Lei Áurea A Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.

353), sancionada em 13 de maio de 1888, foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil. Foi precedida pela lei n.º 2.040 (Lei do Ventre Livre), de 28 de setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas de pais escravos, e pela lei n.º 3.270 (Lei Saraiva-Cotejipe), de 28 de setembro de 1885, que regulava "a extinção gradual do elemento servil". Foi assinada por Dona Isabel, princesa imperial do Brasil, e pelo ministro da Agricultura da época, conselheiro Rodrigo Augusto da Silva. O Conselheiro Rodrigo Silva fazia parte do Gabinete de Ministros presidido por João Alfredo Correia de Oliveira, do Partido Conservador e chamado de "Gabinete de 10 de março". Dona Isabel sancionou a Lei Áurea, na sua terceira e última regência, estando o Imperador D. Pedro II do Brasil em viagem ao exterior. O projeto de lei que extinguia a escravidão no Brasil foi apresentado à Câmara Geral, atual Câmara do Deputados, pelo ministro Rodrigo Augusto da Silva, no dia 8 de Maio de 1888. Foi votado e aprovado nos dias 9 e 10 de maio de 1888, na Câmara Geral. A Lei Áurea foi apresentada formalmente ao Senado Imperial pelo ministro Rodrigo A. da Silva no dia 11 de Maio. Foi debatida nas sessões dos dias 11, 12 e 13 de maio. Foi votada e aprovada, em primeira votação no dia 12 de maio. Foi votada e aprovada em definitivo, um pouco antes das treze horas, no dia 13 de maio de 1888, e, no mesmo dia, levado à sanção da Princesa Regente. Foi assinada no Paço Imperial por Dona Isabel e pelo ministro Rodrigo Augusto da Silva às três horas da tarde do dia 13 de maio de 1888. O processo de abolição da escravatura no Brasil foi gradual e começou com a Lei Eusébio de Queirós de 1850, seguida pela Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885 e finalizada pela Lei Áurea em 1888. O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura. O último país do mundo a abolir a escravidão foi a Mauritânia, somente em 9 de novembro de 1981, pelo decreto n.º 81.234.

O significado do termo "Lei Áurea" e a data cívica de 13 de maio
A palavra Áurea, que vem do latim Aurum, é uma expressão de uso simbólico que significa "feito de ouro", brilhante, magnífico, nobre ou "de muito valor" O dia 13 de maio é considerado data cívica no Brasil. O decreto n.º 155 B, de 14 de janeiro de 1890, estabeleceu um feriado nacional em 13 de maio, declarando-o "Consagrado á commemoração da fraternidade dos Brazileiros". Este feriado existiu até 15 de dezembro de 1930, quando Getúlio Vargas o revogou através do decreto n.º 19.488.

A escravidão no Império do Brasil

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x e . i t i . t l ²' . l. li i l fi i ti . senão que o deixem prosperar.E t l i t C i liç R . C D il t i 2 P S A i V t A j l It t l i i t l ç t l ç Sil . B t i l il l i f lt t t S i P l i Cl i ti à Câ B . t t f lt ti b i t p i li i l v t i t t ti . fi i ti y . Ri i i i . f . para colonizar um país que não precisa. para crescer. à Câ i f i lti ti j t li ii . . i . . t P li J ç r U S Havemos de sofrer que o Sr. . t S S [ t ] C E t A t ti P it S f t l l P . Governador da Praça de Santos. José Olinto de Carvalho. il i i l t E t f ˆ ƒ ™v ƒ ˆ ƒ o p w u v … p pw …v x xusƒ xw wx sp …ƒ ry r r r r q ‰ ‰ qr q q mrh n h mkh r rq t yr … u † wv w sƒv‚w w spv w vƒ ƒuƒx †…ƒ w † wx … w vw † … w up „ x pxƒ„ r r r yry q  r  r r ryr r t qp w up w v „ƒ ƒswv‚ ƒv‚ vw † ƒ w up „ x w sƒx u s w wpv x w…v v svu †…ƒ w w p u r r r r r ry q r r r r r q w s w„ w sv v x ƒ „w ƒ xw… pw ƒ ƒ pw pw… u ™ w„xw ƒ w„ w ’s x … r qr q r r r r qr  q q q q r r d pƒ xws ƒ x ƒv xƒ s …w ƒ wx ƒxƒ vw u x wpƒs …w„w sƒ xw… pw …ƒ †…ƒ w w p u r  r r  ry r r r r r r q q w † w w sp w …wxw w ƒv‚ sƒ w x vw sw ƒx p wxƒ sƒ ssƒuvs … u †p …’x vw † ry rq y r r r r ry r r qr q q r xs xw… pw ƒ w „ wp vƒxx u w ƒ ƒv‚ ˆ ƒ pw p vw † …ƒ †…ƒ w w p u ƒ r r rr r r r ‰ qr r r qr q r q q w…v xw w sp v pƒ x ƒ … pwv‚ wp ƒx x ƒ… x p w p w vƒxx u sw„ w pƒ swx ƒ… x sw w… r rq r rq rq r yr q r r y q † wx … w ƒ… x wx ƒ pwx sƒ wx dƒ d †… x wx w ƒ sw„ w pƒ s wsxƒ„ …wxƒxx u „ … ƒ sƒ x  ry  r rr r r qr tr q r q q x ƒpw ƒ ƒ vw † ƒ pƒ… usƒxu w„w™ w wx w g o g ƒ wu ’ r r r y hk m h h hkh nmlhk ji h h q ry q r rq r qr wp w w…w™u wx dƒ d †… ƒ w w w w…ƒ x w x xw™pw w s p u w pƒ… „ … sƒ pw w p r  r rt r r rq q q q tr q r tr y r q qrt –˜ ˆ …ƒ „ p ƒ …ƒ w s „wxusƒ ƒ wp uwpxƒ p u rq rt r r r r r q q ‰ ƒ ƒ xƒ ™ up w wx s ’„wx w swpwu v ƒx swx ƒ swp …wx „ xƒs ƒ v‚ s „wxus ƒ s w rq r r r r q rq q t y ƒ w xƒ w w ƒup u s wxxw s wxxƒv‡w p …x’ w ss xwsƒ w xƒ … † v sp w ƒ pw™ ƒ…ƒs rq r r ry r r q y y r r q q t qq qr … ƒ wxv w„ wxusƒ w w„ w„xƒsƒx †ss … x ˆ ƒ ƒspƒ pwx‡d wu ƒ w † v sp y r r ry •‰ q r r q q t‘y qr rqr † „wxusƒ w w …spwx †p ƒx pƒ„ ƒv‚ pwxw uƒ ƒ x x v v pƒs ƒx w w v ƒ …sƒ… r r r r y r q q qr ryr r r q y qr ˆ ˆ ƒ ™pv ƒ … ˆ ˆƒ xw… ƒ ˜ …ƒ † „wxusƒ w w x v p —ƒ ƒv‚ wv wx † wƒ ƒ x …v r q r ‰ q r  rt q r r y q‰ q ‰‰ q r q r wxƒ‡ wxw… v pƒsƒx w w pwx wx ƒxxƒ p p wv ƒ – ˆƒ w… ƒ ˆ … – ˆ ƒ x …ƒ”ƒ r y r rq y q r ‰ q r q‰ •‰ q r t q ƒ ˆ ƒ x xw w wxv w„wxusƒ w p w ƒ x …v wxƒ‡ wxw… ˆƒ w… ƒ “ˆ …ƒ v p ƒsƒx w y rq rt r r y r y q  q ‰ qr q wx ƒxƒ ƒ pƒ…ƒ ’s wp ƒx x ƒ… x p s w pƒsƒx w …wx s „wxusƒ ƒ † w ƒx s s ƒ x s x r rq r yr rq y r r rt qr tr r r y r …ƒ ƒ u swx p wpƒ p † „ wxusƒ w pw „ƒx ƒ w„ p ƒ ƒ w… w ˆ ˆ r q r q rq r q ‘ r ‰ x ƒ w„ † ƒx wp s spw… s p ƒ s ƒs ƒv v x …w„wuw w ƒv‚ s w r rq rq r  r rq  ry r ƒ ƒ w s s wxƒ‡ swp q € x pw s vu s p yr rq r rt r q í i t t f t t í i i l i D r AC Vá i Mi t áfi l j t tit i ç t i t t j t i . e que se estes. A 26. lô i lô i lô i U i C i J P t l ). . i .E tit i ç l i li i liç t I Ri l f i fil i t i l. por estas e outras ficarem reduzidos a mendicidade hão de mandá-los a taboa.A t 7 t liç t t t t li .f i . li . i . (si vera est fama) facinorosa.w w u v} t | t | v} w v v} } ƒxuŒu } } t ‚uv vuvut { ‹Š ‰‰ˆ zw wz t}{ } tu }tzu€}‚ } †… x wz}€w w wzwƒ wz~}„u | | | s | ‡ „}x u vwxz} vwz } }z{}zƒ }z u vwz~ }tzu€}‚ } wz w€wz{vu w } }~w w vu t u z} } w{ zyx wt vuvut | | | | s C A l á. t l i i A tô i F t i . i j . ao mesmo passo que se importa gente estranha.E :J .E t i l Ni t A i í f t i F l i P t i lP S . l l l i Sil i ti i i l. ç li S . com inauditos sacrifícios. t t l. j t i T t 2 já t . para vir a ser uma nação formidável. engane a « não havemos de chorar amargamente a quantia de 1:400$000 reis (um conto e quatrocentos mil reis) para mais que mensalmente sai dos cofres nacionais da Província para sustentar os colonos? Não nos havemos de lembrar com dor que esse dinheiro é sangue dos nossos concidadãos. l . . t t Q s€x ƒv ƒ ’sv ƒf w ƒ A f lt Ai P .E N t . i ô P li t l R l . t ô i i i i f t 27. E t ( i t it à f lê i 2 : . já t t f ç. i l. i i t l F ç P i F i iE ç i ti i i V t i í .

