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Psicologia incipiente II

Textos do 4° período

Marcos Francisco dos Santos

A vida, como todos já sabem, é feita de momentos. Momentos bons e ruins e todos eles passam. Agora é sua vida, esse instante e mais nada. As pessoas gravam os seus movimentos e levam as suas marcas com elas. Deixe o melhor de você e o melhor que podemos passar é aquilo que pode trazer liberdade. Devir um ser libertário. Trazer novos sentidos, significados, novos modos de vida e desfazer as restrições. A posteriori, encontraremos o caminho daquilo que denominamos ser a felicidade.

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Eu não quero estar aqui quando a morte chegar!

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A noite de Natal é muito importante pra mim, tanto quanto qualquer outra noite. Tente desejar felicidade todos os dias a todas as pessoas que você desejou feliz natal. O natal não é importante, as pessoas é que são importantes. Seja feliz e deseje felicidade o ano todo, não seja hipócrita, porque amanha vai ficar difícil olhar na cara de quem você foi falso hoje!Acorde!A vida é mais do que você vê, sente e pensa!Fuja dessa produção de cegos!Livre-se dessa cegueira opressora!

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Psicologia Social E comunitáriaError! defined.

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THostória da Psicologia

 

13

Angry Birds and Behaviorismo

 

17

Reprsentaçõpes

sociais

28

TítuLaranja Mecânica

 

47

Escola da Saúde

59

Piaget

85

Musica e dor

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Saúde coletiva

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Existem momentos em que a decisão de um adulto não pode ser aceita, e é mas justo que escutemos o conselho de uma criança.

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Dedico à liberdade, liberdade de expressão escrita. Somo os construtores das regras e somos quem detentores do direito de fazer do nosso modo e seremos belos em qualquer formato.

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PSICOLOGIA SOCIAL E COMUNITARIA Analise do filme “Tomboy” com os textos: Ideologia,

identidade e gênero

O filme trata da historia de uma menina que se passa por

menino. A família dela se muda para outra cidade e nessa

cidade a menina Laura encontra na rua outra menina que

acha que Laura é um menino e pergunta o seu nome,

Laura diz que se chama Michel. Laura faz amizades com

os amigos dessa menina e continua fingindo que é

menino. A irmã de Laura percebe a mentira, mas não

conta para os pais até que os pais de Laura descobrem a

mentira por causa de uma briga em que Laura bate em

outro menino. A mãe de Laura obriga a filha a ir de

vestido pedir desculpas ao menino que ela bateu e a

menina que ela enganou.

A ideologia, segundo Guareschi (1998), no sentido

positivo é um conjunto de valores, idéias, ideais, filosofia

de uma pessoa ou grupo. A mãe de Laura tinha um

conjunto de idéias sobre o comportamento da filha e era

condizente com aquilo que a sociedade pensa sobre

comportamento. A sociedade, de modo geral, se

constrange frente a uma situação em que uma pessoa se

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comporta diferente com relação ao seu próprio sexo. Ainda hoje é perceptível a reação das pessoas ao notar casais homossexuais abraçados. A mãe da menina do filme se chocou ao perceber que sua filha fingiu ser menino e acabou constrangendo ainda mais a menina fazendo com que ela colocasse um vestido e aparecer na frente de crianças que achavam que ela era ele. A analise critica da situação feita pela mãe fez com que a situação não se resolvesse, pelo contrario, e aumentou a repulsa da menina com relação ao vestido e até repúdio pelo comportamento afeminado. Segundo Ciampa, identidade é movimento, desenvolvimento do concreto, metamorfose e é ser um e outro. Laura se transformou em Michel e voltou a ser Laura novamente, para os amigos. Ela era uma menina que era identificada como menino pelo grupo de amigos aquém ela enganava, mas ela não apenas se enganava, mas acreditava que era mais menino que menina quando fingia ser menino. Esse reconhecimento próprio de ser, partindo do ponto de vista do outro, é característica que não podemos desassociar da composição da identidade. A mãe de Laura tinha seu modo de ver a filha, diferente

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do pai, essa disparidade de perspectivas de ser fazia confusão no modo como Laura se identificava, que só havia consonância na sua própria identidade quando a menina estava no grupo que a aceitava como menino. A mãe de Laura quando força a menina a vestir o vestido e se mostrar como menina a outras pessoas faz com que reforce a aversão a identidade feminina que pouco era recompensado no convívio familiar, o pai tratava a menina como um menino. O conceito de gênero que se constrói em oposição ao de sexo pressupõe que o "temperamento" seja a forma como cada cultura "dramatiza" o binarismo sexual. Ou seja, parte-se do suposto que o sexo é naturalmente dividido em dois e que mulheres e homens são biologicamente diferentes. As diferenças sexuais emanadas do corpo são consideradas uma constante, portadoras de uma identidade sexual, e assume-se que a partir dessa constante cada cultura se sobrepõe de maneira particular. (NI-CHOLSON ,2000, apud MALA) A confusa situação em que Laura enfrentou traz a tona que existe discordância sobre comportamento, gênero e sexo. A menina não podia se vestir mais como

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comumente se veste um menino, bermuda e camisa regata, e muito menos fingir ser um menino, pois a mãe supunha que aquilo era errado e que Laura por ser do sexo feminino deveria ter comportamento e vestuário semelhante a todas as outras meninas. A discussão entre gênero e sexo dentro do filme mostra a dicotomia entre ambos e essa contrariedade faz surgir dentro do filme outra discussão entre o que o pai e a mãe dessa criança devem fazer? E se devem fazer algo a respeito do comportamento da menina? O pai acolhe a filha da maneira que ela se comporta e a mãe pune pelas mentiras e repudia o comportamento da menina fazendo com que a menina reforce a idéia de que não gosta de usar o vestido. As relações de identidade, gênero e os grupos de ideias com relação ao comportamento da menina fazem do filme um “prato cheio” para discutir psicologia. A menina do filme não tinha discernimento suficiente, até pela idade e falta de orientação, para distinguir entre o que poderia ou não fazer para manter as amizades no grupo de amigos que fazia parte e nem poderia colocar essa amizade em risco falando a verdade.

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Referencias:

COUVREUR, B. ; SCIAMMA, C. Tomboy. [Filme-video]. Produção de BénédicteCouvreur, Direção de CélineSciamma. França, Estúdio: arte France Cinéma / HoldUpFilms / LiliesFilms / Canal+ / Arte France / RégionIle-de-France / Centre National de laCinématographie (CNC) / Arte / Cofinova 6 / FilmsDistribution, Distribuidora: Pandora Filmes, 2011. 82 min. Gênero: Drama, Cor: Colorido. MARLENE, N. S. et al. Psicologia social e contemporânea: livro texto. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 1998. 262p.

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HISTORIA DA PSICOLOGIA Estudo dirigido com base no texto: CAMBAÚVA, Lenita; SILVA,Lúcia; FERREIRA, Walterlice. Reflexões sobre o estudo da História da Psicologia. Estudos de Psicologia. V 3, N. 2, 1998. 1) Fale sobre os três aspectos citados pelos autores que devem ser levados em conta no estudo da História da Psicologia. 2) Explique como a trajetória histórica recente da psicologia no Brasil acarretou na “preferência” pela atuação comprometida a nível individual. 3) Segundo os autores o que significa estudar História da Psicologia? 4) Explique a concepção de história sob uma perspectiva internalista. 5) Explique a concepção de história sob uma perspectiva externalista. 6) Explique porque a ciência é considerada uma forma de conhecimento produzida pelo homem. 7) Explique como a psicologia se “desliga” da filosofia e passa a ser compreendida como ciência independente.

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8) Explique como foi se desenvolvendo historicamente o conceito de consciência.

Respostas:

O

primeiro ponto citado pelos autores é que a psicologia é

uma ciência com formato único que deixou de ser considerada uma matéria mística e sem características de ciência.

O segundo ponto é que a psicologia foi gerada na filosofia

e ainda tem influencia dela.

O terceiro ponto citado pelo texto é o aparecimento da

consciência humana junto com o pe3nsamento racional.

Graças a criação da psicologia com um modelo de

atendimento clinico e individualizado.

Estudar a historia da psicologia é lê-la de maneira a refletir e exercitar o censo critico e não apenas replicá-la.

O

conceito externalista configura-se na concepção de que

as ciências são criadas pela reflexão e pensamentos

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racionais do homem que engendram outras reflexões e conceitos científicos sem interferência do meio.

A

concepção externalista de historia é a idéia de que o

homem não constrói historicamente, ele é fruto do meio e sofre alterações por ele passivamente.

A

ciência é produto do homem pelo simples fato dele

refletir sobre a natureza e atuar na transformação dela. Essa construção histórica é desenvolvida criticamente, na

maioria das vezes, pelos cientistas. O homem não apenas sofre interferência do seu meio, mas ele constrói e é construído historicamente ao produzir ciência. O computador é um exemplo de construção da ciência e que construiu uma sociedade tipicamente informatizada.

A

necessidade pela exatidão de abordagem metodológica

pautada na cientificidade das outras ciências, exatas e biológicas, fez com que a psicologia criasse uma vertente comportamental. Apesar de a Filosofia ser conhecimento, esse conhecimento era desprovido do rigor analítico e mensurável das ciências modernas.

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Não existe data para classificar o nascimento da consciência, mas ouve-se falar dela na Grécia antiga. As atividades subjetivas do homem na época dos gregos eram conceituadas de alma.

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Angry birds Friends and behaviorismo

Resumo:

O condicionamento operante que Skinner teorizou trouxe

a luz o que existe no comportamento compulsivo do

viciado. As consequências do nosso comportamento podem fazer com que ele se repita. O reforço intermitente faz com que o comportamento tenha mais chances de se repetir. O sujeito que

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Introdução:

O presente artigo se propõe a fazer uma analogia entre o

jogo do facebook angry birds friends e os conceitos do behaviorismo radical, especificamente o condicionamento operante de Skinner. A fama e o uso desse jogo na rede social Facebook é tão grande que resolvi investigar a possível relação entre um comportamento condicionado e

o uso e a freqüência do uso desse jogo virtual. Dentro da teoria do Behaviorismo existe o condicionamento operante que fala que agimos na construção do ambiente

e somos afetados por essa construção. As consequências de nossas ações fazem com que nosso comportamento se repita ou se anule.

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Angry Birds Friends é um jogo do site de relacionamento Facebook. O jogo tem como objetivo pontuar ao destruir os obstáculos e matar os porcos verdes que estão protegidos por barreiras de madeira, blocos de cimento, vidros e outros obstáculos que variam conforme o estagio. Para destruir os obstáculos e matar os porcos verdes são usados pássaros que possuem cores diferentes, tamanhos diferentes e a maioria possui uma habilidade específica que ajuda a concluir o objetivo do jogo. Existem pássaros vermelhos que não tem habilidade, pássaros amarelos com formato triangular que ao pressionar o botão esquerdo do mouse durante o vôo ele acelera seu vôo e aumenta a capacidade de destruição. Existe um pássaro branco, maior que o amarelo e o vermelho, que tem o formato de ovo, ele expele um ovo e murcha, durante o vôo, impulsionando-se na direção diagonal enquanto o ovo desce na vertical e explode. Existe o pássaro preto que se aproxima do pássaro branco, mas no momento do vôo, ou no final, ele explode como uma bomba. Existe o pássaro vermelho que é o maior de todos do jogo e tem a flexibilidade de uma bola de futebol ao quicar em um obstáculo. E existe um

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pássaro que se assemelha a um tucano e a acionar o botão esquerdo do mouse ele retorna como um bumerangue. Todos os pássaros são impulsionados por uma “baladeira”. O que pode ser análogo entre o jogo e o Behaviorismo é no que se refere ao comportamento operante onde o comportamento de jogar é reforçado pelas tentativas e erros que aumentam a frequência. O comportamento compulsivo de um jogador pode ser explicado pelo condicionamento operante com o reforço intermitente agindo para que o comportamento se repita com maior frequência. Todos os sistemas de jogos se baseiam em esquemas de esforço de razão variável, embora seus efeitos sejam geralmente atribuídos a sentimentos. Afirmam-se frequentemente, por exemplo, que as pessoas jogam por causa da excitação, mas esta é claramente um produto colateral. Diz-se, as vezes, que as pessoas jogam para "satisfazer sua sensação de mando , para dominar, para vencer"- a despeito do fato de os jogadores quase sempre perderem. Justifica-se a incoerência considerando o jogador que se arruína a si e sua família como ‘compulsivo’ ou ‘patologico’, sendo assim seu

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comportamento ‘irracional’ atribuído a uma doença. Talo comportamento é ‘anormal’ no sentido de que nem todos respondem com igual dedicação as contingências predominantes, mas o fato é, simplesmente, que nem toda a gente foi exposta a um programa por via da qual uma razão altamente desfavorável se torna eficaz. O mesmo esquema de razão variável afeta as pessoas que exploram, prospectam, inventam, realizam uma pesquisa científica e compõem obras de arte, de musica ou de literatura, sendo que, nesses campos, um alto nível de atividade é comumente atribuído a dedicação mais do que a compulsão ou a irracionalidade. É característica de reforço intermitente que o comportamento possa ser mantido por longos períodos de tempo com pouquíssima retribuição. (SKINNER, 2006, p 54-55) El juego patológico constituye una problemática que merece la atención desde la óptica de la salud pública. Los estudios de prevalencia reflejan el consenso sobre el problema desde dicha perspectiva.( MUNOZ-MOLINA,,

2012)

Producto de las transformaciones sociales que el país ha experimentado desde el siglo pasado, se ha aumentado la

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participación de ambos padres en actividades laborales fuera del hogar. (GOMEZ, 2008)

A possibilidade de fazer amigos também diferenciou os

estudantes: mais jogadores classificados como frequentes

relataram que jogar videogame interfere nos seus relacionamentos sociais e que se relacionam mais com amigos virtuais do que jogadores ocasionais. (SUZUKI,

2012)

Tanto a busca por um espaço para o jogo, como a necessidade de jogar e brincar são inatos ao ser humano, e ambos manifestam-se na cultura em qualquer a idade. Para jogar e brincar não é preciso aprendizado prévio, como para ler e escrever, por exemplo. Desde o período neonatal nos comunicamos e brincamos com quem e com

o quê nos rodeia; objetos, sons, ou partes do corpo. O

bebê brinca com as mãos, com o cobertor, balbucia ritmicamente, segura um bicho de pelúcia, e conforta-se com uma melodia. (BRANDAO, 2010) Los Sims no es el único juego que intenta reproducir sociedades con determinadas ideologías, lo que representa un desafío y un área de investigación absolutamente rica y cuyo abordaje se presenta cómo

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una necesidad frente al poder simbólico de éste producto cultural y tecnológico, pero además no debe dejarse a un lado otros instrumentos que se insertan con mayor fuerza en la cotidianidad de los usuarios de Internet, tal es el caso de los fotolog y metroflog, herramienta de la denominada web 2.0, que despierta interés por su característica interactiva, dinámica y de fácil acceso. Ésta es la tarea de las ciencias de la comunicación, el poder establecer los impactos que los medios y contenidos provocan en los usuarios de los diferentes servicios, y en el caso de los video juegos con mayor atención, tratándose de un mercado mayoritariamente infantil y vulnerable ante tanto caudal de información.(SATO, 2012) Este fenômeno (jogar vídeo game) pode ser indicativo de ansiedade e esta pode ser fator interveniente em desempenhos. Por outro lado, temos também o fator motivacional. (ALVES, 2012) Além da relevante taxa de possíveis dependentes de jogos eletrônicos ao redor do mundo, outra informação vem ganhando atenção da comunidade científica, sendo essa a relação entre jogos eletrônicos, dependência e violência. (LEMOS, 2012)

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O desejo de imortalidade se satisfazendo dentro dos

limites da realidade virtual. Desejo que se sustenta a partir da morte do outro, do outro assassinado. Mas sabemos que na origem desse desejo de matar o outro se

encontra o pai. O parricídio é consumado não somente por se tratar de um pai tirano, mas porque ele toma todas

as mulheres para si. Assim, podemos supor que nessa

realização do desejo de assassinato realiza-se justamente

o desejo incestuoso. (MARTINEZ, 2009)

a natureza do corpo virtual é resultado das tensões

(ex)postas na relação corpo clássico, suas intencionalidades e virtualidade concretizadas por intermédio das técnicas de síntese, entendidas como dispositivos e/ou mecanismos disponibilizados pelo espaço-tempo civilizatórios. O ciberespaço por meio da relação sinérgica humano-máquina traduz-se como uma dessas técnicas. (CRUZ JUNIOR et al, 2012) As repercussões sobre a saúde do indivíduo também ocupam uma longa lista de itens. Alguns jogos, sobretudo os jogos educacionais, são cotados como aqueles potencialmente capazes de gerar experiências benéficas aos seus usuários, como, por exemplo, a melhora na

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habilidade espacial, a atenção, a motivação e outros. Contrariando a tradicional crença de que os jogos de computador afetam de forma negativa o desempenho escolar, pesquisas mais recentes nos mostram que a prática do videogame pode ser benéfica. Estes benefícios também se estendem ao campo das relações pessoais (amigos e família).(ALVES et al, 2012) Por otro lado, los videojuegos configuran uno de los conglomerados más diversos y disímiles de productos generados con base en tecnología digital, y orientado al ávido consumo recreativo de niños y jóvenes.(FELMER,

2008)

Referencias:

ALVES, Luciana; CARVALHO, Alysson Massote. Videogame:

é do bem ou do mal? Como orientar pais. Psicol. estud., Maringá, v. 16, n. 2, June 2011 .  Available from <

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73722011000200008&lng=en&nrm=iso >. access on 16 June 2012.

