Lei Áurea A Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.

353), sancionada em 13 de maio de 1888, foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil. Foi precedida pela lei n.º 2.040 (Lei do Ventre Livre), de 28 de setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas de pais escravos, e pela lei n.º 3.270 (Lei Saraiva-Cotejipe), de 28 de setembro de 1885, que regulava "a extinção gradual do elemento servil". Foi assinada por Dona Isabel, princesa imperial do Brasil, e pelo ministro da Agricultura da época, conselheiro Rodrigo Augusto da Silva. O Conselheiro Rodrigo Silva fazia parte do Gabinete de Ministros presidido por João Alfredo Correia de Oliveira, do Partido Conservador e chamado de "Gabinete de 10 de março". Dona Isabel sancionou a Lei Áurea, na sua terceira e última regência, estando o Imperador D. Pedro II do Brasil em viagem ao exterior. O projeto de lei que extinguia a escravidão no Brasil foi apresentado à Câmara Geral, atual Câmara do Deputados, pelo ministro Rodrigo Augusto da Silva, no dia 8 de Maio de 1888. Foi votado e aprovado nos dias 9 e 10 de maio de 1888, na Câmara Geral. A Lei Áurea foi apresentada formalmente ao Senado Imperial pelo ministro Rodrigo A. da Silva no dia 11 de Maio. Foi debatida nas sessões dos dias 11, 12 e 13 de maio. Foi votada e aprovada, em primeira votação no dia 12 de maio. Foi votada e aprovada em definitivo, um pouco antes das treze horas, no dia 13 de maio de 1888, e, no mesmo dia, levado à sanção da Princesa Regente. Foi assinada no Paço Imperial por Dona Isabel e pelo ministro Rodrigo Augusto da Silva às três horas da tarde do dia 13 de maio de 1888. O processo de abolição da escravatura no Brasil foi gradual e começou com a Lei Eusébio de Queirós de 1850, seguida pela Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885 e finalizada pela Lei Áurea em 1888. O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura. O último país do mundo a abolir a escravidão foi a Mauritânia, somente em 9 de novembro de 1981, pelo decreto n.º 81.234.

O significado do termo "Lei Áurea" e a data cívica de 13 de maio
A palavra Áurea, que vem do latim Aurum, é uma expressão de uso simbólico que significa "feito de ouro", brilhante, magnífico, nobre ou "de muito valor" O dia 13 de maio é considerado data cívica no Brasil. O decreto n.º 155 B, de 14 de janeiro de 1890, estabeleceu um feriado nacional em 13 de maio, declarando-o "Consagrado á commemoração da fraternidade dos Brazileiros". Este feriado existiu até 15 de dezembro de 1930, quando Getúlio Vargas o revogou através do decreto n.º 19.488.

A escravidão no Império do Brasil

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A 26.E t i l Ni t A i í f t i F l i P t i lP S . fi i ti y . t P li J ç r U S Havemos de sofrer que o Sr. i j . i t i . i ô P li t l R l . l. i . para colonizar um país que não precisa. C D il t i 2 P S A i V t A j l It t l i i t l ç t l ç Sil . para crescer. t t Q s€x ƒv ƒ ’sv ƒf w ƒ A f lt Ai P . ao mesmo passo que se importa gente estranha. t S S [ t ] C E t A t ti P it S f t l l P . com inauditos sacrifícios.E t l i t C i liç R . l .E :J . . e que se estes. ç li S . t l ²' . f . t t f lt ti b i t p i li i l v t i t t ti . i i t l F ç P i F i iE ç i ti i i V t i í . . j t i T t 2 já t . li . i . i . . l l l i Sil i ti i i l. Governador da Praça de Santos. li i l fi i ti . engane a « não havemos de chorar amargamente a quantia de 1:400$000 reis (um conto e quatrocentos mil reis) para mais que mensalmente sai dos cofres nacionais da Província para sustentar os colonos? Não nos havemos de lembrar com dor que esse dinheiro é sangue dos nossos concidadãos. . lô i lô i lô i U i C i J P t l ). Ri i i i .A t 7 t liç t t t t li . t ô i i i i f t 27. (si vera est fama) facinorosa. à Câ i f i lti ti j t li ii . . t t l. para vir a ser uma nação formidável. i l.w w u v} t | t | v} w v v} } ƒxuŒu } } t ‚uv vuvut { ‹Š ‰‰ˆ zw wz t}{ } tu }tzu€}‚ } †… x wz}€w w wzwƒ wz~}„u | | | s | ‡ „}x u vwxz} vwz } }z{}zƒ }z u vwz~ }tzu€}‚ } wz w€wz{vu w } }~w w vu t u z} } w{ zyx wt vuvut | | | | s C A l á.E N t . il i i l t E t f ˆ ƒ ™v ƒ ˆ ƒ o p w u v … p pw …v x xusƒ xw wx sp …ƒ ry r r r r q ‰ ‰ qr q q mrh n h mkh r rq t yr … u † wv w sƒv‚w w spv w vƒ ƒuƒx †…ƒ w † wx … w vw † … w up „ x pxƒ„ r r r yry q  r  r r ryr r t qp w up w v „ƒ ƒswv‚ ƒv‚ vw † ƒ w up „ x w sƒx u s w wpv x w…v v svu †…ƒ w w p u r r r r r ry q r r r r r q w s w„ w sv v x ƒ „w ƒ xw… pw ƒ ƒ pw pw… u ™ w„xw ƒ w„ w ’s x … r qr q r r r r qr  q q q q r r d pƒ xws ƒ x ƒv xƒ s …w ƒ wx ƒxƒ vw u x wpƒs …w„w sƒ xw… pw …ƒ †…ƒ w w p u r  r r  ry r r r r r r q q w † w w sp w …wxw w ƒv‚ sƒ w x vw sw ƒx p wxƒ sƒ ssƒuvs … u †p …’x vw † ry rq y r r r r ry r r qr q q r xs xw… pw ƒ w „ wp vƒxx u w ƒ ƒv‚ ˆ ƒ pw p vw † …ƒ †…ƒ w w p u ƒ r r rr r r r ‰ qr r r qr q r q q w…v xw w sp v pƒ x ƒ … pwv‚ wp ƒx x ƒ… x p w p w vƒxx u sw„ w pƒ swx ƒ… x sw w… r rq r rq rq r yr q r r y q † wx … w ƒ… x wx ƒ pwx sƒ wx dƒ d †… x wx w ƒ sw„ w pƒ s wsxƒ„ …wxƒxx u „ … ƒ sƒ x  ry  r rr r r qr tr q r q q x ƒpw ƒ ƒ vw † ƒ pƒ… usƒxu w„w™ w wx w g o g ƒ wu ’ r r r y hk m h h hkh nmlhk ji h h q ry q r rq r qr wp w w…w™u wx dƒ d †… ƒ w w w w…ƒ x w x xw™pw w s p u w pƒ… „ … sƒ pw w p r  r rt r r rq q q q tr q r tr y r q qrt –˜ ˆ …ƒ „ p ƒ …ƒ w s „wxusƒ ƒ wp uwpxƒ p u rq rt r r r r r q q ‰ ƒ ƒ xƒ ™ up w wx s ’„wx w swpwu v ƒx swx ƒ swp …wx „ xƒs ƒ v‚ s „wxus ƒ s w rq r r r r q rq q t y ƒ w xƒ w w ƒup u s wxxw s wxxƒv‡w p …x’ w ss xwsƒ w xƒ … † v sp w ƒ pw™ ƒ…ƒs rq r r ry r r q y y r r q q t qq qr … ƒ wxv w„ wxusƒ w w„ w„xƒsƒx †ss … x ˆ ƒ ƒspƒ pwx‡d wu ƒ w † v sp y r r ry •‰ q r r q q t‘y qr rqr † „wxusƒ w w …spwx †p ƒx pƒ„ ƒv‚ pwxw uƒ ƒ x x v v pƒs ƒx w w v ƒ …sƒ… r r r r y r q q qr ryr r r q y qr ˆ ˆ ƒ ™pv ƒ … ˆ ˆƒ xw… ƒ ˜ …ƒ † „wxusƒ w w x v p —ƒ ƒv‚ wv wx † wƒ ƒ x …v r q r ‰ q r  rt q r r y q‰ q ‰‰ q r q r wxƒ‡ wxw… v pƒsƒx w w pwx wx ƒxxƒ p p wv ƒ – ˆƒ w… ƒ ˆ … – ˆ ƒ x …ƒ”ƒ r y r rq y q r ‰ q r q‰ •‰ q r t q ƒ ˆ ƒ x xw w wxv w„wxusƒ w p w ƒ x …v wxƒ‡ wxw… ˆƒ w… ƒ “ˆ …ƒ v p ƒsƒx w y rq rt r r y r y q  q ‰ qr q wx ƒxƒ ƒ pƒ…ƒ ’s wp ƒx x ƒ… x p s w pƒsƒx w …wx s „wxusƒ ƒ † w ƒx s s ƒ x s x r rq r yr rq y r r rt qr tr r r y r …ƒ ƒ u swx p wpƒ p † „ wxusƒ w pw „ƒx ƒ w„ p ƒ ƒ w… w ˆ ˆ r q r q rq r q ‘ r ‰ x ƒ w„ † ƒx wp s spw… s p ƒ s ƒs ƒv v x …w„wuw w ƒv‚ s w r rq rq r  r rq  ry r ƒ ƒ w s s wxƒ‡ swp q € x pw s vu s p yr rq r rt r q í i t t f t t í i i l i D r AC Vá i Mi t áfi l j t tit i ç t i t t j t i .E tit i ç l i li i liç t I Ri l f i fil i t i l. por estas e outras ficarem reduzidos a mendicidade hão de mandá-los a taboa. B t i l il l i f lt t t S i P l i Cl i ti à Câ B . José Olinto de Carvalho. já t t f ç. t l i i A tô i F t i .f i . x e . senão que o deixem prosperar. E t ( i t it à f lê i 2 : .

