UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS

MARIA TERESA TARGINO MACEDO SILVEIRA DANIEL PABLO DANTAS DIÓGENES

ANÁLISE DE DESEMPENHO TÉRMICO DE UM DESTILADOR SOLAR DE BAIXO CUSTO NO TRATAMENTO DE ÁGUA SALOBRA

MOSSORÓ – RN 2013

MARIA TERESA TARGINO MACEDO SILVEIRA DANIEL PABLO DANTAS DIÓGENES

ANÁLISE DE DESEMPENHO TÉRMICO DE UM DESTILADOR SOLAR DE BAIXO CUSTO NO TRATAMENTO DE ÁGUA SALOBRA

Pré-projeto apresentado a Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas como requisito avaliativo na disciplina de Fontes Alternativas de Energia. Orientadora: Prof.ª Dra. Fabiana Karla de Oliveira Martins Varella - UFERSA.

MOSSORÓ – RN 2013

tendo o seu funcionamento dado pela condensação da água salobra. um isolante térmico como o isopor para evitar a dissipação de calor. que se desloca através de um cano de PVC e é recolhido em um reservatório feito de garrafão de água reciclado.RESUMO O presente trabalho apresenta a construção e análise térmica de um sistema de destilação solar de água salobra de baixo custo. sendo que para cada 5L de água salobra é produzido 1L de água limpa. O sistema desenvolvido é prático e economicamente acessível. O Sistema é composto por: uma lona transparente. Foi possível se perceber um bom grau de conversão de água salobra em destilada. tendo sua aplicação na cidade de Mossoró/RN. que constitui o meio pelo qual a água evaporada será encaminha para o reservatório subterrâneo. Destilação Solar. Baixo Custo. uma lona preta que aumenta a condução do calor. Palavras-Chave: Análise Térmica. bem como seu desempenho no tratamento de água salobra. . para sua Potabilização e posterior possibilidade de consumo humano. estacas de madeira para fixação e apoio da lona e canaletas formadas a partir de areia para delimitar as áreas onde circularão a água salobra e a destilada.

and its operation given by the condensation of brackish water which moves through a PVC pipe and is collected in a reservoir bottle made of recycled water. Keywords: Thermal Analysis. The system developed is practical and affordable. a thermal insulator such as polystyrene to prevent heat dissipation. The system comprises: a transparent bag. and their application in the town of Mossoró/RN. . which is the means by which water is evaporated forwards them to the underground reservoir. a black plastic which increases the conduction of heat. Solar Distillation. cuttings timber for fixation and support of the canvas and channels formed from sand to delimit the areas where circulate brackish water and distilled water.ABSTRACT This paper presents the thermal analysis and construction of a solar distillation system brackish low cost. as well as their performance in the treatment of brackish water for your Potabilization and subsequent possibility of human consumption. It was possible to realize a good degree of conversion of brackish water. Low Cost. distilled and for each 5L brackish water is produced 1L of pure water.

........................................05 Tabela 2 – Medida do nível de radiação para diferentes horas do dia..........................................16 Tabela 3 – Valores de temperatura da água para diferentes horas..................................17 Tabela 4 – Comparativo entre o tempo de produção para o destilador totalmente fechado....LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Levantamento de custos de materiais...........................................19 ................................................19 Tabela 5 – Analise da eficiência do destilador solar............

