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Aquecimento Global, O Mito

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Monografia sobre a farsa do Aquecimento Global
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Aquecimento Global O Mito

Aquecimento Global, O Mito

Carla Iolanda Costa Rodrigues César Filipe da Silva Carpinteiro João Pedro Fernandes Falcão Araújo José Augusto Durães Rodrigues Área de Projecto 2

Índice
Introdução..………………..............................................................................................4 1. Aquecimento Global Antropogénico………………………………………………6 2. Posição Céptica……………………………………………………………………11 2.1. Papel do CO2………………………………………………………………….11 2.2. Variação da Temperatura……………………………………………...........16 2.2.1. Variação de temperatura nos últimos 10000 anos…………………..17 2.2.2. Hockey Stick…………………………………………………………...19 2.2.3. Cilindros de Gelo………………………………………………………22 2.2.4. Variação da Temperatura 1850-2000………………………………...25 2.2.5. Aquecimento Local……………………………………………………26 2.3. Modelos Climáticos…………………………………………………………..27 2.3.1. Debilidades dos Modelos Climáticos…………………………………30 2.3.1.1. Replicação de Períodos Passados……………………………..30 2.3.1.1.1. Shift Climático…………………………………………30 2.3.1.1.2. El Niño………………………………………………….31 2.3.1.1.3. Constância da Temperatura…………………………..32 2.3.1.2. Aquecimento de CO2…………………………………………..32 2.3.1.3. Papel das Nuvens………………………………………………34 2.3.1.4. Ciclos…………………………………………………………...35 3. Consequências Sociais e Económicas…………………………………………….38 3.1. O Sensacionalismo……………………………………………………………38 3.1.1. Inquéritos………………………………………………………………39 3.2. Medidas Políticas……………………………………………………………..47 3.2.1. Comércio de Carbono…………………………………………………48 3.2.2. Cimeira de Copenhaga………………………………………………. 49 3.2.3. Biocombustíveis………………………………………………………..50 3.2.4. Energias Renováveis…………………………………………………..52 3.2.4.1. Opções Energéticas……………………………………………54 3.2.4.1.1. Central Nuclear………………………………………..55 3.2.4.1.2. Centrais Termoeléctricas com captura de carbono…55 3.3. Interesses Instalados………………………………………………………… 57 Conclusão……………………………………………………………………………...59 Bibliografia…………………………………………………………………………….61 Anexos …………………………………………………………………………………67

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Introdução

O planeta Terra sempre apresentou grande variabilidade climática, desde extensas Eras glaciares a Períodos de Secas Prolongadas. A Terra foi moldada pelo imprevisível Sistema Climático. Apesar da aparente inviabilidade na previsão da evolução do Sistema Climático, a comunidade científica esforça-se por apresentar causas e explicações para cada mudança ocorrida no Planeta. O mais recente desafio na Ciência Climática está em encontrar uma explicação lógica e verosímil para o aquecimento que o Planeta sofreu no último século. Até ao momento, a Teoria mais credível, ou pelo menos a mais célebre, é o Aquecimento Global Antropogénico (AGA). Esta imputa à Humanidade responsabilidades no aquecimento do Planeta, sendo os gases de efeito estufa, decorrentes das actividades humanas, o seu principal causador. A pressão mediática dos lobbys ambientalistas, de alguns grupos económicos, bem como de alguns grupos partidários, instituíram no senso comum a noção que o CO2 (dióxido de carbono) é a fonte de todos os problemas climáticos e deve ser eliminado a todo o custo. A sociedade tem-se adaptado a uma mentalidade mais ecológica, com maior preocupação com o planeta Terra e a teoria do Aquecimento Global Antropogénico tornou-se um dado adquirido. Na elaboração desta monografia iremos começar por enunciar algumas noções básicas sobre a teoria do Aquecimento Global Antropogénico. Seguidamente abordaremos a posição dos cépticos em relação a esta problemática, evidenciando a importância de outras visões sobre as matérias em causa. A variação da temperatura média ao longo dos tempos vai ser uma matéria desenvolvida no nosso trabalho, dada a importância que esta temática assume na posição apresentada pelos cépticos. Não deixaremos ainda de relevar o papel da comunicação social que influencia decisivamente a opinião pública. A agenda dos jornais e das televisões, por força da necessidade de alcançar excelentes resultados financeiros, usa o sensacionalismo e por vezes a desinformação no tratamento de assuntos em que está em causa a vida das pessoas. O poder dos lobbys ligados às organizações políticas e económicas merecerá também uma referência importante na nossa monografia. Os governos, tendo em conta a cada vez mais informada opinião pública e a sua influência crescente nos fóruns de Área de Projecto 4

decisão, promovem medidas políticas tentando desta forma, ir de encontro à opinião dos cidadãos. Inserem-se neste ponto a quantidade de incentivos ligados às energias renováveis, tentando desta forma, promover o seu desenvolvimento. Aqui

desenvolvemos algumas das vantagens e desvantagens destas energias face mais tradicionais. O aquecimento global surge pois como um tema muito actual e polémico pois, pode influenciar a vida quotidiana e os hábitos sociais. Assim, para além do interesse pessoal, esta foi uma das razões que nos levou a abordar este tema, tentando desmistificar o que é tomado por uma verdade indubitável.

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Capítulo 1 - Aquecimento Global Antropogénico

A teoria do Aquecimento Global Antropogénico é uma teoria apoiada pelo IPCC (Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas) que tenta explicar o aumento da temperatura da atmosfera junto à superfície e nos oceanos que se tem verificado nas últimas décadas. Segundo esta teoria, a razão principal para a ocorrência deste aquecimento é o incremento do efeito estufa, causado pelo aumento da emissão de gases com origem antropogénica. Apesar da intervenção humana, fenómenos naturais tais como os vulcões e a variação da actividade solar também têm influência na variação da temperatura.

Fig. 1 - Variação da temperatura nestes 2000 anos.

Com este gráfico é possível visualizar a variação acima referida ao longo dos anos e pode-se concluir que desde meados de 1900 a temperatura tem subido bastante e que em 2004 atingiu o ponto mais alto desta variação. Mais abaixo será apresentado um gráfico que mostra a variação de temperatura nos últimos anos onde podemos aperceber a situação mais recente. Área de Projecto 6

Fig. 2 – Variação da temperatura nos últimos anos.

Os cientistas, após estas evidências, procuraram as possíveis razões e, segundo estes, o aumento da temperatura do planeta deve-se ao aumento da concentração de CO2, tal como é mostrado no seguinte gráfico, onde é notável a correlação referida.

Fig. 3 - Concentração de CO2 (ppm, azul) e anomalia de temperatura (vermelho, estimado pela razão isotópica 18O/16O) medidas em bolhas de ar em Vostok (Antárctica).

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Este gráfico também apresenta a relação entre a temperatura média global (dados NASA/GISS) e a concentração de CO2 (ppm). Para melhor entender as razões deste aquecimento do planeta tem que se ter em conta o efeito de estufa. Este fenómeno é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar que é reflectida pelo planeta é absorvida por gases existentes na atmosfera desse. Desta forma o calor fica retido mantendo assim, uma temperatura ideal à vida. O problema deste efeito é quando este se torna demasiado, ou seja, quando a presença de gases de efeito estufa é elevado, neste caso, o processo aumenta o poder de retenção de raios infravermelhos. Esta ocorrência pode ser catastrófica para o ser humano pois poderá aumentar demasiado a temperatura do planeta, originando então alterações climáticas. O facto é que ultimamente as emissões de gases de efeito estufa têm aumentado drasticamente e essa é, segundo os apoiantes da teoria do Aquecimento Global Antropogénico, a causa do aquecimento do planeta.

Fig. 4 – Representação do Efeito de Estufa.

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Neste momento, existem modelos climáticos que utilizam métodos quantitativos para simular interacções entre a atmosfera, os oceanos, os continentes e o gelo. Através destes modelos, os cientistas fazem projecções do clima para o futuro relacionando a concentração de CO2 e a temperatura. Estes modelos prevêem que a temperatura irá continuar a aumentar e isso poderá trazer consequências nefastas para os seres vivos.

Fig. 5 – Expansão nos últimos mil anos.

Este gráfico demonstra que estávamos a viver o maior aquecimento dos últimos 1000 anos e que seria indubitavelmente devido ao CO2 pois esse foi o único factor que se alterou significativamente nestes anos. Uma organização que está encarregue de organizar e agrupar a informação existente sobre as causas e as consequências do aquecimento global é o IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas). Esta organização foi criada pela Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente para fornecer informações científicas, técnicas e socioeconómicas relevantes para o entendimento das alterações climáticas. O IPCC tem-se debruçado sobre o momento actual do planeta e apoia a teoria do Aquecimento Global Antropogénico. Caso este aquecimento continue a ocorrer as consequências serão inevitáveis trazendo graves problemas como mudanças nos habitats de muitos seres vivos, extinção de espécies e consequentemente diminuição da biodiversidade. Com este aquecimento, as zonas geladas poderão derreter, fazendo com que a evaporação de água ao nível dos Área de Projecto 9

oceanos aumente originando mais vapor de água na atmosfera o que poderá aumentar o efeito estufa e, desta forma, a temperatura ainda aumenta mais. Com tudo isto, o nível médio das águas do mar tem aumentado tal como já tem acontecido. De seguida está um gráfico que evidencia o anteriormente referido.

Fig. 6 – Variação do nível do mar ao longo dos anos.

Com este gráfico podemo-nos aperceber que desde meados de 1880, o nível médio das águas do mar tem subido até à actualidade tendo subido cerca de 20 cm (centímetros). Esta é a visão do Aquecimento Global mais divulgada. Daqui em diante apresentaremos evidências que invalidarão alguns dos argumentos da teoria do Aquecimento Global Antropogénico.

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Capítulo 2 – Posição Céptica
O Aquecimento Global é um tema que gera grandes discussões, pois tudo reside no domínio da verosimilhança, mas o ponto fulcral desta polémica é, sem dúvida, qual o principal responsável pelo Aquecimento Global e, por isso há muitos cientistas que questionam a veracidade desta matéria. Ora, é um facto que existem grandes argumentos que explicam os erros que a teoria antropogénica contêm. Começando pelo papel do dióxido de carbono, passando pela variação da temperatura, pelo aquecimento local e explicando os modelos climáticos, vão ser referidos todos os aspectos que contrapõem com o AGA (Aquecimento Global Antropogénico). Prosseguiremos, então, aos pontos acima referidos.

2.1- Papel do CO2 A radiação solar é a designação que se dá à energia radiante emitida pelo Sol. A radiação electromagnética apresenta uma ampla gama de comprimentos de onda. Esta pode ser dividida em duas grandes regiões no que diz respeito à capacidade de ionizar os átomos: radiação ionizante (raios-X e raios gama) e radiação não-ionizante (raios ultravioletas, luz visível e radiação infravermelha). A radiação solar é, também, dividida em várias regiões ou bandas com base no comprimento de onda (Figura 7). A radiação ultravioleta é a parte do espectro electromagnético entre 100 e 400 nm (nanómetro).

Fig. 1 - Espectros de radiação não-ionizante (A) e radiação ultravioleta (B).

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A maior parte desta radiação expelida está na banda visível centrada em 500 nm (1 nm = 10-9 metros) embora, o Sol também emite energia significativa no ultravioleta e infravermelho, e pequenas quantidades de energia na rádio, microondas, raios-X e raios gama. A quantidade total de energia emitida pela superfície do Sol é de cerca de 63.000.000 watts por metro quadrado (w/m2 ou wm-2). Então, a radiação solar é emitida através do espaço e intercepta com os planetas e outros objectos celestes. Parte desta radiação que chega à superfície terrestre é reflectida e outra parte é absorvida pelos continentes e oceanos. Por outro lado, alguma da radiação absorvida é reenviada para a atmosfera, que absorve mais um pouco dessa radiação. A restante é enviada novamente para o espaço.

Fig. 2 - Distribuição percentual da radiação solar incidente.

As nuvens, as massas de gelo e neve e a própria superfície terrestre são reflectores, reenviando para o espaço cerca de 30% da radiação recebida. A esta razão entre a radiação reflectida e incidente chama-se albedo. Os astrónomos usam o albedo para descrever o grau em que uma superfície reflecte a luz que o atinge. Uma superfície extremamente reflexiva, que não absorve qualquer luz que a atinge, teria um albedo de 1, enquanto que, uma superfície que não reflecte luz teria um albedo de 0.

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Fig. 3 - Radiação absorvida pela atmosfera e radiação transmitida para a superfície terrestre.

