva. A impedância de seqüência positiva da linha é a própria impedância normal da LT. TABELA 3. Outra característica importante das LTs é o fato de possuírem alta impedância. sendo um elemento limitador da corrente de curto-circuito.32 O motor de indução de grande porte se comporta como gerador elétrico quando curto-circuitado. negativa e zero. – Corrente de seqüência negativa.4: MODELO DE MOTOR DE INDUÇÃO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS Seqüência Positiva Seqüência Negativa Seqüência Zero Onde: – Tensão de fase no terminal do motor síncrono. – Tensão de seqüência positiva. . – Reatância de dispersão da bobina do estator.5. – Tensão de seqüência negativa. – Corrente de seqüência positiva.2 Linha de Transmissão A linha de transmissão é um elemento passivo que conecta todo o sistema elétrico. A Tabela 3. por isso possui grande extensão e está exposta a todos os tipos de risco de curto-circuito. - – Reatância de dispersão da bobina do rotor referida ao estator. Se os dispositivos atuam com tempo maior que dois ciclos o motor de indução pode ser desconsiderado. 3.

assim como o da seqüência negativa.5. negativa e zero.Impedância de seqüência positiva da LT que possui o mesmo valor da impedância mostrada no item 2. a impedância de seqüência zero depende do local do curtocircuito. originando a circulação de corrente por esses elementos. A Tabela 3.24) O circuito equivalente para seqüência zero.Impedância de seqüência negativa da LT. a corrente de seqüência zero pode retornar por qualquer caminho que não seja formado pelos próprios condutores da linha. Mas. . como os fasores da corrente de seqüência zero estão em fase. . . TABELA 3. não se altera. Desse modo.Impedância de seqüência zero da LT.5: MODELO DE LINHA DE TRANSMISSÃO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS Seqüência Positiva Seqüência Negativa Seqüência Zero Onde: . Dependendo da seqüência (positiva.33 O comportamento de uma linha de transmissão não se altera com as diferentes seqüências de fase.3 apresenta o modelo de linha de transmissão para a seqüência positiva. 3. eles induzem tensões no cabo de cobertura da linha de transmissão e no solo. negativa ou zero) as impedâncias das três seqüências se modificam. cabo de cobertura e resistividade do solo. Assim. por isso a impedância e o circuito equivalente de seqüência negativa são os mesmos da seqüência positiva.3 Transformador O transformador é um elemento passivo no curto-circuito e se opõe à passagem de corrente. da impedância equivalente da LT.5. (3.

Os transformadores são classificados quanto a: tipo (Shell ou núcleo envolvente e Core ou núcleo envolvido). estrela aterrado – estrela etc. porém mais caro pois necessita de mais tecnologia para sua construção. Porém. da ligação e da quantidade de enrolamentos.4 apresenta um esquema monofásico deste tipo de transformador. deve-se observar que para existir corrente de seqüência zero no primário deve existir caminho no secundário para circulação da mesma.14: TRANSFORMADOR TIPO SHELL . estrela – estrela. A Figura 3.13: TRANSFORMADOR TIPO CORE O transformador do tipo Shell é mais eficiente.5 apresenta um esquema monofásico deste tipo de transformador. O transformador do tipo Core é mais barato e fácil de fabricar. FIGURA 3. A Figura 3.). quanto à impedância de seqüência zero. delta – delta. estrela aterrado – delta. porém menos eficiente.34 A impedância de seqüência positiva e negativa são as mesmas. portanto qualquer seqüência de fase é vista pelo transformador como positiva. O transformador é um elemento passivo. delta estrela. número de enrolamentos (2 eu 3 enrolamentos) e ligação (estrela aterrado – estrela aterrado. FIGURA 3. a representação de transformadores na seqüência zero depende do tipo de transformador. Assim.

6: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO SHELL E CORE PARA A SEQÜÊNCIA POSITIVA E NEGATIVA Enrolamento 2 enrolamentos Conexão Todas Circuito equivalente 3 enrolamentos Todas A Tabela 3.7: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO SHELL PARA A SEQÜÊNCIA ZERO Conexão Circuito Equivalente Autotransformador . TABELA 3. TABELA 3.5 apresenta o modelo do transformador tipo Shell para a seqüência zero.4 apresenta o modelo do transformador tipo Shell e Core para a seqüência positiva e negativa.35 A Tabela 3.

8: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO CORE PARA A SEQÜÊNCIA ZERO Conexão Circuito Equivalente . TABELA 3.36 A Tabela 3.6 apresenta o modelo do transformador tipo Core para a seqüência zero.

Reatância do transformador. para o caso do começo da bobina da fase “a” do delta estar ligada no fim da bobina da fase “b”.Impedância do transformador com três enrolamentos do circuito primário. o deslocamento será de +30° na seqüência positiva e -30° na negativa. as correntes de linha na conexão estrela e na conexão delta ficam defasadas em trinta graus uma em relação à outra. .6 DESLOCAMENTO DE 30° EM UM TRANSFORMADOR Y-Δ No caso de um transformador possuir a conexão Y-Δ (estrela .delta). .Impedância do transformador com três enrolamentos do circuito secundário. .Resistência do transformador. . .37 Onde: . Esse defasamento pode ser de mais ou menos trinta graus e depende de como a bobina do lado delta está conectada. Sendo a seqüência de fase “abc”. 3.Reatância de seqüência zero.Reatância de seqüência positiva. .Impedância do transformador com três enrolamentos do circuito terciário. .

em torno de 6% das vezes. vento. porém de ocorrência rara. fase-terra.1 INTRODUÇÃO A análise e dedução das equações do cálculo de curto-circuito serão realizadas para o modelo de um gerador síncrono. pos ocorre em torno de 63% das ocorrências.15: CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO NO GERADOR . A ocorrência de curtos-circuitos é mais comum nas linhas de transmissão e distribuição do sistema elétrico (em média 89% dos casos).2 CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO O curto-circuito trifásico possui apenas as componentes de seqüência positiva. fase-fase-terra e fase-fase. 4. FIGURA 4. queimadas etc. pois é equilibrado (as três fases são levadas a terra como na Figura 4. descargas atmosféricas. Pode ser causada por envelhecimento de isoladores. Os tipos de curtos-circuitos a serem implementados e analisados são o trifásico. pois todas as conclusões obtidas a partir desses cálculos podem ser estendidas a todo circuito elétrico através do Teorema de Thevènin.1). queda de arvores ou galhos.38 4 CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO NO GERADOR SÍNCRONO 4. cujo equivalente é análogo ao do gerador síncrono. A falta trifásica é causadora de maiores danos ao sistema elétrico principalmente quanto à estabilidade transitória. Já a falta fase-terra é a mais corriqueira.

