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Bezzeghoud e Borges

Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental

Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental
Mourad Bezzeghoud e José Fernando Borges
Departamento de Física, Universidade de Évora e Centro de Geofísica de Évora (CGE), Apartado 94, 7002-552 Évora, Portugal, mourad@uevora.pt

RESUMO
Neste trabalho foram recolhidas, cuidadosamente testadas e analisadas, todas as soluções focais disponíveis dos eventos sísmicos de magnitude 1.9≤M≤8.0 ocorridos no período 1960-2002 em Portugal continental e margem adjacente. A distribuição desses mecanismos focais foi detalhadamente analisada mediante diferentes técnicas, projecções e representações gráficas. Em primeira análise, estes mecanismos focais apresentam uma acentuada variabilidade (deslizamento-horizontal, inverso e oblíquo) sobre o território português; contudo foram identificados padrões importantes nas seguintes regiões: margem oeste portuguesa (deslizamento-horizontal), Lisboa e Vale do Tejo (deslizamento-vertical), região de Évora e limítrofe (deslizamento-horizontal), faixa algarvia (deslizamento-horizontal) e zona fronteiriça inter-placas (inverso). A distribuição geográfica da projecção horizontal dos eixos P e T mostra que a orientação dos eixos P se situa entre NO – SE e NNO – SSE com inclinação horizontal a subhorizontal enquanto que os eixos T apresentam uma inclinação que varia de subhorizontal, na parte continental, a sub-vertical, na margem sul do Algarve. Verifica-se que no continente e margem oeste atlântica predominam os mecanismos de deslizamento-horizontal e oblíquo, enquanto que na margem sul predominam os mecanismos de deslizamento-horizontal e inverso. Podemos, contudo, afirmar que toda a região se encontra sob a influência de uma compressão com direcção média NO – SE e extensão com direcção media NE – SO.

ABSTRACT
In this work all available fault plane solutions, of the shallow depth seismic events with 1.9≤M≤8.0 occurred in the period 1960-2003 in continental Portugal and adjacent margin, have been collected, carefully checked and analysed. The distribution of the focal mechanisms have been analysed in details, by means of different
Física de la Tierra , Sismicidade de la Península Ibérica, Vol. 15, 2004

1

2001. Neste trabalho todas as soluções focais disponíveis. 2004).SSE from horizontal to sub-horizontal inclination while the axes T presents an inclination that varies from sub-horizontal. Buforn et al. to sub-vertical. Física de la Tierra .. projecções e representações gráficas. in the south margin of Algarve.. foram recolhidos. que constituem o limite das três placas litosféricas. 1996. ao tipo de sismicidade (fraca a moderada magnitude) e à localização geográfica do território (proximidade do mar). Teves Costa et al. mediante diferentes técnicas. embora não se trate de uma fractura bem delineada. however. 1991.9≤M≤8. fonte sísmica e mecanismos focais. Todavia. para o reduzido número de estudos. 1999. these focal mechanisms present an accentuated variability (strike-slip. Sismicidade de la Península Ibérica. to affirm that the whole area meets under the influence of compression in an average direction NW .SW. We can. Borges et al. Neste artigo. Carrilho et al. A distribuição dos mecanismos focais foi analisada em detalhes. in the continental part.SE and extension in an average direction NE . 15. é comummente designada por Fractura Açores-Gibraltar e é fortemente influenciada pela interacção entre os dois blocos tectónicos. Os três ramos.. In first analysis. Moreira. Vol.0 ocorridos no período 1960-2003 em Portugal continental e margem adjacente. A razão fundamental.. cinemática de placas. projections and graphic representations. No prolongamento para Ocidente deste acidente atingese a Crista Média Atlântica (CMA) que constitui a fronteira entre as placas Americana (Am) e EA e entre as placas Am e Af. é alvo de um elevado esforço de investigação multi-disciplinar em domínios tais como: sismicidade. é a escassez de dados de qualidade que nem permitem a obtenção de mecanismos focais com um razoável grau de confiança devido à insuficiência da rede sismográfica em Portugal. dos eventos sísmicos ocorridos. 2004. geodesia e análise estrutural.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental techniques. Lisbon and Vale do Tejo (dip-slip). region of Algarve (strike-slip) and inter-plates boundary zone (reverse). 1988a e 1988b.. devido ao potencial e efectivo risco sísmico testemunhado pelos eventos sísmicos recentes e pelos grandes terremotos historicamente documentados.. however. Buforn et al. relativamente a este zona. The geographical distribution of the horizontal projection of the axes P and T show that the orientation of the axes P is NW – SE to NNW . cuidadosamente analisados individualmente ou em conjunto. Moreira. Toda esta zona. It is verified that in the continent and West Atlantic margin predominate strike-slip and oblique mechanisms. existem poucos trabalhos publicados no domínio da fonte sísmica e dos mecanismos focais (Udias et al. region of Évora and vicinity (strike-slip). A interacção entre os três limites de placas confere a esta região uma significativa actividade sísmica no contexto nacional. Ribeiro et al. 1991. inverse and oblique). 2004 2 .. 1985. Um adensamento da rede sismográfica e instalação de estações sismográficas submarinas é o caminho mais adequado para atenuar esta limitação. Grimson e Chen 1986. limitamo-nos a analisar mecanismos focais dos eventos sísmicos de magnitude 1. INTRODUÇÃO Portugal continental apresenta uma actividade sísmica que resulta da sua proximidade geográfica à fronteira entre as placas tectónicas Euro-asiática (EA) e Africana (Af). 1976. Borges. geomagnetismo e gravimetria. Esta faixa. confluem num ponto denominado Junção Tripla dos Açores localizado a noroeste do Arquipélago dos Açores. numa faixa que se estende desde Gibraltar até ao arquipélago dos Açores. while in the south margin predominate strike-slip mechanisms and inverse mechanisms. we have been identified some important patterns in the following regions: west Portuguese margin (strike-slip).

