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PORTUGUÊS PARA TÉCNICO E ANALISTA JUDICIÁRIOS DO TJ-RJ TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Na aula de hoje, darei continuidade ao estudo sobre a sintaxe da oração e do período, agora com o foco voltado para as relações existentes entre as orações do período. Será preciso lançar mão de conceitos sobre o que é uma oração e o que é um período. Lembra-se de que na aula anterior iniciei minhas explicações esclarecendo o que é uma oração e o que é um

período? Se você ainda tem dúvidas de reconhecê-los, deve reler o material do

nosso último encontro.

Tenho notado que muitos alunos sentem dificuldades de responder

às questões de provas sobre orações porque não compreendem seus valores

semânticos, muita vezes explicitados logo pela conjunção introdutória, e suas

corretas nomenclaturas. Mas devo dizer que sou contra aquele tipo de

“decoreba” a que normalmente nos sujeitamos durante os tempos escolares. É

possível, por exemplo, que uma conjunção tipicamente adversativa introduza

uma oração de valor semântico aditivo, e vice-versa – o que mudará,

obviamente, a classificação da conjunção e, por consequência, da própria

oração.

Admito, porém, que há significativa importância nos estudos

“cartesianos” das orações. Alguns professores tornam esse assunto mais difícil

de ser compreendido porque partem do princípio de que seus alunos já vão

para a sala de aula sabendo classificar cada oração, reconhecendo suas

características e valores semânticos. Não pretendo incorrer em equívoco

semelhante, por isso iniciarei explicando cada uma delas separada e

detalhadamente.

De início, você deve observar que as orações surgem organizadas em períodos. Um período pode ser classificado em simples ou composto. Será simples quando contiver apenas uma oração (um verbo ou uma locução verbal), caso em que a oração será dita oração absoluta.

Vive-se um momento social delicado. Os alunos continuam estudando.

Prof. Albert Iglésia

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Será composto quando nele houver mais de uma oração, caso em que as orações estarão articuladas em uma relação de igualdade (coordenação) ou dependência (subordinação) sintáticas.

Eu vou à escola; você, à praia.

primeira observação a ser feita sobre o exemplo acima é que o

verbo da segunda oração – “você, à praia” – foi substituído pela vírgula, já que

esta é uma das funções desse sinal de pontuação. A segunda, perceba, é que

as orações se equivalem sintaticamente, o que caracteriza a coordenação

entre elas. Note que na palavra “coordenação” existe o elemento “co-”, que

traduz a ideia de igualdade, nivelamento. Em outras palavras, não há o

exercício de uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto adnominal, adjunto

adverbial etc.) por qualquer das orações do período.

A

É necessário que vocês estudem.

respeito da frase anterior, podemos dividi-la em duas orações: “É

Você já deve ter percebido que a primeira

necessário” e “que vocês estudem”.

oração é constituída por um verbo de ligação (“é”) e por um termo

(“necessário”) que confere um atributo ao sujeito desse verbo. Mas onde está

o

sujeito dele? Se você percebeu que o sujeito é a segunda oração (“que vocês

estudem”) está de parabéns! Caso contrário, sugiro que coloque a frase na

ordem direta:

A

Que vocês estudem é necessário.

Ficou melhor? Não?! Tente usar um velho e bom artifício: substitua

a oração “Que vocês estudem” pelo pronome ISSO, assim:

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Isso é necessário. Notou agora a função sintática de sujeito sendo exercida pela oração “Que vocês estudem”? Pois é, quando uma oração desempenha alguma função sintática na outra, dizemos que a relação entre elas é de subordinação. Note que no vocábulo “subordinação” existe o prefixo

“sub-”, tradutor da noção de posição abaixo, dependência.

Às vezes, em um mesmo período, as orações que o compõem

articulam-se de forma coordenada e, também, subordinada.

Eu disse que trabalho e estudo.

As

duas

últimas

orações

(“que

trabalho

e

estudo)

subordinam-se sintaticamente à primeira (“Eu disse”), complementando o

significado do verbo “disse” (o que?), exercendo a função sintática de objeto

direto (isso). Não obstante, entre si mesmas, as duas últimas orações

estabelecem uma relação sintática coordenada. A terceira oração soma-se à

segunda para, juntas, indicarem o que foi dito. Logo, o período é misto, ou

seja, composto por subordinação e coordenação ao mesmo tempo.

Bem, já que falamos na relação coordenada entre orações,

precisamos agora estudar as classificações e os valores semânticos de cada

uma delas. Além disso, devemos notar se essa articulação coordenada se dá

por meio de um conectivo ou não. Sendo a resposta afirmativa, teremos uma

coordenação sindética (o vocábulo síndeto significa conjunção) entre

orações. Caso a resposta seja negativa, estaremos de uma coordenação

assindética (sem conjunção). Averiguemos!

Orações Coordenadas Assindéticas e Sindéticas

As

orações

coordenadas

que

se

ligam

uma

às

outras

sem

conjunção são chamadas assindéticas. Diferentemente, as orações coordenadas sindéticas são conectadas por uma conjunção que recebe nome semelhante ao da oração.

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Lá estava, lá fiquei. (coordenada assindética, sem conjunção) Sentou e olhou ao redor. (coordenada sindética, com conjunção) Estudou, mas não passou. (coordenada sindética, com conjunção)

ATENÇÃO! 1 – Costuma-se chamar coordenada inicial a primeira oração de

um período composto por coordenação.

2 – O mesmo período pode ser composto por orações coordenadas

assindéticas e sindéticas.

Vi, vim e venci.” (a segunda oração – “vim” – coordena-se à

primeira sem conjunção; a terceira – “e venci” – articula-se por meio da

conjunção “e”).