BRANDAO, Roberta Purper; BITTENCOURT, Maria Inês Garcia de Freitas; VILHENA, Junia de. A mágica do jogo e o potencial do brincar. Rev. Mal-Estar Subj., Fortaleza, v. 10, n.

Disponível em <

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S15

18-61482010000300007&lng=pt&nrm=iso >. acessos em 16 jun. 2012. CRUZ JUNIOR, Gilson; SILVA, Erineusa Maria da. A (ciber)cultura corporal no contexto da rede: uma leitura sobre

3,

set.

2010

.

25 ]

Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

os jogos eletrônicos do século XXI. Rev. Bras. Ciênc. Esporte (Impr.), Porto Alegre, v. 32, n. 2-4, Dec. 2010 . Available

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2012.

FELMER, Lucio Rehbein; BOUDON, Paula Alonqueo and

FILSECKER, Michael. Aprendizaje implícito en usuarios intensivos de videojuegos. Paidéia (Ribeirão Preto) [online]. 2008, vol.18, n.39, pp. 165-174. ISSN 0103-863X. Available from http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103- 863X2008000100015&script=sci_arttext access on 16 June

2012.

GOMEZ, Luis F; LUCUMI, Diego I; PARRA, Diana C y LOBELO, Felipe. Niveles de Urbanización, Uso de Televisión y Video-juegos en Niños Colombianos: Posibles Implicaciones en

Salud Pública. Rev. salud pública [online]. 2008, vol.10, n.4, pp. 505-516. ISSN 0124-0064. Available from http://www.scielo.unal.edu.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0124-0642008000400001&lng=es&nrm= access on 16 June 2012. LEMOS, Igor Lins; SANTANA, Suely de Melo. Dependência de jogos eletrônicos: a possibilidade de um novo diagnóstico psiquiátrico. Rev. psiquiatr. clín., São Paulo, v. 39, n. 1,

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2012

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60832012000100006&lng=en&nrm=iso >. access on 16 June

2012.

MARTINEZ, Viviana Carola Velasco. "O brincar e a realidade"

virtual: videogame, assassinatos e imortalidade. Estilos clin. [online]. 2009, vol.14, n.26, pp. 150-173. ISSN 1415-7128.

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71282009000100010&script=sci_arttext access on 16 June

2012.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

MUNOZ-MOLINA, Yaromir. Meta-análisis sobre juego patológico 1997-2007. Rev. salud pública, Bogotá, v. 10, n. 1,

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4-00642008000100014&lng=en&nrm=iso >. access on 16 June 2012. SATO, Pedro Marcelo. Violencia simbólica en video juegos. Cuad. Fac. Humanid. Cienc. Soc., Univ. Nac. Jujuy, San Salvador de Jujuy, n. 38, jul. 2010 . Disponible en <

Available from <

2008

.

http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S166

8-81042010000100011&lng=es&nrm=iso >. accedido en 16 jun. 2012. SKINNER, B. F. Sobre o Behaviorismo. Traução de Maria Penha Vilallobos. 10° Edição- São Paulo. Editora Cultrix, 2006.

218p.

SUZUKI, Fernanda Tomie Icassati et al . O uso de videogames,

jogos de computador e internet por uma amostra de universitários da Universidade de São Paulo. J. bras. psiquiatr., Rio de Janeiro, v. 58, n. 3, 2009 . Available from <

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-

20852009000300004&lng=en&nrm=iso >. access on 16 June

2012.

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Representações sociais de adolescentes do ensino médio sobre psicologia Resumo:

Essa pesquisa teve como objetivo fazer uma analogia entre as representações sociais, de um grupo de estudantes de ensino médio de escolas públicas, sobre psicologia e as múltiplas faces da psicologia no âmbito acadêmico. A pesquisa foi feita com 130 alunos de diversos colégios e a única questão abordada era “o que é psicologia?”, sendo respondida com uma miríade de conceitos; comportamentais, mentalistas, centrados no indivíduo e no coletivo. O comportamento foi algo que teve maior relevância nas respostas, seguido de estudo da mente, emoções e loucura. Houve menção a Freud e a psicanálise, indiretamente e diretamente, varias vezes, sendo que nenhum outro teórico da psicologia foi citado. Não existe um conceito fixo do que é psicologia para esses estudantes, tanto quanto para a própria psicologia acadêmica. Essas múltiplas facetas fazem da psicologia uma matéria complexa e concomitantemente desprovida de uniformidade.

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Palavras chaves: Representações sociais, psicologia, adolescentes, ensino médio. Abstract:

This researchaimed tomake an analogy betweenthe social representationsofagroup ofhigh school studentsfrom public schools, on psychology andthe multiple facetsof psychologyin the academic realm. The survey was conductedwith 130students fromvarious collegesand the onlyissue addressedwas "Whatispsychology?", Andanswered withamyriad ofconcepts, behavioral, mentalists, focused on the individualand collective. The behavior wassomething that hadmore relevancein the responses, followed bystudy of the mind, emotionsand madness. There wasmention ofFreudand psychoanalysis, indirectlyand directly, several times, and no othertheoryof psychologywas quoted. There is nofixed conceptof whatpsychologyisfor these students, as well as fortheir ownacademic psychology. These multiplefacetsof psychologyareacomplex matterand concomitantlylacksuniformity. Keywords: Representations of social psychology, teenagers, high school.

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Introdução Neste ano, 2012, a profissão de psicólogo no Brasil completa 50 anos e acho que a visão da população sobre esse profissional é importante para entendermos como

podemos olhar de maneira critica e construtiva a atuação

do psicólogo na sociedade. Essa pesquisa tem por

objetivo constatar a pluralidade que existe na atuação do psicólogo a partir da visão do que é psicologia por

adolescentes de escolas públicas do Rio Grande de Norte. A pesquisa se concentrou a questionar estudantes

de duas instituições de ensino médio do estado e a uma pergunta feita a esses estudantes era: o que é psicologia?

A representação social desses estudantes sobre

psicologia trouxe uma miríade de conceitos referentes à

atuação e objetos de estudo da psicologia. Falta uniformidade e sobram caminhos e alternativas para

atuação desse profissional, a psicologia não é uníssona, mas possui todas as formas imagináveis de atuação.

As entrevistas começaram com estudantes que foram

abordados na rua, em pontos de ônibus, na porta da escola e dentro dessas escolas; escola estadual João Ataíde de Melo em Tangara-RN e em Natal no Colégio

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Estadual do Atheneu. Foram coletadas 130 respostas sendo que dessas repostas 15 foram selecionadas para analogia com os conteúdos acadêmicos que tem o intuito de explicar o que é psicologia.

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15 respostas que me chamaram a atenção:

1. Psicologia é a ciência do comportamento.

2. Psicologia é o estudo da mente.

3. Psicologia é a matéria que estuda as emoções.

4. Psicologia é o estudo das dificuldades das pessoas

normais em se relacionarem.

5. Psicologia é o estudo filosófico da loucura.

6. Psicologia é a medicina da mente.

7. Psicologia é o estudo da loucura.

8. Psicologia é o estudo que Freud criou sobre o

comportamento.

9. Psicologia é; o estudo das emoções e como essas

emoções afetam nosso comportamento.

10. Psicologia é o estudo da inteligência

11. Psicologia é o estudo dos pensamentos.

12. Psicologia é a ciência social que estuda os

indivíduos.

13. Psicologia é a matéria que ajuda o homem a viver

melhor.

14. Psicologia é a ciência que você usa para melhorar

o comportamento dos outros através da conversa.

15. Psicologia é a ciência que “manipula” os outros.

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Não relato nesse estudo o percentual das palavras e conceitos usados pelo entrevistado, pois acho irrelevante

a tentativa de criar estatísticas generalizantes, neste

caso. Este estudo tem por objetivo verificar a pluralidade

de conceitos usados para definir psicologia tanto pelo grupo de representação social, quanto pelo conhecimento teórico. A palavra “psicologia” se deriva da junção de duas palavras gregas psiché e logos-, significa “estudo da mente ou da alma”. Hoje, a psicologia é geralmente definida como a ciência que se concentra no comportamento e nos processos mentais- de todos os animais. Há uma serie de palavras essenciais em nossa definição: “ciência”, “comportamento”, “processos mentais”. (DAVIDOFF, 2001,p6.) Os psicólogos usam amplamente a palavra “comportamento”. Para muitos de nós, o comportamento abrange tudo o que pessoas e animais fazem: conduta, emoções, formas de comunicação, processos de desenvolvimento, processos mentais. (ibidem)

A psicologia como ciência do comportamento é uma

alusão direta ao Behaviorismo que perdura na concepção

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de objeto de estudo da psicologia para os estudantes questionados. A mente como algo separado do corpo e como objeto a ser observado foi outra característica apontada. Remete-me aos filósofos da Grécia antiga que

falavam de uma mente, psique, separada do corpo e que era responsável por nossas características de personalidade. A visão mecanicista de que o corpo é separado da mente ainda permanece com as mesmas características apontadas por Descartes, corpo e mente como uma dicotomia. As emoções foram relatadas como objeto de estudo sublinhando características míticas a Psicologia, a Psicologia vista como ciência que cura os maus do coração e das decepções amorosas. Concomitante a isso foi o relato de uma Psicologia ligada a resolução de problemas amorosos.

A loucura foi citada e a Psicologia seria, na concepção

dos entrevistados, uma resposta socialmente correta para

a busca da cura dos distúrbios mentais, sem o uso de

medicamentos. Estudar a patologia da loucura e desvendar os mistérios do adoecer mental. A Psicologia

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

foi ainda vista como uma Medicina da mente. Algumas vezes vista como um estudo puramente estruturalista. Ser humano é ser curioso, sobre si mesmo e sobre o mundo ao redor. Os precursores da psicologia datam dos primeiros textos escritos no mundo antes de 300 a.C., o filósofo grego Aristóteles teorizou sobre temas como aprendizagem e memória, motivação e emoção, percepção e personalidade. Hoje rimos de algumas de suas suposições que fazem parte do senso comum, É o caso, por exemplo, da tese de que uma refeição nos deixa sonolentos ao fazer com que gás e calor se acumulem em torno da fonte de nossa personalidade, o coração. Todavia, devemos conceder a Aristóteles o crédito de ter formulado perguntas certas. (DAVID, 1998,

p1.)

Como toda disciplina que se propõe a ser ciência, a psicologia não poderia de ficar de fora de uma tentativa de conceituá-la com um formato uniforme, mas por se tratar do estudo do homem e ele mesmo serem o pesquisador e objeto de estudo ficamos a mercê de divisões e subdivisões dessa disciplina.

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Definimos psicologia como uma disciplina única, como em geral se faz. Todavia, essa área é um conjunto de subáreas. Cada uma tem características e exigências próprias e exclusivas; e no âmbito geral pode ser chamada de estudos psicológicos, em vez de psicologia. (KOCH, 1981 apud DAVIDOFF) Desde nossos ancestrais surgiram na terra, de quatro a dez milhões de anos atrás, os seres humanos têm provavelmente tentado entender a si próprios e aos outros. Embora Aristóteles (384-332 a.C.) seja ás vezes chamado de “o pai da psicologia” , especulações escritas sobre assuntos psicológicos não se iniciam com o filósofo grego. Séculos antes dele, os primeiros filósofos dos quais se tem notícia lidavam com questões relacionadas com o comportamento humano. (DAVIDOFF, 2001, p8.) Estudar o homem em toda sua plenitude, interna e externa, faz da psicologia uma disciplina das mais complexas e de extrema mutabilidade, consequentemente, a mais fascinante de todas as ciências. A psicologia é um campo na qual se distribuem diferentes disciplinas, e com isso se torna o lugar perfeito para

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aqueles que têm os interesses mais amplos. Em suas atividades diversificadas, da experimentação biológica ás comparações culturais, os psicólogos partilham uma busca comum: descrever e explicar o comportamento e

os processos mentais a eles subjacentes. (DAVID, 1998,

p5.)

