Lei Áurea A Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.

353), sancionada em 13 de maio de 1888, foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil. Foi precedida pela lei n.º 2.040 (Lei do Ventre Livre), de 28 de setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas de pais escravos, e pela lei n.º 3.270 (Lei Saraiva-Cotejipe), de 28 de setembro de 1885, que regulava "a extinção gradual do elemento servil". Foi assinada por Dona Isabel, princesa imperial do Brasil, e pelo ministro da Agricultura da época, conselheiro Rodrigo Augusto da Silva. O Conselheiro Rodrigo Silva fazia parte do Gabinete de Ministros presidido por João Alfredo Correia de Oliveira, do Partido Conservador e chamado de "Gabinete de 10 de março". Dona Isabel sancionou a Lei Áurea, na sua terceira e última regência, estando o Imperador D. Pedro II do Brasil em viagem ao exterior. O projeto de lei que extinguia a escravidão no Brasil foi apresentado à Câmara Geral, atual Câmara do Deputados, pelo ministro Rodrigo Augusto da Silva, no dia 8 de Maio de 1888. Foi votado e aprovado nos dias 9 e 10 de maio de 1888, na Câmara Geral. A Lei Áurea foi apresentada formalmente ao Senado Imperial pelo ministro Rodrigo A. da Silva no dia 11 de Maio. Foi debatida nas sessões dos dias 11, 12 e 13 de maio. Foi votada e aprovada, em primeira votação no dia 12 de maio. Foi votada e aprovada em definitivo, um pouco antes das treze horas, no dia 13 de maio de 1888, e, no mesmo dia, levado à sanção da Princesa Regente. Foi assinada no Paço Imperial por Dona Isabel e pelo ministro Rodrigo Augusto da Silva às três horas da tarde do dia 13 de maio de 1888. O processo de abolição da escravatura no Brasil foi gradual e começou com a Lei Eusébio de Queirós de 1850, seguida pela Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885 e finalizada pela Lei Áurea em 1888. O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura. O último país do mundo a abolir a escravidão foi a Mauritânia, somente em 9 de novembro de 1981, pelo decreto n.º 81.234.

O significado do termo "Lei Áurea" e a data cívica de 13 de maio
A palavra Áurea, que vem do latim Aurum, é uma expressão de uso simbólico que significa "feito de ouro", brilhante, magnífico, nobre ou "de muito valor" O dia 13 de maio é considerado data cívica no Brasil. O decreto n.º 155 B, de 14 de janeiro de 1890, estabeleceu um feriado nacional em 13 de maio, declarando-o "Consagrado á commemoração da fraternidade dos Brazileiros". Este feriado existiu até 15 de dezembro de 1930, quando Getúlio Vargas o revogou através do decreto n.º 19.488.

A escravidão no Império do Brasil

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t l i i A tô i F t i . f . já t t f ç.w w u v} t | t | v} w v v} } ƒxuŒu } } t ‚uv vuvut { ‹Š ‰‰ˆ zw wz t}{ } tu }tzu€}‚ } †… x wz}€w w wzwƒ wz~}„u | | | s | ‡ „}x u vwxz} vwz } }z{}zƒ }z u vwz~ }tzu€}‚ } wz w€wz{vu w } }~w w vu t u z} } w{ zyx wt vuvut | | | | s C A l á. i j . e que se estes. lô i lô i lô i U i C i J P t l ). José Olinto de Carvalho. t ô i i i i f t 27. C D il t i 2 P S A i V t A j l It t l i i t l ç t l ç Sil . ao mesmo passo que se importa gente estranha. para colonizar um país que não precisa. t l ²' . i t i . (si vera est fama) facinorosa. l. Governador da Praça de Santos. t t Q s€x ƒv ƒ ’sv ƒf w ƒ A f lt Ai P .E N t . i i t l F ç P i F i iE ç i ti i i V t i í . senão que o deixem prosperar.E :J . E t ( i t it à f lê i 2 : . t t l.E t i l Ni t A i í f t i F l i P t i lP S . i ô P li t l R l . Ri i i i . x e . com inauditos sacrifícios. l . B t i l il l i f lt t t S i P l i Cl i ti à Câ B . t t f lt ti b i t p i li i l v t i t t ti . i . j t i T t 2 já t . . para vir a ser uma nação formidável.f i . l l l i Sil i ti i i l. t S S [ t ] C E t A t ti P it S f t l l P . i . il i i l t E t f ˆ ƒ ™v ƒ ˆ ƒ o p w u v … p pw …v x xusƒ xw wx sp …ƒ ry r r r r q ‰ ‰ qr q q mrh n h mkh r rq t yr … u † wv w sƒv‚w w spv w vƒ ƒuƒx †…ƒ w † wx … w vw † … w up „ x pxƒ„ r r r yry q  r  r r ryr r t qp w up w v „ƒ ƒswv‚ ƒv‚ vw † ƒ w up „ x w sƒx u s w wpv x w…v v svu †…ƒ w w p u r r r r r ry q r r r r r q w s w„ w sv v x ƒ „w ƒ xw… pw ƒ ƒ pw pw… u ™ w„xw ƒ w„ w ’s x … r qr q r r r r qr  q q q q r r d pƒ xws ƒ x ƒv xƒ s …w ƒ wx ƒxƒ vw u x wpƒs …w„w sƒ xw… pw …ƒ †…ƒ w w p u r  r r  ry r r r r r r q q w † w w sp w …wxw w ƒv‚ sƒ w x vw sw ƒx p wxƒ sƒ ssƒuvs … u †p …’x vw † ry rq y r r r r ry r r qr q q r xs xw… pw ƒ w „ wp vƒxx u w ƒ ƒv‚ ˆ ƒ pw p vw † …ƒ †…ƒ w w p u ƒ r r rr r r r ‰ qr r r qr q r q q w…v xw w sp v pƒ x ƒ … pwv‚ wp ƒx x ƒ… x p w p w vƒxx u sw„ w pƒ swx ƒ… x sw w… r rq r rq rq r yr q r r y q † wx … w ƒ… x wx ƒ pwx sƒ wx dƒ d †… x wx w ƒ sw„ w pƒ s wsxƒ„ …wxƒxx u „ … ƒ sƒ x  ry  r rr r r qr tr q r q q x ƒpw ƒ ƒ vw † ƒ pƒ… usƒxu w„w™ w wx w g o g ƒ wu ’ r r r y hk m h h hkh nmlhk ji h h q ry q r rq r qr wp w w…w™u wx dƒ d †… ƒ w w w w…ƒ x w x xw™pw w s p u w pƒ… „ … sƒ pw w p r  r rt r r rq q q q tr q r tr y r q qrt –˜ ˆ …ƒ „ p ƒ …ƒ w s „wxusƒ ƒ wp uwpxƒ p u rq rt r r r r r q q ‰ ƒ ƒ xƒ ™ up w wx s ’„wx w swpwu v ƒx swx ƒ swp …wx „ xƒs ƒ v‚ s „wxus ƒ s w rq r r r r q rq q t y ƒ w xƒ w w ƒup u s wxxw s wxxƒv‡w p …x’ w ss xwsƒ w xƒ … † v sp w ƒ pw™ ƒ…ƒs rq r r ry r r q y y r r q q t qq qr … ƒ wxv w„ wxusƒ w w„ w„xƒsƒx †ss … x ˆ ƒ ƒspƒ pwx‡d wu ƒ w † v sp y r r ry •‰ q r r q q t‘y qr rqr † „wxusƒ w w …spwx †p ƒx pƒ„ ƒv‚ pwxw uƒ ƒ x x v v pƒs ƒx w w v ƒ …sƒ… r r r r y r q q qr ryr r r q y qr ˆ ˆ ƒ ™pv ƒ … ˆ ˆƒ xw… ƒ ˜ …ƒ † „wxusƒ w w x v p —ƒ ƒv‚ wv wx † wƒ ƒ x …v r q r ‰ q r  rt q r r y q‰ q ‰‰ q r q r wxƒ‡ wxw… v pƒsƒx w w pwx wx ƒxxƒ p p wv ƒ – ˆƒ w… ƒ ˆ … – ˆ ƒ x …ƒ”ƒ r y r rq y q r ‰ q r q‰ •‰ q r t q ƒ ˆ ƒ x xw w wxv w„wxusƒ w p w ƒ x …v wxƒ‡ wxw… ˆƒ w… ƒ “ˆ …ƒ v p ƒsƒx w y rq rt r r y r y q  q ‰ qr q wx ƒxƒ ƒ pƒ…ƒ ’s wp ƒx x ƒ… x p s w pƒsƒx w …wx s „wxusƒ ƒ † w ƒx s s ƒ x s x r rq r yr rq y r r rt qr tr r r y r …ƒ ƒ u swx p wpƒ p † „ wxusƒ w pw „ƒx ƒ w„ p ƒ ƒ w… w ˆ ˆ r q r q rq r q ‘ r ‰ x ƒ w„ † ƒx wp s spw… s p ƒ s ƒs ƒv v x …w„wuw w ƒv‚ s w r rq rq r  r rq  ry r ƒ ƒ w s s wxƒ‡ swp q € x pw s vu s p yr rq r rt r q í i t t f t t í i i l i D r AC Vá i Mi t áfi l j t tit i ç t i t t j t i .A t 7 t liç t t t t li . engane a « não havemos de chorar amargamente a quantia de 1:400$000 reis (um conto e quatrocentos mil reis) para mais que mensalmente sai dos cofres nacionais da Província para sustentar os colonos? Não nos havemos de lembrar com dor que esse dinheiro é sangue dos nossos concidadãos. . li . fi i ti y . por estas e outras ficarem reduzidos a mendicidade hão de mandá-los a taboa.E tit i ç l i li i liç t I Ri l f i fil i t i l. para crescer. A 26. .E t l i t C i liç R . li i l fi i ti . . ç li S . . i . à Câ i f i lti ti j t li ii . i l. t P li J ç r U S Havemos de sofrer que o Sr.