Estas fracturas. foi descoberta recentemente com base em dados de perfis de reflexão sísmica realizados na margem Portuguesa. A distribuição da sismicidade instrumental em Portugal continental é muito heterogénea e encontra-se essencialmente concentrada no Sul e na margem oceânica adjacente (ver Senos e Carrilho. entre o BG e a costa oeste Portuguesa. já mais próximo de Gibraltar. 1).. margem Sul Algarvia a sudoeste do Cabo de São Vicente (CV) numa faixa que vai desde a Planície da Ferradura (PF) até ao Banco de Gorringe (BG). Pela sua localização constata-se que os epicentros se encontram dispersos por todo o território. Vol. É na região que vai do Banco de Gorringe até à costa oeste Portuguesa que se encontram localizados os sismos de maior magnitude: o de 1 de Novembro de 1755 (I0=X-XI) e o de 28 de Fevereiro de 1969 (M=8. não se conhecem ainda bem os seus limites geográficos (Zitellini et al. sendo por isso mais difícil estabelecer os limites das placas. Em Portugal continental. estendendo-se para Norte desde a latitude de 36. Assinale-se nesta região. de algumas fracturas existentes na zona interior da placa EA (Buforn et al. Fig. associando esta sismicidade a prolongamentos submarinos prováveis. 2001). 1).8). as falhas de Guadalquivir (FGq) e de Cádiz-Alicante (FCA) (Fig.1). 15.. as falhas da Nazaré (FN).0. a zona sismicamente mais activa e capaz de gerar eventos de magnitude elevada (M≥6) causadores de impactos humanos e materiais significativos (Io≥VIII) é genericamente a região Sul de Portugal. onde se incluem o Banco de Gorringe (BG) e o Banco Ampere (BA) (Fig. 2) no segundo. MORFOLÓGICO E TECTÓNICO Portugal continental e as suas margens atlânticas situado entre os 15º W e 5º W. É no contexto acima descrito que são analisadas a quase totalidade das soluções focais dos eventos sísmicos ocorridos em Portugal continental e margem adjacente. é possível esboçar o limite das placas através dos alinhamentos dos epicentros dos sismos. A desfavorável distribuição da rede sísmica – ausência total de estações submarinas – torna mais credível o segundo cenário. evento No 4. MECANISMOS FOCAIS Física de la Tierra . Neste sector a sismicidade encontra-se dispersa. uma estrutura de grandes dimensões em forma de cavalgamento que. Esta estrutura. responsáveis por uma sismicidade intra-placas que é importante. Estas montanhas encontram-se circundadas por planícies abissais muito profundas das quais se destacam a Planície do Tejo (PT) e a Planície da Ferradura (PF). Esta dispersão dá lugar a dois cenários possíveis: 1) no primeiro. do vale inferior do Tejo (VIT) e da Falha da Messejana (FM) e. em especial a zona do vale do Tejo e toda a orla costeira. são conhecidas: no território continental.5o (Fig. considera-se esta zona com uma sismicidade difusa natural.1). embora se verifique a sua concentração em determinadas regiões: Vale do Tejo. 2004 3 . 1988). no entanto. nesta mesma publicação). o carácter disperso pode ser atribuído à deficiente localização dos epicentros. alguns eventos com magnitude superior (5≤M≤7. ocasionalmente. designada por Cavalgamento Marquês de Pombal (MP). região de Évora.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental CONTEXTO SÍSMICO. Nesta zona fronteira. Esta região apresenta uma actividade sísmica caracterizada por eventos de magnitude moderada (M<5) e. Sismicidade de la Península Ibérica. é caracterizada por uma batimetria complexa constituída por grandes montanhas submarinas alinhadas nas direcções E-O a ENE-OSO.