M. Os caboclos baianos que surgiam das bandas de Pirapora eram insuficientes. porém encontrou forte oposição do deputado Joaquim Nabuco. Os que permaneciam nas fazendas. que temiam a imigração de chineses. quando pelo contrario os Paulistas. Essa ´µ³² carta foi lida por et lio Vargas. diz que em 2 . Paulo Filho: ³E 1920. na Câmara eral (atual Câmara . em fazendas já formadas.Augusta pessoa de S. Tendo o Conselheiro Antônio Prado. em particular para introdução de trabalhadores agrícolas e fora negociar a imigração na Europa. o Brasil enviou uma missão di lomática à China. uma sociedade ´ ³² ³Plataforma da Aliança i beral´. com a vinda de mais de  romover a imi raç o e ineses ara o Brasil. tentou 7 . nsel eiro Antônio Moreira e Barros. publicado em livro homônimo.Nilo Peçanha sobre essa questão. Iam estabelecer se no Noroeste de São Paulo. Em 7 . com clima mais semelhante ao da Europa. como denota Washington uís ­¬ « em sua mensagem à assembleia estadual paulista. a Companhia Comércio e Imigração Chinesa. no lançamento de sua candidatura a presidente e incluída na 2 . Na maioria.´ ´ ³² M. » º ¹ Diz M. Moreira œ š™ —   ššš™ ¡ — de Barros mudou de idéia em — uando assou a defender a abolição imediata. ainda a ³falta de braços para a lavoura´ ainda era problema angustiante. e. que também não obteve ¦ ©¨ sucesso por diversas razões. que os honrados povos desta Província estão animados dos mais louváveis sentimentos a favor da colonização estrangeira. assentando sempre em regiões já -os povoadas. Paulo Filho no artigo ³Centenári µ e Antôni Prado´. Havia duas formas de instalar os imigrantes. ¯ “ Out ®  — Ÿ š™ –   • – ˜ — —  › Ÿ Ÿ – “• “ ž  – “  “ “ œ š™ š™ Ž Ž  Ÿ › “  – ’“”“  • – “ •  “– •  ” “  ’   Ž‘ — Ž — Ž  Ž—  Ž ‘ Ž ‘ ‘ Ž  Ž Ž Ž ‘ Ž ±° t t ti f f it . O fracasso de tal inovação será fatal.i l ui lô i i i l V uei . no decurso de anos. que só o machado do nosso caboclo sabe desbastar. era contra a aboliç o da escravatura sem uma nova fonte de mão-de-obra ara a lavoura e indeni ação aos fazendeiros. em 22: Pretender. senão sonho de visionário. £šš™ dos Deputados). ­¬ ­¬ Tanto o conselheiro Antônio Prado quanto Washington uís. o Imperador. também. deploram se é que não detestam semelhante colonização?´ ˜ “– ² Um Patriota 7. em . em ¸ · ¶ . presidente de São Paulo entre « 2 e 2 . no Rio de Janeiro. incluindo a censura daA ti-Sl v yS §¦ ¥ ¤ i ty de ondres. Muitos desses imigrantes se tornaram depois proprietários de terra e convidaram parentes que ficaram na Europa para também virem para o Brasil. asseverando num oficio a Monsenhor Miranda. tratavam de desertar. A primeira era organizando colônias onde os imigrantes eram proprietários de terra. onde trabalhavam como meieiros. a it ação dos fazendeiros paulistas era aflitiva pela escassez de colonos. ° ² Washington Luís 2 anos após a abolição da escravatura. A segunda modalidade era instalar os imigrantes em fazendas de café.Em 7 . como capina e limpeza de cafezais . camaradas que se ofereciam para trabalhos temporários. com homens de outros climas e afeiçoadas a outros hábitos. próximas aos centros de consumo. veterano produtor de café e especialista na questão do café. enviado uma histórica carta ao candidato a presidente Dr. estabelecer uma nova organização agrícola não é descortino de estadista. Milhares de cafeeiros ficaram abandonados. ent mini t Rel ções E teri res. não aceitavam os imigrantes como desbravadores do sertão. o uejá avia ocorri o em mil trabal adores chineses ara o Brasil. da Inglaterra e de Portugal. o que ocorreu principalmente no sul do país. nas extremas terras cobertas ainda de mata-virgem. O ministro Antônio Moreira de Barros. dando origem a cidades com características europeias. Do estrangeiro não chegavam os trabalhado res. O Conselheiro Antônio Prado também fundara. Moreira de Barros obteve o apoio do influente visconde de ¢ Sinimbu. Em ª foi fundada. rompendo com tudo que o senso prático tem fundado.

