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CALCULO_I_PARTE_1_LIMITES

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NOTAS DE AULA

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I


ERON



















SALVADOR – BA
2006







CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
2




















Infinitos e indivisíveis transcendem nosso entendimento finito, o
primeiro por conta de sua magnitude, o segundo pela sua
pequenez; imagine o que eles são quando combinados.

Galileu Galilei (1564-1642).





























CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
3




Ao estudante


Este texto é resultado da tentativa de produzir um material que ajude o aluno de um primeiro
semestre de exatas que precisa estudar e acompanhar melhor as aulas da disciplina Cálculo Diferencial
e Integral I. É uma seleção de “retalhos” porque juntei partes de livros, listas, textos de professores de
matemática e algumas contribuições próprias. Mas, desde já, assumo a responsabilidade por todos os
erros que possam conter estas notas, ainda incompletas, e agradeço a quem indicar as correções,
críticas e sugerir melhorias. Observo também que este material não substitui a consulta, leitura e
estudo de textos e livros de Cálculo já consagrados. Deve servir como um material de auxílio,
principalmente no momento em que se realizam a aulas.

Divisão das notas:

Parte I – Limite de funções
Parte II – Derivada
Parte III – Derivada: aplicações
Parte IV – Derivada: estudo das funções
Parte V – Integral indefinida
Parte VI – Integral definida e aplicações


Eron
eron@cefetba.br


























CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
4
















PARTE I

LIMITE DE FUNÇÕES
































CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
5


SUMÁRIO


Limites – um pouco de história

Introdução ao limite

Limites laterais

Existência e unicidade de limites

Propriedades dos limites

Continuidade

Propriedades das funções contínuas

Limites envolvendo indeterminação 0/0

Limites infinitos

Limites no infinito

Limite envolvendo função infinitesimal e função limitada

Limites fundamentais

Equação de retas assíntotas

Séries numéricas infinitas

Definição de derivada.

Exercícios de fixação

Funções hiperbólicas

Tabela de indeterminações

Resposta dos exercícios

Referências bibliográficas










CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
6
LIMITES – UM POUCO DE HISTORIA

Limites nos apresentam um grande paradoxo. Todos os principais conceitos do cálculo –
derivada, continuidade, integral, convergência/divergência – são definidos em termos de limites.
Limite é o conceito mais fundamental do Cálculo; de fato, limite é o que distingue, no nível mais
básico, o cálculo de álgebra, geometria e o resto da matemática. Portanto, em termos do
desenvolvimento ordenado e lógico do cálculo, limites devem vir primeiro. Porém, o registro histórico
é justamente o oposto. Por vários séculos, as noções de limite eram confusas, com idéias vagas e
algumas vezes filosóficas sobre o infinito (números infinitamente grandes e infinitamente pequenos e
outras entidades matemáticas) e com intuição geométrica subjetiva e indefinida. O termo limite em
nosso sentido moderno é um produto do iluminismo na Europa no final do século XVIII e início do
século XIX, e nossa definição moderna tem menos de 150 anos de idade. Até este período, existiram
apenas raras ocasiões nas quais a idéia de limite foi usada rigorosamente e corretamente.

A primeira vez que limites foram necessários foi para a resolução dos quatro paradoxos de
Zenão (cerca de 450 a.C.). No primeiro paradoxo, a Dicotomia, Zenão colocou um objeto se movendo
uma distância finita entre dois pontos fixos em uma série infinita de intervalos de tempo (o tempo
necessário para se mover metade da distância, em seguida o tempo necessário para se mover metade
da distância restante, etc.) durante o qual o movimento deve ocorrer. A conclusão surpreendente de
Zenão foi que o movimento era impossível! Aristóteles (384-322 a.C.) tentou refutar os paradoxos de
Zenão com argumentos filosóficos. Em matemática, uma aplicação cuidadosa do conceito de limite
resolverá as questões levantadas pelos paradoxos de Zenão.

Para suas demonstrações rigorosas das fórmulas para certas áreas e volumes, Arquimedes (287-
212 a.C.) encontrou várias séries infinitas – somas que contêm um número infinito de termos. Não
possuindo o conceito de limite propriamente dito, Arquimedes inventou argumentos muito engenhosos
chamados de redução ao absurdo duplo, que, na verdade, incorporam alguns detalhes técnicos do que
agora chamamos de limites.

O Cálculo é também algumas vezes descrito como o estudo de curvas, superfícies e sólidos. O
desenvolvimento da geometria destes objetos floresceu seguindo a invenção da geometria analítica por
Pierre Fermat (1601-1665) e René Descartes (1596-1650). A geometria analítica é, essencialmente, o
casamento da geometria com a álgebra, e cada uma melhora a outra.

Fermat desenvolveu um método algébrico para encontrar os pontos mais altos e mais baixos
sobre certas curvas. Descrevendo a curva em questão por uma equação, Fermat chamou um número
pequeno de E, e então fez alguns cálculos algébricos legítimos, e finalmente assumiu E = 0 de tal
maneira que todos os termos restantes nos quais E estava presente desapareceriam! Essencialmente,
Fermat colocou de lado o limite com o argumento que E é "infinitamente pequeno". Geometricamente,
Fermat estava tentando mostrar que, exatamente nos pontos mais altos e mais baixos ao longo da
curva, as retas tangentes à curva são horizontais, isto é, têm inclinação zero.

Encontrar retas tangentes a curvas é um dos dois problemas mais fundamentais do cálculo.
Problemas envolvendo tangentes são uma parte do que chamamos agora de estudo das derivadas.
Durante o século XVII, vários geômetras desenvolveram esquemas algébricos complicados para
encontrar retas tangentes a certas curvas. Descartes desenvolveu um processo que usava raízes duplas
de uma equação auxiliar, e essa técnica foi melhorada pelo matemático Johan Hudde (1628-1704), que
era também o prefeito de Amsterdam. René de Sluse (1622-1685) inventou um método ainda mais
complicado para obter tangentes a curvas. Em cada um desses cálculos, o limite deveria ter sido usado
em alguma etapa crítica, mas não foi. Nenhum destes geômetras percebeu a necessidade da idéia de
limite, e assim cada um encontrou uma maneira inteligente para alcançar seus resultados, os quais
estavam corretos, mas com meios que, agora reconhecemos, faltam fundamentos rigorosos.


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
7

Determinar valores exatos para áreas de regiões limitadas, pelo menos em parte, por curvas é o
segundo problema fundamental do cálculo. Estes são chamados freqüentemente de problemas de
quadratura, e, intimamente relacionados a eles, estão os problemas de cubatura - encontrar volumes
de sólidos limitados, pelo menos em parte, por superfícies curvas. Eles nos levam a integrais.
Johannes Kepler (1571-1630), o famoso astrônomo, foi um dos primeiros estudiosos dos problemas de
cubatura. Bonaventura Cavalieri (1598-1647) desenvolveu uma teoria elaborada de quadraturas.
Outros, tais como Evangelista Torricelli (1608-1647), Fermat, John Wallis (1616-1703), Gilles
Personne de Roberval (1602-1675), e Gregory St. Vincent (1584-1667) inventaram técnicas de
quadratura e/ou cubatura que se aplicam a curvas e sólidos específicos ou famílias de curvas. Mas
nenhum deles usou limites! Seus resultados eram quase todos corretos, mas cada um dependia de um
malabarismo algébrico ou apelavam para intuição geométrica ou filosófica questionável em algum
ponto crítico. A necessidade de limites não era reconhecida.

Em quase todos os seus trabalhos que agora são considerados como cálculo, Isaac Newton
(1642-1727), também não reconheceu o papel fundamental do limite. Para séries infinitas, Newton
raciocinou meramente por analogia: se fosse possível executar operações algébricas em polinômios,
então seria possível fazer o mesmo com o número infinito de termos de uma série infinita. Newton
calculou o que ele chamou de flúxions a curvas, não exatamente derivadas, mas muito próximo. O
processo que ele usou para esses cálculos era muito próximo do método de Fermat. Neste e na maioria
dos outros trabalhos comparáveis, Newton negligenciou o limite.

Por outro lado, em seu Principia Mathematica (1687), talvez o maior trabalho em matemática e
ciência, Newton foi o primeiro a reconhecer que o limite deve ser o ponto de partida para problemas
de tangência, quadratura e afins. No início do Livro I do Principia, Newton tentou dar uma formulação
precisa do conceito de limite:

Quantidades, e as razões de quantidades, as quais em qualquer tempo finito convergem
continuamente para igualdade, e antes do final daquele tempo se aproximam entre si
por qualquer dada diferença, tornam-se iguais no final.

Existiram críticas sobre esta afirmação e sobre a discussão que a seguiu, notadamente por George
Berkeley (1685-1753). Mas a genialidade de Newton tinha descoberto o papel fundamental que o
limite tinha que desempenhar no desenvolvimento lógico do cálculo. E, apesar de sua linguagem
rebuscada, a semente da definição moderna de limite estava presente em suas afirmações.

Infelizmente, para a fundamentação rigorosa do cálculo, por muitas décadas, ninguém
observou estas dicas que Newton tinha fornecido. As principais contribuições ao cálculo de Gottfried
Wilhelm Leibniz (1646-1716) foram as notações e as fórmulas básicas para as derivadas e integrais (as
quais usamos desde então) e o Teorema Fundamental do Cálculo. Com estas ferramentas poderosas, o
número de curvas e sólidos para os quais derivadas e integrais podiam ser facilmente calculadas se
expandiram rapidamente. Problemas desafiadores de geometria foram resolvidos; mais e mais
aplicações do cálculo à ciência, principalmente física e astronomia, foram descobertas; e novos
campos da matemática, especialmente equações diferenciais e o cálculo de variações, foram criados.
Dentre os líderes desse desenvolvimento do século 18 estavam vários membros da família Bernoulli,
Johann I (1667-1748), Nicolas I (1687-1759) e Daniel (1700-1782), Brook Taylor (1685-1731),
Leonhard Euler (1707-1783), e Alexis Claude Clairaut (1713-1765).

O cálculo se desenvolveu rapidamente pelos seus vários sucessos no século 18, e pouca atenção
foi dada aos seus fundamentos, muito menos ao limite e seus detalhes. Colin Maclaurin (1698-1746)
defendeu o tratamento dos fluxions de Newton do ataque de George Berkeley. Mas Maclaurin reverteu
a argumentos do século XVII similares aos de Fermat e apenas ocasionalmente usou a redução ao


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8
absurdo dupla de Arquimedes. Apesar de suas boas intenções, Maclaurin passou por oportunidades de
seguir a sugestão de Newton sobre limites. Jean Le Rond d'Alembert (1717-1783) foi o único cientista
daquele tempo que reconheceu explicitamente a importância central do limite no cálculo. Na famosa
Encyclopédie (1751-1776), d'Alembert afirmou que a definição apropriada da derivada necessitava um
entendimento do limite primeiro e então, deu a definição explícita:

Uma quantidade é o limite de uma outra quantidade quando a segunda puder se
aproximar da primeira dentro de qualquer precisão dada, não importa quão
pequena, apesar da segunda quantidade nunca exceder a quantidade que ela
aproxima.

Em termos gerais, d'Alembert percebeu que, "a teoria de limites era a verdadeira metafísica do
cálculo".

A preocupação sobre a falta de fundamento rigoroso para o Cálculo cresceu durante os últimos
anos do século XVIII. Em 1784, a Academia de Ciências de Berlim ofereceu um prêmio para um
ensaio que explicasse com sucesso uma teoria do infinitamente pequeno e do infinitamente grande em
matemática e que poderia, por sua vez, ser usada para colocar uma base sólida para o cálculo. Embora
este prêmio tenha sido dado, o trabalho vencedor "longo e tedioso" de Simon L'Huilier (1750-1840)
não foi considerado uma solução viável para os problemas colocados. Lazare N. M. Carnot (1753-
1823) produziu uma tentativa popular de explicar o papel do limite no cálculo como "a compensação
de erros" – mas ele não explicou como estes erros se cancelariam mutuamente perfeitamente.

No final do século XVIII, o grande matemático da época, Joseph-Louis Lagrange (1736-1813),
conseguiu reformular toda a mecânica em termos de cálculo. Nos anos que seguiram a Revolução
Francesa, Lagrange concentrou sua atenção nos problemas da fundamentação do cálculo. Sua solução,
Funções Analíticas (1797), desligou o cálculo de "qualquer consideração do infinitamente pequeno ou
quantidades imperceptíveis, de limites ou de flúxions." Renomado por suas outras contribuições ao
cálculo, Lagrange fez um esforço heróico (como sabemos agora, com uma falha fatal) para tornar o
cálculo puramente algébrico eliminando limites inteiramente.

Ao longo do século XVIII, havia pouca preocupação com convergência ou divergência de
sequências e séries infinitas; hoje, entendemos que tais problemas requerem o uso de limites. Em
1812, Carl Friedrich Gauss (1777-1855) produziu o primeiro tratamento estritamente rigoroso da
convergência de sequências e séries, embora ele não tenha usado a terminologia de limites. Na sua
famosa Teoria Analítica do Calor, Jean Baptiste Joseph Fourier (1768-1830) tentou definir a
convergência de uma série infinita, novamente sem usar limites, mas então ele afirmou que qualquer
função poderia ser escrita como uma de suas séries, e não mencionou a convergência ou divergência
desta série.

No primeiro estudo cuidadoso e rigoroso das diferenças entre curvas contínuas e descontínuas e
funções, Bernhard Bolzano (1781-1848) olhou além da noção intuitiva da ausência de buracos e
quebras e encontrou os conceitos mais fundamentais os quais expressamos hoje em termos de limites.

No começo do século 18, as idéias sobre limites eram, com certeza, confusas. Enquanto
Augustin Louis Cauchy (1789-1857) estava procurando por uma exposição clara e rigorosamente
correta do cálculo para apresentar aos seus estudantes de engenharia na École Polytechnique em Paris,
ele encontrou erros no programa estabelecido por Lagrange. Então, Cauchy começou o seu curso de
cálculo do nada; ele começou com uma definição moderna de limite. Começando em 1821, ele
escreveu as suas próprias notas de aula, essencialmente seus próprios livros, o primeiro chamado de
Cours d'analyse (Curso de Análise). Nas suas classes e nestes livros-texto clássicos, Cauchy usou o


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
9
princípio de limite como a base para introduções precisas à continuidade e convergência, a derivada, a
integral, e o resto do cálculo.

Contudo, Cauchy perdeu alguns dos detalhes técnicos, especialmente na aplicação da sua
definição de limite a funções contínuas e à convergência de certas séries infinitas. Niels Henrik Abel
(1802-1829) e Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859) estavam entre aqueles que desencavaram
estes problemas delicados e não intuitivos. Nas décadas de 1840 e 1850, enquanto era um professor do
ensino médio, Karl Weierstrass (1815-1897) determinou que a primeira etapa necessária para corrigir
estes erros era restabelecer a definição original de Cauchy do limite em termos estritamente
aritméticos, usando apenas valores absolutos e desigualdades. A exposição de Weierstrass é
exatamente aquela que encontramos no livro de Cálculo de Thomas. Weierstrass prosseguiu em uma
carreira brilhante como professor de matemática na Universidade de Berlim. Lá ele desenvolveu um
programa para trazer rigor aritmético para todo o cálculo e à análise matemática.


Fonte: George B. Thomas Cálculo vol I e II. Pearson Education.






































CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
10
PARTE I – LIMITE DE FUNÇÕES

INTRODUÇÃO. Informalmente, o estudo do limite de uma função visa determinar o que acontece
(estudo do comportamento) com os valores da imagem de uma função quando, no domínio dessa
função, tomamos valores em torno de um determinado ponto (número).

Em geral, dizemos que se uma função f definida num intervalo aberto I ⊆ R contendo o número real
a , exceto possivelmente em a , e se à medida que x se aproxima de a , o valor de ( ) f x se aproxima
de L∈R, escrevemos:
( ) lim
x a
f x L

= .
Isso significa que o ponto ( ) , ( ) x f x do gráfico de f se aproxima do ponto ( , ) a L , quando x se
aproxima de a . Veja as figuras abaixo.


lim ( )
x a
f x L

= e ( ) f a L = . lim ( )
x a
g x L

= e ( ) g a não está
definido.
lim ( )
x a
h x L

= e ( ) h a b L = ≠ .


Uma outra maneira de “percebermos” um limite é utilizando tabelas de valores. Considere uma função
2
1
( )
1
x
f x
x

=

. Esta função está definida { } 1 x ∀ ∈ − R . Isto significa que não podemos calcular a
imagem quando x assume o valor 1. Vamos usar uma máquina de calcular e construir uma tabela com
os valores da função f quando x assume valores próximos de 1, mas diferentes de 1.

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores do que 1: (tabela A)

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999 0,9999
( ) f x 1 1,5 1,75 1,9 1,99 1,999 1,9999

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores do que 1: (tabela B)

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001 1,0001
( ) f x 3 2,5 2,25 2,1 2,01 2,001 2,0001


Observamos que podemos tornar ( ) f x tão próximo de 2 quanto
desejarmos, bastando para isso tomarmos x suficientemente próximo de 1.
Veja a figura abaixo que representa o que está acontecendo nas tabelas A e
B.


L
a x
y = f(x)
y
L
a x
y = g(x)
y
L
a x
y = h(x)
y
b


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
11
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1) Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais.

∗ Quando x se aproxima de 1 por valores menores do que 1 (tabela A), dizemos que x tende a 1 pela
esquerda, e denotamos simbolicamente por 1 x

→ . Temos então que:

( )
1
lim 2
x
f x


= ou
2
1
1
lim 2
1 x
x
x



=




∗ Quando x se aproxima de 1 por valores maiores do que 1 (tabela B), dizemos
que x tende a 1 pela direita, e denotamos simbolicamente por x →
+
1 . Temos
então que:
( )
1
lim 2
x
f x
+

= ou
2
1
1
lim 2
1 x
x
x
+


=




2) Podemos pensar em lim ( )
x a
f x

como um limite “bilateral”. Temos os seguintes resultados:

* O limite lim ( )
x a
f x

existe se, e somente se, existem e são iguais os limites laterais lim ( )
x a
f x


e
lim ( )
x a
f x
+

. De outro modo, ( ) ( ) ( ) lim lim lim
x a x a x a
f x f x L f x L
− +
→ → →
= = ⇔ = .

* Quando os limites laterais tem valores diferentes, dizemos que não existe o limite “bilateral”. De
outro modo
( ) ( ) ( ) lim lim lim
x a x a x a
f x f x f x
− +
→ → →
≠ ⇒ ∃ .

3) Quando os valores de x crescem ilimitadamente, escrevemos x → +∞. Quando os valores de x
decrescem ilimitadamente, escrevemos x → −∞.

Exemplo prático – Seja : {3, 5} f − → R R a função definida pelo gráfico a seguir. Determine os
limites que se pedem:











a) lim ( )
x
f x
→+∞
b)
2
lim ( )
x
f x
→−
c)
3
lim ( )
x
f x

d)
4
lim ( )
x
f x
→−


e)
0
lim ( )
x
f x

f)
5
lim ( )
x
f x

g) lim ( )
x
f x
→−∞
h)
4
lim ( )
x
f x


Obs: O sinal negativo
no expoente do n
o
1
simboliza apenas que
x se aproxima do
número 1 pela
esquerda.
Obs: O sinal positivo
no expoente do n
o
1
simboliza apenas que
x se aproxima do
número 1 pela direita.
− 4 − 2
− 2
3 4
5 x
y
o

2
0
o
• 1


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
12

DEFINIÇÃO FORMAL DO LIMITE DE UMA FUNÇÃO

Seja : f I →R, I ⊆ R um intervalo aberto, onde
0
x I ∈ ou
0
x I ∉ . Dizemos que L é o limite de ( ) f x quando x tende
para
0
x do seguinte modo

0 0
0, 0 ;
lim ( )
0 ( ) . x x
f x L
x x f x L
ε δ
δ ε →
∀ > ∃ > ⎧

= ⇔

< − < ⇒ − <




Veja na figura ao lado: sempre que ( )
0 0
, x x x δ δ ∈ − +
temos que ( ) ( ) , f x L L ε ε ∈ − + .
x
y

0
x x
0
x δ −

0
x δ +

L ε −

L ε +

L
( ) f x

gráfico de ( )

y f x =
`


Com esta definição podemos demonstrar propriedades que o limite de uma função possui que facilitam
seu cálculo.

ALGUMAS PROPRIEDADES DOS LIMITES. Considere lim ( )
x a
f x A

= , lim ( )
x a
g x B

= e , e A B k ∈R
constantes reais. Então

1) lim
x a
k k

= 2) lim[ ( )] lim ( )
x a x a
k f x k f x kA
→ →
⋅ = =

3) lim[ ( ) ( )] lim ( ) lim ( )
x a x a x a
f x g x f x g x A B
→ → →
± = ± = ±

Mais geral, temos que se
1 1 2 2
( ) , lim ( ) , , lim ( )
n n
x a x a
f x A f x A f x A
→ →
= = = … onde
1 2
, , ...,
n
A A A ∈R .
Então
[ ]
1 2 1 2 1 2
lim ( ) ( ) ( ) lim ( ) lim ( ) lim ( )
n n n
x a x a x a x a
f x f x f x f x f x f x A A A
→ → → →
± ± ± = ± ± ± = ± ± ±
.

4)
[ ]
lim ( ) ( ) lim ( ) lim ( )
x a x a x a
f x g x f x g x A B
→ → →
⋅ = ⋅ = ⋅ 5)
lim ( )
( )
lim
( ) lim ( )
x a
x a
x a
f x
f x A
g x g x B



= = , com 0 B ≠

6) lim ( ) lim ( )
n
n
n
x a x a
f x f x A
→ →
= = 7) lim ( ) lim ( )
x a x a
f x f x A
→ →
= =

8)
[ ]
lim ( ) lim ( )
n
n
n
x a x a
f x f x A
→ →
⎡ ⎤
= =
⎢ ⎥
⎣ ⎦
onde n∈R. 9) lim ( ) 0
x a
f x A

− =


Observação. Todas estas propriedades podem ser demonstradas a partir da definição (formal) de
limite, o que não faremos aqui. Consulte as referências bibliográficas.


