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Âmbito: Economia, Negócios e.

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cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 1 de 6 TEMA DE CAPA | PERFIL DO DOCENTE

TEMA DE CAPA | PERFIL DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO

Homens continuam a representar a maioria, mas essa tendência tem-se vindo a inverter.
Homens continuam a representar
a maioria, mas essa tendência
tem-se vindo a inverter.

Professores doutorados nas universidades

Nos últimos dez anos, o perfil do docente universitário mudou, revela o estudo do GPEARI.

PEDRO QUEDAS

pedro.quedas@economico.pt

Portugal tem investido cada vez mais na qualificação do seu corpo docente uni- versitário, o que levou a que o número de professores doutorados no ensino su- perior crescesse 50%, entre 2001 e 2008. Esta é uma das principais conclu- sões retiradas do relatório “Docentes do Ensino Superior (2001 a 2008)”, reali- zado pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Inter- nacionais (GPEARI). “Houve um esforço muito grande por parte do Estado e das universidades para qualificar o pessoal docente. A Fundação para a Ciência e Tecnologia investiu muitíssimo em doutoramentos no estrangeiro e no país”, afirma Nuno Crato. O professor universitário e pre- sidente da Sociedade Portuguesa de Matemática salienta que “cada vez mais a qualificação do corpo docente é

que “cada vez mais a qualificação do corpo docente é “Cada vez mais a qualificação do

“Cada vez mais a qualificação do corpo docente é um aspecto central na avaliação das universidades”, diz Nuno Crato.

um aspecto central na avaliação das universidades”. Para Rodrigo Martins, professor cate- drático da Faculdade de Ciências e Tec- nologias da Universidade Nova de Lis- boa (FCT-UNL) este aumento traduz-se não só “numa melhor avaliação das es- colas mas, acima de tudo, na possibili- dade de se explorar, no limite, as com- petências inerentes das mesmas esco- las. Isto é, a atractividade destas não será tanto pelo nome dos cursos que ministram, mas sim pelas competências científicas demonstradas pelo seu corpo docente”. Os professores universitários com dou- toramentos representam 40% do total dos docentes, alterando significativa- mente o panorama universitário, que em 2001 contava com uma maioria (39%) de professores com um grau aca-

démico que se ficava pela licenciatura. Esta aposta na qualificação pode ser vista com uma evolução essencialmente positiva, mas pode trazer consigo toda uma série de novos problemas. “Vamos ver o que vai sair agora dessa discussão da carreira docente. É preciso aprovei- tar melhor os jovens doutorados, que hoje não encontram uma colocação fácil no ensino superior”, avisa Roberto Car- neiro. O ex-ministro da Educação acrescenta que “há um excesso de dou- torados em algumas faculdades, como em Lisboa e no Porto, e é preciso distri- buir melhor pelo país e pelas universi- dades do interior e pelos politécnicos do interior essa mão-de-obra altamente qualificada”. De facto, uma análise dos dados reco- lhidos pelo GPEARI mostra que se en- contram grandes assimetrias na distri-

ID: 29502009 30-03-2010 | Universidades Tiragem: 24843 Pág: III País: Portugal Cores: Cor Period.:

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Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 2 de 6

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 2 de 6 Paulo Figueiredo aumentaram 50% buição dos docentes

Paulo Figueiredo

Economia, Negócios e. Corte: 2 de 6 Paulo Figueiredo aumentaram 50% buição dos docentes pelos vários

aumentaram 50%

buição dos docentes pelos vários sub- sistemas de ensino superior: 70% (24.728) dos professores estão coloca- dos em instituições de ensino superior público, dos quais 41% (14.466) perten- cem ao ensino universitário e 29% (10.262) ao ensino politécnico, em rela- ção ao total dos docentes. Assim, ape- nas 30% (10.652) se encontram em ins- tituições de ensino superior privado. Homem português de 44 anos, doutora- do, a ensinar no ensino universitário público. Uma leitura superficial do es- tudo poderia levar-nos a traçar assim o perfil geral do docente universitário ac- tual, mas tal seria extremamente redu- tor. Mais do que qualquer facto concreto representado numa evolução estatísti- ca, este estudo ajuda-nos a compreen- der como o mundo universitário é uma realidade em constante mutação.

DOUTORADOS

O número de professores doutorados subiu de 9.465, em 2001, para 14.205, em 2008, um aumento de cerca de 50%.

50%

PÚBLICO

24.728 dos 35.380 docentes universitários (70%) a trabalhar em Portugal concentram- se no ensino superior público.

70%

Maioria de alunas ensinada por minoria de professoras

Engenharia é a área que conta com menos docentes femininas.