12.1) Onde: .16: CURTO-CIRCUITO NO GERADOR Conclui-se que:  E  I A1 = jx1 (4.4) Como o curto-circuito trifásico é equilibrado. as correntes de seqüência zero e negativa são iguais a zero.Fasor tensão na fase b.2.Fasor tensão na fase a.4.12 referente à corrente e substituindo os valores das correntes (4. FIGURA 4. . .Fasor tensão na fase c.39 As condições do curto-circuito trifásico nos terminais do gerador síncrono a vazio são: (4.) têm-se a equação para calcular as correntes nas fases A.2) (4.1 está apresentado na Figura 4. Utilizando-se da equação 3. . B e C.1 na 3. obtém-se: (4.3) Portanto o circuito equivalente da seqüência positiva apresentado na Figura 4. Substituindo os valores da expressão 4.

3 CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA A Figura 4.40 (4.8) (4.5) 4.6) (4.7) Substituindo as condições do curto-circuito fase-terra na equação 3.9) .17: CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA NO GERADOR As condições de contorno para o curto-circuito fase-terra na fase A são: (4.12 referente à corrente: (4.3 mostra o esquema de um curto-circuito monofásico no gerador síncrono: FIGURA 4.

. conclui-se que: (4.12) As tensões de seqüência são calculadas por: (4.41 Para representar essa igualdade das correntes de seqüências colocam-se os circuitos equivalentes das seqüencia positiva.15) (4.11:   I A = 3 ⋅ I A1 (4.4.14) (4. como mostra a Figura 4. FIGURA 4.16) Com base nas equações acima é possível calcular as tensões nas fases A.4. negativa e zero em série.11) A corrente de falta na fase A é obtida pela equação 3.13) (4.10) Isolando obtém-se: (4.18: CIRCUITO EQUIVALENTE SÉRIE DO CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA NO GERADOR Através da análise do circuito da Figura 4. B e C do gerador síncrono através da expressão: .

42 (4.5).19) (4. por exemplo. Como o curto-circuito bifásico não possui ligação a terra.19: CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO O curto-circuito bifásico possui as seguintes condições de contorno: (4.17) 4.4 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO Curto-circuito bifásico ocorre quando duas fases entram em curto-circuito como.18) (4.21) . não há como a corrente de seqüência zero circular. FIGURA 4. portanto não possui a seqüência zero. as fases B e C (Figura 4.12: (4.20) Substituindo as condições do curto-circuito bifásico na equação 3.

12 e resolvendo a equação matricial obtém-se: (4. as correntes nas fases B e C são: (4. FIGURA 4.26) Resolvendo-se (4.43 Resolvendo a matriz obtém se: (4.5 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA .22) (4. B e C do gerador síncrono são obtidas através de: (4.25.24) (4.26). pode-se concluir que no caso do curto-circuito bifásico.25) Analisando a equação 4. os circuitos equivalentes das seqüências positiva e negativa podem ser ligados em paralelo (Figura 4.20: CIRCUITO EQUIVALENTE PARALELO DO CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO As correntes nas fases A.27) 4.6).23) Usando a equação 3.

31) Aplicando-se o Teorema de Fortescue junto às características desse curtocircuito têm-se: (4.28) (4. FIGURA 4.21: CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA As características deste defeito são: (4.30) Resolvendo a matriz obtém-se: (4. as fases B e C mostrado na Figura 4. por exemplo.7.32) .44 Curto-circuito bifásico a terra ocorre quando duas fases entram em curtocircuito juntamente com a terra como.29) Substituindo as condições do curto-circuito bifásico: (4.

chamada Z barra .33 é possível calcular as correntes nas fases A.6  MÉTODO DA MATRIZ Z PARA O CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO Uma opção para a investigação do curto-circuito elétrico em grandes sistemas é usar métodos matriciais que. FIGURA 4. B.22: CIRCUITO EQUIVALENTE PARALELO DO CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA Através da análise do circuito da Figura 4. A impedância no ponto de um nó é a  impedância equivalente entre ele e a referência. C do gerador. a matriz Ybarra .45 Analisando as equações 4. A matriz Z barra contém também a impedância de transferência entre cada barra do sistema e cada outra barra.32 pode-se concluir que no caso do curtocircuito bifásico-terra os circuitos equivalentes das seqüências positiva.8).31 e 4. negativa e zero podem ser representados como se estivessem em paralelo (Figura 4. .33) 4. A matriz Z barra pode ser calculada invertendo-se a  matriz que contém todas as admitâncias do sistema elétrico. com  relação ao nó de referência. O método matricial para o cálculo de curto-circuito é baseado na montagem da matriz de impedâncias de um sistema  elétrico. antigamente.8 podem-se calcular as correntes através do método do divisor de corrente. Aplicando-se os valores obtidos em 4. (4.  A matriz Z barra contém as impedâncias no ponto de cada nó com relação a um nó de referência escolhido arbitrariamente. eram inviáveis em virtude da falta de recursos computacionais realmente eficientes.

 A matriz admitância ( Ybarra ) pode ser montada através de uma simples  inspeção do sistema elétrico. é necessária a determinação das matrizes admitâncias de    barra para as seqüências positiva.1 Cálculo da Matriz Ybarra A equação de um sistema de n barras pode ser representada na forma matricial abaixo. Primeiramente. Y 0).Matriz das admitâncias do sistema (os elementos da diagonal principal correspondem à soma de todas as admitâncias conectadas àquela respectiva barra ou nó. .  Ybarra .34) ou (4.35) Onde:  I barra .46  4.Vetor das correntes injetadas (a corrente é considerada positiva quando está entrando em uma barra do sistema elétrico e negativa quando está saindo). 4.  Vbarra - Vetor das tensões nas barras do sistema. Invertendo essa matriz obtém-se a matriz Z barra  necessária para o cálculo de curto-circuito utilizando o método da matriz Z .7  CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE TERRA . tensões nodais medidas em relação ao nó de referência. Já os elementos fora da diagonal principal correspondem ao negativo da soma das admitâncias conectadas entre as barras ou nós). (4. Y 2.3.6.MÉTODO DA MATRIZ Z Para o desenvolvimento das equações será suposto que o curto-circuito faseterra ocorreu na fase A. como mostrado anteriormente na Figura 4. negativa e zero (respectivamente Y 1.

