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Publicação online semanal com sede em Vila Velha de Ródão DirecçãoDirecçãoDirecçãoDirecção dededede J.J.J.J.

Publicação online semanal com sede em Vila Velha de Ródão

DirecçãoDirecçãoDirecçãoDirecção dededede J.J.J.J. MendesMendesMendesMendes SerrasSerrasqueiroSerrasSerrasqueiroqueiroqueiro –––– PaginaçãoPaginaçãoPaginaçãoPaginação eeee ArteArteArteArte FinalFinalFinalFinal dededede GinaGinaGinaGina NunesNunesNunesNunes

Nº. 132 de 20 de Fevereiro de 2014 – Neste número: 12 Páginas – Gratuito

Sejam humildes! Escreveu CRUZ DOS SANTOS - Coimbra “Numa ambição desmedida A gente grande quer
Sejam humildes!
Escreveu
CRUZ DOS SANTOS
- Coimbra
“Numa ambição desmedida
A gente grande quer ter
Dois Céus: um cá nesta vida
Outro deepois de morrer”
António Aleixo
**********
E é pura verdade! Há pessoas
que vivem, como se fossem os
“donos do mundo”, como se os
recursos da terra fossem ilimi-
tados. A maneira de pensar,
permaneceu igual à do passa-
do, em que eram poucos e
dispunham de uma tecnologia
rudimentar. Deveriam, pelo con
trário, ter sempre presente que
a Terra é um pequenino grão
de areia na infinidade das Ga-
láxias e jamais se esquecerem,
que apesar de toda a ciência
que têm, nunca poderão
desprezá-la. E que todas as
imbecilidades que levam a
cabo, pesarão em futuros
milénios, sobre os filhos dos
seus filhos.
Continua na página 6

Escreveu o “Financial Times”

O “herói-surpresa” chamado Portugal

Times” O “herói-surpresa” chamado Portugal passa despercebida e o Financial Times voltou a colocar os

passa

despercebida e o Financial Times voltou a colocar os esforços ‘lusos’ nas bocas do mundo. Num artigo onde descreve o país como o “herói-surpresa da retoma na Zona Euro”, este jornal destaca o importante papel das exportações e do turismo na luta contra a crise.

Foram “três anos de austeridade castigadora e de profunda recessão” que, entre as mais variadas consequências, “impulsionaram um êxodo” agravado. Segundo o Financial Times, estima-se que, em Portugal, “cerca de 200 jovens licenciados e outro tipo de emigrantes saiam diariamente do país” e, para agravar a situação, “o duro programa de ajustamento deixou um rasto de devastação”.

A

recuperação

portuguesa

não

e

Continua na página 2

“A austeridade mata? O Povo crê que não há alternativa

Ler na página 11
Ler na página 11

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Escreveu o “Financial Times”

O “herói surpresa” chamado Portugal

Continuação da 1ª. página

“Dezenas de milhares de pequenas empresas faliram, os salários e as pensões encolheram, as desigualdades agravaram-se e muitas vidas ‘enferrujaram’ devido ao desemprego de longa duração”. Mas nem isso afasta uma visão otimista de recuperação.

Portugal, “o herói-surpresa da retoma na Zona Euro”, como assim é retratado na publicação, viu no turismo e nas exportações o seu colete de salvação. Os terminais de carga e os centros comerciais assumem-se como os locais anticrise, espelhando “um aspeto menos conhecido do penoso ajustamento económico que Portugal está a fazer”.

No texto assinado pelo jornalista Peter Wise, é destacado “o crescimento homólogo de 1,6% no último trimestre de 2013”, que “superou qualquer outro membro da Zona Euro, incluindo a Alemanha”. O crescimento português, face ao trimestre anterior (0,5%), salienta, apenas foi ultrapassado pela Holanda e “arrasou as estimativas dos economistas, que apontavam para um aumento de apenas 0,1%”. “As reformas estruturais profundas”, consequentes da crise da dívida soberana, colocam Portugal na categoria de “nova vedeta do crescimento na Zona Euro”, tal como Christian Schulz já o tinha dito. E se há males que vêm por bem, a crise é um deles, uma vez que, lê-se no texto do Financial Times, as dificuldades impulsionaram uma melhor competitividade a nível das exportações.

Neste sentido, o mesmo jornal lembra os produtos portugueses exportados para "clientes de topo, como a realeza britânica, e a celebridades, como David Beckham e Madonna”.

Numa espécie de livro de elogios, a publicação cita ainda o economista Ralph Solveen que classificou Portugal como “maior surpresa positiva na periferia do euro”, deixando para trás países como a vizinha Espanha, que ainda não conseguiu uma descida tão significativa do desemprego.

Contudo, o ceticismo na recuperação total continua a dominar o pensamento dos portugueses e, para o jornal, muitos cidadãos “não têm grandes perspetivas de um alívio imediato das dificuldades que vivem”.

O dia de amanhã continua a ser uma incógnita e, quem sabe, aqueles que se viram obrigados a abandonar o país “poderão ser talvez os melhores juízes para avaliarem se as mudanças alcançadas valeram o preço a pagar”.

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Praxes do Meco

(conclusão que vem da página 11) de uma suposta tradição académica, os “caloiros” lá descerão a Alameda da Universidade, lá se arrastarão ou irão rastejar a vil existência académica e os seus trajes negros… Talvez imitando novas práticas “mais benéficas” (a expressão é de Marcelo Fonseca, Presidente da Associação Académica de Lisboa), quem sabe se italianas (lembrando os camisas castanhas?), ou alemãs (evocando a juventude hitleriana?) os nossos alunos do Ensino Superior provoquem enorme orgulho nos pais. Esses pais que, traídos pelos políticos há décadas e vítimas dum país que sempre voltou as costas à cultura, nem imaginam que o seu filho ou filha são “dux”. Sejamos claros:

fascistas. Carrascos que, tendo sido vítimas, descobrem na praxe a vingança perfeita.