Por outro lado, a energia solar pode ser, também, absorvida. A absorção é o processo pelo qual a energia radiante incidente é retida por uma substância. Neste caso, a “substância” são os gases da atmosfera. Quando a atmosfera absorve a energia, o resultado é uma transformação irreversível de radiação numa outra forma de energia. A atmosfera, devido a diversos gases e partículas nela contidos, absorve e transmite diferentes comprimentos de onda da radiação electromagnética. A absorção é causada principalmente por três diferentes gases atmosféricos. Ao contrário do que é vulgarmente dito o vapor de água é gás que retêm mais radiação solar, seguido de dióxido de carbono e ozono. Este processo de retenção de radiação por gases atmosféricos é conhecido por Efeito de Estufa. O efeito de estufa é, então, o processo natural que ocorre quando uma parte da radiação solar reflectida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada quantidade é de vital importância, visto que serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida. Porém, quando este processo ocorre em demasia as consequências não são desejáveis. Os gases de estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), Óxido nitroso (N2O), CFC´s) absorvem radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam, por sua vez, alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro Área de Projecto 13

de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30 °C mais quente do que estaria sem a presença dos gases de estufa. Vários cientistas acreditam que são os gases de efeito de estufa que provocam o Aquecimento Global, referindo principalmente um desses gases: o dióxido de carbono (CO2). Segundo estes, a radiação infravermelha que é a radiação térmica é absorvida pelo dióxido de carbono, sendo nefasta para o planeta. Este é o fundamento dos que acreditam e defendem a hipótese de que este composto nos causa danos no sistema terrestre. Mas terá assim um efeito tão maléfico? Será o dióxido de carbono o composto que causa o aumento da temperatura? Os espectros são um instrumento importantíssimo para análise nestes casos. Estes indicam-nos o intervalo completo da radiação electromagnética, que contém desde as ondas de rádio, as microondas, o infravermelho, a luz visível, os raios ultravioleta, os raios X, até à radiação gama. As radiações luminosas visíveis dão um espectro de bandas coloridas quando a luz branca passa através de um prisma ou rede de difracção. As cores deste espectro, segundo os comprimentos de onda decrescentes são vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Quando algumas das radiações forem absorvidas no trajecto entre a fonte luminosa e a entrada do detector (electroscópio), obtêm-se um espectro de absorção. Este pode ser considerado um espectro de bandas de absorção quando, a radiação transmitida por um filtro ou solução puder ser decomposta. Em algumas situações é possível observar outro tipo de espectros: os chamados espectros de absorção de riscas, e como exemplo temos o espectro da radiação solar. Por outro lado, os espectros resultantes da emissão de luz, por corpos incandescentes, denominam-se espectros de emissão. Estes espectros podem ser contínuos (constituídos por uma gama contínua de energias de radiações) e descontínuos (ou de riscas), quando apresentam somente certos valores de energia. Para melhor compreensão temos o exemplo do átomo de hidrogénio. O hidrogénio é o elemento mais leve e o que tem o espectro mais simples. O espectro deste tem quatro riscas, mais ou menos intensas, sendo somente uma delas visível. A observação pormenorizada da decomposição da luz, isto é, do espectro de emissão do átomo de hidrogénio, fornece informações preciosas sobre a sua estrutura atómica.

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Fig. 4 - Espectro de emissão e absorção do hidrogénio.

No caso do dióxido de carbono temos vários electrões que podem absorver radiação e, ao invés do hidrogénio, este possui um espectro formado por bandas de radiação. Ao analisar os espectros do dióxido de carbono no infravermelho podemos concluir que tem uma gama de absorção muito menor quando comparado com outros gases de efeito estufa como o vapor de água. Sendo que a sua contribuição para o efeito estufa é praticamente irrelevante em relação ao vapor de água. O vapor de água é o gás de efeito de estufa, da Terra, com maior influência, representando cerca de 95%.

Fig. 5 – Contribuição dos gases para o Efeito de Estufa.

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Na tabela seguinte mostra-se o que acontece quando o efeito do vapor de água seja tido em conta, juntamente com todos os gases com efeito de estufa, em relação ao efeito estufa total.

Percentagem ajustada para Concentrações ajustadas para Percentagem com influência características de retenção de calor Vapor de Água Dióxido de Carbono (CO2) Metano (CH4) Óxidos Nitrosos (N2O) CFC's Total ----72.369% 7.100% 19.000% 1.432% 100.000% Total do Vapor de Água 95.000% 3.618% 0.360% 0.950% 0.072% 100.000%

Fig. 6 - Papel dos gases com efeito de estufa atmosférica.

Isto pode levar-nos a concluir que o efeito do dióxido de carbono atmosférico não é tão relevante quanto inicialmente pensaríamos. A influência dos outros gases é apenas de 5%. Considerando a atmosfera real, o dióxido de carbono (natural e antropogénico) não representa mais do que 3,62 % do efeito de estufa global, isto é, 26 vezes menos do que o vapor de água.

2.2 - Variação da Temperatura

Actualmente, o nosso Sistema Climático tem gerado enormes discussões na comunidade científica. Na base desta polémica encontra-se o recente aquecimento do nosso planeta. Contudo, a questão que está a provocar grande agitação na comunidade científica é a causa deste aumento da temperatura e não o facto de este aquecimento ser verdade. Perante isto, os cientistas ligados ao campo da climatologia e do ambiente tiveram a necessidade de formular uma explicação para tal aquecimento. Área de Projecto 16

No entanto, não nos podemos esquecer que o Sistema Climático é um sistema não linear, ou seja, é um sistema que possui inúmeras variáveis, sendo algumas delas pouco estudadas ou mesmo desconhecidas. Portanto, a sua imprevisibilidade não nos permite afirmar com tanta certeza que o aumento da concentração de CO 2 verificado desde a revolução industrial seja o impulsionador deste aquecimento global. Na climatologia, o estudo do passado constitui uma forte ajuda para compreendermos o presente. Olhando para o passado da Terra podemos afirmar que esta sempre apresentou uma variabilidade climática bastante significativa, oscilando entre períodos de secas prolongadas e períodos gelados. 2.2.1 – Variação de temperatura nos últimos 10000 anos

Fig. 7 -Temperaturas globais dos últimos 10 mil anos.

Em 2001, o IPCC editou, com grande publicidade, o seu relatório quinquenal (Third Assessment Report) sobre as alterações climáticas. Neste relatório, o IPCC afirmava que o Homem tinha uma influência perceptível sobre o clima do planeta. No entanto, no seu relatório de 1990 (First Assessment Report) o IPCC havia publicado um gráfico com índices de temperaturas, para o período compreendido entre o século IX d.C. e o século XX d.C., tomando como referência a temperatura do início do século XX.

Fig. 8 - Diagrama esquemático das temperaturas dos últimos 1000 anos.

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Neste ultimo gráfico, publicado pelo IPCC no seu relatório de 1990, destacam-se dois períodos: o Período Quente Medieval (Medieval Warming Period) e a Pequena Idade do Gelo (Little Ice Age). No que toca à temperatura, estes dois períodos revelam valores completamente opostos. O Período Quente Medieval durou aproximadamente entre o século IX e o século XIII e foi invulgarmente quente, muito especialmente na parte ocidental da Europa, na Islândia e na Gronelândia. De acordo com o próprio IPCC (The IPCC Scientific Assessment, 1990, Chap. 7, p. 201-238), este período de calor, disperso por muitas regiões do globo, foi notável porque não foi acompanhado de qualquer aumento de GEE (na altura a indústria mais avançada era a da olaria com utilização da energia muscular do Homem). São inúmeros os registos históricos que comprovam este aquecimento invulgar do planeta nessa época, desde a colonização da Gronelândia e da Islândia, a abundância de cereais na Europa, a expansão dos terrenos vitícolas na Inglaterra e na Escócia, etc. O Homem sempre esteve à mercê de variações rápidas do clima, porém este soube adaptar-se aos ciclos irregulares de frio e de calor. O Período Quente Medieval permitiu que os escandinavos que sobrepovoavam a costa da Noruega no século IX conseguissem colonizar a Islândia. Antes deste período tal não era possível uma vez que a Islândia estava completamente gelada, daí o seu nome Iceland (terra do gelo). Aproximadamente um século depois os vikings chegam à Gronelândia e iniciam a sua colonização. Os vikings deram o nome de Greenland a essa terra, devido ao facto de nessa altura esta ser fértil e verdejante. Estes trouxeram com eles o cristianismo, e construíram uma igreja (Igreja de Herolfsnes) cujas ruínas ainda existem. No fim deste período quente, o gelo voltou a repovoar a Gronelândia. As populações que aí moravam acabaram por desaparecer. A Era dos vikings correspondeu ao período mais quente dos últimos mil anos. O clima quente permitiu aumentar a produção agrícola na Europa, havendo assim alimento necessário para toda a população. Este excesso de alimento fez com que surgisse uma libertação da mão-de-obra dos campos, que acabou por ser um dos factores que impulsionou à construção de várias pontes e catedrais (como é o caso da catedral de Notre Dame em 1159). Tempos depois o clima começava a indiciar uma nova glaciação. A Pequena Idade do Gelo estendeu-se à Europa congelando vários rios e canais. Este período além do frio também trouxe consigo a fome. A Europa sofreu várias crises alimentares

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devido às inundações dos campos agrícolas. Morreram dezenas de milhares de europeus. Recentemente no Peru foram retirados cilindros de gelo do glaciar de Quelccaya que comprovam as baixas temperaturas sentidas nesse período (1560 até 1830). Outro estudo igualmente importante que, identifica a Pequena Idade do Gelo, foi a análise de corais de recifes de Mayotte (arquipélago das Comores) e de Madagáscar. O registo de dados mais longo de Madagáscar, que remonta a 1640, revelou claramente o impacto da Pequena Era do Gelo. Em 1565 o pintor Peter Breughels pintou um quadro que retrata bem o Inverno rigoroso sentido na Inglaterra. O pintor apelidou o quadro de “Caçadores na Neve”.

Fig. 9 - “Caçadores na Neve”.

2.2.2 – Hockey Stick Como já foi referido anteriormente, em 2001 o IPCC publicou um relatório onde culpava o Homem de ser o causador do recente aumento da temperatura. Nesse relatório (Third Assessment Report) o IPCC apresenta um novo gráfico para a variação da temperatura no último milénio conhecido como “hockey stick”.

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Fig. 10 - "Hockey stick".

O “Hockey stick” é uma reconstrução do gráfico apresentado pelo próprio IPCC no relatório de 1990 (First Assessment Report). Esta curva denomina-se de “Hockey stick” uma vez que esta possui um formato semelhante a um stick de hóquei com a pá, que bate na bola, virada para cima. Partindo agora para a análise do gráfico verificamos que tanto o Período Quente Medieval como a Pequena Idade do Gelo praticamente desapareceram da história da Terra. O IPCC admite agora que estes dois períodos não tiveram valores de temperatura tão extremos, isto é, o Período Quente Medieval não foi tão quente e a Pequena Idade do Gelo não foi tão gelada como se tinha reportado no relatório de 1990. Posto isto, podemos afirmar que a variação da temperatura no último milénio apresentou uma evolução mais linear do que aquilo que era admitido anteriormente. Outra conclusão que pudemos tirar do gráfico é que o século XX foi o século mais quente do último milénio. Depois desta análise podemos desde já constatar que o gráfico do “Hockey stick” apresenta uma elevada disparidade relativamente ao gráfico inicial. Este gráfico foi elaborado em 1998 por 3 autores, sendo eles: Mann, Bradley e Hughs. As temperaturas anteriores a 1900 foram estimadas através do estudo dos anéis de árvores (árvores estas localizadas na região oeste da América do Norte), de corais, de cilindros de gelo e registos históricos. Uma vez que este gráfico ia de encontro aos ideais do IPCC, o próprio IPCC decidiu adopta-lo para o seu relatório. Mas será que este gráfico transparece a realidade? Para refutar o “Hockey stick” basta demonstrar que o Período Quente Medieval e a Pequena Idade do Gelo existiram. Como vimos atrás

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existem várias evidências históricas e estudos que comprovam a existência destes dois períodos, logo este gráfico não coincide com a realidade. Em 2003, o matemático Steven McIntye e Ross McKitrick (professor de economia ambiental na Universidade de Guelph, Canadá), ambos canadianos, utilizaram os dados obtidos pela equipa de Michael Mann de modo a confirmar o gráfico do “Hockey stick”. McIntyre e McKitrick, ambos com larga experiência no domínio da estatística, mostraram que a base de dados usada por Mann, Bradley e Hughs continha cálculos incorrectos, erros geográficos de localização e extrapolações da base de dados.

Fig. 11 - Anomalias das temperaturas no hemisfério Norte (1400-1980).

