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Aula 01 Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins. Português Profª Cláudia

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Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins.

Português Profª Cláudia Kozlowski

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1 - (ESAF/ANA/2009)

Em relação ao texto abaixo, analise a assertiva a seguir.

O tratamento de esgotos é fundamental para qualquer programa de despoluição das águas. Em grande parte das situações, a viabilidade econômica das estações de tratamento de esgotos (ETE) é reconhecidamente reduzida, em razão dos altos investimentos iniciais necessários à sua construção e, em alguns casos, dos altos custos operacionais. Por esses motivos que mesmo os países desenvolvidos têm incentivado financeiramente os investimentos de Prestadores de Serviços em ETE, como os Estados Unidos e países da Comunidade Europeia. No Brasil, o problema de viabilidade econômica do investimento público torna-se ainda mais agudo, devido à elevada parcela de população de baixa renda. No entanto, vale ressaltar que a água de qualidade também é um fator de exclusão social, uma vez que a população de baixa renda dificilmente tem condições de comprar água de qualidade para beber ou até mesmo de pagar assistência médica para remediar as doenças de veiculação hídrica, decorrentes da ausência de saneamento básico.

(http://www.ana.gov.br/prodes/prodes.asp)

-

Em “torna-se”(ℓ.8), o “-se” indica sujeito indeterminado.

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- (ESAF/ANEEL TÉCNICO/2006)

Em relação ao texto, analise o item abaixo.

Apesar das dificuldades, o Programa de Metas foi executado e seus resultados manifestam-se na transformação da estrutura produtiva nacional. O governo JK, que soube mobilizar com maestria a herança de Vargas e elevar a auto-estima do povo brasileiro, realizou-se em condições democráticas, com liberdade de imprensa e tolerância política. A taxa de inflação, que em 1956 foi de 12,5%, no final do governo JK, elevou-se para o patamar de 30,5%. A Nação, por sua vez, obteve um crescimento econômico médio de 8,1% ao ano. Apesar das pressões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que já advogava o “equilíbrio fiscal” e o Estado mínimo para o Brasil, e de setores conservadores da vida brasileira, JK conseguiu elevar o PIB nacional em cerca de 143%. E tudo isto ocorreu em um contexto marcado por um déficit de transações correntes que atingiu 20% das exportações em 1957 e 37% em 1960, o que ampliava a fragilidade externa e fazia declinar a condição de solvência da economia brasileira. No entanto, foi graças ao controle do câmbio e ao regime de incentivos criados que as importações de bens de consumo duráveis foram contidas.

(Rodrigo L. Medeiros, com adaptações)

-

Em “manifestam-se”(l.2) o “se” é índice de indeterminação do sujeito.

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- (ESAF/SEFAZ SP/2009)

1.

É importante notar que a taxa de juros anual média

de 141,12% é escandalosa para o Brasil, cuja inflação

anual é estimada em torno de 6,5%. A redução dos juros

que se verificou em dezembro certamente não reflete

5. as mudanças que beneficiaram os bancos (redução do

compulsório e ligeira melhora na captação de recursos),

mas apenas a menor procura por crédito. A discreta

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Aula 01 Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins. queda dos juros

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queda dos juros não deve aumentar a procura por

crédito pelas pessoas físicas que estão conscientes de

10. que não é o momento de se endividar, nem favorecerá

uma redução da inadimplência. No máximo, interessará

às pessoas jurídicas que buscam crédito de curtíssimo

prazo ou financiamentos para exportação, embora as

facilidades oferecidas pelo Banco Central tenham um

15. custo muito elevado. Sabe-se que uma redução da

taxa Selic nunca repercute plenamente nas taxas de

juros dos bancos, que, sob o pretexto da elevação da

inadimplência, aumentaram os seus spreads (diferença

entre a taxa de captação e de aplicação). O governo

20. está tentando obter uma redução desse spread, até

agora sem grande sucesso.

Para uma redução sensível das taxas de juros, duas

medidas seriam necessárias: reduzi-las nos bancos

públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil) e,

25. especialmente, em função de uma taxa Selic menor,

reduzir o interesse dos bancos em aplicar seus

excedentes de caixa em títulos da dívida mobiliária

federal, que oferecem juros elevados e total garantia.

(O Estado de S. Paulo, Editorial, 16/1/2009)

Em relação ao texto acima, analise a proposição.

- Em “Sabe-se”(ℓ.15), o pronome “-se” indica voz reflexiva.