M. Os caboclos baianos que surgiam das bandas de Pirapora eram insuficientes. Iam estabelecer se no Noroeste de São Paulo. » º ¹ Diz M. Na maioria. no decurso de anos. em . em ¸ · ¶ . como capina e limpeza de cafezais . estabelecer uma nova organização agrícola não é descortino de estadista. Tendo o Conselheiro Antônio Prado. na Câmara eral (atual Câmara . O fracasso de tal inovação será fatal.i l ui lô i i i l V uei . a it ação dos fazendeiros paulistas era aflitiva pela escassez de colonos.Em 7 . O ministro Antônio Moreira de Barros. que também não obteve ¦ ©¨ sucesso por diversas razões. Moreira œ š™ —   ššš™ ¡ — de Barros mudou de idéia em — uando assou a defender a abolição imediata. Em 7 . com clima mais semelhante ao da Europa. asseverando num oficio a Monsenhor Miranda. próximas aos centros de consumo. tentou 7 . uma sociedade ´ ³² ³Plataforma da Aliança i beral´. diz que em 2 . Paulo Filho no artigo ³Centenári µ e Antôni Prado´. nas extremas terras cobertas ainda de mata-virgem. Em ª foi fundada. senão sonho de visionário. ­¬ ­¬ Tanto o conselheiro Antônio Prado quanto Washington uís. o que ocorreu principalmente no sul do país. deploram se é que não detestam semelhante colonização?´ ˜ “– ² Um Patriota 7. tratavam de desertar. Os que permaneciam nas fazendas. onde trabalhavam como meieiros. A primeira era organizando colônias onde os imigrantes eram proprietários de terra. que os honrados povos desta Província estão animados dos mais louváveis sentimentos a favor da colonização estrangeira. incluindo a censura daA ti-Sl v yS §¦ ¥ ¤ i ty de ondres. publicado em livro homônimo. £šš™ dos Deputados). com homens de outros climas e afeiçoadas a outros hábitos. camaradas que se ofereciam para trabalhos temporários. dando origem a cidades com características europeias. também. em 22: Pretender. ° ² Washington Luís 2 anos após a abolição da escravatura. a Companhia Comércio e Imigração Chinesa. em fazendas já formadas. o Imperador. em particular para introdução de trabalhadores agrícolas e fora negociar a imigração na Europa. e. com a vinda de mais de  romover a imi raç o e ineses ara o Brasil. que só o machado do nosso caboclo sabe desbastar. O Conselheiro Antônio Prado também fundara. ¯ “ Out ®  — Ÿ š™ –   • – ˜ — —  › Ÿ Ÿ – “• “ ž  – “  “ “ œ š™ š™ Ž Ž  Ÿ › “  – ’“”“  • – “ •  “– •  ” “  ’   Ž‘ — Ž — Ž  Ž—  Ž ‘ Ž ‘ ‘ Ž  Ž Ž Ž ‘ Ž ±° t t ti f f it . assentando sempre em regiões já -os povoadas. Paulo Filho: ³E 1920. A segunda modalidade era instalar os imigrantes em fazendas de café. da Inglaterra e de Portugal. ainda a ³falta de braços para a lavoura´ ainda era problema angustiante.Nilo Peçanha sobre essa questão. não aceitavam os imigrantes como desbravadores do sertão. presidente de São Paulo entre « 2 e 2 .Augusta pessoa de S. o Brasil enviou uma missão di lomática à China. rompendo com tudo que o senso prático tem fundado. porém encontrou forte oposição do deputado Joaquim Nabuco. Do estrangeiro não chegavam os trabalhado res. como denota Washington uís ­¬ « em sua mensagem à assembleia estadual paulista. Moreira de Barros obteve o apoio do influente visconde de ¢ Sinimbu. no Rio de Janeiro. ent mini t Rel ções E teri res. o uejá avia ocorri o em mil trabal adores chineses ara o Brasil. veterano produtor de café e especialista na questão do café. era contra a aboliç o da escravatura sem uma nova fonte de mão-de-obra ara a lavoura e indeni ação aos fazendeiros. Havia duas formas de instalar os imigrantes. que temiam a imigração de chineses. no lançamento de sua candidatura a presidente e incluída na 2 . quando pelo contrario os Paulistas. Muitos desses imigrantes se tornaram depois proprietários de terra e convidaram parentes que ficaram na Europa para também virem para o Brasil. Essa ´µ³² carta foi lida por et lio Vargas.´ ´ ³² M. enviado uma histórica carta ao candidato a presidente Dr. nsel eiro Antônio Moreira e Barros. Milhares de cafeeiros ficaram abandonados.

