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RITO SUMÁRIO e RITO ORDINÁRIO

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RITO SUMÁRIO e RITO ORDINÁRIO

A prestação jurisdicional é feita por meio do processo, o qual se estrutura em ritos. Acontece que o processo, de acordo com a matéria envolvida, pode ser dividido em : cível, trabalhista e penal. No caso do processo trabalhista existem os seguintes ritos : ordinário, sumaríssimo e sumário (lei 5574/80). No processo civil existem os ritos sumário e ordinário (isto no processo de conhecimento) Não sei em qual destes ramos você está se referindo. Por esta razão vou fazer uma explanação muito sintética dos ritos, tanto no âmbito do processo civil como trabalhista. 1) processo trabalho: a) rito sumário : também chamado de alçada. Parte da doutrina entende que deixou de existir com o advento do rito sumaríssimo. Ele é regulado pela lei 5584/70 abrangendo as causas de pequeno valor que não excedam a dois salários mínimos. Tem como caraterística principal : as sentenças não permitem recursos, salvo se houve violação a constituição federal, portanto, fica limitado as questões constitucionais. O número de testemunhas por parte é de três. b) rito sumaríssimo : é previsto no art. 852-A e seguintes da CLT, versa normalmente sobre matérias não complexas, eis que para se enquadrar neste rito é necessário valor da não excede a 40 vezes o valor do salário mínimo. Tem como características básicas : os pedidos devem ser apresentados de forma líquida; os incidentes processuais devem ser necessariamente resolvidos em audiência; o número de testemunhas por parte é duas; o recurso de revista admite somente matéria constitucional (ofensa direta a constituição federal) ou violação a súmula; a sentença dispensa o relatório; penalidade com arquivamento de pedidos ilíquidos e impossibilidade de citação por edital. c) rito ordinário : processos que não se enquadram no rito sumaríssimo ou sumário. Tem como característica : o número de testemunhas é três por parte (salvo o inquérito para apuração de falta grave que 6 seis testemunhas); pedidos podem ser ilíquidos; na sentença há exigência de relatório; recurso de revistas admite divergência jurisprudencial. Atinge normalmente as causas mais complexas ou contra os entes públicos. 2) Processo civil a) rito sumário : regido pelo art. 275 do CPC atinge as causas que não excederem a 60 vezes o valor do salário mínimo, ou independente do valor que verse sobre : parceria, arrendamento, danos causados em acidente de veículo,... Tem como característica : o autor apresenta na petição inicial o rol de testemunhas; audiência de conciliação a ser realizada no prazo de trinta dias; na audiência o réu deve apresentar sua defesa, no caso de não ocorrer a conciliação, sob pena de revelia; não admite ação declaratória incidental e intervenção de terceiros (salvo intervenção fundada em contrato de seguro); b) rito ordinário : regido pelo art. 282 e seguintes, atinge na fase de conhecimento as causas não incluídas no rito sumário. Tem como característica : admissão de intervenção de terceiros e ação declaratória incidental; resposta apresentada por escrito, mediante protocolo; prazo para réplica; rol de testemunhas apresentado no prazo de dez dias antes da audiência,... Enfim existem inúmeros pontos que podem ser abordado na diferenciação, mas procurei fazer uma síntese.

