P. 1
Artigo Sobre Qualidade de Vida No Trabalho 4

Artigo Sobre Qualidade de Vida No Trabalho 4

|Views: 23|Likes:
Publicado portorresgalins

More info:

Published by: torresgalins on Apr 04, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as TXT, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/15/2013

pdf

text

original

31 de Julho a 02 de Agosto de 2008

UM MODELO PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS

André Luís Policani Freitas (UENF) policani@uenf.br Rennata Guarino Bastos de Souza (UENF) reguarino@yahoo.com.br

Resumo Ao longo dos anos, vários pesquisadores têm se dedicado à elaboração de modelos que buscam avaliar a Qualidade de Vida no Trabalho sob diversos aspectos. Com o intuito de contribuir para o tratamento desta questão, este artigo apresenta um modelo inédito para avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, segundo a percepção dos funcionários técnicoadministrativos. Em especial, este modelo deve ser capaz de incorporar as principais Dimensõesnull e Indicadoresnull da Qualidade de Vida no Trabalho nestas organizações, com o objetivo de determinar: (i) a Qualidade de Vida no Trabalho em uma IES segundo os funcionários dos vários níveis (do nível elementar ao nível superior), atuantes nas diversas Unidades Administrativas; (ii) quais são as fraquezas/potencialidades em termos de QVT; e, (iii) quais são os pontos críticos e que devem ser priorizados em prol da melhoria da Qualidade de Vida no Trabalho em IES públicas.

Abstract During the years, several researchers have been making efforts to elaborate models which intend to evaluate the Quality of Working Life on multiple aspects. In order to contribute to the development of that question, this article presents aan original model for evaluation of the Quality of Working Life at public Universities, according to the perception of the technical administrative employees. As a special point, this model should be able to incorporate the main Dimensions and Indicators for the Quality of Working Life at those organizations, which aims to define: (i) the Quality of Working Life at a public University, according to the employees of various levels (from elemental level to superior level), working at different administrative units; (ii) which are the weaknesses/potentialities on Quality of Working Life; and, (iii) the critical points which must be priority in order to improve the Quality of Working Life at public Universities.

Palavras-chaves: Qualidade de Vida no Trabalho. Instituições de Ensino Superior. Quality of Working Life. Universities.

1. INTRODUÇÃO Em busca da competitividade e a participação no mercado globalizado, as empresas estão investindo e implantando tecnologias direcionadas para a Qualidade Total. Pa ra serem eficazes, dependem da participação e comprometimento de todos os indivíduos envolvidos com a organização de forma a alcançar suas metas. A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) relaciona-se com a mobilização, o comprometimento pessoal, a participação com o bem-estar do funcionário na execução da tarefa na empresa, visando a consecução das metas da Qualidade Total. Um ambiente organizacional onde há uma gestão dinâmica e contingencial de fatores físicos, sociológico s, psicológicos e tecnológicos da organização do próprio trabalho torna-se saudável e mais propício ao aumento de produtividade. Este ambiente reflete no comportamento do funcionário no atendimento aos clientes e no contato com fornecedores. Ao longo dos anos, vários pesquisadores têm se dedicado à elaboração de modelos que buscam avaliar a Qualidade de Vida no Trabalho sob diversos aspectos, dentre ess es citam-se: Hackman & Oldham (1975); Walton (1973); Westley (1979); e Davis & Werther (1983) . Entretanto, ao investigar a formulação dos modelos supracitados, observou-se que nenhum deles incorporou todas as Dimensões. ou Indicadores. da Qualidade de Vida no Trabalho cientificamente reconhecidas. Adicionalmente, observou-se que, de acord o com a natureza da organização investigada e das atividades nela realizadas, o modelo de av aliação deve ser adaptado para captar mais precisamente a Qualidade de Vida no Trabalho. Com o intuito de contribuir para o tratamento desta questão, este artigo apresenta um modelo inédito para avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, segundo a percepção dos funcionários técnico-administrativos. Em especial, este modelo deve ser capaz de incorporar as principais Dimensões. e Indica dores. da Qualidade de Vida no Trabalho nestas organizações, com o objetivo de determinar: (i) a Qualidade de Vida no Trabalho de uma IES segundo os funcionários dos vários níveis (do nível elementar ao nível superior), atuantes nas diversas Unidades Administrativas; (ii) quais são as fraquezas/potencialidades em termos de QVT; e, (iii) quais são os pontos crític os e que devem ser priorizados em prol da melhoria da Qualidade de Vida no Trabalho da IE S.