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS

a)

Aditivas – indicam fatos sequenciais, dando a ideia de soma, de

acrescentamento ao que já foi dito.

Ela falava, e eu ouvia.

Nossas crianças não fumam nem bebem.

Ele não só passou no concurso, mas também tirou o primeiro

lugar. (esta é uma estrutura aditiva enfática)

b)

Adversativas – exprimem fatos com valores semânticos de

oposição, ressalva, adversidade em relação ao que se declarou

antes; a ideia é de contraste.

Apressou-se, contudo não chegou a tempo.

Principais conjunções e locuções: mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, contudo.

c) Alternativas – exprimem fatos que se alternam ou se excluem mutuamente.

Ora respondia, ora ficava mudo.

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Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.

ATENÇÃO! Embora a conjunção apareça na oração coordenada inicial, ela não é classificada como sindética
ATENÇÃO! Embora a conjunção apareça na oração coordenada inicial, ela não
é classificada como sindética alternativa.
Principais conjunções: ou
ou
;
ora
ora
;
;
quer
quer
;
seja
seja

d)

Conclusivas – expressam uma conclusão lógica que é obtida a

partir dos fatos expressos na oração anterior.

Ele estuda; passará, pois.

ATENÇÃO! A conjunção pois tem valor semântico conclusivo quando aparece

após o verbo da oração em que surge. Antes dele, porém, ela integra oração

de cunho explicativo.

Principais conjunções e locuções: logo, pois, portanto, por

conseguinte, por isso, de modo que, em vista disso.

e)

Explicativa – expressam a justificativa de uma ordem, suposição,

sugestão etc.

Fique calmo, pois ele já vem.

Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.

ATENÇÃO! Não devemos confundir explicação com causa, isto é, orações

coordenadas sindéticas explicativas com orações subordinadas

adverbiais causais. Uma explicação é sempre posterior ao fato que a gerou;

uma causa é sempre anterior à consequência gerada. Além disso, as orações explicativas normalmente aparecem após frases imperativas ou optativas. Principais conjunções: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo da oração explicativa).

OBSERVAÇÕES – 1 – “Não se deve classificar uma oração considerando apenas a conjunção que a introduz.

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Pediu-lhe a filha em casamento, e logo se arrependeu.

Apesar da conjunção ‘e’ ser normalmente aditiva, percebe- se que a segunda oração é coordenada sindética adversativa; pois, nesse contexto, a conjunção ‘e’ apresenta valor de contraste, de oposição.” (João

Domingues Maia)

2 – “Para a Nomenclatura Gramatical Brasileira, no entanto,

felizmente, essa visão

limitada já está fora de moda. A classificação leva em conta o sentido efetivo.”

(Ulisses Infante e Pasquale Cipro Neto)

vale a forma. A conjunção ‘e’ é aditiva e fim. (

)

3 – “Há orações coordenadas assindéticas que possuem

claramente valor de sindéticas, porque apresentam um conectivo

subentendido.

Fiz o possível para previnir-lhes o perigo; ninguém me ouviu.

Fale baixo: não sou surdo.

A terceira oração do primeiro período (‘ninguém me ouviu’) e a segunda do

segundo período (‘não sou surdo’), apesar de formalmente assindéticas, já que

não apresentam conjunção, têm sentidos bem marcados: a primeira tem valor

semântico adversativo (equivale a ‘mas ninguém me ouviu’); a segunda,

explicativo (equivale a ‘pois não sou surdo’).

Por isso convém insistir em que você se preocupe mais com o

uso efetivo das estruturas linguísticas do que com discussões às vezes

intermináveis sobre questões de mera nomenclatura.” (Ulisses Infante e

Pasquale Cipro Neto, com adaptações)

Antes de passar adiante e tratar das orações subordinadas, quero exemplificar o que foi dito anteriormente com um exercício.

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1.

(A)

(B)

(C)

(D)

Marque a alternativa em que se observa a mesma relação de sentido de adição que se verifica entre as orações coordenadas em “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

Tem olhos, e não vê. Tem boca, e não fala.

— Você pode viajar sozinha, mas apenas por uma semana.

Qualquer passo em falso, e você colocará tudo a perder!

A nova secretária era competente, mas principalmente responsável.

Comentário Na alternativa A, as orações coordenadas introduzidas pela

conjunção “e” possuem claro valor semântico adversativo. Em B, a oração

“mas apenas por uma semana” expressa a condição para que o fato

mencionado anteriormente seja levado a efeito. A terceira alternativa

apresenta oração coordenada que traduz a consequência imediata da

realização do fato mencionado antes. Finalmente, é na última alternativa em

que encontramos oração coordenada (“mas principalmente responsável”) com

a mesma relação de sentido aditivo existente também na oração “mas livrai-

nos do mal”, no comando da questão.

Resposta – D

Como você pode perceber, não devemos nos limitar à análise fria e

tradicional das conjunções durante o processo de classificação das orações. É

fundamental, antes, perceber a relação semântica existente entre elas. Mas é

bom trazer na mente os sentidos mais frequentes de alguns conectivos.

CONECTIVOS COORDENATIVOS

e, nem, mas, também, mas ainda, como também, bem como, além disso, além do mais, ademais etc.

adição

adversidade

e, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não

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obstante, apesar disso, em todo caso etc.