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4 - (ESAF/AFC CGU/2006)

O final do século XX assistiu a um processo sem precedentes de mudanças na história do pensamento e

da técnica. Ao lado da aceleração avassaladora nas tecnologias da comunicação, de artes, de materiais e de genética, ocorreram mudanças paradigmáticas no modo de se pensar a sociedade e suas instituições.

De modo geral, as críticas apontam para as raízes da maioria dos atuais conceitos sobre o homem e seus aspectos, constituídos no momento histórico iniciado no século XV e consolidado no século XVIII. A modernidade que surgira nesse período é agora criticada em seus pilares fundamentais, como a crença na verdade, alcançável pela razão, e na linearidade histórica rumo ao progresso. Para substituir esses dogmas, são propostos novos valores, menos fechados e categorizantes.

(http://pt.wikipdia.org (acessado em 14 de dezembro de 2005, com adaptações))

Analise a proposição de acordo com o padrão culto da língua portuguesa.

- A supressão do pronome “se” (l.4) alteraria as relações sintáticas da oração, mas preservaria a coerência textual, pois a estrutura da oração admite aí omissão do sujeito.

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Aula 01 Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins. 5 - (ESAF/MP

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5 - (ESAF/MP ENAP – SPU/2006 - adaptada)

1. Ninguém melhor do que Voltaire definiu a real

essência da democracia quando escreveu: “Posso

não concordar com uma só palavra do que dizes,

mas defenderei até à morte o teu direito de dizê-las”. Ter

5.

idéias e comportamentos políticos ou sociais diversos

de

outros indivíduos não significa, necessariamente,

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transformá-los em inimigos ferrenhos. Afinal, o

que se combate são as idéias do outro e não sua

pessoa.

(Adaptado de Alfredo Ruy Barbosa, Jornal do Brasil, 11/03/2006)

Em relação ao texto acima, marque V para as assertivas verdadeiras e F para as falsas e, em seguida, assinale a opção correta.

I - O emprego de segunda pessoa em “teu” (l.4) concorda com o emprego de “dizes”.

II - Em “transformá-los”(l.7), a forma pronominal “-los” retoma a idéia explicitada em “outros indivíduos”.

III - Em “ o que se combate”(l.7 e 8), o termo “o” pode, sem prejuízo gramatical para o período, ser

substituído pelo pronome aquilo.

a) V – V – F

b) F – V – F

c) V – F – V

d) F – V – V

e) V – V - V

6 - (ESAF/Auditor-Fiscal do Trabalho/2006)

A relação conflituosa entre fazendeiros e colonos, aliada à crescente dificuldade de importação de

escravos negros da África a partir da década de 60, exige que se use a mão-de-obra nativa, forçando-a ao trabalho na lavoura. Os fazendeiros também reclamavam uma legislação que permitisse garantias dos investimentos na mão-de-obra, do cumprimento dos contratos, da repressão às greves e, ainda, que lhes

propiciasse adequada produtividade. A promulgação da Lei do Ventre Livre, em 1871, sinalizando a abolição da escravidão, criou as condições para uma legislação que, ao mesmo tempo em que fazia a regulação minuciosa da contratação do trabalho livre, previa a obrigação de o homem livre contratar, como mecanismo de combate à vadiagem.

(Sidnei

article/viewPDFInterstitial/1766/1463)

Julgue a assertiva a seguir.

- Em “que lhes propiciasse”(l.5) o pronome “lhes” refere-se a “Os fazendeiros”(l.5).

Machado

-

http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/

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7 - (ESAF/ATM Natal/2008)

1. As pessoas sempre pensam em si mesmas antes de

levar em conta o bem-estar geral. Não adianta querer

mudar isso. A espécie humana é essencialmente egoísta

e

precisa freqüentemente receber estímulos individuais

5.

para agir em prol de uma causa que transcenda o

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próprio raio de interesses. A princípio todo mundo

trabalha impulsionado por objetivos próprios, entre eles

o progresso na carreira e o salário no fim do mês. A

única maneira de fazer um funcionário voltar-se também

10. para os interesses da empresa é motivá-lo por meio de

um conjunto concreto de benefícios extras. Não é por

acaso que as companhias que implantaram políticas

de reparte de lucros ou de premiação em dinheiro aos

funcionários mais talentosos e esforçados tendem a

15. superar as demais em produtividade e lucro. Em um

mundo tão complexo, economistas, empresários e

governantes precisam saber mais sobre psicologia.

(Entrevista de Maskin a VEJA, 26 de março, 2008).

