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Guerra árabe israelense

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Revolta árabe de 1936-1939

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Revolta árabe de 1936-1939

Parte do Conflito israelo-palestino e do Conflito árabe-israelense

Abd al-Qadir al-Husayni (centro) com auxiliares, em 1936.

Data Local Resultado

1936 - 1939 Mandato Britânico da Palestina A revolta foi totalmente reprimida. Combatentes

Reino Unido

Alta Comissão Árabe
Forças

25.000 a 50.000 soldados britânicos 20.000 policiais judeus

1.000 a 3.000 (19361937) 2.500 a 7.500 (1938) Mais um adicional de 6.000 a 15.000 em tempo parcial

A Revolta Árabe de 1936-1939 ou Grande Revolta Árabe foi uma revolta nacionalista árabe, contra o domínio colonial britânico e a imigração judaica em massa, na área do Mandato Britânico da Palestina.[1] A revolta teve duas fases distintas.[2] A primeira foi dirigida principalmente pela Alta Comissão Árabe, urbana e elitista, e se concentrou principalmente em torno de greves e outras formas de protesto político.[2] Em outubro de 1936, esta fase havia sido derrotada pela administração civil britânica, mediante uma combinação de concessões políticas,

diplomacia internacional (envolvendo os governantes do Iraque, Arábia Saudita, Transjordânia e Iémen)[3] e a ameaça da lei marcial.[2] A segunda fase, que começou no final de 1937, foi um movimento de resistência violento, liderado por camponeses que cada vez mais tinham como alvo as forças britânicas.[2] Durante esta fase, a rebelião foi brutalmente reprimida pelo Exército Britânico e a Força de Polícia Palestina usando medidas repressivas que eram destinadas a intimidar a população árabe e minar o apoio popular à revolta.[2] De acordo com números oficiais britânicos que cobrem toda a revolta, o exército e a polícia mataram mais de 2.000 árabes em combate, 108 foram enforcados,[4] e 961 morreram por causa de "gangues e atividades terroristas".[3] Em uma análise das estatísticas britânicas, Walid Khalidi estimou 19.792 baixas para os árabes, com 5.032 mortos: 3.832 mortos pelos britânicos e 1.200 mortos por causa do "terrorismo", e 14.760 feridos.[3] Mais de dez por cento da população adulta masculina árabe palestina entre 20 e 60 anos foi morta, ferida, presa ou exilada.[5] As estimativas do número de judeus palestinos mortos variam de 91[6] a "várias centenas".[7] Embora a Revolta árabe de 1936-1939 na Palestina não tivesse sido bem sucedida, suas conseqüências afetaram o resultado da Guerra árabe-israelense de 1948.[8]

Referências
1. ↑ Morris, 1999, p. 136. 2. ↑ a b c d e Norris, 2008, pp.25.45. 3. ↑ a b c Hughes, M. (2009) The banality of brutality: British armed forces and the repression of the Arab Revolt in Palestine, 1936–39, English Historical Review Vol. CXXIV No. 507, 314–354. 4. ↑ Levenberg, 1993, pp. 74–76. 5. ↑ Khalidi, 2002, p. 21; p. 35. 6. ↑ Patai, 1971, p.59. 7. ↑ Morris, 1999, p. 160. 8. ↑ Morris, 1999, p.159.

Ligações externas
 

A Comissão Peel de 1936 PAPPÉ, Ilan A history of modern Palestine: one land, two peoples. The 1936 Revolt p.105. Cambridge University Press, 2006. [Esconder]

v•e

Conflitos no Oriente Médio
Conflito israelo-palestino - Conflito Israel-Líbano Distúrbios (1920) – Distúrbios de Jaffa de 1921 – Distúrbios palestinos de 1929 – Revolta árabe de 1936-1939 – Guerra Civil (1947-1948) – Guerra árabeisraelense de 1948 – Guerra do Sinai – Guerra dos Seis

Conflito árabe-israelense

Dias – Guerra de Desgaste – Guerra de Yom Kipur – Operação Litani – Guerra do Líbano de 1982 – Conflito no sul do Líbano (1982–2000) – Primeira Intifada – Segunda Intifada – Guerra do Líbano de 2006 Operação Chumbo Fundido Guerra Irã-Iraque - Guerra do Golfo - Invasão do Conflitos no Iraque Kuwait - Revoltas no Iraque de 1991 - Invasão do Iraque - Guerra do Iraque - Insurgência iraquiana Invasão soviética do Afeganistão - Guerra Civil Conflitos no Afeganistão Afegã - Invasão norte-americana do Afeganistão Insurgência talibã Conflito Israel-Líbano - Guerra Civil do Líbano Operação Litani – Guerra do Líbano de 1982 – Conflito Conflitos no Líbano no sul do Líbano (1982–2000) – Guerra do Líbano de 2006 - Conflito do Líbano de 2007 Guerra Civil do Iêmen do Norte - Rebelião Dhofar Guerra Líbia-Egito - Guerra Civil do Iêmen de 1994 Outros Insurgência islâmica na Arábia Saudita - Conflito de Sa'dah - Insurgência no sul do Iêmen de 2009

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Guerra árabe-israelense de 1948
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A guerra árabe-israelense de 1948, geralmente conhecida pelos israelenses como Guerra da Independência (em hebraico: ‫ )תואמצעה תמחלמ‬ou Guerra da Liberação

(‫ )רורחשה תמחלמ‬e considerada pelos palestinos como parte de al-Nakba (em árabe: me uoçemoc ,'efortsátaC A' ,é otsi ,(‫ 51ال ن ك بة‬de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, e terminou após os vários acordos de cessar-fogo entre israelenses e árabes, firmados entre fevereiro e julho de 1949. A guerra foi um desdobramento da Guerra Civil na Palestina Mandatária (1947-1948). A guerra foi declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partição da Palestina (Resolução 181 das Nações Unidas), segundo o qual a Palestina, ainda sob mandato britânico, seria dividida em um estado árabe e um estado judeu. Os confrontos tiveram início em 15 de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, que precipitou o fim do Mandato Britânico na Palestina, quando já estava em curso uma guerra civil na Palestina, iniciada em 1947. O cenário principal da guerra foi o antigo território do Mandato, mas também incluiu, durante um curto período, a península do Sinai e o sul do Líbano. O conflito terminou com os acordos do armistício israelo-árabe de 1949 e vários acordos bilaterais de cessar-fogo, firmados entre fevereiro e julho de 1949. A maior parte dos eventos a que os palestinos árabes se referem como A Catástrofe (em árabe: ‫ ,ال ن ك بة‬al-Nakba) teve lugar em meio a essa guerra.

Índice
   

1 Antecedentes 2 O conflito 3 Referências 4 Ver também

Antecedentes
Em 1917, a Palestina abrigava, dentro de uma área de 26 mil km², uma população de um milhão de palestinos e 100 mil judeus e ainda se encontrava sob o domínio do Império Otomano. Com a derrota dos turcos na Primeira Guerra Mundial, a Palestina é colocada sob controle britânico, através de mandato recebido da Liga das Nações, em 1922. Em 1921, os britânicos fizeram a partilha do território do Mandato, separando quase 80% para a criação de uma entidade árabe, chamada Transjordânia (futura Jordânia). Os 20% restante, seriam destinados à criação de um futuro lar nacional para o povo judeu, conforme previsto na Declaração Balfour de 1917.[1] O fim da Segunda Guerra Mundial, porém, marcará o fim dos grandes impérios coloniais, que se haviam enfraquecido com o conflito. Os Estados Unidos emergem como potência econômica e militar, ao lado da União Soviética, que havia adquirido prestígio e poder em função do seu papel decisivo na vitória sobre a Alemanha. Inaugurava-se um período caracterizado por um novo tipo de disputas. Baseado na divisão do mundo em esferas de influências atribuídas a cada uma duas nações hegemônicas, este período será conhecido como Guerra Fria.

O atrocidades cometidas contra os judeus pelo regime nazista alemão colocaram o Ocidente diante do dever moral de atender à antiga reivindicação sionista de criação de um Estado judeu. O Plano de Partição da Palestina foi apresentado pelo UNSCOP (United Nations Special Committee on Palestine), liderado pelos Estados Unidos e União Soviética, às Nações Unidas e consistia basicamente na divisão da Palestina em um estado judeu, cuja área corresponderia a 55% do total (5.500 acres), e um estado palestino, com 45% (4.500 acres).[2] A proposta foi rejeitada pelos árabes. Quando foi criada a ONU, em 1945, a Palestina ainda era território administrado pela Grã-Bretanha. Entre as questões prioritárias a serem tratadas pela Organização estava a da criação de um "lar nacional judeu". O crescimento da imigração judaica para a Palestina, organizada pelo movimento sionista, encontrava forte objeção por parte da população árabe local, que, em meados da década de 1940 representava aproximadamente 2/3 dos habitantes do território - cerca de dois milhões de pessoas. Tendo em vista a escalada da violência entre judeus e palestinos, a Inglaterra decidiu, em fevereiro de 1947, levar a questão à ONU.[3] Naquele ano, a Palestina já tinha uma população de 1 milhão e 300 mil palestinos e 600 mil judeus.[4] Em 29 de Novembro de 1947, o representante brasileiro Osvaldo Aranha presidiu a primeira Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU, depois de atuar fortemente em favor da aprovação do Plano, que afinal foi obtida, por 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções.[5] O novo Estado não é reconhecido pela Liga Árabe (Egito, Síria, Líbano, Jordânia). A partir de 30 de novembro de 1947, logo após a aprovação do Plano, a Haganah, organização paramilitar judia, entrou em confronto com a população civil árabe. Em dezembro a Liga Árabe organizou o Exército de Liberação Árabe, uma força de voluntários palestinos, sob a liderança de Fawzi al-Qawuqji para resistir ao Plano de Partição da Palestina.[6] Ao mesmo tempo, os britânicos, até então responsáveis pela administração do território, retiravam-se. As forças palestinas foram derrotadas, e várias cidades mistas, à exceção de Jerusalém, passaram ao controle das forças judias. 350.000 a 400.000 palestinos iniciaram o caminho do êxodo. Segundo Tariq Ali, "esse acontecimento teve pouco impacto em outros lugares. Os recém-independentes Estados muçulmanos do Paquistão e da Indonésia estavam imersos em preocupações próprias. O Irã ficou indiferente. Mas, no mundo árabe, era impossível permanecer desligado. A ocupação da Palestina por colonos sionistas da Europa afetava o mundo todo. Um egípcio, um iraquiano, um saudita, um sírio não eram afetados do mesmo modo que um árabe palestino, mas todos tinham um sentimento de perda. O que até então fora uma cultura comum para árabes muçulmanos, cristãos e judeus, sofreu uma séria fratura, uma ruptura profunda que viria a se tornar conhecida como al Nakba, o desastre. A vitória sionista tinha desafiado a modernidade árabe, e alguns escritores se perguntavam se a continuidade da presença árabe na história fora destruída para sempre." [7] Ao longo da segunda metade do século XX, a partir da criação do Estado de Israel, o Oriente Médio - região predominantemente ocupada por populações arabizadas, seja pela língua, pela religião ou pelos costumes - seguirá um padrão de instabilidade nas relações internacionais.

