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Linha do tempo da Educação[1]

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Linha do Tempo da Educação

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O Egito era reconhecido por diversos povos da antiguidade, ao modo dos fenícios e gregos, como o berço comum da cultura e da instrução. Pelo avanço alcançado por sua civilização, pode-se deduzir que a prática educacional egípcia se organizou sob duas linhas fundamentais: a formação intelectual, incluindo matemática, ciências esotéricas e astronomia - e a formação profissional, incluindo escolas para artesãos, escribas e outros. Contudo, quase a totalidade das provas históricas coletadas até hoje, dizem respeito ao processo de ensino para as classes dominantes. Consistiam na aprendizagem política, exercício do poder, ensinamentos morais e comportamentais. Destacam-se duas características básicas: a sua imutabilidade com o passar do tempo e a autoridade inquestionável dos adultos. Seus primeiros escritos (datados do século XXVII a.e.c.) tornaram-se tradição e passaram a constituir a base da educação egípcia. Apenas pequena parcela da população egípcia sabia ler e escrever. As culturas orientais tinham um sistema de escrita complexo. Calcula-se que no idioma chinês existam aproximadamente 25 mil caracteres, pois sua escrita é ideográfica, na qual o número de caracteres é praticamente o número de idéias utilizadas. Isso fez com que a educação chinesa girasse em torno do domínio da linguagem e da literatura. Utilizavam o método da imitação. Nas escolas, além de aprender a dominar a linguagem, os alunos decoravam textos sagrados e procuravam desenvolver estilística semelhante. As escolas elementares se espalhavam por todas as pequenas aldeias. Apenas um número reduzido de crianças as freqüentavam e apenas um vigésimo iam além do ensino fundamental. Os alunos que se dedicassem mais aos estudos eram escolhidos como funcionários públicos. A educação hindu não se diferencia muito da chinesa, existem inclusive discussões sobre relações entre ambas. Alguns pesquisadores afirmam que a educação hindu tem origem na chinesa e outros afirmam justamente o contrário. O que diferencia os dois processos educacionais é basicamente o sectarismo hindu promovido por seu sistema de castas (base cultura hindu) com caráter organizador e segregador. Sua classificação principal consiste de quatro grandes grupos: os brâmanes ou sacerdotes; os xátrias, senhores ou classe executivo-militar; os vaicias, mercadores ou classe industrial; e os sudras, plebeus ou classe servil. Além dessas classes haviam os parias (os impuros) que não possuíam casta pois não eram considerados parte do sistema social hindu. Os parias e os sudras não recebiam educação formal. Os vaicias e os xátrias tinham acesso a escolas mantidas pelas classes superiores. Os brâmanes eram os únicos com possibilidades de se tornarem professores e também os únicos com acesso a educação literária mediante a leitura minuciosa dos livros sagrados hindus. A educação hebraica era muito semelhante ao ensino oriental, essencialmente idealistareligiosa e permeada por preceitos morais. Seu ensino supera as linhas anteriores pela existência de mais espaço para a individualidade dos alunos. Contudo, os hebreus não possuíram um sistema educacional tão avançado quanto o chinês, onde a escola era acessível a uma maior parcela da população. Todas as escolas lecionavam as matérias básicas: história, geografia, aritmética e ciências naturais. Os conteúdos eram fundamentados em seus livros sagrados: Tora, também conhecido como Pentateuco, e Talmude. O ensino era basicamente oral, com ênfase na repetição, revisão e memorização de textos. A instrução era centralizada nos escribas e sacerdotes. A Grécia Antiga possuía uma sociedade individualista, estratificada e fundamentada no comércio. Seu sistema educacional era reservado apenas aos homens livres: a aristocracia. Habitavam a Grécia dezessete escravos para cada homem livre. A educação tinha a intenção sectária de instruir alguns poucos para governar. O método educacional grego atingiu o ideal mais avançado da antiguidade: a Paidéia. Representava a integração entre a cultura da sociedade e a criação da personalidade individual. Os gregos criaram um sistema pedagógico baseado na eficiência, liberdade individual e convivência social. Esse sistema possuía duas linhas de educação distintas: a espartana e a ateniense. A primeira primava por formar homens eficazes: fortes, seguros e bem desenvolvidos. Eram os guerreiros. A segunda tinha como principal objetivo a conquista da liberdade: formava homens racionais, articuladores eloqüentes e bons argumentadores. Eram os oradores. A educação romana foi uma adaptação do sistema grego - que valorizava a racionalidade e a harmonia - para a sua realidade, muito mais prática, que visava a utilidade e a eficiência. O primeiro educador em Roma era o pai de família. As escolas eram coordenadas por gramáticos e as lições seguiam a mesma seqüência: ditado de textos; exercício ortográfico; memorização do fragmento; tradução de verso para prosa; expressão da mesma idéia em diferentes construções; análise de palavras e frases e composições literárias. O ideal educacional romano era a formação do cidadão, com seus respectivos direitos e deveres: direito dos pais sobre os filhos, dos maridos sobre as esposas, dos senhores sobre os escravos e direitos sobre a propriedade privada. As virtudes almejadas na educação romana eram: obediência, firmeza, coragem, prudência, honestidade e a seriedade.

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Dois processos relacionados e simultâneos se destacam na educação medieval: o declínio da educação clássica grego-romana e a expansão da educação cristã. O ideal educacional clássico que consistia na valorização da razão e do intelecto foi abandonado em prol da valorização da educação moral para a salvação, promovida pela Igreja Católica. Criaram ao mesmo tempo uma educação para o povo: catequética, dogmática e moralizante, e outra educação clerical: filosófico-teológica. Os estudo medievais compreendiam o trivium: gramática, dialética e retórica; e o quadrivium: aritimética, geometria, astronomia e música. Já sob ordem de Carlos Magno a educação medieval foi reestruturada abrangendo: educação elementar - objetivo de doutrinar; educação secundária - conventos; e educação superiorescolas imperiais para formar altos funcionários.

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A criação da máquina de prensa com caracteres móveis, desenvolvida pelo alemão Johannes Gutenberg (1400-1468), possibilitou o aumento da publicação, divulgação e estudo de livros por toda a Europa. A publicação de livros nos anos posteriores ao surgimento do invento foi enorme para os padrões da época. Pode-se afirmar, com alguma segurança, que nos 50 anos seguintes, foram publicados mais livros do que nos 1000 anos anteriores. O Renascimento, enquanto movimento filosófico, ajudou a romper a cultura medieval e fortaleceu na cultura européia as idéias de resgate dos valores greco-romanos, a valorização das emoções e o início do estudo sistemático da natureza física. Esse movimento cultural trouxe conseqüências marcantes para o sistema educacional corrente. Os pensadores passaram a buscar uma nova educação, em contraposição ao velho e pedante sistema escolástico (medieval- religioso). Houve um intenso movimento pela aplicabilidade prática do conhecimento, pelo estudo de outros idiomas e da literatura greco-romana. Seu objetivo era ensinar os jovens a pensar.