TEOREMA DA UNICIDADE DO LIMITE. Seja : f I →R, I ⊆ R um intervalo aberto, onde
0
x I ∈ ou
0
x I ∉ . Se
0
lim ( )
x x
f x L

= e
0
lim ( )
x x
f x M

= ( , L M ∈R) então L M = .


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
13
Em outras palavras, se o limite existe (é um número real) então é único.

Demonstração. Suponha
0
lim ( )
x x
L f x

= e
0
lim ( )
x x
M f x

= . Da definição de limite, temos que
0
lim ( )
x x
L f x

= ⇒
1 0 1
0, 0; 0 ( )
2
x x f x L
ε
ε δ δ ∀ > ∃ > < − < ⇒ − < e
0
lim ( )
x x
M f x

= ⇒
2 0 2
0, 0; 0 ( )
2
x x f x M
ε
ε δ δ ∀ > ∃ > < − < ⇒ − < . Seja { }
1 2
min , δ δ δ = . Em particular,
( ) ( )
0 0 0
, { } x x I x δ δ − + ∩ − ≠ ∅. Logo, existe z I ∈ tal que
0
0 z x δ < − < e
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2
L M L M f z f z L f z f z M L f z f z M
ε ε
ε − = − + − = − + − ≤ − + − < + = .
Daí, L M ε − < , para todo 0 ε > , então só podemos ter L M = . ¬


LIMITES LATERAIS. Seja : f I →R, I ⊆ R um intervalo aberto.

lim ( ) 0, 0 ; 0 ( ) .
x a
f x L x a f x L ε δ δ ε
+

= ⇔ ∀ > ∃ > < − < ⇒ − <

lim ( ) 0, 0 ; 0 ( ) .
x a
f x L x a f x L ε δ δ ε


= ⇔ ∀ > ∃ > − < − < ⇒ − <


TEOREMA DE EXISTÊNCIA DO LIMITE. lim ( )
x a
f x L

= ⇔ lim ( ) lim ( )
x a x a
f x f x L
+ −
→ →
= = .

Isto quer dizer que o limite “bilateral” existe e é igual a L se, e somente se, existem e são iguais a L os
limites laterais.

Demonstração. A condição necessária segue das definições. Reciprocamente, se os limites laterais
existem e lim ( ) lim ( )
x a x a
f x f x L
+ −
→ →
= = , temos que dado 0 ε > , existem
1 2
, 0 δ δ > , tais que
1
( ) a x a f x L δ ε < < + ⇒ − < e
2
( ) a x a f x L δ ε − < < ⇒ − < . Note que
1
δ e
2
δ podem ser iguais
ou diferentes. Caso
1 2
δ δ ≠ , considere { }
1 2
min , δ δ δ = , então 0 ( ) x a f x L δ ε < − < ⇒ − < . ¬

Exemplos

1) Suponha o gráfico de uma função ( ) f f x = na figura ao
lado. Temos então que

0
1
lim ( )
x x
f x L


= e
0
2
lim ( )
x x
f x L
+

= .

Logo, não existe o
0
lim ( )
x x
f x

.


2) Consideremos a função
2
2 1, 1
( ) 6, 1
, 1
x x
f x x
x x

− <

= =


>

. Verifique a existência de
1
lim ( )
x
f x

.
L
2
L
1
x
y

x
o


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CONTINUIDADE DE FUNÇÕES. Considere : f I →R e a I ∈ . Dizemos que f é contínua em a I ∈ se
as seguintes condições são satisfeitas

i) lim ( )
x a
f x

∃ [ou seja, lim ( ) lim ( )
x a x a
f x f x
− +
→ →
= ] ii) lim ( ) ( )
x a
f x f a

=


lim ( )
x a
f x L

= e ( ) f a L = . lim ( )
x a
g x L

= e ( ) g a não está
definido.
lim ( )
x a
h x L

= e ( ) h a b L = ≠ .


Exemplos: Verifique a continuidade de cada função no ponto indicado:
a)
5 se 5
( )
0 se 5
x x
f x
x
⎧ − ≠

=

=


b)
2
2 3
se 1
( )
1
3 se 1
t t
t
g t
t
t

− −
≠ ⎪
=
⎨ +

=

c)
2
2
3 se 2
( ) 0 se 2
1 se 2
x x
h x x
x x

+ < −

= = −


+ > −



Observações:
1) A definição de continuidade pode ser expressa em função de ε e δ . De fato, lim ( ) ( )
x a
f x f a

=
significa que: para todo 0 ε > existe 0 δ > tal que, se Dom( ) x f ∈ e x a δ − < , então
( ) ( ) f x f a ε − < .

2) As funções polinomiais
1 2
1 2 1 0
( ) ...
n n
n n
p x a x a x a x a x a


= + + + + + onde
0 1
, ,...,
n
a a a ∈R são
funções contínuas em R, ou seja, lim ( ) ( )
x a
p x p a

= , a ∀ ∈R .
3) Dizemos que uma função ( ) f x é racional se é do tipo
( )
( )
( )
p x
f x
q x
= onde ( ) e ( ) p x q x são
polinômios. Toda função racional é contínua exceto nos pontos onde seu denominador é zero.

4) Dizemos que f é contínua num conjunto I ⊆ R se f é contínua em todo ponto de I .

5) Mostra-se, também, que as funções elementares: exponenciais, logarítmos, trigonométricas, raízes
n-ésimas, módulo, hiperbólicas são contínuas em seu domínio.


Propriedades das funções contínuas. Sejam f e g funções contínuas num ponto a . Então
1) k f ⋅ é contínua em a . 2) f g ± é contínua é continua em a .
3) f g ⋅ é contínua em a . 4)
f
g
é contínua nos pontos onde 0 g ≠ .
L
a x
y = f(x)
y
L
a x
y = g(x)
y
L
a x
y = h(x)
y
b


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
15

A demonstração de cada uma destas propriedades decorre diretamente da definição de continuidade.

Exercícios

1) Das funções f e g definidas em R, sabe-se que:
1
lim ( ) 3
x
f x

= , (1) 5 f = ,
1
lim ( ) 10
x
g x

= e (1) 8 g = .
Responda o que se pede:

a) A função ( ) ( ) ( ) S x f x g x = + , x ∀ ∈R é contínua em
0
1 x = ?

b) A função ( ) ( ) ( ) M x f x g x = ⋅ , x ∀ ∈R, é contínua em
0
1 x = ?


2) Determine as constantes m e n de modo a função dada seja
contínua em
0
0 x =
1
1 x = .






= −
≥ −
≠ < −
=
0 ,
1 ,
0 e 1 , 1
) (
2
3
x m n
x m x
x x mx
x f


Teorema (continuidade da composta). Se a função g é contínua em a e a função f é contínua em
( ) g a então a função composta f g é contínua em a .

Demonstração. Considerando que g é contínua em a , isto é, lim ( ) ( )
x a
g x g a

= e f é contínua em
( ) g a , temos ( ) ( )
( )
( ) ( ) lim ( ) lim ( ) lim ( ) ( ) ( )
x a x a x a
f g x f g x f g x f g a f g a
→ → →
= = = = , o que prova que
f g é contínua em a . ¬

Exemplos: Sendo : f I →R contínua, f ,
n
f , ( )
n
f , ln f , cos f , senf ,
vezes
n
n
f f f f =
.

também são contínuas.



Teorema (valor intermediário). Se :[ , ] f a b →R é uma
função contínua em [ , ] a b e ( ) ( ) f a d f b < < (ou
( ) ( ) f b d f a < < ), então existe ( , ) c a b ∈ tal que ( ) f c d = .

Uma das possibilidades do significado geométrico deste
teorema está na figura ao lado.



Exemplo: Considere a função
2
1
( )
x
f x
x
+
= . Determine o valor que satisfaz o Teorema do Valor
Intermediário para 3 d = em
[ ] 1, 6 .

Muito utilizado para garantir a existência de raízes de equações, o teorema seguinte é um resultado
imediato do anterior (corolário).
f(c)=d
X
Y
f(b)
f(a)
c
b
a


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
16


Teorema de Bolzano. Seja :[ , ] f a b →R uma função
contínua em [ , ] a b . Se ( ) f a e ( ) f b tem sinais opostos, ou
seja, ( ) ( ) 0 f a f b ⋅ < , então existe ( , ) c a b ∈ tal que ( ) 0 f c = .

Seu significado geométrico no gráfico ao lado.


Exemplos:

1 – Uma aplicação deste corolário mostra que a função
2
( ) 2
x
f x x = − (gráfico ao lado) possui um zero em cada um dos
intervalos: [ 1, 0] − , [0, 3] e [3, 5] .


2 – Se
4
( ) 5 3 f x x x = − + , localizar um intervalo onde tenha uma
raiz real.

x
y
2

( ) 2
x
f x x = −
`



Observação: Este corolário também pode ser utilizado para localizar as raízes reais de um polinômio
de grau ímpar. De fato, seja
1 2
1 2 1 0
( ) ...
n n
n
f x x a x a x a x a


= + + + + + ,
i
a ∈R uma função polinomial
de grau n ímpar. Para os 0 x ≠ , escrevemos:
1 0 2 1
2 1
( ) 1 ...
n n
n n n
a a a a
f x x
x x x x

− −
⎛ ⎞
= + + + + +
⎜ ⎟
⎝ ⎠
. Então
lim ( )
x
f x
→+∞
= +∞ e lim ( )
x
f x
→−∞
= −∞, pois n é impar. Logo, existem
1 2
x x < tais que
1
( ) 0 f x < e
2
( ) 0 f x > , como f é contínua em
1 2
[ , ] x x ; pelo corolário anterior, existe ( )
1 2
, c x x ∈ tal que
( ) 0 f c = . Note que, se n é par a conclusão é falsa, por exemplo, o polinômio
2
( ) 3 p x x = + não
possui raízes reais.

Exercício – Para cada uma das funções determine um inteiro n tal que ( ) 0 f x = para algum
[ ]
, 1 x n n ∈ + :
a)
3
( ) 3 f x x x = − + b)
5 4
( ) 5 2 1 g x x x x = + + + c)
5
( ) 1 h x x x = + +


LIMITES “DIRETOS”. Considere a no domínio de f . Então se f é uma função contínua em a temos
lim ( ) ( )
x a
f x f a

= . Isto significa que podemos calcular o limite x a → de uma função ( ) f x contínua
em a “diretamente” da função, calculando a imagem de a por f.


Exemplos:
a)
2 2
3
lim ( 5 2) ( 3) 5( 3) 2 22
x
x x
→−
− − = − − − − = b)
4
lim cosh
2
a
a
a

− ⎛ ⎞
⎜ ⎟

⎝ ⎠


X
Y
f(b)
f(a)
c b a


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
17
c)
2 1
2
1
3 1
lim log
4
z
z
z
+

⎡ ⎤
− ⎛ ⎞
⎢ ⎥
⎜ ⎟
⎝ ⎠
⎢ ⎥
⎣ ⎦
d)
3
lim sen arctg(4 )
1
α
π
α
α
→−
⎡ ⎤
⎛ ⎞
− +
⎜ ⎟ ⎢ ⎥
− −
⎝ ⎠
⎣ ⎦



Exercícios – Calcule os limites a seguir:
a)
5 4
1
lim ( 3 2)
y
y y
→−
− −
b)
1
2
3
4
lim
4 2
x
x
x x
x
− +

⎛ ⎞
− + −
⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠
c)
2
2 1
1
3 1
limlog
4
x
x
x
+

− ⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎝ ⎠

d)
2
3
3
2
2
lim arcsen
p
p p
p
→−
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎜ ⎟

⎝ ⎠
e)
5
1
2 1
limtg
3 5
a
a a
a
π

⎛ ⎞
− +
⎜ ⎟
+
⎝ ⎠

f)
3
lim 2 ln( )
k e
k k

⎡ ⎤
− +
⎣ ⎦

g)
0
2
lim
u
u u
u u





h) ( )
1
lim senh cosh
x
x x
→−
+
i) ( )
3
lim sec cosec
x
x x
π
→−
+

Respostas: ) 6 a − ) 1/ 238328 b − ) 3 c − ) 3 / 2 d π ) 1 e ) 2 3 f e − + ) 1/ 2 g − ) 1/ h e ) 2(3 3) / 3 i .


LIMITES ENVOLVENDO A INDERTERMINAÇÃO
0
0


Exemplo prático. Determine
2
lim ( )
x
f x

, onde
2
4
( )
2
x
f x
x

=

.
Observamos que
2
2
4 0
lim
2 0
x
x

x


=

??
A expressão que aprece acima –
0
0
- é uma indeterminação matemática!. Portanto, devemos então
simplificar a expressão e depois fazer a substituição direta.
Observe que ( )
( )( )
2
2 2
4
2, 2.
2 2
x x
x
f x x x
x x
+ −

= = = + ∀ ≠
− −
Então:

( )( )
2
2 2 2 2
2 2
4
lim ( ) lim lim lim( 2) 4.
2 2
x x x x
x x
x
f x x
x x
→ → → →
+ −

= = = + =
− −

Logo,
2
2
4
lim 4
2
x
x

x


=

.


x
y
2
4
gráfico de ( )
2
x
f x
x

=


2

4

x
y

2

4

gráfico de ( ) 2 f x x = +



Para resolver limites deste tipo, utilizaremos o seguinte teorema.


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
18
TEOREMA. Se ( ) ( ) h x f x = para todo { } x I a ∈ − então lim ( ) lim ( )
x a x a
f x h x A
→ →
= = .

Demonstração. A verificação é imediata.


O algoritmo da divisão de Euclides, o processo de Briott-Ruffini e o conhecimento (lembrança) de
alguns produtos notáveis podem ajudar a resolver mais rapidamente os limites do tipo
0
0
envolvendo
funções racionais.

Alguns produtos notáveis

2 2 2
2 ) ( B AB A B A + ± = ± ) )( (
2 2
B A B A B A − + = − ) )( (
2 2 3 3
B AB A B A B A + + − = −
) )( (
2 2 3 3
B AB A B A B A + − + = + ) )( (
2 1
2
x x x x A C Bx Ax − − = + +
3 2 2 3 3
3 3 ) ( B AB B A A B A ± + ± = ±

Se um limite envolve a expressão
0
0
, dizemos que este limite possui uma indeterminação matemática
e, para resolver o limite, é preciso “eliminar” a indeterminação.


Exemplos – Elimine a indeterminação para resolver cada limite.

a)
2
2
3 3
9 ( 3)( 3)
lim lim 2
( 3) 3
x x
x x x
x x x x
→ →
− − +
= =
− −
b)
2
3 2
1 1
6 7 ( 7)( 1) 8
lim lim
3 1 ( 1)( 1)
u u
u u u u
u u u u
→− →−
− − − + −
= =
+ + − +


c)
2
2
2 2
4 ( 2)( 2) 2
lim arccos arccos lim arccos
2 2 4 3 4 4
3 ( 2)
3
t t
t t t
t t
t t
π
→− →−
⎛ ⎞
− − +
= = =
⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎛ ⎞ + −
⎝ ⎠
− +
⎜ ⎟
⎝ ⎠



Exercícios – Calcule os limites:

a)
3
2
2
6
lim
2 10
x
x x
x x

− −
+ −
b)
4
2
1
limsen
2 1
t
t t

t
π

⎛ ⎞

⎜ ⎟

⎝ ⎠
c)
2
3
5
9 20
lim
125
h
h h
h

− +

d)
2
3
3
lim
4 3
z
z
z z



− +

e)
3 2
2
1
2 5 6
lim
5 2 3
n
n n n
n n
→−
+ − −
+ −
f)
2 1
1
lim
2 3
y
y

y


− +
g)
9
3
lim
9
x
x

x



h)
2
2
1
1 2
lim
3 3
u
u
u u

+ −



Respostas: ) 11/ 9 a ) 2 / 2 b ) 0, 4 c ) 1/ 2 d − ) 3 e ) 2 f ) 1/ 6 g ) 2 / 6 h .


2) Estude a continuidade da função f definida ao lado,
nos pontos
0
2 t = − e
1
0 t = .

Justifique sua resposta.

3 2
2
2
2
4 4
, 0 e 2
2
( ) 4 , 2
log ( 4) , 0
t t t
t t
t t
f t t
t t

+ − −
< ≠ −

+ −


= = −


+ ≥







CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
19
Além de
0
0
, existem indeterminações matemáticas envolvendo o infinito. Por exemplo: ∞−∞, 0 ∞⋅ e


são algumas que surgem no estudo de limites. Veja tabela na página

LIMITES INFINITOS

Dado 0, 0 ;
lim ( )
0 ( ) . x a
M
f x
x a f x M
δ
δ →
> ∃ > ⎧

= +∞ ⇔

< − < ⇒ >


Dado 0, 0 ;
lim ( )
0 ( ) . x a
M
f x
x a f x M
δ
δ →
< ∃ > ⎧

= −∞ ⇔

< − < ⇒ <




Exemplos: a)
0
1
lim
x x →
b)
2
0
1
lim
x
x

c)
0
lim ln
t
t
+

d)
2
lim tg
π
θ
θ
+




TEOREMA DA CONSERVAÇÃO DO SINAL. Se lim ( ) 0
x a
f x L

= ≠ então existe um intervalo aberto I
contendo a tal que ( ) x D f I ∀ ∈ ∩ tem-se { } x I a ∀ ∈ − , ( ) f x tem o mesmo sinal de L .

Demonstração. Pelo fato de que lim ( ) 0
x a
f x L

= ≠ temos que 0, 0 ; ε δ > ∃ > 0 x a δ < − < implica
que ( ) < f x L ε − , ou seja, a x a δ δ − < < + implica que ( ) L f x L ε ε − < < + . Suponha 0 L > (fixo),
como ε pode assumir qualquer valor positivo, tomamos L ε < (ou seja, 0 L ε < − ), logo, existirá
1
0 δ > tal que
1 1
a x a δ δ − < < + implicando em 0 ( ) L f x L ε ε < − < < + e assim ( )
1 1
, x a a δ δ ∀ ∈ − +
temos ( ) 0 f x > . Do mesmo modo, se fizermos 0 L < temos ( ) 0 f x < em algum intervalo. ¬


Como conseqüência do Teorema da conservação do sinal, podemos generalizar uma regra para
resolver limites infinitos que envolvem
0
k
, onde { } 0 k ∈ − R . Então, para resolver
( )
lim , 0
( ) 0
x a
f x k
k
g x

= ≠ onde ( ) 0 g a = devemos “estudar” o sinal de
( )
k
g x
em torno de x a = . Assim,

, 0 e , 0.
0 0
, 0 e , 0.
0 0
k k
k k
k k
k k
+ +
− −

= +∞ > = −∞ <




= −∞ > = +∞ <



( ) f x
a
a δ − a δ +
x
Y
M
X
( ) f x
a
a δ −

a δ +
x
X
Y
M


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
20

Exercícios – Resolva os limites:

a)
2
2
3 5
lim
4
x
x
x
+



b)
3
6
3
2
lim
( 3)
t
t
t
t
e
+
→−
+
c)
4
0
log (2 )
lim
sen x
x
x x →


d)
3
2
2
lim
n
n
e





e)
0,3 1
3 2
2
4
lim
6
x
x
x x x
+
→−
− −
f)
1
lim
ln 1
x
x e
x
x


→ −
g)
0
1
lim
senh u u →


Respostas: ) a + ∞ ) b −∞ ) c + ∞ ) 0 d ) e ∃/ ) f −∞ ) g ∃/ .


LIMITES NO INFINITO. Seja :[ , [ f a +∞ →R (ou :] , ] f a −∞ →R)
lim ( ) (ou ou ) Dado 0, 0 ; Dom( )
x
f x L N x f ε
→±∞
= ± ∞ ∃ ⇔ > ∃ > ∀ ∈ / tem-se

( ) x N f x L ε > ⇒ − < . ( ) x N f x L ε < − ⇒ − < .



Exercícios – Resolva os limites:
a)
2
6
lim
x
x
→+∞
b) lim senh
x
x
→+∞
c)
4
3
lim
x
x
→−∞

d)
6 1
lim
2
x
x
x
→+∞

+
e) lim
x
x
→+∞

f) lim
x
x
a
→−∞
e lim
x
x
a
→+∞
g) lim ln
x
x
→+∞
h)
1 2
lim
2 3
n
n
n→+∞
+
+
i)
( )
lim 1
x
x x
→+∞
+ −

Respostas: ) 0 a ) b + ∞ ) 0 c ) 6 d ) e + ∞ ) ou 0 f +∞ ) g + ∞ ) 0 h ) 0 i .


LIMITES NO INFINITO (E INFINITOS) PARA POLINÔMIOS E FUNÇÕES RACIONAIS
Considere n∈N, temos os seguintes resultados:
i) lim
n
x
x
→±∞
= ±∞ ii)
1
lim 0
n
x
x
→±∞
=

iii) [ ]
1 2
1 2 1 0
lim ( ) lim ... lim
n n n
n n n
x x x
P x a x a x a x a x a a x


→±∞ →±∞ →±∞
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
= + + + + + =
⎣ ⎦ ⎣ ⎦


iv)
1 2
1 2 1 0
1 2
1 2 1 0
... ( )
lim lim lim
( ) ...
n n n
n n n
m m m
m m m
x x x
a x a x a x a x a a x P x
Q x b x b x b x b x b b x




→±∞ →±∞ →±∞
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
⎡ ⎤ + + + + +
= =
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥
+ + + + +
⎣ ⎦
⎣ ⎦ ⎣ ⎦

X
Y
x
N −
( ) f x
L
L ε +
L ε −
( ) f x
X
Y
x
N
L
L ε +
L ε −


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
21


Exemplos – Determinar cada limite:

a))
3 2 3
2
4 2 9 4
lim lim 2 lim 2( )
2 8 2
x x x
x x x
x
x x
→−∞ →−∞ →−∞
− −
= = ⋅ = +∞ = +∞
+


b)
3 3
5 3 5 2
2 1 2 2 1 2
lim lim lim 0 0
3 2 3 3 3
q q q
q q q
q q q q q
→+∞ →+∞ →+∞
− − + − − −
= = ⋅ = ⋅ =
+ −


c)
2 2
2 2
5 3 1 5 5
lim lim
4 2 4 4
t t
t t t
t t
→−∞ →−∞
+ −
= =




Exercícios: 1) Calcular os limites:

a)
4
2
15 40
lim
60 0, 7
z
z
z z
→+∞
− +
− −

b)
2
3 1 3
lim 5
p p
p
− + +
→−∞
c)
( )
2
0,3
lim log 5 200 13
t
t t
→−∞
− +
d)
5 3
5
2 5 1
lim sen
6 2
r
r r
r
π
→−∞
⎛ ⎞
− −
⎜ ⎟
+
⎝ ⎠
e)
4
2 3 1, 5
lim
7 x
x x
x →+∞
− −
f)
2
5 2
3 1
lim cos
4
n
n n
n n
→+∞
⎛ ⎞
+ +
⎜ ⎟

⎝ ⎠


Respostas: ) a −∞ ) 0 b ) c −∞ ) 1/ 2 d ) e + ∞ ) 1 f .