O conflito
Em 14 de maio de 1948, à meia-noite, termina oficialmente o mandato britânico da Palestina. Já numa fase adiantada da guerra civil na Palestina, David Ben-Gurion declara a Independência do Estado de Israel, reconhecida imediatamente pela União Soviética e pelos Estados Unidos. Ao longo do dia, o Estado de Israel é proclamado em várias partes do território. Os Estados árabes vizinhos, que contestam a criação de Israel, decidem intervir. Os exércitos do Egito, Iraque, Líbano, Síria e Transjordânia - aos quais se incorporam as forças árabes palestinas remanescentes-, com apoio político de outros países,entram na Palestina. Começa a primeira de uma série de guerras que iriam constituir o longo conflito árabe-israelense. A guerra de 1948-1949 foi vencida pelos israelenses, que ampliaram o seu domínio por uma área de 20 mil km² (75% da superfície da Palestina). O território restante foi ocupado pela Jordânia, que anexou a Cisjordânia, e pelo Egito, que ocupou a Faixa de Gaza. A guerra civil palestina e a guerra árabe-israelense provocaram o deslocamento de aproximadamente 900 mil palestinos, que deixaram as áreas incorporadas por Israel. Esse imenso contingente de refugiados permaneceu disperso pelos campos do Oriente Médio e, nos anos seguintes, será frequentemente referido como "a questão palestina" que permanece sem solução até os dias atuais. Atualmente, segundo a [[[UNRWA]], o número de refugiados palestinos que vivem nos territórios ocupados, Líbano, Síria e Jordânia está próximo de cinco milhões.[8]

Referências
1. ↑ Howard Sachar. A history of Israel: From the Rise of Zionism to Our Time. New York: Afred A. Knopf. 1979 pág. 129. 2. ↑ Howard SAchar. A History of Israel: From the Rise of Sionism to Our Time. New York: Alfred A. Knopf, 1998, pág. 292. 3. ↑ "A História de Jerusalém e a primeira colónia de judeus sionistas na Palestina (1878)", por Mahdi Abdul Hadi. 4. ↑ Conflitos entre árabes e israelenses. A divisão da Palestina 5. ↑ Gomes, Aura R. - A Questão da Palestina e a Fundação de Israel (tese). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo, 2001. 6. ↑ Palestinian History, A Chronology. 7. ↑ ALI, Tariq. Confronto de Fundamentalismos. Rio de Janeiro. Record. 2002. 8. ↑ Refugiados palestinos esperam poder retornar aos territórios ocupados. Uol, 20 de junho de 2011.

Guerra do Suez
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa Guerra do Suez (Crise do Suez) Parte da(o) Conflito israelo-árabe

Estreito de Suez Data Local 1956 península do Sinai e Egipto oriental consolidação da nacionalização Egípcia do Canal do Suez; adiamento da invasão Egípcia a Israel; catalisador da formação da República Árabe Unida; catalisador da Conferência de Bandung Intervenientes

Desfecho

Reino Unido,

República Árabe do Egipto

França, , Israel Vítimas Israel: 189 mortos, 899 Egito: contra as forças

feridos,4 feitos prisioneiros; França: 10 mortos,33 feridos; GrãBretanha: 16 mortos, 96 feridos

francesas e britânicas: 650 mortos, 900 feridos,185 feitos prisioneiros; contra as forças israelenses: 1.000 mortos, 4.000 feridos,6.000 feitos prisioneiros

A Guerra do Suez, também conhecida como Segunda Guerra Israelo-Árabe ou Crise de Suez, teve início em 29 de outubro de 1956, quando Israel, com o apoio da França e Reino Unido, que utilizavam o canal para ter acesso ao comércio oriental, declarou guerra ao Egito. O presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser havia nacionalizado o canal de Suez, cujo controle ainda pertencia à Inglaterra. Em consequência, o porto israelense de Eilat ficaria bloqueado, assim como o acesso de Israel ao mar Vermelho, através do estreito de Tiran, no golfo de Aqaba.

O golfo de Aqaba (retângulo vermelho) e o canal de Suez, no Egito.

Nasser anuncia a nacionalização do canal, em 30 de julho de 1956.

Em 1956, o nacionalismo, a guerra fria e o conflito árabe-israelense estiveram reunidos como fatores de um curto e violento conflito nas regiões egípcias do Canal de Suez e da Península do Sinai. O Egito e outras nações árabes ganharam há pouco tempo a independência completa dos impérios controlados por potências europeias como GrãBretanha e França. Estas nações jovens com culturas antigas e histórias se esforçaram para ganhar suficiência econômica e militar e para valer os seus direitos políticos como povos livres. A luta da Guerra Fria entre o Ocidente na sua maioria democrática e capitalista contra o Oriente comunista dominado pela União Soviética e na China tanto ajudou e impediu os objetivos nacionalistas de muitos países africanos e asiáticos. Por exemplo, o Egito procurou ajuda externa na construção do projeto da Barragem de Aswan, que passaria a controlar o selvagem rio Nilo. Os Estados Unidos e a GrãBretanha, os principais intervenientes no Ocidente, se recusaram a ajudar o Egito por causa de seus laços políticos e militares para a União Soviética. Os soviéticos apressaram em ansiosamente para ajudar o Egito. Após isso, o Egito passou a ser considerado um amigo dos soviéticos, e uma nação não muito amigável para o Ocidente. Desta forma, a Guerra Fria afetou a jovem nação do Egito e suas relações com o resto do mundo. O conflito árabe-israelense começou em 1948 e levou Egito e Israel a serem inimigos até 1979. A segunda guerra entre esses vizinhos do Oriente Médio teve lugar em 1956. Como parte da agenda nacionalista, o presidente egípcio Nasser tomou controle do Canal de Suez tomando-o das empresas britânicas e francesas, que o possuiam. Ao mesmo tempo, como parte de sua luta permanente com Israel, forças egípcias bloquearam o Estreito de Tiran, a hidrovia estreita que é a única saída de Israel ao Mar Vermelho. Israel e Egito se enfrentaram várias vezes desde a guerra de 1948, tendo o Egito permitido e incentivado grupos de combatentes palestinos para atacar Israel a partir de território egípcio. Em resposta, as forças israelenses constantemente atacavam a fronteira, em retaliação. Grã-Bretanha e França, ambos em processo de perder os seus seculares impérios, decidiram, em uma estratégia conjunta, a ocupação do Canal de Suez. Isto teve como objetivo reafirmar o controle dessa hidrovia vital para as empresas britânicas e francesas expulsas pela nacionalização realizada por Nasser. Por sugestão da França, o planejamento foi coordenado com Israel, um fato que todas as três nações negaram por anos depois.

Comandante israelense Moshe Dayan na região do Canal de Suez durante a guerra de 1956

Em 29 de outubro de 1956, tropas israelenses invadiram a Península do Sinai e rapidamente superou a oposição das tropas egípcias. No dia seguinte, a Grã-Bretanha e França, se ofereceram para ocupar temporariamente a Zona do Canal e sugeriu uma zona de 10 milhas em cada lado que iria separar as forças egípcias dos israelenses. Nasser, é claro, recusou, e em 31 de outubro, o Egito foi atacado e invadido por forças militares da Grã-Bretanha e França. Em resposta a estes desenvolvimentos, a União Soviética, que na época estava a impiedosamente suprimir uma revolta anti-comunista na Hungria, ameaçou intervir em nome do Egito. O presidente Eisenhower dos Estados Unidos pressionou a Grã-Bretanha, França e Israel a concordar com um cessar-fogo e eventual retirada do Egito. Os Estados Unidos, pegos de surpresa pelas duas invasões, estava mais preocupado com a guerra soviética na Hungria e na Guerra Fria do que com a Grã-Bretanha e da França envolvendo relações de Suez. A última coisa que o presidente Eisenhower queria era uma guerra mais ampla sobre Suez. A guerra em si durou apenas uma semana, e as forças invasoras foram retiradas em um mês, sob a supervisão das tropas das Nações Unidas. Como resultado, o Egito agora firmemente alinhado-se com a União Soviética, que armou Egito e outras nações árabes para a luta contínua contra Israel.

Guerra dos Seis Dias
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Guerra dos Seis Dias

Conflito Árabe-Israelita

Esquema da conquista da península do Sinai durante a Guerra dos Seis Dias

Data Local

5 Junho de 1967 - 10 Junho de 1967 Oriente Médio: Israel, Cisjordânia, Península do Sinai, Colinas de Golã.

Resultado Conquista Israelense dos territórios invadidos Combatentes

Israel

Egito Siria Jordânia Iraque Apoiadores: Kuwait Arábia Saudita Argélia Sudão
Comandantes

Ariel Sharon Moshe Dayan

Hafez al-Assad Abdul Munim Riad Abdel Hakim

Yitzhak Rabin

Amer Gamal Abdel Nasser
Forças

264.000 Soldados 300 Caças 800 Tanques

Egito: 240.000 Soldados Vários ídolos Outros Beligerantes: 307.000 Soldados 957 Caças 2.504 Tanques
Baixas

Oficiais 779 Mortos 2.563 Feridos 15 aprisionados 46 caças abatidos

Estimativas 21.000 Mortos 45.000 Feridos 6.000 aprisionados 400 caças abatidos

A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma frente de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. O crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas. A Força Aérea Israelense lançou um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia. Segundo Menahem Begin, "em junho de 1967, tivemos novamente uma alternativa. As concentrações do exército egípcio nas proximidades do Sinai não provam que Nasser Gamal Abdel Nasser, dirigente do Egito) estivesse realmente a ponto de atacar-nos. Temos que ser honestos. Nós decidimos atacá-lo." [1] Yitzhak Rabin, chefe do Estado Maior de Israel em 1967, declarou: "Não penso que Nasser buscava uma guerra. As duas divisões que enviou ao Sinai não seriam suficientes para lançar uma guerra ofensiva. Ele sabia e nós o sabíamos." [2] O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7h e 10min da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças blindadas de Israel investiam contra a Faixa de Gaza, o sul da Síria, as Colinas de Golã e o norte do Sinai. A Jordânia abriu fogo em Jerusalém, e a Síria interveio no conflito depois de ser atacada.

No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel. Nas 72 horas seguintes, Israel impôs sua superioridade militar, ocupando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria. Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito. Síria e Egito estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.