PEDRO QUEDAS

pedro.quedas@economico.pt

Quando olhamos para o panorama geral dos alunos que frequentam o ensino su- perior, verifica-se uma maioria de estu- dantes do sexo feminino, uma realidade que não se traduz no corpo docente. “Apesar de existirem neste momento mais pessoas com formação feminina do sexo feminino, não existe uma tradução directa deste facto na maioria das esco- las do Ensino superior, não só como do- centes, como também a exercerem car- gos de gestão académica e científica”, aponta Elvira Fortunato, cientista e professora associada da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL). Segundo os dados do estudo do Gabi- nete de Planeamento, Estratégia, Ava- liação e Relações Internacionais (GPEARI), a percentagem de mulheres na carreira docente universitária, em

2008, era de apenas 43%, um número que representa, ainda assim, uma me- lhoria em relação aos 41% que se verifi- cavam em 2001. Para Elvira Fortunato, importa notar que, apesar do estado actual não ser perfeito, começam já a notar-se algu- mas excepções. “Dos três centros clas- sificados como excelente na minha fa- culdade, são todos dirigidos por mulhe- res e nos órgãos de direcção, 50% dos subdirectores são mulheres. Em termos de departamentos, dos 14 existentes, só cinco (35%) são dirigidos por mulheres

e menos de 20% dos professores cate-

dráticos são mulheres”, revela a docen-

te da FCT-UNL.

É, aliás, nos lugares de maior relevo que se notam as maiores assimetrias. Enquanto que 44% de mulheres ocu- pavam o cargo de professora auxiliar no ensino universitário público, em 2008, apenas 22% tinham conseguido atingir o estatuto de professora cate- drática. No ensino privado, este núme- ro fica-se pelos 16%. “Que eu saiba, não há nenhuma política nem nenhuma restrição em nenhuma universidade relativa ao sexo dos do- centes. Um maior equilíbrio será pro- gressivo e resultado do mesmo equilí- brio na sociedade em geral”, desdrama-

tiza Nuno Crato, professor universitário

e presidente da Sociedade Portuguesa

de Matemática, lembrando que estas di- ferenças ainda se fazem sentir acima de tudo nas áreas científicas. “Infelizmen- te, ainda hoje as mulheres são menos atraídas por estudos técnicos que os ho-

mens. É um problema de cultura e de educação. Mas a tendência está a inver- ter-se, sobretudo em Biologia”, aponta. De facto, quando comparamos a divisão entre docentes masculinos e femini- nos, por áreas de educação, a diferença acaba por não ser muita, chegando mesmo a verificar-se uma maioria de mulheres em áreas como Educação. Mas quando chegamos às Engenharias, verificamos uma esmagadora maioria (74%) de homens. Como um dos principais nomes do estu- do da Engenharia em Portugal, Elvira Fortunato é um exemplo da excepção que poderá inspirar uma nova regra. “A inversão passará pela inevitável ascen- são das mulheres a posições de profes- sor catedrático e associado em áreas de engenharia, que consigo arrastem a qualidade de bem fazer e bem ensinar, que já existem, para além da sua ascen- são industrial a postos de chefia nestas áreas. Deste modo quebra-se o tabu que se tem de que a engenharia não está vo- cacionada para a mulher, usando-se para o efeito os mais inverosímeis argu- mentos”, critica a cientista.

inverosímeis argu- mentos”, critica a cientista. ■ “ A inversão passará pela inevitável ascensão das

A inversão passará pela inevitável ascensão das mulheres a posições de professor catedrático e associado em áreas de engenharia”, defende Elvira Fortunato.

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Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 3 de 6

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 3 de 6 PERFIL DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO mais “Formam-se década

PERFIL DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO

mais “Formam-se década doutores nos anos hoje do 70 que num e 80” numa ano

Alberto essencial Amaral, o aumento presidente de professores da agência com de doutoramento. avaliação das universidades, considera

PEDRO QUEDAS

pedro.quedas@economico.pt

Alberto Amaral explica as razões por trás do aumento de professores doutorados, nos últimos anos, e o impacto que este tem na avaliação das universidades. O presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior analisa também as assimetrias na contratação de homens e mulheres para cargos na car- reira docente universitária.

Como explica o aumento de 50% em pro-

fessores doutorados, entre 2001 e 2008?