Martinho Prado J nior. regressando aos milhares para as suas pátrias. As coisas a este respeito fizeram-se de uma maneira tão grossa que gerou-se no espírito público a suspeita que esses contratos foram realizados antes na intenção de favorecer os contratantes que no de atender aos interesses da nação. omitindo as cautelas que a experiência nos tinha ensinado e violando a lei que marca o limite de tempo para tais contratos. Em . E a política do Ministério a este respeito. no mesmo ano. se não a matou. investimentos na agricultura: O corpo legislativo votou uma grande soma. se acumularam nas hospedarias do governo e nos pontos para onde foram introduzidos. O ministério não cuidou absolutamente de tomar medidas práticas e acertadas para a colocação dos imigrantes. economicamente talvez mais fecundo em males do que a própria abolição do elemento servil. levantou em torno do assunto dificuldades que só tarde e com grandes e pesadíssimos sacrifícios poderão ser afinal vencidas. Não é só isso. a principal. sem que. Rodrigo Augusto da Silva foi presidente da Associação Auxiliadora do Progresso da Província Ambos eram contra a abolição da . Na execução deste pensamento o ministério houvesse com um descaso que toca às raias da inépcia: celebrou contratos a esmo e à ventura. faltas e desazos resultou que a lavoura. A imigração era o remédio contra os efeitos da abolição. e não tendo obtido emprego aí estão a refluir para as cidades do litoral. e. e não abolicionista. tenha sido feito. Ä dirigida pelos cafeicultores Rafael de Aguiar Pais de Barros. filial da Sociedade Central de Imigração. Da exposta série de erros. Em São Paulo. senão a única fonte de nossa riqueza. Estes erros e desazos preparam-nos um desastre. Em consequência. Antônio da Silva Prado e o então deputado Rodrigo Augusto da Silva tomaram a dianteira na promoção da imigração europeia.uma síntese dos problemas criados pela introdução em massa de imigrantes visando a substituição do trabalho escravo. escravatura enquanto não houvesse mão-de-obra para a lavoura e representavam o movimento ÂÂÁ à imigrantista. e pelo governo. outras sociedades foram fundadas no mesmo ano como a Sociedade Taubateana de Imigração. para a introdução e colocação de trabalhadores estrangeiros. com grandes gastos para o Estado brasil iro. e levando a desilusão e um ressentimento profundo contra o país que não soube acolhê-los. enorme mesmo para o nosso orçamento. Conselheiro Antônio da Silva Prado e Nicolau de Sousa Queiroz. foi fundada em São Paulo a Sociedade Brasileira de Imigração. a ei do Ventre i vre e a ei dos Sexagenários. parte a mais delicada do problema e da qual depende essencialmente o bom êxito deste importantíssimo serviço. continua abandonada. Å Å Å Å ÂÂÂÁ O projeto da ei Áurea foi decorrência de pressões internas e externas: Em Å À ½ Na reunião do Conselho de Estado de de maio de ¾¾½ ¿ ¼ . a esmolar pelas ruas e praças. privada de recursos e entregue a um desânimo que ameaça degenerar em desespero. os imigrantes. que começaram a chegar em grandes massas. por outro lado. Conjuntura política da época da abolição dos escravos movimento abolicionista já possuía uma grande força e apoio popular no país e já havia conseguido a aprovação da ei Eusébio de Queirós. Antônio da Silva Prado foi nomeado Inspetor especial de terras e  ÂÁ colonização da Província de São Paulo em 7 .o . o conselheiro afaiete Rodrigues Pereira faz ²Lafaiete Rodrigues Pereira .

ou seja: capturar e devolver os escravos a seus donos. se recapturados. na primeira matrícula de escravos encerrada em Havia muita insegurança por parte dos fazendeiros. Também houve redução do número de escravos devido à ei dos Sexagenários. havia sido registrados . consideram-se desprotegidos dos poderes públicos. e que previa indenização aos fazendeiros. também. os chamados ingênuos".. que libertou todas as crianças. Ocorriam. de ÈÈÇ ÊÎ escravos e na última matrícula geral de escravos encerrada em É Ê Æ . nascidas a partir daquela lei.) 6. Será o crime justificável. símbolo do movimento abolicionista. em que os escravos maiores de 6 anos e menores de 6 estariam livres mas sujeitos a prestação de ÈÈÇ Î serviços por anos. ocasionando prejuízos enormes aos fazendeiros. também não mais recapturava escravos fugidos. e o exército já se recusava. e revogou . noCeará e no Amazonas e devido 72. nos últimos anos da escravidão. em anos . Ï ÕÓ Ï Ð Ô Ò 6. de 6: ÉÇ ÊÉ ÊÊÊ Ê 72 . O número de escravos havia diminuído muito. de de junho de . passaram. na parte em que impõem a pena de açoites. precisam. os senhores a seus escravos. a pena de açoite nos escravos. epidemias de varíola ocorridas no século XIX. uma queda de mais de % no total de escravos. serem açoitados. de março de 7. Os escravos. ÊÊÊ ÊÊ Ç ÈÇ Assim. que os pais derem a seus filhos. Dona Isabel foi presenteada diversas vezes com camélias doQuilombo do eblon. em às muitas cartas de alforria dadas por proprietários de escravos. em ou foram libertos. . e os me stres a ÜÜ× Û× escravos. a fugirem das ÔÓ Ï Ð ÕÏ ÔÏ Ó Ó Ò fazendas sem o medo de. quando foram proibidos. . de 6 de dezembro de ÔÏ determinou que: ³ao réu escravo serão impostas as mesmas penas decretadas pelo Código Criminal e mais legislação em vigor para outros quaisquer delinquentes ´. de 2 de Setembro de È Ë Ë filhas de escravos. A polícia de São Paulo. à uerra do Paraguai onde muitos escravos morreram Í Ç ÈÇ Ë Ì ÊÉÈÇ devido à abolição do tráfico de escravos. de autoria deRui É ÉÈÈÇ Ë Barbosa. . Os Caifases. devido à abolição da escravidão. e não terá lugar a punição dele: (. à ei do Ventre i vre. Essas fugas de escravos das fazendas aumentaram muito. frequentes fugas de negros e de mulatos das fazendas. . 6 do Código Criminal do Império. o que não foi cumprido. castigos estes que passaram a serem proibidos pela citada lei n. apenas castigos moderados aos . nos últimos anos da escravidão. nas décadas anteriores à abolição da escravatura. Era permitido. nem até onde ser-lhes restringido o direito de uma propriedade. não sabem com que elementos de trabalhos contém. e do Código Criminal do Império. então. a partir de Ñ Ï ÐÐ pela Câmara Ï ÐÐ eral. A lei n. -de-mato e liderados por Antônio Bento.Camélias. . pelo artigo × Ø "Art. ter uma lei em que vivam para voltarem à segurança de ânimo indispensável a quem trabalha. tendo. que libertou. perseguiam os capitães ameaçavam os senhores escravistas. a fazer o papel de capitão-do-mato. de 27 ÉÈÈÇ de agosto de . 14. 6. havia somente ²Paulino José Soares de Sousa de outubro de . às frequentes 7 . na reunião do Conselho deEstado. que promoviam a fuga dos escravos. todos os negros maiores de 6 anos de idade e que estabeleceu 6.º Quando o mal consistir no castigo moderado. pela ei Eusébio de Queirós. revogou o artigo n.6 . antes de tudo. de que dimana a riqueza única do Brasil. ÚÚÙ ÖÒ também a lei n. o conselheiro Paulino José Soares de Sousa assim se expressado: Os produtores deste país vivem na incerteza do dia de amanhã..