Índice
     

1 Situação geoestratégica anterior ao conflito (1956 – 1967) 2 Os seis dias 3 Consequências da guerra 4 Resolução 242 das Nações Unidas 5 Referências 6 Ver também

Situação geoestratégica anterior ao conflito (1956 – 1967)
Nos anos seguintes à crise de Suez, a tensão entre árabes e israelitas havia aumentado perigosamente. Contribuíram para isso vários fatores, entre os quais: 1. A instalação de governos nacionalistas em países árabes (Síria e Iraque), em substituição à dominação colonial europeia. Era uma época em que o pan-arabismo (união de todos os países árabes) estava em ascensão. O Egito e a Síria uniram-se na República Árabe Unida (R.A.U.), e o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser tentava usar a luta comum contra Israel como um fator de aglutinação dos povos árabes sob o seu comando. 2. A formação de movimentos de resistência palestinianos como a Organização de Libertação da Palestina (OLP), chefiada por Ahmed Shukairi e posteriormente por Yasser Arafat, que passaram a atuar de forma cada vez mais agressiva contra o estado judeu. A contínua repetição de episódios de confronto, principalmente ao longo da fronteira de Israel com seus vizinhos, criaram uma situação de atrito constante. 3. A Faixa de Gaza era administrada pelo Egipto (R.A.U.), e a Cisjordânia era parte do território do Reino Hachemita da Transjordânia, cujos governos faziam vistas grossas para as ações da OLP e grupos menores. O Egito formalizou pactos militares de defesa mútua com a Síria, a Jordânia e o Iraque. Egito e Síria estabelecem, em 1966, um Pacto de Defesa - uma aliança militar que os comprometia reciprocamente em caso de guerra que implicasse um dos dois países. 4. Em 18 de maio de 1967, o ditador egípcio Nasser exigiu do secretário-geral das Nações Unidas, o birmanês U Thant, a retirada das Forças de Paz da ONU que faziam a separação entre os israelenses e egípcios na fronteira. O secretário-geral aceitou as

exigências e determinou a retirada dos "capacetes azuis", o que possibilitou a concentração de tropas egípcias frente às tropas israelenses na fronteira. 5. Na sequência, em 22 de maio, Nasser ordenou o fechamento do Estreito de Tiran para os navios israelenses e para todos os que tivessem Israel como destino ou origem, interrompendo o fluxo comercial de Israel pelo Mar Vermelho em uma estratégia de asfixia econômica. O primeiro passo para o desencadear da guerra deu-se em 7 de Abril de 1967, quando Israel lançou um ataque contra posições da artilharia árabe e bases de resistência nas Colinas de Golã. Durante a operação seis aviões sírios Mig foram abatidos pelos caças Mirage de Israel, que voavam baixo sobre a capital da Síria, Damasco. Esta provocação inflamou as tensões entre árabes e israelitas. A União Soviética teria passado, através dos seus serviços secretos, informações ao governo sírio, que alertariam para um ataque em massa do exército de Israel. Embora não existam provas absolutas dessa colaboração russa, tais informações teriam ajudado a empurrar tanto a Síria quanto o Egipto para a guerra. Contudo, o General e Presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser não foi perspicaz sobre uma guerra com Israel e tomou decisões que levavam a uma guerra fechada - um bloqueio para prevenir um provável ataque israelita. Em Maio de 1967, exércitos árabes começaram a juntar forças ao longo das fronteiras de Israel. Ao mesmo tempo Nasser ordenou um bloqueio no Golfo de Aqaba. Enviou tropas para o Deserto do Sinai e pediu aos Capacetes Azuis da ONU para partirem. Em resposta a esta ação e ao apoio soviético, o exército israelita foi mobilizado. Egito, Síria e Jordânia declararam estado de emergência. Em 22 de Maio Nasser fechou o estreito de Tiran aos barcos de Israel, isolando a cidade portuária de Eilat. Três dias mais tarde os exército do Egito moveu-se para as fronteiras com Israel. Em 30 de Maio, a Jordânia juntou-se ao Pacto Egipto-Síria, formando o Pacto de Defesa Árabe. Durante este período, a imprensa árabe teve um papel vital para a abertura das hostilidades. Jornais e rádios passavam constantemente propaganda contra Israel. Em 4 de Junho de 1967, Israel estava cercado por forças árabes que eram muito mais numerosas do que as suas e seu plano de invasão parecia condenado ao fracasso, até o Mossad pensar numa solução, a guerra era iminente.

Os seis dias

Militares israelenses ao lado de uma aeronave árabe destruida, 1967. Diante da ação árabe iminente, antes da invasão começar, o governo e os líderes militares de Israel implementaram uma estratégia para furar o bloqueio militar imposto pelos árabes. Logo depois das 8:45 do dia 5 de Junho lançaram um ataque aéreo contra as forças árabes. Este ataque aéreo, com o nome de código 'Moked', foi desenhado para destruir a Força Aérea do Egito enquanto esta estava no solo. Em três horas, a maioria dos aviões e bases estava destruída. Os caças israelitas operavam continuamente apenas voltando para se reabastecer de combustível e armamento em apenas sete minutos. Neste primeiro dia, os árabes perderam mais de 400 aviões; Israel perdeu 20. Esses ataques aéreos deram a Israel a hipótese de destroçar de forma desigual as forças de defesa árabes. A ideia inicial era somente inoperar a base aérea egipcia, iniviabilizando qualquer decolagem de aviões militares, onde obtiveram éxito. De seguida, as forças terrestres de Israel deslocaram-se para a Península do Sinai e Faixa de Gaza onde cercaram as unidades egípcias. A guerra não era longe da frente leste de Israel. O primeiro-ministro de Israel, Levi Eshkol, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia: "Não empreenderemos ações contra a Jordânia, a menos que seu país nos ataque". Mas na manhã do 2º dia, Nasser telefonou a Hussein, encorajando-o a lutar. Ele disse a Hussein que o Egito tinha saído vitorioso no combate da manhã - um engano de Nasser que provocou uma derrota esmagadora da Jordânia, mas que conseguiu impedir que Israel tomasse Amã. No mesmo dia, às 11:00, tropas da Jordânia atacaram Israel a partir de Jerusalém, com morteiros e artilharia. Com o controle total dos céus, as forças israelitas em terra estavam livres para invadir o Egito e a Jordânia. Por causa disto, os reforços árabes que foram enviados tiveram sérios contratempos, o que permitiu que os israelitas tomassem grande parte da cidade dos jordanos em apenas 24 horas. No terceiro dia da guerra, 7 de Junho, as forças jordanianas foram empurradas para a Cisjordânia, atravessando o rio Jordão. Israel tinha anexada toda a Cisjordânia e Jerusalém, invadindo e tomando a cidade. A ONU, sob pressão americana, inicia apelo e negociações com os países arabes envolvidos já prevendo um super re-armamento desses países pelos soviéticos, face as perdas havidas, além da possível entrada de mais países muçulmanos nessa guerra, podendo a situação ficar desproporcional e incontrolável. Felizmente conseguiu-se de

inicio um acordo de cessar-fogo entre Israel e a Jordânia que entra em vigor nessa tarde. Após o cessar-fogo, o grande contingente de tropas e tanques de Israel foi dirigido contra as forças do Egito no Deserto do Sinai e Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel atacaram com três divisões de tanques, páraquedistas e infantaria. Conscientes de que a guerra somente poderia durar poucos dias face aos apelos da ONU, onde era essencial uma vitória rápida e domínio de teritórios limitrofes, apesar de poder haver uma reação, os israelitas concentraram todo o seu poder através das linhas egípcias no Deserto do Sinai. Em 8 de Junho, os israelitas começam o seu ataque no Deserto do Sinai e, sob a liderança do General Ariel Sharon, empurraram os egípcios para o Canal do Suez. No final do dia, as Tzahal alcançaram o canal e a sua artilharia continuou a batalha ao longo da linha de frente, enquanto a força aérea atacava as forças egípcias, que, em retirada, tentavam recuar utilizando as poucas estradas não controladas. No final do dia os israelitas controlavam toda a Península do Sinai e em seguida o Egito por intervenção da ONU aceitou um cessar-fogo com Israel. Às primeiras horas do mesmo dia 8 de Junho, Israel bombardeou acidentalmente o navio de guerra americano USS Liberty, ao largo da costa de Israel, que havia sido confundido com um barco de tropas árabes. 34 americanos morreram. Isso obrigou Israel a anteceder sua aceitação aos acordos de cessar fogo pela ONU que resultaria em poucos dias. Com o Sinai sob controle, Israel começa o assalto às posições sírias nas Colinas de Golã, no dia 9 de Junho. Foi uma ofensiva difícil devido às bem entrincheiradas forças sírias e ao terreno acidentado. Israel envia uma brigada blindada para as linhas da frente, enquanto a infantaria atacava as posições sírias, e ganha o controle das colinas, hoje divididas com tropas sírias e da ONU. Às 18:30 do dia 10 de Junho, a Síria retirou-se da ofesiva faces ao apelo da ONU e foi assinado o armistício, apesar dos soviéticos iniciarem um re-armamento ao estado sírio. Era o fim da guerra nos campos de batalha e inicio da guerra burocrática nas dependências da ONU, como tais países o assinaram. Mas alguns resultados se estenderam por anos posteriores.

Consequências da guerra
A Guerra dos Seis Dias foi uma derrota para os Estados Árabes, que perderam mais de metade do seu equipamento militar. A Força Aérea da Jordânia foi completamente destruída. Os árabes sofreram 18.000 baixas, enquanto do lado de Israel houve 766. No dia seguinte à conquista da Península do Sinai, o Presidente Nasser do Egipto resignou derrota. Contudo, esta derrota não mudou a atitude dos Estados Árabes em relação a Israel. Em Agosto de 1967, líderes árabes reuniram-se em Cartum e anunciaram uma mensagem de compromisso para o mundo: não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel, que lhes havia causado um grande prejuízo. Tal guerra amplificou muito a aversão do mundo islâmico ao estado israelense onde países que nunca tiveram atrito com eles acabaram por cortar relações em

definitivo com este, como praticamente todos os países árabes (tal qual Irã e Iraque), além do cultivo religioso contra Israel. Quanto a Israel, teve resultados consideráveis como decorrência da guerra. As fronteiras sob controle eram agora maiores e incluíam as Colinas de Golã (controle dividido com os sírios), a Cisjordânia ("Margem Ocidental") e a Península do Sinai com controle dividido com os egípcios. O controle de Jerusalém foi de considerável importância para o povo judeu por causa do valor histórico e religioso, já que a cidade foi judaica até a quase 2000 anos atrás, quando os romanos expulsaram os judeus. Depois, com o passar dos séculos, Jerusalém esteve quase sempre sob o controle de grandes Impérios, como o Bizantino, o Otomano e o Britânico, sendo que, apenas após a Guerra, voltaria totalmente ao controle de um estado judeu. Por causa da guerra iniciou-se a fuga dos palestinos das suas casas. Como resultado, aumentou o número de refugiados na Jordânia, EAU e demais países fronteiriços, principalmente o Líbano. O conflito criou 350 000 refugiados, que foram rejeitados por alguns estados árabes vizinhos. Tais refugiados tem constantemente atacado isoladamente e de forma localizada o estado de Israel, desde a Cisjordânia, Faixa de Gaza e ate do sul do Libano. E resulta do apoio bélico de alguns países muçulmanos como do Iraque e do Irã entre outros. E principalmente as consequências refletem nos ataques a países que deram apoio tático, bélico e financeiro ao Estado de Israel, tal qual teve início os ataques terroristas pelo mundo com o apoio da OLP, a estados como o americano, espanhol e inglês entre outros, além de inúmeros atentados terroristas em cidades israelenses.[carece de fontes]

Resolução 242 das Nações Unidas
Em Novembro de 1967, as Nações Unidas aprovaram a Resolução 242, que determina a retirada de Israel dos territórios ocupadose a resolução do problema dos refugiados. Israel não cumpriu a resolução, alegando que só negocia a desocupação dos territórios se os estados árabes reconhecerem o estado de Israel, apesar de dividir controles com esses países vizinhos. Os líderes árabes em Cartum afirmam que a Resolução 242 não é mais do que uma lista de desejos internacionais.

Referências
1. ↑ CHOMSKY, Noam O triângulo fatídico apud Resistência do povo palestino Parte 2: Da criação de israel ao Massacre de Sabra e Chatila. Coletânea de Rosana Bond. 2. ↑ Le Monde 28 de fevereiro de 1968, apud Rosana Bond, op.cit..

Guerra de Desgaste
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Guerra de Desgaste

Parte do Conflito árabe-israelense

A Guerra de Desgaste entre Israel e Egito foi centrada em sua grande parte no Canal de Suez.