Corrente de falta de seqüência positiva na barra k. na fase A. . Z 0). As tensões de seqüência e totais que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito fase-terra são calculadas através das equações: (4. positiva.47 Então através da inversão dessas matrizes.39) (4.41) .40) (4. na fase A.Fasor tensão na barra k antes da ocorrência da falta. .38) Onde: .Corrente de falta total na barra k na fase A. na fase A. .  .Elemento k-k da matriz Z .Corrente de falta de seqüência negativa na barra k.36) (4. Z 2. negativa e zero ( Z 1.Corrente de falta de seqüência zero na barra k.37) (4. A partir desses dados as correntes de seqüência e as correntes totais nas fases que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito fase-terra são calculadas através das equações: (4. . obtém-se as matrizes impedâncias para    cada uma das seqüências.

Tensão na fase A de seqüência positiva na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).Tensão na fase A de seqüência positiva na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).48 (4.46) (4.Tensão na fase A de seqüência zero na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).44) (4.45) (4.Tensão na fase A de seqüência negativa na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).42) (4. . .47) Onde: .43) Onde: . Assumindo que todas as tensões pré-falta são iguais à tensão pré-falta na barra de falta k: (4. .

48) A corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na direção i-m é formada por uma reatância série (despreza-se a componente shunt).49 .8  CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE .MÉTODO DA MATRIZ Z Para o desenvolvimento das equações será suposto que o curto-circuito fasefase ocorra nas fases B e C. e e dos parâmetros (4.51) (4.5. e pode ser calculada a partir das tensões terminais equivalentes do modelo de linha curta. como mostrado anteriormente na Figura 4.Tensão na fase A de seqüência negativa na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). 4.Corrente total na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na direção i-m. . .49) (4.52) Onde: . . Considerando que a impedância do elemento série entre duas barras i-m é: (4.50) (4.Tensão na fase A total na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).Tensão na fase A de seqüência zero na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).

57) (4. as matrizes impedâncias ( Z 1.53) Onde: .Tensão na barra k antes da ocorrência da falta.Corrente de falta de seqüência negativa na barra k. .50 Os primeiros passos são os mesmos daqueles utilizados para curto-circuito   fase-terra.58) . na fase A. A partir desses dados as correntes de seqüência e as correntes totais nas fases que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pela equação: (4.Elemento k-k da matriz Z .55) (4. Z 2).  .Corrente de falta total na barra k na fase A. na fase A. Primeiramente determinam-se as matrizes admitâncias ( Y 1.56) (4. As tensões de seqüência e totais que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pelas equações: (4. .Corrente de falta de seqüência positiva na barra k.54) Ou (4. Y 2) e suas   inversas. .

Tensão na fase A de seqüência negativa na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). .61) (4.48. e . A corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na direção i-m é formada por uma reatância série (despreza-se a componente shunt).59) Onde: .60) (4.62) (4.Tensão na fase A total na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).63) Onde: .Tensão na fase A de seqüência positiva na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). .51 (4. Assumindo que todas as tensões pré-falta são iguais à tensão pré-falta na barra de falta k: (4. . Considera-se que a impedância do elemento série entre duas barras i-m é representada pela equação 4.Tensão na fase A de seqüência positiva na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).Tensão na fase A de seqüência negativa na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).

52

pode ser calculada a partir das tensões terminais

e

e dos parâmetros

equivalentes do modelo de linha curta, considerando apenas as equações 4.49 e 4.50, sendo a corrente da seqüência zero nula e a corrente total calculada pela equação: (4.64) 4.9 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE-TERRA – MÉTODO DA MATRIZ
 Z

Para o desenvolvimento das equações será suposto que o curto-circuito fasefase-terra ocorra nas fases B e C, como mostrado anteriormente na Figura 4.7. Os primeiros passos são os mesmos daqueles utilizados para curto-circuito fase-fase, porém neste será incluso a seqüência zero devido à falta atingir a terra
   também. Primeiramente determinam-se as matrizes admitâncias ( Y 1, Y 2, Y    suas inversas, as matrizes impedâncias ( Z 1, Z 2, Z 0).
0

)e

A partir desses dados as correntes de seqüência e as correntes totais nas fases que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pelas equações:

(4.65)

(4.66)

(4.67) (4.68)

(4.69)

53

(4.70) Onde: - Corrente na hora da falta que passa pelo neutro e vai a terra. As tensões de seqüência e totais que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pelas equações:

(4.71)

(4.72)

(4.73) Aplicando os resultados das tensões das seqüências positiva, negativa e zero na equação 4.42 tem-se: (4.74) (4.75) Assumindo novamente que todas as tensões pré-falta são iguais a tensão pré-falta na barra de falta k:

(4.76)

(4.77)

(4.78) E a corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m

na direção i-m será calculada pelas mesmas equações existentes no curto-circuito fase-terra, as expressões 4.49, 4.50, 4.51 e 4.53.

54

 4.10 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO - MÉTODO DA MATRIZ Z

O cálculo do curto-circuito trifásico é o mais simplificado, pois este é um curtocircuito equilibrado, só existindo a seqüência positiva para ser analisada. Então é necessário determinar a matriz admitância e impedância apenas da seqüência
  positiva ( Y 1 e Z 1).

As correntes e as tensões para esse curto-circuito são calculadas facilmente com base nas equações a seguir:

(4.79)

(4.80) E a corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na

direção i-m será calculada pela equação 4.49 apenas, pois o curto-circuito trifásico compreende apenas a seqüência positiva de fase.