seus discípulos. ou desse castigo resultar. Esse projeto também passou despercebido.. na receptação dos bens furtados. a pólvora e o chumbo para resistência no caso de ataques aos quilombos. ²José de Alencar ÞÝ ] que 7 . do gabinete do visconde do Rio Branco: Apresentei um projeto (de lei) em que coligi algumas medidas (abolicionistas) indiretas. Mas entre essa extinção plácida e natural e a extinção violenta por meios diretos como pretende o governo. os que eram contrários e um terceiro grupo intermediário que queria uma " abolição gradativa" para não haver uma imediata crise na lavoura por falta de mão-de-obra.. a opinião pública e a classe política se dividiram entre os que eram totalmente favoráveis à abolição. profissionais liberais e outros grupos não ligados à agricultura lançaram a tese da " Abolição sem indenização".. quando â â á ministro da Agricultura em no abinete do barão de Cotejipe e em no abinete João Alfredo. estes. chamada. jornalista e escritor. uma vez que a qualidade dele. em face da concorrência damão-de-obra fornecida pelosimigrantes europeus. entretanto. que tem. incentivou a imigração e criou várias colônias de imigrantes. em sempre era colocado a questão da indenização dos fazendeiros e de como esta indenização se daria. de resultados mais eficazes. de uma aplicação mais suave e. não raras vezes. pelo deputado geral cearense. como mostrou Joaquim Manuel de Macedoem seu livro: As Vítimas-Algozes. Esta última posição era defendida.Nos relatórios que leu (o ministro) acha-se o pensamento que todos partilhamos que ressumbra do País inteiro. unânime e espontâneo da sociedade este mal que herdamos dos nossos antepassados. cada vez mais raros... Essa vinda de mão-de-obra europeia para o Brasil deveu-se à iniciativa doSenador Vergueiro e aos Conselheiros Rodrigo Augusto da Silva e Antônio da Silva Prado. e também. pelos escravos e quilombolas: A "Venda" não dorme: às horas mortas da noite vêm os quilombolas. e. Durante o longo processo de discussão das leis abolicionistas. estava se tornando. para os grandes fazendeirosprodutores de café. . como representante da ala do Partido Conservador que estava contra o projeto da ei do Ventre ivre. tornavam inviável a manutenção da escravidão no Brasil.. de "falta de braços para a lavoura" e para evitar grandes prejuízos para os fazendeiros. chamados de Venda. ß ààà ß àà [ conseguiu fundos do governo paulista para as colônias de imigrantes europeus e que. às propriedades agrícolas. economicamente inviável manter o trabalho escravo. em contraste com os altos preços dos escravos. os escravos fugidos e acoutados nas florestas. na seção da ã ä åä ã çä æ Câmara eral em de julho de 7 . entendendo o Conselheiro Antônio Prado que a imigração era o único meio de substituir o trabalho escravo quando se realizasse a abolição da escravatura. para os quilombolas. Todos esses fatores conjugados e também os ataques e furtos constantes dos negros. no parlamento brasileiro. sobre leis abolicionistas. que assim se expressou. como a ei do Ventre ivre. barata e abundante. José de Alencar. Macedo denunciou a cumplicidade dos pequenos estabelecimentos comerciais. recursos de alimentação de que eles não podem prescindir. muitos deles refugiados em quilombos. sempre de reserva." Além disso. na época. entre outros. de extinguir pelo esforço comum. ²Joaquim Manuel de Macedo A polêmica sobre a abolição Foi somente nos últimos anos da escravidão no Brasil que jornalistas. trazer o tributo de suas depredações nas roças vizinhas ou distantes ao vendelhão que apura nelas segunda colheita do que não semeou. nas fazendas. Desde os primeiros ä åä ã ã debates. não seja contraria às Leis em vigor.

nas sessões de 2 e é ê de abril de 67. ð ï . pelo gabinete . Dom José que foi abolicionista declarado a décadas e camareiro secreto dos Papas Pio XI e eão XIII.Eu tremo com a publicação destes projetos. capelão-mor de Dom Pedro II. pela primeira vez. citou a O projeto de lei da Abolição no Parlamento ministerial presidido pelo ConselheiroManuel Pinto de Sousa Dantas. Joaquim Nabuco na sua obra "Um Estadista do Império".. por ser um homem pobre. o qual não teve dinheiro para retirar.Serviço de ingênuos até 20 ou 16 anos? Impostos para o resgate? Os publicistas e homens de estado da Europa não concebem a situação dos países que têm escravidão. os quais... Pela sua luta a favor da abolição foi uma das poucas figuras homenageadas publicamente por Dom Pedro II e por Do Isabel.. òììë O primeiro projeto de lei visando à libertação dos escravos no Brasil foi feito. em sua defesa da ei Áurea na Câmara Igreja Católica como uma das razões da abolição da escravatura. recebendo o título na de Conde de Santo Agostinho. só por si. da Silva. Rodrigo A. a Igreja Católica que evitava intervir em assuntos políticos desde a expulsão dos Jesuítas. Para cá não servem suas ideias! ² Marquês de Olinda A Igreja Católica Através do arcebispo Dom José Pereira da Silva Barros.há um abismo. matando a sua primeira indústria...Os retrógrados sois vós que pretendeis recuar o progresso do País... a lavoura. anunciou que a abolição da escravidão no Brasil seria um bom presente ao Papa. a 2 de maio de ..quando o número de escravos se achar tão reduzido em consequencia das alforrias e do curso natural das que mortes que se possa executar este ato sem maior abalo na agricultura. em ñññð Sessão do Senado em que se aprovou a ei Áurea. tendo o conselheiro Marquês de Olinda advertido sobre as dificuldades que decorreriam da abolição e que as ideias abolicionistas vinham de países que não tinham trabalho escravo: Quando deve ter lugar a abolição?. Dom José ficou conhecido em sua cidade natal por ter doado toda a fortuna herdada de sua família para a caridade. Em í 7. relata que. passou a defender publicamente o fim da escravidão. são capazes de fazer acumular matérias que causem um tremendo terremoto na sociedade. Dom José Pereira foi seguido na causa abolicionista pelos Arcebispos da Bahia e de São Paulo. Depois deste anúncio. ferindoo no coração. excetuando-se seu envolvimento na questão religiosa. no Conselho de Estado. e foi rejeitado pela Câmara î eral. a Igreja Católica passou a ser um dos elementos centrais que levaram ììë àabolição da escravatura. í î eral. o è abolicionismo entrou na pauta das discussões. segundo ele. conhecido como o ³bispo abolicionista´.

