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AA CULTURACULTURA DODO PESSEGUEIROPESSEGUEIRO

CULTURA DO PESSEGUEIRO

• Planta de clima temperado • Ampla faixa de cultivo

• Regiões de inverno rigoroso

– 600-1200 UF

• Ampla faixa de cultivo • Regiões de inverno rigoroso – 600-1200 UF • Clima subtropical/

• Clima subtropical/ tropical

– 20 UF

ImportânciaImportância Econômica:Econômica:

Pessegueiro:Pessegueiro: bastantebastante cultivadocultivado ee pesquisadopesquisado nono mundo.mundo.

ProduProduççãoão MundialMundial emem 2005:2005: 15.846.09015.846.090 ton.anoton.ano --11 ;; 20%20% aa cadacada 1010 anosanos FAOFAO (2007).(2007).

dede

>> Produtores:Produtores:

FAOFAO (2007)(2007)

> > Produtores: Produtores: FAO FAO (2007) (2007) China China (6.030.000 (6.030.000 de de ton.ano ton.ano

ChinaChina (6.030.000(6.030.000 dede ton.anoton.ano --11 ););

ItItáálialia (1.697.085(1.697.085 dede ton.anoton.ano --11 ););

EUAEUA (1.266.007(1.266.007 ton.anoton.ano --11 ););

EspanhaEspanha (1.198.030(1.198.030 ton.anoton.ano --11 ).).

BrasilBrasil (12(12°° lugar):lugar): 240240 milmil ton.anoton.ano --11 (FAO,(FAO, 2007).2007).

Rio Grande do Sul, 122675

Espírito Santo,

50

Minas Gerais,

14411
14411

Rio de Janeiro,

39

São Paulo, 47330

Paraná, 17863

Santa Catarina,

33352

FiguraFigura 11 -- ProduProduççãoão brasileirabrasileira dede pêssegopêssego emem 20042004 (Toneladas)(Toneladas) ((AgrianualAgrianual,, 2007).2007).

Espírito Santo, 5

Minas Gerais, 840
Minas Gerais, 840

Rio de Janeiro, 3

São Paulo, 2093

Paraná, 1798

Santa Catarina,

3577

Rio Grande do Sul, 15548

FiguraFigura 22 ÁÁrearea colhidacolhida dede pêssegopêssego emem 20042004 (hectares)(hectares) ((AgrianualAgrianual,, 2007).2007).

(hectares) ( ( Agrianual Agrianual , , 2007). 2007). • • In In natura natura :

InIn naturanatura:: 7.0687.068 tonton

ImportaImportaççãoão BrasileiraBrasileira (2005)(2005)

((AgrianualAgrianual,, 2007)2007)

EmEm calda:calda: 2.9442.944 tonton

130 2001 120 2002 110 100 2003 90 2004 80 70 2005 60 2006 50
130
2001
120
2002
110
100
2003
90
2004
80
70
2005
60
2006
50
40
2007
30
20
10
0
Rio Grande do Sul
São Paulo
Santa Catarina
Minas Gerais
Paraná
Produção (1000 t)

Estado

Produção (1000 t) de pêssegos pelos principais estados produtores no período entre 2001 e 2007 no Brasil (IBRAF, 2009, citado por Marodin e Castro, 2009).

Valor (milhões R$) 16 Área (1000 ha) Valor (milhões R$) 100 90 14 80 12
Valor (milhões R$)
16
Área (1000 ha)
Valor (milhões R$)
100
90
14
80
12
70
10
60
8
50
40
6
30
4
20
2
10
0
0
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
São Paulo
Paraná
Minas Gerais
Área (1000 ha)

Estado

Área (1000 ha) cultivada e valor (milhões R$) obtido na comercialização de pêssegos pelos principais estados produtores do Brasil no ciclo produtivo de 2007 (IBRAF, 2009, citado por Marodin e Castro, 2009).