55

5 VARIAÇÃO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO EM FUNÇÃO DO TEMPO
5.1 INTRODUÇÃO [9] As expressões apresentadas nos capítulos anteriores para o cálculo das correntes de curto-circuito fornecem os valores eficazes de corrente alternada, que consideram as impedâncias dos geradores e da rede. Das impedâncias que intervêm num curto-circuito, a do gerador ocupa uma posição particular, porque durante um curto-circuito o campo de excitação é enfraquecido num grau maior ou menor, devido a reação do induzido e a tensão nos terminais do gerador sofre uma queda proporcional, como conseqüência da elevação da impedância do gerador. Quando esta impedância se eleva, a corrente de curto-circuito se reduz, num grau tanto maior quanto mais próximo do gerador onde ocorre o curto-circuito. A corrente inicialmente se eleva a um valor de pico, representado pelo impulso de corrente de curto-circuito I´´ (corrente sub-transitória), o qual se reduz, primeiro acentuadamente, depois lentamente, até atingir o valor I (corrente permanente de curto-circuito). Ainda, devido às características indutivas do gerador que podem ser simplificadamente representadas através do circuito RL da Figura 5.1, pode-se ainda deduzir o valor instantâneo da corrente i(t):

(5.1)

FIGURA 5.23: CIRCUITO RL EQUIVALENTE DE UM GERADOR SÍNCRONO

A representação de i(t) para diferentes instantes de chaveamento estão mostradas na Figura 5.2.

1 Reatâncias do Gerador A variação da corrente de curto-circuito. analisada anteriormente.ESQUERDA) COMPONENTE DE CORRENTE ALTERNADA. é necessário conhecer três reatâncias diferentes do gerador:  Reatância subtransitória (x´´d) que compreende a reatância de dispersão dos enrolamentos do estator e do rotor do gerador. seu valor é mais elevado do que a reatância subtransitória.DIREITA) COMPONENTE DE CORRENTE CONTÍNUA. na ordem de 12% e nas máquinas de pólos salientes de 18%. estando incluídos na dispersão do rotor as influências do enrolamento de amortecimento e da partes maciças do rotor.24: (A . A tensão é igual a І Vm І sen (ωt + α ) aplicada no instante t = 0.90o. Geralmente.56 FIGURA 5. onde Θ = tan-1 (wL/R). .2 GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE AMORTECIMENTO 5. A Figura (b). 5. nos turbogeradores.  Reatância transitória (x´d) que compreende a reatância de dispersão dos enrolamentos do estator e da excitação do gerador. A Figura 5. que vem representada em um dos lados deste mesmo eixo (Figura 5. a corrente em função do tempo num circuito RL para α – Θ = . mostra que para se determinar com exatidão os valores instantâneos correspondentes aos diferentes instantes.O valor relativo das reatâncias subtransitórias é. onde Θ = tan-1 (ωL/R). a componente de corrente alternada que varia simetricamente em relação ao eixo horizontal de referências e a componente de corrente contínua. (B . A tensão é igual a І Vm І sen (ωt + α) aplicada no instante t = 0.2. A corrente de curto-circuito se compõe assim de duas componentes.2 (a) mostra a corrente em função do tempo num circuito RL para α – Θ = 0.2 b).

 Constante de tempo da componente de corrente contínua Tg’: depende das propriedades do circuito de corrente do estator.corrente regime permanente. Todas as reatâncias pertencem ao conceito de reatância positiva.2) Onde: I´´ .corrente subtransitória. 5.2.57  Reatância síncrona (xd) engloba a reatância total do enrolamento rotor do gerador. Para se determinar os instantes de tempo em que esses valores ocorrem. I´ . os valores iniciais e finais do processo de amortecimento.corrente transitória.3 CÁLCULO DOS VALORES INSTANTÂNEOS DAS CORRENTES DE CURTOCIRCUITO A variação da corrente de curto-circuito em função do tempo é definida pela seguinte equação: (5. no trecho compreendido entre o gerador e o ponto de curtocircuito. 5.2 Constantes de tempo As reatâncias do gerador analisadas acima determinam junto com as impedâncias de rede. .  Constante de tempo transitória Td’: depende das propriedades amortecedoras do circuito de excitação. I . há necessidade de se definir as constantes de tempo:  Constante de tempo subtransitória Td’’: depende das propriedades do circuito de corrente do rotor e do enrolamento de amortecimento.

O primeiro termo da fórmula acima corresponde à parcela subtransitória da corrente de curto-circuito. modelo de rotação do equipamento e a procedimentos computacionais. A utilização de dados de um procedimento em outro pode gerar erros de simulação significativos. no instante inicial do curto. Ambas as normas provêm resultados conservativos para avaliar ou determinar a capacidade do equipamento elétrico e requerem essencialmente os mesmos dados para sistemas industriais típicos. O decaimento AC está associado à tendência inerente das máquinas de aumentar suas reatâncias com o tempo desde o início do curto-circuito. 5. o terceiro. o fator de assimetria é maior para faltas nas barras de geração ou em linhas de alto ângulo próximos destas barras. A norma ANSI utiliza a razão X/R. As principais diferenças entre as normas são quanto ao modo de cálculo do decaimento AC e DC das correntes de curto-circuito. Simulações computacionais realizadas com os dois procedimentos sugerem que a adesão a qualquer procedimento tem de ser do início ao fim para resultados consistentes.4 NORMAS ANSI E IEC 909 [7]-[8] A fim de se considerar essas diferentes parcelas de corrente de curto-circuito existem normas específicas tais como a ANSI e IEC 909. porém a IEC 909 apresenta um método mais apurado e complexo de ser calculado. Devido à alta relação X/R do enrolamento de um gerador.58 O valor da corrente i(t) representa o valor instantâneo da corrente de curtocircuito num instante t e com um ângulo de fase de corrente α. à parte transitória. . Essas diferenças foram analisadas e parecem ser diretamente ligadas ao modelo de rede. Diferenças são esperadas quando simulações numéricas são aplicadas para os dois modelos. Quanto maior o valor dessa razão maior é a assimetria e mais lento o decaimento. o segundo. Já o decaimento DC está estreitamente relacionado com o momento exato de interrupção e as propriedades de amortecimento do circuito interrompido. à parte da componente de corrente contínua.