O gráfico anterior contêm dois gráficos, o “Hockey Stick” publicado pelo IPCC e um segundo gráfico que é o resultado do trabalho de Steven McIntyre e Ross McKitrick. Os dois canadianos apresentaram o resultado do seu trabalho, que originou o gráfico a azul. Este gráfico surge como uma rectificação do gráfico do “Hockey stick”, apresentando o Período Quente Medieval de forma bastante evidente e refutando a ideia de que o século XX foi o século mais quente do último milénio. Cai assim por terra

um dos pilares fundamentais da tese do IPCC, uma vez que no Período Quente Medieval as temperaturas excederam as actuais sem qualquer influência dos gases de efeito estufa de origem antropogénica. Área de Projecto 21

2.2.3 – Cilindros de Gelo

Os cilindros de gelo constituem um dos principais alicerces da teoria defendida pelo IPCC. Estes são retirados por perfuração de mantos de gelo, por exemplo, do Antárctico. Através dos cilindros de gelo é possível medir a concentração de CO2 ao longo dos anos, uma vez que estes contêm amostras da atmosfera num determinado período. Quanto maior for a profundidade a que uma amostra de ar é encontrada mais antiga vai ser essa amostra. Contudo para que as medições da concentração de CO2 correspondam à verdade, o ar contido no gelo teria que pertencer a um sistema fechado, ou seja, as propriedades químicas e a composição dos gases contidos nessa amostra teriam que se completamente preservadas. Tal não acontece. Para suportar a sua teoria o IPCC baseou-se nos dados dos cilindros de gelo de Taylor Dome, no Antárctico. Segundo Taylor Dome a concentração de CO 2 no Holoceno, revelou uma tendência temporal estável com valores de 270 ppmv (partes por milhão em volume) a 280 ppmv até ao surto da revolução industrial (havendo um aumento exponencial da concentração de CO2 a partir da revolução industrial). Por outro lado, os dados obtidos a partir dos estomas das folhas fósseis – pequenos poros das folhas onde se troca CO2 na fotossíntese – demonstram as concentrações de CO2 variando amplamente numa faixa de 50 ppmv, isto é, entre 270 ppmv e 326 ppmv (Wagner,2002). Posto isto, surge-nos a dúvida se os cilindros de gelo revelam os verdadeiros valores das concentrações de CO2 ao longo do Holoceno. A perfuração para obter os cilindros de gelo é um procedimento brutal e intrusivo que perturba drasticamente as amostras do gelo. Também as altas pressões a que algumas amostras estão sujeitas (especialmente as que se encontram a grande profundidade) irão influenciar a sua composição. O facto de o CO 2 apresentar elevada solubilidade na água (o CO2 tem uma solubilidade bastante superior à do azoto e à do oxigénio) vai fazer com que haja uma diminuição da concentração de CO 2 na amostra de gelo. Todos estes factos levam-nos a dizer que as amostras de gelo não constituem um sistema fechado. Assim sendo, os valores anunciados para o CO2 dos cilindros de gelo são artificiais. Devem-se aos processos físico-químicos verificados nos mantos de gelo e nos cilindros daí retirados. São concentrações 30 % a 50 % mais baixas do que as da atmosfera original. Concluímos então que os cilindros de gelo não constituem um protótipo adequado à reconstrução da composição química da atmosfera ancestral. Área de Projecto 22

Apesar disto, os cilindros de gelo permitem-nos ver as variações da concentração de CO2 na atmosfera, ou seja, ainda que as concentrações de CO2 indicadas pelos cilindros estejam erradas estes transparecem com certo rigor os períodos onde ocorreram variações da concentração de CO2. É a partir desta condição, e devido a vários estudos na área, que foi possível concluir que a temperatura comanda a concentração de CO2, e não o inverso. Com base em estudos anteriores de Jouzel et al., Petit et al., Barkov, Kotlyakov, etc., a australiana Joanne Nova traçou as evoluções da temperatura e da concentração de CO2 com grande detalhe. Joanne elaborou inúmeros gráficos para vários intervalos de tempo. Através da análise destes, verificámos que existe um aumento da temperatura que antecede o aumento da concentração de CO2 em algumas centenas de anos. Existe portanto um desfasamento entre a variação da temperatura e da concentração de CO2. Este desfasamento é já aceite pela comunidade internacional de climatologistas como um facto real e indesmentível.

Fig.12 - Cilindro de Vostok. 150 mil - 100 mil anos.

Este é um dos gráficos elaborados por Joanne Nova e que vem sustentar a teoria de que é a temperatura que faz oscilar a concentração do CO 2. A partir da análise do gráfico podemos observar o desfasamento da ordem dos 800 anos entre o crescimento (ou o decrescimento) da temperatura e da concentração.

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Fig. 13 – Variação da temperatura e da concentração nos últimos 50 mil anos.

Neste segundo gráfico é possível visualizar a variação da temperatura e da concentração nos últimos 50 mil anos. Confirma-se de facto o desfasamento entre estas duas variáveis. Este desfasamento pode ser explicado pela temperatura dos oceanos. Então podemos afirmar que quando as temperaturas aumentam mais CO 2 é emitido para a atmosfera, ou seja, ao subir a temperatura da água dos oceanos estes emitem mais CO 2 que fora aprisionado quando as temperaturas eram mais baixas. Os oceanos armazenam enormes quantidades de CO2, porém à medida que a temperatura aumenta esta sua capacidade de armazenamento de CO2 diminui, havendo assim libertação. O desfasamento entre a temperatura e a concentração deve-se sobretudo ao período de arrefecimento ou aquecimento da água dos oceanos. Podemos então concluir que é a temperatura que comanda a concentração de CO2 e não o inverso.

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2.2.4 - Variação da Temperatura 1850-2000

Fig. 14 – Variação da temperatura desde meados de 1850 até 2000.

Os valores de temperatura usados pelos cientistas climáticos para os seus estudos são obtidos por duas vias: instrumental e por inferência. A instrumental refere-se aos dados obtidos directamente por instrumentos de medição de temperatura. Na impossibilidade de utilizar instrumentos para obter a temperatura, o que geralmente acontece quando se pretende obter a temperatura de períodos passados, os cientistas procuram propriedades físicas, fenómenos ou substâncias que de algum modo se relacionam com a temperatura e permanecem inalterados com o passar do tempo. A partir desses pode-se inferir a temperatura com maior ou menor precisão e correcção. A década de 1850 marcou o início da obtenção das temperaturas médias globais por dados instrumentais. Muito antes disso já existiam dados instrumentais da temperatura, porém, só em 1850 se reuniram dados de medições de vários locais do globo suficientes para que uma média da temperatura global sobejamente precisa fosse Área de Projecto 25

obtida. Apesar disso, é necessário ter a devida precaução em relação a esta média, os termómetros eram muitas vezes pouco precisos e colocados no meio de cidades onde o calor urbano poderia falsear as medidas, aliás, ainda hoje estas imprecisões científicas acontecem. Só a partir da década de 80 do século passado é que as medições se tornaram verdadeiramente precisas com o recurso a satélites. Analisando a figura, é perceptível que a temperatura média do planeta subiu desde 1880 até 1900, aí sofreu um pequeno decréscimo até meados da década de 10. A partir daí sofreu uma subida acentuada até 1940. Nos 35 anos seguintes a temperatura assumiu uma tendência descendente, o que na época despoletou os receios por uma nova idade do gelo. Porém, em 1975 a temperatura voltou a subir a um ritmo acelerado até final do século, criando novos receios na humanidade, desta vez devido a um aquecimento global. Na última década a temperatura permaneceu aproximadamente constante. O aumento da temperatura durante o período de 1850 a 2000 ronda os 0,8 ºC segundo os dados do último relatório do IPCC, sendo que esse aquecimento se deu essencialmente em dois períodos: de 1910 a 1940 e 1975 a 2000. Este gráfico apresenta alguma correlação com o gráfico da concentração de dióxido de carbono no ar atmosférico, sendo essa correlação apontada como prova da causa antropogénica do aquecimento global.

2.2.5 - Aquecimento Local

O aquecimento a nível planetário é um assunto ainda em aceso debate na comunidade científica, não existem certezas sobre a sua causa e muito menos sobre as possíveis maneiras de o reverter. No entanto, existe um outro aquecimento de causas bem definidas e reversíveis, que muitas vezes é confundido com o aquecimento global e manipula algumas das suas hipotéticas causas. É o chamado aquecimento local. Este aquecimento ocorre essencialmente nas áreas fortemente alteradas pelo Homem, as cidades portanto. Nas cidades há a produção massiva de dióxido de carbono, óxidos nitrosos, ozono e todo o tipo de aerossóis, todos eles potenciais gases de efeito estufa. Como estes gases não se dispersam instantaneamente por toda a atmosfera, as cidades e zonas adjacentes estão permanentemente cobertas por uma espessa camada de gases de efeito estufa. Por outro lado, o albedo das cidades é muito baixo, isto é, absorvem grande parte da Área de Projecto 26

radiação que nelas incide. A agravar este facto, temos que as altas e vastas edificações de uma cidade dificultam a circulação do ar, pelo que o ar quente permanece mais tempo numa cidade do que numa zona que não sofreu a intervenção humana. Assim, as cidades e toda área circundante funcionam como autênticas estufas, nas quais a temperatura é alguns graus maior que a média da região circundante, sendo por vezes designadas por ilhas de calor. Esta característica da cidade tem efeitos nefastos. Qualquer onda de calor, por mais pequena que seja, é exacerbada pela ilha de calor dando a falsa sensação que o planeta está mais quente. Apesar deste efeito se fazer sentir apenas a nível regional, está a influenciar as temperaturas médias global, porém, essa influência é puramente estatística não se estendendo ao mundo real. As estações para medição de temperatura são preferencialmente instaladas em locais isolados. Mas devido à densidade elevada de cidades e outras povoações humanas, as estações estão muitas vezes sob a influência das ilhas de calor das cidades, pelo que as temperaturas obtidas não correspondem à realidade, sendo inúteis para fins estatísticos. Este facto põe em causa mais de 160 anos de medições globais da temperatura e põe também em causa todas as asserções formuladas até agora. Os cientistas clamam usar algoritmos que eliminam os efeitos ilha de calor dos dados da temperatura, porém, fica por saber até que ponto serão efectivas essas mudanças e permitirão a análise da realidade.

2.3 - Modelos climáicos

Um modelo é uma visão abstracta e simplificada de um sistema complexo. Representa objectos, fenómenos e processos numa maneira lógica, formalizando-os de modo a replicar o sistema. Nas ciências empíricas são utilizados, muitas vezes, modelos matemáticos de modo a analisar, compreender e prever determinados fenómenos da realidade. Para formular estes modelos os cientistas utilizam leis físicas que descrevem os diversos fenómenos ocorrentes no sistema e as interacções entre eles. Apesar de serem simplificações de sistemas mais complexos, muitos modelos possuem grande número de variáveis, o que torna a sua resolução analítica inviável, senão mesmo impossível. Nesses casos é utilizado o poder computacional de modo a obter as soluções numéricas do sistema matemático. Essas soluções terão de ser devidamente Área de Projecto 27

interpretadas no contexto do sistema. No que diz respeito ao clima, os cientistas utilizam modelos matemáticos de processamento computacional, para o estudo do sistema climático. Antes da explicação o funcionamento dos modelos do clima, importa referir algumas características da atmosfera, aliás da troposfera, pois é aí que ocorre a maioria dos fenómenos climáticos relevantes para o nosso quotidiano, que ajudaram à compreensão dos factos apresentados daqui em diante. A atmosfera é constituída essencialmente por gás, tendo as propriedades físicas de um fluído. A densidade desta diminui com o aumento da altitude. O dióxido de carbono encontra-se uniformemente distribuído na atmosfera, isto porque o seu tempo de permanência na atmosfera é de aproximadamente 120 anos que lhe permite distribuir por toda a atmosfera a partir dos seus pontos de produção (transportes, indústria, vulcões, oceanos, etc). Já o vapor de água tem uma concentração variável ao longo da atmosfera. A sua permanência na atmosfera não excede 12 dias e é produzido fundamentalmente pela evaporação ao nível dos oceanos e florestas. Assim, a sua concentração está compreendida entre os 1 e 4 % dependendo do local da atmosfera. A fonte de energia da atmosfera é a radiação solar. Esta provoca maior aquecimento no ar junto ao solo, sendo que esse calor se distribuiu pela restante atmosfera por convecção. A convecção é, aliás, a base todos os fenómenos meteorológicos. Eis como se processa na atmosfera: O ar próximo do solo é aquecido, tornando-se menos denso e sobe na atmosfera. Ao longo do percurso transfere calor e perde temperatura. Torna-se frio e mais denso e desce na atmosfera. Por outro lado o ar quente é geralmente rico em vapor de água e quando arrefece o vapor de água condensa e formam-se as nuvens. Por muito simples que este processo possa parecer a previsão dos seus efeitos é laboriosa e incerta. Passemos, agora, aos modelos propriamente ditos. Nestes são utilizadas as leis da Termodinâmica para calcular o balanço radiativo nos diversos locais da atmosfera, isto é, contabilização de toda a radiação incidente na atmosfera e a radiação reflectida ou radiada de novo para o espaço. A radiação incidente varia de acordo com a actividade solar e um aumento nela significa, geralmente, um forçamento radiativo positivo, que leva ao aumento da temperatura. Já a radiação envidada para o espaço está dependente de variáveis como a concentração de dióxido de carbono, vapor de água, aerossóis, presença nuvens, entre outros, que tanto podem provocar forçamentos positivos como Área de Projecto 28

negativos. A radiação absorvida provoca aumentos de temperatura nas massas de ar que levam seu deslocamento. Para descrever esse deslocamento, os modelos climáticos utilizam as equações de Navier-Stokes para o movimento de substâncias fluidas. Estas permitem obter a pressão e velocidade numa determinada zona de uma massa de ar. Ao nível dos oceanos existe também toda uma dinâmica que influencia de modo preponderante o sistema climático. Assim, os cientistas uma vez mais utilizam as equações de Navier-Stokes, para descrever as correntes oceânicas e movimentos convectivos consequentes de transferências de calor quer entre o oceano e atmosfera, quer entre o oceano e radiação. Os modelos incrementam ainda fundamentos da teoria do Caos, devido ao elevado número de variáveis e a sensibilidade das equações às mais ligeiras mudanças, que tratadas impropriamente produziriam resultados praticamente aleatórios. Por motivos de ordem logística, os supercomputadores actuais não conseguem modelar o sistema climático para todos os pontos da atmosfera, pois o tempo de cálculo tornaria qualquer tentativa infrutífera. Para contornar este problema os cientistas dividem atmosfera em paralelepípedos, nos quais o seu interior possui as mesmas propriedades químicas e físicas, sendo modelado apenas como um ponto. Os modelos climáticos globais mais avançados utilizam paralelepípedos de base quadrada, de lado 41 kms (Quilómetros) e altura variável. Modelos locais para previsão meteorológica utilizam uma resolução maior, por exemplo o modelo criado pelo IST para a previsão meteorológica em Portugal utiliza paralelepípedos na ordem dos 10 kms de lado. Actualmente o objectivo principal dos modelos é estudar e prever o efeito dos gases de efeito estufa no sistema climático. Os cientistas usualmente optam por introduzir condições iniciais de uma determinada época passada, correr os modelos e comparar os seus resultados com os dados observacionais. Caso os dados não coincidam, significa que existem processos físicos mal implementados no modelo ou factores e processos que são de todo desconhecidos pelos cientistas, mas têm influência mensurável no sistema climático. Os modelos têm reproduzido com relativa fiabilidade o comportamento do clima no período 1975-2000 e os cientistas, confiantes, optaram por correr os modelos de modo a projectar o clima para os próximos 100 anos. A maioria deles estipula uma aquecimento de 1 a 3 ºC até ao final deste século, no sistema climático.