2 e 6 apresentam planos na direcção NS e E-O e 16 apresenta planos orientados na direcção NO-SE e NE-SO. não existem falhas conhecidas com a orientação dos planos dos mecanismos. Passa-se seguidamente à análise detalhada de cada região. (2001). Região de Évora e limítrofe Os sismos 9. 1988) – o evento 11 poderá estar associado a um conjunto de falhas de orientação NNESSO e o evento 13 ao prolongamento para norte da Falha Deixa-o-Resto (FDR) (Ribeiro et al. Vol. Apesar destes últimos eventos parecerem estar associados a falhas cartografadas e assinaladas na carta neotectónica (Cabral e Ribeiro. Sismicidade de la Península Ibérica. 2. 2001). De acordo com esta hipótese. correspondem a sismos (1. inverso. Esta tectónica justificaria a significativa sismicidade associada às margens Sul e Sudoeste do território continental Português e aos mecanismos a ela associados (Borges et al. foi compilada a partir de diversos artigos referidos na mesma tabela. 2) – esta relação não deve ser encarada de forma categórica devido às imprecisões nas localizações. em Portugal continental e margem atlântica adjacente a distribuição de mecanismos focais é bastante heterogénea. próximo da costa.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental Alguns dos eventos. enquanto que a sul (próximo do Vale do Sado) e a Norte (eventos 12 e 13) existem mecanismos de falha inversa com planos orientados na direcção NNE-SSO (Fig. A margem oeste portuguesa A margem oeste portuguesa apresenta poucos mecanismos mas todos em movimento de deslizamento-horizontal (Fig. ocorridos próximo da fronteira de placas. Apesar de identificar um alinhamento de epicentros da direcção N-S concordante com um dos planos dos mecanismos Borges et al. Toda a informação sismológica correspondente.9≤M≤8. 15. 2004 4 . 20 e 21 localizam-se próximo da cidade de Évora e apresentam todos eles movimentação do tipo deslizamento-horizontal com planos orientados na direcção N-S e E-O (Fig. Na sua globalidade. apresentadas nesta lista. 1999). Portugal continental e a sua margem atlântica adjacente. em particular as soluções focais. apresentam mecanismos de falha compressivos sugerindo uma convergência entre as placas EA e Af que deverá passar progressivamente de convergência do tipo oceânico para tipo continental à medida que se progride para leste a partir da latitude de 15o (Bezzeghoud e Buforn. existem dois eventos (10 e 11) com mecanismos de falha normal. A5). mas na direcção NE-SO (Fig. Na figura 1 podem ver-se representados 40 mecanismos focais cujos parâmetros (hipocentros e soluções focais) estão listados na tabela 1. Numa análise geral da figura 1 constata-se que predominam os mecanismos do tipo deslizamento-horizontal. para os eventos 2 e 6 a movimentação seria no sentido direito na direcção E-O e o mecanismo 16 resultaria de uma movimentação igualmente no sentido dextral. Os primeiros poderão estar associados ao prolongamento da falha da Nazaré e o segundo poderá estar associado ao prolongamento da falha do Vale Inferior do Tejo. ou oblíquo. O evento (22) Física de la Tierra .. Esta compilação permitiu analisar o conjunto de mecanismos focais no sentido de estabelecer um padrão de mecanismo focal para toda a zona em apreciação. As soluções.0) ocorridos no período 1960-2003. 1996) (Fig. A4). Lisboa e Vale do Tejo A Norte de Lisboa e do rio Tejo. 1). 1). 2.