tratavam de desertar. Milhares de cafeeiros ficaram abandonados. Iam estabelecer se no Noroeste de São Paulo. com homens de outros climas e afeiçoadas a outros hábitos. que temiam a imigração de chineses. camaradas que se ofereciam para trabalhos temporários. nas extremas terras cobertas ainda de mata-virgem. £šš™ dos Deputados). Os que permaneciam nas fazendas. em fazendas já formadas. presidente de São Paulo entre « 2 e 2 . no Rio de Janeiro. em 22: Pretender. A segunda modalidade era instalar os imigrantes em fazendas de café. a it ação dos fazendeiros paulistas era aflitiva pela escassez de colonos. incluindo a censura daA ti-Sl v yS §¦ ¥ ¤ i ty de ondres. Paulo Filho no artigo ³Centenári µ e Antôni Prado´. diz que em 2 . veterano produtor de café e especialista na questão do café. tentou 7 . quando pelo contrario os Paulistas. a Companhia Comércio e Imigração Chinesa. O fracasso de tal inovação será fatal. Tendo o Conselheiro Antônio Prado. que os honrados povos desta Província estão animados dos mais louváveis sentimentos a favor da colonização estrangeira. ent mini t Rel ções E teri res. Paulo Filho: ³E 1920. Essa ´µ³² carta foi lida por et lio Vargas.Em 7 . próximas aos centros de consumo. Em ª foi fundada. o Brasil enviou uma missão di lomática à China. ° ² Washington Luís 2 anos após a abolição da escravatura. no decurso de anos. » º ¹ Diz M. com clima mais semelhante ao da Europa. onde trabalhavam como meieiros. que só o machado do nosso caboclo sabe desbastar. O Conselheiro Antônio Prado também fundara. porém encontrou forte oposição do deputado Joaquim Nabuco. em . em particular para introdução de trabalhadores agrícolas e fora negociar a imigração na Europa. como capina e limpeza de cafezais . com a vinda de mais de  romover a imi raç o e ineses ara o Brasil.´ ´ ³² M. Na maioria. O ministro Antônio Moreira de Barros. o Imperador. era contra a aboliç o da escravatura sem uma nova fonte de mão-de-obra ara a lavoura e indeni ação aos fazendeiros. da Inglaterra e de Portugal. rompendo com tudo que o senso prático tem fundado. Em 7 . estabelecer uma nova organização agrícola não é descortino de estadista.Augusta pessoa de S. Os caboclos baianos que surgiam das bandas de Pirapora eram insuficientes. publicado em livro homônimo. também. Havia duas formas de instalar os imigrantes. ainda a ³falta de braços para a lavoura´ ainda era problema angustiante. o uejá avia ocorri o em mil trabal adores chineses ara o Brasil. Do estrangeiro não chegavam os trabalhado res. o que ocorreu principalmente no sul do país. senão sonho de visionário. uma sociedade ´ ³² ³Plataforma da Aliança i beral´. asseverando num oficio a Monsenhor Miranda. Moreira de Barros obteve o apoio do influente visconde de ¢ Sinimbu.M. como denota Washington uís ­¬ « em sua mensagem à assembleia estadual paulista. no lançamento de sua candidatura a presidente e incluída na 2 . assentando sempre em regiões já -os povoadas. que também não obteve ¦ ©¨ sucesso por diversas razões. em ¸ · ¶ . deploram se é que não detestam semelhante colonização?´ ˜ “– ² Um Patriota 7. ¯ “ Out ®  — Ÿ š™ –   • – ˜ — —  › Ÿ Ÿ – “• “ ž  – “  “ “ œ š™ š™ Ž Ž  Ÿ › “  – ’“”“  • – “ •  “– •  ” “  ’   Ž‘ — Ž — Ž  Ž—  Ž ‘ Ž ‘ ‘ Ž  Ž Ž Ž ‘ Ž ±° t t ti f f it . nsel eiro Antônio Moreira e Barros. não aceitavam os imigrantes como desbravadores do sertão. Moreira œ š™ —   ššš™ ¡ — de Barros mudou de idéia em — uando assou a defender a abolição imediata. enviado uma histórica carta ao candidato a presidente Dr. Muitos desses imigrantes se tornaram depois proprietários de terra e convidaram parentes que ficaram na Europa para também virem para o Brasil.i l ui lô i i i l V uei . A primeira era organizando colônias onde os imigrantes eram proprietários de terra. dando origem a cidades com características europeias. na Câmara eral (atual Câmara . e.Nilo Peçanha sobre essa questão. ­¬ ­¬ Tanto o conselheiro Antônio Prado quanto Washington uís.