 

alternância

ou, ou

ou, ora

ora, já

já, quer

quer

conclusão

logo, portanto, por conseguinte, pois (após verbo), por isso

explicação

que, porque, porquanto, pois (antes de verbo)

Trataremos

agora

das

orações

subordinadas,

que

podem

exercer funções típicas de substantivos, advérbios e adjetivos. Antes de

estudarmos suas características e valores semânticos, apresentarei um

quadro-resumo delas.

e valores semânticos, apresentarei um quadro-resumo delas. Substantivas 1 – Subjetiva 2 – Predicativa 3

Substantivas

1 – Subjetiva

2 – Predicativa

3 – Objetiva Direta

4 – Objetiva Indireta

5 – Completiva Nominal

6 - Apositiva

Orações Subordinadas

 

Adverbiais

1

– Causal

2

– Consecutiva

3

– Condicional

4

– Concessiva

5

– Comparativa

6

– Conformativa

7

– Temporal

8 – Proporcional

9 – Final

Adjetivas

1 – Explicativa

2 – Restritiva

Orações Subordinadas Substantivas

São aquelas que desempenham funções típicas de substantivos no período simples. Elas podem surgir em duas formas:

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1. desenvolvidas ligam-se à oração principal por meio das conjunções subordinativas integrantes que e se, ou ainda por meio de um pronome ou advérbio interrogativo.

É

Perguntamos se voltará hoje. (conjunção integrante)

Ele quer saber que horas são. (pronome interrogativo)

Ele indagou quando será a prova. (advérbio interrogativo)

importante que estudemos com afinco. (conjunção integrante)

2. reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ser introduzidas

por preposição.

É

Pensou em omitir o fato, mas se arrependeu.

importante estudar com afinco.

Subjetiva (equivale-se ao sujeito da oração principal)

É fundamental a sua opinião sobre o assunto.

É fundamental que você opine sobre o assunto.

É fundamental você opinar sobre o assunto.

O primeiro exemplo constitui-se de período simples. Nele há

apenas uma oração (um só verbo), cujo sujeito é a expressão a sua opinião

sobre o assunto. Colocando-se a frase na ordem direta, é mais fácil perceber

isso: A sua opinião sobre o assunto é fundamental. Nos dois últimos exemplos, há períodos compostos, pois a expressão inicial foi transformada em duas orações: uma na forma desenvolvida (com a conjunção integrante que); outra na forma reduzida (verbo opinar no infinitivo).

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ATENÇÃO! Quando ocorre oração subordinada substantiva subjetiva, o verbo da oração principal sempre fica na terceira pessoa do singular.

Estruturas típicas da oração principal nesse caso são:

1.

verbo de ligação + predicativo é bom

está comprovado

;

fica evidente

é conveniente

etc.

; parece certo

;

;

é claro

;

É preciso que se adotem providências eficazes

Parece estar provado que soluções mágicas não funcionam

2.

3.

verbo na voz passiva sintética ou analítica sabe-se

comenta-se

;

dir-se-ia

;

foi anunciando

;

foi dito

etc.

;

Sabe-se que a prova está próxima.

Foi dito que a prova será adiada.

soube-se

;

verbos como cumprir, convir, acontecer, importar, ocorrer, suceder,

parecer, constar, urgir etc. conjugados na terceira pessoa do singular.

Convém estarmos aqui.

Urge que tomemos uma decisão.

Objetiva Direta

Complementa o valor semântico do verbo transitivo direto da oração principal, articulando-se com ela sem o intermédio de preposição obrigatória.

Ressalte-se que, nas frases interrogativas indiretas, as orações subordinadas substantivas objetivas diretas podem ser introduzidas pelas

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conjunções subordinativas integrantes se ou que e, ainda, por pronomes ou advérbios interrogativos. Tome cuidado porque as bancas examinadoras podem perguntar, por exemplo, se “as palavras em destaque nos trechos abaixo possuem a mesma classificação gramatical” e sublinhar, maliciosamente, dois vocábulos

introdutores de orações subordinadas substantivas objetivas diretas. Partindo

da ideia comum de que elas são iniciadas por conjunções integrantes, é

possível que algum candidato mais afoito diga “sim”, sem se dar conta de que

pode estar diante de uma conjunção integrante e um pronome interrogativo.

Todos sabemos

que ele aceitará o convite.

como as coisas funcionam aqui.

onde fica a farmácia.

quanto custa o remédio.

quando acabam as aulas.

qual é a matéria da prova.

ATENÇÃO! Com os verbos deixar, mandar fazer (causativos), ver, sentir e

ouvir

substantiva objetiva direta:

(sensitivos),

ocorre

um

tipo

especial

de

oração

subordinada

Ouvi-os bater.

Deixe-me entrar.

As orações em destaque são reduzidas de infinitivo. E o mais

interessante é que os pronomes oblíquos átonos os e me são os sujeitos dos verbos no infinitivo. Na Língua Portuguesa, esse é o único caso em que tais

pronomes desempenham tal função sintática.

Objetiva Indireta

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Completa o sentido de um verbo transitivo indireto da oração principal. Normalmente vem introduzida por preposição, mas esta pode ser omitida.

Lembro-me de que fizemos muitas visitas. (Mário Donato)

Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. (Clarice Lispector)

Completiva Nominal

Liga-se

a

um

nome

(substantivo

abstrato,

adjetivo

ou

advérbio) da oração principal completando seu significado. É introduzida por

preposição (como todo complemento nominal). Aqui, o emprego da

preposição não é facultativo. A omissão dela implica erro de regência e revela

falta de coesão.

Tenho a impressão de estar sempre no mesmo lugar.

substantivo

a impressão de estar sempre no mesmo lugar . substantivo A nova metodologia é útil para

A nova metodologia é útil para diminuir a margem de erro.

adjetivo

é útil para diminuir a margem de erro . adjetivo Está perto de fazermos a prova

Está perto de fazermos a prova.

advérbio

. adjetivo Está perto de fazermos a prova . • advérbio Predicativa Funciona como um predicativo

Predicativa

Funciona como um predicativo do sujeito da oração principal; seu valor semântico caracteriza, especifica, determina o sujeito dela. É de se notar também a presença de um verbo de ligação na oração principal.