Data Local

1967-1970 Península do Sinai

Resultado Ambos os lados declararam vitória Ocupação continuada do Sinai por Israel Combatentes

Israel

Egito

A Guerra de Desgaste (em árabe: ‫ فازنتسالا برح‬Harb al-Istinzāf, em hebraico: ‫מלחמת ההתשה‬Milhemet haHatashah) foi uma guerra limitada, travada entre Israel e Egito de 1967 a 1970. Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, não houve esforços diplomáticos sérios para resolver os problemas no "coração" do Conflito árabeisraelense. Em setembro de 1967, os estados árabes formularam a Resolução de Khartoum, barrando a paz, o reconhecimento ou as negociações com Israel. O presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, acreditava que somente uma iniciativa militar obrigaria Israel ou a comunidade internacional a forçar uma retirada israelense completa da Península do Sinai,[1] e as hostilidades logo recomeçaram ao longo do Canal de Suez. Estas, inicialmente, tomaram a forma de duelos de artilharia limitados e incursões de pequena escala no Sinai, mas em 1969 o Exército Egípcio estava preparado para maiores operações em escala. Em 8 de março de 1969, Nasser proclamou o lançamento oficial da Guerra de Desgaste, caracterizado por bombardeios em larga escala ao longo do Canal de Suez, extensiva guerra aérea e ataques de comandos.[1][2] As hostilidades continuaram até agosto de 1970 e terminaram com um cessar-fogo, as fronteiras

permanecendo as mesmas de quando a guerra começou, sem qualquer compromisso real para negociações sérias de paz.

Frente egípcia
A vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias deixou a totalidade da Península Egípcia do Sinai até a margem oriental do Canal de Suez sob ocupação israelense. O Egito estava determinado a recuperar o Sinai, e também procurou minimizar a gravidade de sua derrota. Confrontos esporádicos foram ocorrendo ao longo da linha de cessar-fogo, e barcos lança-mísseis egípcios afundaram o contratorpedeiro israelense INS Eilat, em 21 de outubro do mesmo ano. O Egito começou a bombardear posições israelenses ao longo da Linha Bar-Lev, utilizando artilharia pesada, ataques de penetração profunda no Sinai, aeronaves MiG e várias outras formas de assistência Soviética, com a esperança de forçar o governo israelense já cansado de guerras a fazer concessões.[3] Israel respondeu com bombardeios, incursões aéreas sobre posições militares egípcias, e ataques aéreos contra instalações estratégicas no Egito.

Referências
1. ↑ a b Simon Dunstan, Yom Kippur War 1973: The Sinai Campaign. pp. 7-14. ISBN 978-1-84176-221-0. 2. ↑ ALONI, Shlomo. Israeli Mirage and Nesher Aces. [S.l.]: Osprey, 2004. 46–53 p. 3. ↑ Israel: The War of Attrition. Encyclopedia Britannica. Página visitada em 2007-03-03.

Guerras de Israel

Guerra do Yom Kipur
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Guerra do Yom Kippur

Conflito Árabe-Israelense

Mapa descritivo dos conflitos Árabe-israelenses.

Data Local

6 a 26 de Outubro de 1973 Oriente Médio: Península do Sinai, Colinas de Golã e redondezas.

Resultado Vitória tática de Israel e cessar-fogo com a RCSNU 338 levando à Conferência de Genebra Combatentes

Israel

Egito Síria Iraque
Comandantes

Moshe Dayan David Elazar Ariel Sharon Shmuel Gonen Benjamin Peled Israel Tal Rehavam Zeevi Aharon Yariv

Saad El Shazly Mustafa Tlass[1] General Shakkour [1] Naji Jamil [1] Hafez al-Assad Ahmad Ismail Ali Hosni Mubarak Mohammed Aly

Yitzhak Hofi Rafael Eitan Abraham Adan Yanush Ben Gal

Fahmy Anwar Sadat Abdel Ghani elGammasy Abdul Munim Wassel Abd-Al-Minaam Khaleel Abu Zikry
Forças

415 000 soldados 1 500 tanques, 3 000 blindados 945 unid. de artilharia[2] 561 aeronaves 84 helicópteros 38 barcos da Marinha[3]

Egipto: 800 000 soldados (300 000 posicionados), 2 400 tanques, 2 400 blindados, 1 120 unid. de artilharia,[2] 690 aeronaves, 161 helicópteros, 104 barcos da Marinha, Síria: 150 000 soldados (60 000 posicionados), 1 400 tanques, 800–900 blindados, 600 unid. de artilharia,[2] 350 aeronaves, 36 helicópteros, 21 barcos da Marinha, Iraque: 60 000 soldados, 700 tanques, 500 blindados, 200 unid. de artilharia,[2] 73 aeronaves[3]
Baixas

2 656 mortos 7 250 feridos 400 tanques destruídos 600 tanques quebrados/ retornados ao serviço 102 aviões destruídos[4]

8 528* – 15 000** mortos 19 540* – 35 000** feridos 2 250 tanques destruídos ou capturados 432 aviões destruídos[4]

Análise do Ocidente ** Análise de Israel

A Guerra do Yom Kippur (em hebraico: ‫ ;מלחמת יום הכיפורים‬transliterado: Milchemet Yom HaKipurim ou ‫ ,רופיכ םוי תמחלמ‬Milchemet Yom Kipur; em árabe: ‫ , ب‬transl. ħarb October, ou ‫ ,نيرشت برح‬ħarb Tishrin), também conhecida como Guerra ÁrabeIsraelense de 1973, Guerra de Outubro, Guerra do Ramadão (Ramadã, na forma brasileira) ou ainda Quarta guerra Árabe-Israelense, foi um conflito militar ocorrido de 6 de Outubro a 26 de Outubro de 1973, entre uma coalizão de estados árabes liderados por Egipto e Síria contra Israel. A guerra começou com um ataque conjunto surpresa pelo Egipto e Síria no feriado judaico de Yom Kippur. Egipto e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e na Colinas do Golã, respectivamente, que haviam sido capturados por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias.[5] Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 24-48 horas, após o qual o cenário começou a se inverter, em favor de Israel. Na segunda semana de guerra, os sírios foram empurrados completamente para fora das colinas do Golã. No Sinai ao sul, os israelenses atacaram em uma "brecha" entre dois exércitos egípcios invasores, cruzaram o canal de Suez (onde a velha linha de cessar-fogo ficava), e isolou o Terceiro Exército do Egito. Este desenvolvimento levou as duas superpotências da época, os EUA, defendendo os interesses de Israel, e a URSS, dos países árabes, a uma tensão diplomática. Mas um cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor de forma cooperativa em 25 de outubro de 1973 [6] . Ao término das hostilidades, as forças israelenses, já recuperadas das baixas iniciais e com um esmagador poderio militar, haviam adentrado profundamente no território dos inimigos e encontravam-se a 40km de Damasco, capital da Síria, a qual foi intensamente bombardeada, e 101km do Cairo, capital Egípcia [6] . A guerra teve implicações profundas para muitas nações. O Mundo Árabe, que havia sido humilhado pela derrota desproporcional da aliança Egípcio-Sírio-Jordaniana durante a Guerra dos Seis Dias, se sentiu psicologicamente vingado por seu momento de vitórias no início do conflito, apesar do resultado final. Esse sentimento de vingança pavimentou o caminho para o processo de paz que se seguiu, assim como liberalizações como a política de infitah do Egipto. Os Acordos de Camp David (1978), que vieram logo depois, levaram a relações normalizadas entre Egipto e Israel - a primeira vez que um país árabe reconheceu o Estado israelense. Egipto, que já vinha se afastando da União Soviética, então deixou a esfera de influência soviética completamente.

Resumo

Concepção artística do efeito erosivo, usado pelo exercito egípcio (arquivo histórico do exercito) na tomada do Sinai

Golda Meir, primeira-ministra de Israel na época.

Presidente Anwar Sadat no Congresso O Presidente Gamal Abdel Nasser do Egipto, morreu em Setembro de 1970. Foi sucedido por Anwar Sadat, considerado mais moderado e pragmático que Nasser. Como meta de seu governo, resolve neutralizar a política expansionista do Estado de Israel e ao mesmo tempo assegurar a sua posição no mundo árabe. Decide, então, retomar a

península do Sinai. O plano para um ataque a Israel sem aviso, em conjunto com a Síria, recebeu o nome de código Operação Badr (palavra árabe que significa "lua cheia"), que incluía a retomada do canal de Suez. Para tanto, os egípcios, recorrendo a possantes bombas de sucção e usando as águas do canal como agente de erosão hídrica, destruíram as fundações da intransponível barreira de 50 metros de altura, construída pelos israelenses com a areia do deserto para guarnecer toda a margem ao norte do canal de Suez contra os exércitos árabes. Desse modo, puderam abrir passagem nas fortificações integrantes da linha Bar-Lev, alcançando o lado desprotegido das casamatas israelenses e obrigando os israelenses a se render.

Tira dos uniformes dos oficiais do exército israelense. Enquanto o Egipto atacava as posições israelenses desprotegidas na Península do Sinai, as forças sírias atacaram os baluartes das Colinas de Golã. Graves perdas foram infligidas ao exército israelense. Contudo, após três semanas de luta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) obrigaram as tropas árabes a retroceder, e as fronteiras iniciais reconfiguraram-se. Damasco, a capital da Síria, foi bombardeada. Uma das consequências desta guerra foi a crise do petróleo, já que os estados árabes, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) boicotaram os Estados Unidos da América e os países europeus que apoiavam a sobrevivência de Israel. Se a curto prazo a medida agravou a crise econômica mundial, a longo prazo a comunidade internacional aprendeu a usar fontes alternativas de energia, e inclusive algumas áreas do planeta começaram a descobrir que também possuíam petróleo, como foi o caso da região do Mar do Norte, na Europa, do Alasca, nos Estados Unidos, da Venezuela, do México, da África do Sul, da União Soviética e, de lá para cá, também do Brasil.

Referências
1. 2. 3. 4. 5. ↑ a b c Defence Journal ↑ a b c d O número reflete unidades de artilharia de calibre 100mm para cima ↑ a b (em russo) Yom Kippur War em sem40.ru ↑ a b Rabinovich, 496–497 ↑ Durante o Outuno de 2003, em seguida à abertura de arquivos secretos dos documentos-chave de Amã, o jornal Yediot Aharonot liberou uma série de artigos controversos [1] que revelaram que figuras israelenses chave estavam cientes do perigo considerável que um ataque traria, incluindo Golda Meir e Moshe Dayan, mas decidiram não agir. Os dois jornalistas que lideraram a investigação, Ronen Bergman e Gil Meltzer, mais tarde publicaram Yom Kippur War, Real Time: The Updated Edition, Yediot Ahronoth/Hemed Books, 2004. ISBN 965-511-597-6

6-http://en.wikipedia.org/wiki/Yom_Kippur_War#cite_note-0 7.^ Herzog (1975), The War of Atonement, Little, Brown and Company. Foreword. 8.^ Insight Team of the London Sunday Times (1974), Yom Kippur War, Double Day and Company, p. 450. 9.^ Luttwak; Horowitz (1983), The Israeli Army, Cambridge, MA: Abt Books. 10.^ Rabinovich (2004), The Yom Kippur War, Schocken Books, p. 498. 11.^ Kumaraswamy, PR, Revisiting The Yom Kippur War, pp. 1–2. 12.^ Johnson; Tierney, Failing To Win, Perception of Victory and Defeat in International Politics, p. 177. 13.^ Liebman, Charles (July 1993) (PDF), The Myth of Defeat: The Memory of the Yom Kippur war in Israeli Society, Middle Eastern Studies, 29, London: Frank Cass, p. 411.