2) Mostre que não existe o lim ( )
n
f n
→+∞
quando ( ) ( 1)
n
f n = − com n∈N.


FUNÇÃO INFINITESIMAL. Dizemos que uma função ( ) f x é infinitesimal para (resp. ) x a x → → ±∞
se lim ( ) 0
x a
f x

= (resp. lim ( ) 0
x
f x
→±∞
= ).

Exemplos:
a) ( )
x
f x e = é infinitesimal quando x → −∞. b)
1
( ) g x
x
= é infinitesimal para x → +∞.

c)
3
( ) ( 1) h t t = − é infinitesimal para 1 t → . d)
2
( )
x
f x e

= é infinitesimal quando x → +∞.


FUNÇÃO LIMITADA. Dizemos que uma função
: f I →R é limitada em I se existem , M N ∈R
tais que ( ) M f x N ≤ ≤ , x I ∀ ∈ .


Dizer que uma função f é limitada significa,
geometricamente, que o gráfico de f está
plenamente contido numa “faixa” horizontal.
X
Y
gráfico de ( )

f x
`
N
M


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
22
Exemplos: a) :[1, ) f +∞ →R, definida por
2
1
( )
1
f x
x
=
+
é limitada em [1, ) +∞ , pois
2
1 1
0
2 1 x
< ≤
+
,
[1, ) x ∀ ∈ +∞ logo
1
0 ( )
2
f x < ≤ .

b) cos y x = e sin y x = são limitadas em R pois, 1 cos 1 x − ≤ ≤ e 1 sin 1 x − ≤ ≤ , x ∀ ∈R.

c) : f → R R,
2
( )
x
f x e

= é limitada em R .

d) : f → R R, ( ) arctg f x x = é uma função limitada em R.


TEOREMA. Suponha que ( ) f x é infinitesimal para x a → e que ( ) g x é uma função limitada num
intervalo I que contém a . Então [ ] lim ( ) ( ) 0
x a
f x g x

⋅ = .

Demonstração. Seja ( ) f x é infinitesimal para x a → , então lim ( ) 0
x a
f x

= , ou seja,
0, 0; 0 ( ) 0 x a f x ε δ δ ε ∀ > ∃ > < − < ⇒ − < . Assumimos 0 N > e podemos tomar (sem perda de
generalidade) ( ) f x
N
ε
< . Como ( ) g x é uma função limitada no intervalo I ,temos ( ) M f x N ≤ ≤ ,
x I ∀ ∈ . Logo, ( ) ( ) 0 ( ) ( ) ( ) ( ) f x g x f x g x f x g x N
N
ε
ε ⋅ − = ⋅ = < = , o que significa que
[ ] lim ( ) ( ) 0
x a
f x g x

⋅ = . ¬

Exercício – Calcule cada limite, justificando sua resposta:
a)
sen
lim
ln x
x
x →+∞
b) lim cos(2 1)
x
x
x e
→−∞
+ c)
3
5
1
lim ( 1) sen
1 t
t
t
π


+
⎛ ⎞

⎜ ⎟

⎝ ⎠

d)
3
3
2 ( )
3
3
lim ln cos 3
5
x x
x
x x
x
x
e
− +
→−∞
⎛ ⎞
+
⎜ ⎟ + +
⎜ ⎟

⎝ ⎠
e)
3 3 2 2
sen( 2)
lim
2
u
u
u u
→−∞
+
+ +



LIMITES FUNDAMENTAIS. Alguns tipos de limites podem ser usados para resolver outros limites, por
isso são chamados de limites fundamentais. Para estudá-los precisamos do seguinte

TEOREMA DO CONFRONTO (OU DO SANDUÍCHE). Considere ( ) ( ) ( ) g x f x h x ≤ ≤ , Dom( ) x f ∀ ∈ . Se
lim ( ) lim ( )
x a x a
g x h x L
→ →
= = então lim ( )
x a
f x L

= .
Demonstração. Como lim ( ) lim ( )
x a x a
g x h x L
→ →
= = temos que
1 1
0, 0; 0 ( ) x a g x L ε δ δ ε ∀ > ∃ > < − < ⇒ − < e
2 2
0, 0; 0 ( ) x a h x L ε δ δ ε ∀ > ∃ > < − < ⇒ − < .
Tomemos { }
1 2
min , δ δ δ = , como ( ) L g x L ε ε − < < + ,
( ) L h x L ε ε − < < + e ( ) ( ) ( ) g x f x h x ≤ ≤ , temos que
( ) ( ) ( ) L g x f x h x L ε ε − < ≤ ≤ < + , ou seja, ( ) L f x L ε ε − < < + .
Logo, ( ) f x L ε − < , o que significa lim ( )
x a
f x L

= . ¬



CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
23

Exemplo: Considere
2
2
2 3 2 5
( )
x x x
f x
x
x
− +
< < , 0 x ∀ > . Determine lim ( )
x
f x
→+∞
.


Limite Fundamental Trigonométrico:
0
sen
lim 1
θ
θ
θ →
= .

Demonstração. Vamos demonstrar que
0
sen
lim 1
θ
θ
θ

=
utilizando a figura ao lado, onde
med( )
tg
med( )
TA
OA
θ = ,
med( ) 1 OA = , então med( ) tg TA θ = . Tomemos 0
2
π
θ < < .
Da figura, temos:

área( ) área do setor( ) área( ) OAP OAP OAT Δ < <

med( ) med( ) arco raio med( ) med( )
2 2 2
OA QP OA AT ⋅ ⋅ ⋅
< <



1 sen 1 1 tg tg sen 1
1 1
2 2 2 sen sen cos
θ θ θ θ θ θ
θ θ θ θ
⋅ ⋅ ⋅
< < ⇒ < < ⇒ > > .

Assim,
0 0 0 0
sen 1 sen
lim 1 lim lim 1 lim 1
cos θ θ θ θ
θ θ
θ θ θ
+ + + +
→ → → →
> > ⇒ > > . Pelo teorema do confronto, temos
0
sen
lim 1
θ
θ
θ
+

= . Seguimos a mesma idéia construindo a figura de modo a termos 0
2
π
θ − < < e
mostrando que
0
sen
lim 1
θ
θ
θ


= . Assim,
0
sen
lim 1
θ
θ
θ →
= . ¬



Ao lado, o gráfico da função
senθ
θ
.




Exemplos: a)
0
sen( )
lim
k
θ
θ
θ →
b)
0
sen( )
lim
sen( )
x
x
x
α
β

c)
0
1 cos
lim
ϕ
ϕ
ϕ






Existem algumas indeterminações matemáticas que ainda não apareceram em nossos estudos. Do tipo:
0
0 , 1

,
0
∞ , 0

, 0⋅ ∞.



CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
24
Limites Fundamentais Exponenciais:
i) lim 1
x
x
x
e
α
α
→±∞
⎛ ⎞
+ =
⎜ ⎟
⎝ ⎠
, onde α ∈R. ii)
0
1
lim ln
x
x
a
a
x →

= , para 0 a > .

Exemplos: a)
2
lim 1
x
x
x
→+∞
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠
b)
2
3
lim
t
t
t
t

→−∞
− ⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎝ ⎠
c)
1
lim
1
n
n
n
n
→+∞
+ ⎛ ⎞
⎜ ⎟

⎝ ⎠


d)
0
2 1
lim
x
x
x


e)
0
ln(1 )
lim
z
z
z

+
f)
( )
0
1
lim
b a x
x
x
e



com b a ≠ .


ALGUMAS APLICAÇÕES DE LIMITES

Retas assíntotas

1. Dizemos que a reta y k = , k ∈R é uma assíntota
horizontal do gráfico de ( ) f x se uma das condições é
satisfeita:
lim ( )
x
f x k
−∞ →
= ou lim ( )
x
f x k
+∞ →
= .

Exemplo: Ao lado, o gráfico de ( ) 3 sin(4 ) 1, 5
x
f x x e

= + e
sua reta assíntota horizontal 1, 5 y = .


Observe que, neste exemplo, a reta assíntota intercepta o
gráfico da função em vários pontos.
x
y

gráfico de
( ) 3 sin(4 ) 1,5
x
f x x e

= +

1,5 y =


Exercício – Determine, se houver, retas assíntotas horizontais do gráfico de cada função:
a)
3
( ) 2 f x x x = − b) ( ) tanh g x x = c)
2
2
7 1
( )
3 4
x
h x
x x

=
+



2. Dizemos que a reta
0
x x = é uma assíntota vertical do
gráfico de ( ) f x se uma das condições é satisfeita:

0
lim ( )
x x
f x


= ±∞ ou
0
lim ( )
x x
f x
+

= ±∞.

Exemplo: Ao lado, o gráfico de
1
( ) 1
1
f x
x
= +

, uma
assíntota vertical 1 x = e uma assíntota horizontal 1 y = .

x
y

gráfico de
1
( ) 1
1
f x
x
= +


1 x ← =

1 y =
`


Exercício – Determine, se houver, retas assíntotas verticais do gráfico de cada função:
a)
2 5
( ) 5 f x x x = − b)
2
3
( )
2
x
g x
x
=

c)
2
3
1
( )
3 4
x x
h x
x x
− +
=

d)
( )
1
( ) 1
t
f t t

= +



CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
25
Observação. Está claro então que assíntotas verticais envolvem limites infinitos enquanto assíntotas
horizontais envolvem limites no infinito. Existem também as assíntotas oblíquas.


3. Dizemos que a reta y ax b = + é uma assíntota oblíqua do
gráfico de ( ) f x se [ ] lim ( ) 0
x
f x y
±∞ →
− = . Desse modo, temos
que:
( )
lim
x
f x
a
x →±∞
= e [ ] lim ( )
x
b f x ax
→±∞
= − .

Se o coeficiente 0 a = , não existe assíntota oblíqua.

Exemplo: Ao lado: o gráfico de
2
2 3
( )
7 4
x
f x
x

=
+
,
4
7
x

=
uma assíntota vertical e
14 8
49
x
y

= uma assíntota oblíqua.
x
y

4
7
x

= →

2
gráfico de
2 3
( )
7 4
x
f x
x

=
+


14 8
49
x
y

=
`



Exercícios – Determine, se houver, todas as retas assíntotas do gráfico de cada função:
a)
2 6
( ) 3 f t t t = + b)
2
( )
2
x
g x
x
=

c)
2
2
1
( )
3 4
x x
h x
x x
− +
=

d) ( )
t
f t t e

= +
e)
2
2 7 1
2
x x
y
x
− +
=

f)
3 2 2
2 0 y x y y − + + = (sugestão: “isole” x )


Derivada de uma função num ponto. Sabe-se que, se existir
0
0
0
( ) ( )
lim
x x
f x f x
x x



(finito), então
0
0
0
0
( ) ( )
( ) lim
x x
f x f x
f x
x x


′ =

onde
0
( ) f x ′ significa a derivada da função f no ponto de abscissa
0
x .

Exercícios – Baseando-se neste conhecimento, determine o que se pede em cada ítem:

a) (3) f ′ para
2
( ) 2 1 f x x x = + − . b) (0) g′ para ( ) g x x = .

c) ( ) h a ′ para
2
( ) 1 h t t = + . d) Mostre que (0) f ′ ∃/ quando
3
( ) f z z = .

e) Considere ( ) log
a
x
f x = , 0 1 a < ≠ e
0
0 x > . Mostre que
0
0
1
( )
ln
f x
x a
′ = .

f) Considere a função ( ) sen f x x = e
0
x ∈R. Mostre que
0 0
( ) cos f x x ′ = .

Respostas: ) 3 a ) (0) b g′ ∃/
2
) ( )
1
a
c h a
a
′ =
+
.




CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
26
Convergência de uma série infinita. Uma série numérica infinita é uma expressão que pode ser
escrita na forma
1 2 3
1
n n
n
a a a a a
+∞
=
= + + + + +

.
Seja
n
S a soma dos n primeiros termos da série. Veja ao
lado.
Dizemos que
1
n
n
a

=

converge se lim
n
n
S L
→+∞
= (um número),
caso contrário, a série


=1 n
n
a diverge.
1 1
2 1 2
3 1 2 3
1 2 3 1

n n n n
S a
S a a
S a a a
S a a a a S a

=
= +
= + +
= + + + + = +
.

Exemplo:
1
1 1 1 1 1 1
( 1) 1 2 2 3 3 4 4 5 5 6
n
n n
+∞
=
= + + + + +
+ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

. Assim,

1 1
2 1 2
3 1 2 3
4 3 4
1
2
1 1 2
2 6 3
2 1 3
3 12 4
3 1 4
4 20 5

1
n
S a
S a a
S a a a
S S a
n
S
n
= =
= + = + =
= + + = + =
= + = + =
=
+
.

Com a “fórmula”
1
n
n
S
n
=
+
podemos calcular a soma de uma
quantidade qualquer de termos da série, por exemplo, a soma dos
100 primeiros termos é dada por
100
100 100
0, 9901
100 1 101
S = = ≈
+
.

Como queremos a soma dos infinitos termos, ou seja, n = ∞ , temos
lim lim 1
1
n
n n
n
S S
n

→+∞ →+∞
= = =
+
.
Isto significa que
1
1 1 1 1 1
1
( 1) 1 2 2 3 3 4 4 5
n
n n
+∞
=
= + + + + =
+ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

.

Exercícios: 1 – Para cada série dada, determine os seis primeiros termos da série, uma expressão para
n
S e verifique se a série converge ou diverge.
b)
1
1
(2 1)(2 1)
n
n n
+∞
=
− +

c)
1
ln
1
n
n
n
+∞
=
⎛ ⎞
⎜ ⎟
+
⎝ ⎠

d)
1
[1 ( 1) ]
n
n
+∞
=
+ −



2 – Suponha uma série do tipo
1 2 3
1
n
n
a r a ar ar ar
+∞

=
⋅ = + + + +

, onde 0 , a r ≠ ∈R. Este tipo de série
recebe o nome de série geométrica (por quê ?). Mostre que
1
1
n
n
r
S a
r

=

e que lim
1
n
n
a
S
r →+∞
=


quando 1 r < .

3 – Uma bola, jogada de uma altura de 6 metros, começa a
quicar ao atingir o solo, como indica a figura ao lado. A altura
máxima atingida pela bola após cada batida no solo é igual a
três quartos da altura da queda correspondente. Calcule a
distância vertical total percorrida pela bola até parar.

Sugestão: Utilize série geométrica.




CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
27
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – LIMITE DE FUNÇÕES


Esboços de gráficos de funções elementares, limites, limites laterais e continuidade.

1. Esboce o gráfico das funções abaixo, determine ( ) lim
x a
f x


, ( ) lim
x a
f x
+

e, caso exista, ( ) lim
x a
f x

.
a) ( ) ( )
3 2, 1
2, 1 1
4 1, 1
x x
f x x a
x x
− > ⎧

= = =


+ <


b) ( ) ( )
2
1, 1 e 2
1, 2 2
1 , 1
x x x
f x x a
x x

− ≥ ≠

= = =


− <


c) ( ) ( )
2
, 0
0
, 0
x x x
f x a
x x

− ≥ ⎪
= =

− <



d) ( ) ( )
2
2
2
x
f x a
x
+
= = −
+


2 – Considere a função de domínio R,
definida por
2
, 1
( ) 1 , 1 1
log , 1
x x
f x x x
x x

< −

= − + − ≤ <




.
2.1) Esboce o gráfico de f .

2.2) Determine: a) ) (
lim

x f
x ∞ − →
b) ) (
lim

x f
x ∞ + →

c) ) (
lim
1
x f
x − →
d) ) (
lim
0
x f
x→
e) ) (
lim
1
x f
x→
.


3. Determine, se possível, a∈R para que exista
0
lim ( )
x x
f x

, sendo:
a) ( ) ( )
0
3 2, 1
3, 1 1
5 , 1
x x
f x x x
ax x
− > − ⎧

= = − = −


− < −

b) ( )
( )
( )
( )
0
1
2
4 2 , 2
2
, 2
x x x
f x x
a x


− − ≠

= =

= ⎪




4. Considere as funções dos itens a), b) e c) do exercício 1. Verifique se f é contínua em a x = .
Justifique.


5. Potencial. O potencial φ de uma distribuição de carga num ponto do eixo dos x é dado por
( )
( )
2 2
2 2
2 se 0
( )
2 se 0
x a x x
x
x a x x
πσ
φ
πσ

+ − ≥

=


+ + <

onde, , 0 a σ > são constantes. A função φ é contínua ?


6. Determine, se possível, as constantes e a b∈R de modo que f seja contínua em
0
x , sendo:

a) ( ) ( )
2
0
3 2, 1
1
2, 1
ax x
f x x
x x

+ < ⎪
= =

− ≥


b) ( ) ( )
2
0
2
2, 1
1
, 1
bx x
f x x
b x

+ ≠

= =

=






CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
28
c) ( ) ( )
0
2
3 3, 3
, 3 3
1, 3
x x
f x ax x x
bx x

− > −

= = − = −


+ < −

d) ( )
( )
( )
0
2
2 .cos 1, 0
7 3 , 0 0
2 , 0
a x x
f x x a x x
b x x
π ⎧ + + <

= − = =


− >




7. Esboce o gráfico de uma função f satisfazendo as condições indicadas: ( ) Dom f = R,
( )
0
lim 1
x
f x

= , ( )
1
lim 0
x
f x

= mas f é descontínua em 1 e 0 = = x x .


8. Para cada um dos seguintes itens, exiba o esboço gráfico de uma função que satisfaz às condições:

a) L x f
a x
=

) (
lim

e ). ( f D a ∉
b) f é contínua em R, ∞ + =
∞ − →
) (
lim

x f
x
e 0 ) (
lim

=
∞ + →
x f
x
.
c) ∞ − =


) (
lim

x f
a x
, 0 ) (
lim

> =
+

L x f
a x
e 0 ) ( < a f .
d) f de domínio R que seja descontínua em dois pontos.

9. Seja
3
( ) sen( ) 3
4
x
f x x π = − + . A função f atinge o valor
7
3
no intervalo
[ ]
2, 2 − ? Justifique sua
resposta.

10. Seja
[ ] [ ]
: 0,1 0,1 f → contínua. Mostre que existe
[ ]
0
0,1 x ∈ tal que
0 0
( ) f x x = . Note que isto
significa que o gráfico da função f , obrigatoriamente, “corta” a primeira bissetriz.


11. Função sinal. A função sinal de x é definida por
1 se 0
sgn( ) 0 se 0
1 se 0
x
x x
x
> ⎧

= =


− <


Verifique se ( ) sgn( ) f x x = e ( ) sgn( ) G x x x = são funções
contínuas.
x
y

gráfico de sgn( ) x

1

1 −

0



12. Suponha que existe um conjunto (intervalo) ( ) , a r a r − + ⊆ R e um número real 0 M > tal que
satisfaz a condição: ( ) ( ) f x f a M x a − ≤ − , para todo ( ) , x a r a r ∈ − + . Mostre que f é contínua em
x a = .


13. Suponha que ( ) ( ) ( ) f x y f x f y + = + para todos os , x y ∈R e que f é contínua em 0 . Mostre
que f é contínua a ∀ ∈R .


14. Calcule os limites a seguir:



CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
29
a)
( )
5 4 2
1
lim 3 12
x
x x x
→−
− − +
b)
2
3
4
lim
4 2
x
x x
x

⎛ ⎞
− + −
⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠
c)
2
1
1
lim tg
1
x
x
x
→−
⎛ ⎞
+
⎜ ⎟
⎜ ⎟

⎝ ⎠

d)
( )
3
1
lim2 4
x
x
x


e)
2
sen
lim
1 cos
x
x

x
π

+

f)
( )
3 5
cos
1
3
lim
2
x
x
x
π
+
→−

g)
2
2
9
lim
2
x
x
x


+

h)
1
5
lim
2
x
x
x




i)
2
1
2 1
lim
10
x
x
x
→−

+

j)
( )
2
0
lim 3 sgn 1 1
x
x x

⎡ ⎤
+ − −
⎢ ⎥
⎣ ⎦

k)
( )
2 2
2
lim 5 sgn 1 1
x
x x

⎡ ⎤
+ + − −
⎢ ⎥
⎣ ⎦




Limites infinitos e limites no infinito

15. Calcule ( ) lim
x
f x
→−∞
e ( ) lim
x
f x
→+∞
para as funções do exercício 1.


16. Esboce o gráfico de cada função f a seguir, e determine o que se pede: (Obs.: Use o Winplot para
visualizar os gráficos)

a) ( )





> + −
≤ ≤ −
− < +
=
1 3
1 2
2 12 4
2
2
x , x
x , x
x , x
x f

( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
1 1 1 2
2 2
lim , lim , lim , lim , lim ,
lim , lim , lim
x x x x x
x x x
f x f x f x f x f x
f x f x f x
− + −
+
→−∞ → → → →−
→− →− →+∞

Intervalos onde f é contínua.

b) ( )
( ) 1 2 , 0
1
, 0
x
x
f x
x
x

>

=

<



( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
0 0 0 1
1
lim , lim , lim , lim , lim ,
lim , lim
x x x x x
x x
f x f x f x f x f x
f x f x
− +
→−∞ → → → →
→− →+∞



c) ( )
1 2
log , 0
0, 0
1 , 0
x
x
f x x
x x

>


= =


− <



( ) ( ) ( ) ( )
0 1
lim , lim , lim , lim
x x x x
f x f x f x f x
→−∞ →+∞ → →


Estude a continuidade de f em 0 = x .