. 09 Figura 8 – Preenchimento de areia nas regiões limitadas pelas placas de PVC............................................................................................... 13 Figura 15 – Deposição da água ao destilador (aproximada) ....... 09 Figura 7 .................................................................................................... 14 Figura 17 – Deposição da água ao destilador (vista superior) .................................................. 12 Figura 12 – Montagem do flange ao balde ............................................................................................ 13 Figura 14 – Conexão do reservatório com o destilador (esquerda) .....17 Figura 21 – Temperatura da água às 12:30 ............. 12 Figura 13 – Conexão do reservatório com o destilador (direita) .....................17 Figura 22 – Temperatura da água às 13:30 ................................................................................... 11 Figura 11 – Implantação da lona transparente em toda a área do destilador ....................................................................... 14 Figura 16 – Deposição da água ao destilador .......................LISTA DE FIGURAS Figura 1 ................ 08 Figura 5 – Construção dos morros de areia utilizando placas de PVC como apoio.............................................................................................................................18 ............................................. 03 Figura 2 – Materiais utilizados para o destilador .................................................Diferença entre as alturas dos morros.......... 07 Figura 4 – Demarcação de terreno e estrutura de madeira .... 15 Figura 19 – Destilador completo (perspectiva 2) ...... 14 Figura 18 – Destilador completo (perspectiva 1) .................................................................................................................................................................................. 10 Figura 10 – Implantação da lona preta em toda a área do destilador ............................... 15 Figura 20 – Temperatura da água às 11:30 ........... 06 Figura 3 – Medidas de marcação no terreno ......................Insolação diária (horas) ....................... 08 Figura 6 – Fixação das demais placas de PVC ....................................................................................................................................... 10 Figura 9 – Implantação do isolamento térmico (folhas de isopor) ..........................................................................

....................... 2 A ENERGIA SOLAR E SUA MATRIZ ENERGÉTICA ...........2................ 4... 5 4.........1...................... MATERIAIS E MÉTODOS ..................................................... 2 2..................................SUMÁRIO 1............. INTRODUÇÃO ...................................................................... JUSTIFICATIVA ......................................... 2 OBJETIVOS GERAIS ......................................................... 20 REFERÊNCIAS ....................................... 4 MATERIAIS ..............................2. RESULTADOS E DISCUSSÕES .................. 2.................... 21 ...............................................2....................................................................................... 5 LEVANTAMENTO DE CUSTOS ...... 5 2............... 3............................................................ 3..................................................... 4 LOCALIDADE DE APLICAÇÃO ................................................................................................................................................................................1................................3........................................................2....................................................... 2 METODOLOGIA ................................................................. OBJETIVOS ....... 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................ 3..... 5.............1.........................1........................... 1...................... 3 DESTILAÇÃO SOLAR .............. 3 3.................................................................................. 1 1................................ 16 CONCLUSÃO .... REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................................................................................. 6.. 4..........................

a água salobra. o desenvolvimento de algumas atividades agrícolas bem como o utilização para consumo humano dependem diretamente da solução do problema da água.1 1. onde há uma boa potencialidade ao aproveitamento da fonte energética solar. INTRODUÇÃO A água potável é um bem necessário cada vez mais escasso. Neste contexto. o que garante um melhor desempenho do sistema. associado ao baixo regime de chuvas.3% apresenta níveis básicos de padrão de consumo saudável e pode ser utilizada para o consumo humano. de clima semiárido. Em regiões remotas. para o consumo humano e animal. devido a sua praticidade e bom desempenho. É cada vez mais evidente o surgimento de métodos de tratamento à água nestas localidades. A utilização da energia proveniente do sol se destaca neste contexto devido a ser economicamente acessível e não representa significantes danos ao meio ambiente. apenas 0. Na atualidade. se buscam métodos alternativos. A dessalinização solar da água é um dos processos que mais tem se mostrado como boa alternativa de tratamento de água salobra no meio rural. o consumo de água vem crescendo rapidamente com a demanda energética e com o avançado crescimento industrial. a radiação solar. como a energia térmica e/ou solar. o presente trabalho tem por objetivo construir e analisar o desempenho térmico de um dessalinizador solar no tratamento de uma água inicialmente salobra. pois de possibilita a extração de resíduos desta água por meio de um processor de evaporação e condensação da água. em que estes buscam possibilidades de suprimento em áreas cada vez mais atingidas por intempéries climáticas e ausência de chuvas. Essa forma de aproveitamento da energia solar tem ganhado destaque nestas regiões pois permite o aproveitamento de um recurso altamente abundante na região. com utilização em uma região de alta radiação solar (Mossoró-RN) de clima semiárido. como em zonas rurais ou em áreas afastadas de reservatórios de água doce. . Em muitos aquíferos de água encontrados principalmente no nordeste brasileiro. que possibilitem a extração deste teor de sal de forma que se possa utilizá-la em regiões como Mossoró. Dentre um montante de 3% de água doce. Devido a estes fatores determinantes. há a presença de água com alta concentração de sais.

