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Casa no período do Brasil Colonial - Final

Casa no período do Brasil Colonial - Final

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Published by: Luisa Fernandes on Apr 05, 2011
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A arquitetura colonial no Brasil é a arquitetura realizada durante o período de 1530, com a chegada de Martin Affonso de Sousa ao Brasil até

o ano de 1822, ano da sua independência. A importância do legado arquitetonico colonial no Brasil é atestado pelos conjuntos e monumentos desta origem que foram declarados Patrimonio Mundial pela Unesco. São eles: centros históricos de Salvador, Ouro Preto, Olinda, Diamantina, São Luis do Maranhão, Goiás Velho, o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo e as ruínas das Missões Jesuíticas Guarani em São Miguel das Missões. Entretanto, nessa época, a monotonia da cidade era caracterizada pela falta de recuos, calçadas , jardins nas residências e jardins públicos. As casas eram construídas de forma uniforme e as plantas mantinham sempre o mesmo desenho. Eram construídas sobre o alinhamento das vias publicas e sobre os limites laterais dos terrenos. Os lotes eram com testada de 10m e com grande profundidade. Não havia meio termo, as casas eram urbanas ou rurais. A produção e o uso da arquitetura e dos núcleos urbanos coloniais, baseavam-se no trabalho escravo. Detalhe curioso sobre a arquitetura colonial são as alcovas, cômodos sem ventilação, situados no centro das habitações, utilizados como dormitório, despensa ou capela. As casas térreas eram mais pobres. As técnicas construtivas eram primitiva nas casas mais simples. As paredes eram feitas de pau-a-pique, adobe ou taipa de pilão. Nas casas mais importantes eram utilizados materiais como a pedra e cal. A cobertura era feita com telha de barro em duas águas. Uma água caía para a rua e a outra para o quintal. Os pisos das edificações eram diferenciados conforme a classe social. Nos sobrados eram assoalhos e nas casas térreas eram de chão batido. As residências de famílias de burgueses eram decoradas com azulejos nas paredes, usualmente nos tons azuis e amarelos. Haviam beirais de simalha e a telha em louça era utilizada por ricos moradores (v.foto). As janelas eram feitas com caixilharias, muxarabis e postigos. As janelas do segundo pavimento normalmente possuíam guarda-corpo ou balcões, a maioria com grades de ferro. Eram comuns molduras em janelas e portas feitas em estuque e pintadas em azul, amarelo e branco . Os telhados na área urbana eram feitos de duas águas nos sobrados e casas térreas enquanto as casas térreas construídas na zona rural eram feitas com 4 águas, com varanda em toda a volta da residência , evitando-se assim o uso de calhas ou qualquer sistema de captação de águas pluviais. Os sobrados com dois pavimentos podiam ser comerciais, residenciais ou mistos, sendo o piso superior com assoalho e o piso térreo com chão batido. Os pavimentos térreos dos sobrados eram ocupados por lojas, escravos e animais. Os sobrados típicos tinham faixas de madeira acompanhados por perfis de estuque, rebordo perfilado, pseudo pilastras, sacada inteiriça com ornamento de ferro forjado.