Assinale a opção em que os três termos remetem, por coesão textual, ao mesmo referente.

a)

“As pessoas”(l.1) – “que”(l.5) – “próprio”(l.6)

b)

“bem-estar geral”(l.2) – “isso” (l.3) – “raio de interesses” (l.6)

c)

“estímulos individuais”(l.4) – “objetivos próprios”(l.7) – “eles”(l.8)

d)

“funcionário”(l.9) – “-se” (l.9) – “-lo” (l.10)

e)

“empresa”(l.10) – “companhias”(l.12) – “demais”(l.15)

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- (ESAF/Auditor TCE ES/2001)

Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis, que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas, de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem.

Julgue a proposição abaixo, em relação aos elementos do texto.

- Os pronomes possessivos na segunda oração referem-se a “arquivo cronológico”.

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Aula 01 Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins. 9 - (

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9 - (ESAF/TFC SFC/2000)

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O saber produzido pelo iluminismo não conduzia à emancipação e sim à técnica e ciência moderna que mantêm com seu objeto uma relação ditatorial. Se Kant ainda podia acreditar que a razão humana permitiria emancipar os homens de seus entraves, auxiliando-os a dominar e controlar a natureza externa e interna, temos de reconhecer hoje que essa razão iluminista foi abortada. A razão que hoje se manifesta na ciência e na técnica é uma razão instrumental, repressiva. Enquanto o mito original se transformava em Iluminismo, a natureza se convertia em cega objetividade. Inicialmente a razão instrumental da ciência e técnica positivista tinha sido parte integrante da razão iluminista, mas no decorrer do tempo ela se autonomizou, voltando-se inclusive contra as suas tendências emancipatórias.

(B. Freitag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, p. 35, com adaptações)

Das seguintes expressões retiradas do texto, indique o item em que o elemento da coluna da esquerda faz remissão incorreta às expressões da coluna da direita.

a)

b)

c)

d)

e)

seu (l.2)

seus(l.4)

os (l.4)

ela (l.11)

suas (l.12)

técnica e ciência moderna homens homens razão instrumental

cega objetividade

10 - (ESAF/Assistente de Chancelaria/2003)

Em relação ao texto abaixo, assinale o que se pede.

Compara-se vulgarmente a dominação americana sobre o mundo, hoje, com a do Império Romano. Mas vejo muitas diferenças. Os romanos de fato conseguiram fazer uma coisa que os americanos não alcançaram: eles transformaram os habitantes de seu império em cidadãos romanos. Já no primeiro século da era cristã, o próprio São Paulo, que era judeu, claro, se dizia antes de tudo um cidadão romano. Não quero dizer que seja culpa deles, mas os americanos estão num mundo onde a americanização deve forçosamente parar num certo momento. Com sua potência militar ou econômica, eles dominam muitos Estados, mas não estão numa situação que lhes permita fazer das pessoas que dominam verdadeiros americanos. Isso é ao mesmo tempo bom e ruim. É bom porque as pessoas conservam o que se chama hoje de sua identidade. É ruim porque isso impede que essas pessoas se tornem membros inteiros da democracia americana, que é, apesar de seus enormes defeitos, uma democracia.

(Depoimento de Jacques le Goff a Alcino Leite Neto, Folha de São Paulo, 14/04/2002, com adaptações)

Assinale o par em que, no texto, o pronome da primeira coluna não se refere à expressão da segunda coluna.

a) “eles”(l.4) ----- “romanos”(l.2)

b) “deles”(l.7) ----- “americanos”(l.7)

c) “lhes”(l.10) ----- “ verdadeiros americanos” (l.11)

d) “sua”(l.12) ------ “pessoas”(l.12)

e) “seus”(l.14) ------ “democracia americana” (l.14)

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11 - (ESAF/AFRF/2003)

Em relação aos elementos que constituem a coesão do texto abaixo, assinale a opção correta.

O caráter ético das relações entre o cidadão e o poder está naquilo que limita este último e, mais que

isso, o orienta. Os direitos humanos, em sua primeira versão, como direitos civis, limitavam a ação do Estado sobre o indivíduo, em especial na qualidade que este tivesse, de proprietário. Com a extensão dos direitos humanos a direitos políticos e sobretudo sociais, aqueles passam — pelo menos idealmente — a fazer mais do que limitar o governante: devem orientar sua ação. Os fins de seus atos devem estar direcionados a um aumento da qualidade de vida, que não se esgota na linguagem dos direitos humanos, mas tem nela, ao menos, sua condição necessária, ainda que não suficiente.