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A Reforma religiosa e suas conseqüências influenciaram significativamente a Idade Moderna. A influencia da Igreja Católica começou a diminuir, a burguesia ganhou mais espaço e pensadores passaram a utilizar a recém-desenvolvida imprensa para criticar a submissão à Igreja Católica. Em contraposição à Reforma, a Contra-Reforma desencadeada pela Igreja, criou o Index librorum prohibitorum; a lista de livros proibidos pelo catolicismo. Também fundou a ordem jesuítica que tinha por objetivo expandir para todo o mundo os ideais católicos, principalmente através da doutrinação e da educação religiosa. O surgimento do Estado Absolutista deu a medida da educação moderna. Nessa época a educação se tornou mais restrita que no renascimento. O pensamento do cardeal Richelieu, primeiro ministro do rei Luiz XIII da França, demonstra de maneira clara a ideologia absolutista quanto à educação: “Assim como um corpo que tivesse olhos em todas as partes seria monstruoso, da mesma forma um Estado o seria, se todos os seus súditos fossem sábios; verse-ia aí tão pouca obediência, quanto o orgulho e a presunção seriam comuns”.

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O estudo e as pesquisas pelo método científico deram a possibilidade ao homem de conhecer o novo, o inexplorado. O antigo, por conseqüência, perdera o seu encanto. O iluminismo pôs em crise o humanismo. Começava a época dos enciclopedistas; pesquisadores que, através do método científico, tinham por objetivo sistematizar o conhecimento humano. Seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, impulsionaram as revoluções do fim da idade moderna que levaram ao fim do absolutismo. O século XVIII foi um século político-pedagógico por excelência. A exigência do povo por uma educação pública ficou cada vez maior e, pela primeira vez, em 1717, um estado, a Prússia, instituiu a obrigatoriedade escolar. Os educadores iluministas não tinham por objetivo somente instruir, pretendiam despertar na pessoa os seus talentos individuais. A educação não deveria de modo algum reprimir ou modelar. O período educacional iluminista realizou a transição do controle sobre a educação da Igreja para o Estado. O pensamento pedagógico positivista consolidou a educação burguesa. Para os positivistas, o fracasso do iluminismo se deu pela ausência de concepções científicas em sua estrutura básica. Defendiam que até mesmo a política deveria ser uma ciência exata. Sua tendência cientificista defendia a inclusão das ciências exatas no currículo escolar que se mantinha resistente com base na Filosofia, Teologia e Línguas Clássicas. Sustentava que os conhecimentos mais importantes são aqueles que preservam e melhoram o indivíduo e a sociedade como um todo. A doutrina positivista visava a substituição da manipulação mítico-religiosa pela visão científica, porém, subordinou a imaginação científica à observação empírica. Sob o slogan da “Ordem e Progresso” o positivismo alega que uma sociedade não deveria ser governada pelas “paixões políticas”, mas por uma elite racional, desinteressada e eficiente: os tecnocratas. O pensamento pedagógico socialista teve sua gênese nos movimentos populares pela democratização do ensino. A concepção socialista da educação surgiu em oposição à concepção burguesa, representada pelo positivismo. As linhas básicas da educação socialista foram traçadas por Marx (1818-1883) e Engels (1820-1895) através do Manifesto Comunista. O socialismo considera o elitismo educacional imoral e defende uma educação “racional” para todos. Se

594 a.e.c. O legislador Sólon propõe a reforma das leis atenienses e uma legislação sobre a educação, trabalho que considerava como missão essencial do Estado. 585 a.e.c. Tales de Mileto prevê um eclipse: início da filosofia racionalista na Grécia. 558 a.e.c. Zoroastro propaga suas idéias.

530 a.e.c. Pitágoras monta sua escola e abre caminho na cultura grega para a concepção de que a educação da juventude é o fundamento da sociedade. 529 a.e.c. Confúcio, aos 22 anos, abre sua escola em Lu, para alunos sem distinções sociais. 509 a.e.c. Proclamação da República Romana. Pregação de Sidarta Gautama, o Buda.

508 a.e.c. Clístenes proclama a constituição democrática ateninense. 500 a.e.c. Sistema hieroglífico em uso no México. 490 a.e.c. Pensamento de Confúcio começa a se propagar na China. 387 a.e.c. Fundada a Academia de Platão. 479- 338 a.e.c. Período clássico da cultura grega. Poesia: Píndaro. Teatro: Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes. História: Heródoto e Tucídides. Medicina: Hipócrates. Filosofia: Sócrates, Platão e Aristóteles. Escultura: Fíndias e Praxíteles. Arquitetura: Parthenon.

350-200 a.e.c. Período magno do pensamento chinês: formação das escola taoísta, legalista e confuciana; primeiras descobertas científicas. 335 a.e.c. Fundado o Liceu de Aristóteles. 295 a.e.c. Inauguração da Biblioteca de Alexandria contendo aproximadamente 100 mil volumes. 215 a.e.c. O imperador Shin Huang Ti inicia a construção da Muralha da China. 334 a.e.c. Alexandre, o Grande dissemina a cultura grega para todo o mundo conhecido de sua época.

Ano 0. População mundial chega a aproximadamente 170 milhões. 28 e.c. Pregação de Jesus de Nazareth. 105 e.c. Anuncia-se ao imperador chinês a descoberta do papel. 117 e.c. Chega ao auge a expansão territorial romana. 150 e.c. Data da mais antiga inscrição em sânscrito encontrada na Índia. 276 e.c. Mani, fundador do maniqueísmo, é crucificado.

313 e.c. Constantino reconhece o cristianismo como a religião oficial do Império Romano. 330 e.c. Capital do Império Romano é transferida para Constantinopla. 476 e.c. Queda do Império Romano com a deposição de Rômulo. Final da Idade Antiga e início da Idade Média. 520 e.c. Hindus desenvolvem a matemática e o sistema decimal. 622 e.c. O árabe Maomé dissemina suas idéias.