por outro lado. não dispor sobre os requisitos da petição inicial constantes do art. ao autor não poderá ser negada a oportunidade de nela formular seus quesitos e indicar assistente técnico[3]. ainda. 275. daí. do Código de Processo Civil. Com efeito. apresenta forma mais simplificada e concentrada que o procedimento ordinário. do Código de Processo Civil. ocorrerá para o autor a preclusão consumativa.Procedimento Sumário Escrito por Suelene Cock Corrêa Carraro O procedimento sumário. podendo desde logo indicar assistente técnico. excetua as causas relativas ao estado e à capacidade das pessoas. não podendo mais fazê-lo em fase posterior. o texto legal disciplina que na petição inicial do procedimento sumário deverá o autor apresentar o rol de testemunhas e. ainda. Nesse caso. isto é. bem como aquelas para as quais a lei prevê procedimento especial. Se não formular os quesitos de perícia. é tratado pelo Código de Processo Civil no procedimento comum. Já o parágrafo único. deferida ao Ministério Público. indeferindo-a. 276. Citação e audiência de conciliação O juiz. . formular quesitos. tendo sido a perícia requerida pelo réu ou determinada de ofício pelo juiz. 295. Isto não significa. O art. Entretanto. como já visto. se o quiser assistente técnico (art. lhe ordena. As hipóteses contempladas pelo dispositivo são de duas ordens. ou. 276. Do mesmo modo que deve vir acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da demanda (art. são eles também exigidos no procedimento sumário[1]. ficando vedada a produção de tal prova. assim como o ordinário. ou. tomar as providências que o artigo 284. enumera as causas em que o procedimento deverá ser observado. naquele rito para o qual não se exige forma especial. que se o autor pretende a prova testemunhal. nas hipóteses do art. que eventual perícia não venha a se realizar e. desde logo petição inicial. já na petição inicial. No inciso I. O mesmo se dá com a prova pericial. o autor deverá formular quesitos. Note-se. mandando que se a emende ou complete. deverá examinar a petição inicial e. É que o dispositivo contempla apenas o diferencial a ser observado no procedimento sumário. sob pena de preclusão. CPC). estará aberta a oportunidade para o autor formular seus quesitos. É que. eventualmente. indicando. do referido artigo encontra-se disposição pertinente ao cabimento do procedimento em razão do valor da causa. tampouco indicar o assistente técnico. sob pena de ver preclusa a oportunidade de fazê-lo. Petição inicial A despeito do art. ainda que o réu venha a consentir[2]. requerendo perícia. logo na petição inicial. No inciso II do dispositivo encontram-se enumeradas as causas para as quais o procedimento é destinado e em que se tomou em conta a natureza da matéria. deverá indicar. verificar se a petição preenche os requisitos necessários ou se apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento. CPC. 283). as testemunhas que deverão ser ouvidas em juízo. isto é. nada dizendo sobre as exigências respeitantes ao que devam ser comum a ambos os procedimentos. 282. primeiramente. do mesmo artigo. sendo este o caso. que não pode exceder a vinte vezes o salário mínimo vigente no Brasil.

304[4]. proferindo desde logo sentença[8]. ou em exceção. 269) e 330. Desde que esse mesmo pedido possa ser exercitado em ação autônoma. Mas. do CPC. sob pena de revelia. na contestação. § 5°. a ser realizada no prazo máximo de trinta dias contados da data da sua designação. embora na contestação. de uma sentença contra o autor. que deverá possuir poderes para transigir (art. mas poderão fazer-se representar por preposto. 278. Do mesmo modo procederá. Se resultar em sucesso a conciliação. De modo que. os prazos serão contados em dobro (art. com advertência de que. e conseqüente descabimento do procedimento sumário. figura ele como autor desta demanda. determinando que o réu seja citado com antecedência mínima de dez dias para comparecer à audiência. esta será reduzida a termo e homologada por sentença (art. formulará seus quesitos desde logo. CPC. CPC). onde alegará toda a matéria de defesa. Isto é. § 2°). Trata-se aqui.Deferida a petição inicial. antes de tentar a conciliação. 277. 277. exceto se das provas dos autos resultarem o contrário (art. § 2°. abrir ao demandado a oportunidade de resposta[7]. 300 a 303. nos termos do art. expondo as matérias de fato e de direito com que impugna o pedido do autor. apresentar sua resposta escrita ou oral. devendo-se. Sendo acolhida a impugnação ao valor da causa ou questão que leve ao descabimento da via procedimental. o réu será citado. A reconvenção. II. nessa ocasião. 278. em face das matérias elencadas no art. pois. serão reputados como verdadeiros os fatos alegados na inicial. formulado pedido contraposto ao do autor pelo réu. não comparecendo à audiência. a audiência prosseguirá. devendo o juiz verificar se é caso de extinção do processo ou de julgamento antecipado da lide. CPC). A doutrina fala aqui de ação dúplice. convertendo o rito sumário em ordinário. descabendo daí a reconvenção no sentido amplo por falta de interesse processual[5]. CPC). o juiz designará a audiência de conciliação. o juiz designará audiência de instrução e julgamento (art. ficando-lhe ainda facultado indicar assistente técnico (art. CPC). caput. nos termos dos arts. Se for oferecida exceção e esta não for rejeitada de plano. desde que fundado nos mesmo fatos descritos na petição inicial. o juiz decidirá de plano a impugnação do valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda. de julgamento conforme o estado do processo. 329 (que remete aos arts. Na hipótese de insucesso. o processo será suspenso até seu julgamento. requerendo perícia. Audiência de instrução e julgamento . § 1°. não cabe no procedimento sumário. § 3°. e havendo necessidade de prova oral ou pericial. se houver necessidade de produção de prova pericial de maior complexidade (art. 277. o pedido contraposto não deixa de ter natureza reconvencional. Isto porque ao réu é facultado formular pedido contraposto. A resposta do réu pode consistir em contestação. 267. Não será a denominação que vai desnaturar o pedido autônomo do réu. CPC). As partes deverão comparecer pessoalmente à audiência. 277. CPC). Na audiência o juiz tentará a conciliação das partes. acompanhada de documentos e rol de testemunhas e. Ainda nessa audiência. o juiz determinará a conversão do rito sumário para o rito ordinário (art. 275. devendo o réu. § 4. 277. CPC). então. ter-se-á aí reconvenção independente da nomenclatura que lhe se queira dar[6]. 277. Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nos arts. Tratando-se o réu da Fazenda pública. todavia. Nesse despacho o juiz ordenará também o comparecimento do autor.