Embora a maior parte dos textos de psicologia focalize os métodos e resultados da ciência psicológica, a psicologia

é também uma profissão de ajuda, dedicada a questões

práticas, como por exemplo, ter um casamento feliz como

superar a ansiedade e a depressão, ou criar filhos saudáveis. Os psicólogos clínicos estudam, avaliam e

tratam dos problemas pessoais. Após terem se submetido

a uma formação teórica e um treinamento adequado, eles

aplicam e interpretam testes, proporcionam psicoterapia, promovem programas de saúde mental e realizam pesquisas. Em contraste, os psiquiatras, que também proporcionam com frequência a psicoterapia, são médicos, com licença para prescrever drogas e assim tratar os distúrbios psicológicos a partir de uma causalidade orgânica. Nessas duas profissões relacionadas á saúde mental, alguns de seus

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representantes são influenciados pela perspectiva de Sigmund Freud, que depreendeu que os distúrbios psíquicos derivam de desejos inconscientes, traumas reprimidos ou conflitos infantis não resolvidos. (ibidem) Com perspectivas que variam do biológico ao social, e com cenários que vão da clínica ao laboratório, a psicologia tornou-se um pontos de encontro para muitas disciplinas. Cada vez mais, a psicologia se relaciona com outras áreas, da matemática e biologia á sociologia e filosofia. E também cada vez mais os métodos e descobertas da psicologia ajudam outras disciplinas. (ibidem) Existe um invólucro mítico na psicologia que advêm da crença do poder de dominar e controlar as pessoas. Mas mesmo os descrentes com o poder da psicologia ainda assim existe o uso freqüente do termo psicologia pelas pessoas comuns. Usamos o termo psicologia, no nosso cotidiano, com vários sentidos. Por exemplo, quando falamos do poder de persuasão do vendedor, dizemos que ele usa de “psicologia” para vender seu produto;quando nos referimos à jovem estudante que usa seu poder de

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sedução para atrair o rapaz, falamos que ela usa de “psicologia”; e quando procuramos aquele amigo, que está sempre disposto a ouvir nossos problemas, dizemos que ele tem “psicologia” para entender as pessoas.Será essa a psicologia dos psicólogos? Certamente não. Essa psicologia, usada no cotidiano pelas pessoas em geral, é denominada de psicologia do senso comum. Mas nem por isso deixa de ser uma psicologia. O que estamos querendo dizer é que as pessoas, normalmente, têm um domínio, mesmo que pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela Psicologia científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico.É a Psicologia científica que pretendemos apresentar a você. Mas,antes de iniciarmos o seu estudo, faremos uma exposição da relação ciência/senso comum; depois falaremos mais detalhadamente sobre ciência e, assim, esperamos que você compreenda melhor a Psicologia científica. (BOCK,2001, p15.) A psicologia pode ser definida como o estudo científico do comportamento e processos mentais. Uma variedade

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estonteante de tópicos é descoberta por esta definição. (ATIKINSON, 1995, p10.) “Psicologia” é uma palavra que tem, para o leigo, um sentido bem pouco definido. Ela pode sugerir muitas coisas para a mesma pessoa e coisas diferentes para pessoas diferentes. Um levantamento breve das expectativas comuns de quem vai iniciar seus estudos em psicologia ilustra bem essa diversidade de concepções. Alguns acreditam que vão estudar as causas e características do desequilíbrio mental; outros esperam

aprender como lidar com crianças em suas sucessivas etapas desenvolvi mentais; há os que pretendem alcançar

a compreensão das regras do bom relacionamento

interpessoal; alguns expressam o desejo de poderem vir a

psicanalisar as pessoas; outros, ainda, almejam treinar-se em mensuração de inteligência; e encontram-se, também,

os que, querem, de forma mais vaga, vir a compreender o

ser humano. (BRAGHIROLLI, et al,1990, p10-11.) Sócrates ensinava que o conhecimento do meio que nos cerca é imperfeito, porque nos vem través dos sentidos, via imperfeita, sujeita a ilusões. Acreditava que o único tipo de conhecimento podia ser obtido: o do próprio eu.

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Esse conhecimento é o único necessário, pois permite ao homem levar uma vida virtuosa. “conhece-te a ti mesmo” é o seu princípio e um método filosófico (introspecção). (FREIRE, 2007, p33.) Pelo que se tem conhecimento, Aristóteles foi o primeiro homem a escrever tratados sistemáticos de psicologia. Em sua obra De anima, ou A respeito da mente, escreve sobre os sentidos e a sensação, a memória, o sono e a insônia, a geriatria, a extensão e brevidade da vida, a juventude e a velhice, a vida e a morte e a respiração. Destes estudos, a memória foi o mais significativo para a psicologia. Distinguem, na memória, vários princípios de associação: associação por igualdade, contraste, contiguidade temporal e espacial. Diz, ainda, que as associações não se fazem por acaso, mas obedecem a uma lei. Com isso, Aristóteles dá outro passo para o esclarecimento da questão central do período: “como se adquire conhecimento”. Chegou a essas conclusões através da intuição e do raciocínio. (FREIRE, 2007, p38.) Os dez séculos de idade média, como um todo, não trouxeram grande colaboração para o desenvolvimento da psicologia e das ciências em geral. A escolástica, sua

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principal escola, muito embora tenha realizado estudos sobre a natureza e atributos da alma, fazia-o através da dedução lógica, em que as verdades já eram antecipadamente conhecidas. Seus estudos valiam, apenas, como deduções filosóficas e não tinham valor científico. (FREIRE, 2007, p46.) No despontar da idade moderna, a psicologia era essencialmente filosófica. No entanto, muitas das tendências que haveriam de levá-la à conquista do status de ciência começaram a ser delineadas. (FREIRE, 2007,

p50.)

Com o desenvolvimento do método científico, da criação dos laboratórios e por conseqüência do desenvolvimento das ciências físicas, o campo estava preparado para o desabrochar da psicologia científica, experimental. O seu aparecimento, no dizer de Heidbreder, é um prolongamento do aparecimento do método científico. (FREIRE, 2007, p53.) Das muitas maravilhas que o homem já investigou na terra, no mar e no céu, a mais interessante de todas parece ser o próprio homem. Basta examinar livros atuais, os filmes, os programas de televisão para verificar que a

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maioria das pessoas estão de fato muito mais interessadas na natureza humana do que na Mãe Natureza. De modo geral, as pessoas não ficam impressionadas como argumento que ‘prova’ quão

insignificante é o indivíduo comparado ao imenso universo. Apesar de há muito tempo a astronomia ter provado que a terra não é o centro do universo, a espécie humana continua a manter um lugar central na imaginação. Realmente, o homem ocupa pelo menos um tipo de centro físico. Entretanto, o homem não necessita

de qualquer justificativa para sua intensa autocuriosidade.

Há outras razões suficientes pela quais ele investiga

continuamente os mistérios da natureza humana. (SPERLING; MARTIN, 2003, p1.)

A psicologia é uma das disciplinas acadêmicas mais

antigas e, ao mesmo tempo, uma das mais modernas.

(SCHULTZ, 2006. p.1)

A psicologia significa coisas diferentes para diferentes

pessoas. (HENNEMAN, 1998, p3.) A psicologia procura compreender o homem, seu comportamento, para facilitar a convivência consigo próprio e com o outro. Pretende fornecer subsídios para

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que ele saiba lidar consigo mesmo e com as experiências de vida. É, pois, a ciência do comportamento, compreendida esta em seu sentido mais amplo. Vale ressaltar que entendo comportamento não apenas como reações externas, mas também como atividades da consciência e mesmo do inconsciente, num plano indiretamente observável. ( TELES, 2006, p9.)

O

caráter geral da psicologia contemporânea aponta para

o

homem inteiro, considerado como um todo com o seu

meio. (CARPIGIANI,2004, p84.)

A psicologia pode ser entendida como a análise científica

do comportamento dos seres animados, tanto do homem,

quanto dos animais, possibilitando a compreensão e predição de suas reações ao ambiente ou as mudanças em sua maneira de reagir. ( CAMPOS, 1997, p15.)

Conclusão:

Não existe um conceito concreto para definir psicologia. Nem pelos adolescentes e muito menos pela classe acadêmica. Existe divergência se psicanálise é psicologia ou não. Para os adolescentes psicanálise é psicologia e Freud foi um psicólogo. O comportamento foi o conceito mais falado nesta pesquisa e o estudo das emoções. O

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

homem ainda é visto como um ser dividido entre corpo e

mente. A psicologia por ser uma matéria, oficialmente,

recente como ciência e ter o homem como objeto de

estudo, nos mais diversos e diversos aspectos, não

possui uniformidade. Se a academia não atingiu um

conceito uniforme para a psicologia, o senso

comum(representações sociais) concomitantemente ainda

não possui essa uniformidade.

Referencias:

ATIKINSON, R.L. et al. Introdução a Psicologia.11° Edição.Porto Alegre: Artes Médicas, 1995, 727p. BOCK, M.B.B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, L.T.T.Psicologias: Uma Introdução ao estudo de psicologia. 13° Edição .São Paulo: Editora Saraiva,2011.

492p.

BRAGHIROLLI,E. M. et al. Psicologia Geral: 21° Edição. Porto Alegre, Editora Vozes, 1990, 224p. CAMPOS, D. M. S. Psicologia e desenvolvimento humano. Petrópolis, RJ. Editora Vozes, 1997, 110p. CARPIGIANI, B. Psicologia: das raízes aos movimentos contemporâneos. 2° Edição. São Paulo: Editora Pioneira Thomson Learning, 2004, 120p. DAVIDOFF,L.L. Introdução á Psicologia: 3° Edição. Tradução Lenke Peres; Revisão técnica José Fernando Bittencour Lômaco. São Paulo: Pear Makron Books,

2001,798p.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

DAVID, G. M. Introdução à Psicologia Geral. 5° Ed. New York, USA. Worth Publisher,1998 Tradução: Lemos, A. B. P. Livros técnicos e científicos Editora S.A. 533p. FREIRE, I.R. Raízes da Psicologia: 10° Edição. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2007, 144p. HENNEMAN, R. H. O que é psicologia. Tradução de José Fernando Bittencourt Lomônoco. 21° edição.- Rio de Janeiro: Editora Jose Olympio, 1998, 128p. SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E. História da psicologia moderna. Tradução: Suely Sonoe Murai Cuccio. São Paulo: Thomson Learning. 8° Edição,2006, 288p. SPERLING, A.; MARTIN, K. Introdução a Psicologia. Tradução: EsmériaRovai. São Paulo: Editora Pioneira Thomson Learning, 2003, 268p. TELES, M. L. S. O que é psicologia. São Paulo: Editora Brasiliense, 2006. (Coleção primeiros passos: 72p.

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Discussão "Laranja Mecânica" Turma, vocês assistiram um clássico que difunde as idéias filosóficas do behaviorismo metodológico. Opinem sobre a funcionalidade, eficiência e a ética da proposta de controle social a partir de técnicas do condicionamento clássico, exposta no filme. Para responder a questão, usem argumentos com referência teórica. Obs.: É necessária apenas uma resposta por grupo. Obs.:

coloquem os nomes dos integrantes do grupo. Obs.:

Podemos interagir no fórum. Na idéia de que é possível uma ciência do comportamento está implícito que o comportamento, como qualquer objeto de estudo científico, é ordenado, pode ser explicado, pode ser previsto desde que se tenham os dados necessários, e pode ser controlado desde que se tenham os meios necessários.(WILLIAN, 1999, pg.29) Os acontecimentos no filme laranja mecânica são excessos do ponto de vista ético, mas traz muitas reflexões. Em primeiro lugar o rapaz que cometia delitos não tinha uma historia de vida bem definida, não sabemos pelo filme o contexto social em que ele foi criado. O filme

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

mostra que existem pessoas tentam modificar o comportamento dele e sem sucesso inicialmente até que ele foi preso e fizeram dele uma cobaia. Um aparente sucesso através de um tratamento nada ético. Não perdurou o tratamento e o rapaz voltou a ser praticamente o mesmo de antes, um criminoso sem escrúpulos. A ideia de que somos apenas estimulo resposta faz com que o livre arbítrio não exista e para crer nisso é preciso saber todos os estímulos responsáveis pelo rapaz violento e o que e quanto de estímulos poderia fazer com que ele se tornasse alguém menos socialmente correto. Não podemos prever comportamentos, ainda, e nem modifica- los perfeitamente. O homem pode ser condicionado a estímulos respostas mas para tal previsão e generalizaçãoé preciso levar em conta uma miríade de fatores. Referencia:

WILLIAN M. B. Compreender o Behaviorismo; trad. Maria A. S. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda., 1999.

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GRUPO:

ALINE FREIRE NASSER FLÁVIA MARIJARA DE SOUSA BATISTA GERLANDIO JOSE MEDEIROS DE MOURA MARCOS FRANCISCO DOS SANTOS MARIA JOSILMA VENANCIO DA COSTA CURSO: PSICOLOGIA DISCIPLINA: PSICOLOGIA SOCIAL E COMUNITÁRIA DOCENTE: RAQUEL FARIAS DINIZ DISCENTE: MARCOS FRANCISCO DOS SANTOS TURMA: 3NA Estudo dirigido: conteúdos da Unidade 1

Debate contemporâneo das relações indivíduo sociedade

Histórico e contextualização do campo da Psicologia Social

1. Em que consistiu a crise da Psicologia Social

(ocorrida entre os anos de 1960 e 1970)? A crise na psicologia social surgiu em consequência da excessiva individualização da psicologia social psicológica

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e dos movimentos sociais ocorridos nos anos de 1970, tendo se caracterizado pelo questionamento das bases conceituais e metodológicas da psicologia social psicológica até então dominante, no que tange á sua validade, relevância e capacidade de generalização segundo Alpfelbaum. (1992, apud TORRES,p22)

2. Como se dá a superação desta crise e qual a nova

concepção de homem decorrente dela? A crise é superada pela superação, tecnicamente, da visão individualista da psicologia social psicologia e o

surgimento da psicologia social sociológica com o foco

nas

relações sociais.

3.

Faça uma comparação entre a visão positivista das

Ciências Humanas e a perspectiva do materialismo

histórico-dialético na Psicologia Social.

O positivismo prega a objetividade, previsibilidade,

mensuração e esse conceito de ciência, oriundo das ciências naturais, obriga à psicologia a tentar ver o homem como ser estático e generalizado em seu comportamento. A psicologia social critica não percebe o homem como um ser imutável, o homem é sujeito que se constrói socialmente e historicamente, ele faz mudanças

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

no mundo e essas mudanças constroem historia, cultura e modifica o homem em sociedade. Não somos estáticos, mudamos o mundo de maneira a sermos afetados constantemente por essas modificações, o sujeito é construído dialeticamente.

4. Discorra sobre as principais características dos três

momentos e contextos histórico-culturais que marcam a história da moderna Psicologia Social. A psicologia social psicológica nasce nos Estado Unidos concomitante ao capitalismo e prima pelo estudo do individuo. A psicologia social sociológica advém da Europa e tem o foco no estudo das relações sociais que os indivíduos fazem parte. Já a psicologia social critica ela se constrói na América Latina e possui como base fundamental a perspectiva critica das relações sociais.

Temas em PSC 1: Ideologia

5.

De acordo com GUARESCHI (2010), “existem hoje

inúmeros enfoques teóricos, que dão ao conceito de ideologia diferentes significados e funções” (p. 90).

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Discorra sobre a ideologia como sendo algo crítico (negativo) e como sendo algo neutro (positivo).

Ideologia como algo positivo é ver esse conjunto de ideias

de um ponto de vista neutro. Já o negativo tem como

característica fundamental a visão do que existe por traz desse conjunto de ideias, ver as ideias todo seu aspecto enganador e que subjuga o sujeito.

6. Ainda segundo GUARESCHI (2010), “Ideologia

assume a dimensão de uma prática, de um modo de operação, de uma estratégia de ação” (p.95). Analise as implicações derivadas dessa concepção. O conjunto de ideias vista de maneira prática faz com que esse conjunto de ideias seja visto com uma funcionalidade na construção do sujeito.

Temas em PSC 2: Identidade

7.

Sobre o conceito de Identidade, explique as

dicotomias: individual x social; estabilidade x transformação; igual x diferente; unicidade x totalidade.

O individuo é construído com identidades que são

compartilhadas socialmente, o aluno é uma identidade

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

partilhada, exemplificando. Nascemos homens e isso é estável, mas até esta estabilidade ser questionada quando se constrói o conceito de desumanidade. Sou filho e isso significa que difere do papel de pai que até o momento não possuo como identidade até que gere um filho. Faço parte de uma instituição, onde sou aluno, mas apesar dessa identidade ser compartilhada por outros sujeitos, eu não deixo de ser único, por possuir outros papeis que me diferenciam da totalidade “ser aluno”.