(Renato Janine Ribeiro, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.140)

a)

Em “o orienta”(l.2), “o” refere-se a “cidadão”(l.1).

b)

Em “este tivesse”(l. 4), “este” refere-se a “Estado”(l.3).

c)

Em “aqueles passam”(l.5), “aqueles” refere-se a “direitos políticos”(l.4).

d)

“sua ação”(l.6) e “seus atos”(l.6) remetem ao mesmo referente: “proprietário”(l.4).

e)

“sua condição”(l.8) refere-se a “um aumento da qualidade de vida”(l.7).

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- (ESAF/TRF/ 2002.1)

Julgue se as formas de redação abaixo estão gramaticalmente corretas.

- Pensa hoje que se tornou barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e

produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. / Seu pensamento hoje é esse: tornou-se barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia.

13 - (ESAF/TFC SFC/2000)

As casas-grandes requintadas, com negros tocando ópera e cantando em latim, não foram típicas de uma aristocracia rural que, isolando-se, cercando-se só de subordinados, fez sempre mais questão da quantidade que da qualidade dos seus títulos de grandeza: do número de seus pés de café e dos seus pés de cana; do número das suas cabeças de escravos e das suas cabeças de gado; do número das salas e dos quartos de suas casas-grandes. Isso é que, aos olhos da maioria dos brasileiros da era patriarcal ainda predominantemente rural, era grandeza. O senhor rural, mais pervertido pelo isolamento, desprezava tudo, pelo regalo de mandar sobre muitos escravos e de falar gritando com todo o mundo, tal a distância, não só social, como física, que o separava quase sempre das mulheres, dos filhos, dos negros, em casas vastas, com salas largas, onde quase nunca as pessoas estavam todas perto uma da outra; onde nas próprias mesas de jantar, de oito metros de comprido, era preciso que o senhor falasse senhorialmente alto para ser ouvido no fim da mesa quase de convento.

(Gilberto Freire, Sobrados e Mucambos, p.46)

Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais

- O pronome demonstrativo Isso (l.6) refere-se à enumeração apresentada no período anterior e constitui um recurso de coesão textual.

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14 - (ESAF/TC PR/2003)

Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução.

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Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais.

- A expressão “o que comprometeria” (l.8-9) pode ser substituída por os quais comprometeriam, sem prejuízo das relações sintáticas e semânticas originais.

15 - (ESAF/SEFAZ SP/2009)

Com base no texto, analise a proposição a seguir.

1. É certo que houve expansão da frota, tanto de carros,

como de caminhões e ônibus. Mas isso é muito pouco

para explicar a verdadeira chacina na malha rodoviária

a que o país parece assistir de braços cruzados.

5. Cabe boa parte da culpa aos motoristas. Quem

viaja pelas estradas brasileiras não precisa ir longe

para constatar verdadeiros descalabros. Motoristas

dispostos a tudo mostram sua estupidez e total falta

de responsabilidade: trafegam em alta velocidade,

fazem ultrapassagens inconvenientes, andam pelo

10. acostamento, usam faróis altos e frequentemente

dirigem alcoolizados.

(Estado de Minas, Editorial, 6/1/2009.)

- O termo “isso”(ℓ.2) retoma as informações do período antecedente.

16 – (ESAF/TRF/2002.1)

Marque o segmento do texto que foi transcrito com erro gramatical.

a) Finalmente, após cinco anos de debate, a Lei Brasileira de Arbitragem (Lei Marco Maciel), de iniciativa

do Congresso Nacional, sancionada pelo Executivo, recebeu o “nada obsta” do Supremo Tribunal, em uma de suas últimas reuniões plenárias de 2001.

b) Apesar de analisada e selada pelos três poderes da República, o fato mais marcante onde caracteriza a

Lei de Arbitragem é a simpatia com que foi recebida por grande parcela da sociedade.

c) Tal aspecto, em termos brasileiros, é emblemático, pois expressa, talvez, a chancela mas importante: a

do cidadão, a confirmar que a lei pegou.

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d) De fato, a longa discussão quanto à constitucionalidade da Lei de Arbitragem manteve-se ao largo da

atividade da sociedade civil, tendo em vista a implementação desse meio extrajudicial de solução de

conflito.

e) Foram intensos, nesses cinco anos de existência da Lei Marco Maciel, os cursos, as conferências, a

publicação de estudos e livros, enfim, os debates travados ao redor do tema.