17. Campo elétrico. Uma esfera de raio R está carregada com uma unidade de eletricidade estática. A
intensidade de um campo elétrico ( ) E E x = num ponto P localizado a x unidades do centro da esfera
é determinada pela função dada abaixo. Verifique se a função E contínua e esboce seu gráfico.

2
2
0 se 0
1
( ) se
3
se
x R
E x x R
x
x x R


< <


= =



>


x
y

2
1
3R

0
R

2
1
R




CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
30
18. Função de Heaviside. A função de Heaviside é utilizada no
estudo de circuitos elétricos para representar o surgimento de
corrente elétrica ou de voltagem quando uma chave é
instantaneamente ligada e, é definida por

0 se 0
( )
1 se 0
t
H t
t
< ⎧
=




x
y

1

0

a) Discuta a continuidade de
2
( ) ( 1) f t H t = + e de ( ) ( ) sen( ) g t H t π = . Esboce os respectivos
gráficos no intervalo [ 4, 4] − ;

b) A função ( ) ( ) R t ct H t = ⋅ ( 0) c > é chamada rampa e representa o crescimento gradual na
voltagem ou corrente num circuito elétrico. Discuta a continuidade de R e esboce o gráfico
para 1, 2, 3. c =


Limites do tipo 0/0 envolvendo fatorações

19. Calcule os seguintes limites:

a)
2
2
2
4
lim
2
x
x
x x



b)
2
2
2
2 8
lim
3 4 4
x
x
x x


− −
c)
2
3
1
2 1
lim
1
x
x x
x

− +



d)
2
3
1 2
2 3 2
lim
8 1
x
x x
x

+ −

e)
3
2
8
lim
2
x
x
x




f)
2
2
2
4
lim
3 4 4
x
x
x x
→−

+ −


g)
2 2
2 2
lim 0
3 2
x a
x a
a
x ax a



− −

h)
( )
2
3 3
1
lim 0
x a
x a x a
a
x a

− + +


i)
3
6
2
3 24
limlog
2
x
x
x

⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎜ ⎟

⎝ ⎠


j)
( )
( )
1
3
2
lim en 8 2
x
s x x π


⎡ ⎤
− ⋅ −
⎣ ⎦

l)
( )( )
1
4 3
16 8
2
lim2
x x
x

− −


m)
3
2
5
2 250
lim
6 5
x
x
x x


− +



Limites do tipo 0/0 envolvendo conjugado de radicais

20. Calcule os seguintes limites:

a)
1
1
lim
1 x
x
x →


b)
0
1 1
lim
3 x
x x
x →
+ − −
c)
2
1
1
lim
2
x
x
x x
→−

+ +
d)
3
1
2 3
lim
1
x
x
x

+ −



e)
4
3 5
lim
1 5
x
x
x

− +
− −
f)
4
2
lim
4
x
x
x
+



g)
4
3 5
lim
2
x
x x
x

− − −

h)
3
64
8
lim
4
x
x
x





i) lim , 0
x a
x a
a
x a →

>

j)
2
7
2 3
lim
49
x
x
x

− −

l)
2
2 2
lim
4 2 x
x
x →
+ −
− +

m)
2 2
lim ; 0
x a
x a x a
a
x a

− + −
>




Limites do tipo k/0, onde k é constante e k≠0

21. Calcule os seguintes limites:


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
31

a)
2
0
1
lim
sen x
x
x →
+

b)
2
0
1
lim senh
x
x
x
+

⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠

c)
( )
2
2
5
2 3
lim
5
x
x
x

+


d)
2
1
5
lim
5 4
x
x
x x

+
− +


e)
2
5 4
lim
2
x
x
x




f)
( )
0
cos 3
lim
x
x
x →

g)
0
cos
lim
sen x
x
x x → ⋅
h)
3
3 11
lim
3 x
x
x →





22. Verifique, justificando, se f é contínua em
o
x x = .

a) ( )
( )
( )
( )
1
3
0
125 5 , 5
5
75, 5
x x x
f x x
x


− − ≠

= =

= ⎪

b) ( )
( )
( )
1
0
3 12 4 , 4
4
4, 4
x x x
f x x
x


+ ⋅ + ≠ − ⎪
= = −

= −




23. Calcule as constantes de modo que:

a)
2
lim 4
x b
x a
x b


=

b)
2
3
lim 5
3
x
x ax b
x

− +
=


c)
3
lim 5
1
x
bx
ax
x
→+∞
+ ⎡ ⎤
− =
⎢ ⎥
+
⎣ ⎦


d) ( ) ( )
2
lim 3 e lim 1
x x
f x f x
→+∞ →−
= = sendo ( )
( )
3 2
2
4 2
ax bx cx d
f x
x x
+ + +
=
+ −


24. Sabe-se que
3
1
( )
lim 4
1
x
f x
x

=

e
2
1
( )
lim 6
1
x
g x
x

= −

. Mostre que
1
( )
lim 1
( )
x
f x
g x

= − .

25. Sabendo que
2
( 2)
lim 8
2 2
x
f x
x
− →
+
=
− −
e
2
2
( 2)
lim 3
4
x
g x
x
− →
+
=

. Mostre que
0
( ) 1
lim
( ) 3
x
f x
g x

= .


26. Contração de Lorentz. Na teoria da relatividade especial, temos que o comprimento de um objeto
é função de sua velocidade:
2
0
2
( ) 1
v
L v L
c
= − , onde
0
L é o comprimento do objeto em repouso e c é
a velocidade da luz. A velocidade da luz é de aproximadamente
8
30 10 m/s ⋅ . Da teoria da relatividade
é conhecido que nenhum objeto pode ir além da velocidade da luz; logo v c

→ ; lim ( ) 0
v c
L v


= . Isto
significa que para um observador parado o objeto desaparece.


27. Massa relativística. Na teoria da relatividade especial, a massa de uma partícula é função de sua
velocidade:
1
2 2
0
2
( ) 1
v
M v m
c

⎛ ⎞
= −
⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠

Onde
0
m é a massa da partícula em repouso e c é a velocidade da luz. Logo, lim ( )
v c
M v


= +∞ , em
outras palavras, se a velocidade de uma partícula aumenta, sua massa aumenta em relação à sua massa
inicial
0
m .



CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
32

Indeterminações do tipo ∞ ∞

28. Calcule os limites a seguir:

a)
2
3 2
2 4 25
lim
18 9
x
x x
x x
→+∞
− −


b)
( )( )
( )( )( )
3 2 5
lim
1 3 4 2 x
x x x
x x x →−∞
− +
− + −

c)
2
2
2
lim sen
12 4
x
x x
x x
π
→+∞
⎛ ⎞
+ −
⎜ ⎟
⎜ ⎟

⎝ ⎠


d)
2
4
2 3 4
lim
1
x
x x
x
→+∞
− −
+

e)
( )( )
1
1 3 2
lim 2
x x
x

− −
→−∞

f)
( )
1
3 2
1
1
lim
x x
x
π


→+∞
⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎝ ⎠


g)
( ) ( )
3 3
1 2 1 2
lim log 2 log 2
x
x x x x
→+∞
⎡ ⎤
− − +
⎣ ⎦

h)
( )
lim ln 2 ln 3 1
x
x
x
→+∞
⎡ ⎤
− +
⎣ ⎦

i)
2 3
3 2
3 5 9
lim
5 9 9
x
x x x
x x
→+∞
− −
+ −


j)
( 2)! ( 1)!
lim
( 3)!
n
n n
n
→+∞
+ + +
+
k) ( )
2
1
lim 1 2 3
n
n
n
→+∞
⎡ ⎤
+ + + + +
⎢ ⎥
⎣ ⎦

l)
4 4
4 4
(2 1) ( 1)
lim
(2 1) ( 1)
n
n n
n n
→+∞
+ − −
+ + −


m)
1 2 3
lim
2 2
n
n n
n
→+∞
+ + + + ⎡ ⎤

⎢ ⎥
+
⎣ ⎦

n)
2 2 2
3
1 2 3
lim
n
n
n
→+∞
+ + + +

o)
( )
lim
x
x x x x
→+∞
+ − −


Indeterminações do tipo ∞ − ∞ +

29. Calcule os limites a seguir:

a)
( )
lim 2
x
x x
→+∞
+ − b)
( )
lim 3
t
t t
→+∞
− −
c)
( )
2
lim 2
x
x x
→+∞
+ − d)
( )
2
lim 4
x
x x x
→+∞
+ −


Limites envolvendo funções limitadas

30. Calcule os limites a seguir:

a)
0
1
lim sen
x
x
x

⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎝ ⎠

b)
sen
lim
x
x
x
→+∞

c) lim sen
x
x
x e
→−∞


d)
3 2
0
lim 4 cos( )
x
x
e
x x
x
+


⎧ ⎫
⎪ ⎪
⎡ ⎤
− +
⎨ ⎬
⎣ ⎦
⎪ ⎪
⎩ ⎭

e) ( )
3
7
2 5
lim cos ln
1 3
x
x
x
x
→+∞
+

f)
3cos 2
lim
2
x
x
x
x
→+∞
+



Limites envolvendo o limite fundamental trigonométrico

31. Calcule os seguintes limites:

a)
( )
0
sen 7
lim
x
x
x →
b)
( )
0
tg 3
lim
2 x
x
x →

c)
2
0
1 cos
lim
x
x
x




d)
2
0
1 sec
lim
x
x
x


e)
0
1 cos
lim
sen x
x
x x →


f)
2
2
0
7 7cos
lim
3
x
x
x






CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
33
g)
sen
lim
x
x
x π π → −

h)
0
1 sen 1 sen
lim
x
x x
x →
+ − −

i)
( ) ( )
0
sen sen
lim
x
x a a
x →
+ −

j)
0
tg
lim
tg
x
x x
x x


+

k)
2
2
0
tg
lim
sec
x
x
x x


l)
0
1 cos(1 cos )
lim
x
x
x →
− −


m)
0
arcsen
lim
x
x
x →
n)
0
arctg
lim
x
x
x →




Limite fundamental exponencial

32. Calcule os seguintes limites:

a)
2
lim 1
x
x
x
→−∞
⎛ ⎞
+
⎜ ⎟
⎝ ⎠
b)
3
lim 1
x
x
x
→−∞
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠
c)
3
1
lim 1
x
x
x
→+∞
⎛ ⎞
+
⎜ ⎟
⎝ ⎠
d)
1
lim 1
x
x
x
→+∞
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠


e) lim
x
x
x a
x a
→+∞
+ ⎛ ⎞
⎜ ⎟

⎝ ⎠

f)
0
1
lim , 0
x
x
a
a
x →

> . g)
0
lim , 0
h x h
x
a a
a
x
+


> .
h)
2
0
1
lim
x
x
x
e




i)
3
0
1
lim
x
x
e
x →

j)
2
0
3 1
lim
x
x
x


k)
0
lim ; , 0
sen( ) sen( )
ax bx
x
a b
ax bx
e e





l)
lim , 1
x x
x x
x
a a
a
a a


→+∞
⎡ ⎤

>
⎢ ⎥
+
⎣ ⎦



33. Calcule as constantes de modo que:

a)
1
3 1
lim
1 6 x
b x a
x →
+ −
=



b)
2
1
2 8 2
lim
1 3
x
x b
x
→−
+ −
= −
+

c)
( )
2
9
, 3
3
, 3
3 1, 3
x ax
x
x
f x bx x
x x

− +
< −




= = −


+ > −



seja contínua em
0
3 x = − .

d)
2
lim 1 0
x
x x ax b
→+∞
⎡ ⎤
− + − − =
⎢ ⎥
⎣ ⎦

e)
3
2
2
1
lim 2 0
1
x
x
x ax
x
→+∞
⎡ ⎤
+
+ + − =
⎢ ⎥
+
⎣ ⎦


34. Verifique se f é contínua em
0
x :
a) ( ) ( )
3
0
1 1
, 0
0
3, 0
x
x
f x x
x
x

+ −
≠ ⎪
= =


=

b) ( ) ( )
0
2
, 4
4
4
23
3 , 4
4
x
x
x
f x x
x x


>



= =


− ≤





35. Estude a continuidade da função f
definida abaixo em R, justificando.

( )
3
2
, 2 e 1
3 2
2, 1
10, 5
ln 5 , 2 e 5
x x
x x
x x
x
f x
x
x x x x


< ≠

− +


− =
=


=

− ≥ ≠ ⎪





CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
34
36. Fractal de Koch. A Curva de Koch (floco de neve) é obtida em estágios pelo processo seguinte:

i) no estágio 0, ela é um triangulo equilátero de lado 1 ;
ii) o estágio 1 n + é obtido a partir do estágio n , dividindo cada lado em três partes iguais, construindo
externamente sobre a parte central um triangulo eqüilátero e suprimindo então a parte central (veja na
figura).

Denote por
n
A a área compreendida pela linha poligonal após n passos; logo,
0
3
4
A = ,
1
3
3
A = ,
2
10 3
27
A = , em geral
3 3 4
1 1
4 5 9
n
n
A
⎧ ⎫
⎡ ⎤ ⎪ ⎪ ⎛ ⎞
= + −
⎨ ⎬
⎜ ⎟ ⎢ ⎥
⎝ ⎠ ⎣ ⎦
⎪ ⎪
⎩ ⎭
para 0 n ≥ . Então,
2 3
lim
5
n
n
A A
+∞
→+∞
= = . O que
significa o resultado deste limite ?

Agora, denote por
n
P o perímetro da linha poligonal após n passos. Logo,
0
3 P = ,
1
4 P = ,
2
16
3
P = ,
em geral,
4
3
3
n
n
P
⎛ ⎞
=
⎜ ⎟
⎝ ⎠
, 0 n ≥ . Então, lim
n
n
P P
+∞
→+∞
= = +∞. O que significa este resultado ?


37. Paradoxo de Zenão. Na Grécia Clássica, foi travada uma disputa entre Aquiles e uma tartaruga,
sob o júdice do sofista Zenão. Era conhecida a lentidão da tartaruga, de modo que enquanto Aquiles
corria 1 m, a tartaruga percorria apenas
1
10
m. Zenão afirmava categoricamente naquela época, que se
a tartaruga largasse 1m na frente de Aquiles, ele nunca a ultrapassaria e seu argumento foi o seguinte:
enquanto Aquiles percorria 1 m, a tartaruga percorrerá 10 cm, de modo que a sua liderança é
indiscutível. Quando Aquiles vencer os 10 cm que a tartaruga já percorreu, esta por sua vez, estará a 1
cm a sua frente, e assim por diante. É óbvio que nenhuma tartaruga ganhou do maior corredor grego
da antiguidade. Porém ninguém conseguiu refutar Zenão satisfatoriamente. Então:

a) Encontre as funções que determinam a distancia percorrida por Aquiles e pela tartaruga,
respectivamente, em função do tempo.

b) Explique porque Aquiles ultrapassa a tartaruga, refutando o argumento de Zenão, utilizando o
conceito de limites, que não era conhecido na naquela época.












CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
35
DEFINIÇÕES E GRÁFICOS DE ALGUMAS FUNÇÕES HIPERBÓLICAS. Utilizando as funções exponencial e
logaritmo natural podemos definir outras funções. As funções trigonométricas hiperbólicas utilizam
apenas a exponencial em suas definições. As inversas das funções trigonométricas hiperbólicas
utilizam o logaritmo.

As funções trigonométricas hiperbólicas são definidas por:

cosh
2
x x
y x
e e

+
= = senh
2
x x
y x
e e


= =
senh
tgh
cosh
x x
x x
x
y x
x
e e
e e



= = =
+

cosh
cotgh
senh
x x
x x
x
y x
x
e e
e e


+
= = =


1 2
sech
cosh
x x
y x
x e e

= = =
+

1 2
cosech
senh
x x
y x
x e e

= = =













arcsenh y x =



Algumas relações fundamentais entre funções hiperbólicas.

1.
2 2
cosh senh 1 x x − = 2.
2 2
1 sech tgh x x − = 3.
2 2
cotgh 1 cosech x x − =

4. senh( ) senh cosh cosh senh x y x y x y + = ⋅ + ⋅ 5. cosh( ) cosh cosh senh senh x y x y x y + = ⋅ + ⋅


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
36
6. senh(2 ) 2senh cosh x x y = ⋅ 7.
2 2
cosh(2 ) cosh senh x x x = +

8.
2
cosh(2 ) 1
cosh ( )
2
x
x
+
= 9.
2
cosh(2 ) 1
senh ( )
2
x
x

=


















































CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
37



Tabela de indeterminações matemáticas


lim ( ) f x = lim ( ) g x = ( ) h x = lim ( ) h x Simbolicamente

01
∞ ± ∞ ±
f (x) + g (x)
∞ ±
±∞ = ∞ ± ∞ ±
02
∞ + ∞ +
f (x) - g (x) ? ( ) ( ) ∞ + − ∞ + é indeterminação.
03
∞ +
K f (x) + g (x)
∞ +
+∞ = + ∞ + k
04
∞ −
K f (x) + g (x)
∞ −
−∞ = + ∞ − k
05
∞ + ∞ +
f (x) . g (x)
∞ +
( ) ( ) +∞ = ∞ + ⋅ ∞ +
06
∞ + ∞ −
f (x) . g (x)
∞ −
( ) ( ) −∞ = ∞ − ⋅ ∞ +
07
∞ +
k > 0 f (x) . g (x)
∞ +
( ) 0 , > +∞ = ⋅ ∞ + k k
08
∞ +
k < 0 f (x) . g (x)
∞ −
( ) 0 , < −∞ = ⋅ ∞ + k k
09
∞ ±
0 f (x) . g (x) ?
0 ⋅ ∞ ± é indeterminação.
10 k
∞ ±
f (x) / g (x) 0 0 / = ∞ ± k
11
∞ ± ∞ ±
f (x) / g (x) ? ∞ ± ∞ ± / é indeterminação.
12 k > 0 0
+
f (x) / g (x)
∞ +
0 , 0 / > +∞ =
+
k k
13
∞ +
0
+
f (x) / g (x)
∞ +
+∞ = ∞ +
+
0 /
14 k > 0 0
-
f (x) / g (x)
∞ −
0 , 0 / > −∞ =

k k
15
∞ +
0
-
f (x) / g (x)
∞ −
−∞ = ∞ +

0 /
16 0 0 f (x) / g (x) ?
0
0
é indeterminação.













CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
38
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO


1) a)
( ) ( )
lim , lim
x x
f x f x
→ →
− +
= =
1 1
5 1 , não existe
( )
lim
x
f x
→1


b)
( ) ( ) ( )
lim lim lim
x x x
f x f x f x
→ → →
− +
= = =
2 2 2
3



c)
( ) ( ) ( )
lim lim lim
x x x
f x f x f x
→ → →
− +
= = =
0 0 0
0


d)
( ) ( )
lim , lim
x x
f x f x
→− →−
− +
= − =
2 2
1 1 , não existe
( )
lim
x
f x
→−2
.


2.1)
2.2) a) +∞, b) +∞, c) ∃ , d) 1, e) 0.

3) a) –10 b)
( )
lim
x
f x
→2
existe, independente do valor de a. Por isso a pode ser um número real
qualquer.

4) a) Não é contínua em x = 1 pois não existe
( )
lim
x
f x
→1
. b) Não é contínua em x = 2 pois
( ) ( )
lim
x
f x f


2
2 .
c) É contínua em zero pois
( ) ( )
lim
x
f x f

= =
0
0 0 .
5)
6) a) a = −1. b) b b = − = 1 2 ou . c) a b = = − 4 13 9 e d) 3 e 1 = − = b a

7)

8)

9) Note que a função é contínua e observe seu conjunto imagem.

10) Utilize a função
[ ] [ ] : 0,1 0,1 g → definida por ( ) ( ) g x f x x = − e os teoremas de continuidade.

11)

12) Utilize a definição formal de continuidade em um ponto.

13)



CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
39
14)

15) a) − ∞ ∞ , + b) ∞ ∞ + + , c) + ∞ ∞ , + d) -1, 1

16) a)

b)

c)

a) , , , 2 1 ∞ − não existe, { } 4, 4, 4, , 1 −∞ − R .
b) 0 1 , , , − ∞ não existe, 1 2 1 0 , , − .
c) 0 0 , , , − ∞ + ∞ , não é contínua em zero porque
0
lim ( ) (0)
x
f x f

≠ .

17)

18)

19)

20)

21). a) Não existe pois lim
sen
x
x
x


+
= −∞
0
2
1
e lim
sen
x
x
x

+
+
= +∞
0
2
1
. b) −∞ c) +∞
d) Não existe pois lim
x
x
x x



− +
= +∞
1
2
5
5 4
e lim
x
x
x x

+

− +
= −∞
1
2
5
5 4
. e) +∞
f) Não existe pois lim
cos
x
x
x


= −∞
0
3
e lim
cos
x
x
x

+
= +∞
0
3
. g) +∞
h) Não existe pois +∞ =




3 x
11 x 3
lim
3 x
e −∞ =


+

3 x
11 x 3
lim
3 x
.

22) a) é contínua. b) f não é contínua em x
o
= −4 pois não existe
( )
lim
x
f x
→−4
.

23) a) a b = = 4 2 , b) a b = = − 1 6 , c) a b = = − 0 5 , d) a b c d = = = = 0 12 36 24 , , ,

24)

25)

26)

27)

28) a) 0 b) - 2/3 c) 2 2 d) 0 e)
5 0
2
, −
f) 0 g) –1 h) −∞ i) -1


CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON
40

29) a) 0 b) 0 c) 0 d) 2

30) a) 0 b) 0 c) 0 d) ∞ + e) 0 f) 1

31) a) 7 b) 3/2 c) ½ d) -1/2 e) 1/2 f) 7/3 g) -1 h) 1 i) cos(a)

32) a) e
2
b) e
-3
c) e
3
d) 1/e e) e
2a
f) ln(a) g) a
h
.ln(a)

33) a) a b = = 4 3 2 3 , b) b = 6 c) a b = = 10 8 3 ,

34) a) f não é contínua em 0 x
o
= . b) f não é contínua em 4 x
o
= .