caminhos que levam a discussão das condições de vida e bem-estar de pessoas. sociológicos. afirma que as definições de QVT. a QVT pode ser considerada como uma gestão dinâmica e contingencia l de fatores físicos. Limongi-França (2004). Por outro lado. Segundo Fernandes (1996). A base da discussão sobre o conceito de QVT. Div ersos modelos têm sido desenvolvidos com o intuito de identificar os aspectos que influe nciam na Qualidade de Vida no Trabalho. 2. e por fim. na amplitude em que vem sendo tratada. a seção 3 descrev e o modelo proposto.clientes internos). observa-se que as questões relacionadas à Qualidade de Vida no Trabalho são amplas e desafiadoras. Neste contexto. sem as quais uma organização não sobrevive ao mercado. . A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). psicológicos e tecnológicos da organização do próprio trabalho que afetam a cultura e interferem no clima organizacional refletindo na produtiv idade e na satisfação dos clientes internos. na seção 5 são apresentadas algumas considerações. está em torno de escolhas de bem-estar e percepção por usuários das ações de QVT nas empresas (funcionários . grupos ou mesmo comunidades. se estendem de cuidados médicos estabelecidos pela legislação de saúde e segurança até motivação. portanto. sendo influenciadas por diversos aspectos. CONCEITO DE QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) pode ser vista como uma abordagem sóciotécnica em relação à organização do trabalho.Sucintamente este artigo apresenta a seguinte estrutura: a seção 2 apresenta conceit os associados a QVT e os principais modelos que buscam avaliar a QVT. 1998). é indispensável à produtividade e a competitividade. tendo como base a satisfação do trabalhador no trabalho e em relação a ele (RODRIGUES. diretamente relacionada à satisfação e ao bem-estar do indivíduo na execução de suas tarefas. Alguns destes modelos serão brevemente descritos a seguir.

2 MODELOS PARA AVALIAÇÃO DA QVT Dentre os principais modelos desenvolvidos com o objetivo de identificar os aspe ctos que influenciam na Qualidade de Vida no Trabalho destacam-se os modelos proposto s por: Walton (1973). Adequada. . se a renda é suficiente quando comparada com os padrões sociais determinados ou subjetivos do empregado. não há nenhum consenso em padrões objetivos ou subjetivos para julgar a compensação adequada. pagamento de horas extras requeridas. a compensação justa pode estar associada à capacidade de pagar (empresas mais lucrativas deveriam pagar mais) e também quando mudanças nas formas de trabalhar ocasionam aumento de produtividade (é justo que os ganhos obtidos sejam divididos com os funcionários envolvidos). a auto-estima e mudanças no trabalho: (a) autonomia (quando o trabalho permite a autonomia e auto-controle das atividades). Westley (1979). Segundo Walton (1973). assim descritas: . Oportunidade Imediata para uso e desenvolvimento da capacidade humana: Cinco variáveis são necessárias para que haja este desenvolvimento. (c) . A avaliação do trabalho especifica relacionamentos entre o pagamento e os fatores tais como a responsabilidade requerida. Compensação justa e adequada: Justa. .2.2. afirmando serem questões parcialmente ideológicas. Por outro lado.1 O MODELO DE WALTON (1973) Walton (1973) estabeleceu critérios para a Qualidade de Vida no Trabalho. treinamento do trabalho e a nocividade de condições de funcionamento. Segurança e saúde nas condições de trabalho: envolvem variáveis como horas razoáveis de trabalho. Davis & Werther (1983) e Hackman & Oldham (1975). condições físicas do trabalho que minimizem risco de doenças relacionadas ao trabalho e acidentes de trabalho. se o que é pago ao empregado é apropriado para o trabalho executado se comparado a outro trabalho. 2. (b) habilidades múltiplas (quando o trabalho permite o empregado usar suas habilidades). Estes se dividem em oito categorias conceituais. imposição de limite de idade quando o trabalho é potencialmente destrutivo para o bem-estar das pessoas abaixo ou acima de uma certa idade. afetando a participação.

a natureza de relacionamentos pessoais transforma-se numa outra dimensão importante da qualidade da vida no trabalho .atribuições de trabalho e atividades educacionais). (d) grupos preliminares de apoio (grupos caracterizados pela ajuda recíproca. (c) mobilidade (mobilidade ascendente como. oportunidades de progresso (disponibilidade de oportunidades de avançar em termos organizacionais ou de carreira reconhecidos por pares. . (b) aplicação futura (a expectativa de utilizar conhecimentos avançados ou novos conhecimentos e habilidades em futuros trabalhos). e. (e) senso comunitário (extensão do senso comunitário além dos grupos de trabalho). e. por exemplo. (b) igualitarismo (ausência de divisão de classes dentro da organização em termos de status traduzido por símbolos e/ou por estrutura hierárquica íngreme). . tal que permita o funcionário apreciar a relevância e as conseqüências destas ações). sexo. e.informação e perspectiva (está relacionada a obtenção de informações significativas sobre o processo total do trabalho e os resultados de sua própria ação. (d) tarefas completas: se o trabalho envolve uma tarefa completa ou é apenas uma parte significativa desta). credo. ou por associados). p. sustentação sócio-emocional e afirmação da unicidade de cada indivíduo). nacionalidade.15). segurança (emprego ou renda segura associada ao trabalho). capacidade e potencial independente de raça. desde que o trabalho e a carreira são perseguidos tipicamente dentro da estrutura de organizações sociais. Oportunidade futura para crescimento e segurança continuados: Os aspectos observados referem-se a oportunidade de carreira no emprego. . como: (a) desenvolvimento (intensidade com que as atividades atuais . (f) abertura interpessoal (forma com que os membros da organização relatam entre si suas idéias e sentimentos). (e) planejamento: se o trabalho envolv e o planejamento e implementação do próprio trabalho. estilo de vida ou aparência física). empregados com potencial que poderiam se qualificar para níveis mais elevados). por membros da família. Integração social na organização do trabalho: Segundo Walton (1973. Os seguintes atributos são considerados no ambiente de trabalho: (a) ausência de preconceitos (aceitação do trabalhador por suas habilidades.