para curtos em todas as barras. capacitores shunt da linha.  CurtoCircuito.  MontaMatrizes_ZBarra. reatâncias transitória e síncrona de seqüência positiva do gerador.m: monta as matrizes de admitância Y1.  Dados_adicionais.59 6 RESULTADOS 6.2 ENTENDENDO O PROGRAMA O programa contém sete arquivos:  Dados.m.m: possui os cálculos das correntes e tensões de curto (também utilizando os conhecimentos e fórmulas do Capítulo 4). reatâncias positiva. 6.  Saída. Contém as correntes e tensões de curto-circuito em todas as barras.m: gráfico do decaimento exponencial da corrente de curtocircuito.m: contém os dados do sistema (número de barras.  Plotar_Grafico.1 INTRODUÇÃO O programa calcula facilmente diversos tipos de curto-circuito em Sistemas Elétricos de Potência: trifásico. 6.out: arquivo de saída. fase-terra. subtransitório e contínuo). Y2 e Y0 e a matriz de impedância Z0 utilizando os conhecimentos do Capítulo 4. período transitório. localização das linhas e transformadores. negativa e zero das linhas. de corrente de curto-circuito e de magnitude de tensão em todas as barras.3 UTILIZANDO O PROGRAMA . banco de capacitores. gerado após a execução do arquivo CurtoCircuito. geradores e transformadores. tap e tipo dos transformadores).m: calcula e gera o gráfico do decaimento exponencial da corrente de curto-circuito (Plotar_Grafico. barra onde estão os geradores. linhas. geradores e transformadores. fase-fase e fase-fase-terra. Tem como resposta valores.m).m: contém os dados para cálculo dos gráficos (barra e tipo do curto.  Grafico_corrente.

Grafico_Corrente.m.m e MontaMatrizes_ZBarra.m. FIGURA 6. 6.60 Primeiramente é necessário ter instalado no computador o software MatLab. 5 – Tecle “Enter”.4 RESULTADOS PARA SISTEMAS DE 3 BARRAS Será apresentado a seguir o cálculo de curto-circuito utilizando como exemplo o sistema elétrico da Figura 6.m.1). .1). 3 – Abra a pasta no MatLab (indicado na Figura 5.m e Dados_adicionais (caso queira o gráfico do decaimento exponencial da corrente de curto-circuito). 4 – Digite “CurtoCircuito” após “>>” no MatLab (indicado na Figura 5. Dados. 6 – Digite “Grafico_corrente” após “>>” no MatLab.m.out). Então siga os passos seguintes: 1 – Salve uma pasta no seu computador com os seguintes arquivos: CurtoCircuito. Dados_adicionais. Plotar_Grafico. 2 – Insira os dados do sistema a ser calculado o curto nos arquivos Dados. 7 Tecle “Enter”.2.25: TELA MATLAB O resultado aparecerá na tela do MatLab e um arquivo com os resultados será criado (saida.m.

1.1 Cálculo de Curto-Circuito Trifásico .21j Síncrona (permanente) = 1.15j Transitória = 0.26: Diagrama Unifilar utilizado como exemplo Considera-se: Período transitório = 1.15 segundos Reatâncias: Subtransitória = 0.2j 1.27: Curto-circuito trifásico na barra 1 Cálculo da corrente de curto-circuito: Nas linhas 1 (linha de transmissão) e 2 (transformador) a corrente será nula pois o curto-circuito ocorrido na barra 1 impede que corrente flua neste sentido.61 Figura 6. .Cálculo para curto na barra 1: Figura 6.3 segundos Período contínuo = 0.

corrente que passa por ele e tensão do gerador.Cálculo para curto na barra 2: Figura 6. b e c em curtos trifásicos possuem mesmo módulo e defasamento de 120 graus. . A corrente na linha 1 é nula pois um curto na barra 2 faz com que não flua corrente nesse sentido. . A tensão na barra 1 é calculada através da reatância do gerador.29: Curto-circuito trifásico na barra 3 . A tensão nas barras 2 e 3 é nula.Cálculo da corrente para curto na barra 3: Figura 6.62 Não há necessidade de calcularmos a tensão nas barras pois a falta na barra 1 ocasionará uma tensão nula neste ponto e nos próximos porque não serão supridos pelo gerador. Lembrando que as fases a.28: Curto-circuito trifásico na barra 2 A corrente na linha 2 nada mais é que a corrente de curto somada de 30 graus.

2 Cálculo de Curto-Circuito Fase-Terra . A tensão na barra 1 é a tensão do gerador subtraída de sua queda de tensão. FIGURA 6.3: CORRENTE PARA CURTO TRIFÁSICO NO GERADOR 1. A tensão na barra 2 é a corrente na linha 1 multiplicada pela impedância da linha.63 Corrente na linha 1 é a corrente de curto-circuito.3 apresenta a evolução da envoltória da corrente de curto-circuito trifásica simétrica e assimétrica quando o curto ocorre na barra 1. A corrente na linha 2 é a corrente da linha 1 subtraída em 30 graus por causa do transformador. A Figura 6.1.Cálculo para curto na barra 1: .

9: Calculo das tensões na barra de curto (2): .64 Figura 6.Cálculo para curto na barra 2: Figura 6.30: Curto-circuito fase-terra na barra 1 Cálculo da corrente de curto-circuito: Utilizando a equação 4.7: Curto-circuito fase-terra na barra 2 Cálculo da corrente de curto-circuito: Utilizando a equação 4.9: Calculo das tensões na barra de curto (1): .

11 aplicada à corrente obtém-se: .Cálculo para curto na barra 1: Figura 6.1.65 Aplicando teorema de fortescue: Calculo das tensões na barra 1: Aplicando teorema de fortescue: 1.3 Cálculo de Curto-Circuito Fase-Fase .31: Curto-circuito Bifásico na barra 1 Cálculo da corrente de curto-circuito: Aplicando a equação 3.

66 A tensão na barra de curto-circuito (barra 1): Aplicando a equação 3.11 obtém-se: Nas linhas 1 (linha de transmissão) e 2 (transformador) a corrente será nula pois o curto-circuito ocorrido na barra 1 impede que corrente flua neste sentido. Portanto a tensão nas outras barras é a mesma que a da barra 1 de curto circuito. são apenas aplicadas ao lado estrela aterrado do transformador.Cálculo para curto na barra 2: Figura 6.11 aplicada à corrente obtém-se: A tensão na barra de curto-circuito (barra 2): .32: Curto-circuito Bifásico na barra 2 Cálculo da corrente de curto-circuito: Aplicando a equação 3. .

