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Egito Antigo, Egipicios, Mesopotâneos, Fenicius, Persas e Hebreus

Egito Antigo, Egipicios, Mesopotâneos, Fenicius, Persas e Hebreus

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EGITO ANTIGO

O espaço geográfico
A região onde se iniciou o desenvolvimento da civilização egípcia está situada no nordeste da África, com seu antigo território cortado pelo grande rio Nilo (6 500 km e seis cataratas), ladeado por dois desertos (deserto da Líbia e da Arábia). Ao norte, o Mar Mediterrâneo favorecia a navegação e o comércio com outros povos. O leste, o Mar Vermelho, outra via de comunicação.

Vale do rio Nilo
O rio Nilo era a fonte de vida do povo egípcio, que vivia basicamente da agricultura. De junho a setembro, no período das cheias, as fortes chuvas inundavam o rio; este transbordava e cobria grandes extensões de terras que o margeavam. Essas águas fertilizavam o solo com a matéria orgânica que traziam que se transformava em fertilizante de primeira qualidade. Além de fertilizantes, o rio trazia a abundância de peixes e dava chances a milhares de barcos navegarem.

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dos deuses. Ali s, o róprio

rio era tido omo sagrado.

as o Egito

o era só esse presente da natureza.

Havia necessidade de inteligência, do trabal o, da aplicação e da organização dos omens. o tempo da estiagem, num trabal o de união de forças e de conjunto, os egípcios aproveitavam as guas do rio para levar a irrigação at as terras mais distantes ou construir di ues para controlar suas cheias. Após as cheias, as propriedades agrícolas. Assim, todos os anos eram necessários o trabalho do homem para medir, calcular, e isso ocasionou o desenvolvimento da geometria e da matemática. Esse esforço comum e a unidade geográfica facilitaram um governo único e centralizador. guas bai avam, desmanchando as divisas das

Períodos históri os
O vale do Rio ilo foi habitado desde o Paleolítico. Com o passar do tempo, surgiram comunidades organizadas e independentes chamadas nomos. Os nomos se agruparam em dois reinos do e por volta de 32 Egito por uase 3 Com ele, começam as grandes dinastias famílias reais anos). orte e do Sul enés. a.C. foram todos unificados num só reino pelo faraó

ue governaram o

Costuma-se dividir a História do Egito em três grandes períodos:
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Antigo Império: de 32 édio Império: de 22

a.C. até 22 a.C. a 17

a.C. a.C.

ovo Império: de 1 8 a.C. a 1 8 a.C. édio Império houve uma grande imigração pacífica dos hebreu epois dos hebreus, os hicsos invadiram o

o final do

para o Egito, ue acabaram sendo escravizados e finalmente liberados para voltarem a seu país de origem.

Egito, aí se estabelecendo por duzentos anos e desde sua expulsão teve início o ovo Império. Ao final do ovo Império, houve um enfraquecimento do Egito e sua os tempos modernos, o Egito foi dominado

decadência facilitou a invasão e o domínio por parte de vários povos, como persas, gregos e romanos. politicamente pelos franceses e ingleses, até se tornar independente em 19 2, como país moderno com governo próprio.

Sociedade egípcia
No Egito, a sociedade se dividia em algumas camadas, cada uma com suas funções bem definidas. A mulher, ao contrário da maioria das outras civilizações da antiguidade oriental, possuía posição excêntrica, podendo ocupar altos cargos políticos e religiosos, estabelecendo relativa igualdade com o homem. A sociedade egípcia era heterogênea, dos quais se destacam três ordens principais:
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Faraó e sua família; Nobreza detentora real das terras), Escribas burocratas) e o Clero sacerdotes); Felás camponeses, trabalham presos a terra e em obras públicas);

y

Cabe ressaltar que entre a segunda e a terceira camada, havia ainda pequenos artesãos, militares, o baixo clero, e comerciantes incipientes que não bem representavam uma nova camada, mas indivíduos sem ordenação política dependente dos superiores. Ocorrem escravos, mas em número não relevante. O faraó representa a própria vida do Egito. Era rei e deus vivo. Adorado, reverenciado. Podia possuir várias esposas, a maioria sendo parentes, para garantir o sangue real em família. Porém, só uma usava o título de rainha e dela nascia o herdeiro.

As classes sociais no Antigo Egito eram por ordem de import ncia): O faraó era um rei todo-poderoso, proprietário de todo o território. A sagrada figura do faraó era elemento básico para a unidade de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria sobrevivência e a esperança na felicidade. Os sacerdotes tinham enorme prestígio e poder, tanto espiritual como material, pois administravam as riquezas e os bens dos grandes e ricos templos. Eram também os sábios do Egito. os altos funcionários, o mais importante era o vizir, responsável pela administração do império. Os monarcas eram administradores das províncias ou nomos. Assumiam funções importantes em suas províncias, como as de juízes e chefe político e militar, mas estavam subordinados ao poder de faraó. Os guerreiros defendiam o reino e auxiliavam na manutenção de paz. Tinham direito a vários benefícios, o que lhes garantia prestígio e riquezas. Os escribas, provenientes das famílias ricas e poderosas, aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar, documentar e contabilizar documentos e atividades da vida no Egito. Os artesãos e os comerciantes. Os artesãos trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza e para os templos. Já os comerciantes se dedicavam ao comércio em nome dos reis e nobres ou em nome próprio. O comércio forçou a construção de grandes barcos cargueiros. Os camponeses formavam a maior parte da população. Os trabalhos dos campos eram organizados e controlados pelos funcionários do faraó, pois todas as terras eram do governo. Os escravos eram, na maioria, perseguidos entre os vencido s nas guerras. Foram duramente forçados ao trabalho nas grandes construções, como as pirâmides, por exemplos