725 e.c. Beda, o venerável, introduz o calendário datado pela era cristã. 730 e.c. O sistema de imprensa é desenvolvido na China. 782 e.c. Sob o reinado do franco Carlos Magno, Alcuíno de York organiza a educação européia e dá início ao renascimento cultural na corte carolíngia. 853 e.c. Primeiro livro impresso na China. 900 e.c. População mundial de aproximadamente 240 milhões.

1000 e.c. Através da “licentia docendi”, documento em que a Igreja concedia permissão para lecionar fora dos mosteiros, surge, na Europa, uma classe de mestres livres, os primeiros professores europeus a cobrar pelo ensino. 1000 a.e.c. Em Salerno, Itália, já existia a tradição de passagem do conhecimento teórico da medicina para os alunos interessados. 1010 e.c. Ibn Sina, sábio árabe conhecido no Ocidente como Avicena, publica sua obra que abrange quase todas as esferas de conhecimento de sua época.

1090 e.c. Relógio mecânico movido à água é inventado na China. 1099 e.c. Cruzados conquistam Jerusalém. 1100 e.c. Fundados os “Studium generale”, as primeiras universidades na Europa: Salerno - Medicina e Bolonha - Direito. 1167 e.c. Fundação da Universidade de Oxford, na Inglaterra. 1170 e.c. Fundação da Universidade de Paris, na França. 1209 e.c. Fundação da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

1224 e.c. Fundada a primeira universidade a lecionar os 4 grandes grupos de conhecimento da época: Teologia, Direito, Medicina e Filosofia. 1271 e.c. Marco Polo dá início à viagem a China. 1300 e.c. População mundial chega a aproximadamente 360 milhões. 1309 e.c. Dante começa a escrever A Divina Comédia. 1413 e.c. Início das viagens marítimas portuguesas.

1445 e.c. Guttenberg desenvolve a máquina de prensa européia e imprime o primeiro livro da Europa: a Bíblia de Gutenberg (1450 e.c.). 2180 e.c. Sábios chineses elaboram uma enciclopédia de 4 mil volumes, contendo mais de 5 milhões de caracteres. 1453 e.c. Constantinopla é tomada pelos turcos e cai o Império Bizantino. Fim da Idade Média e início da Idade Moderna. 1492 e.c. Cristóvão Colombo chega à América.

1500 e.c. População mundial chega a aproximadamente 400 milhões. 1500 e.c. Pedro Alvarez Cabral chega ao Brasil. 1517 e.c. Início da Reforma Religiosa na Alemanha. 1543 e.c. Nicolau Copérnico conclui a obra “De Revolutionibus Orbium”. 1545 e.c. Concício Católico em Trento: início da Contra-Reforma religiosa e publicação do Index Librorium Proibitorium.

1551 e.c. Fundação da Universidade de Lima, Peru, a primeira na América. 1600 e.c. Início da Revolução Científica na Europa: Giordano Bruno (liberdade de pensamento); Copérnico, Kepler e Galileu (astronomia); Bacon, Galileu, Descartes (método científico). 1620 e.c. Primeiros jornais semanais na Europa. 1637 e.c. Descartes publica “Discurso sobre o Método”, marco da filosofia moderna.

1660 e.c. Fundação da Royal Society em Londres. Primeira sociedade de estudos experimentais, físico-matemática. 1687 e.c. Newton publica “Principia” e propõe a lei da gravidade. 1690 e.c. John Locke publica o “Ensaio Acerca do Entendimento Humano”. 1751 e.c. Diderot, publica o primeiro volume de Enciclopédia e dá início ao Movimento Enciclopedista do Iluminismo. César Dumarsais escreve o verbete educação.

1759 e.c. Voltaire publica “Cândido”. 1760 e.c. Rousseau lança “O Contrato Social”. 1781 e.c. Kant publica “Crítica da Razão Pura”. 1789 e.c. Revolução Francesa. Fim da Idade Moderna e início da Idade Contemporânea. 1800 e.c. População mundial em aproximadamente 900 milhões.

1817 e.c. Fundação da Universidade Hindu, primeiro grande centro da cultura ocidental na Índia. 1821 e.c. Hegel publica “Fundamentos da Filosofia do Direito”. 1848 e.c. Marx publica “Manifesto Comunista”. 1857 e.c. Kardec publica “O Livro dos Espíritos”. 1859 e.c. Charles Darwin publica "A Origem das Espécies".

1861 e.c. Primeiro voto feminino na Austrália. 1876 e.c. Alexander Graham Bell inventa o telefone. 1877 e.c. Thomas Edison inventa o microfone e o fonógrafo. 1895 e.c. Criação do Prêmio Nobel da Paz. 1900 e.c. População mundial é de aproximadamente 1,5 bilhões de habitantes.

1900 e.c. Freud dá início a “Psicanálise”. 1905 e.c. Einstein anuncia a Teoria da Relatividade. 1906 e.c. Primeiro avião. Santos Dumont voa com o 14 Bis. 1917 e.c. Começa a Revolução Russa. 1919 e.c. Assinatura do Tratado de Versalhes e fundação da Liga das Nações.

1945 e.c. Fundação da ONU - Organização das Nações Unidas. 1946 e.c. Desenvolvimento do primeiro computador eletrônico. 1946 e.c. Fundada a UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural - com o objetivo de contribuir para a paz e a educação no mundo. 1961 e.c. Gagarin é o primeiro ser humano a orbitar a Terra.

1969 e.c. Armstrong é o primeiro homem a pisar na Lua. 1981 e.c. A Internet é criada. 1986 e.c. Waldo Vieira publica o Tratado Projeciologia e propõe a ciência Conscienciologia. 1999 e.c. População humana na Terra chega a 6 bilhöes. 2000 e.c. Início dos trabalhos da Enciclopédia da Conscienciologia em Foz do Iguaçu no Brasil.

600 a.e.c.
Lao-tsé
(604 - 531 a.e.c. (Data incerta))
Passou metade de sua vida trabalhando como historiador e bibliotecário na corte real chinesa. Por volta dos 40 anos, abandonou a corte e passou a viver como eremita nas florestas, estudando, meditando e aprofundando o próprio autoconhecimento. Publicou o livro Tao Te King que se tornou a base da filosofia taoísta e uma obra fundamental para a Educação chinesa. Lao-Tsé significa "jovem sábio".