sugerindo porém que se aproveitasse apenas o seu primeiro artigo "Fica a olida a escra idão no Brasil" para que não acontecesse que um texto extenso causasse longas discuss es no parlamento. de sua mara Geral. juntamente com ona Isabel. em 8 de aio de 1888. e a residirem durante dois anos onde se achassem na data da aboli ão Pouco após a aboli ão dos escravos. Pedro Luís. em 0 de abril de 1888. que se encontrava em São ô ÿ cunhado. a Lei Áurea. foi feita por aclama ão. por odrigo Augusto da Silva. em definitivo. õö ÷ ó A Lei Áurea nasceu de um projeto de lei apresentado. ù õ Geral. passando a pasta da agricultura para ô ÿ õ colaboradores ou redatores da lei. mara Geral. Outras fontes mencionam o onselheiro Ant nio da Silva Prado. foi enviado ao ù turno. através de seu ù õ Silva . Bulh es arvalho. nos dias 9 de maio e 10 de maio de 1888. Andrade igueira e unha Leitão. erreira Viana e o presidente do ý   ¢ ø atual mara dos eputados. ü õ õ ø a versão do historiador Pedro almon. O projeto de lei que abolia a õ escravidão negra no Brasil. õ ÷ û õ Bezamat e Alfredo O projeto de lei foi debatido. Lacerda erneck. na õ ÷ mara Geral. A vota ão em segundo õ ÷ ¡ § § ô ù ¦ ¥ õ ÷ ó Exteriores. o projeto de aboli ão da escravatura. ministro da agricultura do Gabinete oão Alfredo e que se ó ô ü ý û õ afastara do cargo por motivo de saúde. odrigo Augusto da Silva. O barão de õ ÷ ¨ haves. um projeto de lei longo. ù ù ó A primeira vota ão da Lei Áurea ocorreu no mesmo dia: 9 de maio. mediante paga. em 8 de maio de 1888.do Senado ederal. odos tiveram parte importante na elabora ão do projeto de lei de aboli ão da escravatura. elaborou e enviou ao Presidente do onselho de inistros oão Alfredo. foi aprovado com expressiva vota ão favor vel na ù os deputados que aprovaram a Lei Áurea estavam os futuros presidentes da república: odrigues Alves e Afonso Pena. na duas se ó es na mara Geral. sendo aprovado. onselheiro Ant nio Prado retornou ao ministério da agricultura. A oposi ão escravagista não teve sucesso. inistro da Agricultura e interino das ela ó ÿ úù ÿ ü ù ù õ O projeto foi apresentado no Parlamento pelo então ÿ Alteza a Princesa Im erial. ó odrigo Augusto da Silva recebeu fortes ataques dos deputados Pedro Luiz. ministro da mara Geral. Alfredo õ û Senado do Império. O p oj to de lei da bolição na Câma a Ge al ù na mara Geral. o . o onselheiro Ant nio Prado. Entre aprova ão e apenas 9 úù õ agricultura do Gabinete ministerial presidido por oão Alfredo ô õ ÷ orreia de Oliveira. em tempo recorde: em apenas ¤ ú £ õ Paulo. votado e aprovado. haves. odrigo Augusto da Silva contou com a ajuda do deputado geral oaquim abuco no debate com os ÷ deputados escravocratas. 83 deputados gerais foram favor veis õ õ ú ù deputados gerais: barão de Ara aji. es õ   úù û þ ù ¡ õ es mara . Elias haves. no Senado do Império. astrioto. segundo publica odrigo Augusto da onselho de inistros oão Alfredo orreia de Oliveira como onselheiro Ant nio inistro: de ordem. Em seguida. Esse projeto de lei. era de autoria do próprio ministro da Agricultura. e segundo o ma longa discussão ocorreu no parlamento no dia 9 de maio de 1888. em se ão presidida por Henrique ù ö Pereira de Lucena. barão de Lucena. no dia 10 de maio. Acrescenta o ü õ ÿ þ historiador obias onteiro que o segundo artigo do projeto de lei proposto pelo Prado obrigava os libertos a trabalharem para seus antigos senhores. votaram contra a Lei Áurea na otejipe votou contra a Lei Áurea. Andrade igueira. Bezamat.

da Silva Rodrigo Augusto da Silva: Vejamos agora. 8 de Maio de 1888. 2. Sr. Recordarei a intervenção de alguns.º: Revogamse as disposições em contrário. da Silva: Não venho também fazer praça do abolicionismo« Joaquim Nabuco: Vossa Excelência representa a tradição de Eusébio de Queiroz (Rodrigo A. aniquilando este duplo elemento de produção. mas também o capital . senhores. procuraram fundar estabelecimentos de crédito que proporcionassem aos lavradores o capital suplementar sem o qual a transfor mação não é possível. da Silva  . conselheiro Augustos e Digníssimos Senhores Representantes da Nação ± Venho. de onde lê apenas o seguinte": Dona Isabel. Rodrigo A.º É declarada extincta a escravidão no Brazil. Em meio a uma "atmosfera fortemente eletrizada". 1. libertando os seus escravos incondicionalmente. Rodrigo A. Rodrigo A. Presidente. O episcopado com a sua palavra santa. contra os quais a ação do governo. e que os próprios interessados na manutenção da propriedade escrava. apresentar-vos a seguinte proposta: Art. de ordem de Sua Alteza Imperial. ²Rodrigo A.) O ministro Rodrigo da Silva recebeu fortes críticas: O deputado geral Andrade Figueira lembrou a necessidade de amparar os agricultores: A d rade Figueira: O que fizeram as nações europeias que tiveram escravos em suas colônias quando resolveram emancipá-los? Além da indenização votada. porque lhe custou dinheiro. . tornando impossível e impraticável a resistência.capital flutuante-. da Silva: E. si não era inútil era ineficaz. desses que formam o sentimento de um povo e a opinião de uma nação. era o herdeiro político e genro de Eusébio de Queiroz. Art. não só o braço. Não havia um só órgão respeitável. da Silva .Ao chegar à Câmara eral. davam diariamente exemplos os mais admiráveis de abnegação. Palácio do Rio de Janeiro. autor da lei que proibiu o trafico negreiro. e como elementos se desencadeavam contra a manutenção da escravidão. Se hoje o escravo representa para o proprietário. o que se passou do lado oposto. o presidente "o faz se introduzir no recinto e sentar-se ao lado direito. que não estivesse empenhado na grande cruzada. conselheiro Rodrigo Augusto da Silva (que enviou o projeto de lei à Câmara dos Deputados). o barão de ucena anunciou que o Ministro da Agricultura estava na ante-sala. o que e mais extraordinário ainda..  Antônio da Silva Prado e demais membros do gabinete de    © de março. Regente em nome de sua Majestade o Imperador. da Silva ainda mencionou a mocidade das academias como influencia . tal como a deve empregar a autoridade publica.Rodrigo A.