1. O trabalho apresentado visa avaliar a aplicação do sistema de dessalinização solar em Mossoró como forma de contribuição à estudos e desenvolvimento de novos sistemas de aproveitamento da energia solar.2. Desenvolver um sistema simples. OBJETIVOS Os objetivos a seguir apresentados serão divididos em Gerais e Específicos. 1. . Verificar o comportamento e desempenho do sistema no aproveitamento da Energia Solar. pois tem a função de compreender os aspectos de um determinado processo como possibilidade à resolução de um problema. 2. de montagem prática. de modo que se obtenha resultados da sua eficiência. foi desenvolvido um sistema de dessalinização solar de água. O desenvolvimento do estudo se deu a partir do levantamento de hipóteses em torno de um problema. OBJETIVOS GERAIS Realizar uma análise do desempenho térmico de um determinado sistema de dessalinização solar. 2. e da necessidade de estudos mais aprofundados relativos ao tratamento da água na região do semiárido.2 1. A partir disto. 2. e possibilidades de resolução do mesmo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Analisar. houve a coleta de dados para que se pudesse chegar a avaliação final que possibilitaria produzir resultados e compreendê-los.1.2. aplicado na cidade de Mossoró-RN. JUSTIFICATIVA Mediante as características ambientais da região de análise. e através de diversos experimentos. avaliar e compreender o processo de produção de desenvolvimento de um sistema de dessalinização solar. com fácil aplicabilidade em regiões do semiárido e com materiais de baixo custo. se analisando diversos fatores associados a este. METODOLOGIA O trabalho exposto trata-se de um estudo e pesquisa de características avaliativas de sistemas.

Recife: Editora Universitária da UFPE. em regiões de extrema escassez e demanda por água. 2000 (adaptado) .Insolação diária (horas).1. 3. relacionando este fato com a potencialidade de utilização deste recurso energético na região do Semiárido. a energia solar se destaca por ser abundante e não representa grandes agressões ao meio ambiente. bem como sua potencialidade: Figura 1 . A figura abaixo mostra a disponibilidade do recurso no Brasil. A ENERGIA SOLAR E SUA MATRIZ ENERGÉTICA A crescente demanda energética mundial e a crescente preocupação ambiental. Fonte: ATLAS Solarímétrico do Brasil. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA O presente capítulo visa analisar características da Energia Solar e como esta pode fornecer benefícios na criação e desenvolvimento de sistemas que possibilitam o tratamento da água.3 3. Partindo deste pressuposto. aliada a necessidade de buscar novas fontes alternativas e renováveis tem levado a uma ascensão nas pesquisas e utilização de novos sistemas e métodos de aproveitamento de recursos naturais.

e devido ao fato da disponibilidade de água de qualidade ser insatisfatória ocasionada pelo alto grau de salinidade. Há também utilizações passivas na iluminação e aquecimento natural de ambientes.4 O sol é uma fonte energética que fornece à terra todos os requisitos básicos à existência de vida. Com bons níveis de radiação solar. dispensando a utilização de energia elétrica ou queima de combustíveis poluentes. além de sistemas fotovoltaicos de geração de energia elétrica. devido aos altos custos das fontes convencionais.3. Em casos menos expressivos também se utiliza a energia solar para em turbinas à vapor utilizadas para gerar energia elétrica a partir de um movimento mecânico de turbinas. renovável e seu aproveitamento não traz significantes danos ao meio ambiente. através da utilização de uma fonte de alto potencial no Brasil: A energia solar. 3. DESTILAÇÃO SOLAR De acordo com BEZERRA (2001 p. Dentre os mais comuns tipos de aproveitamento da energia solar se tem aproveitamento térmico para o aquecimento solar de água (com aplicações industriais e residenciais). o processo de dessalinização solar pode representar uma solução no tratamento básico desta água. LOCALIDADE DE APLICAÇÃO O desenvolvimento do sistema foi realizado na cidade de Mossoró-RN que se encontra na região do Semiárido nordestino. conectados ou não à rede elétrica. Segundo a ANEEL (2005). Partindo deste pressuposto. Estas características tem levado a estudos e desenvolvimento de sistemas cada vez mais refinados que permitem a utilização variada da radiação solar e seus benefícios térmicos. .2. 3. Este recurso é inesgotável. dentre os mais variados processos de aproveitamento da energia solar. os que mais são utilizados atualmente no Brasil são o aquecimento de água e a geração fotovoltaica de energia elétrica. a localidade pode se destacar como um local em potencial ao aproveitamento deste tipo de fonte energética. secagem de grão e frutos. 131) o processo de destilação solar da água vem se mostrando bastante promissora nas áreas distantes dos grandes centro urbanos.