Ano 0
Aristóteles
(384 - 322a.e.c.)
Filósofo grego, teve grande influência no fim da Antiguidade, na primeira época do cristianismo, na filosofia árabe e judaica. É considerado o maior sistematizador do conhecimento da Antiguidade. Seu pensamento renasceu nos escritos de Alberto Magno e Tomás de Aquino, durante o período medieval, influenciando toda a teologia cristã dali por diante.

1200
Tomás de Aquino
(1224/25 - 1274)
Filósofo e teólogo italiano, nascido em Rocaseca, próximo a Nápoles. Aos 18 anos ingressou na ordem dos dominicanos e dedicou sua vida ao magistério. Aos 31 anos, 4 menos que o permitido pelas ordens universitárias e graças a uma dispensa papal, tornou-se mestre em Teologia. Escreveu cerca de 30 obras. A mais famosa, Suma Teológica, baseada em Aristóteles, considerava a razão como a chave principal da verdade. "Se o aristotelismo é realmente uma doutrina racional, o aristotelismo cristão deverá ser possível, uma vez que a verdade não pode jamais ser contrária à verdade, nem a verdade racional, contrária à verdade revelada" (ratio confortata fide). Foi grande sua influência e passou à posteridade como Doutor Angélico, e ainda, Anjo das Escolas.

1500
Erasmo de Roterdã
(1469 - 1536)
Nascido na Holanda, mas denominando-se "cidadão de todo o mundo", foi escritor, sábio e filósofo. Entrou para o sacerdócio e, aos 48 anos, foi dispensado das atividades religiosas pelo Papa. Formou-se doutor em Teologia. Mais tarde foi considerado o "Príncipe dos Humanistas", mas para ele, ao contrário do pensamento humanista, a educação era mais importante que a eloqüência e a elegância. Defendia o princípio de não absolutizar qualquer idéia. Escreveu muitas obras, sendo que Elogio da Loucura foi a principal.

1600
Michael Montaigne
(1533 - 1592)

1700
Charles Darwin J. J. Rousseau
(1809 - 1882) (1712 - 1778)
Pensador francês. Tornou-se célebre após escrever dois discursos sobre temas propostos pela Academia de Dijon: se o progresso das ciências e das artes contribuiu para corromper ou purificar os costumes; e ,sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Em 1762 publicou Emílio ou Da Educação, um romance pedagógico de profunda repercussão social. No mesmo ano publicou O Contrato Social, que serviu de inspiração à Revoluçào Francesa. Na obra apresentava reflexões sobre a sociedade ideal.

1800
John Dewey Antonio Gramsci
(1891 - 1937)
Filósofo italiano, militante comunista e co-fundador do partido comunista italiano. Preso pelo regime fascista em 1926, produziu na cadeia mais de 3000 páginas onde, obrigado pela censura carcerária, precisou inventar novos termos para camuflar termos revolucionários. Defendeu a manutenção de uma escola única inicial de cultura geral, humanista e formativa. Ao contrário dos pedagogos da escola nova, que defendiam a construção do aprendizado pelos estudantes, Gramsci acreditava que, pelo menos nos primeiros anos de estudo, o professor deveria transmitir conteúdo aos alunos.

1900
(1859 - 1952)
Doutor em Filosofia e Pedagogia. Professor de Filosofia e Pedagogia da Universidade de Chicago onde realizou uma das mais importantres experiências para a Pedagogia contemporânea: a criação, em 1896, da University Elementary School. Era uma escola-laboratório que, durante sete anos, serviu de experimentação às suas idéias pedagógicas, em nível de ensino primário, para crianças de 4 a 13 anos. No Brasil, um de seus maiores seguidores foi Anísio Teixeira. A obra de Dewey, Experiência e Educação, define sua atitude diante da educação tradicional, apontando-lhe as virtudes e os defeitos.

2000
Parapedagogia
Lawrence Stenhouse
(1926 - 1982)
Educador-pesquisador inglês, nascido em Manchester. Defendeu a necessidade de se utilizar a investigação como recurso didático. Acreditava que todo educador tinha de assumir seu lado experimentador no cotidiano e transformar a sala de aula em laboratório, além de assumir o papel de aprendiz. Quando o professor está aberto para aprender continuamente, deixa de se comportar como dono do saber. Na década de 1970, fundou o CARE, Center for Applied Research in Education (Centro para Pesquisa Aplicada em Educação). Seu objetivo principal era elaborar um modelo de ensino no qual todo professor fosse capaz de manter a autoridade, a liderança e a responsabilidade em sala de aula sem transmitir a mensagem de que só o saber lhe confere esse poder.

Sócrates K’ung Fu-tzu Confúcio
(551 - 479 a.e.c.)
É considerado o filósofo mais influente e respeitado da história da China. Suas idéias, conhecidas como o confucionismo, acentuam a necessidade de desenvolver o caráter e a responsabilidade moral. Muitos governos chineses fizeram dos ensinamentos de Confúcio a filosofia estatal oficial. Confúcio é venerado por milhões de pessoas na China e em países vizinhos como o Japão, a Coréia e o Vietnã. Nasceu no ducado de Lu, localizado na atual província de Chan-Tung, e seu nome verdadeiro era K'ung Ch'iu. A palavra Confúcio é a forma latina do título K'ung Fu-tzu, que significa "grande mestre K'ung". Viajou por diversas localidades da China com o objetivo de tornar-se conselheiro de um governante sábio. Desejava a posição para poder colocar em prática suas idéias de reformar a sociedade. Ocupou alguns cargos de pouca importância e, ao morrer, era praticamente desconhecido na China. Não há qualquer livro escrito por Confúcio. Seus ensinamentos e máximas foram escritos por seus discípulos no livro chamado Analectos.

Agostinho
(354-430 e.c.)
Filósofo nascido em Tagaste, atualmente Suk Ahras, na Argélia. Desencadeou uma transformação pedagógica importante em sua época, considerada por pesquisadores como o ponto de mudança entre o pensamento clássico e o medieval. Com ele, o cristianismo passou a ser visto como forma de disciplina e sua pedagogia como um processo de contemplação. A justificativa de sua filosofia pedagógica é a condição aflitiva em que o homem se encontra e a resposta coerente está na disciplina cristã. Escreveu cerca de cem obras.