Área de Projecto

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2.3.1 – Debilidades dos modelos climáticos

Os modelos são de um valor inestimável para a ciência climática. Vieram permitir a compreensão de processos ocorrentes na atmosfera completamente inacessíveis ao intelecto humano. Porém, há que compreender as limitações dos modelos climáticos e não hiperbolizar a sua importância. Eles falham na replicação de boa parte dos fenómenos climáticos que influenciaram a Terra no último século e não incorporam alguns fenómenos de vital importância, sendo incompreensível a credibilidade que lhes é dada na previsão das consequências dos gases de efeito estufa na atmosfera. Analisemos, então, as debilidades dos modelos climáticos:

2.3.1.1 - Replicação de períodos passados

Os modelos apenas conseguem replicar com relativa credibilidade os dados da temperatura para o período de 1975 a 2000, no qual se assistiu a aumento da temperatura contínuo e progressivo da temperatura. Porém, no século XX a temperatura sofreu inúmeras variações de temperatura que não foram ainda replicadas pelos modelos, entre os quais se destacam o Shift Climático, o El Niño e a constância da temperatura nos últimos 10 anos.

2.3.1.1.1- Shift Climático

O shift climático é o termo que vulgarmente designa o aumento brusco e repentino da temperatura em algumas regiões do globo ocorrido em 1975 da ordem das décimas de grau.

Fig. 15 – Shift climático entre 1975-76.

Área de Projecto

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Este shift marcou o ponto de viragem na evolução das temperaturas. Até 1975 a temperatura global seguia uma tendência descendente, principalmente no hemisfério norte. Dessa data em diante a temperatura assumiu tendência ascendente. O motivo para tal alteração continua por esclarecer, mas é evidente que se conseguiu sobrepor a qualquer influência antropogénica. Os modelos provavelmente por não incorporarem o motivo causador, não conseguem replicar tal variação de temperatura e mesmo à luz dos conhecimentos actuais não conseguem produzir qualquer evidência que explique o shift climático. 2.3.1.1.2 - El Niño A Oscilação Sul (El Niño) é a flutuação interanual da pressão atmosférica ao nível do mar no Oceano Pacífico, devida a variações na circulação atmosférica. Normalmente, os ventos alísios sopram para sudoeste (no hemisfério sul), levando a água da superfície do mar aquecida na região do equador para a costa da Indonésia e Austrália e, com ela, massas de ar também aquecidas. No entanto, a força dos ventos varia de um ano para outro, provocando diferenças na temperatura e pluviosidade nas vários continentes que ladeiam aquele oceano. Aparentemente, estas variações também se registaram nos restantes oceanos, mas ficaram mais conhecidas pelas anomalias conhecidas pelo nome “El Niño”, que foram descobertas no Oceano Pacífico. A Oscilação Sul é acompanhada através do Índice de Oscilação Sul (IOS ou SOI, em inglês), que é a diferença normalizada entre a pressão atmosférica medida no Tahiti (na Polinésia Francesa) e em Darwin, na Austrália. Um valor alto do IOS (grande diferença de pressões) significa ventos mais fortes que a média e normalmente está associado a uma situação de “La Niña”, ou seja, água com temperatura superficial mais fria que a média na costa ocidental da América do Sul, e vice-versa. Uma vez que estes eventos têm uma grande influência no clima, provocando secas ou cheias e, portanto, afectando a agricultura e, em geral, a economia dos países, o estudo da Oscilação Sul e das suas anomalias ou OSEN, tem uma grande importância, não só para a economia mundial, mas também para a compreensão dos fenómenos climáticos. No entanto, e apesar dos esforços feitos, o progresso é lento e as tentativas para descrever a oscilação do sul revelaram-se infrutíferas. Como tal os modelos climáticos não a conseguem revelar, evidenciando, mais uma vez, a sua debilidade e carência de suporte teórico. Área de Projecto 31

2.3.1.1.3- Constância da Temperatura

Em 1998 ou 2001, dependendo das fontes consultadas, a temperatura global atingiu o seu máximo desde que existem registos. No entanto, desde então a temperatura tem permanecido constante, isto é, não sofreu aumentos nem decréscimos mensuráveis nos últimos 10 anos. Por outro lado as emissões de dióxido de carbono sofreram, inclusive, um pequeno aumento. Estes dados estão em completo desacordo com as projecções dos modelos. Nas simulações já feitas, um aumento da concentração do dióxido de carbono atmosférico leva invariavelmente a um aumento da temperatura, mas no mundo real apesar do aumento progressivo do dióxido de carbono a temperatura permanece constante. Apesar destes dados não constituírem uma prova da parca influência do dióxido de carbono no sistema climático, evidenciam pelo menos que existem processos desconhecidos no sistema climático com pelo menos tanta influência como o CO 2, capazes de manter a temperatura constante por uma década.

2.3.1.2- Aquecimento do CO2 A teoria do Aquecimento Global Antropogénico permite concluir que o dióxido de carbono atmosférico provocara um aumento da temperatura global. Sabendo que a radiação solar não incide de igual forma no planeta, existem zonas da atmosfera que sofreram o maior acréscimo de temperatura devido ao dióxido de carbono. Os cientistas utilizaram os modelos climáticos para prever onde o aumento da concentração do dióxido de carbono iria provocar um acréscimo na temperatura.

Área de Projecto

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Fig.16- Previsão da variação da temperatura ao longo da latitude e altitude.

Tal como a figura mostra, os modelos prevêem que o dióxido de carbono provocará um aquecimento do ar atmosférico a 10 km de altitude ao nível do equador na ordem do 1 ºC. De referir que na figura é apresentado o somatório dos forcings (influência no balanço radiativo provocado por determinado factor) provocados pelos gases de efeitos estufa, vulcões, sol, ozono e aerossóis sulfatados. Ainda assim, o forcing devido aos gases de efeito de estufa é de longe o mais influente segundo os modelos. Apesar de todo o crédito dado a estas projecções, estas até à data têm-se revelado erradas, isto é, os balões atmosféricos enviados para a alta troposfera ainda não verificaram qualquer sinal do aquecimento previsto pelos modelos.

Fig. 17 – Variação da temperatura ao longo da latitude e altitude.

Área de Projecto

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A imagem anterior é contundente, na zona prevista pelos modelos não existe qualquer sinal de aquecimento, a temperatura têm-se mantido aproximadamente constante, sem grandes desvios nos anos recentes. Esta discrepância entre dados, revela mais uma vez a inabilidade dos modelos em prever correctamente o clima. Há postulados sobre o dióxido de carbono que terão de ser obrigatoriamente revistos de modo aos modelos produzirem dados mais próximos com a realidade.

2.3.1.3- Papel das nuvens

As nuvens são outra das peças-chave no controlo do sistema climático. A sua formação evidencia uma transferência de calor por convecção como foi referido anteriormente, porém, a formação propriamente dita representa outra transferência de calor. A radiação que incide na água contida nos oceanos aumenta a sua temperatura, mas nem toda essa radiação é empregue no aumento da temperatura. Quando a água atinge o ponto de ebulição é necessária energia (radiação) para mudá-la de estado físico, é o chamado calor de entalpia. Essa energia fica latente nas moléculas de água até que haja uma nova condensação. Ou seja, quando uma nuvem se forma existe libertação extra de energia que modifica toda a dinâmica atmosférica naquela região, que têm repercussões no clima futuro. Por outro lado, a formação de nuvens bloqueia a passagem de radiação em direcção à superfície, sendo que esta tanto pode ser absorvida por elas ou simplesmente reflectida de volta para o espaço. A reflexão ou absorção de radiação pelas nuvens é determinada pela altitude na qual ela está formada. Em princípio, a temperatura global tende a aumentar principalmente com a presença de nuvens estratiformes (forma de “camadas horizontais”) na alta troposfera. Essas nuvens altas (tipo “cirro”) são mais ténues, constituídas por cristais de gelo e tendem a absorver mais radiação. Por outro lado, nuvens baixas (tipo “estrato”), mais espessas, tendem arrefecer a atmosfera, pois reflectem a maior parte da radiação que a elas chegam. Assim as nuvens vão alterar o balanço radiativo, sendo importantes agentes de forçamento. A influência das nuvens é sobretudo sentida a nível local, porém, e apesar de não estar devidamente investigado, estas influenciam todo o sistema climático. Área de Projecto 34

No que respeita aos modelos, o papel das nuvens foi descurado por motivos logísticos. Como foi referido os modelos de previsão a nível global utilizam paralelepípedos de 41x41 km. Porém, as nuvens formam-se a uma escala muito inferior, pelo que o forçamento associado à dinâmica das nuvens não é integrado nas simulações executadas pelos modelos, apesar de ser compreender a sua fulcral influência no sistema climático.

2.3.1.4 - Ciclos

Fig. 18 – Ciclo do Carbono.

No planeta Terra o carbono circula através dos oceanos, da atmosfera e da terra, num grande ciclo biogeoquímico. Este ciclo pode ser dividido em dois tipos: o ciclo "lento" ou geológico, e o ciclo "rápido" ou biológico. Para estudos do clima recente, os cientistas analisam fundamentalmente o ciclo biológico, e também no nosso caso será nele que nos debruçaremos. Área de Projecto 35

O ciclo biológico do Carbono é relativamente rápido: estima-se que a renovação do carbono atmosférico ocorre a cada 20 anos. Na ausência da influência antropogênica, no ciclo biológico existem três reservatórios ou "stocks": terrestre (20.000 Gt - Gigatoneladas), atmosfera (750 Gt), oceanos (40.000 Gt). Este ciclo desempenha um papel importante nos fluxos de carbono entre os diversos stocks, através dos processos da fotossíntese e da respiração. Através do processo da fotossíntese, as plantas absorvem a energia solar e CO 2 da atmosfera, produzindo oxigénio e hidratos de carbono, que servem de base para o crescimento das plantas. Os animais e as plantas utilizam os hidratos de carbono pelo processo de respiração, utilizando a energia contida nos hidratos de carbono e emitindo CO2. Juntamente com a decomposição orgânica, a respiração devolve o carbono, biologicamente fixado nos stocks terrestres, para a atmosfera. É possível verificar que a maior parte da troca entre o stock terrestre e stock atmosférico resulta dos processos da fotossíntese e da respiração. Nos dias de Primavera e Verão as plantas absorvem a luz solar e o CO2 da atmosfera e, paralelamente, os animais, plantas e micróbios, através da respiração devolvem o CO 2. Quando a temperatura ou humidade é muito baixa, por exemplo no Inverno ou em desertos, a fotossíntese e a respiração reduz-se ou cessa, assim como o fluxo de carbono entre a superfície terrestre e a atmosfera. Apesar do stock atmosférico de carbono ser o menor dos três (com cerca de 750 Gt de carbono), determina a concentração de CO2 na atmosfera, cuja concentração pode influenciar o clima terrestre. Ainda mais, os fluxos anuais entre o stock atmosférico e os outros dois stocks (oceanos e terrestre) são cerca de um quarto da dimensão do stock atmosférico, o que representa uma grande sensibilidade às mudanças nos fluxos. Os oceanos representam o maior stock dos três, cinquenta vezes maior que o stock atmosférico. Existem transferências entre estes dois stocks através de processos químicos que estabelecem um equilíbrio entre as camadas superficiais dos oceanos e as concentrações no ar acima da superfície. A quantidade de CO 2 que o oceano absorve depende da temperatura do mesmo e da concentração já presente. Temperaturas baixas da superfície do oceano potenciam uma maior absorção do CO 2 atmosférico, enquanto temperaturas mais quentes podem causar a emissão de CO2. Os fluxos, sem interferências antropogénicas, são aproximadamente equivalentes, variando lentamente – escala geológica. Porém, existem as ditas interferências antropogénicas. A humanidade, pela queima de combustíveis fósseis, tem Área de Projecto 36

transferido grandes quantidades do stock de carbono do ciclo geológico para o stock atmosférico do ciclo biológico. Os cientistas esforçam-se para compreender de que maneira o carbono adicional influenciará o ciclo e conseguiram determinar com relativa segurança que das 6.4 Gt de dióxido de carbono emitidas, apenas 3,2 permanecem realmente na atmosfera. As restantes passaram a integrar o stock oceânico e terrestre. A incerteza reside no modo como ciclo biológico lidará com o CO2 no futuro, o que condiciona os cálculos para a obtenção da sua concentração nos modelos climáticos. Tende-se a considerar que no futuro o CO2 será cada vez mais retido na atmosfera o que aumentaria o efeito estufa e consequentemente a temperatura. Por sua vez, a superfície dos oceanos também aqueceria, diminuindo a sua capacidade de reter CO2, pelo que teríamos ainda mais CO2 na atmosfera. A este efeito dominó chama-se retro-alimentação, devido ao facto de uma pequena alteração, induzir uma série de alterações cada vez maiores. Apesar da existência e magnitude desta retro-alimentação ainda não estarem completamente aferidas, os modelos utilizam-na e exacerbam a sua influência. Além disso, apesar do valor dos fluxos estar determinado, os fenómenos aí envolvidos permanecem no domínio da verosimilhança, pelo que qualquer exercício de extrapolação será infrutífero. O ciclo da água sofre um problema semelhante. O valor das transferências de água entre os oceanos, atmosfera e continentes é conhecido, tal como os fenómenos nelas envolvidos. No entanto, quando esses fenómenos são exportados para o sistema climático global incoerências e discrepâncias surgem. Tais discrepâncias vão, por conseguinte, influenciar o cálculo fluxos energéticos, comprometendo todas as projecções. Os modelos climáticos são ferramentas de pesquisa de grande valia científica, mas são ainda representações redutoras e demasiado simplistas de um sistema complexo com um número espantoso de variáveis e uma panóplia de fenómenos ainda desconhecidos dos cientistas. Assim, é contraproducentes instituir o carácter de verdade universal em previsões ainda rudimentares e de fiabilidade questionável.