A subida do número de professores com

doutoramento fica a dever-se, em gran- de parte, à política de desenvolvimento da investigação científica promovida pelo professor Mariano Gago quando Mi-

nistro de Ciência e da Tecnologia no go- verno do engenheiro Guterres. Formam-

se hoje, num ano, mais doutores do que

numa década nos anos 70 e 80. [Entre 1980 e 1989, formaram-se 1.247 douto- res, um número inferior aos 1.265 que se formaram só em 2007]

Que impacto vai ter este aumento, tanto na carreira docente como no financia- mento das universidades? Haverá certamente uma influência direc-

ta e positiva nas carreiras dos docentes, uma vez que o doutoramento é condição

necessária para a progressão na carreira. Isto vai também acarretar um aumento

de encargos para as instituições, em par-

ticular para aquelas que, ainda hoje, têm valores modestos de docentes doutora- dos. Terá muito menos influência em áreas como as Ciências, as Engenharias ou a Medicina, em que a percentagem de docentes de carreira doutorados já é ele- vada. Porém, não é possível ter um ensino superior de qualidade sem pessoal do- cente altamente qualificado.

Que importância poderá este maior grau académico dos professores ter na avalia- ção das universidades?

A legislação vigente impõe uma percen-

tagem de docentes doutorados para a lec- cionação de cursos no ensino superior. Veja-se, por exemplo, o determinado nos artigos 6.º, 16.º e 29º do Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março, alterado pelo Decreto-Lei 107/2008, de 25 de Junho, quanto às condições para leccionação de licenciaturas, mestrados e doutoramen- tos. Portanto, a qualificação do corpo do- cente terá influência directa nos proces- sos de acreditação.

Voltando ao estudo, tem-se notado algu- ma abertura significativa à entrada de mulheres docentes? Sim, tem-se verificado uma diminuição

progressiva do número de docentes do género masculino e um aumento do nú- mero de docentes do género feminino. Em 2001, de um total de 35.740 docentes, 21. 169 eram homens e 14.571 eram mu- lheres. Em 2008, de um total de 35.380 docentes, 20.016 eram homens e 15.364 eram mulheres.

Os cursos de Engenharias continuam a mostrar uma grande supremacia de ho- mens como professores. Vê alguma forma

de se inverter esta tendência? Embora na totalidade do sistema de ensi- no superior haja um número de alunas substancialmente superior ao número de alunos (55,9%, em 1998/99, e 54,0%, em 2006/07), essa relação não se verifica nos cursos de Engenharia onde a relação

é a oposta (25% de alunas). O contrário se passa em áreas como a saúde e a for- mação de professores que são esmagado-

a saúde e a for- mação de professores que são esmagado- Haverá “um aumento de encargos

Haverá “um aumento de encargos para as instituições, em particular para aquelas que, ainda hoje, têm valores modestos de docentes doutorados”, diz Alberto Amaral.

ramente femininas (77% e 84% de alu- nas, respectivamente). Isto significa que o aumento de docentes do género femi- nino nas Engenharias será necessaria- mente bastante lento. Este tema foi in- vestigado por Linda Gottfredson, que sa- lientou a relação que existe na escolha de cursos pelos alunos e a reputação ligada a uma profissão e o seu nível de feminili- dade/masculinidade. Por exemplo, a En- fermagem é uma profissão vista como marcadamente feminina e a Engenharia como marcadamente masculina.

É verdade que se nota uma maior con-

centração de professores na área das Ciências Sociais e Humanidades? Não. De facto, no sector privado, onde predominam os cursos de Ciências So- ciais e Humanidades, há muito mais alu- nos nestas áreas e, consequentemente, um maior número de docentes. Já no caso do sector público, o número de docentes em Ciências e Engenharias (9535) é maior do que o número de docentes em Ciências Sociais e Humanidades (7785), em parte porque o número de alunos por docente é menor nas primeiras áreas do que nas se- gundas e por haver um número conside- rável de alunos do primeiro tipo.

O estudo mostra um envelhecimento

geral dos docentes, especialmente do

sexo masculino. Como se explica esta

evolução?

Com a relativa estabilização do número de alunos e uma situação económica mais complicada, diminuiu o ritmo de crescimento do corpo docente, que foi progressivamente envelhecendo. Em 1974, Portugal tinha uma taxa de partici- pação bruta no ensino superior de cerca de 6% a 7%, a qual aumentou para cerca de 50%, em meados dos anos 90. A partir daqui, o ritmo de crescimento do sistema foi muito menor e mesmo negativo em alguns anos.