investimentos na agricultura: O corpo legislativo votou uma grande soma. omitindo as cautelas que a experiência nos tinha ensinado e violando a lei que marca o limite de tempo para tais contratos. e levando a desilusão e um ressentimento profundo contra o país que não soube acolhê-los. no mesmo ano. e. levantou em torno do assunto dificuldades que só tarde e com grandes e pesadíssimos sacrifícios poderão ser afinal vencidas. foi fundada em São Paulo a Sociedade Brasileira de Imigração. E a política do Ministério a este respeito. a esmolar pelas ruas e praças. a ei do Ventre i vre e a ei dos Sexagenários. As coisas a este respeito fizeram-se de uma maneira tão grossa que gerou-se no espírito público a suspeita que esses contratos foram realizados antes na intenção de favorecer os contratantes que no de atender aos interesses da nação. Na execução deste pensamento o ministério houvesse com um descaso que toca às raias da inépcia: celebrou contratos a esmo e à ventura. regressando aos milhares para as suas pátrias. privada de recursos e entregue a um desânimo que ameaça degenerar em desespero. outras sociedades foram fundadas no mesmo ano como a Sociedade Taubateana de Imigração. filial da Sociedade Central de Imigração. Ä dirigida pelos cafeicultores Rafael de Aguiar Pais de Barros. economicamente talvez mais fecundo em males do que a própria abolição do elemento servil. Antônio da Silva Prado e o então deputado Rodrigo Augusto da Silva tomaram a dianteira na promoção da imigração europeia. o conselheiro afaiete Rodrigues Pereira faz ²Lafaiete Rodrigues Pereira . e pelo governo. faltas e desazos resultou que a lavoura. para a introdução e colocação de trabalhadores estrangeiros. parte a mais delicada do problema e da qual depende essencialmente o bom êxito deste importantíssimo serviço. Å Å Å Å ÂÂÂÁ O projeto da ei Áurea foi decorrência de pressões internas e externas: Em Å À ½ Na reunião do Conselho de Estado de de maio de ¾¾½ ¿ ¼ . Conselheiro Antônio da Silva Prado e Nicolau de Sousa Queiroz. A imigração era o remédio contra os efeitos da abolição. por outro lado. continua abandonada. enorme mesmo para o nosso orçamento. sem que. com grandes gastos para o Estado brasil iro.o . a principal. Antônio da Silva Prado foi nomeado Inspetor especial de terras e  ÂÁ colonização da Província de São Paulo em 7 . Não é só isso. os imigrantes. se não a matou.uma síntese dos problemas criados pela introdução em massa de imigrantes visando a substituição do trabalho escravo. e não tendo obtido emprego aí estão a refluir para as cidades do litoral. Em . escravatura enquanto não houvesse mão-de-obra para a lavoura e representavam o movimento ÂÂÁ à imigrantista. O ministério não cuidou absolutamente de tomar medidas práticas e acertadas para a colocação dos imigrantes. Conjuntura política da época da abolição dos escravos movimento abolicionista já possuía uma grande força e apoio popular no país e já havia conseguido a aprovação da ei Eusébio de Queirós. e não abolicionista. Rodrigo Augusto da Silva foi presidente da Associação Auxiliadora do Progresso da Província Ambos eram contra a abolição da . Estes erros e desazos preparam-nos um desastre. Da exposta série de erros. que começaram a chegar em grandes massas. se acumularam nas hospedarias do governo e nos pontos para onde foram introduzidos. Em consequência. Em São Paulo. senão a única fonte de nossa riqueza.Martinho Prado J nior. tenha sido feito.

. serem açoitados. revogou o artigo n. símbolo do movimento abolicionista.º Quando o mal consistir no castigo moderado. devido à abolição da escravidão. Também houve redução do número de escravos devido à ei dos Sexagenários. Ocorriam. que os pais derem a seus filhos.Camélias. uma queda de mais de % no total de escravos. nascidas a partir daquela lei. em que os escravos maiores de 6 anos e menores de 6 estariam livres mas sujeitos a prestação de ÈÈÇ Î serviços por anos. o que não foi cumprido. ou seja: capturar e devolver os escravos a seus donos. 6. os senhores a seus escravos. Ï ÕÓ Ï Ð Ô Ò 6.. O número de escravos havia diminuído muito. . Os Caifases. A lei n. epidemias de varíola ocorridas no século XIX. então.6 . havia sido registrados . e o exército já se recusava. de 2 de Setembro de È Ë Ë filhas de escravos. . se recapturados. nas décadas anteriores à abolição da escravatura. de 6 de dezembro de ÔÏ determinou que: ³ao réu escravo serão impostas as mesmas penas decretadas pelo Código Criminal e mais legislação em vigor para outros quaisquer delinquentes ´. às frequentes 7 . de 6: ÉÇ ÊÉ ÊÊÊ Ê 72 .) 6. e os me stres a ÜÜ× Û× escravos. precisam. . de autoria deRui É ÉÈÈÇ Ë Barbosa. à ei do Ventre i vre. nem até onde ser-lhes restringido o direito de uma propriedade. não sabem com que elementos de trabalhos contém. a fazer o papel de capitão-do-mato. na parte em que impõem a pena de açoites. o conselheiro Paulino José Soares de Sousa assim se expressado: Os produtores deste país vivem na incerteza do dia de amanhã. tendo. de 27 ÉÈÈÇ de agosto de . também. a fugirem das ÔÓ Ï Ð ÕÏ ÔÏ Ó Ó Ò fazendas sem o medo de. ocasionando prejuízos enormes aos fazendeiros. pela ei Eusébio de Queirós. todos os negros maiores de 6 anos de idade e que estabeleceu 6. castigos estes que passaram a serem proibidos pela citada lei n. que promoviam a fuga dos escravos. ter uma lei em que vivam para voltarem à segurança de ânimo indispensável a quem trabalha. Era permitido. noCeará e no Amazonas e devido 72. na reunião do Conselho deEstado. -de-mato e liderados por Antônio Bento. de março de 7. frequentes fugas de negros e de mulatos das fazendas. e que previa indenização aos fazendeiros. e não terá lugar a punição dele: (. havia somente ²Paulino José Soares de Sousa de outubro de . que libertou. de de junho de . Dona Isabel foi presenteada diversas vezes com camélias doQuilombo do eblon. e revogou . 6 do Código Criminal do Império. que libertou todas as crianças. ÊÊÊ ÊÊ Ç ÈÇ Assim. pelo artigo × Ø "Art. ÚÚÙ ÖÒ também a lei n. a pena de açoite nos escravos. e do Código Criminal do Império. passaram. também não mais recapturava escravos fugidos. . quando foram proibidos. a partir de Ñ Ï ÐÐ pela Câmara Ï ÐÐ eral. apenas castigos moderados aos . nos últimos anos da escravidão. na primeira matrícula de escravos encerrada em Havia muita insegurança por parte dos fazendeiros. Os escravos. à uerra do Paraguai onde muitos escravos morreram Í Ç ÈÇ Ë Ì ÊÉÈÇ devido à abolição do tráfico de escravos. perseguiam os capitães ameaçavam os senhores escravistas. Será o crime justificável. 14. antes de tudo. em anos . em às muitas cartas de alforria dadas por proprietários de escravos.. de que dimana a riqueza única do Brasil. os chamados ingênuos". nos últimos anos da escravidão. em ou foram libertos. A polícia de São Paulo. Essas fugas de escravos das fazendas aumentaram muito. de ÈÈÇ ÊÎ escravos e na última matrícula geral de escravos encerrada em É Ê Æ . consideram-se desprotegidos dos poderes públicos.