Área de Projecto

37

Capítulo 3 – Consequências sociais e económicas

3.1 - O Sensacionalismo Todos os dias, os media tem a “preocupação” de trazer até nós as mais recentes notícias da nossa sociedade, seja por rádio, jornais ou televisão. Assim como a imprensa procura vender o maior número de jornais, também as estações televisivas buscam maiores audiências. As altas audiências e as elevadas vendas de jornais transparecem de facto um propósito, o lucro. Para atingirem tal objectivo, os media utilizam métodos que captem a atenção do consumidor para o seu produto. É aqui que surge o sensacionalismo, ou seja, os media servem-se da susceptibilidade das pessoas e procuram explora-la descrevendo as noticias de forma exagerada apelando assim para as sensações. Por exemplo, quando nos é apresentado uma notícia na qual se revela uma grande catástrofe, é quase que impossível ficar-se indiferente à situação, pois isso fere as nossas susceptibilidades como seres humanos. Ou seja, sabemos bem que o sensacionalismo joga com os nossos sentimentos. É com grandes alaridos que se fazem grandes notícias. Segundo os alarmistas – defensores da teoria do Aquecimento Global Antropogénico (IPCC) – o nosso planeta está aquecer devido ao aumento da libertação de CO2 resultante da actividade humana. Ainda citando os alarmistas, este aquecimento ao nível planetário poderá trazer inúmeras complicações para a Humanidade. Estas afirmações surgiram pela primeira vez aquando a publicação do “Third Assessment Report” pelo IPCC em 2001. E foi partir daqui que a expressão “Global Warming” começou a ganhar forma nas manchetes dos jornais bem como na televisão. Esta é de facto uma notícia que atrai a atenção de muita gente, uma vez que está relacionada com o planeta e com o bem comum. A partir desta os media procuraram extrair o máximo de alarmismo chegando ao ponto de deturpar a notícia. Em Portugal, os meios de comunicação social abordaram este assunto do Aquecimento Global de forma deficiente uma vez que só deram a conhecer à população o lado sensacionalista, ou seja, pegaram na teoria do IPCC e divulgaram-na como se fosse um dogma retirando-lhe assim as incertezas. Durante um longo período os media chamavam a atenção para o facto de o Homem ser o grande causador do aquecimento que supostamente estávamos a presenciar. Área de Projecto 38

Com receio de diminuir os elevados lucros que estavam a obter com tamanho alarido, os media não se atreveram a pôr em causa a teoria defendida pelo IPCC omitindo, assim, diversos estudos que a refutavam. São inúmeras as estratégias que as televisões e a imprensa utilizavam para avivar o sentimento de culpa das pessoas, publicando por exemplo previsões que apontam para o desaparecimento de alguns países nos próximos anos caso a situação de aquecimento se mantivesse. Felizmente esta situação tem vindo a melhorar lentamente. Tal só foi possível graças a um acontecimento que abalou toda a comunidade científica. Em Novembro de 2009, deu-se o chamado Climategate. O Climategate foi um incidente que ocorreu na Universidade de East Anglia (em Norwich na Inglaterra) onde um grupo de hackers entrou num servidor usado pelos cientistas do Climatic Research Unit e retirou daí informações privadas como emails trocados entre os cientistas desse sector e outros documentos. Além de furtar toda essa informação, os hackers ainda publicaram-na na internet. O que acabou por comprometer a teoria defendida pelo IPCC foi o facto de os cientistas deste sector (Climatic Research Unit), estando alguns deles relacionados com o IPCC, afirmarem nos emails trocados entre si que iriam proceder a falsificações de valores de modo a que os seus estudos apoiassem a teoria do Aquecimento Global Antropogénico. Como já referi, alguns dos cientistas que pertenciam ao Climatic Research Unit estabeleciam ligação com o IPCC, como é o caso de Phill Jones. Este escândalo teve um enorme impacto na comunidade científica e resultou numa descredibilização dos cientistas envolvidos. O Climategate teve grande discussão entre os meios de comunicação social anglo-saxónicos bem como na internet. O mesmo não se passou com Portugal. Neste caso, os media portugueses demoraram algum tempo a publicar este escândalo de enormes proporções. Talvez agora as pessoas venham a compreender melhor toda esta “religião” que envolve o aquecimento global. Talvez não seja tão grave como se pinta. 3.1.1 – Inquéritos No primeiro período, o nosso grupo procedeu à realização de um inquérito acerca do Aquecimento Global. Com este pretendíamos recolher alguma informação acerca da opinião da população (Alunos do Secundário, do Nono ano e alguns professores) relativamente ao tema do nosso trabalho – o Aquecimento Global. No total foram inquiridos cento e dez indivíduos repartidos por diferentes idades. De modo a Área de Projecto 39

simplificar e a termos uma ideia mais clara da opinião de cada faixa etária decidimos organizar a informação recolhida em cinco grupos de indivíduos: “14 anos”, “15 anos”, “16 anos”, “17 anos” e “Maiores de 18 anos”. Depois do tratamento dos dados adquiridos procederemos agora à sua análise. Da análise do primeiro gráfico, podemos constatar que toda a população inquirida tem conhecimento deste fenómeno que é o Aquecimento Global. Seria de facto este o resultado mais previsível, já que este fenómeno foi e é inúmeras vezes notícia em todo o mundo e em todos os meios de comunicação. De certo que toda a população inquirida tem acesso aos meios de comunicação social.

1- Sabe o que é o Aquecimento Global?
30 25 20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Relativamente à segunda questão podemos afirmar que no geral a opinião foi quase unânime. Cento e oito dos cento e dez indivíduos responderam que existia Aquecimento Global. Mas podemos agora observar no gráfico correspondente à questão 2.3 que uma boa parte dos indivíduos (43 indivíduos) responderam que não tinham sentido quaisquer efeitos do Aquecimento Global na sua vida quotidiana. É provável então que alguns destes indivíduos que responderam negativamente à 2.3 tenham sido influenciados pelos meios de comunicação social. Através desta análise podemos ter uma ideia de como a comunicação social pode influenciar as pessoas.

Área de Projecto

40

2- Acha que existe Aquecimento Global?
30 25 20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

2.3- Já sentiu os efeitos do Aquecimento Global na sua vida quotidiana?
20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

A causa do Aquecimento Global é a grande questão que paira na comunidade científica. No entanto, o que nos é transmitido pelos media é que o Homem é o grande causador de todo este aquecimento, devido à sua actividade que provoca o aumento desenfreado da concentração de CO2 na atmosfera. De facto é complicado abstrair-nos desta informação manipulada que nos é exposta, e conseguirmos adquirir informação mais credível. Os media jogam com as nossas sensações e fazem nos acreditar veemente no facto de o CO2 ser o grande provocador do aumento da temperatura que estamos a presenciar. Da análise da informação obtida podemos observar isso, cerca de 95 % dos indivíduos acredita que o CO2 é a causa do Aquecimento Global. Só aproximadamente 5% dos indivíduos afirma que a causa do aquecimento é ainda desconhecida. Área de Projecto 41

2.1- Qual a causa do Aquecimento Global?
30 25 20 15 10 5 0

Vulcanismo

Vulcanismo

Vulcanismo

Vulcanismo

Mecanismos desconhecidos

Mecanismos desconhecidos

Mecanismos desconhecidos

Mecanismos desconhecidos

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Como era de esperar a maior parte dos indivíduos inquiridos desconhece a teoria que contesta o Aquecimento Global. Mais uma falha cometida por parte dos meios de comunicação social, uma vez que só transmitem aquilo que lhes convém e não ousam expor outras teorias ou pontos de vista que possam comprometer o alarido causado e consequente descida dos lucros. Apenas cerca de 44% dos inquiridos estão informados acerca da teoria que contesta o Aquecimento Global. Este valor é bastante baixo tendo em conta a importância do assunto em questão.

Área de Projecto

Mecanismos desconhecidos

Vulcanismo

CO2

CO2

CO2

CO2

CO2

Sol

Sol

Sol

Sol

Sol

42

4- Tem conhecimento da teoria que contesta o Aquecimento Global?
18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Analisando agora o gráfico correspondente à sexta pergunta, contabilizámos 54 votos para ambos os lados (sendo que dois votos foram considerados nulos). A sexta questão remete para o facto de a teoria do Aquecimento Global Antropogénico estar ou não associada a interesses políticos. Cinquenta e quatro inquiridos afirmam que por de trás da teoria do Aquecimento Global existem interesses instalados (como já foi referido anteriormente). De igual modo clamam outros tantos inquiridos que não há qualquer interesse político envolto desta teoria. É realmente uma questão complicada, porém onde há movimentação de grandes quantias de dinheiro há normalmente muitos interesses associados.

Área de Projecto

43

6- A teoria do Aquecimento Global é movida por interesses políticos?
18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Cerca de 64% da população inquirida considera que o investimento em energias renováveis é a medida mais apropriada para combater o Aquecimento Global. É verdade que as energias renováveis são bastante mais ecológicas que os outros tipos de energia tradicional, contudo grande parte das vezes as pessoas não tem noção do que são realmente as energias renováveis nem dos limites e necessidades que estas impõe. Já para não falar que estas são incapazes de suprir todas as necessidades energéticas de uma sociedade. Pôr fim à emissão de CO2 não será por enquanto uma medida realizável, visto que actualmente a nossa sociedade ainda está bastante dependente dos combustíveis fósseis e a tecnologia ainda não permite tal proeza. A substituição dos combustíveis fósseis pelos biocombustíveis não irá de certo resultar numa diminuição da emissão de CO2, uma vez que a produção destes combustíveis verdes promove a desflorestação e consequente diminuição da absorção de CO2 pelas plantas. E é claro que não reagir nunca será a melhor decisão, é preciso continuar a trabalhar para encontrar a melhor solução.

Área de Projecto

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8- Formas de combate ao Aquecimento Global
20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Biocombustíveis Biocombustíveis Biocombustíveis Biocombustíveis Energias Renováveis Energias Renováveis Energias Renováveis Energias Renováveis Energias Renováveis Biocombustíveis

Não fazer nada

Não fazer nada

Não fazer nada

Não fazer nada

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Quanto à rentabilidade das energias renováveis, aproximadamente 88% dos inquiridos consideram que as energias renováveis constituem investimentos rentáveis, já os outros 12% consideram que estas não são rentáveis. A rentabilidade das energias renováveis é um assunto bastante discutível pois temos que ter em conta bastantes aspectos, desde o custo da manutenção, a energia produzida, a duração das estruturas, etc.

10- Acha as energias renováveis rentáveis?
30 25 20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Área de Projecto

Fim à produção de CO2

Fim à produção de CO2

Fim à produção de CO2

Fim à produção de CO2

Fim à produção de CO2

Não fazer nada

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Apesar de não ser renovável, a energia nuclear é o tipo de energia com maior rendimento. Como já aqui foi referido, a produção de energia numa central nuclear é feita através da evaporação da água que por sua vez fazem movimentar uma turbina. Embora o seu combustível (plutónio ou urânio) não seja inesgotável como o sol ou o vento, basta uma pequeníssima porção deste combustível para produzir uma grande quantidade de energia. Por outro lado, tanto a energia eólica como a solar são energias renováveis, contudo a energia eólica possui um maior rendimento que a solar. Analisando agora os dados obtidos, podemos observar que 41 dos 110 indivíduos consideram a energia nuclear a mais rentável. Por outro lado, 36 inquiridos consideram a energia solar a energia com maior rendimento. A energia eólica e o carvão foram as que contabilizaram menos votos. Desta análise, podemos concluir que mais de metade dos inquiridos não está devidamente informado em relação aos vários tipos de energia e que os meios de comunicação falham de certa forma uma vez que a energia nuclear é pouco divulgada em relação às outras.