John Locke
(1632 - 1704)
Pensador inglês, escritor de obras em diversos assuntos, tais como: filosofia, política, religião e educação. É considerado um dos grandes pilares do empirismo inglês. Dentre as várias obras que escreveu, destacam-se Ensaio sobre o Entendimento Humano, volume composto de quatro livros subdivididos em vários capítulos onde defende a tese que o celebrizou: "não há princípios inatos na mente". Explanou sobre as idéias; origens; idéias simples; discernimento; idéias complexas; os números; infinito; potência; idéias complexas de substâncias; causa e efeito; identidade e diversidade; idéias claras e obscuras; distintas e confusas; reais e fantásticas; adequadas e inadequadas; verdadeiras e falsas; associação de idéias e outros temas. Escreveu ainda sobre a significação das palavras; imperfeição das palavras e abuso das palavras. Estudou sobre o conhecimento: grau, alcance, proposições frívolas e outros. O Ensaio sobre o Entendimento Humano é um dos mais importantes tratados filosóficos, porque se deve a ele, em grande parte, a elaboração de quase todos os demais tratados que apareceram depois.

Carl Rogers
(1902 - 1987)
Historiador e psicólogo nascido em Chicago. Aplicou à Educação princípios da Psicologia Clínica, sendo psicoterapeuta por mais de 30 anos. Confrontou diretamente as idéias comportamentalistas (behaviorismo). Concebeu o ser humano como fundamentalmente bom e curioso, mas que precisa de ajuda para poder evoluir. Suas idéias aparecem como um movimento complexo que implica uma filosofia da educação, uma teoria da aprendizagem, uma prática baseada em pesquisas, uma tecnologia educacional e uma ação política. Argumentou que, para desenvolver-se uma educação centrada na pessoa, é preciso que a estrutura da escola mude. Em sua obra são notáveis o desejo de mudança, a intenção de realização de algo concreto e a preparação da opinião pública para as mudanças possíveis. Segundo Rogers, a tarefa do professor é liberar o caminho para que o estudante aprenda o que quiser.

(469 - 399a.e.c.)
Empregou a racionalidade própria da filosofia grega para o estudo do indivíduo. Dedicou-se à vida cívica, intelectual, política e principalmente à educação, baseada no desenvolvimento da virtude dos educandos. Utilizava maiêutica e ironia como processos pedagógicos. O diálogo era considerado o primeiro aspecto do seu método indutivo e consistia em fazer o aluno reconhecer a sua ignorância. É considerado o responsável pelo começo do ensino dinâmico.

Platão
(427 - 347a.e.c.)
Filósofo grego, principal discípulo de Sócrates, responsável pela fundação da mais conhecida escola filosófica da Grécia Clássica, a Academia. Foi a primeira escola filosófica orientada à formação dos indivíduos para a vida política. Usava o método da conversação e do debate. Para Platão, o objetivo da educação é a formação do homem moral.

Pensador e escritor francês. Foi conselheiro do parlamento de Bordéus. Em 1570, renunciou ao cargo e passou a se dedicar à leitura e à meditação. Fez duas grandes viagens: na primeira percorreu a Alemanha e a Itália, onde confirmou através de observações a relatividade das coisas humanas; na segunda, fez rápida estada em Paris, procurando alcançar a paz interior que o livrasse do medo da morte. A obra Ensaios está fundamentada na experiência e razão de seu autor. Baseando-se em textos antigos, Montaigne elabora um auto-retrato e analisa em si mesmo as condições humanas. Ensaios trata dos mais variados assuntos, abrangendo especulações filosóficas sobre a morte, amizade, educação e outros. Esta obra procura encontrar os princípios da arte de bem viver.

Sua principal obra, A Origem das Espécies (1859), marcou o início de uma revolução nas ciências e foi a fomentador de uma vasta revisão das concepções filosóficas e religiosas vigentes. Através de sua teoria do Evolucionismo, influenciou grandes psicólogos e pedagogos desde a sua época até a atualidade. Foi o primeiro cientista a se dedicar ao estudo do desenvolvimento das crianças, anotando sistematicamente o progresso do crescimento de seus filhos.

Ciência da reeducação; sub-campo da Conscienciologia cuja unidade de trabalho ou medida é a tares - tarefa do esclarecimento; especialidade da Conscienciologia que estuda a Filosofia da educação além dos recursos da

Herbert Spencer Immanuel Kant
(1724 - 1804)
Nasceu em Königsberg, na Alemanha, estudou filosofia e teologia. Trabalhou 9 anos como professor particular, 15 anos como bibliotecário e livre-docente universitário. Catedrático de Lógica e Metafísica, ficou conhecido como "arrasador de tudo" pelas críticas à filosofia dogmática e ao Iluminismo. Fundador do Criticismo, que muito influenciou a metodologia científica moderna. Sustentava que a educação será sempre melhor e cada geração futura dará um passo mais próximo ao aperfeiçoamento da humanidade. Para Kant, o Homem, pela sua razão, está destinado a viver numa sociedade com Homens e nela cultivar-se, civilizar-se emoralizar-se através das artes e da ciência, cujo verdadeiro objetivo é "que o homem desenvolva inteiramente, por si mesmo, tudo que está acima da ordem mecânica da existência animal".

Édouard Claparède
(1873 - 1940)

(1820 - 1903)
Filósofo britânico, autor de numerosas pesquisas, cuja característica destacável é a idéia da evolução como lei universal. Pouco mais moço que Darwin e impressionado com A Origem das Espécies, elaborou uma teoria da evolução em bases filosóficas. Enriqueceu a hipótese da seleção natural e uma expressão se tornou célebre: "a sobrevivência do mais apto". Admitia haver encontrado a fórmula única segundo a qual nascem e se desenvolvem os fenômenos de todos os tipos: é a Evolução. Para ele, não apenas os indivíduos e as espécies estão sujeitos a mudanças evolutivas, mas também os planetas, os sistemas solares, os costumes, as instituições e as idéias éticas e religiosas. Segundo sua filosofia, tudo o que existe se transforma incessante e progressivamente. A obra filosófica de Spencer chama-se Sistema de Filosofia Sintética e compreende vários volumes. Em educação, Spencer representa a tendência científica. A obra Educação Intelectual, Moral e Física é lida até hoje. Foi largamente usada em escolas normais, institutos de professores e universidades para a formação de educadores. É uma publicação de popularidade universal.

Anton Makarenko
(1888 - 1939)
Educador ucraniano considerado um dos maiores pedagogos soviéticos. Criou uma elaborada proposta educacional para a sociedade socialista. Pretendia formar crianças capazes de dirigir a própria vida e a vida do país. Objetivava formar no cidadão soviético um profundo sentimento de dever e responsabilidade com a sociedade; um espírito de colaboração e camaradagem; uma personalidade disciplinada com vista aos interesses coletivos e uma sólida formação política.