MATERIAIS Para o desenvolvimento do dessalinizador foram utilizados os seguintes materiais:              Lona preta de PVC 0.1.00 PREÇO (R$) 22. Dois joelhos de 25mm. Um registro de passagem. Pregos.5m cada.2. 4.4mm de 3x3m. Fita adesiva. Lona transparente de 200 micras de 4x4m. O capítulo apresentará todas as etapas de realização do procedimento realizado. Um flange de 25mm para caixa d’água. 4. MATERIAIS E MÉTODOS Sabendo que a região do semiárido apresenta uma grande potencialidade na utilização da energia solar. Três estacas de madeira de 1m de comprimento.00 . bem como a descrição da utilização dos materiais para a construção do dessalinizador solar. Dois canos de PVC de 25mm. Um recipiente plástico com 5L de volume. com o objetivo de verificar sua aplicabilidade e funcionalidade nesta região. o desenvolvimento de um sistema de dessalinização solar de baixo custo foi desenvolvido. LEVANTAMENTO DE CUSTOS A tabela 1 traz a estimativa de gastos na construção do Sistema de Dessalinização Solar de Baixo Custo: DESCRIÇÃO Lona preta de PVC QUANTIDADE 1 CUSTO UNITÁRIO (R$) 22. Um tubo de cola de PVC. Um balde com 10L de volume. Duas folhas de isopor de 0.5 4.

56 m².00 5.00 1.00 2.00 5.00 6.00 112.20 Tabela 1 – Levantamento de custos de materiais. . o que corresponde à uma área de 2.00 3.00 6. Fonte: Autoria própria.00 5. Fonte: Autoria própria.00 2.00 2. A figura abaixo mostra os principais materiais utilizados: Figura 2 – Materiais utilizados para o destilador. O sistema possui um local de depósito da água salobra.00 1.00 5.00 2.00 2.00 5.00 5. O dessalinizador possui 1.6 Lona transparente de 200 micras Estacas de madeira Folha de Isopor Canos de PVC Joelhos de 25mm Registro de passagem Cola de PVC Pregos Fita adesiva Balde Recipiente plástico CUSTO TOTAL: 1 22. o dessalinizador solar e um reservatório de deposição da água dessalinizada.6 m de comprimento e de largura.20 4.00 22.20 6.00 3 2 2 2 1 1 15 1 1 1 2.00 1.