(c) eqüidade (direito a tratamento igual em todos os aspectos. insegurança. premiações e segurança no emprego). causando uma depreciação do próprio trabalho ou de sua carreira. privacidade. 2. por exemplo. os critérios apresentados são intervenientes na qualidade de vida n o trabalho de modo geral.2 O MODELO DE WESTLEY (1979) Segundo este modelo. Sendo tais aspectos determinantes dos níveis de satisfação experimentados pelos clientes internos. sem medo de represálias). ações e propostas que têm como obj etivo humanizar o trabalho. (d) processo justo (uso da lei em caso de problemas no emprego. e a maneira como ele pode se proteger. Por este modelo. isola mento e anomia. e. repercutindo nos níveis de desempenho. . O trabalho e o espaço total de vida: a experiência individual no trabalho pode trazer efeitos positivos ou negativos na vida pessoal e nas relações familiares. os problemas vivenciados pelas pessoas no ambiente de trabalho podem ser classificados em quatro categorias: injustiça. apresentando os sintomas.2. não revelando informações do comportamento do empregado fora do trabalho ou de membros da sua família). . procedimentos de processos e apelações). . incluindo sistema de compensação. Prolongados períodos de trabalho podem causar sérios danos na vida familiar. indicadores. O trabalho encontra-se em seu papel de maneira equilibrada quando as atividades e cursos requeridos não excedem ao tempo de lazer e o tempo com a família. Constitucionalismo na organização do trabalho: está relacionado aos direitos e deveres que um membro da organização tem quando é afetado por alguma decisão tomada em relação a seus interesses ou sobre seu status na organização. (b) liberdade de expressão (direito de discordar abertamente da visão de seus superiores.. Os seguintes aspectos são elementos chaves para fornecer qualidade de vida no trabalho: (a) privacidade (direito de privacidade pessoal. A Tabela 1 sumariza os fatores que caracterizam os problemas de Qualidad e de Vida no Trabalho. A relevância social do trabalho na vida: a auto-estima do trabalhador pode ser afetada quando a organização em que trabalha não é socialmente responsável.

Greves e sabotagem .Participação nas decisões Fatores Políticos (1850-1950) Insegurança Posições Políticas .Trabalho auto-supervisionado .Natureza do problema Sintoma do problema Ação para solucionar o problema Indicadores Propostas Fatores Econômicos (1850) Injustiça União dos trabalhadores .Absenteísmo .Cooperação .Conselho de trabalhadores .Insatisfação .Participação nas decisões Fatores Psicológicos (1950) Isolamento Agentes de mudança .Sensação de isolamento .Insatisfação .Divisão dos lucros .Greves e sabotagem .

Desinteresse pelo trabalho . feedback. Elementos organizacionais: referem-se à especialização. o modelo de Davis & Werther (1983) baseia-se em três grupos de elementos: .auto-realização no trabalho. valorização do cargo. . etc). as potencialidades (habilidades). A abordagem mecanicista tenta identificar cada tarefa em um cargo dispondo-as de maneira a minimizar o tempo e o esforço dos trabalhadores. .Valorização das tarefas . Elementos Ambientais: São as condições externas a organização. sendo esta alcançada a partir da especialização na racionalização da produção. distribuição de responsabilidade na equipe.Absenteísmo e turnover . Tabela 1 Fatores que influenciam a Qualidade de Vida no Trabalho Fonte: Adaptado de Westley (1979) 2.Métodos sócios-tecnicamente aplicados aos grupos de trabalho: valorização das relações interpessoais.3 O MODELO DE DAVIS & WERTHER (1983) Segundo Rodrigues (1998). Está relacionado à busca da eficiência. Fatores Sociológicos Anomia Grupos de autodesenvolvimento . as disponibilidades e as expectativas sociais. O fluxo de trabalho é influenciado pela natureza do produto ou serviço. As práticas são as maneiras determinadas para realização do trabalho. Estas necessidades estão relacionadas com a autonomia. A autonomia refere-se à responsabilidade pelo . Elementos comportamentais: São as necessidades de alto nível dos funcionários. variedade de habilidades. A abordagem mecanicista. o fluxo de trabalho e as práticas de trabalho são os métodos para análise da especialização. às práticas e ao fluxo do trabalho.e turnover . etc.2. O fator habilidade deve ser considerado importante para que o cargo não seja dimensionado acima ou abaixo das aspirações profissionais do trabalhador.