Religião e mitologia
Os egípcios não viam diferenças entre a realidade religiosa e seu convívio social: tudo para eles era uma coisa só. Ao contrário do que se acredita, o povo egípcio era politeísta. eus para eles é a representação do Amor Puro, e se eus, do Universo e manifestava sobre três formas: Atum-Rá - Entidade estática antes de manifestar o Universo; Ptah - Característica criadora de dos Seres; Thot - multiplicador da Natureza e de todas as coisas. Isso fica simples de entender quando pensamos, por exemplo, em uma mulher com seus filhos: ela é mãe, esposa, amiga, mulher e trabalhadora. Ela atua em todos esses aspectos, mesmo sendo apenas uma. O conhecimento advinha dos estudos realizados pelos sumo -sacerdotes. Imhotep "O Sabio que vem em paz") ganhou grande destaque na história deste povo, sendo uma criatura multifacetada de conhecimentos que permeavam a medicina, a filosofia, a quím ica, arquitetura, astronomia, etc. Eles aprenderam a observar a Natureza, suas mudanças, as cheias e vazantes do Rio Nilo e o comportamento dos animais. Estudaram com esmero os animais, e sua função vital, isto é, seu objetivo na encarnação em que estavam. A utilização da imagem destes seres, associados aos humanos cabeça de animal e corpo humano) relacionava a função daquele determinado animal, suas qualidades, e logo ficava implícito o significado daquela mensagem. O Falcão, por exemplo, nos remete à lib erdade; o falcão também tem uma visão muito apurada e consegue ver tudo de longe e ao mesmo tempo se fixar e um ponto e ver com detalhes. Essas características eram colocadas aos Faraós ou Sacerdotes, a fim de que o povo pudesse se espelhar e entender o si gnificado. Portanto, toda a manifestação zoomórfica não tem relação com o Politeísmo. Ao contrário: eles entendiam que aquelas imagens talhadas nas paredes dos Templos, feitas da maneira como foram, serviriam como mensagem para o futuro. E foi o que aconte ceu. O rio Nilo foi à coluna vertebral da civilização egípcia. Eles seguiam os aspectos da astronomia, observando suas mudanças relacionadas com as mudanças na Natureza e passaram a fazer essas conexões. Entenderam que o

planeta vivia em ciclos divididos e m 12 signos, 12 estágios pelos quais o planeta passaria influenciado pelas alterações dos céus, dentro do processo de rotação e translação da Terra, juntamente com os equinócios e solstícios. A partir desses estudos, conheceram os pontos nevráugicos ponto s de grande concentração de energia) e ali construíram as Pirâmides. iferente do que já se foi estudado, as Pirâmides na verdade eram grandes Templos de meditação e edificação espiritual dos sumo-sacerdotes e seus iniciados. Foram construídas com uma grande riqueza de detalhes, preocupando -se em criar ambientes da mais alta estirpe de uz e de Amor, acelerando os processos na escala evolutiva de todos que ali participavam. Contudo, ao final da utilização de um determinado Templo, ou dada à morte do alto-sacerdote responsável, o Templo era abandonado e eles iam para outro local acreditava -se que cada Templo desenvolvia uma etapa da evolução do espírito, rumo ao Amor Puro). Com isso, os espaços eram utilizados para enterro dos Faraós, o que nos fazia acreditar até então que as pirâmides eram somente locais para se enterrar os mais "importantes" naquele determinado período. Todas as 1 8 pirâmides tinham um propósito claro de desenvolvimento e edificação do ser humano, objetivando a criação de uma civilização d e Amor e Harmonia. Os egípcios afirmaram a vida após a morte, a partir dos seus escritos, talhados nas paredes das ruínas egípcias. A partir de suas meditações, dentro desses Templos astrologicamente preparados para tal, mantinham contato com espíritos mais evoluídos, que lhes passavam o conhecimento. Platão estudou com esses sumo-sacerdotes e revelou o conhecimento dos sólidos universais, ou sólidos platônicos. Tais sólidos revelam a essência da criação do Universo e de todas as coisas, partindo do Olho de Hórus. Acredita-se, ainda, que a civilização egípcia veio da extinta e lendária) civilização Atlanti "terra circular cercada de água"). Atlântida foi uma civilização anterior a nossa, que viveu na Terra a mais de 1 alguns outros sobreviventes, com o anos. Este sacerdote e já acumulado

conhecimento

principalmente em campos eletromagnéticos e física quântica), perceberam que ali no Egito seria o ponto ideal para a reconstrução de uma nova civilização, transformando o homem primitivo, guiado pelo medo, em um

homem pleno, guiado pelo amor, dentro da

esignação (entendendo que tudo ompreensão (partindo do orças da Natureza a lidar, e aprendendo

o que acontece é conseqü ncia de atos próprios), (entendendo suas manifestações, alterações

autoconhecimento e de conhecimentos adquiridos) das respeitando-a).

CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMIA

A Mesopotâmia era a região onde começou a quando foi inventada a escrita cuneiforme.

istória, por volta de 4000 a. .,

Localizaç o geográfica
A Mesopotâmia era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios da ep blica do Iraque. igre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atu al território

Etimologia
A palavra Mesopotâmia significa terra entre rios, isto é, no caso, região compreendida entre os rios igre e Eufrates. Mas, como visto nos mapas históricos, a Mesopotâmia estendia além desses rios.

Ocupação
Foram vários os povos que através de lutas, tomaram conta dessa fértil região do Oriente édio Ásia enor). Entre eles, vivem vários povos, tais como os

sumérios, os elamitas, os acádios, os amoritas, os cassitas, os assírios, os babilônios, caldeus, etc. Os povos mais importantes da esopotâmia foram os sumérios e babilônios.

Mesopotâmia
Venerador mesopotâmico de 27 -2 a.C.

Origens
Existe uma grande falta de conhecimento sobre a origem dos sumérios, porém há notícia que, por volta de 3 a.C., eles se estabeleceram ao sul da

esopotâmia, próximo ao golfo Pérsico.

Cidades e organi ação administrativa
No começo de sua história, os sumérios fundaram várias comunidades que, pouco a pouco, foram se transformando em cidades -estados. Ur. A região disputada pelos sumérios não possuía um poder central que lhe dessa unidade administrativa. Cada cidade era como que um Estado independente, com governo próprio. Cada cidade -estado era governada por um civil patesi) e por um sacerdote. Essas cidades viviam em constantes lutas e foi o rei Sargão I quem conseguiu dar unidade ao povo sumério, fundando o reino da Suméria, que se estendia da esopotâmia até o mar editerrâneo. essa forma surgiram às cidades de Ur, Uruk, agash, Nippur. A mais importante delas foi

Com a morte de Sargão I, o reino entrou em decadência e caiu em mãos de povos dominadores.

Babilônios
Chefiados por Hamurabi, tomaram conta da Suméria e fundaram o grande Império Babilônico, por volta de 17 a.C.

Foi Hamurabi quem elaborou o mais ant igo código de leis de que se tem conhecimento na história. As leis contidas nesse código determinavam direitas e deveres do povo e das autoridades. as, dependendo d a classe social, as pessoas não eram iguais perante a lei no Império Babilônico. Os escravos, por exemplo, não eram considerados como gente, mas sim, como objeto de compra e venda uma simples propriedade qualquer. Aliás, as civilizações antigas autorizavam a escravatura aos prisioneiros de guerra, ao invés de serem mortos, eram aproveitados como escravos para trabalhos forçados. Vem de Hamurabi a lei do talião: "Olho por olho, dente por dente". Outra lei estabelecia que, se um homem entrasse num pomar e fosse pego roubando, era obrigado a pagar ao dono do pomar certa quantia em prata. Esse código teve grande importância nas leis de outros povos. O Império Babilônico entrou em decadência e foi conquistado pelos assírios, povo guerreiro de grande organização m ilitar e o primeiro a usar os carros de guerra puxados por cavalos. Eram cruéis, violentos, conquistaram vários povos e dominaram a região por ais tarde, por volta de anos. 12 a.C., o Império Babilônico se reorganizou

Segundo Império Babilônico) e c hegou com Nabucodonosor, que embelezou a cidade, construiu os famosos Jardins Supensos da Babilônia, que eram uma das sete maravilhas do mundo antigo, e mandou construir um grande zigurate. No ano de 1899, durante escavações, foi descoberto um gigante zigurate que se pensou ser a Torre de Babel. A Bíblia, de acordo com a cronologia do Gênesis, data a construção da Torre de Babel como sendo por volta de 22 9 a 2 3 a.C., na época do nascimento de Pelegue nome significando divisão). O zigurate construído por Nabucodonosor, que viveu bem mais tarde, tinha 9 metros de base e outro tanto de altura, com o topo recoberto de ouro e azulejos esmaltados de azul.