António Carlos Cortez

Editorial

Mendes

Serrasqueiro

Editorial Mendes Serrasqueiro Não obstante as entidades oficiais proporcionarem sessões de esclarecimento, inclusive com

Não obstante as

entidades oficiais

proporcionarem

sessões de

esclarecimento,

inclusive com

intervenções dos prestimosos graduados

e praças da GNR local,

no sentido das

pessoas

(particularmente os mais idosos) acautelarem as suas casas e haveres, prevenindo-se contra os “amigos do alheio”, este tipo de “visitas”

sem escrúpulos, voltou

a actuar por estas

paragens. Desta vez

foram até uma pequenina aldeia – talvez com apenas 10

a 15 moradores –

Gardete, na freguesia de Fratel, onde foram surpreender uma septagenária que assume a função de “serviço do telefone público”. Como habitualmente se usa por cá, a referida senhora “descuida-se” com a porta aberta e, na sua costumada boa fé foi assaltada. Amarraram- na, impediram-na de gritar e, assim, revolveram os seus parcos haveres procurando valores que acabaram por não encontrar. Levaram “apenas” cerca de cinquenta euros e não lhe causaram outros danos Do mal o menos, como ela terá dito quando os desconhecidos se escapuliram, de nada valendo à pobre mulher que escapou incólume

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Pag. 3 CASTELO BRANCO Requalificação do Palácio da Justiça *** Tribunal de Trabalho será instalado no
Pag. 3 CASTELO BRANCO Requalificação do Palácio da Justiça *** Tribunal de Trabalho será instalado no
Pag. 3 CASTELO BRANCO Requalificação do Palácio da Justiça *** Tribunal de Trabalho será instalado no

CASTELO BRANCO

Requalificação do Palácio da Justiça

*** Tribunal de Trabalho será instalado no antigo edifício do Governo Civil

A partir de Maio, segundo noticia a LUSA, o Palácio da Justiça de Castelo Branco vai receber um

investimento de 1,2 milhões de euros para obras de requalificação. A empreitada desta remodelação terá uma primeira fase, e vai incidir sobre os espaços a libertar pelo Tribunal de Trabalho, instalado neste edifício.

\\\\

Numa segunda fase, cujo início se prevê para Novembro do ano corrente, as obras vão contemplar

o restante edifício, prevendo-se que o plano de requalificação do Palácio da Justiça deva estar

concluído no mês de Julho de 2015. Entretanto, o Tribunal de Trabalho vai sair do Palácio da Justiça para ser instalado, provisoriamente, no edifício da Assembleia Distrital de Castelo Branco, até estar concluída a sua instalação final no antigo edifício do Governo Civil.

OLEIROS Carnaval nas Piscinas Municipais Nas Piscinas Municipais de Oleiros vai decorrer no próximo dia
OLEIROS
Carnaval nas Piscinas Municipais
Nas Piscinas Municipais de Oleiros vai
decorrer no próximo dia 4 de Março, um
dia dedicado a festejos de carnaval.
dia 4 de Março, um dia dedicado a festejos de carnaval. As Piscinas Municipais de Oleiros

As Piscinas Municipais de Oleiros vão organizar, dia 4 de Março, um dia dedicado aos festejos carnavalescos, que irão decorrer nas Piscinas Municipais.

Segundo noticia o Diário Digital de Castelo Branco, este vai ser um dia em cheio, totalmente preenchido entre as 9.00 e as 17.30 horas, não faltando diversões, actividades aquáticas e lúdico- desportivas. No final, serão apurados os melhores disfarces e a melhor “partida” de carnaval.

O custo da participação nas actividades é de 3€ com almoço incluído, e os participantes devem

ter idade superior a 5 anos. O público interessado pode inscrever-se até ao dia 28 do corrente mês, na recepção das piscinas municipais ou pelo telefone 272 681 062

das piscinas municipais ou pelo telefone 272 681 062 FUNDÃO Baile de Carnaval na antiga Praça

FUNDÃO

Baile de Carnaval na antiga Praça Municipal

Dia 3 de Março, pelas 22.00h. vai realizar-se no edifício da antiga Praça Municipal, um Baile de Carnaval, com organização da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, União dos Bombeiros Voluntários e Agrupamento 120 dos Escuteiros.

A animação estará a cargo da “Roda do Choro”, de Lisboa, Quinteto Luso-Franco-Brasileiro, actriz

brasileira Valéria Carvalho, e músico fundanense Rui Freire. Haverá prémios para os melhores mascarados. Custo das entradas: um “capacete” com a receita á reverter a favor dos Bombeiros Voluntários do Fundão.

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Pag. 4 PROENÇA-A-VELHA – Idanha-a-Nova AAAA freguesiafreguesiafreguesiafreguesia dededede
Pag. 4 PROENÇA-A-VELHA – Idanha-a-Nova AAAA freguesiafreguesiafreguesiafreguesia dededede
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PROENÇA-A-VELHA – Idanha-a-Nova
AAAA freguesiafreguesiafreguesiafreguesia dededede ProençaProença-ProençaProença--a-aa-a---Velha,Velha,Velha,Velha, promovepromovepromovepromove
nosnosnosnos diasdiasdiasdias 1111 eeee 2222 dededede MarçoMarçoMarçoMarço aaaa 12ª.12ª.12ª.12ª. EdiçãoEdiçãoEdiçãoEdição dodododo
FestivalFestivalFestivalFestival dodododo AzeiteAzeiteAzeiteAzeite eeee FuFumeiro.FuFumeiro.meiro.meiro.
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O certame O certame decorre decorre no Núcleo no Núcleo do Azeite do Azeite - Lagares - Lagares de Proença-a-Velha, de Proença-a-Velha, na Quinta na Quinta da Nora, da Nora, e conta e conta com a

Feira com de a produtos Feira de Regionais, produtos Regionais, Tasquinhas, Tasquinhas, animação musical, animação cultural musical, e desportiva, cultural e desportiva, cozinha ao cozinha vivo, jogos ao vivo, jogos tradicionais e workshops sobre temáticas relacionadas com o azeite e os enchidos. tradicionais e workshops sobre temáticas relacionadas com o azeite e os enchidos.