Figura 1 Modelo das dimensões básicas da tarefa Fonte: Adaptado de Hackman & Oldham (1975) Segundo o modelo de Hackman & Oldham (1975).4 O MODELO DE HACKMAN & OLDHAM (1975) Este modelo propõe que resultados positivos pessoais e do trabalho (alta motivação interna. o feedback está relacionado às informações sobre o desempenho. O objetivo destes autores e ra chegar a cargos produtivos e satisfatórios que trariam uma vida no trabalho de alt a qualidade (RODRIGUES. pagamento. descritas da seguinte fo rma: Dimensões básicas do trabalho Estados psicológicos críticos Resultados pessoais e do tra balho Variedade de habilidades Identidade da tarefa Significado da tarefa Percepção da significância do trabalho Autonomia Percepção da responsabilidade pelos resultados do trabalho tarefa Feedback Produção de trabalho de alta qualidade Conhecimento dos reais resultados do trabalho Alta satisfação com o trabalho Alta motivação interna para o trabalho Absenteísmo e rotatividade baixas . 2. percepção da responsabilidade pelos resultados e conhecimen to dos reais resultados do trabalho) estão presentes para um certo trabalhador. os estados psicológicos críticos são criados pela presença de cinco dimensões básicas. Ambiental e Comportamental.trabalho. alta satisfação no trabalho. o projeto de cargos por estes autores se dividia em três níveis: Organizacional. e baixo turnover e absenteísmo) são obtidos quando três estados psicológicos críticos. (percepção da significância do trabalho. a variedade de habilidades refere-se ao uso das diferentes capacidades . e a identidade da tarefa está relacionado a entender e executar o todo do trabalho. condições de trabalho. desempenho de alta qualidade. Para Davis & Werther (1983).2. do trabalho. fatores como supervisão. Então. 1998). A figura 1 ilustra o modelo. Sendo o trabalhador ma is envolvido pela natureza do cargo. benefícios e projeto de cargo influenciam a QVT.

Motivação interna para o trabalho: grau com que o trabalhador sente-se feliz ao executar perfeitamente as tarefas (ou infeliz ao executar as tarefas erroneament e). . . Os resultados captados dos trabalhadores pelo modelo são: . . e. Feedback extrínseco: grau com que os trabalhadores recebem informações claras a respeito do seu desempenho nas atividades. independência e discrição do trabalhador na programação de suas atividades e na determinação dos procedimentos a serem utilizados. sendo composto de tarefas identificáveis. Inter-relacionamento: grau com que o trabalho requer a interação do trabalhador com outras pessoas para a realização das atividades. e . (c) . . Variedade de Habilidades: grau em que o trabalho requer uma variedade de diferentes atividades e o uso de diferentes habilidades e talentos em sua realiz ação. Tais dimensões são: . Autonomia: grau com que o trabalho permite a liberdade. e . Hackman & Oldham (1975) também consideram duas dimensões suplementares que têm sido úteis no entendimento dos resultados das tar efas pelos trabalhadores. Identidade da Tarefa: grau em que o trabalho é realizado por completo (do início até o final) com um resultado visível. (b) pagamento e outras formas de compensação.. Hackman & Oldham (1975) também afirmam que o modelo não é capaz de captar os resultados pessoais e do trabalho. Satisfação específica: busca captar a satisfação do trabalhador com: (a) a segurança no emprego. segundo a opinião de supervisores e companheiros. Significado da Tarefa: grau no qual o trabalho tem impacto substancial na vida ou no trabalho de outras pessoas na própria organização ou na sociedade. Além das dimensões acima descritas. segundo a percepção do trabalhador no que se refer e à sua própria produtividade e aos índices de absenteísmo e turnover. Feedback do próprio trabalho (intrínseco): grau com que informações relacionadas ao desempenho na execução das atividades solicitadas são claramente apresentadas durante sua realização. Satisfação geral com o trabalho: é uma medida geral de quanto o trabalhador está satisfeito e feliz com o trabalho que executa. .

(ii) quais são as fraquezas e potencialidades em termos de QVT na IES. médi o e superior). Mais especificamente. e Indicadores. 3. Sucintamente. DEFINIÇÃO DAS DIMENSÕES A SEREM AVALIADAS Nesta etapa são definidas as dimensões e subdimensões que irão compor o modelo de avaliação proposto. por fa ltas excessivas. (d) supervisores. considera-se que. (iii) qu ais são os pontos mais críticos e que devem ser priorizados em busca da melhoria da Qualidade de Vida no Trabalho da IES. busca-se conhecer os fatores considera dos como agentes ambientais responsáveis pelo afastamento de funcionários do trabalho. 3.1 DEFINIÇÃO DO OBJETIVO Através da construção de um modelo de avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho em IES que incorpore as principais Dimensões. O MODELO PROPOSTO Nesta seção apresenta-se um modelo para avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho em Instituições de Ensino Superior (IES). atuantes nas diversas Unidades Administrativas da IES nos Centros Aca dêmicos. de Richard Walton (1973). Fundamentalmente. (e) oportunidades de crescimento e desenvolvimento na organização. por falhas no processo de comunicação e conseqüente improdutividade e baix a de qualidade dos serviços prestados. e. Diante do referencial apresentado.2. apresentam-se as etapas que compõem o modelo propos to. com o intuito de contribuir para a continuidade e buscando compreender os fatores que afetam a QVT. da Qualidade de Vida no Trabalho nestas organizações. 3. e. fundamental. segundo a percepção dos funcionários técnicoadministrativos. foram consideradas as dimensões estabelecidas pe los . busca-se: (i) determinar como está a Qualidade de Vida n o Trabalho dos funcionários de uma IES nos diversos níveis (elementar. propõe-se uma metodologia baseada no conceito de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e no empr ego de um de seus modelos determinantes.companheiros de trabalho.