Martinho Lutero
(1483 - 1546)
Teólogo alemão, autor das 95 teses contra a Igreja Católica referentes à venda de indulgências. Fixou-as à porta da igreja de Wittenberg, em 1517, dando início à Reforma Religiosa do início da Idade Moderna. A partir daí não parou de agitar o pensamento alemão através de sermões e panfletos divulgando suas idéias. Aproveitando-se da ausência do imperador Carlos V, que havia partido para dirigir a guerra contra a França, Lutero prossegue na campanha de divulgação de seus pensamentos e implanta definitivamente a nova Igreja Protestante na Alemanha. As principais características de sua doutrina são: negação da autoridade do papa, dos padres e dos concílios; protesto contra as indulgências; admissão de que o evangélio pode ser interpretado segundo a consciência de cada um, sem o concurso da autoridade eclesiástica; e o ponto de vista de que a fé de uma pessoa era mais significativa do que suas obras na obtenção da salvação de sua alma.

George Hegel
(1770 - 1831)
Nascido na Alemanha, foi professor secundário e universitário. Considerado o primeiro filósofo do idealismo alemão. Defendeu a educação como a melhor maneira de espiritualizar o homem, este só se desenvolveria pela educação disciplinada e reflexiva. Publicou A Fenomenologia do Espírito, A Ciência da Lógica, Enciclopédia, Princípios da Filosofia do Direito e Lições. Embora não tenha tratado de maneira explícita o problema pedagógico, seu pensamento influenciou as filosofias educacionais de sua época e outros grandes pensadores, como Marx.

Psicólogo e pedagogo suíço que influenciou significativamente os conceitos modernos da educação. Argumentou sobre a necessidade de estudar o funcionamento da mente infantil para estimular um interesse ativo pelo conhecimento. Foi um dos primeiros pensadores a defender que a diferença do homem para os outros animais está em sua capacidade para transformar a natureza. Propôs uma escola onda o aluno pudesse "reagrupar o mais livremente possível os elementos favoráveis ao desenvolvimento de suas condutas pessoais". Para isso, sugeriu mudanças no currículo escolar que permitissem o melhor aproveitamento das potencialidades individuais. Apresentou a educação funcional onde a educação deve sempre ser mantida por uma necessidade.

Francis Bacon
(1561 - 1626)
Conselheiro da rainha Izabel da Inglaterra, propôs a distinção entre a fé e a razão. Apresentou o método indutivo, que consistia na observação objetiva e empírica dos fatos para análise da realidade. Embora mais orientada ao desenvolvimento da ciência, sua contribuição teve repercussão na educação, pois o método indutivo propiciou a descoberta do conhecimento pela experiência e observação do próprio aluno.

Jean Piaget
(1896 - 1980)
Psicólogo e educador suíço considerado o “pai da psicologia da inteligência”. Estava interessado em saber como o homem pode aprender algo. Preocupou-se, em seus estudos, em elaborar uma teoria do conhecimento objetivando saber como o homem chega a saber algo que não sabía e como o conhecimento evolui. Impossibilitado, pela falta de dados, de estudar a evolução do pensamento ao longo da história da humanidade, voltou-se para experiências com crianças através de diálogos abertos sobre temas específicos sem usar testes. Procurou entender os processos pelos quais evoluía a compreensão de conceitos básicos como espaço, tempo, causalidade física, número, julgamento moral, dentre outros. Elaborou o conceito do construtivismo, segundo o qual o conhecimento é construído ativamente pelo sujeito, é uma conseqüência de suas interações com o mundo, de suas reflexões sobre essas experiências e tudo aquilo que pode abstrair delas.

Burrhus Frederic Skinner
(1904 - 1990)
Psicólogo behaviorista norte-americano, defensor da possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano através do processo de aprendizagem. O conceito-chave do pensamento de Skinner é o de condicionamento operante, conceito ligado à fisiologia do organismo, seja animal ou humano. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um indivíduo até ele ficar condicionado a associar a necessidade à ação. Para ele, o condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento - um processo que Skinner chamou de modelagem. O instrumento fundamental de modelagem é o reforço - a conseqüência de uma ação quando percebida por quem a pratica.

Karl Henrich Marx
(1818 - 1883)
Nascido em Treves, na Alemanha, foi filósofo, economista, idealizador do comunismo científico e organizador do movimento proletário internacional. Marx teve intensa atividade política. Sua contribuição para a educação está na concepção do homem como indivíduo omnilateral, completo, e ao papel central do trabalho na sua formação. Para Marx, a educação possui três etapas: formação espiritual (moral), educação física e instrução politécnica, que transmitiria os fundamentos científicos de todo processo de produção elementar em seu ofício.

Emilia Ferreiro
(1936 - )
Psicóloga e pesquisadora argentina, radicada no México. A partir de 1974, como docente, iniciou seus trabalhos experimentais, que deram origem aos pressupostos teóricos sobre a Psicogênese do Sistema de Escrita. A obra se tornou um marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita pela criança. Defendeu que a escrita não resulta de simples cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção pessoal. Percebeu que, de fato, as crianças reinventam a escrita, no sentido de que inicialmente precisam compreender seu processo de construção e suas normas de produção. Emilia é, hoje, professora titular do Centro de Investigações e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México.

intrafisicalidade através da multidimensionalidade lúcida e da projetabilidade da consciência humana, e suas conseqüências na vida humana (Vieira, 1999); ciência aplicada ao estudo da educação de conscins, expressa pelo conjunto de métodos asseguradores da adaptação recíproca do conteúdo informativo aos indivíduos a serem informados ou formados; atividade baseada na vivência teática do parapedagogo (Vieira, 2003).

Henri Wallon
(1879 - 1962)
Médico, psicólogo e filósofo francês. Em 1925 criou um laboratório de psicologia biológica da criança. Mais tarde tornou-se professor da Universidade Sorbonne. Wallon trata o desenvolvimento intelectual de maneira mais humanizada, considerando a pessoa como um todo e dando mesma importância ao desenvolvimento da intelectualidade e da afetividade. Estabeleceu relações entre as emoções e a organização dos espaços onde o aluno se manifesta. Criticou a escola por imobilizar a criança em uma carteira, o que limitaria seu desenvolvimento. Seus estudos com crianças entre 6 e 9 anos mostram que o desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada uma faz as diferenciações com a realidade exterior. Em sua proposta para a educação francesa, sugeriu que nenhum aluno deveria ser reprovado numa avaliação escolar. Em 1948, lançou a revista Enfance, que foi o pilar de novas idéias educacionais e se transformou em referência para professores e pesquisadores da educação.