(Baseado em Pedro Batista Martins)

17 - (ESAF/AFC SFC/2000)

Assinale a opção em que o item gramatical grifado constitui erro.

a) É preciso pensar em como ajudar as pessoas que não estão conseguindo se beneficiar da

globalização.

b) Uma medida necessária é o treinamento e reciclagem dos trabalhadores que perderam seus

empregos, para que possam ser reincorporados.

c) E aqueles cujos não conseguirem voltar ao sistema produtivo devem ser alvo de políticas

compensatórias que aliviem as tensões de uma transição econômica tão complexa.

d) Trata-se de mudar de uma economia protegida décadas para uma mais integrada.

e)

extremamente necessários em países como o Brasil.

(Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.143)

são

Programas

de

renda

mínima

e

seguro-desemprego,

para

ficar

em

dois

exemplos,

(ESAF/TCE ES/2001)

Leia o texto abaixo para responder às questões 18 e 19.

Rápida Utopia

O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho de vento pode ser

reparado, mas o computador não tem defesa diante da má intenção de um garoto precoce. O século está

estressado porque não sabe de quem se deve defender nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos inimigos. Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não o de eliminar os resíduos. Porque a sujeira nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos (inclusive os radioativos) nascem do bem-estar que ninguém quer mais perder. Eis por que nosso século foi o da angústia e da utopia de curá-la. Com um superego mais forte, a humanidade se embaraça num mal que conhece perfeitamente, confessa-o em público, tenta purificações expiatórias, às quais se juntam as Igrejas e os governos, e repete o mal porque ação a distância e linha de montagem impedem de identificá-lo no início do processo. Espaço, tempo, informação, crime, castigo, arrependimento,

tudo em

absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica, nascimento, longa vida, morte altíssima velocidade. A um ritmo de estresse. Nosso século é o do enfarte.

(Umberto Eco - tradução de Paulo Neves, com adaptações)

18 - Em relação ao emprego das palavras e expressões do texto, julgue a assertiva abaixo.

- Mantém-se o sentido e a correção gramatical ao substituir a expressão "às quais" (l.10) pelo pronome relativo que.

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19 - Analise a correspondência entre as estruturas lingüísticas do texto.

I- "que" (l.6) refere-se a "sujeira" (l.6)

II- "-la", em "curá-la"(l.8) refere-se a "angústia" (l.8)

III-

"-o" em "confessa-o"(l.9) refere-se a "superego"( l.8)

IV-

"-lo" em "identificá-lo"(l.11) refere-se a "processo"(l.12)

V- "tudo"(l.14) refere-se às informações enumeradas nas linhas 12 a 14.

Marque a opção correta.

a) Estão corretos todos os itens.

b) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.

c) Estão corretos apenas os itens II e V.

d) Estão corretos apenas os itens III, IV e V.

e) Nenhum dos itens está correto.

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20 - (ESAF/AFC CGU/2006)

Assinale a opção que preenche as lacunas do texto de forma gramaticalmente correta e coerente.

O saldo da balança comercial (exportações menos importações) brasileira de 2005 alcançou US$ 44,76

bilhões, valor

2004,

incremento

importações totalizaram US$ 73,545 bilhões no ano passado. Os resultados recordes mostram

apesar da valorização do real frente ao dólar, a corrente de comércio do país (exportações mais

importações) não

países que compram os produtos brasileiros e o crescimento da participação de estados com pouca tradição nas vendas externas.

5 de crescer com a diversificação de pauta exportadora, aumento do número de

1 registrado na história do país. O resultado positivo, 33% maior que o atingido em

2 ao desempenho expressivo das exportações e importações. As vendas externas tiveram

3 US$ 24 bilhões no ano passado e fecharam 2005 com US$ 118,3 bilhões. Já as

4

(Em Questão, Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República, n. 390, Brasília, 06 de janeiro de 2006)

1

2

3

4

5

a) não

se devem

demais de

-lhe

deixa

b) nunca antes

devem-se

mais que

-se

para

c) nunca

deve-se

superior a

que

pára

d) não

deveu-se

de mais de

cujo

cessa

e) nem

devia-se

maior que

qual

termina

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21 - (ESAF/AFC STN/2005)

A respeito de aspectos lingüísticos do trecho abaixo, analise a proposição.

1. Só mais tarde alcancei compreender que a inteligência

pode trabalhar até ao fim inteiramente alheia aos

graves problemas religiosos que confundem o pensador

que os quer resolver segundo a razão, se

5. nenhum choque exterior veio perturbar para ela

solução recebida na infância. A dúvida não é sinal de

que o espírito adquiriu maior perspicuidade, é às

vezes um simples mal-estar da vida.