Igualitarismo 1.5 Condições de abertura interpessoal 2. Utilização da capacidade humana Oportunidade Imediata para uso e desenvolvimento da capacidade humana . A tabela 2. com predominância deste último.2 Ausência de preconceito 1. Para facilitar a construção do questionário que representa o modelo de avaliação. as dimensões foram subdivididas de acordo com a relação existente de cada categoria conceitual com outros indicadores presentes nos modelos anteriormente citados: Dimensões e Subdimensões do modelo proposto Walton (1973) Westley (1979) Davis & Werther (1983) Hackman & Oldham (1975) 1.modelos de Westley (1979). Integração social na organização Integração social Interrelacionamento 1.1. além de contribuir para este entendimento. Hackman & Oldham (1975) e Wal ton (1973). por ser mais abrangente que os demais modelo s. apresenta as dimensões que irão c ompor o modelo proposto. Davis & Werther (1983).3 Facilidade de mobilidade social 1.4 Apoio social 1.

Segurança e saúde nas condições de trabalho Segurança e saúde nas condições de trabalho 3.2.2.1.Indicador psicológico e sociológico Elementos comportamentais e organizacionais 2. Uso múltiplo de habilidade Variedade de habilidades 2. Condições físicas 3. Autonomia Autonomia 2.3.4. Planejamento do trabalho Identidade da tarefa 2.3.5. Quantidade e qualidade de informações 2.1. Feedback (Extrínseco e Intrínseco) Feedback extrínseco e intrínseco 3. Execução de tarefas completas Variedade de habilidades 2. Horários 3. Limites de idade para o trabalho .6.

3. Tempo de horas extras 5. Condições psicológicas Indicador psicológico 4.4. Atividades cívicas beneficentes 6.2. Igualdade de tratamento 4. Qualidade/quantidade de recursos materiais 3.2. Possibilidade de recurso 5. Tempo com família 5. Compensação Compensação justa e adequada Indicador econômico Satisfação com pagamento e compensações . Constitucionalismo Constitucionalismo Indicador político e sociológico 4. Privacidade 4. Livre expressão 4.1.5.3.3. Trabalho e espaço de vida Trabalho e espaço de vida 5.4.1.

1 Justa 6.6.2 Adequada .

.esta dimensão permite investigar algumas das diversas formas de relacionamento pessoais dentro de uma organização: o relacionamento entre pares dentro do mesmo departamento e com outros departament os. . Ausência de preconceitos: avalia se há uma aceitação do cliente interno independente de raça. nacionalidade. Oportunidade de carreira e garantia profissional Oportunidade de carreira Indicador político Elementos ambientais Satisfação com oportunidade de carreira 7. Permite ter um panorama da cooperação entre colegas de setor e o grau de interação exigida pelo trabalho.4 Oportunidade de expansão na carreira 8.7. . sexo. estilo de vida ou aparência física.Dimensão Integração Social na Organização . D1 .3 Estabilidade no emprego ou renda 7.2 Incentivos/investimentos em cursos complementares ou de especialização 7. Igualitarismo: esta subdimensão permite analisar se há divisão de classes por status. Relevância social do trabalho Relevância social do trabalho Significado da tarefa Tabela 2 Dimensões e subdimensões do modelo proposto e a relação com outros modelos. Os modelos de Walton (1973) e de Hackman & Oldham (1975) tratam desta dimensão e suas subdimensões diferenciando-se apenas em nomenclaturas (para Hackman & Oldham o que se trata aqui é denominado Interrelacionamento). com superiores.1 Oportunidade de continuidade dos estudos 7. credo.

ajuda recíproca. .. sem medo de represália ou ameaças. Facilidade de mobilidade social: está relacionado ao crescimento do cliente intern o dentro da organização. é dividida em cinco subdimensões. Se há uma abertura para se expressar opiniões e contribuir no planejamento e realização do trabalho. Analisa como é visto. Condições de abertura interpessoal: Permite analisar o relacionamento entre os membros da organização.Dimensão Utilização da capacidade humana : definida por Walton (1973) como Oportunidade imediata para uso e desenvolvimento da capacidade humana. seja entre pares. aquele funcionário que tem potencial para atingir níveis mais elevados hierarquicamente.. Apoio social: Cooperação entre os funcionários. superior e subordinado. Porém. no modelo aqui proposto são consideradas seis subdimensões. seja por pares ou superiores. D2 . . .