chamados de Venda. como mostrou Joaquim Manuel de Macedoem seu livro: As Vítimas-Algozes. como a ei do Ventre ivre. nas fazendas. não seja contraria às Leis em vigor. Esse projeto também passou despercebido. Mas entre essa extinção plácida e natural e a extinção violenta por meios diretos como pretende o governo. Todos esses fatores conjugados e também os ataques e furtos constantes dos negros. a opinião pública e a classe política se dividiram entre os que eram totalmente favoráveis à abolição. sobre leis abolicionistas.. em face da concorrência damão-de-obra fornecida pelosimigrantes europeus. na receptação dos bens furtados. ou desse castigo resultar. estava se tornando. muitos deles refugiados em quilombos. para os quilombolas. Essa vinda de mão-de-obra europeia para o Brasil deveu-se à iniciativa doSenador Vergueiro e aos Conselheiros Rodrigo Augusto da Silva e Antônio da Silva Prado. em sempre era colocado a questão da indenização dos fazendeiros e de como esta indenização se daria. do gabinete do visconde do Rio Branco: Apresentei um projeto (de lei) em que coligi algumas medidas (abolicionistas) indiretas.. ²José de Alencar ÞÝ ] que 7 . estes. de "falta de braços para a lavoura" e para evitar grandes prejuízos para os fazendeiros. de resultados mais eficazes. os escravos fugidos e acoutados nas florestas. pelos escravos e quilombolas: A "Venda" não dorme: às horas mortas da noite vêm os quilombolas. para os grandes fazendeirosprodutores de café. barata e abundante." Além disso. Durante o longo processo de discussão das leis abolicionistas. de extinguir pelo esforço comum. ß ààà ß àà [ conseguiu fundos do governo paulista para as colônias de imigrantes europeus e que. entretanto. chamada. não raras vezes. jornalista e escritor. tornavam inviável a manutenção da escravidão no Brasil. economicamente inviável manter o trabalho escravo. em contraste com os altos preços dos escravos.. pelo deputado geral cearense. Desde os primeiros ä åä ã ã debates. unânime e espontâneo da sociedade este mal que herdamos dos nossos antepassados. entre outros. a pólvora e o chumbo para resistência no caso de ataques aos quilombos. uma vez que a qualidade dele. na época. quando â â á ministro da Agricultura em no abinete do barão de Cotejipe e em no abinete João Alfredo. de uma aplicação mais suave e...seus discípulos. recursos de alimentação de que eles não podem prescindir. trazer o tributo de suas depredações nas roças vizinhas ou distantes ao vendelhão que apura nelas segunda colheita do que não semeou. que assim se expressou. entendendo o Conselheiro Antônio Prado que a imigração era o único meio de substituir o trabalho escravo quando se realizasse a abolição da escravatura. e. Esta última posição era defendida. os que eram contrários e um terceiro grupo intermediário que queria uma " abolição gradativa" para não haver uma imediata crise na lavoura por falta de mão-de-obra. ²Joaquim Manuel de Macedo A polêmica sobre a abolição Foi somente nos últimos anos da escravidão no Brasil que jornalistas. na seção da ã ä åä ã çä æ Câmara eral em de julho de 7 .Nos relatórios que leu (o ministro) acha-se o pensamento que todos partilhamos que ressumbra do País inteiro. profissionais liberais e outros grupos não ligados à agricultura lançaram a tese da " Abolição sem indenização". e também. como representante da ala do Partido Conservador que estava contra o projeto da ei do Ventre ivre. sempre de reserva. Macedo denunciou a cumplicidade dos pequenos estabelecimentos comerciais. cada vez mais raros. às propriedades agrícolas. incentivou a imigração e criou várias colônias de imigrantes. que tem.. José de Alencar. no parlamento brasileiro. .

. em ñññð Sessão do Senado em que se aprovou a ei Áurea.há um abismo. são capazes de fazer acumular matérias que causem um tremendo terremoto na sociedade. no Conselho de Estado. citou a O projeto de lei da Abolição no Parlamento ministerial presidido pelo ConselheiroManuel Pinto de Sousa Dantas. conhecido como o ³bispo abolicionista´.. matando a sua primeira indústria. pelo gabinete . í î eral...Eu tremo com a publicação destes projetos. a Igreja Católica passou a ser um dos elementos centrais que levaram ììë àabolição da escravatura. Em í 7. por ser um homem pobre. ferindoo no coração. Joaquim Nabuco na sua obra "Um Estadista do Império".Serviço de ingênuos até 20 ou 16 anos? Impostos para o resgate? Os publicistas e homens de estado da Europa não concebem a situação dos países que têm escravidão. recebendo o título na de Conde de Santo Agostinho. a Igreja Católica que evitava intervir em assuntos políticos desde a expulsão dos Jesuítas.. Dom José Pereira foi seguido na causa abolicionista pelos Arcebispos da Bahia e de São Paulo. só por si. òììë O primeiro projeto de lei visando à libertação dos escravos no Brasil foi feito. segundo ele.. Dom José que foi abolicionista declarado a décadas e camareiro secreto dos Papas Pio XI e eão XIII. passou a defender publicamente o fim da escravidão. a 2 de maio de . pela primeira vez. e foi rejeitado pela Câmara î eral. Rodrigo A. relata que. Pela sua luta a favor da abolição foi uma das poucas figuras homenageadas publicamente por Dom Pedro II e por Do Isabel. ð ï . capelão-mor de Dom Pedro II. em sua defesa da ei Áurea na Câmara Igreja Católica como uma das razões da abolição da escravatura. Para cá não servem suas ideias! ² Marquês de Olinda A Igreja Católica Através do arcebispo Dom José Pereira da Silva Barros.Os retrógrados sois vós que pretendeis recuar o progresso do País.. nas sessões de 2 e é ê de abril de 67. o è abolicionismo entrou na pauta das discussões. Dom José ficou conhecido em sua cidade natal por ter doado toda a fortuna herdada de sua família para a caridade. os quais.quando o número de escravos se achar tão reduzido em consequencia das alforrias e do curso natural das que mortes que se possa executar este ato sem maior abalo na agricultura. excetuando-se seu envolvimento na questão religiosa. Depois deste anúncio. a lavoura.. anunciou que a abolição da escravidão no Brasil seria um bom presente ao Papa. tendo o conselheiro Marquês de Olinda advertido sobre as dificuldades que decorreriam da abolição e que as ideias abolicionistas vinham de países que não tinham trabalho escravo: Quando deve ter lugar a abolição?. o qual não teve dinheiro para retirar. da Silva..