regressando aos milhares para as suas pátrias. o conselheiro afaiete Rodrigues Pereira faz ²Lafaiete Rodrigues Pereira . com grandes gastos para o Estado brasil iro. a esmolar pelas ruas e praças. economicamente talvez mais fecundo em males do que a própria abolição do elemento servil. Não é só isso. Å Å Å Å ÂÂÂÁ O projeto da ei Áurea foi decorrência de pressões internas e externas: Em Å À ½ Na reunião do Conselho de Estado de de maio de ¾¾½ ¿ ¼ . outras sociedades foram fundadas no mesmo ano como a Sociedade Taubateana de Imigração. os imigrantes. escravatura enquanto não houvesse mão-de-obra para a lavoura e representavam o movimento ÂÂÁ à imigrantista. senão a única fonte de nossa riqueza. investimentos na agricultura: O corpo legislativo votou uma grande soma.o . Em São Paulo. foi fundada em São Paulo a Sociedade Brasileira de Imigração. para a introdução e colocação de trabalhadores estrangeiros. tenha sido feito. Da exposta série de erros. Antônio da Silva Prado foi nomeado Inspetor especial de terras e  ÂÁ colonização da Província de São Paulo em 7 . a principal. parte a mais delicada do problema e da qual depende essencialmente o bom êxito deste importantíssimo serviço. a ei do Ventre i vre e a ei dos Sexagenários. filial da Sociedade Central de Imigração. e. levantou em torno do assunto dificuldades que só tarde e com grandes e pesadíssimos sacrifícios poderão ser afinal vencidas. Ä dirigida pelos cafeicultores Rafael de Aguiar Pais de Barros. e levando a desilusão e um ressentimento profundo contra o país que não soube acolhê-los. Estes erros e desazos preparam-nos um desastre. A imigração era o remédio contra os efeitos da abolição.uma síntese dos problemas criados pela introdução em massa de imigrantes visando a substituição do trabalho escravo. Em . Conselheiro Antônio da Silva Prado e Nicolau de Sousa Queiroz. Rodrigo Augusto da Silva foi presidente da Associação Auxiliadora do Progresso da Província Ambos eram contra a abolição da . sem que. e não tendo obtido emprego aí estão a refluir para as cidades do litoral. se não a matou. no mesmo ano. enorme mesmo para o nosso orçamento. por outro lado. continua abandonada. O ministério não cuidou absolutamente de tomar medidas práticas e acertadas para a colocação dos imigrantes.Martinho Prado J nior. Na execução deste pensamento o ministério houvesse com um descaso que toca às raias da inépcia: celebrou contratos a esmo e à ventura. que começaram a chegar em grandes massas. Conjuntura política da época da abolição dos escravos movimento abolicionista já possuía uma grande força e apoio popular no país e já havia conseguido a aprovação da ei Eusébio de Queirós. faltas e desazos resultou que a lavoura. e pelo governo. omitindo as cautelas que a experiência nos tinha ensinado e violando a lei que marca o limite de tempo para tais contratos. E a política do Ministério a este respeito. privada de recursos e entregue a um desânimo que ameaça degenerar em desespero. As coisas a este respeito fizeram-se de uma maneira tão grossa que gerou-se no espírito público a suspeita que esses contratos foram realizados antes na intenção de favorecer os contratantes que no de atender aos interesses da nação. e não abolicionista. Em consequência. Antônio da Silva Prado e o então deputado Rodrigo Augusto da Silva tomaram a dianteira na promoção da imigração europeia. se acumularam nas hospedarias do governo e nos pontos para onde foram introduzidos.

A polícia de São Paulo. 14. nascidas a partir daquela lei. também. 6. que os pais derem a seus filhos. Será o crime justificável. Os escravos. passaram. não sabem com que elementos de trabalhos contém. antes de tudo. precisam. e não terá lugar a punição dele: (.6 .. e que previa indenização aos fazendeiros. O número de escravos havia diminuído muito. nem até onde ser-lhes restringido o direito de uma propriedade. castigos estes que passaram a serem proibidos pela citada lei n. Os Caifases. de que dimana a riqueza única do Brasil. pela ei Eusébio de Queirós. . os senhores a seus escravos. símbolo do movimento abolicionista. apenas castigos moderados aos . quando foram proibidos. nos últimos anos da escravidão.) 6. pelo artigo × Ø "Art. . 6 do Código Criminal do Império. a fugirem das ÔÓ Ï Ð ÕÏ ÔÏ Ó Ó Ò fazendas sem o medo de. em que os escravos maiores de 6 anos e menores de 6 estariam livres mas sujeitos a prestação de ÈÈÇ Î serviços por anos. à uerra do Paraguai onde muitos escravos morreram Í Ç ÈÇ Ë Ì ÊÉÈÇ devido à abolição do tráfico de escravos. de 2 de Setembro de È Ë Ë filhas de escravos. . que libertou. Dona Isabel foi presenteada diversas vezes com camélias doQuilombo do eblon. ÊÊÊ ÊÊ Ç ÈÇ Assim. epidemias de varíola ocorridas no século XIX. devido à abolição da escravidão. e os me stres a ÜÜ× Û× escravos. noCeará e no Amazonas e devido 72. à ei do Ventre i vre. -de-mato e liderados por Antônio Bento. nas décadas anteriores à abolição da escravatura. ocasionando prejuízos enormes aos fazendeiros. uma queda de mais de % no total de escravos. em às muitas cartas de alforria dadas por proprietários de escravos.. nos últimos anos da escravidão. A lei n. em anos . todos os negros maiores de 6 anos de idade e que estabeleceu 6. perseguiam os capitães ameaçavam os senhores escravistas. ÚÚÙ ÖÒ também a lei n. e revogou . que promoviam a fuga dos escravos. de 6: ÉÇ ÊÉ ÊÊÊ Ê 72 . o conselheiro Paulino José Soares de Sousa assim se expressado: Os produtores deste país vivem na incerteza do dia de amanhã. na primeira matrícula de escravos encerrada em Havia muita insegurança por parte dos fazendeiros. também não mais recapturava escravos fugidos. Era permitido. havia somente ²Paulino José Soares de Sousa de outubro de . de 27 ÉÈÈÇ de agosto de .Camélias.º Quando o mal consistir no castigo moderado. de ÈÈÇ ÊÎ escravos e na última matrícula geral de escravos encerrada em É Ê Æ . de de junho de . e do Código Criminal do Império. havia sido registrados . de 6 de dezembro de ÔÏ determinou que: ³ao réu escravo serão impostas as mesmas penas decretadas pelo Código Criminal e mais legislação em vigor para outros quaisquer delinquentes ´. ter uma lei em que vivam para voltarem à segurança de ânimo indispensável a quem trabalha. frequentes fugas de negros e de mulatos das fazendas. na parte em que impõem a pena de açoites. Essas fugas de escravos das fazendas aumentaram muito. . tendo. então. a partir de Ñ Ï ÐÐ pela Câmara Ï ÐÐ eral. os chamados ingênuos". . o que não foi cumprido. de março de 7. às frequentes 7 . a fazer o papel de capitão-do-mato. na reunião do Conselho deEstado. consideram-se desprotegidos dos poderes públicos. de autoria deRui É ÉÈÈÇ Ë Barbosa. Também houve redução do número de escravos devido à ei dos Sexagenários. a pena de açoite nos escravos. que libertou todas as crianças. serem açoitados. Ï ÕÓ Ï Ð Ô Ò 6. e o exército já se recusava. ou seja: capturar e devolver os escravos a seus donos. em ou foram libertos. Ocorriam. revogou o artigo n. se recapturados.