A figura 4 mostra o terreno com a marcação e a madeira já fixada nos seus respectivos lugares . arma-se uma estrutura de madeira que é recoberta com uma lona plástica transparente também resistente a radiação solar.20mx1. gerando um outro canal. em torno desta região. como mostra a figura acima. neste local será estruturado um local para a deposição da água salobra. Em seguida. constrói-se uma calha de 1.40x1. que permitirá a entrada da radiação solar no sistema. após a fixação dos mesmos os buracos escavados foram fechados e reforçados de modo a deixar a madeira perfeitamente ajustada e imóvel.60x1. A figura 3 mostra os valores que devem ser marcados no terreno: Figura 3 – Medidas a serem marcadas no terreno. Fonte: autoria própria. Em seguida coloca-se uma camada de isolante térmico (Isopor) no fundo da região de 1x1m. As estacas de madeira possuem 0.05m.07mx0. onde haverá a deposição da água dessalinizada.0m de altura e para que sua fixação fosse satisfatória para aguentar o peso da lona transparente foi enterrada uma parcela de 20cm para ambos os apoios. A madeira possuía 1.40m e 1.20m onde se utiliza a própria terra de forma criar um canal (0. Além da marcação dos quadrados também foi feita a marcação dos locais onde seriam fixados os dois apoios de madeira. e posteriormente cobre-se toda a superfície com uma lona de plástico negro resistente à radiação solar.1m de largura).60m. Para realizar a marcação foi utilizada uma trena e distando 10cm a partir do centro primeiro quadrado foram marcados os pontos de inserção dos apoios.7 O esquema de construção é realizado da seguinte forma: primeiramente houve a demarcação de uma região de 1mx1m no terreno. após esta serão construídas outras duas calhas com 1.

.20x1. o uso das placas de PVC foi apenas um apoio para formar os morros. não fazendo parte do material de fabricação do destilador. Fonte: Autoria própria. logo. A figura 5 mostra as placas de PVC delimitando a região do primeiro morro de areia. Fonte: autoria própria. Para a construção do morro foram utilizadas placas velhas de forro PVC fornecidas por um deposito de materiais de construção. no entanto o processo poderia ter sido feito simplesmente trazendo a areia até as marcações.8 Figura 4 – Demarcação de terreno e estrutura de madeira. o primeiro morro foi montado no quadrado de 1. seu objetivo era deixar a água salobra represado no quadrado central.20m. Figura 5 – Construção dos morros de areia utilizando placas de PVC como apoio. a altura do mesmo foi de 20cm e sua largura foi de 10cm. Com o terrenos devidamente marcado iniciou-se a construção dos morros de areia.

logo. porém. .Diferença entre as alturas dos morros. logo. Fonte: autoria própria Com os morros já delimitados o próximo passo foi preencher os mesmos com areia para formar as barreiras.9 Seguindo o mesmo procedimento foram fixadas as placas de PVC nos outros quadrados. foi empregue areia comum devido a facilidade para conseguir.40m e 1.40x1. A figura 7 mostras as placas já fixadas em seus respectivos locais. não há uma exigência com relação a areia que será utilizada. Figura 6 – Fixação das demais placas de PVC. o morro de areia mais afastado era 10cm menos que o primeiro. as placas de PVC que auxiliaram na construção tiveram pedaços menores. A figura 8 mostra a areia já depositada dentro dos limites estabelecidos pelas placas de PVC.60m possuía uma altura de 10cm. com destaque para a diferença de altura entre os morros. As figuras a seguir retratam a fixação das placas de PVC para a estruturação da calhas de água. mais especificamente o morro de areia entre os quadrados de 1.60x1. Fonte: autoria própria Figura 7 .

Figura 9 – Implantação do isolamento térmico (folhas de isopor). antes de inserir as folhas foi realizado um corte em ambas.0x1. Com os morros de areia já criados o passo seguinte foi a implantação do isolamento térmico no quadrado de 1.5x0. sendo que juntas elas preenchiam toda a região onde ficará a água salobra. Fonte: autoria própria. O isolamento foi feito com duas folhas de isopor de 0.5m cada. A figura 9 mostra a folha já inserida em seu devido lugar. o objetivo do isolamento na região é impedir a perda de calor para a terra fazendo com que dessa a forma ele fique totalmente voltado para a água. Fonte: autoria própria. .0m.10 Figura 8 – Preenchimento de areia nas regiões limitadas pelas placas de PVC. o corte foi feito com a os limites dos apoios de madeira de forma a permitir a passagem do isopor pelos mesmos. como os cortes foram devidamente precisos as folhas de isopor ficaram perfeitamente encaixadas na região.