BOTÂNICABOTÂNICA EE FISIOLOGIAFISIOLOGIA DODO PESSEGUEIROPESSEGUEIRO

Classificação Botânica:

Família: Rosácea Gênero: Prunus (L.) Espécie: Prunus persica (L.) Batsch vulgaris Valor econômico nucipersica
Família: Rosácea
Gênero: Prunus (L.)
Espécie: Prunus persica (L.) Batsch
vulgaris
Valor econômico
nucipersica
Nectarinas
platicarpa
Pêssegos chatos

Prunus persica var. vulgaris – Pêssego comum

Prunus persica var . vulgaris – Pêssego comum
Prunus persica var . vulgaris – Pêssego comum

Prunus persica var. nucipersica Nectarina

Prunus persica var . nucipersica – Nectarina

Prunus persica var. platicarpa

Prunus persica var . platicarpa

Origem do pessegueiro

Origem do pessegueiro

Espécies relacionadas

Prunus salicina – ameixeira japonesa

Prunus domestica – ameixeira européia

Prunus armeniaca – damasqueiro

Prunus avium – cerejeira (doce)

Prunus cerasus – cerejeira (azeda)

Prunus dulcis - amendoeira

• Outras

• Denominação comum: “Frutas de caroço”

– Nome impróprio, pois existem outros frutos com caroço.

Ameixeira japonesa Prunus salicina

Ameixeira japonesa Prunus salicina
Dama squeiro Prunus armeniaca Passas
Dama squeiro Prunus armeniaca Passas
Dama squeiro Prunus armeniaca Passas

Passas

Amendoeira Prunus dulcis

Amendoeira Prunus dulcis
Amendoeira Prunus dulcis
Amendoeira Prunus dulcis

Descrição da planta

• Raízes

• Ramos

• Flores

• Frutos

• Sementes

RaRaíízes:zes:

Raízes pivotantes a princípio;

Zona de exploração do sistema radicular vai muito além da área de projeção da copa – ñ toleram COMPETIÇÃO.

Zona de exploração do sist ema radicular vai muito além da área de projeção da copa

RamosRamos dodo pessegueiropessegueiro

Ramos Ramos do do pessegueiro pessegueiro

RamosRamos dodo pessegueiropessegueiro

Ramo misto (2º ano)

Ramo vegetativo (1º ano)

FasesFases dodo ramoramo

FaseFase dede intensointenso crescimentocrescimento vegetativo;vegetativo;

FaseFase dede formaformaççãoão dede óórgãosrgãos reprodutores;reprodutores;

Dormência.Dormência.

FaseFase dede intensointenso crescimentocrescimento vegetativovegetativo

Fase Fase de de intenso intenso crescimento crescimento vegetativo vegetativo
Fase Fase de de intenso intenso crescimento crescimento vegetativo vegetativo
Fase Fase de de intenso intenso crescimento crescimento vegetativo vegetativo
Fase Fase de de intenso intenso crescimento crescimento vegetativo vegetativo

FaseFase dede formaformaççãoão dosdos óórgãosrgãos reprodutoresreprodutores

Fase Fase de de forma forma ç ç ão ão dos dos ó ó rgãos rgãos
Fase Fase de de forma forma ç ç ão ão dos dos ó ó rgãos rgãos
Fase Fase de de forma forma ç ç ão ão dos dos ó ó rgãos rgãos
Fase Fase de de forma forma ç ç ão ão dos dos ó ó rgãos rgãos
Fase Fase de de forma forma ç ç ão ão dos dos ó ó rgãos rgãos

FaseFase dede dormênciadormência

Fase Fase de de dormência dormência a – Sépalas b – Pétalas c – Estames d
Fase Fase de de dormência dormência a – Sépalas b – Pétalas c – Estames d

a – Sépalas

b – Pétalas

c – Estames

d - pistilo

Comportamento cíclico anual do ramo

Fase de formação de órgãos reprodutores

   

Dormência

Fase de intenso crescimento vegetativo

 

Janeiro

Dezembro

Comportamento cíclico anual do ramo

Comportamento cíclico anual do ramo

Comportamento cíclico anual do ramo

Comportamento cíclico anual do ramo

Flores

• Rosáceas

– Pétalas grandes

– Bem abertas

Flores • Rosáceas – Pétalas grandes – Bem abertas • Campanuladas – Pétalas pequenas – Pouco

• Campanuladas

– Pétalas pequenas

– Pouco atraentes

Flores • Rosáceas – Pétalas grandes – Bem abertas • Campanuladas – Pétalas pequenas – Pouco

• Coloração

Flores

– Róseo-clara a róseo-escura

• Geralmente auto-férteis

– Pode haver esterilidade masculina

• Suscetibilidade a temperaturas extremas

– Temperaturas baixas (geadas)

– Temperatura alta + baixa umidade

– Abscisão floral

FlorescimentoFlorescimento

Florescimento Florescimento
Florescimento Florescimento
Florescimento Florescimento
Florescimento Florescimento
Florescimento Florescimento
Florescimento Florescimento

PartesPartes dada florflor dodo pessegueiro:pessegueiro:

PPéétalatala EstigmaEstigma PistiloPistilo EstileteEstilete AnteraAntera EstamesEstames FileteFilete
PPéétalatala
EstigmaEstigma
PistiloPistilo
EstileteEstilete
AnteraAntera
EstamesEstames
FileteFilete
SSéépalapala
OvOvááriorio
ReceptReceptááculoculo
CCáálicelice corcor laranjalaranja

Fruto:Fruto:

FrutoFruto DrupaDrupa ttíípica:pica:

EpidermeEpiderme

finafina

EpicarpoEpicarpo

r m e E p i d e r m e fina fina Epicarpo Epicarpo Mesocarpo
r m e E p i d e r m e fina fina Epicarpo Epicarpo Mesocarpo
r m e E p i d e r m e fina fina Epicarpo Epicarpo Mesocarpo

MesocarpoMesocarpo

PolpaPolpa

carnudacarnuda

Epicarpo Mesocarpo Mesocarpo Polpa Polpa carnuda carnuda Endocarpo Endocarpo duro duro (livre, (livre, semi semi

EndocarpoEndocarpo duroduro (livre,(livre, semisemi livrelivre ouou aderente)aderente)

DesenvolvimentoDesenvolvimento dosdos frutosfrutos curvacurva sigmoidalsigmoidal dupla:dupla:

Endurecimento do caroço ≠ cvs. precoces e tardios Fonte: Adaptado de LaRue e Johnson, 1989.
Endurecimento
do caroço
≠ cvs. precoces e tardios
Fonte: Adaptado de LaRue e Johnson, 1989.

Estádios de crescimento do fruto

Estádios de crescimento do fruto

Formatos do fruto

Formatos do fruto

Semente

Semente
Semente
Semente
Semente

Semente

• Dormência

– Envoltório lignificado (caroço) – Endodormência

• Natureza bioquímica

• Inibidores (ABA)

• Germinação na primavera em condições naturais

– Resistência ao frio

Semente

• Dormência • Inverno subtropical

– Frio insuficiente

• Inibidores ainda presentes

• Germinação deficiente

• Plantas defeituosas

• Crescoimento retardado

– Estratificação

• Temperatura baixa (5 a 10 o C)

• Umidade

Estratificação

• Temperatura – 5 a 10º C • Umidade

• Substrato

– Areia

– Papel de germinação

– Vermiculita

• Ambiente

– Geladeira

– Câmara fria

Camadas de sementes entre papel de germinação

Camadas de sementes entre papel de germinação

GerminaGerminaççãoão -- inicioinicio entreentre 2525 aa 6060 diasdias

- inicio inicio entre entre 25 25 a a 60 60 dias dias Mantê Mantê -
- inicio inicio entre entre 25 25 a a 60 60 dias dias Mantê Mantê -

MantêMantê--laslas nono friofrio atatéé aa emissãoemissão dada radradíículacula (5(5--1010 mm)mm) evitaevita distdistúúrbiosrbios fisiolfisiolóógicos;gicos;