Execução de tarefas completas: analisa o envolvimento do cliente interno com o processo total do trabalho. Feedback: Este se divide em intrínseco. que pode ser extrínseco ou intrínseco. das condições ambientais de trabalho. .por tratar também do feedback. do fornecimento e da utilização de equipamentos de segurança na realização do trabalho. a freqüência com que ocorrem horas extras ou de trabalhos levados para casa que afetam a saúde do trabalhador. . . . habilidades e t alentos. . é trat ado por Hackman & Oldham (1975). Qualidade e quantidade de recursos materiais: esta subdimensão não é tratada em nenhum outro modelo observado neste artigo. ambientais e psicológicas que podem afetar o bem-estar do cliente interno (funcionário da instituição). Uso Múltiplo de Habilidade: analisa se as tarefas relacionadas a função exercida pelo cliente interno leva-o a utilizar sua variedade de conhecimento. Autonomia: permite analisar a independência do cliente interno em suas atividades. Quantidade e Qualidade de informações: permite analisar se a quantidade e a qualidade das informações recebidas no âmbito organizacional são significativas para o processo total do trabalho. . D3 .Dimensão Segurança e saúde nas condições de trabalho . Planejamento do trabalho: se há um planejamento do trabalho a ser realizado e se este é feito pelo próprio funcionário. Subdivide-se em: . Condições físicas: trata da ergonomia. . sua realização como um todo e a responsabilidade pela qualidade e o bom desempenho do mesmo.nesta dimensão são tratadas as condições físicas. O feedback. permitindo que este seja realizado da melhor manei ra. Esta subdimensão permite analisar. . quando relacionado a informações geradas no ato da realização do trabalho. Horários: avalia a carga horária de trabalho. quando estas vêm através de superiores e colegas de trabalho. pois pode afetar a integridade psicológica do trabalhador. Quando não há o recurso material necessário para realização do trabalho com qualidade e na quantidade . Porém ressalta-se a importância de tratá-la. Limites de idade para o trabalho: visa detectar condições de trabalho que são destrutivas para o bem-estar das pessoas de acordo com a idade. devido a limitações naturais do ser humano. . os meios com que este feedback é feito. através da percepção do próprio funcionário. e extrínseco.

afetando no convívio com a sociedade e a familiares. de convívio familiar sem ser afetado pelo trabalho. pela organização. A compensação justa refere-se à relação existente entre o valor de salário pago e o cargo ocupado. Tempo com família: corresponde ao tempo de lazer. Atividades cívicas beneficentes: realização.Dimensão Oportunidade de carreira e garantia profissional traduz-se em: . . .Dimensão Compensação adequada e justa . D6 . que podem ocasionar problemas psicológicos.certa. . Tempo de hora extras: corresponde a realização de horas extras dentro da organização e ao trabalho levado para ser realizado em casa. . sociais e beneficentes para os clientes internos. D7 . de atividades sociais. de atividades recreativas. habilidades e qualificações).Dimensão Trabalho e espaço de vida considera as seguintes subdimensões: . ao desinteresse. é o tratamento justo seja por recompensas ou compensação justa. . D4 . experiência.Dimensão Constitucionalismo organização. o trabalhador pode ser pressionado pela organização na realização das tarefas (em produtividade).refere-se aos direitos e deveres de um membro da . . D5 . . Igualdade de tratamento: Ou eqüidade. Livre expressão: abordam questões relativas ao direito de expressar opiniões e idéias abertamente. Possibilidade de recurso: é a possibilidade do cliente interno se manifestar com relação a decisões organizacionais que o afetam direta ou indiretamente. Condições psicológicas: permite investigar os fatores que podem levar a alienação no trabalho.a adequação da compensação refere-se a relação entre o pagamento e a contribuição do trabalhador para com a organização (esforço. Privacidade: Está relacionada a garantia de que informações sobre o comportamento do cliente interno fora da organização ou de seus familiares não diz respeito a empresa.

seja por oferecimentos de cursos dentro da própria organização ou por meio de permissões para realização de cursos ou de continuidade de estudos. Oportunidade de continuidade dos estudos: refere-se à oportunidade de desenvolvimento. . Incentivos ou investimentos em cursos complementares ou de especialização: Financiamento integral ou parcial de cursos para progressos em termos organizacionais. E também o reconhecimento. em mesma seqüência e mesmas opções de respostas a todos respondentes.relaciona-se ao prestígio da organização alcançado por ser socialmente responsável e pelos benefícios proporcionados a comunida de em que está inserida. de esforços do cliente interno em crescer em conhecimento. Por se tratar de um levantamento amostral. gerando benefício para própria organização. Quando o trabalhador se sente seguro em relação ao emprego e renda este pode investir em adquirir novos conhecimentos. se estes vierem a coincidir eventualmente com horário de trabalho. neste caso. .. Estabilidade no emprego ou renda: segurança em renda ou emprego. Oportunidade de expansão na carreira: Utilização do conhecimento e habilidade adquirida em futuras atribuições do trabalho. 3.Dimensão Relevância social do trabalho . O instrumento desenvolvido está estruturado em quatro partes: PARTE 1 (Dados de Identificação): nesta parte são coletados dados não métricos. Setor/Departamento: neste campo identifica-se de qual departamento e em qual set or trabalha o avaliador. D8 . . Mattar (1996) define com o instrumento estruturado não disfarçado aquele que apresenta perguntas padronizadas. utilizou-se de um instrumento estruturado não disfarçado: o questionário.3 CONSTRUÇÃO DO INSTRUMENTO DE PESQUISA Tendo definidas as dimensões e subdimensões para a avaliação da QVT. o funcionário escolhid o para avaliar as condições de Qualidade de Vida no Trabalho na Instituição de Ensino Superior. através de promoções e/ou bonificações. nesta etapa constrói-se o instrumento de pesquisa. . Entende-se por avaliador. São estes: .

