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PAULO FREIRE E ANTONIO GRAMSCI: APROXIMAÇÕES

RESUMO

Autor: Pedro Claesen Dutra Silva 1 Coautor: Cleiton Leite Barbosa 2

O trabalho aborda as aproximações entre os pensamentos de dois importantes intelectuais do

século XX comprometidos com os interesses dos oprimidos, Paulo Freire e Antonio Gramsci.

Mesmo vivenciando realidades e tempos históricos distintos, identificamos vários pontos de

encontro entre as suas elaborações teórico-práticas, como, por exemplo: os debates em torno

da conscientização das classes subalternas e do papel das lideranças e intelectuais na luta de

classes. Os dois edificaram suas formulações a partir de uma práxis revolucionária, vinculada

ao movimento real da história e com a superação da sociabilidade capitalista. Abordaram

temas variados, desde a filosofia à educação e puseram em prática suas ideias através de ricas

experiências político-pedagógicas junto a classe trabalhadora. Percebemos ao longo da

investigação que nossa posição é permeada de polêmicas e mesmo divergências longe de

serem superadas, tanto por parte de estudiosos freireanos como gramscianos. Por fim,

reafirmamos a complementaridade entre a trajetória e o legado dos pensadores pernambucano

e sardo, bem como a atualidade de ambos para se pensar as contradições e desafios

educacionais contemporâneos.

Palavras-chave: Paulo Freire; Antonio Gramsci; Hegemonia

1 Universidade Estadual do Ceará (UECE); Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC); pedro.silva@uece.br.

2 Universidade Estadual do Ceará (UECE); Graduando do curso de Pedagogia; cleiton12.7@hotmail.com.

1. Introdução

É possível encontrarmos aproximações entre os pensamentos do educador brasileiro Paulo Freire e do intelectual italiano Antonio Gramsci? Para respondermos essa questão, nos debruçamos sobre as principais obras dos autores a fim de captar os conceitos e categorias que na nossa avaliação possuem identidade. As próprias trajetórias pessoais de ambos já nos apresentam semelhanças que de certa forma influenciaram suas teorizações. Freire e Gramsci cresceram no seio de famílias humildes e passaram por inúmeras dificuldades econômicas. O primeiro nasceu em Recife, região Nordeste do Brasil, o segundo em Cagliari, na região da Sardenha na Itália, localidades consideradas subalternas em seus respectivos países. A vivência cotidiana com as contradições de uma vida pobre desde a infância, segundo biógrafos dos autores 3 , contribuíram decididamente para a sensibilidade e o despertar acerca das injustiças sociais. Também foram censurados e perseguidos por regimes totalitários e foram protagonistas de experiências político-educacionais das mais importantes. A relevância da pesquisa pode ser mensurada pela grande influência que as ideias de Paulo Freire e Antonio Gramsci possuem no Brasil, seja nas universidades, entre os movimentos sociais, partidos políticos e junto à intelectualidade progressista. Segundo Semeraro (2007):

A “libertação” foi a tônica predominante nos anos 1960 e 1970. A “hegemonia” tem sido a palavra de ordem dos anos 1980 e 1990. A primeira, representada particularmente pelo pensamento de Paulo Freire, expressava os anseios e as lutas dos que queriam se libertar da ditadura (1964 – 1984) e da história do colonialismo imposto ao Brasil. A segunda, tendo Antonio Gramsci como referência, passou a significar o projeto das forças populares que com o fim da ditadura orientavam seus esforços para a construção de uma democracia social e para a conquista da direção política. As duas, entre os anos de 1960 e 1990, foram se entrelaçando e acabaram influenciando fortemente os movimentos sociais, organizações políticas e educadores populares brasileiros, imprimindo uma unidade de fundo às suas práticas político-pedagógicas e conferindo uma sintonia peculiar de linguagem, de formulações teóricas e de projetos sociopolíticos (p. 95).

Além da presença constante dos conceitos de libertação e hegemonia nos discursos, formulações e aspirações das forças populares brasileiras nas últimas décadas, a aproximação entre Gramsci e Freire se estabelece pela própria complementaridade entre

3 Ver: Paulo freire: uma história de vida, de Ana Maria Araújo Freire e A vida de Antonio Gramsci, de Giuseppe Fiori.

categorias centrais do legado teórico-político dos autores. Destacamos aqui as preocupações em torno da relação entre senso comum e consciência crítica e na importância dada à formação de lideranças revolucionárias e intelectuais orgânicos das classes subalternas para a construção de uma hegemonia 4 de novo tipo.