violência e a necessidade de os proprietários de escravos paulistas a libertarem seus escravos para evitar mais violência: A d rade Figueira: Os escravos fugiram em massa. houve ferimentos. houve o terror derramado por todas as famílias. mas também interesses de segurança pública: houve mortes. e deram liberdade aos escravo s. incluindo do público que ficava nas cadeiras destinadas que ficavam rente aochão. O resultado da votação #" nominal foi então votos favoráveis e contrários. compreenderam que. O ministro Rodrigo da Silva respondeu às críticas e finalizou a defesa da lei com as seguintes palavras: Rodrigo A. combinando com o governo de São Paulo a não deixar a polícia paulista recapturar os escravos fugidos. que me coloca acima de quaisquer preconceitos ou emulações do interesse individual. houve invasão de localidades. o que teria levado a ocorrerem fugas em massa. da Silva: Quaisquer que sejam os horrores das minhas contrad ições. quaisquer que sejam as injustiças e dureza dos conceitos de que tenho sido alvo. para deixarme a doce compensação de que. para assalariar o ria trabalho livre? Quais são os estabelecimentos de crédito criados para virlhes em auxílio?. na Cadeia Velha. na Câmara eral.qual é o capital disponível. que resta á grande maio de nossos lavradores. onde hoje está instalado oPalácio Tiradentes. como um operário obscuro que não cessou de trabalhar pela libertação de uma nação inteira. Os anais do Parlamento mencionam que a fala de Rodrigo Silva recebeu muitos aplausos. diante da inação da Força Pública. serei bem julgado pelo meu país. prejudicando não só os grandes interesses econômicos.  $  Andrade Figueira acusou também o abinete de de Março de ser conivente com a fuga de  !  . sacrifícios que a política impõe bastar-me a esta convicção. Aceitei a posição de ministro em condições as mais excepciona dela me advieram todos os dissabores. melhor seria capitularem perante a desordem. como sempre. dou tudo por bem compensado com o que fiz por esta causa e hoje a causa do regojizo geral da nossa pátria. Felizmente os proprietários de São Paulo. hoje. O deputado geral Zama pediu votação nominal para que os nomes dos deputados gerais que aprovaram a ei Áurea pudesse ser do conhecimento das gerações futuras. bem próximos dos deputados. por uma grande conquista em favor da liberdade na nossa pátria Assinatura da ei Áurea no Paço Imperial. - escravos. eaquela importante província durante muitos meses permaneceu no terror mais aflitivo. e portanto. preocupações e is.

enviou uma mensagem do Senado do Império a Dona Isabel. junto com a emenda da Câmara eral. com a adição. para ataques contra a propriedade e contra a ordem pública. que reconheço de acabar com esta anarquia. Na sessão do dia foi criado uma comissão especial 33 O Senado do Império recebeu o projeto de lei de abolição da escravatura. dando por aprovado. o presidente do Conselho de Ministros João Alfredo participou dos debates. de de Maio. e. houve segunda votação que não foi nominal. como o bem público exige. uma comissão do Senado do Império. 53 3 da Câmara eral que acrescentava a frase "desde a data desta lei". a óis Júnior que . Fez 53 segunda e definitiva votação. Cavalcanti de Albuquerque e Nunes Gonçalves de Maio. neste mesmo dia. não sendo apresentado nenhum emenda e mantida a emenda a houve discussão e votação do projeto de lei. desta lei". Senhora ± Si é muito elevada a missão que as circunstancias atuais assinalam a Assembleia Geral. no dia de maio. e ao projeto de lei de abolição da eral. Nos dias 2 e 7 33 mesmo ter sido aprovado na Câmara eral. em segundo eral. em emenda. sobre a ameaça ao direito de propriedade. sofreu apenas um pequeno acréscimo. semelhantes às que foram feitas na Câmara eral. A 2 escravatura no Brasil. que comparou a situação do país naquele momento 98 No dia de maio. a expressão " desde a data desta lei´. um longo discurso. Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque e Antônio mensagem dos senadores finalizava da seguinte maneira: Acompanhando os patrióticos sentimentos de Vossa Alteza Imperial. apressem pela imigração o povoamento do país. O barão de Cotejipe. composta por Manuel Francisco Correia. em primeira votação. Em enviado à sanção imperial. e.acrescentou ao projeto da ei Áurea. No dia 2. a ei Áurea foi aprovada. a produção. sobre a fuga em massas de escravos. facilitem as comunicações. acreditando que. não havendo mais pretextos para tais movimentos. temendo que futuramente se confiscasse terras sem indenização. que abria o ano legislativo. embora seu nome não fosse registrado por não ter havido votação nominal. ² Correia. da frase "desde a data & partir de uma emenda feita pelo deputado geral nocêncio Marques de Araújo I ' % Esta proposta original. utilizem as terras devolutas. do Senado para apreciar o projeto. introduzido na Câmara & turno. sobre as muitas alforrias de escravos. no dia 2 de maio. Eis como considero a vantagem do projeto. o projeto de ei Áurea. no dia 3 3 4 4 7 2 Marcelino Nunes onçalves. a extinção da escravidão que ora vem neste projeto não é mais que o reconhecimento de um fato já existente. sempre crescente. o projeto da ei Áurea foi aprovado. no seu primeiro artigo. tornara forte impulso. no mesmo dia. o Senado não poupara sacrifícios para corresponder no que o Brasil dele espera e auxiliar o empenho de Vossa Alteza Imperial aos seus auspiciosos destinos. na Câmara 0 111 ' 4 7 4 )( No dia de maio. mediante providencias que acautelem a ordem na transformação do Trabalho. fez considerações. o senador Paulino de Souza. concluiu afirmando que era inevitável a ei Áurea para parar com a anarquia reinante devido às fugas de escravos: Portanto. após o de Maio de 3 666 ² Barão de Cotejipe . O rojeto de lei da Aboli Em resposta à fala do Trono de o o Senado do Im ério . com a presença do ministro da agricultura que chegara depois de iniciadaa sessão. sobre a polícia paulista não mais ir atrás de escravos fugidos. por todos os senadores presentes com exceção do barão de Cotejipe. desenvolvam o crédito agrícola e aviventem a indústria nacional. o Senado apressar-se-á em resolver sobre a extinção do elemento servil. Tem a grande razão.

² Paulino de Souza Nem todos acreditaram na FGF F E . ministro dos Negócios da Agricultura. com a lei . dizia. abolindo a escravidão no Brasil. entre os senadores que não estavam presentes e não enviaram justificativa. Se o honrado Senador.´ O texto da ei Áurea A lei n. naquela época. na ortografia atual: RRRP QP Original do Diário Oficial de de maio de . alguns acreditavam que o real motivo era político. Rui Barbosa ironizou sobre a constante ausência de Antônio da Silva Prado e sobre Rodrigo A. [ 7] explicação posterior de que Antônio da Silva Prado se afastou por motivos de saúde. (cujo projeto de lei foi apresentado à Câmara dos Deputados por Rodrigo Augusto da indenização aos fazendeiros. Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios . que não previa nenhuma forma de D T S SS H F C com a época dos debates em AA@ B . ao contrário do atual governo e o governo paulista que Paulino de Souza e Cotegipe os tinham como culpados pelo caos em que se encontrava o país. assestado como um morteiro de anarquia sobre a minha província (Rio de Janeiro). Rui escreveu: ³« O sr. IIIH Estrangeiros. ao contrário do sr.manteve a ordem. o ministro que nunca fica. da Silva. deputado e depois senador) de de maio de . teria necessariamente feito em poucos dias a abolição. quisesse por em prática o processo conservador atualmente empregado em São Paulo. nas atas do Senado do Império. Silva. e depois da ascensão do atual gabinete. do qual a única saída seria a abolição. Rodrigo Silva é o ministro que não sai nunca. O conselheiro Antônio da Silva Prado foi registrado. Prado. (Dantas ± Presidente do Conselho em 1885). . q uando o governo. sobre a ei do Sexagenários.