Escrita
Escrita cuneiforme gravada numa escultura do século XXII a.C. garantir a comunicação e o desenvolvimento da técnica. Os sumérios e babilônios escreviam em tabletes de barro. Inventaram um tipo de escrita em forma de cunha; daí o nome escrita cuneiforme. Esses tabletes de barro eram pesados e difíceis de lidar com as mãos, mas tinham a vantagem de durar séculos ou milênio s como escrita legível. Estudiosos de nossos tempos encontravam grande quantidade deles e assim puderam descobrir muitas coisas da mais antiga civilização do mundo. Na cidade de Nínive, o rei Assurbanipal criou uma biblioteca com 22 tabletes de argila barro) com escritos em vários assuntos. Entre outros assuntos, os tabletes nos mostram como eram os negócios e o comércio daquela época. Um médico, por exemplo, faz uma relação de remédios que ele receitava a seus clientes. Um dos mais interessantes tabletes relata deveres de um menino, na escola, há 3 anos: o menino devia se apressar para não chegar atras ado à escola, senão o professor bateria nele com uma vara. O professor usava, também, a vara para punir alunos que conversassem que saíssem da escola sem permissão ou que fizessem a lição sem o devido capricho. E como surgiu a economia nessa época, predominavam essas e muitas outras características importantes. useu do

ouvre, Paris). A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de

Religião
Tanto os sumérios como os babilônios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Cada cidade possuía o seu deus protetor. A Babilônia, por exemplo, estava sob a proteção de arduk. Acreditavam também nas forças dos astros e da natureza e adoravam o céu Anu), a Terra Enlil), a ua Sin), o rato e a tempestade Hadad), o fogo Gibil), etc. A religião era situada nos templos, chamados zigurates, que eram construções em degraus em forma de pirâmide. Os mesopotâmios acreditavam na influência dos astros na vida humana, dando assim origem à astrologia. Os

sacerdotes e adivinhos que se dedicavam ao estudo dos astros gozavam de grande prestígio. Os povos da esopotâmia deram uma grande contribuição

ao conhecimento dos astros, e por meio desse conhecimento os sacerdotes conseguiam mesmo prever as cheias dos rios Tigre e Eufrates.

Contribuições dos sumérios e babilônios
Foi de grande importância a herança que os sumérios e os babilônios deixaram aos povos futuros. Entre outras contribuições, podemos apontar:
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A organização social e política das cidades-estados. Criação de um código de direitos e deveres. Produção organizada de alimentos: já naquela época, empregavam o arado e máquinas de irrigação, por exemplo. Construção de belos templos e imponentes palácios. Os sumérios inventaram a escrita, que permitiu fixar o saber da época. Invenção da roda e dos carros puxados por cavalos. Criação da astronomia estudos dos astros). Astrologia, ou seja, o estudo dos astros e suas influências sobre a vida das pessoas.

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Os povos antigos da

esopotâmia não acreditavam na imortalidade da alma,

tinham uma religião pessimista e levavam a vida sem se preocupar com a morte ou com a vida além-túmulo. Procuravam se proteger contra as forças do mal usando amuletos e fazendo toda sorte de magia. Uma das divindades mais cultuadas era deusa Ishtar, que é a personificação representativa do planeta Vênus, o mais próximo da Terra em relação à Era a deusa do amor e da guerra. arte.

POVO HEBREU

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Origens

Abraão e os três Anjos as portas do purgatório segundo descrição de Alighieri em 12 . Gravura de Gustave oré 1832-1883).

ante

As origens mais remotas do povo hebreu israelita) ainda são desconhecidas. A Bíblia continua sendo a principal fonte para os estudos desse povo. As orig ens começaram com Abraão, chefe de uma tribo de pastores seminômades que, aconselhado por eus, deixou a cidade de Ur na esopotâmia, próxima às

margens do rio Eufrates, dirigiu-se para Haran e depois foi se estabelecer na terra de Canaã, na costa oriental do editerrâneo atual Israel).

Essa migração teve um caráter religioso e durou muito tempo até chegarem à terra prometida por eus. Abraão, ao contrário dos outros homens da época, acredi tava num único Como prêmio por essa obediência e por sua fé, ele recebeu de eus,

Jeová, criador do mundo, invisível e que lhe tinha ordenado partir para Canaã. eus a promessa de que sua família seria a origem de um povo destinado a possuir a terra de Canaã, onde segundo a Bíblia, manava leite e mel. Essa promessa foi renovada o seu filho Isaac e posteriormente a Jacó neto de Abraão), que recebeu de um anjo o nome de Israel, que significa "o forte de XIII a.C., quando eus". as a conquista definitiva de Canaã só vai se tornar realidade mais tarde, no século oisés sai do Egito e conduz todo o povo hebreu para a a.C. Terra Prometida, em 12

Patriarcas
Chamam-se patriarcas os três primeiros chefes do povo israelita: Abraão, Isaac e Jacó. O primeiro vivia em Ur, na esopotâmia. eus lhe ordena partir para Canaã e lhe promete que sua descendência terá um destino extraordinário. Abraão parte e se estabelece na terra Canaã com sua família. epois que Abraão morreu, sucede-lhe o filho Isaac e em seguida vem Jacó, filho de Isaac. Jacó tem doze filhos, que vão dar origem às doze tribos de Israel, José, o mais novo deles, é o protegido dos pais. Os irmãos o invejam a tal ponto que o vendem como escravo para mercadores do Egito. No Egito, José foi escravo e preso. epois de interpretar os sonhos do Farao sobre uma grande fome ele se torna o primeiro -ministro com a obrigação de proteger o Egito dessa fome. urante esse período de fome José foi responsável por conquistar muitas terras para o Egito e logo consegue que sua família se es tabeleça no Egito.