Como noticia o Diário Digital de Castelo Branco, a abertura oficial está agendada para as 15 horas C9omo de Sábado, noticia dia o Diário 1 (embora Digital o de mercado Castelo abra Branco, às 10h30), a abertura no Núcleo oficial do está Azeite, agendada seguindo-se para o as workshop 15 horas de

Sábado, dia 1 (embora o mercado abra às 10h30), no Núcleo do Azeite, seguindo-se o workshop

subordinado ao tema “Sabe identificar os cheiros do azeite virgem?”, dinamizado pelos alunos do

mestrado de Inovação e Qualidade na Produção Alimentar, do Instituto Politécnico de Castelo

subordinado ao tema “Sabe identificar os cheiros do azeite virgem?”, dinamizado pelos alunos do

mestrado Branco. de Inovação e Qualidade na Produção Alimentar, do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Na animação musical de Sábado, destaque para o espectáculo

Na animação musical de Sábado, popular destaque dos para “Ti Maria o espectáculo da Peida” popular (16.30h) dos e “Ti para Maria a Grande da Peida” Noite (16h30) de e Fados (20 horas), com os fadistas Teresa Tapadas, Mara Pedro, Luís para a Grande Noite de Fados Capão (20 horas), e Valéria com Carvalho, os fadistas acompanhados Teresa Tapadas, na guitarra Mara Pedro, portuguesa Luís Capão por e

na guitarra Mara Pedro, portuguesa Luís Capão por e Valéria Carvalho, acompanhados António na guitarra Sereno,

Valéria Carvalho, acompanhados António na guitarra Sereno, portuguesa na viola clássica por António por Sereno, João Carvalho na viola e clássica na viola baixo por João

João

Carvalho e na viola baixo por João Torrão.

por

Torrão. Actuarão ainda os grupos “Xaral's Dixie”,

“Concertinas da Farra”, “Marlon Fortes” e “Casa dos Dias Felizes”. Por

Actuarão ainda os grupos “Xaral's sua vez, Dixie”, “O Azeite “Concertinas na dieta da Mediterrânica” Farra”, “Marlon é o Fortes” tema do e “Casa live cooking dos Dias

dirigido pelo chef António Sequeira, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, seguido-se uma demonstração da preparação e

Felizes”.

live cooking dirigido pelo chef António

Sequeira, da Escola Superior de O dia Hotelaria de Domingo, e Turismo 2 de do Março, Estoril, arranca seguido-se pelas uma 8 horas, demonstração com o VI da Passeio de BTT “Rota do Azeite”, organizado pela Associação de

Por sua vez, “O Azeite na dieta produção Mediterrânica” de enchido é o tradicional. tema do

preparação e produção de enchido tradicional.

Teresa Tapadas

Cicloturismo de Idanha-a-Nova a que se seguirá a visita temática a

“Proença-a-Velha – Capital do Azeite”, que percorre o património da aldeia. Às 14h30 decorre um O dia “show de Domingo, cooking” 2 dirigido de Março, pelo arranca chef António pelas Sequeira, 8 horas, com dedicado o VI Passeio ao “Azeite, de BTT enchidos “Rota e do outros Azeite”,

organizado produtos pela regionais”, Associação onde será de Cicloturismo possível degustar de Idanha-a-Nova, produtos regionais a que “Terras se seguirá de Idanha” a visita e “Quinta temática à

“Proença-a-Velha Mesa”. – Capital do Azeite”, que percorre o património da aldeia.

Às 14h30 decorre um “show cooking” dirigido pelo chef António Sequeira, dedicado ao “Azeite, enchidos e

outros produtos regionais”, onde será possível degustar produtos regionais “Terras de Idanha” e “Quinta à

produtos regionais “Terras de Idanha” e “Quinta à CASTELO BRANCO Mesa”. Casting "Miss República

CASTELO BRANCO

Mesa”.

Casting "Miss República Portuguesa” 2014”

Pela segunda vez o IPDJ, como estrutura nacional de referência para os jovens associou-se ao evento Miss Republica Portuguesa, organizado pela Associação MMRP. Em Castelo Branco já está definida a data de realização do casting que vai ser realizado no dia 31 de maio.

Associação promotora: MMRP - Esta associação está sedeada em Lisboa. É uma entidade sem

fins lucrativos e tem como objectivos “estimular o desenvolvimento dos jovens, promovendo os valores da igualdade de oportunidades, nomeadamente entre mulheres e homens, através de acções concertadas de desenvolvimento cultural, económico e social, que assegurem a respectiva participação, intervenção e representatividade”, nomeadamente, eleger a Miss República Portuguesa 2014, a 1ª e 2ªs Damas de Honor. A Miss República Portuguesa irá

representar Portugal no Miss Mundo 2015. O público interessado pode solicitar mais esclarecimentos nas Lojas Ponto JA do IPDJ de Castelo Branco ou consultar o Portal da Juventude em: www.juventude.gov.pt

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Pag. 5 Vila Velha de Ródão Como já é tradição, as Associações do Concelho estão a