Pedro II. em nome de Sua Majestade o Imperador. 67.rasil: Regente. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura. Manda. Rodrigo Augusto da Silva Carta de lei. a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer.º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. o faça imprimir. a todas as autoridades. 2. e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. do Conselho de Sua Majestade o Imperador. pela qual Vossa Alteza Imperial e Princesa Imperial Regente dc b UVU Decl A Pri cesa Imperial UUW exti t escravi `W `YX a ³ ´ . Dada no Palácio do Rio de Janeiro. Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros.º da Independência e do Império. Art. 1. portanto. Bacharel Rodrigo Augusto da Silva.º: Revogam-se as disposi es em contrário. publicar e correr. que a cumpram. faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Art. em 13 de maio de 1888. o Senhor D.

para uma população total de quinze milhões de brasileiros. embora. escravos. Dona Isabel foi premiada com a comenda Rosa de Ouro. e de maio. Pedro Américo.Antônio Ferreira Viana. Chancelaria-mor do Império . antes de ser publi ada c nas províncias. 1888. inscreveu . feita pela Câmara eral. Na primeira matrícula de escravos. escravos e a última matrícula de escravos. como nela se declara. registrou apenas 72 . pela ei Áurea. Aprovado com um contrário no Senado do Império. A ei Áurea.concluída em s q alteração do projeto de lei do governo. ][ 2][ ] A ei do Ventre i vre e a ei Áurea foram sancionadas por Dona Isabel. A única w w . como CatholicaeEcclesiae e In w w de março de 7. Consequências da Abolição Libertação dos Escravos. que houve por bem sancionar. o que costumava levar um mês.. . ainda hoje. Pela ei Áurea. x r hhh xxx x xxx xx r concluída em 72.6 . foi introduzir no texto a expressão r s q p votos favoráveis e y y €y uut v f Transit w w r s w w ih g r hh r h gf em 13 de mai de g g votos contrários na Câmara eral (Câmara dos Deputados). para que a lei entrasse em vigor imediatamente. no país.José Júlio de Alb q erq e. foi à sanção da regente Dona Isabel. quandoseu pai estava na Europa. Para Vossa Alteza Imperial ver. pelo Papa eão XIII ± autor de encíclicas favoráveis à abolição da escravatura. no mínimo.manda executar o Decreto da Assembleia Geral. possa ser constatado. um ano antes da ei Áurea. de forma ilegal. declarando extinta a escravidão no Brasil. na prática. pôs fim à exploração da mão -de-obra escrava no Brasil. aos de maio de [ . Foram libertados. em "desde a data desta lei". algumas formas contemporâneas de escravidão. um total de escravos que não chegou a um milhão de pessoas.

ƒ Plurimis[ ]±. fornecendo-lhe dinheiro por meio de crédito e braços pela imigração. deixando-a a um tempo sem tratadores e sem capitais. deixando sem amparo os ex -escravos. lembrou que foram concedidos empréstimos vultosos ²Lafaiete Rodrigues Pereira „ … … ˆˆ‡ ‰ ƒ da Ordem de São regório Magno de Roma. o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura.problema que só se agravaria com o passar do tempo. Faltaram também medidas complementares para minorar as dificuldades que os fazendeiros passaram devido à abolição. barão de Cotejipe.João Maurício Wanderley. como José do Patrocínio eAndré Rebouças. como acesso à terra e à moradia. na reunião do para a imigração de trabalhadores europeus mas os empréstimos para a agricultur não se a concretizaram: A abolição do elemento servil desorganizou de golpe a lavoura do país. ao cumprimentar a princesa logo após esta ter assinado a ei Áurea. as consequências da abolição dos escravos. em . reportando às consideração do -se Conselheiro Antônio da Silva Prado. chamados então de "Pretos". a falta de uma legislação complementar que vislumbrasse tal problemática contribuiu por condenar. por todos os líderes afrodescendentes da época. ou não soube adotar as medidas adaptadas a satisfazê-las! De acordo com a análise de Everardo Valim Pereira de Souza. usando termos políticos vigentes atualmente no Brasil. foram das mais funestas:  ‘ ‡† Conselho de Estado de de maio de . Ao contrário. O Conselheiro de Estado afaiete Rodrigues Pereira. mas ainda não deixou de provocar polêmicas. e Rodrigo Augusto da Silva foi feito cavaleiro da Santa Sé. profetizou: "A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono"! ² Barão de Cotejipe Lei Áurea do espanhol Miguel Navarro Cañizares. O ministério ou desconheceu a urgência e extensão destas necessidades. recebendo a ‚‚ rã-cruz  ’’’ … de maio de . que os permitissem exercer uma cidadania de fato. Era uma necessidade indeclinável acudi-la de pronto. amplas camadas populares à exclusão social . para usar um termo atual. Críticos do projeto de lei da abolição afirmam que a ei Áurea deuliberdade aos negros emulatos mas não lhes garantiu alguns direitos fundamentais. A ei áurea foi apoiada.

na sessão de de maio de . havia já recebido alguma imigração estrangeira. talvez metade do novo elemento livre havia já desaparecido! Os fazendeiros dificilmente encontravam "meieiros" que das lavouras quisessem cuidar. até hoje nas fazendas a cargos dos proprietários. e as populações aí vegetam.Segundo a previsão do Conselheiro Antônio Prado. então. página 2. dado. na melhor das hipóteses. Dois anos depois do decreto da lei. a desorganização completa do trabalho agrícola. chamou a atenção para o abandono em que ficariam os mais desamparados dos libertos: É desumana (a lei aprovada) porque deixa expostos à miséria e a morte. enfermidades e morte prematura. que as exploram! Nos debates do dia de maio no Senado do Império. porém. os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger. debandaram em grande parte das fazendas e foram "tentar a vida" nas cidades. miséria. sobre a abolição da Extraordinário passo de grandeza moral incomparável. Com ela (a abolição) houve a supressão de um enorme capital. da Câmara Geral. o senador Paulino de Souza. sendo necessários dez libertos para os serviços que eram feitos por sete escravos. como quem receia ser obrigado a voltar atrás. em discursos publicados em "A Nova Política do Brasil". também tece considerações. que: ²Deputado Geral Pedro Luís – —— – “ f g ” • ²Washington Luís Pereira de Sousa e no volume d™ ˜ ² Getúlio Vargas ² Paulino de Souza e . zonas outrora florescentes vieram a ser completamente abandonadas. cogitasse de substituir o trabalho escravo pela atividade livre. por maiores que sejam os impulsos de uma caridade que é conhecida e admirada por todos os que frequentam o interior do país. Todos os serviços desorganizaram-se. e. antecipadamente. principalmente. decretada de afogadilho a ³Lei 13 de maio´. A parte única de São Paulo que menos sofreu foi a que. O geral da Província perdeu quase toda a safra de café por falta de colhedores! ²Everardo Vallim Pereira de Souza O presidente da república Washington uís. seus efeitos foram os mais desastrosos. Dá as razões deste fato e conclui que. sem raízes. os enfermos e os velhos. que também era historiador. continuando os libertos todos nos estabelecimentos rurais. da vida econômica do país! Getúlio Vargas também lamentou a abolição feita sem adequada substituição da mão -de-obra escrava. teremos uma diferença de 1/3 para menos na produção! A questão da indenização dos fazendeiros hhhf Pedro uís. Os ex-escravos. era tida também como funesta a situação da agricultura brasileira. crimes. habituados à tutela e curatela de seus ex-senhores. tão grande foi o descalabro social. citando o econ omista Molinaire. após a abolição. o trabalho do liberto é um terço menos produtivo que o trabalho do escravo. na sua Mensagem ao Congresso Nacional de escravatura: 27. jungidas à voracidade dos novos senhores. em geral. que hoje arruinados e abandonados pelos trabalhadores válidos. neste sentido. o deputado geral Molinaire diz que. prevendo a queda da produtividade da agricultura e a queda da -se receita dos estados produtores de café. os inválidos. tendo dito. E mesmo se os escravos tivessem permanecido nas fazendas. tentame aquele que consistia em: aguardente aos litros. a abolição da escravidão foi feita sem que se tivesse preparado a sua substituição pelo trabalho livre. não poderão manter aqueles infelizes. base única. página 2 : Com a ausência de uma política que. volume . plenamente desaparecido.