35) f é contínua { } 2, 5 x ∀ ∈ − R .

36)

37)



































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41

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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edição. São Paulo. Makron Books, 1992.

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edição.

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15. Pinedo, C. Q. Cálculo 1 – Notas de aula. Cefet-PR, Pato Branco.

16. Pinedo, Christian Q. Elementos de Cálculo II. CEFET Pato Banco, 2001.

17. George B. Thomas. Cálculo vol I e II. Pearson Education, 2005.

18. Elon L. Lima. Análse real, vol 1. 3ª. edição, Col Matemática Universitária. IMPA, 1997.


Infinitos e indivisíveis transcendem nosso entendimento finito, o primeiro por conta de sua magnitude, o segundo pela sua pequenez; imagine o que eles são quando combinados.

Galileu Galilei (1564-1642).

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2

Ao estudante

Este texto é resultado da tentativa de produzir um material que ajude o aluno de um primeiro semestre de exatas que precisa estudar e acompanhar melhor as aulas da disciplina Cálculo Diferencial e Integral I. É uma seleção de “retalhos” porque juntei partes de livros, listas, textos de professores de matemática e algumas contribuições próprias. Mas, desde já, assumo a responsabilidade por todos os erros que possam conter estas notas, ainda incompletas, e agradeço a quem indicar as correções, críticas e sugerir melhorias. Observo também que este material não substitui a consulta, leitura e estudo de textos e livros de Cálculo já consagrados. Deve servir como um material de auxílio, principalmente no momento em que se realizam a aulas. Divisão das notas: Parte I – Limite de funções Parte II – Derivada Parte III – Derivada: aplicações Parte IV – Derivada: estudo das funções Parte V – Integral indefinida Parte VI – Integral definida e aplicações

Eron eron@cefetba.br

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PARTE I LIMITE DE FUNÇÕES

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SUMÁRIO Limites – um pouco de história Introdução ao limite Limites laterais Existência e unicidade de limites Propriedades dos limites Continuidade Propriedades das funções contínuas Limites envolvendo indeterminação 0/0 Limites infinitos Limites no infinito Limite envolvendo função infinitesimal e função limitada Limites fundamentais Equação de retas assíntotas Séries numéricas infinitas Definição de derivada. Exercícios de fixação Funções hiperbólicas Tabela de indeterminações Resposta dos exercícios Referências bibliográficas CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 5 .

LIMITES – UM POUCO DE HISTORIA Limites nos apresentam um grande paradoxo. Fermat estava tentando mostrar que. os quais estavam corretos. Portanto.). Porém. Geometricamente. Descrevendo a curva em questão por uma equação. o cálculo de álgebra. vários geômetras desenvolveram esquemas algébricos complicados para encontrar retas tangentes a certas curvas. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 6 . essencialmente. Até este período. Durante o século XVII. que era também o prefeito de Amsterdam. limites devem vir primeiro.) tentou refutar os paradoxos de Zenão com argumentos filosóficos. em seguida o tempo necessário para se mover metade da distância restante. mas não foi. faltam fundamentos rigorosos. continuidade. A primeira vez que limites foram necessários foi para a resolução dos quatro paradoxos de Zenão (cerca de 450 a. e essa técnica foi melhorada pelo matemático Johan Hudde (1628-1704). A conclusão surpreendente de Zenão foi que o movimento era impossível! Aristóteles (384-322 a. as retas tangentes à curva são horizontais. o limite deveria ter sido usado em alguma etapa crítica.) durante o qual o movimento deve ocorrer. Nenhum destes geômetras percebeu a necessidade da idéia de limite. incorporam alguns detalhes técnicos do que agora chamamos de limites. e então fez alguns cálculos algébricos legítimos. O Cálculo é também algumas vezes descrito como o estudo de curvas. Zenão colocou um objeto se movendo uma distância finita entre dois pontos fixos em uma série infinita de intervalos de tempo (o tempo necessário para se mover metade da distância. Limite é o conceito mais fundamental do Cálculo. No primeiro paradoxo. Em matemática. limite é o que distingue. Para suas demonstrações rigorosas das fórmulas para certas áreas e volumes. A geometria analítica é. integral. o casamento da geometria com a álgebra. uma aplicação cuidadosa do conceito de limite resolverá as questões levantadas pelos paradoxos de Zenão. René de Sluse (1622-1685) inventou um método ainda mais complicado para obter tangentes a curvas. o registro histórico é justamente o oposto. em termos do desenvolvimento ordenado e lógico do cálculo. Encontrar retas tangentes a curvas é um dos dois problemas mais fundamentais do cálculo. de fato. e cada uma melhora a outra. convergência/divergência – são definidos em termos de limites.C. têm inclinação zero. O termo limite em nosso sentido moderno é um produto do iluminismo na Europa no final do século XVIII e início do século XIX. Em cada um desses cálculos. com idéias vagas e algumas vezes filosóficas sobre o infinito (números infinitamente grandes e infinitamente pequenos e outras entidades matemáticas) e com intuição geométrica subjetiva e indefinida.) encontrou várias séries infinitas – somas que contêm um número infinito de termos. e finalmente assumiu E = 0 de tal maneira que todos os termos restantes nos quais E estava presente desapareceriam! Essencialmente. Fermat colocou de lado o limite com o argumento que E é "infinitamente pequeno". Não possuindo o conceito de limite propriamente dito. O desenvolvimento da geometria destes objetos floresceu seguindo a invenção da geometria analítica por Pierre Fermat (1601-1665) e René Descartes (1596-1650). existiram apenas raras ocasiões nas quais a idéia de limite foi usada rigorosamente e corretamente. agora reconhecemos. Problemas envolvendo tangentes são uma parte do que chamamos agora de estudo das derivadas. no nível mais básico. e assim cada um encontrou uma maneira inteligente para alcançar seus resultados. isto é. Fermat chamou um número pequeno de E.C.C. as noções de limite eram confusas. que. a Dicotomia. Descartes desenvolveu um processo que usava raízes duplas de uma equação auxiliar. e nossa definição moderna tem menos de 150 anos de idade. superfícies e sólidos. Arquimedes inventou argumentos muito engenhosos chamados de redução ao absurdo duplo. etc. Todos os principais conceitos do cálculo – derivada. Por vários séculos. Arquimedes (287212 a. mas com meios que. Fermat desenvolveu um método algébrico para encontrar os pontos mais altos e mais baixos sobre certas curvas. na verdade. exatamente nos pontos mais altos e mais baixos ao longo da curva. geometria e o resto da matemática.

Colin Maclaurin (1698-1746) defendeu o tratamento dos fluxions de Newton do ataque de George Berkeley. por superfícies curvas. e Alexis Claude Clairaut (1713-1765). mas cada um dependia de um malabarismo algébrico ou apelavam para intuição geométrica ou filosófica questionável em algum ponto crítico. as quais em qualquer tempo finito convergem continuamente para igualdade. E. não exatamente derivadas. mais e mais aplicações do cálculo à ciência. Outros. Johann I (1667-1748). Em quase todos os seus trabalhos que agora são considerados como cálculo. A necessidade de limites não era reconhecida. Existiram críticas sobre esta afirmação e sobre a discussão que a seguiu. Gilles Personne de Roberval (1602-1675). ninguém observou estas dicas que Newton tinha fornecido. Mas nenhum deles usou limites! Seus resultados eram quase todos corretos. o famoso astrônomo. notadamente por George Berkeley (1685-1753). por curvas é o segundo problema fundamental do cálculo. Vincent (1584-1667) inventaram técnicas de quadratura e/ou cubatura que se aplicam a curvas e sólidos específicos ou famílias de curvas. a semente da definição moderna de limite estava presente em suas afirmações. Mas Maclaurin reverteu a argumentos do século XVII similares aos de Fermat e apenas ocasionalmente usou a redução ao CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 7 . John Wallis (1616-1703). Johannes Kepler (1571-1630). e Gregory St. apesar de sua linguagem rebuscada. Newton tentou dar uma formulação precisa do conceito de limite: Quantidades. Newton raciocinou meramente por analogia: se fosse possível executar operações algébricas em polinômios. estão os problemas de cubatura . foram descobertas. Dentre os líderes desse desenvolvimento do século 18 estavam vários membros da família Bernoulli. talvez o maior trabalho em matemática e ciência. e. quadratura e afins. O processo que ele usou para esses cálculos era muito próximo do método de Fermat. pelo menos em parte. Infelizmente. Estes são chamados freqüentemente de problemas de quadratura. então seria possível fazer o mesmo com o número infinito de termos de uma série infinita.Determinar valores exatos para áreas de regiões limitadas. foram criados. por muitas décadas. tais como Evangelista Torricelli (1608-1647). Problemas desafiadores de geometria foram resolvidos. intimamente relacionados a eles. em seu Principia Mathematica (1687). Newton negligenciou o limite. mas muito próximo. Eles nos levam a integrais. Mas a genialidade de Newton tinha descoberto o papel fundamental que o limite tinha que desempenhar no desenvolvimento lógico do cálculo. Isaac Newton (1642-1727). principalmente física e astronomia. para a fundamentação rigorosa do cálculo. e antes do final daquele tempo se aproximam entre si por qualquer dada diferença. foi um dos primeiros estudiosos dos problemas de cubatura. Com estas ferramentas poderosas. O cálculo se desenvolveu rapidamente pelos seus vários sucessos no século 18. Neste e na maioria dos outros trabalhos comparáveis. Leonhard Euler (1707-1783). muito menos ao limite e seus detalhes. Fermat. especialmente equações diferenciais e o cálculo de variações. tornam-se iguais no final. Newton calculou o que ele chamou de flúxions a curvas. Nicolas I (1687-1759) e Daniel (1700-1782). No início do Livro I do Principia.encontrar volumes de sólidos limitados. Por outro lado. As principais contribuições ao cálculo de Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) foram as notações e as fórmulas básicas para as derivadas e integrais (as quais usamos desde então) e o Teorema Fundamental do Cálculo. o número de curvas e sólidos para os quais derivadas e integrais podiam ser facilmente calculadas se expandiram rapidamente. Brook Taylor (1685-1731). Newton foi o primeiro a reconhecer que o limite deve ser o ponto de partida para problemas de tangência. e as razões de quantidades. pelo menos em parte. Bonaventura Cavalieri (1598-1647) desenvolveu uma teoria elaborada de quadraturas. Para séries infinitas. e novos campos da matemática. também não reconheceu o papel fundamental do limite. e pouca atenção foi dada aos seus fundamentos.

Cauchy usou o CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 8 . Em termos gerais. o trabalho vencedor "longo e tedioso" de Simon L'Huilier (1750-1840) não foi considerado uma solução viável para os problemas colocados. d'Alembert afirmou que a definição apropriada da derivada necessitava um entendimento do limite primeiro e então. Lagrange fez um esforço heróico (como sabemos agora. Joseph-Louis Lagrange (1736-1813). Enquanto Augustin Louis Cauchy (1789-1857) estava procurando por uma exposição clara e rigorosamente correta do cálculo para apresentar aos seus estudantes de engenharia na École Polytechnique em Paris. as idéias sobre limites eram. Cauchy começou o seu curso de cálculo do nada. a Academia de Ciências de Berlim ofereceu um prêmio para um ensaio que explicasse com sucesso uma teoria do infinitamente pequeno e do infinitamente grande em matemática e que poderia. No primeiro estudo cuidadoso e rigoroso das diferenças entre curvas contínuas e descontínuas e funções. ele começou com uma definição moderna de limite. ser usada para colocar uma base sólida para o cálculo. embora ele não tenha usado a terminologia de limites. Jean Baptiste Joseph Fourier (1768-1830) tentou definir a convergência de uma série infinita. Funções Analíticas (1797). ele encontrou erros no programa estabelecido por Lagrange. apesar da segunda quantidade nunca exceder a quantidade que ela aproxima. M. Apesar de suas boas intenções.absurdo dupla de Arquimedes. com certeza. essencialmente seus próprios livros. Começando em 1821. Lazare N. mas então ele afirmou que qualquer função poderia ser escrita como uma de suas séries. Sua solução. novamente sem usar limites. o grande matemático da época. Embora este prêmio tenha sido dado. deu a definição explícita: Uma quantidade é o limite de uma outra quantidade quando a segunda puder se aproximar da primeira dentro de qualquer precisão dada. e não mencionou a convergência ou divergência desta série. Lagrange concentrou sua atenção nos problemas da fundamentação do cálculo. No final do século XVIII. "a teoria de limites era a verdadeira metafísica do cálculo". com uma falha fatal) para tornar o cálculo puramente algébrico eliminando limites inteiramente. Nos anos que seguiram a Revolução Francesa. Maclaurin passou por oportunidades de seguir a sugestão de Newton sobre limites. Carl Friedrich Gauss (1777-1855) produziu o primeiro tratamento estritamente rigoroso da convergência de sequências e séries. A preocupação sobre a falta de fundamento rigoroso para o Cálculo cresceu durante os últimos anos do século XVIII. Bernhard Bolzano (1781-1848) olhou além da noção intuitiva da ausência de buracos e quebras e encontrou os conceitos mais fundamentais os quais expressamos hoje em termos de limites. conseguiu reformular toda a mecânica em termos de cálculo. hoje. entendemos que tais problemas requerem o uso de limites. por sua vez. Na famosa Encyclopédie (1751-1776). não importa quão pequena. Carnot (17531823) produziu uma tentativa popular de explicar o papel do limite no cálculo como "a compensação de erros" – mas ele não explicou como estes erros se cancelariam mutuamente perfeitamente. confusas. desligou o cálculo de "qualquer consideração do infinitamente pequeno ou quantidades imperceptíveis. Então. d'Alembert percebeu que. Na sua famosa Teoria Analítica do Calor. No começo do século 18. Ao longo do século XVIII. Em 1812. Nas suas classes e nestes livros-texto clássicos. Jean Le Rond d'Alembert (1717-1783) foi o único cientista daquele tempo que reconheceu explicitamente a importância central do limite no cálculo. Em 1784. o primeiro chamado de Cours d'analyse (Curso de Análise)." Renomado por suas outras contribuições ao cálculo. de limites ou de flúxions. havia pouca preocupação com convergência ou divergência de sequências e séries infinitas. ele escreveu as suas próprias notas de aula.

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 9 . Fonte: George B. Weierstrass prosseguiu em uma carreira brilhante como professor de matemática na Universidade de Berlim. Niels Henrik Abel (1802-1829) e Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859) estavam entre aqueles que desencavaram estes problemas delicados e não intuitivos. Thomas Cálculo vol I e II. especialmente na aplicação da sua definição de limite a funções contínuas e à convergência de certas séries infinitas.princípio de limite como a base para introduções precisas à continuidade e convergência. Lá ele desenvolveu um programa para trazer rigor aritmético para todo o cálculo e à análise matemática. Cauchy perdeu alguns dos detalhes técnicos. Pearson Education. a derivada. usando apenas valores absolutos e desigualdades. a integral. e o resto do cálculo. A exposição de Weierstrass é exatamente aquela que encontramos no livro de Cálculo de Thomas. Karl Weierstrass (1815-1897) determinou que a primeira etapa necessária para corrigir estes erros era restabelecer a definição original de Cauchy do limite em termos estritamente aritméticos. enquanto era um professor do ensino médio. Nas décadas de 1840 e 1850. Contudo.

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 10 . Veja as figuras abaixo. Veja a figura abaixo que representa o que está acontecendo nas tabelas A e B. Isto significa que não podemos calcular a f ( x) = x −1 imagem quando x assume o valor 1.5 2. Considere uma função x2 − 1 . Informalmente. o estudo do limite de uma função visa determinar o que acontece (estudo do comportamento) com os valores da imagem de uma função quando. x→a lim g ( x) = L e g (a) não está x→a lim h( x) = L e h(a) = b ≠ L .5 0.PARTE I – LIMITE DE FUNÇÕES INTRODUÇÃO. L) .999 0.9 1.25 1. tomamos valores em torno de um determinado ponto (número). exceto possivelmente em a .001 2. Uma outra maneira de “percebermos” um limite é utilizando tabelas de valores. Em geral.1 2.99 1. Esta função está definida ∀x ∈ − {1} .01 2. definido.01 1.9999 Atribuindo a x valores próximos de 1. Atribuindo a x valores próximos de 1. Vamos usar uma máquina de calcular e construir uma tabela com os valores da função f quando x assume valores próximos de 1. porém maiores do que 1: (tabela B) x f ( x) 2 3 1. no domínio dessa função.999 1.5 1.75 0. e se à medida que x se aproxima de a .9999 1. dizemos que se uma função f definida num intervalo aberto I ⊆ contendo o número real a . Isso significa que o ponto ( x.75 1.0001 Observamos que podemos tornar f ( x) tão próximo de 2 quanto desejarmos.5 1. o valor de f ( x) se aproxima de L ∈ .9 0. mas diferentes de 1. escrevemos: lim f ( x ) = L .25 2. bastando para isso tomarmos x suficientemente próximo de 1. f ( x) ) do gráfico de f se aproxima do ponto (a. porém menores do que 1: (tabela A) x f ( x) 0 1 0.99 0. y y = f(x) L L y y = g(x) y b L y = h(x) x →a a x a x a x x→a lim f ( x) = L e f (a ) = L .1 1. quando x se aproxima de a .0001 2.001 1.

x →a − lim f ( x ) = lim+ f ( x ) = L x→a ⇔ x →a lim f ( x ) = L . e denotamos simbolicamente por x → 1− . ∗ Quando x se aproxima de 1 por valores maiores do que 1 (tabela B). Temos então que: x2 −1 lim f ( x ) = 2 ou lim =2 x →1+ x→1+ x − 1 Obs: O sinal positivo no expoente do no 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela direita. escrevemos x → +∞ .5} → a função definida pelo gráfico a seguir. Temos então que: Obs: O sinal negativo lim− f ( x ) = 2 ou x →1 x→1 lim− x2 − 1 =2 x −1 no expoente do no 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela esquerda. x →a * Quando os limites laterais tem valores diferentes. e denotamos simbolicamente por x → 1+ .OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 1) Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais. dizemos que não existe o limite “bilateral”. Quando os valores de x decrescem ilimitadamente. dizemos que x tende a 1 pela esquerda. De outro modo. De outro modo lim− f ( x ) ≠ lim+ f ( x ) ⇒ ∃ lim f ( x ) . existem e são iguais os limites laterais lim− f ( x) e x →a x →a + lim f ( x) . 2) Podemos pensar em lim f ( x) como um limite “bilateral”. e somente se. x→a x→a x→a 3) Quando os valores de x crescem ilimitadamente. dizemos que x tende a 1 pela direita. Exemplo prático – Seja f : limites que se pedem: − {3. Temos os seguintes resultados: x →a * O limite lim f ( x) existe se. ∗ Quando x se aproxima de 1 por valores menores do que 1 (tabela A). escrevemos x → −∞ . Determine os y o • −2 o 2 1 0 −2 3 4 5 x • −4 a) lim f ( x) x →+∞ b) lim f ( x) x →−2 c) lim f ( x) x →3 d) lim f ( x) x →−4 e) lim f ( x) x →0 f) lim f ( x) x →5 g) lim f ( x) x →−∞ h) lim f ( x) x→4 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 11 .