Vila Velha de Ródão

Pag. 5 Vila Velha de Ródão Como já é tradição, as Associações do Concelho estão a
Como já é tradição, as Associações do Concelho estão a organizar dois eventos que habitualmente
Como já é tradição, as Associações do Concelho estão a organizar
dois eventos que habitualmente movimentam algumas centenas de
pessoas: os Festejos de Carnaval e o “Dia da Mulher”.
Nos locais do costume já estão afixados alguns cartazes sobre
essas realizações que costumam trazer centenas de pessoas à
Vila e às Aldeias Rodenses, sendo particularmente concorrida a
tradicional Feira do Carnaval – Domingo Gordo, dia 2 de Março, na
sede do Concelho, que volta este ano a incluir o habitual Corso.
No próximo número voltaremos a este tema.
O “Dia Internacional da Mulher” volta
este ano a ser um acontecimento de grande
impacto entre as lídimas representantes
femininas das associações locais.
O Carnaval em Vila Velha de Ródão
não obstante também não dispor do
feriado de Terça-feira Gorda, já
promete animação para o Dia de Feira,
Domingo Gordo, dia 2 de Março
Aguardam-se os Programas Definitivos

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Sejam humildes! EscreveuEscreveuEscreveuEscreveu:::: CruzCruzCruzCruz dosdosdosdos SantosSantosSantosSantos
Sejam humildes!
EscreveuEscreveuEscreveuEscreveu::::
CruzCruzCruzCruz dosdosdosdos SantosSantosSantosSantos
CoimbraCoimbraCoimbraCoimbra

Continuação da primeira página

O orgulho é enorme, é excessivo, porque estão convencidos, de que só as suas acções são sábias e racionais e que a dos outros, nada valem, estão sempre carregadas de defeitos. Que arrogância, meu Deus! Que petulância! Talvez a Humildade, vos ajudaria a ver e a compreender melhor, quem são vocês afinal? Somos todos, ou quase todos, intolerantes, dotados de um sentimento de cobiça à

vista da felicidade, da superioridade de outrem: inveja de alguém. Admiram quem tem convicções políticas firmes, quem luta com tenacidade, quem insulta os seus inimigos e os arrasta para a lama. Admiram os vencedores, os prepotentes; condenam e exaltam quem ajuíza e condena. Nunca lhes passa pela cabeça que, daqui a algumas gerações, as ideias pelas quais combatem terão perdido totalmente o sentido. Eles não vêm, que essas pessoas por quem não se interessam, são aquelas que produzem tudo o que elas consomem. São aquelas que vivem das suas promessas e que ganham – humildemente - o pão que elas comem! A atitude Humilde para com toda essa gente, consiste no estares

consciente, que não tens mais valor do que elas

da sorte e da colaboração dos outros a quem deves reconhecimento. Portanto, sejam Humildes! Ponham o vosso “poder” e essa arrogância de “super-homens” de parte. A Humildade, ajuda-vos a reconhecer os vossos erros, mas também ajuda a conhecer a vossa (a nossa) pequenez, aceitar as desgraças e as derrotas, sem que estas vos levem ao desespero e que nasce das esperanças frustradas…do orgulho ferido. O maior líder não é aquele que é capaz de governar o mundo, mas aquele que é capaz de se governar a si mesmo. Alguns realizam com grande habilidade as suas tarefas profissionais, mas não têm habilidade para construir relacionamentos profundos, abertos, flexíveis e desprovidos de angústias e ansiedades. Um dos maiores problemas, que engessa a inteligência e dificulta ao homem o relacionamento social, é a ditadura do preconceito. Termino, como comecei, com outra quadra de António Aleixo (o Poeta do Povo):

Que o vosso sucesso depende

“Se queres medir cabeças / - Das que vês passar na rua - / Aprende, não te envaideças/ - E assim medirás a tua”. **********

Cruz dos Santos Coimbra

medirás a tua”. ********** Cruz dos Santos – Coimbra Que importa perder a vida Em luta
Que importa perder a vida Em luta contra a traição Se a Razão mesmo vencida
Que importa perder a vida
Em luta contra a traição
Se a Razão mesmo vencida
Não deixa de ser Razão?
Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço
Esta mascarada enorme
Com que o mundo nos aldraba
Dura enquanto o povo dorme
Quando ele acordar acaba
António Aleixo

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Pag. 7 Do nosso estimado Leitor, Senhor FAUSTO ANTUNES, de Coimbra, (de quem gentilmente já temos
Pag. 7 Do nosso estimado Leitor, Senhor FAUSTO ANTUNES, de Coimbra, (de quem gentilmente já temos

Do nosso estimado Leitor, Senhor FAUSTO ANTUNES, de Coimbra, (de quem gentilmente já temos recebido outras colaborações), recebemos esta semana o artigo que destacamos a seguir:

recebemos esta semana o artigo que destacamos a seguir: P revaleço-me deste aforismo popular para fundamentar

Prevaleço-me deste aforismo popular para fundamentar a ideia de que vivemos em

tempo tresloucado, transversal a todas as sociedades mais ou menos modernas e ditas civilizadas, no seio das quais ao “SER” se sobrepõe o “TER” como filosofia de vida e afirmação de estatuto.

O “TER” é um privilégio e um objectivo legítimo de todos, desde que legítimos

sejam os meios por que cada um se aposse desse privilégio. Quanto ao “SER”, o esmero que cada cidadão devia mobilizar para a sua conduta

social permanente, baseada em princípios basilares da civilização, está hoje limitada

e substituída pela ideia de “fortuna” como sinónima de “estatuto” e de honestidade.

A felonia colectiva, galopante e descarada, a que assistimos: o suborno ostensivo e frequente como meio de concessão e aceitação de vantagens indevidas, os privilégios de que desfruta uma multidão de aboletados a expensas do erário público são evidentes factores da apetência exacerbada pela “pecúnia” como sinónimo de “ESTATUTO” social, em prejuízo da honestidade e da honradez, que já tantos deixaram de saber pronunciar e já esqueceram a sua pronúncia.