em tempo recorde: em apenas ¤ ú £ õ Paulo. odos tiveram parte importante na elabora ão do projeto de lei de aboli ão da escravatura. juntamente com ona Isabel. votaram contra a Lei Áurea na otejipe votou contra a Lei Áurea. õö ÷ ó A Lei Áurea nasceu de um projeto de lei apresentado. o projeto de aboli ão da escravatura. elaborou e enviou ao Presidente do onselho de inistros oão Alfredo. votado e aprovado. era de autoria do próprio ministro da Agricultura. ü õ õ ø a versão do historiador Pedro almon. em definitivo. um projeto de lei longo. foi enviado ao ù turno. a Lei Áurea. inistro da Agricultura e interino das ela ó ÿ úù ÿ ü ù ù õ O projeto foi apresentado no Parlamento pelo então ÿ Alteza a Princesa Im erial. Pedro Luís. 83 deputados gerais foram favor veis õ õ ú ù deputados gerais: barão de Ara aji. ó odrigo Augusto da Silva recebeu fortes ataques dos deputados Pedro Luiz. no dia 10 de maio. Bezamat. o . O barão de õ ÷ ¨ haves. sugerindo porém que se aproveitasse apenas o seu primeiro artigo "Fica a olida a escra idão no Brasil" para que não acontecesse que um texto extenso causasse longas discuss es no parlamento. Alfredo õ û Senado do Império. odrigo Augusto da Silva contou com a ajuda do deputado geral oaquim abuco no debate com os ÷ deputados escravocratas. õ ÷ û õ Bezamat e Alfredo O projeto de lei foi debatido. astrioto. onselheiro Ant nio Prado retornou ao ministério da agricultura. ministro da agricultura do Gabinete oão Alfredo e que se ó ô ü ý û õ afastara do cargo por motivo de saúde.do Senado ederal. Entre aprova ão e apenas 9 úù õ agricultura do Gabinete ministerial presidido por oão Alfredo ô õ ÷ orreia de Oliveira. Acrescenta o ü õ ÿ þ historiador obias onteiro que o segundo artigo do projeto de lei proposto pelo Prado obrigava os libertos a trabalharem para seus antigos senhores. barão de Lucena. Andrade igueira e unha Leitão. odrigo Augusto da Silva. erreira Viana e o presidente do ý   ¢ ø atual mara dos eputados. e a residirem durante dois anos onde se achassem na data da aboli ão Pouco após a aboli ão dos escravos. na õ ÷ mara Geral. e segundo o ma longa discussão ocorreu no parlamento no dia 9 de maio de 1888. por odrigo Augusto da Silva. através de seu ù õ Silva . ù õ Geral. ù ù ó A primeira vota ão da Lei Áurea ocorreu no mesmo dia: 9 de maio. haves. no Senado do Império. em 0 de abril de 1888. A vota ão em segundo õ ÷ ¡ § § ô ù ¦ ¥ õ ÷ ó Exteriores. O projeto de lei que abolia a õ escravidão negra no Brasil. sendo aprovado. A oposi ão escravagista não teve sucesso. em 8 de aio de 1888. foi aprovado com expressiva vota ão favor vel na ù os deputados que aprovaram a Lei Áurea estavam os futuros presidentes da república: odrigues Alves e Afonso Pena. mara Geral. Outras fontes mencionam o onselheiro Ant nio da Silva Prado. Em seguida. que se encontrava em São ô ÿ cunhado. Andrade igueira. em 8 de maio de 1888. passando a pasta da agricultura para ô ÿ õ colaboradores ou redatores da lei. Elias haves. em se ão presidida por Henrique ù ö Pereira de Lucena. o onselheiro Ant nio Prado. Lacerda erneck. segundo publica odrigo Augusto da onselho de inistros oão Alfredo orreia de Oliveira como onselheiro Ant nio inistro: de ordem. nos dias 9 de maio e 10 de maio de 1888. na duas se ó es na mara Geral. ministro da mara Geral. O p oj to de lei da bolição na Câma a Ge al ù na mara Geral. Bulh es arvalho. mediante paga. es õ   úù û þ ù ¡ õ es mara . foi feita por aclama ão. Esse projeto de lei. de sua mara Geral.

tornando impossível e impraticável a resistência. si não era inútil era ineficaz.Rodrigo A. libertando os seus escravos incondicionalmente. O episcopado com a sua palavra santa. o que se passou do lado oposto. aniquilando este duplo elemento de produção. conselheiro Rodrigo Augusto da Silva (que enviou o projeto de lei à Câmara dos Deputados). da Silva ainda mencionou a mocidade das academias como influencia . da Silva: Não venho também fazer praça do abolicionismo« Joaquim Nabuco: Vossa Excelência representa a tradição de Eusébio de Queiroz (Rodrigo A. da Silva: E. o que e mais extraordinário ainda. e como elementos se desencadeavam contra a manutenção da escravidão. da Silva  . que não estivesse empenhado na grande cruzada.. Rodrigo A. o presidente "o faz se introduzir no recinto e sentar-se ao lado direito. da Silva Rodrigo Augusto da Silva: Vejamos agora. ²Rodrigo A. Art. Rodrigo A. 8 de Maio de 1888.Ao chegar à Câmara eral.capital flutuante-. Sr. autor da lei que proibiu o trafico negreiro. de ordem de Sua Alteza Imperial. tal como a deve empregar a autoridade publica. .) O ministro Rodrigo da Silva recebeu fortes críticas: O deputado geral Andrade Figueira lembrou a necessidade de amparar os agricultores: A d rade Figueira: O que fizeram as nações europeias que tiveram escravos em suas colônias quando resolveram emancipá-los? Além da indenização votada. de onde lê apenas o seguinte": Dona Isabel. não só o braço. Palácio do Rio de Janeiro. o barão de ucena anunciou que o Ministro da Agricultura estava na ante-sala. davam diariamente exemplos os mais admiráveis de abnegação. 1. desses que formam o sentimento de um povo e a opinião de uma nação. Presidente. porque lhe custou dinheiro. Em meio a uma "atmosfera fortemente eletrizada". Se hoje o escravo representa para o proprietário. e que os próprios interessados na manutenção da propriedade escrava. procuraram fundar estabelecimentos de crédito que proporcionassem aos lavradores o capital suplementar sem o qual a transfor mação não é possível. 2. Não havia um só órgão respeitável. Rodrigo A.  Antônio da Silva Prado e demais membros do gabinete de    © de março. da Silva . apresentar-vos a seguinte proposta: Art. senhores. mas também o capital . contra os quais a ação do governo.º: Revogamse as disposições em contrário. Recordarei a intervenção de alguns.º É declarada extincta a escravidão no Brazil. era o herdeiro político e genro de Eusébio de Queiroz. Regente em nome de sua Majestade o Imperador. conselheiro Augustos e Digníssimos Senhores Representantes da Nação ± Venho.