A figura 11 mostra a lona transparente já cobrindo toda a superfície do destilador. A figura 10 mostra a lona já inserida sobre toda a região. dessa forma as laterais ficaram esticadas tal qual foi mostrado na figura 10. pois estes poderiam causar perda de água. deixando a região totalmente vedada. para deixá-la estirada foi utilizada madeira prendendo cada um dos lados do retângulo maior. a água iria descer e encontrar um cano que iria levar a água subterraneamente até o reservatório de água destilada. a lona transparente tem como objetivo “transportar” a água que irá evaporar. de onde escoaria até o cano e por sua vez até o reservatório. Após a fixação da madeira de cima foi iniciada a cobertura da superfície do destilador com a lona transparente.0m sobre toda a superfície feita até agora. para fechar a região foram cortados pequenos pedaços da lona e estes foram inseridos em cima da região cortada. com o devido cuidado a lona foi disposta de modo a ficar alinhada e permitir que as inclinações ficassem o mais lineares possíveis. um para cada madeira na vertical. utilizando a mesma fita foram isoladas as entradas próximas aos cortes. a seguir eles foram fixados com fita adesiva altamente colante. Concluída a implantação da lona preta foi feita a fixação da madeira superior. após a inserção da lona foi feito um isolamento dos cortes. que irá servir como apoio para a lona transparente.0x3. Figura 10 – Implantação da lona preta em toda a área do destilador.11 Com isolamento fixado a próxima etapa consistiu na implantação da lona preta de 3. uma vez que ela irá condensar justamente na lona e escorrer até a canaleta externa. a fixação foi feita utilizando 2 pregos. . Para que o recolhimento da água destilada fosse possível foram feitos pequenas fendas na lona onde se encontra a canaleta externa. Assim como o isopor foi preciso fazer dois cortes na lona com o tamanho dos dois apoios de fixação. Fonte: autoria própria.

0m. sendo que este foi diretamente ligado ao destilador através de uma pequena fenda na lona transparente. A figura 12 mostra a montagem do flange ao balde e as figuras 13 e 15 mostram a ligação do cano ao destilador. Fonte: autoria própria. para isso foi utilizado um balde com volume de 10L. Fonte: autoria própria. a seguir foi utilizado o registro de passagem que foi conectado a um pequeno pedaço de cano e este ao flange. Figura 12 – Montagem do flange ao balde. nele foi feito um furo onde foi colocado o flange de 25mm. .12 Figura 11 – Implantação da lona transparente em toda a área do destilador. no cano foi conectado um dos joelhos e a este foi ligado o cano de 1. A etapa final do processo de construção foi a implantação do reservatório de água salobra.

as figuras 15. Figura 14 – Conexão do reservatório com o destilador.13 Figura 13 – Conexão do reservatório com o destilador. para encerrar as atividades foi depositada uma pequena quantia de água para verificar o funcionamento do abastecimento de água. . Com a ligação do reservatório de água salobra ao sistema conclui-se o procedimento de construção. Fonte: autoria própria. uma vez que o mesmo já está completo. 16 e 17 mostram a água sendo depositada na superfície interna e as figuras 18 e 19 mostram o destilador completo. Fonte: autoria própria.

Fonte: autoria própria. Fonte: autoria própria.14 Figura 15 – Deposição da água ao destilador. Fonte: autoria própria. . Figura 17 – Deposição da água ao destilador. Figura 16 – Deposição da água ao destilador.