2. A conscientização das classes oprimidas/subalternas

Gramsci e Freire reservaram uma atenção especial em suas formulações em torno da dimensão ideológica presente nas relações de poder da sociedade capitalista para a manutenção e legitimação da hegemonia burguesa. Nessa perspectiva, torna-se improvável que uma classe mantenha seu domínio apenas pela força, mas também por ser capaz de ir além de seus interesses corporativos, exercendo uma liderança moral e intelectual e fazendo concessões, dentro de certos limites, às suas classes aliadas, e até mesmo antagônicas. A construção da hegemonia está relacionada às possibilidades de uma classe firmar seu projeto enquanto concepção de mundo. Nesse sentido, a burguesia tomou a iniciativa em forjar uma reforma intelectual e moral no conjunto da sociedade. Segundo Neves e Sant'anna (2005):

Nas sociedades ocidentais contemporâneas, em que o Estado não está mais restrito a nenhum poder absoluto, a obtenção do consenso torna-se fundamental para que um projeto de sociedade se torne hegemônico, assumindo a direção político-cultural na perspectiva de conservação ou da transformação do conjunto da existência social. O “Estado ampliado”, característico do “Ocidente”, corresponde, portanto, a uma unidade dialética na qual diferentes projetos estão presentes e buscam conformar as massas para a organização científica do trabalho e da vida característica da sociedade urbano industrial. Sendo assim, o Estado assume cada vez mais um papel educador, na medida em que passa a propor a condução de amplos setores da população a uma reforma intelectual e moral adequada ao projeto de sociabilidade dominante, assim a ampliação da democracia e o Estado educador têm uma relação direta. Na sociedade em que o Estado estava restrito à aparelhagem burocrática, as regras da conservação e da mudança eram mais facilmente impostas, enquanto no Estado democrático torna-se primordial a partilha dos valores e ideias dominantes pelo conjunto da população (p. 15 – grifo nosso).

Nessa perspectiva, as classes oprimidas/subalternas devem interferir diretamente na disputa de ideias e valores na sociedade a partir de suas organizações e meios próprios de comunicação. Assim, os processos de conscientização dos trabalhadores assumem uma

4 O conceito de hegemonia em Gramsci ressalta a capacidade da classe dominante de obter e manter seu poder sobre a sociedade pelo controle que mantém sobre os meios de produção econômicos e sobre os instrumentos de repressão, mas, principalmente, por sua capacidade de produzir e organizar o consenso e a direção política, intelectual e moral dessa sociedade. A hegemonia é, ao mesmo tempo, direção ideológico-política da sociedade civil e combinação de força e consenso para obter o controle social. (ACANDA, 2006, p.178).

centralidade na luta pela construção de uma nova hegemonia. Gramsci caracteriza o processo de constituição de uma consciência coletiva dos trabalhadores, enquanto a passagem da consciência que se encontra no nível econômico- corporativo para o momento ético-político, segundo o autor esse movimento de catarse:

indica a passagem do movimento puramente econômico e corporativo (ou

egoístico-possessivo) ao movimento ético-político, isto é, a elaboração superior da [infra] estrutura em superestrutura na consciência dos homens. A passagem do “objetivo ao subjetivo” e da “necessidade a liberdade”. A fixação do momento “catártico” torna-se, assim, o ponto de partida de toda filosofia da práxis.

(GRAMSCI, 2006, p. 101).

) (

Em Freire, a passagem do senso comum (visão de mundo desarticulada) para uma visão de mundo crítica (sistematizada e coerente) é apresentada em muitas obras e textos. Podemos sintetizá-la a partir de três níveis de consciência: ingênua problematizadora revolucionária. Esse processo deve se vincular a um projeto educativo libertador e problematizador, a partir de uma crítica contundente aos padrões educacionais hegemônicos, caracterizados pelo pensador de “educação bancária”, nesta:

(…) o 'saber' é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão – a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual se encontra sempre no outro (p.58).

Vale ressaltar que em Freire e Gramsci, esses processos de conscientização devem estar vinculados dialeticamente a um projeto de transformação social que negue e rompa com a hegemonia burguesa.

Por esta razão, a conscientização é um projeto irrealizável pela direita, que, por sua natureza, não pode ser utópica. Não há conscientização popular sem uma radical denúncia das estruturas de dominação e sem o anúncio de uma nova realidade a ser criada em função dos interesses das classes sociais hoje dominadas. (FREIRE, 1981, p. 81).

Mesmo compreendendo que o processo de conscientização coletiva e/ou individual é fruto de um aprendizado concreto dos próprios sujeitos em relação a uma determinada situação de exploração e opressão, ele não acontece de forma espontânea. Essa transição necessita de um intenso e paciente trabalho de organizações coletivas (partidos

políticos, sindicatos, centros de cultura, jornais, etc.) no interior das contradições nas quais estão inseridas as classes populares. E é com essa intencionalidade que agem as lideranças revolucionárias e os intelectuais orgânicos da classe trabalhadora.