Nosso desejo era encontrares o teu caminho.

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O triste é que não era uma planta qualquer.

Apositiva

Atua como aposto de um termo da oração principal e é marcada

pela pontuação (vírgula, dois pontos). Seu significado amplia, explica,

desenvolve, resume o conteúdo da oração principal.

O boato, de que o presidente renunciaria, espalhou-se

rapidamente.

Só resta uma alternativa: encontrar o culpado.

Orações Subordinadas Adverbiais

I.

Características

Têm

valor

semântico

de

advérbio

(causa,

tempo,

condição,

finalidade etc.) e exercem função de adjunto adverbial em relação à oração

principal;

II.

Desenvolvidas: possuem verbo no modo indicativo ou subjuntivo e

são introduzidas por conjunção;

III.

Reduzidas: possuem verbo na forma nominal (infinitivo, gerúndio,

particípio).

Classificações

I. Causal: expressa a causa do que se diz na oração principal.

Como não haviam combinado, uns cantavam em inglês e outros em português. (Clarice Lispector)

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II. Consecutiva: apresenta a consequência do que se diz na oração

principal.

Fiquei tão alegre com esta ideia que ainda agora me treme a pena na mão. (Machado de Assis)

III.

Condicional: estabelece uma condição para que o fato expresso na

oração principal se realize.

Eu cantarei, se as Musas me ajudarem,

Elpenor. (Augusto Meyer)

a verdadeira história de

IV.

Concessiva: expressa um fato que deveria impedir o acontecimento

do que se declara na oração principal.

(

(Graciliano Ramos)

)

descobri-me,

embora

estivessem

muitas

pessoas

na

sala.

V.

Comparativa: indica o segundo elemento de uma comparação.

Ele saiu da vida como quem sai de uma festa. (Cassiano Ricardo)

Atenção! Muitas vezes, o verbo da oração subordinada adverbial comparativa

está oculto.

As ideias marinhavam-lhe no cérebro, como em hora de temporal

). (

(Machado de Assis)

Além disso, a oração à qual se subordina a oração comparativa pode apresentar expressões como: mais, menos, pior, tal, tanto.

VI. Conformativa: a ideia expressa nela está de acordo com a que é dita

na oração principal.

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Conforme nos mandara o sargento, ficamos passando um pelo outro. (Mário Donato)

VII. Proporcional: expressa um fato que se realiza proporcionalmente ao

que se diz na oração principal.

Quanto mais uma civilização é artista, mais ela se afasta da natureza.

(Graça Aranha)

VIII. Final: indica a finalidade do que se diz na oração principal.

O fuzil foi passado de mão em mão, para que todos aprendessem os

quatro movimentos.

IX. Temporal: expressa o tempo em que ocorre o que se diz na oração

principal.

Quando o semáforo abriu,

(Lourenço Diaféria)

ele tentou arrancar

na

bicicleta (

).

Observe que as três orações subordinadas abaixo apresentam

estruturas diferentes das anteriores. Nelas não há verbos desenvolvidos

(conjugados no modo indicativo ou subjuntivo) nem conjunções. Agora, os

verbos assumem uma das formas nominais (gerúndio, infinitivo e

particípio).

Ao abrir o semáforo, ele tentou arrancar na bicicleta. (infinitivo) Aberto o semáforo, ele tentou arrancar na bicicleta. (particípio) Abrindo o semáforo, ele tentou arrancar na bicicleta. (gerúndio)

Uma vez estudadas as características e os valores semânticos das orações subordinadas adverbiais, convém agora apontar as principais conjunções que fazem a articulação entre elas e sua principal.

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Causais

Porque; como; que; pois; porquanto; visto que; dado que; já que; uma vez que; na medida em que; etc.

Consecutivas

Que, de forma que, de maneira que, de modo que etc.

Comparativas

Que; (do) que; quanto; como; assim como; bem como; etc.

Concessivas

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Ainda que; embora; mesmo que; posto que; por mais

que; se bem que; por pouco que; nem que; conquanto

etc.

Condicionais

francostellet

Se; caso; sem que; contanto que; salvo se; desde que;

a menos que; a não ser que; que; etc.

Conformativas

Conforme; como; segundo; consoante; etc.

Finais

Para que; a fim de que; que; etc.

Proporcionais

cynarafranco

À medida que; à proporção que; ao passo que; quanto

mais

maior; etc.

mais; quanto menos

menos; quanto maior

 

bar11494430738cynara

Quando; enquanto; antes que; depois que; desde que;

logo que; assim que; até que; que; apenas; mal;

sempre que; tanto que; etc.

Tempo

Dizem que se conselho fosse bom ninguém daria, mesmo assim eu

arrisco um: não confunda as locuções conjuntivas à medida que e na

medida em que. A primeira introduz oração subordinada tradutora de valor

proporcionalidade; a segunda inicia oração subordinada que

expressa a causa de um fato. Já vi muito candidato bom “derrapar” por falta de atenção a esse detalhe.

Quer outro conselho? Não confunda oração subordinada adverbial causal com oração coordenada sindética explicativa! Em alguns momentos, elas podem apresentar semelhanças que dificultam a análise correta. Por exemplo, ambas admitem as conjunções pois, que,

semântico de

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porque, porquanto. Porém, um pouco de atenção para os aspectos que vou assinalar pode ser de grande utilidade:

[Ele

pegou

a

doença]

[porque

[Não

ande

descalço,]

[porque

andava descalço.]

você vai pegar uma doença.]

 

1.

uma

relação

de

causa

e

1.

