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Fossa Séptica

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e o Abastecimento, a agricultura de base familiar reúne 14 milhões de pessoas, mais de 60% do total de agricultores, e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil. É comum nessas propriedades o uso de fossas rudimentares (fossa "negra", poço, buraco, etc.), que contaminam águas subterrâneas e, obviamente os poços de água, os conhecidos poços ”caipiras”. Assim, há a possibilidade de contaminação dessa população, por doenças veiculadas pela urina, fezes e água, como hepatite, cólera, salmonelose e outras. As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico nas quais são feitas a separação e a transformação físico-química da matéria sólida contida no esgoto. É uma maneira simples e barata de disposição dos esgotos indicada, sobretudo, para a zona rural ou residências isoladas. Todavia, o tratamento não é completo como numa Estação de Tratamento de Esgotos.

sobretudo nas zonas rurais. As fossas sépticas são uma estrutura complementar e necessária às moradias. Uma vez feito isso bactérias anaeróbias agem sobre a parte sólida do esgoto decompondo-o.O esgoto in natura deve ser lançado em um tanque ou em uma fossa para que com o menor fluxo da água. Numa fossa séptica não ocorre a decomposição aeróbica e somente ocorre a decomposição anaeróbica devido a ausência quase total de oxigênio. a parte sólida possa se depositar. podem ser utilizadas as fossas sépticas que são unidades nas quais são feitas a separação e transformação da matéria sólida contida no esgoto. Devido a possibilidade da presença de organismos patogênicos. Esta decomposição é importante pois torna o esgoto residual com menor quantidade de matéria orgânica pois a fossa remove cerca de 40 % da demanda biológica de oxigênio e o mesmo agora pode ser lançado de volta à natureza. a parte sólida deve ser retirada. Esse tipo de fossa consiste em um tanque enterrado. através de um caminhão limpa-fossas e transportada para um aterro sanitário nas zonas urbanas e enterrada na zonas rurais. nascente ou mesmo na superfície do solo. liberando a parte líquida. No tratamento primário de esgoto doméstico. sendo fundamentais no combate a doenças. lagos. pois diminuem o lançamentos dos dejetos humanos diretamente em rios. vermisoses e endemias (como a cólera). com menor prejuízo à mesma. O seu uso é essencial para a melhoria das condições de higiene das populações rurais e de localidades não servidas por redes de coleta pública de esgotos. que recebe os .

Também devem ficar num nível mais baixo do terreno e longe de poços.esgotos (dejetos e água servidas). Ela é dimensionada em função de um consumo médio de 200 litros de água por pessoa. As fossas sépticas não devem ficar muito perto das moradias (para evitar mau cheiros) nem muito longe (para evitar tubulações muito longas). retém a parte sólida e inicia o processo biológico de purificação da parte líquida (efluente). Porém sua capacidade nunca deve ser inferior a mil litros. Mas é preciso que esses efluentes sejam filtrados no solo para completar o processo biológico de purificação e eliminar o risco de contaminação. A distância recomendada é de cerca de 4 metros. para evitar curvas nas canalizações. para evitar contaminações. no caso de eventual vazamento. Unidade Descrição 01 02 03 04 05 03 06 01 02 03 pç m pç pç pç Caixa de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L Tubo de PVC 100mm para esgoto Válvula de retenção de PVC 100mm Curva 90° longa de PVC 100mm Luva de PVC 100mm . Lista de material necessário para a construção do sistema: Item Quant. O tamanho da fossa séptica depende do número de pessoas da moradia. por dia. cisternas ou de qualquer outra fonte de captação de água (no mínimo trinta metros de distância). Elas devem ser construídas do lado do banheiro.

100 Se não for utilizar o efluente como adubo orgânico.06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 02 10 02 02 02 01 01 01 02 25 01 01 01 pç pç m pç pç pç m pç tb m tb tb litro Tê de inspeção de PVC 100mm O’ring 100mm Tubo de PVC soldável 25mm Cap de PVC soldável 25mm Flange de PVC soldável 25mm Flange de PVC soldável 50mm Tubo de PVC soldável 50mm Registro de esfera de PVC 50mm Cola de silicone de 300g Borracha de vedação 15x15mm Pasta lubrificante para juntas elásticas em PVC rígido Adesivo para PVC – 100g Neutrol – 400g FERRAMENTAL: Item Quant. 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 01 01 01 01 01 01 01 01 02 pç pç pç pç pç pç pç pç pç fl Unidade Descrição Serra copo 100mm Serra copo 50mm Serra copo 25mm Aplicador de silicone Arco de serra c/ lâmina de 24 dentes Furadeira elétrica Pincel de ¾’ Pincel de 4” Estilete ou faca Lixa comum no. mais: Areia fina lavada Pedra britada nº 1 Pedra britada nº 3 Tela de nylon fina .tipo mosquiteiro Valas de infiltração .