12- Tipo de energia com mais rendimento
12 10 8 6 4

2
0 Carvão Carvão Carvão Energia Eólica Energia Eólica Energia Eólica Energia Eólica Energia Nuclear Energia Nuclear Energia Nuclear Energia Nuclear Energia Eólica

Energia Solar

Energia Solar

Energia Solar

Energia Solar

Energia Solar

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Área de Projecto

Energia Nuclear

Carvão

Carvão

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Na décima terceira pergunta abordou-se o tópico “Energia mais adequada a Portugal”, face a esta questão as opiniões estiveram mais centradas na energia solar. A energia solar teve mais de metade dos votos. Na verdade Portugal reúne condições bastante favoráveis para a implementação de painéis solares, uma vez que é um país bastante solarengo ao contrário da maior parte dos países da Europa. A energia maremotriz também poderia ser um bom investimento para aproveitar a longa costa portuguesa. Já a energia nuclear, embora seja bastante rentável tem algumas necessidades aderentes, como é o caso dos lixos radioactivos.

13- Energia mais adequada a Portugal
70 60 50 40 30 20 10 0

3.2 - Medidas políticas Como está patente ao longo da monografia, na comunidade científica o único consenso que existe é sobre o aumento da temperatura média global nos últimos 150 anos, a responsabilidade sobre tal aumento é ainda tema de acesos debates no seu seio. Sabe-se que o Homem poderá ter alguma influência nesse aquecimento, contudo se será o principal responsável não existe certeza alguma. Incompreensivelmente, uma mensagem completamente diferente chega aos decisores políticos. Nos relatórios que lhes são enviados todas as incertezas das pesquisas são suprimidas, todas as barras de erros eliminadas, casos particulares generalizados e juízos sumários são feitos de estudos científicos. É clamado que os relatórios apenas simplificam a linguagem científica de modo a que os políticos e vulgares cidadãos sem formação científica compreendam o que os estudos sobre o clima Área de Projecto 47

exprimem. No entanto, o que se assiste é o atropelo do método científico e a completa deturpação de conclusões de estudos sóbrios e coerentes. Os sumários de decisores dos relatórios do IPCC são disso um bom exemplo. O IPCC em intervalos periódicos publica um relatório científico onde sintetiza os avanços feitos na ciência climática nesse período. A par disso é publicado um sumário onde se condensa os pontos fundamentais do relatório, numa linguagem simples e acessível a qualquer político sem instrução científica. Porém, o sumário de 2007 foi publicado 9 meses antes da publicação do relatório que pretendia resumir, manipulando os dados e conclusões apresentadas nele. É sob este clima de ignorância e desrespeito pelo trabalho científico que os políticos decidem o futuro das gerações vindouras. A incerteza quanto à responsabilidade humana no que respeita ao aquecimento global foi transformada numa indubitável verdade, que a pôs no topo das preocupações ambientais. Com esta impostura em mente analisemos o que está a ser feito para reverter as hipotéticas alterações climáticas antropogénicas.

3.2.1 - Comércio de Carbono

Em 1998 na Cimeira de Quioto os políticos engendraram uma maneira de diminuir a emissão de gases de efeito estufa com recurso a incentivos económicos. O denominado comércio de carbono baseia-se no princípio do poluidor pagador. Aos países que ratificaram o protocolo de Quioto é atribuído um determinado número de créditos de carbono. Estes créditos são permissões para emitir determinada quantidade de dióxido de carbono para atmosfera. Se esses créditos forem gastos, um país pode comprar mais a um que não os tenha gasto, e assim cria-se um comércio onde se penalizam os mais poluidores e recompensam os mais conscienciosos. Depois, em cada país é criado um mercado semelhante ao nível das empresas. A União Europeia é de longe a região onde o comércio de carbono se encontra mais desenvolvido com um volume de transacções que ascende ao 7,2 mil milhões de euros. Também países como a Austrália, Nova Zelândia e algumas regiões dos Estados Unidos possuem mercados similares. O objectivo do mercado é incentivar as indústrias a adoptar tecnologias e processos de laboração com menor produção de dióxido de carbono, pois neste mercado quem produzir menos dióxido de carbono pode vender os créditos excedentes a outros, Área de Projecto 48

com um lucro considerável. Por outro lado, era suposto assistir-se à transferência monetária dos países desenvolvidos, mais poluidores, para os em desenvolvimento, financiando a criação de um tecido industrial mais limpo. Porém, a realidade é bastante menos agradável. As empresas preferem comprar créditos de carbono do que reconverter as suas unidades produtivas, o mesmo aplicando aos países desenvolvidos. Quanto aos países em desenvolvimento que supostamente seriam os mais beneficiados, estão na realidade a ser financiados para ficarem inertes tecnologicamente. Muitos dos países em desenvolvimento estão agora a chegar à revolução industrial, aquela que se deu à mais de 100 anos nos países ocidentais, e começam a utilizar aquelas tecnologias rudimentares bastante poluidoras, à semelhança dos seus predecessores. É, aliás, este o natural rumo do desenvolvimento. Porém, os países desenvolvidos estão a pedir-lhes que passem de um tecido industrial nulo para um ultra desenvolvido e amigo do Ambiente em apenas 20 a 30 anos. Só que este salto tecnológico é tecnicamente impossível e mesmo que não o fosse seriam necessárias quantidades exorbitantes de dinheiro. Assim, o comércio carbono, além de não ter qualquer resultado mensurável na redução das emissões de dióxido de carbono, poderá perpetuar a pobreza e dependência dos países em desenvolvimento.

3.2.2 - Cimeira de Copenhaga

A cimeira de Copenhaga representou mais um dos esforços, ainda que falhados, dos políticos mais crentes no alarmismo climático para tentarem impor medidas proibitivas e potencialmente nefastas para a contenção das alegadas alterações climáticas. Nesta cimeira o objectivo seria estabelecer metas ainda mais restritivas para a redução da produção de dióxido de carbono, na ordem dos 50 % até 2050. Felizmente, ainda houve políticos com a visão analítica capaz de aferir que esta medida além inexequível, seria potencialmente catastrófica, impedindo a sua aprovação. A economia global não está preparada para reconverter toda a sua indústria, num horizonte de apenas 30 anos. Além disso, ainda não existem alternativas rentáveis ou fáceis de implementar para a reconversão de toda uma economia baseada no carbono.

Área de Projecto

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Foi também proposto a criação de uma fundo a partir de 2020, no qual os países desenvolvidos depositariam 100 mil milhões de euros anualmente para ajudar os países em desenvolvimento a ultrapassar os efeitos das alterações climáticas e criar uma indústria amiga do ambiente. Esta medida sobre do mesmo problema do comércio de carbono, apenas iria hipotecar o desenvolvimento da economia dos países em desenvolvimento. E outro facto é necessário realçar, 100 mil milhões de euros é uma quantidade absurda de dinheiro, os estados não têm propriamente esses fundos disponíveis para uma emergência. Para que esse dinheiro fosse canalizado para as hipotéticas alterações climáticas seria necessário retirá-lo de outras aplicações, provavelmente mais urgentes que o clima.

3.2.3 – Biocombustíveis

Os enormes jazigos de petróleo mantiverem, durante muito tempo, o custo da gasolina e do gasóleo barato, mas isso actualmente não acontece. Com o recente aumento dos preços do petróleo, juntamente com a crescente preocupação sobre o aquecimento global, os biocombustíveis têm aumentado “a sua popularidade”. Gasolina e gasóleo são considerados como: combustíveis fósseis, pois são substâncias formadas de compostos de carbono. Presentemente, o biocombustível ou agrocombustível é considerado como uma energia renovável, de origem biológica não fóssil. É produzido a partir de produtos agrícolas como o milho, cana-de-açúcar, soja, conola, mandioca, entre outros. Existem, assim, vários tipos sendo eles: bioetanol, biodiesel, biogás, biomassa, biometanol, bioéter dimetílico, biocombustíveis sintéticos, biohidrogénio. Os biocombustíveis apresentam-se, então, como uma solução à utilização de combustíveis fósseis altamente prejudicais ao ambiente. Os carros são a maior fonte de dióxido de carbono atmosférico, mas desde que as plantas absorvem dióxido de carbono enquanto crescem, os cultivos destinados à produção de biocombustíveis, deve sugar tanto dióxido de carbono que sai do escape dos carros, que queimar esses combustíveis. E ao contrário de reservas de petróleo no subsolo, estes são um recurso renovável. Desde sempre, podemos plantar mais para se transformar em combustível, porém, não é assim tão simples. Esta energia não apresenta só vantagens, pois o impacto económico é elevado. Atravessamos há cerca de dois anos uma crise no mercado cerealífero. O incentivo à Área de Projecto 50

produção de cereais para produção de biocombustíveis, retirou espaço à produção de cereal para a alimentação humana e animal. A matéria-prima do pão, bolos, está por isso, cada vez mais cara - fazendo jus à Lei da Oferta e da Procura. Sabemos que as rações dos animais, principalmente de suínos, bovinos e também de aves, são produzidas quase exclusivamente de cereais, por conseguinte os custos de produção destas fileiras estão cada vez mais altos. O preço do milho aumentou. O preço do trigo atingiu o máximo dos últimos dez anos, enquanto que, as reservas globais dos dois cereais desceram para o valor mais baixo dos últimos 25 anos. Segundo relatórios da ONU (Organização das Nações Unidas), desde há 40 anos que as reservas alimentares do planeta não estavam tão desprovidas e acrescentou que, embora proporcionassem vantagens potenciais, o crescimento explosivo dos biocombustíveis poderá enfraquecer a segurança alimentar e aumentar preços dos alimentos num mundo onde 25 mil pessoas morrem de fome todos os dias. Além desta crise cerealífera há uma outra desvantagem que é muito danosa para o planeta Terra. A tentativa de se substituir o uso exclusivo do petróleo por biocombustíveis, com o intuito de diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, teve efeitos inversos aos previstos. A desflorestação aumentou muito mais e o impacto ambiental não se ficou pela perda de largas zonas de floresta cheia de biodiversidade. Quando as florestas são queimadas, quer as árvores quer a turfa em que assentam, são transformadas em dióxido de carbono. O milho, por exemplo, exige elevadas doses de herbicida e de adubo azotados e pode causar mais erosão no solo do que qualquer outra cultura. A produção de etanol a partir de milho consome tanto combustível fóssil quanto o que é substituído pelo etanol. Segundo alguns estudos sobre o balanço energético do etanol de milho – a quantidade de energia fóssil necessária para produzir etanol, face à energia que este produz – o etanol é um caso que exige maior quantidade de combustível fóssil emissor de carbono do que a que permite substituir. Vemos aqui um ponto controverso à utilização de biocombustíveis, pois o objectivo era não emitir CO2. Ou seja, o objectivo conjecturado não foi alcançado, visto que a emissão do composto é por vezes maior do que o que o petróleo produz.

Área de Projecto

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3.2.4 - Energias Renováveis

As energias renováveis são energias que têm origem de fontes naturais tais como o Sol, as marés, a chuva, vento e a temperatura interna do nosso planeta. Existem vários exemplos deste tipo de energias, tais como a energia hídrica, a solar, a eólica, geotérmica, a biomassa, a das ondas, dos biocombustíveis e a do hidrogénio. No entanto, nem todos estes tipos de energias são utilizados no mesmo número. As energias renováveis que se encontram em voga, neste momento, são a energia solar e a eólica. A energia solar é aquela que é obtida através da luz emitida pelo Sol e que é recebida por painéis fotovoltaicos. Este tipo de energia tem como grande vantagem o facto de ser possível o consumo de energia no mesmo local em que esta foi produzida, reduzindo muito a percentagem de energia dissipada. A energia eólica é a energia obtida pela da acção do vento através da energia cinética criada pelo vento nas pás dos aerogeradores. O fluxo de ar, neste caso, é utilizado para rodar as turbinas eólicas e a partir daí criar energia eléctrica. Uma das maiores vantagens das energias renováveis em relação às não renováveis é que as fontes destas são muito mais abundantes, têm uma maior diversidade e também porque estas energias não emitem gases de efeitos estufa. Para além disso, a instalação destas energias tem criado variadíssimos postos de emprego. Apesar disto, estas energias provocam problemas ecológicos, as turbinas eólicas podem matar aves e as centrais hídricas podem matar peixes, por exemplo. Para além disso, estas energias têm também um grande impacto visual nas paisagens onde se inserem e também emitem gases de efeito estufa na sua construção, transporte e instalação, ao contrário do que falado nos meios de comunicação social e do que é de senso comum. Neste momento, diz-se que de todas as energias renováveis existentes, apenas a energia de biomassa é que é poluente mas, como disse anteriormente, isto não é bem verdade. Neste momento existem custos enormes e emissões de CO2 também são enormes. Actualmente é desconhecido o facto de a produção, transporte e instalação emitirem bastante CO2 e tendo em conta a energia produzida talvez não compense. A produção de energia eléctrica exige uma fonte de energia confiável, necessitamos que esta não falhe, e para isso é necessário que existam baterias ou bombas de armazenamento de energia mas estas são extremamente dispendiosas, para além disso, as energias solar e eólica não produzem uma energia constante, têm picos de produção e na maioria dos casos não coincide com a hora em que o consumo é o maior, Área de Projecto 52