Não

relação

de

causa

e

consequência entre as duas orações.

consequência:

apenas

é

dado

o

 

motivo

para

que

 

não

se

ande

descalço.

 

2.

A

conjunção

que

introduz

a

2.

Pode-se

eliminar

a

conjunção

oração causal não pode ser eliminada.

coordenativa explicativa: Não ande

descalço,

você

vai

pegar uma

doença.

 

3.

A

oração

adverbial pode ser

3.

Não se pode transformar a oração

transformada em oração

reduzida de

coordenada em oração reduzida.

 

infinitivo: Ele pegou

a doença por

 

andar descalço.

 

4.

O verbo da oração principal não

4.

A oração anterior à explicativa

expressa dúvida ou hipótese.

 

geralmente possui verbo no

 

imperativo ou tem caráter hipotético.

De outro modo, poderíamos dizer: Ele

deve ter andado descalço, pois

pegou uma doença.

 

Orações Subordinadas Adjetivas

As orações subordinadas adjetivas podem equivaler-se, semanticamente, a adjetivos, ou seja, caracterizar um substantivo, atribuindo-lhe qualidade, estado ou modo de ser. Sintaticamente, podem exercer a função de adjunto adnominal de um termo da oração principal. Observem:

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Deve-se investir em soluções definitivas. Deve-se investir em soluções que resolvam definitivamente os problemas.

Comparando os dois exemplos acima, é fácil perceber que, no

segundo, a oração “que resolvam definitivamente os problemas

discrimina o substantivo “soluções” e restringe o seu alcance semântico. Além

disso, exerce função idêntica à do adjetivo “definitivasno primeiro exemplo:

ambas as expressões são adjuntos adnominais do substantivo “soluções”,

que é núcleo do objeto indireto.

ORAÇÕES ADJETIVAS RESTRITIVAS E EXPLICATIVAS

Na relação que estabelecem com o termo a que se referem, as

orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras distintas:

restringindo e individualizando esse termo ou simplesmente explicando,

realçando, amplificando uma informação sobre ele.

O

O

jovem que estuda passa.

homem que luta vence.

Oraç. Subord. Adj. Restritivas
Oraç. Subord. Adj. Restritivas

O

Cristo, que é filho de Deus, morreu por nós.

homem, que é mortal, almeja a vida eterna.

Oraç. Subord.

Adj. Explicativas

No primeiro caso, as orações adjetivas equiparam-se a verdadeiros adjetivos restritivos (aqueles cujos valores semânticos não constituem um atributo inerente a todo e qualquer ser de mesma natureza): nem todo jovem passa (apenas o que estuda); nem todo homem vence (somente o que luta). Elas funcionam como adjuntos adnominais e não podem ser separadas do substantivo por vírgulas.

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No segundo caso, as orações adjetivas têm valor semântico explicativo, pois expressam uma característica intrínseca, essencial ao termo a que se referem: todo homem é mortal; Cristo é filho de Deus. Por não influenciarem o significado do termo a que se referem, podem ser retiradas da frase ou ficarem separadas do substantivo pela pontuação sem implicar

alteração semântica. Sendo assim, elas se assemelham a um aposto

explicativo.

Note que as conexões entre as orações subordinadas adjetivas

apresentadas até aqui e suas orações principais são feitas pelo pronome

relativo que. Esse pronome, além de conectar (ou relacionar – daí o nome

relativo) os dois tipos de orações, também desempenha uma função sintática

na

relativo ocupa o papel que seria exercido pelo termo que ele substitui (o

antecedente).

oração subordinada que introduz. No desempenho dessa função, o pronome

que introduz. No desempenho dessa função, o pronome Deve-se investir em soluções. Essas soluções devem

Deve-se investir em soluções. Essas soluções devem resolver

definitivamente os problemas.

sujeito

Deve-se investir em soluções [que resolvam definitivamente os

sujeito

problemas.]

Quando as orações subordinadas adjetivas são introduzidas por

relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo

(forma finita), elas são chamadas de desenvolvidas. E quando não são

introduzidas por um pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição)

e apresentam verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio), elas são chamadas de reduzidas.

um pronome

Essas são as ideias tão valorizadas por ele. Via-se um cartaz comunicando a falência.

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Nosso argumento foi o primeiro a cair.

Fique agora com algumas questões de provas sobre o assunto.

1.

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

(FCC/TCE-PR/ANALISTA DE CONTROLE – ATUARIAL/2011) A oração

sublinhada exerce a função de sujeito dentro do seguinte período:

Montesquieu preferiu guiar-se pelos valores civis,

levar pelo finalismo religioso.

em vez de se deixar

A um espírito sensível e religioso não convém ler um filósofo como

Montesquieu buscando apoio espiritual.

Um estudo sério da história das ciências jurídicas não pode prescindir dos

métodos de que se vale Montesquieu em O espírito das leis.

As ciências humanas deveriam libertar-se da religião, assim como ocorreu

com as ciências naturais.

O método de Montesquieu valorizou as instituições humanas e solapou o

finalismo teológico e moral.

Comentário – Oração que funciona sintaticamente como sujeito é oração

subordinada substantiva subjetiva.

Alternativa A: a oração é complemento direto do verbo

“preferi”, por isso é classificada como oração subordinada substantiva objetiva

direta.

Alternativa B: aqui está a resposta. A oração é sujeito do verbo “convém”. Talvez a dificuldade esteja em diferenciá-la de um possível objeto direto. A confusão geralmente ocorre quando o sujeito aparece depois

do verbo, posição característica do objeto. Mas repare bem:

=

convém ISSO

ISSO convém

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Alternativa C: a oração é subordinada adjetiva restritiva e qualifica o substantivo “métodos”.O “que” é pronome relativo e substitui o antecedente “métodos”.