. x0 + δ ) temos que f ( x) ∈ ( L − ε . TEOREMA DA UNICIDADE DO LIMITE. onde x0 ∈ I ou x0 ∉ I . L + ε ) . … . A2 . onde x0 ∈ I ou x0 ∉ I . Então 1) lim k = k x →a 2) lim[k ⋅ f ( x)] = k lim f ( x) = kA x→a x→a 3) lim[ f ( x) ± g ( x)] = lim f ( x) ± lim g ( x) = A ± B x→a x→a x →a Mais geral. ⎪ lim f ( x) = L ⇔ ⎨ x→ x0 ⎪0 < x − x0 < δ ⇒ ⎩ gráfico de y = f ( x) L +ε f ( x) L f ( x) − L < ε . lim g ( x) = B e A. Considere lim f ( x) = A . 4) lim [ f ( x) ⋅ g ( x) ] = lim f ( x) ⋅ lim g ( x) = A ⋅ B x→a x →a x →a 5) lim x →a f ( x) lim f ( x) A = x →a = . Se lim f ( x) = L e lim f ( x) = M ( L. B e k ∈ x→a x→a constantes reais. An ∈ Então lim [ f1 ( x) ± f 2 ( x) ± x →a ± f n ( x)] = lim f1 ( x) ± lim f 2 ( x) ± x→a x →a x→a x→a .DEFINIÇÃO FORMAL DO LIMITE DE UMA FUNÇÃO y Seja f : I → . Seja f : I → . I ⊆ um intervalo aberto. x0 − δ x0 x x0 + δ x Com esta definição podemos demonstrar propriedades que o limite de uma função possui que facilitam seu cálculo. lim f 2 ( x) = A2 .. M ∈ ) então L = M . temos que se f1 ( x) = A1 . lim f n ( x) = An onde A1. Dizemos que L é o limite de f ( x) quando x tende para x0 do seguinte modo ⎧∀ε > 0. L −ε Veja na figura ao lado: sempre que x ∈ ( x0 − δ . o que não faremos aqui. ∃δ > 0 . x → x0 x → x0 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 12 . Consulte as referências bibliográficas. 9) lim f ( x) − A = 0 x→a Observação. I ⊆ um intervalo aberto. ± lim f n ( x) = A1 ± A2 ± x →a ± An . Todas estas propriedades podem ser demonstradas a partir da definição (formal) de limite. ALGUMAS PROPRIEDADES DOS LIMITES.. . com B ≠ 0 g ( x) lim g ( x) B x→a 6) lim n x →a f ( x) = n lim f ( x) = n A x→a 7) lim f ( x) = lim f ( x) = A x→a x→a n 8) lim [ f ( x) ] = ⎡ lim f ( x) ⎤ = An onde n ∈ ⎢ x →a ⎥ x →a ⎣ ⎦ n .

considere δ = min {δ1 . x >1 ⎩ CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 13 . x →1 ⎪ 2 x . Da definição de limite. Exemplos y 1) Suponha o gráfico de uma função f = f ( x) na figura ao lado. x → x0 Logo. x0 + δ ) ∩ ( I − {x0 }) ≠ ∅ . Suponha L = lim f ( x) e M = lim f ( x) . x → x0 xo x ⎧2 x − 1. A condição necessária segue das definições. então só podemos ter L = M . TEOREMA DE EXISTÊNCIA DO LIMITE. se os limites laterais existem e lim+ f ( x) = lim− f ( x) = L . ∃δ > 0 . temos que dado ε > 0 . Reciprocamente. x = 1 . 0 < x − a < δ ⇒ x →a − lim f ( x) = L ⇔ ∀ε > 0. Caso δ1 ≠ δ 2 . temos que x → x0 x → x0 L = lim f ( x) ⇒ ∀ε > 0. e somente se. f ( x) − L < ε . Em particular. x < 1 ⎪ 2) Consideremos a função f ( x) = ⎨ 6. então 0 < x − a < δ ⇒ f ( x) − L < ε . Verifique a existência de lim f ( x) . existem e são iguais a L os limites laterais. lim f ( x) = L ⇔ x→a x →a + lim f ( x) = lim− f ( x) = L . não existe o lim f ( x) . ∃δ 2 > 0.Em outras palavras. lim f ( x) = L ⇔ ∀ε > 0. LIMITES LATERAIS. δ 2 } . Seja δ = min {δ1 . existem δ1 . δ 2 } . se o limite existe (é um número real) então é único. ∃δ > 0 . ε ε 2 + ε 2 =ε . Demonstração. para todo ε > 0 . existe z ∈ I tal que 0 < z − x0 < δ e ∀ε > 0.I ⊆ um intervalo aberto. x →a Isto quer dizer que o limite “bilateral” existe e é igual a L se. tais que x →a x →a a < x < a + δ1 ⇒ f ( x) − L < ε e a − δ 2 < x < a ⇒ f ( x) − L < ε . Demonstração. 2 ( x0 − δ . Temos então que − x → x0 L2 L1 lim f ( x) = L1 e lim+ f ( x) = L2 . Seja f : I → x→a + . 0 < x − x0 < δ 2 ⇒ f ( x) − M < L − M = L − M + f ( z) − f ( z) = L − f ( z) + ( f ( z) − M ) ≤ L − f ( z) + f ( z) − M < Daí. L − M < ε . δ 2 > 0 . Logo. ∃δ1 > 0. Note que δ1 e δ 2 podem ser iguais ou diferentes. − δ < x − a < 0 ⇒ f ( x) − L < ε . 0 < x − x0 < δ1 ⇒ x → x0 f ( x) − L < ε 2 e M = lim f ( x) ⇒ x → x0 .

lim p ( x) = p (a ) . + a2 x 2 + a1 x + a0 onde a0 . hiperbólicas são contínuas em seu domínio.. x→a lim g ( x) = L e g (a) não está x→a lim h( x) = L e h(a) = b ≠ L . Então 1) k ⋅ f é contínua em a . 2) f ± g é contínua é continua em a .. an ∈ funções contínuas em .. f é contínua nos pontos onde g ≠ 0 . Propriedades das funções contínuas. 4) 3) f ⋅ g é contínua em a . Sejam f e g funções contínuas num ponto a . Toda função racional é contínua exceto nos pontos onde seu denominador é zero.. se x ∈ Dom( f ) e f ( x) − f (a) < ε . raízes n-ésimas.CONTINUIDADE DE FUNÇÕES. a1 . Dizemos que f é contínua em a ∈ I se ii) lim f ( x) = f (a ) x→a i) ∃ lim f ( x) [ou seja. ou seja. lim f ( x) = f (a ) x →a significa que: para todo ε > 0 existe δ > 0 tal que. também. que as funções elementares: exponenciais. logarítmos. ∀a ∈ x→a são . definido. g CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 14 . 3) Dizemos que uma função f ( x) é racional se é do tipo f ( x) = p ( x) onde p( x) e q( x) são q( x) polinômios. então 2) As funções polinomiais p ( x) = an x n + an −1 x n −1 + . 4) Dizemos que f é contínua num conjunto I ⊆ se f é contínua em todo ponto de I . x − a < δ ... 5) Mostra-se. Exemplos: Verifique a continuidade de cada função no ponto indicado: ⎧ x − 5 se x ≠ 5 ⎪ a) f ( x) = ⎨ se x = 5 ⎪ 0 ⎩ ⎧ t 2 − 2t − 3 se t ≠ 1 ⎪ b) g (t ) = ⎨ t + 1 ⎪ 3 se t = 1 ⎩ ⎧3 + x 2 se x < −2 ⎪ se x = −2 c) h( x) = ⎨ 0 ⎪ 2 se x > −2 ⎩1 + x Observações: 1) A definição de continuidade pode ser expressa em função de ε e δ . módulo. lim− f ( x) = lim+ f ( x) ] x →a x →a y y = f(x) L y y = g(x) L y b L y = h(x) a x a x a x x→a lim f ( x) = L e f (a ) = L . De fato. trigonométricas. Considere f : I → as seguintes condições são satisfeitas x→a e a ∈ I .

∀x ∈ . Teorema (continuidade da composta). Considerando que g é contínua em a . lim g ( x) = 10 e g (1) = 8 . Y f(b) f(c)=d f(a) a c Uma das possibilidades do significado geométrico deste teorema está na figura ao lado. o teorema seguinte é um resultado imediato do anterior (corolário). ln f . n f . Determine o valor que satisfaz o Teorema do Valor x Muito utilizado para garantir a existência de raízes de equações. f (1) = 5 . Demonstração. b X Exemplo: Considere a função f ( x) = Intermediário para d = 3 em [1. 6] . f n = f f n vezes f também são contínuas. cos f . b] → é uma função contínua em [a. Teorema (valor intermediário). Se f :[a. b] e f (a) < d < f (b) (ou f (b) < d < f (a ) ).A demonstração de cada uma destas propriedades decorre diretamente da definição de continuidade. então existe c ∈ (a. sabe-se que: lim f ( x) = 3 . ∀x ∈ b) A função M ( x) = f ( x) ⋅ g ( x) . b) tal que f (c) = d . ( f ) n . temos lim ( f g ) ( x) = lim f ( g ( x) ) = f lim g ( x) = f ( g (a ) ) = ( f g ) (a ) . x →1 x →1 é contínua em x0 = 1 ? . o que prova que x →a x →a x→a ( ) f g é contínua em a . x ≥1 ⎪n − m . lim g ( x) = g (a ) e f é contínua em x→a g (a) . isto é. Se a função g é contínua em a e a função f é contínua em g (a) então a função composta f g é contínua em a . Exercícios 1) Das funções f e g definidas em Responda o que se pede: a) A função S ( x) = f ( x) + g ( x) . senf . CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 15 . f . x=0 ⎩ 2) Determine as constantes m e n de modo a função dada seja contínua em x0 = 0 x1 = 1 . x < 1 e x ≠ 0 ⎪ f ( x) = ⎨ x 2 − m . x2 + 1 . é contínua em x0 = 1 ? ⎧mx 3 − 1 . Exemplos: Sendo f : I → contínua.

x2 ] . ou seja. x 2 – Se f ( x) = x 4 − 5 x + 3 . existe c ∈ ( x1 . + n2 2 + n1 1 + 0 ⎟ . calculando a imagem de a por f. como f é contínua em [ x1 . Note que. se n é par a conclusão é falsa. b] . escrevemos: f ( x) = x n ⎜1 + n −1 + . localizar um intervalo onde tenha uma raiz real.Y uma função Teorema de Bolzano.5] .3] e [3. Seja f :[a. b] → contínua em [a. f (a) ⋅ f (b) < 0 . f(b) a f(a) c b X Exemplos: y f ( x) = 2 x − x 2 1 – Uma aplicação deste corolário mostra que a função f ( x) = 2 x − x 2 (gráfico ao lado) possui um zero em cada um dos intervalos: [−1.. Considere a no domínio de f . n + 1] : a) f ( x) = x3 − x + 3 b) g ( x) = x5 + 5 x 4 + 2 x + 1 c) h( x) = x5 + x + 1 LIMITES “DIRETOS”. De fato. ai ∈ uma função polinomial a ⎞ a a ⎛ a de grau n ímpar. b) tal que f (c) = 0 . Para os x ≠ 0 . seja f ( x) = x n + an −1 x n−1 + . pois n é impar. Então se f é uma função contínua em a temos lim f ( x) = f (a ) . por exemplo. Então x x − x − xn ⎠ ⎝ lim f ( x) = +∞ e lim f ( x) = −∞ . pelo corolário anterior... Se f (a) e f (b) tem sinais opostos. Seu significado geométrico no gráfico ao lado. Logo. Exercício – Para cada uma das funções determine um inteiro n tal que f ( x) = 0 para algum x ∈ [ n. existem x1 < x2 tais que f ( x1 ) < 0 e x →+∞ f ( x2 ) > 0 . Isto significa que podemos calcular o limite x → a de uma função f ( x) contínua x→a em a “diretamente” da função. + a2 x 2 + a1 x + a0 . Exemplos: a) lim ( x 2 − 5 x − 2) = (−3) 2 − 5(−3) − 2 = 22 x→−3 ⎛ −a ⎞ b) lim cosh ⎜ ⎟ a→4 ⎝ a−2⎠ ERON 16 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I . Observação: Este corolário também pode ser utilizado para localizar as raízes reais de um polinômio de grau ímpar. o polinômio p( x) = x 2 + 3 não possui raízes reais.. x2 ) tal que x →−∞ f (c) = 0 . 0] . [0. então existe c ∈ (a.

x 2 − 4 ( x + 2 )( x − 2 ) Observe que f ( x ) = = = x + 2. LIMITES ENVOLVENDO A INDERTERMINAÇÃO 0 0 x2 − 4 . Logo. lim x 2 − 4 = 4 . onde f ( x) = ( x + 2 )( x − 2 ) = lim ( x + 2) = 4. x2 − 4 = lim lim f ( x) = lim x →2 x →2 x − 2 x →2 x→2 x →2 x − 2 x−2 y y 2 gráfico de f ( x) = x − 4 x−2 gráfico de f ( x) = x + 2 4 4 2 x 2 x Para resolver limites deste tipo. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 17 . devemos então 0 simplificar a expressão e depois fazer a substituição direta.é uma indeterminação matemática!. Então: x−2 x−2 Exemplo prático. ∀x ≠ 2.2 z +1 ⎤ ⎡ ⎛ 3z − 1 ⎞ c) lim ⎢ log 2 ⎜ ⎥ ⎟ z →1 ⎢ ⎝ 4 ⎠ ⎥ ⎣ ⎦ ⎡ ⎛ π ⎞ ⎤ d) lim ⎢sen ⎜ ⎟ − arctg(4 + α ) ⎥ α →−3 ⎣ ⎝ −1 − α ⎠ ⎦ Exercícios – Calcule os limites a seguir: a) lim ( y − 3 y − 2) 5 4 y →−1 ⎛ 3 x2 x ⎞ b) lim ⎜ − x + − ⎟ x →4 ⎜ 4 2⎟ ⎝ ⎠ − x +1 ⎛ 3x − 1 ⎞ c) lim log 2 ⎜ ⎟ x→1 ⎝ 4 ⎠ 2 x +1 ⎛ p2 − 2 p ⎞ ⎟ d) lim arcsen ⎜ 3 ⎜ p →−2 − p3 ⎟ ⎝ ⎠ u − u2 g) lim− u →0 u − u ⎛ 2a 5 − a + 1 ⎞ e) lim tg ⎜ π⎟ a →1 3a + 5 ⎝ ⎠ h) lim ( senhx + cosh x ) x →−1 f) lim ⎡ −2k + ln(k 3 ) ⎤ ⎦ k →e ⎣ i) lim ( secx + cosecx ) x→− π 3 Respostas: a ) − 6 b) − 1/ 238328 c) − 3 d ) 3π / 2 e) 1 f ) − 2e + 3 g ) − 1/ 2 h) 1/ e i ) 2(3 3) / 3 . utilizaremos o seguinte teorema. x →2 x−2 x2 − 4 0 Observamos que lim = ?? x→2 x − 2 0 0 A expressão que aprece acima – . Portanto. Determine lim f ( x) .

⎪ 2 ⎪ log 2 (t + 4) . o processo de Briott-Ruffini e o conhecimento (lembrança) de 0 alguns produtos notáveis podem ajudar a resolver mais rapidamente os limites do tipo envolvendo 0 funções racionais. a) lim x2 − 9 ( x − 3)( x + 3) = lim =2 2 x →3 x − 3 x x →3 x( x − 3) b) lim u 2 − 6u − 7 (u − 7)(u + 1) −8 = lim = 3 2 u →−1 u →−1 (u + 1)(u − u + 1) 3 u +1 c) lim arccos t →−2 ⎛ 2⎞ π t2 − 4 (t − 2)(t + 2) = arccos lim = arccos ⎜ 2 ⎜ 2 ⎟= 4 ⎟ t →−2 ⎛ 2⎞ 3t + 4t − 4 ⎝ ⎠ 3 ⎜ t − ⎟ (t + 2) ⎝ 3⎠ Exercícios – Calcule os limites: a) lim x →2 x3 − x − 6 2x 2 + x − 10 ⎛ t − t4 π ⎞ b) lim sen ⎜ ⎟ 2 t →1 ⎝ 1− t 2 ⎠ f) lim 1− y 2 − y2 + 3 y →1 c) lim h→5 h 2 − 9h + 20 h3 − 125 d) lim− z →3 z −3 z − 4z + 3 2 e) lim n 3 + 2 n 2 − 5n − 6 n→−1 5n 2 + 2n − 3 g) lim x→9 x −3 x −9 h) lim u →1 u2 +1 − 2 3u 2 − 3u Respostas: a) 11/ 9 b) 2 / 2 c) 0. ⎪ 2 ⎪ t +t −2 ⎪ f (t ) = ⎨ 4 . é preciso “eliminar” a indeterminação. O algoritmo da divisão de Euclides. ⎪ ⎩ t < 0 e t ≠ −2 t = −2 t≥0 2) Estude a continuidade da função f definida ao lado. dizemos que este limite possui uma indeterminação matemática 0 e. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 18 .TEOREMA. Alguns produtos notáveis ( A ± B) 2 = A2 ± 2 AB + B 2 A3 + B 3 = ( A + B)( A2 − AB + B 2 ) Se um limite envolve a expressão A2 − B 2 = ( A + B)( A − B) Ax 2 + Bx + C = A( x − x1 )( x − x2 ) A3 − B 3 = ( A − B)( A2 + AB + B 2 ) ( A ± B)3 = A3 ± 3 A2 B + 3 AB 2 ± B 3 0 . nos pontos t0 = −2 e t1 = 0 . A verificação é imediata. x →a x→a Demonstração. 4 d ) − 1/ 2 e) 3 f ) 2 g ) 1/ 6 h) 2 / 6 . Se h( x) = f ( x) para todo x ∈ I − {a} então lim f ( x) = lim h( x) = A . Exemplos – Elimine a indeterminação para resolver cada limite. para resolver o limite. Justifique sua resposta. ⎧ t 3 + t 2 − 4t − 4 .

tomamos ε < L (ou seja. k < 0. k < 0.Além de ∞ são algumas que surgem no estudo de limites. onde k ∈ − {0} . ∃δ > 0 . Veja tabela na página ∞ LIMITES INFINITOS ⎧Dado M > 0. ⎩ Y 0 . 0 < x − a < δ implica x →a que f ( x) − L <ε . ⎩ Y a −δ a a +δ X x f ( x) M M f ( x) a −δ a a +δ x X Exemplos: a) lim 1 x →0 x b) lim 1 x →0 x 2 c) lim ln t + t →0 d) lim+ tgθ θ→ π 2 TEOREMA DA CONSERVAÇÃO DO SINAL. Assim. Como conseqüência do Teorema da conservação do sinal. existirá δ1 > 0 tal que a − δ1 < x < a + δ1 implicando em 0 < L − ε < f ( x) < L + ε e assim ∀x ∈ ( a − δ1 . podemos generalizar uma regra para k resolver limites infinitos que envolvem . k > 0 ⎪ ⎨ ⎪ k = −∞. existem indeterminações matemáticas envolvendo o infinito. ∞ ⋅ 0 e 0 ⎧Dado M < 0. Pelo fato de que lim f ( x) = L ≠ 0 temos que ε > 0. lim x →a g ( x ) g ( x) 0 ⎧k ⎪ 0+ = +∞. 0+ k = +∞. Por exemplo: ∞ − ∞ . a + δ1 ) temos f ( x) > 0 . Se lim f ( x) = L ≠ 0 então existe um intervalo aberto I x →a contendo a tal que ∀x ∈ D( f ) ∩ I tem-se ∀x ∈ I − {a} . ou seja. logo. ⎪ lim f ( x) = +∞ ⇔ ⎨ x →a ⎪0 < x − a < δ ⇒ f ( x ) > M . k ≠ 0 onde g (a) = 0 devemos “estudar” o sinal de em torno de x = a . Do mesmo modo. ⎪ lim f ( x) = −∞ ⇔ ⎨ x →a ⎪0 < x − a < δ ⇒ f ( x ) < M . ∃δ > 0 . Então. k > 0 ⎪ ⎩ 0− CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I e e k = −∞. Suponha L > 0 (fixo). f ( x) tem o mesmo sinal de L . se fizermos L < 0 temos f ( x) < 0 em algum intervalo. ∃δ > 0 . para resolver 0 f ( x) k k = . Demonstração. como ε pode assumir qualquer valor positivo. a − δ < x < a + δ implica que L − ε < f ( x) < L + ε . 0− ERON 19 . 0 < L − ε ).

. a] → ) lim f ( x) = L (ou ± ∞ ou ∃) ⇔ Dado ε > 0. x < −N ⇒ f ( x) − L < ε . temos os seguintes resultados: 1 ii) lim n = 0 i) lim x n = ±∞ x →±∞ x→±∞ x iii) lim [ P( x) ] = lim ⎡ an x n + an−1 x n−1 + . Y L+ε f ( x) L L −ε N Y L+ε f ( x) L L −ε x X x −N X Exercícios – Resolva os limites: 6 a) lim 2 b) lim senhx x →+∞ x →+∞ x c) lim −3 x →−∞ x 4 d) lim 6x −1 x →+∞ x + 2 i) lim x →+∞ e) lim x →+∞ x f) lim a x e lim a x x →−∞ x →+∞ g) lim ln x x →+∞ h) lim 1 + 2n n→+∞ 2 + 3n ( x +1 − x ) Respostas: a) 0 b) + ∞ c) 0 d ) 6 e) + ∞ f ) + ∞ ou 0 g ) + ∞ h) 0 i ) 0 . ∀x ∈ Dom( f ) tem-se / x →±∞ x>N ⇒ f ( x) − L < ε . / LIMITES NO INFINITO.3 x +1 x →−2 x 3 − x 2 − 6 x f) lim− x x −1 x→e ln x − 1 g) lim Respostas: a ) + ∞ b) − ∞ c) + ∞ d ) 0 e) ∃ / f ) − ∞ g) ∃ . LIMITES NO INFINITO (E INFINITOS) PARA POLINÔMIOS E FUNÇÕES RACIONAIS Considere n ∈ . ∃N > 0 . + a2 x 2 + a1 x + a0 ⎤ = lim ⎡ an x n ⎤ ⎦ x→±∞ ⎣ ⎦ x→±∞ x→±∞ ⎣ ⎡ an x n + an −1 x n −1 + .. +∞[→ (ou f :] − ∞. + a2 x 2 + a1 x + a0 ⎤ ⎡ an x n ⎤ ⎡ P ( x) ⎤ iv) lim ⎢ ⎥ = lim ⎢ ⎥ ⎥ = lim ⎢ m −1 x→±∞ ⎣ Q ( x) ⎦ x→±∞ b x m + b + ... Seja f :[a.. + b2 x 2 + b1 x + b0 ⎦ x→±∞ ⎣ bm x m ⎦ m −1 x ⎣ m CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 20 ..Exercícios – Resolva os limites: a) lim+ x →2 3x − 5 x2 − 4 b) lim 2tet +3 t →−3 (t + 3) 6 c) lim log 4 (2 − x) x →0 x ⋅ senx 1 u →0 senhu d) lim− e n−2 n→2 3 e) lim 40.

lim f ( x) = 0 ). x →a x→±∞ Exemplos: a) f ( x) = e x é infinitesimal quando x → −∞ . geometricamente. FUNÇÃO INFINITESIMAL. ∀x ∈ I . 2) Mostre que não existe o lim f (n) quando f (n) = (−1) n com n ∈ n→+∞ . c) h(t ) = (t − 1)3 é infinitesimal para t → 1 . Dizemos que uma função f :I → é limitada em I se existem M . M X CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 21 . x 2 d) f ( x) = e− x é infinitesimal quando x → +∞ . Dizemos que uma função f ( x) é infinitesimal para x → a (resp.Exemplos – Determinar cada limite: 4 x3 − 2 x 2 − 9 4 x3 a)) lim = lim = 2 ⋅ lim x 2 = 2(+∞) = +∞ x→−∞ x→−∞ 2 x x→−∞ 2x + 8 b) lim −2q 3 − q + 1 − 2 q 3 −2 1 −2 = lim = ⋅ lim 2 = ⋅0 = 0 5 3 5 q →+∞ 3q + 2q − q q →+∞ 3q 3 q→+∞ q 3 c) lim t →−∞ 5t 2 + 3t − 1 5t 2 5 = lim = 2 2 t →−∞ 4t 4t − 2 4 Exercícios: 1) Calcular os limites: a) lim −15 z 4 + 40 − 60 z − 0. x → ±∞) se lim f ( x) = 0 (resp. FUNÇÃO LIMITADA.5 7x f) lim cos ⎜ n→+∞ ⎛ 3n 2 + n + 1 ⎞ 5 2 ⎟ ⎝ n − 4n ⎠ Respostas: a) − ∞ b) 0 c) − ∞ d ) 1/ 2 e) + ∞ f ) 1 . Y N gráfico de f ( x) Dizer que uma função f é limitada significa. que o gráfico de f está plenamente contido numa “faixa” horizontal. 7 b) lim 5−3 p p →−∞ 2 + 3 p +1 c) lim log 0. b) g ( x) = 1 é infinitesimal para x → +∞ . N ∈ tais que M ≤ f ( x) ≤ N .3 5t 2 − 200t + 13 t →−∞ z →+∞ z 2 ( ) d) lim sen ⎜ r →−∞ ⎛ π r 5 − 2 5r 3 − 1 ⎞ ⎟ 6r 5 + 2 ⎝ ⎠ e) lim x→+∞ 2 x 4 − 3x − 1.