Moisés

Moisés com as Tábuas da ei, por Rembrandt. Os hebreus viveram pacificamente no Egito por gerações. Mas um faraó se inquietou devido ao aumento populacional e po der: decide torná-los escravos e manda matar todos os meninos recém-nascidos. Ora, nessa época nasce, numa família israelita, o pequeno Moisés. Para salvá -lo sua mãe o acomodou numa pequena cesta de papiro e o escondeu entre os caniços do rio Nilo. O bebê foi recolhido pela filha do faraó Ptira e educado na corte. Ao se tornar adulto, Moisés fica revoltado com a miséria do seu povo, e para salvar seu irmão Aarão, mata um egípcio e por causa disso foge para Midiã. á conhece Zípora a filha do sacerdote Jetro de Midiã e casa-se com ela e passa a ser pastor no deserto do Sinai. Ali, eus se revela a ele e lhe faz uma dupla promessa: libertará os israelitas da escravidão e lhe dará o país de Canaã. Moisés tem, a partir de então, uma missão grandiosa: guiará o po vo de Israel até a Terra Prometida e transmitirá aos homens as mensagens de dez mandamentos. Moisés voltou, então, ao Egito, para junto dos seus, os hebreus, e ordenou ao faraó, que deixasse os escravos israelitas partirem para sua terra, porque e ra ordem de eus. iante da recusa do faraó, eus castiga o Egito com dez terríveis pragas, narradas na Bíblia. Finalmente o faraó cede e o povo de Israel parte livre: é o Êxodo, isto é, a saída do Egito. Moisés conduziu os hebreus através do deserto do Sinai. Pela segunda vez, eus se revela a ele, lhe dará as Tábuas da ei, com dez mandamentos, e faz com os israelitas uma aliança, um pacto. Ele os protegerá até a entrada na terra de Canaã, mas em troca exigirá do seu povo obediência absoluta a suas leis. eus, com efeito, dita a Moisés as leis que regerão a vida dos israelitas. ez Mandamentos da As 1 primeiras são particularmente importantes: são os ei de eus. eus nos

Conquista de Canaã
Depois que saíram do Egito, os hebreus atravessou o mar Vermelho PE A FÉ) e passaram quarenta anos errando pelo deserto da íbia e pelo deserto da

Arábia até que finalmente chegaram às fronteiras da Terra Prometida atualmente Estado de Israel). Moisés morreu. Josué, seu sucessor, lança uma guerra contra os cananeus e venceu seus adversários próximos. O país dos cananeus torna-se então país de Israel. Deus teria cumprido sua promessa.

Juízes
Uma vez estabelecidos na terra de Canaã, os hebreus precisavam de uma autoridade para liderá -los nas batalhas contra os f ilisteus e coordenar as atividades do povo. Foram os juízes, líderes político-militares que guiaram o povo sempre os libertando de seus opressores, e entre eles se destacaram Josué, Sansão, Gideão e Samuel. Depois dos juízes, fundou -se o reino de Israel, que passou a ser comandando por um rei.

Monarcas
Davi e Salomão foram os reis mais gloriosos da história de Israel. Davi concluiu a conquista da terra de Canaã e fundou o reino de Israel. Expulsaram do país os temíveis filisteus e escolheu Jerusalém como capital. Foi um rei poeta e escreveu muitos salmos hinos relig iosos) que se encontram na Bíblia Sagrada. Durante o reinado de Salomão filho de Davi), Israel progrediu muito. Salomão mandou construir palácios, fortificações e o Templo de Jerusalém. Dentro do templo ficava a Arca da Aliança, que continha as Tábuas da ei, onde estavam gravados os Dez Mandamentos que Deus tinha ditado para Moisés no Monte Sinai, quando os hebreus vinham do Egito para Canaã. A maioria do material usado nas construções foi importada de Tiro, na Fenícia. As importações de madeira principalmente o cedro-do-líbano), ouro prata e bronze foram tão exagerados que empobreceram o país. O dinheiro arrecadado com os impostos não era suficiente para pagar as dívidas. Para sustentar os gastos e os luxos da corte, Salomão aumentou os impostos e obrigou a população pobre a trabalhar em obras públicas. Além do mais, a cada três meses 3 hebreus se revezavam no trabalho das minas e da

floresta da Fenícia na extração de madeira, como forma de pagamento da dívida externa de Israel com a Fenícia. A administração de Salomão descontentou o povo, mas ele passou à história como um grande construtor, e principalmente como um rei cheio de sabedoria.

Invasões estrangeiras
Israel esteve sob o poder de outros povos por várias vezes. Depois que se dividiu em dois Estados adversários - Israel ao norte e Judá ao sul -, o povo caiu prisioneiro dos assírios e babilônios. Em seguida, entre outras invasões, esteve sob o poder dos persas e romanos. No ano 7 d.C., o imperador romano Tito destrói completamente a cidade de Jerusalém. O povo judeu, a partir de então, espalhou -se pelo mundo foi à chamada Diáspora) e só conseguiu se reunir no território atual, em 19 8, quando foi fundado o Estado de Israel.