2 ML 2.7 105 343 213 39 232 127 263 221 126 76 36 86 332 20 36 50 203 θ o (T) 1.4 159.6 3.2 326. BUFa BUFa BUFa BUFa BUFa BORb MOR BUFb MOR BORa RIB BORb BORb BORb IGN BORa BORb BORb BORb BORb BORb BORc CMT CAR CAR CAR CAR CAR CAR CAR CAR CAR BEZ BEZ BEZ BEZ BEZ BEZ BEZ BEZ Tab.3 36.3 36.074 37.3 ML 4.4 Mw 2.8 7 36 8.3 51.4 27.4 17.0 ML 4.942 -7.7 28 31.6 -8.437 37.2 75 79 289. Física de la Tierra .1 Ms 8.7 ML 2.7 38. (°N) 35.1 -9.8 37.6 36. 2004 5 .5 Ms 4.6 70 -10 325 37 3 147 84 -162 127.2 36.4 70 126 338 58.2 41 -149 121 105 5 313 88 -52 348 81 -44 135 79 -9 303 61 -1 131 87 -23 137 64 72 353 81 -36 162 80 23 127 70 84 321 90 -179 166 90 179 126 78 74 299 65 102 120 65 -153 290 90 -125 156 72 179 317 90 36 101 o o θo (P) 4.2 -7.334 37.2 22 3.7 -8.5 44.5 12 22 12 8 5 15 19 11 27 21 12 5 9 22 27 18 12 23 Mag.2 Ms 5.8 220 241. BUFa: Buforn et al. respectivamente. CMT: Centroid Moment Tensor (Harvard).334 36.6 75 8 135 77 10 305 79 -12 94.201 36.9 -8.8 ML 4.2 38.9 -8.7 21 33 16.354 37. a inclinação e o ângulo de deslizamento.0 ML 4. BORc: Borges et al. CAR: Carrilho et al.8 51 31. 15.2 70 180 318. respectivamente.475 -8.6 ML 4.1 -9.9 68.9 39.305 37.7 -7.6 -10.7 ML 2.3 36. (1997).475 -8.0 ML 3.6 36 37 14 21 18 17 31 9 25 1 1 31 19 36 35 12 25 Φo (T) 28 37.02 37.4 36.479 -7.7 95 284 41 46 186 347 178 184 250 210 356 226 301 81 196 39 71 276 93 332 o Φo δ λ (P) 86 -178 297.8 165.8 233. λ representam.782 36.4 -11.656 -8. Sismicidade de la Península Ibérica.1 71 75 157. o azimute.305 -8.0 Ms 5.6 ML 3.5 40.4 ML 2.5 54 47.562 -7.4 ML 3. (1988a).4 ML 2.911 Lon.2 232 29 34.544 -8.2 30.2 ML 2.2 0.4 -11.7 17 12.6 47 54 165 24 142 194.1 58. 6.8 -7.6 24.7 ML 2. (2004).818 -8.0 ML 1.8 -7.6 ML 4.2 202 253.7 68 335.8 14 50.6 -7.0 ML 4.646 37.9 ML 2. BUFb: Buforn et al. 1: Soluções focais analisadas neste estudo. (2000).6 -10. o azimute e a inclinação dos eixos P e T.597 -8. (2002).6 39.334 -8.2 16 16 0.869 -8. Vol.3 49 -119 310.6 -8.9 46 82 116.9 -8. MOR: Moreira (1991). (°E) -6.261 37.5 ML 5.8 ML 4.717 -8.6 84. δ.3 ML 3. (2001).2 55. BORb: Borges et al.1 ML 2.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 dia/m/ano 05-12-1960 26-12-1962 15-03-1964 28-02-1969 05-05-1969 13-11-1980 25-09-1986 20-10-1986 04-06-1987 05-08-1987 22-05-1988 08-04-1989 23-09-1989 02-11-1989 20-12-1989 26-05-1990 16-02-1993 22-06-1993 24-09-1994 19-01-1997 31-07-1998 20-03-2002 11-12-2002 13-02-1999 12-04-1999 11-06-1999 29-07-1999 21-10-1999 27-03-2000 18-04-2000 26-04-2000 30-07-2000 23-04-1996 08-07-1996 17-07-1996 30-08-1996 11-06-1997 05-07-1997 04-03-1998 24-04-1998 Lat. RIB: Ribeiro et al.0 ML 3.7 86 213.4 69.2 221.7 5 2 16.3 -7.8 14 17.3 ML ϕ 73 180 56 231 324 358 7 180 262 110 285 191 21 180 351 138 17 36.3 38.6 -8.2 ML 4.7 Ms 6.3 ML 4.339 37. Φ e θ representam.056 -7.5 -10.5 226 64. (1988b).7 36.332 36.2 64.9 29.5 38 -160 125.8 36.1 33 34 326 61.5 303.648 H (km) 15 5 12 22 29 15 37 99 10 20 12 25 40 23 68 26 15 52 13 5 12.IGN: Instituto Geográfico Nacíonal (Madrid).2 ML 2.3 ML 4.531 -8.2 0.8 -8.7 -8.7 ML 2.2 -8.6 ML 3.3 38.2 54 -11 322.191 37.1 79 32 22 2 19 14 66 17 23 65 1 1 54 68 0 35 13 25 Ref.551 -7.7 ML 3.1 61.5 39.1 36 39.2 24.7 43 215 184. ϕ.7 274 100. BORa: Borges (1991).4 36.67 37.7 ML 5.7 38.3 ML 2..9 38.8 38. BEZ: Bezzeghoud et al.107 37. h = profundidade.322 37.9 47 -3 145.