(Joaquim Nabuco, Minha formação)

- Os dois primeiros quês do texto, em “que a inteligência”( .1 e 2) e em “que confundem”( .3) são ambos pronomes relativos.

22 – (ESAF/AFRF/2002-2)

1.Em artigo publicado na década de noventa, o

professor Paul Krugman explicava que todos

aqueles países que falavam inglês haviam

tido um desempenho econômico acima da

5. média de seus vizinhos e que o inglês estava

se tornando rapidamente a língua franca dos

negócios, do turismo e da internet. Assim, os

processos de fusão de empresas, tão comuns

naquele tempo, só teriam sucesso se

10. utilizassem o inglês como língua de integração

das corporações.

Julgue a seguinte proposição.

- As duas ocorrências da conjunção “que” (l.3 e 5) têm a função de demarcar o início das duas orações ligadas por “e”(l.5), mas, sintaticamente, o segundo que pode ser omitido.

23 - (ESAF/TCE ES/2001)

Marque a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo.

Um portal na Internet

com o governo e

o cidadão poderá consultar as suas pendências burocráticas e financeiras

ter todo o tipo de informação pessoal, como extrato do seu FGTS, entre é um cenário já existente em algumas cidades do mundo e que poderá chegar ao Brasil

nos próximos anos, dentro do projeto de governo eletrônico. Um dos desafios de parte de segurança.

projeto é a

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a) onde - ainda - Esse - tal

b) que - assim - Tal - esse

c) em que - ainda - Eis - tal

d) onde - assim - Esse - um tal

e) que - também - Esse - tal

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24 - (ESAF/AFRF/2003)

Vinte e quatro séculos atrás, Sócrates, Platão e Aristóteles lançaram as bases do estudo científico da sociedade e da política. Muito se aprendeu depois disso, mas os princípios que eles formularam conservam toda a sua força de exigências incontornáveis. O mais importante é a distinção entre o discurso dos agentes e o discurso do cientista que o analisa. Doxa (opinião) e episteme (ciência) são os termos que os designam respectivamente, mas estas palavras tanto se desgastaram pelo uso que, para torná-las novamente úteis, é preciso explicar o seu sentido em termos atualizados. Foi o que fez Edmund Husserl com a distinção entre discurso “pré-analítico” e o discurso tornado consciente pela análise de seus significados embutidos. Por exemplo, na linguagem corrente, podemos opor o comunismo ao anticomunismo como duas ideologias. No entanto, comunismo é uma ideologia, mas o anticomunismo não é uma ideologia, é a simples rejeição de uma ideologia. É analisando e decompondo compactados verbais como esse e comparando-os com os dados disponíveis que o estudioso pode chegar a compreender a situação em termos bem diferentes daqueles do agente político. Mas também é certo que os próprios conceitos científicos daí obtidos podem incorporar-se depois no discurso político, tornando-se expressões da doxa. É isso, precisamente, o que se denomina uma ideologia: um discurso de ação política composto de conceitos científicos esvaziados de seu conteúdo analítico e imantados de carga simbólica. Então, é preciso novas e novas análises para neutralizar a mutação da ciência em ideologia.

(Olavo de Carvalho, com cortes)

Marque com (V) as afirmações verdadeiras e com (F) as falsas. Indique, em seguida, a seqüência correta.

(

)

Mantém-se a correção gramatical substituindo-se a expressão ‘Vinte e quatro séculos atrás’(l.1) por ‘Há vinte e quatro séculos’ ou por ‘Fazem vinte e quatro séculos’.

(

)

A oração ‘Muito se aprendeu depois disso’(l.2 e 3) poderia ser substituída por ‘Aprenderam-se muitas coisas depois’, preservando-se o sentido e a correção gramatical do texto.

(

)

Compromete-se a clareza do texto e há prejuízo para a correção gramatical do período se o pronome da expressão ‘estas palavras’(l.7) for substituído por ‘essas’.

a)

F, V, F,

b)

F, F, F,

c)

V, V, V

d)

F, F, V

e)

V, F, F

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25 - (ESAF/MPU/2005)

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.

mais do que o

artista, o pensador político. É uma tradição espiritual que ele conserva e eleva a um grau superior, ainda

que a

(Baseado em Graça Aranha)

A

intelectual de Nabuco provém de suas

vocação política se alie

e é por isso que nele

,

sensibilidade artística.

a)

essência

origens

se acentua

essa

a

b)

riqueza

raízes

se acentua

esta

à

c)

carreira

influências

marca-se

tal

à

d)

qualidade

raízes

acentua-se

esta

a

e)

vivência

raízes

acentua-se

essa

à

26

- (ESAF/AFC/2002)

 

Quanto à norma culta, em relação aos termos grifados, assinale a opção correta.