Alternativa D: aqui a ideia é de comparação entre o que

ocorreu com as ciências naturais e o que deveria ocorrer com as ciências

humanas. Portanto a oração sublinhada classifica-se como subordinada

adverbial comparativa.

Alternativa E: oração coordenada não exerce função sintática.

Por isso é descabido pensar que a oração destacada pudesse ser sujeito. Na

verdade, ela é simples oração coordenada aditiva.

Resposta – B

2.

(FCC/TCE-AM/ASSISTENTE DE CONTROLE EXTERNO/2008) O petróleo, no

entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é

insubstituível.

O sentido introduzido no contexto pela frase sublinhada acima é de

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

causa.

conclusão.

explicação.

oposição.

temporalidade.

Comentário – O sentido produzido é de oposição, contraste, adversidade. Se,

por um lado, o petróleo é uma fonte substituível de energia; por outro, a água não o é.

Resposta – D

3.

(FCC/PREFEITURA

AQUÁTICO/2008)

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SALVADOR/AGENTE

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SALVAMENTO

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) (

tão perigoso. Isso por causa dos rombos na camada de ozônio. Localizada

entre 25 e 35 quilômetros da superfície da Terra, ela filtra dois tipos de raios ultravioleta. Um deles é o tipo A, que acelera o envelhecimento da

A ação benéfica do sol é um fato, mas, paradoxalmente, ele nunca foi

pele, por penetrar em camadas mais profundas.

(

)

A frase grifada acima introduz, no contexto, noção de

(A)

causa.

(B)

condição.

(C)

consequência.

(D)

finalidade.

(E)

temporalidade.

Comentário – Na verdade, é uma oração que está grifada (oração

subordinada adverbial reduzida de infinitivo). Ela expressa a causa ou o motivo

que faz “o tipo A” acelerar o envelhecimento da pele.

Resposta – A

4.

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

(FCC/TCE-AL/ANALISTA DE SISTEMAS/2008) O elemento sublinhado tem

valor causal em:

Os propósitos nos devolvem a autoria da vida.

Liberdade seria, portanto, sinônimo de decisão.

Talvez seja isso que torna tão difícil cumprir propósitos de Ano Novo.

Sem história e sem passado, quem seríamos?

Somos livres quando, ao agir, recomeçamos.

Comentário – Alternativa A: objeto direto do verbo (devolver algo a alguém). Alternativa B: predicativo do sujeito (note o verbo de ligação

“seria”).

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Alternativa C: o elemento sublinhado é objeto direto oracional (note a presença do verbo “cumprir”) do verbo “torna”. Observe também que o predicativo do objeto (o adjetivo “difícil”) veio entre o próprio objeto e o verbo. Alternativa D: a bem da verdade, o pronome interrogativo “quem” funciona como sujeito do verbo “seríamos”.

Alternativa E: temos uma oração reduzida de infinitivo que

exprime motivo, causa ou o que desencadeia o nosso recomeço.

Resposta – E

5.

(FCC/TRT-18R/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2008) Pensador consequente,

a

valores essenciais da conduta humana.

Cícero não importavam as questões secundárias; interessavam-lhe os

O

por:

sentido da frase acima permanecerá inalterado caso ela seja introduzida

(A)

(B)

(C)

(D) Por ter sido.

(E)

Conquanto fosse.

Muito embora sendo.

Ainda quando fosse.

Mesmo que tenha sido.

Comentário – Analisando a frase pelo aspecto semântico, entende-se que

Cícero atribuía importância aos valores essenciais da conduta humana em

detrimento das questões secundárias por que ele era um pensador

consequente. Tem-se, portanto, uma relação de causa e consequência que pode ser expressa, em seu início, por uma oração subordina adverbial causal

(reduzida de infinitivo): Por ter sido pensador consequente As demais opções imprimiriam ao enunciado uma ideia de ressalva, concessão. Resposta – D

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6.

(A

(B)

(C)

(D)

(E)

(FCC/TCE-AM/ASSISTENTE DE CONTROLE EXTERNO/2008) Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, no segmento:

embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada

três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para

atender às suas necessidades básicas.

Se o padrão atual de aumento do consumo for mantido, calcula-se que

essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050.

Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o

Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais

rápido do que pode ser renovada.

Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a

demanda por água se multiplicou por oito.

Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao

valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar

alimentos

Comentário – Alternativa A: a conjunção “embora” anuncia a ideia de

concessão.

conjunção “Se” transmite já a noção de

condição presente no período.

Alternativa C: existe uma comparação entre o ritmo de

consumo da água o de sua renovação.

Alternativa D: a conjunção “enquanto” expressa ideia de

tempo.

Alternativa E: a conjunção “Como” (que pode ser substituída por já que, visto que etc.) introduz a causa da possibilidade de valer mais a pena importar alimentos – esta, então, é a consequência do que foi dito. Resposta – E

Alternativa B: a

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7.

(FCC/METRÔ-SP/ADVOGADO TRAINEE/2008)

(

colhida em pesquisa feita (

)

Malgrado existam estes exemplos, dentre outros, assusta a resposta

).

O segmento grifado acima aparece, com outras palavras, mas sem alterar

o sentido original, em:

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

Se existissem

Apesar de existirem

Enquanto existirem

Visto que existem

À medida que existem

Comentário – Note que o questionamento do examinador é sobre o “sentido

original”. Malgrado é equivalente a não obstante, apesar de, embora; possui

valor semântico concessivo. As demais alternativas exprimem,

respectivamente, as seguintes ideias: condição (letra A), tempo (letra C),

causa (letra D) e proporção (letra E).