Muitos destes comportamentos, como é sabido, tipificam delitos de natureza criminal, mas sabemos também que neste domínio, por complexa e muitas vezes alindada produção de prova o efeito pretendido tarda e dificilmente se consuma, não é bastante, ou é diluída em sede de audiência de julgamento, posto que também

aí chegou a “infecção” e muita coisa falta ao sector da justiça para que a sua

a

nobre missão se cumpra

prossecução dos fins que se pretende alcançar.

com

rigor, dignidade, prontidão e eficácia,

para

Não podemos ignorar que a impunidade em matéria criminal, gera motivação acrescida para a reincidência, acicata e provoca a iniciação delituosa, na segurança

de que o crime compensa.

Culpamos o “LEGISLADOR”, figura que não tem rosto, pela benevolência das leis que produziu e pela teia labiríntica que lhe imprimiu, assim permitindo que, a contento dos prevaricadores, se torne possível a impunidade.

FaustoFaustoFaustoFausto AntunesAntunesAntunesAntunes

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Viva Miró! Abaixo Miró! Mistério iresolúvel Por AURÉLIO CRUZ
Viva Miró! Abaixo Miró!
Mistério iresolúvel
Por AURÉLIO CRUZ

Como é bom ser português. Em poucos dias, o país veio desmentir o que, por esta Europa

troikana se vem propagando sobre a cultura do seu povo. Hoje, qualquer que seja o político,

disserta sobre as famosas pinturas de Miró

ninguém (ou quase ninguém) conhecia Miró, o pintor espanhol, autor de composições, a princípio surrealistas, depois abstratas, mesmo quando se formulou e/ou se iniciou no ano de

2008 a possível venda desses mesmos quadros!

É irónico porque, até há bem pouco tempo,

Demasiado tempo gasto incidindo no tema “Miró”, desde o simples trabalhador até à casa da democracia, muito principalmente da oposição, que mais não faz do que “trazer à baila” a possível vendas 85 obras do mencionado catalão. É bom não esquecer que, tal património “cultural”, faz parte da emblemática nacionalização do BPN que, quer queiram ou não, somos nós os pensionistas, reformados e trabalhadores do Estado que têm vindo a suportar essa acção incongruente de governantes que, apenas, olhavam para essa atitude tomada, como uma demonstração de poder.

Tal atitude ligada à Cultura e Finanças anteriores, poderia, até, ser considerada positiva. Mas, com o decorrer dos tempos, tornou-se errada na apreciação e deliberação tomada. Hoje, embora tal resolução fosse tomada pelos mesmos em unanimidade, seria necessária dialogação mais alargada, face aos problemas profundos e comuns a todos nós. Da nacionalização do BPN, nunca foram tomadas condições de soluções prioritárias para ir de encontro à crise e que colocou, até hoje, toda esta população mediana em pânico.

Tais quadros, embora representem um pouco do activo ás estruturas financeiras são, também, um património cultural nosso. O que anteriormente proporcionou esta imposição patrimonial, deveria servir, também, como solução imperiosa para que, as pessoas indiciadas por “fraude”, fossem totalmente responsabilizadas por estes desmandos e, assim, sem qualquer tipo de excepção, punidos pelo mal que infligiram a este povo.

Não podemos continuar a que, a casa da democracia, continue apenas a apreciar relatórios que, muitas das vezes, são polémicos e não indicam (segundo seus representantes) qualquer solução válida, e votam no sentido para que sejam nomeada comissão parlamentar de inquérito (mais uma!) e, assim, continuar-se no impasse. E nós – o Povo, que vagueamos no nada, continuamos a suportar gestões de risco financeiro do sector público! Vivam os Mirós do burgo.

AurélioAurélioAurélioAurélio CruzCruzCruzCruz

do burgo. AurélioAurélioAurélioAurélio CruzCruzCruzCruz O Pintor Espanhol Joan Miró N// 1893 – F// 1983 Um dos

O Pintor Espanhol Joan Miró N// 1893 – F// 1983

Um dos seus quadros:

“Carnaval do Arlequim”

(1924)

Mural famoso:

“Mural do Edifício da UNESCO” – Em Paris

dos seus quadros: “Carnaval do Arlequim” (1924) Mural famoso: “Mural do Edifício da UNESCO” – Em

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Praxes do Meco: A Educação ou no reino da estupidez Por António Carlos Cortez -
Praxes do Meco:
A Educação ou no reino da estupidez
Por António Carlos Cortez
- Professor e Crítico Literário
.
António Carlos Cortez - Professor e Crítico Literário . Falta-nos um escol para que possamos ver

Falta-nos um escol para que possamos ver o nosso quadro civilizacional em toda a sua extensão

Em 1912, tal como Eça décadas antes, Fernando Pessoa escrevia sobre o caso mental português. Entre muitas características da nossa mentalidade e dos nossos comportamentos, Pessoa identificava como espécie de patologia a inescapável tendência para não haver em Portugal homens originais. Ausência de escol, eis o que minava, para Pessoa, a nossa realidade. Tal ausência

de escol tinha a seguinte consequência: “A ausência de ideias gerais e, portanto, do espírito crítico e filosófico que provém de as ter”. Ora, num país onde pensar-se pela própria cabeça é coisa estranha e originalidade se confunde com excentricidade, de que modo a tragédia do Meco se relaciona com estes factos? De modo, quanto a nós, directa e naturalmente. Directamente porque a ausência de escol se faz sentir nos mais diversos domínios da sociedade portuguesa: da política à economia, das escolas à Universidade, da administração dos bens públicos, ao modo como se faz televisão, ou se faz outro qualquer trabalho. Naturalmente, porque não há nada de mais natural que o “gosto da cobiça e da rudeza” num país

onde a cultura parece projecto inviável

Já em outras ocasiões o dissemos: a nossa crise (que é

sintoma da crise europeia) é, sobretudo, de natureza mental. Os sintomas da doença não cessam de nos chamar para a realidade urgente que temos de enfrentar, antes que Portugal soçobre na mais abjecta das existências. As instituições não estão imunes ao processo de decadência que nos aflige. Da Escola Pública, ao Sistema Nacional de Saúde, dos Tribunais, à Polícia, o que os portugueses sentem é que, 40 anos depois, Abril foi traído pelas classes dirigentes.