Condorcet
(1743 - 1794)
Nascido em Ribemont, secretário da Academia Francesa, elaborou o mais importante projeto educacional da Revolução Francesa. Propôs, durante a assembléia constituinte de 1789, que o ensino universal era o único meio de eliminar as desigualdades sociais. Reconhecia que as mudanças políticas deveriam ser acompanhadas de reformas educacionais . Foi partidário da autonomia do ensino e defendeu a educação feminina para que as futuras mães pudessem educar melhor seus filhos.

João Amos Comênio
(1592 - 1670)
Pedagogo checo. Ocupou a Reitoria de um colégio em Lissa e tomou ordens na igreja de Morávia. Em virtude de perseguições políticas e religiosas, passou grande parte de sua vida em exílio. Suas teorias educacionais são acentuadamente atuais. Aplicou quase todos os grandes princípios da pedagogia progressista. Fixou as bases da organização do ensino, desde a escola maternal até a academia. Chamou a atenção dos educadores para o desenvolvimento das aptidões da criança em contato com as coisas. Elevou-se ao plano moderno da escola unificada. Escreveu várias obras, entre elas, Pansophiae Pradromus, na qual defende a generalização do ensino, subordinado a um órgão de controle universal. Linguarum Reserata apresenta um novo método de ensino de latim por meio de ilustrações e lições objetivas. Orbis Sensualium Pictus, destinada a exaltar os processos intuitivos com noções ilustradas através de imagens gráficas. Na obra Didactica Magna, provavelmente sua mais conhecida obra pedagógica, expõe suas idéias a respeito da educação e da organização prática das escolas.

J. F. Herbart Lev Semyinivitch Vygotsky
1776 - 1841
Filósofo alemão. É considerado o fundador da Psicologia Científica. Teve contato com Pestalozzi. Na doutrina de Herbart, podemse destacar estudos sobre Metafísica, Psicologia, Estética, Ética e Pedagogia. Para ele, a Pedagogia como ciência depende da Moral e da Psicologia. Argumentava que no princípio da existência o espírito é desprovido de toda faculdade. A máquina espiritual passa a ser composta pelas "representações", formadas pelas percepções e idéias que vêm do exterior. Essas representações edificam a sensibilidade, a inteligência e a vontade. A vida psíquica é constituída essencialmente pelo jogo das representações. Entendia que a educação realiza-se pela instrução e a melhor maneira de promover a formação moral e intelectual do educando é despertar seu interesse múltiplo, ou seja, ampliar o horizonte mental à maior quantidade possível de idéias e sugestões.

3400 a.e.c. A ESCRITA PICTOGRÁFICA, SISTEMA DE ESCRITA DOS SUMÉRIOS, ESTAVA EM USO NO SUL DA MESOPOTÂMIA. 2654 a.e.c. ENSINAMENTO PARA KAGHEMNI, ESCRITO ENTRE 2654 E 2600 a.e.c., É O MAIS ANTIGO TEXTO EDUCACIONAL
DE QUE SE TEM NOTÍCIA NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE.

Anísio Spínola Teixeira
(1900 - 1971)
Educador, advogado e escritor brasileiro nascido em Caetité, na Bahia. Suas idéias inspiraram todos os setores da educação no Brasil e América Latina. Fundou o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em Salvador, a primeira experiência no Brasil de promover a educação integral. Suas obras são as mais significativas sobre educação existente em língua portuguesa.

Hannah Arendt
(1906 - 1975)
Uma das principais pensadoras da política no século 20, nascida em Hannover, Alemanha. Sua obra inspira estudos em outras áreas, entre elas a educação. Ela abordou o assunto em dois textos: A Crise na Educação, escrito em 1958, e, mais indiretamente, Reflexões sobre Little Rock, em 1959. Defende que os adultos têm dois tipos de obrigação em relação às crianças: uma recai sobre a família, responsável pelo "bem-estar vital" de seus filhos, e a outra fica a cargo da escola, a quem cabe o "livre desenvolvimento de qualidades e talentos pessoais".

(1896 - 1934)
Advogado, escritor, psicólogo e filósofo russo. Não formulou uma teoria pedagógica, mas, para ele, a intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente. Mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão que ainda não domina completamente. Desenvolveu o conceito de zona proximal, sua mais importante contribuição para a Pedagogia. Este conceito afirma que algo feito em grupo pela criança poderia posteriormente ser feito por ela sozinha.

Adoulf Ferrière
(1879 - 1960)
Nascido na Suíça, foi educador, escritor e conferencista. Baseou suas idéias inicialmente nas concepções biológicas do evolucionismo. Epicentrou o movimento da escola nova e fundou, em 1899, o Birô Internacional das Escolas Novas que aprovou, em 1919, os trinta itens considerados básicos para esta nova pedagogia. Criticava a escola tradicional, afirmando que esta "havia substituído a alegria de viver pela inquietude, o regozijo pela gravidade, o movimento espontâneo pela imobilidade e as risadas pelo silêncio".

François Rabelais
(1495 - 1553)
Médico, professor de anatomia e cura francês, nascido em Chinon. Revelou um espírito combativo e incorfomado. Atacou a educação formalista e livresca, preparando espaço para o realismo e o naturalismo pedagógicos. Suas idéias sobre a educação estão escritas em Gargântua e Pantagruel, cujas principais características são a ironia e hilariedade.

1600 a.e.c. PRIMEIRA CIVILIZAÇÃO URBANA DE QUE SE TEM NOTÍCIA NA CHINA. 1500 a.e.c. POPULAÇÃO MUNDIAL ESTIMADA EM 28 MILHÕES DE SERES HUMANOS. 1384 a.e.c. DATA DOS MAIS ANTIGOS CARACTERES IDEOGRÁFICOS CHINESES DE QUE SE TEM NOTÍCIA, GRAVADOS EM
OSSOS E CASCOS DE TARTARUGA.

J. H. Pestalozzi
(1746 - 1827)
Pedagogo suíço nascido em Zurique. Dedicou cuidados especiais à educação das crianças de mais tenra idade e das mais deserdadas entre elas. Após muitas tentativas de implantar uma nova pedagogia que aliava trabalho ao aprendizado, Pestalozzi, após os 50 anos de idade, fundou um instituto onde colheu as glórias maiores de seu trabalho. Entre aulas e passeios, convivendo com os mestres, sem prêmios nem castigos, os alunos desenvolviam a própria personalidade, num ambiente que nada deixaria a desejar a qualquer escola contemporânea. Deixou várias obras. Destacam-se Leonardo e Gertrudes, e Como Gertrudes Ensina seus Filhos.