VS = Vale do Sado. FL = Falha de Loulé. A3 representa a margem oeste ibérica. 1 – Mecanismos focais em Portugal Continental e margem atlântica sobre um fundo batimétrico.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental Fig. Física de la Tierra . Vol. VT = Vale do Tejo. Évora) e A2 (faixa algarvia e a zona fronteiriça inter-placas) são representados com mais pormenores na figura 2. representadas: MSP = Montanha submarina do Porto. As falhas tectónicas principais estão. 2004 6 . 15. Sismicidade de la Península Ibérica. A1 (Lisboa e Vale do Tejo. FM = Falha da Messejana. VV = Vale de São Vicente. VN = Vale de Nazaré. FGq = Falha de Guadalquivir. igualmente. FN = Falha de Nazaré. com intervalos de 250 m e 1000 m. MP = Marquis de Pombal. FMV = Falha de MouraVidigeuira. VIT = Vale inferior do Tejo. BG = Banco de Gorringe. FCA = Falha Cadiz-Alicante.

2: : Soluções dos Tensores Momentos Totais (TMT) Z1.0 Mo x 10 4. Sismicidade de la Península Ibérica.9 89 0.2 4. 2004 7 .95 Tab.0028 22.00 11.80 13.40 2.00 12 12 Mw ϕ (o) 186 347 184 210 196 276 93 δ (o) 81 79 87 81 78 90 72 89 65 65 61 89 70 37 75 90 88 λ (o) -44 -9 -23 -36 74 -125 179 -9 102 -153 -1 -15 -10 3 8 36 143 %DPF 3.00 0.32 1.00 1.60 0.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental N 25 26 28 30 35 38 39 Z1 36 37 27 Z2 7 8 14 40 Z3 Mo (Nm) Mo x 10 1. 15.8 340 7 180 180 332 7.0 Mo x 1015 2.0 2. Z2 e Z3 representados na figura 3. Física de la Tierra .0 70.00 7.8 2. % DPF : percentagem de Duplo Par de Forças. Vol.90 63.2 4 39 71 178 4.00 5.80 16.

Sismicidade de la Península Ibérica. deverá estar associado o evento de Huelva (evento Nº 15) de 20 de Dezembro de 1989 e não ao prolongamento para oriente da falha de Loulé como fora proposto por Mezcua e Rueda (1997). nos últimos anos. segundo Terrinha (1997). 2. 2). um número de eventos (12) que têm a mesma tendência é significativo. 14 e 15 de magnitude superior (4. composto por quatro falhas de deslizamento-horizontal com orientação entre N-S a NNO-SSE. Neste modelo. A faixa algarvia A região sul de Portugal e a sua margem costeira imediata é dominada por mecanismos do tipo deslizamento-horizontal (eventos 24 a 40) com planos orientados nas direcções N-S e E-O excepto os eventos 35 e 36 que são do tipo inverso (Fig.. para a compressão máxima regional. apresentam movimentos de deslizamento-horizontal. 2. e terceiro a distribuição espacial destes eventos abrange a quase totalidade do Algarve (Fig. contudo é do tipo falha normal. Borges et al. inclui-se a designada hipotética falha do Guadiana. já próximo da fronteira de placas. existe um conjunto de sismos (3. 23. Na figura 3. Estes resultados mostram.9≤M≤3. segundo. 8. A tabela 2 mostra a listagem dos sismos associados às zonas Z1. A6). Neste contexto podemos considerar que os mecanismos da faixa algarvia e respectiva margem são consequência de um deslizamento horizontal no sentido esquerdo desenvolvido em falhas orientadas numa direcção aproximada N-S. Ao prolongamento oceânico desta falha poderá também estar relacionado o evento Nº 1 (Fig. Estes eventos foram agrupados por zonas utilizando o critério de proximidade. relacionados com os fenómenos de subsidência desta bacia poderão estar na origem deste sismo.. sem ambiguidade. Z2 e Z3. 1997. Apesar da fraca magnitude da maior parte dos eventos (1. 18. 31 e 34. Os restantes eventos (7. 2001). 1983. Todos eles são mecanismos inversos com uma fraca componente de deslizamento-horizontal. Este resultado confirma o modelo tectónico para a Bacia Algarvia proposto por Terrinha (1997) e corroborado por Borges et al. e 14) seriam também explicados através do modelo acima descrito (Terrinha. De forma a verificar este modelo foram introduzidos mais soluções focais de sismos (24-40) que ocorreram. em profundidade. 19. Vol. Esta interpretação pode ainda ser reforçada pelo facto que na margem algarvia as falhas possuem uma orientação aproximada N-S. na faixa do Algarve. 29 e 32) que apresentam uma notável homogeneidade ao nível dos mecanismos focais (Fig. Uma possível explicação para este facto poderá ser a proximidade deste evento à Bacia do Baixo TejoSado. estes eventos de fraca magnitude têm uma tendência semelhante aos eventos 7.0) que se encontram na vizinhança. 2004). 4. 2004 8 . as três zonas onde estão representados os tensores momentos total (Z1. Este agrupamento permitiu calcular o tensor momento total de cada zona Z1. Z2 e Z3. 5. tal como mostrado na figura 3. 15.7).3≤M≤5. à qual.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental mais recente registado nesta região é compatível com uma orientação NO-SE. 8. contrariamente os mecanismos da região que são do tipo deslizamento – horizontal (Fig. Z2 e Z3) assim como as soluções focais individuais dos eventos 15. Este tensor é separado numa componente duplo Par de Forças (PF) e numa outra do tipo Par de Forças Linearmente Compensada (PFLC) (Dziewonski e Woodhouse. A7). 2. 2). Estes eventos poderão estar associados a um Física de la Tierra . (2001) com os mecanismos focais da zona. os seus mecanismos podem ser considerados representativos da tendência geral da direcção de compressão máxima regional do Algarve porque. A zona fronteiriça inter-placas Mais a Sul. 17. Buforn et al. primeiro. A6). que toda a faixa Algarvia está sujeita a movimentos de deslizamento-horizontal. Os reajustes da crosta.