com o intuito de resguardar a morada e. como ambiente estratégico para se observar o estranho que se aproximava. que era. No período colonial outra tipologia eram as chácaras que ficavam distantes das cidades. onde o estranho não adentrava. único provedor da casa. consequentemente. que abasteciam os moradores da região com mercadorias diversas e informações de outras localidades e a varanda era o local onde essas pessoas eram recebidas e. não tendo ligação com as alcovas. as moradias dessa época não sofriam com olhares indiscretos dos vizinhos. Essa necessidade de proteger a casa e a intimidade do lar. tropeiros. As casas térreas urbanas não apresentavam a varanda na frente da construção. No entanto.Em algumas residências. este se voltava para a varanda. a frente da residência era destinada ao comércio. a família e principalmente a mulher que. mas da senzala. primeiramente. o que já protegia a privacidade da casa. como as das construções rurais. pois dela se avistava como se recebiam as pessoas estranhas. isolando o espaço íntimo da família. não apenas na frente das edificações. sem afastamento frontal. Posto de vigília e filtro. vai se refletir na tipologia das varandas que aparecem. empregada para a adequação climática da construção portuguesa em terras tropicais. Naquela época. A varanda dessas construções ganha logo a atribuição de posto de vigília. a intimidade da casa era vulnerável nos pavimentos superiores. até quando necessário. As casas urbanas chegavam a ter até 6 pavimentos devido ao desnível do terreno. Naquela época. dentro de uma estrutura familiar mononuclear centrada no homem. como o trabalho ocorria dentro do espaço da moradia. as salas e lojas usufruíam das aberturas posicionadas na fachada frontal e nos fundos da edificação ficavam os cômodos de permanência das mulheres e locais de trabalho. pelo afastamento das construções nas zonas rurais. era muito comum a aparição de viajantes. construídos na testada do terreno. mantendo apenas a varanda voltada para o fundo do quintal que funcionava c omo sala de viver. que aproveitavam a abertura dos fundos. o local destinado à reclusão das mulheres. viajantes e comerciantes entre outros. a necessidade de se proteger o mundo da casa do ambiente da rua ocorre. essa filtragem era feita com a . Isoladas umas das outras. vigília e filtro. desempenhavam a mesma função. Essas varandas. como escravos que não eram da casa. Eram beneficiadas com fácil abastecimento de água devido à proximidade dos rios e nascentes. Mesmo quando havia o quarto de hóspedes. elas dificultavam a visão do interior da residência para quem estava do lado de fora. normalmente. vivia isolada do convívio dos estranhos. Nesse período. pernoitavam. mas é exatamente esse isolamento que gerava a insegurança da casa e colocava a varanda. mas rodeando toda a moradia. muitas das vezes. as casas urbanas assobradadas ostentavam as varandas em suas fachadas. nas construções do período colonial. Mesmo não servindo de acesso à moradia. Muitas das vezes. mesmo reservando muitas das vezes todo o pavimento térreo para o comércio. pois o interior da habitação era um ambiente restrito da família . pois.

flores. pois era da sacada ou do balcão dos sobrados que se assistia e se participava das procissões. . como também dos julgamentos públicos. Uma vez que as famílias abastadas residiam na área rural durante a semana . No Rio de Janeiro foi construída talvez a maior obra de infraestrutura realizada no Brasil Colonial: o Aqueduto Carioca. mas não deixava de ser obstáculo para a curiosidade de quem passasse. as cidades menores apresentavam aspectos desoladores pois a maioria das casas ficava fechada nesse período. As ruas eram recobertas com pedras do local e a topografia era vencida por escadas. inaugurado definitivamente em 1750. só sendo habitada nos domingos ou dia de festa. das festas religiosas. Era posto de exposição. alimentando vários chafarizes. assim como permitiam ao morador ver o que ocorria fora de casa. compostos com folhas de veneziana e treliça . Outra característica da época colonial era a inexistência de passeio publico. bandeiras. Muitas vezes os moradores participavam das festividades através de panos. A rua dos núcleos urbanos.ajuda de elementos de vedação chamados de muxarabiês e gelosias. mesmo freqüentada pelos escravos. dos acontecimentos que ocorriam na rua. largos e muralhas. edifícios importantes ficavam nesses pontos estratégicos como conventos e igrejas.das condenações. O aquedutotrazia água do rio ao centro da cidade. O urbanismo colonial trouxe a criação de praças junto a edifícios religiosos. O urbanismo foi caracterizado pela adaptação do traçado das ruas. dos enforcamentos enfim. Eles favoreciam a circulação do ar e a entrada de alguma luz. objetos que de alguma forma comunicavam a posição do morador da habitação em relação ao que se passava no espaço público. Devido à topografia acidentada dos terrenos. velas. era local de encontro e de festividades.

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