por exemplo, na energia eólica estes ocorrem durante a noite e a essa hora o gasto de energia não é o maior, são necessárias as baterias referidas anteriormente. No caso da energia solar, durante a noite não produz energia e tem como pico de produção a hora onde há uma maior exposição solar, cerca das 13 horas, no entanto, o pico de consumo é à noite, cerca das 21 horas, a essa altura a produção de energia solar é já bastante reduzida ou mesmo nula. A produção de energia também varia consoante as estações do ano. No caso da energia eólica a produção é maior no inverno e durante o Verão esta produção é diminuta. No caso da energia solar a maior produção dá-se na Primavera e sobretudo no Verão, e no Inverno esta produção é muito reduzida. Esta situação é um grande problema das energias renováveis porque não são constantes nem fiáveis. Apesar de nos casos da energia ser renovável e os combustíveis serem grátis, ou seja, são-nos oferecidos pelo planeta ou Sol (água, radiação solar ou vento), os investimentos para a implantação deste tipo de energia são enormes. Qualquer central de produção de energia vai custar dinheiro. Devido a isso é necessário que a energia produzida “pague” o investimento feito. Como é de nosso conhecimento, os rendimentos das energias renováveis são bastante baixos quando comparados aos rendimentos de energias cujas fontes são combustíveis fósseis (carvão, petróleo). Tendo em conta os investimentos nestas energias, talvez a aposta nas energias renováveis não seja o mais certo. O custo da energia eléctrica produzida tem como base quatro pontos fundamentais: o investimento, a manutenção, o combustível e os lucros. Segundo uma previsão da Administração dos EUA, por cada kw (kilowatt) de potência instalada numa central de produção de energia, considerando os prazos de construção, para as centrais estarem prontas em 2015, uma central fotovoltaica custava 4000€, uma central eólica em terra ficava por 1355€. Estes investimentos são muito variáveis de central para central pois as centrais têm tempos de vida diferentes. As centrais eólicas e as solares têm geralmente 20 anos de vida, as centrais de carvão geralmente duram 30 anos e as centrais nucleares têm uma vida, em média, de 40 anos. O custo de capital por unidade de energia a vender (kwh, energia gerada ou consumida ao fim de uma hora ao ritmo de 1 kw) numa central fotovoltaica ficaria por cerca de 24,4 cêntimos e numa central eólica em terra seria cerca de 7,3 cêntimos. Tudo ponderado e fazendo as contas, para a unidade de energia (kwh) numa central fotovoltaica ficaria por 25 cêntimos e no caso de uma central eólica em terra ficaria por 8,65 cêntimos. Área de Projecto 53

Neste momento, as centrais fotovoltaicas têm uma potência real de 15% tendo em conta a potência instalada, se estas seguirem a trajectória feita pelo Sol, como a que existe em Moura no Alentejo, a potência ficará entre 21-23%, no caso das centrais eólicas a potência real é apenas 20 a 26%, ou seja um quarto da potência instalada. Esta potência instalada é denominada de potência nominal, ou seja, é a potência máxima que cada central é capaz de produzir. Nestes casos, podemos perceber perfeitamente que a potência nominal é um pouco para mostrar o que é possível produzir mas na verdade, essas produções são neste momento irreais, por isso podem induzir em erro as pessoas que não conhecem a potência real destas centrais. Desta forma, a potência nominal pode ser apresentada como uma propaganda enganadora às centrais eólicas ou fotovoltaicas.

3.2.4.1 - Opções Energéticas As energias solar e eólica provaram que no seu actual estádio de desenvolvimento não permitem suprir as necessidades energéticas de uma sociedade sem carbono. A arma final no combate por um mundo melhor e sem aquecimento global revela-se ainda ineficaz, e nem o mais ardiloso esquema sensacionalista alterará este facto. Incompreensivelmente, governos como o português, esquecem princípios económicos básicos, como a rentabilidade ou competitividade, e constroem centrais energéticas com custos absurdos que injectarão energia na rede eléctrica a preços 4 a 5 vezes superiores aos de mercado. Poderíamos ser levados a pensar que esta seria a única maneira de produzir energia diminuindo as emissões de gases de efeito estufa, sendo assim um custo aceitável na demanda pela salvação da Terra, porém, a realidade diverge desta hipótese. Existem tipos de energia que, não produzindo gases de efeito estufa na sua laboração, eliminam inconvenientes das energias renováveis como a intermitência e baixo rendimento. Centrais como as nucleares e as termoeléctricas com castração de carbono produzem a energia que cumpre esses requisitos.

Área de Projecto

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3.2.4.1.1 - Central Nuclear

Sucintamente, numa central nuclear podem existir um ou mais reactores nucleares. A nível comercial, nestes reactores só se processam reacções de fissão nuclear. A fissão do combustível (Urânio ou Plutónio) liberta grande quantidade de calor que é usado na vaporização de água. O vapor produzido, sob altas pressões, movimenta uma turbina havendo a produção de energia eléctrica. Este processo é muito mais extenso e complexo e a seu aprofundamento apenas irá desviar a atenção do que realmente importa, bastando esta breve explanação. O único gás produzido no funcionamento de uma central nuclear é o vapor de água, que apesar de ser o principal gás de efeito estufa, na quantidade em que é produzido numa central é completamente desprezável. Assim, a energia nuclear pode receber o galardão de energia limpa. Até aqui as centrais nucleares estão em pé de igualdade com as energias renováveis, mas as centrais nucleares têm muito mais para dar. Uma central nuclear pode produzir energia ininterruptamente durante meses a fio com rendimento acima dos 80 %. A sua actividade pode ser controlada de modo a suprir falhas na rede ou picos de produção e não é afectada por factores de variabilidade meteorológica ao contrário da energia solar e eólica. Apesar do custo das suas infra-estruturas ser bastante elevado e necessitar de combustível, a produção energética de uma central nuclear é grande. Pelo que uma central nuclear bem projectada e executada pode produzir energia a um custo de 5,7 ç por kwh. O grande motivo da reticência quanto às centrais nucleares é o destino a dar ao lixo nuclear por elas produzido e a remota possibilidade de um acidente com derramamento do combustível nuclear para o exterior da zona confinada pela central.

3.2.4.1.2 - Centrais termoeléctricas com captura de carbono

As centrais termoeléctricas produzem energia de modo bastante semelhante ao das centrais nucleares. Neste caso o combustível (gás natural, carvão ou os dois) é queimado, sendo que o calor produzido é utilizado para vaporizar a água. Esta movimenta a turbina e de novo temos energia eléctrica. Apesar deste processo ter um rendimento consideravelmente mais baixo que o ocorrente numa central nuclear, o combustível de uma termoeléctrica é bastante mais barato, tornando-a competitiva. Área de Projecto 55

Nas centrais convencionais, os gases resultantes da combustão eram libertados para a atmosfera, sendo, por isso, grandes emissores de gases de efeito estufa. No entanto, um novo processo em estudo possibilita a construção de centrais onde não haja emissão de gases de efeito estufa. Após a combustão do carvão ou gás natural o dióxido de carbono emitido é capturado de entre os gases de exaustão, por meio de uma série de reacções químicas. O dióxido de carbono é depois liquefeito, podendo ser injectado no subsolo. A captura de carbono implica um consumo adicional de energia, razão pela qual uma central com este processo implementado apresenta um rendimento 30 % menor em relação às centrais tradicionais. E assim, com este processo, dispomos de centrais com as vantagens de usabilidade e confiança das centrais tradicionais e a não emissão de gases de efeito estufa das energias renováveis. O custo de cada kwh produzido numa central termoeléctrica a carvão sem castração de carbono ronda os 3,9 ç, a este valor acrescem 1,9 ç correspondentes ao imposto de carbono, sendo o custo final cerca de 5,9 ç. Já as centrais com castração de carbono, apesar de não implementadas comercialmente, supõe-se que terão um custo por kwh a rondarem os 6,2 ç.

Tanto as centrais termoeléctricas com captura como as nucleares produzem energia substancialmente mais barata que a eólica, não emitem gases de efeito estufa e não sofrem de nenhuma das desvantagens supracitadas para as energias renováveis. No entanto, um pouco por todo mundo, os políticos imbuídos num ambientalismo profético, numa atitude de completa irresponsabilidade económica, anunciam com grande pompa o investimento massivo em energias renováveis em actos do mais puro propagandismo. De ressalvar que face aos argumentos apresentados as energias renováveis não devem ser preteridas às centrais nuclear e termoeléctrica, bem pelo contrário. O investimento em energia renováveis deve se apoiado e incentivado, mas numa vertente mais académica. Uma exploração comercial destas soluções só pode ser feita quando o seu desenvolvimento permitir competitividade num mercado liberalizado, até lá será uma desperdício inaceitável de recursos.

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3.3 - Interesses instalados É bastante improvável que toda a classe política permaneça desinformada. E se a crença na teoria do Aquecimento Global Antropogénico é compreensível face aos dados disponíveis, actos de completa irresponsabilidade económica, potencialmente danosos, não são defensáveis com base em nenhuma crença. Aos decisores políticos é-lhes exigido que façam as escolhas que mais beneficiem a população e para isso necessitam de analisar todas as hipóteses e agir em conformidade com aquela que mais benefício traz. No entanto, os políticos parecem esquecer-se a quem este benefício se refere. Talvez a eles próprios pensam alguns, talvez aos países desenvolvidos pensam outros, mas um facto parece evidente, ao interesse da maioria não é por certo. Ninguém, tendo em vista o bem comum, tentaria hipotecar as hipóteses dos países menos desenvolvidos para saírem da pobreza extrema, destruiria florestas e despoletaria uma crise cerealífera para produzir combustíveis de benefício questionável ou tornaria a energia eléctrica 5 vezes mais cara só para construir aerogeradores no alto de montanhas. Então, alguma coisa está errada. Se hipóteses há para combater alterações climáticas hipotéticas, sem grande agravo no quotidiano do comum mortal e um decisor honesto e analítico as escolheria sem hesitar, porque razão os nossos políticos continuam a preferir hipóteses morais e economicamente incomportáveis? Só existe uma resposta para esta pergunta: Corrupção e ganância! Se fosse realmente vontade dos políticos resolver os problemas do Planeta, porque começariam eles pelas Alterações Climáticas, que nem sequer se sabe a nossa real responsabilidade nelas ou se são um problema de todo. Desflorestação, poluição dos solos e oceanos, utilização inapropriada dos solos, desertificação, sustentabilidade são todos eles problemas com causas bem definidas e soluções identificadas, porém, raro é o político que está disposto a tomar partido deles. Tentemos compreender, então, a adopção de tais medidas pelas classes políticas. Todas as medidas que visam a criação de fundos, o auxílio dos mais prejudicados pelo aquecimento global e a reconversão de indústrias, invariavelmente criam condições para corrupção e compadrio. Como foi referido, a efectividade destas medidas é questionável e pode perpetuar a pobreza dos países mais desfavorecidos. Mas sendo optimistas e dando crédito ao plano, esta “ajuda” tem uma contrapartida gravosa. Uma vez criadas as almejadas indústrias verdes nos países em desenvolvimento, estas Área de Projecto 57

pertenceriam a quem providenciou a tecnologia e know-how, ou seja, pertenceriam a capitais estrangeiros e na prática os países em desenvolvimento estariam tanto ou mais dependentes dos países desenvolvidos como no inicio. Assim, nenhum sentimento nobre move os cofres dos países desenvolvidos, mas sim o desejo de domínio e riqueza. O investimento em biocombustíveis e energias renováveis, rege-se por um imperativo semelhante. O mercado energético é um mercado adulto competitivo e bem regulado. Os investimentos neste mercado são avultados, mas distanciados entre cada um. Por exemplo, a construção de uma central termoeléctrica para suprir as necessidades energéticas de uma cidade é um investimento impressionante, mas em condições normais, será o único investimento no sector da energia naquela zona durante os 20 a 30 anos seguintes. Deste modo, é extremamente difícil a um novo tipo de energia ou tecnologia entrar no mercado da energia e mesmo que o consiga para ter uma posição relevante necessita de pelo menos 20 anos. Este processo só se interrompe na presença de uma nova condicionante, uma nova necessidade. Este alarmismo climático pode ser isso mesmo. Ao incutir a ideia, ainda que falsa, que o dióxido de carbono deve ser erradicado no mercado energético, está-se a criar uma nova necessidade – reconversão das centrais existentes produtoras de dióxido de carbono. Mas mesmo a nova necessidade poderia ser sanada pelas soluções já existentes no mercado, porém, há mais quem queira lucrar com o rentável mercado energético. Com um pouco suborno ao mais alto nível e manipulação da comunicação social, transmite-se a ideia que as energias renováveis são a solução para todos os nossos problemas. É certo que isto não passam de suposições, contudo seria interessante aferir até que ponto serão estas afirmações infundadas. O futuro nos reserva a resposta e, até lá, os jogos pelo poder continuarão.