2 1 1 1 é limitada em [1. ∃δ > 0. 2 2 2 1+ x 1+ x b) y = cos x e y = sin x são limitadas em pois. c) f : d) f : → → . Para estudá-los precisamos do seguinte TEOREMA DO CONFRONTO (OU DO SANDUÍCHE). +∞) logo 0 < f ( x) ≤ . justificando sua resposta: senx ⎛ π ⎞ a) lim b) lim e x cos(2 x + 1) c) lim 5 (t − 1) −3 sen ⎜ ⎟ x →−∞ x →+∞ ln x t →1+ ⎝ 1− t ⎠ ⎛ ⎞ 3 x + x3 sen(u + 2) cos x 2 + 3 + e( − x + x ) ⎟ e) lim d) lim ⎜ ln 3 3 x→−∞ ⎜ u →−∞ 3 2 ⎟ x −5 u + 2 + 3 u2 ⎝ ⎠ LIMITES FUNDAMENTAIS.Exemplos: a) f :[1. definida por f ( x) = 1 . Assumimos N > 0 e podemos tomar (sem perda de generalidade) f ( x) < ∀x ∈ I . Então lim [ f ( x) ⋅ g ( x) ] = 0 . x →a CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 22 . pois 0 < ≤ . ou seja. Logo. f ( x) − L < ε . . ou seja. Suponha que f ( x) é infinitesimal para x → a e que g ( x) é uma função limitada num intervalo I que contém a . Seja f ( x) é infinitesimal para x→a. Como g ( x) é uma função limitada no intervalo I . x →a x→a x →a Demonstração. +∞) → ∀x ∈ [1. então x →a lim f ( x) = 0 . 0 < x − a < δ 2 ⇒ h( x) − L < ε . Tomemos δ = min {δ1 . f ( x) = e− x é limitada em 2 . ∀ε > 0. Como lim g ( x) = lim h( x) = L temos que x →a x→a ∀ε > 0. 0 < x − a < δ1 ⇒ g ( x) − L < ε e ∀ε > 0. δ 2 } . −1 ≤ cos x ≤ 1 e −1 ≤ sin x ≤ 1 . o que significa que lim [ f ( x) ⋅ g ( x) ] = 0 . x →a Demonstração. como L − ε < g ( x) < L + ε . ∃δ 2 > 0. L − ε < f ( x) < L + ε . Considere g ( x) ≤ f ( x) ≤ h( x) . f ( x ) ⋅ g ( x) − 0 = f ( x) ⋅ g ( x) = f ( x) g ( x) < ε N N =ε . Logo. por isso são chamados de limites fundamentais. ∃δ1 > 0.temos M ≤ f ( x) ≤ N . 0 < x − a < δ ⇒ f ( x) − 0 < ε . ∀x ∈ Dom( f ) . temos que L − ε < g ( x) ≤ f ( x) ≤ h( x) < L + ε . f ( x) = arctgx é uma função limitada em TEOREMA. +∞) . L − ε < h( x) < L + ε e g ( x) ≤ f ( x) ≤ h( x) . Alguns tipos de limites podem ser usados para resolver outros limites. Se lim g ( x) = lim h( x) = L então lim f ( x) = L . . x →a ε N . o que significa lim f ( x) = L . Exercício – Calcule cada limite. ∀x ∈ .

então med(TA) = tgθ .Exemplo: Considere 2x − 3 2 x2 + 5x . ∀x > 0 . cosθ senθ lim senθ θ →0 θ →0 θ > lim+ θ →0 1 cosθ ⇒ 1 > lim+ θ →0 θ > 1 . Exemplos: a) lim sen(kθ ) θ →0 θ b) lim sen(α x) x →0 sen( β x ) c) lim 1 − cos ϕ ϕ →0 ϕ Existem algumas indeterminações matemáticas que ainda não apareceram em nossos estudos. lim+ 1 > lim+ θ →0+ ⇒ 1< θ senθ < tgθ senθ senθ ⇒ 1> senθ θ > 1 . med(OA) = 1 . med(OA) . 1∞ . o gráfico da função senθ θ . ∞0 . 0 ⋅ ∞ . temos θ = 1 . CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 23 . Vamos figura ao demonstrar lado. < f ( x) < x→+∞ x x2 senθ Limite Fundamental Trigonométrico: lim θ →0 θ = 1. Determine lim f ( x) . Do tipo: 00 . Seguimos a mesma idéia construindo a figura de modo a termos − π 2 <θ < 0 e mostrando que lim senθ θ →0− θ = 1 . lim senθ θ →0 θ = 1. 0∞ . Pelo teorema do confronto. Tomemos 0 < θ < Da figura. que θ →0 lim senθ θ π 2 =1 utilizando a onde med(TA) = tgθ . Ao lado. temos: área(ΔOAP ) < área do setor(OAP) < área(OAT ) ⇓ med(OA) ⋅ med(QP ) arco ⋅ raio med(OA) ⋅ med( AT ) < < 2 2 2 ⇓ 1⋅ senθ θ ⋅1 1⋅ tgθ < < 2 2 2 Assim. Assim. Demonstração.

k ∈ é uma assíntota horizontal do gráfico de f ( x) se uma das condições é satisfeita: lim f ( x) = k ou lim f ( x) = k . uma x −1 assíntota vertical x = 1 e uma assíntota horizontal y = 1 . ← x =1 x 1 Exemplo: Ao lado. neste exemplo. ALGUMAS APLICAÇÕES DE LIMITES Retas assíntotas 1. para a > 0 .5 Exemplo: Ao lado. x→−∞ x→+∞ y gráfico de f ( x) = 3e− x sin(4 x) +1. o gráfico de f ( x) = 3e sua reta assíntota horizontal y = 1. retas assíntotas verticais do gráfico de cada função: 3x x2 − x + 1 2 5 a) f ( x) = x −5 x b) g ( x) = c) h( x) = d) f (t ) = 1 + t −1 2 3 3x − 4 x 2− x ( ) t CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 24 . o gráfico de f ( x) = 1 + .5 sin(4 x) + 1. Exercício – Determine. Dizemos que a reta x = x0 é uma assíntota vertical do gráfico de f ( x) se uma das condições é satisfeita: y =1 x→ x − 0 gráfico de f ( x) = 1+ 1 x −1 lim f ( x) = ±∞ ou x→ x + 0 lim f ( x) = ±∞ . ⎛t −3⎞ b) lim ⎜ ⎟ t →−∞ ⎝ t ⎠ −2t ii) lim a x −1 = ln a . se houver. retas assíntotas horizontais do gráfico de cada função: 7 x2 − 1 a) f ( x) = x3 − 2 x b) g ( x) = tanh x c) h( x) = 3x + 4 x 2 y 2. se houver.5 . x →0 x ⎛ n +1⎞ c) lim ⎜ ⎟ n→+∞ ⎝ n − 1 ⎠ n Exemplos: ⎛ 2⎞ a) lim ⎜1 − ⎟ x→+∞ ⎝ x⎠ x 2x −1 d) lim x →0 x ln(1 + z ) e) lim z →0 z f) lim e(b − a ) x − 1 x x →0 com b ≠ a . −x y = 1. onde α ∈ x→±∞ ⎝ x⎠ x .Limites Fundamentais Exponenciais: ⎛ α⎞ i) lim ⎜1 + ⎟ = eα . a reta assíntota intercepta o gráfico da função em vários pontos. Exercício – Determine.5 e x Observe que. Dizemos que a reta y = k .

se existir lim f ′( x0 ) = lim x→ x0 x→ x0 f ( x) − f ( x0 ) onde f ′( x0 ) significa a derivada da função f no ponto de abscissa x0 . Está claro então que assíntotas verticais envolvem limites infinitos enquanto assíntotas horizontais envolvem limites no infinito. x= Exemplo: Ao lado: o gráfico de f ( x) = 7x + 4 7 14 x − 8 uma assíntota oblíqua. x0 ln a e) Considere f ( x) = log x . Desse modo. 2 x2 − 3 −4 . se houver. Existem também as assíntotas oblíquas. todas as retas assíntotas do gráfico de cada função: x2 x2 − x + 1 a) f (t ) = t 2 + 3t 6 b) g ( x) = c) h( x) = d) f (t ) = t + e−t 2 2− x 3x − 4 x 2 2x − 7x +1 f) y 3 x 2 − y 2 + y + 2 = 0 (sugestão: “isole” x ) e) y = x−2 f ( x) − f ( x0 ) (finito). x − x0 Exercícios – Baseando-se neste conhecimento. c) h′(a) para h(t ) = t 2 + 1 .Observação. determine o que se pede em cada ítem: a) f ′(3) para f ( x) = x 2 + 2 x − 1 . Dizemos que a reta y = ax + b é uma assíntota oblíqua do gráfico de f ( x) se lim [ f ( x) − y ] = 0 . não existe assíntota oblíqua. y = 14 x − 8 49 x Se o coeficiente a = 0 . / 1 . d) Mostre que ∃ f ′(0) quando f ( z ) = 3 z . Sabe-se que. então x − x0 Derivada de uma função num ponto. y 3. temos x→±∞ gráfico de 2 f ( x) = 2 x − 3 7x + 4 que: f ( x) a = lim x→±∞ x e b = lim x→±∞ [ f ( x) − ax ] . Respostas: a) 3 b) ∃ g ′(0) c) h′(a) = / a a2 + 1 . CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 25 . Mostre que f ′( x0 ) = a f) Considere a função f ( x) = senx e x0 ∈ . b) g ′(0) para g ( x) = x . 0 < a ≠ 1 e x0 > 0 . uma assíntota vertical e y = 49 x = −4 → 7 Exercícios – Determine. Mostre que f ′( x0 ) = cos x0 .

Sugestão: Utilize série geométrica. determine os seis primeiros termos da série. Uma série numérica infinita é uma expressão que pode ser escrita na forma ∑ an = a1 + a2 + a3 + n =1 +∞ + an + . Dizemos que n =1 S1 = a1 S2 = a1 + a2 S3 = a1 + a2 + a3 Sn = a1 + a2 + a3 + + an = Sn−1 + an ∑ an ∞ converge se lim Sn = L (um número). ou seja. Veja ao lado. n = ∞ . como indica a figura ao lado. jogada de uma altura de 6 metros. onde 0 ≠ a. Assim. Exemplo: ∑ n(n + 1) = 1⋅ 2 + 2 ⋅ 3 + 3 ⋅ 4 + 4 ⋅ 5 + 5 ⋅ 6 + n =1 1 1 1 1 1 1 .Convergência de uma série infinita. n→+∞ n→+∞ n + 1 +∞ 1 1 1 1 1 Isto significa que ∑ = + + + + = 1. n→+∞ caso contrário. Calcule a distância vertical total percorrida pela bola até parar. b) 1 ∑ (2n − 1)(2n + 1) n =1 +∞ +∞ c) ⎛ n ⎞ ∑ ln ⎜ n + 1 ⎟ ⎠ n =1 ⎝ +∞ d) ∑ [1 + (−1)n ] n =1 +∞ 2 – Suponha uma série do tipo n =1 ∑ a ⋅ r n−1 = a + ar + ar 2 + ar 3 + . A altura máxima atingida pela bola após cada batida no solo é igual a três quartos da altura da queda correspondente. Mostre que Sn = a quando r < 1 . Este tipo de série recebe o nome de série geométrica (por quê ?). 3 – Uma bola. a série +∞ ∑a n =1 ∞ n diverge. uma expressão para Sn e verifique se a série converge ou diverge. r ∈ . começa a quicar ao atingir o solo.9901 . S1 = a1 = 1 2 Com a “fórmula” Sn = 1 1 2 + = 2 6 3 2 1 3 S3 = a1 + a2 + a3 = + = 3 12 4 3 1 4 = S4 = S3 + a4 = + 4 20 5 S2 = a1 + a2 = Sn = n n +1 n podemos calcular a soma de uma n +1 quantidade qualquer de termos da série. por exemplo. 100 + 1 101 Como queremos a soma dos infinitos termos. temos n S∞ = lim Sn = lim = 1. 1− rn a e que lim Sn = n→+∞ 1− r 1− r CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 26 . n =1 n( n + 1) 1 ⋅ 2 2 ⋅ 3 3 ⋅ 4 4 ⋅ 5 Exercícios: 1 – Para cada série dada. a soma dos 100 100 100 primeiros termos é dada por S100 = = ≈ 0. Seja Sn a soma dos n primeiros termos da série.

x ≥ 0 ⎪ c) f ( x ) = ⎨ ⎪ − x. x = 2 ⎪1 − x. Potencial. 2. a ∈ ⎧3 x − 2. lim+ f ( x ) e. Determine.EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – LIMITE DE FUNÇÕES Esboços de gráficos de funções elementares. x < 1 ⎩ 2 ( a = 2) ⎧ x 2 − x. x ≥1 ⎩ 2. x < −1 ⎪ definida por f ( x) = ⎨− x + 1 .1) Esboce o gráfico de f . se possível. x < −1 ⎩ para que exista lim f ( x) . x ≥ 1 e x ≠ 2 ⎪ b) f ( x ) = ⎨1. σ > 0 são constantes. Verifique se f é contínua em x = a . x > −1 ⎪ a) f ( x ) = ⎨3. a. 5. determine lim− f ( x ) . O potencial φ de uma distribuição de carga num ponto do eixo dos x é dado por ⎧2πσ ⎪ φ ( x) = ⎨ ⎪2πσ ⎩ ( ( x2 + a2 − x x2 + a2 ) se x ≥ 0 onde. ⎧ x2 . lim f ( x ) . x = 2 ⎩ ( ) ( x0 = 2 ) 4. Considere as funções dos itens a). x = −1 ⎪5 − ax.2) Determine: a) lim f ( x) x→ − ∞ x→ 0 b) lim f ( x) x→ + ∞ x→ 1 c) lim f ( x) x→ − 1 d) lim f ( x) e) lim f ( x) . Justifique. sendo: ⎧bx 2 + 2. x < 0 ⎩ ( a = 0) d) f ( x ) = x+2 x+2 ( a = −2 ) 2 – Considere a função de domínio . − 1 ≤ x < 1 . x = 1 ⎩ 6. x > 1 ⎪ a) f ( x ) = ⎨2. as constantes a e b ∈ ⎧3ax 2 + 2. x ≠ 2 ⎪ b) f ( x ) = ⎨ ⎪ a. x ≥ 1 ⎩ ( x0 = 1) ( x0 = 1) CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 27 . 1. Determine. 3. limites. A função φ é contínua ? + x ) se x < 0 de modo que f seja contínua em x0 . se possível. limites laterais e continuidade. x →a x →a x →a ⎧3 x − 2. x = 1 ⎪4 x + 1. x < 1 ⎪ a) f ( x ) = ⎨ ⎪ x − 2. sendo: x→ x0 ( x0 = −1) ⎧ x 2 − 4 ( x − 2 )−1 . x ≠ 1 ⎪ b) f ( x ) = ⎨ 2 ⎪b . x < 1 ⎩ ( a = 1) ⎧ x − 1. Esboce o gráfico das funções abaixo. caso exista. b) e c) do exercício 1. ⎪ log x.

e um número real M > 0 tal que satisfaz a condição: f ( x) − f (a ) ≤ M x − a .1] contínua. lim f ( x ) = 0 mas f é descontínua em x = 0 e x = 1 . x→ a b) f é contínua em x→ a − . Função sinal.⎧3 x − 3. Suponha que existe um conjunto (intervalo) ( a − r . “corta” a primeira bissetriz. Note que isto significa que o gráfico da função f . lim f ( x) = L > 0 e f (a) < 0 . d) f de domínio que seja descontínua em dois pontos. x = 0 ⎪ 2 ⎩b − 2 x . x3 7 9.1] tal que f ( x0 ) = x0 . a + r ) ⊆ x = a. Seja f : [ 0. 8. Seja f ( x) = − sen(π x) + 3 . exiba o esboço gráfico de uma função que satisfaz às condições: a) lim f ( x) = L e a ∉ D ( f ). Mostre 14. x < 0 ⎪ d) f ( x ) = ⎨7 x − 3a. 2] ? Justifique sua 4 3 resposta. e que f é contínua em 0 . Para cada um dos seguintes itens. x > 0 ( x0 = 0 ) 7. obrigatoriamente. A função f atinge o valor no intervalo [ −2. A função sinal de x é definida por ⎧1 se x > 0 ⎪ sgn( x) = ⎨0 se x = 0 ⎪−1 se x < 0 ⎩ Verifique se contínuas. para todo x ∈ ( a − r . Calcule os limites a seguir: CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 28 . Suponha que f ( x + y ) = f ( x) + f ( y ) para todos os x. x→ + ∞ lim f ( x) = 0 .1] → [ 0. Esboce o gráfico de uma função x→0 x→1 f satisfazendo as condições indicadas: Dom ( f ) = . 10. y ∈ que f é contínua ∀a ∈ . Mostre que f é contínua em 13. x = −3 ⎪ 2 ⎩bx + 1. x > −3 ⎪ c) f ( x ) = ⎨ax. 11. x < −3 ( x0 = −3) ⎧2a. lim f ( x ) = 1 . Mostre que existe x0 ∈ [ 0. f ( x) = sgn( x) e G ( x) = x sgn( x) são funções y gráfico de sgn( x) 1 0 −1 x 12.cos (π + x ) + 1. a + r ) . lim f ( x) = + ∞ e x→ − ∞ x→ a + c) lim f ( x) = − ∞ .

Uma esfera de raio R está carregada com uma unidade de eletricidade estática.: Use o Winplot para visualizar os gráficos) ⎧4 x + 12 . lim f ( x ) . e determine o que se pede: (Obs. Calcule lim f ( x ) e lim f ( x ) para as funções do exercício 1. 17. Esboce o gráfico de cada função f a seguir. lim f ( x ) x →+∞ x →0 x →0 x →0 x →1 x →−∞ lim f ( x ) . lim f ( x ) . lim f ( x ) . A intensidade de um campo elétrico E = E ( x) num ponto P localizado a x unidades do centro da esfera é determinada pela função dada abaixo. lim+ f ( x ) . lim f ( x ) x →+∞ x →0 x→1 Estude a continuidade de f em x = 0 . lim f ( x ) .a) lim − x5 − 3x 4 + 12 x 2 x→−1 ( ) d) lim 2 x x3 − 4 x→1 ( ) ⎛ x2 x ⎞ b) lim ⎜ − x3 + − ⎟ x →4 ⎜ 4 2⎟ ⎝ ⎠ sen x e) lim π x→ 1 + cos x 2 ⎛ 1 + x2 ⎞ c) lim tg ⎜ ⎟ x→−1 ⎜ 1 − x ⎟ ⎝ ⎠ f) lim 33 x +5 2 x2 − 1 x + 10 x→−1 2cos( xπ ) x2 − 9 g) lim x →2 2 + x j) lim ⎡3 x + sgn x 2 − 1 − 1 ⎤ ⎥ ⎣ ⎦ x →0 ⎢ h) lim− x→1 −5 x 2x i) lim x→−1 ( ) k) lim ⎡ x 2 + 5 + sgn x 2 − 1 − 1 ⎤ ⎥ ⎣ ⎦ x→ 2 ⎢ ( ) Limites infinitos e limites no infinito 15. Campo elétrico. x > 1 ⎩ ⎧(1 2 ) x . lim− f ( x ) . x →−∞ x →+∞ 16. −2 ≤ x ≤ 1 ⎪ − x 2 + 3. lim− f ( x ) . lim f ( x ) . x < −2 ⎪ a) f ( x ) = ⎨ x 2 . Verifique se a função E contínua e esboce seu gráfico. lim f ( x ) . x > 0 ⎪ ⎪ c) f ( x ) = ⎨0. x = 0 ⎪ −1 x . x > 0 ⎪ b) f ( x ) = ⎨ 1 ⎪ . x < 0 ⎪ ⎩ x →−∞ lim f ( x ) . lim f ( x ) . lim+ f ( x ) . x<0 ⎩x x ⎧log1 2 . lim − f ( x ) . y ⎧0 se 0 < x < R ⎪ ⎪ 1 E ( x) = ⎨ 2 se x = R ⎪ 3x ⎪ x −2 se x > R ⎩ 1 R2 1 3R2 0 R x CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 29 . x →−∞ lim f ( x ) . lim f ( x ) x →−2 x →+∞ x →1 x →1 x →1 x →−2 x →−2+ Intervalos onde f é contínua. x →−1 lim f ( x ) .