3. O papel das lideranças revolucionárias e dos intelectuais orgânicos das classes subalternas

Para Paulo Freire a liderança revolucionária possui uma função ímpar no desvelamento da situação opressora e na anunciação de sua superação. Fundamentada numa práxis libertadora e em uma ação dialógica:

A liderança revolucionária, comprometida com as massas oprimidas, tem um compromisso com a liberdade. E, precisamente porque o seu compromisso é com as massas oprimidas para que se libertem, não pode pretender conquistá-las, mas conseguir sua adesão para a libertação. (FREIRE, 2005, p. 193).

A liderança revolucionária, dessa maneira, deve contribuir incessantemente com a “organização das massas populares em classe” (FREIRE, 2005, p. 205), ou seja, com o salto qualitativo da denúncia a uma ação transformadora concreta. Tarefa semelhante deve desempenhar os intelectuais orgânicos da classe trabalhadora. Antonio Gramsci elabora uma inovadora reflexão sobre o tema dos intelectuais. Dessacraliza a ideia de que a atividade intelectual é um mérito de poucos e afirma que todo homem é um intelectual. Segundo o autor:

Por isso, seria possível dizer que todos os homens são intelectuais, mas nem todos os

homens têm na sociedade a função de intelectuais [

historicamente, categorias especializadas para o exercício da função intelectual;

formam-se em conexão com todos os grupos sociais, mas sobretudo em conexão com grupos sociais mais importantes, e sofrem elaborações mais amplas e complexas em ligação com o grupo social dominante. (GRAMSCI, 2006, p.18).

assim,

].

Formam-se

A questão é que alguns sujeitos exercem profissionalmente essa determinada função, ou seja, são os responsáveis diretos pelo desenvolvimento de atividades ligadas às esferas não-produtivas e participam ativamente da elaboração e sistematização do conhecimento e da cultura de uma determinada sociedade. Existem dois tipos de intelectuais:

os tradicionais e os orgânicos. Os primeiros são aqueles que possuem uma formação que não se alinhada, a priori, com nenhuma das classes sociais fundamentais da modernidade

(burguesia e proletariado) e que, portanto, oscilam entre posições conservadoras, progressistas e reacionárias. Já o segundo, o intelectual orgânico, é aquele que possui uma vinculação direta com determinada classe e projeto político. Portanto, suas elaborações fundamentam, legitimam e defendem uma visão de mundo específica. Assim como as classes dominantes forjam historicamente seus próprios intelectuais, Gramsci destaca a necessidade da formação dos intelectuais orgânicos da própria classe trabalhadora. Estes, além de formular uma teoria revolucionária e empenhar-se na construção de uma nova visão de mundo, devem “imiscuir-se ativamente na vida prática, como construtor, organizador, persuasor permanente” (GRAMSCI, 2006, p. 53). Nota-se que tanto a liderança revolucionária como o intelectual orgânico da classe trabalhadora desempenham um papel central na luta de classes. Na verdade, ambos representam um só sujeito na medida em que atuam como dirigentes e educadores políticos das classes subalternas. O próprio Paulo Freire faz uma análise crítica sobre qual deve ser a postura do intelectual dito progressista, vejamos:

Nosso papel não é falar ao povo sobre nossa visão do mundo, ou tentar impô-la a ele, mas dialogar com ele sobre a sua e a nossa. Temos de estar convencidos de que a sua visão do mundo, que se manifesta nas várias formas de sua ação, reflete a sua situação no mundo, em que se constitui. A ação educativa e política não pode prescindir d conhecimento crítico dessa situação, sob pena de se fazer “bancária” ou se pregar no deserto. (FREIRE, 2005, p. 100).

Percebemos na passagem acima a perspectiva crítica e radical com que Paulo Freire trata a questão. Sua prática, como a de Antonio Gramsci, pode ser considerada o principal testemunho da concepção de intelectual na qual defendiam. A relação permanente entre teoria e prática, o compromisso com os interesses das classes populares e a defesa intransigente de uma educação conscientizadora, são as bases políticas e estigmológicas de toda a edificação conceitual dos autores.