A tragédia do Meco é um dos mais claros sintomas de que Portugal, independentemente das

gerações, está doente. No quotidiano vai imperando o ressentimento, a vulgaridade, a inveja, a

tudo num melting pot potencialmente

incoerência, a mentira, a ganância, a superficialidade

explosivo. Não haverá interesses de classe que possam muito contra um povo que, sucessivamente atraiçoado ao longo da sua história, veja como única saída, a violência urbana. Que existe já, indisfarçável. Pois bem: as praxes ilustram, para quem dúvidas tiver, o modo como essa violência se está consolidando e encontra livre curso na impunidade de que responsáveis - governantes e universitários – gozam neste país dominado por oligarquias partidárias e bancárias execráveis. O problema, falando de instituições, é que é a Universidade, no seu todo, que está em causa e, a jusante, o suposto escol que pudéssemos ter

Lendo as declarações dos responsáveis pelas associações de estudantes é espantoso como podem

continuar defendendo as praxes. Importadas de modelos fascizantes – que Mariano Gago denunciou

e bem (“é uma regressão inadmissível, uma verdadeira educação para uma sociedade fascista:

educar para a banalização da prática da violência física, psicológica, verbal, da humilhação e da

violência sexual”, disse em entrevista ao Diário de Notícias) – só podemos compreender que tal seja defensável à luz do provincianismo que Eça e Pessoa identificaram em tempos e que redundou na ausência de escol. Defendem os praxistas que não se pode proibir o que – pasme-se ! – obrigam

outros a fazer! João Santos, atento leitor do nosso sistema de ensino, não hesitou em apodar de fascista quem assim pensa e age. Tem a razão do seu lado e convém reler o seu artigo no Jornal de Letras (Suplemento de Educação) de 5 de Fevereiro.

****

A tragédia do Meco tem levado a que os pais queiram ver a verdade. Mas a verdade é, no limite,

relativamente simples, apesar de condicionantes complexas. É o tecido social do país que está armadilhado por décadas de mau ensino e de más práticas. Estruturalmente (mentalmente) a liberdade ainda não se aprendeu em Portugal. A Inquisição, o centralismo burocrático, o absolutismo, um liberalismo de barões, como bem sentenciou Garrett nas suas Viagens e um bipartidarismo que, de 1974 até hoje, sedimentou na democracia a ambição política das jotas, leva a que se cultive a intriga, a inveja e se patrocine corporativismos vários. As praxes cabem nesta ideologia, sem mais. Veja-se a semelhança entre praxistas e juventudes partidárias: entoam cânticos à chegada dos seus líderes, lembrando claques de futebol, furiosamente ululantes. Na vida universitária é isso que se entende por “espírito académico”. A ideologia televisiva, a própria vida colectiva nas dimensões familiar e pessoal – tudo parece minado pelo idiotismo sorridente dos integrados.

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Pag. 10 Campeonato Distrital da AFCB Com o CDRC de Vila Vfelha de Ródão a fazer

Campeonato Distrital da AFCB

Com o CDRC de Vila Vfelha de Ródão a fazer um “distrital” bastante agradável, tendo em linha de conta a sua participação em provas anteriores, ocupa presentemente o 7º. lugar na tabela classificativa, aguardando para este Domingo a visita do Sernache, líder incontestado do “distrital” 2013/2014. Neste Domingo, dia 23, vai jogar-se a 15ª. jornada deste campeonato, com os seguintes

j9ogos:

Oleiros – Belmonte Proença-a-Nova – Teixoso Alvains – Atalaia do Campo Pedrógão – Estação/ Covilhã

CDRC/ Vila Velha de Ródão/ Serrnache

Recorda-se a classificação actual das equipas

1º. Sernache, 31 Pontos 2º. Alcains, 30 3º. Proença-a-Nova, 25 4º. Atalaia do Campo, 22 5º. Estação/ Covilhã, 19 6º. Oleiros, 16

7º. CDRC/ Vila Velha de Ródão, 13

8º. Teixoso, 13 9º. Fundão, 11 10º. Belmonte, 10 11º. Pedrógão, 6 Pontos

Taça “José Gonçalves Farromba”

Este “Distrital” voltou a ter nova paragem para se jogar mais uma jornada do troféu “José Gonçalves Farromba, com o CDRC de Vila Velha de Ródão a deslocar-se a Oleiros, onde perdeu por 0-2.

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Passeio TT Vila Velha de Ródão Com organização do prestimoso Grupo de Amigos dos Bombeiros
Passeio TT
Vila Velha de Ródão
Com organização do prestimoso Grupo de
Amigos dos Bombeiros Voluntários, realiza-
se este Domingo, dia 23 de Fevereiro, um
Pas seio com veículos TT - jeeps, Quads e
Motos, os primeiros para a distância de 40
kms, as Motos vão percorrer a distância de
80 kms.
Estas provas estão a despertar grande
interesse e entusiasmo e o início está
marcado para as 09.00 horas daquele dia.