. na seção da ã ä åä ã çä æ Câmara eral em de julho de 7 .. de uma aplicação mais suave e. sobre leis abolicionistas. entre outros. cada vez mais raros. pelo deputado geral cearense. José de Alencar. de "falta de braços para a lavoura" e para evitar grandes prejuízos para os fazendeiros. incentivou a imigração e criou várias colônias de imigrantes. Mas entre essa extinção plácida e natural e a extinção violenta por meios diretos como pretende o governo.. na época. ²José de Alencar ÞÝ ] que 7 . os que eram contrários e um terceiro grupo intermediário que queria uma " abolição gradativa" para não haver uma imediata crise na lavoura por falta de mão-de-obra. uma vez que a qualidade dele. como a ei do Ventre ivre. às propriedades agrícolas. a opinião pública e a classe política se dividiram entre os que eram totalmente favoráveis à abolição. para os quilombolas.seus discípulos. em contraste com os altos preços dos escravos. e também. na receptação dos bens furtados. Esse projeto também passou despercebido.. chamada. como mostrou Joaquim Manuel de Macedoem seu livro: As Vítimas-Algozes." Além disso. quando â â á ministro da Agricultura em no abinete do barão de Cotejipe e em no abinete João Alfredo. ou desse castigo resultar. em sempre era colocado a questão da indenização dos fazendeiros e de como esta indenização se daria.. chamados de Venda. que assim se expressou. não seja contraria às Leis em vigor. ²Joaquim Manuel de Macedo A polêmica sobre a abolição Foi somente nos últimos anos da escravidão no Brasil que jornalistas. como representante da ala do Partido Conservador que estava contra o projeto da ei do Ventre ivre... a pólvora e o chumbo para resistência no caso de ataques aos quilombos. ß ààà ß àà [ conseguiu fundos do governo paulista para as colônias de imigrantes europeus e que. jornalista e escritor. recursos de alimentação de que eles não podem prescindir. no parlamento brasileiro. nas fazendas. Esta última posição era defendida. de extinguir pelo esforço comum. estes. entendendo o Conselheiro Antônio Prado que a imigração era o único meio de substituir o trabalho escravo quando se realizasse a abolição da escravatura. e. entretanto. profissionais liberais e outros grupos não ligados à agricultura lançaram a tese da " Abolição sem indenização". que tem. Desde os primeiros ä åä ã ã debates. barata e abundante. unânime e espontâneo da sociedade este mal que herdamos dos nossos antepassados. do gabinete do visconde do Rio Branco: Apresentei um projeto (de lei) em que coligi algumas medidas (abolicionistas) indiretas. economicamente inviável manter o trabalho escravo. Macedo denunciou a cumplicidade dos pequenos estabelecimentos comerciais. não raras vezes. para os grandes fazendeirosprodutores de café. em face da concorrência damão-de-obra fornecida pelosimigrantes europeus. estava se tornando. de resultados mais eficazes. sempre de reserva. Essa vinda de mão-de-obra europeia para o Brasil deveu-se à iniciativa doSenador Vergueiro e aos Conselheiros Rodrigo Augusto da Silva e Antônio da Silva Prado. Todos esses fatores conjugados e também os ataques e furtos constantes dos negros. Durante o longo processo de discussão das leis abolicionistas. pelos escravos e quilombolas: A "Venda" não dorme: às horas mortas da noite vêm os quilombolas. tornavam inviável a manutenção da escravidão no Brasil. muitos deles refugiados em quilombos. trazer o tributo de suas depredações nas roças vizinhas ou distantes ao vendelhão que apura nelas segunda colheita do que não semeou. os escravos fugidos e acoutados nas florestas.Nos relatórios que leu (o ministro) acha-se o pensamento que todos partilhamos que ressumbra do País inteiro.

anunciou que a abolição da escravidão no Brasil seria um bom presente ao Papa. Rodrigo A.Eu tremo com a publicação destes projetos. conhecido como o ³bispo abolicionista´. e foi rejeitado pela Câmara î eral. os quais.Os retrógrados sois vós que pretendeis recuar o progresso do País. citou a O projeto de lei da Abolição no Parlamento ministerial presidido pelo ConselheiroManuel Pinto de Sousa Dantas. a Igreja Católica que evitava intervir em assuntos políticos desde a expulsão dos Jesuítas.Serviço de ingênuos até 20 ou 16 anos? Impostos para o resgate? Os publicistas e homens de estado da Europa não concebem a situação dos países que têm escravidão.há um abismo. recebendo o título na de Conde de Santo Agostinho.. Joaquim Nabuco na sua obra "Um Estadista do Império". por ser um homem pobre. Pela sua luta a favor da abolição foi uma das poucas figuras homenageadas publicamente por Dom Pedro II e por Do Isabel. òììë O primeiro projeto de lei visando à libertação dos escravos no Brasil foi feito. Depois deste anúncio. a 2 de maio de . o è abolicionismo entrou na pauta das discussões. matando a sua primeira indústria. pela primeira vez.. nas sessões de 2 e é ê de abril de 67. relata que. ferindoo no coração. í î eral. tendo o conselheiro Marquês de Olinda advertido sobre as dificuldades que decorreriam da abolição e que as ideias abolicionistas vinham de países que não tinham trabalho escravo: Quando deve ter lugar a abolição?.. ð ï . o qual não teve dinheiro para retirar. em sua defesa da ei Áurea na Câmara Igreja Católica como uma das razões da abolição da escravatura. em ñññð Sessão do Senado em que se aprovou a ei Áurea. são capazes de fazer acumular matérias que causem um tremendo terremoto na sociedade.. pelo gabinete . no Conselho de Estado. Dom José Pereira foi seguido na causa abolicionista pelos Arcebispos da Bahia e de São Paulo. passou a defender publicamente o fim da escravidão. Em í 7. excetuando-se seu envolvimento na questão religiosa.. a Igreja Católica passou a ser um dos elementos centrais que levaram ììë àabolição da escravatura. Dom José ficou conhecido em sua cidade natal por ter doado toda a fortuna herdada de sua família para a caridade. segundo ele. Dom José que foi abolicionista declarado a décadas e camareiro secreto dos Papas Pio XI e eão XIII.. só por si...quando o número de escravos se achar tão reduzido em consequencia das alforrias e do curso natural das que mortes que se possa executar este ato sem maior abalo na agricultura. da Silva. capelão-mor de Dom Pedro II.. Para cá não servem suas ideias! ² Marquês de Olinda A Igreja Católica Através do arcebispo Dom José Pereira da Silva Barros. a lavoura.