Para que a intervenção governamental se justifique é preciso, primeiro, que se prove a existência de uma distorção que faça com que o mercado não aloque eficientemente os recursos. Segundo, que se pondere as alternativas para corrigir aquela distorção à luz de seus custos e benefícios. Pode-se concluir pela adoção de medidas corretivas, e de que tipo devem ser, somente após esta análise. Dada a realidade brasileira, é provável que essas tendam a ser muito mais relativas à natureza da política econômica do que da política industrial. Esta última ainda precisa ser muito melhor embasada.

(Adaptado de Cláudio Haddad)

a)

Todas as ocorrências de “se” admitem mudança de colocação.

b)

Em “se justifique”, a próclise do “se” está em desacordo com a norma culta.

c)

Em “se prove”, a norma culta admite a ênclise do “se”.

d)

Em “se pondere”, a próclise do “se” é facultativa.

e)

Em “Pode-se”, a ênclise do “se” justifica-se por ser início de oração.

27

- (ESAF/Oficial de Chancelaria/2002)

Marque o item sublinhado que corresponda a erro gramatical ou de grafia ou configure uma incoerência por impropriedade vocabular.

No Brasil, os intelectuais formaram-se e desenvolveram-se à sombra(A) do Estado. São uma elite que reafirma-se(B) como classe média. Estiveram em evidência como pensadores do social nos anos 30, como ideólogos(C) do desenvolvimento na década de 60, como atores(D) políticos sob(E) a ditadura.

(Baseado em Ana Maria Fernandes)

a) A

b) B

c) C

d) D

e) E

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28 - (FCC/CEAL – Advogado / 2005)

Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na seguinte frase:

(A) A simpatia de que não goza um ator junto ao eleitorado é por vezes estendida a um político

profissional sobre cuja honestidade há controvérsias.

(B) O candidato a que devotamos nosso respeito tem uma história aonde os fatos nem sempre revelam

uma conduta irrepreensível.

(C) Reagan teve uma carreira de ator em cuja não houve momentos brilhantes, como também não houve

os mesmos na de Schwarzenegger.

(D) Há uma ambivalência em relação aos atores na qual espelha a divisão entre o respeito e o menosprezo

que deles costumamos alimentar.

(E) Os atores sobre os quais se fez menção no texto construíram uma carreira cinematográfica de cujo

sucesso comercial ninguém pode discutir.

29 - (FCC/TCE MA – Analista / 2005)

A maior parte da água da chuva é interceptada pela copa das árvores,

evapora rapidamente, causando mais chuva, o que não ocorre em áreas desmatadas,

matéria orgânica.

As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas, respectivamente, por

cobrem toda a

solo é pobre em

(A)

onde - A chuva - que o

(B)

nas quais - Aquela chuva - cujo

(C)

em que - A água da chuva - que o

(D)

que elas - Essa chuva - aonde

(E)

que - Essa água - cujo

30

- (FCC/TRT 22ª Região – Analista Judiciário /2004)

As razões

ele deverá invocar para justificar o que fez não alcançarão qualquer ressonância

membros do Conselho,

votos ele depende para permanecer na empresa.

Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima, respectivamente, as expressões:

(A)

a que - para com os - de cujos

(B)

de que - junto aos - cujos os

(C)

que - diante dos - de quem os

(D)

às quais - em vista dos - em cujos

(E)

que - junto aos - de cujos

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31 - (FCC/TRT 3ª Região – Técnico Judiciário /2005)

Na inventada época em que se amarrava cachorro com lingüiça, lutei e consegui emprego de jornalista na redação de um matutino paulistano. A palavra lutar é correta. Tive de passar por uma prova de conhecimentos que nem de longe se comparava às exigências que hoje se fazem para oferecer trabalho com honestidade. O aprendizado era feito de descobertas e novidades; havia prazer e emoção no enfronhar-me no ofício que viria a ocupar boa parte de minha vida. Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos. Esse período permitiu conviver com numerosos colegas cujos destinos se cruzavam, tomavam caminhos paralelos ou simplesmente alteravam o curso.