A grande maioria dos docentes concen-

tra-se no ensino superior público. Como comenta esta realidade? Este fenómeno tem duas explicações: por um lado, mais de dois terços dos alunos estão no sector público (o que exige mais docentes) e, por outro lado, a relação en- tre número de alunos/número de do- centes é mais baixa no sector público. Além disso, o pessoal docente das uni- versidades privadas é, em geral, menos qualificado do que o das universidades públicas, consequência de um desenvol- vimento demasiado rápido do sector privado no período de expansão mais rápida do sistema.

de um desenvol- vimento demasiado rápido do sector privado no período de expansão mais rápida do
de um desenvol- vimento demasiado rápido do sector privado no período de expansão mais rápida do
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Área: 27,62 x 35,02 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 4 de 6

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 4 de 6 Infografia: Marta Carvalho | marta.carvalho@economico.pt
cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 4 de 6 Infografia: Marta Carvalho | marta.carvalho@economico.pt

Infografia: Marta Carvalho | marta.carvalho@economico.pt

Universidades mais fechadas à entrada de professores novos

Os docentes universitários estão, em média, mais velhos.

PEDRO QUEDAS

pedro.quedas@economico.pt

A classe dos professores universitários está

envelhecida. Com a estabilização do nú- mero de alunos e os sinais negativos da cri- se financeira, as universidades têm-se mostrado cada vezmenos abertas à contra-

tação de novos professores, o que leva a que

a média de idades dos docentes tenha subi-

do de 41 para 44 ,entre 2001 e 2008. Como se explica esta evolução? “Infeliz- mente, de há algum tempo para cá que a

entrada na profissão de docente universitá- ria tem diminuído”, lamenta Nuno Crato, professor universitário e presidente da So- ciedade Portuguesa de Matemática. “Isso acontece, sobretudo, por as universidades sofrerem com a demografia, que tem dita- do um menor número de jovens estudantes

e, consequentemente, alguma retracção

das universidades”.

A média de idades dos professores universitários subiu de 41 para 44 anos.

Quanto comparamos os grupos etários analisados no estudo do GPEARI podemos compreender ainda melhor esta evolução. Os professores com menos de 30 anos pas- saram de 4.579, em 2001, para 2.460, em 2008, enquanto que no grupo dos 30 aos 39 anos se notou uma quebra de 12.577 para

10.567. Por outro lado, os docentes dos 40 aos 49 anos cresceram de 10. 404 para 11. 958, e as universidades portuguesas passa- ram a ter 7.599 professores dos 50 aos 59 anos, comparado com os 5.942 que tinham em 2001. No panorama universitário de 2001, 48% dos lugares da carreira docente eram ocupados por professores com menos de 40 anos. Passados oito anos, essa per- centagem desceu para 37%. “Com a relativa estabilização do número de alunos e uma situação económica mais complicada, diminuiu o ritmo de cresci- mento do corpo docente, que foi progressi- vamente envelhecendo”, explica Alberto Amaral, presidente da Agência de Avaliação

e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).

“Em 1974, Portugal tinha uma taxa de parti- cipação bruta no ensino superior de cerca de 6% a 7%, a qual aumentou para cerca de 50%, emmeados dos anos 90. A partir daqui

o ritmo de crescimento do sistema foi muito menor e mesmo negativo em alguns anos”.

Assim, o mundo universitário vê-se perante

odesafiodemanterocrescimentonummer-

cado que já se começa amostrar sobrelotado. Para Nuno Crato, a tendência só se poderia inverter “se houvesse mais sucesso real no ensino básico e secundário e, com isso, ape- sar de haver menos jovens em idade escolar, passasse a haver mais estudantes universitá- rios”. O professor universitário lembra, no entanto, que, “infelizmente, não é isso que acontece. A diminuição de estudantes é um problema real para as universidades, que têm muita dificuldade em renovar o seu corpo docentetrazendosanguenovo”.

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Âmbito: Economia, Negócios e.

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cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 5 de 6 As universidades portuguesas têm apostado na
As universidades portuguesas têm apostado na qualificação dos seus professores, o que se traduz num
As universidades portuguesas têm apostado
na qualificação dos seus professores,
o que se traduz num grande aumento
dos doutorados na carreira docente.
Marcelo Del Pozo / Reuters

Portugal tem mais 50% de professores doutorados

O número de professores doutorados nas universidades portuguesas cresceu 50%, entre 2001 e 2008. Os docentes estão, em média, mais velhos e as mulheres continuam em minoria, sobretudo nas áreas cientificas. Em contrapartida, dominam em sectores como a Saúde e a Educação. P. II a V.

ID: 29502009 30-03-2010 | Universidades Tiragem: 24843 Pág: 1(principal) País: Portugal Cores: Cor

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Âmbito: Economia, Negócios e.

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Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 6 de 6 50% Universidades Portugal tem mais de professores doutorados.

Universidades Portugal tem mais

de professores doutorados.

Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 6 de 6 50% Universidades Portugal tem mais de professores doutorados.