passando a pasta da agricultura para ô ÿ õ colaboradores ou redatores da lei. sendo aprovado. mara Geral. odrigo Augusto da Silva contou com a ajuda do deputado geral oaquim abuco no debate com os ÷ deputados escravocratas. o projeto de aboli ão da escravatura. que se encontrava em São ô ÿ cunhado. Andrade igueira e unha Leitão. Bulh es arvalho. onselheiro Ant nio Prado retornou ao ministério da agricultura. através de seu ù õ Silva . inistro da Agricultura e interino das ela ó ÿ úù ÿ ü ù ù õ O projeto foi apresentado no Parlamento pelo então ÿ Alteza a Princesa Im erial. por odrigo Augusto da Silva. o . A vota ão em segundo õ ÷ ¡ § § ô ù ¦ ¥ õ ÷ ó Exteriores. ù ù ó A primeira vota ão da Lei Áurea ocorreu no mesmo dia: 9 de maio. Esse projeto de lei. A oposi ão escravagista não teve sucesso. Elias haves. segundo publica odrigo Augusto da onselho de inistros oão Alfredo orreia de Oliveira como onselheiro Ant nio inistro: de ordem. Bezamat. elaborou e enviou ao Presidente do onselho de inistros oão Alfredo. astrioto. erreira Viana e o presidente do ý   ¢ ø atual mara dos eputados. a Lei Áurea. juntamente com ona Isabel. ù õ Geral. ministro da agricultura do Gabinete oão Alfredo e que se ó ô ü ý û õ afastara do cargo por motivo de saúde. na duas se ó es na mara Geral. haves. O p oj to de lei da bolição na Câma a Ge al ù na mara Geral. no Senado do Império. Em seguida. barão de Lucena. foi enviado ao ù turno. 83 deputados gerais foram favor veis õ õ ú ù deputados gerais: barão de Ara aji. Outras fontes mencionam o onselheiro Ant nio da Silva Prado. odos tiveram parte importante na elabora ão do projeto de lei de aboli ão da escravatura. foi aprovado com expressiva vota ão favor vel na ù os deputados que aprovaram a Lei Áurea estavam os futuros presidentes da república: odrigues Alves e Afonso Pena. e a residirem durante dois anos onde se achassem na data da aboli ão Pouco após a aboli ão dos escravos. ü õ õ ø a versão do historiador Pedro almon. sugerindo porém que se aproveitasse apenas o seu primeiro artigo "Fica a olida a escra idão no Brasil" para que não acontecesse que um texto extenso causasse longas discuss es no parlamento. Andrade igueira. õ ÷ û õ Bezamat e Alfredo O projeto de lei foi debatido. e segundo o ma longa discussão ocorreu no parlamento no dia 9 de maio de 1888. ó odrigo Augusto da Silva recebeu fortes ataques dos deputados Pedro Luiz. Alfredo õ û Senado do Império. em 0 de abril de 1888. Pedro Luís. em tempo recorde: em apenas ¤ ú £ õ Paulo. um projeto de lei longo. odrigo Augusto da Silva. Acrescenta o ü õ ÿ þ historiador obias onteiro que o segundo artigo do projeto de lei proposto pelo Prado obrigava os libertos a trabalharem para seus antigos senhores. era de autoria do próprio ministro da Agricultura. em se ão presidida por Henrique ù ö Pereira de Lucena. es õ   úù û þ ù ¡ õ es mara . em 8 de aio de 1888. de sua mara Geral. na õ ÷ mara Geral. ministro da mara Geral. mediante paga. votado e aprovado.do Senado ederal. votaram contra a Lei Áurea na otejipe votou contra a Lei Áurea. no dia 10 de maio. em definitivo. O barão de õ ÷ ¨ haves. nos dias 9 de maio e 10 de maio de 1888. Lacerda erneck. O projeto de lei que abolia a õ escravidão negra no Brasil. o onselheiro Ant nio Prado. õö ÷ ó A Lei Áurea nasceu de um projeto de lei apresentado. foi feita por aclama ão. em 8 de maio de 1888. Entre aprova ão e apenas 9 úù õ agricultura do Gabinete ministerial presidido por oão Alfredo ô õ ÷ orreia de Oliveira.

da Silva Rodrigo Augusto da Silva: Vejamos agora. procuraram fundar estabelecimentos de crédito que proporcionassem aos lavradores o capital suplementar sem o qual a transfor mação não é possível. Rodrigo A. Rodrigo A. da Silva . autor da lei que proibiu o trafico negreiro. senhores.º É declarada extincta a escravidão no Brazil. davam diariamente exemplos os mais admiráveis de abnegação. 1. si não era inútil era ineficaz. não só o braço. Presidente. tal como a deve empregar a autoridade publica.. o presidente "o faz se introduzir no recinto e sentar-se ao lado direito.  Antônio da Silva Prado e demais membros do gabinete de    © de março. da Silva: Não venho também fazer praça do abolicionismo« Joaquim Nabuco: Vossa Excelência representa a tradição de Eusébio de Queiroz (Rodrigo A. contra os quais a ação do governo. e que os próprios interessados na manutenção da propriedade escrava. Art. o que se passou do lado oposto. mas também o capital . aniquilando este duplo elemento de produção. conselheiro Augustos e Digníssimos Senhores Representantes da Nação ± Venho. o que e mais extraordinário ainda. que não estivesse empenhado na grande cruzada.Ao chegar à Câmara eral. conselheiro Rodrigo Augusto da Silva (que enviou o projeto de lei à Câmara dos Deputados).capital flutuante-. porque lhe custou dinheiro. da Silva: E. Regente em nome de sua Majestade o Imperador. era o herdeiro político e genro de Eusébio de Queiroz. Não havia um só órgão respeitável.) O ministro Rodrigo da Silva recebeu fortes críticas: O deputado geral Andrade Figueira lembrou a necessidade de amparar os agricultores: A d rade Figueira: O que fizeram as nações europeias que tiveram escravos em suas colônias quando resolveram emancipá-los? Além da indenização votada.º: Revogamse as disposições em contrário. libertando os seus escravos incondicionalmente. desses que formam o sentimento de um povo e a opinião de uma nação. Sr. Palácio do Rio de Janeiro. 2. e como elementos se desencadeavam contra a manutenção da escravidão. Se hoje o escravo representa para o proprietário.Rodrigo A. ²Rodrigo A. tornando impossível e impraticável a resistência. da Silva ainda mencionou a mocidade das academias como influencia . 8 de Maio de 1888. Em meio a uma "atmosfera fortemente eletrizada". . de ordem de Sua Alteza Imperial. apresentar-vos a seguinte proposta: Art. da Silva  . Recordarei a intervenção de alguns. O episcopado com a sua palavra santa. o barão de ucena anunciou que o Ministro da Agricultura estava na ante-sala. Rodrigo A. de onde lê apenas o seguinte": Dona Isabel.