y 1 0 x a) Discuta a continuidade de f (t ) = H (t 2 + 1) e de g (t ) = H ( sen(π t ) ) . onde k é constante e k≠0 21. 3. a>0 x−a f) lim+ x →4 g) lim x −3 − 5− x x −2 x+2 −2 −4 + 2 x h) lim x →64 3 x −8 x −4 x2 − a2 i) lim x →a j) lim 2− x −3 x →7 x 2 − 49 l) lim m) lim x − a + x − a . 4] . Calcule os seguintes limites: CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 30 . é definida por ⎧0 se t < 0 H (t ) = ⎨ ⎩1 se t ≥ 0 gráficos no intervalo [−4. Esboce os respectivos b) A função R (t ) = ct ⋅ H (t ) (c > 0) é chamada rampa e representa o crescimento gradual na voltagem ou corrente num circuito elétrico. 2. Função de Heaviside. a > 0 x →a x →2 Limites do tipo k/0. Calcule os seguintes limites: a) lim x2 − 4 x →2 x 2 − 2 x 2 x 2 + 3x − 2 x →1 2 8 x3 − 1 x2 − a2 a≠0 x →a 3 x 2 − 2ax − a 2 b) lim 2 x2 − 8 x →2 3 x 2 − 4 x − 4 c) lim x2 − 2 x + 1 x →1 x3 − 1 x2 − 4 3x 2 + 4 x − 4 d) lim e) lim x3 − 8 x →2 x − 2 x 2 − ( a + 1) x + a x3 − a 3 a≠0 f) lim x →−2 g) lim h) lim x →a 4 ⎛ 3 x3 − 24 ⎞ i) lim log 6 ⎜ ⎜ x−2 ⎟ ⎟ x →2 ⎝ ⎠ m) lim 2 x3 − 250 x →5 x 2 − 6 x + 5 −1 j) lim sen ⎡π x3 − 8 ⋅ ( x − 2 ) ⎤ ⎣ ⎦ x →2 ( ) l) lim 2 x →2 ( x −16)( x −8) 3 −1 Limites do tipo 0/0 envolvendo conjugado de radicais 20. Limites do tipo 0/0 envolvendo fatorações 19. Calcule os seguintes limites: a) lim x −1 x −1 b) lim x +1 − 1− x 3x x −2 x−4 c) lim 1 − x2 x →−1 x + 2 + x x →4 x →1 x →0 d) lim x →1 x+2− 3 x3 − 1 e) lim 3− 5+ x x →4 1 − 5 − x x− a . A função de Heaviside é utilizada no estudo de circuitos elétricos para representar o surgimento de corrente elétrica ou de voltagem quando uma chave é instantaneamente ligada e.18. Discuta a continuidade de R e esboce o gráfico para c = 1.

sua massa aumenta em relação à sua massa inicial m0 . = 4 e lim = −6 . x ≠ −4 ⎪ b) f ( x ) = ⎨ ⎪4. x = −4 ⎩ ( x0 = −4 ) 23. Logo. x ≠ 5 ⎪ a) f ( x ) = ⎨ ⎪75. = 3 . CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 31 . se a velocidade de uma partícula aumenta. temos que o comprimento de um objeto é função de sua velocidade: L(v) = L0 1 − v2 . se f é contínua em x = x o . Sabendo que lim x→−2 26. Calcule as constantes de modo que: a) lim x2 − a =4 x→b x − b x →+∞ x →−2 b) lim x 2 − ax + b =5 x→3 x −3 ax3 + bx 2 + cx + d 4 x2 + x − 2 bx + 3 ⎤ ⎡ =5 c) lim ⎢ ax − x→+∞ ⎣ x +1 ⎥ ⎦ d) lim f ( x ) = 3 e lim f ( x ) = 1 sendo f ( x ) = ( ) 24. em v →c outras palavras. lim− M (v) = +∞ . Mostre que lim x→1 g ( x ) x→1 1 − x 3 x→1 1 − x 2 f ( x + 2) f ( x) 1 g ( x + 2) = 8 e lim 2 = . Sabe-se que lim f ( x) f ( x) g ( x) = −1 . x = 5 ⎩ ( ) ( x0 = 5) ⎧( 3x + 12 ) ⋅ x + 4 −1 .a) lim x2 + 1 x →0 sen x 5x − 4 x →2 x − 2 ⎛ x −1 ⎞ b) lim+ senh ⎜ 2 ⎟ ⎜ x ⎟ x→0 ⎝ ⎠ f) lim cos ( 3x ) x →0 x c) lim 2 x2 + 3 x →5 ( x − 5) 2 d) lim x+5 x →1 x − 5 x + 4 2 e) lim g) lim cos x x →0 x ⋅ sen x h) lim 3x − 11 x →3 x − 3 22. logo v → c − . Verifique. A velocidade da luz é de aproximadamente 30 ⋅108 m/s . justificando. Na teoria da relatividade especial. Massa relativística. Contração de Lorentz. a massa de uma partícula é função de sua velocidade: ⎛ v2 ⎞ 2 M (v) = m0 ⎜1 − 2 ⎟ ⎜ c ⎟ ⎝ ⎠ −1 Onde m0 é a massa da partícula em repouso e c é a velocidade da luz. 27. Mostre que lim x →0 g ( x ) x→−2 x − 4 3 −2 x − 2 25. onde L0 é o comprimento do objeto em repouso e c é c2 a velocidade da luz. Na teoria da relatividade especial. Isto v →c significa que para um observador parado o objeto desaparece. Da teoria da relatividade é conhecido que nenhum objeto pode ir além da velocidade da luz. ⎧ x3 − 125 ( x − 5 )−1 . lim− L(v) = 0 .

Calcule os limites a seguir: ⎛1⎞ a) lim x sen ⎜ ⎟ x →0 ⎝ x⎠ ⎧ ex ⎫ ⎪ ⎪ d) lim+ ⎨ x3 ⎡ 4 − cos( x −2 ) ⎤ + ⎬ ⎣ ⎦ x⎪ x →0 ⎪ ⎩ ⎭ b) lim sen x x →+∞ x c) lim e x sen x x →−∞ 2 + 5 x3 e) lim cos ( ln x ) x →+∞ 1 − 3 x 7 3cos x + 2 x f) lim x →+∞ 2x Limites envolvendo o limite fundamental trigonométrico 31. Calcule os limites a seguir: a) lim x →+∞ ( x+2− x ) b) lim t →+∞ ( t −3 − t ) c) lim x →+∞ ( x2 + 2 − x ) d) lim x →+∞ ( x2 + 4 x − x ) Limites envolvendo funções limitadas 30.Indeterminações do tipo ∞ ∞ 28. Calcule os seguintes limites: a) lim sen ( 7 x ) x →0 x 1 − sec x x →0 x2 b) lim e) lim tg ( 3x ) x →0 2 x c) lim 1 − cos x x →0 x2 d) lim 1 − cos x x →0 x sen x f) lim 7 − 7 cos 2 x x →0 3x 2 ERON 32 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I . Calcule os limites a seguir: a) lim 2 x 2 − 4 x − 25 x →+∞ 18 x 3 − 9 x 2 2 x 2 − 3x − 4 x4 + 1 b) lim x ( x − 3)( 2 x + 5 ) x →−∞ ( x − 1)( 3 x + 4 )( 2 − x ) ⎛ 2 + x − π x2 ⎞ c) lim sen ⎜ ⎜ 12 x − 4 x 2 ⎟ ⎟ x →+∞ ⎝ ⎠ d) lim −1 x −1 3− 2 x ) e) lim 2( )( x →+∞ x →−∞ ( ⎛1⎞ f) lim ⎜ ⎟ x →+∞ ⎝ π x3 x 2 −1 ) −1 ⎠ g) lim ⎡log1 2 2 x3 − x − log1 2 2 x + x3 ⎤ x →+∞ ⎣ ( ) ( )⎦ h) lim ⎡ x ln 2 − ln 3x + 1 ⎤ ⎦ x →+∞ ⎣ ⎡1 k) lim ⎢ 2 + (1 + 2 + 3 + n→+∞ ⎣ n n) lim 1 + 22 + 32 + n→+∞ n3 + n2 ( ) i) lim ⎤ + n )⎥ ⎦ 3 x 2 − 5 x − 9 x3 x →+∞ 5 + 9 x 3 − 9 x 2 j) lim (n + 2)!+ (n + 1)! n→+∞ (n + 3)! l) lim (2n + 1) 4 − (n − 1) 4 n→+∞ (2n + 1) 4 + ( n − 1) 4 x →+∞ ⎡1 + 2 + 3 + + n n ⎤ − ⎥ m) lim ⎢ n→+∞ ⎣ 2⎦ n+2 o) lim ( x+ x − x− x ) Indeterminações do tipo + ∞ − ∞ 29.

f ⎧ x3 − x . x < 2 e x ≠1 ⎪ 2 ⎪ x − 3x + 2 ⎪ f ( x ) = ⎨−2. x ≤ 4 ⎪ 4 ⎩ ( x0 = 4 ) 35. x≠0 ⎪ a) f ( x ) = ⎨ x ⎪3. Estude a continuidade da função definida abaixo em . a > 1 x −x x →+∞ ⎣a + a ⎦ ⎤ 33. x = 5 ⎪ ⎪ x ln x − 5 . b ≠ 0 x ⎛ x+a⎞ e) lim ⎜ ⎟ x →+∞ ⎝ x − a ⎠ i) lim e3 x − 1 x →0 x x a x −1 f) lim . Verifique se f é contínua em x0 : ⎧ 3 x +1 −1 . Calcule as constantes de modo que: b x+3 −a 1 = a) lim x→1 6 x −1 b) lim 2 x2 + 8 − b 2 =− x→−1 x +1 3 ⎧ x 2 − ax + 9 . justificando. x>4 ⎪ ⎪ x−4 b) f ( x ) = ⎨ ⎪3 x − 23 . x < −3 ⎪ ⎪ x−3 c) f ( x ) = ⎪bx. a > 0. x > −3 ⎪ ⎪ ⎩ d) lim ⎡ x 2 − x + 1 − ax − b ⎤ = 0 ⎥ x→+∞ ⎢ ⎣ ⎦ 34. x = 1 ⎪10. x = −3 seja contínua em x0 = −3 . Calcule os seguintes limites: ⎛ 2⎞ a) lim ⎜1 + ⎟ x →−∞ ⎝ x⎠ x ⎛ 3⎞ b) lim ⎜ 1 − ⎟ x →−∞ ⎝ x⎠ x ⎛ 1⎞ c) lim ⎜1 + ⎟ x →+∞ ⎝ x⎠ 3x ⎛ 1⎞ d) lim ⎜ 1 − ⎟ x →+∞ ⎝ x⎠ h) lim . x = 0 ⎩ ⎡ x3 + 1 ⎤ + x 2 + 2 − ax ⎥ = 0 e) lim ⎢ 2 x→+∞ x + 1 ⎣ ⎦ ( x0 = 0 ) ⎧ x −2 . x→0 x k) lim ex −1 x ⎡ x −x 2 x →0 eax − ebx x→0 sen( ax ) − sen(bx ) l) lim ⎢ a − a ⎥ . a. x →0 x j) lim 3x − 1 x →0 x 2 a h+ x − a h g) lim . a > 0. ⎨ ⎪3 x + 1. x ≥ 2 e x ≠ 5 ⎩ ERON 33 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I .g) lim j) lim x →π sen x x −π h) lim x →0 1 + sen x − 1 − sen x x i) lim sen ( x + a ) − sen ( a ) x →0 x 1 − cos(1 − cos x) x→0 x x − tgx x →0 x + tgx arcsenx x→0 x tg 2 x k) lim 2 x→0 x sec x l) lim m) lim n) lim arctgx x →0 x Limite fundamental exponencial 32.

CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 34 . P = 4 . Então. a tartaruga percorria apenas 10 m. sob o júdice do sofista Zenão. que se a tartaruga largasse 1m na frente de Aquiles. em função do tempo. foi travada uma disputa entre Aquiles e uma tartaruga. Na Grécia Clássica. É óbvio que nenhuma tartaruga ganhou do maior corredor grego da antiguidade. Porém ninguém conseguiu refutar Zenão satisfatoriamente. de modo que enquanto Aquiles 1 corria 1 m. denote por Pn o perímetro da linha poligonal após n passos. Paradoxo de Zenão. logo. A+∞ = lim An = n→+∞ 5 27 4 ⎪ 5 ⎣ ⎝ 9 ⎠⎦ ⎪ ⎩ ⎭ significa o resultado deste limite ? Agora. ele nunca a ultrapassaria e seu argumento foi o seguinte: enquanto Aquiles percorria 1 m. ela é um triangulo equilátero de lado 1 . respectivamente. P+∞ = lim Pn = +∞ . Então: a) Encontre as funções que determinam a distancia percorrida por Aquiles e pela tartaruga. construindo externamente sobre a parte central um triangulo eqüilátero e suprimindo então a parte central (veja na figura). que não era conhecido na naquela época. e assim por diante. Denote por An a área compreendida pela linha poligonal após n passos. Era conhecida a lentidão da tartaruga. P0 = 3 . estará a 1 cm a sua frente. a tartaruga percorrerá 10 cm. Pn = 3 ⎜ ⎟ . 4 3 n 10 3 2 3 3 ⎧ 3 ⎡ ⎛ 4 ⎞⎤ ⎫ ⎪ ⎪ . Zenão afirmava categoricamente naquela época. O que A2 = . 3 37. n ≥ 0 .36. Logo. ii) o estágio n + 1 é obtido a partir do estágio n . A1 = . P2 = 1 ⎛4⎞ em geral. A0 = 3 3 . Então. em geral An = ⎨1 + ⎢1 − ⎜ ⎟ ⎥ ⎬ para n ≥ 0 . b) Explique porque Aquiles ultrapassa a tartaruga. esta por sua vez. O que significa este resultado ? n→+∞ ⎝3⎠ n 16 . Quando Aquiles vencer os 10 cm que a tartaruga já percorreu. Fractal de Koch. refutando o argumento de Zenão. A Curva de Koch (floco de neve) é obtida em estágios pelo processo seguinte: i) no estágio 0. utilizando o conceito de limites. dividindo cada lado em três partes iguais. de modo que a sua liderança é indiscutível.

1 − sech 2 x = tgh 2 x 3. As funções trigonométricas hiperbólicas utilizam apenas a exponencial em suas definições. As inversas das funções trigonométricas hiperbólicas utilizam o logaritmo.DEFINIÇÕES E GRÁFICOS DE ALGUMAS FUNÇÕES HIPERBÓLICAS. senh( x + y ) = senhx ⋅ cosh y + cosh x ⋅ senhy CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I 5. cosh 2 x − senh 2 x = 1 2. 1. Utilizando as funções exponencial e logaritmo natural podemos definir outras funções. cotgh 2 x − 1 = cosech 2 x 4. cosh( x + y ) = coshx ⋅ cosh y + senhx ⋅ senhy ERON 35 . As funções trigonométricas hiperbólicas são definidas por: y = coshx = e x + e− x 2 cosh x e + e = senhx e x − e− x x −x y = senhx = e x − e− x y = cotghx = 2 1 2 y = sechx = = x cosh x e + e− x senhx e x − e− x = cosh x e x + e− x 1 2 y = cosechx = = x −x senhx e − e y = tghx = y = arcsenhx Algumas relações fundamentais entre funções hiperbólicas.

senh 2 ( x) = cosh(2 x) − 1 2 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 36 . senh(2 x) = 2senhx ⋅ cosh y 8.6. cosh(2 x) = cosh 2 x + senh 2 x 9. cosh 2 ( x) = cosh(2 x) + 1 2 7.

0 +∞ k>0 +∞ 0 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 37 . ±∞ k>0 ±∞ 0+ 0+ 000 +∞ +∞ −∞ −∞ ? k / 0 + = +∞ .g (x) f (x) + g (x) f (x) + g (x) f (x) . g (x) f (x) . k > 0 + ∞ / 0 − = −∞ 0 é indeterminação. ±∞ k /± ∞ = 0 ± ∞ / ± ∞ é indeterminação. k > 0 +∞ ±∞ k −∞ ? 0 ? (+ ∞ ) ⋅ k = −∞ . + ∞ + k = +∞ − ∞ + k = −∞ +∞ −∞ +∞ −∞ +∞ +∞ −∞ k>0 k<0 0 (+ ∞ ) ⋅ (+ ∞ ) = +∞ (+ ∞ ) ⋅ (− ∞ ) = −∞ +∞ +∞ (+ ∞ ) ⋅ k = +∞ . g (x) f (x) . k < 0 ± ∞ ⋅ 0 é indeterminação.Tabela de indeterminações matemáticas lim f ( x) = 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 lim g ( x) = h( x ) = f (x) + g (x) f (x) . g (x) f (x) . g (x) f (x) / g (x) f (x) / g (x) f (x) / g (x) f (x) / g (x) f (x) / g (x) f (x) / g (x) f (x) / g (x) lim h( x) Simbolicamente ±∞ ±∞ ±∞ ? ± ∞ ± ∞ = ±∞ +∞ +∞ −∞ +∞ +∞ K K (+ ∞ ) − (+ ∞ ) é indeterminação. g (x) f (x) . k > 0 + ∞ / 0 + = +∞ k / 0 − = −∞ .

c) ∃ . independente do valor de a. e) 0. não existe 2. Por isso a pode ser um número real x →2 b) Não é contínua em x = 2 pois c) É contínua em zero pois lim f ( x ) = f (0) = 0 . 7) 8) b) b = −1 ou b = 2 . b) +∞ . x →−2 + lim f ( x ) = 1 .RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO lim f ( x ) = 5. x→2 x →1 b) lim f ( x ) existe. d) 1. x →−2 − lim f ( x ) = −1. x→0 5) 6) a) a = −1 . 11) 12) Utilize a definição formal de continuidade em um ponto.1] → [ 0. 13) CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 38 . x →1 1) a) lim f ( x ) x →1 x →1− não existe b) lim− f ( x ) = lim+ f ( x ) = lim f ( x ) = 3 x→2 x→2 x→2 c) lim− f ( x ) = lim+ f ( x ) = lim f ( x ) = 0 x→0 x→0 x →0 d) x →−2 lim f ( x ) .2) a) +∞ . 4) a) Não é contínua em x = 1 pois não existe lim f ( x ) . 3) a) –10 qualquer. c) a = 4 e b = − 13 9 d) a = −1 e b = 3 9) Note que a função é contínua e observe seu conjunto imagem. lim f ( x ) ≠ f (2) .1) 2. lim+ f ( x ) = 1 .1] definida por g ( x) = f ( x) − x e os teoremas de continuidade. 10) Utilize a função g : [ 0.

0 . 4.2/3 b) f não é contínua em xo = −4 pois não existe lim f ( x ) . não é contínua em zero porque lim f ( x) ≠ f (0) . não existe. 4. x →3 x−3 x−3 x →−4 22) a) é contínua. − ∞ . + ∞ b) c) + ∞ . 0. 1 2 . d = 24 c) 2 2 d) 0 e) 2 −0 . b = −5 d) a = 0.5 f) 0 g) –1 h) − ∞ i) -1 ERON 39 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I . = +∞ e lim+ 2 x →1 x − 5x + 4 x − 5x + 4 cos 3x cos 3x = −∞ e lim+ = +∞ .1. − ∞. b = −6 c) a = 0. não existe. x→0 x x f) Não existe pois lim− x→0 h) Não existe pois lim− x →3 3 x − 11 3 x − 11 = +∞ e lim+ = −∞ .14) 15) a) − ∞ . − ∞ . x →0 17) 18) 19) 20) 21). b = 12 . a) Não existe pois lim− x→0 x2 + 1 x2 + 1 = −∞ e lim+ = +∞ . x→0 sen x sen x 2 b) −∞ c) +∞ e) +∞ g) +∞ d) Não existe pois lim− x →1 x −5 x −5 = −∞ . c) 0. + ∞ . b) 0. 23) a) a = 4 . b = 2 24) 25) 26) 27) 28) a) 0 b) . 2. + ∞ d) -1. + ∞ 16) a) b) + ∞ . − 1. b) a = 1. c = 36. 1. − {1} . 4. 1 c) a) − ∞ .

b = 2 3 34) a) f não é contínua em xo = 0 .5} . CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 40 .29) a) 0 30) a) 0 31) a) 7 32) a) e2 b) 0 b) 0 b) 3/2 b) e-3 c) ½ c) e3 c) 0 c) 0 d) -1/2 d) 1/e b) b = 6 e) 1/2 d) 2 d) + ∞ f) 7/3 e) 0 g) -1 h) 1 g) ah. 35) f é contínua ∀x ∈ 36) 37) − {2. b = 8 3 b) f não é contínua em xo = 4 . c) a = 10.ln(a) f) 1 i) cos(a) e) e2a f) ln(a) 33) a) a = 4 3 .

2001. vol 1. Cálculo – Um Novo Horizonte. Leithold. Pioneira. 5. Ed. L. Q. Editora Bookman. 1994. Rio de janeiro. vol1. Cálculo diferencial e integral I. 8. Guanabara Dois Editora. 3ª. 6ª edição. Elementos de Cálculo II. G. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I ERON 41 . D. 1994. Cálculo com Geometria Analítica. Figueiredo. Cálculo Diferencial e Integral. Cálculo um Curso Moderno e suas Aplicações. 16. Rio de Janeiro. São Paulo. Hoffman. Ayres. D. Iezzi. vol 1. 1997. Cálculo A. Ed. Guidorizzi. 18. L. IMPA. P. Munem. Pato Branco. Atual Editora. 7. Prentice-Hall. Lima. D. 1. vol I e II. M. Thomas.. LTC. Cálculo com Geometria Analítica. Matemática Universitária. Fundamentos de matemática elementar. M. IMPA. 9. 13. 2005. 2002. Pinedo. 2a edição. edição. Cálculo. 8. 11. G. Harbra. Cálculo Vol. 1978. 5a edição. 1992. 15. Christian Q. Fleming. George B. Análse real. Elon L. David E. Editora Atual. L. Equações Diferenciais Aplicadas. 1994. 1997. C.J. F. Boulos. Introdução às Funções e às Derivadas. Cálculo 1 – Notas de aula. Pearson Education. H. A. 17. Vol. Cefet-PR. 2.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 4. Piskounov. 14. H. São Paulo. Col Matemática Universitária. CEFET Pato Banco. Penney. Edgard Blucher Ltda. Ávila. 12. Cálculo vol I e II. 3. Vol. Makron Books. Col. 1. Stewart. Um Curso de Cálculo. Editora Lopes da Silva. I. 1998. Vol. São Paulo. LTC Editora. Introdução ao Cálculo. Pinedo. 6. C. Edwards Jr. 4a edição. 10. Anton. H. J. Neves.

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