Religião
Muito fracos do ponto de vista militar, os hebreus foram várias vezes conquistados por outros povos e até levados como escravos para a Babilônia o cativeiro da Babilônia). Mas resistiram a inúmeras dificuldades ao longo dos séculos, e unidos em torno de seus preceitos religiosos, continuam ainda hoje como povo. Desempenharam um papel muito importante na parte da religião e da moral, deixando uma enorme influência em todo o mundo ocidental, desde a Europa até as Américas. Praticava o monoteísmo, com a crença em Jeová ou Javé), Deus criador de tudo, universal, invisível, espírito todo -poderoso, que não podia ser representado por meio de estátuas ou imagens. Deveria ser adorado "em espírito e verdade". Os sacerdotes eram também chamados de levitas, porque pertencia à tribo de evi, uma das doze tribos de Israel.

Nos mil anos que antecederam o nascimento de Jesus Cristo, os hebreus fixaram por escrito sua história, suas leis e suas crenças. Todos esses dados se encontram na primeira parte da Bíblia, chamada de Antigo Testamento, que é a parte seguida pelos hebre us. A Bíblia é um livro sagrado não só para os israelitas como também para os cristãos.

Festas e dias santi icados

O monumental Templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos, no ano 7 . Atualmente resta apenas uma parte do muro que cercava o templo. Nesse muro, os hebreus ainda hoje vão lamentar a destruição do templo e a dispersão do seu povo pelo mundo. Esse muro é conhecido como o Muro das amentações. O sábado é consagrado à vida religiosa. Todo o trabalho é proibido. Esse dia é reservado para o encontro entre pessoas da família, para a oração e o estudo da Bíblia Antigo Testamento). As festas israelitas comemoram, em geral, acontecimentos históricos, religiosos e agrícolas. A mais solene delas é o Yom Kippur o Grande Perdão): a pessoa se arrepende de suas faltas e Deus a perdoa se o arrependimento for sincero. Antigamente, entre os judeus, honrava -se a Deus por meio de sacrifícios de animais holocaustos) e por meio de ofertas. Atualmente, com a Diáspora dispersão pelo mundo), os judeus se reúnem em lugares de culto chamados sinagogas. A oração e a leitura da Bíblia Antigo Testamento) tornam -se atos essenciais na vida dos judeus.

Esperança de um novo Messias

Em toda a história de Israel, alguns homens exerceram uma influência especial: são os profetas. Os profetas são pessoas inspiradas por Deus, são os porta-vozes dele. A partir do século VII a.C., eles já anunciam uma grande esperança: a vinda de um Messias, um enviado de Deus, para transformar o mundo, fazer reinar a paz, a justiça e o amor e reunir novamente o povo de Israel para viver em paz em sua própria terra. O povo de Israel continua ainda hoje aguardando um messias salvador, que de acordo com a crença dos cristãos já veio na pessoa de Jesus Cristo. Vale ressaltar que, na oportunidade, Israel, alcança plena vida espiritual, com a Edificação do Te mplo em Jerusalém, onde poderão alcançar novamente vida espiritual ao ofertar sacrifício ao Senhor Deus de Israel.

Direito religioso
À espera do messias, o judeu deve tender à santidade, observando a lei e as regras de vida a moral judaica). As leis estão contidas num livro chamado Torah. Elas se referem a todos os aspectos da vida: o culto, o trabalho, a vida familiar, a alimentação, as vestimentas, as punições das faltas, etc. As leis do Torah são explicadas por mestres chamados rabinos. Os comentários dos rabinos sobre as leis estão contidos num enorme livro Talmud.

CIVI I

O FE ÍCI

Origem e localização geográfica
Os fenícios, povo de origem fenícia semita, surgiram a partir do ano de 3 a.C., numa faixa estreita de terra entre a costa oriental do mar Mediterrâneo e as montanhas da Armênia, na região ocupada atualmente pelo íbano, pela Síria e pelo Estado do Israel.

Comércio marítimo
Proprietários de poucas terras e de solos áridos, os fenícios não se dedicaram à agricultura. Rodeados d e montanhas ao norte, ao sul e a leste, apenas o que restava para eles era aproveitar as águas do Mar Mediterrâneo. Vivendo em contato com o mar, descobriram, desde os primeiros tempos, a arte de construir navios e de navegar. Assim, suas cidades muito importantes, como Tiro, Sídon, Biblos e Ugarit, se tornaram portos de onde partiram os navios para o comércio de mercadorias próprias ou de outros países. Seus tripulantes se aventuravam pelos mares em viagens ousadas, conquistando mercados mais longínquos em outros países que já existiram.

Foi assim que os fenícios, além de explorar o Mar Mediterrâneo, fazendo comércio com as ilhas de Chipre, Sicília, Córsega e Sardenha, atingiram o Oceano Atlântico, chegando ao Mar Báltico, no norte da Europa, e percorrendo a costa da África. Os fenícios foram os maiores navegadores e exploradores da Antiguidade. Chegaram mesmo a dar volta completa ao redor da África, e mais tarde a.C., a pedido do faraó Necao, do Egito, numa viagem que, dois mil anos mais tarde, Vasco da Gama iria fazer em sentido contrário. Há quem afirme que os fenícios chegaram até o litoral do Brasil, mas esta hipótese é descartada por pesquisadores e historiadores.