4. Considerações finais

As dimensões em torno da questão da conscientização das classes oprimidas/subalternas e do papel das lideranças revolucionárias e dos intelectuais orgânicos das classes subalternas, nos possibilita afirmarmos que há várias aproximações entre as teorizações e posições políticas dos pensadores pernambucano e sardo. Em síntese, a partir das convergências entre as formulações de Antonio Gramsci e Paulo Freire sobre as dimensões analisadas, concluímos:

a) a impossibilidade de aliança ou diálogo entre dominantes/opressores e dominados/oprimidos, tendo em vista que os interesses das classes dominantes e das classes populares são antagônicos 5 ;

b) a libertação dos oprimidos e a conquista da hegemonia pelas classes subalternas são

pressupostos para a edificação de uma nova sociabilidade;

c) a explicitação e problematização dos conflitos e das relações de exploração nas quais os

oprimidos estão subjugados são elementos determinantes do processo de conscientização e construção de uma visão de mundo alternativa à hegemonia capitalista.

d) O processo de conscientização e a construção de lideranças revolucionárias e intelectuais

orgânicas no interior da própria classe trabalhadora são elementos centrais para a edificação de uma hegemonia de novo tipo.

Freire e Gramsci asseguravam que a tomada de consciência era o primeiro passo que os oprimidos deveriam dar em direção à sua libertação. São, portanto, autores sensíveis à

5 Algumas correntes de pensamento procuram camuflar as contradições e os antagonismos entre as classes, a partir de “pactos que poderiam dar a impressão, numa apreciação ingênua, de um diálogo entre elas” (FREIRE, 2005, p. 167). Pois, “não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia do mundo e os que não querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer a palavra e os que se acham negados deste direito” (FREIRE, 2005, p. 91).

problematização das possibilidades da educação, mesmo inserida nas contradições da sociedade capitalista, enquanto um importante instrumento na luta por um projeto democrático verdadeiramente autêntico 6 :

Na democracia radical desenhada nos escritos de Gramsci [e Paulo Freire] não se trata de um gerenciamento mais ou menos eficiente da “coisa” pública, de uma administração meramente jurídica e da preservação das “regras do jogo”. Os “dirigentes” da nova hegemonia – para usar uma terminologia totalmente ressignificada por Gramsci – agora, são aqueles que trabalham para destruir a atávica relação de poder fundada no binômio superior-inferior, orientam toda a ação política para superar a estrutura ancestral que se cristalizou na forma de governante-governado, dirigente-dirigido, comando-obediência. Com Gramsci, o conceito de democracia assume um sentido revolucionário elaborado na mais autêntica tradição marxista (SEMERARO, 2006, 60 – grifo nosso).

Além disso, ambos defendiam que o conhecimento prévio das massas populares não podiam ser vistos de forma preconceituosa e elitista, mas sim como ponto de partida para a compreensão crítica e coerente da realidade social. Identificavam no próprio senso comum elementos válidos (bom senso 7 ) e potencialidades que contribuíram para o forjamento de um salto qualitativo no nível de consciência das classes subalternas, como a dimensão da solidariedade e do respeito ao próximo, por exemplo, presentes em comunidades e povos em condições econômicas desfavoráveis e em situações de opressões das mais diversas. Assim, percebemos que os pensamentos de Paulo Freire e Antonio Grasmci se aproximam em vários ângulos na medida em que apontam os oprimidos como protagonistas no seu processo de libertação e a necessidade, concomitante às mudanças estruturais da sociedade a capitalistas, de uma profunda alteração nas formas de se pensar as relações sociais

6 Um projeto democrático autêntico deve “promover a generalização e a universalização dos institutos cívicos, ainda no marco do ordenamento capitalista, simultaneamente à ampliação do seu conteúdo. Mais concretamente:

trata-se de postular, já agora, uma democracia política com claros rebatimentos econômicos e sociais – de postular e de construir uma democracia de massas que, desde já, não pode ferir imediata e medularmente o

caráter de classe do Estado constituído, é organizável de baixo para cima, combinado a intervenção instituída

Seus parâmetros não se esgotam no conjunto de direitos cívicos tradicionais – incluindo-os

necessariamente, situa-se no patamar de uma participação social alargada que se exercita em todos os espaços da socialidade”. (NETTO, p. 126). 7 Pesa sobre nós uma tradição negativa, que se fortaleceu muito ao longo dos séculos XVII e XVIII, segundo a qual o "senso comum" é depositário de tesouros de sabedoria. Gramsci admitia que o "senso comum" possuía um caroço de "bom senso", a partir do qual poderia desenvolver o espírito crítico. Advertia, contudo, para o risco de uma superestimação do "senso comum", cujos horizontes, afinal, são inevitavelmente muito limitados. O "senso comum é, em si mesmo, "difuso e incoerente". A percepção da realidade, no âmbito desse campo visual estreito, não poderia deixar de ser- segundo o teórico italiano - drasticamente "empírica", restrita à compreensão imediata, superficial. In: http://www.acessa.com/gramsci/?id=298&page=visualizar.

com a instituinte. [

]

e culturais entre os seres humanos, cabendo à educação, em sentido amplo, um papel central na construção de uma nova hegemonia, alicerçada sob os interesses das classes subalternas.

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