Ligações externas
  

A queda da Linha Bar-Lev Uma história detalhada da Guerra de Outubro de 1973 (Guerra do Yom Kipur) Da Biografia de Ariel Sharon (em inglês) Resolução 338 do Conselho de Segurança da ONU (em inglês)

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Guerras de Israel Independência 1947-49 Suez 1956 Seis Dias 1967 Yom Desgaste Líbano Líbano Kipur 1969-70 1982 2006 1973

Guerra do Líbano de 1982
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa Guerra do Líbano de 1982

Tropas de Israel no sul do Líbano, em junho de 1982.

Data

Junho de 1982 Setembro de 1982

Local

Sul do Líbano * Retirada da OLP (1982)
 

Desfecho
  

Ocupação israelita do Sul do Líbano (1982-1985) Zona de Segurança Israelita e os SLA (Armada do Sul do Líbano Em inglês: South Lebanon Army) (19852000) Conflito do Sul do Líbano (outra guerra (1982-2000) Ocupação da Síria de facto no Líbano (1976-2005) Controle Hezbollah do sul do Líbano e do sul de Beirute (1980-presente)

Intervenientes Síria Israel Organização para a Exército do Sul do Libertação da Palestina Líbano Movimento Amal Frente Libanesa Frente Nacional de Resistência Libanesa Partido NacionalSocialista Sírio Principais líderes Menachem Begin Yasser Arafat (primeiro-ministro) (OLP) Ariel Sharon Hafez al-Assad (ministro da Defesa) Raful Eitan (chefe (presidente) Abdul Rauf aldo Estado-Maior) David Ivry (Força Kasm (primeiroministro) Aérea) Mustafa Tlass Ze'ev Almog (ministro da Defesa) (Marinha) George Hawi Saad Haddad Nabih Berri Forças Israel: Síria: 76.000 soldados 22.000 soldados 800 tanques 352 tanques 1.500 VBTPs 300 VBTPs 634 aeronaves 450 aeronaves 300 peças de artilharia 225 armas anti-aéreas

(100 armas, 125 SAMs) OLP: 15.000 soldados 300 tanques 150 VBTPs 350+ peças de artilharia 250+ armas anti-aéreas Vítimas Mortos: 675 Combatentes sírios e Feridos: pelo menos palestinos (OLP) 4.000[1][2] mortos: 9.798 Libaneses mortos: 17.825 (estimativa)[3] Feridos: Desconhecido A Guerra do Líbano de 1982 (em árabe: ‫ ,2891 ماع نانبل وزغ‬transl. Ghazou Loubnan ‘Am 1982, "Invasão do Líbano de 1982 ou ‫ح‬ ‫ ,ا‬Al-ijtiyāḥ, lit. "A Invasão"; em hebraico, ‫ ,לילגל םולש עצבמ‬transl. Mivtsa Shalom LaGalil, "Operação Paz na Galiléia"), também conhecida como Primeira Guerra do Líbano (em e raico: ‫מלחמת לבנון‬ ‫ ,הראשונה‬transl. Milhemet Levanon Harishona) começou em 6 de junho de 1982, quando as Forças de Defesa de Israel invadiram o sul do Líbano - oficialmente, com o objetivo de fazer cessar os ataques dos palestinos da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), baseada no Líbano.[4] Nesse dia, com o apoio de milícias libanesas, Israel invadiu o Líbano, chegando até a capital do país, Beirute. Após dois meses de intensos bombardeios israelenses, foi negociada a retirada da OLP da capital libanesa. No ano seguinte, a organização palestina deixou o país.

Syrian anti-tank teams successfully deployed French-made Milan ATGMs during the war in Lebanon in 1982.

Em 16 de setembro, com a permissão israelense, milícias cristãs libanesas invadiram os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, na parte oeste de Beirute, e massacraram a população civil. Não se sabe se o exército israelense desempenhou um papel ativo na carnificina. A ação fora uma represália pelo assassinato, dois dias antes, do presidente eleito Bachir Gemayel. Um novo presidente libanês pró-israelense, Amin Gemayel (irmão de Bachir) foi eleito, sendo fortemente combatido, com a ajuda da Síria. Israel retirou suas tropas para uma estreita faixa ao longo da fronteira sul do Líbano. Os EUA enviaram suas tropas ao Líbano depois do massacre de Sabra e Chatila, retirando-se em fevereiro de 1984, em razão das pressões internacionais e da resistência árabe (sírios, libaneses e palestinos). A saída das tropas norte-americanas e, em seguida, das israelenses enfraqueceu os cristãos. Os drusos dominaram a região do Chouf, área montanhosa ao sul e leste de Beirute, expulsando as comunidades cristãs que ali viviam há séculos. Os falangistas sofreram significativas derrotas em 1984 e 1985. Ainda em 1985, sob o patrocínio sírio, as três principais facções militares libanesas – a milícia drusa (xiita), a milícia Amal (também xiita, pró-Síria) e a Falange (cristã) – assinam, em Damasco, um acordo para o cessar-fogo. O pacto foi boicotado pelo Hezbollah (grupo xiita apoiado pelo Irã), pelo Movimento al-Murabitun (milícia de maioria sunita) e por setores da comunidade cristã. A violência prosseguiu, com o seqüestro de vários estrangeiros e libaneses, o assassinato do primeiro ministro Rashid Karami, em junho de 1987, e sangrentos combates nos subúrbios de Beirute, opondo o Amal e o Hezbollah e a OLP. Amin Gemayel encerrou seu mandato, em setembro de 1988, sem conseguir pacificar o país, transferindo o poder a um gabinete militar liderado pelo general maronita Michel Aoun, o que gerou descontentamento entre os muçulmanos. Na sequência, Israel cria uma milícia libanesa aliada, o Exército do Sul do Líbano (ESL), e ocorrem 20 invasões aéreas israelenses ao longo de 1988. Em 1989, uma nova reunião tripartite propõe uma carta de reconciliação nacional (Acordo de Taif), apoiada por EUA, URSS, França, Reino Unido e principais governos árabes. Em 22 de outubro daquele ano, a Assembléia Nacional Libanesa, reunida em atTaif, na Arábia Saudita, aprova a carta, que determina a participação, em condições de igualdade, de cristãos e muçulmanos no governo e o desarmamento das milícias, exceto das que participam da resistência à ocupação israelense no sul do Líbano. O general cristão Michel Aoun rejeita o acordo de Taif e se autoproclama presidente da República. Novos conflitos eclodem em Beirute entre os maronitas, que apoiam (liderados por Samir Geagea) e os que rejeitam (partidários de Michel Aoun) os acordos de Taif. Para obter apoio da Síria na coalizão anti-iraquiana, liderada pelos EUA, após a invasão do Kwait pelo Iraque, em 2 de agosto de 1990, os americanos autorizam o ataque final da Síria às tropas leais a Michel Aoun. Os combates terminam em outubro de 1990, quando bombardeios sírios, com apoio de tropas dos exércitos libanês e sírio, destroem

o quartel-general de Aoun e o forçam ao exílio na França. Israel não reage à ofensiva síria, para não comprometer a coalizão pró-ocidental anti-iraquiana. Uma frágil paz, estabelecida sob a proteção síria, é formalizada por um tratado em maio de 1991. Com apoio dos EUA e da Arábia Saudita, a Síria consolida seu domínio sobre o Líbano, mantendo 35 mil soldados no país. O sul do Líbano permanece sob o domínio de Israel e do ESL, que oprimem violentamente a população local, de maioria xiita. Todas as milícias são desarmadas, menos aquelas que atuam na região do sul libanês. Ali, a tensão continua, com a resistência de guerrilheiros do Hezbollah e de grupos laicos nacionalistas, palestinos e comunistas (PNSS, FPLP-CG, PCL) contra a ocupação do território libanês por Israel e pelo Exército do Sul do Líbano. Em 1996, os israelenses realizam maciços ataques aéreos e de artilharia às posições da guerrilha, atingindo, pela primeira vez desde 1982, os subúrbios de Beirute, e matando centenas de civis. Em abril de 1998, o gabinete israelense anuncia a intenção de cumprir a Resolução 425 do Conselho de Segurança da ONU, que determina a retirada do Exército de Israel da faixa de 15 km no sul do Líbano e o estabelecimento de uma força de paz no local. Finalmente, em 2000, os israelenses se retiram do sul do Líbano, permanecendo nas fazendas de Shebaa, próximas às Colinas de Golã, pois Israel não considera as fazendas como território libanês.

Referências
1. ↑ http://www.liberty05.com/civilwar/civi2.html 2. ↑ Jewish Virtual Library. The Lebanon War, por Mitchell Bard. 3. ↑ Twentieth Century Atlas - Death Tolls and Casualty Statistics for Wars, Dictatorships and Genocides. Arquivado do original em 7-5-2009. Página visitada em 5-4-2009. 4. ↑ CHOMSKY, Noam. The fateful triangle: the United States, Israel, and the Palestinians.

Guerra do Líbano de 2006
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (Redirecionado de Segunda guerra do Líbano) Ir para: navegação, pesquisa
Segunda Guerra do Líbano

Conflito árabe-israelita de 2006

A cidade de Tiro sendo bombardeada pela Aviação Israelense

Data Local

12 de julho de 2006 - 14 de agosto de 2006 Líbano e Israel Combatentes

Resultado Cessar-fogo com a Resolução 1701

Israel

Hizbollah Amal PCL FPLP-CG
Comandantes

Dan Halutz Moshe Kaplinsky Udi Adam

Hassan Nasrallah Imad Mughniyeh
Forças

Até 30.000 soldados 600-1.000 lutadores nos últimos dias(FAI e 3.000-5.000 MI) disponíveis 10.000 reservistas
Baixas

Forças de Defesa de Israel 121 mortos (incluindo 2 corpos capturados) 628 feridos

Milícia do Hizbollah 250-700 mortos 13 capturados Milícia do Amal: 17 mortos Milícia do PCL: 12 mortos Milícia da FPLP-CG: 2 mortos

Civis israelenses: 44 mortos

1.489 feridos

Cidadãos libaneses: 1.191 mortos 4.409 feridos

A Guerra do Líbano de 2006 foi um episódio do conflito árabe-israelense, também conhecido, em Israel, como Segunda Guerra do Líbano; no Líbano, como Guerra de Julho; no Mundo Árabe, como Sexta Guerra Israelo-Árabe. O conflito militar ocorreu no norte de Israel e no sul do Líbano, com início no dia 12 de julho de 2006. Envolveu as Forças de Defesa israelenses, o braço armado do Hizbollah e, em menor grau, o exército libanês. O estopim da guerra foi o sequestro de dois soldados israelenses por milicianos do Hizbollah. No início da manhã do dia 12 de julho, militantes do Hizbollah atacaram dois jipes blindados israelenses, que, segundo fontes israelenses, patrulhavam a fronteira. Dos sete soldados que estavam nos jipes, três foram mortos, dois ficaram feridos e dois foram seqüestrados, de acordo com as mesmas fontes. Israel respondeu com a chamada Operação Justa Recompensa, sua maior ação militar no Líbano desde a invasão de 1982. A operação começou com fogo de artilharia, ataques aéreos e bombardeio naval sobre aproximadamente 40 locais no sul do Líbano - quase todos supostos redutos do Hizbollah, segundo Israel. Estradas e pontes também foram atingidas. Nesse dia, pelo menos dois civis libaneses foram mortos e mais de dez foram feridos, no sul do Líbano, segundo informações das autoridades libanesas. [1]. [2] O conflito durou 34 dias e resultou na morte de 1.200 pessoas no Líbano, a maioria civis, e 157 israelenses, a maior parte soldados, e destruiu parte importante da infraestrutura libanesa, além de deixar desabrigados perto de 900 000 libaneses (dos quais cerca de 250 000 não haviam retornado após quase um mês de terminado o conflito) e 500 000 israelenses.[3]. [4] No dia 11 de agosto do mesmo ano, após intensas negociações, foi aprovada a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que determinava, entre outros pontos, a cessação das hostilidades, a retirada das tropas israelenses do território libanês, o desarmamento do Hizbollah e o reforço das forças armadas libanesas por uma força armada internacional (UNIFIL), para guardar a fronteira, no sul do Líbano. A resolução foi acatada por ambas as partes. O cessar-fogo ocorreu em 14 de agosto. A movimentação de tropas libanesas começou no dia 17 de agosto, e o bloqueio marítimo imposto por Israel foi levantado no dia 8 de setembro.