8. Leia a seguinte frase: “Sou o que estou sendo

(uma parcela da minha humanidade); isso me dá uma identidade que me nega naquilo que sou sem estar sendo (a minha humanidade total)” (CIAMPA, 2004, p. 69). Explique a fala do autor com suas palavras. Somos o que construímos socialmente, nossa identidade é mutável apesar de sermos por muito tempo, até pela vida toda, um ser que possui papeis de identidade aparentemente estáticos.

Temas em PSC 3: Gênero

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

9. Explique porque Gênero pode ser considerado uma

categoria de análise e de militância política, explicitando a

importância dos movimentos feministas. Gênero é uma construção social que tem implicações no

modo de viver e agir das mulheres, aceitar que ser do gênero feminino significar ser submissa aos mandos masculinos e aderir a concepção de “mulher domestica” , e isso faz com que se pense outras formas de se conceituar gênero sem que haja desigualdade imposta, tornasse necessário militar em busca de igualdade.

10. Faça uma análise da seguinte afirmação: “gênero

não deve ser concebido como uma inscrição cultural de significado em um sexo previamente dado” (MAIA, 2007, p. 137). A forma como é imposto culturalmente a idéia de que ser do sexo tal requer determinado comportamento e esse tipo de comportamento ser generalizado e imutável faz com que tente ver o sujeito como ser passível de padronização. Somos uma construção que é pensada de maneira a condizer com a cultura do tempo, mas não permanecemos submissos à cultura.

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Temas em PSC 4: Representações Sociais

11.

Discorra sobre o objeto de interesse da Teoria das

Representações Sociais, considerando a discussão sobre

senso comum e conhecimento científico. O conhecimento do senso comum é composto sim por ideologia, conhecimento científico e popular. Deve ser visto como conhecimento valido para discussão acadêmica.

12. Apontes as diferenças entre o conceito de

Representações Coletivas, apresentado pelo sociólogo Durkheim, e o conceito de Representações Sociais, proposto por Moscovici. Representações coletivas referem-se a conhecimento popular sem conhecimento científico e não sujeito a mutabilidade. As representações sociais além de

possuírem o conhecimento científico inerente, possuem característica de mudança.

13. Quais as funções das Representações Sociais?

Constroem conhecimento que possa ser entendido popularmente e usado sem que rigor científico, apesar de possuir traços de cientificidade.

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14. Explique os processos de objetivação e ancoragem

e dê exemplos.

Objetivação é como um conceito se torna material, a idéia de casa se torna a casa materialmente construída e não

mais a idéia. Já a ancoragem é a maneira como se relaciona um conceito novo com idéias já conhecidas para forma uma integração.

Temas em PSC 5: Subjetividade

15.

Quais as implicações da adoção do princípio da

identidade e do princípio da diferença na análise da

subjetividade. Pensar identidade como algo plural é pensar em

pluralidade na construção do subjetivo do sujeito.

16. Comente a afirmação: “A subjetividade,

engendrada como ‘resíduo’ no processo de produção do mundo, é um produto cultural complexo” (SILVA, 2010, p.

175).

Complexo, pois relativamente difícil, para não dizer impossível, mensurar todos os determinantes que afetam

a construção da historicidade humana.

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17. Discorra sobre o conceito de subjetividade,

considerando a “dança dos objetos” abordada por FILHO e MATINS (2007, p. 15) [Texto enviado pela UnP Virtual]. O homem é um ser complexo por natureza e construído

por fatores históricos, materiais que são modificados pelo próprio homem. Estudar uma parcela da construção desse homem não faz com que haja satisfação integral do meio acadêmico. A pluralidade de objetos estudados pela psicologia advém de uma miríade de concepções de homem e da quantidade infinita de como pesquisá-lo.

Temas em PSC 6: Processo grupal

18.

Quais as duas grandes posições identificadas por

LANE (2004) quanto aos estudos sobre pequenos grupos? Aponte as principais diferenças entre estas posições. Uma visão tradicional e alternativa. O ponto de vista

tradicional vê o grupo como tendo relações horizontais, unido, estruturado e sem modificações hierárquicas. Já o modelo alternativo existe lugar para as diferenças e as pluralidades.

19. Quais as implicações da adoção do referencial do

materialismo dialético para a análise de grupos?

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Implica ver o grupo como tendo relações desiguais, de submissão, construído historicamente com confrontos e relações de poder que podem e devem ser posta a discussão.

20. Discorra sobre as sugestões para a análise do

indivíduo num processo grupal apontadas por LANE

(2004).

Analisar o grupo pelo contexto histórico que o afeta de

maneira a ver criticamente essas relações faz com que haja modificações nessas relações de poder inerente ao grupo.

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ESCOLA DA SAÚDE CURSO DE PSICOLOGIA MATÉRIA: BASES BIOLÓGICAS DO

COMPORTAMENTO

SÍNTESE E ANALISE DO FILME “TABU”

Jazira, é uma garota que desde pequena, por coincidência do destino tem em sua vida homens (pedófilos) que se aproximam para fazer de uma criança, uma mulher.

- A mãe de Jazira é uma americana fútil, que não pensa

na filha e nem em si mesma. Abandona a filha para ficar com aquele que abusou psicologicamente sua filha. Depois termina com o namorado, porque ele provavelmente (subentende-se no filme) a traiu.

- O pai de Jazira, um libanês de cultura rígida, exige da

filha modos, educação, retraimento, pureza e confiabilidade a ele, sendo que suas exigências não são cumpridas por ele ao se relacionar com a namorada e muito menos faz com que a menina confie seus segredos

a

ele.

-

Jazira não tem suporte familiar nenhum, não tem amigos

e

sofre bulling.

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- Descobre muito cedo a sexualidade e deixa para trás o que deveria ser apenas curiosidades. - Jazira pula a fase da transição entre ser criança e pré- adolescência. Observando o filme em um contexto biológico, percebo o desenvolvimento sexual individual na personagem principal; manifestação do desejo; a masturbação; a menarca; ela passa a conhecer seu corpo a partir do toque. Ela não sabe o que fazer com essas descobertas, quando percebe que desenvolveu um corpo atraente para os homens envolvidos na trama (seu padrasto, seu vizinho, e seu colega de escola). Jasira passa por um desenvolvimento emocional no decorrer da história, auferindo uma postura mais madura no final da trama. No âmbito cultural, percebo influencias diferenciadas na vida de Jasira. No começa a vida com sua mãe que é desestruturada emocionalmente e não consegue entender essa fase de transição da criança para a adolescente; com isso vai viver com seu pai que é um homem com que apesar de viver em um país de idéias mais abertas, tem sua mente fechada e quer impor a sua filha os costumes em que fora criado; durante o desencadear da trama ela

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passa por varias experiências como, na escola sendo descriminada por sua origem; com sue vizinho pedófilo, que a deseja e abusa de sua ingenuidade; por fim, depois de tantas vivencias se estabelece em uma família mais estruturada que a orienta e que lhe da o suporte de que ela necessita.

O filme “tabu” mostra a vida de uma menina de 13 anos

que esta passando pela puberdade e tendo que superar

as relações sociais implícitas nessa passagem de desenvolvimento.

“A produção cíclica e controlada de estrógenos e progesterona é função dos ovários. Esses hormônios desempenham um papel essencial na preparação do trato reprodutivo na fêmea para a recepção do óvulo fertilizado. Além disso, é amplamente reconhecido, que muitos hábitos das fêmeas são influenciados por essa substancia.” (BRANDÃO, 2004, p71).

O comportamento da menina do filme “TABU”, Jazira, é

notadamente modificado conforme as mudanças hormonais vão acontecendo. Referencia:

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

BRANDÃO, M.L. As bases biológicas do comportamento:

introdução à neurociência. São Paulo: EPU,2004, 223p.

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DISCIPLINA: MOTRICIDADE E CORPOREIDADE Resumo:

A predominância do uso de um dos lados do hemisfério, direito ou esquerdo, acontece basicamente por herança genética. Mas estimular o uso de uma dessas partes, ou das duas, é o que garante se vamos ser destros ou canhotos. Durante a infância esse desenvolvimento é claramente visto e pode ser estimulado ou reprimido. Os jogos infantis são uma ótima maneira de fazer com que as crianças desenvolvam melhor suas capacidades motoras de acordo com a propensão a determinado tipo de lateralidade. Essa pesquisa se ateve aos conceitos básicos de lateralidade e uma breve alusão aos jogos infantis que ajudam a desenvolver um ou os dois lados do corpo.

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Introdução:

Diante da dúvida que permeia a cabeça de muitos pais sobre a questão da lateralidade (predominância motora de um dos lados do corpo), quando vê o bebê segurando o brinquedo ora com uma mão, ora com outra, os especialistas garantem que essa é uma agilidade motora normal, já que nesta faixa etária a criança é ambidestra (habilidade com as duas mãos). A lateralidade é determinada por volta dos 6 aos 8 anos, no entanto antes dessa fase a criança manifesta sua escolha quanto ao uso de uma das mãos. (LOPES, 2012)

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As causas que originam a lateralidade da criança ainda não apresentam uma conclusão definitiva, porém alguns cientistas sustentam a idéia da determinação genética. Sendo assim, uma característica adquirida dos pais.

Segundo estudo realizado no início dos anos 90, filhos de pais destros têm 9,5% de chance de ser canhotos. A possibilidade aumenta de 19,5%, quando o pai ou a mãe

é canhoto.

Em casos que o pai e a mãe são canhotos, o filho poderá apresentar 26% de chance de ser canhoto. A lateralidade

é dominada pelo cérebro, sendo que os movimentos da

parte esquerda do corpo são estimulados pelo hemisfério cerebral direito e vice-versa. Antigamente, as crianças canhotas eram vistas como anormais. Na escola recebiam castigos como “reguadas” e tinham o braço esquerdo amarrado pelos professores. A lateralidade da criança não deve ser reprimida, uma vez que pode ocasionar prejuízos à criança, como afirmam os neurologistas. Um exemplo disso é a dificuldade em ser alfabetizada quando são canhotas e obrigadas a utilizar a mão direita. A leitura e a escrita também podem ser retardadas. Podem enfrentar problemas de orientação

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espacial, fazendo-as tropeçar e trombar nas coisas.

(LOPES,2012)

Minha mão esquerda Ser canhoto não é uma coisa do outro mundo, e os pais nunca devem reprimir essa preferência. Apesar de gêmeos, Fernanda e Victor, cinco anos, mostraram a "canhotice” em momentos diferentes, cada um no seu ritmo. Será que ele vai ser destro ou canhoto? Quem nunca se fez essa pergunta ao ver o filho, ainda bebê, segurando os brinquedos, ora com uma mão, ora com outra? Essa agilidade motora, dizem os especialistas, é perfeitamente normal: nos primeiros meses de vida, a criança é ambidestra, ou seja, tem habilidade com as duas mãos. A definição final da lateralidade (nome que os cientistas dão à predominância motora de um dos lados do corpo) só irá ocorrer entre os 6 e os 8 anos. Muito antes disso, porém, a criança já começa a mostrar certa preferência pelo uso de uma das mãos. A menina Isadora, por exemplo, dava sinais desde cedo de que seria canhota. 'Com pouco mais de 1 ano, ela já utilizava a mão esquerda para segurar a colher, pegar as bonecas e apontar para os amigos', conta sua mãe, Rebeca

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Werdesheim Cardoso. Hoje, com 5 anos, parece não haver mais dúvida. 'Na escola, ela escreve, faz desenhos e usa a tesoura com a esquerda', afirma Rebeca - também canhota, por sinal. Os cientistas não chegaram a uma conclusão definitiva sobre os motivos que levam uma criança a ser destra ou canhota, embora a maioria deles aposte na determinação genética. Seria, portanto, uma característica herdada dos pais. Um estudo feito no início dos anos 90 revelou que filhos de pais destros têm apenas 9,5% de chance de ser canhotos. Mas se o pai ou a mãe é canhoto, como é o caso de Isadora, a possibilidade sobe para 19,5%. Se os dois são canhotos, o filho terá cerca de 26% de probabilidade de ter a mesma lateralidade dos pais. Papel do cérebro Quem comanda a lateralidade é o cérebro. Cada um de seus dois lados controla os movimentos da parte oposta do corpo. Assim, a mão e o pé esquerdos são acionados pelo hemisfério cerebral direito, e vice- versa. 'Nos destros, o hemisfério dominante é o esquerdo, enquanto nos canhotos é o direito', explica o neurologista Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Outra descoberta a respeito da lateralidade é que, apesar de inata, a preferência por uma das mãos, por um dos pés ou por um dos olhos (sim, embora muita gente não saiba, também temos um olho dominante) vai se instalando progressivamente. 'A dominância de uma das mãos surge no fim do primeiro ano de vida, mas só começa a se definir em torno dos 5 anos', afirma a psicopedagoga Irene Maluf, da Associação Brasileira de Psicopedagogia. E cada criança se desenvolve num ritmo próprio. É exatamente esse ritmo particular que fez a lateralidade de cada um dos gêmeos Victor e Fernanda, 5 anos, evoluir de forma diferente. 'Desde pequena, a Fernanda pega as coisas com a mão esquerda', lembra sua mãe, Paula de Cillo Alexandre. 'No Victor, nenhuma preferência por uma das mãos surgiu até que entrasse na escola. Aí, ele passou a usar mais a esquerda e hoje escreve com essa mão', recorda ela. Neste caso, nenhum dos pais é canhoto, mas apenas um tio paterno. Atenção para a lateralidade cruzada Quando uma criança é ambidestra ou tem lateralidade cruzada, pode sofrer dos mesmos prejuízos causados pela inibição do “canhotismo”, ou

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seja, pode apresentar dificuldade de alfabetização, desorientação espacial, etc. A lateralidade cruzada acontece, por exemplo, quando a criança é canhota de olho e destra da mão ou do pé. É preciso, então, fazer um programa com a criança, para organizar sua psicomotricidade. 'Com uma série de exercícios visuais, motores e escritos, tentamos harmonizar essas preferências e organizar a dominância exercida pelos dois lados do cérebro', explica a psicopedagoga Irene Maluf. 'Embora não exista comprovadamente ligação direta entre os distúrbios da aprendizagem e o “canhotismo”, com frequência percebemos essa relação no caso de crianças que não possuem simetria lateral definida', diz a especialista. Atualmente, as crianças canhotas já não são mais vistas como anormais, como ocorria no passado. 'Cheguei a levar 'reguadas' para escrever com a mão direita', diz Rebeca, a mãe de Isadora. Os castigos iam além: alguns professores amarravam o braço esquerdo da criança, para forçá-la a usar a outra mão. 'Isso é um grande equívoco', observa o neurologista Muszkat. 'Ser canhoto

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não é defeito, e reprimir essa orientação pode provocar sérios danos à criança', diz ele. Crianças canhotas forçadas a usar a outra mão têm dificuldade para ser alfabetizadas. Podem demorar a ler e escrever. Às vezes, acabam sofrendo de problemas de orientação espacial, o que as faz tropeçar e trombar nas coisas. Por isso, os pais nunca devem forçar o uso da mão ou do pé direitos. 'Ser canhoto é uma característica pessoal, e não há desvantagem nisso', adverte a psicopedagoga Irene Maluf. Objetos adequados Não existem estatísticas oficiais, mas estima-se que 5% a 12% da população são canhotos ou canhotas. Por serem minoria, enfrentam pequenas dificuldades no dia- a- dia. A maioria dos objetos, utensílios e ferramentas foi feita para quem usa a mão direita. Até o corrimão das escadas e a maçaneta das portas foram projetados para satisfazer os destros. Isso não significa que é preciso fazer mudanças em casa quando se tem um filho canhoto. 'Qualquer adaptação exagerada vai valorizar para a criança uma diferença que não é relevante', explica Irene Maluf. 'O importante é observar o desenvolvimento do filho e, se possível, muni-lo dos instrumentos dequados para a