Produtos econômicos
Os produtos comercializados pelos fenícios foram numerosos. Alguns deles eram comprados de outros países e revendidos em outros lugares. Mas a maioria eram produtos de fabricação própria, como tecida, corante para pintar tecidos como a púrpura, por exemplo), vasos cerâmicos, armas, peças de metal, vidro transparente e colorido, jóias, perfumes, especiarias, entre outros. Seus artesãos eram hábeis imitadores e falsificadores de produtos de outras civilizações. Também os cedros das montanhas fenícias eram exportados. Os fenícios foram, também, os maiores mercadores de escravos da é poca. Fundaram várias feitorias pontos de armazenamento de produtos) e muitas colônias em outras regiões, como as ilhas de Malta, Sardenha, Córsega e Sicília, e fundaram, ao norte da África, a célebre cidade de Cartago.

Organização político-administrativa
Os fenícios estavam organizados em cidades-estados, ou seja, cada cidade fenícia constituía um centro comercial independente, com administração pública própria. O governo dessas cidades era exercido por comerciantes influentes, chamados sufetas. Muitas vezes, essas cidades entravam em choque por causa da concorrência comercial. Algumas delas chegaram mesmo a pagar tributos a fim de terem a preferência e a proteção no comércio de seus produtos.

Cultura

Evolução das letras que compõem o nome hebraico do rei Davi a partir do alfabeto fenício, passando pela escrita hebraica antiga pré -exílio chegando às letras hebraicas atuais assíria"). No início, os fenícios utilizaram a escrita cuneiforme da Mesopotâmia. Depois, passaram a usar os hieróglifos dos egípcios. Porém, esses sistemas de escrita não estavam dando satisfação às suas necessidades comerciais. Dessa forma, nasceu a idéia de simplificar a escrita e inventar o alfabeto, que acabou sendo a maior contribuição que os fenícios deram para o mundo, no campo cultural. Essa importante descoberta nasceu da necessidade de facilitar a contabilidade e elaboração de contratos com outro s povos. Assim, inventaram 22 caracteres representando as consoantes; mais tarde, os gregos aperfeiçoaram o alfabeto fenício, acrescentando as vogais, e outros povos começaram a adotá -lo. Na cidade de Ugarit foi encontrada uma biblioteca com inúmeros table tes de argila com escritos sobre a administração, a religião e a mitologia da Fenícia. denominadas de ³letras quadráticas´ ou escritas

Religião
Os fenícios eram politeístas, ou seja, adoravam vários deuses, cujos nomes pelos quais são chamados abaixo:
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Astarte, deusa da fecundidade; Baal, deus do trovão; Melkart, deus violento e guerreiro; Ishtar, deusa da Mesopotâmia, cultuada também na Fenícia, entre outras divindades. El Dagon, Deus das oferendas do calor

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Além de fazer rituais sangrentos, ou seja, sacrificava humanos se fosse preciso para tentar convencer seus deuses. '

Desenvolvimento científico

Os fenícios não foram nada originais no campo científico, copiando teorias, conceitos e idéias de outros povos tudo aquilo que poderia ser de extrema utilidade para eles. Extremamente ligados ao comércio, a atividade econômica que mais desenvolveram foi o da construção de navios e da navegação. Possuíam excelentes conhecimentos de matemática para a construção de navios e de astronomia, que os auxiliava durante a navegação pelos mares.

IMPÉRIO PERSA

O Império Persa começou em e terminou em 33

9 a.C., com as conquistas de Ciro, o Grande,

a.C., quando Alexandre Magno, da Macedônia, derrotou

Dario III. O Império Persa, portanto, durou cerca de dois séculos e compreendia propriamente dita a Ásia Menor por inteiro. Estava localizado na área ocupada hoje pelos seguintes países: Irã, Iraque, Síria, íbano, Jordânia, Israel, Egito, Turquia, Kuwait, Cazaquistão, Turcomenistão, Azerbaijão, Palestina, Geórgia, Chipre, Afeganistão, parte do Paquistão, da Grécia e da íbia. Foi o maior império conhecido até a época.

Origem

Os persas, assim como os medos, eram dois povos de origem indo-européia que se estabeleceram no planalto do Irã mais de um milênio antes de Cristo.

Reis importantes
Os principais reis do Império Persa foram três: Ciro, o Grande, Cambises e Dario I. Sob o comando habilidoso do general Ciro, o Grande, os dois povos, medos e persas uniram-se por volta do século VI a.C. e formavam um grande império: o Império Persa. Durante os 2 completo. Como era diferente de outros conquistadores, Ciro, o Grande tratava os povos dominados com respeito, possibilitando a eles uma vida bastante normal, com liberdade de ação, de emprego, de religião, etc. Mais por motivos políticos do que religiosos, Ciro, o Grande, em certo momento, chegou a entrar num templo da religião local a fim de prestar culto aos deuses. Permitiu liberdade de culto e proibiu aos seus soldados que roubassem com força as imagens sagradas veneradas nos templos babilônicos. Muito liberal e generoso, permitiu aos hebreus que viviam como escravos na Pérsia que retornassem ao seu país de origem, a Palestina. Mas sua administração, não concordava com as idéias dos outros, ou seja, era intransigente, em dois pontos:
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anos de seu governo, Ciro, o Grande conseguiu não apenas

conquistar a Mesopotâmia como também conquistar a Ásia Menor por

Os povos dominados eram obrigados a servir o exército e a pagar pesados tributos.