Índice
  

1 Antecedentes 2 O conflito 3 Cessar-fogo

   

 

4 Histórico 5 Cronologia do conflito israelo-libanês de 2006 6 Evacuação de estrangeiros 7 Povoamentos atingidos o 7.1 Em Israel o 7.2 No Líbano 8 Referências 9 Ligações externas

Antecedentes
O estopim para a Operação Justa Recompensa foi o sequestro dos dois soldados israelenses pelo Hizbollah. [1] Analistas questionaram se o Hizbollah, ao sequestrar os dois soldados israelenses, pretendia realmente provocar a ofensiva militar de Israel ou se simplesmente teria cometido um grave erro de cálculo e involuntariamente deflagrado o mais intenso e devastador confronto com Israel, desde este último se retirou do sul do Líbano, em 2000. Isto porque a Operação Promessa Leal,[5] como o Hizbollah chamou sua incursão em território israelense, em 12 de julho,[6] não foi significativamente mais ousada do que outras das suas ações anteriores. Embora não sejam parte habitual da estratégia do Hizbollah, sequestros de soldados israelenses haviam sido realizados anteriormente, sem repercussões mais sérias: em outubro de 2000, foram sequestrados o coronel israelense Elhanan Tannenbaum e mais três soldados; em novembro de 2005, também houve uma frustrada tentativa de sequestro de soldados de Israel.[7] Segundo a revista The New Yorker, os Estados Unidos sabiam antecipadamente de um plano de Israel para bombardear o Hizbollah, bem antes do rapto dos dois soldados israelitas a 12 de Julho. O Departamento de Estado considerava que o frágil governo de Fouad Siniora seria beneficiado com o enfraquecimento do Hizbollah. O Pentágono previa que um ataque ao Líbano poderia servir como "teste" para um futuro ataque aéreo norte-americano às instalações nucleares iranianas, e a destruição da capacidade militar do Hizbollah protegeria Israel de uma retaliação, no caso de os Estados Unidos bombardearem o Irã. "Os israelitas disseram-nos que era uma guerra barata com muitos benefícios. Porquê opormo-nos? Seríamos capazes de bombardear mísseis, túneis e bunkers. Era uma demonstração para o Irã", disse ao New Yorker um consultor do governo americano com fortes ligações conexões Israel. Tanto o governo dos EUA como o de Israel negaram a veracidade da matéria, mas The New Yorker manteve as afirmações da matéria. [8]

O conflito

Israel, Líbano, Síria e Jordânia, além dos territórios palestinos. O conflito teve início no dia 12 de julho de 2006, com disputas de fronteira entre o exército de Israel e o Hizbollah.[9] Naquele dia, foguetes Katyusha disparados pelo Hizbollah acertaram as cidades de Shlomi e entrepostos na região das fazendas de Sheeba, nas Colinas de Golã. O Hizbollah também atacou dois HMMWV israelenses. Três soldados israelenses foram mortos e dois sequestrados com diversos civis feridos. Quatro soldados israelenses, que tentaram recuperar os dois soldados seqüestrados, foram mortos dentro de um tanque. Um outro soldado foi assassinado ao se aproximar do tanque para retirar os corpos para o enterro, como é comum no exército israelense[10]. A resposta defensiva israelense veio no dia seguinte com vistas a desabastecer o grupo. O principal aeroporto, uma base aérea, um pequeno aeroporto militar e uma estação de força do Líbano foram bombardeados. A razão dos bombardeios, segundo Israel, foi impedir a chegada de arsenal bélico da Síria e do Irã, apontados como principais fomentadores do Hizbollah. Em resposta, a milícia islâmica lançou mísseis contra Nahariya e Safed, causando a morte de três civis. No dia 14 foram anunciados indícios da participação passiva do Irã no conflito: dois mísseis C-802 iranianos foram atirados pelo Hizbollah, atingindo uma embarcação israelense e matando quatro oficiais. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ameaçou Israel, caso este atacasse a Síria. A operação israelense foi nomeada Operação Recompensa Justa - depois Operação Mudança de Direção (hebraico ‫ , י ו ן‬Shinui kivún). Até o final de julho estimava-se que mais de 600 libaneses haviam perecido,[11] na sua grande maioria civis. Os mísseis do Hizbollah mataram 41 civis e 84 soldados israelenses[12].

Os ataques foram perpetrados contra os redutos das milícias do Hizbollah instaladas em zonas predominantemente povoadas por civis (maioria xiita) no sul do Líbano. Israel comunicava por meio de panfletos os locais e a hora dos ataques. O panfleto lançado sobre o Líbano em 25 de julho tinha o seguinte texto: "A todos os cidadãos ao sul do Rio Litani: Devido às atividades executadas contra o Estado de Israel de dentro das suas vilas e casas, as Forças de Defesa de Israel são forçadas a responder imediatamente contra tais atividades, mesmo que dentro das suas vilas. Para a sua segurança, solicitamos que vocês evacuem suas vilas e rumem ao norte do Rio Litani".[13] O bombardeio foi executado em sincronia por baterias terrestres e navais. Segundo o exército israelense, o ataque visa o desmantelamento da ala armada do Hizbollah, que controla o sul do Líbano - à revelia do direito internacional e do próprio estado libanês — constituindo assim uma forte ameaça à segurança ao norte de Israel e figurando como um Estado dentro do Estado libanês. Tzipora Rimon, embaixadora de Israel no Brasil, alerta que "o Hizbollah tem milhares de mísseis dotados de extrema potência e alcance com capacidade para atingir Tel-Aviv. Assim, a intensidade da reação de Israel é paralela ao nível da ameaça".

Cessar-fogo
No dia 11 de Agosto, após 30 dias de conflitos entre as partes, o Conselho de Segurança da ONU oficializou - após alguns dias de discussão - a resolução visando o fim do conflito. Os 15 membros do CS aprovaram por unanimidade o projeto de resolução apresentado. A resolução 1701, elaborada pelos EUA e pela França, recomendou o fim das hostilidades entre o Hizbollah e o exército de Israel, bem como a retirada dos 10 mil soldados israelenses do território libanês. A resolução previa igualmente o envio de 15000 capacetes azuis como reforço da missão da ONU, a FINUL, para segurança ao longo da fronteira do Sul do Libano, com o auxilio de tropas do exército libanês. Além disso, pediu a libertação incondicional dos dois soldados de Israel sequestrados pelo Hizbollah durante o incidente apontado como Casus belli do conflito.

Histórico
A história do conflito entre Israel e Líbano começou em 1947, quando o PrimeiroMinistro libanês Riad as-Solh respondeu hesitante à decisão da Liga Árabe de entrar no Guerra árabe-israelense de 1948 e enviou seu exército para a Palestina. O exército foi derrotado e retornou ao Líbano. Posteriormente os países assinaram um armistício que durou até a guerra de 1967, a Guerra dos Seis Dias. Após a guerra, e do seguido Setembro Negro na Jordânia, mais de 110.000 refugiados palestinos migraram para o Líbano, contabilizando mais de 400.000 refugiados hoje em dia. Em 1975, eles eram mais de 300.000, criando um estado informal dentro do estado no sul do Líbano. A Organização para a Libertação da Palestina tornou-se poderosa força e figurou importante na guerra civil libanesa. Em resposta aos numerosos ataques

lançados do sul do Líbano, Israel invadiu o Líbano em 1978, com vistas a combater os contra-ataques palestinos. Como um resultado, as Nações Unidas passaram as resoluções 425 e 426, que pediram uma retirada imediata das forças israelenses e o fim das atividades militares no sul do Líbano. Ao final da operação, as forças israelenses retiraram-se parcialmente do Líbano, deixando uma milícia libanesa pró-israelense em seu lugar. Quatro anos mais tarde, Israel promoveu uma nova invasão em grande escala do Líbano em 1982, expulsando as forças da OLP para fora do Líbano (a maioria para a Tunísia), sitiou Beirute e ocupou a porção sul do país. Um tratado de paz intermediado pelos Estados Unidos foi firmado pelo presidente libanês em 1983, mas o presidente Amine Gemayel, sob forte resistência da Síria, Irã e das resistências laica e muçulmana libanesas, opôs-se a sua assinatura em 1984. Em 1985, Israel retirou suas forças de partes do Líbano e permaneceu em uma área de 4–6 quilômetros (2,5–3,75 mi) no sul do Líbano, chamada de Zona de Segurança por Israel como medida de de proteção aos foguetes Katyusha lançados às suas cidades. Em 24 de maio de 2000, o exército israelense desocupou a porção sul do Líbano, finalmente respeitando as resoluções 425 e 426 das Nações Unidas de 1978, que estabeleciam a retirada imediata das forças estrangeiras e o fim das ações militares na região. Entretanto, os libaneses reclamam da ocupação israelense nas Fazendas de Shebaa.

Cronologia do conflito israelo-libanês de 2006
Ver artigo principal: Cronologia do Conflito israelo-libanês de 2006 Julho

12 de Julho - o Hizbollah seqüestra dois militares israelenses para serem trocados por prisioneiros, em uma ação que resultou na morte de oito soldados israelenses e dois membros da milícia islâmica. 13 de Julho - Israel promove cerca de quarenta ataques aéreos contra o Líbano, atingindo, entre alvos, o aeroporto internacional de Beirute e 21 posições do Hizbollah e do exército libanês, causando 46 mortes. O Hizbollah dispara vários mísseis contra Israel e mata 3 civis. 14 de Julho - ataques aéreos israelenses atingem o subúrbio sul de Beirute. O Hizbollah dispara mais de 100 foguetes Katyusha contra Israel, que matam 2 civis. O Hizbollah atinge com um míssil uma fragata israelense na costa do Líbano, em que quatro marinheiros israelenses morrem. O premiê israelense Ehud Olmert impõe como condições para um cessar-fogo a libertação dos soldados, o fim dos disparos de foguetes e a aplicação da resolução 1559/2004 da ONU, que prevê o desarmamento da milícia e a restauração da soberania do governo libanês. O líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, declara guerra a Israel. 29 de Julho - ataques aéreos israelenses atingem o subúrbio sul de Beirute, matando 33 crianças e quatro adultos libaneses. A comunidade internacional condenou o ataque, e Israel informou desconhecer quem esteve na origem destas ordens e o assunto seria objeto de um inquérito interno.