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realização de certas tarefas. ' Apesar de viver num mundo de destros, o canhoto tem vantagens. Uma pesquisa recente sugere que ele pode ter mais facilidade para memorizar coisas. Isso porque, no canhoto, os dois hemisférios cerebrais se comunicam melhor, pois o feixe de fibras nervosas que os conecta é maior. Além disso, como a dominação exercida pelo hemisfério direito do cérebro não é tão poderosa quanto a do lado esquerdo, o canhoto tem mais facilidade para ser ambidestro. Ou seja, muitos dos canhotos também têm pleno domínio do uso da mão direita. Pode parecer bobagem, mas não é nada fácil para uma criança canhota usar uma tesoura ou sentar-se numa carteira escolar convencional. Esses objetos, como muitos outros (abridores de lata, instrumentos musicais de corda, baralhos, relógios) foram desenhados para ser usados por destros. Infelizmente, é difícil encontrar artigos para canhotos no Brasil. Nossa reportagem procurou lojas especializadas nisso e não as encontrou. Nenhuma das pessoas entrevistadas para esta matéria conhecia uma casa que vendesse exclusivamente produtos para canhotos. Nos Estados Unidos, a loja The Left Hand (A

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Mão Esquerda, em inglês), localizada na Flórida, tem mais de 100 artigos feitos para canhotos. A relação vai de tesouras e canivetes suíços a relógios e baralhos. Para ver os produtos oferecidos, entre no site www.thelefthand.com. O ruim é que, apesar de fazer vendas on-line, a loja não envia as encomendas para fora dos Estados Unidos. No Brasil, a Mundial fabrica tesouras para canhotos. A Microsoft e a IBM também têm acessórios para computador, como mouses, que podem ser usados indistintamente por destros e canhotos. (REVISTA CRESCER, 2012) Os jogos tradicionais têm um grande elo com a construção de uma nova significação para a infância e uma nova visualização da criança diferente do adulto. Esta fase peculiar, onde o ser humano desenvolve seus aspectos físicos, intelectuais e afetivos, para conviver e compreender suas transformações pessoais e sociais tomou novos rumos quanto ao seu entendimento e valorização. A construção da imagem da criança e do brincar pressupõe um resgate do contexto sócio-cultural em que esta criança estava inserida em determinada época, pois diversos comportamentos considerados

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lúdicos e seus significados têm muitos olhares em cada cultura e momento específico. A evolução histórica e social do brincar tem uma relação intrínseca com o conceito de infância ao longo do tempo. Segundo Kishimoto (1993), Platão já comentava a importância de “aprender brincando” em oposição à utilização da violência e da opressão, e Aristóteles sugeria que para educar crianças os jogos deveriam imitar atividades sérias de ocupação adulta como forma de preparo para a vida futura. Os diversos enfoques sobre o jogo possibilitam compreender porque existiam, e ainda existem, diferenciações desta prática lúdica nas diferentes culturas e sociedades. Os jogos existentes na época de Platão e Aristóteles eram jogos físicos destinados ao preparo do soldado e ao combate, sendo que os gregos acrescentaram à cultura do corpo a preocupação com a formação estética e espiritual. Já com Horácio e Quintiliano, em uma nova era, pode-se constatar a presença de guloseimas em forma de letras que eram destinadas ao aprendizado e que eram elaboradas pelas doceiras de Roma, aliando o jogo a instruções elementares nos estudos. Os jogos tradicionais são

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filiados ao folclore, são transmitidos de geração em geração através da oralidade e dos conhecimentos empíricos e permanecem na memória infantil, mas não de forma cristalizada, pois a cada nova geração existem variações e transformações do jogo. Além das habilidades desenvolvidas nas crianças, aqui já citadas, os jogos tradicionais possibilitam, também, um resgate da cultura familiar, uma relação de proximidade entre avós, pais, filhos e comunidade escolar. No momento em que se integram tanto os conhecimentos que vieram das famílias, quanto o interesse dos alunos em realizar atividades enriquecedoras e interessantes, é possível perpetuar costumes e valores que os antepassados cultivavam, resgatando e ressignificando os jogos tradicionais, que estão sendo esquecidos devido as novas estruturas familiares e sociais. (ROSA, 2006) É importante o bom desenvolvimento da lateralidade com a relação as dificuldades de aprendizagem, pois nem todas as criança na idade pré escolar apresentam os pré requisitos necessários a alfabetização. Ocorre que determinadas crianças por evidenciarem problemas das

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mais variadas causas, não acompanham o ritmo normal de uma determinada classe. (SERAFIN, 200) Com relação à lateralidade, tanto no feminino quanto no masculino as diferenças apresentaram-se em todos os períodos exceto no período pubertário. Comparando se os dois sexos, a força de mostra-se superior em meninos para todas as faixas etárias. (ESTEVES, 2005) Antes de falar da relação entre as brincadeiras e a lateralidade vamos rever alguns conceitos básicos. Lateralidade capacidade de vivênciar as noções de direita e esquerda sobre o mundo exterior, independente da sua própria situação física. RitmoEm relação ao movimento, é a ordenação específica, característica e temporal referente a processos parciais interligados no ato motor. Há uma estreita ligação entre ritmo e organização espaço temporal. Uma brincadeira típica no Brasil entre as crianças são as cantigas de roda, que desenvolvem alem da musica a coordenação motora ao rodar segurando as mãos e cantar ao mesmo tempo. Exemplo de cantiga de roda:

CARANGUEJO Caranguejo não é peixe

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Caranguejo peixe é Caranguejo só é peixe Lá no fundo da maré Ora, palma, palma, palma Ora, pé, pé, pé Ora, roda, roda, roda Caranguejo peixe é Formação roda de mãos dadas. Movimentação A roda gira enquanto as crianças cantam a primeira quadra. Ao cantar a Segunda, as crianças soltam as mãos e seguindo a letra, batem palmas, batem os pés no chão e giram sobre si mesmas. Observação qualquer cantiga de roda aqui apresentada ou outras mais, podem manter sua forma original de letra e melodia ou sofrer modificações (serem reinventadas) de acordo com as necessidades e os objetivos envolvidos entre professores e alunos. (FARIAS, 2001) Não existe uma tendência neurológica na lateralidade a partir da dominância hemisférica cerebral, definida geneticamente. ( LILIAN, 1998) Existem brincadeiras que reforçam o uso de um lado do hemisfério cerebral e com isso estimulam a lateralidade do corpo.Existem muitos

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exemplos de brincadeiras infantis no Brasil: Ilustrações de

Rosinha.

ACADEMIA OU AMARELINHA Desse jogo pode participar qualquer número de crianças. Risca-se no chão, com carvão, giz, ou se for na areia, com um pedaço de pau ou telha, uma figura que parece um boneco com uma perna só, de braços abertos, ou um avião, como também é conhecido em algumas partes do Brasil. As quadras da academia terminam com o céu (um círculo). São mais sete casas numeradas. A criança que gritar antes a palavra PRIMEIRA inicia o jogo e a ordem de quem vai jogar vai sendo gritada pelas outras crianças, sucessivamente. A brincadeira consiste em jogar uma pedra na primeira casa e ir pulando com um pé só e com as mãos na cintura todo o desenho, indo e voltando, evitando-se pisar na casa onde está a pedra e pegando-a na volta. Joga-se a pedra na segunda casa e assim sucessivamente até o céu (círculo). A pedra jogada tem que parar dentro do espaço delimitado de cada quadra ou casa. Ganha o jogo quem conseguir chegar ao céu, sem

em:

Disponível

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errar, ou seja colocando a pedra no local correto, em todas as casas, fazendo todo o trajeto sem colocar os dois pés ou pisar na linha do desenho. Pode se também fazer todo o trajeto sem jogar a pedra, levando-a em cima do peito de um dos pés ou de uma das mãos, sem deixá- la cair. Quem errar espera a próxima jogada e recomeça de onde parou. Há ainda outra etapa, onde se joga a pedra de costas e se acertar uma casa, passa a ser seu proprietário. Ali, nenhum dos adversários poderá mais pisar. Ganha quem tiver o maior número de “casas próprias”. CABO-DE-GUERRA Os participantes são divididos em dois grupos, com o mesmo número de crianças. Cada grupo segura um lado de uma corda, estabelecendo-se uma divisão na sua metade, de forma a permitir que cada grupo fique com o mesmo tamanho de corda. É dado o sinal do início do jogo e cada grupo começa a puxar a corda para o seu lado. O vencedor é aquele que durante o tempo estipulado (um ou dois minutos) conseguir puxar mais a corda para o seu lado. Ilustrações de Rosinha. Disponível em:

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http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?opti

on=com_content&view=article&id=372&Itemid=189

BOLA DE GUDE É um jogo muito antigo, conhecido desde as civilizações grega e romana. O nome "gude" tem origem na palavra "gode", do provençal, que significa "pedrinha redonda e lisa". Atualmente, a bola de gude é feita de vidro colorido. Há várias modalidades do jogo, porém a mais conhecida é o chamado triângulo. Risca-se um triângulo na terra e coloca-se uma bola de gude em cada vértice. Se houver mais de três participantes, as bolas são colocadas dentro ou nas linhas do triângulo. Para saber quem vai iniciar o jogo marca-se um risco no chão, a uma certa distância do triângulo. Posicionando-se perto do triângulo, cada participante joga uma bola procurando fazer com que ela pare o mais próximo da linha riscada no chão. O nível de proximidade da bola define a ordem dos jogadores. O jogo começa com o primeiro participante jogando a bola para tentar acertar alguma das bolinhas posicionadas no triângulo. Se conseguir, fica com a bola atingida e continua jogando, até errar quando dará a vez ao segundo e assim por diante. Se a bola parar dentro do

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triângulo o jogador fica “preso” e só poderá participar da próxima rodada. Os participantes vão se revezando e tentando “matar” as bolinhas dos adversários, utilizando os dedos polegar e indicador para empurrar a bola de gude na areia, com o objetivo de atingir o maior número de bolas dos outros participantes. Ganha o jogo quem conseguir ficar com mais bolas. (GASPAR, 2012) PAR OU ÍMPAR Regra do jogo: A preliminar par muitos jogos infantis, é tirar o par ou ímpar. Os dois jogadores ou os dois diretores do jogo, ficam à frente, um diz: -Par! , o outro diz:- Ímpar! Ou vice-versa, mantendo a mão direita fechada atraz. Trazem as mãos para a frente com a palma para baixo, simultaneamente, apresentando um, dois, três, quatro ou cinco dedos, ou nenhum. Somam-se os números. Se a soma é um número par, ganhou o que disse : - "par!". Tem direito a começar o brinquedo ou escolher o primeiro comparsa. (USP, 2012) Pedra, papel ou tesoura. Lembra-se do jogo? E das regras? São três elementos: pedra, papel e tesoura. A pedra (representada pelo punho fechado), papel (mão aberta) e tesoura (os dedos indicador e médio formam um

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V). Regras básicas: dado um sinal, cada um dos jogadores apresenta um elemento. Pedra perde para papel (o papel embrulha a pedra); papel perde para tesoura (esta corta o primeiro); e, finalmente, a tesoura perde para a pedra, que quebra aquela. Nesse caso, a relação que introduzimos foi ganhar/perder. Se ela fosse transitiva, teríamos o seguinte: pedra perde para papel, papel perde para tesoura e, então, pedra deveria perder para tesoura. Mas não é isso o que acontece. A relação ganhar/perder não é transitiva. Esse exemplo simples mostra que podemos criar uma situação real (e divertida) na qual uma relação não transitiva surge de forma natural. Em tempo: há uma estratégia para vencer o jogo? Não. Mas a dica a seguir talvez ajude: por alguma razão, as pessoas parecem escolher pedra com mais frequência (mas a razão pertence ao campo da psicologia e não ao da matemática). Assim, se você for jogar com alguém que não tenha lido esta coluna, jogar papel é uma boa estratégia. (MORICONI, 20012)

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Na área da motricidade fina, percebeu-se que os alunos que participam bastante de brincadeiras no período em que não estão em aula que envolva esta área; com isso, poderá estar faltando na escola a vivência destas atividades. O déficit apresentado em relação à área de esquema corporal poderá ser devido ao tempo gasto com jogos televisivos, ou até mesmo à restrição de atividades envolvendo noção de simetria corporal, relaxamento, equilíbrio postural, etc. Também devem se levar em consideração os aspectos neurológicos das crianças. (CRIPPA, 2002)

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Conclusão:

A grande diversidade de brincadeiras infantis traz uma miríade de possibilidades de estimular o uso de um ou os dois lados do hemisfério do corpo. Cabe ao educador, fisioterapeuta e demais profissionais que trabalham com crianças usarem de criatividade para ajudar no desenvolvimento desses sujeitos. Existem propensão para o uso de um dos lados mas o que vai determinar se uma criança vai ser canhota ou destra são os estímulos que ela recebe.

REFERÊNCIAS:

CRIPPA, R. L. [et al.]. Avaliação Motora de pré- escolares que praticam atividades recreativas. Espinho. ANAIS: VII Encontro Internacional - Criança, Vida Activa e Cidadania, v. 1. 2002. ESTEVES, A. C. [Et. Al] Força e preesão, lateralidade sexo e características antropométrica da mão de crianças em idade escolar. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Edição 7(2): pg. 69-75. 2005. FARIAS, A. S. F. S. ; A importância das brincadeiras de roda na práxis do professor de educação física. Universidade Candido Mendes. Projeto a vez do mestre. Rio de Janeiro Agosto de 2001. GASPAR, ; BARBOSA, V. Jogos e brincadeiras infantis populares. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim

Nabuco,

<http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em:

em:

Recife.

Disponível

Acesso em 09 de junho de 2012. LILIAN T. B. G. ; SECCO, C. R. ; Marins, f. h. p. ;Influência da Lateralidade na locomoção sobre os obstáculos. Laboratório de

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Estudos da Postura e da Locomoção, Departamento de Educação Física, IB/UNESP. Bela Vista-Rio Claro - São Paulo. v. 1. p. pg. 112-112. 1998. LOPES, P. Lateralidade. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/psicologia/lateralidade.htm> Acesso em: 6 de junho de 2012. MORICONI, M. Pedra, papel ou tesoura? Instituto de Física Universidade Federal Fluminense. Disponível em: <

papelou- tesoura >Acesso em: 06 de junho de 2012.

REVISTA CRESCER, Editora Globo. Minha mão esquerda.

em:

Disponivel

<http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0,19125,EFC406249-

2216-1,00.html> Acesso em: 6 junho de 2012. ROSA, I. L. R.; FREITAS, S. N.; Pano, Pião, Peteca, Cordão: O desenvolvimento da Psicomotricidade através dos jogos tradicionais. Universidade Federal de Santa Maria UFSM/RS.

2006.

SERAFIN, G.; PERES, L. S. ; CORSEUIL, H. X. Lateralidade:

Conhecimentos básicos e fatores de dominância em escolares

de 7 e 10 anos. Caderno de educação Fisíca. M. C. Rondon. V2. N. 1 pg. 11-30. Nov. 2000.