15 Figura 18 – Destilador completo. Fonte: Autoria própria Figura 19 – Destilador completo. Fonte: autoria própria .

A tabela 2 mostra a média obtida para intervalos de uma hora. RESULTADOS E DISCUSSÕES Inicialmente foi estabelecido que o destilador deveria produzir 1L de água limpa para cada 5L de água salobra. a partir disso foi medido o valor da temperatura da água no interior do destilador . a partir das 11:00 foi depositado no destilador 10L de água salobra. sendo que a análise deveria ser realizada inicialmente em um período de alta intensidade solar. Para determinar o melhor horário foi observada a radiação solar para certos intervalos de tempo. de acordo com as estimativas 10L de água salobra produziriam 2L de água limpa. (Fonte: autoria própria). a água salobra foi obtida junto ao setor de aquicultura da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) sendo que uma porção de 20L foi obtida para as análises. um vez que as maiores médias foram obtidas para esses horários. de modo a atestar a eficiência em diferentes casos. os valores foram tomados como aproximações para o local de instalação.16 5. para verificar essa afirmação foram realizados testes de dessalinização em dias diferentes e com situações distintas. As medições de intensidade foram realizadas na própria UFERSA no entanto devido a distância de apenas alguns quilômetros entre o destilador e o ponto de medição. Horário 8:30 – 9:30 10:30 – 11:30 13:50 – 14:30 15:30 – 17:00 Intensidade média (W/m²) 1092 1354 1523 982 Tabela 2 – Medida do nível de radiação para diferentes horas do dia. logo. Com o horário já definido foi posta em prática o teste de eficiência. Passados alguns minutos observou-se que parte da água havia evaporado e começavam a se formar as primeiras gotas de água na lona transparente. foram colhidos 5 medições para cada intervalo de 1 hora e desses valores foram obtidas as medias de intensidade solar para cada horário. Para analisar a produção foi depositado 10L de água por dia. De acordo com os valores obtidos o horário com maior incidência solar seria o compreendido entre as 11:30 e as 14:30.

Horário Temperatura (°C) 11:30 12:30 13:30 61 74 61 Tabela 3 – Valores de temperatura da água para diferentes horas. . Fonte: autoria própria. Figura 21 – Temperatura da água as 12:30. Figura 20 – Temperatura da água as 11:30. a tabela 3 mostra os valores de temperatura obtidos de acordo com o horário em que a amostra foi retirada. As figuras 20. 21 e 22 mostram a coleta dos dados a partir do multímetro para os horários das 11:30 e 12:30 e 13:30 respectivamente. utilizando um multímetro ajustado para medição de temperatura e retirando uma amostra da água do destilador a medida de sua temperatura foi obtida.17 e por volta das 12:30 foi realizada uma nova medição da temperatura de operação do destilador com o intuito de verificar a temperatura na qual a água estava submetida. (Fonte: autoria própria). Fonte: autoria própria.

Avaliandose que depois da última coleta demorou apenas 20 minutos para a evaporação total conclui-se que o dispositivo totalmente isolado pode produzir mais rapidamente. Fonte: autoria própria. como esperado o tempo de produção caiu consideravelmente e a água evaporou rapidamente. . A tabela 4 mostra um comparativo entre o tempo de produção para os dois casos. Há de se registrar que essas temperaturas não representam de fato a temperatura no interior do destilador. De acordo com os valores obtidos a temperatura para o horário das 12:30 mostra uma maior capacidade de produção. o tempo necessário para a evaporação completa foi de aproximadamente 3 horas e 30 minutos. com essas informações é possível estimar que uma boa quantidade de água pode ser evaporada durante o horário. dessa vez o sistema não sofreu interrupção e permaneceu fechado durante todo o processo.18 Figura 22 – Temperatura da água as 13:30. pois o mesmo deve permanecer fechado para que dessa forma o calor não seja dissipado para a atmosfera. a partir do momento em que foi retirada uma amostra da água houve um contato do ar ambiente com o ar quente do interior o que pode ter provocado uma diminuição da temperatura de operação e consequentemente um tempo maior para a evaporação. isso porque a água evaporou consideravelmente durante esse período. Para justificar os resultados foram inseridos os outros 10L de água durante o mesmo horário no dia seguinte sob condições climáticas semelhantes. acarretando um maior gasto com o tempo de produção da água limpa.