Campeonato Nacional de Seniores – Série E – Zona Sul

Fase de Subida à 2ª. Liga 1ª. Jornada – Dia 16.02.2014 Resultados Pinhalnovense 1-1 Oriental; Loures 0-2 União de Leiria; Ferreira 1-1 Sertanense; Benfica e C. Branco 1-1 Mafra

Classificação

1º. União de Leiria, 3 Pontos 2º. Sertanense, 1 3º. Pinhalnovense, 1 4º. Mafra, 1 5º. Oriental, 1 6º. Benf. Castelo Branco, 1 7º. Ferreiras, 1 8º. Loures, 0 Pontos

Próxima Jornada – 23.Fev.2014

União de Leiria – Ferreiras Mafra – Loures Sertanense – Pinhalnovense Oriental – Benf. e Castelo Branco

O jogo de Castelo Branco:

Benf. e Castelo Branco, 1 – Mafra, 1

Jogo no Estádio Municipal de Castelo Branco Árbitro: Luís Catita, da AF de Évora Benfica e Castelo Branco Hidalgo; André Cunha, João Afonso (C), João Rui, Fábio Brito (Ricardo Sousa, 67), Tomaz, Samarra, Guilherme (Vasco Guerra, 72), Patas, Amoreirinha e Marocas Treinador: Ricardo António Desportivo de Mafra Godinho, João Pedro, Baixinho, Tiago Costa /C), Tuga (Yang Tan, 76), Bonifácio, Aniceto, Tiago Rente (Eduardo, 63). Leo (Luís Tavares, 72), Alsson e Ugo Monteiro. Treinador: Elói Zeferino Marcadores: Tiago Costa, 31 e Samarra, 70. Disciplina – Cartões amarelos: Tiago Costa, 13 m, Tuga, 37, Patas, 39, Amoreirinha, 47 e 62 m, João Pedro, 49 m e Bonifácio, 64 e 78. Cartões vermelhos por acumulação de amarelos: Amoreirinha, 62 e Bonifácio, 78. Comentário Primeira parte fortíssima do Mafra, a justificar a vantagem ao intervalo. Sobressaiu depois do intervalo uma segunda metade do jogo, com melhor leitura feita por parte de Ricardo António, particularmente quando “descobriu” Vasco Guerra para fechar a cadeado o extremo reduto defensivo dos albicastrense que, entretanto, já jogavam com 10 e passaram a discutir o resultado, que não se alterando, terá sido o desfecho mais certo para um prélio muito interessante.

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Praxes do Meco Continuação da primeira página

Umberto Eco poderia ser de boa leitura: quem ousa ser hoje apocalipto? Quase ninguém; há que ser (e estar) integrado e participar da vida social com o denodo próprio de quem leu o manual do bom inquisidor. Não me espanta – ainda que lamente a morte destes jovens universitários – a tragédia do Meco. Poderia ter sido durante um qualquer cerimonial numa qualquer escola secundária. À custa da deseducação a que temos votado os nossos jovens, criou-se em Portugal, como na Europa da austeridade, uma sub-cultura de entretenimento que tem como consequência achar-se que é cultura o boçal, o humor mais rasteiro. No afã de serem populares no seu grupo de amigos, na Universidade que frequentam, na escola onde estudam; na demanda absurda de darem um sentido à vida no meio do desconcerto em que tudo se transformou, as praxes, bem como outras práticas “integracionistas”, são um convite à morte, moral ou física, pois que é a própria energia vital o que esta sociedade nos está roubando. Às ordens “de um ou de uma qualquer idiota a fazer de chefe nazi” - palavras certeiras de Mariano Gago - como podem centenas de estudantes que ingressam no Ensino Superior vir a ser o escol, a elite que nos falta?

Não creio que possamos desligar as ideias de Pessoa e de Eça deste caso triste, o da praia do Meco. Morreram estudantes. Ao que parece, com pés atados, fosse porque se preparavam para um

ritual de iniciação nas praxes, fosse porque queriam uma melhor integração, fosse por terem sido

Falta-nos, de facto, um escol para que possamos ver o nosso quadro civilizacional em

toda a sua extensão. Em Setembro, com cânticos selváticos, com lugares-comuns sobre a defesa

coagidos

R.do Arrabalde,28 6030-235 Vila Velha de Ródão Nº, 132 de 20 de Fevereiro de 2013
R.do Arrabalde,28
6030-235
Vila Velha de Ródão
Nº, 132 de 20 de
Fevereiro de 2013
Neste número: 12 Páginas
Semanário Regionalista
Editado em
Vila Velha de Ródão
Director
J. Mendes Serrasqueiro
Paginação e Arte Final
Gina Nunes
E-mail
mendes.serrasqueiro
@gmail.com
Telefones
272 545323- 272 541077
Telemóveis
96 287 0251 –
96 518 3777
“Ecos de Ródão” é enviado
às quintas-feiras entre
as 22 e 24 horas
Envio gratuito por E-mail
Pode visitar todas as
nossas edições em
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Conclui na página 2

A austeridade mata? Sim, mas o Povo crê que não há alternativa
A austeridade mata? Sim, mas o Povo crê que
não há alternativa

Vem da primeira página

Um estudo, realizado pela Faculdade de Direito de Lisboa, foi apresentado esta Quarta-feira no lançamento do livro ‘A austeridade cura? A austeridade mata?’, de Paz Ferreira, e veio mostrar que a grande maioria dos portugueses afirma que “a austeridade está a afundar o país económica e socialmente”.