serei bem julgado pelo meu país. - escravos. melhor seria capitularem perante a desordem. como um operário obscuro que não cessou de trabalhar pela libertação de uma nação inteira. por uma grande conquista em favor da liberdade na nossa pátria Assinatura da ei Áurea no Paço Imperial. para deixarme a doce compensação de que. na Cadeia Velha. Aceitei a posição de ministro em condições as mais excepciona dela me advieram todos os dissabores. eaquela importante província durante muitos meses permaneceu no terror mais aflitivo. prejudicando não só os grandes interesses econômicos. houve o terror derramado por todas as famílias.  $  Andrade Figueira acusou também o abinete de de Março de ser conivente com a fuga de  !  . quaisquer que sejam as injustiças e dureza dos conceitos de que tenho sido alvo. o que teria levado a ocorrerem fugas em massa. que resta á grande maio de nossos lavradores. na Câmara eral. O deputado geral Zama pediu votação nominal para que os nomes dos deputados gerais que aprovaram a ei Áurea pudesse ser do conhecimento das gerações futuras. violência e a necessidade de os proprietários de escravos paulistas a libertarem seus escravos para evitar mais violência: A d rade Figueira: Os escravos fugiram em massa. e portanto. houve ferimentos. houve invasão de localidades.qual é o capital disponível. que me coloca acima de quaisquer preconceitos ou emulações do interesse individual. incluindo do público que ficava nas cadeiras destinadas que ficavam rente aochão. O resultado da votação #" nominal foi então votos favoráveis e contrários. sacrifícios que a política impõe bastar-me a esta convicção. da Silva: Quaisquer que sejam os horrores das minhas contrad ições. para assalariar o ria trabalho livre? Quais são os estabelecimentos de crédito criados para virlhes em auxílio?. mas também interesses de segurança pública: houve mortes. compreenderam que. dou tudo por bem compensado com o que fiz por esta causa e hoje a causa do regojizo geral da nossa pátria. como sempre. O ministro Rodrigo da Silva respondeu às críticas e finalizou a defesa da lei com as seguintes palavras: Rodrigo A. Os anais do Parlamento mencionam que a fala de Rodrigo Silva recebeu muitos aplausos. hoje. bem próximos dos deputados. onde hoje está instalado oPalácio Tiradentes. e deram liberdade aos escravo s. combinando com o governo de São Paulo a não deixar a polícia paulista recapturar os escravos fugidos. diante da inação da Força Pública. preocupações e is. Felizmente os proprietários de São Paulo.

a produção. sobre a polícia paulista não mais ir atrás de escravos fugidos. Senhora ± Si é muito elevada a missão que as circunstancias atuais assinalam a Assembleia Geral. sofreu apenas um pequeno acréscimo. uma comissão do Senado do Império. introduzido na Câmara & turno. na Câmara 0 111 ' 4 7 4 )( No dia de maio. o Senado não poupara sacrifícios para corresponder no que o Brasil dele espera e auxiliar o empenho de Vossa Alteza Imperial aos seus auspiciosos destinos. Fez 53 segunda e definitiva votação. com a adição. No dia 2. apressem pela imigração o povoamento do país. tornara forte impulso. em segundo eral. dando por aprovado. Eis como considero a vantagem do projeto. no dia 2 de maio. embora seu nome não fosse registrado por não ter havido votação nominal. em emenda. do Senado para apreciar o projeto. junto com a emenda da Câmara eral. enviou uma mensagem do Senado do Império a Dona Isabel. e ao projeto de lei de abolição da eral. sobre a ameaça ao direito de propriedade. no mesmo dia. desta lei". o projeto da ei Áurea foi aprovado. não havendo mais pretextos para tais movimentos. Em enviado à sanção imperial. no seu primeiro artigo. a óis Júnior que . mediante providencias que acautelem a ordem na transformação do Trabalho. fez considerações. A 2 escravatura no Brasil. Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque e Antônio mensagem dos senadores finalizava da seguinte maneira: Acompanhando os patrióticos sentimentos de Vossa Alteza Imperial. e. o presidente do Conselho de Ministros João Alfredo participou dos debates. e. Na sessão do dia foi criado uma comissão especial 33 O Senado do Império recebeu o projeto de lei de abolição da escravatura. o projeto de ei Áurea. para ataques contra a propriedade e contra a ordem pública. Tem a grande razão. O barão de Cotejipe. desenvolvam o crédito agrícola e aviventem a indústria nacional. com a presença do ministro da agricultura que chegara depois de iniciadaa sessão. concluiu afirmando que era inevitável a ei Áurea para parar com a anarquia reinante devido às fugas de escravos: Portanto. composta por Manuel Francisco Correia. a ei Áurea foi aprovada. O rojeto de lei da Aboli Em resposta à fala do Trono de o o Senado do Im ério . acreditando que. no dia de maio. ² Correia. sobre as muitas alforrias de escravos. como o bem público exige. 53 3 da Câmara eral que acrescentava a frase "desde a data desta lei". de de Maio. Cavalcanti de Albuquerque e Nunes Gonçalves de Maio. sobre a fuga em massas de escravos. facilitem as comunicações.acrescentou ao projeto da ei Áurea. a extinção da escravidão que ora vem neste projeto não é mais que o reconhecimento de um fato já existente. da frase "desde a data & partir de uma emenda feita pelo deputado geral nocêncio Marques de Araújo I ' % Esta proposta original. Nos dias 2 e 7 33 mesmo ter sido aprovado na Câmara eral. neste mesmo dia. semelhantes às que foram feitas na Câmara eral. em primeira votação. temendo que futuramente se confiscasse terras sem indenização. que reconheço de acabar com esta anarquia. sempre crescente. após o de Maio de 3 666 ² Barão de Cotejipe . utilizem as terras devolutas. o Senado apressar-se-á em resolver sobre a extinção do elemento servil. que abria o ano legislativo. a expressão " desde a data desta lei´. não sendo apresentado nenhum emenda e mantida a emenda a houve discussão e votação do projeto de lei. por todos os senadores presentes com exceção do barão de Cotejipe. no dia 3 3 4 4 7 2 Marcelino Nunes onçalves. o senador Paulino de Souza. que comparou a situação do país naquele momento 98 No dia de maio. houve segunda votação que não foi nominal. um longo discurso.

Rui escreveu: ³« O sr. ao contrário do atual governo e o governo paulista que Paulino de Souza e Cotegipe os tinham como culpados pelo caos em que se encontrava o país. teria necessariamente feito em poucos dias a abolição. Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios . sobre a ei do Sexagenários. na ortografia atual: RRRP QP Original do Diário Oficial de de maio de . ao contrário do sr. assestado como um morteiro de anarquia sobre a minha província (Rio de Janeiro). naquela época. dizia.manteve a ordem. quisesse por em prática o processo conservador atualmente empregado em São Paulo. Rodrigo Silva é o ministro que não sai nunca. (Dantas ± Presidente do Conselho em 1885). do qual a única saída seria a abolição. . ministro dos Negócios da Agricultura. [ 7] explicação posterior de que Antônio da Silva Prado se afastou por motivos de saúde. entre os senadores que não estavam presentes e não enviaram justificativa. o ministro que nunca fica. Silva. deputado e depois senador) de de maio de . O conselheiro Antônio da Silva Prado foi registrado. q uando o governo. Se o honrado Senador. IIIH Estrangeiros. e depois da ascensão do atual gabinete.´ O texto da ei Áurea A lei n. alguns acreditavam que o real motivo era político. ² Paulino de Souza Nem todos acreditaram na FGF F E . abolindo a escravidão no Brasil. que não previa nenhuma forma de D T S SS H F C com a época dos debates em AA@ B . da Silva. Prado. Rui Barbosa ironizou sobre a constante ausência de Antônio da Silva Prado e sobre Rodrigo A. nas atas do Senado do Império. com a lei . (cujo projeto de lei foi apresentado à Câmara dos Deputados por Rodrigo Augusto da indenização aos fazendeiros.