USP, LABORATÓRIO DE BRINQUEDOS E MATERIAIS PEDAGÓGICOS Pequena Coletânea de Jogos e Brincadeiras Populares Infantis. Portal de educação física

em:

escolar.

110-jogos-infantis/140-pequena-coletanea-de-

jogos-e-brincadeiras-popularesinfantis. html Acesso em: 06 de junho de 2012.

Disponível

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PESQUISA SOBRE A TEORIA DOS ESTÁGIOS DE PIAGET Resumo:

O tema que esta pesquisa observou foi o estagio em que se encontravam as três crianças que participaram da pesquisa, sedo feito quatro experimento com as crianças. Os estágio de Piaget foram o cerne da pesquisa com meninas de 7,5 e 4 anos. O objetivo é identificar o estagio e comparar com a teoria de Piaget para saber se realmente esses estágios estão de acordo com a delimitação da idade. A pesquisa fez uso de brinquedo e folhas com desenhos. Foi feito questionamento as crianças, primeiramente para ter certeza que elas entenderam a tarefa que estava sendo pedida e logo em seguida era questionado sobre o os animais de forma a identificar se as crianças possuíam o pensamento reversível. As respostas foram interessantes, pois, as crianças responderam de forma a corroborar a teoria de Piaget.

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Introdução:

As crianças que possuem o pensamento reversível são crianças com aptidões de aprendizagem diferentes daquelas que ainda não possuem esse modo de

processar informações. É de extrema relevância o estudo e localização temporal desse estágio de desenvolvimento.

A partir do momento em que identifico o estagio de

desenvolvimento em que essa criança se encontra posso planejar e adequar o ensino de maneira apropriada e que traga maior benefício para esse sujeito em desenvolvimento. É de vital importância que estudos desse caráter sejam feitos aqui no nordeste e em todo o Brasil com a intenção de desmistificar a idéia de que uma teoria que foi formulada em outro continente não pode ser usada fora dele. As teorias do suíço Piaget devem ser levadas a serio e estudadas afinco através de pesquisas, tanto quanto qualquer outro teórico da psicologia, para entendermos e podermos tirar conclusões acertadas

sobre seus conceitos. Dada a importância da teoria de Piaget, foi feito uma pequena descrição da teoria no final

do trabalho.

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Relatório da pesquisa

A pesquisa de campo foi realizada com 3 crianças e tem o

objetivo de identificar o estágio em que essas crianças se encontram de acordo com a teoria de Piaget.

Objeto de pesquisa são crianças próximas ou que estejam no estágio pré- operacional. As crianças que participaram do experimento foram Valeska 4anos, Ayanna 5 anos e Amanda 7 anos, todas com o aval de familiares responsáveis. Foi usado na experiência 10 brinquedos: 7 cachorros e 3 gatos para Valeska, uma folha com o desenho de 5 gatos, 2 cachorros, 1 coelho e 1 porco para a pesquisa com Amanda e para Ayana foi usados brinquedos( 3 cachorros

e 2 gatos).

Primeiro experimento:

Foi colocado sobre a mesa 7 cachorros e os 3 gatos misturados e foi pedido a ela que separa se os brinquedos. Primeiro a menina separou os gatos e os cachorros e segue o diálogo em que P representa o pesquisador e V a menina (Valeska, 4 anos) que participou da pesquisa:

P: O que você esta vendo?

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V: Cachorro e gato! P: Quantos gatos têm? V: Sete! P: Cachorros e gatos, todos juntos, são o que?

V: É

P: Cachorros e gatos são pessoas?

V: Não! P: Então são o que?

V: É

P: Quantos animais têm? V: (Ela conta com os dedos cada um dos brinquedos e responde) Tem dez! P: Tem mais cachorros ou gatos? V: Cachorros! P: Por quê? V: Contei e vi que tem mais cachorro, gato só tem 3! P: Todos os gatos e cachorros junto são o que? V: Animais! P: Tem mais cachorros ou animais? V: Cachorros! P: São quantos animais ao todo? V: (Ela olha e conta com as mãos cada brinquedo)Dez!

(ficou calada)

Animal!

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P: Tem quantos cachorros? V: Sete! P: Tem mais animais ou cachorros? V: Cachorros! Nota-se que Valeska consegue identificar cada animal com duas classes distintas; gatos e cachorros. E sabe que existe algo em comum a todos eles, são todos animais. Ela entende que existem mais cachorros do que gatos, mas não consegue estabelecer um pensamento que faça com que perceba que existem mais animais do que cachorros. Valeska, segundo a teoria de Piaget encontra-se presa no estagio pré-operacional. Pois ela não tem um pensamento reversível com relação aos animais. Segundo experimento:

Com a mesma menina (Valeska) foi feito outro experimento:

Foi pedido para que ela desenhasse 8 bolas e ela pintou 8 de vermelho e 3 de azul. Em seguida foram feitas perguntas:

P: Tem quantas bolas azuis? V: Três!

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P: Tem quantas bolas vermelhas? V: Cinco! P: As vermelhas são bolas também? V: Sim, todas são bolas! P: Você tem mais bolas vermelhas ou mais bolas? V: Tem mais bolas vermelhas! Para termos mais certeza do estagio em que Valeska se encontra, ela fez um segundo teste. E esse teste, que esta relatado acima, nos trouxe outra identificação de que ela esta no estagio que foi relatado no primeiro experimento, ela esta no estagio pré-operacional. Terceiro experimento:

A segunda menina que participou foi Amanda de 7 anos e com ela foi usado uma folha em que estavam desenhados 5 gatos, 2 cachorros, 1 coelho e 1 porco. Por se tratar de uma menina de 7 anos as questões abordadas ficaram fácil de entendimento e segue-se o diálogo em que A representa Amanda de 7 anos e P o pesquisador:

P: (O pesquisador aponta para a folha de papel com os desenhos onde se localizam os desenhos dos gatos e pergunta) O que é isso? A: Gatos!

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P: (O pesquisador aponta para a folha de papel com os desenhos onde se localizam os desenhos dos cachorros e pergunta) E isso? A: Cachorros! P: (O pesquisador aponta para a folha de papel com os desenhos onde se localiza o desenho do coelho e pergunta) E isso? A: Coelho! P: (O pesquisador aponta para a folha de papel com os desenhos onde se localiza o desenho do porco e pergunta) E isso? A: É um porco! P: E todo isso junto formam o que? A: Todos mamam! P: Certo!Mas eles alem de mamíferos são o que? A: Animais! P: Então agente tem uma porção de ? A: Mamíferos! P: Mamíferos e o que? A: Animais! P: Quantos animais agente tem? A: (Ela conta e responde) Nove!

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P: E agente tem mais gatos, cachorros, coelhos ou porquinhos? A: Mais gatos! P: Por que tem mais gatos?

A: Por que aqui agente tem mais gatos, dois cachorros, um coelho e um porquinho!

P: Agente tem mais animais ou mais gatos?

A: Mais animais! Ainda questionamos o motivo de existir mais animais do que gatos, e ela respondeu apontando e dizendo que todo

são animais e gatos tem apenas cinco. Amanda por ter 7 anos ela esta caracterizada como tipicamente no estagio posterior ao pré-operacional, sendo assim, ela possui o pensamento reversível. Quarto experimento:

A terceira menina que participou da pesquisa foi Ayanna

de 5 anos. Que usamos 5 brinquedos; 3 cachorros e 2 gatos. Ayanna é representada pela sigla AY no diálogo e o pesquisador P:

P: Quantos cachorros nós temos? AY: (Conta comas mão e responde) Três cachorros! P: Quantos gatos?

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AY: (Continua contando com as mãos e responde) Dois gatinhos! P: (Apontando para os gatos pergunta) O que é isso? AY: Gatos! P: ( Aponta para os cachorros e pergunta) E isso? AY: Cachorros! P: Gatos e cachorros juntos formam o que? AY: Bichos!

P: Agente tem mais bichos ou cachorro?

AY: Cachorro!

P: Por quê? AY: Por que tem três cachorros! Ayanna esta no mesmo estagio que a primeira menina dos experimento, Valeska de 4 anos.

O desenvolvimento segundo Jean Piaget

Piaget teorizou que o desenvolvimento dos seres humanos acontece em três fazes distintas: Sensório- motor, pré-operacional e operacional. Para Piaget essas fases de desenvolvimento não podem ser puladas, elas são seguidas uma das outras, podendo apenas ficar retardado em alguma delas.

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Piaget não se deteve apenas a conceitos e teorias cognitivas, ele teorizou que existem “esquemas” que estão associados a elementos sociais e afetivos. Os esquemas consistem num conjunto de ações

interligadas que formam uma totalidade organizada, que funciona por si mesma. O esquema cognitivo de pegar um objeto, por exemplo, é constituído de um conjunto de ações interligadas de curvar, contrair, esticar os dedos etc., com registro das sensações de agrado, desagrado, sucesso, fracasso. O esquema afetivo é, portanto, um modo de sentir adquirido paralelamente às ações que o sujeito exerce sobre objetos ou pessoas.(FARIA,1998,

p9.)

Segundo Piaget, o que herdamos de positivo e construtivo

é um modo de funcionamento intelectual. Não herdamos

estruturas cognitivas como tais; estas passam a existir

apenas no decorrer do desenvolvimento. O que herdamos é um modus operandi, uma maneira especifica de transação com o ambiente. (FRAVELL,1996, p43.)

O período sensório-motor:

No período sensório-motor a criança não tem noção da divisão que existe entre o que é seu corpo e o que não é.

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A relação que ela tem com o meio ambiente ajuda no

processo de desenvolvimento. Esse período acontece até

os dois anos de idade. Nesse período a criança possui

uma inteligência de ação e não representativa dos

objetos. Quando a criança nasce há indissociação entre seu corpo

e no ambiente no qual está imersa. Porém, devido à

capacidade que tem para reagir ao meio, à chupeta, ao alimento, às pessoas etc., a noção de objeto vai sendo construída durante os seis estádios do período sensório-

motor. A elaboração dessa noção vai depender do equilíbrio entre a assimilação e acomodação, ou seja, da incorporação dos dados da realidade aos esquemas disponíveis do sujeito (assimilação) e da modificação dos esquemas para assimilar os dados novos (acomodação). Mas nem sempre essas duas funções estão bem equilibradas. (FARIA,1998, p22.) Período pré-operacional Esse período começa aos 2 e vai até os 7 anos de idade.

O grande salto do período anterior para esse é a

conquista da função simbólica dos objetos. A criança

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passa a entender que as coisas existem também fora do ângulo de visão. Durante o subperíodo pré-operacional, a criança deixa de ser um organismo, cujas funções mais inteligentes são ações sensório-motoras e explícitas, e se transforma num organismo, cujas cognições superiores são manipulações internas e simbólicas da realidade. (FRAVELL, 1996,

p152.)

Ainda nesse mesmo período a criança é incapaz de pensar partindo de um ponto de vista alheio. Se

contarmos uma historia qualquer a uma criança no estágio pré-operacional e pedirmos para que ela conte essa mesma historia para outra pessoa, ela vai contar a historia como se o ouvinte já conhecesse essa historia. É nesse período que se constitui o pensamento reversível.

O egocentrismo pré-operacional é uma característica

bastante geral que possui numerosas consequências. Acima de tudo, a criança demonstra frequentemente uma

relativa incapacidade de assumir o papel de outra pessoa,

ou seja, de considerar seu ponto de vista como um entre

muitos outros e de tentar coordena-lo com esses outros pontos de vista. (Ibidem, p. 158.)

96 ]

Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Período operatório

O período operatório de divide entre operatório concreto e

operatório formal.

O período operatório concreto acontece a partir dos sete

anos e vai até os doze anos de idade. O período operatório formal é iniciado aos doze anos de idade e segue ao longo da vida. Nesse período, operatório concreto, a criança diante de objetos novos ou em transformação, age trazendo para o plano consciente duas ou mais características para combina-las numa síntese mental. (FARIAS, 1998, p48.) Fazendo uma analogia grosseira, poderíamos dizer que as estruturas das operações concretas assemelham-se a estacionamentos onde as vagas individuais são ocupadas

e desocupadas; os espaços, no entanto, permanecem e

permitem que seus proprietários vejam além dos carros realmente presentes, e imaginem futuros ocupantes potenciais das vagas que se encontram vazias ou que podem ficar vazias. (FRAVELL, 1996, p208.) No estagio operacional formal a grande diferença do estagio anterior é que agora a criança sabe definir nitidamente o que é real e o que é apenas possibilidade.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Ao contrario da criança que se encontra no estagio operacional concreto, o adolescente, ao começar a examinar um problema com que se defronta, tenta imaginar todas as relações possíveis que seriam válidas

no caso dos dados em questão; a seguir, através de uma

combinação de procedimentos de experimentação e de analise lógica, tenta verificar quais dessas relações possíveis são realmente verdadeiras. ( Ibidem, p209.)

Conclusão:

O estudo acima mostrou que essa três crianças que

participaram da experiência que procura reconhecer se existe o pensamento reversível foram caracterizadas de acordo com os conceitos que Piaget teorizou. A menina

de 7 anos está no estagio posterior ao pré-operacional e

sendo dessa forma uma criança que tem o pensamento reversível. As outras duas crianças (Valeska e Ayanna), por terem respectivamente 4 e 5 anos, estão no estagio pré-operacional e não possuem o pensamento reversível ainda.

98 ]

Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Referencias:

FARIA, A. R. O desenvolvimento da criança e do adolescente segundo Piaget. 4° Edição. São Paulo:

Editora Ática, 1998. 144 p. Serie educação. FRAVELL, J. H. A psicologia do desenvolvimento de Piaget. 5° Edição. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1996. 482p.

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Resumo: O que é existencialismo de João da Penha

O que é existencialismo de João da Penha

João da penha em seu livro desenvolve um relato das características do que é o movimento filosófico chamado de existencialismo. O próprio nome já diz do que se trata; existência. Mas dependendo do teórico o termo ganha extensões diferentes. Nota-e que antes do termo ser usado para discutir a existência humana já existia esse debate. O existencialismo trata do homem individual, particular e concreto. O autor relata que não existem razões lógicas que determinem como cada um deve seguir a vida. O existencialismo moderno surgiu na França enquanto movimento e como filosofia o existencialismo procede da meditação religiosa do pensador dinamarquês Soren A. Kierkegaard. Para Kierkegaard, o homem é espírito, é a síntese do finito e infinito, do temporal, do eterno, de liberdade e necessidade. Já para Heidgger o “ser” não pode ser concebido como particular e nem como um conjunto de todos os seres particulares com os quais lidamos em

nossa experiência cotidiana, limita-se a afirmar que o ser

é aquilo que faz com que o mundo seja e que assim

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

pareça ao homem. Popularmente o existencialismo foi conhecido pela aversão ao comportamento moral e eticamente correto, havia uma idéia, no censo comum, de que os existencialistas erram excêntricos, depravados promíscuos e mórbidos. O autor enfatiza a participação de Jean Paul Sartre no existencialismo como um dos autores mais conhecido, criticado e polemico ao escrever sobre suas descrenças absolutas. O existencialismo, segundo Sartre, poderia ser extremamente útil ao marxismo, tendo-se em conta que o diálogo entre ambos se justifica pelo fato de ambicionarem atingir o mesmo objetivo. Só que marxismo absorveu o homem na idéia, enquanto o existencialismo procura-o onde quer que ele esteja. O existencialismo procura ver o homem de maneira singular, livre e dono do seu destino. Fonte:

Penha, João da. O que é existencialismo/ São Paulo :

Brasiliense, 2001. ( Coleção Primeiros Passos; 61) 14° reimpressão da 1° edição de 1992.