15. Fig. 2 .alinhamentos geológicos. 2004 9 .Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental conjunto de falhas com orientação média E-O que resultam da colisão entre as placas Euro-asiática e Africana (Figs. 3 . 1 e 2). As falhas geológicas são tiradas de Cabral e Ribeiro (1988) Física de la Tierra . FP = Falha de Portimão. FL = Falha de Loulé. 2 – Detalhe dos mecanismos focais e das falhas geológicas de duas zonas. Em baixo corresponde à faixa algarvia (A6) e mais a sul a zona fronteiriça inter-placas (A7). Em cima são representadas as regiões de Lisboa-Vale do Tejo (A4) e Évora e região limítrofe (A5). Vol. Sismicidade de la Península Ibérica. FSMQ = Falha São Marcos-Quarteira. FM = Falha da Messejana. 1 .Falhas Inversas.Falhas Normais. FDR = Falha Deixa o Resto. FA = Falha de Algezur.

na parte continental. permite observar que na região continental e respectiva margem atlântica a orientação dos eixos P vai de NO-SE a NNO-SSE com inclinação de horizontal a sub-horizontal (Fig. afirmar que toda a região se encontra sob a influência de uma compressão média na direcção NO-SE e extensão na direcção NE-SO. enquanto que na margem sul predominam os mecanismos de deslizamento-horizontal e inverso. NO-SE a NNO-SSE com inclinação de subhorizontal a horizontal e NNE-SSO a NE-SO com inclinação de vertical a horizontal. Uma vez que a orientação e inclinação dos eixos P e T apresenta uma dispersão considerável. 5b). Verifica-se que no continente e margem oeste atlântica predominam os mecanismos de deslizamento-horizontal e oblíquo. na margem sul do Algarve (Fig. igualmente. (1996) e Borges et al. apresentada na figura 5. apresentada na figura 4. Ver pormenores no texto. (2001). Vol. 3 – Modelo tectónico para a bacia do Algarve formado por falhas de deslizamento-horizontal. Z2 e Z3). Física de la Tierra . respectivamente. tal como no caso dos mecanismos focais.75º e 40º e os mecanismos de sismos com epicentros entre 35º e 36.75º. 5a) enquanto que os eixos T apresentam uma inclinação que varia de sub-horizontal. a sub-vertical. 15. Analise conjunta Na figura 4 apresentam-se. 2004 10 . procedeu-se a uma análise da distribuição geográfica desses eixos. 31 e 34) e tensores momentos totais (Z1. Sismicidade de la Península Ibérica. A projecção dos eixos P e T. Podemos. Esta orientação do campo da tensão obtida através de 40 mecanismos confere os valores da direcção de máxima compressão SHmax publicados por Ribeiro et al. mostra claramente uma orientação que é. mecanismos focais (15. contudo.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental Fig. Os parâmetros dos tensores momentos totais estão listados na tabela 2. Esta distribuição. o diagrama de Frolich para os mecanismos dos sismos com epicentros entre 36.