Resposta – B

8.

(FCC/TJ-SE/ANALISTA

mesmo identificar tradições de inovação, sustentadas ao longo de

até

DE

SISTEMAS/2009)

Na

frase

É

possível

décadas, o elemento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para a

correção e o sentido do contexto, por:

(A)

(B) Conquanto seja possível identificar.

(C) É possível, inclusive, identificar.

(D) É possível, apesar disso, identificar.

(E) Não obstante, é possível identificar.

Ainda assim, é possível identificar.

Comentário – Se você percebeu que em todas as alternativas, com exceção da opção C, há elementos carregados de valor semântico concessivo (“Ainda

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assim”, “Conquanto”, “apesar disso”, “Não obstante”), certamente não teve

dificuldade para assinalar a letra C. Esta, na verdade, exprime uma ideia de

inclusão, ou seja, entre as identificações possíveis está também a das

tradições de inovação.

Resposta – C

9.

(FCC/TJ-AP/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2009) Quanto mais chocarem o

pensamento corrente ( mais ganharão em originalidade, leitura e

cartas de protesto.

),

A relação estabelecida pelos dois elementos sublinhados na frase acima

mantém-se na que travam os elementos sublinhados em:

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

Ora você parece conservador, ora faz pose de revolucionário.

Já dizia um desses velhos provérbios: maior a altura, maior o tombo.

Ele é tão mais otimista que seus companheiros de geração

Seja por excesso de escrúpulos, seja por falta deles, ela sempre age de

modo estranho.

Assim como há pessimistas empedernidos, assim também não faltam

otimistas ingênuos.

Comentário – A ideia existente entre as orações do período é de

proporcionalidade, o que se confirma por meio da relação entre os elementos

sublinhados. O mesmo sentido está presente também na alternativa B: à

proporção que a altura aumenta, aumenta o risco ou a consequência do

tombo.

Alternativa

A:

a

relação

é

de

alternância:

um

revezamento entre os tipos de personalidades apresentadas.

Alternativa C: a relação é de comparação entre o otimismo

das seguintes pessoas do discurso: “Ele” e “seus companheiros de geração”.

Alternativa D: a relação é de alternância: ela sempre age por

causa do excesso ou da falta de escrúpulos.

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Alternativa E: a ideia é de comparação entre a existência de pessimistas empedernidos e a de otimistas ingênuos. Como esse deve ter sido o caso mais difícil para você, eis abaixo mais dois exemplos em que a mesma ideia se encontra presente:

Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à

luz daquele olhar.

Estados Unidos há universidades para todas as

inteligências como há hotéis para todas as bolsas. Resposta – B

Nos

10. (FCC/INFRAERO/2009) Está inteiramente correta a redação da seguinte

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

frase:

É preciso convir de que a lua ficou mais perto de casa.

Há metáforas em cujo primitivo sentido sofreu certo esvaziamento.

O prestígio de cujo os mitos se revestiam não esmoreceu por completo.

São vultosos os recursos de que esse setor já não pode abrir mão.

É sugestivo o perfil de ave de rapina no qual se celebrizou o Concorde.

Comentário – “Convir”, no sentido de estar de acordo; admitir; concordar,

dispensa a preposição “de”. Nessa acepção, há registros desse verbo como

transitivo indireto regendo preposição em: Conveio em tudo que se lhe

propôs; Conviria comigo (em) que estava errado. Pode ocorrer elipse da

preposição em na sequência verbo + em que.

preposição “em” antes do pronome relativo “cujo” não tem

justificativa. Após ele não há termo (nome ou verbo) que requeira tal preposição – o que poderia justificá-la, caso contrário. Vejam o exemplo:

A

poderia justificá-la , caso contrário. Vejam o exemplo: A O livro em cujo autor me apoio

O livro em cujo autor me apoio superou as expectativas de venda. (quem se apoia, apoia-se em algo/alguém)

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Nem antes

Então, podemos deduzir que o acento grave

indicativo de crase jamais será empregado diante dele. O a que porventura surgir diante dele será simplesmente uma preposição (sem outro a, não há condições para o surgimento da crase)

dele:

Nunca haverá artigo depois de “cujo”, nunca!

os/as

cujos/cujas

artigo depois de “cujo”, nunca! os/as cujos/cujas Chegou a moça a cuja mãe me referi .

Chegou a moça a cuja mãe me referi. (quem se refere,

refere-se a algo/alguém.)

A quarta alternativa está correta. Destaque para o termo

“vultosos” que significa de grande importância, de valor considerável. E

também para o emprego da preposição “de” antes do pronome relativo “que”.

Sem ela, o segmento ficaria sem coesão (e com grave erro de regência), pois

quem abre mão, abre mão de algo/alguém.

Finalmente, o problema da alternativa E encontra-se no uso

inadequado da preposição “em” (no qual = em + no qual). Do jeito que foi

escrita, a frase indica que o famoso avião se afamou no (exprime situação;

ausência de movimento; lugar) sugestivo perfil de ave de rapina. Na verdade,

isso aconteceu por causa da associação do contorno daquela aeronave ao

delineamento de uma ave de rapina, o que torna apropriado o emprego da

preposição com.

Resposta – D

11. (FCC/INFRAERO/2009) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

(A)

A recorrência de trocadilhos

(costumar) soar como demonstração de

um gosto no mínimo duvidoso.

(B)

Os êxtases e devaneios a que nos

(levar) a linguagem metafórica

podem conviver com a objetividade do discurso científico.

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(C) Não

(D)

(E)

(dever) incluir-se entre os hábitos modernos o menosprezo pelo

que representavam os mitos antigos.