º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer. 1. a todas as autoridades. e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. publicar e correr. Pedro II.º: Revogam-se as disposi es em contrário.rasil: Regente. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura. faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Art. Rodrigo Augusto da Silva Carta de lei.º da Independência e do Império. Bacharel Rodrigo Augusto da Silva. Dada no Palácio do Rio de Janeiro. 2. o Senhor D. 67. Manda. que a cumpram. em 13 de maio de 1888. o faça imprimir. pela qual Vossa Alteza Imperial e Princesa Imperial Regente dc b UVU Decl A Pri cesa Imperial UUW exti t escravi `W `YX a ³ ´ . Art. portanto. Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros. do Conselho de Sua Majestade o Imperador. em nome de Sua Majestade o Imperador.

1888. pela ei Áurea. no mínimo. foi à sanção da regente Dona Isabel.6 . x r hhh xxx x xxx xx r concluída em 72. Pedro Américo. pelo Papa eão XIII ± autor de encíclicas favoráveis à abolição da escravatura. de forma ilegal. ][ 2][ ] A ei do Ventre i vre e a ei Áurea foram sancionadas por Dona Isabel. feita pela Câmara eral. declarando extinta a escravidão no Brasil. como nela se declara. registrou apenas 72 . que houve por bem sancionar. embora. um ano antes da ei Áurea. escravos e a última matrícula de escravos.concluída em s q alteração do projeto de lei do governo. um total de escravos que não chegou a um milhão de pessoas. antes de ser publi ada c nas províncias. algumas formas contemporâneas de escravidão. possa ser constatado. inscreveu . foi introduzir no texto a expressão r s q p votos favoráveis e y y €y uut v f Transit w w r s w w ih g r hh r h gf em 13 de mai de g g votos contrários na Câmara eral (Câmara dos Deputados).manda executar o Decreto da Assembleia Geral. Foram libertados.. Pela ei Áurea. Na primeira matrícula de escravos. para uma população total de quinze milhões de brasileiros. no país. Dona Isabel foi premiada com a comenda Rosa de Ouro. como CatholicaeEcclesiae e In w w de março de 7. para que a lei entrasse em vigor imediatamente. em "desde a data desta lei". . pôs fim à exploração da mão -de-obra escrava no Brasil. ainda hoje. A ei Áurea. o que costumava levar um mês. A única w w . Consequências da Abolição Libertação dos Escravos. aos de maio de [ .Antônio Ferreira Viana. Para Vossa Alteza Imperial ver. Aprovado com um contrário no Senado do Império.José Júlio de Alb q erq e. e de maio. Chancelaria-mor do Império . na prática. escravos. quandoseu pai estava na Europa.

deixando-a a um tempo sem tratadores e sem capitais. lembrou que foram concedidos empréstimos vultosos ²Lafaiete Rodrigues Pereira „ … … ˆˆ‡ ‰ ƒ da Ordem de São regório Magno de Roma.João Maurício Wanderley. mas ainda não deixou de provocar polêmicas. por todos os líderes afrodescendentes da época. reportando às consideração do -se Conselheiro Antônio da Silva Prado. ao cumprimentar a princesa logo após esta ter assinado a ei Áurea. na reunião do para a imigração de trabalhadores europeus mas os empréstimos para a agricultur não se a concretizaram: A abolição do elemento servil desorganizou de golpe a lavoura do país. deixando sem amparo os ex -escravos. barão de Cotejipe. como acesso à terra e à moradia. foram das mais funestas:  ‘ ‡† Conselho de Estado de de maio de .problema que só se agravaria com o passar do tempo. como José do Patrocínio eAndré Rebouças. as consequências da abolição dos escravos. fornecendo-lhe dinheiro por meio de crédito e braços pela imigração. Faltaram também medidas complementares para minorar as dificuldades que os fazendeiros passaram devido à abolição. O ministério ou desconheceu a urgência e extensão destas necessidades. Ao contrário. A ei áurea foi apoiada. para usar um termo atual. Era uma necessidade indeclinável acudi-la de pronto. chamados então de "Pretos". profetizou: "A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono"! ² Barão de Cotejipe Lei Áurea do espanhol Miguel Navarro Cañizares. amplas camadas populares à exclusão social . o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura. em . usando termos políticos vigentes atualmente no Brasil. e Rodrigo Augusto da Silva foi feito cavaleiro da Santa Sé. O Conselheiro de Estado afaiete Rodrigues Pereira. ƒ Plurimis[ ]±. Críticos do projeto de lei da abolição afirmam que a ei Áurea deuliberdade aos negros emulatos mas não lhes garantiu alguns direitos fundamentais. a falta de uma legislação complementar que vislumbrasse tal problemática contribuiu por condenar. que os permitissem exercer uma cidadania de fato. ou não soube adotar as medidas adaptadas a satisfazê-las! De acordo com a análise de Everardo Valim Pereira de Souza. recebendo a ‚‚ rã-cruz  ’’’ … de maio de .

sobre a abolição da Extraordinário passo de grandeza moral incomparável. e as populações aí vegetam. principalmente. neste sentido. Os ex-escravos. Com ela (a abolição) houve a supressão de um enorme capital. os inválidos. o senador Paulino de Souza. habituados à tutela e curatela de seus ex-senhores. havia já recebido alguma imigração estrangeira. crimes. citando o econ omista Molinaire. porém. enfermidades e morte prematura. decretada de afogadilho a ³Lei 13 de maio´. em discursos publicados em "A Nova Política do Brasil". após a abolição. zonas outrora florescentes vieram a ser completamente abandonadas. teremos uma diferença de 1/3 para menos na produção! A questão da indenização dos fazendeiros hhhf Pedro uís. E mesmo se os escravos tivessem permanecido nas fazendas. prevendo a queda da produtividade da agricultura e a queda da -se receita dos estados produtores de café. debandaram em grande parte das fazendas e foram "tentar a vida" nas cidades. página 2. página 2 : Com a ausência de uma política que. plenamente desaparecido. sem raízes. e. o deputado geral Molinaire diz que. cogitasse de substituir o trabalho escravo pela atividade livre. tão grande foi o descalabro social. que as exploram! Nos debates do dia de maio no Senado do Império. A parte única de São Paulo que menos sofreu foi a que. era tida também como funesta a situação da agricultura brasileira. jungidas à voracidade dos novos senhores. até hoje nas fazendas a cargos dos proprietários. por maiores que sejam os impulsos de uma caridade que é conhecida e admirada por todos os que frequentam o interior do país. os enfermos e os velhos. a desorganização completa do trabalho agrícola. na sessão de de maio de . também tece considerações. chamou a atenção para o abandono em que ficariam os mais desamparados dos libertos: É desumana (a lei aprovada) porque deixa expostos à miséria e a morte. na melhor das hipóteses. o trabalho do liberto é um terço menos produtivo que o trabalho do escravo. tentame aquele que consistia em: aguardente aos litros. tendo dito. O geral da Província perdeu quase toda a safra de café por falta de colhedores! ²Everardo Vallim Pereira de Souza O presidente da república Washington uís. como quem receia ser obrigado a voltar atrás. Todos os serviços desorganizaram-se. da vida econômica do país! Getúlio Vargas também lamentou a abolição feita sem adequada substituição da mão -de-obra escrava. Dá as razões deste fato e conclui que. talvez metade do novo elemento livre havia já desaparecido! Os fazendeiros dificilmente encontravam "meieiros" que das lavouras quisessem cuidar. antecipadamente. não poderão manter aqueles infelizes. então. sendo necessários dez libertos para os serviços que eram feitos por sete escravos. que hoje arruinados e abandonados pelos trabalhadores válidos.Segundo a previsão do Conselheiro Antônio Prado. na sua Mensagem ao Congresso Nacional de escravatura: 27. da Câmara Geral. base única. miséria. seus efeitos foram os mais desastrosos. dado. volume . os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger. continuando os libertos todos nos estabelecimentos rurais. Dois anos depois do decreto da lei. em geral. que também era historiador. a abolição da escravidão foi feita sem que se tivesse preparado a sua substituição pelo trabalho livre. que: ²Deputado Geral Pedro Luís – —— – “ f g ” • ²Washington Luís Pereira de Sousa e no volume d™ ˜ ² Getúlio Vargas ² Paulino de Souza e .