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MÚSICA E DOR CRÔNICA MÚSCULOESQUELÉTICA: O POTENCIAL EVOCATIVO DE IMAGENS MENTAIS O estudo que artigo se refere traz luz a uma terapia que produziu ótimos resultados. A musicoterapia é algo que trouxe alivio a dor dos pacientes e que pode auxiliar em muitos outros casos.O trabalho foi realizado com noventa pacientes que tiveram contato com musica erudita. Noventa mulheres com diagnósticos de fibromialgia, lesão por esforços repetitivos/doenças osteoarticulares,relacionadas ao trabalho (LER/DORT), e afecções relacionadas à coluna vertebral foram submetidas à audição individual detrês peças musicais. Os dados foram obtidos por meio de entrevista e a intensidade da dor foi avaliada pela escala numéricaverbal (0-10) antes e ao término da audição musical. As imagens mentais foram quantificadas mediante a análise de desenhosrealizados durante cada audição.Este estudo permitiu-nos verificar que músicascom estruturas formais bem definidas apresentam maiorpotencial para evocar imagens que material sonoro nãoestruturado musicalmente. A audição

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

musicalproporcionou experiência rica em imagens mentais quenão diferiu quantitativamente entre Ravel e Wagner e, sim,entre elas e o Mix, que apresentou menor quantidade deimagens. É de extrema relevância para a área da saúde o uso de intervenções terapêuticas na busca da exclusão ou pelo menos a diminuição da dor, pois precisamos humanizar as pessoas que estão passando por processos em que a dor é inevitável. Referência:

LEÃO, E. R. ;SILVA, M. J. P. Música e dor crônicamusculoesquelética: O potencialEvocativo de imagens mentais. Rev Latino-am Enfermagem,12(2):235- 41março-abril; 2004.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Resumo do artigo: Vivencias pessoais e familiares de homossexuais femininas

A história mostra que sempre existiram relações

homossexuais entre mulheres. A única diferença é como

a sociedade reagia em determinado momento e

circunstância. O artigo trouxe a vivência de seis mulheres

homossexuais. Foram feitas entrevistas em que se questionou qual foi o momento em que se perceberam como homossexuais. As respostas não foram todas iguais e elas relataram que perceberam interesse pelo mesmo sexo, que não tinham interesse pelo sexo oposto, tiveram decepção com o sexo oposto e ouve relato de que não teve um momento específico. A homossexualidade foi e é vista pela sociedade como uma anormalidade, culpa da falta de compreensão de profissionais da saúde e estudiosos. “A partir do século XIX a medicina definiu a homossexualidade como uma doença fisiológica” (Miranda, 2001).Em 1948 esse quadro “psicopatológico” apareceu na 6ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID), na categoria Personalidade Patológica. Participaram da pesquisa seis mulheres homossexuais, com idades variando entre 22 e 33 anos,

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

predominantemente solteiras e com nível de escolaridade, médio a superior incompleto. O instrumento utilizado foi uma entrevista de caráter semi-estruturado, cujo roteiro de questões foi construído pelas autoras, abordando aspectos relacionados aos objetivos do trabalho, tais como o momento da descoberta da lesbianidade e as reações e sentimentos decorrentes disso, as possíveis conseqüências positivas e negativas de assumir essa orientação sexual, o manejo dessa condição pelas entrevistadas, a reação dos familiares diante da revelação da sua orientação sexual, etc. As entrevistas foram realizadas individualmente, com duração média de 20 minutos, sendo gravadas e transcritas de forma fidedigna, para posterior análise dos dados. Das seis entrevistas realizadas, quatro ocorreram na própria universidade e as outras duas na residência das participantes, por escolha delas. A partir da análise das entrevistas foram criadas diversas categorias e subcategorias temáticas, apresentadas a seguir. Depois se encontra a descrição de cada categoria com suas respectivas subcategorias, ilustradas por falas das participantes e discutidas tendo por base a literatura revisada.

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A primeira categoria englobou todos os depoimentos das participantes que se referiram ao Momento/situação da descoberta da homossexualidade. Foram encontradas quatro subcategorias: atração por mulheres (“Olha, teve, daquilo que eu sentia quando criança, um momento específico que eu soube que era atração por mulher, aí pelos 14, 15 anos, que eu descobri. No colégio, com colegas, assim, que eu vi que era aquilo que eu queria, que era daquilo que eu gostava”, P4); sem atração por homens (“Desde os meus oito anos, quando comecei a me reconhecer como gente, eu já percebi, assim, que eu era diferente, tipo, eu já não sentia atração por homens, entendeu? Já pensava só em negócio de brincar com guris, com bola e tudo”, P1); decepção pelo sexo masculino (“Quando me decepcionei totalmente com homens, são uns cavalos”, P2); e não teve momento/situação específica (“Na verdade eu sempre tive interesse desde criança, eu sempre tive curiosidade”, P3). Os achados do presente estudo concordam com as idéias de Sullivan (1996), que refere serem comuns entre homossexuais femininas os casos em que não há uma opção pela homossexualidade, mas sim, um processo de

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

reconhecimento e enfrentamento de algo que já é inerente ao indivíduo. A partir dos resultados encontrados, pode-se constatar que, para a maioria das participantes, a lesbianidade foi vista como uma condição promotora de felicidade, sendo considerada algo normal/natural. Contudo, a existência de preconceitos persiste como uma situação negativa ligada à lesbianidade. De modo geral, o estudo também detectou que as entrevistadas estavam satisfeitas com o seu relacionamento homossexual, que foi percebido como mais harmonioso e completo em comparação ao heterossexual. Na percepção das participantes, os familiares em geral reagiram de forma negativa à descoberta da sua orientação sexual. Em alguns casos, houve melhoras na postura da família quanto à questão no decorrer do tempo, mas alguns familiares ainda persistiam negando a situação até o momento da realização do estudo. Seus sentimentos diante da reação dos familiares variaram conforme a atitude apresentada pela família, de maior ou menor aceitação.

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Referencia do artigo:

PALMA,Y. A.; LEVANDOWSKI D. C.Vivências pessoais e familiares de homossexuais femininas.Psicol. estud. vol.13 no.4 Maringá Oct./Dec. 2008. Scielo; acesso em 20

2012. Acessado em:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S14

de

maio

de

13-73722008000400015

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Resumos do artigo:

A INFLUÊNCIA DO ACOMPANHAMENTO

PSICOLÓGICO NA OPINIÃO DE PACIENTES QUE SE SUBMETERAM À CIRURGIA BARIÁTRICA NA CIDADE

DE CURITIBA A obesidade é um problema enfrentado em varias partes do mundo e hoje o consumo excessivo de alimentos, aliado a uma vida sedentária, faz com que a obesidade esteja crescendo assustadoramente. Mas além dos prejuízos somáticos o obeso passa por dificuldades em

aceitar sua imagem corporal, pois vivemos numa época

de culto ao corpo. De acordo com HELLER e KERBAUY (2000, p.34), estudos indicam que os obesospossuem cognição focada em comida/peso em graus mais elevado do que indivíduos de pesonormal. Assim, tratamentos comportamentais para obesidade devem buscar modificação depensamentos durante a alimentação para se modificar comportamentos de superalimentação.Em 1991 o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos estabeleceu que o único tratamento eficaz na perda e manutenção ponderal de obesos mórbidos é o cirúrgico.Indica-se cirurgia Bariátrica para indivíduos que

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preencham os seguintes critérios, deacordo com SOBRINHO (2003) Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40 kg/m² ou IMCentre 30 e 40 kg/m² quando existir uma patologia associada capaz de ser melhorada com a perdade peso: hipertensão arterial, diabetes, artrose radiologicamente comprovada apinéia do sono,obesidade estável há pelo menos 5 anos. Fracasso dos regimes alimentares ou medicamentos hámais de um ano. Ausência de patologias endócrinas descompensadas. Também são necessárias avaliações psicológicas ou psiquiátricas, avaliação de risco cirúrgico, cardiológico e anestésico, avaliação nutricional, avaliação fisioterápica e ter consentimento informado previamente assinado. A cirurgia bariátrica é, como toda cirurgia, um procedimento de risco e com possíveis consequências, mas pessoas que não possuem obesidade mórbida estão engordando mais para fazerem a cirurgia e emagrecerem com menos esforço. As pessoas que fizeram a cirurgia e participaram da pesquisa confessam precisarem de apoio psicológico, mas na prática elas não buscam com afinco.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Referencia do artigo:

CAMPAGNOLO, C. Q. ; BEATRIZ, K. ; PRATEADO, L. M. ;LASCIO, R. G. D. ; HELLER, D. C. L. ;A influência do acompanhamento psicológico na opiniãode pacientes que sesubmeteram ácirurgia bariátrica na cidade de Curitiba. Acesso em 19 de maio de 2012. Acessado em:

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Textos relacionados com o as demandas atendidas no Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais:

O Programa de Assistência Integral à Saúde Mulher

(PAISM) foi lançado pelo Ministério da Saúde em 1983, sendo anunciado como uma nova e diferenciada abordagem da saúde da mulher. Paradoxalmente, o PAISM constitui-se também na primeira vez em que o Estado brasileiro propôs explicitamente, e implantou, embora de modo parcial, um programa que contemplava a regulação da fecundidade. Isso suscitou suspeitas

acerca de possíveis intenções ocultas de controle da natalidade. Porém, analisando brevemente a história desse Programa e seu significado social, conclui-se que o PAISM foi pioneiro, inclusive no cenário mundial, ao propor o atendimento à saúde reprodutiva das mulheres,

no âmbito da atenção integral à saúde, e não mais a

utilização de ações isoladas em planejamento familiar. Por isso mesmo, os movimentos de mulheres, de imediato, passaram a lutar por sua implementação. Seu conteúdo inclui plenamente a definição de saúde reprodutiva adotada pela Organização Mundial da Saúde em 1988, ampliada e consolidada no Cairo em 1994 e em

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Beijing em 1995. Conseqüentemente, a adoção do PAISM representou, sem dúvida, um passo significativo em direção ao reconhecimento dos direitos reprodutivos das mulheres, mesmo antes que essa expressão ganhasse os diversos foros internacionais de luta. (OSIS, 1998) As doenças sexualmente transmissíveis são prevalentes na adolescência e facilitadoras da contaminação pelo HIV. A baixa idade das primeiras relações sexuais, a variabilidade de parceiros, o não uso de preservativo e o uso de drogas ilícitas é apontado como fatores de risco às doenças sexualmente transmissíveis. (TAQUETTE et al)

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

1° visita realizada 25/03/12 no Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais Diário de campo:

Respostas obtidas no Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais através de entrevista a enfermeira Denise Martins.

1- Identificação geral da instituição (nome, endereço,

natureza, nível de complexidade); Secretaria do Estado da Saúde Pública, Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais, Rua Fonseca e

Silva, 1129- Alecrim-Natal/RN, Unidade de diagnóstico de câncer de mama, de colo de útero e de DST´S. Nível secundário e atua com um programa de nível de atuação básica com atendimento aos adolescentes.

2- Qual a missão da instituição?

Unidade de diagnóstico de câncer de mama, de colo de

útero e de DST´S.

3- Serviços ofertados;

Exames ginecológicos, citologia, colposcopia, biópsias de colo uterino, AMIU( curetagem diagnóstica), ultra sonografia ginecológicas e de mama, mamografias, exames laboratoriais(DST´S e AIDS), conizações(útero),

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

consultas e encaminhamentos dos casos citados. Serviço

de atendimento ao adolescente (de 10 a 18 anos), PASA-

Programa de Assistência a saúde do adolescente (único serviço de assistência básica disponível no local).

4- Principais demandas do serviço;

Como a instituição é pública e estadual, presta serviços à

população da capital, regiões circunvizinhas e o restante

do

estado.

5-

Equipe profissional;

Médico, enfermeiros, bioquímicos, nutricionistas,

psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e administradores do funcionamento hierárquico, organizacional e manutenção

da

limpeza.

6-

Se a instituição conhece e trabalha com os

princípios e diretrizes do sistema único de saúde (SUS);

Sim, trabalha com o nível secundário, com exceção do Programa de Assistência a Saúde do Adolescente.

7-

Como é feito a articulação da rede de assistência à

saúde;

A demanda é livre, basta a ficha de referência da

instituição que encaminhou o paciente e a ficha de

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

inscrição do SUS. Se o tratamento do enfermo exige uma intervenção mais especializada ele é encaminhado de acordo com a demanda. 8- Aspectos gerais observados pelo grupo no

momento da visita (como esta afetou o grupo). O local possui uma estrutura que comporta pequenas cirurgias (cauterizações de DST´S, condilomas, etc.) e dentre as outras especialidades já citadas. O local esta com funcionamento reduzido por causa da greve dos servidos públicos da saúde.

9- Agendar a próxima visita para semana de 7 a 11 de

maio Observação: existe psicólogo que atende no local mais não foi possível ter contato e entrevista-lo por causa da

greve.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Diário de campo 2° visita dia 22/05/12 O Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais estava em greve no momento que foram feitas as 2 visitas de campo e contatamos a psicóloga por telefone e por isso não obtivemos relatos mais profundos e detalhados sobre a atuação da psicóloga. Especialidades e procedimentos:

CTA(Centro de Testagem de Aids): Teste de HIV, Hepatite e VDRL. DST: Cauterização Peniscópia. Dermatologia: Consulta de pequenas cirurgias. Nutrição: Consultas. Laboratório: Exames. Psicologia: Terapia. Enfermagem: Consultas. Programa do adolescente: Sexologia, serviço social, enfermagem, nutricionista, hebeatra e psicóloga. Ginecologia: Citologia, Amiu, Diu, Biópsia, Coposcopia, retirada de pólipo, cauterização de colo e cauterização química.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Climatério: Mulheres histectomizadas e menopauzadas. Mastologia: Consultas, mamografia e ultrassonografia. Questionamento a psicóloga:

Entrevistada: Psicóloga Maria José Quem você atende? Ela é pautada no atendimento de adolescentes enquanto a outra psicóloga atende adultos.

Como é a sua atuação no centro de saúde?

A grande maioria precisa de orientação com relação a

problemas familiares em decorrência de relações amorosas que a família não aceita ou que trouxe algum problema de saúde, já que o centro de saúde atende casos de dst´s e aids. As meninas adolescentes que

engravidam buscam orientação sobre seu relacionamento

e algumas falam muito sobre violência que sofrem do

parceiro com quem convive. Como acontece na prática a atuação interdisciplinar? Formamos um grupo que transmite as demandas, quando uma menina que vem procurar a psicóloga por que se sente mais segura para contar um problema de saúde ela

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

é orientada a fazer exames e a partir disso ela é atendida pelas enfermeiras e pelo médico. No local também existe o programa de assistência e educação ao climatério que constem nas seguintes temáticas:

Saúde: Conhecendo e cuidando do nosso corpo, aparelho reprodutor, climatério, patologias associadas ao climatério, prevenção de doenças transmissíveis, alimentação, saúde bucal, aspectos psicológicos(auto- estima), atividade física, higiene e beleza e terapias alternativas. Sexualidade: Descobrindo o nosso prazer e sexualidade e afetividade. Cidadania: Construindo uma sociedade justa, direitos humanos, ética, realacionamento interpessoal e violência.