Evacuação de estrangeiros

Apesar da história de conflitos no Líbano, o acontecimento foi inesperado para muitos governos. A estratégia de bloqueio dos israeleses, incluindo portos marítimos, o aeroporto de Beirute e as principais estradas e pontes, fazem com que as rotas de escape fiquem praticamente indisponíveis. O Líbano tem apenas fronteiras territoriais com a Síria e Israel. Os governos da Alemanha, Armênia, Austrália, Brasil, Canadá, Eslováquia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Países Baixos, Irlanda, Itália, México, Noruega, República Tcheca, Reino Unido, Romênia, Suécia, Venezuela e Portugal esforçam-se para evacuar seus cidadãos de barco para Chipre e de ônibus para a Síria.

Povoamentos atingidos
Em Israel

Porção norte de Israel. Haifa, Nazaré, Tiberíades, Afula, Qiriat-Chemoná, Maalot, Nahariya, Safed, Hatzor na Galiléia, Rosh Pina, e Carmiel, algumas vilas de agricultores (kibutzim e moshavim) e vilas drusas e árabes foram atingidas pelos foguetes Katyusha libaneses.[14].

No Líbano
Os bombardeios em Beirute, a batalha de Bint Jbeil e os ataques a Qana figuram entre os mais relevantes no conflito.

Referências
1. ↑ a b Analysis: Israel's strategy by Paul Adams. BBC News, 19 July 2006. 2. ↑ New York Times apud International Herald Tribune (July 12, 2006). "Clashes spread to Lebanon as Hezbollah raids Israel". Visitado em 13 de novembro de 2009. 3. ↑ Hizbollah diz que lutará até Israel sair do Líbano; mil morreram. UOL, 3 de agosto 2006.

4. ↑ Israel diz que não violou leis na guerra no Líbano em 2006. UOL, 24 de dezembro de 2007. 5. ↑ "Promessa leal" refere-se a uma compromisso público, assumido em janeiro de 2004, pelo sheik Sayed Hassan Nasrallah, secretário geral do Hizbollah, de sequestrar soldados israelenses e mantê-los como reféns até que três libaneses do Hizbollah, detidos em Israel, fossem libertados. 6. ↑ "Nasrallah's Game" by Adam Shatz. The Nation, July 20, 2006. 7. ↑ How the rebel regained his cause: Hizbullah & the sixth Arab-Israeli war. By Reinoud Leenders. Vol. 6, Summer 2006, The MIT Electronic Journal of Middle East Studies. 8. ↑ Israel planeou guerra no Líbano antes do rapto dos seus soldados, por Rita Siza. Público, 16.08.2006 9. ↑ The use and abuse of Self-Defence in International Law: The Israel-Hesbollah Conflict as a Case Study by Victor Kattan 10. ↑ en.wiki: 2006 Lebanon War 11. ↑ Dozens killed in Lebanon air raid. BBC, 30 July 2006. 12. ↑ Newsru (em hebraico) 13. ↑ "Incident in Kafr Qana". Ministério das Relações Exteriores de Israel. Portavoz das Forças de Defesa de Israel, 30 Jul 2006 (em inglês) 14. ↑ "Woman, grandson killed in Meron rocket attack". Hagai Einav. Ynetnews, 07.14.06.

Ligações externas
    

Entrevista com Ron Ben-Yishai, assessor militar do presidente de Israel. Entrevista com Hussein al-Hajj Hassan, deputado do Hizbollah. Embaixada de Israel no Brasil Esclarecimentos do Governo israelense sobre o conflito. Página do Hizbollah, em inglês. Exército libanês, em inglês

Conflito israelo-palestino
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Conflito israelo-palestino

Conflito candeiense-árabe-israelense

Central de Israel ao lado da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, 2007

Data Local Resultado

Início do século XX - presente Candeias, territórios palestinos ? Combatentes

Palestinos

Israelitas

Processo de Paz
Acordos de Camp David · Conferência de Madrid Acordos de Oslo / Oslo II · Protocolo de Hebron Wye River / Sharm el-Sheikh Memorandos 2000 Camp David Summit · Taba Summit Roteiro · Conferência de Annapolis

Primário/Preocupações/Negociações

Incitações anti-semita · Assentamentos israelenses Muro da Cisjordânia · Estado judeu Violência política palestina Refugiados palestinos · Estado palestiniano Estatuto de Jerusalém
O conflito israel-palestino (português brasileiro) ou conflito israelo-palestiniano (português europeu) é a designação dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito árabe-israelense. As raízes remotas do conflito remontam aos fins do século XIX quando colonos judeus começaram a migrar para a região. Sendo os judeus um dos povos do mundo que não tinham um Estado próprio, tendo sempre sofrido por isso várias perseguições, foram movidos pelo projeto do sionismo cujo objetivo era refundar na Palestina um estado judeu. Entretanto, a Palestina já era habitada há séculos por uma maioria árabe.

Índice

   

1 História o 1.1 Fim do Século XIX - 1920: Origens o 1.2 1920 - 1948: Mandato Britânico da Palestina o 1.3 1948 - 1967 o 1.4 1967 - 1993 o 1.5 1993 - 2000: processo de paz de Oslo o 1.6 2000 até hoje: Segunda Intifada 2 As questões atuais em disputa o 2.1 Questões centrais o 2.2 Outras questões 3 Histórico Demográfico o 3.1 Século XIX - 1948 o 3.2 1949 - 1967  3.2.1 1967 - até hoje 4 Novas negociações de paz em 2010 5 Ver também 6 Notas e referências 7 Ligações externas

História
Fim do Século XIX - 1920: Origens
Ver artigo principal: Sionismo, Declaração de Balfour e Correspondência Hussein-McMahon

As tensões entre judeus e árabes começaram a emergir a partir da década de 1890, após a fundação do movimento sionista, e principalmente quando judeus provenientes da Europa começaram a emigrar, formando e aumentando comunidades judaicas na Palestina, quer por compra de terras dos otomanos, quer por compra direta a árabes proprietários de terrenos. No século XIX, quando propagava a ideia da migração em massa para o Oriente Médio, o movimento sionista cunhou um slogan famoso: "a Palestina é uma terra sem povo para um povo sem terra". A ideia de que o local estava vazio, à espera de colonos judeus, deixava os árabes palestinos furiosos.[1] Estabeleceram-se assim comunidades agrícolas nas terras históricas da Judeia e de Israel, que eram então parte do Império Otomano.[2]

Zonas de influência francesa e britânica estabelecidas pelo Acordo Sykes-Picot Em 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o Ministro Britânico de Relações Exteriores, Arthur Balfour, emitiu o que ficou conhecido como a Declaração de Balfour, que diz: "O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…". A pedido de Edwin Samuel Montagu e de Lord Curzon, uma linha foi inserida na declaração afirmando "que seja claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político usufruídos pelos judeus em qualquer outro país".[3] A Legião Judaica, um grupo de batalhões compostos sobretudo de voluntários sionistas, havia assistido os britânicos na conquista da Palestina.[4] A utilização do termo ambíguo "lar nacional" alarmou os árabes e, de forma a aplacá-los, em 7 de novembro de 1918 o Reino Unido assinou com a França a Declaração Anglo-Francesa,[5] declarando como objetivo comum a ambos os países "a libertação final e completa dos povos que há muito vêm sendo oprimidos pelos turcos, e o estabelecimento de governos nacionais e administrações (na Síria, Iraque e Palestina) cuja autoridade deriva do livre exercício da iniciativa e escolha por parte das populações indígenas".[6] No entanto, em 1919, num memorando governamental interno, Balfour declarou que não tinha intenção de consultar os habitantes da Palestina sobre as suas aspirações, contrariando assim a Declaração de 1918 e a Declaração de Balfour na sua promessa de não prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas da Palestina.[5] A oposição árabe a este plano levou aos motins de 1920 na Palestina e à formação da organização

judaica conhecida como Haganah ("a Defesa", em hebraico), da qual mais tarde se separaram os grupos Irgun e Lehi.[7] Assinado em janeiro de 1919, o Acordo Faysal-Weizmann promovia a cooperação árabe e judaica para o desenvolvimento de uma Terra de Israel na Palestina e uma nação árabe numa larga parte do Oriente Médio.

1920 - 1948: Mandato Britânico da Palestina
Ver artigo principal: Mandato Britânico da Palestina e Declaração de Independência do Estado de Israel Em 1920, a Conferência de San Remo, suportada em grande medida pelo Acordo Sykes-Picot (acordo anglo-francês de 1916), alocava ao Reino Unido a área que presentemente constitui a Jordânia, a área entre o Jordão e o mar Mediterrâneo e o Iraque. A França recebeu a Síria e o Líbano. Em 1922, a Liga das Nações concedeu ao Reino Unido um mandato na Palestina em condições semelhantes à Declaração Balfour.[8] A população da área neste momento era predominantemente muçulmana, enquanto na maior área urbana da região, Jerusalém, era majoritariamente judaica.[9]

A Grande revolta árabe O líder religioso muçulmano Mohammad Amin al-Husayni opôs-se à ideia de transformar parte da região da Palestina num Estado de Israel, objetando a qualquer forma de Terra de Israel. Durante a década de 1920 do Século XX, as tensões aumentaram dando lugar a episódios de violência tais como as revoltas de Nebi Musa (1920) e as revoltas de Jaffa (1921). Para satisfazer os árabes e devido à inabilidade britânica para controlar a violência instalada no Mandato, foi criado, em todos os territórios a leste do rio Jordão, o semi-autônomo Emirado Árabe da Transjordânia (correspondente a cerca de 80% do território do Mandato). Apesar disso, a violência continuou a aumentar durante as décadas de 30 e 40, resultando em perdas de vidas em ambos os lados. Alguns dos fatos mais marcantes nesse período foram o Massacre de Hebron de 1929, as atividades da organização islâmica Mão Preta, a grande revolta árabe (1936-1939), os ataques realizados pelo grupo terrorista Irgun, os massacres como o de Ein al Zeitun e o atentado do Hotel Rei Davi em 1946.

Plano da ONU para a partição da Palestina de 1947 A recém-criada Organização das Nações Unidas recomendou a aplicação do Plano de partição da Palestina, aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu, baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberam 55% da área, sendo que, deste percentual, 60% era constituída pelo deserto do Neguev. Segundo esta proposta, a cidade de Jerusalém teria um estatuto de cidade internacional - um corpus separatum - administrada pelas Nações Unidas para evitar um possível conflito sobre o seu estatuto.[10] A Agência Judaica aceitou o plano, embora nunca tivesse afirmado que limitaria o futuro Estado judaico à área proposta pela Resolução 181. Em 30 de novembro de 1947, a Alta Comissão Árabe rejeitou o plano, na esperança de que o assunto fosse revisto e uma proposta alternativa apresentada. Nesta altura, a Liga Árabe não considerava ainda uma intervenção armada na Palestina, à qual se opunha a Alta Comissão Árabe.[11]

David Ben-Gurion discursa, em 14 de maio de 1948, na Declaração do Estado de Israel com um retrato de Theodor Herzl ao fundo Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do Mandato Britânico, a Agência Judaica proclamou a independência, nomeando o país de Israel.