onde hoje está instalado oPalácio Tiradentes. houve ferimentos. houve invasão de localidades. Felizmente os proprietários de São Paulo. houve o terror derramado por todas as famílias. sacrifícios que a política impõe bastar-me a esta convicção. o que teria levado a ocorrerem fugas em massa. como sempre. mas também interesses de segurança pública: houve mortes. na Cadeia Velha. - escravos. dou tudo por bem compensado com o que fiz por esta causa e hoje a causa do regojizo geral da nossa pátria. hoje. da Silva: Quaisquer que sejam os horrores das minhas contrad ições. na Câmara eral. O ministro Rodrigo da Silva respondeu às críticas e finalizou a defesa da lei com as seguintes palavras: Rodrigo A. violência e a necessidade de os proprietários de escravos paulistas a libertarem seus escravos para evitar mais violência: A d rade Figueira: Os escravos fugiram em massa. por uma grande conquista em favor da liberdade na nossa pátria Assinatura da ei Áurea no Paço Imperial. incluindo do público que ficava nas cadeiras destinadas que ficavam rente aochão. eaquela importante província durante muitos meses permaneceu no terror mais aflitivo. prejudicando não só os grandes interesses econômicos. bem próximos dos deputados.qual é o capital disponível.  $  Andrade Figueira acusou também o abinete de de Março de ser conivente com a fuga de  !  . Os anais do Parlamento mencionam que a fala de Rodrigo Silva recebeu muitos aplausos. que me coloca acima de quaisquer preconceitos ou emulações do interesse individual. preocupações e is. para deixarme a doce compensação de que. e portanto. quaisquer que sejam as injustiças e dureza dos conceitos de que tenho sido alvo. como um operário obscuro que não cessou de trabalhar pela libertação de uma nação inteira. que resta á grande maio de nossos lavradores. diante da inação da Força Pública. O deputado geral Zama pediu votação nominal para que os nomes dos deputados gerais que aprovaram a ei Áurea pudesse ser do conhecimento das gerações futuras. e deram liberdade aos escravo s. para assalariar o ria trabalho livre? Quais são os estabelecimentos de crédito criados para virlhes em auxílio?. compreenderam que. melhor seria capitularem perante a desordem. serei bem julgado pelo meu país. Aceitei a posição de ministro em condições as mais excepciona dela me advieram todos os dissabores. combinando com o governo de São Paulo a não deixar a polícia paulista recapturar os escravos fugidos. O resultado da votação #" nominal foi então votos favoráveis e contrários.

a óis Júnior que . e. o presidente do Conselho de Ministros João Alfredo participou dos debates. sofreu apenas um pequeno acréscimo. de de Maio. a extinção da escravidão que ora vem neste projeto não é mais que o reconhecimento de um fato já existente. Na sessão do dia foi criado uma comissão especial 33 O Senado do Império recebeu o projeto de lei de abolição da escravatura. no dia 2 de maio. a produção. Cavalcanti de Albuquerque e Nunes Gonçalves de Maio. que reconheço de acabar com esta anarquia. tornara forte impulso. da frase "desde a data & partir de uma emenda feita pelo deputado geral nocêncio Marques de Araújo I ' % Esta proposta original. Em enviado à sanção imperial. um longo discurso. 53 3 da Câmara eral que acrescentava a frase "desde a data desta lei". O rojeto de lei da Aboli Em resposta à fala do Trono de o o Senado do Im ério . e ao projeto de lei de abolição da eral. a ei Áurea foi aprovada. do Senado para apreciar o projeto. em primeira votação. no seu primeiro artigo. A 2 escravatura no Brasil. temendo que futuramente se confiscasse terras sem indenização. com a presença do ministro da agricultura que chegara depois de iniciadaa sessão. não havendo mais pretextos para tais movimentos. facilitem as comunicações. Tem a grande razão. apressem pela imigração o povoamento do país.acrescentou ao projeto da ei Áurea. uma comissão do Senado do Império. na Câmara 0 111 ' 4 7 4 )( No dia de maio. acreditando que. embora seu nome não fosse registrado por não ter havido votação nominal. o Senado não poupara sacrifícios para corresponder no que o Brasil dele espera e auxiliar o empenho de Vossa Alteza Imperial aos seus auspiciosos destinos. sobre as muitas alforrias de escravos. dando por aprovado. mediante providencias que acautelem a ordem na transformação do Trabalho. no dia de maio. desenvolvam o crédito agrícola e aviventem a indústria nacional. composta por Manuel Francisco Correia. O barão de Cotejipe. com a adição. no mesmo dia. para ataques contra a propriedade e contra a ordem pública. utilizem as terras devolutas. o projeto da ei Áurea foi aprovado. enviou uma mensagem do Senado do Império a Dona Isabel. o senador Paulino de Souza. sobre a fuga em massas de escravos. ² Correia. neste mesmo dia. o projeto de ei Áurea. Fez 53 segunda e definitiva votação. fez considerações. por todos os senadores presentes com exceção do barão de Cotejipe. que comparou a situação do país naquele momento 98 No dia de maio. Nos dias 2 e 7 33 mesmo ter sido aprovado na Câmara eral. sobre a ameaça ao direito de propriedade. Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque e Antônio mensagem dos senadores finalizava da seguinte maneira: Acompanhando os patrióticos sentimentos de Vossa Alteza Imperial. sobre a polícia paulista não mais ir atrás de escravos fugidos. no dia 3 3 4 4 7 2 Marcelino Nunes onçalves. a expressão " desde a data desta lei´. desta lei". concluiu afirmando que era inevitável a ei Áurea para parar com a anarquia reinante devido às fugas de escravos: Portanto. semelhantes às que foram feitas na Câmara eral. após o de Maio de 3 666 ² Barão de Cotejipe . em segundo eral. junto com a emenda da Câmara eral. introduzido na Câmara & turno. não sendo apresentado nenhum emenda e mantida a emenda a houve discussão e votação do projeto de lei. houve segunda votação que não foi nominal. que abria o ano legislativo. sempre crescente. como o bem público exige. Eis como considero a vantagem do projeto. Senhora ± Si é muito elevada a missão que as circunstancias atuais assinalam a Assembleia Geral. No dia 2. em emenda. e. o Senado apressar-se-á em resolver sobre a extinção do elemento servil.

IIIH Estrangeiros. o ministro que nunca fica. do qual a única saída seria a abolição. abolindo a escravidão no Brasil. [ 7] explicação posterior de que Antônio da Silva Prado se afastou por motivos de saúde. com a lei . e depois da ascensão do atual gabinete. teria necessariamente feito em poucos dias a abolição. Prado.´ O texto da ei Áurea A lei n. sobre a ei do Sexagenários. . entre os senadores que não estavam presentes e não enviaram justificativa. assestado como um morteiro de anarquia sobre a minha província (Rio de Janeiro). Se o honrado Senador. Rui escreveu: ³« O sr. quisesse por em prática o processo conservador atualmente empregado em São Paulo. que não previa nenhuma forma de D T S SS H F C com a época dos debates em AA@ B . Rodrigo Silva é o ministro que não sai nunca.manteve a ordem. Silva. naquela época. Rui Barbosa ironizou sobre a constante ausência de Antônio da Silva Prado e sobre Rodrigo A. ao contrário do atual governo e o governo paulista que Paulino de Souza e Cotegipe os tinham como culpados pelo caos em que se encontrava o país. alguns acreditavam que o real motivo era político. ao contrário do sr. nas atas do Senado do Império. (Dantas ± Presidente do Conselho em 1885). (cujo projeto de lei foi apresentado à Câmara dos Deputados por Rodrigo Augusto da indenização aos fazendeiros. deputado e depois senador) de de maio de . na ortografia atual: RRRP QP Original do Diário Oficial de de maio de . q uando o governo. dizia. O conselheiro Antônio da Silva Prado foi registrado. ministro dos Negócios da Agricultura. ² Paulino de Souza Nem todos acreditaram na FGF F E . Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios . da Silva.