Aplicando a equação 3.33: Curto-circuito Bifásico na barra 3 Cálculo da corrente de curto-circuito: . A tensão e corrente na barra 1 – lado estrela aterrado do transformador: Devido ao transformador estrela aterrado delta entre as barras 1 e 2 a corrente de seqüência positiva no lado estrela aterrado será -30° defasada e a corrente de seqüência negativa será 30°defasada.Cálculo para curto na barra 3: Figura 6.11 obtém-se: .11 para as correntes obtém-se: Aplicando novamente a equação 3.67 Aplicando a equação 3.11 obtém-se: Como a corrente na linha 1 (da barra 2 a 3) é nula a tensão na barra 3 será a mesma da calculada para barra 2.

Aplicando a equação 3.11 obtém-se: A tensão e corrente na barra 1 – lado estrela aterrado do transformador: Devido ao transformador estrela aterrado delta entre as barras 1 e 2 a corrente de seqüência positiva no lado estrela aterrado será -30° defasada e a corrente de seqüência negativa será 30°defasada.11 obtém-se: Tensão na barra 2: Aplicando novamente a equação 3.68 Aplicando a equação 3.11 para as correntes obtém-se: .11 aplicada à corrente obtém-se: A tensão na barra de curto-circuito (barra 3): Aplicando a equação 3.

5 C 30 0 0 36 Tensão (pu) na Barra 103 A B c 0 0 1 0.3 21. a Tabela 6. um curto-circuito na barra do gerador 103.5 -150 0 180 144 20 0 17.4 apresenta a evolução da envoltória da corrente de curto-circuito trifásica simétrica e assimétrica quando o curto ocorre na barra 103. encontram-se no Anexo A. Considerando.3 0 0 -90 -90 0 0 Corrente (pu) B 20 0 17. bem como as tensões na barra em curto.13 apresenta os valores de correntes para os 4 tipos de curto-circuito. que é o equivalente do estado do Paraná.3 21. por exemplo.11 obtém-se: 6.5 0 0 114 180 0 terra A Figura 6.95 0. .13: CORRENTES E TENSÕES PARA CURTOS NA BARRA 103 A 3Φ Φ-terra ΦΦ ΦΦ20 22.95 0.69 Aplicando novamente a equação 3. TABELA 6.5 EXEMPLO 291 BARRAS Os dados do sistema de 291 barras.5 0 0 -114 180 0 0 0.87 0 0 0 0 0 0.

4: CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO NO GERADOR DA BARRA 103 .70 FIGURA 6.

Além da ajuda ao usuário. desta maneira. etc. A matéria “Projeto de Graduação” uniu todos os conhecimentos anteriormente adquiridos e gerou a certeza do aprendizado fornecendo também a capacidade de criação e gerenciamento de um projeto. 7. capaz de aplicar na prática a teoria vista em sala de aula.71 7 CONCLUSÕES 7. Circuitos. também ajudou as alunas a revisar o conteúdo e assim gerar corretamente o programa. Transformadores.3 TAREFAS REALIZADAS E OBJETIVOS ALCANÇADOS Seguindo o cronograma inicialmente criado. O projeto escrito foi gerado para dar ao usuário do programa todo o conhecimento necessário para o seu entendimento. Os benefícios trazidos por esse projeto garantem que o engenheiro saia da universidade pronto para o mercado.2 APRENDIZADOS Pôde-se ter a real conscientização da importância de todas as matérias cursadas. dentre elas pode-se citar: Cálculo. Cálculo de Curto-Circuito. Os aprendizados foram inúmeros e a realização deste projeto gratificante. A base de cálculo de curtocircuito é abordada completa e claramente. 7. o projeto passou pelas etapas necessárias para a elaboração de um programa de cálculo de curto-circuito confiável. ao mercado interessado (estudantes. 7.4 FUTUROS PROJETOS . professores e profissionais da área de curto-circuito) um programa de cálculo de curto-circuito gratuito e fácil de ser utilizado.1 INTRODUÇÃO Os objetivos foram alcançados fornecendo. A construção do aprendizado durante os 5 anos de curso fez com que ao final pudesse ser realizado esse trabalho.

outra é tornar o sistema mais robusto. Espera-se que haja continuidade ao estudo. Uma idéia é aprofundar na área de Sistemas Industriais. As autoras estão a disposição para possíveis dúvidas e ajudas na produção de um projeto no tema abordado. . pois essa a área de curto-circuito é importantíssimo para qualquer sistema elétrico.72 Futuros projetos podem ser criados a partir deste.

fr/?aModele=afficheN&cpsidt=5032778/ . 2007..Acessado em 14/09/2009 [3] http://cat. [9] SIEMENS. G. A.br/ppee/files/2008/12/211035. . “A Comparison of North American (ANSI) and European (IEC) Fault Calculations Guidelines”. “Comparison of ANSI and IEC 909 Short-Circuit Current Calculation Procedures”. [8] RODOLAKIS.pdf [7] KNIGHT.Acessado em 03/08/2009 [2] http://www.inist. [6] Modelagem de Transformadores Trifásicos de Distribuição para Estudos de Fluxo de Potência – Disponível em http://www.htm/ .73 REFERÊNCIAS [1] http://www.: “Curto-Circuito” – 4ª Edição. UFSC EEL LabPlan..de/laku_pt.br/ . G. [5] Caderno e material da disciplina Cálculo de Curto-Circuito com professora Thelma Fernandes – 2008.Acessado em 14/09/2009 [4] KINDERMANN.ufjf. “Correntes de curto-circuito em redes trifásicas”.netdraw. H.anafas. e SIELING.cepel. Florianópolis.