por causa da cumplicidade do exército brasileiro e da polícia paulista que não iam mais fazer a recaptura dos escravos fugidos. existente nas a ui foram incendiados os últimos documentos da escra idão no Brasil". Esta matrícula de escravos prevista pela Lei dos Sexagen rios foi concluída em 30 de mar o de 188 . p p o n k l ex-escravos com recursos do extinto Banco au e realizar. Em 0 " ui Barbosa deixou de ser ministro da azenda. foi aprovada. Sílvia H. a imprensa e a ma onaria brasileira tiveram na aboli ão da escravatura no j j  j j k j car ter ativo. Sílvia Hunold Lara e Sidney nicamp. a crítica feita aboli ão dos escravos foi no sentido de que estes m j k j o k q k u m y s n . invi vel. a escravidão. alguns pesquisadores recentes da historiografia brasileira t m outro ponto de vista sobre a aboli ão da escravatura e sobre a Lei Áurea. ela a olição do elemento ser il. Para inviabilizar essa pretendida indeniza ão dos fazendeiros. na época da aboli ão. estes livros de matrícula de escravos constavam os pre os pelos s l r comun ão rasileira". al interpreta ão acentua o halhoub. De acordo com o historiador Américo acobina Lacombe. uma j i Do ponto de vista dos fazendeiros. gerando quilombos por toda a parte. também. Pedro II e também vista como o resultado de uma longa campanha abolicionista. das popula es escravizadas. ui Barbosa. Porém.não foram indenizados monetariamente. com esta tese. afirmam que as ‚  oficinas do Lloyde Brasileiro. após a aboli ão da pena de a oite. especialmente os pequenos propriet rios de terra que não tinham acesso a mão-de-obra de imigrantes europeus. usando termos atuais. então. mas a destrui ão dos escravidão prosseguiu. e. quando ministro da fazenda do governo Deodoro da onseca. esta inscri ão assaz lac nica: " 3 de maio de 8 j  „ j € ƒ  p j … ~ j j i documentos referentes j r de janeiro de 1891. A Lei Áurea perante a historiografia Durante muito tempo a Lei Áurea foi vista como um ato generoso de Dona Isabel que seguia os propósitos abolicionistas de seu pai o Imperador D. a decisão de { v j k u w k k v 3. como foi dito acima. Lara e Sidney halhoub procuram. em 14 de dezembro de 1890. 0 de 1885 Lei dos Sexagen rios que ordenava nova matrícula de escravos e estabelecia seus ui Barbosa. tendo eles imenso prejuízos. e os documentos do inistério da quais os escravos tinham sido adquiridos por seus donos. j x t i azenda referentes escravidão. os quais eram da guarda dos cartórios de ofício dos municípios. politica e economicamente. Porém. ". de fato. em 0 de dezembro de 1890. conforme as normas estabelecidas pela lei valores m ximos de acordo com sua idade. Afirmam eles que a aboli ão teria sido fruto de um estado semi-insurrecional que amea ava a ordem imperial e escravista. minimizar o papel que Dona Isabel. entra a na ordenou a destrui ão de todos os livros de matrículas de escravos. e em nome da "fraternidade e solidariedade com a grande massa de cidadãos ue. or ter ordenado a eliminação nos ar ui os nacionais dos estígios da escra atura no Brasil . e não passivo. " ma placa de bronze. tornaram. sendo bastante comemorada pela sociedade brasileira . ambos professores doutores do departamento de História da rebeli es de escravos que estavam se generalizando no País. documentos recentemente descobertos revelam que Dona Isabel analisou a hipótese de indenizar os ampla reforma agr ria. contém. u p p | p s p z j p m t y … j y no ongresso acional com a seguinte mo ão: " Congresso acional felicita o o erno Pro is rio } r Seis dias mais tarde. os clubes abolicionistas.

As outras duas penas utilizadas encontram-se em poder do Museu da Maçonaria. D. A pena dourada Tendo sido editada em três vias. após a renúncia de seu avô.00. Tendo o m historiador José Murilo de Carvalho escrito: Possuíam escravos não só os barões do açúcar e do café.Brasil. uís Maria Filipe. é um dos estudiosos que criticam este novo tipo de abordagem da abolição da escravatura. Mais ainda: possuíam-nos os libertos. entes de Apesar do título de Príncipe Imperial do Brasil ter sido transmitido aos primogênitos descend seu tio-avô. Recentemente. sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. a princesa D. os pequenos comerciantes e burocratas das cidades. pela soma de R$ . Pedro de Alcântara. D. a pena dourada havia sido mantida como herança entre os primogênitos doRamo de Petrópolis. † ² José Murilo de Carvalho ‡ ‡ ‡ ‰‰‰ ‰‰ˆ . Negros e mulatos que escapavam da escravidão compravam seu próprio escravo se para tal dispusessem de recursos. Pedro Carlos vendeu ao Museu Imperial de Petrópolis a pena dourada com a qual sua bisavó. D. assinou a primeira via da ei Áurea. Isabel do Brasil. os padres seculares e as ordens religiosas. . cada cópia da ei Áurea foi assinada por três penas douradas idênticas. A ideia corrente de que somente ricos fazendeiros possuíam escravos e que a ei Áurea atingiu e prejudicou somente as elites econômicas também te sido questionada atualmente. A penetração do escravismo ia ainda mais a fundo: há casos registrados de escravos que possuíam escravos. na sede do Grande Oriente do Brasil. Demétrio Magnoli. Possuíam-nos também os pequenos fazendeiros de Minas Gerais.

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