(caber) esperar, a partir de investimentos altíssimos como esse, por avanços cada vez mais expressivos na ciência da navegação.

A pouca gente, no passado,

(poder) convencer argumentos em favor

da necessidade desses altíssimos investimentos.

Comentário – A flexão de um verbo envolve tempo e modo; número e

pessoa; voz. Há também o estudo dos aspectos verbais, que serão tratados na

aula específica deste curso.

Aqui, a FCC apontou para a flexão de número. Portanto é

de grande importância identificarmos o sujeito da forma verbal.

Também deve nos chamar a atenção o uso da expressão

“deverá flexionar-se numa forma do plural”. Ela exige que o candidato

descarte os casos facultativos de flexão verbal e se detenha nos casos de

flexão obrigatória.

Precisamos então verificar se há algum termo que funcione

como sujeito de algum desses verbos. Observe a última opção. Nela há a

locução verbal “poder convencer”, cujo sujeito – que não ocupa sua posição

natural antes do verbo e, por isso, complica a nossa análise – é a expressão

“argumentos em favor da necessidade desses altíssimos investimentos”. O

núcleo “argumentos” – note o plural – obriga o verbo auxiliar da referida

locução (“poder”) a flexionar-se em número e pessoa: “podem”.

Resposta – E

12. (FCC/INFRAERO/2009)

É

comentário sobre o texto:

preciso

CORRIGIR

a

redação

do

seguinte

(A) Alude-se ao mito de Ícaro por que ele representou, como nenhum outro, o anseio que tinham os homens em voar.

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(B)

(C)

(D)

(E)

Além de quase sempre prazerosas, as viagens aéreas são um recurso com o qual, atualmente, não se pode deixar de contar.

A simples emissão de um bilhete aéreo implica, hoje em dia, a mobilização de sofisticados recursos de informática.

Nos tempos heróicos da aviação civil, os pioneiros corriam riscos que a

modernização do setor lograria eliminar.

Efetivamente, a lua não está mais perto que antes, mas ninguém mais a

contempla com o olhar antigo, que a supunha inacessível.

Comentário – O problema encontra-se na primeira alternativa e diz respeito

ao emprego do “por que”. Essa expressão será escrita separadamente e sem

acento quando:

a)

b)

for empregada em frases interrogativas diretas ou

indiretas: Por que você fez aquilo? / Diga-me por que

você fez aquilo?);

ou for equivalente a “pelo qual” (preposição por/per +

pronome relativo o qual): Diga-me o motivo por que

você fez aquilo.

Caso indique uma justificativa ou explicação do que foi dito

(como surgiu na alternativa sob análise), será grafada juntamente.

Quero destacar ainda o emprego do verbo “implicar”.

Utilizado informalmente como transitivo indireto (com preposição em) nas

acepções de ter como consequência; acarretar; provocar, esse verbo, em um

desses sentidos,

alternativa C. Resposta – A

é transitivo direto. Por isso foi corretamente usado na

13. (FCC/INFRAERO/2009) Porém, escapando da morte na queda do avião, pilotos e mecânicos tinham de lutar pela vida na caminhada em busca de socorro.

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Reescrevendo o trecho acima, de modo a iniciá-lo com o segmento Pilotos e mecânicos tinham de lutar pela vida na caminhada em busca de socorro, uma complementação correta e coerente será:

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

ainda assim quando não morressem à queda do avião.

uma vez escapes da morte na queda do avião.

embora viessem a escapar da morte na queda do avião.

porquanto não tivessem morrido na queda do avião.

à medida que não morressem com a queda do avião.

Comentário – Antes de tudo, é necessário entender adequadamente a

mensagem transmitida por meio do período destacado. Nele se contrapõem as

ideias de sobrevivência e risco de morte. Mesmo não tendo morrido na queda

do avião, os tripulantes precisavam achar socorro para se manterem vivos.

Essa relação é muito bem evidenciada já no início do período, onde figura a

conjunção adversativa “Porém”.

A conjunção concessiva “embora” resguarda o valor

semântico da informação. A possibilidade de os tripulantes escaparem da

morte causada pela queda da aeronave não os isentaria de lutar pela

sobrevivência. Pilotos e mecânicos, embora sobreviventes, não estariam livres

de perigo.

Nas demais alternativas, há problemas quanto à correção e

coerência, causados por truncamentos sintáticos:

- Pilotos e mecânicos tinham de lutar pela vida na

caminhada em busca de socorro ainda assim quando não morressem à queda

do avião. (a locução “ainda assim” equivale a “apesar disso”; seu emprego em

substituição a “mesmo” e ao lado da conjunção temporal “quando” causou truncamento sintático).

- Pilotos e mecânicos tinham de lutar pela vida na

caminhada em busca de socorro uma vez escapes da morte na queda do avião. (há truncamento sintático causado pelo uso de “uma vez escapes”)

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Pilotos e mecânicos tinham de lutar pela vida na

caminhada em busca de socorro porquanto não tivessem morrido na queda do avião. (a conjunção “porquanto” é bem empregada para indicar explicação ou causa, o que não é o caso aqui). - Pilotos e mecânicos tinham de lutar pela vida na

caminhada em busca de socorro à medida que não morressem com a queda do

avião. (“à medida que” imprime ideia de proporcionalidade e divorcia-se do

sentido original) Resposta – C

-

14. (FGV/CODESP/ADMINISTRADOR/2010)

) (

economia brasileira continuar com seu impulso de crescimento – e a

qualidade da educação continuar baixa.( )

São numerosas oportunidades perdidas que se multiplicarão, se a

A respeito da composição do período acima, analise as afirmativas a

seguir:

I.

II.

III.

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

Há uma oração principal.

Há duas orações subordinadas adverbiais.