11175 0.0408 0.02258 0.0001 0.03187 0.0182 0.1742 0.0164 0.0102 0.06526 0 0 0 0.0549 0.0725 0.07237 0.1091 0.04285 Tipo Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Transformador Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Transformador Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha .0182 0.3015 0 0.19687 0.0084 0.0126 0.9: DADOS DE LINHAS E TRANSFORMADORES De 126 7 6 14 15 77 8 7 11 9 9 12 14 87 12 37 37 26 26 30 30 108 108 68 68 28 29 27 29 30 30 31 29 26 29 33 34 118 271 38 27 118 42 27 42 39 39 43 124 36 Para 1 2 3 4 5 6 7 10 10 11 12 13 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 28 29 32 32 33 33 34 35 35 35 35 36 36 39 40 42 43 44 44 45 46 46 47 48 X 0.00586 0.74 ANEXO A Dados do Sistema de 291 barras TABELA A.02128 0.1078 0.00783 0.0113 0.0073 0.0248 0.0534 0.01135 0 0 0 0 0.0638 0.0067 0.0262 0.0454 0.04146 0.0316 0.1258 0.014 0.2343 0.0212 0.2162 0.02163 0.0807 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.13268 0.1807 0.06823 0.0001 0.042 0.1651 Bshunt 0.06009 0 1.0039 0.0807 0.06823 0.0338 0.1675 0.0674 0.02432 0.0647 0.0756 0.24698 0.0327 0.01797 0.14211 0.0161 0.03624 0.02825 0.0072 0.0238 0.0236 0 0.0001 0.0361 0.011 0.1936 0.0336 0.0484 0.11475 0.1175 0.022 0 0 0.0382 0.

036 0.0141 0.05383 0.2261 0.0595 0.1876 0.0664 0.1586 0.0335 0 0 0.03754 0.0637 0.1782 0.0753 0.03727 0.1373 0.02029 0.193 0.02099 0.095 0.0177 0.0001 0.0815 0.03133 0.01232 0.0964 0.11058 0.0237 0.22765 0.0778 0.1648 0.0659 0.2172 0.08344 0.0472 0.02915 0.02401 0 0.1352 0.1135 0.03739 0.03727 0.0607 0.02822 0 0.1369 0.0671 0.0809 0.0313 0.1293 0.1848 0.03589 0.0588 0.0447 0.06215 0.0664 0.1181 0.0484 0.2261 0.1199 0.04732 0.03713 0.01505 0.1214 0.1531 0.03254 0 0.1382 0.0979 0 0.1029 0.1414 0.04325 0 0.1226 0.146 0.01297 0.00926 0.1359 0.02834 0 Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador .03103 0.04476 0.03518 0.04089 0 0.1919 0.0235 0.1905 0.0636 0.02742 0 0.0193 0.0299 0.1114 0.0911 0.05413 0.05083 0.194 0.0636 0.06215 0.00435 0.75 36 45 38 48 52 53 55 58 55 109 59 53 54 56 51 59 132 57 64 53 60 57 60 61 56 62 121 74 72 75 71 73 80 71 77 72 73 60 51 73 74 75 87 86 80 89 88 88 90 15 40 42 89 92 91 93 97 41 94 92 100 49 49 50 50 53 54 57 59 60 60 61 62 62 62 63 63 64 65 65 66 66 67 67 69 70 70 72 77 78 78 81 81 81 82 82 83 83 84 85 85 85 85 86 88 89 90 91 93 94 95 95 95 95 96 98 98 98 99 99 101 101 0.1373 0.0651 0.1418 0.2019 0.033 0.0568 0.0509 0.1521 0.0278 0 0.3867 0.01726 0 0.1424 0.2148 0.2053 0.1255 0.1113 0.14643 0.

0215 0.364 1.16845 1.27375 0.03236 Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Transformador Linha .0822 0.0255 0.08077 0.00124 0.0016 0 0.85746 1.13568 0.0769 0.01603 0.12617 0.00697 0.03725 0.12652 0.0777 0.00033 0.03904 0 0.0699 0.01136 0.00485 0 0 0 0 0 0 0.01123 0.0044 0.00844 0 3.04708 0.2458 2.7806 0.0269 0.0061 0.03361 0.0368 0.01394 0.01272 0.15204 0.04545 0.3697 0.4221 0.1381 0.0001 0.0001 0.27123 0.2675 0 0.0127 0.0073 0.03391 0.44274 0.01163 0.0404 0.4758 0 0.01207 0.00543 0.1666 0.01171 0.19343 0.13486 0.0089 0.0076 0.02048 0.19327 2.11229 0.00654 0.09776 0.76 98 101 102 102 98 101 27 117 123 232 107 52 81 132 132 132 132 134 134 37 68 118 47 122 47 89 117 117 119 124 34 35 58 117 124 126 129 89 97 130 9 100 11 80 121 52 109 118 121 132 68 108 126 229 64 132 125 59 156 163 31 103 103 103 104 105 105 106 106 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 117 117 118 119 120 121 122 123 123 123 124 124 125 126 127 128 128 129 129 129 130 130 131 131 131 132 132 132 132 133 134 134 134 135 136 136 137 138 139 141 142 0.02922 0.07732 0.02503 0.0001 0.0001 0.30603 0 0.15738 0.01146 0.1272 0.01632 0.5017 3.0168 0.0001 0.0001 0.604 0.0267 0.02012 0.47874 0.19006 0.0194 0.9589 0 0.0436 0.4577 0.00033 0 2.06782 0.17777 0.1056 0.435 0.15885 0.7028 0 0.0113 0.06809 0.01095 0 0 0.0227 0.80493 0 0.0127 0.0182 0.21706 3.07836 0.

00596 0.0142 0.00078 0.3564 0.1421 0.0277 0.0013 0.00066 0 0 0.00444 0.0569 0.008 0.0404 0.0292 0.119 0.02859 0.059 0.01969 0.00095 0.00232 0.1111 0.0116 0.0837 0.0551 0.065 0.0389 0.1343 0.03497 0.1884 0.00103 0.0535 0.0033 0.0274 0.03567 0.026 0.2872 0.1803 0.107 0.1785 0.0551 0.00094 0 0.0794 0.1911 0.00143 0.0667 0.0245 0.00062 0.00236 0 0.00134 0.00071 0.0719 0.0641 0.00155 0.013 0.00112 0.0017 0.00142 0.1886 0.0284 0.00378 0.00151 Linha Linha Transformador Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha .00699 0.1565 0.00066 0 0.0019 0.00069 0.00089 0.1076 0.00016 0.00248 0.0877 0.00081 0.00134 0.1292 0.0056 0.2203 0.0188 0.0626 0.0302 0.0303 0.0036 0.1497 0.00854 0.04074 0.0205 0.5494 0.0317 0.104 0.1228 0.00096 0.0698 0.0363 0.1113 0.00213 0.77 35 140 142 27 29 147 148 149 152 28 147 151 151 30 273 156 148 163 32 148 152 169 162 161 32 145 146 155 170 167 168 172 148 153 145 152 174 144 152 158 147 149 161 163 34 145 33 150 154 169 176 182 186 188 34 144 160 176 190 144 147 142 143 143 148 152 152 153 154 155 157 157 157 159 162 162 163 164 165 166 167 170 171 172 174 175 175 175 175 175 177 178 178 179 179 180 181 182 183 184 184 185 185 185 185 187 188 189 189 189 189 189 189 189 189 190 190 190 190 191 192 192 0.0191 0.4242 0.00101 0 0.0497 0.00086 0.0699 0.0821 0.014 0.00546 0.00204 0.0099 0.0399 0.03729 0.00066 0.00046 0.00085 0.0077 0 0 0 0.0564 0.00039 0.0649 0.