Émile Durkheim
(1858 - 1917)

Célestin Freinet
(1896 - 1966)
Pedagogo francês mais influente da edução fundamental deste país no século XX. Foi um educador popular e inovador. Devido à incapacidade causada por um ferimento no pulmão durante a Primeira Guerra Mundial, desenvolveu um método educacional pelo qual as crianças montavam textos em que descreviam seus passeios pela sua cidade, seus sonhos, seu mundo. Eram compostos e impressos mesmo pelas crianças nãoalfabetizadas. Trocavam, pelo correio tradicional, textos, desenhos e poesias com escolas da França, de outros países da Europa e até da África. Essa técnica ficou conhecida como correspondência interescolar. Seu trabalho despertou grande admiração. Defendeu a educação pelo trabalho e a pedagogia do bom senso. Teve muitos críticos que o censuravam por promover a anarquia e a falta de rigor.

Maria Montessori
(1870 - 1952)
Médica nascida na Itália e nomeada auxiliar da clínica de psiquiatria de Roma. Entrou em contato com crianças excepcionais pelas quais se interessou cada vez mais. Desenvolveu um método que, devido ao sucesso, foi aplicado também em crianças que não eram excepcionais. Outras escolas, inspiradas em seus princípios, começaram a se propagar por toda a Itália e por outros países. Suas obras mais conhecidas são: Pedagogia Científica; A Criança, e Etapas da Educação.

Paulo Freire
(1921 - 1997)
Pedagogo brasileiro nascido em Recife, Pernambuco. Contribuiu para a expansão da educação popular. Defendia que a divisão social impedia a concretização da vocação humana de crescer através da educação. Referia-se a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos dominantes, onde a educação existe como prática da dominação, e a pedagogia do oprimido, na qual a educação surgiria como prática da liberdade.

René Descartes
(1596 - 1650)

Auguste Comte
(1798 - 1857)
Francês, estudou na Escola Politécnica de Paris. Optou pelo estudo das ciências sociais e defendeu a idéia de que os fenômenos sociais, como os físicos, podem ser reduzidos a leis e todo conhecimento científico deve ter por finalidade o aperfeiçoamento moral e político da humanidade. Sua obra de maior destaque foi Curso de Filosofia Positiva, um trabalho fundamental para o desenvolvimento do Positivismo. Deduziu que homem passa por três estágios básicos: teológico, metafísico e positivo. Somente no terceiro deixaria a religião e um deus abstrato e se embuiria de um sentimento de solidariedade humana.

1370 a.e.c. AKHENATON DESENCADEIA A REFORMA RELIGIOSA EGÍPCIA. 1000 a.e.c. POPULAÇÃO MUNDIAL ESTIMADA EM

Sociólogo, pedagogo e filósofo francês. Considerado criador da Sociolologia da Educação. Acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo, pois considerava que o desenvolvimento moral começava ao mesmo tempo que a vinculação aos grupos sociais. Seu método objetivava preparar as crianças para a vida em comum. Porém, para ele, a pedagogia e a educação não deveriam existir de forma autônoma, mas subordinadas à sociedade e à sociologia.

70

MILHÕES DE SERES HUMANOS.

900 a.e.c. LICURGO ORGANIZA O ESTADO E A EDUCAÇÃO EM ESPARTA, GRÉCIA. 750 a.e.c. SURGIMENTO DOS POEMAS ÉPICOS ILÍADA E ODISSÉIA, ATRIBUÍDAS A HOMERO. 753 a.e.c. LEGENDÁRIA FUNDAÇÃO DE ROMA.

Filósofo francês nascido em La Haye. Em 1616 licenciou-se em Direito. Propositor do método científico. Na noite de 10 de dezembro de 1619, estava em seu quarto, entretido com suas meditações, quando descobriu, entusiasmado, um método universal para pesquisa da verdade. Antes de 1629, Descartes não foi um escritor. Apenas neste ano escreveu um Treité de métaphysique e depois um Traité de la lumière. Quando soube da condenação de Galileu pela Inquisição, decidiu parar de escrever. Mas, em 1637, escreveu Discours de la méthode, que foi a primeira grande obra científica escrita em francês. Escreveu também Méditations sur la philosophie première, onde expôs suas idéias sobre metafísica; Renati Descartes principia philosophiae, onde completou sua doutrina. Em 1649 publicou Traité des passions de l'âme, um conjunto de reflexões sobre moral, encerrando a série de suas publicações mais significativas.

Alexander Neill
(1883 - 1973)
Educador, escritor e jornalista escocês. Principal defensor da pedagogia anti-autoritária, pela qual o homem feliz seria produto de um desenvolvimento em plena liberdade sem direções autoritárias, influências morais, religiosas, ameaças ou coações; só conhecendo como limite o direito e a liberdade do outro. Fundou, na Inglaterra, a Summerhill Schooll, baseada numa gestão democrática e de auto-avaliação. Sustentava que a relação entre professores e alunos deveria ser mais aberta.

Ovide Decroly Rudolf Steiner
(1861 - 1925)
Pensador espiritualista austríaco, fundador da Antroposofia, que deixou vasta contribuição nos campos das artes, organização social, medicina, farmacologia, agricultura e pedagogia. Suas idéias oferecem uma alternativa ao materialismo. Criou o sistema pedagógico Waldorf, cuja principal característica é o embasamento na concepção de desenvolvimento do ser humano partindo de uma concepção holística, sustentada em pontos de vista antropológicos. Steiner criou uma escola que permite a aprendizagem social e ativa, em que o jovem precisa primeiro aprender e depois julgar. Para Steiner, a escola deve se esforçar para permitir às crianças uma aprendizagem sem medo.

(1871 - 1932)
Médico e psicólogo belga, foi expulso de várias escolas por indisciplina. Recusava-se a freqüentar as aulas de catecismo. Fundou uma escola para aplicação de uma pedagogia baseada na noção do "centro de interesse", segundo a qual os alunos escolhem o que querem aprender, construindo seu próprio currículo segundo sua curiosidade e sem a separação tradicional entre as disciplinas. Decroly concebia as relações dentro da escola como uma sociedade em miniatura. Escreveu mais de 400 livros mas não sistematizou seu método pedagógico por escrito por julgá-lo em construção permanente.

Edmund Husserl
(1859 - 1938)

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