gerando quilombos por toda a parte. mas a destrui ão dos escravidão prosseguiu. em 0 de dezembro de 1890. e em nome da "fraternidade e solidariedade com a grande massa de cidadãos ue. a imprensa e a ma onaria brasileira tiveram na aboli ão da escravatura no j j  j j k j car ter ativo. foi aprovada. u p p | p s p z j p m t y … j y no ongresso acional com a seguinte mo ão: " Congresso acional felicita o o erno Pro is rio } r Seis dias mais tarde. existente nas a ui foram incendiados os últimos documentos da escra idão no Brasil". or ter ordenado a eliminação nos ar ui os nacionais dos estígios da escra atura no Brasil . afirmam que as ‚  oficinas do Lloyde Brasileiro. de fato. sendo bastante comemorada pela sociedade brasileira . na época da aboli ão. por causa da cumplicidade do exército brasileiro e da polícia paulista que não iam mais fazer a recaptura dos escravos fugidos. e. os clubes abolicionistas. A Lei Áurea perante a historiografia Durante muito tempo a Lei Áurea foi vista como um ato generoso de Dona Isabel que seguia os propósitos abolicionistas de seu pai o Imperador D. também. a crítica feita aboli ão dos escravos foi no sentido de que estes m j k j o k q k u m y s n . Esta matrícula de escravos prevista pela Lei dos Sexagen rios foi concluída em 30 de mar o de 188 . quando ministro da fazenda do governo Deodoro da onseca. Em 0 " ui Barbosa deixou de ser ministro da azenda. esta inscri ão assaz lac nica: " 3 de maio de 8 j  „ j € ƒ  p j … ~ j j i documentos referentes j r de janeiro de 1891. ambos professores doutores do departamento de História da rebeli es de escravos que estavam se generalizando no País. documentos recentemente descobertos revelam que Dona Isabel analisou a hipótese de indenizar os ampla reforma agr ria. entra a na ordenou a destrui ão de todos os livros de matrículas de escravos. e os documentos do inistério da quais os escravos tinham sido adquiridos por seus donos. De acordo com o historiador Américo acobina Lacombe. em 14 de dezembro de 1890. al interpreta ão acentua o halhoub. estes livros de matrícula de escravos constavam os pre os pelos s l r comun ão rasileira". a decisão de { v j k u w k k v 3. especialmente os pequenos propriet rios de terra que não tinham acesso a mão-de-obra de imigrantes europeus. ela a olição do elemento ser il. Afirmam eles que a aboli ão teria sido fruto de um estado semi-insurrecional que amea ava a ordem imperial e escravista. como foi dito acima. a escravidão. Porém. alguns pesquisadores recentes da historiografia brasileira t m outro ponto de vista sobre a aboli ão da escravatura e sobre a Lei Áurea. usando termos atuais. tendo eles imenso prejuízos. j x t i azenda referentes escravidão. então. Para inviabilizar essa pretendida indeniza ão dos fazendeiros. " ma placa de bronze. e não passivo. Sílvia Hunold Lara e Sidney nicamp. ui Barbosa. Sílvia H. das popula es escravizadas. minimizar o papel que Dona Isabel. contém. p p o n k l ex-escravos com recursos do extinto Banco au e realizar. tornaram. politica e economicamente. Porém. após a aboli ão da pena de a oite. conforme as normas estabelecidas pela lei valores m ximos de acordo com sua idade. Pedro II e também vista como o resultado de uma longa campanha abolicionista. uma j i Do ponto de vista dos fazendeiros. 0 de 1885 Lei dos Sexagen rios que ordenava nova matrícula de escravos e estabelecia seus ui Barbosa. invi vel. Lara e Sidney halhoub procuram. os quais eram da guarda dos cartórios de ofício dos municípios.não foram indenizados monetariamente. com esta tese. ".

sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. A ideia corrente de que somente ricos fazendeiros possuíam escravos e que a ei Áurea atingiu e prejudicou somente as elites econômicas também te sido questionada atualmente. Negros e mulatos que escapavam da escravidão compravam seu próprio escravo se para tal dispusessem de recursos. Mais ainda: possuíam-nos os libertos. os pequenos comerciantes e burocratas das cidades. assinou a primeira via da ei Áurea. A pena dourada Tendo sido editada em três vias. † ² José Murilo de Carvalho ‡ ‡ ‡ ‰‰‰ ‰‰ˆ . Tendo o m historiador José Murilo de Carvalho escrito: Possuíam escravos não só os barões do açúcar e do café.00. os padres seculares e as ordens religiosas. a princesa D. A penetração do escravismo ia ainda mais a fundo: há casos registrados de escravos que possuíam escravos. D. Possuíam-nos também os pequenos fazendeiros de Minas Gerais. na sede do Grande Oriente do Brasil. a pena dourada havia sido mantida como herança entre os primogênitos doRamo de Petrópolis. Pedro de Alcântara. uís Maria Filipe. D. As outras duas penas utilizadas encontram-se em poder do Museu da Maçonaria. . entes de Apesar do título de Príncipe Imperial do Brasil ter sido transmitido aos primogênitos descend seu tio-avô. cada cópia da ei Áurea foi assinada por três penas douradas idênticas. Isabel do Brasil.Brasil. é um dos estudiosos que criticam este novo tipo de abordagem da abolição da escravatura. Recentemente. Pedro Carlos vendeu ao Museu Imperial de Petrópolis a pena dourada com a qual sua bisavó. pela soma de R$ . Demétrio Magnoli. após a renúncia de seu avô. D.

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