4 – Em cima: projecção. o conjunto de informação disponível permite afirmar que os mecanismos focais dos sismos localizados em território português apresentam Física de la Tierra .Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental Fig. Vol. A1 e A2: representação triangular correspondentes aos mecanismos focais dos sismos ocorridos nas zonas A1 e A2. 15.75º e 40º enquanto o círculo vazio corresponde à zona compreendida entre os paralelos 35º e 36. 2004 11 . CONCLUSÃO Em Portugal Continental.75º. no hemisfério inferior. Sismicidade de la Península Ibérica. dos eixos P (círculo vazio) e T (círculo cheio) dos 40 mecanismos focais listados na tabela 1 e representados nas figuras 1 e 2. A cruz corresponde à zona compreendida entre os paralelos 36.

5b – Projecção horizontal dos eixos T. Sismicidade de la Península Ibérica. A figura a direita representa um detalhe da região indicada pelo quadrado na figura à esquerda. O comprimento dos segmentos é proporcional ao coseno da inclinação dos eixos (cosθ). Física de la Tierra . Vol. 15.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental uma acentuada variabilidade. idem que a figura 5a. Fig. 2004 12 . Os eixos com inclinação superior a 45º são representados por um ponto. contudo neste trabalho foram identificados alguns padrões: Fig. 5a – Projecção horizontal dos eixos P.

Bul. das Béticas e do Rif (Bezzeghoud e Buforn. Há de sublinhar que esta zona fronteiriça. a correlação entre estes eventos e as falhas tectónicas conhecidas é difícil de estabelecer. comporte-se como a região de norte de Argélia (Bezzeghoud e Buforn. 89. − Na região de Évora os mecanismos são do tipo deslizamento-horizontal com planos orientados nas direcções NS e EO e uma compressão de direcção NO-SE associado à uma componente extensiva de direcção NE-SO. progressivamente. Os mecanismos dos eventos sísmicos ocorridos em Portugal continental e nas suas margens são similares aos de muitos dos sismos localizados nas zonas do mar de Alborão. Buforn et al. 1999. Mw=4. PBIC/C/CTA/2107/95 e CV-PIII-433. quer no tipo de mecanismo – com forte componente inversa. O estado das tensões sísmicas de direcção NO-SE achado. 2004). alguns destes correlacionáveis com falhas conhecidas ou com os respectivos prolongamentos. está de acordo com o campo regional da tensão esperado. 359-372.7) Earthquakes and Seismotectonic Implications. predominam sismos do tipo deslizamento-horizontal com planos aproximados NS. M. Mw=5. Física de la Tierra .8).. − Na margem Sul de Portugal. Bento Caldeira (Universidade de Évora) que teve a gentileza de contribuir à correcção do texto. and 1994 Mascara (Algeria. Mw=5. Seis. Agradecemos ao Professor Augusto Fitas (Universidade de Évora) pelos seus valiosos comentários e sugestões. quer na orientação dos planos – direcção média EO. and E.. − No Algarve e margem sul próxima da costa.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental − Na margem oceânica ocidental predominam os mecanismos focais do tipo deslizamento-horizontal com uma tensão compressiva de direcção ONO-ESE. à medida que se progride para leste. Soc. AGRADECIMENTOS O presente trabalho foi parcialmente financiado por três projectos da FCT: PBICPTCTA/2115/95. Am. Sismicidade de la Península Ibérica. a partir dos mecanismos estudados. em consonância com as falhas identificadas pela morfologia do fundo oceânico.. junto à região do Vale do Tejo e Sado. 1994 Alhoceima (Morocco. 2004). os quais coincidem com a orientação das falhas geológicas e confirmam o modelo proposto por Terrinha (1997). Vol. que resulta da colisão entre as placas Euro-asiática e Africana. − Na parte continental. 2. neste área. A orientação dos eixos dos mecanismos focais e indicadores de tensão de origem geológica e baseados em dados de furos permitem afirmar que Portugal continental se encontra sujeito a um campo compressivo horizontal com orientação média NO-SE.. 1999. os mecanismos apresentam uma relativa homogeneidade.8). Buforn. possivelmente ligados a prolongamentos oceânicos das falhas do Vale Inferior do Tejo e da Nazaré. a colisão continental. 1999. contudo. Source Parameters of the 1992 Melilla (Spain. caracterizada pelos mecanismos inversos. passando. e ao Dr. este comportamento é justificado pela proximidade da fronteira de placas e do tipo de movimentação a ela associada – convergência oceânica a ocidente. BIBLIOGRAFIA Bezzeghoud. Buforn et al. associada a mecanismos normais e inversos. 15. 2004 13 . a movimentação típica é vertical. já mais próximo da fronteira de placas.