. BLOCO 1 BLOCO 2 Questão Dimensão representada Questão 1 a 6 D1 Integração social . Cargo atual: cargo ocupado pelo avaliador no momento da aplicação da pesquisa. . A tabela 3 apresenta a distribuição das questões em relação às dimensões representadas neste bloco. Neutro (N). Este período foi dimensionado nas seguintes faixas temporais: men os de 1 ano. Nível de instrução inicial: nível de instrução do avaliador quando foi admitido pela IES. de 1 a 4 anos. Tempo no cargo atual: corresponde ao tempo total. . pela identificação e ordenação das categorias através de expressões verbais. desde o extremo mais favorável até o extremo mais desfavorável. Ruim (R). por Mattar (1996). de 2 a 4 anos. mais de 10 anos. corresponde a uma avaliação de desempenho. Nível de instrução atual: nível de instrução do avaliador no momento da pesquisa. . PARTE 2 (Primeiro bloco de questões) . em que o avaliador ocupa o mesmo cargo em que se encontra no momento da pesquisa. Sexo: utilizou-se a escala nominal (Feminino/Masculino). Foram utilizadas as seguintes faixas temporais: até 1 ano. em anos. Muito Bom (MB). . exceto hora extra . Cargo inicial: cargo ocupado pelo avaliador quando admitido na Universidade. de 5 a 9 anos. em que o avaliador trabalha na IES. Para IES mais antigas. Tempo de empresa: corresponde ao tempo total. em anos. (Este modelo foi conceb ido para uma IES que possui somente 15 anos de funcionamento.. mais de 10 anos. outras faixas temporais devem ser consideradas). Bom (B). Carga horária de trabalho: carga horária de trabalho semanal.composto por 23 questões. de 5 a 9 anos. Idade: idade do avaliador . utilizando-se a seguinte escala de avaliação verbal: Muito Ruim (MR). a apresentação das opções de respostas às pessoas. Entende-se por escala da av aliação verbal. .

Distribuição das questões segundo as Dimensões (em cada bloco de questões) .1 a 6 D3 Segurança e saúde nas condições de trabalho 7 a 13 D2 Utilização da capacidade humana 7 a 13 D5 Trabalho e espaço de vida 14 e 15 D3 Segurança e saúde nas condições de trabalho 14 e 15 D4 Constitucionalismo 16 e 17 D4 Constitucionalismo 16 e 17 D6 Compensação justa e adequada 18 e 19 D5 Trabalho e espaço de vida 18 e 19 D7 Oportunidade de Carreira 20 a 22 D6 Compensação justa e adequada 20 a 22 D2 Utilização da capacidade humana 23 D8 Relevância social 23 D8 Relevância social Tabela 3 .

também composto por 23 questões. segundo a percepção de m funcionários do . PARTE 4 (Observações e sugestões): constitui-se em um espaço aberto. Freqüentemente (F). Uma medida de agregação de julgamentos tradicionalmente utilizada é a média aritmética. à luz de todas as Dimensões consideradas (em termos de desempenho e em termos de freqüência) . o índice de QVT de X. uma disposição diferente das questões sobre assuntos já avaliados anteriormente dificulta a averiguação. Seja QVTj(X) a Qualidade de Vida no Trabalho de X.PARTE 3 (Segundo bloco de questões) . Em especial .4 PROCEDIMENTO PARA AGREGAÇÃO DOS JULGAMENTOS Nesta etapa propõe-se um procedimento para agrupar os julgamentos dos avaliadores em um único índice global que reflete a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) na IES. utilizando-se a seguinte escala: Nunca (N). Pode-se observar que no segundo bloco a ordem das dimensões avaliadas é distinta do primeiro bloco. com o objeti vo de comparar os resultados da avaliação realizada nos dois blocos de questões. Moderadamente (M). avaliada por um funcionário f à luz de n itens de avaliação que compõem uma determinada Dimensão D. 3. corresponde a uma avaliação de freqüência. para o avaliador apresentar informações complementares observações e sugestões acerca da Qualidade de Vida no Trabalho na Instituição de Ensino Superior em que atua. à luz de tal Dimensão é dado por: (1) nXQVTXQVTnjjfD1)()( Além disso. à luz do item j. de respostas dadas anteriormente. Raramente (R). Então. Por exemplo: seja uma IES genérica X.. Em anexo encontra-se o modelo desenvolvido considerando as dimensões e subdimensões descritas anteriormente . por meio do avaliador. A disposição das questões foi intencionalmente planejada.. pode ser relevante determinar a Qualidade de Vida no Trabalho em um Departamento ou setor X1 da IES X. Neste bloco também são avaliadas 7 das 8 dimensões consideradas no modelo proposto (vide tabela 3). Sempre (S).