Referencias:

OSIS, M. J. M. D. Paism: um marco na abordagem da saúde reprodutiva no Brasil, Scielo, Rio de Janeiro, 14(supl.1): p. 25- 32, 1998. TAQUETTE, S. R.; VILHENA M. M.; PAULA, M. C. Doenças sexualmente transmissíveis na adolescência: estudo de fatores de risco. Scielo, Revista Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 37(3):210-240,2004.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

PESQUISA SOBRE O FUNCIONAMENTO DO SUS NO CENTRO DE SAÚDE REPRODUTIVA PROFESSORA LEIDE MORAIS E ATUAÇÃO DOPSICÓLOGO. RESUMO:

A saúde coletiva, como área do conhecimento e relativamente recente tanto quanto a profissão de psicólogo no Brasil. O que foi visto no Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais é que o atendimento está longe de ter as características que o SUS pretende dispor em seus serviços com relação à humanização do atendimento. A atuação do psicólogo nesse mesmo local tem características puramente clinicas e que não vão de encontro às demandas do estabelecimento.Essa pesquisa chegou a conclusão de que o atendimento que o psicólogo deve fazer é uma intervenção social e que faça com que as pessoas tomem consciência de direitos que lhe são negados como a própria saúde.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

A saúde coletiva como campo de investigação é algo bem

recente como afirma Campos; a reflexão da saúde coletiva como campo de conhecimentos e práticas temestado presentes em muitos trabalhos ao longo dos

anos que medeiam a sua institucionalização no final dos anos 1970 e sua trajetória até os dias atuais.( CAMPOS,

2009)

A história das politicas públicas no Brasil é marcada pela

dicotomia do interesse do estado e as necessidades da sociedade. O tratamento individualizado por muito tempo gerou conflitos e epidemias de doenças que não era sanada por completo e o estado fazia uma intervenção voltada na perspectiva curativista. O ambiente onde o cidadão vive tem extrema relevância para a sua saúde, tato que hoje a promoção de saúde pelo SUS tenta interferir para melhorar essas condições ambientais. O estudo das políticas de saúde na área da saúde coletiva ocupou sempre um lugar central, dadas as próprias características dessa área. Dentre elas, a de se construir simultaneamente num campo de conhecimento e de práticas, envolvendo uma conjugação de

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

perspectivas de análises que possibilite ao mesmo tempo avançar na produção do conhecimento e orientar as ações e a formulação das políticas de saúde. Em consequência, elas consistem numa vertente de estudos na área da saúde sempre muito marcada pelas questões e pelos desafios no que diz respeito á saúde que a própria sociedade impõem aos especialistas do tema, acentuando assim uma característica da própria área da saúde coletiva, vale dizer, de conjugar, nem sempre em tempos e instâncias distintas, a teoria e a prática. (CAMPOS, 2009) No centro de saúde que visitamos não tivemos a oportunidade de verificar seu funcionamento na prática, apesar de termos sido recebidos com acolhimento pelas enfermeiras. As informações sobre epidemiologia não contavam nos relatórios mas foi relatado pelas enfermeiras que existe o registro das doenças e a notificação delas de acordo com a gravidade e o numero de ocorrências. Todas as pessoas atendidas recebem uma ficha que identifica as doenças mais acometidas pelos usuários do atendimento.

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

A epidemiologia vem apresentando um grande desenvolvimento nas ultimas décadas no Brasil. O avanço pode ser observado na investigação científica, na capacitação e nos serviços de saúde. Na investigação científica a incorporação de abordagens teórico- metodológicas mais robustas de produção do conhecimento acompanha o crescimento e a necessidade no espectro de temas considerados. Na capacitação a epidemiologia tem espaço de destaque em cursos da área da saúde coletiva na graduação e na pos-graduação incluindo a ampliação da oferta de manuais de epidemiologia para realização da disciplina disponível no país. Nos serviços de saúde o uso da epidemiologia para realização de diagnósticos de saúde e vigilância epidemiológica se ampliou com sua incorporação na clínica, na gestão, na organização dos serviços e na condução das ações que acompanhou a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua presença foi marcante no debate do estabelecimento de princípios e diretrizes do sistema seguindo-se o aprimoramento de sua institucionalização nos diversos níveis. (CAMPOS,

2009)

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Temas relacionados com o as demandas atendidas no

Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais:

O Programa de Assistência Integral à Saúde Mulher

(PAISM) foi lançado pelo Ministério da Saúde em 1983, sendo anunciado como uma nova e diferenciada abordagem da saúde da mulher. Paradoxalmente, o PAISM constitui-se também na primeira vez em que o Estado brasileiro propôs explicitamente, e implantou, embora de modo parcial, um programa que contemplava

a regulação da fecundidade. Isso suscitou suspeitas acerca de possíveis intenções ocultas de controle da natalidade. Porém, analisando brevemente a história desse Programa e seu significado social, conclui-se que o PAISM foi pioneiro, inclusive no cenário mundial, ao propor o atendimento à saúde reprodutiva das mulheres,

no âmbito da atenção integral à saúde, e não mais a

utilização de ações isoladas em planejamento familiar.

Por isso mesmo, os movimentos de mulheres, de imediato, passaram a lutar por sua implementação. Seu conteúdo inclui plenamente a definição de saúde reprodutiva adotada pela Organização Mundial da Saúde

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

em 1988, ampliada e consolidada no Cairo em 1994 e em Beijing em 1995. Conseqüentemente, a adoção do PAISM representou, sem dúvida, um passo significativo em direção ao reconhecimento dos direitos reprodutivos das mulheres, mesmo antes que essa expressão ganhasse os diversos foros internacionais de luta. (OSIS, 1998) As doenças sexualmente transmissíveis são prevalentes na adolescência e facilitadoras da contaminação pelo HIV. A baixa idade das primeiras relações sexuais, a variabilidade de parceiros, o não uso de preservativo e o

uso de drogas ilícitas é apontado como fatores de risco às doenças sexualmente transmissíveis. (TAQUETTE et al) 1° visita realizada 25/03/12 no Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais Diário de campo:

Respostas obtidas no Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais através de entrevista a enfermeira Denise Martins.

1- Identificação geral da instituição (nome, endereço,

natureza, nível de complexidade); Secretaria do Estado da Saúde Pública, Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais, Rua Fonseca e

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Silva, 1129- Alecrim-Natal/RN, Unidade de diagnóstico de câncer de mama, de colo de útero e de DST´S. Nível secundário e atua com um programa de nível de atuação básica com atendimento aos adolescentes.

2- Qual a missão da instituição?

Unidade de diagnóstico de câncer de mama, de colo de

útero e de DST´S.

3- Serviços ofertados;

Exames ginecológicos, citologia, colposcopia, biópsias de colo uterino, AMIU( curetagem diagnóstica), ultra

sonografia ginecológicas e de mama, mamografias, exames laboratoriais(DST´S e AIDS), conizações(útero), consultas e encaminhamentos dos casos citados. Serviço de atendimento ao adolescente(de 10 a 18 anos), PASA- Programa de Assistência a saúde do adolescente(único serviço de assistência básica disponível no local).

4- Principais demandas do serviço;

Como a instituição é pública e estadual, presta serviços à

população da capital, regiões circunvizinhas e o restante do estado.

5- Equipe profissional;

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

Médico, enfermeiros, bioquímicos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e administradores do funcionamento hierárquico, organizacional e manutenção

da

limpeza.

6-

Se a instituição conhece e trabalha com os

princípios e diretrizes do sistema único de saúde (SUS); Sim, trabalha com o nível secundário, com exceção do

Programa de Assistência a Saúde do Adolescente.

7-

Como é feito a articulação da rede de assistência à

saúde;

A demanda é livre, basta a ficha de referência da

instituição que encaminhou o paciente e a ficha de inscrição do SUS. Se o tratamento do enfermo exige uma

intervenção mais especializada ele é encaminhado de acordo com a demanda. 8- Aspectos gerais observados pelo grupo no momento da visita (como esta afetou o grupo).

O local possui uma estrutura que comporta pequenas

cirurgias (cauterizações de DST´S, condilomas, etc.) e dentre as outras especialidades já citadas. O local esta

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Psicologia incipiente II, por Marcos Francisco dos Santos

com funcionamento reduzido por causa da greve dos servidos públicos da saúde.

9- Agendar a próxima visita para semana de 7 a 11 de

maio Observação: existe psicólogo que atende no local mais não foi possível ter contato e entrevista-lo por causa da greve. Diário de campo 2° visita dia 22/05/12 O Centro de saúde Reprodutiva Professora Leide Morais estava em greve no momento que foram feitas as 2 visitas de campo e contatamos a psicóloga por telefone e por isso não obtivemos relatos mais profundos e detalhados sobre a atuação da psicóloga. Especialidades e procedimentos:

CTA(Centro de Testagem de Aids): Teste de HIV, Hepatite e VDRL. DST: Cauterização Peniscópia. Dermatologia: Consulta de pequenas cirurgias. Nutrição: Consultas. Laboratório: Exames. Psicologia: Terapia. Enfermagem: Consultas.

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Programa do adolescente: Sexologia, serviço social, enfermagem, nutricionista, hebeatra e psicóloga. Ginecologia: Citologia, Amiu, Diu, Biópsia, Coposcopia, retirada de pólipo, cauterização de colo e cauterização química. Climatério: Mulheres histectomizadas e menopauzadas. Mastologia: Consultas, mamografia e ultrassonografia. Questionamento a psicóloga:

Entrevistada: Psicóloga Maria José Quem você atende? Ela é pautada no atendimento de adolescentes enquanto a outra psicóloga atende adultos. Como é a sua atuação no centro de saúde?

A grande maioria precisa de orientação com relação a

problemas familiares em decorrência de relações amorosas que a família não aceita ou que trouxe algum problema de saúde, já que o centro de saúde atende casos de dst´s e aids. As meninas adolescentes que engravidam buscam orientação sobre seu relacionamento

e algumas falam muito sobre violência que sofrem do

parceiro com quem convive. Como acontece na prática a atuação interdisciplinar?

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Formamos um grupo que transmite as demandas, quando uma menina que vem procurar a psicóloga por que se sente mais segura para contar um problema de saúde ela é orientada a fazer exames e a partir disso ela é atendida pelas enfermeiras e pelo médico. No local também existe o programa de assistência e educação ao climatério que constem nas seguintes temáticas:

Saúde: Conhecendo e cuidando do nosso corpo, aparelho reprodutor, climatério, patologias associadas ao climatério, prevenção de doenças transmissíveis, alimentação, saúde bucal, aspectos psicológicos(auto- estima), atividade física, higiene e beleza e terapias alternativas. Sexualidade: Descobrindo o nosso prazer e sexualidade e afetividade. Cidadania: Construindo uma sociedade justa, direitos humanos, ética, relacionamento interpessoal e violência. Conclusão:

O SUS é uma inovação no campo da saúde coletiva no mundo e por isso esse sistema é copiado por outros países. Mas ainda é um sistema falho e com grandes

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mudanças pare serem feitas. Mudanças na maneira como as pessoas são tratada, não como clientes mas como seres humanos em busca de direitos. O atendimento que o usuário do SUS recebe é visto pelos funcionários da

saúde como um ato de caridade ou favor fornecido. Os funcionários da saúde e o próprio paciente ainda esperam do psicólogo um atendimento clinico, enquanto a sua necessidade real é uma intervenção que tenha um caráter social. Referencias:

OSIS, M. J. M. D. Paism: Um marco na abordagem da saúde reprodutiva no Brasil, Scielo, Rio de Janeiro, 14(supl.1): p. 25-32, 1998.

et al.]Tratado de Saúde

CAMPOS, S. G.W.S

Coletiva.Editoras; HUCITEC,. São Paulo e FIOCRUZ, Rio de Janeiro. 2° edição. 2009. 871p. TAQUETTE, S. R.; VILHENA M. M.; PAULA, M. C. Doenças sexualmente transmissíveis na adolescência:

estudo de fatores de risco. Scielo, Revista Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 37(3):210-240,2004.

[A

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MATÉRIA: SAÚDE COLETIVA UNIDADE I - 2012.1 - DATA:07/03/2012

A relação entre saúde coletiva e a saúde pública e as

contribuições da psicologia

Saúde coletiva:

A saúde coletiva é um campo de conhecimentos e práticas. A saúde coletiva trata de áreas como saúde pública, privada, histórica e social.(CAMPOS, et al,2009) Foulcault (2011,p.85) registra, em seu trabalho sobre as origens da medicina social, a sua procedência vinculada à polícia médica.

O campo da saúde coletiva é extenso e diversificado,

refletindo a própria concepção ampliada de saúde em suas inúmeras interfaces. Assim, o próprio campo vem se especializando em muitas direções e tratando de objetos os mais variados. Não por simples convenção, mas porque se estabeleceram como parte do processo de constituição da área é citada três grandes espaços e formações disciplinares: as ciências sociais e humanas, a epidemiologia, a política e o planejamento. (CAMPOS, et

al,2009)

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Saúde coletiva trata-se do estudo sistemático das relações entre saúde e a sociedade, um estudo científico

e contextualizado das relações entre a condição de

saúde, aquilo que se considera saúde, e o contexto

social. Saúde pública:

A idéia de que a população constituía capital humano e a incorporação de novos conhecimentos clínicos e epidemiológicos ás práticas de proteção da saúde coletiva levaram aos governos republicanos, pela primeira vez na história do pais, a elaborar minuciosamente planos de combate ás enfermidades que reduziam a vida produtiva, ou “útil”, da população. Diferentemente dos períodos anteriores, a participação do estado na área da saúde tornou-se global: não se limitava ás épocas de surto epidêmico, mas estendia-se por todo tempo e a todos os setores da sociedade. A contínua intervenção estatal nas questões da saúde individual e coletiva revela a criação de “uma política de saúde”.(FILHO, 2010, p14) Essa relação de intervenção do estado na saúde dos indivíduos de uma sociedade formou a idéia de públicas

de saúde. Mas não apenas o estado é responsável pelas

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políticas de saúde, o SUS é uma criação da sociedade civil organizada e essa sociedade é também responsável pelas políticas de saúde. A relação entre saúde coletiva e pública e coletiva está que uma engloba a outra. Saúde coletiva refere-se a o estudo científico da saúde num âmbito micro a macro. Enquanto que saúde pública esta na relação estado e suas políticas de saúde. Mas não apenas o estado como provedor de saúde pública é dever de a sociedade organizada pleitear ações que garantam a saúde a todos. A psicologia por ter um caráter de acolhimento e disciplina que se compromete em entender os seres humanos em todas as suas diversidades tem o papel de promover saúde em todas as suas áreas de atuação. O psicólogo não pode ficar restrito a prática clinica e se submeter a intervir em um individuo visto como separado do seu ambiente social. Entender o homem e sua relação com o meio social e intervir nas comunidades e grupos sociais é uma das práticas que fazem do psicólogo um profissional comprometido com a promoção de saúde pública.

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Referencias:

CAMPOS, Gastão Wagner de Sousa [et al.]Tratado de saúde

São Paulo: Ed. Fiocruz,2009 871p. : il.- (Saúde em

debate; v 170). FILHO, Claudio bertolli. História de saúde pública no Brasil. 4 ed. São Paulo: Editora ática, 2010. 71p.

FOUCAULT, Michel, 1926-1984 O nascimento da clínica/Michel Foucault: tradução de Roberto Machado. -7 ed.-Rio de Janeiro:

Florence Universitária, 2011.

coletiva/

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