A grande maioria dos portugueses pensa que “a austeridade está a

afundar o país económica e socialmente” mas que “vai continuar por uns anos”. Para muitos, “nem sequer existem propostas políticas credíveis”. As conclusões pertencem a um estudo realizado pela Eurosondagem para a Faculdade de Direito de Lisboa, que foi apresentado no lançamento daquele livro: 61,7% dos portugueses acha que a austeridade a que a população tem sido submetida está

a “afundar o país”. Aqueles que acreditam que a estratégia do governo vai “equilibrar as contas” ficam-se pelos 28,4%.

Segundo este estudo de opinião, divulgado pelo “jornal i”, 63,6% dos portugueses considera que “o aperto do cinto veio para ficar por uns anos”, sendo que apenas 24,9% crê que a saída da Troika, agendada para o dia 17 de Maio, irá melhorar a situação ou “abrandar a austeridade”. Que a culpa é do governo e que apenas está nas mãos de quem manda resolver a situação, é a opinião de 46,4% dos inquiridos. Por outro lado, 43,2% pensa que a situação será resolvida com as acções da Alemanha, da Troika e do “exterior”. No que toca à atribuição de culpas, 37,7% dos portugueses refere o nome de Pedro Passos Coelho, enquanto 42,5% se refugiam na “situação exterior ao país” e à “dívida acumulada”. Se o caminho escolhido poderia ter sido diferente? Para quase metade da população (49,3%), a resposta é ‘não’, e apenas 39,3% dos portugueses acredita em “propostas políticas credíveis que ponham fim à austeridade”.

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Pelos Advogados Secção Jurídica Ana Cristina Santos A. Ferreira da Rocha
Pelos Advogados
Secção
Jurídica
Ana Cristina Santos
A. Ferreira da Rocha

A adopção

O legislador, no artigo 1586º do Código Civil, define a adopção como o vínculo jurídico que, à

semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços de sangue, se estabelece legalmente entre duas pessoas. O vínculo só pode ser estabelecido por sentença – é claramente um dos casos em que o nascimento de uma relação jurídica entre duas pessoas tem na sua génese uma

decisão dos tribunais, com exclusão de qualquer outra modalidade constitutiva. Aliás, a adopção só será decretada quando o tribunal entender que ela trará vantagens para o adoptando (candidato à adopção), se funde em motivos legítimos, não envolva sacrifício injusto para os outros filhos do adoptante e seja possível supor que entre o adoptante e o adoptando se estabelecerá uma ligação idêntica à da filiação, o que será averiguado através de inquérito social, «que deverá incidir, nomeadamente, sobre a personalidade e a saúde do adoptante e do adoptando, a idoneidade do adoptante para criar e educar o adoptando, a situação familiar e económica do adoptante e as razões determinantes do pedido de adopção – Vide artigo 1973º do Código Civil.

O candidato a adopção pode ser qualquer pessoa ou casal que preencha os seguintes requisitos: em

termos de casais, são aptas para se candidatarem à adopção duas pessoas, com mais de vinte e cinco (25) anos de idade, que estejam casadas ou que vivam em união de facto há pelo menos quatro anos; em termos de pessoas singulares, o candidato à adopção tem de ter mais de trinta (30) anos de idade. No entanto, a partir dos cinquenta (50) anos de idade, a diferença de idades entre quem adopta e a criança adoptada não pode ser superior a cinquenta (50) anos. Todo o processo de adopção em Portugal está a cargo da Segurança Social, por isso, deve-se iniciar a candidatura junto do Centro Distrital da Segurança Social (CDSS) da área de residência do(s) candidato(s) à adopção – exceptuam-se as pessoas candidatas à adopção que residam no concelho de Lisboa, pois, quanto a estas, as candidaturas deverão dar entrada na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Reunidos os documentos pessoais de cada um dos candidatos à adopção (certidão de nascimento; certidão de casamento; cópia do BI ou Cartão de Cidadão; certificado de registo criminal; recibo de vencimento, etc.) e preenchido um formulário específico, disponível nos Centros Distritais, a

candidatura dá entrada no respectivo CDSS. A partir daqui seguir-se-á um período de seis meses para estudo e aprovação da candidatura, o qual será aproveitado para o casal ou a pessoa singular (quaisquer que sejam os candidatos) participar numa sessão informativa e em acções de formação/preparação, devendo, ainda, submeterem-se a avaliação psicossocial, que engloba três entrevistas. Seleccionados os candidatos, estes passam a integrar a lista nacional de espera para adoptantes. No dia em que a criança for para a sua nova casa, os pais adoptantes recebem um Certificado de Pré-Adopção, emitido pelo Centro Distrital da Segurança Social (CDSS) e inicia-se

o período de pré-adopção, que tem a duração de seis mese. Findo esse período, o CDSS elabora

um relatório final e a partir desse momento, os pais adoptantes podem requerer a adopção plena da criança junto do Tribunal de Família e Menores territorialmente competente (cuja jurisdição abranja a zona de residência dos adoptantes). Nas últimas semanas, a agenda político-legislativa portuguesa tem sido marcada pelo aceso debate entre as forças políticas com representação parlamentar, acerca da aprovação do novo regime jurídico da co-adopção, a propósito dos casais homossexuais. Sucede que tal regime, ainda que objecto de encarniçado celeuma por contender com matéria de costumes sociais, e por isso, susceptível de fracturação ideológica das comunidades, ainda não foi aprovado. Aliás, a decisão parlamentar de submeter a sua aprovação, sob a forma de referendo nacional, suscitou dúvidas ao Presidente da República sobre a sua constitucionalidade, determinando o envio do respectivo diploma para apreciação e decisão do Tribunal Constitucional. Quando o novo regime da co- adopção for aprovado, retomaremos o tema para abordá-lo nos seus matizes inovatórios.

A.A.A.A. FerreiraFerreiraFerreiraFerreira dadadada RochaRochaRochaRocha eeee AnaAnaAnaAna CristinaCristinaCristinaCristina SantosSantosSantosSantos