Pedro II. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura. 1. publicar e correr. do Conselho de Sua Majestade o Imperador.rasil: Regente. o Senhor D. o faça imprimir. faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Art. e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.º da Independência e do Império. Art. 67. Bacharel Rodrigo Augusto da Silva. portanto. a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer. em nome de Sua Majestade o Imperador. que a cumpram. Dada no Palácio do Rio de Janeiro. a todas as autoridades. Manda. pela qual Vossa Alteza Imperial e Princesa Imperial Regente dc b UVU Decl A Pri cesa Imperial UUW exti t escravi `W `YX a ³ ´ . 2.º: Revogam-se as disposi es em contrário. Rodrigo Augusto da Silva Carta de lei. em 13 de maio de 1888. Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros.

feita pela Câmara eral. Aprovado com um contrário no Senado do Império. e de maio. A única w w . algumas formas contemporâneas de escravidão. embora. A ei Áurea. Pela ei Áurea. como nela se declara. um total de escravos que não chegou a um milhão de pessoas.concluída em s q alteração do projeto de lei do governo. antes de ser publi ada c nas províncias. escravos e a última matrícula de escravos. possa ser constatado. um ano antes da ei Áurea. registrou apenas 72 . como CatholicaeEcclesiae e In w w de março de 7. para uma população total de quinze milhões de brasileiros. pôs fim à exploração da mão -de-obra escrava no Brasil. o que costumava levar um mês. escravos. Consequências da Abolição Libertação dos Escravos. em "desde a data desta lei".José Júlio de Alb q erq e. . pela ei Áurea. foi à sanção da regente Dona Isabel. aos de maio de [ . 1888. que houve por bem sancionar. Na primeira matrícula de escravos. x r hhh xxx x xxx xx r concluída em 72.manda executar o Decreto da Assembleia Geral. ][ 2][ ] A ei do Ventre i vre e a ei Áurea foram sancionadas por Dona Isabel. no mínimo. na prática. para que a lei entrasse em vigor imediatamente. foi introduzir no texto a expressão r s q p votos favoráveis e y y €y uut v f Transit w w r s w w ih g r hh r h gf em 13 de mai de g g votos contrários na Câmara eral (Câmara dos Deputados). Dona Isabel foi premiada com a comenda Rosa de Ouro. de forma ilegal. no país.6 .. Chancelaria-mor do Império . pelo Papa eão XIII ± autor de encíclicas favoráveis à abolição da escravatura.Antônio Ferreira Viana. quandoseu pai estava na Europa. ainda hoje. Foram libertados. inscreveu . Pedro Américo. Para Vossa Alteza Imperial ver. declarando extinta a escravidão no Brasil.

A ei áurea foi apoiada.problema que só se agravaria com o passar do tempo. O ministério ou desconheceu a urgência e extensão destas necessidades. Ao contrário. fornecendo-lhe dinheiro por meio de crédito e braços pela imigração. O Conselheiro de Estado afaiete Rodrigues Pereira. mas ainda não deixou de provocar polêmicas. como José do Patrocínio eAndré Rebouças. deixando sem amparo os ex -escravos. na reunião do para a imigração de trabalhadores europeus mas os empréstimos para a agricultur não se a concretizaram: A abolição do elemento servil desorganizou de golpe a lavoura do país. ao cumprimentar a princesa logo após esta ter assinado a ei Áurea. em . Faltaram também medidas complementares para minorar as dificuldades que os fazendeiros passaram devido à abolição. lembrou que foram concedidos empréstimos vultosos ²Lafaiete Rodrigues Pereira „ … … ˆˆ‡ ‰ ƒ da Ordem de São regório Magno de Roma. amplas camadas populares à exclusão social . ƒ Plurimis[ ]±. foram das mais funestas:  ‘ ‡† Conselho de Estado de de maio de . a falta de uma legislação complementar que vislumbrasse tal problemática contribuiu por condenar. ou não soube adotar as medidas adaptadas a satisfazê-las! De acordo com a análise de Everardo Valim Pereira de Souza. barão de Cotejipe. profetizou: "A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono"! ² Barão de Cotejipe Lei Áurea do espanhol Miguel Navarro Cañizares. deixando-a a um tempo sem tratadores e sem capitais. Era uma necessidade indeclinável acudi-la de pronto. Críticos do projeto de lei da abolição afirmam que a ei Áurea deuliberdade aos negros emulatos mas não lhes garantiu alguns direitos fundamentais. que os permitissem exercer uma cidadania de fato. usando termos políticos vigentes atualmente no Brasil. recebendo a ‚‚ rã-cruz  ’’’ … de maio de . para usar um termo atual. o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura. por todos os líderes afrodescendentes da época. reportando às consideração do -se Conselheiro Antônio da Silva Prado. como acesso à terra e à moradia. as consequências da abolição dos escravos. e Rodrigo Augusto da Silva foi feito cavaleiro da Santa Sé.João Maurício Wanderley. chamados então de "Pretos".

teremos uma diferença de 1/3 para menos na produção! A questão da indenização dos fazendeiros hhhf Pedro uís. na sua Mensagem ao Congresso Nacional de escravatura: 27. antecipadamente. da Câmara Geral. na sessão de de maio de . enfermidades e morte prematura. volume . também tece considerações. crimes. Todos os serviços desorganizaram-se. o trabalho do liberto é um terço menos produtivo que o trabalho do escravo. porém. por maiores que sejam os impulsos de uma caridade que é conhecida e admirada por todos os que frequentam o interior do país. seus efeitos foram os mais desastrosos. plenamente desaparecido. O geral da Província perdeu quase toda a safra de café por falta de colhedores! ²Everardo Vallim Pereira de Souza O presidente da república Washington uís. os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger. cogitasse de substituir o trabalho escravo pela atividade livre. o senador Paulino de Souza. Dois anos depois do decreto da lei. base única. Os ex-escravos. decretada de afogadilho a ³Lei 13 de maio´. havia já recebido alguma imigração estrangeira. citando o econ omista Molinaire. os inválidos. habituados à tutela e curatela de seus ex-senhores. a abolição da escravidão foi feita sem que se tivesse preparado a sua substituição pelo trabalho livre. chamou a atenção para o abandono em que ficariam os mais desamparados dos libertos: É desumana (a lei aprovada) porque deixa expostos à miséria e a morte. zonas outrora florescentes vieram a ser completamente abandonadas. tendo dito. os enfermos e os velhos. então. debandaram em grande parte das fazendas e foram "tentar a vida" nas cidades. era tida também como funesta a situação da agricultura brasileira. o deputado geral Molinaire diz que. em geral. na melhor das hipóteses. não poderão manter aqueles infelizes. tão grande foi o descalabro social. que as exploram! Nos debates do dia de maio no Senado do Império. sobre a abolição da Extraordinário passo de grandeza moral incomparável. jungidas à voracidade dos novos senhores. neste sentido. Com ela (a abolição) houve a supressão de um enorme capital. que também era historiador. a desorganização completa do trabalho agrícola. que hoje arruinados e abandonados pelos trabalhadores válidos. continuando os libertos todos nos estabelecimentos rurais. página 2 : Com a ausência de uma política que. talvez metade do novo elemento livre havia já desaparecido! Os fazendeiros dificilmente encontravam "meieiros" que das lavouras quisessem cuidar. dado. miséria. em discursos publicados em "A Nova Política do Brasil". E mesmo se os escravos tivessem permanecido nas fazendas. e as populações aí vegetam.Segundo a previsão do Conselheiro Antônio Prado. da vida econômica do país! Getúlio Vargas também lamentou a abolição feita sem adequada substituição da mão -de-obra escrava. até hoje nas fazendas a cargos dos proprietários. como quem receia ser obrigado a voltar atrás. sendo necessários dez libertos para os serviços que eram feitos por sete escravos. tentame aquele que consistia em: aguardente aos litros. e. Dá as razões deste fato e conclui que. que: ²Deputado Geral Pedro Luís – —— – “ f g ” • ²Washington Luís Pereira de Sousa e no volume d™ ˜ ² Getúlio Vargas ² Paulino de Souza e . após a abolição. sem raízes. A parte única de São Paulo que menos sofreu foi a que. prevendo a queda da produtividade da agricultura e a queda da -se receita dos estados produtores de café. principalmente. página 2.