Algumas figuras se tornaram sombras, nunca mais ouvi falar, a não ser vagamente. Se a memória pudesse ser reavivada para livrar-se do azinhavre do tempo, tentaria recuperar a história do desaparecimento do capitão Vânio, companheiro de redação. Fiquei sabendo por alto, morreu nas masmorras do Chile, defendendo uma causa política, com suas idéias heróicas. Nunca soube com exatidão como foi o fim daquele oficial que parecia suave anjo de voz tranqüila.

Amenizando o passado, poderia também evocar a lembrança de outro colega, mais voltado para as

conquistas do capitalismo prático, que largou o jornalismo e o trocou por uma agência de publicidade onde os salários poderiam ser menos virtuosos, porém mais compensadores. E nesse meritório ramo desenvolveu grande capacidade criativa. O resultado mais notável foi uma frase que ajudou a vender a rodo a então ainda tímida cerveja Níger. A frase, aparentemente simples, cativava inteligências e

paladares: Níger

nem doce nem amarga. Foi um sucesso estrondoso. Eu próprio, movido pela

curiosidade do bordão, me tornei freguês do achado publicitário, se bem que nunca fui de abandonar as

“loirinhas bem geladas”. A Níger era escura. Ou, se preferem, mulata. Questão de gosto, de paladar.

(Lourenço Diaféria. Almanaque Brasil de Cultura Popular, julho de 2004)

Em cada um dos segmentos abaixo, a substituição da expressão grifada pelo pronome correspondente está INCORRETA em:

(A)

para oferecer trabalho = para oferecê-lo.

(B)

evocar a lembrança de outro colega = evocar-lhe a lembrança.

(C)

tomaram caminhos paralelos = tomaram-nos.

(D)

a ocupar boa parte de minha vida = a ocupar-lhe.

(E)

cativava inteligências e paladares = cativava-os.

32 - (FCC/Analista BACEN /2006)

Sonhos não faltam; há sonhos dentro de nós e por toda parte, razão pela qual a estratégia neoliberal convoca esses sonhos, atribui a esses sonhos um valor incomensurável, sabendo que nunca realizaremos esses sonhos.

Evitam-se as viciosas repetições dos elementos sublinhados na frase acima substituindo-os, na ordem dada, por:

(A)

há eles - convoca-os - atribui-lhes - realizaremo-los

(B)

os há - os convoca - lhes atribui - realizaremo-los

(C)

há-os - convoca-lhes - os atribui – realizá-los-emos

(D)

há estes - lhes convoca - atribui-lhes - os realizaremos

(E)

há-os - os convoca - atribui-lhes - os realizaremos

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33 - (FCC/TRE AP – Analista Judiciário /2006)

O czar caçava homens, não ocorrendo ao czar que, em vez de homens, se caçassem andorinhas e borboletas, parecendo-lhe uma barbaridade levar andorinhas e borboletas à morte.

Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se, de forma correta, os elementos sublinhados por, respectivamente,

(A)

não o ocorrendo - de tais - levá-las.

(B)

não ocorrendo-lhe - dos mesmos - levar-lhes.

(C)

lhe não ocorrendo - destes - as levar-lhes.

(D)

não ocorrendo-o - dos cujos - as levarem.

(E)

não lhe ocorrendo - destes - levá-las.

34

- (FCC/CEAL – Advogado/2005)

Quanto aos políticos profissionais, o cidadão que considera os políticos profissionais uma espécie daninha insiste em eleger os políticos profissionais, em vez de preterir os políticos profissionais em favor de um espírito de renovação.

Evitam-se

sublinhados,

as respectivamente, por:

viciosas

repetições

do

período

acima

substituindo-se

os

elementos

(A)

os considera - lhes eleger - os preterir

(B)

lhes considera - elegê-los - preterir-lhes

(C)

os considera - elegê-los - preteri-los

(D)

considera estes - eleger a estes - lhes preterir

(E)

considera os mesmos - eleger eles - os preterir

35

- (FCC/TRT 22ª Região–Analista Judiciário/2004)

Há um excesso de leis, e quando há leis em excesso deve-se reconhecer nessas leis o vício da excessiva particularização, excessiva particularização que só revela a fragilidade dos princípios morais.

Evitam-se as desagradáveis repetições do período acima substituindo-se os segmentos sublinhados, respectivamente, por

(A)

as há - reconhecer nelas - a qual.

(B)

há as mesmas - reconhecê-las - a qual.

(C)

há elas - reconhecer-lhes - cuja.

(D)

as há - reconhecer a elas - cuja.

(E)

há estas - reconhecê-las - onde.

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