0007 0.2023 0.33406 0.1038 0.0982 0.3593 0.848 0.1119 0.00072 0.0423 0.0639 0.0492 0.00085 0.0936 0.0494 0 0.78 145 35 151 160 190 173 189 193 146 154 186 162 168 157 191 150 190 145 158 172 43 38 147 152 40 206 47 208 210 214 212 208 216 43 204 208 65 205 222 223 66 84 66 69 36 133 226 225 53 66 52 125 144 194 51 53 244 85 72 233 78 193 194 194 194 194 195 195 195 196 196 197 198 198 199 199 200 200 201 201 202 203 205 207 207 208 208 209 211 215 215 216 217 217 219 219 220 221 222 224 224 225 226 227 227 228 229 229 230 231 231 232 232 235 235 236 236 237 238 240 241 242 0.00099 0.0416 0.00067 0.00019 0.02558 0.00083 0 0.0213 0.0175 0.028 0.0128 0 0.0047 0.00055 0.01139 0 0.0513 0.0331 0.5032 0.06188 0.00872 0 0.36 0.0175 0.3597 0.00741 0.0083 0.01581 0.1127 0.7224 0.3576 0.029 0.04015 0 0.0531 0.0541 0.1163 0.00939 0.83917 0.1836 0.00064 0 0.0639 0.0059 0.0119 0.1111 0.00029 0 0.0763 0.00426 0 0 0.00069 0.3274 0.2473 0.0325 0.454 0.00088 0.059 0.2318 0.141 0.0167 0.00101 0 0.00053 0.00318 0.0083 0.0008 0.0389 0.03039 0 Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Transformador Linha Transformador .0387 0.00346 0.0004 0.1557 0.0354 0.02431 0.00079 0.0028 0.00076 0.002 0.9467 0.00194 0.0271 0.132 0.02933 0.0597 0.1822 0.00385 0.00013 0.0104 0.00073 0.7695 0.001 0.031 0.01395 0.0109 0.00437 0.00154 0.00117 0.00185 0.0461 0.00009 0.00234 0.0186 0.1145 0.

5408 0.0145 0.0186 0.00467 0.0845 0.00081 0.0564 0.376 0.01822 0 0.3993 0.0001 0.0454 0.5392 0.02288 0.00054 0.6056 0.9798 0.02018 0.0051 0.0672 0.381 0.4276 0.00102 0.2526 0.00345 0.4127 0.0643 0.0834 0.00712 0.00692 0.7024 0.034 0.00585 0.0937 0.0591 0.005 0.3782 0.0309 0.03821 0 0.3912 0.3892 0.074 0.015 0.0179 0.0046 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.4083 0.0086 0.4021 0.0089 0.9802 0.1618 0.004 0.0024 0.1367 0.0747 0.0878 0.00915 0 Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha .0082 0.0317 0.79 230 76 81 234 239 240 242 76 79 249 90 233 243 95 213 214 269 101 86 79 90 101 104 76 81 56 255 29 31 208 44 260 260 42 263 263 47 47 142 95 269 118 271 30 273 65 275 275 28 44 279 279 42 282 282 203 218 223 226 228 27 242 243 243 244 244 244 244 245 245 246 247 248 248 249 249 249 249 250 251 252 252 253 253 254 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 285 286 286 286 287 0.0764 0.0855 0.00032 0.9936 0.0214 0.02055 0 0.8296 0.0588 0.3962 0.0283 0.0818 0.1645 0.0206 0.0391 0.6573 0.3834 0.00755 0.00542 0.01139 0.00862 0.0272 0.1599 0.9903 0.0132 0.02021 0 0.4261 0.9782 0.0763 0.00566 0.

2627 1.2627 1.21045 0.315675 0.2627 1.21045 0.2627 0.5762 7.315675 1.2627 7.89405 1.315675 1.0932 0.12400 0.186 0.89405 0.315675 0.5762 1.2627 1.21045 0.000705 0.10: REATÂNCIA DOS GERADORES Barra 2 3 4 5 16 20 22 24 39 41 49 60 103 111 113 115 139 141 171 217 221 223 224 228 230 233 234 237 246 259 261 282 X''d 0.3705 0.2627 7.0001 0.26270 0.5762 1.744 1.26270 0.315675 0.9998 1.03187 0.482 0.83330 0.315675 0.315675 0.21045 0.4326 7.00229 0 0.51506 0.20240 1.5762 1.05780 0.2627 1.0867 0.5762 1.26270 0.1261 0.3036 2.3426 1.74995 0.10305 0.25251 0.21045 0.21045 0.26270 0.315675 0.315675 1.262718 7.21045 1.9876 1.21045 X'd 0.00282 1.03003 0 0.05710 0.0255 Linha Linha Linha Linha Linha Linha A seguir os dados dos geradores do circuito de 291 barras: TABELA A.3468 1.24700 0.315675 0.06870 0.0084 0.31568 1.26270 1.07210 1.2627 7.08565 0.315675 0.4122 0.21045 1.2627 1.0161 0.18220 0.21045 1.89405 0.16460 0.26270 0.89405 0.0171 0.2733 0.378765 0.2627 .80 289 29 287 72 90 103 288 289 289 290 291 291 0.89405 0.0001 0.21045 0.10815 1.2469 0.21045 0.315675 0.2144 10.21045 0.89405 0.21045 1.00047 0.2627 1.5762 0.315675 Xd 0.2627 1.

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