Esta matrícula de escravos prevista pela Lei dos Sexagen rios foi concluída em 30 de mar o de 188 . em 0 de dezembro de 1890. al interpreta ão acentua o halhoub. Para inviabilizar essa pretendida indeniza ão dos fazendeiros. e. documentos recentemente descobertos revelam que Dona Isabel analisou a hipótese de indenizar os ampla reforma agr ria. esta inscri ão assaz lac nica: " 3 de maio de 8 j  „ j € ƒ  p j … ~ j j i documentos referentes j r de janeiro de 1891. conforme as normas estabelecidas pela lei valores m ximos de acordo com sua idade. na época da aboli ão. Lara e Sidney halhoub procuram. Pedro II e também vista como o resultado de uma longa campanha abolicionista. p p o n k l ex-escravos com recursos do extinto Banco au e realizar. Porém. existente nas a ui foram incendiados os últimos documentos da escra idão no Brasil". e os documentos do inistério da quais os escravos tinham sido adquiridos por seus donos. ela a olição do elemento ser il. politica e economicamente. A Lei Áurea perante a historiografia Durante muito tempo a Lei Áurea foi vista como um ato generoso de Dona Isabel que seguia os propósitos abolicionistas de seu pai o Imperador D. minimizar o papel que Dona Isabel. ". com esta tese. e em nome da "fraternidade e solidariedade com a grande massa de cidadãos ue. estes livros de matrícula de escravos constavam os pre os pelos s l r comun ão rasileira". gerando quilombos por toda a parte. Porém. tornaram. entra a na ordenou a destrui ão de todos os livros de matrículas de escravos. de fato. uma j i Do ponto de vista dos fazendeiros. Sílvia Hunold Lara e Sidney nicamp. or ter ordenado a eliminação nos ar ui os nacionais dos estígios da escra atura no Brasil . como foi dito acima. foi aprovada.não foram indenizados monetariamente. invi vel. De acordo com o historiador Américo acobina Lacombe. os clubes abolicionistas. u p p | p s p z j p m t y … j y no ongresso acional com a seguinte mo ão: " Congresso acional felicita o o erno Pro is rio } r Seis dias mais tarde. contém. ui Barbosa. usando termos atuais. mas a destrui ão dos escravidão prosseguiu. das popula es escravizadas. após a aboli ão da pena de a oite. j x t i azenda referentes escravidão. a imprensa e a ma onaria brasileira tiveram na aboli ão da escravatura no j j  j j k j car ter ativo. tendo eles imenso prejuízos. também. Afirmam eles que a aboli ão teria sido fruto de um estado semi-insurrecional que amea ava a ordem imperial e escravista. em 14 de dezembro de 1890. quando ministro da fazenda do governo Deodoro da onseca. sendo bastante comemorada pela sociedade brasileira . e não passivo. afirmam que as ‚  oficinas do Lloyde Brasileiro. a decisão de { v j k u w k k v 3. Em 0 " ui Barbosa deixou de ser ministro da azenda. a crítica feita aboli ão dos escravos foi no sentido de que estes m j k j o k q k u m y s n . Sílvia H. alguns pesquisadores recentes da historiografia brasileira t m outro ponto de vista sobre a aboli ão da escravatura e sobre a Lei Áurea. por causa da cumplicidade do exército brasileiro e da polícia paulista que não iam mais fazer a recaptura dos escravos fugidos. 0 de 1885 Lei dos Sexagen rios que ordenava nova matrícula de escravos e estabelecia seus ui Barbosa. os quais eram da guarda dos cartórios de ofício dos municípios. a escravidão. então. " ma placa de bronze. ambos professores doutores do departamento de História da rebeli es de escravos que estavam se generalizando no País. especialmente os pequenos propriet rios de terra que não tinham acesso a mão-de-obra de imigrantes europeus.

Isabel do Brasil. D. D. As outras duas penas utilizadas encontram-se em poder do Museu da Maçonaria. Pedro Carlos vendeu ao Museu Imperial de Petrópolis a pena dourada com a qual sua bisavó. Pedro de Alcântara. uís Maria Filipe. os padres seculares e as ordens religiosas. assinou a primeira via da ei Áurea.00. pela soma de R$ . . sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. após a renúncia de seu avô. A pena dourada Tendo sido editada em três vias. é um dos estudiosos que criticam este novo tipo de abordagem da abolição da escravatura. na sede do Grande Oriente do Brasil. a pena dourada havia sido mantida como herança entre os primogênitos doRamo de Petrópolis. A penetração do escravismo ia ainda mais a fundo: há casos registrados de escravos que possuíam escravos. Mais ainda: possuíam-nos os libertos. cada cópia da ei Áurea foi assinada por três penas douradas idênticas. os pequenos comerciantes e burocratas das cidades. Recentemente. Tendo o m historiador José Murilo de Carvalho escrito: Possuíam escravos não só os barões do açúcar e do café. Demétrio Magnoli. Possuíam-nos também os pequenos fazendeiros de Minas Gerais. a princesa D.Brasil. Negros e mulatos que escapavam da escravidão compravam seu próprio escravo se para tal dispusessem de recursos. † ² José Murilo de Carvalho ‡ ‡ ‡ ‰‰‰ ‰‰ˆ . D. A ideia corrente de que somente ricos fazendeiros possuíam escravos e que a ei Áurea atingiu e prejudicou somente as elites econômicas também te sido questionada atualmente. entes de Apesar do título de Príncipe Imperial do Brasil ter sido transmitido aos primogênitos descend seu tio-avô.

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