00 )(XQVTD Muito Bom Sempre B 1. o índice de QVT de X1 à luz de uma Dimensão D.. . o conceito associad o a cada uma destas e valores fictícios que as delimitam.5 PROCEDIMENTO DE CLASSIFICAÇÃO Propõe-se um procedimento para associar o índice de Qualidade de Vida no Trabalho da IES avaliada a uma das categorias de classificação pré-definidas. .00< = 1. D.50 )(XQVTD Bom Freqüentemente C 0. é dado por: (2) 3.. C.50 < = 2. A título de exemplificação. m).00 )(XQVTD Neutro Moderadamente D -1. E) em ordem decrescente de preferência. B. considere o índice de agregação apresentado no tópico anterior e a escalas de avaliação sugeridas (para avali ar a QVT quanto ao desempenho e quanto à freqüência).)()(nmXQVTXQVTnjmfD1111 Categorias Limites Conceitos (desempenho) Conceitos (freqüência) A 1.. Neste sentido.Departamento X1 (onde f = 1.00 < = 0. A tabela 4 apresenta 5 categorias de classificação (A.00 )(XQVTD Ruim Raramente E . comparando-o com o valor dos limites que definem tais categorias.00 < = 1. 2..

.uma breve descrição de alguns destes modelos foi apresentada neste artigo. Em um cenário cada vez mais competitivo. associado à qualidade de produtos e de serviços originados em processos cada vez mais flexíveis. é freqüente o impacto negativo destes fatores na Qualidade de Vida do trabalhador.Categorias e Limites Fonte: Adaptado de Freitas (2004) 4.00 = = -1. Diversos modelos têm sido desenvolvidos nos últimos anos com objetivo de identificar e mensurar os aspectos que influenciam na Qualidade de Vida do Traba lho . CONSIDERAÇÕES FINAIS É notória a importância creditada às questões relacionadas à Qualidade de Vida no Trabalho (QVT).-2.00 )(XQVTD Muito Ruim Nunca Tabela 4 . caracterizado pela busca contínua por ganhos de produtividade.

Atlas S. WALTON. . Petrópolis. 5. Qualidade de Vida no Trabalho: como medir para melhorar. OLDHAM. Fauze Najib. 4 ed.PDF .org/deloslectores/660Policani. Eda. Qualidade de Vida no Trabalho: Evolução e Análise no Nível Gerencial. Qualidade de Vida no Trabalho QVT: Conceitos e práticas nas empresas da sociedade pós-industrial.. J. Richard. Richard E. 2004. Quality of Working Life: What is it? Sloan Management Review. Greg R. Journal of Applied Psychology. 2004. 1. este artigo propôs um modelo inédito para avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho em Instituições de Ensino Superior (IES). REFERÊNCIAS FERNANDES. 159-170. A análise e a interpretação dos resultados obtidos. http://www. São Paulo. 1973. Development of the Job Diagnostic Survey. 1996. Edição compacta. 2 ed. foram definidas Dimensões.Com o intuito de contribuir para a continuidade das pesquisas relacionadas à avali ação da Qualidade de Vida no Trabalho.A. Vozes. Mais especificamente. RJ. Atlas. sendo este procedimento considerado co mo um dos elementos relevantes no processo de auto-avaliação institucional. segundo a percepção de seus funcionários. Ana Cristina. 1975. 2. acredita-se que o emprego deste modelo possa contribuir para aval iação da Qualidade de Vida do Trabalho nas IES. MATTAR. Pesquisa de Marketing.rieoei. no. Revista Iberoamericana de Educación. 2 ed. LIMONGI-FRANÇA. 15. Salvador: Casa da Qualidade Editora Ltda. 1998. 11-21. Neste sentido. (fundamentadas nos principais modelos referenciados neste artigo) e itens de ava liação que constituíram as questões do instrumento de avaliação proposto (questionário). assim como a apresentação de informações gerenciais relevantes aos gestores da universidade é uma vertente para a qual se direciona a continuidade deste trabalho. 1996. 60. é importante ressaltar que o modelo proposto ainda necessita ser valid ado. Entretanto. Marcus Vinicius Carvalho. A auto-avaliação de Instituições de Ensino Superior: uma importante contribuição para a gestão educacional. Para tanto o seu emprego está sendo investigado através de um estudo inédito realizado em uma universidade pública. Procedimento s para agregação e classificação dos julgamentos também foram propostos. FREITAS. vol. HACKMAN. André Luís P. RODRIGUES. pp. 1 16. São Paulo.

113-123.WESTLEY. Problems and Solutions in the Quality of Working Life. 1979 ANEXO: Questionário de Avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho . Human Relations. 32. William A.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->