Teves-Costa. V. A. J. 1999 Udias. 44. Bezzeghoud. Udias and M. 1997. Teves-Costa. F. 161. Natural Hazards. source mechanisms and tectonics of the Azores-Gibraltar plate boundary. 2001. P.000. Historical Seismicity and seismotectonics of the area situated between the Iberian Peninsula. J. Buforn. F. Nº26. escala 1:1. London.M. 1988b. Rev. 1999. 92. Pure and Applied Geophys. 1988.. 373-387.. 82. J. Cabral. Borges. Bezzeghoud and P. depths of earthquakes and they tectonic implications. Monitorização sísmica da região de Évora e o sismo de Montemor de 20 de Março de 2002. Borges. 8. 161.G. Fitas e M. 1991. Geol. Borges. Tectonics. Évora. Structural geology and tectonic evolution of the Algarve basin. Colombás. Zitellini. EOS. J. Int.S. Seismotectonics of Portugal and its adjacent Atlantic area. Pub. Rio. Seismicity. I.F. 1986. 1999. Vol. focal mechanisms and source parameters in south Portugal. Seismicity. Seismic sources on the iberia-african plate boundary and their tectonic implications. Portugal. In: Seismicity. 1985.. 85-96. de Geol. M. 1997.. A. J. Mezcua. 1988a. A. Seismotectonics of Portugal and its adjacent area in the Atlantic. 213-225. 93. Tectonophysics. 641-659. E. 2027-2047. in press.S. Imperial College. 31. 19. 1o Simpósio de Meteorologia e Geofísica. 4.. N. J. I. Cabral.. R. Geoalgar Project – first results on seismicity and fault-plane solutions. Borges. Udias. F. Univ. P. GPSN. Ribeiro and C. Bezzeghoud. L. Source of 1755 Lisbon Earthquake and Tsunami Investigated. 13a Conferência Nacional de Física. 1996. J. 328-329. 2004.. Grimison. 4.G. 89-118. A. 15.. J. 423 pp. Pub. J. A. Microsismicidade na região de Évora e o sismo de 31 de Julho de 1998. J. 2004 14 . 1-8. Borges. Relatório de Licenciatura. P. Métodos automáticos na determinação de mecanismos focais. 117. e A. R.Bezzeghoud e Borges Mecanismos focais dos sismos em Portugal continental Bezzeghoud. Marrocco. 2a assembleia Luso-Espanhola de Geodesia e Geofísica. 2001. F. Tectonophysics. Matias. 2000. Terrinha. F..000. 259-289.N. J. 1991. de Lisboa. 1976.. Bezzeghoud. Geophys. South Portugal. Lagos. M. Pro.. Chen. J. Selvagens and Azores Islands.. Moreira. Dept. J. Madrid. Buforn.. Mézcua y A. Carta neotectónica de Portugal continental. Royal School of Mines. Caldeira e A. E. Lopez-Arroyo and J. Buforn. Lisbon. 337. de Portugal. Carrilho. Borges. in press. A. Geophys. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa... Ciências. Marreiros. M. Mezcua.. Fitas. 152. Pure and Applied Geophys. V. 6-10 de Setembro de 2002. Fitas. Carrilho and M. Tectonic stress pattern in Portugal Mainland and the adjacent Atlantic Region. Seismotectonic and Seismic Risk of the Ibero-Magrebian Region. Ribeiro. Res.. Morais. Ribeiro. Rueda. Dias. Fitas. Baptista and L. Sismicidade de la Península Ibérica. 2002. Tectonophysics. Moreira. Portugal.. pp. The Azores-Gibraltar plate boundary: focal mechanism. S. 15.109-112. Teves-Costa.. 205-220. Fac. Seismological evidence for delamination process in the lithosphere under the Alboran Sea. 31-36. S. I. (30 autores).. Senos. R. F. Serv. Pagarete and R. Udias and C. N. F. Tectonophysics. 129-130. A. A.. and J.J. et al. Geofís. J.A. Seismotectonics of the Azores-Alboran region. B. A. Source Parameters of Old Earthquakes: Semi-Automatic Digitalization of Analog Records and seismic moment Assessment. L.G. E. A. Mecanismo focal del terramoto del Cabo San Vicente de 20 de Octubre de 1986. and W. 2004. PhD thesis.P. M. Física de la Tierra .

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