preparado para trabalhar com dreno retirando o miolo. O comprimento total das valas depende do tipo de solo e quantidade de efluentes a ser tratado. . para um bom funcionamento do sistema. cada linha de tubos não deve ter mais de trinta metrosde comprimento. dependendo do número de pessoas e do tipo de terreno. Portanto. que permite.Recomendadas para locais onde o lençol freático é muito próximo à superfície. Esse sistema consiste na escavação de uma ou mais valas. Entretanto. ao longo do seu comprimento. Em terrenos arenosos 8 m de valas por pessoa são suficientes. ou bambu. nas quais são colocados tubos de dreno com brita. pode ser necessária mais de uma linha de tubos/valas. escoar para dentro do solo os efluentes provenientes da fossa séptica. Em terrenos argilosos são necessários doze metros de valas por pessoa.

de 20 cm. Os sumidouros podem ser feitos com tijolo maciço ou blocos de concreto ou ainda com anéis pré-moldados de concreto. Mas. Os tijolos ou blocos só devem ser assentados com argamassa de cimento e areia nas juntas horizontais. para facilitar o escoamento dos efluentes por gravidade. e não devem receber pré-moldados. no fundo do sumidouro. não deve ter menos de 1m de diâmetro e mais de 3m de profundidade. A laje ou tampa do sumidouro pode ser feita com uma ou mais placas prémoldadas de concreto. Isso permite a colocação de uma camada de pedra. sem nenhum rejuntamento. A profundidade do buraco deve ser 70 cm maior que a altura final do sumidouro. e de uma camada de terra. ou executada no próprio local. a cerca de 3m da fossa séptica e num nível um pouco mais baixo. filtro anaerobico . sobre a tampa do sumidouro. para infiltração mais rápida no solo. para permitir o escoamento dos efluentes. O diâmetro e a profundidade dos sumidouros dependem da quantidade de efluentes e do tipo de solo. tendo o cuidado de armar em forma de tela. eles devem ser apenas colocados uns sobre os outros.Sumidouros O sumidouro é um poço sem laje de fundo que permite a infiltração (penetração) do efluente da fossa séptica no solo. As juntas verticais devem ter espaçamentos(no caso de tijolo maciço. A construção de um sumidouro começa pela escavação do buraco. de um tijolo). para simplificar a construção.

melhorar o contato entre os constituintes do despejo afluente e os sólidos biológicos contidos no reator. sentido de fluxo e materiais de enchimento. As finalidades do material de enchimento são: permitir o acúmulo de grande quantidade de biomassa. com o conseqüente aumento do tempo de retenção celular. atuar como uma barreira física. devido ao custo da classificação granulométrica. O material mais utilizado para enchimento de filtros anaeróbios no Brasil é a pedra britada Nº 4. resistem bem às variações de vazão afluente. apresentam as vantagens dos reatores anaeróbios com fluxo através do lodo ativo.Filtros anaeróbios são reatores biológicos com fluxo através do lodo aderido e retido em um leito fixo de material inerte. perdem pouco dos sólidos biológicos. e têm construção e operação muito simples. permitem várias opções de forma. Portanto. evitando que os sólidos sejam carreados para fora do sistema de tratamento. que é um material muito pesado e relativamente caro. e ajudar a promover a uniformização do escoamento no reator. As principais limitações dos filtros anaeróbios decorrem do risco de obstrução do leito (entupimento ou colmatação dos interstícios) e do volume relativamente grande devido ao espaço ocupado pelo material inerte de enchimento. . inclusive na remoção da matéria orgânica dissolvida. Ademais: podem ser utilizados para esgotos concentrados ou diluídos.