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Conclusão
O Aquecimento Global Antropogénico é apenas uma teoria científica que procura explicar os recentes aumentos na temperatura média global com base na emissão humana de gases de efeito estufa. Suporta-se na correlação entre a concentração de dióxido de carbono atmosférico e variação da temperatura média global e nas projecções dos modelos climáticos. A teoria é, porém, débil. As relações causais entre o dióxido de carbono e a temperatura são estabelecidas a partir de correlações que apenas se estendem ao século passado. E os modelos que prevêem aquecimentos futuros na ordem dos 2 a 4 ºC, não explicam nem conseguem replicar fenómenos com repercussões mensuráveis na temperatura média global tais como o shift climático, o el niño ou o papel das nuvens. Durante a história do planeta existiram períodos de aquecimento repentinos que em nada se deveram ao dióxido de carbono e não será apenas um século de estudo do clima do planeta que nos permitirá provar com certeza que este episódio a ele se deve. Dando o devido mérito à teoria, é preciso ter consciência das suas limitações e não tentar produzir medidas políticas e económicas a partir das conclusões que estão longe serem corroboradas. E se análise e estudo da teoria se mantivessem no seio da comunidade científica, assim aconteceria. Porém, o sensacionalismo da imprensa e uma série de lobby's e interesses instalados arrancaram o Aquecimento Global dos corredores universitários e das conversas académicas para o mostrarem ao mundo como um problema apocalíptico de exclusiva responsabilidade humana. O resultado foi a completa deturpação da teoria, desrespeito pelo método científico e alarmismo infundado. O alarmismo incentivou à tentativa de contenção das alegadas alterações climáticas infligidas pelo homem, todavia nenhuma das medidas até hoje tomadas surtiu o efeito desejado e apenas contribuiu para a omissão de verdadeiros problemas e enriquecimento no mínimo questionável de uma escassa minoria. O nosso objectivo com este trabalho não é fazer com que se ponha uma pedra sobre a questão do Aquecimento Global. É importante, muito importante aferir a capacidade humana em afectar o clima da Terra e tomar as medidas de contenção possíveis e sustentáveis caso seja necessário. No entanto, a investigação deve ser séria, científica, imparcial e não ser instrumentalizada por alarmismos ignorantes e interesses corruptos. Está em jogo o bem-estar de milhões de pessoas e uma teoria que reside no Área de Projecto 59

domínio da verosimilhança não pode ser usada com tamanha leviandade. Se a classe política pretende cuidar, aliás, tem o dever de cuidar do Planeta que comece por problemas com causas bem definidas e muito mais urgentes que o Aquecimento Global, seja o consumo insustentável de recursos, a desertificação de solos, a poluição das águas, a desflorestação, a destruição de habitats ou extinção de seres vivos.

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Bibliografia
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1000 Year Temperature Comparison (Dezembro de 2005), Robert A. Rohde. Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:1000_Year_Temperature_Comparison.png

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Área de Projecto

61

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Greenhouse effect, Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/shared/spl/hi/sci_nat/04/climate_change/html/greenhouse.stm

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The Carbon Dioxide Greenhouse Effect (Dezembro 2009), SPENCER R. WEART. Disponível em: http://www.aip.org/history/climate/co2.htm

Área de Projecto

62

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Biofuel (2010). Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Biofuel

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Shift climático de 1975-1976 (1992), Evans-Hamilton, Inc. , Curtis Ebbesmeyer. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/02/fig-158-shift-climatico-de-19751976.html

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Área de Projecto

63

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Carbon Cycle (2010), Nasa, NASA Earth Science Enterprise. Disponível em: http://earthobservatory.nasa.gov/Features/CarbonCycle/carbon_cycle4.php

Energias renováveis (2009), Pinto de Sá. Disponível em: http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/clusters-industrais-nas-renovaveis23.html http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/nocoes-basicas-sobre-economiada.html http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/clusters-industrais-nas-renovaveis23_30.html

El niño (2008), Rui Moura. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/07/el-nino-modelos-e-global-warming.html

Modelação Climática (2008), Domingos Delgado. Disponível em: http://jddomingos.ist.utl.pt/ http://jddomingos.ist.utl.pt/AlteracoesClimaticas/Adenda-a-AlteracoesClimaticas.pdf

Aquecimento Global (2010), Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global http://pt.wikipedia.org/wiki/Causas_do_aquecimento_global http://pt.wikipedia.org/wiki/Testemunho_de_gelo http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_%28matem%C3%A1tica%29

Área de Projecto

64

http://pt.wikipedia.org/wiki/Potencial_de_aquecimento_global

Modelos Climáticos (2010) , Discussão entre Domingos Delgado e Miguel Araújo. Disponível em: http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/o-escandalo-do-climategate-e.html http://dererummundi.blogspot.com/2009/04/delgado-domingos-sobre-oaquecimento.html http://dererummundi.blogspot.com/2009/04/delgado-domingos-sobre-oaquecimento_10.html http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/delgado-domingos-e-miguel-araujo.html

Aquecimento global: uma impostura científica (Maio 2006), Marcel Leroux. Disponível em: http://resistir.info/climatologia/impostura_cientifica.html

CO2: The Greatest Scientific Scandal of Our Time (Março 2007), Zbigniew Jaworowski, M.D., Ph.D., D.Sc. Disponível em: http://www.larouchepub.com/eiw/public/2007/2007_10-19/200711/pdf/38_711_science.pdf

Cosmoclimatologia (Abril 2008), Rui G. Moura. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

Um stick de péssima qualidade (Setembro 2005), Rui G. Moura. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2005_09_01_archive.html

Área de Projecto

65

The M&M Project: Replication Analysis of the Mann et al. Hockey Stick (Novembro 2007), Steven McIntyre Toronto, Ontario. Ross McKitrick Department of Economics, University of Guelph. Disponível em: http://www.uoguelph.ca/~rmckitri/research/trc.html

Climate Audit (2008), Steve McIntyre. Disponível em: http://climateaudit.org/

Little Ice Age (Outubro 2006), Rui G. Moura. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2006_10_01_archive.html

Taylor Dome Ice Core Project (Waddington et al., 1994). Disponível em: http://depts.washington.edu/isolab/taylor/

A verdade dos cilindros de gelo (2008), Rui G. Moura. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

The 800 year lag, Joanne Nova. Disponível em: http://joannenova.com.au/?page_id=4992&preview=true

A fábula do aquecimento global (2009), Rui G. Moura. Disponível em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009_06_01_archive.html

A falsificação da história climática a fim de "provar" o aquecimento global (Junho 2006), John L. Daly. Disponível em: http://resistir.info/climatologia/falsificacao_da_historia_climatica.html

Paleoclimatologia (Fevereiro 2008), Wikipedia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paleoclimatologia#Holoceno Área de Projecto 66

Anexos

Área de Projecto

67

Colégio Didálvi

Área de Projecto 2009/2010

No âmbito da disciplina de Área de Projecto, do 12º ano de escolaridade, pretendemos recolher informação sobre o Aquecimento Global. As respostas a este inquérito são absolutamente confidenciais. Os dados adquiridos servirão apenas para um tratamento estatístico da informação.

Idade: ___ 1. Sabe o que é o Aquecimento Global? Sim Não 2. Acha que existe Aquecimento Global? Sim Não Se respondeu negativamente, avance para a questão 3. 2.1 Qual é a causa do aquecimento global? Sol CO2 produzido pelo Homem

Mecanismos desconhecidos do sistema climático

Vulcanismo

2.2 Acha que o Aquecimento Global é prejudicial para a Humanidade? Sim Não 2.3 Já sentiu os efeitos do Aquecimento Global na sua vida quotidiana? Sim Não

Área de Projecto

68

3. Já se questionou sobre a veracidade da Teoria do Aquecimento Global? Sim Não 4. Tem conhecimento da teoria que contesta o Aquecimento Global? Sim Não

5. Considera que os meios de comunicação social favorecem a Teoria do Aquecimento Global? Sim Não 6. A Teoria do Aquecimento Global é movida por interesses políticos? Sim Não 7. Quanto considera que a União Europeia irá gastar, anualmente, para combater as alterações climáticas? Cerca de cem milhões de euros Cerca de mil milhões de euros

Cerca de dez mil milhões de euros

Cerca de cem mil milhões de euros

8. O que acha que devemos fazer para combater o Aquecimento Global? Investir em Energias Renováveis Utilizar biocombustíveis

Dar fim à produção de CO2

Não fazer nada

Área de Projecto

69

9. Os biocombustíveis: Poluem os ambientes Promovem a desflorestação

Reduzem significativamente a poluição atmosférica

São mais eficientes

10. Acha as Energias Renováveis rentáveis? Sim Não 11. Qual é o rendimento das Energias Renováveis? 0 a 20% 20 a 40%

40 a 60%

+ 60%

12. Qual o tipo de energia com mais rendimento? Energia Solar Energia Eólica

Energia Nuclear

Carvão

13. Qual pensa ser o tipo de energia mais adequada à realidade portuguesa?

Gratos pela sua colaboração.

Área de Projecto

70

Tratamento de dados

Sabe o que é o Aquecimento Global?
30 25 20 15

10
5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Acha que existe Aquecimento Global?
30 25 20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Área de Projecto

71

Qual a causa do Aquecimento Global?
30 25 20 15 10 5 Mecanismos… Mecanismos… Mecanismos… Mecanismos… Mecanismos… 0 CO2 Sol Vulcanismo Vulcanismo Vulcanismo Vulcanismo Vulcanismo CO2 CO2 CO2 CO2 Sol Sol Sol Sol

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Acha que o Aquecimento Global é prejudicial para a humanidade?
30 25 20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Área de Projecto

72

Já sentiu os efeitos do Aquecimento Global na sua vida quotidiana?
18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Já se questionou sobre a veracidade da teoria do Aquecimento Global?
20 15 10 5 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Área de Projecto

73

Tem conhecimento da teoria que contesta o Aquecimento Global?
18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Considera que os meios de comunicação social favorecem a teoria do Aquecimento Global?
20 15 10 5

0
sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

A teoria do Aquecimento Global é movida por interesses políticos?
18 16 14 12 10 8 6 4 2 0
sim não sim não sim não sim não sim não

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

Maiores de 18 anos

Área de Projecto

74

10

12

0

2

4

6

8

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Cerca de cem milhões Cerca de mil milhões Cerca de dez mil milhões Cerca de cem mil milhões 14 anos

Energias Renováveis

Área de Projecto
Cerca de cem milhões
Cerca de mil milhões Cerca de dez mil milhões Cerca de cem mil milhões Cerca de cem milhões Cerca de mil milhões Cerca de dez mil milhões 15 anos 16 anos

Biocombustíveis

14 anos

Fim à produção de CO2

Não fazer nada

Energias Renováveis

Biocombustíveis

Formas de combate ao Aquecimento Global

Milhões de euros investidos pela EU

15 anos

Fim à produção de CO2

Não fazer nada

Energias Renováveis

Biocombustíveis

16 anos 17 anos Maiores de 18 anos

Fim à produção de CO2

Não fazer nada

Cerca de cem mil milhões
Cerca de cem milhões Cerca de mil milhões Cerca de dez mil milhões Cerca de cem mil milhões Cerca de cem milhões Cerca de mil milhões

Energias Renováveis

Biocombustíveis

17 anos

Fim à produção de CO2

Não fazer nada

Energias Renováveis

Biocombustíveis

Maiores de 18 anos

Fim à produção de CO2

Não fazer nada

Cerca de dez mil milhões
Cerca de cem mil milhões

75

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Poluem os ambientes Promovem a desflorestação Reduzem a poluição… São mais eficientes 14 anos

30 25 20 15 10 5 0

Área de Projecto
Poluem os ambientes
Promovem a desflorestação Reduzem a poluição… São mais eficientes Poluem os ambientes Promovem a desflorestação Reduzem a poluição… 16 anos 15 anos

sim

14 anos

não

sim 17 anos Maiores de 18 anos

Os Biocombustíveis

Acha as energias renováveis rentáveis?

15 anos

não

sim

16 anos

não

São mais eficientes
Poluem os ambientes Promovem a desflorestação Reduzem a poluição… São mais eficientes Poluem os ambientes Promovem a desflorestação

sim

17 anos

não

sim

não

Maiores de 18 anos

Reduzem a poluição…
São mais eficientes

76

12

10

0 10 12 14 16 0 2 4 6 8 0 a 20% 20 a 40 % 40 a 60% mais de 60% 0 a 20% 20 a 40 % 40 a 60% mais de 60% 0 a 20% 20 a 40 % 40 a 60% mais de 60% 15 anos 14 anos

2

4

6

8

Energia Solar

Área de Projecto
16 anos

Energia Eólica

14 anos

Energia Nuclear

Carvão

Energia Solar

Energia Eólica

Rendimento das Energias Renováveis

Tipo de energia com mais rendimento

15 anos

Energia Nuclear

Carvão

Energia Solar

Energia Eólica

16 anos

Energia Nuclear

Carvão

Energia Solar

0 a 20% 20 a 40 %
40 a 60% mais de 60% 0 a 20% 20 a 40 % 40 a 60% mais de 60% 17 anos

Energia Eólica

17 anos Maiores de 18 anos

Energia Nuclear

Carvão

Energia Solar

Energia Eólica

Maiores de 18 anos

Energia Nuclear

Carvão

77

Energia mais adequada a Portugal
70 60 50 40 30 20 10 0

Área de Projecto

78

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