Cambises
O primeiro sucessor de Ciro, o Grande foi seu filho Cambises, que era cruel e violento, mandando, inclusive assassinar seu próprio irmão.

Em 2 a.C., Cambises conquistou o Egito, porém foi misteriosamente morto quando retornava ao seu país. Dario I era um dos familiares de Cambises e assumiu o poder em 21 a.C.

Ampliou ainda mais o grande Império Persa, conquistando o vale do rio Indo e o norte da Grécia, mas foi infeliz na Batalha de Maratona, ao ser derrotado pelos atenienses. A maior contribuição que Dario deixou para a história, foi, sem dúvida, uma rígida organização político -administrativa que impôs ao imenso Império Persa.

Organização político-administrativa
Apoiado por um poderoso exército, Dario I governou o Império Persa com firmeza, mas ao mesmo tempo com benevolência, ou seja, bondade. Para facilitar a administração pública, dividiu o império em vinte províncias denominadas satrapias. Cada satrapia era governada por sátrapa. Cada sátrapa era nomeado pelo rei, o chefe de Estado do Império Persa, e tinham como principais atribuições:
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Fazer justiça; Cobrar impostos; Administrar as obras públicas; Manter a ordem.

Para evitar que os sátrapas abusassem do poder, o rei nomeava para cada província um secretário e um general que o mantinham informado do que acontecia em cada satrapia. Sátrapas, generais e secretários eram, por sua vez, fiscalizados por enviados do rei, os inspetores, que visitavam periodicamente as províncias. Esses inspetores foram apelidados de "os olhos e os ouvidos do rei".

Moeda

Para facilitar as transações comerciais, Dario criou uma moeda em ouro ou prata) para todo o império: o dárico. Somente o rei era autorizado para mandar cunhar moedas.

Transportes e comunicações
Os persas construíam importantes vias de transporte entre as cidades mais populosas do Império. Aproximadamente, a cada 2 quilômetros havia estações de descanso com hospedaria e cocheira. Os mensageiros do rei trocavam de cavalo a cada estação, de maneira que podiam cobrir longas distâncias rapidamente. Eles conseguiam levar uma mensagem da cidade de Susa a Sardes em menos de duas semanas, perfazendo uma distância de 2 quilômetros.

Economia
A base da economia do Império Persa foi a agricultura e o comércio. O povo, embora seja responsável pela riqueza agrícola do país, vivia na mais completa miséria, sendo obrigado a entregar aos proprietários de terras a maioria do que produzia. Além do mais, eram obrigadas a trabalhar, de graça, em obras públicas, como na construção de palácios, estradas e canais de irrigação, atividades agrícolas muito valorizadas pela religião. O governo explorava a sociedade toda com pesados impostos, a fim de manter o exército e o luxo. O Império Persa manteve relações comerciais com o Egito, a Fenícia e a Índia.

Religião
Faravahar ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo. Os persas seguiam a religião pregada por Zoroastro ou Zaratustra), nascido na Ásia Central, em data desconhecida entre 17 e1 a.C.. A doutrina por

si pregada foi mais tarde alterada pelos sacerdotes Magi que acentuaram um dualismo, apresentando o mundo como uma constante luta entre o deus do bem Mazda) e o deus do mal Arimã). Adorava também o Sol Mitra), a ua Mah) e a Terra Zan). Acreditava num deus criador do céu, da terra e do homem e numa vida após a morte. Os corpos dos mortos considerados impuros não eram enterrados para não manchar a mãe-terra sagrada. Eram colocados para os abutres, em altas torres, ou totalmente protegidos com cera antes de serem enterrados. Não tinham templos nem estátuas, mas mantinham aceso o fogo sagrado que simbolizava o deus do bem e a pureza. Além do mais, o zoroastrismo religião persa também chamada de mazdeísmo) pregava a bondade, a justiça e a retidão. Essa dualidade rígida entre o bem e o mal influenciou grandemente o cristianismo, o judaísmo e futuramente, o islamismo de Maomé.

Cultura
Os persas se distinguiram principalmente na arquitetura, construindo lindos palácios, como os de Persépolis e Susa. Foram notáveis nos trabalhos de tijolos esmaltados em cores vivas. Na escultura, usaram os baixos relevos. Imitaram na arte, os egípcios e os assírios.

Trabalho de História

Povos Antigos
Professora: Rosangela Aluna: Paloma Eduarda N°30 Série: 1° A Normal

Jardim Alegre 2011 Das 13:45 às 16:15

Referencias:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_Antiga

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