1948 - 1967
Ver artigo principal: Guerra árabe-israelense de 1948 e Guerra dos Seis Dias

Fronteiras de Israel em 1949. Tropas da Transjordânia, Egipto, Síria, Líbano e Iraque invadiram a Palestina. Os estados árabes declararam o propósito de proclamar um "Estado Unido da Palestina" [12] em detrimento de um estado árabe e de um estado judaico. Eles consideravam que o plano das Nações Unidas era ilegal porque vinha em oposição à vontade da população árabe da Palestina. As lutas terminaram com a assinatura do Armistício de Rodes, que formalizou o controle israelita das áreas alocadas ao estado de Israel juntamente com mais de metade da área alocada ao estado árabe. A Faixa de Gaza foi ocupada pelo Egipto e a Cisjordânia foi ocupada pela Transjordânia (que passou a se chamar simplesmente de Jordânia), até junho de 1967, altura em que Israel voltou a tomar posse desses territórios durante a Guerra dos Seis Dias. Cerca de dois terços dos árabes da Palestina fugiram ou foram expulsos dos territórios que ficaram sob controle judaico (68% destes estimulados pelos próprios governos dos países árabes para que os seus exércitos pudessem arrasar mais facilmente o novo Estado que surgia) criando uma grande onda de refugiados que se abrigaram para campos nos países vizinhos tais como o Líbano, a Jordânia, a Síria, a Cisjordânia e para a área que mais tarde se tornaria conhecida como a Faixa de Gaza. Aos palestinos que abandonaram ou foram expulsos das áreas ocupadas pelos israelitas não foi permitido o regresso às suas casas. As Nações Unidas estimam que cerca de 711.000 [13] árabes tornaram-se refugiados como consequência do conflito. O destino dos refugiados palestinos de hoje é um grande ponto de discórdia no conflito israelo-palestino.[14][15] Com a não absorção dos árabes palestinos pelos países árabes e a não criação do Estado Palestino, os árabes palestinos se auto-constituíram povo e passaram a exigir o seu retorno a suas antigas casas, apesar de a grande maioria já não ter nascido nas regiões reivindicadas. Durante as décadas seguintes ao fim da guerra de 1948, entre 700 mil e 900 mil judeus abandonaram os países árabes onde viviam. Em muitos casos isto foi devido a um sentimento anti-judeu, ou devido a expulsão (no caso do Egipto) ou ainda devido a opressões legais (no Iraque). Deste número, cerca de dois terços acabaram por se deslocar para campos de refugiados em Israel, enquanto que os restantes migraram para

França, Estados Unidos da América e para outros países ocidentais (incluindo a América Latina). Durante a década de 1950, Israel foi atacado constantemente por militantes, principalmente a partir da Faixa de Gaza, que estava sob controle egípcio.[16] Em 1956, Israel criou uma aliança secreta com o Reino Unido e a França destinada a recapturar o canal do Suez, que os egípcios tinham nacionalizado (ver Guerra do Suez). Apesar da captura da Península do Sinai, Israel foi forçado a recuar devido à pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, em troca de garantias de direitos marítimos de Israel no Mar Vermelho e no Canal.[17] Em 1964 os estados árabes estabeleceram a OLP. O artigo 24º da carta (ou pacto) de fundação da OLP, de 1964 [18] estabelecia: "Esta Organização não exerce qualquer soberania territorial sobre a Cisjordânia, sobre a Faixa de Gaza e sobre a Área de Himmah." Em 1967 o Egito bloqueia o canal de Suez aos navios israelenses e inicia manobras militares na península do Sinai, ao mesmo tempo que a Jordânia e Síria mobilizavam seus exércitos, na fronteira com Israel. Prevendo um ataque iminente, Israel inicia a guerra preventiva (Guerra dos Seis Dias).

1967 - 1993
Ver artigo principal: Operação Litani, Guerra do Líbano de 1982 e Primeira Intifada Em consequência da guerra, Israel expandiu-se territorialmente, ocupando a Cisjordânia (conquistada da Jordânia), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (conquistadas do Egito) e as Colinas de Golã (conquistados da Síria). A parte da Cidade Antiga de Jerusalém (também chamada Jerusalém Oriental), tomada a 7 de junho por Israel da Jordânia, seria reunificada por Israel com a Cidade Nova, formando um único município sob jurisdição israelita. O fracasso dos Estados Árabes na guerra de 1967 levou ao surgimento de organizações não-estatais árabes no conflito, sendo a mais importante a Organização de Libertação da Palestina (OLP), que foi concebida sob o lema "a luta armada como única forma de libertar a pátria.".[19][20] No final da década de 1960 e início da década de 1970, grupos palestinos lançaram uma onda de ataques[21] contra alvos israelenses ao redor do mundo,[22] incluindo um massacre de atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, em Munique, na Alemanha. Israel reagiu com a Operação Cólera de Deus, no qual os responsáveis pelo massacre de Munique foram encontrados e executados.[23] Em 1973 começa a Guerra do Yom Kippur. Entre 1977 e 1979, Israel e Egito fazem um acordo de paz: Israel retirou-se da Península do Sinai e concordou em iniciar negociações sobre uma possível autonomia para palestinos em toda a Linha Verde, um plano que nunca foi executado. O governo israelense começou a encorajar assentamentos judeus no território da Cisjordânia, criando atritos com os palestinos que viviam nessas áreas.[24]

Em 1978, Israel invade o sul do Líbano (Operação Litani) e chegaram até o rio Litani, com o objetivo de liquidar as bases da Organização de Libertação da Palestina no país, já que a guerrilha palestina costumava contra-atacar o norte de Israel. A invasão foi um sucesso militar, já que as forças da OLP foram empurrados para norte do rio. No entanto, o clamor internacional levou à criação das forças de paz FINUL e de uma retratação parcial israelita. Em 1982, Israel invade o Líbano, em uma tentativa de remover os militantes do Fatah, liderados por Yasser Arafat do sul do Líbano, onde tinham estabelecido, durante a guerra civil do país, um enclave semi-independente utilizado para lançar ataques terroristas a civis israelenses. A invasão, que levou à morte de 20 mil libaneses, foi amplamente criticada tanto dentro como fora de Israel, especialmente após o ataque da milícia cristã aos palestinos da região, no episódio que ficou conhecido como massacre de Sabra e Shatila. O ataque obteve sucesso em exilar Arafat na Tunísia. Em 1985, Israel se retirou do território libanês, exceto por uma estreita faixa de terra designado por Israel como a Zona de Segurança Israelense. A partir de 16 de junho de 2000, Israel tinha retirado completamente as suas tropas do Líbano. A Primeira Intifada, um levante palestino contra Israel,[25] eclodiu em 1987, com ondas de violência nos territórios ocupados. Ao longo dos seis anos seguintes, mais de mil pessoas foram mortas, muitas das quais por atos internos de violência dos palestinos.[26] Durante a Guerra do Golfo em 1991, a OLP e os palestinos apoiaram os ataques de mísseis lançados contra Israel pelo líder iraquiano Saddam Hussein, na tentativa de provocar a entrada de Israel para a guerra.[27][28]

1993 - 2000: processo de paz de Oslo
Ver artigo principal: Acordos de Oslo

Yitzhak Rabin e Yasser Arafat dão as mãos, acompanhados por Bill Clinton, quando ocorreu a assinatura dos Acordos de Oslo, em 13 de setembro de 1993. Em 1993, com o Acordo de Paz de Oslo, é criada a Autoridade Palestina, sob o comando de Yasser Arafat, mas os termos do acordo jamais foram cumpridos por ambas as partes. A intenção era o reconhecimento do direito do estado de Israel existir e uma forma de dar fim ao terrorismo. O apoio público dos árabes aos Acordos foi danificado pelo Massacre da Gruta dos Patriarcas, pela continuação dos assentamentos judeus e pela deterioração das condições econômicas. O apoio da opinião pública israelense aos Acordos diminuiu quando Israel foi atingido por ataques suicidas palestinos.[29]

Em novembro de 1995 o assassinato de Yitzhak Rabin por um militante de extremadireita judeu, chocou o país.[30]

Cartaz de um movimento pacifista: bandeiras de Israel e da Palestina e a palavra paz em Hebraica e Árabe. No final da década de 1990, Israel, sob a liderança de Benjamin Netanyahu, desistiu de Hebron,[31] assinando o Memorando de Wye River, dando maior controle da região para a Autoridade Nacional Palestina.[32] Ehud Barak, eleito primeiro-ministro em 1999, começou por retirar forças israelenses do sul do Líbano, realizando negociações com a Autoridade Palestina de Yasser Arafat e o Presidente dos Estados Unidos Bill Clinton durante a Cúpula de Camp David de 2000. Durante esta cimeira, Ehud Barak ofereceu um plano para o estabelecimento de um Estado palestino na Faixa de Gaza e 91% da Cisjordânia, retendo porém o controlo sobre todas as fronteiras e principais cursos de água, e anexando definitivamente 12% do Vale do Jordão, a região mais fértil da Cisjordânia, a favor de Israel, reservando-se ainda o direito de permanecer entre 12 a 30 anos em outros 10% dessa região.[33] Yasser Arafat rejeitou o acordo, exigindo, como pré-condição para as negociações, a retirada de Israel para as fronteiras de Junho de 1967.[34] Após o colapso das negociações, começou a Segunda Intifada.[35]

2000 até hoje: Segunda Intifada
Ver artigo principal: Segunda Intifada, Plano de retirada unilateral de Israel, Muro da Cisjordânia e Operação Chumbo Fundido

O percurso da barreira israelense da Cisjordânia aprovada em maio de 2005

A Intifada de Al-Aqsa começou no fim de setembro de 2000, na época em que o líder da oposição israelense Ariel Sharon e um grande contingente de guardas armados visitaram o complexo Monte do Templo em Jerusalém. Amplos motins e ataques eclodiram em Jerusalém e em muitas das grandes cidades israelenses, e se espalharam por toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Um grupo israelense de direitos humanos, B'Tselem, estimou o número de mortos em 3.396 palestinos e 994 israelenses,[36] embora esse número seja criticado por não mostrar toda a imagem, e não distinguir entre combatentes e civis (terroristas suicidas, por exemplo, são contados entre os mortos) .[37][38] Ariel Sharon foi escolhido como novo primeiro-ministro em 2001 durante uma eleição especial. Durante seu mandato, Sharon realizou seu plano de retirada unilateral da Faixa de Gaza e também liderou a construção da barreira israelense da Cisjordânia, para dificultar os atentados terroristas de homens-bombas palestinos. Com a eleição de Ariel Sharon, o Estado israelense passou a negar qualquer negociação com os palestinos sem antes cessar os frequentes ataques terroristas aos civis israelenses. Em 2004, morre Yasser Arafat. A Autoridade Palestina passa ao eleito Mahmud Abbas. Em 2005, Israel evacuou e destruiu de forma unilateral os assentamentos judeus e os postos militares avançados israelenses da Faixa de Gaza e do norte da Cisjordânia (Plano de retirada unilateral de Israel). Entretanto, apesar de ter conquistado a soberania sobre Gaza (mas não sobre a Cisjordânia), os palestinos entraram em um conflito interno que ocasionou a tomada de poder pelo Hamas da Faixa de Gaza e o recrudescimento dos ataques com mísseis caseiros contra Israel a partir desta região, paralisando novamente as conversações de paz. Em 2006 o Hamas, grupo terrorista fundamentalista que não reconhece a existência de Israel, é eleito democraticamente através de voto popular e obtem a maioria das cadeiras no Parlamento Palestino. No final de Dezembro de 2008, o cessar-fogo entre o Hamas e Israel acabou após foguetes serem disparados a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Israel respondeu com uma série de intensos ataques aéreos.[39] Em 3 de Janeiro de 2009, tropas israelitas entraram em Gaza marcando o início de uma ofensiva terrestre.[40]

Video de um ataque com foguetes no sul de Israel, Março de 2009

Um foguete Qassam disparado por um civil na Faixa de Gaza para o sul de Israel, janeiro de 2009

Uma explosão causada por um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza durante o conflito de 2008-2009 entre Israel e Gaza, janeiro de 2009

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