o juiz só designará a audiência após a entrega do laudo do perito. III. se deferido o pedido. os depoimentos serão reduzidos a termo. prorrogáveis a critério do juiz por mais dez. evidentemente de prazo impróprio. sucessivamente. Encerrados a instrução e os debates orais. do citado dispositivo. ficando a depender da pauta do juízo[9]. atendo-se ao contido no artigo 452. II. o juiz designará prazo para sua entrega. devendo ser transcrita se assim o determinar o juiz. para cada um (art. os depoimentos das partes. a inquirição das testemunhas arroladas pelas partes. pelo prazo de vinte minutos. exceto se houver necessidade de produção de prova pericial. Tendo em vista a preservação da celeridade processual e concentração dos atos. 454. do Código de Processo Civil. CPC). A audiência de instrução e julgamento rege-se pelo disciplinamento previsto nos arts. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de dez dias (art. contra as decisões sobre matéria probatória ou proferidas em audiência. somente caberá recurso na forma de agravo retido. abrindo a palavra ao advogado do autor e ao do réu. 444 e seguintes do Código de Processo Civil. mormente quando a causa apresente questões complexas. CPC)[10]. CPC: o perito e os assistentes responderão aos quesitos. I. 281. A ordem dos atos a ser obedecida na audiência é a mesma que para o procedimento ordinário. CPC). 280. O juiz não está impedido de tentar a conciliação. o juiz abrira oportunidade para os debates orais. proferindo depois sentença. 279 e parágrafo único. CPC).. bem como ao Ministério Público.A audiência de instrução e julgamento será designada em data próxima. Nada impede. que terá quinze dias para apresentá-lo (art. Findo a instrução. sem que tenha sido aberta a oportunidade para apresentação de memoriais. que não deve exceder os trinta dias. excetuando apenas a assistência e o recurso de terceiro prejudicado. o artigo 280. . Havendo determinação de perícia. do Código de Processo Civil proíbe a ação declaratória e a intervenção de terceiros. 448. conforme o disposto no artigo 280. A documentação da audiência pode dar-se mediante taquigrafia. constando dele apenas o essencial (art. caso em que. Se isto não for possível. CPC). portanto. a teor do § 3°. o que deixa sem conseqüências seu descumprimento. a que o procedimento sumário se destina. Pelos mesmos motivos. estenotipia ou outro meio hábil de documentação. contados da data em que toma ciência de sua nomeação. iniciando-se pelo depoimento do autor seguido do depoimento do réu. Trata-se aí. mesmo depois que iniciada a audiência de instrução e julgamento (art. formulados nos conformes do art. 435. que as partes requeiram a apresentação de memoriais.

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