no sistema fechado a produção foi dobrada e atendeu as expectativa.0 3. o que mostra um bom desempenho para o sistema. (Fonte: autoria própria). pois a mesma se perdeu. Para analisar a eficiência foi utilizado o reservatório que armazena a água evaporada. além do já mencionado choque térmico entre o ar ambiente e o interno. O teste de eficiência mostrou que o sistema realmente está de acordo com a perspectiva inicial de produção. Agua salobra fornecida Água limpa produzida (L) Destilador fechado Destilador totalmente fechado 10 TOTAL 20 2. isso provocou uma perda na quantidade de água que deveria ter escoado até a canaleta. isso se dá devido a condensação da água. como o sistema de dessalinização funciona fechado então o resultado obtido para o sistema parcialmente fechado foi descartado. uma vez que o esperado era que 10L de água salobra produzissem 2L de água limpa (mantendo a proporção de 5:1). vale lembrar que para a produção dos 2L de água limpa foi necessária 1 hora e 30 minutos.19 Destilador parcialmente fechado 3 horas e 30 Destilador totalmente fechado minutos 1 hora e 30 minutos (aproximadamente) (aproximadamente) Tabela 4 – Comparativo entre o tempo de produção para o destilador totalmente fechado. a tabela 5 mostra a quantidade de agua produzida de acordo com o dia e o tipo de produção realizado. . Os dados da tabela 5 mostram que para o destilador que permanece fechado a quantidade água limpa produzida é maior do que no caso do destilador que foi aberto. uma vez que as perdas sofridas no mesmo foram decorrentes das medições feitas.0 Tabela 5 – Analise da eficiência do destilador solar. a partir dele foi possível obter a quantidade de água limpa produzida para 20L de água salobra (juntando os dias de produção).0 parcialmente 10 (L) 1. com abertura do sistema ou com sistema fechado. (Fonte: autoria própria). o sistema que foi aberto sofreu uma interrupção no processo de escoamento.

encanação e reservatórios.00) foi possível constatar que o dessalinizador de baixo custo proposto realmente se mostra uma boa alternativa para as famílias do interior do nordeste. logo. o que torna o dispositivo mais eficiente e diminui o tempo de filtragem. outro ponto a ser levantado é que a expansão do sistema irá acarretar um gasto mais elevado com os equipamentos tais como as lonas. . em todo caso o sistema pequeno e de baixo custo se mostra tão eficiente quanto o primeiro a diferença está na quantidade gerada. seu custo de produção é relativamente baixo e dada a alta eficiência do mesmo é possível ter agua limpa sem ter que pagar por isso. uma alternativa seria construir dois sistemas pequenos pois dessa forma a produção seria o dobro e evitaria gasto demasiado com um sistema maior. CONCLUSÃO Baseado na simplicidade e com um baixo custo de produção (pouco mais que R$100. o principio aplicado para elaboração do dessalinizador pode ser aplicado para tamanhos maiores se for o caso muito embora um destilador simples de 1m² já capaz de produzir agua limpa para uma família pequena de 3 pessoas. entre suas características está o fato de que o tempo de produção varia de acordo com a temperatura e intensidade da radiação solar do local. não importa o tamanho do destilador mas sim sua eficiência de produção.20 6. para muitas localidades no interior a intensidade solar é mais elevada que na cidade grande. avaliando-se é claro a quantidade de agua salobra disponível e o consumo dos membros.

Brasília. ANEEL: Atlas de energia elétrica do Brasil.asp?url=Cartilha_Dessalinizador_Solar_Ecoengenho. Brasília. A. Disponível em: <http://www.pdf >. 2.org/html/docs/clicks. 2013 INSTITUTO ECO-ENGENHO: Como construir um dessalinizador de água. p.pdf>. Maceió.21 REFERÊNCIAS ANEEL: Atlas de energia elétrica do Brasil. Acesso em: 25 ago. 2013.cepel. 4. 243p. BEZERRA. 236p. 1ª ed. FAE-UFPE. 2007. 2. PE. DF. João Pessoa: Universitária.pdf>. DF.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-Energia_Solar%283%29. 2001. ed. 1ª ed.ieham. 2013 . Acesso em: 13 ago. Ed.aneel. Disponível em: <http://www. 111p. AL. Recife. 2000.gov.cresesb. Disponível em: <www. 131-151. 2005. Aplicações térmicas da energia solar. ed. Acesso em: 28 ago. CEPEL: Atlas Solarimétrico do Brasil: Banco de dados terrestres. M. 3. Cap.br/publicacoes/download/Atlas_Solarimetrico_do_Brasil_2000.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful