Metodologia Científica g

Prof. Paulo

Silva Melo

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Entre as di i li E t disciplinas d i i i ã de iniciação, a M t d l i Metodologia Científica continua sendo um dos instrumentos de trabalho que pode servir no estudo e na aprendizagem dos mais diferentes conteúdos científicos Para científicos. alcançar este intento os autores esquematizaram, de forma simples e lógica, todos os passos de um estudo sério e de um trabalho científico1.
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O conhecimento, no milênio que se inicia, longe de ser , q , g uma necessidade de subsistência, será uma necessidade de ser, à medida que se tornará imprescindível à realização plena d h i i dí l li ã l do homem. R li Realização ã que o afetará enquanto ser social, à proporção que dependerá do conhecimento para ascender a uma boa profissão e, sobretudo, para exercê-la e praticá-la com eficiência e eficácia. Aquele que não se preparar estará q q p p fadado a ficar à margem das ofertas de emprego e, em conseqüência, estará marginalizado da sociedade e frustrado f t d como ser h humano2. _______________________ 22 FERNANDES, J. (2000) S
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CIÊNCIA E MITO Antes dos filósofos, o conhecimento popular situavase no nível da mitologia Sem meios para explicar os fenômenos o homem fenômenos, primitivo criava divindades, responsáveis pela ação e pelas forças da natureza Assim: natureza. ÉOLO – Responsável pelo surgimento dos ventos ventos. VULCANO – pelos raios.
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Dessa forma, o mito era considerado uma forma de ficção, de tradição t di ã sagrada. d Os O gregos i i i iniciaram especulações em t l õ torno d fil da filosofia, fi buscando a sistematização do conhecimento (através da intuição), intuição) e ao mesmo tempo estabelecem limites entre a tempo, ciência e a mitologia. Assim, Xefófanes foi quem propôs a rejeição às expressões mitológicas, notadamente aquelas j ç p g , q empregadas por Homero na Odisséia Não significa, absolutamente, que eles abandonaram a mitologia, antes demonstraram a capacidade de conciliar as diferenças e manter as duas f f formas do conhecimento.
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Um dos primeiros procedimentos para se atingir a verdade, foi a dialética socrática, que consistia em colocar as questões relativas a um determinado fenômeno e, mediante discussão, operada pelo processo de pergunta e resposta, procedimento dialética, chegava-se a uma solução ou a uma concepção que se distinguia pelo consenso em torno de uma verdade.
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INTUIÇÃO E CONHECIMENTO O conhecimento intuitivo é imediato porque implica relação direta com o objeto caracterizado. A imediatez da relação pode ser sentida na experiência do homem com o fenômeno, um raio, por exemplo. A intuição não é um método científico. O homem intuitivo, portanto, constitui uma forma a priori, li i t iti t t tit i f i i livre, de conhecimento.
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CONHECIMENTO E PROBLEMA Fazer ciência, constitui no estabelecimento de relações entre fenômenos, a fi d se verificarem as relações entre eles. f ô fim de ifi l õ t l Podemos dizer que o conhecimento se origina de problemas, de perguntas que se colocam. O problema encontra-se na essência do ato de conhecer. É em seu interior que vamos nos dar conta de que a descoberta sempre ocorre pela metade, porque por mais que se queira desvendar a essência do fenômeno, alguns aspectos não se deixam mostrar integralmente. 2/8/2009
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A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las. P é bi 25 2 d i há l Provérbios 25:2. O conhecimento se realiza mediante a d t i ã d uma outra h i t li di t destruição de t faceta do fenômeno que se apresenta com aparências de verdade. verdade Assim ele se instala à proporção que destrói o anterior (ou o complementa). Pode ocorrer que uma teoria científica encontre barreiras que p ç ç ç impeçam a sua aceitação e a confirmação da sua verdade. Esse problema surge principalmente quando a descoberta científica contraria princípios religiosos ou ideológicos, como ocorreu com a teoria Heliocêntrica.
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TEORIAS CIENTÍFICAS A verdade científica surge através da observação e da testabilidade do fenômeno. Só após o cientista, de posse de dados devidamente comprovados, é que poderá formular teorias que explique todos os fenômenos em situações idênticas. É a teoria que possibilita ao cientista, se não a certeza absoluta sobre um fenômeno determinado pelo menos determinado, menos, proporciona-lhe prever reações que, em condições propícias, podem se converter em leis, indispensáveis ao estabelecimento da verdade científica.
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O que é uma teoria científica? É um sistema ordenado e coerente de proposições ou enunciados baseados em um pequeno número de princípios cuja finalidade é descrever explicar e princípios, descrever, prever do modo mais completo possível um conjunto de fenômenos, oferecendo suas leis necessárias. A existência d uma l i científica, porém, está i tê i de lei i tífi é tá condicionada à testabilidade e à irrefutabilidade.
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EXEMPLOS: LEI DE PARKINSON 11 Consiste na afirmação de que o trabalho aumenta a fim de preencher o tempo disponível para sua p p p p execução, ou seja, um trabalho sempre se prolonga de maneira a tomar todo o tempo que para ele se tem disponível (quanto mais tempo se tem para fazer uma coisa, tanto mais tempo se levará para faze-lo “Na p p
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casa do ferreiro o espeto é de pau”).

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22 O tempo despendido na discussão de cada item de uma agenda está na razão inversa da soma discutida g (a discussão de uma diretoria é curta e incisiva quando se trata de assuntos relativos a grandes despesas e torna se longa e detalhada quando se torna-se detalhada, trata de assuntos banais e sem importância alguma3. p g _____________________________ 3-CHIAVENATO, (1993) 503 3 CHIAVENATO A (1993), p 503.
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O conhecimento e a ciência Os elementos que constituem boa parte da ciência e que são parte transitória, perdem-se no tempo, conservando, conservando quando muito interesse histórico muito, histórico. Cada época elabora sua teorias, segundo o nível de evolução em que se encontra, substituindo as antigas, que passam a ser consideradas como superadas.
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A ciência, nos moldes em que se apresenta h j é iê i ld t hoje, relativamente recente. Entretanto, desde o início da humanidade já se encontravam os primeiros traços rudimentares de conhecimentos e de técnicas que constituíram a f t tit í futura ciência. iê i
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A revolução científica propriamente dita, registra-se nos séculos XVI e XVII com Copérnico, Bacon e seu método experimental, Galileu, Descartes e outros. foi o astrônomo Nicolau Copérnico (no século XVI) e, posteriormente, G lil t i t Galileu G lil i ( Galilei (no século XVII) que é l desenvolveram e deram sustentação científica para a teoria heliocêntrica Este último astrônomo conseg i heliocêntrica. conseguiu provar a teoria graças as observações feitas com o uso do telescópio telescópio.
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Na época do Renascimento Cultural e Científico (séculos XVI e XVII), a Igreja Católica ainda controlava a produção cultural e científica, e defendia a teoria do Geocentrismo (Terra como centro do Universo). Por defender o heliocentrismo, Galileu Galilei foi condenado pelo Santo Ofício. Prestes a ser queimado na fogueira da Inquisição, Galileu negou o heliocentrismo diante do tribunal, com o objetivo de se livrar da morte. Porém, continuou pesquisando e acreditando no heliocentrismo.
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A revolução científica não surgiu, porém do acaso. Toda descoberta seja ela ocasional ou não, referente ao universo, à natureza e ao h t homem d d os b bilô i desde babilônicos e egípcios, prepara í i o surgimento do método científico e o caráter de objetividade que vai caracterizar a ciência a partir do século XVI XVI. Aos poucos o método experimental foi aperfeiçoado e aplicado em novos setores. Desenvolveu-se o estudo da q química e da Biologia; surgiu um conhecimento mais objetivo g ; g j da estrutura e das funções dos organismos vivos no século XVIII. No século XIX surgiram novos dados relativos à evolução, ao á átomo, à luz, à eletricidade, ao magnetismo e a 2/8/2009 18 energia.

Enfim, no século XX, a ciência, com seus métodos objetivos e exatos desenvolveu pesquisas em todas as áreas do mundo físico humano, atingindo um grau d precisão surpreendente. fí i e h ti i d de i ã d t Essa evolução das ciências tem , sem dúvida, como mola propulsora os métodos e instrumentos de investigação aliados ao espírito científico perspicaz rigoroso e objetivo científico, perspicaz, objetivo. Atualmente, Atualmente a ciência é entendida como uma busca constante de explicações e de soluções, de revisão e de ea a ação esu tados, apesa tes reavaliação de seus resultados, apesar de seus limites.
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Nessa busca sempre mais rigorosa, a ciência pretende aproximar-se cada vez mais da verdade através de métodos que proporcionem controle, sistematização, sistematização revisão e segurança maior do que possuem outras formas de saber não científico.
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A formação do espírito científico ( p ç p (espírito investigativo) Pouco adiantaria o conhecimento e o emprego do instrumental metodológico sem aquele rigor e metodológico, seriedade de que o trabalho científico deve estar revestido. revestido Essa atmosfera de seriedade só aparece se o autor estiver imbuído de espírito científico. O espírito cientifico pode ser cultivado como qualquer outro!!!
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Podem variar as condições objetivas para se fazer ciência, como recursos, treinamento, equipamentos, mas a formação do espírito científico tem seu ponto de partida na curiosidade!!! A formação do espírito científico pode se dar em qualquer idade e em qualquer circunstancias A ciência pode ser circunstancias. praticada também nas mais variadas situações da vida. O desafio de países como o Brasil é sobretudo, encontrar soluções para os graves problemas sociais que o país vive vive, soluções essas muito mais urgentes e necessárias do que toda a indústria de armas, de foguetes e de viagens espaciais, por exemplo.
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RESUMO - Conhecer fatos sem j justifica-los ou explicar-lhes as p causas é próprio do conhecimento... empírico ou vulgar - O conhecimento cujo objetivo é material e mensurável h i t j bj ti t i l á l (medível) e cujo método é experimental chama-se... científico -Somente se poderá afirmar uma verdade com certeza quando houver? Evidência
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Bibliografia FERNANDES, José, Introdução a Metodologia Científica. (2000) Ci tífi

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