Os filtros anaeróbios mais usuais têm fluxo ascendente ou descendente. incluindo o sentido do fluxo e a facilidade de remoção do lodo em excesso. que é responsável pela maior parcela dos custos e pelo volume. são os aspectos que merecem maior atenção. Nos filtros de fluxo ascendente o leito é necessariamente submerso (afogado). com algumas facilidades operacionais. e o aperfeiçoamento de detalhes construtivos. Atualmente há entendimento entre vários autores de que. os filtros com fluxo descendente afogado assemelham-se funcionalmente aos de fluxo ascendente. a estabilização da matéria orgânica deve-se principalmente aos sólidos acumulados nos interstícios do material de enchimento. independentemente do sentido do fluxo. em filtros anaeróbios com leito submerso (afogado). Os de fluxo descendente podem trabalhar afogados ou não. Filtros anaeróbios constituem uma tecnologia ainda em franco desenvolvimento. . A busca de alternativas para o material de enchimento. Aparentemente.

Recomenda-se o descarte da água das primeiras chuvas. veículos. devido à concentração de poluentes tóxicos dispersos na atmosfera (ou melhor. devido ao risco de contaminação da água coletada. da . Após descarte dos sólidos indesejáveis e desvio da água das primeiras chuvas (com presença de impurezas provenientes da lavagem da atmosfera e das áreas de captação). a água coletada nos telhados é armazenada em uma cisterna. Esta água é destinada ao abastecimento de pontos voltados a atividades não potáveis. Esses pontos são os seguintes: descarga do vaso sanitário. tanque. dispositivos de desvio de água das primeiras chuvas e reservatórios (inferior e superior). gravetos e detritos). sendo posteriormente bombeada para um reservatório superior. e outros usos não potáveis).SISTEMA DE COLETA DE AGUAS PLUVIAIS O sistema de aproveitamento de águas pluviais desenvolvido para o projeto da Casa Eficiente consiste na área de contribuição (ou captação). calhas e coletores (verticais e horizontais). dispositivos de descarte de sólidos (como folhas. máquina de lavar roupa e torneira externa (para irrigação da horta. lavagem de pisos.

como folhas e gravetos. localizado sobre a cozinha. foi instalada uma bomba dosadora de cloro. a função da bomba dosadora é realizar a desinfecção desta água. A motobomba é controlada por um sistema de bóias magnéticas localizadas na cisterna e no reservatório superior de água pluvial. Uma vez que há contato manual com a água pluvial que será utilizada para lavagem de roupas. Os condutores são em alumínio anodizado branco e antes da entrada da cisterna há um dispositivo. além da poeira e da fuligem acumulada nas superfícies de coberturas e calhas. O descarte de água das primeiras chuvas pode ser feito com o auxílio de dispositivos automáticos. . desenvolvidos especialmente para esta finalidade. Junto ao reservatório superior. O dispositivo de descarte de sólidos e a motobomba ficam em abrigo localizado sobre a cisterna. Para a Casa Eficiente. podendo ser facilmente acessados para realização de eventuais vistorias ou manutenções. A água da cisterna é bombeada para o reservatório superior de água pluvial. os pesquisadores do LMBEE executaram dispositivos simples e eficazes utilizando materiais de baixo custo e facilmente encontrados no mercado. em aço inox.troposfera) de áreas urbanas como o Dióxido de enxofre (SO2) e o Óxido de Nitrogênio (NO). próprio para a separação e descarte de sólidos.

os seguintes critérios: custos totais de implantação. . disponibilidade hídrica (regime pluviométrico) e confiabilidade requerida para o sistema.Um dos componentes mais importantes de um sistema de aproveitamento de água de chuva é o reservatório. entre outros. que deve ser dimensionado. demanda de água. tendo como base. este é automaticamente alimentado pelo sistema de abastecimento de água potável. No caso da ocorrência de um volume de precipitação superior à capacidade de armazenamento do reservatório. Caso não haja água de chuva suficiente na cisterna para suprir o reservatório superior de água pluvial. Ressalta-se que a distribuição temporal anual das chuvas é uma importante variável a ser considerada no dimensionamento do reservatório. a água excedente escoa pelo extravasor da cisterna para a rede pública de esgoto pluvial. para evitar quaisquer riscos de contaminação da água potável da rede durante a realimentação do reservatório de água pluvial: uso de válvula solenóide. válvula de retenção e disposição criteriosa das entradas e saídas de água de ambos os reservatórios. Convém salientar que foram adotadas medidas de segurança.